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24 dezembro 2020

Ser Educacional acelera aquisições e mira guinada digital

O maior grupo educacional do Norte e Nordeste do País fechou, apenas em dezembro, três aquisições - e já tem outras na manga

Depois de perder para a Ânima a disputa pelos ativos da americana Laureate no Brasil – que incluíam a universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo -, o grupo Ser Educacional (SEER3) passou a buscar novos horizontes. O maior grupo educacional do Norte e Nordeste do País fechou, apenas em dezembro, três aquisições – e já tem outras na manga. “Queremos construir um ecossistema digital de ofertas educacionais, formado com marcas fortes regionais”, afirmou o presidente da Ser Educacional, Jânyo Diniz, em entrevista ao Estadão... Leia mais em infomoney 24/12/32020

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 Ser Educacional acelera aquisições e mira guinada digital

Depois de perder para a Ânima a disputa pelos ativos da americana Laureate no Brasil – que incluíam a universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo -, o grupo Ser Educacional passou a buscar novos horizontes. O maior grupo educacional do Norte e Nordeste do País fechou, apenas em dezembro, três aquisições – e já tem outras na manga. “Queremos construir um ecossistema digital de ofertas educacionais, formado com marcas fortes regionais”, afirmou o presidente da Ser Educacional, Jânyo Diniz, em entrevista ao Estadão. 

A estratégia, agora, vai além do crescimento em medicina – área desejada pelo setor educacional, por causa do alto preço das mensalidades. A guinada digital da Ser, que ganhou velocidade e tom emergencial com a pandemia, será uma das principais vias de crescimento. Exemplo disso foi a aquisição de uma startup neste mês.

Segundo Diniz, com os ativos da Laureate fora do baralho, a companhia prosseguiu com outras transações que já estavam na mesa. “Tínhamos outras alternativas engatilhadas. Tínhamos um pipeline de aquisições e parte começou a acontecer agora”, conta.

Dono das marcas como Uninassau, Uninabuco, Univeritas, Unama e Uninorte, o grupo acaba de bater a marca de 200 mil alunos e já vem colhendo os frutos de sua vertente digital. Os cursos a distância, que ainda lidavam com um certo preconceito, venceram essa barreira com os alunos colocados em casa de forma mandatória na pandemia. E isso, é claro, acelerou a estratégia digital e projetos estão sendo antecipados. Para o próximo ano, a empresa colocou em seu planejamento estratégico R$ 150 milhões de investimento para a educação digital.

O primeiro desembolso desse plano acabou saindo no fim do ano: a startup mineira Beduka, plataforma que atua no mercado de apoio online para alunos que buscam ingressar no ensino superior, por meio de planos de estudos e simulados do Enem, por exemplo. “O portal tem mais de 800 mil visitantes únicos sem nunca ter tido publicidade”, afirma Diniz.

Do dinheiro que será desembolsado ano que vem, a Ser já definiu que R$ 100 milhões serão destinados para a compra das Edtechs, como são chamadas as empresas de educação digital, caso da Beduka.

O plano de expansão contempla ainda a retomada da abertura de unidades e polos de ensino a distância, com cinco unidades digitais, que ofertarão cursos híbridos e 100% online e de 50 polos de ensino a distância, dedicados a oferta de cursos online. Os chamados câmpus digitais serão em shoppings centers, algo que, segundo a empresa, também garante a maior segurança para os estudantes.

“Os cursos serão híbridos. O mercado mudou e isso é algo irremediável”, afirma Diniz. Se de um lado o alcance da companhia aumenta com a educação a cada dia mais digital, um dos efeitos colaterais é que a concorrência também cresce, deixando de ser apenas regional.

Mudança de estratégia

É uma clara alteração de rota para a companhia. Ao longo de 2020, o grupo desembolsou cerca de R$ 500 milhões para fazer cinco compras de ativos. Mas o principal foco foi o ensino presidencial: a companhia conseguiu dobrar as vagas do curso de medicina. O diretor de Relações com investidores da Ser, Rodrigo Alves, conta que, das compras, três foram de cursos de medicina em regiões que estão observando crescimento exponencial do agronegócio – o que vem provocando, em paralelo, aumento da demanda por esse tipo de profissional.

O Citi, em relatório, destaca a estratégia renovada da empresa para expandir o seu papel no ecossistema da educação por meio de cursos digitais flexíveis. “Em nossa opinião, a estratégia pode não apenas aumentar o mercado endereçável da empresa, mas também adicionar uma nova unidade de negócios de ativos leves com margens sólidas, retornos e geração de fluxo de caixa”, diz o banco. “Concordamos que os planos ainda são relativamente incipientes e a execução não é um passeio no parque, mas continua sendo uma opção atraente”, afirma o documento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em istoedinheitro 24/12/2020

https://www.infomoney.com.br

24 dezembro 2020



22 dezembro 2020

As principais tendências em inovação para 2021

Sabemos que 2020 foi um ano divisor de águas. Muitas das tendências previstas acabaram não se concretizando em um contexto de pandemia e a vida como a conhecíamos sofreu transformações intensas, influenciando o comportamento das pessoas, da indústria e da sociedade no geral. No entanto, com base no que vivemos neste ano, é possível traçar tendências para 2021, pautadas especialmente pela Covid-19 e suas consequências.

Partindo dessa premissa e observando as diversas mudanças que incorporamos aos nossos hábitos ao longo do ano, pode-se dividir as promessas para 2021 em quatro tópicos principais, relacionados especialmente às relações de trabalho e à importância da inovação nas empresas.

Adaptação dos portfólios: 

Neste ano, as empresas, mais do que nunca, se viram obrigadas a incorporar novos produtos e serviços em seus portfólios para sobreviverem à crise, uma vez que a pandemia também provocou mudanças no comportamento de compra do consumidor. Um exemplo dessa alteração, é o significativo crescimento observado no segmento de construção civil, uma evidência de que a estética e o conforto das casas passou a ser mais valorizado, já que as pessoas estão saindo menos.

Tendo isso em vista, empresas acostumadas a participar apenas de determinados setores - e que em alguns casos acabaram retraindo pela falta de procura - estão se arriscando em outras áreas para se manterem no mercado e não saírem no prejuízo.

Uma forma de colocar isso em ação é adotando boas práticas de inovação globais por meio da ISO 56.002. A norma estimula a criação de novos produtos a partir do gerenciamento de insights, visando a entrada em novos mercados e com maior valor agregado.

Internacionalização: 

Outra forma de garantir uma vantagem competitiva no mercado e driblar momentos de instabilidade econômica é promover a internacionalização, processo em que a empresa se prepara para participar de trocas econômicas entre os países com o objetivo de expandir seus negócios para o mercado externo, aumentando as possibilidades e diluindo os riscos.

Alguns dos passos a serem seguidos a fim de garantir a internacionalização são compreender o mercado de atuação, entender a demanda e a capacidade de produção, enquadrar a empresa nos requisitos técnicos e legislações e, finalmente, traçar boas estratégias de comercialização.

Da mesma maneira, a ISO 56.002 também tem como objetivo auxiliar as empresas nesse processo de adaptação de seus processos para a abertura aos demais países.

Inovação verde: 

De nada adianta inovar e não pensar nos impactos ao meio ambiente. Sendo assim, incorporar a sustentabilidade aos produtos e serviços atendendo às necessidades por soluções ecologicamente corretas é mais uma tendência, que inclusive já observamos atualmente.

O maior objetivo da inovação verde é equilibrar crescimento econômico e preservação a natureza. As indústrias brasileiras estão crescendo de forma mais acelerada, o que é ótimo, mas ainda não chegamos a um consenso sobre como e quanto preservar o planeta para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento. Por isso, a hora de pensar verde é agora.

Indústria 4.0 e 5g: 

Algo fundamental quando o objetivo é se manter moderno e atual no mercado, é a incorporação da indústria 4.0, que ao fazer os serviços ficarem mais rápidos e baratos, otimiza e aprimora a produção. Uma pesquisa publicada pela Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no início de 2020 revelou que 50% das indústrias americanas, chinesas e europeias já estavam adotando a indústria 4.0. Na Índia, 25%. No Brasil, apenas 2% e, durante o ano, esse número só caiu.

Para reverter esse cenário, é preciso investir em tecnologias de ponta, tais como robôs, impressoras 3D, ferramentas de cibersegurança, realidade virtual e mista, Blockchain e, principalmente, o 5g, a maior tendência dentro da indústria 4.0. A definição do 5g para os próximos anos deverá ser pensada mirando a melhor forma para a interconexão de equipamentos com a internet, a chamada Internet das Coisas (IOT, do inglês, Internet of Things). Basicamente, ele será responsável por gerenciar como a nossa rede de objetos físicos e infraestrutura fabril irão receber e transmitir dados.

Nesse conexto, a definição do 5g irá mostrar exatamente para que lado nós vamos. Se a produção nacional vai continuar correndo atrás do rabo, ou se nós vamos começar a ser protagonistas desse mundo cada vez mais conectado.

Agora é a hora de aprendermos com o difícil ano de 2020 para construirmos um futuro melhor em 2021. E a melhor forma é planejar possibilidades de inovação pensando também em como tirar os planos do papel e, assim, otimizar resultados, evitar crises e tirar o atraso da pandemia. Autor Alexandre Pierro -  sócio-fundador da PALAS consultoria de inovação e gestão pioneira na implementação da ISO 56002 .. leia mais em segs 21/12/2020




22 dezembro 2020



‘Não vou esperar empresa estrangeira ser protagonista do digital no Brasil’, diz CEO do Magazine Luiza

Depois de mais recente aquisição, Frederico Trajano diz em entrevista que estratégia de compras se concentra em um só objetivo: a conquista da liderança do mundo digital brasileiro

O período de pandemia foi agitado para o Magazine Luiza, que em 2020 foi às compras para reforçar sua operação digital, da logística à oferta de produtos, passando pela publicidade e pelas finanças.

Ao todo, foram 11 aquisições. E, ontem, a companhia anunciou a maior delas: pagou R$ 290 milhões pela fintech Hub, que foi fundada pelo empresário Carlos Wizard Martins há oito anos.

Em entrevista ao Estadão, o presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, disse que a heterogênea estratégia de compras se concentra em um só objetivo: a conquista da liderança do mundo digital brasileiro.

"Não vou esperar uma empresa estrangeira ser protagonista digital no Brasil, seja ela chinesa, argentina ou americana", disse o executivo, referindo-se às gigantes Alibaba, Mercado Livre e Amazon. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Qual é a importância da Hub para o sistema digital do Magazine Luiza? 

É muito importante. Ela tem acesso ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e também ao Pix, pois, desde julho, tem autorização do Banco Central como instituição de pagamento. Ter isso dentro de casa reduz a nossa necessidade de contratar prestadores de serviço, reduzindo as fricções do cliente nas operações. Isso vai ajudar tanto o MagaluPay, voltado ao público em geral, que lançamos em julho, quanto o Magalu Pagamentos, voltado para os vendedores do nosso marketplace, que existe desde abril. E vamos ter uma equipe de 250 pessoas adicionada ao nosso time, incluindo cem desenvolvedores.

Por que esse ambiente de pagamentos é tão importante para a estratégia de superapp?

A Hub se encaixa como uma luva na nossa estratégia, pois a conta de pagamentos é elo fundamental de todos os superapps da China - como o WeChat, que tem o WeChatPay, e o Alibaba, que tem o AliPay.

Isso vai acelerar o crescimento do Magalu na área?

O crescimento em ritmo chinês já faz parte da nossa estratégia. O que a gente quer aumentar é a penetração desses serviços (na vida das pessoas). Hoje, temos 2 milhões de clientes com contas abertas no MagaluPay, mas nem todos são ativos. A ideia é ampliar a oferta de produtos financeiros em todo o ecossistema. E é também uma oportunidade de monetizar e gerar mais resultados em todas essas transações.

Com isso, o Magalu poderá ajudar os desbancarizados?

A gente já ajuda a bancarizar no Brasil, com o LuizaCred, temos 4 milhões de cartões emitidos, o que é mais do que o Nubank ou o Carrefour. A Hub é uma empresa de tecnologia que vai se conectar tanto com a operação de varejo quanto ao LuizaCred. Ela vai fazer toda essa ligação do sistema (financeiro) que a gente já tem, ampliando possibilidades.

Qual é o balanço das aquisições deste ano?

A gente tem cinco pilares estratégicos: 

  • o superapp, 
  • a entrada em novas categorias de produtos, 
  • agilização das entregas, 
  • crescimento exponencial do negócio e 
  • pensar o Magalu como um provedor de serviços. 

Todas as 11 aquisições seguem esse direcionamento. São peças que se encaixam perfeitamente a essa estratégia.

Com o repique de covid-19, está difícil prever o ano de 2021?

O Brasil é volátil por natureza. Se nem o Banco Central consegue prever o que vai acontecer, não é a gente (que vai conseguir). Tenho de preparar meu time para que a gente cresça independentemente do cenário. Um modelo de negócios mais amplo, por exemplo, reduz riscos. E uma coisa não vai mudar: o Brasil ficou mais digital, mas a fatia (nas vendas) subiu de 5% para 10% (na pandemia). Tem muito espaço para crescer, pois na China esse porcentual é de 30%. E queremos ser protagonistas no digital. Não vou esperar uma empresa estrangeira ser protagonista digital no Brasil, seja ela chinesa, argentina ou americana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo... Leia mais em  seudinheiro 22/12/2020











15 dezembro 2020

Cogna prepara marketplace de educação, projeta melhora de resultados de Kroton

A Cogna prepara o lançamento de um marketplace de educação voltado para jovens e adultos que vai integrar produtos próprios com outros oferecidos por terceiros, na expectativa de preservar seus negócios em meio à crise gerada pela pandemia.

“A plataforma (de marketplace) pode ser no médio e longo prazos transformadora para nossa organização”, disse nesta segunda-feira o presidente-executivo da Cogna, Rodrigo Galindo em apresentação online sem mencionar o cronograma de lançamento.

Segundo ele, o marketplace vai permitir expandir o mercado da Cogna no Brasil dos atuais 56 bilhões de reais para 121 bilhões em 2025.

O marketplace oferecerá produtos como cursos de ensino superior, livres, técnicos e de idiomas, além de serviços como orientação vocacional e até financeiros, disse o executivo. Ele disse que o marketplace já tem 16 vendedores parceiros incluindo nomes como Saraiva Jur, Cursos Livres e Consultoria da Educação.

As ações da companhia lideraram as perdas do Ibovespa nesta segunda-feira, recuando 5,5%, enquanto o índice cedeu 0,45%.

O papel recuou apesar da empresa prever crescimento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da ordem de 25% ao ano até 2024, projeção esta que não inclui a nova operação de marketplace de educação.

Também na apresentação, executivos da unidade da Cogna de serviços para educação básica, Vasta, afirmaram anunciaram que a companhia vai lançar em fevereiro produto de aulas particulares e estimaram o tamanho deste mercado de 3 bilhões de reais.

A Vasta também deve ter em 2021 um crescimento de mais de 21% no indicador de valor de contratos anuais (ACV), disse executivo da unidade.

Na Kroton, de educação superior, a expectativa é de ampliar em 50% o portfólio de cursos digitais até 2022 e que o custo de captação de alunos em 2021 deve cair entre 25% e 30%, após uma ampla reestruturação iniciada no terceiro trimestre, acelerada pelos impactos da pandemia.

Essa reestruturação deve ajudar a Kroton, que vê dificuldade para elevar preços de mensalidades nos próximos um a dois anos, disse executivo da unidade, citando elevada concorrência.

Questionado sobre quando a companhia poderá voltar a fazer aquisições no ensino superior, Galindo afirmou que a redução do endividamento e melhora da performance financeira a partir do próximo ano vão “gerar conforto para aquisições via dívida nos próximos trimestres”.

“Certamente oportunidades inorgânicas farão parte desta companhia no futuro. Vai ser natural a gente voltar às aquisições”, disse Galindo, acrescentando que o foco ficará em ativos que passaram pelo mesmo tipo de reestruturação que a pandemia forçou o grupo a passar neste ano.

Já sobre dividendos, o executivo comentou que a Cogna vai manter no próximo ano política de pagamento do mínimo obrigatório. “Provavelmente…não teremos lucro distribuível para 2021, que ainda vai ser um ano difícil.” (Por Alberto Alerigi Jr.) Reuters Leia mais em mixvale 14/12/2020




15 dezembro 2020



14 dezembro 2020

Abrir capital no Brasil tem custo equivalente ao de IPO nos EUA

Abrir o capital nos Estados Unidos não é significativamente mais caro do que na B3 quando se analisa as taxas cobradas das companhias no processo de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). 

Levantamento feito pela Alvarez & Marsal (A&M) com base em algumas das maiores operações de abertura de capital realizadas por empresas brasileiras em bolsas americanas e na B3 indicam cobrança de taxas de emissão muito próximas, em média. .. Leia mais em valoreconomico 14/12/02020




14 dezembro 2020



Fleury executa estratégia digital e verticaliza nichos

Com o mercado de saúde em franca disrupção, a estratégia do Fleury tem sido cada vez mais focar em adquirir novas competências —  e não o velho jogo de abrir lojas.

“Se você entrevistar o Fred Trajano da Magalu, você não vai mais perguntar quantas lojas ele vai abrir; se você entrevistar o Octávio Lazari, do Bradesco, não vai perguntar sobre agências,” o CEO Carlos Marinelli disse ao Brazil Journal. 

Em linha com essa estratégia, o Fleury está anunciando hoje sua entrada nos mercados de medicina reprodutiva e educação médica —  fortalecendo seu ecossistema de saúde e abrindo duas novas avenidas de crescimento. 

O Fleury disse também que vai inaugurar em 2022 uma nova sede que vai aumentar sua capacidade de processamento de 150 mil exames/dia para 500 mil/dia. Sete dos 12 andares do edifício serão ocupados exclusivamente pelos laboratórios de análises clínicas e de medicina de precisão. 

Os anúncios vêm logo em seguida a duas aquisições anunciadas semana passada que também agregam ou complementam competências já existentes no grupo. 

Na sexta-feira, o Fleury comprou a Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha — uma referência em oftalmologia em São Paulo — e o Centro de Infusões Pacaembu, a maior rede de infusões de medicamentos imunobiológicos de São Paulo, com seis lojas e faturamento de R$ 108 milhões por ano. 

As aquisições equivalem a uma espécie de verticalização: permitirão ao Fleury monetizar melhor clientes que até agora só usavam sua rede para fazer exames e em seguida buscavam outras clínicas para fazer os procedimentos. 

Vista como um todo, a estratégia — que inclui o lançamento da plataforma Saúde iD há três meses —  posiciona o Fleury para capturar múltiplos de negócios digitais e o alto crescimento do setor de saúde hoje refletido no mercado hospitalar. 

EDUCAÇÃO MÉDICA

O Fleury está lançando a Pupilla, uma plataforma que oferecerá cursos, masterclasses e treinamentos digitais tanto para médicos, biomédicos e fisioterapeutas já formados quanto para estudantes de saúde.

Uma inteligência artificial rastreia os artigos e publicações mais novos e mais relevantes dos principais periódicos nacionais e internacionais, e médicos especialistas renomados em suas áreas farão a curadoria do conteúdo.

“Os artigos acadêmicos são pesados e tomam muito tempo, e a forma de consumir informação hoje mudou: é bem mais rápida e dinâmica,” diz Jeane Tsutsui, diretora-executiva de negócios do Fleury. “Nossa ideia é fazer uma curadoria e entregar o conteúdo resumido.”

Num primeiro momento, a plataforma vai abranger três áreas — radiologia, cardiologia e clínica médica — mas pouco a pouco a oferta será ampliada. 

Muitos dos 2,8 mil médicos do Fleury já dão aulas na universidade ou em cursos de formação profissional.

MEDICINA REPRODUTIVA

O Fleury anunciou que vai abrir no ano que vem seu primeiro centro para tratar infertilidade —  um mercado com alto potencial de crescimento, tíquetes altos, e que tem sinergias com seu negócio de medicina da mulher. 

A ideia é usar essa primeira clínica — que será chamada de Fleury Fertilidade — para ganhar conhecimento e competência na área para depois abrir outras unidades. 

No Brasil, foram feitos 44 mil ciclos de fertilidade — tentativas de inseminação artificial — no ano passado, o que faz do País o maior mercado de fertilidade da América Latina.  

Jeane diz que a clínica será aberta para médicos externos fazerem o procedimento e terá uma área de embriologia — o coração desse negócio. A estimativa é que essa primeira unidade faça 3.600 ciclos de fertilidade por ano. Cada ciclo custa entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. 

TELEMEDICINA

O Saúde iD, marketplace de soluções de saúde lançado em setembro para empresas e operadoras, passará a estar aberto também ao consumidor final.

A plataforma terá duas opções de assinaturas. A primeira dará direito a usar a solução de telemedicina, além de um protocolo de exames complementares. A segunda será um pouco mais completo: além da telemedicina e dos exames, dará acesso à rede de atenção primária do Fleury. 

O lançamento vem num momento em que a telemedicina está explodindo. Desde que lançou sua solução, o Fleury já fez mais de 100 mil consultas por telemedicina. Hoje, está fazendo mais de 1,5 mil por dia com 200 médicos dedicados ao serviço. 

Os avanços da telemedicina são palpáveis. 

O Fleury começou a usar recentemente um device desenvolvido pela israelense TytoCare que tem aumentado as possibilidades das consultas por vídeo. O aparelho é enviado aos pacientes que, com orientação do médico, conseguem usá-lo para ausculta cardíaca e gastrointestinal ou para tirar fotos do tímpano e da garganta, por exemplo. Os dados coletados pelo aparelho são enviados automaticamente para o prontuário do paciente. Geraldo Samor e Pedro Arbex / Leia mais em braziljournal 14/12/2020 







Fusões e aquisições serão principal catalisador para B2W e Lojas Americanas

Há um risco-retorno bastante atrativo para ambas companhias, segundo analistas

A B2W (BTOW3) e Lojas Americanas (LAME4) promoveram, na última sexta-feira (11), seu Investor Day, oportunidade em que revelam informações sobre sua estratégia para os próximos anos.

Muitas conclusões puderam ser captadas a partir do evento, e analistas já projetam como ambas ações devem refletir os desafios no futuro.

Para a XP Investimentos, a principal mensagem é que as duas varejistas estão procurando integrar seus negócios o máximo possível “de modo a oferecer um ecossistema completo para seus clientes”.

A corretora ainda destaca três pilares que as empresas devem focar nos próximos anos:

1) Cerca de 54 oportunidades diferentes de fusões & aquisições foram mapeadas em 9 segmentos, que podem despontar os negócios da Lojas Americanas;

2) Melhoramento da logística, aumentando sua capilaridade e expandindo o fulfillment aos vendedores; e

3) A Ame, plataforma de cashback da B2W, será alavancada através das suas plataformas digital e física.

O Safra também concorda que as fusões e aquisições serão o principal catalisador para as ações da B2W e da Lojas Americanas no futuro.

“Vemos o risco-retorno bastante atrativo para ambas companhias, especialmente após as recentes recentes ofertas de ações que renderam R$ 7,9 bilhões à Lojas Americanas e R$ 4 bilhões à B2W”, comentam os analistas Guilherme Assis e Felipe Reboredo.Por Lucas Simões Leia mais em moneytimes 14/12/2020



13 dezembro 2020

Quanto vale o show? A arte de avaliar um clube de futebol e os segredos do valuation

No futebol, virou moda vermos relatórios de valuation de clubes. Mas esses processos são muito mais complexos do que simplesmente criar uma regra e aplicá-la a todo mundo, especialmente no futebol

Valuation

Dependendo do modelo de valuation, o Manchester United vale 497 milhões ou 1,09 bilhão de libras 

Na década de 1990, Silvio Santos usava um bordão no programa dominical “Show de Calouros” para animar a plateia, repetindo-o insistentemente: “Quanto vale o show?”, dizia o mito da TV, dando início às avaliações de jurados tão míticos quanto o apresentador.

Assim como as avaliações de Pedro de Lara, Décio Piccinini e Aracy de Almeida poderiam ser completamente diferentes, no mundo dos negócios temos uma espécie de show de calouros recorrente, que são as avaliações de negócios, o famoso valuation.

Seja para construir um processo de fusão ou aquisição entre empresas, seja para apontar quanto deveria valer uma determinada ação em bolsa de valores, ou até para atribuir valor a uma startup que está buscando investidores, tudo passa por um punhado de análises para dizer quanto vale aquele show, digo, aquela empresa.

No futebol nosso de cada dia, virou moda vermos relatórios de valuation de clubes, como uma tentativa de se antecipar a um possível boom de negócios envolvendo a transformação de clubes em empresas.

Sem querer ensinar a oração ao vigário, processos de valuation são muito mais complexos do que simplesmente criar uma regra e aplicá-la a todo mundo, especialmente no futebol.

Primeiramente, precisamos aceitar uma realidade: não existe modelo único de valuation, nem para o setor corporativo, e muito menos para o futebol. Aliás, no futebol existe um grande debate sobre o modelo de valuation – e ele está longe de ser encerrado.

Um paper de Tom Markham, da Universidade de Reading, chamado “What is the optimal method to value a football club?”, traz uma enorme contribuição ao debate.

O artigo aponta os diversos modelos existentes, aplicando-os aos clubes da Premier League e chega a resultados muito diversos, que mostram o tamanho do desafio que é avaliar um clube de futebol.

Outro paper que contribui para esta discussão é a tese de Thomas Boccanegra, da Universidade Ca’ Foscari de Veneza, chamado “Sports Business: la valutazione delle società di calcio professionistiche”, em que o autor também aponta diversos métodos de avaliação, contrapondo-os e concluindo que não há modelo único e perfeito.

O que isto significa? Isto quer dizer que toda vez que você se deparar com um estudo apontando um valor de mercado a partir de um modelo específico ele será apenas uma indicação, quase uma curiosidade, e nada além disso.

A avaliação de valor de um clube de futebol demanda uma composição de itens que precisam ser corretamente calibrados. Ainda assim, isoladamente eles não garantem o melhor resultado.

Primeiro, resumindo os principais modelos de valuation, temos:

  • DCF (Discounted Cash Flow), ou Fluxo de Caixa Descontado: é o modelo mais tradicional de avaliação de empresas. Ele considera que você projetará os fluxos de caixas futuros e trará seu resultado a valor presente por meio de uma taxa de desconto (WACC), que é o custo médio do capital.
  • Múltiplos: a partir de vários negócios e avaliações chega-se a um múltiplo que, aplicado à receita, representa o valor do clube. No caso do futebol, ele é aplicado às receitas, porque grande parte dos clubes não tem EBITDA (geração de caixa) positiva.
  • Valor de Liquidação: para clubes em situação falimentar. Trata-se de somar os ativos e reduzir os passivos, de forma simples e direta, pois o fluxo de caixa já não existe mais.
  • Modelo Múltiplo: é aquele que combina aspectos de todos os demais. Por exemplo, Tom Markham desenvolveu um modelo que combina receitas, ativos, lucro líquido, capacidade do estádio e custo com pessoal. É uma tentativa.

No paper de Markham, ele apresenta alguns resultados que evidenciam as discrepâncias:

As diferenças chegam a ser de 3 vezes entre os extremos, e na média é de 2,2 vezes. Ou seja, a depender do modelo o valor pode ser completamente diferente.

No paper, há uma menção ao modelo que a revista Forbes faz, mas optei por não considerá-lo pois trata-se de uma soma de imperfeições, que consideram aspectos não financeiros, como um valor de marca e especialmente valores dos estádios.

Há casos em que a revisão incluiu um estádio sem ele ser do clube, assim como não considera as dívidas, como no caso da Neo Química Arena. Infelizmente há quem dê atenção.

Análise e Recomendações

Algumas coisas parecem funcionar bem, enquanto outras são apenas tentativas sem sentido. A verdade é que existem algumas regras que precisam ser respeitadas ainda antes de fazer um valuation:

  • – Nunca use um modelo único. Especialmente num mercado que ainda nem existe, como o do futebol, utilizar mais de um modelo é importante para testar a consistência das avaliações.
  • – Cuidado com a qualidade da informação. Há uma expressão conhecida para quem trabalha com modelos que é “Garbage in, garbage out”, ou seja, se entra lixo, sai lixo. O melhor e mais preciso modelo só funcionará se as informações que forem utilizadas forem corretas. A análise preliminar é, portanto, fundamental.
  • – Cuidado com a dupla contagem. Há um risco na construção de modelos híbridos – os multimodelos – ao se contar duas vezes algumas receitas. No modelo de Markham, por exemplo, utilizar a capacidade do estádio e o total de receitas pode significar estar dando peso adicional ao matchday, enquanto usar lucro, receitas e custos salariais pode indicar redundância. Modelos precisam ser equilibrados, ainda que precisem de testes de consistência.
  • – Evite a inovação inócua. Os modelos precisam de elementos exclusivos de cada setor. E cada vez mais é fundamental usar informações que estejam fora dos elementos tradicionais. Mas cuidado, porque invenções custam caro e podem incorrer no tema anterior da dupla contagem.

Usar valor do elenco e valor da marca pode ser legal para dizer que o modelo é completo, mas tende a ser inócuo, à medida que comprar um clube não se trata de custo de reposição. Não existe a possibilidade de comprar um clube ou montar um do zero, mas sim de comprar o clube A ou o clube B, e os elencos têm prazo, medidos em tempo remanescente de contrato – e ninguém vai vender 100% do elenco.

Ou mesmo a questão do valor da marca. Afinal, este valor já está dado em diversos aspectos econômico-financeiros, como receitas de TV, bilheteria, marketing. São receitas associadas ao tamanho da torcida e à capacidade que a atual gestão tem de transformar a marca e sua relação com os torcedores em dinheiro.

Nem entro no fato de que as análises precisam ser feitas a partir de dados efetivos, uma avaliação destacada de cada clube. Análises em lote costumam ignorar que cada clube é um clube, que cada clube possui um valor e um potencial diferente do outro.

O que vale para o Brasil?

Precisamos desenvolver um modelo eficiente que seja referência. Nesse sentido, as possibilidades que vêm sendo aplicadas são válidas enquanto curiosidade, mas precisam ser tratadas de forma mais cuidadosa, à medida em que acabam gerando distorções de mercado. Pois quem vê o número seco passa a ter uma referência.

Um modelo referência deveria ser multimodelo e estar baseado no DCF adaptado. E por que adaptado?

Por conta das características intrínsecas à indústria do futebol brasileiro:

  • a) dependência de receitas não recorrentes e dificuldade em projetar as receitas variáveis: muitos clubes possuem EBITDA recorrente negativo que é coberto por venda de atletas. Além disso, diferentemente de indústrias tradicionais, no futebol a receita não é uma questão de “quantidade x preço”, mas de desempenho, que aumenta premiações e presença de público no estádio.
  • b) Futebol não é uma atividade para se ter lucro enquanto teoria de retorno do capital investido. Cada real que se tira do clube significa menos competitividade na temporada seguinte.
  • c) Não dá para usar valor de atletas sem conhecer o valor efetivo. O avlor de negociação de um atleta é sua multa contratual. Logo, primeiro passo é conhecer o valor real que o elenco vendido pode gerar. Depois, analisá-lo em relação ao prazo de contrato. Por fim, atleta vendido é elenco fragilizado, e a venda tem que ser feita com parcimônia e não acontece o tempo todo. Logo, o valor do elenco no tempo está associado ao histórico de vendas que o clube consegue fazer, e não ao valor do elenco que um terceiro indica.
  • d) Não dá para usar valor do estádio ou de outros ativos. O clube não vai vender esses ativos, exceto se estiverem fora da operação. E, de novo, não é uma questão de reposição, pois se um clube vai começar do zero, ele não precisa de um estádio enorme. Além do que, como vimos no caso da renegociação da dívida da Neo Química Arena entre Corinthians e Caixa, ativos como estádios não tem valor comercial, pois só servem ao clube. Servem sim para agregar receita, desempenho esportivo, e só.
  • e) Valor de marca também tem que ser avaliado sob a capacidade que a marca tem de fazer receitas. O potencial de receitas está atrelado à marca e ao tamanho da torcida, mas essencialmente à capacidade de gestão desses dois fatores em conjunto com a gestão esportiva. No Brasil, consumo de clube está associado a resultados, exceto em casos específicos, que já estão presentes nas receitas de sócio torcedor, de direitos de pay-per-view, marketing.
  • f) De qualquer forma, avaliar potencial de marca, torcida, engajamento, estrutura operacional é parte do modelo híbrido, mas não parece razoável ser o mais relevante em nenhum clube. Afinal, ou a gestão atual é capaz de extrair o melhor disso tudo e já contemplar nas receitas, ou então este hidden value precisa ser desenvolvido, e consequentemente vira ganho de quem mudou as estruturas e maximizou o potencial do clube. Ou seja, fluxo de caixa futuro.

No final, nunca dá para cravar que o show vale “10 paus”, mas sempre que ele vale entre “5 e 15 paus” se chega ao momento mais bacana e tenso nesses processos, que é a negociação entre as partes.

Porque o show tem valor, mas é preciso girar os pratos, agradar os jurados e só depois passar no caixa... Autor Cesar Grafietti - leia mais em infomoney 13/12/2020



13 dezembro 2020



12 dezembro 2020

Diretores compram ações e Sertrading conclui reorganização societária

A empresa de comércio exterior Sertrading acaba de concluir uma reorganização societária. Um grupo de diretores comprou 35% das ações. Os vendedores foram o financista Jair Ribeiro e o empresário Paulo Brito, fundador da Aura Minerals, que estão fora do dia a dia da empresa. Com a transação, os seis diretores da Sertrading passam a deter 93% do capital da companhia. Ribeiro permanece com 7% das ações.

Pra frente. Fundada em 2001 pelo empresário Alfredo de Goeye, a Sertrading crescerá 60% seu.. Leia mais em estadao 12/12/2020



12 dezembro 2020



Empresas devem focar em adquirir rivais e participar de licitações em 2021

Das 600 empresas entrevistadas, 29 consideram oferta na Bolsa.

Uma maioria de um total de mais de 600 empresas pretende focar em estratégias de aquisição de outras companhias (24%) e na entrada em leilões de privatizações e licitações (29%) no ano que vem. 

A consultoria Deloitte, que fez pesquisa com essas companhias – que juntas carregam receitas de R$ 1,2 trilhão -, apurou ainda que 10% olham para as concessões públicas. 

Para levantar dinheiro no mercado de capitais, 29 das 600 empresas entrevistadas consideram oferta na bolsa, e 49, emissão de títulos de dívida no ano que vem... leia mais em estadao 12/12/2020





Camil continua interessada em fazer aquisições, reforça CEO

Empresa de alimentos ainda buscar entrar em novos segmentos e países

A Camil Alimentos segue em busca de oportunidades de aquisições para entrar em novas categorias de produtos, como trigo e derivados e café, repetiu o CEO da empresa, Luciano Quartiero, em evento virtual para investidores nesta manhã. .. leia mais em valoreconomico 11/12/2020







11 dezembro 2020

Decolar negocia compra de outras empresas, mas quer pagar preço justo

O CEO da Despegar (Decolar no Brasil), Damián Scokin, foi o entrevistado de Carolina Sass de Haro, da Phocuswright, no evento LatAm Talks, que ocorreu nesta quinta-feira, 10, de forma on-line - o segmento foi um oferecimento da Elo. Pelas previsões de Scokin, as viagens domésticas atingirão os níveis de vendas pré-pandemia já no final de 2021. Ele diz que México e Brasil lideram a retomada das vendas domésticas atualmente e que a OTA vai investir em ter mais produtos alinhados com o que quer o viajante impactado pela pandemia. ..

Para 2021, ele também espera terminar a integração da mexicana Best Day, e ver a brasileira Koin, de meios de pagamento, ser utilizada também por outras verticais e empresas do grupo.

AQUISIÇÕES 

Carolina de Haro perguntou se a Despegar estaria negociando novas aquisições ou se estaria recebendo propostas para ser comprada. O CEO da Despegar foi claro em dizer que o perfil atual é de comprador e não de empresa à venda. “Preciso responder respeitando a confidencialidade, mas temos conversas sim (para comprar outras empresas). Porém, não estamos ansiosos. Queremos pagar o preço correto. Estamos atentos também ao valor a ser agregado (por uma aquisição”, declarou... Panrotas Leia mais em  panrotas 11/12/2020'


11 dezembro 2020



08 dezembro 2020

Labi, com exames a partir de R$ 10, busca crescer 10 vezes em dois anos

 Labi está em busca de investidores para captar até 70 milhões de reais em uma nova rodada de investimentos. Com isso, a empresa quer praticamente dobrar o número de laboratórios físicos e crescer dez vezes de 2019 a 2021. A empresa já está em conversas com investidores e deve fechar a rodada no primeiro semestre do ano que vem.

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A startup de saúde foi criada há três anos pelo administrador gaúcho Marcelo Noll Barboza, depois de duas décadas de carreira como presidente e conselheiro de grandes empresas de saúde, como a fabricante de equipamentos GE Healthcare e a rede de laboratórios Dasa. O objetivo da rede de laboratórios é oferecer exames laboratoriais de sangue para um check-up mais acessível: um hemograma custa a partir de 10 reais. 

As unidades são pequenas, enxutas, sem estacionamento ou pequenos luxos, como um cafezinho. A empresa não oferece exames de imagem, que exigem equipamentos caros. Também economiza ao digitalizar parte do processo, como o agendamento de exames feito pela internet. 

São 17 unidades entre a Grande São Paulo e o Rio de Janeiro, onde chegou no início deste ano — há cerca de um ano, eram apenas nove unidades. Com os aportes, prevê chegar a 30 unidades no ano que vem e expandir para o interior do estado de São Paulo, além de ampliar a atuação no Rio de Janeiro. A maior parte das unidades já atingiu o breakeven, ou seja, o equilíbrio entre custos e receitas, e hoje é lucrativa. “Estamos confiantes de que podemos acelerar ainda mais esse crescimento”, diz Marcelo Noll Barboza, presidente e fundador, em entrevista à EXAME. 

Com faturamento de 4,1 milhões de reais no ano passado, o plano é chegar a 22 milhões de reais em 2020 e a 41 milhões de reais em 2021. O foco é em pacientes particulares ou empresas — entre os parceiros da rede estão a Stone, Magazine Luiza, Prevent Senior e Intermédica.

A rede laboratorial já captou 10 milhões de reais em agosto e, no ano passado, levantou 20 milhões de reais em uma rodada liderada pela e.Bricks Ventures. Com o aporte mais recente, a startup de saúde ganhou um nome de peso. Entre os investidores está Cláudio Lottenberg, presidente do hospital Albert Einstein por 15 anos, até 2016, e atualmente presidente do conselho. Também atuou como presidente da UnitedHealth Brasil, controladora da Amil, por dois anos até 2019. 

Além das unidades físicas, a Labi também cresce pelo canal digital. Qualquer pessoa pode agendar uma retirada de exames e receber um profissional para coleta em casa ou no ambiente de trabalho. De cerca de cinco coletas domiciliares por dia, hoje a rede faz cerca de 300. “Essa combinação online e offline avançou bastante, as unidades físicas servem como base para o coletador”, diz Barboza. 

A empresa também firmou uma parceria com a Pague Menos, para vender check-ups a partir de 118 reais. A venda de exames e serviços é uma das apostas da rede de farmácias que nasceu no Nordeste, com foco em fidelizar os clientes — a maior parte do público da rede não tem plano de saúde. Hoje, mais de 800 lojas da cadeia oferecem serviços como testes feitos com gotas de sangue, vacinação e orientação para o uso correto de medicamentos.

A Labi passará ainda a oferecer vacinação em suas unidades e por atendimento domiciliar. A pandemia do novo coronavírus impactou o mercado de farmácias, planos de saúde e clínicas de exame. Com foco em eficiência, digitalização e atendimento domiciliar, a Labi terá um ano de 2020 com crescimento recorde e, com os novos aportes previstos, pode chegar ainda mais forte no ano que vem. Exame. Leia mais em indicesbovespa 08/12/2020 



08 dezembro 2020



03 dezembro 2020

Petrobras recebe propostas vinculantes para 4 refinarias

A Petrobras informou que recebeu propostas vinculantes para quatro refinarias, enquanto avança com seu programa de desinvestimentos de até 35 bilhões de dólares em cinco anos, que tem nas unidades de refino parcela importante.

Segundo comunicado na noite de quarta-feira, a empresa recebeu propostas pelas refinarias Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

Na nota, a Petrobras disse ainda que espera receber propostas vinculantes para as refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, no dia 10 de dezembro, reiterando o que afirmou no início da semana o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

O executivo disse ainda que a companhia espera concluir integralmente a venda das oito refinarias colocadas no plano de desinvestimentos até o final de 2021, de acordo com o compromisso assumido com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O recebimento de propostas vinculantes para outras duas refinarias –Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais– está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2021, disse a Petrobras em nota, também conforme havia sinalizado o CEO a jornalistas.

Após a fase vinculante do processo, a sistemática de desinvestimentos prevê a divulgação da celebração de acordo de exclusividade (quando aplicável), “signing” e “closing” (conclusão).. Reuters Leia mais em mixvale 03/12/020



03 dezembro 2020



Secretário fala em valorização de 50% com privatização da Eletrobras

Calendário prevê que a desestatização deve acontecer no quatro trimestre de 2021

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord de Faria, afirmou em entrevista coletiva que é possível esperar uma valorização de pelo menos 50% nas ações da Eletrobras a partir da alienação do controle da estatal no ano que vem. “Hoje a participação do governo federal, somando a participação direta e a do BNDESPar, fica entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões, dependendo da cotação da ação”, disse Faria, após reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos.

O calendário divulgado pelo governo nesta quarta-feira, 2 de dezembro, prevê que a desestatização da Eletrobras deve acontecer no quatro trimestre de 2021. O governo terá de lidar, porém, com as dificuldades de tramitação no Congresso do projeto de lei que autoriza a alienação do controle da empresa, por meio de um aumento de capital sem subscrição da União.

A área econômica espera arrecadar no processo R$ 60 bilhões. Diogo MacCord lembrou que o acordo com o Legislativo é de uma parte da arrecadação com o bônus de outorga será aplicada em projetos no próprio setor e outra ficará com o governo.

A secretária especial do PPI, Martha Seillier, destacou na entrevista que os processos de privatização nos diversos setores de infraestrutura tem como efeito a realização de investimentos que não podem ser feitos por limitação orçamentária do Estado. No caso da Eletrobras, esses investimentos devem beneficiar a região Norte. “A desestatização da Eletrobras tem sido priorizado pelo governo federal há muitos anos. Isso porque a empresa tem muita dificuldade de realizar novos investimentos.”

O calendário do programa também inclui os processos de privatização de empresas estaduais de energia. Entre aquelas que estão com processo de venda em andamento, apenas a CEB Distribuição, do Distrito Federal, tem leilão previsto para esse ano. O certame está marcado para a próxima sexta-feira, 4 de dezembro. A CEEE Distribuição (RS) deve ser leiloada no primeiro trimestre do ano que vem, a Companhia de Eletricidade do Amapá no segundo trimestre e CEEE Geração e Transmissão (RS) no terceiro trimestre do ano que vem... Leia mais em canalenergia 02/12/020



Apple Produções adquire Flex para liderar mercado na América do Sul

A empresa de técnica full service adquire a Flex como parte do investimento de R$25 milhões para a liderança do mercado de eventos na América do Sul.

Pronta para revolucionar o mercado de eventos corporativos, sociais e showbiz, e na contramão do segmento que deve encolher em 2020, a Apple Produções, com quase quatro décadas de existência, anuncia a aquisição da Flex – Som, Luz e Imagem. O movimento é parte de um investimento de R$ 25 milhões recém feito no mercado para transformar-se na maior empresa de técnica full service da América do Sul.

Além de todos os ativos e o completo acervo de equipamentos, a negociação contempla também as novas operações geradas pela Flex no início da pandemia com foco em digitalizar as entregas do mercado de live marketing para apoiar as agências e a indústria a se transformarem com a agilidade que a crise sanitária exigiu.

Dentre elas estão a GoLive Experience, que desde março passou a suprir a necessidade do mercado de eventos em continuar se comunicando com seu público diante do distanciamento social por meio de infraestrutura, tecnologia, direção e conteúdo. E a AREA451, atualmente um dos maiores complexos de estúdios da América Latina criado sob medida para a realização de eventos à distância e que conta com quatro estúdios profissionais blimpados com housemix externas, camarins, áreas de alimentação, grandes salas de reunião, de produção, de apoio e bolsões de estacionamento em uma área de 4.510 metros quadrados.

Esse pioneirismo gerou uma aproximação entre as duas empresas – até então concorrentes – em uma coalização para gerar um volume maior de projetos dentro dessas novas estruturas e a parceria evoluiu para uma negociação ao entenderem que juntas seriam uma potência ainda mais interessante no mercado.

Um exemplo disso é que elas se tornaram, por meio da Apple Produções e da AREA451 um aliado estratégico daquele que promete ser o maior evento on-line do mundo em 2020: A Comic Con Experience (CCXP), produzida pelo Omelete Group. Juntos elas contribuíram não apenas com equipamentos, mas com soluções para que a essência do festival seja garantida para todos os públicos envolvidos sejam eles fãs, equipe, artistas convidados, palestrantes e também as marcas anunciantes. Para isso, uma nova tecnologia que conta com quilômetros de fibra ótica e um upgrade de infraestrutura estão sendo embarcados e haverá também um protocolo inédito de compatibilização entre consoles de áudio.

Plano de negócios

A partir de agora, um time formado por seis experientes executivos do setor irá comandar esta gigante. São eles, Gijo Pinheiro, o CEO da companhia, André Luis, o vice-presidente, Sérgio “Pepo” Pignatari, diretor comercial, Orlandinho Sgarbi e Rafael Tonarque, diretores de negócios e Jeff Scorci, que responde pela diretoria de produção.

A aquisição da Flex faz parte de uma grande estratégia que envolve um plano de expansão que irá chamar a atenção do mercado e mostrar como a Apple está pronta para atender agências e clientes de forma única e totalmente inovadora.

“O uso de equipamentos de ponta trouxe a Apple Produções até aqui e agora vamos começar uma nova era, onde a experiência positiva do cliente será a nossa principal preocupação. Queremos estar sempre à frente para oferecer ao mercado o que existe de mais moderno em tecnologia, com uma prestação de serviço de alta qualidade, isso vai nos credenciar a trabalhar no mercado de eventos internacionais na América do Sul”, destaca Gijo Pinheiro.

O projeto de crescimento da Apple Brasil envolve, além da incorporação do espírito inovador da empresa recém adquirida, uma estratégia de regionalização para atuar de maneira nacional com mão de obra local qualificada, o que permite orçamentos mais compatíveis com a nova realidade de contenção de custos.

Todo este movimento tem um só propósito. “Para 2022, nós projetamos um faturamento de mais de R$ 100 milhões”, ressalta o CEO.

Novas filiais

Nesse sentido, o primeiro grande movimento desse projeto foi a criação da filial Nordeste (localizada em Salvador). Liderada por Cleiton Roberto Badaró, ela já assumiu projetos importantes de luz, som e imagem ao longo do Carnaval de espaços como o camarote Salvador, o camarote Club e dos trios elétricos de Ivete Sangalo, Cláudia Leite, Durval Lelis, Anitta entre outros eventos corporativos. E o potencial regional é grande: o novo Centro de Convenções – o mais recente polo de eventos da capital baiana – já tinha 32 eventos prospectados neste ano e outros tantos agendados até 2024, como grandes congressos da área médica, incluindo eventos mundiais, latino-americanos, sul americanos e nacionais.... Leia mais em adnews 02/12/2020





02 dezembro 2020

Rede de hospitais Kora Saúde avalia IPO, dizem fontes

A rede de hospitais Kora Saúde, que faz parte do portfólio da gestora norte-americana de private equity HIG Capital, avalia fazer uma oferta pública inicial de ações no ano que vem, disseram três fontes familiarizadas com o assunto. HIG e Kora discutiram com bancos de investimento nas últimas semanas a contratação deles para um IPO, embora nenhuma decisão final tenha sido tomada ainda sobre a listagem. 

O movimento da Kora ocorre no momento em que a maior rede privada de hospitais do Brasil, a Rede D'Or se prepara para concluir seu IPO na próxima semana, buscando uma avaliação de cerca de 128 bilhões de reais. 

Com acionistas como a gestora de fundos de private equity Carlyle e o fundo soberano de Cingapura GIC, a Rede D'Or possui 51 hospitais e 8.505 leitos. O elevado valor que a Rede D'Or pode alcançar levou a Kora e tem inspirado outras empresas de saúde a explorar um IPO também. Já listadas, Hapvida e Notre Dame Intermédica têm apresentado desempenho superior ao do Ibovespa neste ano. 

A HIG, com sede nos Estados Unidos e com 42 bilhões de dólares em ativos sob gestão, comprou uma participação na Kora em 2018, quando ela era conhecida como hospital Meridional, e a partir disso formou uma cadeia de hospitais via aquisições. A Kora administra 10 hospitais, com 900 leitos, em sete cidades, principalmente no Estado do Espírito Santo, segundo seu site. (Edição Paula Arend Laier)por Reuters Por Carolina Mandl Leia mais em r7.noticias 02/12/2020



02 dezembro 2020



30 novembro 2020

“A Highline tem interesse em outros ativos, além das torres”, afirma diretor Luis Minoru

Executivo de Estratégia e Novos Negócios aponta que a empresa quer ser provedor de infraestrutura digital compartilhada no Brasil para todas as grandes operadoras e também pequenos provedores 

O compartilhamento de infraestrutura de telecomunicações reduz custos do setor e permite às operadoras concentrar foco na melhoria dos serviços ofertados aos consumidores. É nesse modelo de rede neutra que a empresa Highline Brasil, do fundo americano Digital Colony, optou por ingressar no país, de olho no início do 5G em 2021, após fechar, na semana passada, duas aquisições de peso para ampliar suas atividades – a Phoenix Tower e a UPI (Unidade Produtiva Isolada) das Torres do Grupo Oi.

Esse cenário foi traçado pelo diretor de Estratégia e Novos Negócios da Highline Brasil, Luis Minoru Shibata, em entrevista ao Tele. Síntese. Minoru, como é mais conhecido, não tem dúvidas de que a empresa fez um bom negócio ao adquirir a UPI, mesmo que a transação de R$ 1,067 bilhão venha a ser fechada com uma corporação submetida, desde junho de 2016, a um processo de recuperação judicial. E o executivo avisa que esse aquisição não será a última. ” Não é segredo que estamos interessados em outros ativos, além de torres”, afirma.

“Vamos perseguir a ideia de ser um provedor de infraestrutura digital compartilhada no Brasil”, afirmou, ao defender a opção de investimentos na linha de atender todas as grandes operadoras e também pequenos provedores regionais, os  ISP. “O tema central da nossa estratégia  é a democratização dos serviços digitais no país”, afirmou. 

Rejeitou a ideia de que a ausência de outros competidores, no leilão das torres da Oi, indique ter concluído uma transação arriscada. Isso porque, antes do leilão de quinta-feira, 26, houve uma fase privada em que a proposta da Highline foi a melhor entre outros interessados e, assim, ganhou o status de “stalking horse” com a condição de cobrir outras eventuais ofertas.

Por isso, o executivo prevê que o trio Claro, Tim e Vivo deve levar o leilão da Oi Móvel, no dia 14 de dezembro, por ter alcançado o mesmo status na fase privada. Ele vislumbra mais negócios com a chegada da nova tecnologia, inclusive no interior do país. “Como o alcance do sinal [do 5G] será mais curto, as operadoras vão precisar de uma quantidade de pontos de presença muito maior que temos atualmente. Isso está acontecendo nos lugares onde o 5G está sendo usado em faixas médias e altas”, pontuou.

Segue a entrevista:Tele.Síntese: Como o senhor avalia o resultado da compra das torres da Oi?.. leia mais em telesintese 30/11/2020



30 novembro 2020



Petrobras quer levantar de US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões com venda de ativos de 2021 a 2025

Meta de desinvestimentos é maior do que a anunciada no plano anterior, que somava de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões no período de 2020 a 2024

A Petrobras pretende levantar de US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões com venda de ativos de 2021 a 2025, de acordo com seu novo plano estratégico, divulgado nesta segunda-feira... Leia mais em valoreconomico 30/11/2020









29 novembro 2020

MVP: sua boa ideia corresponde à realidade do mercado?

MVP é a sigla para Minimum Viable Product ou Produto Minimamente Viável, em português. Trata-se de uma metodologia que prova a visão inicial de um produto ou serviço a ser desenvolvido por determinada empresa que, em linhas gerais, comprova se aquela boa ideia é mesmo interessante para os clientes e se ela possui base para as demandas reais do mercado. Sou um fã da técnica do MVP e a aplico consistentemente em meu negócio. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês alguns conceitos sobre esse tema, para que entendam como ele pode potencializar as ideias e projetos da sua empresa.

MVP: definição

O MVP é uma metodologia de testagem para um produto ou serviço ainda em fase de desenvolvimento, o que reduz substancialmente seus riscos, sendo o principal deles, a salvaguarda do investimento. Além disso, também permite aprimorar modelos de negócios e fluxos de processos, por meio de feedbacks dos clientes. As startups são mais conhecidas por adotar o MVP, mas ele já está bastante difundido entre empresas de diferentes portes.

Assim, o objetivo do MVP é desenvolver estratégias para agir pontualmente em aspectos que envolvam desperdício de tempo, dinheiro e recursos. Está diretamente ligado ao conceito de Lean Startup, ou Startup Enxuta, em que se pressupõe atingir a maior qualidade possível, gerando um time-to-market mais imediato e com o menor nível de incertezas.

Tudo isso se aplica a partir de testes primários que validarão a viabilidade do produto ou serviço, com diversas experimentações práticas que serão desenvolvidas para um grupo selecionado de clientes. No entanto, não se trata do produto ou serviço final, mas de uma espécie de ensaio que envolva o mínimo de recursos possíveis e que, em sua totalidade, mantenha as funções da solução para que foi criado.

No caso específico de produtos, essas funcionalidades devem estar agrupadas e não apresentadas de forma avulsa, mesmo que se trate de um protótipo. Logo, oferece-se um produto com um mínimo de funcionalidades para que se possa experenciar de modo prático a reação do mercado e a recepção dos clientes em relação a ele, atestando se, efetivamente, pode solucionar o problema a que se propõe.

MVP: feedbacks de clientes e manifestação do mercado

A aplicação da metodologia do MVP parte de pesquisas qualitativas que permitem que a empresa investigue as variáveis intrínsecas à dinâmica de seus produtos ou serviços no mercado e o comportamento dos clientes. Além disso, identifica suas possíveis falhas, a fim de ajustá-las antes do lançamento integral. Essa pesquisa empírica também possibilita a melhor aplicação de preços e o desenvolvimento de produtos e serviços realmente inovadores.

“Pedir a opinião dos clientes não é científico. Científico é saber como eles vão se comportar diante do seu produto” – Eric Ries

No mais, também permite que a empresa detecte previamente eventuais mudanças na demanda do mercado. Em resumo, o MVP é a aplicação de um modelo que se apoia no feedback do mercado para nortear o desenvolvimento de um produto ou serviço, uma espécie de pontapé inicial de um processo que avança gradativamente para a sua construção total.

Portanto, feedbacks devem ser a base para uma melhoria contínua, até que se alcance relativa certeza de que o produto ou serviço é viável e pode ser disseminado no mercado. Este é um processo longo em que a principal técnica consiste na tentativa e erro.

“Sempre que estivermos diante daqueles problemas muito difíceis, quando ficamos dando voltas e não sabemos o que fazer, tentamos convertê-los para algo simples e direto perguntando: bem, o que é melhor para o nosso consumidor?” – Jeff Bezos

MVP: o ponto ideal

A esta altura você deve estar se perguntando: mas como achar o ponto ideal de seu MVP? Para isso, temos um princípio bem representado na metáfora da Qualidade Cachinhos Dourados, personagem título da história infantil que sempre encontrava o melhor para si mesma diante de três opções de diferentes tamanhos de pratos de sopas para comer, de cadeiras para descansar e de camas para deitar-se.

“Então, Cachinhos Dourados foi procurar outro lugar para descansar na casa e encontrou três camas em um quarto no andar de cima. Ela foi se deitar na primeira cama que era a maior. E a cama era muito, muito dura! Depois foi se deitar na segunda cama, a média, mas ela afundou no colchão que era muito mole. Na cama menor ela ficou bem mais confortável: tinha um tamanho perfeito e era muito quentinha. Ela ficou tão relaxada que acabou adormecendo ali mesmo.”

O MVP funciona como essa escolha de Cachinhos Dourados: precisa ser real o bastante para ser funcional, sem que se invista tempo e dinheiro demais a ponto de não se poder mais se desprender dele. Essa é a fórmula ideal que cada negócio precisa encontrar.

Portanto, entenda alguns aspectos:

  • É preciso ter disposição para mudanças;

  • Nem todas as ideias dão certo;

  • Quanto mais tempo se trabalhar, mais apegado irá ficar.

E você, já aplicou o MVP em sua empresa ou trabalhou em algum projeto que envolvesse essa metodologia? O que pensa sobre ela? Trouxe bons resultados? Por  Denny Mews é CEO e fundador da CargOn, startup focada em logística, tecnologia e pessoas... Leia mais em startupi 28/11/2020



29 novembro 2020