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29 dezembro 2020

EDP acerta compra de 40% da Blue Sol Participações

Compra de empresa que atua em GD solar reforça interesse de crescimento nessa modalidade de negócios

A EDP anunciou em comunicado ao mercado nesta segunda-feira, 28 de dezembro que no último dia 23 de dezembro assinou acordo de investimento para aquisição de participação minoritária de até 40% do capital social votante da Blue Sol Participações. 

O acordo prevê ainda a chance de adquirir o seu controle após três anos e meio da conclusão da operação. A EDP aponta que a aquisição reforça o compromisso de investimento no segmento de GD solar como uma das vertentes de crescimento.

No comunicado, a EDP diz que o que motivou a compra foi o acesso a uma rede de franquias em expansão, que vai dar capilaridade em vendas para o segmento B2C, assim como ter uma opção de crescimento acelerado de vendas e a criação de uma plataforma de expansão capaz de servir o cliente em todos o país.

A Blue Sol tem 12 anos de atuação na geração distribuída solar para o mercado B2C. O seu modelo de negócios inclui franquias e soluções desde a concepção do projeto até o fornecimento de equipamentos, instalação e auxílio no processo para viabilizar a conexão com a distribuidora. Atualmente, a Blue Sol possui uma rede de 34 franquias distribuídas em 16 estados e atende clientes em todo o território nacional. 

Em 2020, a empresa vendeu mais de 17,5 MWp de potência, tendo faturamento de R$ 65 milhões e acumula 50MWp instalados no período entre 2015 e 2020. A compra ainda está sujeita a determinadas condições e expectativa é que a operação seja finalizada no primeiro trimestre de 2021. Por Pedro Aurélio Teixeira .. Leia mais em canalenergia. 28/12/2020

https://www.edp.com.br


29 dezembro 2020



27 dezembro 2020

AES compra complexo eólico no Nordeste por R$ 806 milhões

A AES Energia Brasil anunciou a compra de mais um complexo eólico no Nordeste, na divisa entre Rio Grande do Norte e Ceará. A empresa fechou a aquisição dos parques MS e Santos, com 158,5 MW de potência instalada e que pertenciam à Cubica Brasil, por R$ 806 milhões. Desse total, R$ 529 milhões foram em dinheiro e R$ 277 milhões em dívidas. Com o negócio, o investimento da AES em aquisições soma R$ 1,456 bilhão em 2020.

O projeto encontra-se em operação desde 2013, 100% contratado no mercado regulado e foi comercializado por leilões de reserva e de energia nova por 20 anos. Com a conclusão da Operação, a AES Brasil passará a contar com uma capacidade instalada de 4,0 GW do seu portfólio 100% renovável.

A aquisição é mais um movimento importante em um ano repleto de decisões estratégicas. A AES começou o ano enfrentando oferta hostil de compra por parte da Eneva. Para evitar o negócio, sua controladora, a americana AES Corp., adquiriu a participação da sócia BNDESPar na elétrica e manteve seu controle.

Também em 2020, a AES fechou a compra do complexo eólico Ventus (RN), vendeu a usina de Uruguaiana (RS), lançou plataforma digital para o mercado livre, mudou o nome e a identidade visual e no início deste mês comunicou mudança no comando... Fonte: Valor Leia mais em portosenavios 27/12/2020

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27 dezembro 2020



26 dezembro 2020

Venda de distribuidoras de energia está no radar de privatizações para 2021

 Processo mais avançado é o da distribuidora CEEE, que atua no Rio Grande do Sul e já tem leilão marcado. Várias elétricas abertas em bolsa estão de olho

As privatizações no setor elétrico prometem estar no radar do governo e de investidores em 2021, ano de pouca influência de disputas eleitorais afetando o calendário. Em meio a um cenário de juros baixos, estão no foco, além do avanço do processo de desestatização da Eletrobras, a venda dos braços de distribuição e de geração e transmissão (GT) da estatal gaúcha CEEE, a distribuidora amapaense CEA, além de possíveis avanços na desestatização da mineira Cemig.

Desses, o processo mais avançado é o da CEEE. O edital da distribuidora CEEE-D já está na rua, com entrega das propostas marcada para 29 de janeiro e leilão agendado para 3 de fevereiro, na B3, em São Paulo. A concessionária opera em 72 municípios, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre, totalizando 26% do Estado, com mais de 1,7 milhão de clientes, ou 35% da população gaúcha. Sua situação financeira, no entanto, é problemática, o que acaba se refletindo no valor do ativo: o governo definiu em R$ 50 mil o valor mínimo pelo correspondente a 65,87% do capital da CEEE-D.

Sob gestão pública, atualmente a distribuidora corre o risco de perder o contrato de concessão, por descumprimento de indicadores de sustentabilidade econômico-financeira e de qualidade da prestação dos serviços. A CEEE-D acumula prejuízos de mais de R$ 3 bilhões, somente nos últimos três exercícios fiscais completos e o período entre janeiro e junho de 2020. Ao fim do primeiro semestre deste ano, as dívidas superaram os R$ 8,8 bilhões, dos quais quase R$ 5 bilhões com vencimentos no curto prazo.

Ainda assim, a expectativa é de que haja interesse de investidores. Em que se pese os ...Estadão Conteúdo Leia mais em seudinheiro 26/12/2020

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26 dezembro 2020



22 dezembro 2020

Ricardo Delneri vende participação na Renova para Renato Figueiredo

Operação envolve participação na CG II, que integra com 20,8% o bloco de controle da empresa

A Renova Energia informou em comunicado ao mercado nesta segunda-feira, 21 de dezembro, que o sócio fundador Renato do Amaral Figueiredo vai comprar a participação societária de Ricardo Lopes Delneri, também sócio fundador, na sociedade CG II Participações S.A., que integra o bloco de controle da Renova. A operação envolve 29.869.908 ações ordinárias. A CG II tem 8.686.842 ações ordinárias do bloco, que corresponde a 20,8% das ações da Renova.

Ainda de acordo com o comunicado, a conclusão da transação será antecedida da  transferência da totalidade das ações ordinárias de emissão da Companhia, vinculadas ao Acordo de Acionistas da empresa, de titularidade de Ricardo Delneri à CGII, equivalente a 1.642.183 de ações ordinárias de emissão da Companhia.

A operação ainda está sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais em transações similares. Após essa fase e a efetivação da venda na CG II, Delneri deixa o bloco de controle da empresa, de forma direta e indireta... Leia mais em canalenergia 21/12/2020



22 dezembro 2020



19 dezembro 2020

Light fecha acordo para vender fatia em hidrelétrica por R$ 88,7 milhões

A venda da Light faz parte do seu plano de desinvestimentos de ativos (Imagem: Lightger/Divulgação)

A Light (LIGT3) fechou um acordo de concessão de exclusividade com a Brasal para vender sua fatia de 51% na Lightger, companhia que opera a central hidrelétrica de PCH Paracambi, no Rio de Janeiro, por R$ 88,7 milhões, mostra comunicado enviado ao mercado neste sábado (19).

Segundo a elétrica, durante um período de exclusividade de 30 dias a partir de hoje, a Light e a Brasal deverão negociar os termos e condições dos instrumentos aplicáveis.

Caso tais negociações sejam bem-sucedidas, a conclusão da venda dependerá do cumprimento de condições precedentes, como a obtenção de autorização de autoridades regulatórias e concorrenciais.

A venda da Light faz parte do seu plano de desinvestimentos de ativos. A PCH Paracambi tem capacidade de gerar 25 megawatts, suficientes para abastecer uma cidade de 120 mil habitantes. A operação da hidrelétrica também conta com a participação da Cemig (CMIG4)... Leia mais em moneytimes 19/12/2020



19 dezembro 2020



Petrobras vende participação na BSBios por R$ 319 milhões

Compradora de fatia de 50% será a RP Participações em Biocombustíveis

A Petrobras concluiu a negociação para a venda de 50% da BSBios Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil. A compradora será a RP Participações em Biocombustíveis, que deve pagar cerca de R$ 319 milhões, caso a transação seja aprovada.

O montante já considera as deduções da dívida líquida e demais ajustes de preço. O valor atribuído a 100% da BSBios é de R$ 1,23 bilhão.

A transação ainda está sujeita à aprovação da Assembleia Geral da Petrobras Biocombustível (PBio), controlada da Petrobras que detém a participação.

A BSBios é proprietária de duas usinas de biodiesel: uma em Passo Fundo (RS), com capacidade de produção de 414 mil m³/ano, capacidade de esmagamento de 1.152 mil toneladas/ano e de armazenamento de 120 mil toneladas de grãos, 60 mil toneladas de farelo e 7,5 mil m³ de biodiesel; e outra localizada em Marialva (PR), com capacidade de produção de 414 mil m³/ano e de armazenamento de 3 mil m³ de óleo vegetal, 1,5 mil m³ de gordura animal e 4,5 mil m³ de biodiesel.

A Petrobras prevê desinvestimentos de US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões no período de 2021 a 2025. Entre os ativos que a estatal pretende vender, destacam-se 8 refinarias, fatias na petroquímica Braskem, BR Distribuidora, na distribuidora de gás Gaspetro e térmicas. Fonte: G1 Leia mais em aprobio. 18/12/2020





18 dezembro 2020

Vale S/A adquire maior projeto de energia solar da América Latina, da mineira Aurora Energia

O primeiro cluster da Aurora Energia acaba de ser transferido para à Vale S/A (NYSE: VALE) e já está em preparo para à implantação . O cluster tem capacidade de geração de energia de 1.357 MW, sendo que 766 megawatts pico já detém contratos assinados para a conexão ao Sistema Interligado Nacional Brasileiro, inclusive com todas as licenças, anuências, outorgas de energia por 35 anos. 

Até o momento, a Aurora Energia já conseguiu mais de 7 GW em licença ambiental no estado de MG, possuindo a maior licença ambiental para geração fotovoltaica do mundo, mais de 5 gigawatts (GW). 

Para a Aurora Energia, a Região Norte de Minas Gerais é um excelente lugar para a geração de Energia Solar Fotovoltaica, pois tem níveis de insolação próximos às melhores regiões do planeta. 

A geração de eletricidade por meio da energia solar fotovoltaica apresenta grandes vantagens quando comparada a outras fontes de energia renováveis, como: não resulta em qualquer gás tóxico e o único recurso necessário é uma fonte inesgotável e totalmente sustentável. 

A empresa é totalmente aderente ao compromisso de sustentabilidade ambiental e social. “Seus clusters estão para além dos financeiros pois contribuirão fortemente para o desenvolvimento de Minas e do Brasil como um todo, trazendo um impacto socioeconômico com alto raio de abrangência sobretudo para as comunidades do norte de Minas”, explicou Fabrício Lopes, CEO da Aurora Energia. 

A Aurora Energia tem como premissa contribuir para um futuro mais sustentável, com respeito ao meio ambiente, na melhoria das condições socioeconômicas de toda a sociedade e no desenvolvimento e implementação de soluções de excelência para negócios de energia solar. Seus projetos trarão uma nova era de desenvolvimento, empregos e oportunidades para colocar a região, de vez, como referência no segmento de energias renováveis e gerar a tão merecida visibilidade em nível global. Assessoria de Imprensa - Aurora Energia Leia mais em auroraenergia 16/12/2020





18 dezembro 2020



10 dezembro 2020

CEEE Distribuidora pode ser vendida por 50 mil

O leilão da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), a maior estatal do Rio Grande do Sul, com mais de 60 anos de história, ocorrerá em fevereiro do próximo ano

O governo do Estado anunciou que o edital de privatização da CEEE-Distribuidora será publicado na primeira quinzena de dezembro. Com isso, se esse prazo for de fato cumprido, o leilão da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), a maior estatal do Rio Grande do Sul, com mais de 60 anos de história, ocorrerá em fevereiro do próximo ano. O preço mínimo de venda já foi fixado pelo governo gaúcho: R$ 50 mil.(Nota do Editor – atualização em 9/12): o edital foi publicado no dia 8 de dezembro, depois do fechamento da edição impressa do Extra Classe)

A venda da CEEE-D foi acelerada depois que o governo conseguiu retirar, no ano passado, a exigência constitucional que previa a necessidade de um plebiscito para autorizar a privatização – a decisão contrariou uma promessa de campanha do governador Eduardo Leite de manter a consulta, em caso de privatização. O governo anunciou a contratação do BNDES para elaborar a modelagem do negócio, que será executado pela Ernst & Young e pelo consórcio Minuano Energia, composto pelas empresas Machado Meyer, Thymos Energia e Banco Plural.ode parecer um valor esdrúxulo, mas o secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado, Artur Lemos, justificou a quantia insignificante e “simbólica” dizendo que quem comprar a companhia herdará dívidas de R$ 7 bilhões – das quais R$ 4,4 bilhões de ICMS para o próprio governo. Na audiência pública realizada no dia 16 de novembro sobre o processo de privatização, Lemos admitiu que dificilmente a venda será feita acima desse valor. “O comprador terá que assumir todo o passivo”, explicou no evento.

O secretário estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura, que coordena o processo de venda das empresas gaúchas (que envolve também a Sulgás e a CRM), disse apenas uma meia verdade na audiência pública sobre a alienação da CEEE-D. Isso porque os acionistas da CEEE-Par, que controlam a estatal, autorizaram a transferência acionária  mediante um aporte escritural de R$ 2,8 bilhões por parte do governo estadual na companhia – não se trata de dinheiro novo, mas de renúncia de créditos futuros. Também haverá um aporte superior a R$ 310 milhões para futuros passivos trabalhistas. Ou seja, cerca de 65% da dívida de ICMS que determinou o tal “preço simbólico” será perdoado pelo Estado a quem comprar a empresa.

“É um escândalo. O preço que será pago por quem comprar a estatal sequer cobrirá os custos dessa modelagem do BNDES e de suas sócias. Estamos diante de um processo de transferência de patrimônio público, que inclui frota de veículos e infraestrutura de distribuição de energia para quase 2 milhões de lares, para um ente privado a preço de banana. É um crime”, disse o deputado Jéferson Fernandes (PT), presidente da Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa.

Juntamente com outros deputados de oposição, Fernandes protocolou denúncia no Ministério Público de Contas pedindo informações sobre os parâmetros da privatização.  “Já encaminhamos muitos pedidos de informação para saber como ficarão os créditos que a companhia tem a receber, principalmente da União, mas não tivemos retorno do governo. A empresa deve R$ 7 bilhões, mais da metade dos quais em ICMS para o próprio governo e que é fruto de más administrações. Quem vai arcar com essa dívida é o povo gaúcho”, criticou o parlamentar.

Governo Britto

O modelo de vender os ativos e relativizar os passivos não é novo. O desequilíbrio econômico e financeiro da CEEE começou com o processo de privatização implantado pelo governo de Antônio Britto (PMDB) em 1997: a companhia, que então tinha o monopólio da energia em todo o Rio Grande do Sul, perdeu 54% da sua receita com a criação da RGE e da AES Sul (hoje RGE Sul), mas manteve mais de 80% dos passivos – que não foram transferidos às compradoras.

Em 1998, último ano do governo de Britto, novo baque: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a redução de capital da CEEE no valor de R$ 415 milhões (em moeda de hoje, cerca de R$ 7 bilhões), com a restituição aos acionistas de parte proporcional do valor das suas ações.

O assessor técnico da Frente Parlamentar pela Preservação da Soberania Energética Nacional, Gerson Carrion, avaliou que os danos dessa privatização foram de tal ordem nocivos que ainda permanecem os seus efeitos no desempenho financeiro da estatal. “O esquartejamento a que foi submetida a CEEE, com a privatização de dois terços da sua área de distribuição, caracteriza um crime que deveria ser investigado pelos órgãos de controle”,  disse Carrion, que foi diretor da CEEE nos anos 1990 e 2000.

A CEEE que sobrou desse vendaval do governo Britto foi dividida em duas partes para sua venda: a CEEE-D e os braços de geração e transmissão (CEEE-GT). O leilão da distribuição estava previsto para ocorrer ainda em 2020, mas foi postergado para fevereiro devido às dificuldades impostas pela pandemia. Já a geração e transmissão está prevista para ir à venda em maio de 2021.

Trabalhadores, movimentos sociais, sindicatos e partidos de oposição tentam reverter o processo de privatização. PDT, PT, PSOL e PCdoB ingressaram no STF com ações diretas de inconstitucionalidade (Adi) contra a derrubada do plebiscito. A ADI 6.325, ajuizada pelo PDT, também questiona a autorização dada pela Assembleia Legislativa, através da Emenda Constitucional nº 77/2019, para a formação de monopólios privados no setor de energia elétrica do estado.

Nas petições, apresentadas ao ministro do STF Luís Roberto Barroso, os partidos manifestam que, além de contribuir com as alegações apresentadas pelos autores da ADI, os partidos sustentam que “não houve alteração do contexto social para que o legislador atual retirasse o instrumento de participação democrática do texto constitucional”. Além disso, também questionam a representatividade dos votos válidos na eleição de 2018 em relação à Constituinte de 1988 que formulou a tese do plebiscito no estado.

A secretária estadual de Meio Ambiente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Eleandra Raquel Koch, lembrou que o processo de “esquartejamento” da CEEE levou a uma desestruturação do trabalho formal, ao aumento da terceirização e ao consequente crescimento nas estatísticas de acidentes de trabalho. Para ela, defender a CEEE pública é estratégico para o desenvolvimento do estado.

“A gente não fala só de empregos diretos e indiretos. A CEEE abrange uma cadeia produtiva que estrutura a economia gaúcha. Não é à toa que o Brizola estatizou a CEEE [em 1961], que teve papel fundamental na industrialização. Quando a gente fala do ponto de vista de geração de renda, são efeitos indiretos e diretos e também uma enorme cadeia produtiva que é sustentada pelo papel estratégico da companhia”, destacou.

Monopólio chinês

O mais curioso é que a privatização pode transferir o monopólio da energia no Rio Grande do Sul de uma empresa estatal para outra – e da China. O presidente da CPFL Energia, Ronaldo Lague, já anunciou publicamente que a empresa tem interesse em adquirir a CEEE-D, ainda mais com a fixação de um preço mínimo simbólico. A CPFL, controlada pela estatal chinesa de energia State Grid, é dona da RGE e da RGE Sul.

A área de concessão da CEEE-D ocupa hoje 26% do território do estado, com abrangência em 72 municípios que, entretanto, englobam uma população de 4 milhões de pessoas. No total, a CEEE-D atende a 1,75 milhão de clientes. A companhia deverá ser a primeira estatal a ser privatizada pelo governo de Leite se as tentativas de barrar o processo não forem adiante... Leia mais em extraclasse 09/12/0220





10 dezembro 2020



09 dezembro 2020

Omega Geração conclui aquisição de 50% dos Parques Eólicos Ventos da Bahia 1 e 2

A Omega Geração, líder brasileira em geração eólica e solar, e a EDF Renewables, uma das principais empresas globais em energias renováveis, anunciam a conclusão de transação que transferiu à Omega 50% das ações dos Parques Eólicos Ventos da Bahia 1 e Ventos da Bahia 2, localizados nas cidades de Bonito e Mulungu do Morro, na Bahia. As fases 1 e 2 estão 100% operacionais desde 2017 e 2018, respectivamente, com capacidade instalada de 183 MW.

O valor final da transação, anunciada no final de agosto, foi de R$ 680,3 milhões (R$ 661,7 milhões, ajustados pelo capital de giro). A conclusão da aquisição foi sujeita a condições habituais de fechamento, incluindo a aprovação de credores e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Com essa aquisição, passamos a operar cerca de 500 MW em conjunto com a Omega Geração, reforçando uma parceria bem-sucedida iniciada em 2018 no Complexo Solar Pirapora”, avalia Paulo Abranches, CEO da EDF Renewables no Brasil.

O Brasil representa um mercado estratégico à EDF Renewables. Estabelecida há cinco anos no país, a empresa alcançará cerca de 1.4 GW bruto em produção de energia renovável até 2023, contribuindo com o objetivo do Grupo EDF de aumentar sua capacidade mundial de energia renovável para 50 GW (incluindo hidro) nos próximos 10 anos.

“A aquisição de 50% das ações do parque Ventos da Bahia, além de fortalecer nosso posicionamento como principal plataforma de geração de energia renovável do Brasil, expande nossa bem-sucedida sociedade com a EDF Renewables. Estamos satisfeitos em expandir nossa presença em uma das principais regiões de energia renovável do Brasil, o interior da Bahia, região em que temos tido muito sucesso com o Complexo Assuruá”, afirma Antonio Bastos, CEO da Omega Geração... Leia mais em bahiadevalor. 09/12/020


09 dezembro 2020



08 dezembro 2020

BNDESPar contrata BTG como coordenador líder de oferta de ações da Copel

Alienação é parte da estratégia de desinvestimentos do braço de participações do BNDES, que tem cerca de R$ 4,50 bi em ações da companhia de energia 

A companhia paranaense de energia Copel informou que o BNDESPar selecionou o BTG Pactual para ser o coordenador líder da oferta pública secundária para venda de 24% de ações da empresa de sua propriedade. 

O BTG, como coordenador líder, terá 24 horas a partir da homologação para formar o consórcio de bancos. A alienação das ações foi aprovada e .. Leia mais em valoreconomico 08/12/2020



08 dezembro 2020



06 dezembro 2020

Refinaria Landulpho Alves, da Petrobras, está praticamente vendida ao Mubadala

Pioneira: Landulpho Alves foi a primeira refinaria construída no Brasil 

A refinaria baiana Landulpho Alves, segunda maior do Brasil, já está praticamente vendida pela Petrobras (PETR3; PETR4) ao fundo de investimentos Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Embora a estatal tenha solicitado, a outros interessados, novas propostas vinculantes pela refinaria, o mercado dá o negócio como certo.

Pelo menos, esta é a avaliação da Ágora Investimentos. Num breve comentário para os clientes sobre o processo de venda da refinaria, os analistas Vicente Falanga e Ricardo França afirmam que “as vendas das refinarias da Petrobras seguem um regimento muito rígido, que inclui uma fase final obrigatória de nova licitação, antes de fechar o negócio”.

Esse procedimento foi realizado ontem (3) pela estatal, após concluir as negociações com os árabes. Assim, para a Ágora, o convite a potenciais interessados a Landulpho Alves é, na prática, apenas uma formalidade. “A Petrobras já garantiu virtualmente a venda, sendo a Mubadala a adquirente”, declarou a gestora.

Polêmicas

Inaugurada em 1950, a refinaria Landulpho Alves foi a primeira construída no país e tem capacidade para processar 323 mil barris de petróleo por dia. Isso corresponde a 14% da produção diária do Brasil. Se concretizado, o negócio marcará o início efetivo da saída da Petrobras do setor de refino.

Embora o monopólio da estatal sobre esse mercado tenha sido extinto, legalmente, há 20 anos, a Petrobras manteve intacto seu domínio, detendo 98% da produção brasileira de combustíveis.

Agora, a empresa planeja vender metade de sua capacidade de refino, representada por oito refinarias avaliadas em mais de US$ 10 bilhões. Os desinvestimentos, contudo, chegaram a ser questionados pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em ação apresentada ao STF.

Na ocasião, os deputados pediram a suspensão dos procedimentos de venda das refinarias, com o argumento de que a Petrobras deveria ser autorizada pelo Congresso a tanto. No início de outubro, o STF decidiu, por seis votos a quatro, que a estatal não precisa do aval do Legislativo para vender ativos.

Assim, as negociações foram retomadas. O Mubadala havia apresentado sua oferta pela Landulpho Alves em junho. Nenhuma das partes detalhou valores, mas sabe-se que a transação envolverá, também, oleodutos e terminais... Leia mais em moneytimes 04/12/2020



06 dezembro 2020



05 dezembro 2020

3R Petroleum e Eneva na disputa pelo Polo Urucu, da Petrobras

A 3R Petroleum fez a maior oferta pela compra do Polo de Urucu, na Bacia do Solimões, informou a Petrobras, nesta sexta (4), com uma proposta de cerca de US$ 1 bilhão.

A Eneva fez a segunda maior oferta, de cerca de US$ 600 milhões. As informações foram antecipadas na imprensa, levando a Petrobras a publicar um fato relevante.

“A Petrobras informa ainda que leva em consideração na análise das ofertas todas as componentes de valor e demais condições refletidas nas propostas, incluindo pagamentos firmes, pagamentos contingentes e outras condições contratuais relevantes, de tal forma que os valores veiculados na mídia não proporcionam uma base suficiente para comparação das ofertas recebidas”, diz o comunicado.

Pelo modelo de venda de ativo da Petrobras, será aberta nova rodada para apresentação de ofertas antes do prosseguimento da negociação com eventual vencedor da concorrência.

A 3R Petroleum confirmou em comunicado ao mercado sua entrada na concorrência para a compra de Urucu, mas sem tratar de valores. A empresa informa que a proposta obedece a acordo de confidencialidade assinado com a Petrobras.

A 3R Petroleum foi criada para aquisição e operação de campos maduros, com foco em revitalização dos ativos. A partir do programa de desinvestimentos da Petrobras, a empresa estreou como produtora de petróleo na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.

A estratégia foi intensificada este ano. A empresa conta com investimentos da Starboard, que também comprou a Ouro Preto, voltada para o offshore, e colocou as operações debaixo do guarda chuva da 3R Petroleum, que foi listada na bolsa de valores este ano.

A Eneva é uma operadora de projetos de exploração e produção, além geração e comercialização de energia elétrica. Nasceu dos investimentos em produção de gás integrada com usinas termoelétricas no Maranhão, na Bacia do Parnaíba.

Nesta sexta (4), a Eneva arrematou sete blocos exploratórios no Amazonas, Mato Grosso do Sul e Goiás no 2º leilão da oferta permanente, além do campo de Juruá, no Solimões e na mesma região operacional do Polo Urucu – Juruá não foi desenvolvido e não possui infraestrutura.

A empresa também investe no campo de Azulão, Bacia do Amazonas, para produção de gás, liquefação e atendimento à térmica Jaguatirica II, em Roraima. Projeto que vai atender ao sistema isolado de Boa Vista entra em operação em 2021.

Polo de Urucu é um dos maiores do país

Em junho ,a Petrobras anunciou a venda do Polo Urucu, incluindo campos produtores de petróleo leve e do gás natural que atende ao antigo sistema isolado de Manaus, no Amazonas. Os campos, na Bacia do Solimões, estão entre os maiores produtores em terra no Brasil.

Além disso, está ofertando as quatro unidades de processamento de gás natural (UPGNs) e estações de tratamento e compressão, tanques de petróleo e esferas de GLP.

Os campos estão em área remota e possuem aeroporto, centro médico e bases de apoio logístico, todos colocados à venda.

São, ao todo, sete campos – Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste Urucu –, que produzem 16,525 mil barris/dia de óleo e condensado e 14,281 milhões de m³/dia de gás natural.

A produção de gás natural é interligada à Manaus pelo gasoduto Urucu-Coari-Manaus. Atende à usinas termoelétricas, que no passado foram responsáveis por todo o abastecimento de energia do estado, antes da conexão de Manaus ao SIN.

De segunda a sexta, pela manhã, assinantes da newsletter Comece seu dia recebem por e-mail um briefing produzido pela agência epbr com os principais fatos políticos, notícias e análises sobre o setores de petróleo e energia... Leia mais em epbr 04/12/2020



05 dezembro 2020



04 dezembro 2020

Mantendo uma tradição, Neoenergia paga caro pela CEB

A Neoenergia acaba de pagar R$ 2,51 bilhões pela Companhia Energética de Brasília (CEB), um preço imediatamente tachado de “irracional” por analistas e gestores.

A companhia perdeu 4,3% na primeira hora de pregão.

O valor oferecido pela Neoenergia — controlada pela Iberdrola e Previ — é um prêmio de 76% sobre o preço mínimo e 3,2x a base de ativos regulatórios (RAB) da CEB, a estatal que distribui energia no Distrito Federal.  Para efeito de comparação, a Neoenergia negocia a 2,35x RAB.

O preço pago dificulta a rentabilização do investimento mesmo se a Neoenergia obtiver ganhos consideráveis na redução de perdas e custos na CEB.

A Equatorial apresentou um envelope com uma oferta de R$ 1,485 bilhão, pouco acima do mínimo. 

A CPFL Energia — controlada pela State Grid chinesa — entrou na briga, mas parou em R$ 2,508 bilhões.

Mesmo antes do leilão, diversos analistas de bancos diziam que o preço mínimo pedido pela CEB era esticado.

A Energisa, que o mercado esperava que participasse, ficou de fora.  Uma fonte próxima à companhia disse que, depois de muitos estudos, a companhia dos Botelho não conseguiu justificar o preço mínimo.

A venda da CEB vai pendurar seu retrato na galeria de leilões em que multinacionais pagam preços absurdos — uma síndrome que teve seu paroxismo quando a ENEL italiana pagou pela CELG um ágio de 30% apesar de ser a única empresa a aparecer no leilão.  Por trás do problema: incentivos desalinhados entre matriz e filial

Em 2018, a Neoenergia se estapeou com a ENEL pelo controle da Eletropaulo. A disputa começou quando a Energisa fez uma oferta a R$ 19,38 por ação. O leilão terminou meses depois com a Enel pagando R$ 45,22 por ação, o equivalente a 2,12x EV/RAB... Leia mais em Brazil Journal 04/12/020



04 dezembro 2020



03 dezembro 2020

Petrobras recebe propostas vinculantes para 4 refinarias

A Petrobras informou que recebeu propostas vinculantes para quatro refinarias, enquanto avança com seu programa de desinvestimentos de até 35 bilhões de dólares em cinco anos, que tem nas unidades de refino parcela importante.

Segundo comunicado na noite de quarta-feira, a empresa recebeu propostas pelas refinarias Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

Na nota, a Petrobras disse ainda que espera receber propostas vinculantes para as refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, no dia 10 de dezembro, reiterando o que afirmou no início da semana o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

O executivo disse ainda que a companhia espera concluir integralmente a venda das oito refinarias colocadas no plano de desinvestimentos até o final de 2021, de acordo com o compromisso assumido com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O recebimento de propostas vinculantes para outras duas refinarias –Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais– está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2021, disse a Petrobras em nota, também conforme havia sinalizado o CEO a jornalistas.

Após a fase vinculante do processo, a sistemática de desinvestimentos prevê a divulgação da celebração de acordo de exclusividade (quando aplicável), “signing” e “closing” (conclusão).. Reuters Leia mais em mixvale 03/12/020



03 dezembro 2020



Secretário fala em valorização de 50% com privatização da Eletrobras

Calendário prevê que a desestatização deve acontecer no quatro trimestre de 2021

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord de Faria, afirmou em entrevista coletiva que é possível esperar uma valorização de pelo menos 50% nas ações da Eletrobras a partir da alienação do controle da estatal no ano que vem. “Hoje a participação do governo federal, somando a participação direta e a do BNDESPar, fica entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões, dependendo da cotação da ação”, disse Faria, após reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos.

O calendário divulgado pelo governo nesta quarta-feira, 2 de dezembro, prevê que a desestatização da Eletrobras deve acontecer no quatro trimestre de 2021. O governo terá de lidar, porém, com as dificuldades de tramitação no Congresso do projeto de lei que autoriza a alienação do controle da empresa, por meio de um aumento de capital sem subscrição da União.

A área econômica espera arrecadar no processo R$ 60 bilhões. Diogo MacCord lembrou que o acordo com o Legislativo é de uma parte da arrecadação com o bônus de outorga será aplicada em projetos no próprio setor e outra ficará com o governo.

A secretária especial do PPI, Martha Seillier, destacou na entrevista que os processos de privatização nos diversos setores de infraestrutura tem como efeito a realização de investimentos que não podem ser feitos por limitação orçamentária do Estado. No caso da Eletrobras, esses investimentos devem beneficiar a região Norte. “A desestatização da Eletrobras tem sido priorizado pelo governo federal há muitos anos. Isso porque a empresa tem muita dificuldade de realizar novos investimentos.”

O calendário do programa também inclui os processos de privatização de empresas estaduais de energia. Entre aquelas que estão com processo de venda em andamento, apenas a CEB Distribuição, do Distrito Federal, tem leilão previsto para esse ano. O certame está marcado para a próxima sexta-feira, 4 de dezembro. A CEEE Distribuição (RS) deve ser leiloada no primeiro trimestre do ano que vem, a Companhia de Eletricidade do Amapá no segundo trimestre e CEEE Geração e Transmissão (RS) no terceiro trimestre do ano que vem... Leia mais em canalenergia 02/12/020



02 dezembro 2020

Até setembro, setor elétrico se destaca em fusões e aquisições, diz KPMG

Levantamento mostra setor com 41 operações, à frente de petróleo e gás e mineração

O setor elétrico foi o que mais se destacou na indústria de energia e recursos naturais no número de fusões e aquisições realizadas este ano, segundo pesquisa da KPMG. De acordo com o estudo, o segmento realizou 41 operações até setembro, ficando à frente de petróleo e gás com nove e mineração com seis negócios concretizados neste período. No levantamento consolidado que engloba 43 setores da economia brasileira, a indústria elétrica ficou em quarto lugar, atrás apenas de companhias de internet com 265, tecnologia da informação com 118 e imobiliário com 50.

Quando comparamos os setores de energia e recursos naturais apenas no terceiro trimestre deste ano, o destaque continua sendo com o segmento elétrico que, registrou de julho a setembro, 19 operações contra sete de petróleo e três de mineração. Se compararmos com o mesmo período do ano passado, essas indústrias haviam realizado 13 em elétrico, oito em petróleo e uma em mineração.

De acordo com o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra, o setor elétrico vem se destacando principalmente pelo movimento da redução da carbono, redução da taxa de juros que favorece a avaliação de ativos com receita fixa e definida e o reaquecimento da economia no terceiro trimestre... Leia mais em canalenergia 02/12/2020



02 dezembro 2020



Isa Cteep anuncia aquisição da transmissora Piratininga-Bandeirantes por R$1,6 bi

A elétrica Isa Cteep anunciou nesta quarta-feira que celebrou acordo para a aquisição da transmissora de energia Piratininga-Bandeirantes, em negócio de 1,594 bilhão de reais, de acordo com fato relevante.

A transação, que foi fechada com os fundos de investimento Wire e Kavom, prevê a compra por via direta e indireta da totalidade das ações da Piratininga-Bandeirantes. A operação indireta, segundo a Cteep, ocorrerá por meio da aquisição da totalidade das ações de sua controladora, a SF Energia.

A Cteep, transmissora controlada pela colombiana Isa, afirmou que o valor do negócio envolve 292 milhões de reais em dívida líquida, estimados com data-base em 31 de dezembro deste ano.

“A estrutura de capital dessa aquisição deve se dar por aproximadamente 20% em recursos próprios e aproximadamente 80% via captações no mercado de capitais, incluindo o refinanciamento da dívida atual”, disse a empresa.

A companhia destacou que a Piratininga-Bandeirantes possui a concessão para operar uma linha de transmissão subterrânea de 30 quilômetros em São Paulo, cujo funcionamento teve início em abril deste ano e conecta duas subestações da Isa Cteep, em contrato válido até 2046.

“A companhia espera incorporar este ativo e operar com acréscimo marginal de custo considerando as sinergias com as operações atuais”, afirmou a Cteep.

“Essa transação reforça a estratégia da companhia de crescimento com geração de valor sustentável com o compromisso de criação de valor com investimentos em projetos que contribuem para a expansão do sistema de transmissão de energia elétrica do Brasil”, acrescentou.

A operação está condicionada à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos acionistas da Isa Cteep. (Por Gabriel Araujo).. Leia mais em mixvale 02/12/2020





BTG Pactual compra o controle da PSR, que manterá independência

Consultoria continuará com sede e gestão atuais e vê sinergias para ampliar áreas de atuação

BTG Pactual e PSR anunciaram nesta quarta-feira, 02 de dezembro, uma parceria inédita. A holding financeira vai adquirir o controle da consultoria internacional. O acordo mantém a gestão independente, sem alterações na diretoria executiva e em suas operações. Além disso, permitirá a ampliação das atividades da empresa em infraestrutura, e nas áreas de inovação, transição energética, além de aumentar sua presença no mercado global de energia.

O CEO da PSR, Luiz Barroso, afirmou que a parceria dará musculatura para empresa em novas áreas que atendam os desafios globais em infraestrutura, educação, descarbonização, clima e tecnologia. “Nada muda para nossos clientes atuais, que incluem o próprio BTG Pactual”, salientou.

Para Mario Veiga, fundador e Chief Innovation Officer da PSR, a empresa sempre combinou a postura inovadora de uma empresa de tecnologia com um profundo conhecimento do setor de energia. “Encontramos no BTG Pactual um parceiro totalmente alinhado nesta busca por inovação, alavancada na análise quantitativa e tecnologia avançada”, afirmou Veiga, que se mostrou feliz por a empresa mesmo após 30 anos manter uma cultura de start up, atraindo pessoas jovens e altamente qualificadas, buscando ultrapassar as fronteiras da modelagem analítica e Data Science.

A PSR se manterá na mesma sede atual com a gestão e operação independentes, reafirmou o BTG. “Acreditamos no modelo da PSR, na sua capacidade de agregar valor, e vemos potencial para que a empresa ganhe ainda mais força para acelerar seu crescimento atual com o apoio de todo o grupo BTG Pactual, mas sem perder sua autonomia”, afirmou Eduardo Loyo, sócio e membro do conselho de administração do BTG Pactual.

Os diretores executivos da PSR, Raphael Chabar e Rafael Kelman, falaram das potencialidades da nova parceria estratégica. Chabar lembrou que os avanços metodológicos da PSR foram incorporados em softwares de otimização energética que são referência mundial, sendo aplicados em clientes espalhados por 70 países. “Com a parceria, pretendemos ampliar nossa presença em outros setores tais como infraestrutura de redes e gestão integrada de risco”, complementou.

Kelman focou nas possíveis sinergias entre as duas empresas. “A PSR tem grande potencial nacional e internacional em estudos que integram as dimensões econômica, social e ambiental. Assim como no caso da inovação tecnológica, enxergamos no BTG Pactual uma postura proativa de atuação ambiental e de ESG”, explicou... Leia mais em canalenergia 02/12/2020





PetroRio vende participação em grande campo de gás offshore do Brasil

A empresa de petróleo e gás PetroRio assinou documentos vinculativos com a Gas Bridge relativos à venda dos 10 por cento de participação detida pela empresa no campo de gás Manati operado pela Petrobras localizado na costa do Brasil.

A PetroRio disse nesta quinta-feira que o valor total da transação foi de R $ 144,4 milhões (US $ 25,97 milhões) e inclui o repasse de todo o passivo da empresa no campo, incluindo sua participação no abandono.

A transação depende de condições precedentes, entre as quais o sucesso da Gas Bridge na aquisição da operação da Petrobras em Manati.

O negócio compreende uma parcela fixa de R $ 124,4 milhões e um earn-out de R $ 20 milhões, sujeito a certas aprovações regulatórias subsequentes relacionadas ao campo.

A data de efetivação da venda é 31 de dezembro de 2020, continuando a empresa a ter direito à geração de caixa do campo até essa data.

A PetroRio disse que esta mudança faz parte da sua estratégia de geração de valor através da gestão dinâmica da sua carteira de ativos e reforça o seu enfoque nos ativos operados que constituem o núcleo do seu negócio.

Localizado na Bacia de Camamu-Almada, a 65 km de Salvador, o campo de Manati é um dos maiores produtores de gás não associados do Brasil, fornecendo cerca de 30 por cento da demanda de gás do Nordeste do país.

O campo é operado pela Petrobras e a PetroRio ganhou sua participação de 10 por cento que agora está vendendo após concluir a compra da Brasoil em 2016.

O projeto de Manati inclui uma plataforma fixa de produção, estação de compressão de gás e uma estação de tratamento de gás natural. Tudo conectado por um gasoduto de 125 km.

O campo entrou em operação em 2009 e sua produção média em 2019 foi de 105 bpd de condensado e 1.269 mil m3 / dia de gás, por meio da plataforma fixa PMNT-1, que envolve uma estrutura submarina composta por seis poços produtores de gás.

Vale ressaltar que a Petrobras iniciou a fase de divulgação da oportunidade ( teaser ), referente à venda da totalidade de sua participação de 35 por cento no campo de Manati no início de maio de 2020.

A fase de venda da participação não vinculativa teve início no início de junho e a fase de vinculação em agosto.

A Gas Bridge também já havia entrado em acordo com a Enauta para adquirir a totalidade de sua participação de 45 por cento no campo de Manati. O acordo foi assinado em agosto de 2020 e está previsto para ser fechado até 31 de dezembro de 2021... Leia mais em opetroleo 02/12/2020





Atem conclui venda de fatia nas distribuidoras da Oliveira Energia

 Empresa decidiu priorizar distribuição de combustíveis

A distribuidora de combustíveis Atem concluiu a venda de sua participação no capital social das distribuidoras de energia elétrica Amazonas Energia e Roraima Energia para a sócia-majoritária Oliveira Energia. Na operação, a Atem vendeu a totalidade de sua participação nas concessionárias de Roraima e do Amazonas, ambas adquiridas em 2018. A transação foi aprovada pelos órgãos reguladores e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

As duas distribuidoras foram arrematadas pela Atem em consórcio com a Oliveira Energia, em leilões de privatização realizados pela Eletrobras, em 2018.

Após dois anos participando das ações das distribuidoras de energia elétrica, a empresa decidiu priorizar a atuação no segmento de distribuição de combustíveis, principal atividade da companhia desde sua fundação, há 20 anos. A Atem continuará prestando serviços ao setor elétrico como fornecedora de insumos para geração de sistemas isolados.

A Atem seguirá investindo na expansão de sua rede bandeirada, especialmente no interior do Amazonas e Pará. A meta é ampliar a rede, que hoje conta com mais de 300 postos bandeirados e mais de 2.000 clientes ativos. A Atem é uma das líderes no mercado de distribuição de combustível na região Norte e está entre as 10 maiores do país. De acordo com o Diretor Presidente da distribuidora, Naidson Atem, a empresa está empenhada para ir cada vez mais longe no mercado de combustíveis, expandindo a rede de postos, o atendimento a grandes clientes e demais segmentos, na contribuição para o desenvolvimento da região... Leia mais em canal energia 02/12/2020