03 novembro 2011

Operadoras reforçam proposta para clientes sem conta bancária

A adoção do aparelho celular como um meio de pagamento transformou as operadoras em mediadoras de transações financeiras. Atualmente, Oi, Vivo, Claro e TIM desenvolvem projetos de pagamento móvel, tendo como principais tecnologias as mensagens de texto (SMS) e a comunicação por aproximação (NFC).

Parte dos projetos é desenvolvida em parceria com bancos, mas há também interesse das empresas em criar serviços para os usuários que não dispõem de conta bancária. De acordo com o estudo realizado pela Europraxis, havia no país 206 milhões de celulares ativos no fim de 2010, dos quais 65 milhões não são bancarizados. Mas, parte desse público possui cartões de crédito ou realiza compras por internet.

A Oi lançou em 2006 o seu serviço, por meio da empresa Paggo. Há um ano, 50% da empresa foi vendida para o Banco do Brasil e a Cielo. O serviço conta com 250 mil usuários e 75 mil estabelecimentos autorizados. O custo para o cliente é de R$ 2,99 ao mês e para o estabelecimento, de 2,99% do valor da transação. Em setembro, a Oi lançou com o Banco do Brasil um cartão que possibilita o pagamento móvel para os usuários da operadora, além de depósitos e transferências de créditos para outros celulares.

Gabriel Ferreira, diretor de serviços e produtos financeiros da Oi, diz que o cartão usado atualmente em Pernambuco, será expandido para as demais praças. A meta, diz o executivo, é atingir 1 milhão de usuários em um ano. "Existem 15 milhões de clientes da Oi sem conta bancária. O serviço permitirá levar o pagamento móvel para esse público", afirma o diretor.

A Vivo desenvolveu serviços de pagamento móvel com cartões do Santander, Banco do Brasil e Bradesco. Em São José dos Campos (SP), a operadora testa há três meses com a Mastercard, a Redecard e o Itaú um chip que permite ao cliente pagar usando o número do celular e digitando uma senha temporária (tolken). Maurício Romão, diretor de produtos e serviços financeiros da Vivo, diz que a opção conta com 20 mil clientes e mil estabelecimentos credenciados. "A adoção do serviço nacional deve exigir a contratação de equipes para essa atividade", diz.

A TIM anunciou em 2010 uma parceria com o Itaucard que prevê a oferta de cartões de crédito e outros serviços de pagamento móvel. A previsão é lançar o cartão neste ano. A operadora também pretende oferecer serviços como compra, transferências de recarga e remessas nacionais ou internacionais de dinheiro usando o celular.

A Claro, por sua vez, lançou em 2005 com a empresa Wappa um serviço para pagamento de táxi usando o chip do celular. O serviço tem 11 mil táxis cadastrados. As empresas não quiseram falar.
Fonte:Valoreconômico 03/11/2011

03 novembro 2011



02 novembro 2011

PepsiCo compra a Mabel por R$ 800 mi

A PepsiCo do Brasil fechou acordo para a compra da fabricante de biscoitos Mabel por um valor entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões, segundo fontes próximas às negociações.

Com o negócio, a multinacional dá mais um passo para se consolidar no mercado local de biscoitos, que em 2010 movimentou R$ 6,6 bilhões, segundo a Nielsen. Além da PepsiCo, estavam na disputa pela empresa familiar a americana Bunge e a mexicana Bimbo.

A Mabel, que tem cinco fábricas (em Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe e Santa Catarina), pertencia à família do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO). O fundo de private equity do banco Icatu tinha uma participação de 40% na empresa desde 1999.

A companhia, fundada por imigrantes italianos em 1953, já esteve à venda antes, há cerca de dez anos. Na época, o banco Goldman Sachs foi contratado para achar um interessado. A PepsiCo, segundo fontes de mercado, já havia se interessado pela empresa, mas o negócio não foi fechado e os donos da companhia desistiram de vendê-la.

A Mabel, conforme dados da própria empresa, está entre os cinco maiores fabricantes de biscoitos do País, com capacidade para produção de 1,5 milhão pacotes de unidades por dia, que são vendidos em mais de 140 mil pontos de venda em todo o Brasil. Hoje, a Mabel produz mais de 150 itens diferentes entre biscoitos, torradas e salgadinhos.

A diversificação vem para atender à demanda do mercado, já que o segmento de salgadinhos - que movimenta R$ 3 bilhões por ano - cresceu 10,1% no primeiro semestre de 2011, enquanto o de biscoitos teve retração de 1,9% no mesmo período.

Diversificação. Para a PepsiCo, a compra é estratégica para ampliar a distribuição de sua linha de biscoitos em todo o País, já que a Mabel tem fábricas localizadas em cinco Estados. A aquisição é mais um passo na estratégia da PepsiCo para diversificar seu portfólio e depender menos da linha de refrigerantes.

Em 2007, a empresa havia comprado a paulista Lucky, que fabrica o salgadinho Torcida. Em comum, Lucky e Mabel têm a prática de preços competitivos, que atrai o consumidor da classe C.

A subsidiária brasileira da PepsiCo tem sido pressionada pela matriz, em Purchase, nos Estados Unidos, depois que episódios recentes atingiram a imagem da companhia (a contaminação do achocolatado Toddynho e a falta de produtos durante a promoção 'Pepsi em Dobro').

Por isso, a filial vem concretizando negócios que a matriz havia determinado que fossem fechados há mais de três anos. Um deles foi a venda da linha de pescados Coqueiro, fechada somente no mês passado com a Camil, por valor não revelado.

Empresas. Em Aparecida de Goiânia, onde fica a sede da Mabel, o dia foi movimentado ontem. Sandro Mabel passou o dia na fábrica, mas não atendeu o celular. Procurada pela reportagem, a PepsiCo limitou-se a dizer que está sempre 'buscando oportunidades no mercado' e não comentou o assunto. Por Patrícia Cançado, Llílian Cunha, Fernando Scheller
Fonte:OEstadodeSP02/11/2011

02 novembro 2011



01 novembro 2011

Fusões e Aquisições - Transações realizadas em outubro 2011

Operações de Fusões e Aquisições divulgadas com destaque pela imprensa brasileira no decorrer do mês de outubro de 2011.

01 - Abril Educação compra Maxiprint por R$ 43 milhões
Fonte:exame01/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/abril-educacao-compra-maxiprint-por-r.html
02 - BRF compra Avex e Grupo Dánica, da Argentina
Fonte:Epocanegocios03/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/brf-compra-avex-e-grupo-danica-da.html
03 - Fusão cria companhia com sites voltados ao público feminino
Fonte: Valor03/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/fusao-cria-companhia-com-sites-voltados.html
04 - Mastersaf anuncia compra da brasileira Alliance
Fonte:Valor04/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/mastersaf-anuncia-compra-da-brasileira.html
05 - Libra anuncia compra do Aeroporto Internacional de Cabo Frio
Fonte:iG04/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/libra-anuncia-compra-do-aeroporto.html
06 - Foz do Brasil entra no controle da Saneatins
Fonte:Valor04/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/foz-do-brasil-entra-no-controle-da.html
07 - Eike Batista cria empresa para atuar no setor de tecnologia
Fonte: brasileconomico05/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/eike-batista-cria-empresa-para-atuar-no.html
08 - Gestora Gávea compra 5% da Odebrecht Óleo e Gás
Fonte:brasileconomico05/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/gestora-gavea-compra-5-da-odebrecht.html
09 - Iochpe-Maxion anuncia a aquisição da Hayes Lemmerz
Fonte:Iochpe-Maxion06/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/iochpe-maxion-anuncia-aquisicao-da.html
10 - Inbrands compra a grife Bobstore, com 57 lojas
Fonte:Valor07/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/inbrands-compra-grife-bobstore-com-57.html
11 - Itaú pode comprar parte do HSBC Brasil
Fonte:FolhadeSP08/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/itau-pode-comprar-parte-do-hsbc-brasil.html
12 - UPL adquire participação majoritária na DVA Agro Brasil.
Fonte: PortaldoAgronegócio10/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/upl-adquire-participacao-majoritaria-na.html
13 - BTG Pactual e Angra Infra se associam a Estre
Fonte:monitormercantil10/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/btg-pactual-e-angra-infra-se-associam.html
14 - Site brasileiro recebe aporte de fundo que investiu no Facebook
Fonte:Valoronline11/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/site-brasileiro-recebe-aporte-de-fundo.html
15 - Camil Alimentos compra a marca de pescados Coqueiro
Fonte:G113/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/camil-alimentos-compra-marca-de.html
16 - Disoft anuncia incorporação da Pantron
Fonte:erpnews13/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/disoft-anuncia-incorporacao-da-pantron.html
17 - Andorinha adquire ponto do Carrefour na zona norte de SP
Fonte:Folhadesp14/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/andorinha-adquire-ponto-do-carrefour-na.html
18 - Gestora de Armínio Fraga compra 31,75% da Camil Alimentos
Fonte:exame17/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/gestora-de-arminio-fraga-compra-3175-da.html
19 - Inbrands pagará R$ 51,6 milhões pela Bobstore
Fonte:Valor17/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/inbrands-pagara-r-516-milhoes-pela.html
20 - Iochpe-Maxion compra grupo mexicano Galaz por US$ 195 milhões
Fonte:exame19/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/iochpe-maxion-compra-grupo-mexicano.html
21 - D’Pil é comprada por concorrente - LaserStar - após problemas com franqueados
Fonte:Exame19/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/weg-adquire-controle-da-cestari-e.html
22 - Veratis compra 7i Business Consulting
Fonte:Computerworld19/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/veratis-compra-7i-business-consulting.html
23 - WEG adquire controle da Cestari e amplia áreas de atuação
Fonte:Valoreconômico20/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/weg-adquire-controle-da-cestari-e.html
24 - Oferta X, site de compras coletivas, tem novo dono - a Groupalia,
Fonte:FolhadeSP20/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/oferta-x-site-de-compras-coletivas-tem.html
25 - Ultrapar compra setor de distribuição de GLP da Repsol
Fonte:epocanegocios20/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/vetta-compra-cabtec-consulting-e-foca.html
26 - Vetta compra Cabtec Consulting e foca BI e BA
Fonte:baguete20/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/vetta-compra-cabtec-consulting-e-foca.html
27 - Hypermarcas fecha venda de Assim e Mat Inset para donos do JBS
Fonte:EXAME22/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/hypermarcas-fecha-venda-de-assim-e-mat.html
28 - Antigos investidores da Vivax e Buscapé agora apostam em redes metropolitanas e data centers
Fonte:teletime21/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/antigos-investidores-da-vivax-e-buscape.html
29 - O 'bebê' da internet que recebeu R$ 8 milhões
Fonte:OestadodeSP24/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/o-bebe-da-internet-que-recebeu-r-8.html
30 - Profarma anuncia compra da Prodiet Farmacêutica
Fonte:valor24/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/profarma-anuncia-compra-da-prodiet.html
31 - Lopes compra controle da Imóvel A por R$ 24,3 milhões
Fonte:Valor25/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/lopes-compra-controle-da-imovel-por-r.html
32 - Organizaí adquire Junte Cupons
Fonte:exame25/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/organizai-adquire-junte-cupons.html
33 - Buzzero recebe aporte de investidores do Peixe Urbano
Fonte:exame25/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/buzzero-recebe-aporte-de-investidores.html
34 - IdeaisNet assina de memorando de entendimentos para aquisição
Fonte:Infomoney26/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/ideaisnet-assina-de-memorando-de.html
35 - XP Investimentos anuncia absorção da Senso Corretora.
Fonte:Valor27/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/xp-investimentos-anuncia-absorcao-da.html
36 - Globalbev recebe R$ 50 milhões da Endurance
Fonte:Valor27/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/globalbev-recebe-r-50-milhoes-da.html
37 - MZ e MVL unem operações e criam @titude Global.
Fonte:ValorOnline27/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/mz-e-mvl-unem-operacoes-e-criam-titude.html
38 - Savegnago compra cinco lojas do Carrefour no interior de SP
Fonte:brasileconomico27/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/savegnago-compra-cinco-lojas-do.html
39 - Triunfo Participações - Maestra Navegação e Logística - faz joint venture com grupo NYK
Fonte:brasileconomico28/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/triunfo-participacoes-faz-joint-venture.html
40 - Elba compra a Construservice
Fonte:Valoreconômico28/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/elba-compra-construservice.html
41 - Bradesco lança empresa de administração de imóveis
Fonte:brasileconomico31/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/bradesco-lanca-empresa-de-administracao.html
42 - Lopes compra 51% da Eduardo Consultoria de Imóveis
Fonte:Valor31/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/lopes-compra-51-da-eduardo-consultoria.html
43 - São Martinho compra participação de 32,18% na usina Santa Cruz
Fonte:Valor31/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/sao-martinho-compra-participacao-de.html
44 - Randon adquire Folle Implementos por R$ 23 milhões
Fonte:brasileconomico31/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/randon-adquire-folle-implementos-por-r.html
45 - Miolo concretiza fusão de suas empresas
Fonte:uol31/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/miolo-concretiza-fusao-de-suas-empresas.html
46 - HRT vende 45% das operações do Solimões à TNK por US$ 1 bi
Fonte:exame31/10/2011
http://fusoesaquisicoes.blogspot.com/2011/10/hrt-vende-45-das-operacoes-do-solimoes.html

A ordem da relação das transações de Fusões e Aquisições segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e postadas no blog fusoesaquisicoes.blogspot.com.

01 novembro 2011



Empresa de etiquetas recebe aporte de fundo do BTG Pactual

A CCRR, empresa resultante da fusão da fábrica de adesivos Colacril e da RR Etiquetas, uma das responsáveis pela implantação do código de barras no país, recebeu aporte de capital de fundo do BTG Pactual.

A companhia é ligada a um setor que cresce 10% ao ano em volume, diz o BTG, em comunicado. O valor do investimento e a participação adquirida não foram divulgados.

A CCRR é a quarta companhia do portfólio do BTG Pactual Brazil Investment Fund I, fundo de private equity – que compra participações em empresas – de US$ 1,6 bilhão fechado em junho deste ano.

O fundo do BTG também possui investimentos na Estre Ambiental, de gerenciamento de resíduos e saneamento, a Brazil Pharma, holding que administra ativos do setor farmacêutico e a Brasbunker, que presta serviços para a cadeia de petróleo e gás. Por Vinícius Pinheiro
Fonte:Valor01/11/2011
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CCRR E FUNDO DE PRIVATE EQUITY DO BANCO BTG PACTUAL TORNAM-SE SÓCIOS

Fundo de Private Equity do Banco BTG Pactual associa-se à CCRR, união das empresas Colacril e RR Etiquetas

O fundo de private equity do banco BTG Pactual investiu na plataforma CCRR, líder no mercado de adesivos, rótulos e papéis especiais na América Latina. A CCRR é resultado da fusão da Colacril, maior fábrica de adesivos da América Latina, e da RR Etiquetas, responsável pela implantação do código de barras no Brasil. O setor, ligado ao consumo, cresce 10% ao ano em termos de volume.

O investimento do BTG Pactual apoiou a consolidação da fusão da Colacril e RR Etiquetas, concluída em junho de 2011. A plataforma criou uma empresa com forte potencial de crescimento e um portfólio completo de produtos e matérias primas. São eles:

– Etiquetas autoadesivas para as mais variadas aplicações, RFID, etiquetas eletrônicas, impressoras e aplicadoras;

– Solução integrada em automação para identificar, precificar, pesar e codificar na indústria; no varejo e serviço;

– Papéis e filmes autoadesivos para a indústria de etiquetas e rótulos de produtos farmacêuticos, cosméticos, alimentícios e bebidas;

– Refletivos para aplicação em sinalização viária e placas de automóveis.

A sociedade vai contar com a experiência e conhecimento de mais de 50 anos de atuação acumuladas da CCRR no setor autoadesivo e com a capacidade de investimento do BTG Pactual.

“A convergência de competências de produção industrial, comercialização e gestão financeira, somadas à projeção de expansão das economias em que atuamos nos fortalece e nos posiciona para um novo ciclo de crescimento”, comentam Valdir Gaspar e Ricardo Rodrigues, fundadores da Colacril e RR Etiquetas, respectivamente.

“Identificamos nessa oportunidade sócios experientes e uma plataforma pronta para capitalizar no potencial de crescimento do setor”, afirmam Carlos Fonseca e Marcelo Hallack, sócios do BTG Pactual da área de Merchant Banking.

A união da CCRR e BTG Pactual fortalecerá ainda a indústria nacional, porque proporcionará recursos para pesquisas e desenvolvimento de novos produtos e soluções.

Sobre a RR Etiquetas - A RR Etiquetas, fundada em 1986, é uma das empresas responsáveis pela implantação do código de barras no Brasil. Líder no fornecimento de etiquetas autoadesivas utilizadas como mídia nos sistemas de automação para identificação, codificação, precificação e gestão de processos, especialmente desenvolvidas para uma ampla diversidade de superfícies e condições de aplicação.
 A RR Etiquetas mantém unidades industriais em São Paulo (Brasil), Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai) com capacidade de produção superior a 45 milhões de metros quadrados de etiquetas por ano. Atende 75% do segmento supermercadista e as mais representativas empresas dos setores da indústria, comércio e serviços, com uma carteira de 14 mil clientes.

Sobre a Colacril - Fundada em 1984 e hoje instalada em Campo Mourão (PR), a Colacril é a maior e mais moderna indústria de autoadesivos da América Latina. Uma empresa 100% brasileira que produz mais de 100 produtos em papéis e filmes autoadesivos, para os mercados nacional e internacional, com presença em mais de 20 países e capacidade de produção anual de 450 milhões de metros quadrados.

Sobre o fundo de Private Equity do BTG Pactua - A CCRR será incluída no portfólio do fundo de private equity BTG Pactual Brazil Investment Fund I, cuja captação foi fechada em junho deste ano no montante de US$ 1,6 bilhão. Além da CCRR, o fundo de private equity tem em seu portfólio a Estre Ambiental (a maior empresa do setor de gerenciamento de resíduos e saneamento ambiental no Brasil), a Brazil Pharma (holding que administra ativos do setor farmacêutico) e a Brasbunker (holding de empresas com liderança nos setores de apoio marítimo para plataformas offshore, transporte marítimo de combustível para embarcações e serviços de proteção ambiental). Fonte Abrasnet 01/11/2011
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RR Etiquetas Confirma Venda

Confirmando os rumores que Reinaldo Rodrigues e Ricardo Rodrigues transferiram 100% de suas participações na empresa de adesivos, rótulos e papéis especiais CCRR, resultado da fusão da Colacril e da RR Etiquetas, ao banco BTG Pactual, os irmãos Rodrigues emitiram o seguinte comunicado ao mercado: “É com uma mistura de saudade e alegria que comunicamos a você a venda de nossa participação acionária. Estamos deixando a RR em excelentes mãos. O pessoal do Banco BTG Pactual em conjunto com o Valdir Gaspar, nossos ex-sócios, vão prosseguir com a mesma determinação, a mesma ética e a mesma busca pela renovação que consolidaram a marca RR.”.

Confirmando os rumores que Reinaldo Rodrigues e Ricardo Rodrigues transferiram 100% de suas participações na empresa de adesivos, rótulos e papéis especiais CCRR, resultado da fusão da Colacril e da RR Etiquetas, ao banco BTG Pactual, os irmãos Rodrigues emitiram o seguinte comunicado ao mercado: “É com uma mistura de saudade e alegria que comunicamos a você a venda de nossa participação acionária. Estamos deixando a RR em excelentes mãos. O pessoal do Banco BTG Pactual em conjunto com o Valdir Gaspar, nossos ex-sócios, vão prosseguir com a mesma determinação, a mesma ética e a mesma busca pela renovação que consolidaram a marca RR.”.

Em novembro de 2011, o fundo private equity, que pertence ao banco BTG Pactual, já havia investido R$ 500 milhões na aquisição de 50% da CCRR.

ERRAMOS: No parágrafo anterior apontamos dois erros. O BTG Pactual adquiriu em 2011 55% da CCRR e não 50%; embora não revelando valores, fonte segura informa que o investimento na época não se aproxima dos R$500 milhões e fica muito aquém da informação contida no parágrafo. Leia mais em gironews 16/05/2015



Extra, do Grupo Pão de Açúcar, testa modelo de drogaria do futuro

Depois de uma série de estudos internos, o Grupo Pão de Açúcar iniciou um amplo processo de reestruturação do seu negócio de drogarias no país. A rede Extra decidiu aumentar a área de vendas das farmácias já existentes nos hipermercados, além de reforçar o mix de produtos, principalmente da categoria de perfumaria e beleza.

O novo modelo já foi implantado como projeto piloto em algumas unidades da rede, conforme informou a empresa ao Valor. Segundo o executivo Caio Mattar, vice-presidente do GPA, nas 15 unidades dentro dos hipermercados nas quais as mudanças foram realizadas, as vendas cresceram mais de 50%. O objetivo é aplicar esse novo modelo para todas as drogarias já existentes.

Um dos exemplos da mudança é a loja localizada na Av. Brigadeiro Luiz Antonio, com maior mix de produtos, atendimento especializado e novo layout. É a primeira e única loja de rua que o grupo possui e servirá de modelo para a expansão deste formato.

No início de setembro, a companhia já havia comentado esse assunto ao mercado, conforme o Valor noticiou na época. O presidente do GPA, Enéas Pestana, disse há um mês e meio que o modelo de drogarias da rede deveria mudar. “Vamos fazer algumas alterações e veremos então se esse negócio faz sentido para nós”, afirmou ele.

A companhia já havia informado há cerca de dois anos que iria ampliar esse segmento dentro do grupo e partiria, inclusive, para compra de operações de farmácias. “Neste momento, não há nada sendo avaliado para a compra. Nós já reformulamos duas lojas, reforçando a área de perfumaria, e estamos vendo como as lojas se comportam”, afirmou o executivo naquela ocasião.

De acordo com a companhia, com as alterações, as drogarias do Extra - que ofereciam, em média, 7 mil itens - passam a vender 9 mil produtos, incluindo medicamentos, perfumaria e beleza, produtos de cuidado pessoal e também equipamentos para controle e diagnóstico. As melhorias devem ser implementadas nas demais lojas nos próximos dois anos. Atualmente, a empresa conta com 153 drogarias, distribuídas em 11 Estados brasileiros, mais Distrito Federal.

O novo formato das drogarias Extra conta com a inclusão das categorias, que foram batizadas de “mundos”, e dentro desses grupos estão os segmentos de fitness, bebê e beleza, por exemplo. O layout da drogaria de rua da empresa terá novos grafismos e imagens que dão um ar de leveza e movimento, informa a companhia As drogarias também já incorporam o novo posicionamento da marca Extra, “Por uma vida mais família”, que se reposiciona com uma comunicação em que a família é o elemento principal. Por Adriana Mattos
Fonte:Valor01/11/2011



Hora de investir no exterior

Este é o melhor momento para comprar empresas estrangeiras

Uma maneira de expandir os negócios e obter maior visibilidade no exterior é comprar empresas estrangeiras. O economista Marcelo Sorge conta que as empresas brasileiras têm ampliado o número de transações de compra de companhias no exterior a cada ano. “O Brasil está se internacionalizando muito rapidamente. Em 2005, foram 24 aquisições, esse número teve um salto astronômico em 2006, com a compra de 47 empresas estrangeiras, e aumentou ainda mais em 2007, chegando a 66”, diz.

E a tendência é continuar a aumentar. Segundo Ramiro Gonçalez, professor de inteligência de mercado da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA/USP) e da Universidade Federal do Paraná, o País nunca teve uma oportunidade tão grande de investir no exterior. “O câmbio é um fator favorável, as empresas estrangeiras nunca estiveram tão baratas, assim como os custos operacionais. Compra-se barato com custo barato.

O preço está baixo por conta da pouca receita e pouca demanda. Existem riscos, mas o brasileiro está acostumado com crises e aprendeu a lidar com eles”, afirma.

Diferencial brasileiro

Além de ter a oportunidade nas mãos, o brasileiro tem o perfil de administrador, principalmente em tempos de crise, aponta Gonçalez. De acordo com ele, europeus e americanos não estão acostumados a lidar com tamanho risco. “O mundo está atrativo para investidores brasileiros, que sabem administrar empresas em crise ou com flutuações de demanda”, conta.

Porém, esse tipo de compra ainda não é tão comum como poderia ser. Gonçalez explica que as empresas brasileiras ainda não têm a visão de alcançar o mercado externo, por conta do tamanho do mercado interno. “É recomendável levar os setores saturados para o exterior. Entretanto, é difícil encontrar um setor saturado no Brasil, por conta do nosso crescimento e da ascensão da classe C”, diz.

Segundo o professor, o Brasil deve investir na expansão internacional de editoras, agências de publicidade e setores que vendem criatividade. “Essa é a especialidade do Brasil e existe lá fora uma janela de oportunidades muito grande. O Brasil exporta produtos, mas não tem marca, que é mais sofisticada que produto. É preciso criar uma marca mundial. Este é o momento para o País mostrar que pode ser player global”, afirma.

Para comprar

A empresa que busca fazer aquisição no exterior, geralmente está em expansão e não vislumbra mais um crescimento interno. “Por conta disso, busca um parceiro estratégico no exterior, uma empresa da qual tenha participação ou controle”, conta Marcelo Lico, sócio-diretor da Macro Auditoria e Consultoria.

Os investimentos externos brasileiros estão aproveitando as oportunidades de mercado. “Muitas empresas brasileiras atuam fortemente no exterior. A área de construção civil, por exemplo, há muitos anos vem fazendo aquisições de empresas estrangeiras e cuidam de grandes projetos no Oriente Médio e na África. Na aviação, temos a Embraer, com fábrica na China. No ramo de alimentos, existe a JBS, uma empresa que tem uma receita enorme oriunda do exterior. Ela fez aquisição de empresas americanas, italianas e outras”, exemplifica Lico.

Empresas interessadas em efetuar a compra de companhias estrangeiras devem ficar atentas às burocracias locais.

“Os trâmites variam de país para país. Na maioria dos países da Europa, é complicado, tem muita burocracia. Mas não é regra. Na Inglaterra, por exemplo, é muito simples. Nos Estados Unidos também. Lá, eles têm até incentivo”, conta Gonçalez. A Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, inclusive, dá auxílio e explica os processos. “Eles têm muito interesse porque estão em crise, querem que invistam no país”, diz Gonçalez. Lico vai além e indica setores estratégicos para novos negócios. “Eu apostaria nos setores de pesquisa e tecnologia”, recomenda.

Investimento no Brasil

Sorge conta que para cada negócio que um emergente faz em um país desenvolvido, estes fazem quatro. “As empresas de países desenvolvidos têm uma visão muito mais globalizada de mercado, não têm tanto medo e têm dinheiro para investir em países em desenvolvimento”, diz.

O Brasil não fica de fora. Segundo Gonçalez, existe uma chuva de empresas estrangeiras interessada no País e nos Brics agora. “Mas a Rússia, por exemplo, tem problemas internos de regras jurídicas; a Índia tem 400 milhões de pessoas que não existem do ponto de vista legal e a China funciona com um falso capitalismo.

Neste cenário, o Brasil é o paraíso. Encontra-se por aqui potencial, lucratividade e sistema de direito razoavelmente estável. Sem contar que o Brasil está crescendo e vai crescer ainda mais. É interessante virar sócio de uma empresa nessas condições”, afirma. Ógui Especial para o Terra
Fonte:terra01/11/2011



Yahoo anuncia compra da Interclick por US$ 270 milhões

Site fechou acordo para adquirir empresa de propaganda e soluções tecnológicas

O Yahoo anunciou que fechou um acordo para comprar a empresa de propaganda e soluções tecnológicas Interclick por aproximadamente US$ 270 milhões (US$ 9 por ação).

O negócio permitirá que o Yahoo melhore drasticamente suas soluções de dados direcionadas e otimize o retorno para os anunciantes através de uma variedade de fontes de abastecimento de alto nível, de acordo com um comunicado da empresa.

Às 11h40 (horário de Brasília), as ações da Yahoo recuavam 4,93%, enquanto as da Interclick recuavam 0,94% em Nova York. As informações são da Dow Jones.
Fonte:AE01/11/2011



Cadeia da construção representou 8% do PIB em 2010, diz Abramat

SÃO PAULO (Reuters) - A cadeia produtiva da construção civil representou 8,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2010, segundo levantamento da associação que representa o setor no país, Abramat, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira.

A participação do setor no PIB do ano passado foi equivalente a 297,6 bilhões de reais, disse a entidade.

O estudo revelou ainda que, em 2010, as vendas de materiais de construção somaram 105,4 bilhões de reais, 8,2 por cento acima do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
No varejo, as vendas cresceram 13,7 por cento, para 55,2 bilhões de reais. Por Vivian Pereira
Fonte:finance.yahoo01/11/2011



Eastman planeja crescer por meio de aquisições no Brasil.

Apenas um mês depois de realizar sua primeira aquisição no Brasil, a fabricante química americana Eastman Chemical já fala em novas compras. A empresa, com sede no estado do Tennessee, acredita no crescimento inorgânico como forma de executar sua estratégia de diversificação dos negócios, se focando nas economias que chama de “rápido crescimento”.

“Estamos discutindo novas aquisições. Gostaríamos de fazer algo maior do que o da Scandiflex nos próximos anos”, afirmou ao Valor o presidente mundial da empresa, James Rogers. No Brasil, o executivo aproveitou para visitar as instalações da empresa recém-adquirida e destacou a importância do país para o crescimento da multinacional. “Nós temos caixa e queremos aplicar em países de rápido crescimento”, enfatizou.

A compra da Scandiflex, fechada no início de setembro, representou a entrada da Eastman na fabricação de plastificantes – aditivos que tornam o plástico flexível – no país. Antes da operação, a multinacional atuava apenas na comercialização e distribuição de seus produtos.

Hoje a subsidiária brasileira representa cerca de metade dos negócios da companhia na América Latina

Dentre os fatores que estimularam a empresa a se voltar para a economia brasileira está o crescimento das classes média e alta do país. Os químicos produzidos pela Eastman são utilizados como matéria-prima para uma série de indústrias, como a de brinquedos, automobilística, médica e materiais de construção. Mas são produtos de maior valor agregado, especializados, cuja demanda cresceu junto com o avanço da renda da população e das exigências dos consumidores.

Hoje o Brasil representa cerca de metade dos negócios da empresa na América Latina, cujo faturamento soma US$ 400 milhões. Nesse patamar, a região gerou 7% dos US$ 5,8 bilhões de receita acumulados pela companhia globalmente no ano passado. A multinacional tem fábricas no México e no Brasil na América Latina. Ao todo, são vinte fábricas ao redor do mundo, em dez países.

Segundo as estimativas da Eastman, nos próximos cinco anos, a subsidiária brasileira deve dobrar os resultados, e parte desse crescimento virá de novas aquisições.

“A Eastman precisa crescer. Realizar transações no Brasil é mais confortável. O país está prosperando”, destacou Rogers. O foco da companhia são as empresas ligadas à fabricação de plásticos especiais, de alta performance. Não são muitas as companhias que têm portfólio semelhante ao que a multinacional busca, mas há a possibilidade de se comprar uma fábrica, que possa ser modificada, adicionando-se as novas características de alta performance desejadas.

Somente na área de plastificantes, a Eastman já realizou três aquisições nos últimos doze meses: além do Brasil, uma subsidiária na Europa e a empresa nos EUA fecharam transações.

As atenções têm se voltado mais especificamente para o segmento dos plastificantes verdes – que não contêm os ftalatos, compostos químicos que têm sido limitados em alguns países por haver a possibilidade de causarem mal à saúde, quando em contato com as pessoas. Esses produtos verdes são fornecidos pela empresa para a indústria de brinquedos e para as aplicações médicas, por exemplo.

Hoje, a capacidade produtiva global da multinacional americana soma 300 mil toneladas por ano de plastificantes. A tendência é que a maior parte dessa produção vá se convertendo para os químicos verdes.
Fonte:Valoronline01/11/2011



Avon e Natura querem ser mais velozes

Na divulgação de resultados financeiros do terceiro trimestre, a brasileira Natura e a americana Avon reportaram exatamente os mesmos problemas na operação brasileira: perderam vendas devido a mudanças na logística. O movimento simultâneo das duas maiores empresas de vendas diretas do Brasil não é coincidência.

Elas se apressam em busca de eficiência operacional para enfrentar a concorrência crescente no mercado de produtos de beleza, fator apontado pelas duas como uma barreira para aumentar as vendas. O ingresso de novas empresas de vendas diretas, como Eudora e Belcorp, e o crescimento acelerado de outras, como Racco e Jequiti, ameaçam a soberania das líderes.

"O fator ''entrega rápida'' será, cada vez mais, o diferencial de competitividade. O prazo de entrega é o calcanhar de Aquiles da venda direta", afirma Marcelo Pinheiro, sócio da Direct Biz, consultoria especializada em venda direta.

Para concorrer nesse novo cenário, mais desafiador, Natura e Avon estão mudando seus processos operacionais - desde o recebimento dos pedidos, enviados pelas vendedoras, até a entrega da mercadoria.

Entre as possibilidades estudadas pela Natura, segundo o Valor apurou, está entregar o produto diretamente à consumidora, como já é feito quando a venda se dá pela internet.

No momento da venda seriam mantidas a consultora, como a Natura chama as vendedoras, e a tradicional revistinha que apresenta os produtos. Depois de repassar os pedidos à empresa, entretanto, a consultoria sairia de cena. Seria um recurso para eliminar o intervalo entre a chegada do item à casa da revendedora e a entrega à cliente. Sobre esse prazo, a empresa não tem qualquer controle atualmente.

A entrega direta à consumidora implica em uma logística muito mais complexa do que a atual. Os pacotes despachados da linha de produção seriam bem menores. A Natura não confirmou que avalie essa mudança do processo operacional.

A empresa, com sede administrativa e fábrica em Cajamar (SP), já vende diretamente ao cliente pela internet, com a intermediação da varejista online Submarino. A revendedora mais próxima do endereço do comprador recebe uma comissão.

A Natura informou, em nota ao Valor, que implanta o chamado Programa Terra, em que busca modernizar os processos de atendimento às consultoras, desde o cadastro até o pagamento. A base tecnológica será substituída por uma nova plataforma, "mais integrada, moderna e robusta, capaz de suportar inovações por décadas".

Os investimentos em novos processos vão, em até três anos, reduzir significativamente os prazos de entrega, segundo afirmou na conferência de resultados do trimestre o vice-presidente de finanças, jurídico e tecnologia da informação da Natura, Roberto Pedote.

Atualmente, as encomendas levam em média de 5 a 6 dias para chegar à consultora. Pela internet, na região da Grande São Paulo, o prazo informado ontem pelo Submarino era de três dias úteis.

A Natura admitiu que as mudanças logísticas "provocaram significativa instabilidade nos sistemas", o que causou um aumento no volume de produtos não disponíveis para venda. A empresa não disse qual linha do balanço foi impactada, mas considerou a alta de 5,2% no lucro líquido "aquém das expectativas".

Na corrida por eficiência, a Avon também assumiu ter enfrentado no trimestre mais interrupções do que o esperado no sistema operacional. "Isso impactou significativamente os resultados", disse a presidente da empresa Andrea Jung na semana passada. As vendas no Brasil recuaram 3% e levaram a operação na América Latina a crescer menos de 10% pela primeira vez em dois anos e meio.

A Avon culpou a implantação de uma nova tecnologia nas operações brasileiras, chamada de ERP (Enterprise Resource Planning, na sigla em inglês). O sistema permite coordenar todas as atividades da empresa. Andrea afirmou que a instalação deixa para trás "um ambiente operacional altamente manual" no Brasil.

O ERP traz eficiência, mas é uma tecnologia da década de 90, segundo Fernando Di Giorgi, sócio-fundador da Uniconsult, empresa de tecnologia que projeta e cria sistemas de informação. "Não é de se esperar que haja queda de receita em função da instalação de um ERP. Já existe know-how para evitar esses problemas", diz ele.

As falhas de implantação, tanto na Natura quanto na Avon, podem refletir uma certa pressa na busca pela eficiência. O professor de logística da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Renato Seabra de Almeida, diz que, desde que planejada, a aplicação de novos sistemas pode ser feita sem danos à receita. "É preciso fazer aos poucos, por áreas, para só depois estender à empresa como um todo", afirma.

Apesar dos tropeços, há otimismo. No caso da Natura, Julia Monteiro, analista da Ativa Corretora, considera que houve falha no planejamento, mas observa que "no mercado interno, a única notícia boa é que a empresa está investindo muito e, mesmo diante da concorrência acirrada, não houve perda de market share". Por Luciana Seabra Fonte:Valor01/11/2011



Angra vai administrar Bertin Energia

Angra assume gestão das térmicas do grupo Bertin

Com dificuldades em obter crédito para financiar seus projetos e um histórico de atrasos em suas termelétricas, os irmãos Bertin resolveram terceirizar a gestão da Bertin Energia, na qual já teriam aplicado R$ 1,2 bilhão em recursos próprios. Os executivos da Angra Partners, liderados por Ricardo Knoepfelmacher, com um histórico de reestruturações bem-sucedidas de empresas, assumiram a administração com total autonomia para vender os ativos, buscar sócios e estruturar financiamentos.

A Bertin Energia é dona de três dezenas de concessões de termelétricas, que somariam juntas 6.000 MW. A decisão agora, diz Fernando Bertin, é ficar só com 4 mil MW

Sem crédito na praça para financiar seus projetos de energia, com a imagem chamuscada pelos constantes atrasos na entrega de suas usinas termelétricas e ainda com fama de "atrapalhados" para fazer negócios no setor, os irmãos Bertin decidiram dar sua cartada decisiva e terceirizar a gestão do Bertin Energia, onde já aplicaram, em recursos próprios, R$ 1,2 bilhão. Os executivos da Angra Partners, com reestruturações bem-sucedidas de empresas como Santelisa Vale e Brasil Telecom em seus currículos, assumiram a administração com "total autonomia" para vender os ativos, buscar sócios e estruturar financiamentos.

A decisão estratégica, segundo Fernando Bertin, em sua primeira entrevista desde que o grupo passou a enfrentar dificuldades no setor, é vender 1.500 MW, além dos 650 MW já alienados à MPX, e permanecer com 4 mil MW. A expectativa é levantar R$ 750 milhões com a venda. "A Angra terá total autonomia", disse Fernando.

O Bertin é dono de três dezenas de concessões de termelétricas que juntas serão capazes de gerar cerca de seis mil MW, que a tornariam uma das maiores geradoras privadas do país, passando empresas como CPFL ou Neoenergia e encostando na Tractebel. Todas essas térmicas requerem investimentos de cerca de R$ 10 bilhões no curto prazo e essa se tornou uma das grandes dificuldades.

O novo presidente do Bertin Energia, Ricardo Knoepfelmacher, da Angra Partners, diz que a partir de agora o banco Credit Suisse será o único a receber qualquer tipo de proposta pelas térmicas da empresa e os interessados terão apenas três meses para fazer estudos e dar seus lances. O executivo diz que a reestruturação precisa ser feita rapidamente para que a taxa de retorno não seja ainda mais comprometida, tanto para possíveis novos sócios ou compradores potenciais, como para o Bertin.

Além da presidência, a Angra assume as vice-presidências financeira e de operações. O contrato é de três anos e a missão é criar um choque de credibilidade com aos bancos. "O conselho de administração ainda tem a palavra final, mas temos, por contrato, autonomia", diz Ricardo K, como é conhecido. "Se não pudermos fechar os negócios que entendemos necessários, saímos no dia seguinte."

Com o histórico que o Bertin Energia adquiriu em pouco menos de dois anos, os bancos podem fechar novamente as portas à empresa sem uma gestão profissional. Todas as térmicas da companhia têm contratos de venda de energia por 15 anos. A partir do momento em que essas usinas entram em operação, o crédito é quase líquido e certo em função dos recebíveis de qualidade. O problema é que, na fase de construção, o grupo precisa usar recursos próprios. Por isso, a estratégia é se desfazer de parte de seus ativos. Além disso, atrasos e inadimplência podem significar a perda da concessão e consequentemente dos contratos de energia.

Pela primeira vez neste ano, o grupo não está inadimplente na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e está honrando contratos de lastro de energia - que são necessários pelo atraso na entrada em operação de nove de suas termelétricas.

As multas, de algumas dezenas de milhões, estão sendo discutidas na Justiça. Do portfólio da empresa, cerca de 700 MW, de cinco usinas, já estão em operação. Em atraso, são cerca de 1.800 MW e a companhia ainda tem o desafio de colocar em funcionamento 12 termelétricas com capacidade total de 2.600 MW até janeiro de 2013, cronograma que não é mais possível de cumprir.

As tentativas de venda das termelétricas foram inúmeras, mas a família Bertin até agora resistia em fechar negócio (a exceção foi com duas usinas vendidas à MPX). As negociações acabavam sendo atravessadas, por isso a decisão de colocar o Credit Suisse como único assessor, sem passar pela companhia. A estratégia traçada para quais ativos vender e a quantidade foi feita a quatro mãos, segundo Fernando Bertin. "Estamos confiantes que os negócios serão fechados em função dos preços da energia no último leilão do governo federal", diz.

A energia das usinas termelétricas leiloadas neste ano ficou em R$ 104 o MWh. A mais barata usina da Bertin, vendida em 2008, tem o preço da energia a R$ 120, sem correção monetária. As usinas de 2013 foram vendidas a R$ 150. Os contratos de óleo combustível da maior parte delas, com a trading internacional Glencore, também fará parte do pacote de venda.

O grande salto do Bertin no setor foi dado em 2008, quando vendeu quase 4 mil MW em sociedade com a Equipav. Fernando diz que sabia o tamanho do empreendimento, mas na época havia a expectativa de um sócio estratégico. Além de não conseguir esse sócio financeiro, a Bertin ainda comprou a parte da Equipav. Os cerca de R$ 1,2 bilhão investidos até agora são oriundos da holding do grupo, segundo Fernando. A empresa estava capitalizada em função da venda do frigorífico para o JBS, em 2009, e ainda da venda de pequenas centrais hidrelétricas e da divisão de cosméticos do grupo. Por Josette Goulart
Fonte:Valoreconômico01/11/2011



Coutinho revela bastidor da ação do BNDES em 2008

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuou, nos bastidores da crise de 2008, para impedir que empresas e bancos quebrassem em decorrência da forte desvalorização do real. O banco, segundo seu presidente, Luciano Coutinho, articulou para evitar que bancos privados resgatassem seus créditos em companhias que estavam sofrendo fortes perdas com operações de derivativo cambial.

A dimensão dos impactos da crise no setor privado foi muito maior do que se divulgou à época. "Esse processo afetou seriamente cerca de 200 empresas, sendo umas 60 a 70 em estado dramático no último trimestre de 2008. A solução para isso consumiu todo o ano de 2009", revelou, em longa entrevista à revista "Cadernos do Desenvolvimento", do Centro Celso Furtado. "Foi um longo trabalho de reestruturação, em que tecemos uma cooperação não visível com o mercado de crédito (...) Em alguns casos, o BNDES não precisou aportar recursos, mas foi essencial como coordenador das soluções."

Na ocasião, grandes empresas exportadoras, como a Sadia e a Aracruz , fizeram antes da crise grandes operações com derivativos cambiais, apostando que o real seguiria se valorizando em relação ao dólar. Com a eclosão da crise, a partir da quebra do banco americano Lehman Brothers em setembro de 2008, o real sofreu forte desvalorização.

Segundo Coutinho, naquele momento era "indispensável" para o BNDES coordenar a ação de instituições financeiras privadas, "para evitar que um jogo individualista por parte dos bancos resultasse em deterioração geral da carteira de todos". É a primeira vez que se revela o papel do BNDES no auge daquela crise.

"Uma parte do problema decorria do fato de que o banco que tinha uma fatia pequena dos créditos de uma determinada empresa ficava tentado a tirar sua parte, a resgatá-la. O credor grande, que tinha uma fatia relevante, não podia fazer isso porque sabia que iria asfixiar a empresa. Se todos os bancos que tivessem fatias pequenas buscassem sair ia ser um problema grave. Daí a ideia de o BNDES coordenar, para que os bancos atuassem conjuntamente", disse Coutinho à revista, cuja próxima edição será lançada quinta-feira e foi antecipada ao Valor.

O presidente do BNDES revelou que alguns bancos pequenos, com problemas de "funding" no interbancário, tiveram que resgatar seus créditos em várias empresas, obrigando o BNDES a trazer outros bancos para suprir seu espaço. Várias empresas exportadoras foram obrigadas a absorver grandes prejuízos com os derivativos.

"Nos defrontamos com um sério problema. O BNDES não podia entrar para cobrir os prejuízos, dando saída para os bancos causadores desses prejuízos, nem tampouco podia realizar essas operações devido ao chamado efeito de moral hazard [risco moral], pois privilegiaria os controladores imprudentes", observou.

Para estancar os prejuízos, explicou Coutinho, foi preciso interromper o processo cumulativo de perdas, negociando uma taxa de câmbio de encerramento das posições, de forma a estabelecer um montante devido e partir para o seu financiamento a prazos mais longos. O BNDES deixou claro que essa pré-condição era essencial e que os bancos responsáveis pela venda dos derivativos tinham a obrigação de equacionar o refinanciamento dos prejuízos. "Só após obtido isto, interviemos e quando necessário reestruturando o controle para poder capitalizar e criar empresas capazes de voltar a investir", disse Coutinho.

O presidente do BNDES fez um apanhado sobre a economia brasileira desde os anos 50 e suas perspectivas. Ele afirmou que, depois de anos digerindo a crise da dívida, o Brasil recuperou, entre 1999 e 2005 e entre 2004 e 2006, um mínimo, respectivamente, de robustez fiscal, conquistada a partir da Lei de responsabilidade Fiscal, e robustez cambial, obtida com a acumulação de reservas cambiais. Essas condições foram essenciais para sustentar taxas mais altas de crescimento e permitiram ao país adotar políticas anticíclicas, fundamentais para o país enfrentar a crise de 2008, a mais grave desde 1930.

Um dos principais conselheiros da presidente Dilma Rousseff, Coutinho, que comanda o BNDES desde maio de 2007 e que nesse período quase triplicou o orçamento de desembolsos do banco, advertiu que o país deve tomar o cuidado com o déficit externo, que hoje está em torno de 2% do PIB.

"É relevante extrair a lição. Nunca deveríamos esquecê-la. Faz uma diferença fundamental para a capacidade do Estado, para sua autonomia, ter ou não ter robustez cambial. Ter robustez fiscal é indispensável, mas ter robustez cambial é decisivo, sem ela não é possível um mínimo grau de autonomia", disse ele. "Preocupa-me que uma possível tolerância com um déficit em conta corrente muito alto possa desfazer a robustez cambial do país em pouco tempo. Então, se nós não retivermos essa lição, poderemos desfazer as condições básicas essenciais para sustentar o crescimento daqui para frente." Por Cristiano Romero
Fonte:Valoreconômico01/11/2011