19 setembro 2018

Cade aprova a aquisição pela RS Morizono das quotas da CCP Ágata, detidas pela Cyrela

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição, pela RS Morizono, das quotas representativas da integralidade do capital social da CCP Ágata, atualmente detidas pela Cyrela Commercial Properties S.A. Empreendimentos e Participações.

RS Morizono Empreendimentos e Participações Ltda. (“RS Morizono”)​ - A RS Morizono é uma sociedade limitada com atividades no desenvolvimento, aquisição, locação, venda e operação de empreendimentos imobiliários no Brasil.

A empresa é detida por Yoshimi Morizono (detém 99,99% das ações da companhia) e Ricardo Morizono (possui 0,00098% do capital social). Portanto, segundo as partes, a RS Morizono pertence ao Grupo Morizono, que atua nos setores de bebidas, incorporação imobiliária, rádio, farmacêutico e de cosméticos.

CCP Ágata Empreendimentos Imobiliários Ltda. (“CCP Ágata” ou “Negócio Alvo”) - A CCP Ágata é uma sociedade anônima de capital aberto com atividades no desenvolvimento, aquisição, locação, venda e operação de imóveis comerciais no Brasil, focando suas atividades em edifícios corporativos, shopping centers e centros de distribuição. A CCP Ágata pertence ao Grupo CCP.

A CCP Ágata é proprietária de direitos reais de algumas unidades autônomas de empreendimento comercial localizado no município de São Paulo/SP, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 4.100.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO
Conforme descrito, trata-se de aquisição de quotas representativas da integralidade do capital social da CCP Ágata. O Negócio Alvo é uma sociedade de propósito específico proprietária de direitos reais de unidades autônomas de um empreendimento imobiliário de natureza comercial, localizado no município de São Paulo/SP, no bairro Itaim Bibi (“Imóveis”). Após a conclusão da Operação, a RS Morizono será a titular exclusiva das quotas e possuirá o controle unitário do Negócio Alvo.

O mercado relevante de incorporação imobiliária, conforme jurisprudência desse CADE, pode ser segmentado em (i) empreendimentos imobiliários e (ii) locação e venda de imóveis. O recorte do mercado de empreendimentos imobiliários contém, ainda, outras duas divisões. A primeira segmenta projetos e incorporações imobiliárias (envolvendo planejamento do projeto e financiamento da obra) de construção civil. A segunda (outra segmentação sob a ótica do produto) separa o mercado em residencial e comercial[2]. Sob a ótica geográfica, nas análises precedentes este Conselho tem considerado duas possíveis abrangências: municipal ou por região/bairro.

A Operação apresenta sobreposição horizontal entre as atividades do Grupo Morizono e da empresa objeto no segmento de empreendimentos imobiliários comerciais no município de São Paulo/SP, visto que a Requerente possui imóveis na mesma região.

Considerando a abrangência geográfica municipal, mostra-se necessário esclarecer que a RS Morizono detém investimentos nos empreendimentos imobiliários comerciais no município de São Paulo/SP listados a seguir, segundo informações das Requerentes:

Conclui  que se trata de uma operação de baixo potencial ofensivo à concorrência, razão pela qual pode ser aprovada sob o rito sumário. A decisão sobre a operação foi publicada no Diário Oficial da União. Leia mais em cade 19/09/2018


19 setembro 2018



CEEE-GT anuncia Plano de desinvestimento em 6 ativos que possui participação minoritária

CEEE-GT FATO RELEVANTE A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica – CEEE-GT (“CEEE-GT” ou “Companhia”) informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que em 17/09/2018 foi aprovado pelo Conselho de Administração o Plano de desinvestimento em 06 ativos nos quais a Companhia possui participação minoritária, são eles:

  • Companhia Energética Rio das Antas – CERAN (participação da CEEE-GT 30%);
  • Chapecoense Geração S/A – CHAPECOENSE (participação da CEEE-GT 9%)
  • Campos Novos Energia – ENERCAN (participação da CEEE-GT 6,5%)
  • Fronteira Oeste Transmissora de Energia – FOTE (participação da CEEE-GT 49%)
  • Transmissora Sul Litorânea de Energia –TSLE (participação da CEEE-GT 49%) e;
  • Empresa de Transmissão Alto Uruguai – ETAU (participação da CEEE-GT 10%).

O Conselho de Administração aprovou o preço mínimo para a alienação das participações societárias detidas pela Companhia, as quais serão reunidas em lotes individuais e alienadas por meio de leilão, preferencialmente a ser realizado na B3 S.A – Brasil Bolsa, cujo edital será brevemente publicado pela CEEE-GT.

No âmbito desse processo, serão respeitados os acordos de acionistas firmados junto aos sócios da CEEE-GT nesses investimentos, observando o direito de preferência dos Acionistas para a potencial aquisição do percentual de participação da Companhia.

A iniciativa de venda dessas participações faz parte da estratégia de potencializar o foco nos investimentos atinentes aos Contratos de Concessão nativos da Companhia (Contrato de Concessão no 055/2001, no 025/2000 e no 080/2002).

A Companhia manterá o mercado informado, obedecendo à sucessão dos fatos relacionados e a correspondente relevância da informação.
Porto Alegre, 18 de setembro de 2018. COMPANHIA ESTADUAL DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA  Cezar Eduardo Lindenmeyer Diretor Financeiro e Relações com Investidores Leia mais em estadao 18/09/2018



Cade aprova compra da Somos Educação pela Kroton por R$ 4,5 bilhões

Com a aquisição da Somos Educação, a educação básica passa a representar 28% da receita líquida do grupo

Em abril, a Kroton criou a holding Saber e anunciou a compra do Centro Educacional Leonardo Da Vinci

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a compra da Somos Educação pela Kroton. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira pelas duas empresas em comunicado ao mercado.

O Cade concluiu que a operação não ocasionará lesões ao ambiente concorrencial nos mercados relevantes definidos. A Kroton Educacional, gigante do setor de educação, fechou a compra do controle da Somos Educação por 4,566 bilhões de reais em abril deste ano.

Na época, o CEO da Kroton, Rodrigo Galindo, disse que o órgão não vetaria a operação. “Com essa negociação, o sistema de ensino é o único ponto que deve passar por análise do Cade. No nosso entendimento, não há uma sobreposição relevante”.

Com a aquisição da Somos Educação, a educação básica passa a representar 28% da receita líquida da Kroton – fatia que hoje corresponde a 3%. Leia mais em veja 19/09/2018



Arábia Saudita investe US$ 1 bilhão em concorrente da Tesla

Valor será usado pela Lucid Motors para a construção da sua fábrica e lançamento do Air; veículo deve chegar ao mercado em 2020

Arábia Saudita investe US$ 1 bilhão em concorrente da Tesla

A Lucid Motors, principal concorrente da Tesla na produção de carros elétricos, receberá US$ 1 bilhão da Arábia Saudita. O investimento financiará o primeiro modelo comercial da empresa, denominado de Lucid Air. A projeção é lançar o veículo em 2020.

O dinheiro do Fundo de Investimento Público (PIF, em inglês) será aplicado na construção da fábrica em Casa Grande, no Arizona (EUA), além de financiar os testes e o lançamento oficial do Lucid Air no mercado norte-americano.

O diretor de tecnologia da empresa, Peter Rawlinson, atuou nos projetos da Tesla até 2012. Em um comunicado, ele afirmou que o projeto do novo modelo ainda passará por melhorias.

“A convergência de novas tecnologias está remodelando o automóvel, mas os benefícios ainda precisam ser concretizados”, disse. “Isso está inibindo o ritmo em que a mobilidade sustentável e a energia são adotadas. Na Lucid, demonstraremos todo o potencial do veículo elétrico conectado para impulsionar o setor.”

O acordo dá um novo fôlego à Lucid. A empresa enfraqueceu no último ano com a falta de investidores para iniciar a construção do seu modelo. Já os sauditas estão interessados na diversificação de renda e diminuir a dependência financeira do petróleo.

“Ao investir no mercado de veículos elétricos em rápida expansão, o PIF está ganhando exposição a oportunidades de crescimento de longo prazo, apoiando a inovação e o desenvolvimento tecnológico e impulsionando a receita e diversificação setorial para o Reino da Arábia Saudita”, afirmou um porta-voz dos investidores.

A Lucid Motors apresentou o Air em uma feira de Los Angeles, há dois anos. Após a divulgação, a empresa falou pouco sobre o novo modelo. A previsão é o que veículo custe a partir de US$ 60 mil. Leia mais em istoedinheiro 19/09/2018



Superintendência do Cade aprova aquisição pela Brink’s de ações da Rodoban

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a aprovação sem restrições do ato de concentração entre a Brink’s Segurança de Transporte de Valores Ltda., Rodoban Segurança e Transporte de Valores Ltda., Rodoban Serviços e Sistemas de Segurança Ltda. e Rodoban Transportes Terrestres e Aéreos Ltda. O despacho pela aprovação da operação está publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, dia 19.

A operação consiste na aquisição pela Brink’s de 100% das ações das empresas Rodoban Segurança e Transporte de Valores Ltda., Rodoban Serviços e Sistemas de Segurança Ltda. e Rodoban Transportes Terrestres e Aéreos Ltda.

Prosegur

A Superintendência Geral do Cade também aprovou, sem restrições, o ato de concentração entre a Prosegur Brasil S.A Transportadora de Valores e Segurança (Prosegur) e Transfederal Transporte de Valores Ltda. (Transfederal).

A operação consiste na proposta de aquisição do controle pela Prosegur da empresa Transfederal. A operação envolve a atividade de transporte e custódia de valores nos Estados de Tocantins, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal.

Segundo informações disponibilizadas pelo Cade, a coordenação-geral de Análise Antitruste chegou a apresentar parecer técnico recomendando a impugnação da operação, em função de possíveis efeitos anticompetitivos no mercado de transporte e custódia de valores em Tocantins e no Distrito Federal. No entanto, a superintendência geral do Cade discordou de algumas premissas e recomendou a aprovação da operação. Estadão Conteúdo Leia mais em istoe19/09/18 



Limppano compra a ODD, 'marca adormecida' da P&G

A Limppano, fabricante de produtos de limpeza como panos, luvas e esponjas, fechou acordo com a Procter & Gamble (P&G) para comprar a marca de detergente líquido ODD.

O valor do negócio não foi informado. Leia mais em valoreconomico 19/09/2019
http://limppano.com.br/language/pt/



Engie projeta mais aquisições para alcançar R$ 1 bilhão e serviços

O grupo francês Engie pretende adquirir mais empresas para acelerar o crescimento na área de serviços de energia e alcançar faturamento anual de R$ 1 bilhão no Brasil, afirmou o presidente da companhia no país, Maurício Bähr.

 O faturamento da empresa com o segmento hoje é de aproximadamente R$ 400 milhões anuais. .. Leia mais em valoreconomico 19/09/2018



Neoway prepara IPO com dupla listagem na Nasdaq e B3 em 2019

A empresa de tecnologia e análise de dados Neoway começou a selecionar bancos e se preparar para uma oferta de ações em 2019. O Valor apurou que a companhia iniciou conversas com Morgan Stanley, Goldman Sachs e Brasil Plural.

A ideia inicial da Neoway era fazer o IPO apenas na Nasdaq. Mas o fundador e presidente, Jaime de Paula, diz ter preferência por uma dupla listagem na bolsa americana e na B3. "A maior parte da receita é em reais e o restante, em dólar, então tem um risco de câmbio quando o investidor avalia lá fora." Por outro lado, a Nasdaq atrai mais investidores de tecnologia e também tem normas mais flexíveis para as companhias. Na atual avaliação de preço ("valuation"), a companhia ainda não teria porte para o segmento principal da B3, mas não encontra restrições na Nasdaq, acrescenta.

"Estamos em conversas bem evoluídas com a B3 e a Nasdaq para encontrar o melhor caminho", diz Jaime de Paula. A B3 tem incluído em seus estudos para atualização de normas uma forma de se tornar mais atrativa a empresas brasileiras de tecnologia, uma vez que parte delas acaba selecionando o mercado acionário americano.

A meta da Neoway é estar listada até março de 2020. Mas, com crescimento de 50% ao ano e aquisições, o empresário vê espaço para antecipar esse planejamento. "Mais provável no fim de 2019", diz. Essa expansão também ajudaria a empresa a se encaixar no porte exigido para o Novo Mercado da B3.

Fundada em 2002, a empresa de Santa Catarina recebeu aportes de fundos como Temasek, Pollux, PointBreak, Monashees e Endeavour Catalyst. Além do Brasil, desde janeiro deste ano a Neoway conta com escritórios em Nova York e Lisboa. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 19/09/2018



18 setembro 2018

'Passada a volatilidade, esse capital vai voltar', diz presidente da Abvcap

Para o presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap), Piero Minardi, o que o Brasil enfrenta hoje não é muito diferente de outros momentos do País. E, mesmo diante de várias crises, a indústria de private equity teve uma boa performance.
"Entre 1994 e 2016, os investimentos tiveram, em média, um retorno de 2,6 vezes", diz Minardi, que também comanda a gestora americana Warburg Pincus no Brasil. "Passada a volatilidade, esse capital vai voltar."

Qual tem sido o impacto eleitoral para os fundos de private equity e venture capital?

Faz tempo que não temos uma disputa eleitoral tão cercada de incertezas. Faltam poucas semanas e ninguém sabe quem estará no segundo turno. A principal variável que nos afeta é a volatilidade do câmbio, que tem sido muito grande. Cenários eleitorais diferentes podem indicar dólar acima de R$ 4,30 ou voltando para R$ 3,50, por exemplo. É uma situação binária, e, para investidores de longo prazo, como nós, essa volatilidade pode comprometer os retornos. Por isso a cautela.

Quando a atividade volta ao normal?

Quando o resultado for conhecido, os preços do câmbio, da bolsa e dos juros vão se ajustar. Os riscos, a partir dali, serão mais conhecidos, e a volatilidade, menor. O capital trazido pelos fundos de private equity e venture capital é de longo prazo, não é especulativo. Ajuda no crescimento, na formalização de empresas e na arrecadação. Gera emprego, permite que empreendedores locais se desenvolvam e tenham acesso ao que acontece em outras partes do mundo. Passada a volatilidade, esse capital vai voltar.

É uma eleição na qual os extremos estão mais fortes que o comum. Isso não assusta?

Os investidores sabem que, seja qual for o resultado, o Brasil continuará sendo um mercado importante. Um estudo recente do Insper mostrou que, na média, os investimentos de private equity e venture capital no Brasil deram retorno de 2,6 vezes. Isso de 1994 a 2016, período repleto de crises. O que acontece hoje não é muito diferente do que já vimos antes.

Que áreas são mais atraentes?

Áreas que estão passando por mudanças estruturais no mundo todo, como educação, saúde, transporte e logística, são prioridades de todos. Nos últimos cinco anos, os fundos da Abvcap investiram R$ 22,3 bilhões em 140 empresas desses três setores e ajudaram a construir histórias de sucesso, como a Rede D'Or, Hermes Pardini, a Eleva Educação e 99, para citar algumas. As oportunidades são enormes. São setores com alto impacto social, e o capital privado tem um papel muito importante para desenvolvê-los. As fintechs são outro segmento em alta. E os fundos também podem ajudar a destravar a infraestrutura do País, o que criaria empregos e ajudaria na recuperação econômica. Para isso, será importante avançar no marco regulatório.

Tem sido um ano fraco em aberturas de capital. Por quê?

Houve uma atividade razoável de aberturas de capital ao longo de 2017, que diminuiu com a proximidade das eleições. De 2004 até hoje, 42% das empresas que abriram o capital tinham fundos de private equity como sócios. Nos últimos seis anos, o número cresceu para 65%. Segundo estudo da B3, as ações dessas empresas têm desempenho melhor que as outras. Os fundos ajudam as empresas a se preparar para o teste do mercado, criam a governança certa e têm estratégias focadas em crescimento. Há uma série de operações prontas para sair assim que o quadro político estiver claro e os preços de ativos mais alinhados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Agência Estado Leia mais em opovo 17/09/2018

18 setembro 2018



Nestlé, Unilever e Coca-Cola fazem ofertas para divisão de US$4bi da GSK na Índia, dizem fontes

As gigantes estão entre os interessados na empresa indiana de nutrição Horlicks, da GlaxoSmithKline

Nestlé, Unilever e Coca-Cola estão entre os interessados na empresa indiana de nutrição Horlicks, da GlaxoSmithKline, operação que deve superar 4 bilhões de dólares, disseram quatro fontes a par do assunto.

Embora a desvalorização cambial e impostos sobre bens e serviços estejam pressionando o consumo na Índia, a enorme população e o aumento da riqueza são atraentes para empresas que tentam compensar o fraco crescimento nos mercados maduros.  

Não ficou claro quais outras empresas estavam interessadas, embora a Reckitt Benckiser, empresa ansiosa para construir sua operação de saúde ao consumidor, não tenha feito uma oferta, disseram duas fontes.  

GSK, Nestlé, Reckitt e Unilever se recusaram a comentar.

Representantes da Coca-Cola não estavam imediatamente disponíveis para se manifestar.  

A Horlicks é uma bebida à base de malte que remonta a 1873, quando dois britânicos fundaram uma empresa em Chicago para fabricá-la. Foi levada para a Índia por soldados que lutaram com o exército britânico na Primeira Guerra Mundial.  

Vendida como bebida no Reino Unido, a Horlicks se tornou uma marca muito maior na Índia. Mas a GSK começou uma revisão desse negócio e de alguns produtos menores, depois de comprar a Novartis, por 13 bilhões de dólares, em março.    

A presidente-executiva da GSK, Emma Walmsley, que assumiu o cargo no ano passado, quer melhorar o foco do que é uma das empresas farmacêuticas mais diversificadas do mundo.  

O principal ativo do bloco é a fatia de 72,5 por cento da GSK na subsidiária indiana GlaxoSmithKline Consumer Healthcare, famosa pela Horlicks, e que também fabrica produtos como o Boost, bebida à base de malte com sabor de chocolate.  

Uma fonte disse que a Nestlé está particularmente bem preparada para comprar o negócio, já que a maior empresa de alimentos embalados do mundo já é dona da bebida rival Milo, e tem grande presença na Índia, um bom presságio para sinergias.  

A Nestlé disse à GSK sobre seu interesse por Horlicks em várias ocasiões ao longo dos anos, disseram fontes a par do assunto à Reuters no início deste ano.  

Para a Coca-Cola, a compra do negócio de Horlicks marcaria outra aquisição multibilionária, após um acordo para comprar a Costa Coffee por 5,1 bilhões de dólares no mês passado.    

A GSK está sendo assessorada por Morgan Stanley e Greenhill.  

A empresa vendeu um negócio menor da Horlicks no Reino Unido para a Aimia Foods no início do ano por um valor não revelado. Leia mais em epocanegocios 18/09/2018



“Femtech”: a indústria bilionária de tecnologia para saúde da mulher

Aplicativo para controlar o ciclo menstrual, outro para lembrar de tomar a pílula do dia seguinte e mais um que funciona como método contraceptivo. Atualmente, as mulheres detêm um histórico e o controle de sua saúde reunidos no celular.

Nos últimos anos, a rica indústria tecnológica mundial percebeu o potencial de ferramentas voltadas para as mulheres, que, além de gerarem capital financeiro, também conquistam um público sedento por conhecer mais sobre o funcionamento do próprio corpo.

A “femtech”, como foi chamado esse mercado, recebeu mais de US$ 1 bilhão em investimento desde 2015, de acordo com a revista americana Forbes. Segundo a publicação, em menos de uma década, esse nicho vai movimentar mais de US$ 50 bilhões.

As agências regulatórias dos países desenvolvidos também estão impulsionando a “femtech”: recentemente, a Food and Drugs (FDA), agência de saúde dos Estados Unidos, aprovou o uso do aplicativo sueco Natural Cycles como método contraceptivo.

Essa foi a primeira vez que o órgão reconheceu um aplicativo para evitar a gravidez. Em 2017, a União Europeia já havia aprovado o app como “dispositivo médico”.

Para a bióloga Caroline Brunetto de Farias, sócia da Ziel Biosciences, as mulheres estão percebendo cada vez mais cedo que precisam ter o domínio do próprio corpo. “O empoderamento reforçou a necessidade de avançar nas pesquisas e produtos para a saúde feminina”, afirma.

Em parceria com a médica Daniela Baumann Cornélio, Caroline desenvolveu um método de autocoleta para identificar possíveis lesões no colo do útero, que podem se desenvolver para um câncer.

A descoberta, que recebeu um investimento de quase R$ 1 milhão, está sendo testada em diversos países no mundo e pode diminuir os casos desse tipo de câncer, que mata cerca de 5 mil mulheres por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Apesar de não ser um aplicativo, a iniciativa da Ziel mostra que a ciência e a tecnologia estão dispostas a facilitar o cuidado das mulheres com a saúde.

O ginecologista Rogério Bonassi, coordenador científico da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp), explica que todos os recursos que auxiliam a mulher são válidos. “É importante ter um lugar que avisa a hora de tomar a pílula ou o dia em que há fertilidade”, diz.

O especialista alerta, no entanto, que nada substituí um acompanhamento com um médico. “A tecnologia é para acrescentar e não substituir”, completa.

Na lista a seguir, EXAME reuniu alguns aplicativos que focam na saúde da mulher.

Natural Cycles
Com a premissa de servir como método contraceptivo, o aplicativo indica se a mulher está em período fértil. Ao ano, a usuária investe US$ 79,99 e recebe um termômetro basal, de duas casas decimais, para medir a temperatura vaginal.

Clue
Para controlar o ciclo menstrual, há diversos aplicativos diferentes. O Clue, que reúne mais de 5 milhões de mulheres ativas ao redor do mundo, funciona como uma agenda da menstruação. Além disso, o aplicativo publica diversos artigos, dicas e orientações para a saúde feminina.

Beyonde the Shock
Voltado para mulheres que já tiveram ou que se preocupam com o câncer de mama, o Beyonde The Shock reúne informações e uma rede de apoio para enfrentar a doença.

MyPill
Com alarme, lembretes e contabilização das pílulas anticoncepcionais, o MyPill é uma excelente ferramenta para as mulheres que usam o método contraceptivo. Como a administração das pílulas deve ser metódica, o aplicativo evita falhas e esquecimentos. Leia mais em jornalnoticias 18/09/2018



Senior Solution visa crescimento por aquisições; tem duas negociações avançadas

Empresa tem 12 conversas em andamento para potenciais aquisições

A empresa de softwares e serviços para o setor financeiro Senior Solution planeja comprar empresas para alcançar a meta de ter 20 por cento de participação do mercado no prazo de três a cinco anos.

Atualmente, a empresa tem 12 conversas em andamento para potenciais aquisições, em diferentes estágios de negociação, sendo que duas delas estão em fase avançada."Nesses casos, não descarto a chegar à conclusão (das conversas) ainda em 2018", disse à Reuters o diretor de relações com investidores da Senior Solution, Thiago Rocha.

Atualmente, a empresa detém 5 por cento do mercado que, segundo Rocha, movimenta ao todo 3,1 bilhões de reais por ano em compras de softwares e aplicativos para atividade financeiras.

Para crescer os 15 pontos percentuais, a empresa que hoje emprega mais 800 empregados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, fará compras estratégicas, e crescer organicamente.

"É impossível chegar a essa meta (de crescimento em participação de mercado) só com crescimento orgânico", disse o diretor presidente da Senior Solution Bernardo Gomes.

Além de usar caixa próprio, a empresa vê espaço para aumentar a alavancagem sem prejudicar os resultados. Atualmente o endividamento da empresa é de 0,6 vez o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e os executivos da empresa avaliam o aumento da alavancagem para até 2,5 vezes o Ebitda como um patamar "tranquilo" no momento de aquisições.

No segundo trimestre, a Senior Solutions teve lucro líquido de 2 milhões de reais, alta de 42,9 por cento ante mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda cresceu 31,1 por cento na mesma base de comparação, para 5 milhões de reais.

A receita líquida foi de 34,1 milhões de reais no trimestre, com a maior participação vindo da receita com software, que somou 21,89 milhões de reais. Para acomodar a expansão prevista para os próximos anos, a Senior prevê mudar a sede para novo escritório em São Paulo em novembro.

De 2005 a 2016 a Senior Solution comprou nove empresas. A última foi a da ATTps Tecnologia, por 58,6 milhões de reais. (Por Flavia Bohone) Reuters Leia mais em dci 18/09/2018