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29 dezembro 2020

Lançamento do Portal Fusões & Aquisições

 A partir de hoje o blog Fusões e Aquisições passa a ter novo endereço:

  https://fusoesaquisicoes.com

Notebook e celular exibindo o Portal


29 dezembro 2020



07 dezembro 2020

A liquidez internacional vem aí. O Brasil vai conseguir surfar?

O mundo parece estar às vésperas de um novo superciclo das commodities, com implicações importantes para países emergentes periféricos como o Brasil.

 O DXY — o índice que mede a força do dólar americano em relação a outras moedas globais, e que tem relação inversa com o preço das commodities —  está negociando perto de 89, um suporte crítico que, se rompido, deve levar o índice rumo a 80, indicando dólar em baixa e commodities em alta. 

Vamos aos fundamentos.

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a desvalorização do dólar este ano foi basicamente uma contrapartida da valorização do euro (e moedas correlacionadas na Europa), além do renminbi chinês. A grande maioria das moedas emergentes ainda se desvaloriza em relação ao dólar no ano, apesar dos ganhos nas últimas semanas. A alta do euro foi em grande parte decorrente do pacote de resgate de € 750 bilhões, visto como os passos iniciais de uma união fiscal, diminuindo em muito o risco de ruptura da moeda comum e fazendo com que grande parte dos ativos da região deixasse de ser ‘uninvestable’.

O que nos faz então acreditar que poderemos ter, a partir de 2021, um período favorável para mercados emergentes e desvalorização adicional do dólar? A eleição de Joe Biden deverá trazer um ambiente global mais construtivo e menos ruidoso e, principalmente, a reconstrução das pontes com a Europa e com a aliança transatlântica. Este fato, somado ao início da vacinação nos países desenvolvidos, levará a uma recuperação global sincronizada em 2021 e 2022, elevando expectativas de inflação e preços de commodities.

A valorização das commodities pode ser simplesmente vista como o outro lado da moeda da desvalorização do dólar. Jean Van de Walle (um dos investidores mais experientes e bem sucedidos em mercados emergentes), por exemplo, acredita que podemos estar no início de um novo superciclo. 

 Um dos pontos centrais da sua tese é que a Índia vai representar para a demanda de commodities algo semelhante à China no início deste século. O motivo: quando países ultrapassam a barreira de US$ 2 mil de renda per capita, o crescimento passa a demandar commodities de forma mais intensa, tanto agrícolas como industriais. Além da Índia com seus 1,4 bilhão de habitantes, os seguintes países acabaram ou estão prestes a entrar no clube dos US$ 2 mil/per capita: Bangladesh, Gana e Quênia. Ele nota ainda que a relação do S&P 500 com os preços de commodities está em sua mínima histórica.

Tão ou mais importante que o crescimento global, as políticas fiscal e monetária devem continuar expansionistas, com Powell no Fed e Yellen no Tesouro. O ambiente de mais crescimento deve levar ao aumento do rendimento dos títulos longos americanos, mas isso é pouco preocupante enquanto o aumento vier do componente de expectativas de inflação, o que tem sido o caso até o momento. Com o mundo desenvolvido atolado em dívidas, a inflação é parte da solução.

Olhando o mundo de forma extremamente simplista, podemos dizer que existem dois ativos financeiros: o dólar americano e todo o resto. Ouvem-se frequentemente também frases como “o mundo não aguenta dólar forte por muito tempo” e “toda vez que o dólar se fortalece ou o déficit americano encolhe, algum país quebra”. Ou como me disse uma vez um grande gestor global, “se você acerta o dólar e o petróleo, 90% cenário está dado”.

Tudo isso vem do fato de que o dólar é a principal moeda de reserva mundial, e dificilmente o euro e renminbi o ameaçarão na próxima década. Além da supremacia econômica americana a partir do pós-guerra, um fator importantíssimo é que o mundo ainda é movido a petróleo, que praticamente só é transacionado em dólares. Ou seja, países importadores de petróleo sempre precisaram de dólares, que eram supridos pelos déficits em conta corrente dos EUA. E finalmente, a reciclagem desses petrodólares fez com que a maioria dos ativos financeiros e dividas em moeda estrangeira fossem denominados em dólares.

Ou seja, os movimentos de depreciação global do dólar são associados a condições financeiras mais favoráveis para países e empresas de mercados emergentes, e também à valorização das commodities. O gráfico abaixo conta a história da bolsa brasileira nos últimos 20 anos, além de ilustrar que o ambiente externo na maior parte das vezes se sobrepõe ao cenário doméstico. Ou seja, quem faz preço é o gringo. 

O gráfico mostra o Ibovespa em reais (linha branca) e o índice DXY (linha verde, invertida), que reflete a força do dólar em relação a outras moedas. Olhando os grandes movimentos, concluímos que grandes ciclos de valorização da bolsa brasileira ocorreram durante períodos de desvalorização global do dólar, e o inverso também. Foi o caso do superciclo de commodities entre 2003 e 2010, a falta de direção da bolsa entre 2011 e 2014, a crise que culminou com o impeachment em 2016 (fatores internos foram potencializados pela valorização do dólar e queda de quase 50% do petróleo entre 2014 e 2015), e ambiente favorável durante o governo Temer em 2017. .......

... A bola está no campo do Brasil para aproveitar essa oportunidade. A curto prazo, é preciso que a questão fiscal seja endereçada para que investidores tenham confiança na estabilização da relação divida/PIB. Do contrário, all bets are off. A médio prazo, para que o Brasil tenha acesso a mais fontes de capital, devemos mudar a política ambiental ou pelo menos a percepção que se tem dela no exterior. Com os EUA retornando ao acordo de Paris, praticamente o mundo todo remará junto em direção à neutralidade de carbono. Caso o Brasil se junte a essa agenda, não apenas deixaremos de perder investimentos, mas temos também muito a ganhar com o desenvolvimento do mercado de créditos de carbono. Por Roberto Attuch Jr. é fundador e CEO da OHMRESEARCH Leia mais em Brazil Journa 06/12/020


07 dezembro 2020



Brasil precisa vacinar rápido para atrair estrangeiros para a bolsa, diz CEO do maior hedge fund europeu

Responsável por US$ 113 bilhões em recursos, Luke Ellis, da Man Group, vê espaço para bolsas globais subirem mais em um mundo com taxas de juros baixas por um longo período

A conexão de Luke Ellis falhou por alguns momentos em razão de uma tempestade que caía durante a nossa entrevista por videoconferência. O CEO da Man Group, maior gestora de “hedge funds” da Europa, enfrentou ao longo deste ano os mesmos perrengues de todos os que encararam o home office durante a pandemia.

Mas o executivo já começa a projetar quando a gestora com sede em Londres e o resto da economia voltarão ao normal. Com o início da vacinação previsto para esta semana no Reino Unido, Ellis espera que o coronavírus deixe de ser uma preocupação por lá até abril de 2021.

Para ele, a luz no fim do túnel da pandemia e o desempenho relativamente bom das empresas com ações em bolsa durante a crise justificam a rápida recuperação dos mercados depois do pânico de março. “Em muitos aspectos faz sentido que as ações tenham voltado para onde estavam”, me disse o CEO da Man Group.

Com US$ 113 bilhões (R$ 580 bilhões) em ativos, a gestora é referência global em fundos sistemáticos, que se valem da tecnologia para analisar grandes volumes de dados e operar nos diferentes mercados a partir de modelos matemáticos.

Se a recuperação das ações é sustentável, haveria espaço para elas subirem ainda mais? Para Ellis, a resposta é sim. E a explicação está na perspectiva de que as taxas de juros globais permanecerão baixas por um longo período nas economias desenvolvidas.

“Se você assumir taxas zero pelos próximos 20 anos, como projetam os mercados de bonds europeus, as companhias podem se manter com múltiplos historicamente altos sem estarem caras” — Luke Ellis, Man Group

A afirmação do executivo se refere principalmente aos principais índices das bolsas internacionais. Mas ele não pensa o mesmo de ações específicas como as da Tesla, a fabricante de veículos elétricos do bilionário Elon Musk.

“Eu estou na lista de espera para comprar um carro, eu gostaria de ter um Tesla. Mas isso não significa que eu acredite que um valuation de US$ 500 bilhões faça algum sentido.”

O CEO da Man Group concorda que o Brasil foi "mal-amado" pelos investidores estrangeiros nos últimos dois anos, e que diante disso há potencial para a bolsa. Mas para vencer a corrida pelo investimento estrangeiro contra os demais mercados emergentes, Ellis entende que o país precisará vacinar o quanto antes a população... leia mais em seudinheiro 07/12/020





Após 'fuga', capital estrangeiro volta ao Brasil - mas país está entre últimas opções dos investidores

Pandemia gerou forte aversão a risco no primeiro semestre entre investidores estrangeiros, que tiraram recursos de mercados emergentes

Após meses consecutivos de saída de capital estrangeiro do Brasil, as notícias mais promissoras sobre o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19 animaram os investidores, que voltaram a olhar para mercados considerados mais arriscados.

Depois de voltar a registrar saldo positivo de investimento estrangeiro em outubro, a bolsa teve um resultado robusto em novembro, quando entraram mais de R$ 30 bilhões em capital estrangeiro, o maior volume em mais de duas décadas.

O Brasil, entretanto, não é um caso isolado. Mercados emergentes assistiram, de maneira geral, a um ingresso recorde desse tipo de investimento.

Isso porque, além das perspectivas mais animadoras em relação à vacina, o mundo vive um momento de grande liquidez (ou seja, dinheiro disponível), diante dos pacotes de estímulos implementados em diversos países, e juros muito baixos.

Essa combinação de fatores aumentou o apetite por risco dos investidores, que olham para os mercados emergentes em busca de maior rentabilidade.

Nas contas da consultoria Capital Economics, que divulgou um relatório recentemente sobre o assunto, o chamado investimento em portfólio nesse grupo de países está no maior nível desde 2014.

O investimento em portfólio é aquele feito em ações, fundos de investimento ou títulos de dívida, por exemplo. É mais volátil do que o chamado investimento direto no país, que contabiliza o fluxo de capitais no setor produtivo, como a participação direta em empresas. Os dois tipos de investimentos são acompanhados pelo Banco Central nas estatísticas do balanço de pagamentos.

Fim da fila

Apesar de o mercado financeiro brasileiro ter voltado a atrair capital estrangeiro, ele ainda está no fim da fila quando comparado com outras economias emergentes - por razões regionais e internas.

A pedido da BBC News Brasil, o economista do Institute of International Finance (associação que reúne 450 bancos e fundos de investimentos em 70 países) Jonathan Fortun analisou os dados de investimento em portfólio e verificou que o país está longe das prioridades dos investidores entre as 28 economias emergentes acompanhadas pela instituição.

"O Brasil está no último terço, com outros países da América Latina."

Até novembro, conforme os dados coletados pelo IIF, o fluxo de investimento em portfólio em "equity" (palavra em inglês usada no jargão do mercado como sinônimo de patrimônio líquido, e que engloba o investimento em ações) ainda está 7,7% abaixo do verificado em janeiro - um saldo negativo de US$ 9,2 bilhões.

Os favoritos dos investidores: Ásia e Oriente Médio

Para muitos dos países no topo da lista, o ingresso de capital em outubro e novembro já foi suficiente para recuperar as perdas observadas desde o início da pandemia. É o caso, por exemplo, de alguns emergentes asiáticos e do Oriente Médio.. BBC Leia mais em yahoo 04/12/020





Gateware compra startup de biometria

Mercado de reconhecimento facial está em alta e agora tem novo competidor.

A Gateware, uma empresa de desenvolvimento de software sediada em Curitiba, acaba de comprar a Bexpo, uma startup da mesma cidade com um produto de reconhecimento facial.

A Bexpo criou o LivID, um aplicativo que realiza todo o processo de prova de vida e recadastramento de aposentados e pensionistas de maneira online por meio das tecnologias de reconhecimento facial e inteligência artificial.

Em nota, a Gateware afirma que a tecnologia já é utilizado por grandes fundos de previdência privada em diversas regiões do Brasil, sem abrir nomes (muitas empresas preferem não abrir seus fornecedores de reconhecimento facial).

Para o ano que vem, a empresa pretende investir mais de R$ 500 mil na criação de um novo produto de biometria facial para ser utilizado por bancos, financeiras e seguradoras, os maiores compradores desse tipo de tecnologia.

Também está nos planos da empresa o aporte de R$ 1 milhão na sede da empresa em Buenos Aires, para o desenvolvimento de soluções voltadas para o mercado da previdência e para a renovação da carteira de motorista na Argentina, ambas utilizando a biometria facial. 

O negócio ainda está em fase de negociações com empresas e departamentos governamentais locais, ressalva a Gateware em nota.

A Gateware, que tem operações no Brasil em São Paulo e no Rio de Janeiro, além da sede curitibana, projeta ainda investir R$ 2 milhões em uma nova operação em Nova York, um plano de 2020 que acabou adiado pela pandemia.

“Nossa atuação era voltada para os serviços no mercado de tecnologia, mas eles acabam sendo sazonais. Expandimos a oferta de serviços para clientes atuais. Com a compra e a criação de novos produtos conseguiremos atuar em outros mercados”, afirma o presidente da Gateware, Francisco Ferreira.

Além da biometria facial, a Gateware está investindo R$750 mil para a criação da plataforma Talent, para aumentar a agilidade no processo de contratação. Utilizada pela própria Gateware desde agosto, a tecnologia foi responsável pela redução de cinco pessoas do time de Recursos Humanos da empresa. 

A Gateware tem 20 anos de atuação e cerca de 50 funcionários, atendendo uma carteira de 50 clientes em todo o Brasil e no exterior.

MERCADO EM ALTA

O mercado de identificação, ou biometria, é quente, devendo chegar a R$ 1 bilhão até o fim do ano até o final do ano, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid).

Um dos mercados mais quentes é o de bancos e fintechs, que usam o reconhecimento do rosto como uma forma de evitar fraudes. Outros são o varejo e o comércio eletrônico.

No ano passado, Itaú, Banco Pan, Nubank, SulAmérica, Gol, Viajanet e outros anunciaram projetos na área, muitas vezes sem abrir quem é o fornecedor.

Outros concorrentes vem despontando, embalados por dinheiro de fundos de investimento. 

A líder disparado no setor é a Acesso Digital, recentemente rebatizada como Unico, que acaba de levantar R$ 580 milhões em rodada série B liderada pelo Softbank e pela General Atlantic.

Outra das que mais levantou dinheiro foi a Idwall. Fundada em 2016, a companhia já recebeu R$ 51 milhões em três rodadas de investimento. A empresa já conta com clientes como Loggi, Movida, Cielo, Banco Original, OLX, entre outras.

A Unike Technologies, uma startup de biometria facial, captou na semana passada um aporte de R$ 3 milhões, em uma transação liderada pela Reussite, fundo liderado por Isaac Lazera, sócio da Extrafarma.

Em junho, a Payface, uma startup de pagamentos por reconhecimento facial, captou R$ 3 milhões em rodada seed liderada pela empresa BRQ Digital Solutions, o fundo Next A&M e a aceleradora Darwin Startups... Leia mais em baguete 07/12/2020





Artesp rejeita Latache no controle da Rodovias do Tietê

Gestora comprou co-controladora da concessionária e, depois, outros 50%, mas precisa do aval da agência, que alegou falta de apresentação dos elementos necessários à anuência

O conselho diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) rejeitou o pedido da gestora de recursos Latache para assumir o controle da Rodovias do Tietê, informou a companhia em comunicado nesta segunda-feira. 

Em maio, a Latache anunciou a compra da Lines, co-controladora da Rodovias. Em nova operação, meses depois, ..Leia mais em valoreconomico 07/12/020





O tubarão acordou: a Advent vai para cima das empresas de tech e startups

Uma das mais tradicionais gestoras de private equity do mercado, a Advent vai focar boa parte dos US$ 2 bilhões captados para o seu sétimo fundo na América Latina em empresas de tecnologia e startups de alto crescimento. Entenda a estratégia

Desde que iniciou suas operações na América Latina, em 1996, a gestora americana de private equity Advent aportou US$ 8 bilhões na região. Mas um pente fino nos investimentos mostra que a grande maioria de suas operações se concentrou em setores tradicionais e empresas maduras que atuam em varejo, educação, alimentação, saúde e financeiro.

De pouco mais de um ano para cá, entretanto, algo mudou. A gigante, que em setembro anunciou ter captado US$ 2 bilhões (R$ 11 bilhões) para o seu sétimo fundo na região, o Latin American Private Equity Fund VII (Lapef 7), acordou para o mercado de tecnologia e startups – um setor geralmente dominado pelos fundos de venture capital.

Dos últimos quatro deals feitos pela gestora na América Latina, três foram em tech: a CI&T, o Nubank e a Sophos, uma empresa colombiana de software que recebeu investimento na semana passada. O único negócio que não passou pelo mercado de tech foi a compra de uma fatia majoritária no grupo CRM, dono das marcas de chocolate Kopenhagen e Brasil Cacau.

Esses foram os investimentos que fecharam do Lapef 6, um fundo também de US$ 2 bilhões. “As empresas de tech e as relacionadas à tecnologia representaram 30% dos investimentos desse fundo”, diz Brenno Raiko, sócio-diretor da Advent e responsável pelos investimentos em tech na América Latina, ao NeoFeed.

“Tecnologia ganhou uma relevância muito maior no fundo seis do que no fundo cinco. E isso vai crescer. Esse é o objetivo do nosso próximo fundo, o Lapef 7”, diz Raiko. O executivo explica que o interesse na área surgiu naturalmente. Afinal, é uma tendência global. As empresas mais valiosas do mundo são de tecnologia.

Apple, Amazon, Microsoft, Alphabet, Facebook estão aí para provar a tese. Na América Latina, o Mercado Livre chegou a figurar como a empresa de maior valor de mercado da região durante os meses mais agudos da pandemia e na sexta-feira, 4 de novembro, era cotado a US$ 77,4 bilhões. Portanto, ficar de fora desse segmento, é como ir a um baile e não tirar ninguém para dançar.

Mas entrar em um mercado como esse não é tão simples. “Nenhum fundo tradicional de private equity que atua no Brasil entende de tecnologia”, diz um grande empreendedor do mundo das startups. “O pessoal aqui sempre olhou a tese do 3G, do Jorge Paulo Lemann, de consolidação e eficiência operacional. Acontece que o próprio Lemann já está questionando esse modelo.”

De acordo com esse empreendedor, na próxima década, as grandes empresas da bolsa serão de tecnologia. Não à toa, a Advent resolveu se mexer. No fim do ano passado, pela primeira vez em sua história, a gestora criou um fundo setorial. Trata-se do Advent Tech, que também captou US$ 2 bilhões e é liderado por Bryan Taylor, que foi co-head do americano TPG Capital, com investimentos em empresas como Airbnb, Spotify, entre outras.

O Advent Tech, com escritório em Palo Alto, no Vale do Silício, e mandato para investir globalmente, pode fazer cheques de US$ 50 milhões até US$ 2 bilhões – neste último caso, coinvestindo com outro fundo da gestora, o Global Private Equity (GPE), que é focado nos Estados Unidos, Europa e Ásia, está na nona versão e conta com muito poder de fogo: US$ 17,5 bilhões captados no ano passado.

Essa mesma tese poderá ser adotada por aqui. Se necessário, a Advent coinvestirá com seus outros fundos. Isso, aliás, já aconteceu no passado. Em 2018, quando a empresa comprou a operação do Walmart (hoje transformado em Big) na região, ela fez em conjunto com o fundo GPE.

No caso das empresas de tecnologia e startups, a empresa adotará uma postura diferente. “Antigamente a gente só participava de companhia madura, tradicional”, diz Raiko. “O que estamos fazendo em tech é entrar no meio, em séries C e D.” Não há um tamanho definido para os aportes, o sócio da Advent explica que há flexibilidade.

Se, em setores tradicionais, os cheques da gestora giram ao redor de US$ 100 milhões, em tecnologia a Advent pode investir entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões em empresas de alto crescimento. “São companhias que, provavelmente, terão outras rodadas de investimento”, diz Raiko.

A Advent pode investir entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões em empresas de alto crescimento

A estratégia está longe de ser comparada a de um fundo de venture capital, que investe em muitas empresas e faz vários cheques. A Advent pretende investir o dinheiro do Lapef 7 em, no máximo, 15 companhias. Raiko diz que a gestora está classificando os investimentos em startups e empresas de tecnologia como “growth equity”.

O Nubank se encaixa nesse perfil. Apesar de já ser um gigante, avaliado em US$ 10 bilhões, o banco ainda tem muito potencial de crescimento. E a Advent se tornou acionista da fintech ao trocar as suas ações na Easynvest e ainda aportar mais uma quantia de valor não revelado. “A Advent fez um grande trabalho na Easynvest, dando uma virada tecnológica na corretora”, diz David Vélez, fundador e CEO do Nubank, ao NeoFeed.

Para encontrar as empresas certas, com alto potencial de crescimento, a gestora tem conversado com alguns dos principais fundos de venture capital do mercado. “Sei que eles estão olhando algumas empresas investidas por outros VCs”, diz o gestor de um grande fundo de venture capital brasileiro.

Esse movimento, diz Raiko, é fundamental para a maturidade do mercado brasileiro. “É um ecossistema que se autoalimenta. É bom para o venture capital, para o empreendedor, para a Advent e para o mercado de IPO”, diz Raiko.

A Advent vai focar suas atenções em cinco áreas: cybersecurity, fintech, healthtech, consumer tech e software as a service. “São setores tradicionais que a gente conhece muito bem, pode encontrar as fragilidades e identificar oportunidades”, diz Raiko.

Mas, ao contrário do que acontece em empresas mais maduras, o tempo de saída em companhias que estão crescendo é um pouco mais demorado. “Olhamos saídas de quatro a seis anos, mas não temos uma limitação”, diz Raiko. Neste ano, por exemplo, a Advent saiu da rede Quero-Quero, depois de ter investido R$ 300 milhões há 12 anos. A varejista de materiais de construção abriu o capital na B3, em agosto, movimentando R$ 1,94 bilhão. Deste total, a gestora embolsou R$ 1,66 bilhão... Leia mais em  NeoFeed 07/12/2020





Sino Biopharma compra 15,03% da Sinovac, fabricante que desenvolve a Coronavac

A Sino Biopharmaceutical Ltd. fechou acordo para adquirir uma participação de 15,03% da Sinovac Life Sciences Co., que desenvolve a vacina contra a covid-19, por US$ 515 milhões.

Recentemente, a Sinovac tem feito progressos significativos no desenvolvimento de uma vacina, chamada de CoronaVac, tornando-se uma das poucas empresas na China que desenvolveu e produziu uma vacina por si mesma, afirmou a Sino Biopharma ao anunciar o negócio.

No Brasil, o governo de São Paulo anunciou na quinta-feira (03) que deverá começar a vacinação com a Coronavac em janeiro de 2021. O início da imunização, porém, depende da divulgação dos resultados do estudo clínico da fase 3 da vacina, desenvolvida pela Sinovac e produzida em parceria com o Instituto Butantã.

"O conselho acredita que com a entrada desses recursos a empresa será um parceiro estratégico chave para o grupo e espera que ambas as partes unam esforços para expandir a parceria e melhorar ainda mais a capacidade de vendas de vacinas, expansão para mercados no exterior, bem como desenvolvimento de novas tecnologias", acrescentou a empresa.

De acordo com a Sino Biopharma, os ensaios clínicos fase 3 da Sinovac já foram aprovados no Brasil, Indonésia, Turquia e Chile e atualmente a empresa recebe encomendas de vários países.

No comunicado, a empresa informa que a compra da participação será financiada com recursos próprios. Fonte: Dow Jones Newswires... Leia mais em terra 06/12/2020





06 dezembro 2020

Refinaria Landulpho Alves, da Petrobras, está praticamente vendida ao Mubadala

Pioneira: Landulpho Alves foi a primeira refinaria construída no Brasil 

A refinaria baiana Landulpho Alves, segunda maior do Brasil, já está praticamente vendida pela Petrobras (PETR3; PETR4) ao fundo de investimentos Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Embora a estatal tenha solicitado, a outros interessados, novas propostas vinculantes pela refinaria, o mercado dá o negócio como certo.

Pelo menos, esta é a avaliação da Ágora Investimentos. Num breve comentário para os clientes sobre o processo de venda da refinaria, os analistas Vicente Falanga e Ricardo França afirmam que “as vendas das refinarias da Petrobras seguem um regimento muito rígido, que inclui uma fase final obrigatória de nova licitação, antes de fechar o negócio”.

Esse procedimento foi realizado ontem (3) pela estatal, após concluir as negociações com os árabes. Assim, para a Ágora, o convite a potenciais interessados a Landulpho Alves é, na prática, apenas uma formalidade. “A Petrobras já garantiu virtualmente a venda, sendo a Mubadala a adquirente”, declarou a gestora.

Polêmicas

Inaugurada em 1950, a refinaria Landulpho Alves foi a primeira construída no país e tem capacidade para processar 323 mil barris de petróleo por dia. Isso corresponde a 14% da produção diária do Brasil. Se concretizado, o negócio marcará o início efetivo da saída da Petrobras do setor de refino.

Embora o monopólio da estatal sobre esse mercado tenha sido extinto, legalmente, há 20 anos, a Petrobras manteve intacto seu domínio, detendo 98% da produção brasileira de combustíveis.

Agora, a empresa planeja vender metade de sua capacidade de refino, representada por oito refinarias avaliadas em mais de US$ 10 bilhões. Os desinvestimentos, contudo, chegaram a ser questionados pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em ação apresentada ao STF.

Na ocasião, os deputados pediram a suspensão dos procedimentos de venda das refinarias, com o argumento de que a Petrobras deveria ser autorizada pelo Congresso a tanto. No início de outubro, o STF decidiu, por seis votos a quatro, que a estatal não precisa do aval do Legislativo para vender ativos.

Assim, as negociações foram retomadas. O Mubadala havia apresentado sua oferta pela Landulpho Alves em junho. Nenhuma das partes detalhou valores, mas sabe-se que a transação envolverá, também, oleodutos e terminais... Leia mais em moneytimes 04/12/2020



06 dezembro 2020



Chineses buscam ativos baratos na América Latina em meio à crise

“A influência econômica chinesa na América Latina deve ganhar força na era pós-pandemia”, destacou advogada do escritório Baker McKenzie

Empresas chinesas e fundos de pensão canadenses estão de olho na América Latina em busca de ativos baratos e com meta de acelerar a expansão nos maiores setores da região, após a pior recessão em mais de um século.

Investidores estrangeiros têm como foco setores como o segmento de saúde no Brasil e projetos de transmissão de energia na Argentina. Empresas asiáticas, muitas apoiadas pelo governo chinês, estão no topo da lista, prontas para expandir sua presença no quintal dos Estados Unidos, disse Anna Mello, advogada que coordena fusões e aquisições na região para o escritório Baker McKenzie.

“A influência econômica chinesa na América Latina deve ganhar força na era pós-pandemia”, disse. “Os EUA provavelmente aumentarão o foco em investimentos na América Latina em 2021 e tentarão conter a influência da China no hemisfério ocidental.”

O interesse renovado coincide com os acordos perto do menor nível em 15 anos em 2020 devido à retração econômica histórica causada pelo coronavírus, o que levou governos ao endividamento e empresas da região ao default. Países e empresas provavelmente venderão ativos, em alguns casos com preços reduzidos, para melhorar a liquidez, dando às empresas estrangeiras a chance de gastar o dinheiro acumulado.

“Esses investidores de longo prazo – grupos de pensão canadenses, fundos de private equity dos EUA, investidores institucionais – têm grandes somas de capital”, disse Mauricio Saldarriaga, sócio-gerente do Inverlink, um banco de investimento colombiano. “E podem encontrar oportunidades a preços mais baratos do que há 12 meses.”

Mais acordos

A Covid-19 teve grande impacto na América Latina. O PIB regional deve encolher mais de 7%, a maior queda desde que dados confiáveis começaram a ser coletados há mais de um século.

As fusões e aquisições anunciadas na América Latina e no Caribe caíram para cerca de US$ 86 bilhões em 2020, queda de 40% em relação ao ano anterior, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.... Leia mais em infomoney 03/12/2020





Fusões e aquisições têm recorde em 2020

A pandemia acelerou os movimentos de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Brasil. De janeiro a outubro foram anunciadas 802 transações, aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da consultoria PwC. 

A média para o período nos últimos cinco anos foi de 574 operações. Em 2019, o total de transações em todo o ano foi de 912. O recorde anterior do acumulado em dez meses foi no ano de 2014, quando foram anunciadas 717 fusões ou aquisiçõe

Tech. O setor de TI se mantém na liderança, com 305 de transações no período acumulado até outubro. O aumento foi de 41% ante igual intervalo do ano passado e evidencia a busca das empresas por mais tecnologia e digitalização, movimento que se .... Leia mais em estadao 06/12/2020





05 dezembro 2020

Amazon negocia compra de produtora de podcasts Wondery, aponta jornal

Para crescer ainda mais no segmento de áudio, a Amazon está em negociação exclusiva para adquirir uma startup de podcasts chamada Wondery. A informação foi confirmada por pessoas familiarizadas pelo assunto ao Wall Street Journal (WSJ).

De acordo com o que foi revelado, a startup está avaliada atualmente em mais de US$ 300 milhões – um crescimento bastante significativo em relação a junho de 2019 em que a Wondery, segundo o WSJ, valia US$ 100 milhões. O valor oferecido pela Amazon, no entanto, não foi divulgado.

Atualmente, a startup é considerada a última grande empresa de podcast independente do mercado – e pode ser uma oportunidade bastante interessante para que uma gigante da tecnologia como a Amazon entre para o segmento, que passa por uma rápida expansão.

A Wondery é bastante conhecida nos Estados Unidos por produções como ‘Doctor Death’, ‘Dirty John’ e ‘Over My Dead Body’, todas baseadas em crimes verdadeiros. Sendo esse último o sexto podcast mais popular dos EUA em setembro, com 60 milhões de downloads e reproduções.

O formato do podcast explodiu nos últimos anos como uma forma de entretenimento. Isso fez com que empresas começassem a olhar mais para o segmento e procurar formas de se estabelecer. Como é o caso do Spotify que, em 2019, adquiriu a Gimlet Media, produtora de podcasts narrativos, por US$ 200 milhões.

Com essa compra, a Amazon pode entrar na briga que atualmente é travada entre o Apple Podcasts, da Apple, e o Spotify, que tem investido milhões de dólares no formato.

Atualmente, a Amazon encontra-se na terceira posição dos serviços de música por assinatura, atrás apenas do Spotify e Apple Music. Essa marca foi conquistada com a ajuda de seu serviço de assinatura Prime e alto-falantes Echo. No entanto, com essa novidade, pode ser que esse ranking tenha alguma mudança em breve. via: Wall Street Journal Leia mais em olhardigital. 03/12/2020



05 dezembro 2020



Grupo de moda Soma confirma compra da ByNV; Cade aprova

Aquisição da empresa de acessórios femininos de Serra (ES) foi anunciada em outubro O Grupo de Moda Soma, dono das marcas Farm e Animale, finalizou ontem (3) a compra, anunciada em outubro, da totalidade da ByNV Comércio Varejista de Artigos de Vestuário, empresa de capital fechado de Serra, no Espírito Santo.

A empresa NV será uma subsidiária da Soma e as atuais donas da ByNV receberão aproximadamente 1,79% das ações da controladora mais uma parcela em dinheiro, cujo valor não foi divulgado.

O negócio foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As empresas alegaram ao órgão antitruste que a transação envolve uma oportunidade para a Soma de realizar o planejamento de ampliar a oferta de produtos e estilos, além de agregar sinergia para suas operações, especialmente no que diz respeito às tecnologias e às boas práticas de gestão.

O grupo ByNV atua no comércio de artigos de vestuário com acessórios para o público feminino. Segundo o Cade, o Soma possui menos de 20% desse mercado, o que não deverá prejudicar a concorrência .

Nesta manhã, as ações do Grupo de Moda Soma estavam em alta de 1,41% na abertura do pregão na B3, negociadas a R$ 12,97.



Modalmais compra plataforma educacional “Investir Juntos"

Banco Digital amplia portfólio reforçando pioneirismo no mercado de investimentos

Depois da parceria com o Credit Suisse, o banco digital modalmais anunciou a compra da plataforma de educação financeira “Investir Juntos”, com o objetivo de disponibilizar à sua base de clientes conteúdo gratuito e de qualidade. Com a aquisição, os principais executivos da empresa entram para o time do modalmais, dando ainda mais robustez aos projetos de educação financeira do banco digital. Hoje, o banco digital tem R$ 12 bilhões sob custódia e pretende alcançar R$ 40 bilhões até o final de 2021.

“A compra da Investir Juntos vem para acelerar o processo de investimento em inovação. Com isso, o modalmais dá um importante passo no caminho da democratização da educação financeira e reforça seu pioneirismo no mercado de investimentos”, avalia o co-CEO do modalmais, Cristiano Ayres, que destaca ainda a previsão do banco digital de fechar o 2021 com 2,5 milhões de clientes.

Criada em 2019, a “Investir Juntos” é uma plataforma educacional que personaliza a experiência e aprendizagem do cliente – e, por isso, tornou-se uma das maiores geradoras de clientes digitais interessados não só em investir, mas em aprender. Assim, a parceria garante aos clientes do modalmais o acesso a uma plataforma gameficada, por meio da qual será possível obter conteúdos curados para cada perfil de investidor.

“O modalmais e a Investir Juntos estão em um alinhamento perfeito de propósito. Acreditamos que a nossa forma de conquistar – e manter – o cliente, por meio da educação financeira, é a maneira mais sustentável de crescermos juntos”, afirma o sócio-fundador da “Investir Juntos”, Mário Medina, que continua: “Hoje, muitos clientes deixam os bancos, mas continuam sem saber como investir. A nossa missão é dar a eles autonomia para se tornarem investidores. Com a união ao modalmais, nos tornamos uma plataforma integrada – e o banco se torna um ‘one-stop shop’ para os clientes”.

O objetivo da aquisição é facilitar o caminho educacional trilhado pelos clientes, a fim de, cada vez mais, criar uma oferta de produtos adequados e personalizados para cada um.... Leia mais em ultimoinstante 04/12/020





3R Petroleum e Eneva na disputa pelo Polo Urucu, da Petrobras

A 3R Petroleum fez a maior oferta pela compra do Polo de Urucu, na Bacia do Solimões, informou a Petrobras, nesta sexta (4), com uma proposta de cerca de US$ 1 bilhão.

A Eneva fez a segunda maior oferta, de cerca de US$ 600 milhões. As informações foram antecipadas na imprensa, levando a Petrobras a publicar um fato relevante.

“A Petrobras informa ainda que leva em consideração na análise das ofertas todas as componentes de valor e demais condições refletidas nas propostas, incluindo pagamentos firmes, pagamentos contingentes e outras condições contratuais relevantes, de tal forma que os valores veiculados na mídia não proporcionam uma base suficiente para comparação das ofertas recebidas”, diz o comunicado.

Pelo modelo de venda de ativo da Petrobras, será aberta nova rodada para apresentação de ofertas antes do prosseguimento da negociação com eventual vencedor da concorrência.

A 3R Petroleum confirmou em comunicado ao mercado sua entrada na concorrência para a compra de Urucu, mas sem tratar de valores. A empresa informa que a proposta obedece a acordo de confidencialidade assinado com a Petrobras.

A 3R Petroleum foi criada para aquisição e operação de campos maduros, com foco em revitalização dos ativos. A partir do programa de desinvestimentos da Petrobras, a empresa estreou como produtora de petróleo na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.

A estratégia foi intensificada este ano. A empresa conta com investimentos da Starboard, que também comprou a Ouro Preto, voltada para o offshore, e colocou as operações debaixo do guarda chuva da 3R Petroleum, que foi listada na bolsa de valores este ano.

A Eneva é uma operadora de projetos de exploração e produção, além geração e comercialização de energia elétrica. Nasceu dos investimentos em produção de gás integrada com usinas termoelétricas no Maranhão, na Bacia do Parnaíba.

Nesta sexta (4), a Eneva arrematou sete blocos exploratórios no Amazonas, Mato Grosso do Sul e Goiás no 2º leilão da oferta permanente, além do campo de Juruá, no Solimões e na mesma região operacional do Polo Urucu – Juruá não foi desenvolvido e não possui infraestrutura.

A empresa também investe no campo de Azulão, Bacia do Amazonas, para produção de gás, liquefação e atendimento à térmica Jaguatirica II, em Roraima. Projeto que vai atender ao sistema isolado de Boa Vista entra em operação em 2021.

Polo de Urucu é um dos maiores do país

Em junho ,a Petrobras anunciou a venda do Polo Urucu, incluindo campos produtores de petróleo leve e do gás natural que atende ao antigo sistema isolado de Manaus, no Amazonas. Os campos, na Bacia do Solimões, estão entre os maiores produtores em terra no Brasil.

Além disso, está ofertando as quatro unidades de processamento de gás natural (UPGNs) e estações de tratamento e compressão, tanques de petróleo e esferas de GLP.

Os campos estão em área remota e possuem aeroporto, centro médico e bases de apoio logístico, todos colocados à venda.

São, ao todo, sete campos – Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste Urucu –, que produzem 16,525 mil barris/dia de óleo e condensado e 14,281 milhões de m³/dia de gás natural.

A produção de gás natural é interligada à Manaus pelo gasoduto Urucu-Coari-Manaus. Atende à usinas termoelétricas, que no passado foram responsáveis por todo o abastecimento de energia do estado, antes da conexão de Manaus ao SIN.

De segunda a sexta, pela manhã, assinantes da newsletter Comece seu dia recebem por e-mail um briefing produzido pela agência epbr com os principais fatos políticos, notícias e análises sobre o setores de petróleo e energia... Leia mais em epbr 04/12/2020





JPMorgan vê pausa de Natal curta para fusões e aquisições

Certamente, não será uma longa pausa de Natal para banqueiros de fusões e aquisições”, disse Albersmeier. “Não há absolutamente nenhum sinal de que esse ritmo esteja diminuindo.” 

O corresponsável por fusões e aquisições globais do JPMorgan Chase diz que a pausa do Natal será curta para banqueiros de investimento em meio à retomada das negociações perto do fim do ano.

Os acordos têm aumentado em todas as regiões e setores, disse Dirk Albersmeier em entrevista à Bloomberg TV na quinta-feira. Um “forte desejo político” de criar campeões nacionais na Europa impulsiona a consolidação em setores como o bancário, disse. As transações internacionais têm sido impulsionadas por empresas de saúde, tecnologia e industriais.

“Certamente, não será uma longa pausa de Natal para banqueiros de fusões e aquisições”, disse Albersmeier. “Não há absolutamente nenhum sinal de que esse ritmo esteja diminuindo.”

O valor das transações globais aumentou mais de 30% desde julho, para US$ 1,8 trilhão, segundo dados compilados pela Bloomberg, no que tem sido uma forte recuperação em relação ao primeiro semestre, que foi impactado pela pandemia.

Só nesta semana, a S&P Global anunciou a aquisição por US$ 39 bilhões da IHS Markit – o segundo maior negócio do ano – e a Salesforce.com fechou um acordo para comprar a Slack Technologies por US$ 27,7 bilhões.

Albersmeier disse que a proliferação das chamadas empresas de cheque em branco – ou sociedades de propósito específico para aquisição (SPACs, na sigla em inglês) – criou um importante grupo de compradores no mercado de fusões e aquisições. Magnatas de todos os setores levantaram uma quantia recorde por meio de SPACs neste ano. Embora negócios nos EUA tenham sido foco, Albersmeier disse que a tendência deve crescer na Europa no próximo ano.

“Há claramente o risco de um certo desequilíbrio entre oferta e demanda, e é por isso que agora estamos vendo SPACs procurando alvos fora dos EUA”, afirmou.

O JPMorgan ocupa o terceiro lugar em assessoria de acordos globais em 2020, de acordo dados compilados pela Bloomberg, atrás dos rivais Goldman Sachs e Morgan Stanley, em primeiro e segundo lugar.Por Bloomberg Leia mais em moneytimes 03/12/2020 






Mondial compra a fábrica da Sony no AM

A brasileira Mondial, líder na fabricação de produtos eletroportáteis, comprou a fábrica da japonesa Sony, na Zona Franca de Manaus (AM). Com a aquisição, a empresa estreia na produção de televisores, fornos de micro-ondas e aparelhos de ar condicionado já no segundo semestre do ano que vem. Vai enfrentar nesse mercado concorrentes de peso, como as coreanas, LG e Samsung, e a americana Whirlpool. 

O valor do negócio, que envolveu só ativos da companhia japonesa – a fábrica de 27 mil metros quadrados de área construída, laboratórios e equipamentos -, não foi revelado. A marca Sony não entrou na transação.

Depois de quase cinco décadas no País, em setembro deste ano a Sony decidiu encerrar as atividades da unidade na Zona Franca. Nessa fábrica eram produzidos televisores, entre outros eletrônicos. Essa unidade chegou a ser considerada uma das melhores fábricas da companhia no mundo.

Procurada pela reportagem, a Sony confirma a venda dos ativos em Manaus (AM) e ressalta, em comunicado, que o negócio deverá ser submetido à “devida anuência dos órgãos competentes”. Como a unidade está na Zona Franca de Manaus, a transação precisa passar pelo crivo da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).

Giovanni Marins Cardoso, sócio fundador da Mondial, conta que a companhia já tinha planos de começar a produzir micro-ondas em 2022, aparelhos de ar condicionado em 2023 e televisores em 2024. Para isso, estava procurando um terreno, a fim de instalar uma fábrica maior na capital amazonense. A compra da fábrica da Sony se encaixou perfeitamente na estratégia da companhia.

Desde 2014 a empresa tem uma pequena fábrica na Zona Franca de Manaus, onde são produzidos DVDs, caixas de som acústicas de média e alta potência, boombox e outros itens da linha de áudio e vídeo.

Com a compra da fábrica da Sony, o plano do executivo é dobrar a capacidade de produção das linhas de áudio e vídeo que já fazia em Manaus, especialmente caixas de som. Também vai acelerar a estreia na fabricação de itens que são os pesos pesados das linhas marrom e branca: televisores, aparelhos de ar condicionado e fornos de micro-ondas. “Vamos fazer em seis meses o que estava previsto para três anos”, afirma.

Emprego

A fábrica começará a ser operada pela Mondial a partir de 1º de fevereiro. Segundo Cardoso, o negócio não envolveu os cerca de 200 trabalhadores da Sony alocados nessa unidade. O executivo explica que os funcionários serão desligados pela Sony e poderão se candidatar ao processo de seleção que a Mondial vai abrir para recrutar 200 trabalhadores. “Não fechamos acordo com a Sony para manter os quadros, mas evidentemente como eles já estão lá terão a preferência. No entanto, isso não significa que a contratação será automática.”

Além desse processo inicial de seleção, a companhia pretende abrir mais 200 vagas no segundo semestre de 2021 para a nova fábrica, por conta da expansão das linhas de produção. Na fábrica atual da Mondial em Manaus, há 240 trabalhadores.

Hoje a produção de eletroportáteis da companhia está concentrada numa fábrica de 100 mil metros quadrados de área construída no município de Conceição do Jacuípe, no Recôncavo Baiano. Nessa unidade emprega diretamente cerca de 3,5 mil trabalhadores.

Disputa

A estreia no ano que vem de uma empresa brasileira de eletroportáteis nas linhas de televisores, fornos de micro-ondas e aparelhos de ar condicionado, itens cuja produção é dominada por grandes multinacionais, promete ser uma briga boa. Cardoso lembra que, quando iniciou a companhia do zero, 20 anos atrás, as multinacionais dominavam o mercado de eletroportáteis. Hoje a companhia lidera esse segmento com 36% das vendas de batedeiras e liquidificadores, secadores de cabelo, cafeteiras, entre outros eletroportáteis.

A companhia deve fechar o ano com um faturamento de quase R$ 3 bilhões. “Acho que a empresa nacional tem vantagens em relação às multinacionais, pois está mais conectada com o mercado local e as decisões são mais rápidas”, afirma o executivo.

José Jorge do Nascimento, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), considera o movimento da Mondial positivo. Na sua opinião, mostra que, mesmo num momento de crise da economia, há confiança e os investimentos estão acontecendo. “E o melhor de tudo é que uma empresa 100% nacional.”

Nascimento lembra que foi a segunda vez neste ano que a empresa fez uma grande aposta. Em maio, anunciou investimentos de R$ 47 milhões, que depois chegaram a R$ 60 milhões, para ampliar a capacidade da fábrica da Bahia e nacionalizar importados, afetados pela alta do dólar. Agora, vai entrar em outras linhas.

“Isso mostra que uma empresa brasileira é capaz de concorrer em outros setores onde há grandes players mundiais.” O presidente da Eletros lembra que a trajetória de produção, dos eletroportáteis para TVs, já foi percorrida por outra brasileira, a Philco Britânia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.  Leia mais em istoedinheiro 05/12/2020





04 dezembro 2020

Mantendo uma tradição, Neoenergia paga caro pela CEB

A Neoenergia acaba de pagar R$ 2,51 bilhões pela Companhia Energética de Brasília (CEB), um preço imediatamente tachado de “irracional” por analistas e gestores.

A companhia perdeu 4,3% na primeira hora de pregão.

O valor oferecido pela Neoenergia — controlada pela Iberdrola e Previ — é um prêmio de 76% sobre o preço mínimo e 3,2x a base de ativos regulatórios (RAB) da CEB, a estatal que distribui energia no Distrito Federal.  Para efeito de comparação, a Neoenergia negocia a 2,35x RAB.

O preço pago dificulta a rentabilização do investimento mesmo se a Neoenergia obtiver ganhos consideráveis na redução de perdas e custos na CEB.

A Equatorial apresentou um envelope com uma oferta de R$ 1,485 bilhão, pouco acima do mínimo. 

A CPFL Energia — controlada pela State Grid chinesa — entrou na briga, mas parou em R$ 2,508 bilhões.

Mesmo antes do leilão, diversos analistas de bancos diziam que o preço mínimo pedido pela CEB era esticado.

A Energisa, que o mercado esperava que participasse, ficou de fora.  Uma fonte próxima à companhia disse que, depois de muitos estudos, a companhia dos Botelho não conseguiu justificar o preço mínimo.

A venda da CEB vai pendurar seu retrato na galeria de leilões em que multinacionais pagam preços absurdos — uma síndrome que teve seu paroxismo quando a ENEL italiana pagou pela CELG um ágio de 30% apesar de ser a única empresa a aparecer no leilão.  Por trás do problema: incentivos desalinhados entre matriz e filial

Em 2018, a Neoenergia se estapeou com a ENEL pelo controle da Eletropaulo. A disputa começou quando a Energisa fez uma oferta a R$ 19,38 por ação. O leilão terminou meses depois com a Enel pagando R$ 45,22 por ação, o equivalente a 2,12x EV/RAB... Leia mais em Brazil Journal 04/12/020



04 dezembro 2020



Trocafone levanta R$ 30 milhões

Sétima rodada de investimentos contou com os fundos Barn Investimentos, Bulb Capital e Wayra.

A Trocafone, startup especializada na compra e venda de smartphones e tablets seminovos no Brasil e América Latina, acaba de receber um aporte de R$ 30 milhões em sua sétima rodada de investimentos, que contou com os fundos Barn Investimentos, Bulb Capital e Wayra.

Fundada no Brasil em 2014 pelos empresários argentinos Guille Freire e Guille Arslanian, a startup já vendeu mais de 1,4 milhões de aparelhos seminovos. 

O negócio consiste em revender os smartphones usados com desconto entre 35% e 40% do valor original, com compra e venda através do site da companhia ou de varejistas parceiros — como Casas Bahia, Americanas.com, Ponto Frio, Magalu, Samsung, Fast Shop e Vivo. 

Segundo a empresa, todos os smartphones e tablets passam por uma análise técnica composta pela verificação do hardware e do software e, após todo o processo de qualidade, os aparelhos são disponibilizados para venda.

Devido à necessidade de trabalho remoto e aula online, a Trocafone viu as vendas dobrarem de volume durante a pandemia. Com isso, a companhia espera fechar o ano com um incremento de 80% na venda de aparelhos.

Além da venda, a empresa está oferecendo aos clientes o seguro dos aparelhos contra queda acidental, roubo e furto.

Ela também está atuando com serviços de leasing de celulares, que é quando o consumidor faz a compra no varejo e pode pagar em 24 parcelas, financiando 70% do valor do aparelho. No final do contrato, pode devolvê-lo e comprar outro ou pagar os 30% restantes do valor.

No caso de usar o smartphone na troca, o intermédio da operação é feito através da plataforma da Trocafone.

Em cinco anos, esta é a sétima rodada recebida pela empresa, somando a quantia de R$ 200 milhões. Com a nova injeção de capital, a startup pretende expandir a oferta de serviços no Brasil e aumentar em 50% o tamanho da equipe, que hoje é de 400 funcionários.

“Temos muitas oportunidades de crescimento no mercado e estamos apostando no lançamento de novos serviços”, destaca Guille Freire, CEO da Trocafone.

Para 2021, a empresa está estruturando o lançamento de uma nova frente de negócio, que será responsável pelo conserto express de smartphones e tablets, possibilitando que o cliente tenha seu aparelho arrumado em poucas horas... Leia mais em baguete 04/12/020



Dasa compra Grupo Leforte de hospitais em São Paulo por R$ 1,77 bi

A Dasa aprovou à aquisição, pela Ímpar, de 100% das ações do Grupo Leforte. O valor da operação é de R$ 1,77 bilhão.

DIAGNÓSTICOS DA AMÉRICA S.A.  FATO RELEVANTE - Aquisição do Grupo Leforte -

A DIAGNÓSTICOS DA AMÉRICA S.A. (“DASA” ou “Companhia”), sociedade por ações com sede no Município de Barueri, Estado de São Paulo, na Avenida Juruá, no 434, Alphaville, CEP 06455-010, inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Economia (CNPJ/ME) sob o no 61.486.650/0001-83 (“DASA”) informa a seus acionistas e ao mercado em geral, em cumprimento ao disposto no artigo 157, parágrafo 4o, da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976 e na Instrução CVM no 358 de 3 de janeiro de 2002, o quanto segue.

O Conselho de Administração da Companhia, em reunião realizada nesta data, aprovou a celebração de Contrato de Compra e Venda de Quotas e Outras Avenças (“Contrato de Compra e Venda”) por meio do qual a Companhia, através de sua subsidiária integral Ímpar Serviços Hospitalares S.A., adquirirá ações representativas de 100% (cem por cento) do capital social de emissão da Biodínamo Empreendimentos e Participações Ltda. (“Biodínamo”), sociedade controladora dos negócios de atendimento médico hospitalar, ambulatorial, serviços clínicos e diagnósticos do Grupo Leforte, incluindo as participações societárias dos hospitais Leforte Liberdade, Leforte Morumbi e o Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama (a “Operação”).

Como contraprestação pela transferência da titularidade das ações de emissão da Biodínamo, a Companhia assumiu a obrigação de pagar aos vendedores o valor de aproximadamente R$ 1,77 bilhão, sendo certo que o valor total indicativo do negócio está sujeito a ajuste com base nas variações de capital de giro e na dívida líquida consolidada da Biodínamo, a serem verificados na data de fechamento.

A conclusão da Operação está sujeita ao cumprimento de algumas condições precedentes, dentre as quais se incluem: (i) a aprovação dos termos e condições da Operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), na forma da Lei 12.529, de 30 de novembro de 2011; e (ii) a aprovação da assembleia geral da Companhia para a implementação das operações previstas no Contrato de Compra e Venda, com base no artigo 256 da Lei das S.A.

No tocante ao direito de retirada previsto no artigo 256 da Lei das S.A., a Companhia esclarece que caso o laudo de avaliação, que está em fase de elaboração, conclua que a aquisição é relevante e que haverá direito de retirada aos acionistas dissidentes, tal informação será divulgada pela Companhia juntamente com prazos e as regras para eventual exercício do direito de retirada, em momento oportuno.

Por fim, a Companhia ressalta que a Operação está alinhada aos seus planos de expansão, bem como reitera seu compromisso de manter os acionistas e o mercado em geral informados acerca do andamento deste e de qualquer outro assunto de interesse do mercado.

Barueri, 03 de dezembro de 2020. Roberto Dorsa Crestana Diretor de Relações com Investidores .. Leia mais em casa 03/12/020