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27 dezembro 2020

CareCapital adquire a Neoss para investir em inovação

CareCapital Advisors Limited ("CareCapital"), um investidor de capital focado no setor de higiene bucal e odontológica, anunciou hoje um acordo para adquirir a Neoss Limited  

A CareCapital é um dos maiores investidores odontológicos do mundo, tendo investido mais de US$ 1 bilhão no setor, e oferece um ambiente colaborativo para empreendedores odontológicos e executivos talentosos concretizarem suas visões centradas no cliente.  

A Neoss é uma empresa líder mundial em implantes dentários, comprometida em projetar soluções inteligentes e simples que oferecem atendimento confiável e acessível aos pacientes com excelentes resultados a longo prazo.  A marca Neoss é sinônimo de inovação e qualidade, o que sustentou o desempenho líder de mercado da Neoss em 2020, apesar da pandemia de coronavírus.

No contexto da transação, o Dr. Robert Gottlander foi nomeado Presidente e Diretor Executivo da Neoss.  Com mais de quarenta anos de experiência na indústria odontológica, Gottlander possui um histórico comprovado no desenvolvimento e comercialização de soluções odontológicas... Leia mais em prnewswire 22/12/2020

https://www.neoss.com

27 dezembro 2020



26 dezembro 2020

Concept Investimentos compra marca de tratamento capilar Forever Liss

Gestora de private equity quer ampliar fatia de mercado da empresa no país, ampliar o portfólio e elaborar um plano de exportação Depois de investir na rede de empanadas La Guapa, da chef argentina Paola Carosella, a gestora de private equity Concept Investimentos concluiu neste mês a compra integral da marca de produtos de beleza Forever Liss, dedicada especialmente a tratamentos capilares. O objetivo é ampliar a participação de mercado da companhia no país, investindo na logística, além de estender o portfólio de outras categorias e elaborar um plano de exportação.

A Forever Liss deve terminar 2020 com crescimento anual de 70% no faturamento, superior a R$ 200 milhões. O valor da aquisição não foi divulgado, mas cerca de 90% do capital aplicado na transação vem de family offices e 10%, dos sócios da Concept, conta Rafael Pilotto Gonçalez, um dos três sócios da gestora. Essa fatia do aporte bancada pelos sócios da gestora é uma das características dos investimentos da Concept, que foi criada em 2016, e mantém na carteira a rede La Guapa e a Maquira, empresa paranaense de produtos odontológicos.

“A gente via oportunidade nessas empresas médias com crescimento sólido e saudável, mas que não tinham atenção dos grandes fundos, que muitas vezes querem fazer cheques muito grandes e não olham para esse empreendedor”, argumenta Gonçalez. Ainda de acordo com ele, não há um prazo pré-determinado para sair do negócio. “Vai acontecer, mas não temos data, é uma visão de longuíssimo prazo. Depois do investimento, é mão na massa. Dinheiro não é solução, tem que trabalhar ao lado”, diz, explicando que a companhia manterá na direção executiva o atual gestor, Otávio Príncipe, primo do fundador da marca.

Gonçalez: oportunidade em empresas médias com crescimento sólido e saudável, mas que não atraem atenção dos grandes fundos

A Forever Liss foi criada em 2014 em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, pelo empresário Fábio Príncipe. “Hoje é a maior marca de beleza com foco em comércio on-line dedicada à venda direta ao consumidor no Brasil. Muito disso é fruto dos lançamentos e dessa recorrência que existe de compra. Nos chamou atenção esse pioneirismo”, diz Gonçalez. Atualmente a companhia tem 55 linhas e mais de 200 itens, incluindo, também, maquiagem.

Príncipe criou a Forever Liss após quase três anos de colocar em operação o site multimarcas Shop dos Cabelos. A oportunidade surgiu pela percepção do empresário para a demanda por produtos que reproduzissem em casa os tratamentos realizados nos salões de beleza. “Demos para o produto o nome do tratamento, como “Banho de verniz”. Não tinha esse nome no mercado. As pessoas sabiam pelo cabeleireiro, mas não tinha escrito na embalagem, ficava como o segredo do cabeleireiro”, conta Príncipe, destacando, porém, que os profissionais também estão entre os clientes da marca, já que os produtos também são oferecidos em embalagens maiores, com bom custo-benefício para os salões.

Desde 2016, a Shop dos Cabelos deixou de ser um site multimarcas e passou a vender somente as linhas da Forever Liss, já que o crescimento acelerado da companhia demandava mais atenção, segundo o empresário. Nascida no ambiente on-line, a marca passou a ter seus produtos também vendidos no varejo, canal que deve ganhar mais atenção agora com o aporte, explica Gonçalez. Hoje, 80% das vendas são concentradas nos canais on-line, mas o plano é ampliar as opções de multicanalidade de companhia.

A expansão da empresa na logística também levará em consideração essa força nos canais on-line. Em seus perfis nas redes sociais (Facebook e Instagram), a Forever Liss soma quase sete milhões de seguidores, além de 265 mil inscritos no YouTube. “Já começamos olhando para a internet. Viramos case no Facebook Profissional, o uso da nossa marca como referência é de 4 a 5 vezes maior do que qualquer outra marca da América Latina”, afirma Príncipe. A companhia mantém, em sua sede no interior paulista, um estúdio de gravação para produzir conteúdo para os consumidores, com passo a passo de uso dos produtos, por exemplo.

Há, no entanto, um gargalo na capacidade de entrega. “Existem oportunidades de melhoria que enxergamos, como o preço do frete e reduzir prazos”, diz Gonçalez. A região Nordeste, por exemplo, é a segunda maior em número de vendas (Sudeste é a primeira), mas o frete custa de R$ 30 a R$ 40 e o prazo de entrega vai de 10 a 15 dias. Há a possibilidade, segundo ele, de reduzir esse prazo para quatro dias e o custo do frete em 20% ou 30% ou até mesmo pela metade.

“São dois pilares em que vamos focar no curto prazo: tecnologia, com sistemas que permitam a gente a ter acesso a plataformas de forma mais simples e rápida, e logística, para trabalhar com vários parceiros que consigam garantir um nível de serviço melhor do que o dos Correios”, explica o gestor de investimentos.

No segundo momento, diz Gonçalez, a ideia é ampliar o portfólio para outras categorias que ainda têm poucos produtos, como os multivitamínicos e maquiagem. Mais à frente, a ideia é traçar um planejamento de exportação, uma vez que, de acordo com o gestor e o empresário, há uma demanda reprimida. “Muitas empresas dos Estados Unidos e Oriente Médio têm procurado a empresa. Na hora certa, com estrutura correta, devemos atender esse mercado também”, diz o sócio da Concept... Leia mais em redacaoagro 26/12/2020

https://www.foreverliss.com.br


26 dezembro 2020



Maior rede odontológica do mundo, OdontoCompany arremata Oral Sin

A OdontoCompany, rede que acaba de se tornar a número um do mundo em número de unidades, com 969 postos, acaba de finalizar a da rede Oral Sin, rede especializada em implantes dentários. 

A rede iniciou a compra ano passado, quando adquiriu 40%. Os demais 60% foram adquiridos agora. 

O valor total soma 230 milhões de reais e a meta da OdontoCompany envolve inaugurar 600 unidades da Oral Sin nos próximos três anos.

A empresa foi criada em meados dos anos 1990 para atender classes mais baixas, a preços acessíveis. Fonte: Veja Leia mais em imoveweb 24/12/2020

https://odontocompany.com



24 dezembro 2020

Cade aprova compra da Lifecenter pela Notre Dame Intermédica

A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição da totalidade das ações representativas do capital social de Lifecenter, detida pelo FIP Minas Gerais – Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia – pela Notre Dame. A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU).

A Notre Dame, pertencente ao Grupo Notre Dame Intermédica, é uma operadora de planos de assistência privada à saúde, que oferta planos de saúde médico-hospitalares e odontológicos no Brasil. Além da operação de planos de saúde, a Intermédica presta serviços de cuidados à saúde, por meio de rede própria de hospitais e centros clínicos, e possui ainda estrutura para a prestação de serviços de apoio à medicina diagnóstica.

Atualmente, seu maior acionista é a Bain Capital que, por meio do Alkes II – Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia, detém, aproximadamente, 20,1% da Notre Dame, sendo o restante de seu capital social pulverizado no mercado.

Já a Lifecenter atua no mercado de serviços hospitalares, por meio de um hospital-geral localizado no município de Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, o Hospital Lifecenter. A totalidade do capital social e votante da Lifecenter é detida por Minas Gerais – Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia... Fonte Valor Econômico Leia mais em cardosoadv. 24/12/2020

https://www.hospitallifecenter.com.br


24 dezembro 2020



Odontoprev adquire Mogidonto, operadora de planos privados de assistência odontológica com 62 mil beneficiários

A Mogidonto é operadora de planos privados de assistência odontológica para cerca de 62 mil beneficiários.

Odontoprev (ODPV3) adquire 100% das quotas representativas do capital social da Boutique Dental, um conjunto de clínicas para prestação de serviços odontológicos, e atua preferencialmente no atendimento de clientes Mogidonto. Nos primeiros nove meses de 2020, as Sociedades registraram receita líquida de R$10,7 milhões e EBITDA de R$2,8 milhões.

O preço da Transação tem parcela à vista, de R$ 18,5 milhões, acrescido de potenciais parcelas variáveis complementares por atingimento de metas futuras, após 12 e 24 meses contados da Data do Fechamento, as quais poderão levar o preço total final da transação para até R$26 milhões.

ODONTOPREV S.A. FATO RELEVANTE Aquisição da Boutique Dental

A Odontoprev S.A. (“Companhia” ou “Odontoprev”), em cumprimento à legislação vigente, comunica que celebrou hoje Contrato de Cessão e Transferência de Quotas e Outras Avenças para a aquisição de 100% das quotas representativas do capital social da Mogidonto Planos Odontológicos Ltda., com sede em São Paulo/SP e inscrita no CNPJ/ME sob o n° 48.098.909/0001-50 (“Mogidonto”), e para a aquisição, por meio de sua controlada CLIDEC - CLÍNICA DENTÁRIA ESPECIALIZADA CURA D’ARS LTDA. (“Clidec”), de 100% das quotas representativas do capital social da Boutique Dental Ltda., com sede em São Paulo/SP e inscrita no CNPJ/ME sob o n° 14.576.103/0001-09 (“Boutique Dental” e, em conjunto com a Mogidonto, as “Sociedades”) (sendo tais aquisições referidas conjuntamente como a “Transação”).

A Mogidonto é operadora de planos privados de assistência odontológica para cerca de 62 mil beneficiários. A Boutique Dental é um conjunto de clínicas para prestação de serviços odontológicos, e atua preferencialmente no atendimento de clientes Mogidonto. Nos 09 meses encerrados em setembro de 2020, as Sociedades registraram receita líquida de R$10,7 milhões e EBITDA de R$2,8 milhões.

O preço da Transação tem parcela à vista, de R$ 18,5 milhões, acrescido de potenciais parcelas variáveis complementares por atingimento de metas futuras, após 12 e 24 meses contados da Data do Fechamento, as quais poderão levar o preço total final da transação para até R$26 milhões.

A Transação não constitui investimento relevante para a Odontoprev, nos termos do inciso I do artigo 256 da Lei no 6.404/76.

A consumação da Transação estará sujeita a certas condições precedentes, incluindo a aprovação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS e pelo Banco Central do Brasil – BACEN.

Com a efetivação da Transação, a Odontoprev mantém compromisso de liderança no setor de planos odontológicos, foco estratégico da Companhia. Barueri, 22 de dezembro de 2020. José Roberto Borges Pacheco Diretor de Relações com Investidores Leia mais em odontoprev 22/12/2020

https://www.odontoprev.com.br



 




22 dezembro 2020

Grupo Pardini tem 20 alvos de fusão e aquisição

Oito deles já estão em estágio avançado de negociação, segundo diretor financeiro Camilo de Lelis

O diretor financeiro do grupo Pardini, Camilo de Lelis, disse nesta terça-feira, em evento da companhia para investidores, que a empresa dona da rede de medicina diagnóstica Hermes Pardini tem 20 alvos de fusão e aquisição no horizonte, sendo oito deles em estágio avançado de negociação... Leia mais em valoreconomico 22/12/2020



22 dezembro 2020



Os maiores negócios do mercado de beleza mundial em 2020

Além de um agitado calendário de atividades de IPO, a indústria da beleza viu neste ano uma série de aquisições significativas – saiba mais sobre!

A atividade de fusões e aquisições entre marcas da indústria de beleza pode ter acelerado ligeiramente em 2020, mas ainda havia muitos negócios importantes a serem fechados no começo do ano.

Aqui, uma lista das atividades mais importantes desse mercado em ascensão segundo o portal WWD. De Charlotte Tillbury ePuig a KKW de Kim Kardashia! Confirma:.. Leia mais em vogue.globo. 22/12/2020





21 dezembro 2020

Dasa avalia oferta restrita de ações para pagar aquisições recentes

Dasa avalia oferta restrita de ações para pagar aquisições recentes

O grupo de saúde Dasa informou nesta segunda-feira que avalia fazer uma oferta de ações com esforços restritos, visando a captar recursos para pagar por aquisições recentes.

"A companhia avalia a realização de uma oferta pública restrita de ações e listagem e admissão de suas ações no segmento especial de listagem Novo Mercado", afirmou a Dasa em fato relevante.

No começo do mês, a Dasa anunciou a compra do grupo hospitalar Leforte por 1,77 bilhão de reais, fortalecendo sua entrada no setor de hospitais.

Nos meses anteriores, a Dasa já havia anunciado a compra da prestadora fluminense de serviços médicos, ambulatoriais, hospitalares Nossa Senhora do Carmo Participações, assim como da Gesto Saúde (Por Aluísio Alves) Reuters Leia mais em noticias.r7 21/12/2020



21 dezembro 2020



Dasa anuncia duas novas aquisições e integra mais de 70 novas unidades à sua rede de laboratórios

A Dasa anuncia duas novas aquisições: no Sul, adquire o Grupo Exame que compreende as marcas de laboratórios de análises clínicas Exame, Senhor dos Passos, Nobel Laboratório, CEC Laboratórios, Antonello Laboratório e Lunav Laboratório localizadas em Porto Alegre e região metropolitana, além de Novo Hamburgo, Rio Grande e Pelotas. No interior de São Paulo, a operação integra o Instituto de Hematologia de São José do Rio Preto (Hemat). Ambas fazem parte do movimento da Dasa de ampliar sua capilaridade de atuação em diversas regiões do país e integrar a jornada de saúde do paciente em um Ecossistema que atua em todas as etapas do cuidado. O valor dos negócios não foi revelado.

Todas as unidades do Grupo Exame e da Hemat, que juntas somam mais de 70, passam a integrar o ecossistema que compreende mais de 900 laboratórios de medicina diagnóstica espalhados por todo o país, que processam 270 milhões de exames por ano; a rede de hospitais Ímpar, com operações em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília; além da integradora de saúde GSC, focada em coordenação de cuidado. Há duas semanas foi anunciada, ainda, a assinatura do acordo para adquirir o paulista Grupo Leforte, por R$ 1,77 bilhão, que aguarda aprovação dos órgãos competentes.

“Com essas aquisições, damos um importante passo para ampliar nossa atuação tanto na região Sul quanto na região de São José do Rio Preto, por meio de excelentes centros de análises clínicas. Reforçamos nossa especialidade e capilaridade para atuar em toda a jornada do paciente, com um ecossistema integrado de saúde que coloca as pessoas no centro e fortalece a orientação para a sustentabilidade do setor”, diz Carlos de Barros, CEO da Dasa.

Para Manoel Bacellar, atual sócio do Grupo Exame, que continua à frente da operação como sócio e liderança local em conjunto com a Dasa, a união contribuirá ainda mais para o desenvolvimento e qualidade nos serviços de auxílio ao diagnóstico no Sul do país. “Essa parceria nos enche de orgulho, pois a Dasa traz o que há de mais avançado e de ponta em medicina. Além de toda robustez da companhia, compactuamos dos mesmos valores e paixão por servir”, explica.

Para Walter Benfatti, médico e diretor executivo do Hemat, a integração à Dasa favorecerá a qualidade e a excelência na prestação de serviços de patologia clínica – com destaque para áreas de maior complexidade, tais como hematologia, microbiologia, líquidos cavitários e líquor. “Há mais de 30 anos, o Hemat, que realiza mais de 120 mil exames por mês, vem consolidando a sua marca em São José do Rio Preto, como um dos maiores IDH da região. Essa união acontece em um momento importante para trazer toda a tecnologia de um dos maiores grupos de saúde do mundo, o que com certeza dará ainda mais qualidade aos serviços prestados para nossos clientes.”, explica.

No momento, do ponto de vista de gestão, as operações dos dois negócios continuam inalteradas, e um plano de integração será elaborado nos próximos meses... leia mais em saudedigitalnews. 21/12/2020





Em 15 dias, grupo Dasa anuncia 3 aquisições


Companhia, que comprou laboratório Hemat na sexta-feira, pode fazer nova oferta de ações (re-IPO) no primeiro trimestre de 2021

Num intervalo de 15 dias, a Dasa anunciou três aquisições, aumentando ainda mais a musculatura da companhia, que pode vir a realizar uma nova oferta de ações (re-IPO) no primeiro trimestre de 2021. O grupo tem a maior rede de medicina diagnóstica do país, com quase mil unidades, de marcas como Delboni Auriemo, Alta e Sérgio Franco, além de 12 hospitais em São Paulo, Rio e Brasília.

Na semana passada, a companhia informou a compra do controle do Grupo Exame, com 65 unidades no Rio Grande do Sul, e do laboratório Instituto de Hematologia (Hemat), de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Em ambos em casos, a Dasa não tinha presença nessas praças. O valor das transações não foi anunciado.

No começo de dezembro, a empresa da família Bueno comprou o Hospital Leforte, numa transação de R$ 1,7 bilhão.Referência: Valor Econômico Leia mais em capitólio 21/12/2020



19 dezembro 2020

Ultra quer vender rede de farmácias Extrafarma para focar em óleo e gás

O Grupo Ultra, conhecido dos brasileiros pela rede de postos de combustível Ipiranga, vai repaginar seu modelo de negócio em 2021 – e, por isso, está colocando grandes ativos fora de seu principal setor, o de óleo e gás, à venda. Além da já divulgada venda da indústria química Oxiteno, avaliada em US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 7,5 bilhões), a gigante nacional também deve se desfazer da rede de farmácias Extrafarma, que hoje tem cerca de 400 lojas e fatura R$ 1,5 bilhão. A aposta, apurou o ‘Estadão’, é que uma grande rede de farmácias fique com o ativo, que é especialmente forte na região Norte.

A compra da Extrafarma, há sete anos, por R$ 1 bilhão, fazia parte dos planos do Ultra de tornar a rede Ipiranga uma espécie de “hub” de varejo, indo além dos combustíveis. A companhia fez uma expansão da Extrafarma em vários de seus postos, especialmente em São Paulo. Segundo fontes do setor, porém, a empresa não atingiu o porte necessário para concorrer com gigantes como a Raia Drogasil (RD) e a DPSP (união das drogarias Pacheco e São Paulo). Por isso, ela passou de força consolidadora a candidata a ser adquirida por negócios maiores.

Entre as grandes varejistas, como Pão de Açúcar, Carrefour e Big (que adquiriu as operações do Walmart por aqui), a aposta nas drogarias próprias também veio perdendo espaço. Apesar de ser considerado um negócio rentável, experiências anteriores também provaram que nem sempre se trata de um setor fácil. O BTG Pactual, por exemplo, teve um de prejuízos bilionários ao formar a BR Pharma, que consolidou várias redes regionais (entre elas a Farmais e a Big Ben – esta última, assim como a Extrafarma, do Pará), mas acabou acarretando perdas bilionárias para o banco, até ser vendida por um preço simbólico.

Segundo apurou o Estadão, o mandato de venda da Extrafarma está na mão do Bradesco BBI, enquanto o desinvestimento na Oxiteno ficou a cargo do Bank of America.

Procurado, o Grupo Ultra disse que não tem nada a acrescentar além do fato relevante divulgado na segunda-feira, 14, no qual disse que “avalia continuamente seu portfólio de negócios” e vem direcionando investimentos, de forma prioritária, para fortalecer seu posicionamento na cadeia de óleo e gás no Brasil. A empresa afirma ainda que “estão sendo consideradas alternativas estratégicas que assegurem a continuidade da expansão da Oxiteno”. O Bradesco BBI não comentou.

Negócio principal

O Grupo Ultra pretende seguir nos negócios nos quais encontra sinergia com sua atividade principal – ou seja, relacionados a ao mercado de óleo e gás, incluindo nesse bloco os postos Ipiranga, a Ultragaz e a Ultracargo. Enquanto desinveste de um lado, o conglomerado prepara com a outra mão o investimento em refino. Tem apetite, por exemplo, na briga pelas refinarias no Sul do País que foram colocadas à venda pela Petrobras.

A companhia já tinha dado toda a indicação do caminho que seguiria para o seu negócio, em especial quando colocou na mesa seu plano de investimento para o próximo ano. Nele, do total de quase R$ 1,9 bilhão em investimentos programados para o ano, cerca de 80% serão destinados aos segmentos ligados ao segmento de óleo e gás.

Na disputa pelas refinarias da Petrobras, contratou o banco Morgan Stanley para conduzir o processo e já entregou sua oferta vinculante para a compra das unidades Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

Dentre essas opções, o ativo de grande desejo é a Repar, próxima a São Paulo, o maior mercado de combustíveis do País. A Cosan – dona da Raízen que opera os postos de marca Shell no Brasil – também está na disputa. O Citi é o assessor da Petrobras para esse desinvestimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em acionista 18/12/2020



19 dezembro 2020



Aquisições no mercado de saúde se tornam oportunidade para clínicas, desde que preparadas


Grandes negociações anunciadas recentemente confirmam aquecimento dos últimos anos e consultora dá dicas de como estar no radar

Notícias recentes de aquisições e fusões de hospitais, clínicas e laboratórios confirmam o aquecimento no mercado de saúde verificado nos últimos cinco anos. O movimento pode se configurar em bons negócios para pequenos e médios empreendimentos médicos – desde que seus negócios estejam bem estruturados, o que exige cumprimento de uma série de quesitos.

No fim do último mês, por exemplo, o mercado tomou conhecimento da aquisição do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope) pelo Centro Brasileiro de Visão (CBV), pertencente ao fundo de private equity da plataforma digital de investimentos XP Inc. O próprio CBV tinha sido incorporado pela XP não fazia muito tempo – no final do ano passado.

Júlia Lázaro: "Clinicas estruturadas são o alvo dos compradores" Segundo a consultora Júlia Lázaro, sócia da Mitfokus, consultoria financeira especializada na área da saúde, as fusões e aquisições no mercado de saúde intensificaram-se no período da pandemia de Covid-19. “É um mercado que está aquecido, principalmente para os segmentos de laboratório de análises clínicas, oftalmologia e radiologia”, ressalta.

São atividades, explica a consultora, em que a interação médica é menor e a tecnologia está presente, o que permite ganhos de escala, atraindo o interesse de operadoras maiores ou fundos de investimento. Para “entrar no radar” dos grupos de aquisição, clínicas e laboratórios precisam investir em gestão, em governança e em softwares, orienta Júlia Lázaro.

Júlia Lázaro atuou na assessoria para um empresa de médio porte, viabilizando e concretizando as negociações. Ela cita que este caso foi um laboratório de diagnóstico da Grande São Paulo.

Por meio do serviço prestado através de um “valutation”, o laboratório de análise clínicas obteve um diagnóstico preciso de sua situação financeira, seu potencial de geração de receita, projeção do fluxo de caixa, margem de lucro, perfil do público atendido e análise da reputação (valor da marca) no mercado.

O nome e os valores das negociações são preservados, todavia, Júlia salienta que tanto o laboratório vendido quanto a empresa de capital aberto se surpreenderam com o valor creditado ao empreendimento e pelo qual foi comprado. “Primeiro se fez toda a avaliação, que não é apenas financeira – é financeira, mas especializada na área da saude. O passo seguinte foi a negociação com o interessado em adquirir”, resume a consultora.

Como Colocar Sua Clínica No Radar Dos Grandes Compradores

Júlia Lázaro enumera alguns quesitos, como orientação, que devem ser observados por clínicas e laboratórios interessados em se apresentar no mercado de fusões e aquisições. Em resumo, são os seguintes:

  • Ter uma gestão profissional;
  • Manter práticas de governança;
  • Possuir softwares integrados;
  • Formalizar processos no padrão denominado POP (Procedimentos Operacionais Padrão);
  • Contar com certificação ONA (Organização Nacional de Acreditação);
  • Estar com boa saúde financeira e tributária;
  • Estar praparada para enfrentar Due Diligences dos investidores;
  • Possuir uma gestão atualizada de contratos;
  • Estar adequada à Lei Geral de Proteção de Dados;
  • E a “cereja do bolo”: possuir uma boa e articulada carteira de convênios.

Os consultores que atuam na área de saúde Sandra Franco e Rafael Moraes avaliam a importância de cada etapa elencada. "Elas impactam diretamente no valuation da empresa, puxando-o para cima, mostrando ao investidor que, além do desenvolvimento do produto, a gestão da empresa é forte, transparente e com princípios e aplicações éticas no seu dia a dia para com seus colaboradores e terceiros".

Júlia Lázaro finaliza: "Fusões e aquisicoes podem ser oportunidades estratégicas para clínicas de pequeno e médio porte. No entanto, precisam estar estruturadas financeiramente. Se não estiverem preparadas, serão preteridas"... Leia mais em segs 18/12/2020




18 dezembro 2020

Dasa anuncia compra do Hemat, terceira aquisição em 15 dias

Desde o início de dezembro, a empresa anunciou a compra do Hospital Leforte, numa transação de R$ 1,7 bilhão, e do Grupo Exame, no Rio Grande do Sul

A Dasa adquiriu o controle do laboratório Instituto de Hematologia (Hemat), de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Trata-se da terceira aquisição da companhia nos últimos 15 dias. 

Ontem a Dasa informou ao mercado a compra de 90% do Grupo Exame, no Rio Grande do Sul. Nessas duas transações , a Dasa entre em novas praças.. Leia mais em valoreconomico 18/12/2020

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DIAGNÓSTICOS DA AMÉRICA S.A. ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO REALIZADA EM 18 DE DEZEMBRO DE 2020

1. DATA, HORA E LOCAL: 18 de dezembro de 2020, às 10:30 horas, na sede da Diagnósticos da América S.A., localizada no Município de Barueri, Estado de São Paulo, na Avenida Juruá, no 434, Alphaville, CEP 06455-010 (“Companhia”).

2. CONVOCAÇÃO E PRESENÇA: As formalidades de convocação foram dispensadas em razão da presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia.

3. COMPOSIÇÃO DA MESA: Dulce Pugliese de Godoy Bueno - Presidente; e Marcio Alves Sanjar - Secretário.

4. ORDEM DO DIA: Discutir e deliberar, nos termos do inciso XIV, alínea "c", do Artigo 20 do Estatuto Social da Companhia, sobre a proposta para aquisição de participação societária no INSTITUTO DE HEMATOLOGIA DE S.J.R. PRETO LTDA., sociedade empresária limitada com sede na Rua Cila, 3.104, Redentora, na Cidade de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, CEP 15015-080, inscrita no CNPJ/ME sob o no 59.846.154/0001-41 (“Instituto de Hematologia”), a ser realizada, nesta data pela Companhia (“Operação”).

5. DELIBERAÇÕES: Após exame e discussão da matéria constante da ordem do dia, a totalidade dos membros do Conselho da Administração deliberou, sem ressalvas, por aprovar a celebração, na presente data, do Contrato de Compra e Venda de Quotas e Outras Avenças (“Contrato”), com Manoel Cavalcanti de Albuquerque e outros (“Vendedores”), referente à aquisição, pela Companhia, de quotas detidas pelos Vendedores, representativas de 80% (oitenta por cento) do capital social do Instituto de Hematologia, bem como o acordo de acionistas celebrado entre a Companhia e cada um dos Vendedores (“Acordo”). O Contrato não estabelece condições suspensivas, de forma que a Operação e o Acordo passam a viger a partir da presente data. A Operação não está sujeita à aplicação do artigo 256 da Lei no 6.404/76.

A Diretoria da Companhia fica devidamente autorizada a tomar as providências necessárias à implementação da Operação e demais deliberações acima, incluindo todos os demais termos e condições da Operação, a assinatura de contratos acessórios e quaisquer outros documentos que se façam necessários para o fechamento, sendo ratificados todos os atos praticados nesse sentido até o momento.

6. ENCERRAMENTO E LAVRATURA: Nada mais havendo a tratar, foram os trabalhos suspensos para lavratura desta ata. Reabertos os trabalhos, foi a presente ata lida e aprovada, tendo sido assinada por todos os presentes... Leia mais em Dasa 18/12/2020



18 dezembro 2020



Grupo A adquire startup Jaleko, “Netflix” da educação para médicos

As fusões e aquisições de startups não param. O ano de 2020 já registrou 143 transações, duas vezes mais que em 2019. Seguindo a tendência, nesta quinta-feira, 17, o Grupo A, de educação superior, anuncia ter adquirido a startup carioca Jaleko, que oferece educação continuada para médicos e estudantes de medicina. A transação foi feita por meio de trocas de ações da Artmed, empresa do grupo, com a startup — avaliada em 40 milhões de reais.

A edtech nasceu de um projeto de 2013 dos médicos Lucas Cottini e Guilherme Weigert que ajudava profissionais da área com provas e concursos. Em 2018, eles decidiram transformar o negócio em uma plataforma de educação contínua para médicos. A princípio, focaram nos estudantes, oferecendo reforço em vídeo para os conteúdos da grade curricular. Hoje, mais de 150.000 estudantes na América Latina usam seus produtos, além de universidades, como a UERJ e a Estácio.

Inovação abre um mundo de oportunidades para empresas dos mais variados setores. Veja como, no curso Inovação na Prática

A aproximação com o Grupo A aconteceu no final de 2019 e foi encarada pelos sócios da Jaleko como uma oportunidade de expansão do negócio. “Estamos no início da jornada, enquanto o Grupo A já atua em outras etapas da vida do médico. Para nós, essa aquisição é uma boa oportunidade de nos juntarmos a uma empresa robusta e com credibilidade no mercado”, diz o fundador Lucas Cottini.

O Grupo A, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, atua há mais cinquenta anos no mercado editorial para educação superior. Entre os seus produtos, está o Secad Artmed, uma plataforma de educação remota que atende mais de 1 milhão de estudantes no país. Desde 2018, a companhia tem focado na digitalização do negócio e já adquiriu outras seis empresas de tecnologia.

“Faz parte da nossa estratégia olhar para o mercado em buscas de novas oportunidades com startups. As fusões e aquisições são boas formas de trazer pessoas talentosas e com alta capacidade de entrega”, diz Guilherme Dias, diretor da Artmed. Para ele, com a aquisição da Jaleko, a empresa vai conseguir acompanhar de forma mais completa a trajetória dos médicos, desde a faculdade até a carreira.

Com a aquisição, os sócios da Jaleko e a equipe de 60 pessoas da startup permanecem no negócio. A marca da edtech será mantida, assim como todos os seus produtos. Agora, as duas equipes estão trabalhando para identificar pontos de sinergia nos dois negócios e possíveis oportunidades conjuntas. A sede da Jaleko continua sendo no Rio de Janeiro.

O desafio agora, segundo os executivos, é posicionar bem a marca para conquistar mais espaço no mercado. Ao longo do ano, as startups de educação para saúde cresceram e atraíram investidores e grandes grupos. A Sanar, que atua em modelo similar ao da Jaleko, recebeu um aporte milionário em abril. Em novembro, a MedRoom, que oferece um software de realidade virtual para cursos de medicina, foi adquirida pela Ânima Educação. “Em um oceano cada vez mais vermelho, precisamos ter agilidade”, diz Dias. Fonte Exame.Leia mais em indicesbovespa 17/12/2020'




17 dezembro 2020

Grupo DG Sênior recebe aporte de R$ 50 milhões e inicia licenciamento da marca

Empresa especializada em instituições de longa permanência para idosos projeta abertura de unidades em dez cidades ao longo de 2021. Demanda cresceu cerca de 60% nos últimos meses

A empresa familiar DG Sênior, que opera Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) acaba de anunciar um aporte de R$ 15 milhões de um fundo de investimento, que deverá aportar mais R$ 35 milhões ao longo de 2021, para licenciar a marca. A DG Sênior não .. Leia mais em revistapegn 15/12/2020



17 dezembro 2020



Dasa compra 90% do Grupo Exame, rede de laboratórios do Rio Grande do Sul

A Dasa anunciou a aquisição de 90% do capital do Grupo Exame, rede de medicina diagnóstica do Rio Grande do Sul com 64 unidades que realizam exames de análises clínicas. O valor da transação não foi informado.

A rede gaúcha é dona dos laboratórios Exame, Senhor dos Passos, Nobel Laboratórios...Leia mais em valoreconomico 17/12/2020



16 dezembro 2020

Onda de fusões e aquisições promete reforçar consolidação do setor de saúde

Depois de um 2019 recorde em fusões e aquisições, o mercado de saúde se prepara para renovar essa marca e para um 2021 também aquecido. Segundo dados da consultoria PwC, o segmento teve neste ano, até outubro, 50 operações, já próximo às 57 de 2019. Só nas últimas semanas, em cerca de 20 dias, já foram anunciadas mais seis. E a abertura de capital da Rede D’Or – que, na semana passada, colocou no caixa R$ 8 bilhões, com boa parte dos recursos previstos para novas compras – promete reforçar a consolidação entre hospitais, clínicas e laboratórios.

No País, afirmam os especialistas, ainda há muitas empresas familiares no setor de saúde, que devem ser alvo de empresas maiores em busca de escala. Neste mês, a Notredame Intermédica, que já vem de uma onda de aquisições, comprou o hospital Lifecenter, em Belo Horizonte (MG), por R$ 240 milhões. O Grupo Dasa, dono de laboratórios como o Delboni Auriemo, adquiriu a rede de hospitais Leforte, em São Paulo, em uma operação de R$ 1,77 bilhão. Em planos de Saúde, a Qualicorp ficou com a carteira da Muito Mais Saúde e concluiu a aquisição da Plural e da Oxcorp. Já o laboratório Fleury, por fim, comprou o Centro de Infusões Pacaembu e Clínica de Olhos Moacir Cunha.

O sócio da butique de investimentos JK Capital, Saulo Sturaro, acredita que esse movimento de consolidação vai continuar forte ao menos por um período de dois a três anos, puxado principalmente pelas empresas verticalizadas – que possuem de laboratórios a hospitais, por exemplo.

Neste ano, a JK trabalhou na assessoria de três transações: a compra do Hospital do Coração de Londrina pela Notredame Intermédica, a aquisição do Grupo São José pela Hapvida e, por fim, o Grupo Austa que foi comprado pelo Hospital Care. Outras nove operações já estão no forno, de acordo com o executivo.

Competição

Sturaro afirma que, com esse mercado bastante aquecido e muitos players atentos ao setor, algumas operações começaram a ficar bastante competitivas. “A procura por esses ativos está muito grande e o pessoal está com pressa”, diz. O movimento de consolidação do setor teve partida em 2015, quando a legislação brasileira liberou investimentos estrangeiro no setor no País, o que injetou mais capital nas empresas, que saíram às compras.

O presidente da consultoria Mitfokus Soluções Financeiras, Tiago Lázaro, comenta que o setor da saúde está em plena expansão e terá uma participação cada vez maior no Produto Interno Bruto (PIB) do País. Segundo ele, uma das razões é a boa geração de caixa dessas empresas. “Uma clínica geralmente é gerida por empresas familiares informais. E, quando um fundo de investimentos adquire esta empresa, ele entra com procedimentos corretos em ampla escala e essas margens ficam ainda melhores. Por isso esta grande procura”, comenta.

O sócio líder de fusões e aquisições com foco em Health da EY Brasil, Rodrigo Maluf, aponta que essa consolidação já está em estágio avançado em grandes cidades, mas ainda com espaço no interior e cidades menores, já que nesses locais a presença de players regionais ainda é relevante.

Desempenho na pandemia. Mesmo com a euforia nas fusões e aquisições, o setor de saúde, que está no epicentro da pandemia, teve também o negócio afetado com a crise, com o represamento dos procedimentos eletivos por causa da covid.

“Pacientes optaram por postergar procedimentos em decorrência da pandemia. Se de um lado os planos de saúde se beneficiaram pela baixa sinistralidade, por outro, a receita dos hospitais teve uma queda expressiva, uma vez que os tratamentos foram focados na covid”, diz Maluf. Esse retrato acaba tendo como um efeito colateral um aumento das operações de M&A (fusões e aquisições, do inglês). “Players afetados negativamente veem a venda como uma saída mais segura”, diz o especialista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em istoedinheiro 16/12/2020


16 dezembro 2020



15 dezembro 2020

Fleury terá que enfrentar Dr. Consulta, Panvel e Raia Drogasil se quiser avançar

Um dos pontos mais destacados do evento foi o investimento em sua plataforma digital. A empresa pretende integrar serviços digitais de saúde. (Imagem: Fleury/Youtube)

O Fleury (FLRY3) revelou uma série de novidades em seu Dia do Investidor, realizado na última segunda-feira (15). A empresa pretende focar, principalmente, em sua estrutura digital. Mas o anúncio não foi suficiente para convencer os analistas da Ágora Investimentos.

Segundo Fred Mendes e Flávia Meireles, apesar do plano da companhia ser robusto a longo prazo, ele esbarra nos desafios envolvidos no estabelecimento da nova estrutura “dada a possível concorrência de outros players, como Dr. Consulta ou mesmo de drogarias, como Raia Drogasil (RADL3) ou Panvel (PNVL3; PNVL4)”.

Além disso, eles observam que o Fleury negocia a um preço sobre lucro de 26 vezes para 2021, enquanto a sua concorrente Hermes Pardini (PARD3) negocia a 12 vezes.

Dessa forma, os analistas mantiveram a recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 29, potencial de valorização de 7%.

“De maneira geral, o evento trouxe informações positivas que nos ajudam a esclarecer muitas coisas sobre a nova plataforma de saúde e a entender melhor os serviços que o Fleury deseja construir além do diagnóstico. Acreditamos que o Fleury deva se beneficiar no longo prazo, pois traz eficiência ao setor por meio da atenção primária e isso pode levar, principalmente, à redução da sinistralidade para as operadoras de saúde”, pontuaram.

Pulo para o digital

Um dos pontos mais destacados do evento foi o investimento no digital. O Fleury pretende criar uma plataforma online de saúde, chamada Pupila, para facilitar a dispersão do conhecimento por toda a rede.

“A integração dos serviços digitais de saúde parece estar se desenvolvendo mais rápido do que esperávamos, com novas estruturas sendo adicionadas para configurar o Saúde ID, um projeto de integração de serviços”, disseram.

A administração do Fleury também vai elevar o investimento em medicamentos de precisão, como investimento em um sequenciador de DNA.

Além do diagnóstico

A companhia mira aumentar a participação em outros setores, como o atendimento ambulatorial, o que seria, na visão dos analistas, “uma nova vertical de crescimento”.

Com isso, o Fleury deve buscar mais ativos que possam aderir à estratégia de integração de serviços para seus clientes.

Recentemente, a companhia comprou, por R$ 120 milhões, o Centro de Infusões Pacaembu (CIP) e 80% das quotas de emissão da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha.

“Isso pode até possibilitar a conquista de um pedaço do mercado hospitalar (atendimento ambulatorial)”, afirmaram.

Outro projeto, o Interstellar, pretende dar mais eficiência para atender à demanda potencialmente maior de processamento de exames.

Para isso, a empresa quer se mudar para uma nova sede, aumentando o número de exames por dia em até 500 mil, hoje em 150 mil, e revisar processos para torná-los mais eficientes.

De olho na expansão

A administração do Fleury reafirmou o plano de entregar entre 73 e 90 novas unidades até o final de 2021. Desde 2016, abriu 55 novas unidades... Leia mais em moneytimes 15/12/2020







15 dezembro 2020



14 dezembro 2020

Empresa de curadoria adquire “Ifood dos remédios” por R$2 milhões

A Take4Content, empresa de curadoria, criação e produção de conteúdo multiplataforma, deu mais um passo em sua estratégia de trazer a inovação para dentro do negócio e agregar novas soluções aos clientes, ao adquirir 20% de participação societária no aplicativo Farmazon, considerado o iFood dos remédios. A transação de R$ 2 milhões foi realizada por meio do núcleo Concept da Take4Content, especializado em inteligência digital e planejamento em novos negócios.

O aplicativo Farmazon une ofertas de farmácias e drogarias de bairros do Rio de Janeiro, disponibiliza os produtos para compra via aplicativo e realiza a entrega aos usuários em até 30 minutos, contando com mais de cinco mil entregadores. O aporte da Take4Content permitirá aprimorar o app, trabalhar sua comunicação e expandir a atuação do aplicativo para outras cidades do Brasil a partir de janeiro de 2021, como São Paulo, Fortaleza e Uberlândia.

Maior investidor individual do app, a Take4Content também fundou a joint-venture com a Doctor Web – desenvolvedora do aplicativo, que tem à frente os sócios fundadores Rodrigo Robledo e Líria Knutti – e, dessa forma, passou a dispor de inovação e tecnologia multiplataformas para a Take4Content e seus clientes.

“Buscamos agregar soluções que gerem valor aos nossos clientes. Por isso, trazer para o nosso negócio sócios com expertise em tecnologia é um importante diferencial no momento em que muitas empresas estão ampliando sua atuação no digital”, conta Cassiano Scarambone, CEO da Take4Content, ao explicar que a empresa vem atuando também como incubadora de negócios inovadores que têm sinergia com sua atuação.

Lançado em 2019, o aplicativo Farmazon teve rápido crescimento em pouco mais de um ano de atividade, e hoje dispõe de 100% dos produtos que são comercializados nas farmácias do Brasil. Para 2021, a Farmazon também se prepara para lançar a versão 2.0 do aplicativo, que trará outras novidades, como serviço de agendamento, atendimento 24horas para algumas regiões e, principalmente, a facilidade para que qualquer drogaria, em qualquer local do País, possa baixar o aplicativo e iniciar as vendas online de seu estoque, sem a necessidade de investir em estrutura.

“A Farmazon vem se provando um aplicativo extremamente útil e de grande potencial, é uma solução única em sua área de atuação, por isso resolvemos investir nele”, comenta Cassiano, ao destacar que o investimento foi feito com capital próprio da empresa. “A Take4Content, por meio do Núcleo Concept, procura investir em segmentos que tenham sinergia com nosso core business. Estamos sempre à procura de oportunidades interessantes no segmento de startups, posicionando-nos como uma aceleradora de negócios inovadores”, completa Scarambone... Leia mais em startupi 14/12/2020



14 dezembro 2020



Fleury executa estratégia digital e verticaliza nichos

Com o mercado de saúde em franca disrupção, a estratégia do Fleury tem sido cada vez mais focar em adquirir novas competências —  e não o velho jogo de abrir lojas.

“Se você entrevistar o Fred Trajano da Magalu, você não vai mais perguntar quantas lojas ele vai abrir; se você entrevistar o Octávio Lazari, do Bradesco, não vai perguntar sobre agências,” o CEO Carlos Marinelli disse ao Brazil Journal. 

Em linha com essa estratégia, o Fleury está anunciando hoje sua entrada nos mercados de medicina reprodutiva e educação médica —  fortalecendo seu ecossistema de saúde e abrindo duas novas avenidas de crescimento. 

O Fleury disse também que vai inaugurar em 2022 uma nova sede que vai aumentar sua capacidade de processamento de 150 mil exames/dia para 500 mil/dia. Sete dos 12 andares do edifício serão ocupados exclusivamente pelos laboratórios de análises clínicas e de medicina de precisão. 

Os anúncios vêm logo em seguida a duas aquisições anunciadas semana passada que também agregam ou complementam competências já existentes no grupo. 

Na sexta-feira, o Fleury comprou a Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha — uma referência em oftalmologia em São Paulo — e o Centro de Infusões Pacaembu, a maior rede de infusões de medicamentos imunobiológicos de São Paulo, com seis lojas e faturamento de R$ 108 milhões por ano. 

As aquisições equivalem a uma espécie de verticalização: permitirão ao Fleury monetizar melhor clientes que até agora só usavam sua rede para fazer exames e em seguida buscavam outras clínicas para fazer os procedimentos. 

Vista como um todo, a estratégia — que inclui o lançamento da plataforma Saúde iD há três meses —  posiciona o Fleury para capturar múltiplos de negócios digitais e o alto crescimento do setor de saúde hoje refletido no mercado hospitalar. 

EDUCAÇÃO MÉDICA

O Fleury está lançando a Pupilla, uma plataforma que oferecerá cursos, masterclasses e treinamentos digitais tanto para médicos, biomédicos e fisioterapeutas já formados quanto para estudantes de saúde.

Uma inteligência artificial rastreia os artigos e publicações mais novos e mais relevantes dos principais periódicos nacionais e internacionais, e médicos especialistas renomados em suas áreas farão a curadoria do conteúdo.

“Os artigos acadêmicos são pesados e tomam muito tempo, e a forma de consumir informação hoje mudou: é bem mais rápida e dinâmica,” diz Jeane Tsutsui, diretora-executiva de negócios do Fleury. “Nossa ideia é fazer uma curadoria e entregar o conteúdo resumido.”

Num primeiro momento, a plataforma vai abranger três áreas — radiologia, cardiologia e clínica médica — mas pouco a pouco a oferta será ampliada. 

Muitos dos 2,8 mil médicos do Fleury já dão aulas na universidade ou em cursos de formação profissional.

MEDICINA REPRODUTIVA

O Fleury anunciou que vai abrir no ano que vem seu primeiro centro para tratar infertilidade —  um mercado com alto potencial de crescimento, tíquetes altos, e que tem sinergias com seu negócio de medicina da mulher. 

A ideia é usar essa primeira clínica — que será chamada de Fleury Fertilidade — para ganhar conhecimento e competência na área para depois abrir outras unidades. 

No Brasil, foram feitos 44 mil ciclos de fertilidade — tentativas de inseminação artificial — no ano passado, o que faz do País o maior mercado de fertilidade da América Latina.  

Jeane diz que a clínica será aberta para médicos externos fazerem o procedimento e terá uma área de embriologia — o coração desse negócio. A estimativa é que essa primeira unidade faça 3.600 ciclos de fertilidade por ano. Cada ciclo custa entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. 

TELEMEDICINA

O Saúde iD, marketplace de soluções de saúde lançado em setembro para empresas e operadoras, passará a estar aberto também ao consumidor final.

A plataforma terá duas opções de assinaturas. A primeira dará direito a usar a solução de telemedicina, além de um protocolo de exames complementares. A segunda será um pouco mais completo: além da telemedicina e dos exames, dará acesso à rede de atenção primária do Fleury. 

O lançamento vem num momento em que a telemedicina está explodindo. Desde que lançou sua solução, o Fleury já fez mais de 100 mil consultas por telemedicina. Hoje, está fazendo mais de 1,5 mil por dia com 200 médicos dedicados ao serviço. 

Os avanços da telemedicina são palpáveis. 

O Fleury começou a usar recentemente um device desenvolvido pela israelense TytoCare que tem aumentado as possibilidades das consultas por vídeo. O aparelho é enviado aos pacientes que, com orientação do médico, conseguem usá-lo para ausculta cardíaca e gastrointestinal ou para tirar fotos do tímpano e da garganta, por exemplo. Os dados coletados pelo aparelho são enviados automaticamente para o prontuário do paciente. Geraldo Samor e Pedro Arbex / Leia mais em braziljournal 14/12/2020