16 dezembro 2017

Ofertas de ações atingem o maior volume desde 2009

Após uma semana movimentada, com as companhias aproveitando a última janela para levantar recursos via bolsa de valores no ano, 2017 registrou cerca de R$ 43 bilhões em ofertas de ações, marcando o maior volume desde 2009. Exclui-se dessa conta, no entanto, a megacapitalização da Petrobras em 2010, que distorceu os números daquele ano.

Um quarto desse volume foi garantido pelas aberturas de capital bilionárias do Carrefour Brasil, de R$ 4,9 bilhões e que saiu da gaveta em julho, e da BR Distribuidora, lançada nesta semana e que rendeu R$ 5 bilhões para o caixa da Petrobras – a estatal vendeu uma fatia de 30% da companhia.

O ano para as ofertas de ações foi encerrado na quinta-feira, com a oferta pública inicial (IPO, em inglês) do Burger King Brasil, que obteve forte procura de investidores e movimentou R$ 2,2 bilhões. De todas as ofertas deste ano, apenas o Burger King conseguiu colocar a ação em seu IPO no topo da faixa indicativa de preço.

Os destaques do ano nessas operações foram as vendas realizadas por fundos de private equity, que são aqueles que compram participações em empresa – casos de Burger King, Azul, Biotoscana e Camil, por exemplo.

Auxílio global

Para que esse volume pudesse ser atingido, a farta liquidez mundial ajudou, e grandes fundos estrangeiros começaram a recompor parte de suas carteiras, depois de manterem, por alguns anos, baixa exposição a ativos brasileiros.

Pesou ainda a favor o fato de os investidores anteciparem a melhora da economia brasileira, depois de um longo período de recessão, diante de algumas sinalizações de retomada da atividade econômica e também em meio ao ciclo de queda de juros e baixa inflação, apesar do atraso das reformas prometidas para este ano e que foram empurradas para 2018.

Do lado das empresas, o mercado de capitais passou a ser uma alternativa mais atrativa diante da maior dificuldade de acesso ao crédito bancário e, ainda, pela menor presença do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Embora o volume de R$ 43 bilhões seja expressivo, ainda mais se observado os últimos três anos – durante os quais a Bolsa foi palco de apenas três aberturas de capital -, os bancos de investimento chegaram a projetar que o movimento com as ofertas de ações neste ano pudesse chegar em R$ 50 bilhões.

Esse número, contudo, foi frustrado devido ao fato de algumas empresas terem deixado suas ofertas para o início de 2018, como a Algar Telecom e Banrisul. Neoenergia, que definiria o valor de suas ações na última quinta-feira, também suspendeu a operação, em função da baixa demanda de investidores. Além disso, a oferta da BR, a maior deste ano, movimentou R$ 5 bilhões, quando poderia ter atingido R$ 7 bilhões – o preço da ação ficou no piso da faixa sugerida.

Neste ano, a B3 foi palco de 26 ofertas de ações, sendo 10 IPOs e 16 ofertas subsequentes (follow ons). Além de BR, Carrefour e Burger King Brasil, as empresas Movida, Hermes Pardini, Azul, IBR Brasil Re, Omega e Camil estrearam na Bolsa.

Já Eneva e Vulcabrás realizaram o chamado “re-IPO”, como são conhecidas as ofertas daquelas empresas já listadas, mas que mal possuem liquidez no mercado e que reestreiam na Bolsa com uma nova emissão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 16/12/2017

16 dezembro 2017



Casa dos Ventos vende parque eólico no Nordeste por mais de R$ 1,8 bilhão

A Casa dos Ventos vendeu, por mais de R$ 1,8 bilhão, uma usina eólica na Serra do Araripe, entre os Estados do Piauí e Pernambuco. O comprador é uma união entre a Votorantim Energia e um fundo de pensão canadense.

O valor da transação não será revelado, mas é maior que a soma aportada pela empresa na usina, de R$ 1,8 bilhão, diz o sócio Lucas Araripe.

O dinheiro da venda servirá para que ela tenha capacidade de participar de novos leilões de contratação de energia -há dois agendados na próxima semana e um terceiro, em abril de 2018.

"Queremos continuar a ser protagonistas nos próximos leilões. [A transação] calhou bem para nos capitalizar e nos deixar competitivos."

A Casa dos Ventos, que atua mais como uma desenvolvedora de parques eólicos, tem pretensão de, no médio prazo, expandir sua capacidade e se tornar uma geradora de peso, diz Araripe.

A usina que eles repassam à Votorantim começou a ser construída depois que a Casa dos Ventos venceu três leilões para energias renováveis, entre 2013 e 2014.

A empresa ergueu em um só terreno, de cerca de 5.000 hectares, os moinhos para gerar o que havia sido contratado em separado.

A operação de fato começou em novembro do ano passado e a última turbina foi ativada em junho deste ano, segundo Araripe.

O parque possui 156 moinhos com capacidade instalada de 360 MW. O fator de produtividade é de 62%.
RAIO-X
5,5 GW  De energia instalada pertencem ao portfólio da empresa
400 mil casas  Podem ser abastecidas com a usina vendida *Texto extraído da coluna Broadcast do Agro. Maria Cristina Frias  Fonte: Folha de S. Paulo  Leia mais em udop 15/12/2017





Mecasei.com recebe aporte de R$ 800 mil de investidores anjos

Essa foi a primeira rodada de investimento da empresa que possui um valor transacionado de R$ 20 milhões, 65% a mais que 2016

Mecasei.com recebeu aporte de R$ 800 mil em rodada liderada pelos investidores-anjo Eduardo Smith e Marco Poli. O destino do capital levantado não foi divulgado pela empresa que já tem mais de 270 mil usuários e conta com crescente participação no mercado.

A plataforma que visa planejar, organizar o casamento dos sonhos por meio da internet e descomplicado que segundo o um dos fundadores, Márcio Acorci,  é para “tornar tudo mais simples, social e divertido na jornada de qualquer casal de noivos, possibilitando a descoberta, o planejamento e a organização do casamento através da internet”.

A plataforma utiliza inteligência de mercado baseada em dados para ajudar os noivos nas decisões e contratações, e também na descoberta de novos serviços. Isso permite que todo o trâmite do casório seja realizado online.

“O pensamento era tornar tudo mais simples, social e divertido na jornada de qualquer casal de noivos, possibilitando a descoberta, o planejamento e a organização do casamento através da internet”, completa Acorci.

Tudo o processo é realizado por uma combinação de expertise técnica com soluções de aprendizado de máquina, análise preditiva, processamento natural de linguagem e um big data com mais de 200 mil casamentos vivenciados.

“Atendemos noivos em todas as regiões do Brasil. Normalmente são pessoas com o dia-a-dia agitado, que necessitam dar os primeiros passos na organização do seu casamento e precisam de muita ajuda para definir  cada etapa. Com o Mecasei, eles têm à disposição 970 fornecedores cadastrados e uma equipe altamente especializada para atender todas as suas autênticas demandas”, finaliza Acorci.... Por Elena Costa Leia mais em StartSe 14/12/2017



Petros vende 5,76% da Itaúsa para acionistas da AmBev por R$4,52 bi

O Petros, fundo de pensão de empregados da Petrobras, concluiu nesta sexta-feira a venda de 5,76 por cento de participação na Itaúsa para a Fundação Antônio Helena Zerrenner, operação avaliada em 4,5 bilhões de reais.

A Fundação Zerrenner é uma das maiores acionistas da cervejaria Ambev, com 10,2 por cento das ações ordinárias da companhia. Constituída em 1936, a entidade, com sede em São Paulo, presta assistência filantrópica gratuita nas áreas de saúde, educação e assistência social.

Em nota, o diretor-executivo da fundação, Edson De Marchi, afirmou que a compra de uma fatia da Itaúsa faz parte de um plano de diversificação de investimentos. "Com isso, a fundação garante uma renda perene para custeio dos seus benefícios assistenciais estatutários", disse De Marchi.

Com a transação, o Petros zerou a posição na Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco. Os 4,52 bilhões de reais da venda, que envolveram 15,27 por cento do capital votante da Itaúsa, vão para o caixa do Petros.

Na terça-feira, o Petros havia anunciado a venda de 24,75 por cento no FIP Florestal que correspondia à fatia de 8,53 por cento da produtora de celulose Eldorado Brasil.

A instituição, segundo maior fundo fechado de previdência complementar do país, foi um dos mais afetados pela combinação de investimentos fracassados e má gestão nos últimos anos, o que o levou a acumular um buraco bilionário.

Em setembro, o fundo anunciou um equacionamento do déficit de 27,7 bilhões de reais, que exigirá desembolsos adicionais dos participantes e da Petrobras por 18 anos.

O investimento do fundo na Itaúsa é um dos alvos de inquérito de comissão interna da Petros para investigar o processo de decisão que levou à aquisição do ativo. "Existe a possibilidade de processos de responsabilização de ex-dirigentes no intuito de buscar ressarcimento e de defender a imagem da instituição, iniciativa que já está em andamento com o apoio de escritório de advocacia contratado", afirmou o fundo.

"A venda de Itaúsa está em linha com nossa estratégia de racionalizar a alocação da carteira frente à dinâmica do passivo do plano", disse em nota o presidente do Petros, Walter Mendes. Já o diretor de investimentos da Petros, Daniel Lima, afirmou que "considerando os volumes negociados no último mês, a venda dessa posição sem causar impacto relevante no preço das ações, dada sua baixa liquidez, demandaria cerca de 119 anos para que fosse completada". (Por Aluísio Alves)(Reuters) - Leia mais em dci 15/12/2017
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Acionista da Ambev, Fundação Zerrenner compra 15,31% da Itaúsa 

Por Cynthia Malta e Vinícius Pinheiro | Valor SÃO PAULO  -  (Atualizada às 21h08) A Fundação Antônio e Helena Zerrenner -- Instituição Nacional Beneficência, que detém 10,2% das ações ordinárias da Ambev, comprou nesta sexta-feira na B3 15,31% das ações ordinárias da Itaúsa Investimentos Itaú S/A por R$ 4,5 bilhões. "Com essa transação, a fundação passa a ter uma participação relevante na Itaúsa, um dos maiores grupos empresariais privados do Brasil e da América Latina", informa em comunicado. "A fundação continua ampliando seu patrimônio, seja em Ambev ou, agora, ... Leia mais em valoreconomico 15/12/2017



15 dezembro 2017

Unilever compra Schmidt’s Naturals a pensar nos consumidores com preocupações ecológicas

O futuro é “verde” e a Unilever junta-se à onda ecológica para expandir o seu negócio de cuidados pessoais. A empresa anglo-holandesa de alimentos e bens de consumo anunciou na quinta-feira um acordo para adquirir a Schmidt’s Naturals, empresa norte-americana de cuidados pessoais com sede em Portland, no Oregon.

Conhecida sobretudo pelos seus desodorizantes naturais, a Schmidt’s foi fundada em 2010 por Jaime Schmidt, tendo recentemente alargado a sua oferta para incluir sabonetes e pasta dentífrica. As formulas de desodorizante premiadas da marca são derivadas de plantas e minerais. Entre os aromas mais populares estão Carvão + Magnésio, Rosa + Baunilha e Lavanda + Sálvia.

“A Schmidt’s Naturals é uma marca forte e inovadora dentro da categoria natural, que está em rápido crescimento, e complementa bem o nosso atual portfólio de desodorizantes dos Estados Unidos, que inclui as marcas líderes Degree, Axe e Dove”, explicou Kees Kruythoff, presidente da Unilever América do Norte, num comunicado.

“O foco da marca na transparência e a sua missão de tornar os produtos naturais acessíveis a todos alinha-se harmoniosamente com os valores da Unilever e representa uma entusiasmante expansão de categorias para a nossa família de marcas.”

Alan Jope, presidente da Unilever Personal Care, espera que as aquisições ajudem a Unilever a alcançar novos consumidores, que preferem opções naturais.

Para a Schmidt’s, o acordo irá também ajudar a expandir o seu alcance e a desenvolver novos produtos naturais. Os cofundadores, Jaime Schmidt e Michael Cammarata, continuarão envolvidos com a marca.

“Tenho orgulho em dizer que, como resultado da nossa parceria com a Unilever, estamos melhor posicionados do que nunca na nossa missão de tornar os produtos naturais acessíveis a todos”, disse Jaime Schmidt.

A aquisição segue-se aos planos da Unilever de lançar uma marca de beleza eco-friendly chamada Love Beauty and Planet, que foi anunciada no início desta semana. A Love Beauty and Planet irá consistir num total de 18 produtos de cuidados capilares e oito produtos para o corpo e estará disponível nas farmácias dos Estados Unidos a partir de janeiro de 2018.

No mês passado, a Procter & Gamble, concorrente da Unilever, anunciou a compra da Native, outra marca de desodorizantes naturais, demonstrando o forte movimento em direção aos produtos de cuidados pessoais ecológicos e naturais.

A Unilever adquiriu uma série de marcas desde o início do ano, incluindo a marca de beleza coreana Carver e a Sundial Brands, com sede em Nova Iorque, aumentando assim a sua oferta de beleza.

Os termos da transação entre a Unilever e a Schmidt’s não foram revelados. A transação deverá estar concluída o mais tardar no primeiro trimestre de 2018. Por Jennifer Braun  -  15 de Dezembro de 2017   Leia mais em fashionnework 15/12/2017



15 dezembro 2017



Digio compra plataforma Poup e passa a ter cashback

Clientes também terão acesso a cupons de desconto e ofertas on-line

O Digio, plataforma digital de meios de pagamento do Banco CBSS, anuncia a aquisição da plataforma Poup. Com a transação, os clientes do Digio passarão a contar com o benefício do cashback, acesso a cupons de desconto e ofertas on-line.

Empresas de e-commerce como Americanas, Casas Bahia, Dafiti, Extra, Fnac, Livaria Cultura, Magazine Luiza, Netshoes, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Saraiva, Shoptime, Submarino e Walmart fazem parte da base do Poup e estarão disponíveis para compras dos clientes Digio com vantagens, segundo a empresa.

“A aquisição da plataforma Poup é parte de um plano de ações com foco total em concessão de benefícios para os nossos clientes. A Plataforma Poup é uma startup brasileira acelerada de forma consistente, já integrada com mais de 80% dos e-commerces relevantes, tecnologia segura e uma relação positiva com seus clientes”, conta Carlos Giovane, CEO do Banco CBSS.

O executivo adianta que a ideia, em um segundo momento, é expandir as possibilidades do cashback para as compras no mundo físico também.

A aquisição da plataforma Poup pelo Digio prevê também investimentos em curto prazo para melhorias na experiência do usuário por meio das duas plataformas.

União

O Poup passará por uma transformação de experiência e terá seu app atualizado até o fim do primeiro semestre de 2018. Tanto os clientes do Poup terão vantagens na aquisição do cartão Digio Visa Internacional, quanto os serviços, contas e ofertas também poderão ser acessados pelo app do Digio. Leia mais em itforum365 15/12/2017



Saúde na zona leste

 A BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo) adquiriu, por R$ 25 milhões, um complexo hospitalar em São Paulo, que demandará um investimento de pelo menos mais R$ 100 milhões nos próximos quatro anos.

A companhia já alugava desde 2012 o espaço no bairro da Penha, na zona leste da cidade, e tinha contrato firmado para mais cinco anos.

O complexo pertencia à massa falida do Hospital Nossa Senhora da Penha e foi arrematado em um leilão.

Duas das três torres do local são usadas para atender pacientes encaminhados pelo SUS. A terceira, hoje desocupada, deverá ser inaugurada em até 4 anos, diz Denise Santos, CEO da BP.

"O imóvel está fechado há algum tempo. É praticamente um outro hospital, com 110 leitos a mais."

Pacientes do SUS representam metade dos atendimentos da BP, mas 11% da receita.

"A unidade da Penha é focada em filantropia, e isso se mantém. O que temos agora é a oportunidade de expandir os serviços", diz ela.

Uma das possibilidades é implementar mais exames de medicina de diagnósticos, afirma Santos.

RAIO-X
R$ 1,4 bilhão é o faturamento deste ano da BP
220 mil m² é a área construída nos edifícios  do grupo
8.000 são os funcionários
4.500 são os médicos
Mercado Aberto:  Fonte: Folha de S.Paulo Autor: Maria Cristina Frias  Leia mais em tudofarma 15/12/2017



Leilão de transmissão da Aneel contrata R$ 8,7 bilhões em investimento

O leilão de transmissão realizado hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) contratou R$ 8,7 bilhões em investimentos, e teve um deságio médio de 40,46% em relação à receita anual permitida (RAP) máxima que havia sido estabelecida para o certame.

Venceram o leilão os empreendedores que ofertaram o maior deságio na previsão de receita.

O leilão terminou com uma receita anual total de R$ 913,8 milhões. Foram licitados 11 lotes que somam 4.919 quilômetros de extensão e incluem a concessão para construção, operação e manutenção de 22 linhões e 14 subestações, localizados em 10 estados (Bahia, Ceará, Minas Gerais, Para, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins).

Havia 47 proponentes habilitados, entre consórcios e empresas. ...

Resultado lote a lote

O Lote 1 foi arrematado pela Engie Brasil Transmissão, que ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 231,725 milhões, deságio de 34,8% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 355,407 milhões.

A empresa Celeo Redes Brasil (antiga Elecnor), por sua vez, levou o Lote 2 ao oferecer RAP de R$ 85,271 milhões, com deságio de 53,21% em relação ao montante máximo, de R$ 182,271 milhões.

Pelo Lote 3, a indiana Sterlite ofereceu uma receita anual permitida de R$ 313,1 milhões, deságio de 35,72% em relação à receita máxima determinada pela Aneel, de R$ 487,145 milhões.

A Neoenergia levou o Lote 4 ao oferecer RAP de R$ 126 milhões, um deságio de 46,62% em relação ao valor máximo, de R$ 236,079 milhões.

Após disputa em viva-voz com a CPFL, a paranaense Cesbe ficou com o Lote 5, que inclui uma subestação de 1.800 megawatt-ampere (MVA) no Rio Grande do Norte, para a expansão da rede básica para escoamento do potencial eólico da região Nordeste. O lance vencedor foi de receita anual permitida de R$ 14,431 milhões,

A Neoenergia também arrematou o Lote 6, com oferta de RAP de R$ 57,325 milhões, deságio de 44,56% em relação à máxima, de R$ 103,41 milhões. O Lote 6 abrange 345 quilômetros de linhas de transmissão nos Estados da Paraíba, Rio ..

O Lote 7 ficou para a Construtora Quebec, que ofertou receita anual permitida de R$ 32,6 milhões, deságio de 34,65% sobre a máxima, de R$ 49,888 milhões

Pelo Lote 8, o Consórcio Linha Verde ofertou RAP de R$ 32,978 milhões, deságio de 35,5%. O grupo, formado pela Quebec Apiacás Engenharia e pela Construtora Quebec, deverá investir R$ 283 milhões

A EEN Energia disputou em viva voz com o Consórcio BR Energia e acabou levando o Lote 9, ao oferecer uma receita anual permitida de R$ 9,09 milhões, deságio de 47,86%.  O Lote 9 inclui um trecho de 50 quilômetros

O Consórcio BR Energia/Enind Energia ficou com o Lote 10. O grupo, formado por BR Energias Renováveis, Brasil Digital Telecomunicações e Enind Engenharia, ofertou RAP de R$ 7,285 milhões, deságio de 40%.

Por fim, a Montago Construtora levou o Lote 11, que engloba uma subestação na cidade de Goiana, em Pernambuco, para suprimento às cargas da Zona da Mata Norte de Pernambuco e do Litoral Sul Paraibano. A empresa ofertou RAP de R$ 4,030 milhões, deságio de 52,91%.  ... Leia mais em valor econômico 15/12/2017



BRF, capitalismo consciente — e a minha gratidão

Depois de cinco anos de dedicação integral — três dos quais usando o crachá de presidente — hoje é o primeiro dia em que não vou trabalhar na BRF.

Para mim, é um dia de emoções conflitantes: se por um lado não carrego mais o ônus da responsabilidade, por outro não estarei incumbido da missão mais apaixonante que um executivo de 42 anos poderia desejar.

Servir à BRF foi, além de um privilégio e uma honra, uma experiência que me ensinou humildade perante a dimensão da empresa e seu impacto para nossos fornecedores, consumidores em 150 países, 110 mil funcionários e o Brasil.

Hoje temos uma BRF genuinamente global. Em três anos, fizemos 15 aquisições, que consumiram investimentos de US$ 1,5 bilhão e hoje deixam US$ 300 milhões/ano no caixa da companhia. Neste período, o faturamento internacional da BRF passou de 45% para 58% do total, e deve ultrapassar 60% no ano que vem, à medida em que os preços se recuperam.

Avançamos como nunca na agenda da eficiência operacional: após sucessivos anos de austeridade, temos hoje a BRF mais enxuta e produtiva de sua história. Ao redesenhar nossa logística de frete marítimo, por exemplo, o nível de cargas não embarcadas conforme planejado desabou de 35% (a média da indústria) para 8%, e como consequência nossa despesa de frete marítimo caiu 30%. Fechamos armazéns e pontos de transbordo, elevando as vendas diretas da companhia para cerca de 30% do faturamento, o que aumentou a eficiência e o nível de serviço aos nossos clientes no Brasil.

Quando saí da Tarpon para trabalhar na companhia, não deixei para trás o livro-texto de como um negócio deveria ser tocado. Mas posso afirmar com conhecimento de causa que o livro-texto está longe de conter todas as respostas para os enormes desafios que um negócio tão complexo enfrenta a cada dia. Para se ter uma noção aproximada desta responsabilidade, cada brasileiro consome, em média, 10 quilos de produtos da BRF por ano.

Sei que parte dos acionistas foi crítica à minha gestão. É do jogo. Por vezes, nós mesmos marcamos gol contra quando batemos cabeça sobre o que cada acionista desejava para a companhia. Mas, assim como tive que fazer adaptações ao livro-texto, gostaria que os que observam a BRF de fora apreciem, mais que nunca, que este não é um negócio que pode ser tocado de olho no próximo mês ou trimestre.

Como qualquer organismo vivo, a BRF é um sistema complexo: se uma gestão tentar privilegiar o acionista no curto prazo, prejudicará os outros elos da cadeia, aqueles que garantem sua qualidade e sustentabilidade no longo prazo.

Nosso trabalho foi parcialmente ofuscado pela alta do preço do milho, a maior recessão da história do Brasil e uma concorrência, que, sabemos hoje, se baseava em métodos heterodoxos e capital, por assim dizer, ilimitado... Tudo isso deprimiu os resultados de curto prazo, mas em meio a todo o barulho, fizemos progressos que fortalecerão a companhia para os próximos 30 anos.

A BRF hoje é um exemplo de capitalismo consciente, e me orgulho de ter feito parte desta história. Das 20 cidades com maior IDH no Brasil, 14 estão ancoradas social e economicamente em unidades agroindustriais da BRF.

É possível que nossa companhia não tivesse resistido à Operação Carne Fraca se nossos colaboradores não tivessem promovido avanços significativos em compliance e qualidade desde que assumimos a gestão.

O que inicialmente parecia ser uma investigação sobre casos de corrupção isolados logo se converteu num escândalo de enormes proporções fundado em acusações levianas sobre a qualidade de nossos produtos.

Foi justamente ali, em meio à maior crise de imagem da história da empresa, que a capacidade da BRF de ser maior que os obstáculos mais me emocionou. A resposta de toda a cadeia foi vigorosa: inúmeros funcionários postaram fotos alimentando seus filhos com nossos produtos e, num vídeo, um deles encontrou espaço para o humor: “Se vocês duvidam do nosso produto, mandem aqui para casa que terei prazer em incinerá-lo”, disse o funcionário enquanto preparava, sorrindo, a grelha do churrasco.

A verdadeira resposta da BRF à Carne Fraca não foi dada por seu CEO, mas pela convicção e o amor de nossos fornecedores, integrados, colaboradores e consumidores, que em poucos dias voltaram às nossas marcas.

Só uma cultura robusta poderia absorver um choque daquela magnitude.

Vindo de fora da indústria, logo me dei conta de que a forma como lidamos com o sacrifício dos animais é um grande tabu. Refletindo sobre isso, desde 2014 começamos a transformar o ethos da BRF numa cultura de celebração da vida.

Fizemos conquistas substanciais em duas questões centrais ao futuro da indústria: o bem-estar animal e o uso consciente de antibióticos.

De 2013 para cá, a BRF diminuiu em 90% o uso de antibióticos em suas aves de corte — o que nos coloca na vanguarda do setor — ao mesmo tempo em que aumentamos dramaticamente a saúde e o bem-estar de nossos animais.

Pensando no consumidor, reduzimos a utilização de sódio em toda linha de produtos Sadia em 30% — cerca de 180 toneladas anuais a menos de sódio — e há mais por vir.

Na segurança do trabalho, onde a BRF já era referência mundial, estendemos nossos cuidados para além do portão da fábrica. Os acidentes com nossos transportadores despencaram 59%, e os óbitos, 45%. Dentro das fábricas, os acidentes de trabalho diminuíram 50%, e a rotatividade anual caiu para 16%, um número sem paralelos na indústria frigorífica.

Deixo a BRF com a certeza de que nossos resultados já refletem uma clara tendência positiva, e de que muito mais será colhido no futuro próximo. E, felizmente, deixo-a em excelentes mãos. Meu sucessor sempre foi um conselheiro interessado no sucesso da companhia, fazendo as (necessárias) perguntas duras e mantendo a mente aberta. Desejo ao Drummond que ele se apaixone rapidamente pela empresa, e que sua paixão seja recompensada com todo o sucesso que o trabalho duro costuma trazer.

Hoje não vou trabalhar na BRF, mas jamais deixarei de vestir sua camisa. Por Pedro Faria - foi conselheiro, CEO internacional e CEO global da BRF. É sócio-fundador da Tarpon Investimentos. Leia mais em braziljournal 15/12/2017





Unilever vende negócio de margarinas para KKR por US$ 7,4 bilhões

A Unilever informou nesta sexta-feira que vai vender seu negócio global de margarinas para a KKR & Co. por US$ 7,4 bilhões.

A companhia anunciou em abril que iria se desfazer do negócio de margarinas. Entre as interessadas na divisão estavam Archer Daniels Midland (ADM), PAI Partners, Appollo Management, Carlyle e KKR... Leia mais em valoreconomico 14/12/2017



Buscador de investimentos Yubb recebe aporte milionário

O Yubb, um buscador de investimentos, acaba de receber sua primeira rodada de investimentos, de R$ 1 milhão. O aporte virá de seis investidores...Leia mais em estadao 15/12/2017



Venda da PetroAfrica será integral

Os sócios Petrobras e BTG Pactual estão em busca de compradores para a PetroAfrica. Iniciado em novembro, o processo ainda está na fase de assinatura de termos de confidencialidade com potenciais interessados. A estimativa é que a transação não fique abaixo de US$ 3 bilhões (R$ 10 bilhões), pois foi ofertado ao mercado todo o negócio - as fatias da Petrobras (50%), BTG (40%) e Helios Investment Partners (10%).

A PetroAfrica possui participação em dois blocos em águas profundas na Nigéria. Tem 8% do bloco OML 127, em parceria com Chevron (operadora, com 32%) e Famfa Oil (50%), e 16% do bloco OML 130, junto com Total (operadora, com 24%), CNOOC (45%) e South Atlantic Petroleum (15%).

Nos blocos estão localizados os campos de Akpo, Agbami, Egina e Preowei. Os dois primeiros estão em produção e o terceiro está em fase de desenvolvimento, com início de produção previsto para o fim de 2018.

Os campos de Akpo e Egina são operados pela Total e o de Agbami, pela Chevron. A apropriação de reservas líquidas da PetroAfrica totaliza cerca de 204 milhões de barris de petróleo e a produção atual é de 48 mil barris diários, com expectativa de alcançar cerca de 75 mil barris diários até 2019.

A venda é coordenada pelos assessores Scotiabank e Evercore. A expectativa é que leve meses até a fase de propostas e a realização de diligências. As ofertas vinculantes são esperadas apenas para meados de 2018.

Surgiram dezenas de candidatos para avaliar as informações básicas da PetroAfrica, como é comum em processos de venda. Entre elas, está a PetroRio, na qual Nelson Tanure é um dos principais acionistas. Avaliada em R$ 950 milhões na bolsa e com pouco menos de R$ 700 milhões em caixa, a empresa pretende buscar parcerias com fundos dos Estados Unido e da Europa para tentar brigar com grandes companhias do setor.

Procurada, a PetroRio preferiu não comentar o assunto. Porém, informou que existe interesse em todos os ativos do programa de venda de ativos da Petrobras que estejam na fase de produção, cujos processos são públicos e conhecidos pelo mercado.

A venda da PetroAfrica é um dos nove projetos do plano de venda de ativos da Petrobras. A estatal pretende levantar US$ 21 bilhões com o processo no biênio 2017/2018. Procurados, a estatal e o BTG não comentaram. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 15/12/2017