09 julho 2020

Por que investidores estrangeiros estão voltando à B3

Pela primeira vez no ano, a B3 registrou um mês com saldo positivo de investimento estrangeiro. 

Em junho, o superávit foi de R$ 343,030 milhões. A performance mensal é resultado de compras de R$ 318.668 bilhões e vendas de R$ 318,325 bilhões. No acumulado de 2020, no entanto, a saída de capital gringo já soma R$ 64,355 bi.

Para o cálculo, foi levado em conta a movimentação mensal de estrangeiros em compras, vendas e IPOs/Follow Ons – no mês de junho nenhuma empresa abriu seu capital ou fez uma oferta subsequente de suas ações... Leia mais em estado 09/07/2020


09 julho 2020



SWAP, a máquina de criar wallets e bancos digitais (em poucos dias)

Imagine investir em todas as fintechs do Brasil ao mesmo tempo, mas por meio de uma só empresa.  

Esta é a tese que levou oito fundos de venture capital — entre eles o a.b.seed Ventures, Canary, Global Founders, Flourish Ventures e a SOMA Capital — a aportar R$ 17 milhões na SWAP, uma fornecedora de infraestrutura de banking para startups.

A rodada foi liderada pela ONEVC, a gestora brasileira baseada em São Francisco que foi uma das primeiras investidoras da Rappi. Outros investidores incluem o fundador da 99 e da Yellow, Ariel Lambrecht, e os do iFood, Guilherme Bonifácio e Patrick Sigrist.

A SWAP permite que uma nova empresa de food delivery, ride sharing ou benefícios, por exemplo, crie rapidamente sua própria wallet, emita seu cartão ou ponha no ar seu banco digital.

Usando APIs, os três fundadores da SWAP conseguiram reduzir drasticamente o tempo para colocar essa infraestrutura de pé — simplificando um processo complexo e cortando o tempo de entrega de meses para dias.

Hoje, a startup atende empresas como a Leadr, a rede social de investimentos da XP, que contratou seus serviços para criar um simulador de negociações. Outro cliente é a Clickbus, que está criando uma wallet própria.

“A simplicidade deles é um game changer: basta digitar algumas linhas de código para ter o sistema funcionando,” Bruno Yoshimura, o sócio da ONEVC responsável pelo investimento, disse ao Brazil Journal. “E isso é uma tendência: todos os bons desenvolvedores querem trabalhar com APIs hoje. Eles não têm mais paciência para usar arquiteturas antigas e modelos lentos.”

Ury Rappaport e Douglas Storf, os cofundadores da SWAP, se conheceram na 99, trabalhando juntos num projeto para criar uma fintech dentro da startup de mobilidade. Quando foram procurar empresas de infraestrutura bancária para viabilizar a ideia, perceberam as ineficiências desse mercado e decidiram criar a SWAP. 

O terceiro sócio é Alexandre Takinami, que cofundou o GuiaBolso, onde foi o responsável pela integração do aplicativo com bancos e corretoras. 

Parte dos recursos da rodada vai financiar a operação da SWAP no mercado de processamento de cartões, o nicho mais rentável do setor. A startup passou meses negociando com a Mastercard e lançou recentemente esse serviço, emitindo e processando cartões de débito e crédito para seus clientes. 

A capitalização também vai permitir aumentar a equipe de desenvolvimento e manter a operação rodando enquanto a empresa não gera caixa. 

Ury diz que para o negócio se tornar sustentável seria necessário ter uma escala de cerca de 10 milhões de contas (somando todos os clientes da SWAP) — o que em sua estimativa deve acontecer em até dois anos.  

O modelo de monetização da SWAP varia de acordo com o perfil da empresa. Para clientes menores, ela cobra uma licença pelo uso do aplicativo, além de uma mensalidade por cada conta ativa. Para os clientes maiores, ela cobra um percentual sobre o volume total transacionado no sistema. Hoje, 70% de base se enquadra no primeiro modelo. 

Os grandes benchmarks da empresa são as americanas Marqeta, que foi avaliada em mais de US$ 4 bilhões numa rodada recente, e a Synapse.Fi, a aposta da Andreessen Horowitz (a16z) neste segmento, que chama o negócio de “a AWS de pagamentos”.  Pedro Arbex Leia mais em braziljournal 08/07/2020








“Uber das abelhas” recebe aporte para polinização inteligente

A AgroBee entrega ganhos de produtividade em café, melão, maçã e morango com redução do uso de insumos

A AgroBee, empresa de Ribeirão Preto, acaba de fechar contrato para receber um aporte do AgroVen, organização formada por líderes e empresários, majoritariamente ligados ao agronegócio.

Conhecida como o “Uber das Abelhas”, a startup criou uma plataforma que combina algoritmos e tecnologia para unir produtores a apicultores, enquanto usa dados e variáveis dinâmicas a fim de criar uma polinização inteligente e customizada para cada produtor.

“A polinização é determinante para algumas culturas como maçã e o melão, sem a qual, não existe a formação dos frutos. Para as culturas não dependentes do processo, os números para o aumento da produtividade são de cerca de 20% como é o caso do café, por exemplo”, explica Andresa Berretta, uma das fundadoras da empresa.

Segundo ela, o processo é responsável por melhorar o aspecto e a qualidade dos frutos, a exemplo do aumento da pontuação do café e a forma e dulçor do morango. O AgEvolution também entrevistou a Andressa no episódio 9 sobre “Inovação Sustentável”.

Guilherme Sousa, CEO da agtech, considera que a parceria vem no momento certo, já que o conhecimento do setor e as conexões que o AgroVen aporta, ajudarão no crescimento e evolução do modelo de negócio.

“Mais do que o recurso financeiro, que, é claro, faz muita diferença, o mais importante nesse momento da empresa é o ‘smart money’, que vem do capital intelectual e experiência prévia do grupo de investidores”, avaliou....

Mercado
O valor da polinização no Brasil foi estimado em R$ 48 bilhões em 2018, de acordo com o Relatório Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, apresentado em evento realizado na FAPESP.

A polinização é considerada um processo ecossistêmico essencial, assim como a água, ar limpo, equilíbrio climático, etc. Estes são os objetivos da AgroBee: aumentar a produtividade e qualidade no agronegócio, respeitando-se a natureza, abelhas, através de um processo de sustentabilidade, além de como consequência também aumentar a produtividade de mel, ou seja, um ganha-ganha para todos os envolvidos.

“Entendemos que a AgroBee e sua solução de polinização inteligente, tem um enorme potencial em um momento que o mundo busca aumento na produção de alimentos, mas com uma utilização cada vez maior de implementos biológicos, considerados mais amigos do meio ambiente e da saúde humana”, afirma Silvio Passos, presidente do Conselho do AgroVen... leia mais em agevolution.canalrural 08/07/2020 




Com novos donos, Argo mira aquisições e leilão

Próxima de concluir a construção de seus primeiros projetos de transmissão no Brasil, a Argo Energia planeja agora uma segunda onda de crescimento no país. 

Vendida pela Pátria Investimentos à colombiana Energía de Bogotá e à espanhola Red Eléctrica, por R$ 3,5 bilhões, no fim do ano passado, a empresa mira oportunidades de aquisições no setor e o próximo leilão de transmissão, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende realizar no fim do ano.... Valor Econômico Leia mais em abdib. 09/07/2020



Plataforma de entregas recebe aporte de US$22,5 milhões

A plataforma de entregas de last mile Liftit, com sede na Colômbia, anunciou um aporte de US$ 22,5 milhões, sobretudo para ampliar suas operações no Brasil.

A rodada foi liderada pela Cambridge Capital e incluiu International Finance Corporation (IFC), braço de participações do Banco Mundial, Monashees, Jaguar Ventures, NXTP Ventures.

Criada em 2017, a Liftit usa uma plataforma tecnológica hospedada em nuvem que conecta grandes expedidores de carga da América Latina a uma rede de motoristas.

Diferente de plataformas como CargoX e BBM, que conectam caminhoneiros para entregas de grande distância, a Liftit integra veículos menores, com capacidade de até uma tonelada. A startup trabalha com motoristas independentes, mas também está investindo numa rede própria de caminhoneiros, com a qual os entregadores podem montar pequenos negócios.

A companhia chegou a São Paulo há um ano e tem entre os clientes empresas como Lojas Renner e a Hortifruti. Após ter estreado no Rio de Janeiro na semana passada, com o aporte a Liftit planeja chegar a Curitiba, Salvador e Florianópolis.

O movimento acontece no momento em que as medidas de isolamento social têm provocado um salto nas compras por meio do comércio eletrônico no Brasil e no exterior. “O e-commerce pode dar impulso ao nosso negócio”, disse Brian York, presidente da Liftit. Fonte: Agência Reuters Leia mais em startupi 09/07/2020




Healthtech recebe aporte da Eurolife Investments Corporation

A plataforma Suprevida, ecossistema Plug&Play que conecta consumidores, profissionais, fornecedores de produtos para saúde e informação, obteve êxito na captação de investimentos aportados pela Eurolife Investments Corp. O valor não foi divulgado.

O investidor agregará a Suprevida recursos financeiros e expertise no setor de saúde nacional e internacional, visando a expansão dos negócios e relacionamento com o setor.

A Suprevida funciona da seguinte forma: a empresa construiu um ecossistema colaborativo centrado no paciente, reduzindo ineficiências entre os players da saúde através de modelos de negócio e tecnologia. Assim, o ecossistema viabiliza que pacientes e compradores institucionais encontrem em uma plataforma produtos e informações confiáveis para cuidados com a saúde, além de trazer um espaço estruturado para profissionais de saúde, que ofertam serviços específicos para cuidados de pacientes em domicílio.

Desde 2019, quando iniciou suas operações, já transacionou cerca de R$400 mil em vendas, soma mais de 1700 produtos em oferta por atacadistas e fabricantes e possui mais de 400 profissionais de saúde cadastrados. A startup mantém, mensalmente, um crescimento médio de valor transacionado de 30% desde o final da fase beta, em abril do ano passado.

A Eurolife Investments, dedicada a investimentos em empresas inovadoras no setor de saúde, principalmente nos Estados Unidos, já tendo realizado investimentos-anjo e seed em empresas de saúde atualmente listadas na Nasdaq. Entre elas estão a Coherus Biosciences, empresa especializada em produção de medicamentos biosimilares e a  PDS Biotechnology, startup produtora de imunomoduladores e vacinas para HPV e câncer de origem viral.

A empresa de investimentos, recentemente, começou a expandir sua atuação para a América Latina com investimento na Farmacore Biotecnologia, startup produtora de vacinas para tuberculose, vacinas veterinárias que recentemente tem buscado também uma vacina para a covid-19 com sua tecnologia proprietária, e na Suprevida... Leia mais em startupi 09/07/2020




No balcão da B3, as farmácias puxam a fila dos IPOs e podem movimentar R$ 2,7 bilhões

Com os IPOs da Pague Menos e da d1000, divisão de varejo da Profarma, e o follow on da Panvel, o setor pode movimentar cerca de R$ 2,7 bilhões na B3 e abre o caminho para o reaquecimento do mercado de capitais no País

 
A Pague Menos faturou R$ 6,8 bilhões em 2019 e tem 1.112 lojas em todo o País

Em meados de março, a Covid-19 interrompeu uma imensa fila que se formava na B3. Até uma semana antes do início da escalada do vírus, 26 empresas já haviam registrado seus pedidos de abertura de capital na bolsa brasileira, apontando para um provável recorde de ofertas públicas iniciais (IPO) no ano.

Desde então, apenas a Estapar e a canadense Aura Minerals decidiram se arriscar nesse caminho. Nas últimas semanas, porém, o mercado vem dando sinais de reaquecimento. BTG Pactual, Via Varejo e Centauro, por exemplo, captaram R$ 2,65 bilhões, R$ 4,45 bilhões e R$ 900 milhões, respectivamente, em seus follow ons.

Entretanto, outro segmento do varejo parece mais disposto a decretar, de vez, o fim da quarentena no mercado brasileiro de capitais: as grandes redes de farmácias, que estão dando um passo à frente para testar o apetite dos investidores no balcão da B3.

Na quarta-feira, 8 de julho, o grupo Profarma, já listado na bolsa brasileira, protocolou o prospecto preliminar para o IPO da d1000, sua divisão de varejo, que compreende as bandeiras Farmalife, Drogasmil, Tamoio e Rosário. Duas semanas antes, a Pague Menos tinha seguido essa trilha. A dose extra veio nesse intervalo, com o follow on e a migração para o Novo Mercado da gaúcha Panvel.

Ainda em fase de definições, as três ofertas somada têm a expectativa de levantar cerca de R$ 2,7 bilhões. Caso sejam concluídas, a cifra mais polpuda envolve o IPO da Pague Menos, previsto para ser realizado até o fim de agosto e com a estimativa inicial de captar até R$ 1,5 bilhão.

Procuradas, as três empresas não se pronunciaram. Mas as fontes consultadas pelo NeoFeed têm na ponta da língua o motivo para essa movimentação. “A partir de 2015, o setor foi o único a navegar bem na crise”, diz Alberto Serrentino, sócio da consultoria Varese. “E, desde então, vem se mostrando extremamente resiliente, o que só está sendo reforçado agora, na pandemia.”

Dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) reforçam essa visão. Entre 2014 e 2019, o faturamento das 26 principais redes, que respondem por 44% das receitas das 79 mil farmácias que compõem o setor, saltou de R$ 32,3 bilhões para R$ 53,4 bilhões.

Entre janeiro e março, essas companhias movimentaram R$ 14,32 bilhões, alta de 15,59% na comparação com igual período de 2019. O índice representou o maior crescimento dos últimos seis anos em um primeiro trimestre.

Essa resiliência também vem sendo mostrada pelas poucas redes listadas. O destaque é a Panvel, cujas ações acumulam uma valorização de 57,2% em 2020, ante 1,05% da Raia Drogasil (RD) e um recuo de 1,08% da Profarma, segundo a consultoria Economatica. No ano, o Ibovespa acumula uma queda de 13,72%.

Entre 2014 e 2019, o faturamento das 26 principais redes, que respondem por 44% das receitas do setor, saltou de R$ 32,3 bilhões para R$ 53,4 bilhões

“O setor tem todas as condições de puxar a retomada no mercado no segundo semestre”, diz Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos. “E essa movimentação é boa para os investidores, pois traz mais opções dentro do segmento, e com projetos fortemente ligados à expansão.”

Para Bertotti, além do desempenho das redes nos últimos anos e durante a pandemia, os próximos anos também trazem boas perspectivas para esses ativos, por conta de fatores como o envelhecimento da população brasileira e o aumento da expectativa de vida no País.

Segundo a consultoria IQVIA, a projeção é de que, em 2050, o número de brasileiros acima de 60 anos chegue a 60 milhões de habitantes. Nesse contexto, entre outros dados, a empresa ressalta que as pessoas nessa faixa etária tomam, em média, mais que cinco medicamentos por dia.

Ao mesmo tempo, todas as grandes redes também vêm impulsionando a oferta de outras categorias de produtos, especialmente, em segmentos como higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, o que amplia as fontes de receita.

Em 2019, por exemplo, essas categorias registram um crescimento nas vendas de 11,11%, para R$ 17,3 bilhões. Já no primeiro trimestre de 2020, elas movimentaram R$ 4,4 bilhões, uma alta de 8,31% na comparação com um ano antes.

Expansão e serviços
Com um faturamento de R$ 6,8 bilhões em 2019 e 1.112 lojas em todo o País, a Pague Menos tem justamente a expansão dessa rede como maior foco de seu IPO. A empresa planeja reservar 45% dos recursos captados na oferta primária para essa frente.

Fundada em 1981, em Fortaleza, a companhia já tinha forte presença no Nordeste e no Norte quando adotou um forte ritmo de aberturas nos últimos anos e se consolidou como a terceira maior rede do setor, avançando nos mercados das líderes RD e DPSP, grupo criado em 2011, a partir da fusão entre a Drogaria São Paulo e a Drogaria Pacheco.

Nesse intervalo, não foram poucas as vezes em que a Pague Menos ensaiou um IPO. Esse roteiro também incluiu imbróglios como a prisão de seu fundador, Deusmar Queiróz, em 2018, condenado por crimes contra o sistema financeiro.

Afastado da empresa na época, ele retornou à presidência do Conselho de Administração em fevereiro deste ano, quando sua pena foi reduzida de 15 anos para 10 meses. Na mesma data do registro do IPO, no entanto, a empresa anunciou que sua filha, Patriciana, vai assumir o cargo.

“A empresa tem que se preparar para garantir que os investidores não tenham nenhum receio sobre a sua governança”, diz Alexandre Machado, sócio-diretor da GS&Consult. “À parte disso, a rede tem uma agressividade comercial e, capitalizada, pode incomodar ainda mais as líderes do setor.”

Além da expansão, outro destino das cifras do IPO à vista é reforçar o Clinic Farma, oferta já disponível em 798 unidades da rede e que dá acesso a serviços como medição de pressão e glicemia, vacinação e exames laboratoriais. Em 2019, essa linha realizou mais de 70 mil atendimentos mensais.

Essa oferta vai ao encontro da ampliação da atuação das farmácias, outra tendência no setor. “Essas redes mais estruturadas têm capilaridade, protocolos de segurança e estrutura para atuarem como hubs de serviços de saúde”, diz Serrentino. “E questões como a telemedicina vão reforçar esse papel.”

Com um faturamento de R$ 6,8 bilhões em 2019 e 1.112 lojas em todo o País, a Pague Menos tem a expansão dessa rede como maior foco de seu IPO

Quem está investindo nessa receita de hub de saúde é a RD. A rede aproveitou a pandemia para lançar um projeto-piloto de consultas de telemedicina. Batizada de Saúde em Dia, a iniciativa está sendo testada em 30 lojas. E é mais um elemento no pacote amplo de ofertas da companhia, que inclui marcas próprias, uma plataforma de gestão de saúde e linhas de medicamentos especiais.

Outra novidade recente foi a criação, em novembro, da Stix Fidelidade, empresa de resgate de pontos no varejo em sociedade com o Grupo Pão de Açúcar, que compreende as bandeiras das duas companhias.

A RD também contabiliza bons avanços em sua estratégia digital, especialmente a partir da integração, em 2019, da Onofre, rede pela qual não desembolsou um único centavo. Frustrada por não conseguir impulsionar a marca comprada seis anos antes, a americana CVS Health repassou o ativo e deixou o País, levando consigo os passivos da operação.

Por aqui, a RD segue com um plano de expansão robusto. Mesmo com a Covid-19, a empresa reafirmou a meta de abrir 240 unidades no ano. Hoje, a companhia tem 2.100 lojas no País, responsáveis por um faturamento de R$ 18,4 bilhões em 2019.

“Enquanto todo mercado segurou as aberturas em 2019, eles seguiram com um plano agressivo”, diz Mariana Ferraz, analista da Eleven Financial. “E eles têm muita experiência nessa área, sabem como abrir, onde abrir e como manter a rentabilidade de cada operação.”

Contra-ataque
Para os analistas, a região Sul, um dos focos no mapa dessa expansão da RD, ajuda a explicar o follow on da Panvel, que busca captar entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões na oferta. Com 445 lojas no Sul e apenas 5 em São Paulo, a rede estaria buscando recursos para defender seu terreno.

Motivada ou não pelo avanço da RD, no início do ano, a Panvel anunciou o plano de abrir 500 lojas até 2024, 470 delas em seus domínios. Em relatório de abril, os analistas Gabriel Savi e Luiz Guanais, do BTG Pactual, defenderam o modelo, ressaltando que ele “cria uma barreira natural contra novos players”.

Eles destacaram ainda questões como as marcas próprias da rede e o fato de 10% das vendas da companhia serem realizadas via e-commerce e retirada em loja, por meio de recursos como lockers. “A Panvel foi pioneira no digital e tem um trabalho inovador e arrojado no multicanal”, afirma Serrentino. “E embora não seja das maiores, ela tem um posicionamento mais premium.”

Se a Panvel tem um perfil mais segmentado no público de maior poder aquisitivo, a Profarma destaca, no prospecto preliminar da d1000, que a diversificação de suas marcas é justamente uma das fortalezas da empresa. No Rio de Janeiro, seu principal mercado, a Drogarias Tamoio tem perfil mais popular, enquanto a Farmalife é direcionada aos consumidores de maior poder aquisitivo.

Outro diferencial apontado por analistas é o fato das quatro bandeiras do grupo – que tem cerca de 300 lojas – contarem com o apoio de uma rede de distribuição própria, um braço que gerou uma receita de R$ 5,2 bilhões em 2019, enquanto o varejo faturou R$ 1,2 bilhão.

“Com esse braço, a operação no varejo pula uma etapa importante na cadeia de custo”, diz Mariana, que enxerga como positiva a separação das duas frentes na B3. “Com essa estratégia, eles entendem que vão chegar a um preço mais justo de cada operação. Hoje, os investidores não entendem esse modelo.”

No prospecto da d1000, o grupo também ressalta que a cifra captada será usada para a abertura de lojas, reforço de caixa e outra estratégia que, segundo as fontes ouvidas pelo NeoFeed, deve ganhar corpo com essas movimentações no mercado: as aquisições. Nessa seara, a empresa destaca a experiência acumulada na integração dos ativos comprados para a criação da divisão, em 2016.

Essa não seria a primeira onda de consolidação no setor. No decorrer dessa década, o mercado de farmácias passou por diversos movimentos nessa direção. Entre eles, as fusões que resultaram na RD e no grupo DPSP, em 2011..... por Moacir Drska. Leia mais em neofeed 09/07/2020





Bovespa volta a bater 100 mil pontos após 4 meses, mas opera instável

A última vez que o Ibovespa tinha atingido o patamar tinha sido em 6 de março.

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, voltou a bater os 100 mil pontos pela primeira vez em mais de 4 meses na abertura da sessão desta quinta-feira (9), mas opera instável, tendo de pano de fundo um cenário também sem viés definido no exterior... leia mais em oglobo 09/07/2020





Smartfit compra controle de empresa de fitness digital MB

A rede de academias de ginástica Smartfit comunicou nesta quinta-feira que fechou contrato para a compra do controle da MB Negócios Digitais, que atua no setor de fitness digital.

"A transação está em linha com a estratégia da companhia de desenvolver uma oferta omni-channel para seus clientes, e de liderança nos segmentos de alto crescimento na indústria de fitness", afirmou Smartfit, sem detalhar o valor da operação.

No comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Smartfit acrescentou que o fechamento da aquisição está sujeito ao cumprimento de determinadas condições usuais para esse tipo de operação. Por Paula Arend Laier Reuters Leia mais em yahoo 09/07/2020

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SMARTFIT ESCOLA DE GINÁSTICA E DANÇA S.A.   FATO RELEVANTE

São Paulo, 9 de julho de 2020 – SMARTFIT ESCOLA DE GINÁSTICA E DANÇA S.A. (“Companhia”), em cumprimento ao disposto na Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976 e na regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), em especial a Instrução da CVM no 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, vem informar aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou em 8 de julho de 2020 um contrato de compra e venda de ações tendo por objeto a aquisição do controle da MB Negócios Digitais S.A. (“MB”), empresa que atua no setor de fitness digital. A transação está em linha com a estratégia da Companhia de desenvolver uma oferta omni-channel para seus clientes, e de liderança nos segmentos de alto crescimento na indústria de fitness.

O fechamento da aquisição está sujeito ao cumprimento de determinadas condições usuais para esse tipo de operação.

A Companhia manterá o mercado informado a respeito da matéria tratada neste Fato Relevante. São Paulo, 9 de julho de 2020. Afonso Sugiyama Diretor de Relações com Investidores Leia mais em smartfit 09/07/2020




Fusões e aquisições: 73 transações realizadas em junho/20

  Queda de 19,8% no mercado de fusões & aquisições no mês de junho/20, em relação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo o impacto do covid-19.  E quanto ao montante de investimentos a redução foi de 46,7%. 
  No mês de junho foram realizadas 73 transações, com uma queda de 1,4%, e investimentos de R$ 17,5 bilhões - representando um aumento de 183,1% em relação ao mês anterior.
  Se comparado com o mesmo mês do ano anterior (91)  a queda do volume de transações foi de 19,8%.  E de investimentos a redução foi de 46,7%.
  O volume de negócios do 2º trim/20, teve uma redução de 6,6%, e em valor dos investimentos a queda foi de 63,4%. Na comparação com o 2º trim. do ano anterior, a redução do número de negócios foi de 24,1% e os investimentos a queda foi de 76,3%
  No 1º semestre de 2020, foram  410 operações, com uma queda de 7,0%,  gerando investimento de R$ 107,1 bilhões e queda de 33,4%.
  No acumulado dos doze meses sinaliza um crescimento de 13,0% do número de transações, com  1.006 operações, comparativamente  ao mesmo período acumulado do ano anterior - jun/19. Desde de mar/20, por conta do covid-19, sinaliza viés de baixa para os próximos meses.
 Queda de 33,6% do valor médio das transações no mês de jun/20 em relação ao mesmo mês do ano anterior. O valor médio das transações realizadas no 1º semestre alcançou R$ 261,1 milhões, queda de 28,3%.
  Operações de porte até R$ 49,9 milhões representaram 62,4% no acumulado do ano.
  No primeiro semestre as operações de porte entre R$ 500 milhões a R$ um bilhão, acusaram uma queda de 19%. E as operações de  porte superior a R$ 1,0 bilhão a queda foi de 20,6% 
  Quanto à dinâmica dos Investidores, os Estrangeiros e os Estratégicos reduziram o ticket pela metade no 1º sem/20. A queda mais significativa foi do valor médio das transações dos Investidores Estrangeiros com redução de 55,0%.
  Os setores de TI, Outros e Hospitais e Lab.de Análises Clínicas foram os mais ativos no 1º semestre. 
  TI; Hospitais e Lab.de Análises Clínicas; Alimentos, Bebidas e Fumo foram os que mais cresceram. 
  De outro lado, Instituições Financeiras, Serviços Portuários e Aeroportuários,  e Outros foram os que apresentaram maior queda.
  O maior apetite no mês ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 46 operações.  Os Financeiros realizaram 27 operações.
  Os investidores de Capital Nacional foram responsáveis por 51 operações no mês. No acumulado do ano, 318 operações - crescimento de 2,9%. O investimento foi da ordem de R$ 79,4 bilhões, o equivalente a 74,2 do total, correspondendo a um crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior
  Os investidores de Capital Estrangeiro realizaram no mês 22 transações, no montante de R$  6,1bilhões.     
  No acumulado do ano foram 92 operações e investimento de R$ 27,6 bilhões, correspondendo a uma redução 68,6%
  Petróleo e Gás, Tecnologia da Informação, Imobiliário e Instituições Financeiras foram os setores de maior expressão entre os investimentos realizados em 2020
   Foram mapeados 22 negócios realizados por investidores de 10 países. Os EUA com 12 operações, seguido por Alemanha com três  operações, foram os de maior apetite estrangeiro no mês.  No 1º semestre os EUA realizaram  40 negócios no montante de R$ 9,3 bilhões, contra 50 transações no valor de R$ 17,3 bilhões, redução de 20% no volume de operações e 46,2% no montantes dos investimentos.
   Maior transação do mês  de junho/20 - A Via Varejo captou 4,45 bilhões de reais com a venda de 297 milhões de ações.  15/06/2020
   Covid-19 e o mercado de  M&A: 1º sem/20 - uma breve narrativa: (jan/20) Bancos projetam novo recorde em ofertas de ações. Operações podem somar até R$ 200 bilhões. Estimativa de ofertas para o ano começou com 40 operações e projeta quase 80 transações para o mercado brasileiro. (mar/20) Bolsa tem pior trimestre da história, com perda de 36,86% de janeiro a março. Cerca de 25 ofertas de ações de empresas brasileiras previstas para o primeiro semestre do ano correm o risco de serem adiadas. O impacto da pandemia sobre os negócios de M&A  foi fulminante. (jun/20) Apesar do avanço da pandemia, os empresários estão animados com a retomada da Bolsa. Os bancos têm em mãos cerca de 40 mandatos para abertura de capital na B3. A expectativa é de que pelo menos 20 se concretizem no segundo semestre,  diretamente impulsionado pelo corte de juros. Setembro deve concentrar parte significativa das transações.  

Operações de Fusões e Aquisições divulgadas com destaque pela imprensa brasileira no decorrer do mês de JUNHO de 2020.

ANÁLISE DO MÊS

Concentração setorial - Os 5 setores mais ativos responderam no mês de junho/20 por 82,2% do total das operações, contra 80,1% no mesmo mês do ano passado.



Queda de 1,4% do número de operações  em relação ao mês  anterior. Foram divulgadas com destaque pela imprensa no mês de junho 73 transações em 15 setores da economia brasileira, registrando uma queda  de 1,4% em relação ao mês anterior ( 74 operações).
Confrontando com o mesmo mês do ano anterior,  constata-se uma queda de  19,8%, quando foram apuradas 91 negócios.
Das 73 transações realizadas em junho, identificadas 73 delas - como concretizadas já sob a influência da pandemia. Ao comparar  este número de transações pós-covid, com a estimativa do volume de negócios para junho/20, divulgadas em dez/19, permite inferir uma perda potencial de 34,3% dos negócios esperados para este mês.



Evolução nos últimos 5 anos  - No acumulado do primeiro semestre de 2020, apuradas 410 operações,  registra uma queda 7,0% se confrontado com igual período de 2019,  quando foram realizadas 441 operações.


Maiores apetites x maiores quedas
.  Setores mais representativos no primeiro semestre. No gráfico dos setores mais ativos no acumulado do corrente ano, além de TI, destacam-se  Outros e Hospitais e Lab.de Análises Clínicas.


No primeiro semestre, o segmento com maior crescimento no número de transações em relação o mesmo período do ano passado foi o de TI, com um aumento de 15 operações, seguidos por Hospitais e Lab.de Análises Clínicas, Alimentos, Bebidas e Fumo e Hotéis e Restaurantes.


Os setores que apresentaram maiores quedas no nº de transações no acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, foram  Instituições Financeiras e  Serviços Portuários e Aeroportuários  - redução de 10 operações cada.



Queda do  acumulado do volume de transações dos últimos doze meses. 
O mês de junho mantém o viés de queda. Por conta do Covid-19, março/20 ficará marcado como o mês da inflexão da curva de crescimento do número de transações que vinha ocorrendo há mais de um ano, desde janeiro de 2019. 
Junho sinaliza queda de 1,8% do número de transações de M&A acumuladas nos últimos doze meses, com 1.006 operações, comparativamente com o mesmo período do mês  anterior.
Já em relação ao mesmo período acumulado do ano anterior - jun/19, ainda se mantêm um aumento de 13%.

No gráfico do acumulado, pode-se inferir ciclos distintos de crescimento e queda do número de transações.  Destaca prováveis fatores que mais estão repercutindo nas expectativas de investimentos e, no detalhe, (i) a evolução da série histórica do índice BOVESPA (desempenho das ações negociadas na B3), no mesmo período, e (ii) a evolução da série histórica EMBI+ Risco-Brasil no mesmo período.



Porte das transacões:  Das 73 transações apuradas no mês,  44 são de porte até R$ 49,9 milhões -  60,3 % do total e responderam por 3,6 % do seu valor. No primeiro semestre de 2020, para este mesmo porte de operações, registraram-se 256  transações representando 62,4% do total  e 3,3% do valor. E  impacta uma queda de 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O volume de transações de porte acima de R$ de 500 milhões  foi o que mais sofreu  queda no mês com o impacto da pandemia. No acumulado do primeiro semestre as operações de porte entre R$ 500 milhões a R$ um bilhão, acusaram uma queda de 19%. E as operações de  porte superior a R$ 1,0 bilhão a queda foi de 20,6%


Trimestral: impacto acentuado - Se o volume de transações do 1º trimestre/20 não foi  atingido de forma significativa pelo Covid-19,  o 2º trimestre teve impacto relevante, pois registrou  198 transações, um valor total de R$ 28,7 bilhões. O volume de negócios teve uma redução de 6,6%, e em valor dos investimentos a queda foi de 63,4%. Na comparação com o 2º trim. do ano anterior, a redução do número de negócios foi de 24,1% e os investimentos a queda foi de 76,3%.


Queda de 46,7 % do montante dos investimentos no mês em relação ao mesmo mês do ano anterior.  Quanto aos montantes dos negócios realizados no mês, estima-se o total de R$  17,5 bilhões, com um crescimento de 183,1% em relação  ao mês anterior - considerando Valores Divulgados (84,2%)  e Não Divulgados/Estimados (15,8%). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, verifica-se uma queda de 46,7%.

Queda de 33,4% do montante dos investimentos no acumulado do ano.  Quanto aos montantes dos negócios realizados no primeiro semestre estima-se o total de R$ 107.1 bilhões, representando uma queda  de 33,4%  em relação ao mesmo período de 2019.
Os investimentos realizados nas operações de porte acima de R$ 1,0 bilhão foram os que apresentaram maior queda, de 41,8%.



Distribuição do montantes das transações por porte - trimestral. Sinais de crescimento das transações de pequeno porte e queda das de grande porte. Somente as operações de porte até R$ 50 milhões registraram crescimento nos investimentos em relação ao 1º trim./20, de 15,8%. 
Por outro lado, os investimentos das operações de porte superior a R$ 1,0 bilhão tiveram queda de 79,9%, em relação ao trimestre anterior.



Valor médio das transações no acumulado no 1º sem/20 registra queda de 28,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor médio das transações realizadas no primeiro semestre do ano alcançou R$ 261,1 milhões, contra R$ 364,3 milhões no mesmo período de 2019, representando uma queda de 28,3%.

A queda do valor médio do acumulado do ano ficou por conta das transações de porte superior a R$ 1,0 bilhão, comparativamente com o mesmo período do ano anterior, com redução de 26,7%.



Queda de 33,6% do valor médio das transações no mês - No mês de junho/20, verificou-se queda de 33,6% no valor médio das transações em relação ao mesmo mês do ano anterior. Constata-se uma redução gradativa da diferença do valores médios verificados mensalmente no comparativo de 2020 e relação a 2019.



Dinâmica dos Investidores: Estrangeiros e Estratégicos reduziram o ticket pela metade no 1º sem/20. A queda mais significativa foi do valor médio das transações dos Investidores Estrangeiros, redução de 55,0%, comparado com o mesmo período de 2019. O maio crescimento apurado foi dos Investidores Financeiros, com aumento de 14,1%.


Mesmo predominando os Investidores Estratégicos tiveram queda no 1º semestre de 12,6%  no volume, e de 53,6% nos investimentos - O maior apetite neste mês ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 46 operações (63,0%), e responderam por 31,7 %  dos montantes investidos.
No primeiro semestre, os Estratégicos, com 264  operações - registraram uma queda de 12,6% - responderam por 64,4% dos negócios e 50,4%  dos investimentos, no montante de R$ 54,0 bilhões, o que significa uma queda de 53,6% em relação ao mesmo período do ano de 2019.


Os investidores Financeiros cresceram 5,0%  no volume e 19,9% no montante dos  investimentos no primeiro semestre. Realizaram 27 operações no mês de junho num montante de  R$ 11,9 bilhões. No acumulado do ano os investidores financeiros alcançaram 146 operações - crescimento de 5,0% - correspondendo a 35,6% dos negócios e 49,6%  dos investimentos, no valor de R$ 53,1 bilhões, representando um crescimento de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.


Investidores Nacionais com maior apetite no 1º semestre, tanto no volume, crescimento de 2,9%, como no montante das transações, com aumento de 9,5%. Os investidores de Capital Nacional foram responsáveis por 51 operações, 69,9%, do total no mês e investimento da ordem de R$ 11,4 bilhões.
No acumulado do ano, os investidores nacionais foram responsáveis por 318 operações - crescimento  de 2,9% em relação ao ano anterior, e  responderam por 77,6% das operações. O investimento foi da ordem de R$ 79,4 bilhões, o equivalente a 74,2% do total, correspondendo a um crescimento de 9,5 % em relação ao mesmo período do ano anterior.

Investidores Estrangeiros registraram queda de 30,3% no volume de transações e 68,6% no valor dos investimentos, no primeiro semestre. Os investidores de Capital Estrangeiro realizaram no mês, 22 operações no montante de R$ 6,1 bilhões.
No primeiro semestre, os Estrangeiros com 92  operações - registraram uma queda de 30,3% - responderam por 22,4% dos negócios e 25,8%  dos investimentos, no montante de R$ 27,6 bilhões, o que significa uma queda de 68,6% em relação ao mesmo período do ano de 2019.


Maiores investimentos setoriais - Petróleo e Gás, Tecnologia da Informação, Imobiliário e Instituições Financeiras foram os setores de maior expressão entre os investimentos realizados em 2020, no cômputo total dos investimentos - R$ 107,1 bilhões. Em 2019, foram 160,6 bilhões. No gráfico abaixo estão relacionados por ordem de relevância os investimentos no primeiro semestre, por setor em 2020, e o respectivo comparativo com 2019.


No mês de junho/20, foram mapeados 22 negócios realizados por investidores de 10 países. Os EUA com 12 operações, seguido pela Alemanha com 3, foram os de maior apetite estrangeiro no mês. No primeiro semestre os EUA realizaram  40 negócios no montante de R$ 9,3 bilhões, contra 50 transações no valor de R$ 17,3 bilhões, representando uma redução de 20% no volume de operações e 46,2% no montantes dos investimentos.

Maior transação do mês  de junho /2020 - A Via Varejo captou 4,45 bilhões de reais com a venda de 297 milhões de ações. A alta demanda permitiu à Via Varejo aumentar em 35% o número de ações vendidas.  15/06/2020

Maiores negócios no primeiro semestre de 2020.
Distribuição da participação das duas maiores transações e respectivos montantes, mensalmente, ao longo dos seis  primeiros meses do ano.



Covid-19 e o mercado de  M&A: 1º sem/20 - uma breve narrativa
1º trim/20
(jan/20) Bancos projetam novo recorde em ofertas de ações. Operações podem somar até R$ 200 bilhões. Estimativa de ofertas para o ano começou com 40 operações e hoje já projeta quase 80 transações para o mercado brasileiro. Muitas companhias que pensavam em IPO em 2021 ou 2022 estão antecipando esse movimento, para aproveitar essa janela forte de mercado; Foram realizadas  76 transações, um crescimento de 46,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.  Em volume financeiro, essas transações movimentaram cerca de R$ 16,3 bilhões, crescimento de 38,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
(fev/20) O ano das empresas médias na Bolsa. Teremos onda avassaladora de IPOs; Realizadas 87 transações, com um crescimento de 38,1%, e investimentos de R$ 47,3 bilhões - representando um aumento de 190,1%, comparativamente ao mês anterior. Se comparado com o mesmo mês do ano anterior o crescimento do volume de transações foi de 468,3%.
(mar/20) Bolsa tem pior trimestre da história, com perda de 36,86% de janeiro a março. A pior de que se tem registro para o intervalo de três meses, com a crise do coronavírus superando mesmo os momentos mais depressivos de 2008. Cerca de 25 ofertas de ações de empresas brasileiras previstas para o primeiro semestre do ano correm o risco de serem adiadas. O impacto da pandemia sobre os negócios deM&A  foi fulminante. No relatório da semana de 16 a 22/mar/20, destaca a semana  como o marco do período de início da queda do volume de operações de M&A. O mês de março/20, também ficará marcado como o mês da inflexão da curva de crescimento do número de transações que vinha ocorrendo há mais de um ano, desde janeiro de 2019. Foram realizadas 49 transações, com uma queda de 43,7%, e investimentos de R$ 14,8 bilhões - representando uma redução  de 68,8%, comparativamente ao mês anterior. Se comparado com o mesmo mês do ano anterior a queda do volume de transações foi de 24,6%.
2º trim/20 - 
(abr/20) É esperado um aumento do número de transações motivadas por dificuldades financeiras, e também por um grande movimento de consolidação. As operações de grande porte, acima de R$ 1,0 bilhão, desapareceram no Brasil.  Os cenários são os mais variados;  Foram realizadas 51 transações, com uma queda de 4,1%, e investimentos de R$ 5,0 bilhões - representando uma redução  de 65,9%, em relação ao mês anterior. Se comparado com o mesmo mês do ano anterior  a queda do volume de transações foi de 42,0%.  E de investimentos a redução foi de 90,8%.
(mai/20)  Mesmo nos países desenvolvidos a expectativa é por uma recuperação mais lenta do que inicialmente imaginado. PIB do 2º tri será ainda pior do que a apurada no 1º tri., quando registrou uma queda de 1,5%. O Brasil vai ser um dos países mais impactados, tanto pela queda do PIB, como pelo tamanho do déficit fiscal e da relação dívida/PIB, uma vez que o país está passando por três crises: da saúde, da economia e da política.  Projetos de envergadura continuam sendo adiados. Empresas congelam aquisições.  O momento é de cautela e prioridade é a manutenção do caixa.  No Brasil, a Estapar e a Centauro  foram as primeiras empresas a anunciar a captação de recursos na Bolsa. Foram realizadas 74 transações, com um crescimento de 45,1%, e investimentos de R$ 6,2 bilhões - representando um aumento de 22,4%, em relação ao mês anterior. Se comparado com o mesmo mês do ano anterior (82)  a queda do volume de transações foi de 9,8%.  E de investimentos a redução foi de 81,7%.
(jun/20) Otimismo eleva a projeção do Ibovespa para 112 mil pontos em 2020. Ipea prevê queda de 10,5% no PIB do 2º trimestre e retração de 6% em 2020. O mercado de fusões e aquisições começa a mostrar sinais de atividade e que a retomada é vista particularmente entre compradores estratégicos bem capitalizados.  Abril foi ‘com certeza’ o fundo do poço da atividade. Para fazer caixa, empresas fazem 'liquidação' de ativos considerados não essenciais. Levantamento sobre os impactos do isolamento provocado pela pandemia nas indústrias brasileiras. Varejo, mídia, telemedicina, químico, entrega de alimentos, educação digital e alimentos e bebidas são os setores que devem ter uma retomada dos negócios mais efetiva pós covid-19. Na outra ponta, estão áreas como aeroportos, outros segmentos de varejo, hotéis, governo, mercados industriais, esporte e mídia que podem ter um processo mais longo de reinício das atividades. FMI piora a projeção de queda do PIB do Brasil em 2020, de -5,3% em abril para -9,1%. Apesar do avanço da pandemia, os empresários estão animados com a retomada da Bolsa. Os bancos têm em mãos cerca de 40 mandatos para abertura de capital na B3. A expectativa é de que pelo menos 20 se concretizem no segundo semestre,  diretamente impulsionado pelo corte de juros. Setembro deve concentrar parte significativa das transações.  

Indicador do Volume de Transações 2020:  Cenário Dez/19, pré-covid  versus Cenário pós-covid. Tem como objetivo estimar qual seria a perda potencial do volume de negócios de M&A,  mais aproximada possível. Ao longo do 2º trim. deve normalizar esta situação.
Das 73 transações realizadas em junho, identificada 72 delas formalizadas já com a influência da pandemia. Ao comparar  este número de transações pós-covid, com a estimativa do volume de negócios para jun/20, divulgadas em dez/19, permite inferir uma perda de 29,4% dos negócios esperados para este mês.


Expectativas projetadas em dez/19 - No final do ano, no contexto do otimismo que prevalecia, divulgamos projeção mensal conservadora esperada ao longo de 2020;
Operações  informadas no mês - Trata-se do número de transações coletadas no mês, que inclui também negócios realizados anteriormente, mas só agora informados, captados ou divulgados;
Estimativa de Transacões PÓS Covid-19 - Trata-se da tentativa de identificar as perações realmente realizadas no Brasil após a Organização Mundial da Saúde declarar a pandemia de Covid-19, em 11/03/2020, (com todas as limitações conhecidas). A maior parte das transações informada em março e abril, são ainda negócios realizados anteriormente e que, por conta de prazos contratuais, legais, ou mesmo deliberações pelas partes, são informados somente nestes meses e que não foram impactados  decisivamente no processo quando do fechamento das transações.
Percentual de perda de negócios (dez-19 / pós Covid-19): O indicador retrata o percentual de perdas de transacões no mês, considerando a expectativa projetada no cenário de dez/19, e o volume efetivamente apurado de oprações realizadas após o Covid-19

SUMÁRIO DOS DESTAQUES DO MÊS - FUSÕES E AQUISIÇÕES
A ordem da relação das transações de Fusões e Aquisições segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e/ou  postadas no blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. onde  podem ser localizadas
M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DO MÊS tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda anunciados/realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis e de boa-fé publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Operações divulgadas em relatórios anteriores podem sofrer alterações, por conta de cancelamentos, renegociações, atualizações,  etc. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.



08 julho 2020

A Totvs parte para cima das startups de computação em nuvem

Companhia cria divisão batizada de Eleve para focar no micro e pequeno negócio e surpreende o mercado com comissões de até 50% para contadores que indicarem sua solução aos clientes. O alvo são startups como Omie, ContaAzul e Contabilizei

A Totvs vale quase R$ 14 bilhões, faturou R$ 2,2 bilhões e lucrou R$ 252,1 milhões em 2019. É a maior empresa de software do Brasil e uma das poucas listadas na B3.

Não bastasse isso, a companhia fundada por Laércio Cosentino, que cresceu de forma acelerada através de uma estratégia agressiva de compras de concorrentes, tem R$ 1 bilhão para gastar em aquisições.

Para uma companhia desse porte, que tem forte penetração em médios e grandes negócios com seu sistema de gestão empresarial, é de se esperar que as ameaças venham de empresas mais estabelecidas, com as quais a empresa está acostumada a brigar há anos, como SAP e Oracle.

Mas a pandemia do coronavírus trouxe uma surpresa para a Totvs. Startups que atuam na área de gestão financeira na nuvem e se que focavam em micro e pequenas empresas, com faturamento de até R$ 10 milhões foram obrigadas a subir alguns degraus e buscar um cliente maior. Em geral, o cliente típico da Totvs.

O principal exemplo de startup que fez esse movimento foi a Omie, uma companhia que tem entre seus investidores a Astella e a Riverwood Capital. Assim que a pandemia começou, a companhia redesenhou sua estratégia e partiu em busca de um cliente com até R$ 70 milhões em faturamento.

A resposta da Totvs não demorou a aparecer. “A Totvs falou: quer brincar no meu parquinho. Tá bom: eu vou brincar no seu também”, diz uma fonte do setor que está acompanhando esse movimentação.

No começo deste ano, a Totvs criou a divisão Eleve, um área que herdou o software Bemacash, volt
ado a micro negócios, que havia ficado de fora da venda da Bematech para a Elgin, por R$ 25 milhões, em maio de 2019.

A divisão começou a atuar com módulos de vendas para o varejo e para o setor de saúde. Em meados de junho, a Totvs lançou um módulo de gestão, com foco na parte financeira e voltado para contadores, exatamente o público na qual a Omie atua.

Até aí, nada demais. O que chamou a atenção no mercado foi a estratégia comercial da companhia. A Totvs está oferecendo uma comissão de até 50% aos contadores que venderem assinatura de seu sistema aos seus clientes. Algo que, segundo algumas fontes com quem o NeoFeed conversou, pode ser considerado bastante incomum – não a comissão, mas sim o tamanho dela.
 
“Não é uma resposta”, afirma Juliano Tubino, vice-presidente da Totvs. “O nível de comissionamento é ímpar e não é temporário. Queremos ter o contador como nosso ‘influencer”.

Tubino acrescenta que essa movimentação de startups com foco no pequeno negócio e no contador para atender um cliente maior deixou um canal desassistido e o cliente abandonado. “É uma oportunidade para nós”, diz.

De acordo com o executivo, o objetivo é ter o contador como um canal de vendas, atraindo seus clientes à plataforma da Totvs. É um universo gigante, com mais de 500 mil profissionais, segundo dados do Conselho Federal de Contabilidade. Para atrai-los, além da comissão, a Totvs dá ainda acesso gratuito ao sistema para o contador.

A Eleve já conta com dezenas de milhares de clientes, por conta de parte deles terem sido herdados do antigo Bemacash. Eles pagam um assinatura que varia de R$ 79 a R$ 169 ao mês, segundo Tubino.
A maioria deles é dos módulos de vendas para o varejo e de saúde, que estão há mais tempo no mercado. O de gestão, que acabou de ser lançado, está começando a tracionar agora. “Fizemos um projeto-piloto e o feedback foi positivo”, afirma Tubino.
A entrada da Totvs nesse segmento com mais força comercial tem o potencial de provocar um abalo sísmico nas empresas da área. Em especial, as startups que contam com um sistema na nuvem atuando com clientes de pequeno porte.
A Totvs já detém uma participação de mercado de 48% entre as empresas de pequeno porte, aquelas com até 170 funcionários, segundo a pesquisa “Uso de TI nas Empresas em 2019”, da Fundação Getulio Vargas, de São Paulo. Mas ficava à margem de micro negócios, o público da maioria das startups de computação em nuvem... Leia mais em neofeed 08/07/2020


08 julho 2020



Startup que leva inovação a governos capta mais de R$ 3 milhões em novo investimento

O Colab, startup de tecnologia que aproxima governos e cidadãos para uma gestão pública mais colaborativa e eficiente, captou mais de R$ 3 milhões em um novo investimento. O aporte foi feito por dois fundos americanos e um brasileiro: Media Development Investment Fund (MDIF), que investe em canais de mídia independente, Luminate, braço filantrópico de governança e engajamento cidadão do grupo Omidyar, e EDP Ventures, veículo de investimento de capital de risco do Grupo EDP.

O aporte possibilitará o aumento de escopo do negócio, com crescimento da base de usuários e mais serviços e ferramentas para os dois lados: cidadãos e governos. Para atender a expansão, a startup também aumentará a sua equipe, que passará a ter cerca de 35 colaboradores.

“O Colab está passando por um momento de grandes transformações. Há sete anos levamos inovação a governos, com o diferencial de também oferecer um canal para dar mais voz à população”, afirma Gustavo Maia, fundador e CEO do Colab. “Termos nos destacado como govtech e trazido para nosso lado quatro importantes fundos do mundo que investem nesse segmento nos traz confiança para seguir gerando impacto positivo na nossa sociedade”, complementa.

Os fundos que investiram no Colab nesta rodada destacam que o negócio está bem estruturado para uma nova etapa de expansão. “Trabalhamos com a companhia desde 2014 e sabemos que ela tem fundamentos sólidos e está bem posicionada para o crescimento. Essa rodada de investimentos permitirá ao Colab expandir a sua base de usuários e desenvolver novas ferramentas e serviços para apoiar melhor o engajamento cidadão e a transparência do governo”, diz Harlan Mandel, CEO do MDIF.

“Vivemos em um tempo no qual a população e seus governos almejam estreitar relações. Cidadãos buscam garantir o pleno exercício de uma cidadania inclusiva, e provedores de serviços públicos se vêem cada vez mais compelidos a buscar eficiência”, afirma Felipe Estefan, diretor de investimento do Luminate. “Temos orgulho de investir no Colab, com a certeza de que é uma empresa bem posicionada para fazer essa conexão”.

“A EDP Ventures tem sido um importante canal para estreitar os laços com o ecossistema de startups. Nosso quinto investimento, acontece nesta fase complexa durante a pandemia, mostrando nosso compromisso com o ecossistema e nossa capacidade de olharmos ao longo prazo, que nos mantém sempre ativos na procura de startups com relevância estratégica para nosso Grupo. Temos confiança que o Colab, com esse aporte, poderá expandir mais a própria atuação no mercado de utilities”, afirma Rosario Cannata, gestor de Investimento da EDP Ventures Brasil.

Este é o terceiro investimento recebido pela govtech, que em 2014, teve aporte de R$ 500 mil da gestora KPTL (na época, A5), que é sócia-investidora do Colab, e em 2015/16 recebeu US$ 1,25 milhão do MDIF e da Omydiar Network... Leia mais em startupi 08/07/2020




Loft compra a Uotel e entra no mercado de locação de imóveis

A startup, fundada em 2018 e que vale mais de US$ 1 bilhão, comprou a empresa, uma mescla de Airbnb com hotelaria, e abre uma nova frente de negócios

No fim do ano passado, a startup Uotel, um misto de Airbnb com hotelaria, estava num estágio em que já tinha provado seu modelo de negócios, mas precisava de novas rodadas de investimentos para escalar a companhia. Até então, a empresa fundada pelos jovens empreendedores Thomaz Guz e Fabio Bertini, contava com um grupo de experientes empresários na estrutura societária.

Eram nomes como Antonio Setin, dono da Setin Incorporadora; Dany Muszkat, ex-presidente da construtora Even e atual presidente do conselho da You,Inc; e Roland de Bonadona, ex-presidente da Accor na América do Sul. Os três, juntos, tinham uma participação de 16,5% na Uotel e confirmaram ao NeoFeed que estavam em busca de novos aportes.

No início desse ano, a Uotel, que subloca por períodos curtos studios com metragens que vão de 20 metros quadrados a 35 metros quadrados, conversou com dois grupos. Com um deles, inclusive, tinha um term sheet assinado. A empresa receberia um polpudo aporte para dar o salto que precisava. Mas, no dia em que a cláusula de exclusividade venceu, a Loft entrou na jogada e levou a empresa para casa. O NeoFeed apurou que o negócio foi fechado em maio e até agora não tinha sido anunciado.

Pelo acordo, a Loft pagou uma parte em dinheiro e o restante em troca de ações. Apenas os fundadores permaneceram na empresa e os investidores saíram da Uotel. O NeoFeed conseguiu confirmar com Antonio Setin a venda para a ... Leia mais em neofeed 08/07/2020



BB compra carteira de crédito do Banco Votorantim por R$ 240,5 milhões

O Banco Votorantim é controlado pelo BB e pela família Ermírio de Moraes O Banco do Brasil (BB) informou que comprou R$ 240,526 milhões em carteiras do Banco Votorantim (BV Financeira). A operação foi revelada em comunicado sobre transações com partes relacionadas, já que o Banco Votorantim é controlado pelo BB e pela família Ermírio de Moraes. A data de cessão é 29 de junho.

As operações consistem em cessão de direitos creditórios com retenção substancial dos riscos e benefícios (com coobrigação do cedente). Segundo o BB, a coobrigação assumida pelo Votorantim prevê o pagamento dos vencimentos independentemente da inadimplência da carteira, com mecanismo de “first loss”. ..  Valor Econômico Álvaro Campos Leia mais em yahoo 08/07/2020




Lavvi, incorporadora sócia da Cyrela, inicia processo de IPO


Joint venture da Cyrela e da RH Empreendimentos, a Lavvi atua no segmento de médio e alto padrão na cidade de Sâo Paulo (Imagem: Divulgação/Lavvi Incorporadora)
A Cyrela (CYRE3) comunicou ontem (7) que a Lavvi, sociedade da qual a companhia detém 45% de participação, apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a ser realizada no Brasil.

Joint venture da Cyrela e da RH Empreendimentos, a Lavvi atua no segmento de médio e alto padrão na cidade de Sâo Paulo.

Até o momento, a Lavvi submeteu à B3 (B3SA3) um pedido de listagem das ações para adesão ao Novo Mercado, já aprovado pelo conselho de administração pela Assembleia Geral de Transformação em Sociedade Anônima. A participação da Cyrela no IPO também foi aprovada pela diretoria da Lavvi.

“A companhia acredita que o acesso da Lavvi ao mercado de valores mobiliários, por meio do pedido de registro e da realização da oferta, poderá oferecer a capitalização da sociedade e o desenvolvimento de suas atividades e negócios”, comentou a Cyrela.

Assim como a Lavvi, empresas como Pague Menos e Aura entraram recentemente com pedidos de IPO, enquanto a Maestro Frotas e a Construtora Inter seguem avaliando a possibilidade de realizar a oferta. Por Diana Cheng Leia mais em moneytimes 08/07/2020 



Fusões e aquisições no Brasil caem 25% no 1º semestre, diz TTR

O volume financeiro movimentado foi 61% menor neste ano

As fusões e aquisições no Brasil tiveram um primeiro semestre mais fraco. Na comparação com os primeiros seis meses de 2019, o número de transações caiu 25%, totalizando 514 operações, e o volume financeiro movimentado foi 61% menor neste ano, segundo as informações da plataforma Transactional Track Record (TTR).

No segundo trimestre deste ano foram registradas 230 transações de fusões e aquisições, entre anunciadas e concluídas, por um valor total de R$ 13 bilhões. Este número é 36% menor do que o visto no segundo trimestre de 2019 e 19% abaixo dês primeiros três meses deste ano. Na comparação anual, o valor movimentado foi 84% menor n o trimestre..Leia mais em valoreconomico 08/07/2020




IBM anuncia acordo para aquisição da brasileira WDG Automation

Com aquisição da empresa especializada em RPA, IBM busca avançar automação baseada em IA. Termos financeiros não foram divulgados

A IBM anunciou nesta quarta-feira (8/7) que chegou a um acordo definitivo para adquirir a brasileira WDG Automation, empresa especializada em RPA (Robotic Process Automation). Os termos financeiros do acordo não foram divulgados. Com a aquisição, a IBM busca ampliar suas capacidades em automação com infusão de inteligência artificial, abrangendo desde processos de negócios a operações de TI.

Fundada em 2015, a WDG Automation possui sede em São José do Rio Preto, interior de Sao Paulo. Seus clientes na América Latina recorrem a ferramentas de RPA, Automação Inteligente, Resposta Interativa por Voz (IVR) e chatbots. A simplificação da tecnologia se mostrou um dos grandes atrativos da WDG. Projetada para usuários corporativos, suas soluções permitem criar automações usando um gravador de desktop sem a necessidade da TI. Esses robôs de software podem ser executados sob demanda pelo usuário final ou por um agendador automatizado.

A crise da covid-19 e os novos modelos de trabalho que ela cobra também pressionam novas demandas de automação e uma jornada de transformação digital acelerada. Segundo estimativa da IDC, até 2025, as empresas baseadas em IA terão um aumento de 100% na produtividade e no conhecimento dos trabalhadores, resultando em tempos de reação mais curtos, maior sucesso na inovação de produtos e satisfação do cliente.

Entretanto, um número maior de demandas digitais também pode ocasionar problemas de segurança e até mesmo continuidade nos negócios. A automação alimentada com IA, neste cenário, se oferece para cobrir lacunas, ao mesmo tempo que propõe ajudar os times de TI a diminuir o tempo entre a identificação de um problema e a resposta.
 
Segundo a IBM, ao incorporar as capacidades de RPA da WDG Automation às soluções existentes de automação com infusão de IA da IBM, os líderes de negócios, incluindo o CIO, terão amplo acesso à automação inteligente por meio de robôs de software. A aquisição também ampliará as capacidades de IBM Services para transformar as operações dos clientes. Em um primeiro momento, mais de 600 funções de RPA pré-criadas pela WDG Automation serão integradas no IBM Cloud Pak for Automation para ajudar as empresas a transformar insights de IA em ações automatizadas.

"Com o anúncio de hoje, a IBM está dando um passo adiante e ajudando os clientes a acelerar a automação em mais partes da organização, não apenas na rotina, mas em tarefas mais complexas para que os funcionários possam se concentrar em trabalhos de maior valor", disse Denis Kennelly, gerente geral de Cloud Integration, IBM Cloud and Cognitive Software.

“A automação é crucial na era digital, visto que as empresas precisam executar várias tarefas repetitivas ou rotineiras, para que os funcionários possam se concentrar na inovação. Estou muito orgulhoso do papel que a WDG Automation desempenhou no mercado de RPA com uma plataforma unificada e integrada para ajudar as empresas no Brasil a aumentar sua produtividade," disse Robson Felix, Fundador e CEO, WDG Automation. Carla Matsu Leia mais em computerworld 07/07/2020





Empresas correm com balanços e ao menos 10 Ipos podem ocorrer em setembro-

Na última semana, um grupo de empresas começou a correr junto com seus auditores para fechar o balanço do segundo trimestre do ano, aquele cheio de cicatrizes provocadas pela pandemia da covid-19. O demonstrativo financeiro atualizado é um dos documentos que as candidatas a estrearem na bolsa de valores brasileira em setembro ou outubro precisam ter em mãos para seguir com os trâmites burocráticos. Depois que a crise colocou em março mais de duas dezenas de ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) na gaveta, a ampla liquidez dos mercados globais e o crescente apetite dos investidores por ativos de maior risco, tal qual ações, está fazendo com que a fila de ofertas comece a andar em um ritmo acelerado, com mais de dez estreias programadas para a próxima janela – número que pode subir. 

Para o segundo semestre como um todo, entre IPOs e ofertas subsequentes, estão na fila de 30 a 50 ofertas de ações...

Para setembro, são aguardados nomes como a rede varejista Quero-Quero, Grupo Soma, Petz, You Inc, que já estavam com os pedidos para a realização de um IPO feito junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas outras candidatas engrossaram a fila, como a rede de farmácias Pague Menos, banco BR Partners, a d1000, da Profarma. 

Em meio à pandemia, Estapar e a fabricante de ouro Aura Minerals já abriram capital. Nesta semana também será a vez da Ambipar, empresa de gestão ambiental que atua no Brasil e exterior. No fim do mês a Riva9, da Direcional Engenharia, faz seu debute na bolsa brasileira. As demais decidiram esperar o fechamento dos dados do intervalo de abril a junho para lançarem suas ofertas.....

O presidente do Morgan Stanley no Brasil, Alessandro Zema, afirma que após essa janela, novembro, dezembro e o início de 2021 também prometem ser aquecidos. Nessa primeira leva de IPOs, prevê, virão as companhias que já estavam mais preparadas, mas outras já estão com a mão na massa para buscarem recursos na bolsa. “O processo de um IPO dura cerca de quatro meses então é possível que algumas ofertas que não puderem vir em setembro ou outubro venham um pouco depois”, destaca o executivo.

Antes dos IPOs, as ofertas subsequentes, os follow ons, ganharam ritmo desde maio, Já emitiram ações na B3 para colocar dinheiro em caixa Via Varejo, Centauro e, BTG Pactual. Já lançaram oferta, ainda, a Lojas Americanas e JHSF, emissões que serão concluídas ainda neste mês... Leia mais em  Broadcast.estadao  07/07/2020





União Química compra marca Neocopan da Hypera Pharma

A União Química acaba de adquirir a marca Neocopan da Hypera Pharma, com um negócio avaliado entre R$ 60 milhões e R$ 90 milhões. As informações são do Valor Econômico.

Com a compra, a indústria farmacêutica espera ampliar o faturamento em 6% neste ano. Até maio, a União Química obteve uma receita de R$ 512 milhões somente com as vendas no canal varejo.

O remédio integra o portfólio da Neo Química, braço de medicamentos isentos de prescrição da Hypera Pharma. Seu faturamento foi de cerca de R$ 30 milhões no ano passado, de acordo com a IQVIA.

O vice-presidente da União Química, Vagner Nogueira (foto), informou que o negócio foi fechado no dia 6 de julho, atendendo a uma recomendação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovação da compra da família Buscopan – concluída no fim do ano passado.

Também segundo a IQVIA, até maio a família Buscopan detinha 60% de participação na categoria. O Neocopan é o segundo medicamento mais vendido nesse segmento, mas sua representatividade é de pouco mais de 8%. “O nosso plano é, em um ano e meio, fazer com que o Neocopan tenha uma participação de 20% e assim diminuir a distância em relação ao Buscopan”, disse o executivo. Leia mais em Panorama Farmacêutico 08/07/2020