29 dezembro 2020
Lançamento do Portal Fusões & Aquisições
26 dezembro 2020
Tech no Brasil: a curva de aprendizado do mercado financeiro e seus desdobramentos
Não é de hoje que termos como “transformação digital”, “Inteligência Artificial” e “Machine Learning” estão em evidência no Brasil e no mundo. O que chamou mais atenção por aqui foi a dinâmica veloz em que a indústria de tecnologia se desenvolveu. O que antes era classificado como uma moda provisória com escritórios mais despojados e maior flexibilidade de hierarquia, virou o necessário. Em poucos anos, vimos startups virando unicórnios, empresas tradicionais investindo significativamente em inovação e a indústria de venture capital cada vez mais madura no Brasil.
O mercado financeiro foi diretamente afetado por essa transformação que está em curso – dado que ela mudou paradigmas no meio empresarial e afeta os modelos de negócio. Quase que automaticamente, analistas e gestores de renda variável tiveram que se atualizar rapidamente. O maior desafio do mundo tech é justamente esse aprendizado constante – trata-se de um processo contínuo de evolução.
A indústria de renda variável no Brasil tem hoje cerca de R$ 531 bilhões sob gestão. A capitalização (ou Market Cap) de todas as empresas listadas na B3 somam quase R$ 3,5 trilhões. Do ponto de vista dos fundos de ações, há duas maneiras de enxergar a evolução da tecnologia no Brasil: i) risco para as incumbentes investidas no portfólio dos fundos, e como consequência desvalorização de suas ações ou ii) oportunidade através do investimento em novas empresas vindo a mercado ou ao aumento de concentração naquelas que estão conseguindo fazer sua transformação digital de forma efetiva.
“Wake-Up Call”
Apesar das opiniões divergirem em relação ao momento exato em que o mercado brasileiro “acordou” para tecnologia – seja se ocorreu com a realização de lucros advindo do IPO do Mercado Livre em 2007 ou com o IPO da Stone e PagSeguro em 2018 – fato é que hoje a vasta maioria das casas possuem um analista dedicado ao tema.
A curva de aprendizado das assets locais seguiu uma sequência muito similar:
- i) estabelecimento e manutenção de contatos com o setor através dos fundos de venture capital;
- ii) cursos, leituras e viagens para entender como havia sido o desenvolvimento em outras partes do mundo como China e Vale do Silício;
- iii) investimento dos sócios na física em empresas de tecnologia não listadas, e finalmente,
- iv) a abertura de veículos ou fundos que possam do ponto de vista regulatório investir tanto em empresas listadas na Nasdaq quanto em rounds privados.
No entanto, a análise de tecnologia ainda é superficial no Brasil – e isso está refletido no número de empresas que são de fato tech native listadas na B3. Atualmente, podemos afirmar que é o caso da Locaweb, e, mais recentemente, do Méliuz e da Enjoei. Na minha visão, a razão para esse número ínfimo é que ainda há uma dificuldade entre investidores brasileiros em como avaliar essas empresas. Já temos um entendimento claro da estratégia, mas ainda é um desafio definir o valuation delas de forma assertiva. O conceito de “caro” ou “barato” não está tão claro
Ainda é só o começo
O fato é que ainda estamos no início da revolução tecnológica no Brasil. Apesar de empresas chamadas “tech tradicionais” serem representadas na bolsa através de LINX e TOTVS, por exemplo, tivemos apenas no início de novembro o primeiro IPO de uma venture-backed company no Brasil, o Méliuz, empresa mineira de cashback. Por que esse IPO foi importante? Além de dar a oportunidade a investidores e gestores de expressarem suas visões do setor em uma true tech company (vis-à-vis através de uma operação originalmente de Varejo, como a MagaLu), ela abre caminho para uma fila de startups virem para a bolsa.
Apesar de sabermos que há uma dezena de empresas de tecnologia se preparando para listarem na B3 – ainda não é claro para mim se o mercado está maduro o suficiente.
Ainda vemos alguns fundadores preferindo listar suas empresas na Nasdaq- mesmo tendo operação e foco no Brasil. Mas isso está definitivamente mudando – inegavelmente vimos esse ano o movimento de algumas empresas na dúvida de onde estrear no mercado, e muitas já focando os esforços por aqui. O trade off é muito claro: se por um lado, os brasileiros conhecem a marca e entendem a operação das empresas no detalhe (afinal, o Brasil tem suas idiossincrasias) por outro, investidores globais tendem a entender e pagar por múltiplos mais altos.
Alguns dizem que 2020 foi só o começo, e que em 2021 vamos ver ainda mais empresas tech sendo listadas na B3: “a Nasdaq será aqui”. Apesar de achar essa afirmação um pouco exagerada, acho sim que o Brasil está no caminho certo e que no ano que vem teremos uma enxurrada de ofertas de tecnologia por aqui. Com o tempo, tanto as empresas quanto o mercado ficarão cada vez mais maduros. Trata-se do ciclo natural de uma indústria que até 3 anos atrás era inexistente e inexpressiva por aqui.
Mulheres na Tecnologia
Como mulher, trabalhando há mais de 10 anos no mercado financeiro e há 5 com tecnologia, não posso deixar de mencionar a nossa falta de representação. No caso do mercado financeiro, não é novidade que a desigualdade de gênero é uma realidade. Menos de 25% dos CPFs cadastrados para comprar e vender ações no Brasil são de investidoras. Em um dado ainda mais discrepante, apenas 6% dos gestores certificados pela ANBIMA (possuem o CGA) são mulheres. Infelizmente, no mercado de tecnologia não é diferente. Um estudo recente do Crunchbase relatou que apenas 1 entre 5 unicórnios possuem pelo menos uma mulher na liderança. Por outro lado, o mesmo estudo também mostra que 23% das mulheres em posição de liderança nessas empresas são promovidas, quando comparado à 19% do sexo masculino. Não há dúvidas que a tecnologia fomenta a diversidade no mercado de trabalho – e que quanto maior a diversidade, melhores os resultados. Na prática, ainda precisamos ver isso tanto no Brasil quanto no mundo. Por Julia De Luca - especialista Tech na área de Equities Sales do Itaú BBA Leia mais em starupi 22/12/2020
26 dezembro 2020
23 dezembro 2020
Startup que prepara alunos para o Enem recebe aporte de R$ 2 milhões
A AIO identifica quais os tópicos que os estudantes precisam revisar antes do vestibular. Aporte foi feito pela gestora Fuse Capital
Com menos de uma no de vida, a startup AIO, que prepara alunos para o Enem, conquistou seu primeiro aporte. A empresa acaba de receber investimento de 2 milhões de reais da gestora carioca Fuse Capital. Com o capital, a startup vai investir em tecnologia para poder melhorar a experiência de estudo dos alunos na plataforma... Leia mais em exame 23/12/2020
23 dezembro 2020
O crescimento de três dígitos das fusões e aquisições de startups
Grandes empresas, como o Magazine Luiza, protagonizaram o mercado absorvendo companhias menores
O anúncio da compra da Hub Fintech nesta segunda-feira, 21, pelo Magazine Luiza por 290 milhões de reais consolida ainda.. Leia mais em veja.abril 23/12/2020
https://veja.abril.com.br
21 dezembro 2020
Captação, investimentos e desinvestimentos da Indústria de Private Equity e Venture Capital no Brasil
Veja aqui o relatório com a consolidação de dados da indústria de PE&VC referentes ao Terceiro Trimestre de 2020, levantados com a tradicional parceria entre ABVCAP e KPMG.
21 dezembro 2020
Startups bilionárias: veja quais serão os próximos 17 unicórnios brasileiros
Traxcn, empresa de pesquisa em inovação, elencou startups nacionais que estão próximas de uma avaliação de mercado de US$ 1 bilhão
O Brasil tem 17 startups que estão próximas de alcançar o status de unicórnio – concedido quando uma empresa escalável, inovadora e tecnológica conquista uma avaliação de mercado de US$ 1 bilhão ou mais.
A previsão é da Tracxn, empresa de pesquisa em inovação. A consultoria elencou as candidatas a unicórnio entre mais de 4,8 mil startups brasileiras identificadas. “O Brasil é o centro, quando falamos do ecossistema de startups na América do Sul”, afirma a Tracxn em comunicado sobre seu estudo. Alguns pontos analisados foram tamanho de mercado, aportes captados com investidores conhecidos, excelência em execução e projeções de crescimento.
O Brasil tem 11 unicórnios atualmente: 99, Nubank, Movile, Gympass, Loggi, Quinto Andar, Ebanx, Wildlife, Loft, VTEX e Creditas. Essa enumeração considera startups que atingiram seu valuation bilionário apenas com captações de venture capital e de private equity.
Já os próximos unicórnios – chamados pela Tracxn de soonicorns – são um grupo de startups com avaliação de mercado na casa de “poucas centenas de milhões de dólares”. São companhias que já superaram o estágio de ideação e atingiram pontos de inflexão importantes na sua avaliação de mercado (conheça os estágios de crescimento de uma startup, da ideia ao IPO). Agora, estão na jornada para se tornar unicórnios nos próximos anos.
Há uma grande presença de startups de serviços financeiros na lista abaixo. Não é para menos: existem mais de 770 fintechs no país, segundo o estudo Radar FintechLab. Mas outros segmentos, como comércio eletrônico e transportes, também marcam presença entre as startups próximas ao valuation bilionário.
Veja quais serão os 17 próximos unicórnios brasileiros:
Startup Setor C6* Finanças CargoX Logística Conta Azul Finanças Creditas** Finanças Estapar Logística Guiabolso Finanças Hurb Turismo MadeiraMadeira E-commerce Neon Finanças Nuvemshop E-commerce Olist E-commerce RecargaPay Finanças Solinftec Agricultura Superlógica Gestão Take Mídia Taranis Agricultura Tembici Logística UOL Mídia
*O C6 captou R$ 1,3 bilhão em dívida conversível em ações, colocando uma avaliação de R$ 11,3 bilhões. Esse valuation é referência do que é esperado em um futuro IPO. Por isso, alguns analistas ainda não consideram que o C6 seja um unicórnio.
** A Creditas se tornou um unicórnio após a divulgação da lista da Tracxn. Por isso, foi excluída da contagem nesta matéria, que fala em 17, não 18, novos unicórnios brasileiros.
Fique de olho também nos “minicórnios”
Além dos soonicorns, a Tracxn também elabora uma lista com 22 “minicórnios”, ou minicorns. Essas são startups menores do que as da primeira categoria, mas com grande potencial. Elas estão no começo da sua tração, geralmente logo após a captação de uma rodada série A. Algumas das listadas abaixo já captaram uma série B.
Veja mais:
Da ideia ao IPO: os estágios de crescimento de uma startup
De qualquer forma, é um bom momento para acompanhar esses negócios e observar como eles atingirão um crescimento acelerado e escalarão suas operações, levando o empreendimento a um novo patamar. .. Leia mais em infomoney 21/12/2020
Linker recebe aporte e esquenta a disputa pelas contas digitais das PMEs
Com a rodada de R$ 12 milhões, que contou com a participação de investidores como Darwin Capital e Marcelo Sampaio, fundador da gestora Hashdex, o banco digital ganha fôlego para competir na nova arena dos bancos digitais: a pessoa jurídica
Original, C6 e Inter foram alguns dos nomes que ocuparam espaço no mercado financeiro ao centrarem suas armas na disputa com os grandes bancos pelas contas de pessoas físicas. Agora, uma nova leva de bancos digitais promete intensificar as batalhas pela preferência dos clientes pessoa jurídica.
Fundada em 2019, a Linker é uma das expoentes entre os bancos digitais dedicados exclusivamente aos CNPJs, nesse caso, as pequenas e médias empresas. E acaba de ganhar um reforço para o combate nesse novo front, com a captação de um investimento de R$ 12 milhões.
Primeiro aporte recebido pela startup desde a sua criação, a rodada contou com a participação do fundo Darwin Capital e de nomes como Marcelo Sampaio, fundador da gestora Hashdex, e Roberto Nishikawa, ex-diretor do Itaú Unibanco, além de outros investidores individuais e family offices.
“Nós entendemos que já tínhamos uma trilha percorrida e um norte para mostrar”, diz David Mourão, cofundador e CEO da Linker, em entrevista exclusiva ao NeoFeed. “Com a velocidade que nós estamos e mais o capital, vamos ampliar ainda mais o resultado que fizemos em um ano.”
Desde que entrou em operação, em novembro de 2019, a Linker atraiu 20 mil clientes. Com foco em empresas que faturam entre R$ 100 mil e R$ 4,8 milhões, a fintech oferece conta gratuita, aberta em menos de 24 horas, cartão de crédito físico e virtual e um leque de serviços direcionado a esse perfil.
Um dos planos com o aporte é ampliar esse portfólio. A primeira fronteira a ser explorada, com produtos próprios e parcerias, são as soluções de crédito. As áreas de seguros e de câmbio também estão em avaliação. Nesses casos, porém, a oferta estará restrita a produtos de terceiros.
“Nem tudo precisa vir da gente, não precisamos ser puros-sangues”, afirma Mourão. “Nosso plano é ser um hub de soluções financeiras, que seja capaz de atender todas as necessidades desse cliente das PMEs.”
Para facilitar a vida do pequeno empresário e já de olho nas trilhas abertas pelo open banking, a Linker quer também reforçar as integrações com empresas de sistemas de gestão empresarial (ERP) e contabilidade online voltadas a esse público. Hoje, a startup já está integrada aos sistemas de companhias como MarketUP, Conube, Qipu, Agilize e ContabilOn.
Essa abordagem também dá o tom nos acordos que a Linker mantém para oferecer acesso a serviços de terceiros com descontos. A fintech tem, por exemplo, uma parceria com a Amazon Web Services (AWS), com créditos para o uso de produtos e serviços em computação em nuvem.
A lista de parceiros inclui ainda empresas como ClickSign, de assinatura digital; iFood, para a oferta de benefícios a funcionários; NuvemShop, de montagem de lojas virtuais; e Kangu, para serviços de logística.
Desde que entrou em operação, em novembro de 2019, a Linker atraiu uma base de 20 mil clientes
A fintech também planeja ampliar seu time, com prioridade para áreas como tecnologia, atendimento, comercial e marketing. Até então pouco explorado, esse último segmento também começará a ganhar peso, com o investimento em campanhas digitais.
Arena concorrida
A Linker começou a ser desenhada em 2018, quando Mourão retornou ao Brasil, depois de uma temporada de oito anos em Nova York, onde atuou como executivo do Itaú Asset Management e da Vinci Partners.
Decidido a empreender, ele estava atento à onda de novos bancos digitais voltados à pessoa jurídica que surgia nos Estados Unidos e na Europa. Entre eles, o britânico Starling Bank, fundado em 2016, e que já captou £ 363 milhões em investimentos.
Outro nome é a Brex, fundada pelos brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, em 2017, que já atraiu US$ 732,1 milhões de investidores como Credit Suisse e Barclays.
“No Brasil, ninguém estava olhando para esse espaço”, diz Mourão. Ou melhor, quase ninguém. Logo, Ingrid Barth e Daniel Benevides se juntaram ao projeto. Ex-JP Morgan, Ingrid havia ajudado a estruturar a área de PJ do Neon, que tinha, por sua vez, Benevides entre seus fundadores.
Apenas dois anos depois, essa arena começa a chamar cada vez mais atenção. E se ainda está longe das cifras levantadas pelo Starling Bank, o fato é que o modelo também já está despertando o interesse dos investidores.
Há pouco mais de uma semana, a Conta Simples, fundada em 2018, recebeu um aporte de US$ 2,5 milhões. A rodada foi liderada pelo fundo Quartz e teve a participação de fundos como FJ Labs e Domo, e do trio de ex-sócios da XP, formado por Marcelo Maisonnave, Eduardo Glitz e Pedro Englert.
A Cora, por sua vez, já captou US$ 10 milhões junto aos fundos Kaszek e Ribbit. A startup foi criada em 2018, pelos fundadores da Moip, empresa de pagamentos comprada pela alemã Wirecard, em 2016.
Mais focado em grandes empresas e com investidores como Iporanga Ventures e Y Combinator, o Stark Bank também engrossa essa lista.
A lista de bancos digitais que investem nesse espaço no mercado brasileiro inclui nomes como Cora, ContaSimples e Starkbank
“Acredito que 2021 vai ser o ano desses novos bancos digitais”, diz Bruno... Por Moacir Drska Moacir Leia mais em neofeed 21/12/2020;
20 dezembro 2020
Fusões e Aquisições - destaques da semana 07 a 13/dez/2020
Divulgadas 42 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 07 a 13/dez/2020. Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 13 setores e um investimento da ordem de R$ 15,2 bilhões.
Principais transações
NEGÓCIOS DA SEMANA
"Market Movers" - Brasil
- Em IPO, Rede D'Or aloca lotes extras e levanta total de R$ 11,5 bilhões - Com isso, a oferta pública inicial de ações (IPO) é o segunda maior da história no país, em termos nominais, atrás apenas da oferta do Santander Brasil em 2009. A Rede D’Or concluiu a alocação dos lotes adicional e suplementar em sua oferta pública inicial de ações (IPO), captando um total de R$ 11,5 bilhões. Com isso, o IPO é o segundo maior da história no país, em termos nominais, atrás apenas da oferta do Santander Brasil em 2009... 08/12/020
- Locaweb adquire a empresa de Tecnologia e Marketing Vindi e a plataforma Ideris- A Locaweb Serviços de Internet adquire 100% do capital social total da Vindi Tecnologia e Marketing S.A., Locaweb faz oferta de R$ 180 milhões para compra de empresa. Anunciou também aquisição do Ideris, plataforma de tecnologia de integração multicanal, e reforça o ecossistema de e-commerce do mercado. Adquiriu 100% do Ideris por R$ 18,3 milhões. 10/12/2020
- Notre Dame Intermédica compra hospital Lifecenter, em BH, por R$ 240 milhões - Valor será pago à vista, descontado o endividamento líquido e uma parcela retida para contingências. A Notre Dame Intermédica anunciou a aquisição do hospital Lifecenter, em Belo Horizonte (MG), por R$ 240 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 1,2 milhão por leito. O 09/12/2020
- Fleury compra Centro de Infusões Pacaembu e Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha - a Fleury disse que as aquisições reforçam a estratégia de crescimento e expansão da empresa . Celebrou um contrato para a aquisição de 100% das quotas de emissão do Centro de Infusões Pacaembu (CIP). Paralelamente a essa operação, a companhia comunicou a compra de 80% das quotas de emissão da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha.A Fleury pagará R$ 120 milhões pelo CIP. A Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha, também localizada em São Paulo, foi adquirida por R$ 29,5 milhões. 10/12/02020
- Stefanini compra N1 IT - Integradora adquirida trabalha com Microsoft, Adobe e Kaspersky. A Stefanini destaca que a N1 IT é um dos “principais players do mercado como a Microsoft” e tem “forte atuação e relevância com a Kaspersky”.. 09/12/2020
"Market Movers” - Exterior
- O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca anunciou neste sábado a compra da empresa de biotecnologia americana Alexion, por US$ 39 bilhões,em dinheiro e ações, adicionando um especialista no tratamento de doenças raras e imunologia ao seu portfólio de medicamentos para câncer e outras doenças. 12/12/2020
- Sony adquire Crunchyroll por US$ 1,2 bi para fusão com Funimation\ -O serviço de streaming de animes Crunchyroll, que possui mais de três milhões de assinantes, foi adquirido pela Sony por US$ 1,175 bilhão. A compra foi anunciada nesta quarta-feira (9) pela Funimation Group, subsidiária da companhia japonesa que vai assumir o comando do serviço. 10/12/2020
- Airbnb é avaliada em mais de US$100 bilhões em maior IPO dos EUA em 2020 - As ações da Airbnb dispararam na estreia em Nova York nesta quinta-feira, avaliando a empresa de aluguel de residências por aplicativo em US$ 101,6 bilhões. A operação marcou o maior IPO dos Estados Unidos neste ano. As ações abriram a US$ 146 na Nasdaq, muito acima do preço da oferta pública inicial (IPO), de US$ 68 cada, que levantou US$ 3,5 bilhões para a empresa. A ação chegou a subir 142,6%, a US$ 165, em seu melhor momento. Fundada em 2008 como um site de reservas de quartos por períodos curtos de tempo, a Airbnb foi avaliada em US$ 18 bilhões em uma rodada privada de investimentos em abril e em US$ 31 bilhões na última captação realizada antes da pandemia, em 2017. 11/12/2020
- Hyundai compra empresa fabricante do cão-robô Spot - Sabe aquele cães-robôs que surgiram na internet há anos e recentemente entraram em produção? Bem, a empresa que os fabrica se chama Boston Dynamics e, de acordo com um relatório publicado na quarta-feira (9) pelo The Korea Economic Daily , ela acabou de ser comprada pela Hyundai por cerca de US $ 921 milhões (aproximadamente R$ 4,7 bilhões). 10/12/2020
- Próxima parada: Wall Street – a supertemporada de IPOs das startups - Em um ano recorde para as bolsas americanas, Airbnb, DoorDash e Wish vão abrir o capital nos próximos dias, testando o humor dos investidores na reta final de um ano marcado por uma pandemia que provocou uma crise sanitária e econômica. Este é o mês de dezembro mais movimentado de Wall Street. Em um ano marcado por uma grave crise econômica e sanitária, o mercado de ações protagonizou – e ainda protagoniza – um número recorde de captação em bolsa de valores. Abastecido pelo desempenho das listagens de empresas de tecnologia, o volume de dólares captados nas bolsas americanas este ano, até agora, já ultrapassou US$ 140 bilhões. O resultado já supera o recorde de 1999, quando foram levantados US$ 108 bilhões, de acordo com dados da Dealogic IPO. 09/12/2020
- Chineses vendem a Ingram Micro - Fundo americano comprou a gigante de distribuição por US$ 7,2 bilhões. A HNA, conglomerado chinês que comprou a Ingram Micro em 2016, passou a gigante americana distribuição adiante para o fundo americano Platinum Equity por US$ 7,2 bilhões.A notícia dificilmente surpreendeu alguém. Os primeiros rumores do interesse da HNA numa venda começaram a circular no final de 2018. 09/12/2020
- Sino Biopharma compra 15,03% da Sinovac, fabricante que desenvolve a Coronavac - A Sino Biopharmaceutical Ltd. fechou acordo para adquirir uma participação de 15,03% da Sinovac Life Sciences Co., que desenvolve a vacina contra a covid-19, por US$ 515 milhões. Recentemente, a Sinovac tem feito progressos significativos no desenvolvimento de uma vacina, chamada de CoronaVac, tornando-se uma das poucas empresas na China que desenvolveu e produziu uma vacina por si mesma, afirmou a Sino Biopharma ao anunciar o negócio. No Brasil, o governo de São Paulo anunciou na quinta-feira (03) que deverá começar a vacinação com a Coronavac em janeiro de 2021. O início da imunização, porém, depende da divulgação dos resultados do estudo clínico da fase 3 da vacina, desenvolvida pela Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantã. 06/12/2020
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
- Itaú vende ações da CR2 à Total Log, que tem agora 45% da empresa e quer o seu controle - Novo dono: Total Log planeja assumir o controle da CR2 . O Itaú Unibanco (ITUB4) vendeu uma fatia de 19,64% da CR2 Empreendimentos Imobiliários (CRDE3) à Total Log Participações, equivalente a 475.611 ações ordinárias. Com isso, o Itaú deixou o quadro de acionistas da incorporadora.Em contrapartida, a Total Log passou a deter 44,63% do capital social da CR2. Segundo comunicado ao mercado, o movimento da Total Log tem o objetivo de assumir o controle da empresa, bem como promover mudanças em sua gestão.Segundo informações disponíveis no site da B3, a CR2 é uma empresa com capital diluído. Atualmente, 81% de suas ações estão em circulação no mercado, o equivalente a 1,952 milhão de papéis. Além da Total, outros acionistas relevantes são a Squadra Investimentos, com 18,6% do capital, 12/12/2020
- Soprema adquire a empresa Denver Impermeabilizantes no Brasil - O Soprema Group, especialista em impermeabilização, isolamento e soluções ecológicas assumiu no passado dia 3 de Dezembro a totalidade do controle da Denver Impermeabilizantes no Brasil. Segundo Paulo Oliveira, CEO da Soprema para o Sul de Europa e para a América do Sul, a "Soprema Brasil está presente no mercado desde 1992, e consideramos esta aquisição como uma escolha óbvia dada a reputação da Denver Impermeabilizantes e é um passo significativo na estratégia de expansão do Grupo no Brasil e na América Latina. Atingiu em 2020 um volume de negócios de 100 Milhões de Reais com 153 colaboradores e mais de 2.500 clientes. Para além de São Paulo, possui também instalações industriais no nordeste do Brasil, próximo de Salvador da Bahia. A empresa produz anualmente cerca de 5 milhões de m2 de membranas betuminosas para protecção de edifícios e obras de engenharia civil (pontes, túneis, etc), argamassas poliméricas e elastoméricas, tintas impermeabilizantes e membranas e fitas betuminosas.10/12/2020
- Diretores compram ações e Sertrading - A empresa de comércio exterior Sertrading acaba de concluir uma reorganização societária. Um grupo de diretores comprou 35% das ações. Os vendedores foram o financista Jair Ribeiro e o empresário Paulo Brito, fundador da Aura Minerals, que estão fora do dia a dia da empresa. Com a transação, os seis diretores da Sertrading passam a deter 93% do capital da companhia. Ribeiro permanece com 7% das ações.Pra frente. Fundada em 2001 pelo empresário Alfredo de Goeye, a Sertrading crescerá 60% seu.. 12/12/2020
- Ser paga R$ 120 milhões por faculdade de medicina e avança na diversificação - Um mês depois de perder a disputa pelos universidades da norte-americana Laureate no Brasil para a Ânima, a Ser Educacional voltou a dar vazão à sua estratégia de diversificação. Comprou a Unesc, faculdade de medicina em Rondônia, por R$ 120 milhões. 12/12/2020
- Cleantech que possui solução para reuso e reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos capta R$650 mil - A startup Circular Brain, que atua como um ecossistema digital para gestão de ciclo de vida (reuso e reciclagem) de equipamentos eletroeletrônicos, recebeu recentemente um investimento de R$ 650 mil para impulsionar o crescimento da empresa nos próximos anos. “Este investimento terá como foco principal a entrada da startup no mercado (Go2Market), pois a empresa passou o ano de 2020 trabalhando na estruturação do produto, após um período de operação do MVP no primeiro trimestre do ano”, contou Marcus Oliveira, fundador da Circular Brain, ao Startupi.A cleantech foi fundada em dezembro de 2019 e surgiu como um spin-off do grupo Reciclo, recicladora de eletroeletrônicos com mais de 10 anos de mercado. Sem revelar nomes, o empreendedor contou ainda que o valor de R$ 650 mil é referente a um investimento feito em dívida (Bridge Loan) pelos investidores pré-seed, a fim de evitar uma diluição adicional dos fundadores e manter um cap table alinhado com as futuras rodadas de investimento 13/12/2020
- Sequoia anuncia compra da Prime, que atua no e-commerce de produtos grandes - A Sequoia Logística e Transportes informa que celebrou contrato para a aquisição de 100% da Prime Express Logística e Transporte e da Prime Time Logística e Transportes Eireli. Os valores da transação não foram divulgados.“No mercado há mais de 10 anos, a Prime atua em oito estados do território brasileiro, possui 6 filiais e mais de 700 colaboradores. Com sede instalada na cidade de Itupeva (SP), opera com processos operacionais padronizados visando proporcionar agilidade e segurança aos seus clientes.No período de 12 meses encerrado em outubro de 2020, a Prime apresentou um faturamento bruto de R$ 199,5 milhões e crescimento de 54% sob o mesmo período do ano anterior. 11/12/2020
- Petrobras formaliza venda de campo terrestre em Sergipe para Energizzi - Racionalização: venda de Campo de Rabo Branco segue estratégia da Petrobras . A Petrobras (PETR3; PETR4) assinou, nesta sexta-feira (11), o contrato de venda do campo terrestre de Rabo Branco, localizado em Sergipe. A compradora é a Energizzi Energias do Brasil, que pagará US$ 1,5 milhão em uma única parcela.Atualmente, a estatal possui 50% do campo, sendo a Petrom a dona do restante e também a responsável pelas operações. A produção média diária de Rabo Branco, de janeiro a outubro, foi de apenas 138 barris de petróleo... 12/12/2020
- Conta Simples leva aporte milionário e quer triplicar faturamento em 2021 - A startup Conta Simples, de solução de contas digitais para PMEs, acaba de receber um novo aporte de US$ 2,5 milhões liderado pelo fundo Quartz, especializado em e-commerce e fintechs. Rodada de investimento também contou com a participação dos fundos FJ Labs Big Bets, DOMO, Ab Seed e dos ex-sócios da XP Marcelo Maisonnave, Eduardo Glitz e Pedro Englert. Em julho, a startup já havia recebido um aporte da Y Combinator, uma das maiores aceleradoras do mundo, além de ter sido selecionada no programa de aceleração do BTG.Fundada em 2019 em São Paulo, a Conta Simples chamou a atenção dos investidores ao criar um serviço de conta bancária digital voltado exclusivamente para pequenas e médias empresas (PMEs) — um nicho ainda pouco explorado no Brasil —, além de auxiliar o gerenciamento de pagamentos, campanhas de marketing e assinaturas através de uma solução de múltiplos cartões corporativos. 11/12/2020
- Fleury compra Centro de Infusões Pacaembu e Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha - Em fato relevante divulgado ao mercado, a Fleury disse que as aquisições reforçam a estratégia de crescimento e expansão da empresa . A Fleury (FLRY3) informou nesta quinta-feira (10) que celebrou um contrato para a aquisição de 100% das quotas de emissão do Centro de Infusões Pacaembu (CIP). Paralelamente a essa operação, a companhia comunicou a compra de 80% das quotas de emissão da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha por meio da sua subsidiária Fleury Centro de Procedimentos Médicos Avançados. A Fleury pagará R$ 120 milhões pelo CIP. Localizado na capital de São Paulo, o CIP é um centro de infusão de medicamentos imunobiológicos com seis unidades de atendimento. Sua receita bruta estimada chegou a R$ 108,3 milhões nos últimos 12 meses findos em junho deste ano. A Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha, também localizada em São Paulo, foi adquirida por R$ 29,5 milhões. O acordo inclui as três sociedades que constituem e atuam nos serviços médicos oftalmológicos no modelo one stop shop, com consultas, exames e cirurgias. 10/12/02020
- Locaweb anuncia a compra do Ideris, plataforma de integrações em marketplaces - A Locaweb anuncia aquisição do Ideris, plataforma de tecnologia de integração multicanal, e reforça o ecossistema de e-commerce do mercado. O Ideris, fundado em 2017 em Curitiba, oferece uma completa plataforma de integração multicanal para operações de varejo, permitindo aos varejistas operarem em diversos canais no modelo de integração direta em marketplaces ou por meio do Store in Store.Na transação, a Locaweb adquire 100% do Ideris por R$ 18,3 milhões. Os empreendedores ainda poderão ter direito a receber earnout, que está vinculado ao atingimento de metas estipuladas pelo grupo. 10/12/2020
- BS2 cria joint venture com MaisTodos - O Banco BS2 anunciou nesta quinta-feira a criação de uma joint venture com a administradora cartões MaisTodos, em Minas Gerais, numa sociedade que será chamada de BS2 Todos. O acordo prevê a oferta de serviços financeiros e de pagamento do BS2 para clientes do Cartão de Todos e do MaisTodos. O negócio, que ainda depende de aval do Cade, terá o controle compartilhado na proporção de 50% cada.A joint venture terá serviços cartões de débito, pré-pago e de crédito, investimentos simplificados, seguros, emissão de boletos, maquininha de cartão, câmbio e produtos de crédito. 10/12/2020
- Marilan anuncia compra Casa Suíça e entrada no mercado de panetones e bolos - A Marilan, segunda maior fabricante de biscoitos do País, acaba de anunciar a aquisição da empresa Casa Suíça, uma das principais das categorias de panetones e bolos. A compra está alinhada aos planos da Marilan de alcançar crescimentos expressivos nos próximos anos.A Casa Suíça foi fundada em 1996 pelo mestre confeiteiro suíço Emile Otto Eichenberger com o objetivo de levar a confeitaria suíça para a mesa dos brasileiros. Ela tem um portfólio amplo de panetones e bolos. Atualmente, emprega mais de 800 pessoas em suas duas unidades industriais, em Jandira e Itapevi, ambas do interior paulista.Esta é a primeira aquisição da Marilan, fundada pela família Garla em 1957. A empresa tem um portfólio de produtos forneados (biscoitos, torradas, snacks ). A transação será concluída após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).10/12/2020
- Escola americana anuncia fusão e oferece diploma de high school para alunos do País - A escola americana Really Experience concluiu a fusão com a Flex Learning, empresa especializada na implantação de soluções para desenvolvimento de fluência em inglês e duplo diploma de Middle e High School, que equivalem aos Ensino Fundamental e Médio norte-americanos. Após a integração, a companhia vai adotar o nome Really Flex.A operação também envolve a compra de parte da Flex Major, braço americano da Flex Learning que certifica estrangeiros com diplomas internacionais de ensino americano. A empresa tem como um de seus principais investidores.. 11/12/2020
- Take4Content adquire 20% do capital do aplicativo Farmazon - Com um aporte de R$ 2 milhões, realizado por meio do Núcleo Concept, empresa avança na estratégia de incorporar inovação à operação para agregar soluções e valor aos clientes. A Take4Content - empresa de curadoria, criação e produção de conteúdo multiplataforma - deu mais um passo em sua estratégia de trazer a inovação para dentro do negócio e agregar novas soluções aos clientes, ao adquirir 20% de participação societária no aplicativo Farmazon, considerado o iFood dos remédios. O aporte de R$ 2 milhões foi realizado por meio do núcleo Concept da Take4Content, especializado em inteligência digital e planejamento em novos negócios. 11/12/2020
- Agibank cria spin off de tecnologia - HypeFlame nasce com 400 profissionais e receita de R$ 200 milhões. O banco digital gaúcho Agibank acaba de criar uma spin off de tecnologia, a HypeFlame, que nasce com 400 profissionais e uma receita de R$ 200 milhões. A nova companhia vai assumir toda a infraestrutura e arquitetura tecnológica do Agibank, indo desde engenharia de software até cibersegurança, incluindo também a evolução das soluções de canais, conta corrente, meios de pagamentos, operações de crédito, investimentos e, especialmente, big data. O objetivo é que, além de atender as necessidades do Agibank, a nova HypeFlame também produtize e ofereça as soluções no mercado em geral, como uma empresa independente. 09/12/2020
- Vasta Educação, da Cogna, compra startup de avaliação digital Meritt - Segundo a companhia, a Meritt possui mais de 10 anos de experiência e mais de 500 escolas atendidas . A Vasta Educação, que pertence a Cogna (COGN3), comprou a plataforma de avaliação digital Meritt, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (9). O da aquisição valor não foi revelado. Atualmente, a startup possui 153 clientes ativos, número 40% superior ao verificado em 2019 e deve fechar o ano com uma receita estimada de R$ 1,5 milhão. 09/12/2020
- DaVita compra clínica de diálise Pro-Nefron- A rede americana de clínicas de diálise DaVita fez mais uma aquisição. Fechou a compra da concorrente Pro-Nefron, de São Paulo. De 2016 para cá, foram adquiridas 60 clínicas pela DaVita. CNN Business apurou que a aquisição gira em torno de R$ 25 milhões.., 08/10/2020
- Koppert, gigante dos biológicos, compra brasileira Geocom - Koppert adquire a Geocom especializada em geoprocessamento e aplicação de agentes biológicos com drones e passa a oferecer também serviços aos agricultores brasileiros . Com o objetivo de oferecer uma experiência completa ao produtor rural brasileiro, a Koppert Biological Systems, multinacional holandesa líder mundial em controle biológico, acaba de adquirir a Geocom, com sede em Lençóis Paulista (SP). Atuando na área de tecnologia na agricultura desde 2013, a empresa é pioneira em geoprocessamento de imagens e no desenvolvimento de tecnologia exclusiva para aplicação de agentes biológicos via drones no Brasil. Para o diretor industrial da Koppert do Brasil, Danilo Pedrazzoli, trata-se de uma decisão estratégica. “Percebemos a necessidade de complementar a qualidade e eficiência de nossos produtos com uma aplicação mais especializada, para garantir o desempenho máximo 10/12/2020
- Hygia Bank, o banco da saúde, anuncia nova captação - Empresa tem como missão incentivar brasileiros a guardar dinheiro para cuidados com a saúde e promover uma cultura de prevenção. É nisso que aposta a Hygia Bank, uma startup de Porto Alegre (RS) que quer se posicionar como o banco da saúde. A empresa acabou de fazer uma captação de R$ 3 milhões, em uma rodada seed feita por family and friends . Em um ano de aplicativo, a startup faturou R$ 500 mil e montou uma base de 1,2 mil usuários. .. 10/12/2020
- Alphaville capta R$ 306 milhões com oferta primária restrita de ações - Antecipação: enquanto o IPO não vem, Alphaville capta recursos com oferta restrita. A Alphaville, cujo IPO está suspenso até 8 de fevereiro, captou R$ 306 milhões com uma oferta primária restrita de ações. A operação envolveu a emissão de 10,4 milhões de ações, vendidas por R$ 29,50 cada uma, além de bônus de subscrição. A oferta principal foi acrescida de lote adicional de 1,9 milhão de papéis. O volume corresponde a 22,4% da emissão inicial.Os compradores das ações receberam, como vantagem adicional, 3 bônus de subscrição para cada lote de 10 ações que adquiriram. O bônus é um título que garante o direito, a quem o possui, de comprar mais ações nas condições determinadas de preço, quantidade e prazo. 10/12/020
- Votorantim Cimentos e McInnis Cement anunciam fusão das operações de cimento na América do Norte - Joint venture entre St Marys Cement (Canadá) e McInnis Cement foca na expansão das operações de cimento na região dos Grandes Lagos, Leste do Canadá e costa Nordeste dos EUA. A St Marys Cement Inc. (Canadá), subsidiária integral da Votorantim Cimentos, e a McInnis Cement Inc. anunciaram hoje que irão combinar seus ativos para criar uma companhia para fabricar, distribuir e vender cimento no Canadá e nos Estados Unidos. A joint venture será formada pela Votorantim Cimentos Internacional (VCI), plataforma de investimentos internacionais e subsidiária integral da Votorantim Cimentos, sexta maior produtora de cimento do mundo, e pela Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ), investidor institucional de longo prazo, por meio de sua participação na McInnis Holding Limited Partnership (McInnis Holding). 10/12/2020
- BRB compra carteira de recebíveis da CEB Distribuição por R$ 120,9 mi - CEB-D foi vendida pelo governo do Distrito Federal em leilão na semana passada e arrematada pela Neoenergia, que pagou R$ 2,515 bilhões. O Banco de Brasília (BRB) comprou uma carteira de cessão de recebíveis da CEB Distribuição no valor de R$ 120,926 milhões. A carteira é oriunda de instrumentos de compra e venda entre a Terracap e a CEB (operações de parcelamento de lotes) e foi informada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) porque BRB, CEB e Terracap têm o mesmo controlador, o governo do Distrito Federal... 10/12/2020
- Controlada da Empresas Randon adquire fundição de São Paulo - Castertech adquiriu a Fundituba, que desde 2002 pertencia ao Grupo Francisco Stedile. A Castertech Fundição e Tecnologia, uma das controladas das Empresas Randon, concluiu a compra da Fundituba Indústria Metalúrgica, de Indaiatuba (SP), empresa que pertencia ao Grupo Stedile, de Caxias do Sul. A negociação já recebeu a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), mas os valores do negócio não foram informados. Com essa aquisição, a Castertech amplia a capacidade e flexibilidade de produção de peças fundidas para em torno de 65 mil toneladas por ano. “Além da ampliação da capacidade produtiva, vamos aprimorar a logística da companhia, com a implementação de uma unidade de negócios em São Paulo, fortalecendo a participação no mercado de autopeças”, destaca Eduardo Dalla Nora, diretor de Suspensão e Rodagem das Empresas Randon. 08/12/2020
- Qualicorp adquire carteira de 55 mil vidas no segmento coletivo por adesão - A Qualicorp Consultoria e Corretora de Seguros informou, em Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta noite, que, conjuntamente com sua subsidiária Qualicorp Administradora de Benefícios, adquiriu, da Muito Mais Saúde Administradora de Benefícios (MMS) e da Soma Corretora de Seguros, contratos de planos privados de assistência à saúde e odontológica coletivos celebrados entre a MMS e as operadoras de planos de saúde GNDI – Grupo Notre Dame Intermédica, Assim Saúde e Amil, nos quais a MMS figura na condição de estipulante junto às respectivas operadoras, bem como contratos de prestação de serviços de comercialização, agenciamento, comissionamento e corretagem celebrados entre a Soma Corretora e as operadoras... 8/12/2020
- Notre Dame Intermédica compra hospital Lifecenter, em BH, por R$ 240 milhões - Valor será pago à vista, descontado o endividamento líquido e uma parcela retida para contingências. A Notre Dame Intermédica anunciou a aquisição do hospital Lifecenter, em Belo Horizonte (MG), por R$ 240 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 1,2 milhão por leito. O valor será pago à vista, descontado o endividamento líquido e uma parcela retida para contingências.O Hospital Lifecenter opera uma estrutura de alta complexidade com 205 leitos, sendo 40 de UTI, 13 salas cirúrgicas e 12 consultórios de pronto socorro, além de ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, endoscopia, radiografia e laboratório de análises clínicas. Em 2019, o Hospital Lifecenter apresentou faturamento líquido de R$ 153,9 milhões. 09/12/2020
- Fortinet adquire empresa de monitoramento e remediação de rede - A Fortinet anunciou a aquisição da Panopta, uma empresa inovadora em plataformas SaaS que fornece visibilidade completa e gerenciamento automatizado do estado de uma rede corporativa, incluindo servidores, dispositivos, rede, contêineres, aplicações, bancos de dados, dispositivos virtuais e infraestrutura em nuvem. As empresas estão acelerando suas iniciativas de inovação digital, e a experiência do usuário determina o sucesso de uma aplicação. Garantir que a infraestrutura tenha 100% de disponibilidade é fundamental. A solução baseada em nuvem da Panopta oferece uma imagem completa de cada serviço, dispositivo de rede e aplicação em qualquer implantação, seja contêiner, nuvem, on-premises ou híbrido. O Fortinet Security Fabric, combinado com a plataforma escalonável de monitoramento e diagnóstico de rede da Panopta, permite que a Fortinet ofereça a solução mais abrangente de gerenciamento de operações de rede e segurança para empresas ou provedores de serviços. 08/12/2020
- Bitz, carteira digital do Bradesco, anuncia compra da fintech 4ward - É a segunda aquisição desde seu lançamento, em setembro. O Bitz, carteira digital do Bradesco, anunciou a aquisição da 4ward, fintech que atua no mesmo segmento desde 2013. Essa é a segunda aquisição do Bitz desde seu lançamento, em setembro. Em outubro, realizou também a incorporação da fintech DinDin.A 4ward, que conta com mais de 40 profissionais, acrescentou ao Bitz. 09/12/020
- Stefanini compra N1 IT - Integradora adquirida trabalha com Microsoft, Adobe e Kaspersky.A Scala, integradora de TI do grupo Stefanini, comprou a N1 IT, empresa paulista parceira da Microsoft, Adobe e Kaspersky.Em nota, a Stefanini destaca que a N1 IT é um dos “principais players do mercado como a Microsoft” e tem “forte atuação e relevância com a Kaspersky”.No Linkedin, a empresa tem 30 funcionários listados e afirma ter atendido a 5 mil clientes em 11 anos de atividades, números de uma integradora de TI de médio porte.De qualquer forma, a adquirida reforça o portfólio da Scala, ela mesma produto da fusão realizada em 2016 entre a VANguard, empresa do Grupo Stefanini especializada em governança de TI, segurança e service management, com a Scala IT, um dos principais parceiros da IBM no Brasil na época.Além de produtos IBM, a Scala trabalha também com Red Hat, Veeam e Dynatrace. 09/12/2020
- Empresa de tecnologia focada em gestão de oferta e demanda de talentos recebe aporte de R$120 mil - A Byou, empresa brasileira de tecnologia focada em gestão de oferta e demanda de talentos, recebeu um aporte de R$ 120 mil através de dois investidores: Celso Oliveira, ex-CEO da Microstrategy Brasil, hoje atuando como um dos mentores de soluções e estratégias da startup e Caio Bulgarelli, que também auxilia na estruturação do processo de vendas da Byou. Este aporte, o segundo recebido pela empresa, se soma aos R$60 mil investidos no último mês de julho por Vinicius Neves, co-fundador da Stoodi, startup nascida em 2013 com o objetivo de democratizar o acesso dos brasileiros a uma educação de qualidade. 09/12/2020
- Nova startup de ex-sócios da Grow recebe aporte de US$ 2,2 milhões - Fundada em plena pandemia, em julho, a startup Dolado acaba de conquistar um aporte milionário. A empresa anuncia nesta quarta-feira, 9, o recebimento de um investimento de 2,2 milhões de dólares liderado pelo fundo americano Valor Capital Group. Participaram também da rodada seed os fundos Global Founders Capital, Provence e Norte Capital, além de investidores-anjo de empresas como iFood, Stone, Olist, Viva Real e Paypal. A área de atuação da startup veio calhar em tempos de pandemia: a empresa nasceu para apoiar pequenos lojistas a digitalizar seus negócios gratuitamente. “A startup leva oportunidade para o pequeno varejista operar de forma mais eficiente, se digitalizar e utilizar novas ferramentas digitais que promovem o aumento da receita”, afirma Antoine Colaco, sócio da Valor Capital Group.09/12/2020
- Vale receberá R$1,22 bi após BNDESPar exercer opção de compra de ações da VLI - A mineradora Vale informou que foi notificada pelo braço de participações do BNDES sobre o exercício integral pelo banco de uma opção de compra de ações de emissão da empresa de logística VLI atualmente detidas pela companhia."Com o exercício desta opção, a Vale receberá, por 8% de participação na VLI, cerca de 1,223 bilhão de reais no dia 11 de dezembro de 2020, passando a deter 29,6% do total de ações da VLI", disse a mineradora em comunicado nesta quarta-feira.No momento, a Vale possui 37,6% na VLI, na qual é a maior acionista, segundo informações do site da companhia. 09/12/2020
- Ame, plataforma mobile da Lojas Americanas e da B2W, compra a Bit Capital - A Ame Digital Brasil, fintech e plataforma mobile de negócios da Lojas Americanas (LAME4) e da B2W (BTOW3), comprou a Bit Capital, fintech especializada em soluções de Core Banking. A informação consta em comunicado enviado ao mercado após o pregão desta segunda, 7.A Bit Capital é uma plataforma Open Banking, modular, baseada em Blockchain e Open APIs, que oferece soluções para integração nativa ao ecossistema financeiro, de forma simples e segura. 07/12/020
- Especializada em tecnologia do transporte, startup pernambucana Fusion é comprada pela Praxio - Essa é a quarta aquisição da empresa, que deverá ter um superior a R$ 85 milhões neste ano. A empresa de tecnologia especialista no setor do transporte rodoviário de cargas, passageiros e logística, Praxio, anunciou nesta segunda-feira (7), sua quarta aquisição. Trata-se da empresa pernambucana Fusion DMS, que traz o conceito de Delivery Management System (DMS) - uma ferramenta que realiza a gestão da distribuição de produtos de empresas. A chamada solução Fusion DMS inclui softwares de gestão de entregas e o acompanhamento das rotas em tempo real. O serviço pode ser usado por empresas que utilizam frota própria para fazer seus produtos chegarem aos distribuidores ou consumidores finais. Além de roteirizar as entregas, ele também monitora o plano de distribuição das mercadorias e disponibiliza um app onde a jornada de trabalho do motorista pode ser controlada a distância. 07/12/2020
- RankMyAPP adquire empresa especializada em marketing de influência digital - Especialista em inteligência de marketing e aquisição mobile, a RankMyAPP anunciou a aquisição da marca, do domínio e da base de dados da Digital Influencers, especialista em marketing de influência digital. A compra, que não teve valores divulgados, foi realizada com o objetivo de acelerar o crescimento e a evolução do produto, que a empresa já vinha desenvolvendo no setor desde 2019, e passa a se chamar Digital Influencers. Só no último ano, a RankMyAPP cresceu 182%. “Estamos felizes em anunciar essa aquisição, a primeira da RankMyAPP nesses cinco anos de atuação. Esse movimento faz parte da nossa estratégia para fortalecer e acelerar um produto que já oferecemos no mercado, mas que agora ganha ainda mais peso com toda a expertise do Digital Influencers”, explica Leandro Scalise, CEO da RankMyAPP. 07/12/2020
- Após aporte de R$130 milhões, startup de gestão logística anuncia fusão - A Intelipost, empresa de tecnologia inteligente para logística do e-commerce e de operações omnichannel, anunciou a captação de R$ 130 milhões da Riverwood Capital no início deste ano. Além disso, a startup anunciou a união com a AgileProcess, especializada em roteirização e visibilidade em tempo real para logística. Juntas, as duas empresas criam um poderoso conjunto para apoiar varejistas e transportadoras com tecnologia para tornar a logística no Brasil mais rápida e eficiente. O objetivo agora é expandir a equipe e acelerar o roadmap de produto, oferecendo um conjunto mais amplo de recursos e soluções ao mercado.A Intelipost pretende capitalizar sua posição como líder em tecnologia inteligente em meio ao crescimento do e-commerce no Brasil. “Nossa missão é simplificar a logística do e-commerce por meio de software e tecnologia, conseguindo menores custos de frete e maior automação para varejistas, ao mesmo tempo em que oferecemos melhores experiências de entrega para os consumidores”, afirma Stefan Rehm, CEO e cofundador da Intelipost. 08/12/2020
- “Uber” do setor químico, Chlorum recebe aporte de R$ 110 milhões - Modelo de minifábrica elimina necessidade de transporte e reduz impacto ambiental. Com a proposta de ser o “Uber” da indústria química, a Chlorum Solutions recebeu um aporte de R$ 110 milhões e está direcionando esses recursos para ampliar presença no mercado brasileiro. A empresa, que tem como acionista majoritário o investidor Hersch Klaff e sede em Chicago, instala e opera “minifábricas” de cloro para seus clientes, assumindo o investimento nas instalações de pequeno porte, que podem ser compartilhadas e atender a diferentes contratos. 08/12/020
- Locaweb adquire a empresa de Tecnologia e Marketing Vindi - A Locaweb Serviços de Internet recebeu o aceite do último acionista à proposta vinculante para a aquisição de 100% do capital social total (em bases totalmente diluídas) da Vindi Tecnologia e Marketing S.A., empresa que oferece soluções no modelo de assinaturas (planos e mensalidades) e combina um software de cobrança recorrente com uma plataforma de pagamento. Locaweb faz oferta de R$ 180 milhões para compra de empresa de tecnologia VindiA Vindi foi avaliada considerando a compra de 100% do capital 07/12/2020
- Em IPO, Rede D'Or aloca lotes extras e levanta total de R$ 11,5 bilhões - Com isso, a oferta pública inicial de ações (IPO) é o segunda maior da história no país, em termos nominais, atrás apenas da oferta do Santander Brasil em 2009. A Rede D’Or concluiu a alocação dos lotes adicional e suplementar em sua oferta pública inicial de ações (IPO), captando um total de R$ 11,5 bilhões. Com isso, o IPO é o segundo maior da história no país, em termos nominais, atrás apenas da oferta do Santander Brasil em 2009... 08/12/020
- Gateware compra startup de biometria - A Gateware, uma empresa de desenvolvimento de software sediada em Curitiba, acaba de comprar a Bexpo, uma startup da mesma cidade com um produto de reconhecimento facial. A Bexpo criou o LivID, um aplicativo que realiza todo o processo de prova de vida e recadastramento de aposentados e pensionistas de maneira online por meio das tecnologias de reconhecimento facial e inteligência artificial. Em nota, a Gateware afirma que a tecnologia já é utilizado por grandes fundos de previdência privada em diversas regiões do Brasil, sem abrir nomes (muitas empresas preferem não abrir seus fornecedores de reconhecimento facial). 07/12/020
QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES
20 dezembro 2020
19 dezembro 2020
Na Porto Seguro, uma aposta milionária nas startupeiras
A Porto Seguro está se tornando investidora-âncora do WE Ventures, fundo que aposta no empreendedorismo feminino e está captando R$ 100 milhões – metade desse valor já foi alcançado. Microsoft, Flex, Sabin e Multilaser são os outros cotistas
Porto Seguro aporta R$ 5 milhões no WE Ventures
A Porto Seguro está se transformando em uma investidora-âncora do WE Ventures, fundo multicorporate venture que investe em startups fundadas por mulheres.
Esse é o quinto investidor do fundo, que é capitaneado pela Microsoft e conta também com a participação da fabricante de hardware Flex, do laboratório Sabin e da fabricante de produtos eletroeletrônicos Multilaser.
“Queremos estar próximos e conectados ao ecossistema de inovação e também, dentro da pauta de ESG (Environmental, social and corporate governance), apoiar o empreendedorismo feminino”, diz Marcelo Picanço, vice-presidente de seguros da Porto Seguro.
O WE Ventures foi lançado em março deste ano com o alvo de captar R$ 100 milhões para investir no empreendedorismo feminino. Até agora, já conseguiu levantar R$ 50 milhões e deve anunciar, em 2021, novos investidores-âncoras. A Porto Seguro está aportando R$ 5 milhões no fundo.
“Vamos anunciar, em breve, investidores-âncoras na área de sustentabilidade, educação, finanças e jurídico”, diz Franklin Luzes, vice-presidente de inovação, transformação e novos negócios da Microsoft Participações.
Cada investidor que entra no WE Ventures fica responsável por atrair startups de um determinado segmento. A Microsoft, por exemplo, foca em inteligência artificial. A Flex, em internet dos coisas. O laboratório Sabin está atrás de empresas de saúde. A Multilaser, varejo. E a Porto Seguro busca companhias de seguros, saúde e serviços financeiros.
Os processos de seleção de startups são públicos. Quando a Multilaser se tornou cotista do WE Ventures, em novembro deste ano, o fundo abriu um processo de seleção e recebeu a inscrição de 200 startups. Nesta sexta-feira, 18 de dezembro, o fundo está abrindo uma nova seleção por conta da chegada da Porto Seguro.
Até agora, o WE Ventures fez dois investimentos. O primeiro deles foi na PackID, startup catarinense fundada por Caroline Dallacorte e especializada no monitoramento de temperatura e umidade em tempo real para a cadeia de produtos perecíveis, que recebeu um aporte de R$ 1 milhão.
O segundo investimento foi na WE Impact, uma venture builder que selecionou 15 startups para ajudar com mentoria e validação das soluções. Três delas estão em fase final para receber aporte do WE Ventures. “Durante a pandemia, montamos o time e fomos anunciando novos cotistas”, diz Marcella Ceva, head do WE Ventures. “Agora, vamos acelerar os investimentos.”
Os cheques do WE Ventures ficam entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. O objetivo é investir entre 15 e 25 startups no período de cinco anos, que é o prazo do fundo que tem o apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e é gerido pela M8 Partners, uma gestora de recursos fundada em 2013.
A aposta no WE Ventures não é a única da Porto Seguro. A companhia conta com a Oxigênio, uma aceleradora de startups que concluiu a seleção de 10 empresas para o seu décimo ciclo de aceleração em dezembro e que tem duração de quatro meses.
A Porto Seguro criou também, há aproximadamente um mês, um fundo de corporate venture para investir em startups. Picanço explica que esse fundo não tem uma quantia específica para investir, nem prazo para sair.
“É um fundo em que temos interesse em buscar empresas que possam ser sinérgicas e estejam em diversos estágios de desenvolvimento”, diz o vice-presidente da Porto Seguro. “As ideias podem estar no papel ou até mesmo em estágio mais avançado.” De acordo com Picanço, o primeiro investimento deve ser anunciado em breve... Leia mais em NeoFeed 18/12/2020
19 dezembro 2020
Creditas já vale US$ 1,75 bilhão — mas o crédito agora é só parte da história
A Creditas acaba de levantar US$ 255 milhões numa rodada que avaliou a fintech fundada há oito anos em mais de US$ 1,75 bilhão (post-money) — mais que dobrando o valuation de sua última captação em julho do ano passado.
A rodada Série E foi liderada pelo LGT Lightstone, um fundo de impacto de Londres, e teve a participação da Wellington Management, uma das maiores gestoras do mundo com mais de US$ 1 trilhão em ativos, da Tarsadia Capital, e.ventures e do Advent International (que investiu por meio de sua afiliada Sunley House Capital).
O Softbank, Kaszek, VEF (antigo Vostok) e a Amadeus Capital — que já eram investidores — também acompanharam.
Esta é a sexta rodada da Creditas, que até agora havia levantado outros US$ 314 milhões.
Fundada por Sergio Furio — um espanhol que trabalhou no Deutsche Bank e no Boston Consulting Group nos Estados Unidos — a Creditas começou como um marketplace de crédito que apenas originava clientes para bancos parceiros.
Em 2016, passou a oferecer crédito diretamente com dois produtos: o ‘home equity’, no qual o cliente usa sua casa como colateral, e o ‘auto equity’, cuja garantia é o carro. Neste ano, suas ofertas passaram a incluir financiamento de automóveis, crédito consignado e antecipação de salário.
A Creditas também lançou um produto de previdência privada, um cartão de benefícios e uma divisão de “consumer solutions” — que inclui um marketplace de produtos de alto valor (como smartphones) e um serviço de reforma de casas; em ambos os casos, as compras são descontadas do salário e podem ser financiadas pela Creditas.
A capitalização vai ser usada para M&As, aquisição de novos clientes e desenvolvimento de produtos — tanto na área de crédito quanto de outros serviços financeiros e “consumer solutions”.
“Queremos nos tornar uma plataforma de clientes, e não mais só de crédito,” Sergio Furio, o CEO e fundador, disse ao Brazil Journal. “Os serviços financeiros vão ser uma parte importante disso, mas nossa ideia é expandir cada vez mais o portfólio.”
O plano é ter um app que integre todas as soluções da Creditas e permita monetizar de diferentes formas a massa crítica de clientes que já tem financiamentos com ela. “Nossa diferença para um banco digital tradicional é que eles têm muitos clientes mas uma capacidade baixa de monetização. A gente tem poucos clientes mas com uma alta capacidade de monetizar.”
A Creditas também vai usar os recursos para financiar sua expansão no México, onde entrou há alguns meses. A ideia é “fazer em dois anos por lá o que a Creditas fez em quatro no Brasil,” disse o fundador.
A Creditas vai faturar R$ 320 milhões este ano, mais que o dobro do ano passado. De janeiro a setembro, a receita estava em R$ 232 milhões e o prejuízo, em R$ 129 mi.
Agora, a empresa quer dobrar a receita a cada ano nos próximos três anos chegando a R$ 2,5 bilhões em 2023, quando a empresa estaria no breakeven.
A Creditas já tem uma margem de contribuição (receita menos custos e despesas variáveis) positiva, de R$ 124 milhões nos primeiros nove meses do ano. Sergio diz que a empresa ainda dá prejuízo principalmente pelo custo de adquirir novos clientes e investimentos pesados em tecnologia.
Conforme a empresa continuar crescendo, a tendência é que o CAC diminua e os investimentos em tecnologia não aumentem no mesmo ritmo da receita, fechando esse gap.
A carteira de crédito também decolou neste ano, apesar da empresa ter pisado no freio por conta da covid. Hoje, a Creditas tem mais de R$ 1 bilhão em crédito no mercado, que estão divididos entre 11 FIDCs e CRIs — o dobro do ano passado.
Questionado se a nova rodada seria a última antes de um IPO, Sergio disse que abrir o capital está nos planos da empresa e é um caminho natural para os próximos anos, mas que não descarta uma rodada intermediária antes disso. .. Leia mais em Brazil Journal 18/12/2020
16 dezembro 2020
Softex anuncia fundo de investimento para startups da indústria 4.0
O advento da digitalização como um vetor de transformação de processos, produtos, serviços e modelos de negócio tem impactando significativamente a atividade empresarial. Soma-se a isso um conjunto de outras tecnologias relacionadas a impressão 3D, novos materiais e biologia sintética, por exemplo, que integram o mundo físico, digital e biológico caracterizando uma quarta revolução industrial.
Pensando nisso, a Softex, em parceria com a Bertha Capital e M8 Partners, se uniram para lançar um Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente, voltado a investir em startups da indústria 4.0, em especial àquelas com soluções que possam apoiar a digitalização da economia brasileira.
O Fundo Softex 4RI terá como cotistas empresas beneficiárias da Lei de Informática Nacional que poderão investir recursos de P&D no Fundo, apoiando a geração de startups e se transformando em sócias dos negócios nascentes de base tecnológica. O fundo nasce aderente às regulamentações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com vistas à captação do recurso das contrapartidas em P&D da Lei de Informática com o foco em capital semente, investindo em empresas de base tecnológica com faturamento médio limite de R$ 16 milhões por ano no momento do aporte, detendo participação sempre minoritária.
O fundo deve manter, no mínimo, 90% (noventa por cento) de seu patrimônio líquido investido nos ativos (empresas de base tecnológica, podendo investir até 10% do valor do fundo em ativos no exterior. O Fundo Inova 4RI tem o objetivo de captar R$ 50 milhões em até quatro anos. Os aportes nas startups irão de R$ 500 mil a R$ 5 milhões.
Segundo Ruben Delgado, presidente da Softex, instituição que executa vários programas de apoio a startups no Brasil (Startup Brasil, Conecta Startup, Conexão Startup-Indústria, dentre outros), a oportunidade de um fundo de investimento era a peça final que faltava no ecossistema Softex, pois permitirá que muitos recursos alocados nas fases mais arriscadas na forma não reembolsável em diferentes programas poderão ser aproveitados pelo fundo de investimento, criando mais um mecanismo de apoio ao ecossistema de startups. Muitas startups interessantes poderão ser acessadas pelas empresas beneficiárias de Lei de Informática, que poderão ter um “quinhão” do fundo para as suas verticais de negócios definidas.
Do ponto de vista da tese de investimento e das áreas nas quais as startups serão selecionadas, Rafael Moreira, CEO da Bertha Capital, salienta que tecnologias disruptivas tais como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem são exemplos de tecnologias transversais que habilitam negócios inovadores que estarão no centro da tese de investimento.
“O Fundo Inova 4RI possui um foco em colocar mais um instrumento para o ecossistema de startups e para as empresas beneficiárias da Lei de Informática, porque combinará startups nas principais tecnologias habilitadoras no mercado, além de trazer várias corporações empresariais com seus desafios e, portanto, oportunidades de demanda e apoio segmentado em setores econômicos tais como bancos, indústria, eletrônica, dentre outros”, ressalta Moreira... Leia mais em startupi 16/12/2020
16 dezembro 2020
15 dezembro 2020
Wizard negocia venda de participação no Social Bank e na Hub
A família Wizard, dona do grupo Sforza, está reduzindo sua participação em empresas do segmento financeiro. O Valor apurou que ela negocia sua fatia de 50% na fintech Social Bank.
Em paralelo, mantém conversas para a venda do controle da Hub, que fornece tecnologia carteiras digitais. .. Leia mais em valoreconomico 15/12/2020
15 dezembro 2020
Após crescimento de mais de 200% em 2020, logtech recebe aporte de R$2,5 milhões
A VUXX, transportadora digital com foco nas entregas de cargas de médio peso em regiões metropolitanas, anunciou a captação de um novo aporte no valor de R$ 2,5 milhões da BR Angels Smart Network e de outros investidores-anjos. O montante se soma aos mais de R$ 5 milhões já obtidos desde o lançamento da empresa, em 2016, e será aplicado, principalmente, em ações de aquisição de novos clientes, updates em seu software proprietário de roteirização e no aprimoramento de seus algoritmos de Inteligência Artificial.
“O ano de 2020 está sendo interessante para o investimento-anjo. Este é o quinto acordo firmado pela BR Angels desde o mês de abril, e teremos outros até dezembro. Até o início do ano, o mercado de logtechs já era extremamente promissor, principalmente em um país com as características territoriais e de infraestrutura como o Brasil. Com o avanço da pandemia de covid-19, que impactou praticamente o mercado de todos os países, o setor adquiriu ainda maior relevância, atraindo o interesse dos investidores”, diz Orlando Cintra, CEO da BR Angels. “Nossas apostas na VUXX já eram anteriores a este movimento do mercado, inclusive pelo seu modelo de negócios e sua atuação. Mas é claro que, nos últimos meses, nossas expectativas com todo este segmento aumentaram”, detalha Cintra.
De acordo com Bruno Serapiao, Board Advisor da BR Angels, a escolha da VUXX para conceder o aporte se deu pelo fato de a startup de logística ser uma empresa jovem, com potencial de crescimento e por ter como missão descomplicar o segmento de transporte de cargas de médio peso no Brasil. “Navegando pela plataforma da VUXX, varejistas, embarcadores, distribuidoras, transportadoras, dentre outros, podem cotar e contratar serviços de entrega fracionada urbana e intermunicipal, reduzindo em até 30% seu custo de distribuição. Com uma equipe de operação atuando 24 horas por dia e apta para resolver qualquer tipo de imprevisto, a VUXX cuida da entrega desde o carregamento até o comprovante, sempre seguindo os protocolos padrão de transporte e a legislação vigente”, destaca Serapiao.
O aporte vem em um momento de crescimento da VUXX de mais de 200% somente em 2020 e de quase 3 vezes em relação ao ano de 2019. “Queremos manter o ritmo em 2021 e, para isso, precisamos investir em tecnologia e na aquisição de novos clientes. Vamos lançar um full-service para embarcadores: serviço de frete totalmente integrado ao ERP, com roteirização baseada em Inteligência Artificial, gestão das entregas em tempo real, notificação e acompanhamento para os destinatários também em tempo real e com nossa rede de mais de mil motoristas profissionais de carga. A ideia é que o embarcador não tenha nenhuma preocupação em planejar e gerenciar as entregas”, explica Felipe Trevisan, CEO da VUXX.
Outra novidade possibilitada com o investimento captado é a chegada a novas praças em 2021, como Belo Horizonte (MG). “Estamos consolidados no estado de São Paulo e atuando nas principais regiões, como Grande São Paulo, Baixada Santista, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e, agora, começaremos a oferecer nossas soluções em outros estados brasileiros”, finaliza Trevisan... Leia mais em startupi 15/12/2020
Bancos e fintechs disputam mercado de APIs
Ao padronizar as APIs que sustentarão o open banking, o Banco Central criou oportunidades de negócios que tendem a avançar rapidamente
Principal base tecnológica do open banking (OPB), o mercado de APIs nunca esteve tão movimentado. Bancos digitais e fintechs aceleram a disputa por um nicho que impulsiona receita e garante poder para quem as detém.
Isso porque para que a cadeia de open banking funcione em sua dimensão máxima de troca de informações, produtos e serviços financeiros, é preciso que haja APIs nas duas pontas: de quem envia e de quem recebe a informação.
Ao padronizar as APIs que colocarão o open banking em pé, o Banco Central (BC) criou oportunidades de negócios que tendem a avançar rapidamente, se as apostas de quem as comercializam estiverem certas... Leia mais em valoreconomico 15/12/2020
14 dezembro 2020
Floki Technologies, empresa que gerencia compras de food service recebe aporte de R$3,6 milhões
A gestora de venture capital Iporanga Ventures acaba de anunciar um investimento pré-seed na Floki Technologies, startup de Inteligência Artificial focada em automatizar todo o processo de compras da indústria de food service de ponta a ponta. O aporte de R$ 3,6 milhões foi liderado pela gestora e contou ainda com a participação de investidores-anjo, fundadores de startups como Viva Real, Olist, Guiabolso e Apontador. Os recursos serão direcionados para a consolidação do produto e o desenvolvimento comercial.
Em operação desde março, a Floki foi fundada por Luigi Uliana Rodrigues e Marcelo Lapa Espiga, engenheiros que ocuparam uma série de posições dentro da McKinsey & Co. e que em 2016 partiram para um MBA nos Estados Unidos – um na Universidade da Califórnia, em Berkeley, o outro no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, em Cambridge. Findado o MBA, a dupla retornou para a consultoria e, no contato com projetos de transformação digital e com empresas do setor, entendeu que é possível transformar a área de compras de pequenos varejistas com tecnologia e o uso inteligente de dados.
“A área de compras concentra as principais dores vivenciadas por nossos clientes, representando algo entre 30% a 40% do faturamento desses estabelecimentos. Todo dia o varejista precisa resolver um quebra-cabeça complexo de fornecedores, preços, prazos de pagamentos e preferências pessoais. A Floki resolve isso de forma proativa, gerando economia financeira substancial e redução de 80% do tempo dedicado às compras”, afirma Luigi Rodrigues, hoje CEO da Floki.
A startup fundada pela dupla de engenheiros faz uso intensivo de métodos de Machine Learning para gerenciar, de forma eficiente, as transações entre fornecedores e estabelecimentos como cafés e restaurantes. O uso quase que diário da plataforma, por sua vez, traz um aprendizado profundo das suas preferências, tornando as sugestões cada vez mais assertivas. Em média, a Floki garante uma economia de 20% na compra total do estabelecimento. Alguns itens, no entanto, chegam a ter até 70% de redução de custo.
“A Floki atua em um setor extremamente analógico. A solução criada pela startup automatiza e simplifica o processo de compras, trazendo economia imediata de custos e de tempo”, pontua Leonardo Teixeira, sócio da Iporanga Ventures. “A experiência de seus fundadores permitiu a modelagem de um produto altamente tecnológico, capaz de impactar imediatamente parte importante da cadeia do setor alimentício”, completa.
Responsável pela área de produto e operações, Espiga afirma que o contexto de pandemia evidenciou a relevância do setor de compras para a saúde destes negócios. “Comprar de forma inteligente se tornou uma questão de sobrevivência para muitos restaurantes, que chegaram a ver quedas de 70% do faturamento. A otimização desta dinâmica se tornou regra para a reinvenção dessas casas. Não à toa, crescemos bastante neste período. Estamos resolvendo essa dor de ponta a ponta e entendemos que só assim seremos referência para este setor”, completa.
Atualmente, o cliente típico da Floki é um restaurante independente, que não está numa rede e não tem uma área de compras dedicada. Hoje com uma atuação concentrada na cidade de São Paulo, a startup tem a expectativa de atingir a marca de 200 clientes em breve... Leia mais em startupi 14/12/2020
14 dezembro 2020
13 dezembro 2020
4 fases que a startup precisa superar para dar certo
Ideação, produto ou MVP, tração e escala. Essas são as fases de desenvolvimento que uma startup precisa passar para atingir o sucesso. Para ter um negócio sustentável, empreendedores precisam subir um degrau por vez, demonstrando aderência com o mercado, buscando sempre resolver uma dor, ou criar uma nova forma de entregar valor a um cliente. Antes de se aventurar pelo mundo do empreendedorismo, é preciso entender em qual fase o negócio está, a fim de buscar parcerias, investimentos e, por fim, o sucesso.
Lícia Souza, especialista em desenvolvimento de startups e CEO da WE Impact — venture builder dedicada a startups lideradas por mulheres — explica que entender cada um dos degraus de desenvolvimento da startup é uma maneira de encontrar soluções para cada uma das fases e ter êxito no negócio.
“Mais do que uma classificação, essa divisão precisa ser entendida por quem empreende. Para cada momento existe um tipo de investimento específico e ações que devem ser realizadas para desenvolver o negócio”, completa Lícia.
Saiba o que fazer em cada fase:
Ideação: colocar a ideia à prova
É na ideação que a ideia de negócio é colocada à prova, com objetivo de validar a startup para que o empreendedor comece a ter as primeiras respostas do mercado. “Essa é a hora de responder às perguntas básicas: qual é o problema que eu resolvo, quem é meu cliente, que solução eu ofereço? Claro que as respostas para essas perguntas podem ser alteradas ao longo do crescimento da empresa, mas é preciso estruturar o início para saber qual é o ponto de partida e, principalmente, validar todas essas premissas no mercado”, explica Lícia.
É nessa fase que se encontra a startup Lotsapp, participante do MIDITEC, incubadora da ACATE e Sebrae/SC. A Lotsapp é uma solução de mercado para gestão da transparência de ponta a ponta das marcas de propósito, que utiliza o blockchain como protocolo de confiança para a rastreabilidade dos materiais.
Mateus Bonadiman, CEO da empresa, explica que a ideia inicial do negócio veio porque ele e seu sócio tinham uma empresa de consultoria ambiental em Manaus, e trabalhavam com a parte de cadeias produtivas amazônicas, como o peixe pirarucu. A partir disso, perceberam a necessidade de entregar aos consumidores uma garantia de origem dos produtos.
“A gente viu que era uma área de atuação diferente da nossa empresa, então resolvemos abrir uma startup para seguir com essa ideia, criando uma plataforma em que os produtores inserem as informações com fotos e, por meio do blockchain, a gente daria imutabilidade para as informações, trazendo segurança para o consumidor. Com os ciclos de Design Thinking e metodologia Lean Startup, vimos que não teria escalabilidade somente com o mercado de extrativismo, e ampliamos para diversos segmentos, como mercado de moda, design e bens de consumo”, explica.
Atualmente, a startup começou a atender seus primeiros clientes: empresas que contratam a plataforma e buscam entregar uma nova experiência aos seus consumidores, se conectando por meio do propósito, transparência de origem e das histórias humanas por trás da marca. Além disso, procuram desenvolver novos modelos de negócio orientando seus consumidores no retorno do produto (upcycling) em troca de benefícios de compra em um novo, reparo e reciclagem.
Produto ou MVP: fazer a roda girar
A startup está pronta para começar a oferecer a solução que desenvolveu e mostrar ao mundo os benefícios oferecidos. “Essa fase é comumente classificada como operação, mas preferimos dar foco ao produto, pois o trabalho de desenvolvimento da solução realizado antes já pode ser considerado parte da operação da empresa. A diferença é que o produto vai para o mercado, mesmo que em uma versão mais enxuta – chamada de Mínimo Produto Viável (MVP) – para ser aperfeiçoado”, explica Lícia.
Neste momento, também é comum apresentar a startup a investidores e investidoras e participar de programas de desenvolvimento de startups. Outra diferença entre a ideação e a operação é a formalidade da empresa, ela entra na vida adulta, segundo Lícia. “É aqui que quem empreende já constatou que sua ideia tem potencial, abriu mão do emprego, encontrou sócios e se dedica 100% ao negócio com foco na aquisição de clientes”.
A Befective, que desenvolve uma solução que ajuda empresas e colaboradores a gerenciar e analisar o tempo de trabalho de forma inteligente para aumentar a produtividade, está nesta fase. O CEO da empresa, Marciano Verdi, conta que passada a etapa de ideação e validação do modelo de negócio, a Befective está agora ampliando a carteira de clientes e recebendo feedbacks bastante positivos dos usuários.
Nessa fase, além da prospecção, Marciano acredita que é importante se concentrar no relacionamento com os clientes já conquistados e estar atento à experiência de uso para identificar possíveis pontos de melhoria e oportunidades. “Além de ter um produto que entrega valor aos usuários, nessa fase é fundamental ter uma relação próxima com os clientes e coletar feedbacks para aprimorar continuamente o produto e o atendimento”, afirma Marciano.
Tração: crescer
O objetivo dessa fase é o crescimento da startup, mas sem perder a qualidade de entrega de valor. A tração é um passo importante para a startup virar uma empresa consolidada. “Essa fase tem foco no crescimento: quem empreende já sabe qual é o produto, quanto custa para adquirir e reter clientes, já teve investimento, agora precisa expandir a operação e aumentar a carteira de cliente”, explica Lícia.
A Clint — startup de Florianópolis (SC), desenvolvedora de uma plataforma gratuita que conecta empresas com agências digitais e consultorias de marketing e vendas — é um exemplo de startup que está em fase de tração, expandindo e escalando os negócios. Em dois anos, a solução gerou mais de R$ 5 milhões em negócios entre empresas e agências, com 4 mil projetos cadastrados, o envolvimento de 1,5 mil agências e quase 9 mil usuários. Outro fator relevante: já em fase de tração, a Clint é uma empresa self funded, com crescimento orgânico.
“Enquanto éramos uma agência de marketing, atendemos clientes como Lenovo, Carmen Steffens e Vtex, e ficou claro pra gente que o nosso objetivo era ir além, nos tornando intermediários no processo. Logo na sequência, começamos a fazer as conexões entre empresas que precisam melhorar marketing e vendas, com soluções que as ajudem a atingir os seus objetivos. Os resultados estão aparecendo e a nossa vontade de impactar o maior número de empresas e pessoas cresce a cada dia”, aponta o CEO da Clint, André Bernert.
Autossustentação ou scale-up: escalar
Para ser uma scale-up, a startup precisa apresentar um crescimento consistente e exponencial em receita. “O negócio precisa ter um modelo sustentável, processos de implementação claros e resultados rápidos”, explica Lícia. Uma scale-up está no auge do seu desenvolvimento. A partir disso, ela pode se tornar um unicórnio, uma empresa de capital aberto e ser vendida também.
A Transfeera, fintech open banking, é um exemplo de scale-up. Em 2020, a fintech — que possui uma plataforma completa para gestão e automação de pagamentos, além de validação de dados bancários — já atingiu um crescimento superior a 110%, e, somente no último trimestre, faturou o equivalente a 70% de todo o faturamento de 2019.
Para Guilherme Verdasca, CEO, o processo de escalada da Transfeera ocorreu por meio da dedicação do time, que está focado em oferecer serviços de excelência, além da transparência e da empatia com os clientes. “Na nossa jornada, passamos por alguns programas de capacitação, incubação e aceleração, com Startup SC, do Sebrae/SC, Softville, InoVativa Brasil, VISA e Scale Up Endeavor. Isso consolidou a base que impulsionou o nosso time a seguir sempre em frente, no caminho de desenvolver uma empresa de impacto, focada em resolver as dores dos clientes”... Leia mais em startupi 12/12/2020
















