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20 dezembro 2020

Iberia compra a Air Europa por 500 milhões de euros

O grupo AIG, que controla as companhias Iberia e British Airways, confirmou oficialmente a compra da Air Europa por 500 milhões de euros (pouco mais de R$ 3,1 bilhões no câmbio atual). É cerca de metade do valor que havia sido anunciado em novembro de 2019, quando a negociação veio a público. Mas isso foi antes da pandemia de coronavírus.

O negócio ainda precisa da aprovação do SEPI (Sociedad Estatal de Participaciones Industriales), que gere as participações estatais em empresas de capital misto, e do governo espanhol.

Com a concretização do negócio, o grupo IAG passa a ter uma oferta maior de voos entre a Europa e o Brasil. Atualmente, a British Airways e a Iberia mantem voos regulares de seus hubs, respectivamente, em Londres e Madri para São Paulo e Rio de Janeiro. Já a Air Europa possui rotas da capital espanhola para Salvador, Fortaleza, Recife e também São Paulo. Um possível acordo de compartilhamento de voos entre as empresas traria mais opções para os seus clientes, além de uma melhor adequação entre oferta e demanda.

Saída da Aliança SkyTeam

No anúncio feito em novembro de 2019, a Air Europa declarou ainda que deixaria a aliança SkyTeam. Pelo menos por enquanto, não foi falado se a empresa mantem os planos de deixar o grupo. A sua saída da SkyTeam faz sentido, já que as empresas do grupo AIG pertencem a aliança Oneworld... Leia mais em aeroflap. 19/12/2020



20 dezembro 2020



07 dezembro 2020

Presidente do conselho do UBS descarta fusão com Credit Suisse no curto prazo

O UBS e o Credit Suisse são menores que seus rivais nos Estados Unidos e avaliados com menor preço pelos investidores

O presidente do conselho do UBS, Axel Weber, disse que não espera uma fusão no curto prazo com o Credit Suisse, mesmo depois de o rival suíço ter dito no fim de semana que um acordo não seria “irracional” e que poderia trazer vários benefícios.

Ambos os bancos nomearam recentemente novos CEOs e os dois presidentes do conselho devem renunciar em breve, por isso, seria um momento inoportuno para um acordo, disse Weber em entrevista na segunda-feira.

Seus comentários seguem uma entrevista a uma publicação suíça do presidente do conselho do Credit Suisse, Urs Rohner, na qual deu a indicação mais forte de que tal fusão poderia acontecer em algum momento.

“Sempre acrescenta se dois bancos domésticos falam sobre fusões, mas elas são muito, muito difíceis de implementar”, disse Weber à Bloomberg TV. “Não espero que isso aconteça na atual conjuntura. Acho que serão coisas discutidas nos próximos anos, antes de vermos qualquer movimento concreto.”

Bancos europeus tentam ganhar peso nos mercados domésticos antes que a tão esperada consolidação internacional ocorra.

Acordos na Espanha e na Itália reforçaram especulações sobre transações maiores. Na Suíça, Weber tem estudado a viabilidade de uma megafusão com o Credit Suisse como parte de um exercício de reflexão sobre opções estratégicas futuras, disseram à Bloomberg pessoas a par do assunto em setembro.

O UBS e o Credit Suisse são menores que seus rivais nos Estados Unidos e avaliados com menor preço pelos investidores, e uma única instituição teria mais influência, disse Rohner em entrevista ao jornal suíço Schweiz am Wochenende. O executivo não quis comentar “rumores” sobre um possível acordo, mas disse que os presidentes do conselho dos bancos têm o dever de pensar sobre tais cenários.

Rohner e Weber chegam ao final de seus mandatos, e os dois bancos nomearam recentemente novos diretores-presidentes.

No Credit Suisse, Thomas Gottstein substituiu Tidjane Thiam em fevereiro, enquanto Ralph Hamers acaba de assumir o comando do UBS.

“Acabamos de ganhar uma nova gestão”, disse Weber na entrevista. “O presidente do conselho lá está mudando, meu mandato está terminando. Este não é o momento em que você entra nesse tipo de discussões.”Por Bloomberg Leia mais em moneytimes 07/12/2020



07 dezembro 2020



27 novembro 2020

5 grandes tendências que estão sendo aceleradas pela pandemia

Como cada apresentação de e-mail nos lembra em 2020, estamos vivendo em “tempos sem precedentes”.

Sem dúvida, mesmo depois que uma vacina viável for lançada para o público em geral e as coisas começarem a retornar a alguma aparência de normalidade, haverá efeitos duradouros na sociedade e na economia. 

Diz-se que o COVID-19 avançou rapidamente em uma série de tendências, do comércio eletrônico à cultura do local de trabalho.

Hoje, vamos destacar cinco dessas tendências de aceleração....

.. O comércio foi obviamente afetado pela pandemia, e é muito cedo para dizer quais serão os efeitos de longo prazo. Uma coisa que está clara é que o componente de informação da globalização está se tornando uma peça ainda mais importante do quebra-cabeça econômico mundial.

Mesmo antes do COVID-19 se consolidar, o comércio global de serviços crescia 60% mais rápido do que o comércio de mercadorias e estava avaliado em aproximadamente US $ 13,4 trilhões em 2019...Leia mais em visualcatalist 27/11/2020



27 novembro 2020



26 novembro 2020

Questão Macro: o mercado já está precificando o fim da pandemia?

Nas últimas semanas, uma avalanche de boas notícias sobre as vacinas contra o coronavírus trouxe ao mundo uma pontinha de esperança de que o fim da pandemia esteja mais próximo. No Reino Unido, a vacina de Oxford apresentou eficácia de até 90%, enqunto na Rússia, a Sputnik V alcançou 95% de eficácia – mesmo resultado da americana Pfizer, que já solicitou autorização de uso emergencial do seu imunizante. Com essas novidades, o mercado já está precificando o fim da pandemia?

“Mesmo com os números de casos e mortes estarem em ascensão no mundo todo, o cenário da disponibilidade de vacinas no curto prazo animou o mercado, que começou a dar mais peso para isso do que para a questão do pacote fiscal americano, por exemplo”, explica o economista Arthur Mota, da Exame Research, no Questão Macro. Todas as quartas, às 13h30, o programa discute os principais assuntos do cenário macroeconômico.

Economista do BTG Pactual Digital, o economista Álvaro Frasson pondera que o otimismo dos mercados só é sustentável caso esse cenário positivo de fato se confirme.

“Se a vacina vem em fevereiro ou abril, pouco importa, porque no longo prazo isso não faz diferença. Mas se ficar para muito mais tarde, no segundo semestre, teremos novamente um ano ruim para o setor de serviços, o que impacta diretamente o PIB e os empregos”, explica Frasson. “Se isso acontecer mesmo, veremos uma depreciação dos ativos locais.”

Estímulos X Responsabilidade fiscal

Na Europa e nos EUA, cresce a cada dia a pressão por mais estímulos econômicos. Enquanto isso, o Brasil se aproxima do fim do estado de calamidade imposto pela pandemia ainda na indefinição sobre prorrogação ou não do auxílio emergencial, que termina já em dezembro.

“O Brasil fez um esforço fiscal maior que do suas condições pra financiar seus estímulos, muito maior em porcentagem do PIB do que os pacotes europeus inclusive”, explica Frasson. “Por isso, mesmo que lá fora os ventos soprem a favor de mais estímulos, por aqui o caminho deverá ser de mais credibilidade fiscal para gerar confiança para o mercado.”

A única possibilidade de uma nova rodada de estímulos no Brasil, concordam os analistas, é caso o país entre novamente em um cenário de restrições mais prolongado, como aconteceu no auge da pandemia. “Nesse caso, as medidas poderiam ter um impacto mais positivo do que negativo na economia brasileira”, analisa Mota.

Esses e outros assuntos foram debatidos nesta tarde, no programa semanal Questão Macro, apresentado pelos economistas Arthur Maia, da Exame Research, e Álvaro Frasson, do BTG Digital. A conversa é mediada pela jornalista Fabiane Stefano, editora de macroeconomia da Exame. ... Leia mais em indicesbovespa. 25/11/2020



26 novembro 2020



25 novembro 2020

Ibovespa só deve se aproximar de máximas históricas em 2021

O Ibovespa deve zerar parte relevante do prejuízo com os efeitos econômicos do Covid-19 até o final de 2020 (Imagem: Reuters/Amanda Perobelli)

O principal índice de ações do Brasil só deve voltar a se aproximar de suas máximas históricas em meados do próximo ano e ainda assim pode não confirmar o movimento dado o risco de uma nova onda de contágio pelo coronavírus e receios com o cenário fiscal no país, segundo pesquisa da Reuters.

O Ibovespa (IBOV) deve zerar parte relevante do prejuízo com os efeitos econômicos do Covid-19 até o final de 2020, terminando o ano com uma um salto de 70% em relação às mínimas de março, mas ainda continuará relativamente distante do recorde de janeiro, quando quase bateu 120 mil pontos.

O coronavírus já matou quase 170 mil pessoas no Brasil, maior mercado acionário da América Latina.

Estrategistas estimam que o Ibovespa fechará este ano em 108 mil pontos — nível 6,6% menor do que o encerramento de 2019 — e alcance 117.500 pontos até a metade de 2021, segundo a mediana de 10 estimativas compiladas pela Reuters entre 12 e 23 de novembro.... Reuters Leia mais em moneytimes 25/11/2020

25 novembro 2020



21 novembro 2020

38% das empresas do país adiaram para 2021 volta a escritórios

KPMG entrevistou 569 executivos e empresários de diversos setores da economia, de todo o país

Com o controle da pandemia de covid-19 ainda longe do horizonte, continua crescendo o número de empresas que adiaram para 2021 a volta aos escritórios, mostra uma pesquisa da consultoria da KPMG, obtida com exclusividade pelo ‘Estadão’. No bimestre agosto-setembro, 38% dos entrevistados disseram que deixarão o retorno para 2021, acima dos 26% registrados na edição anterior da pesquisa.

A KPMG entrevistou 569 executivos e empresários de diversos setores da economia, de todo o País. No período da realização da pesquisa, os entrevistados ainda não tinham no radar a expectativa de uma segunda onda de avanço da pandemia, que já começa a aparecer com o aumento de casos da covid-19 e de internações.

Mesmo assim, nos últimos meses, enquanto parte das empresas começou o movimento de volta ao trabalho presencial – no bimestre agosto-setembro, 25% dos empresários entrevistados pela KPMG informaram que já tinham voltado, ante apenas 13% na pesquisa referente a junho-julho -, outra parte decidiu adiar de vez o retorno.

Oi, Petrobrás, Itaú Unibanco e Dafiti estão no grupo das companhias que decidiram deixar a volta para 2021.

Em setembro, a Oi anunciou aos funcionários que o retorno não ocorrerá antes de 31 de janeiro de 2021 – cerca de 80% de sua força de trabalho está em esquema de home office, informou a operadora de telefonia. Com a aproximação da data, a companhia poderá reavaliar a “volta gradual”. ... Por Agência Estado leia mais em infomoney 20/11/2020



21 novembro 2020



17 novembro 2020

Temporada de balanços do 3º tri sugere que pior da pandemia ficou para trás, vê XP

A progressiva abertura da economia e a melhora nos indicadores econômicos se refletiram nos resultados do terceiro trimestre das companhias brasileiras listadas na B3, com mineração e siderurgia sendo o grande destaque setorial, avaliou a equipe de estratégia e análise da XP Investimentos.

“Os números reportados pelas empresas superaram nossas expectativas, fazendo-nos acreditar que o pior em relação aos impactos frente à pandemia ficou para trás”, afirmou a equipe capitaneada por Fernando Ferreira, em prévia de relatório sobre a safra de balanços de terceiro trimestre que terminou nesta terça-feira.

Em relação às estimativas dos analistas da casa, 65% dos resultados das empresas listadas na bolsa foram acima das previsões e 30% ficaram dentro do esperado.

Do ponto de vista setorial, a XP considerou que o grande destaque foi o setor de mineração e siderurgia, com todas as empresas que acompanham reportando resultados acima do esperado.

Além do efeito positivo frente à alta do dólar no período, os analistas citam que a retomada da atividade industrial, da construção civil e do setor automotivo devido ao aquecimento da economia após os impactos da pandemia impulsionaram os resultados das siderúrgicas.

No caso da Vale, o preço de minério de ferro e o volume de vendas foram os grandes suportes.

Ações de frigoríficos, citaram, também se beneficiaram da depreciação cambial, com o volume de exportações reforçando os resultados, enquanto no setor de bebidas, representado pela Ambev, houve recuperação do consumo conforme as medidas de restrições à circulação dos consumidores foram gradualmente sendo removidas.

A Petrobras, na visão dos analistas, apresentou resultados excelentes mesmo em um trimestre em que preços de petróleo Brent foram em média de 43 dólares por barril, “o que demonstra a maior resiliência da companhia à menores preços da commodity”.

A XP destacou que as incorporadoras também surpreenderam, refletindo o reaquecimento do setor da construção civil e a retomada dos lançamentos e vendas, com destaque para os resultados de MRV e Tenda (baixa renda) e EZTec (média e alta renda).

Ainda entre os destaques positivos, a equipe citou setor de varejo, com empresas mais fortes no segmento digital sendo as mais beneficiadas, como Magazine Luiza, Lojas Americanas, B2W e Via Varejo, embora a performance no varejo físico tenha contribuído.

Para os analistas da XP, o setor financeiro teve uma “boa temporada de resultados”, com a retomada das atividades contribuindo para um aumento da receita de serviços, além de um crescimento do crédito com nível ainda baixo de inadimplência e a diminuição do provisionamento complementar.

Em relação a empresas de energia elétrica e saneamento, a avaliação é de que apresentaram em geral uma sólida performance, refletindo menores impactos da crise da Covid-19 conforme a demanda se recuperou gradualmente e distribuidoras puderam retomar cortes de fornecimento por inadimplência.

Quanto aos resultados dos shoppings centers, a XP afirmou que houve uma recuperação, após meses desafiadores.

ESG

A XP também observou que fatores ambientais, sociais e de governança corporativa, resumidos na sigla em inglês ESG (do termo em inglês Environmental, Social and Governance), ganharam espaço nos relatórios e teleconferências de resultados de diferentes empresas.

A equipe citou que o mercado vem acompanhando cada vez mais de perto as empresas mais preparadas nas questões ambientes, sociais e de governança.

“Sem dúvida, ainda estamos no início da jornada ESG no Brasil e o caminho adiante é longo, mas essa temporada de resultados confirmou o que já temos ressaltado nos últimos meses: a sigla ESG veio para ficar e será cada vez mais fator central das discussões, e as empresas que não se adaptarem a este novo cenário ficarão para trás.”.. Leia mais em mixvale 17/11/2020




17 novembro 2020



7 a cada 10 empresas já retomaram níveis pré-pandemia, diz CNI

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) vem acompanhando o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia, estratégias adotadas para superar a crise e as perspectivas para as empresas industriais em 2021 - e os dados indicam que sete em cada dez negócios industriais já retomaram pelo menos ao mesmo nível de produção (70%) e de faturamento (69%) de fevereiro, antes da chegada da Covid-19 ao Brasil.

Praticamente três quartos (73%) estão com o mesmo nível de emprego do registrado no pré-pandemia e as perspectivas para 2021 são de aumento no faturamento em 62% das empresas pesquisadas.

A pesquisa inédita, encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, será divulgada na íntegra no 12º Encontro Nacional da Indústria (ENAI). Com o tema “Como a indústria pode impulsionar o crescimento do Brasil” e correalização do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o ENAI será realizado nos dias 17 e 18 de novembro totalmente online, por meio da plataforma InEvent.

Construída em parceria com associações e executivos da indústria, a programação discutirá temas caros para o desenvolvimento do setor e, consequentemente, da economia nacional.

Entre eles, a urgência da reforma tributária, a importância da inserção internacional e de uma nova estratégia de política industrial. A inscrição segue aberta e é gratuita.

A pesquisa a ser apresentada no ENAI mostra as estratégias adotadas pela indústria para conseguir atravessar a crise.

Quando perguntados quais as duas medidas mais importantes adotadas nos últimos seis meses para acelerar o crescimento do negócio, 40% apontaram a busca de novos fornecedores no Brasil; 39%, a aquisição de máquinas e equipamentos; 30%, a adoção de novas técnicas de gestão da produção; e 20%, o investimento em novos modelos de negócio.

Os dados mostram que, em parte significativa das empresas, as ações adotadas surtiram efeito.

Quase metade dos entrevistados afirma que hoje estão em situação melhor que antes da pandemia: 45% declaram que a produção atual é maior que a de fevereiro e 49% têm um faturamento superior ao registrado no segundo mês do ano.

Os que ainda estão com faturamento menor que no período pré-pandemia são 30% do total.

Apesar de 87% das empresas terem sido afetadas pela pandemia, só 27% delas estão hoje com um nível de mão de obra inferior ao pré-pandemia.

Olhando para o futuro, os executivos industriais estão otimistas em relação a 2021. Para 55%, o próximo ano será de crescimento econômico — apenas 12% apostam em retração em 2021 — e 62% acreditam no aumento do faturamento do seu próprio negócio.

Só 9% esperam queda no faturamento. Outros 28% falam em manutenção.

Com a retomada da produção e do faturamento, 52% das empresas já registram, no mínimo, a mesma lucratividade de fevereiro – 28% com aumento e 24% com a manutenção das suas margens.

Quase metade dos negócios (47%), no entanto, ainda operam com uma margem de lucro menor que antes do início da pandemia.

A hipótese é que, mesmo com o aumento no faturamento, as indústrias têm sofrido com a alta das despesas com energia e insumos, por exemplo... Leia mais ocp.news 17/11/2020





16 novembro 2020

Oi quer ser o maior pequeno provedor do Brasil

A Oi prevê que até o fim de 2021 terá vendido a operação móvel, datacenters, torres e o negócio de TV paga, focando na rede de fibra e na oferta de serviços suportados pela modernização de sua rede fixa. Ao apresentar os resultados do terceiro trimestre nesta sexta, 13/11, o desempenho do FTTH foi o destaque, e a performance já começa a ser medida com base no avanço dos ISPs. Na prática, a Oi vai se firmando como o maior pequeno provedor do Brasil. 

“Com mais de R$ 400 milhões [no terceiro trimestre], a fibra já está se tornando o componente mais importante da nossa receita e representa quase 40% da base de clientes no mix de banda larga. Tivemos uma adição líquida maior que todas as [grandes] operadoras somados e praticamente adicionamos o equivalente à base dos top 3 ISPs do país”, destacou o presidente da Oi, Rodrigo Abreu. 

Entre julho e setembro, a Oi teve prejuízo de R$ 2,6 bilhões. Mesmo assim, um desempenho melhor do que um ano antes, quando as perdas chegaram a R$ 5,7 bilhões. A receita líquida, de R$ 4,64 bilhões, indica melhora sobre o pior da pandemia (+3,5% sobre o segundo trimestre), mas foi 6,2% menor que no terceiro trimestre de 2019. 

Com a divulgação da marca de 1,75 milhão de clientes com FTTH, 7,9 milhões de casas passadas e R$ 383 milhões de receitas, a fibra, no fixo, só representa menos que os ganhos com telefonia (R$ 544 milhões), tendo superado a banda larga por DSL (R$ 323 milhões) e mesmo o DTH (R$ 375 milhões). Daí a conclusão de Abreu de que foi “um trimestre excelente”. O negócio móvel faturou R$ 1,6 bilhão, mas este está praticamente vendido para a parceria entre Vivo, TIM e Claro.

“Nosso cronograma aponta para uma transição completa do modelo até o final de 2021”, afirmou o presidente da Oi, referindo-se ao cronograma de alienação das unidades mencionadas – móvel, datacenters, torres e TV (DTH). A partir daí, a confiança é que essa nova Oi será a campeã entre os pequenos provedores. 

“Temos uma excelente vantagem competitiva. Competimos tendo uma base de clientes já existente que não tem fibra (FTTC ou coaxial). Competimos com provedores de internet locais com fibra, mas temos uma estrutura de backbone e backhaul mais forte, sem os constrangimentos de tráfego dos competidores locais. E temos um forte canal de vendas que cobre todo o país”, apontou Abreu. Convergência Digital - Leia mais em abinee.16/11/2020




16 novembro 2020



Ibovespa reduz alta após ir a maior nível desde março com vacina da Moderna 94,5% eficaz

Farmacêutica deve entrar com um pedido de autorização de uso emergencial da vacina nas próximas semanas; ações de empresas aéreas, bancos e Petrobras estão entre as maiores altas do índice

O principal índice acionário da bolsa brasileira avançou ao maior nível desde março na máxima intradiária da sessão desta segunda-feira (16), impulsionado pelo anúncio da farmacêutica Moderna de que a sua vacina contra o coronavírus obteve eficácia de 94,5% em testes da fase 3.

No pico, o Ibovespa disparou 1,46%, sendo cotado aos 106.255,88 pontos. A última vez em que o índice operou em um patamar maior do que este ocorreu em 5 de março — quando, na máxima, atingiu 107.217 pontos.

Por volta das 10h55, o índice mostrava alta mais moderada, subindo 0,8%, para 105.583,54 pontos, com ações de empresas aéreas (sempre sensíveis ao noticiário da covid-19), bancos e Petrobras entre as maiores altas... leia mais em seudinheiro 16/11/2020





01 novembro 2020

Europa: ao menos 14 países anunciaram restrições por causa da 2ª onda de covid

O último foi o Reino Unido. Anúncio feito neste sábado

A Europa está recorrendo a novos lockdowns devido a 2º onda de covid-19 que tem ocorrido no continente. A intenção é de evitar 1 colapso nos hospitais devido a alta de casos na última semana. Ao menos 14 países já implementaram medidas restritivas em seus territórios.

A mais recente decisão foi do primeiro-ministro do Reino Unido, o conservador Boris Johnson. Ele anunciou neste sábado (31.out.2020) 1 novo lockdown depois de o país superar a marca de 1 milhão de casos da covid-19.

Saiba quais países já implementaram restrições para tentar conter a 2ª onda da doença causada pelo novo coronavírus:.. Leia mais em poder360 31/10/2020



01 novembro 2020



29 outubro 2020

Brasil não deve ter segunda onda, mas governo tem instrumentos para enfrentá-la, diz Guedes

Ministro considerou que a única solução para a covid-19 é a vacina e alertou para a necessidade de avançar em reformas para que o governo tenha mais fôlego

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta quinta-feira, 29, que o panorama atual não indica uma "segunda onda" de contágio de covid-19 no Brasil, mas garantiu que o governo terá os instrumentos necessários para enfrentar a doença caso ela se estenda por mais um ou dois anos.

"A dívida bruta já caminha para 100% do PIB, mas se houver uma segunda onda daremos resposta e encontraremos os recursos necessários. É como uma guerra, e se a guerra durar 3 anos vamos enfrentar, mas esse não é o plano A. O que vemos no momento é doença descendo e economia voltando", afirmou, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional para o acompanhamento de medidas contra a covid-19.

Guedes considerou que a única solução para a covid-19 é a vacina e alertou para a necessidade de avançar em reformas para que o governo tenha mais fôlego para enfrentar uma eventual segunda onda da doença em 2021. "Só com a vacina estaremos livres desse pesadelo, antes disso continuamos vulneráveis. Mas se houver segunda onda, com certeza a democracia brasileira dará resposta novamente", completou.

O ministro mais uma vez afirmou que se o auxílio emergencial tivesse um valor menor, de R$ 200 a R$ 300, o governo conseguiria mantê-lo por mais dois ou três anos em caso de continuidade da pandemia.

"O que controla o alcance do auxílio é o fôlego fiscal. Temos fôlego até o fim de 2020, a partir daí é um ponto de interrogação. Não podemos estender medidas como se não houvesse amanhã, não contem comigo. Contem comigo para uma resposta correta politicamente e responsável", acrescentou.

Guedes garantiu que, em caso de segunda onda, o governo vai trabalhar com o Congresso de forma tão decisiva como fez em 2020. "E vamos corrigir erros e excessos, inclusive pelo aprendizado que tivemos", completou. Para ele, a proposta de novo pacto federativo precisa de uma cláusula para prever exceções em calamidades públicas como a atual pandemia... Leia mais em seu dinheiro 29/10/2020


29 outubro 2020



Avanço da covid derruba mercados; no Brasil, dólar vai ao maior nível desde maio

Uma nova onda de avanço da covid na Europa e nos Estados Unidos provocou um forte estrago ontem nos mercados globais. As Bolsas de Valores americanas e europeias fecharam em quedas que passaram de 4%, a cotação do petróleo também recuou 5% e até o ouro teve queda de 1,65%.

O Brasil não escapou à onda mundial de pessimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia com queda de 4,25%, aos 95.368 pontos, a maior baixa porcentual desde 24 de abril (-5,45%).

O dólar chegou a ser cotado a R$ 5,79, recuou após uma intervenção do Banco Central (ler mais na pág. B3), mas acabou voltando a subir e fechou em R$ 5,76 com alta de 1,39%. É o maior nível desde 15 de maio. O CDS brasileiro (credit default swap) de 5 anos do Brasil, um termômetro do risco país, subiu de 212 para 223 pontos.

Os mercados já vinham mostrando uma certa desconfiança com o ritmo de recuperação da atividade econômica global, por conta de uma segunda onda da covid na Europa. Isso ontem ficou mais claro com anúncios de novos bloqueios na Alemanha e na França e cresceu o temor de que a atividade econômica fique enfraquecida por mais tempo. “Estamos imersos na aceleração da pandemia”, declarou o presidente da França, Emmanuel Macron.

O chefe de gestão e especialista em câmbio e moedas da Galapagos Capital, Sérgio Zanini, avalia que, com a proximidade da eleição presidencial nos Estados Unidos, na próxima terçafeira, a expectativa já era de que esta semana houvesse uma redução da exposição a ativos de risco no mercado internacional.

Mas a aceleração de casos de covid na Europa acabou antecipando esse movimento, provocando as fortes quedas em meio ao aumento do temor de piora da atividade global.

“A expectativa é de que a volatilidade continue e, caso a pior combinação se concretize, o Ibovespa pode tomar o caminho dos 80 mil pontos”, diz Renato Chain, economista da Parallaxis Economia. “Além da segunda onda na Europa, a pandemia segue em curso nos EUA, com piora no centro-sul do País”, acrescenta.

Na B3, nenhuma ação do Ibovespa fechou o dia em alta. Petrobrás caiu 6% e os bancos também tiveram quedas expressivas.

A CVC caiu 9,88% e a empresa área Azul perdeu 9,58%.

Câmbio. No mercado de câmbio, além do cenário externo, a pressão para desvalorização do real vai permanecer nos próximos meses, em meio ao aumento do risco fiscal do Brasil, a falta de reformas estruturais e o juro real negativo, avalia o banco Société Générale. A previsão é de que o dólar deve fechar 2020 em R$ 5,80 e vá para mais perto de R$ 6,00 em 2021.

Nesse ambiente, o real corre o risco de repetir em 2021 o fraco desempenho deste ano, sendo novamente a moeda de país emergentes com pior desempenho ante o dólar. O estrategista do Société para países emergentes, Dav Ashish, prevê que, nesse ambiente de falta de reformas e desempenho fraco do PIB, a expectativa é de fluxos de capital externo “tímidos” para o Brasil em 2021, ajudando a manter o dólar alto..Estadao . Leia mais em portal.newsnet 29/10/2020





15 outubro 2020

Clealco recebe proposta de R$ 900 milhões à vista por usinas e terras

Oferta surpreendeu credores e levantou desconfianças, segundo fontes

Um empresário de Pernambuco, Alfredo José Gonçalo Filho, apresentou uma proposta de R$ 900 milhões, de pagamento à vista, por duas usinas e por terras do grupo sucroalcooleiro paulista Clealco, que está em recuperação judicial e tem dívidas de cerca de R$ 1,5 bilhão. 

Porém, o plano de recuperação da empresa não prevê esse formato de transação e o leilão dos 33 lotes de terras realizado ontem, em conformidade com o plano, recebeu outras propostas, que serão analisadas pelos cre..Leia mais em valoreconomico 15/10/2020



15 outubro 2020



23 setembro 2020

Grupo negocia a compra da concessão do aeroporto de Viracopos, em SP

O grupo Brazil Invest Airport negocia a compra da concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas (SP). 

Liderado pelo empresário francês Christophe Maillol, o grupo informou à Justiça de São Paulo estar “em avançado estágio de negociação” com a concessionária Aeroportos Brasil, que administra Viracopos desde novembro de 2012. O direito de exploração do aeroporto vale por 30 anos. 

A empresa diz ter oferecido R$ 150 milhões para comprar as ações da UTC Participações no aeroporto eque pretende ainda fazer uma proposta para adquirir a parte que cabe à Infraero (49%)...Leia mais em  uol 23/09/2020




23 setembro 2020



16 setembro 2020

Ministério da Economia publica lista de setores mais afetados pela pandemia; veja ranking

O governo publicou nesta terça-feira (15) no Diário Oficial da União, a lista dos setores da economia mais impactados pela pandemia de coronavírus.

As atividades artísticas e de transporte aéreo lideram o ranking de atividades mais prejudicadas, seguidas por transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros. Na sequência, aparecem os serviços de alojamento e de alimentação.

Segundo a portaria, assinada pelo Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, a lista “é destinada a orientar as agências financeiras oficiais de fomento, inclusive setoriais e regionais, acerca dos setores mais impactados pela crise ocasionada pelo Covid-19”.

O ministério informou, em nota, que a lista visa auxiliar as agências no atendimento ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito na modalidade de garantia (Peac-FGI), por meio da disponibilização de garantias via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

O programa criou um programa de crédito com linhas para microempreendedores individuais (MEIs), micro, pequenas e médias empresas.

Confira o ranking das 34 atividades mais afetadas:

1. atividades artísticas, criativas e de espetáculos

2. transporte aéreo

3. transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros

4. transporte interestadual e intermunicipal de passageiros

5. transporte público urbano

6. serviços de alojamento

7. serviços de alimentação

8. fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias

9. fabricação de calçados e de artefatos de couro

10. comércio de veículos, peças e motocicletas

11. tecidos, artigos de armarinho, vestuário e calçados

12. edição e edição integrada à impressão

13. combustíveis e lubrificantes

14. fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores

15. extração de petróleo e gás, inclusive as atividades de apoio

16. confecção de artefatos do vestuário e acessórios

17. comércio de artigos usados

18. energia elétrica, gás natural e outras utilidades

19. fabricação de produtos têxteis

20. educação privada

21. organizações associativas e outros serviços pessoais

22. fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis

23. impressão e reprodução de gravações

24. telecomunicações

25. aluguéis não-imobiliários e gestão de ativos de propriedade intelectual

26. metalurgia

27. transporte de cargas (exceto ferrovias)

28. fabricação de produtos de borracha e de material plástico

29. fabricação de máquinas e equipamentos, instalações e manutenções

30. atividades de televisão, rádio, cinema e gravação/edição de som e imagem

31. saúde privada

32. fabricação de celulose, papel e produtos de papel

33. fabricação de móveis e de produtos de indústrias diversas

34. comércio de outros produtos em lojas especializadas

Os dados do IBGE mostram que a atividades mais prejudicadas foram as direcionadas às famílias e que demandam maior mobilidade e contato físico, como as relacionadas a serviços, lazer, eventos e turismo, cuja demanda continua sendo afetada por restrições sanitárias ou medo de contaminação. Fonte: “G1”, Leia mais em institutomillenium 15/09/2020



16 setembro 2020



08 setembro 2020

Febre do delivery: os números das startups de entrega compradas pelas gigantes

A Locaweb comprou a Delivery Direto, enquanto o Grupo Pão de Açúcar comprou a James Delivery. As duas startups viram aumento da demanda por suas soluções durante os últimos meses, marcados pela pandemia.

Cada vez mais startups são adquiridas por grandes empresas. Segundo a empresa de inovação Distrito, o número de M&As envolvendo negócios escaláveis, inovadores e tecnológicos no primeiro semestre de 2020 cresceu mais de 300% e mais de   … Leia mais em revistapegn 08/09/2020



08 setembro 2020



Linx contrata BR Partners para avaliar oferta da Totvs

A BR Partners terá a função de avaliar os benefícios da possíveis fusão com a Totvs

A Linx (LINX3) informou ao mercado nesta terça-feira (8) que contratou a BR Partners para dar um parecer ao comitê da companhia sobre a oferta de combinação de negócios realizada pela Totvs (TOTS3).

De acordo com o documento, a Linx recebeu, no dia 4 de agosto, a minuta de protocolo e justificação de incorporação da operação da proposta, que está sendo avaliada.

A batalha

Stone (STNE) e Totvs travam uma batalha para a compra da Linx. Na terça-feira (4), a Totvs anunciou uma oferta para pagar uma multa de 100 milhões de reais para a Linx, caso a proposta que fez para fusão seja vetada posteriormente pelo órgão antitruste Cade.

Segundo a Totvs, o valor é parte da proposta que está em fase final de revisão e será levada aos conselheiros independentes da Linx nesta semana.

O valor seria pago se a proposta, após aprovada pelos acionistas de ambas as companhias, for depois rejeitada pelo Cade.

O anúncio acontece após a Linx ter informado um ajuste no acordo assinado com a StoneCo, que fez um acordo concorrente ao da Totvs.

O novo acordo prevê redução do valor de uma multa que a Linx teria que pagar caso seus acionistas rejeitassem um acordo com a StoneCo, além de ajustes em outros termos do acordo.

Proposta

A operação com a Totvs, se aprovada, resultará, no recebimento pelos acionistas da Linx de 1 ação da Totvs e 6,20 reais para cada papel da Linx que possuam, passando os acionistas da Linx a terem cerca de 24% do capital total e votante da Totvs.

“A transação possui um forte racional estratégico em razão da alta complementariedade de mercados, soluções e serviços, resultando em uma substancial criação de valor para as companhias, seus respectivos acionistas, clientes e colaboradores”, afirmou a Totvs no documento... Leia mais em moneytimes 08/09/2020



07 setembro 2020

Faturamento pode até crescer mesmo com queda do PIB

A melhora nas expectativas em relação ao desempenho da economia em 2020, que mesmo assim deverá registrar a maior retração da história no Produto Interno Bruto (PIB) em meio à pandemia de covid-19, foi vista também na percepção de altos executivos sobre seus negócios, mostra pesquisa da consultoria KPMG obtida com exclusividade pela reportagem. Com o fundo do poço da crise para trás, 35% dos executivos entrevistados agora estimam que poderá haver alta do faturamento, apesar da recessão.

A melhora pode ser vista na comparação da primeira pesquisa feita pela KPMG, em abril e maio, com a segunda edição do estudo, que ouviu os executivos em junho e julho e ficou pronta no mês passado. A primeira versão da pesquisa entrevistou 91 executivos de alto escalão. A edição mais recente foi mais ampla, com a participação de 193.

Em junho e julho, 12% dos executivos entrevistados disseram que o faturamento de suas empresas poderá crescer até 10% em 2020, enquanto 17% disseram que o aumento poderia ser de 10% a 25% e 6% apostaram num avanço superior a 25% nas receitas.

Em abril e maio, auge do pessimismo, 24% apostaram em crescimento – 8% do total de entrevistados afirmaram que a alta poderia ser de 10% a 25%, mas apenas 3% apostaram em avanço superior a 25%.

Para André Coutinho, sócio-líder de Clientes e Mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul, a sensação de sair do estrangulamento sofrido no pior momento dá crise dá certo “ânimo” e favorece a melhora da percepção sobre os negócios. E as expectativas de alta no faturamento estão concentradas em setores específicos, que podem de alguma forma sair ganhando com as mudanças de hábito provocadas pela pandemia, como comércio eletrônico, telemedicina, marketing digital, serviços de streaming e a indústria de alimentos.

Ainda assim, 44% dos executivos entrevistados esperam queda no faturamento, na pesquisa de junho e julho, enquanto um quinto (21%) projetam que o faturamento de 2020 será “muito próximo do ano anterior”. Na primeira edição da pesquisa, 19% apostavam numa variação nula na receita em meio à pandemia, mas a maioria dos entrevistados (56%) falou em queda nas receitas de 2020.

O movimento de melhora nas expectativas em relação ao desempenho da economia tem sido turbinado pela ação do governo para mitigar a crise, como o auxílio emergencial de R$ 600 ao mês, pago para famílias de baixa renda e trabalhadores informais. No fim de junho, as expectativas de mercado para a variação do PIB em 2020 atingiram o fundo do poço, uma queda de 6,6%, segundo o Banco Central (BC). A partir de então, analistas vieram melhorando suas projeções que agora estão em torno de uma retração de 5,3% – o que, ainda assim, garantirá a 2020 o título de pior ano para o PIB na História.

Volta aos escritórios. A mesma pesquisa nostra que 26% dos empresários acham que a volta aos escritórios ficará para o ano que vem. Na primeira edição do levantamento, entre abril e maio, apenas 9% apostavam numa volta só em 2021.

Embora o aumento na frequência de respostas que apontam para a volta ao trabalho presencial apenas em 2021 tenha chamado a atenção, 68% dos entrevistados ainda apostam na volta este ano: 33% dos empresários esperam o retorno no “próximo mês”, enquanto 35% estimam que a volta se dará “até dezembro”. A proporção de ouvidos que disseram estar nos escritórios nos períodos de referência (abril-maio e junho-julho) ficou estável em 23% nas duas edições do levantamento.

Para Coutinho, a comparação entre as duas edições do estudo sugere que as empresas estão sendo cautelosas. Por isso, planos de retorno ao trabalho presencial de forma gradual – seja com os funcionários se dividindo entre o “home office” e o escritório, seja com a volta de apenas parte das equipes – estão cada vez mais comuns. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo... Leia mais em istoedinheiro 07/09/2020

07 setembro 2020



IPO de R$ 5 bi da Petz explica o novo normal do mercado

Com juro baixo, especialistas começam a falar em 1.000 empresas na bolsa em 5 a 10 anos
Mesmo distante de ser a maior abertura de capital do ano, o IPO da Petz, a rede de varejo dedicada a produtos para bichos de estimação, é um ícone do momento do mercado de capitais brasileiro. A companhia iniciou suas atividades em 2002 e atraiu o fundo Warburg Pincus como sócio em 2013 e agora, sete anos depois, será a primeira desse segmento na bolsa. Com lucro de 22 milhões de reais no primeiro semestre, vai chegar avaliada em cerca de 5 bilhões de reais na B3. A venda das ações deve movimentar 2,2 bilhões de reais (na faixa intermediária dos preços sugeridos), com estreia marcada para dia 11.

“Está cara.” É o que dizem os gestores e especialistas que avaliam a operação. Mas, mesmo assim, vão comprar. A oferta é considerada “superquente”: ou seja, tudo indica que há bastante demanda. A empresa está sendo apresentada aos investidores com a promessa que sua avaliação equivale a 55 vezes o lucro projetado para 2021 e 35 vezes o de 2022. Trata-se de um ativo novo na bolsa, em um mercado com grande perspectiva de crescimento e consolidação, além de oportunidades na área digital. É quase como juntar a fome com a vontade de comer.

Já se tornou rotina no mercado pular 2020, o ano da pandemia. (‘E tudo bem’. É o que dizem). Investir em ações sempre é comprar o futuro. Mas, neste ano, tornou-se comprar o futuro sem ter muita clareza sobre o presente. O discurso, na maioria dos casos, é que o crescimento após a capitalização será tão forte e tão rápido que o múltiplo de 2020 não deve ser usado como parâmetro. No caso de Petz, por exemplo, se o desempenho do primeiro semestre for anualizado, significaria avaliar a companhia em mais de 100 vezes o lucro deste ano.

“A premissa básica dos IPOs têm sido céu de brigadeiro no cenário futuro, com juros baixos e execução perfeita do plano de negócios”, comenta Pedro Rudge, da Leblon Equities. “O lógico seria considerar tudo que é novo com mais risco. Mas há uma demanda reprimida muito grande por novos ativos. O tamanho do mercado brasileiro não é suficiente para o fluxo que está migrando para renda variável. Além disso, o juro baixo aumenta a disposição ao risco”, completa ele.

Valer entre 50 e 100 vezes o lucro de 2020 ou 2021 é quase o “novo normal” dos IPOs deste ano para as companhias mais disputadas. Apenas para efeito de comparação, excluído do cálculo Petrobras e Vale, que pelo tamanho podem distorcer a média, a bolsa brasileira negocia atualmente com uma relação entre preço e lucro de 14 vezes a 16,5 vezes, de acordo com Renato Mimica, diretor da Exame Research. A grande questão que causa a diferença é que o ritmo de crescimento das novatas tende a ser mais acelerado, o que implica em múltiplos maiores — em especial para aquelas que tiverem componente digital. A comparação entre as estreantes e as já abertas, portanto, não é perfeita.

A Lojas Quero-Quero de materiais de construção com presença no interior do país teve lucro de 2,9 milhões de reais de janeiro a junho e estreou valendo 2,3 bilhões de reais. Praticamente sem nenhuma atividade digital e com um dono (Luciano Hang) que pode ser um risco para o negócio, a Havan quer ser avaliada em 100 bilhões de reais — ou seja, 130 vezes o lucro do ano passado, já que o deste ano está em queda afetado pela pandemia. Talvez, 100 bilhões não dê. Mas 80 bilhões de reais são considerados plausíveis — outra vez mais de 100 vezes o lucro.  A companhia de cash back Méliuz, que teve um Ebitda de 20 milhões de janeiro a junho, e busca uma avaliação de 3 bilhões de reais. Exemplos não faltam.

Quando a explicação para o múltiplo alto não está na tecnologia, está no “valor da escassez”, expressão que vem ganhando fama. Ela resume a pouca variedade da bolsa brasileira. A Quero-Quero, com sua atuação fora dos grandes centros urbanos do país, representa o Brasil profundo, com poucos ativos à disposição na bolsa. A Méliuz, um negócio totalmente novo (e tecnológico).

Entre as companhias já listadas, poucas têm esses indicadores. Entre as raridades, a Magazine Luiza é uma delas, com múltiplo de centena na relação entre preço e lucro, por ser encarada hoje com uma representante do varejo com forte perfil de tecnologia, o que puxa um crescimento expressivo.

Os preços pagos estão animando controladores de companhias, sejam empresários ou fundos de private equity. Só no mês de agosto, 27 empresas pediram registro para fazer IPOs na bolsa — sem contar as ofertas de ações das empresas já abertas. Setembro mal começou e já foram mais seis pedidos. “O Brasil nunca viveu nada parecido. O que está acontecendo agora não tem paralelo com o que ocorreu entre 2006 e 2008”, diz o chefe de mercado de capitais de um grande banco de investimento. No ano, foram realizadas 11 aberturas de capital, mas a fila na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no aguardo de registro é de 52 operações. Há um total de 80 mandatos de companhias circulando no mercado.

A bolsa brasileira tem entre 332 companhias listadas. Há 20 anos esse número não cresce. Ao contrário, diminui — eram cerca de 400 no início dos anos 2.000. Desde o início do reaquecimento do mercado de capitais, a partir do IPO de Natura, foram realizadas 182 aberturas de capital até o fim de 2019. Das novatas, pouco mais de 80 sumiram ou por serem consolidadas em outras companhias ou por fecharem capital — algumas poucas praticamente quebraram e não têm mais liquidez.

De 300 a 1.000

A despeito do quadro das últimas décadas, pela primeira vez, há uma sensação no ar — não se fala em previsão, está mais para uma crença de um número cada vez maior de participantes: essa quantidade pode mais do que triplicar nos próximos cinco a dez anos. Pensar em 1.000 e 1.500 companhias na B3 entre 2025 e 2030 não parece mais um absurdo. O número não veio de pergunta da reportagem. Está por aí, circulando, sempre com a ressalva que isso só vai ocorrer se o Brasil não explodir. A observação é parte do temor crescente com as contas públicas, que podem levar o país de novo para um ciclo de taxa de juros em alta.

Fernando Iunes, sócio da gestora de private equity EB Capital e ex-Itaú BBA, acredita que essa expectativa é factível. “As pessoas ainda falam em janela de mercado. Mas a atividade tende a ser constante daqui para frente. Chegar nesse número não depende de nenhum absurdo. Estamos falando entre 50 e 100 IPOs por ano.” Ele destaca, porém, que para isso os bancos terão de ampliar suas áreas ligadas a essa atividade. Além disso, o mercado vai crescer também do lado dos investidores. A bolsa, portanto, vai ficar mais perto de refletir a economia real. “O que tem hoje listado não pode ser considerado um retrato da economia”, comenta Iunes.

Mesmo assim, num primeiro momento, essa quantidade de empresas parece tão distante como quando, no ano 2.000, o giro diário do mercado de ações era de 300 milhões de reais, e o presidente da então Bovespa, Raymundo Magliano Filho, falava em buscar uma liquidez de 2 bilhões de reais ao dia e em educar o pequeno investidor para poupar em ações. Era o ano de criação do Novo Mercado, mas não parecia haver no Brasil nenhum ânimo para aberturas de capital. Atualmente, a B3 movimenta por dia perto de 30 bilhões de reais — a média diária dos últimos 12 meses é de 23 bilhões.

O que mudou tudo

A diferença deste ciclo de IPOs e ofertas de ações em relação à euforia de 13 anos atrás é a taxa básica de juros — sempre ela. Em 2006, a Selic iniciou o ano estimada em mais de 17% ao ano e, após um ciclo de cortes, terminou 2007 pouco acima de 11%. Em termos conceituais, uma companhia precisava oferecer uma perspectiva de retorno acima de dois dígitos para competir com o investimento no chamado ativo livre de risco, os títulos públicos.

Agora, com a Selic a 2% ao ano, um ativo não precisa de tanto esforço para ser competitivo e mais interessante, o que abre espaço para um número cada vez maior de companhias. O preço das ações em bolsa deve refletir a perspectiva de seu lucro futuro, descontado pelo seu custo de capital para investir e crescer — conta na qual a taxa de juros tem participação relevante e que é conhecida pela sigla WACC.

“Quando essa taxa de desconto cai, o efeito é o valor da empresa na bolsa subir”, explica Mimica, da Exame Research. Os analistas de investimento, muitas vezes, ainda usam para as companhias já listadas na bolsa um custo de capital de dois dígitos. Mas, se o país persistir com a taxa contraída, esse número vai se ajustar com o tempo. O juro menor também causa outro efeito sobre o investidor que é a disposição de esperar mais por retornos maiores, conforme explica Mimica.

Toda essa atividade e acesso das empresas à capital contribuem diretamente para a expectativa de crescimento econômico. Mais capitalizadas, as empresas investem mais, empregam mais e a roda da economia gira melhor. “É a beleza de ver o dinheiro sair do título público e migrar para a economia real”, destaca Rudge, da Leblon Equities.

E o risco?

O otimismo se tornou quase uma obrigação. O motivo é que o dinheiro para investimento em ações não para de chegar, com a migração dos recursos da renda fixa. Nos últimos 12 meses, os fundos de ações e multimercados captaram 215 bilhões de reais em recursos novos — e esse volume não inclui o crescimento do dinheiro disponível fruto dos dividendos pagos pelas empresas já investidas. Há ainda um volume crescente de dinheiro vindo de pessoas físicas que aplicam diretamente na bolsa. O número de contas ativas dobrou desde dezembro e já chega a 3 milhões. Há cinco anos, eram 500 mil.

A necessidade de alocar o capital que chega torna os gestores de recursos necessariamente mais positivos e com mais espaço para assumir riscos maiores, ainda que em participação menor da carteira. Os especialistas nesse mercado — que são também os maiores interessados nele — se recusam a todo custo chamar o que está ocorrendo de bolha. Defendem que o cenário de juro baixo pode tornar tudo isso duradouro e virtuoso. É revolucionário para a economia de uma forma que o Brasil simplesmente nunca viveu. Mas as lições não devem ser ignoradas.

Em especial porque depois da experiência com a febre das ofertas de 2007 e 2008, o entendimento é que o investidor — profissional ou não — é praticamente o único responsável por saber bem o que está comprando e qual risco está aceitando correr. E como o perfil das companhias que chegam à bolsa é cada vez mais ligado à crescimento, precisa estar preparado para a volatilidade de resultados que isso significa. Aos demais participantes da cadeia envolvida com os IPOs, basta apenas não prometer retorno e não mentir nas informações que fornece ao mercado. O risco de cada parte, portanto, é bastante assimétrico.

Para completar, os ativos deste ano incluem muitas atividades e negócios ainda sem paralelo no mercado, o que torna a comparação difícil — trocando em miúdos, o risco de uma análise equivocada é maior. Onde dá para comparar, a lição de casa parece estar em dia.

Há sinais de que alguma lucidez ainda existe. Em meio à festa da multiplicação de valor, as duas últimas aberturas de capital, da Lavvi, do ramo imobiliário, e da rede de farmácias Pague Menos, tiveram de reduzir o valor que pretendiam conseguir para suas ações na estreia. Os investidores não aceitaram pagar o que elas queriam diante da perspectiva que elas ofereciam. Ou seja, ajustaram a expectativa de retorno a sua disposição de risco.  A Havan ainda nem sinalizou o preço para os papéis e já está sentindo a pressão: o risco do polêmico fundador Luciano Hang e o fato de a operação digital ser ainda apenas uma promessa.

Um investidor sem trauma, educado e consciente dos riscos, é essencial para o futuro desejado de uma B3 com 1.500 companhias. Esse sonho, nem Magliano sonhou. Exame... Leia mais em revistadireitohoje 06/09/2020