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27 dezembro 2020

China passará EUA e terá a maior economia do mundo em 2028

Centro de pesquisas internacional diz que forma como país combateu a pandemia o coloca na frente dos americanos

A China ultrapassará os Estados Unidos para se tornar a maior economia do mundo em 2028, cinco anos antes do estimado anteriormente, devido à recuperação contrastante dos dois países da pandemia de covid-19, disse o grupo de especialistas CEBR (Centro para Negócios e Pesquisa Econômica).

"Por algum tempo, um tema dominante da economia global tem sido a luta econômica entre os Estados Unidos e a China ", disse o CEBR em um relatório anual divulgado neste sábado (26).

"A pandemia de covid-19 e as consequências econômicas correspondentes certamente inclinaram essa rivalidade a favor da China ", acrescentou.

O CEBR disse que a "gestão hábil da pandemia" pela China , com suas medidas rápidas de contenção e o impacto da covid-19 no Ocidente colocam a China em destaque economicamente.

A China parece estar a caminho de crescer em média 5,7% ao ano entre 2021 e 2025, antes de desacelerar para 4,5% ao ano entre 2026 e 2030.

Embora seja provável que os Estados Unidos tenham uma forte recuperação pós-pandemia em 2021, seu crescimento desaceleraria para 1,9% nos anos seguintes... Reuters Leia mais em noticias.r7 26/12/2020

https://noticias.r7.com

27 dezembro 2020



26 dezembro 2020

Um próspero 2030

Com a perspectiva de que a renda per capita do brasileiro caia 6,3% neste ano e só retorne ao patamar de 2013 em 2030, estudo da ONU alerta: uma população mais pobre é uma população mais infeliz.

Um dito popular muito difundido no Brasil, mas sem autor conhecido, prega que felicidade não se compra. Mas não é bem assim.Um estudo contínuo feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é capaz de relacionar a taxa de felicidade de uma nação com o nível do PIB per capita de seus habitantes. Nessa análise, que leva em conta também questões como capacidade distópica de entender a realidade e suporte social dado pelo governo, o Brasil figurar entre os países mais apáticos (nem tão felizes, nem tão tristes). Pelo menos até 2019.

Segundo o relatório macroeconômico da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) enquanto o PIB do País deve cair 4,7%, a fatia de cada um dos brasileiros nas riquezas totais produzidas encolherá 6,3%. E com a diminuição gradual da renda média dos brasileiros acontecendo desde 2014, vem caindo também o nível de serotonina. Agora – além de uma pandemia que afastou entes queridos, elevou a ansiedade das pessoas e colocou em questão a fragilidade da vida – a perspectiva de diminuição do salário médio dos brasileiros em 2020 garantirá que o sorriso não reapareça até 2030. E se o ano de pandemia é responsável pela infelicidade geral, depois dela a coisa não irá melhorar de bate pronto. 

De acordo com a FGV, para atingirmos a renda per capita de 2013 (melhor resultado das últimas duas décadas) o Brasil levará, no ritmo atual, ao menos dez anos. Se uma década é muito tempo, retornar ao patamar do ano passado também não será um caminho tão curto. Segundo o boletim macroeconômico da Fundação, repetir os números de 2019, com otimismo, fica para 2023. “Mesmo em um cenário-base otimista, em que o PIB do País cresça 3,6% em 2021 e 3% em 2022, a volta para [a renda per capita de] 2019 está ainda distante”, disse Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre/FGV.

Mas nem todos os brasileiros vão ficar tristes até lá. Como o PIB per capita médio se caracteriza pela divisão das riquezas de um país pelo número de habitantes, o tamanho do Brasil cria algumas distorções. Exemplo disso é que Brasília, que tem o maior PIB per capita do País, soma renda média de R$ 2,6 mil, enquanto o Maranhão, lanterna do ranking, fechou 2019 com renda média de R$ 635, segundo dados do IBGE.

ANSIOLÍTICOS 

Se confirmada queda de 6,3% na renda média do brasileiro este ano, vivenciaremos o maior tombo no índice desde 1981, o que exigirá um esforço extra por parte dos governadores e prefeitos. Em São Paulo, que ocupa a segunda colocação no ranking, com uma renda média mensal de R$ 1,9 mil, o governador João Doria (PSDB) afirma que haverá esforço contínuo para geração de emprego e recomposição da renda perdida neste ano. De acordo com ele, um dos objetivos é agregar valor e competitividade para áreas mais distantes do centro econômico do Estado. Nesse sentido, na quarta-feira (9) ele anunciou investimento de R$ 57 milhões no Vale do Ribeira, região que abriga famílias de baixa renda, quilombolas e têm problemas de infraestrutura e saneamento básico. Com a medida, segundo o governador, o Estado age para desenvolver a região. “Para isso é preciso ação, planejamento, investimentos públicos em todos os setores e também atração de investimentos privados”, disse.

No lanterna Maranhão, estado governado por Flávio Dino (PCdoB), a situação é tão periclitante que a ação do governo estadual se tornou ainda mais urgente. Por lá, o governador garantiu que a principal ação é o estímulo direto de geração de emprego. Para colher os frutos já em 2021, Flávio Dino lançou em agosto o Plano Emergencial de Empregos (PEE) Celso Furtado, que consiste em execução de obras de infraestrutura para estimular empregos diretos. Para as empresas, o governo passou a oferecer benefícios fiscais, tudo para tentar evitar demissões e ao menos segurar a renda. É uma espécie de uso de desfibrilador para manter a economia.

“O desafio é cuidar da saúde dos maranhenses, e garantir condições dignas de vida”, disse ele. Segundo Dino, para o próximo ano, a tendência é que as ações de estímulo se multipliquem. “Criamos 62 mil vagas com o PEE, e vamos manter o ritmo em 2021, tendo o estado como impulsionador”, afirmou. Outros estados ouvidos pela reportagem, como Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina garantem que a geração de emprego será o foco para recuperar a renda (e a felicidade). O poetinha Vinícius de Moraes até pode ter razão ao afirmar que é melhor ser alegre que ser triste. E a ONU acrescenta que é muito mais fácil se as contas estiverem pagas... Leia mais em istoedinheiro 23/12/2020

https://www.istoedinheiro.com.br/

26 dezembro 2020



22 dezembro 2020

EUA: PIB (3ª leitura) cresce 33,4% no 3º trimestre

O resultado ficou acima do ganho de 33,1% observado nas duas primeiras estimativas 

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 33,4% no terceiro trimestre de 2020, de acordo com a terceira e última leitura do indicador, divulgada nesta terça-feira pelo Departamento do Comércio do país. O resultado ficou acima do ganho de 33,1% observado nas duas primeiras estimativas, que analistas esperavam ver confirmado no cálculo final.

Apenas os gastos com consumo, que respondem por cerca de 70% do PIB americano, aumentaram 41% no terceiro trimestre, aponta a pesquisa final. A estimativa anterior havia sido de avanço de 40,6%. No segundo trimestre, o PIB dos EUA sofreu um tombo de 31,4% em meio aos efeitos da pandemia do coronavírus.

O Departamento do Comércio informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu à taxa anualizada de 3,7% no terceiro trimestre. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, avançou 3,4% no mesmo intervalo. (Crédito: Arquivo / AFP) Estadão Conteúdo .. Leia mais em istoedinheiro 22/12/2020



22 dezembro 2020



As principais tendências em inovação para 2021

Sabemos que 2020 foi um ano divisor de águas. Muitas das tendências previstas acabaram não se concretizando em um contexto de pandemia e a vida como a conhecíamos sofreu transformações intensas, influenciando o comportamento das pessoas, da indústria e da sociedade no geral. No entanto, com base no que vivemos neste ano, é possível traçar tendências para 2021, pautadas especialmente pela Covid-19 e suas consequências.

Partindo dessa premissa e observando as diversas mudanças que incorporamos aos nossos hábitos ao longo do ano, pode-se dividir as promessas para 2021 em quatro tópicos principais, relacionados especialmente às relações de trabalho e à importância da inovação nas empresas.

Adaptação dos portfólios: 

Neste ano, as empresas, mais do que nunca, se viram obrigadas a incorporar novos produtos e serviços em seus portfólios para sobreviverem à crise, uma vez que a pandemia também provocou mudanças no comportamento de compra do consumidor. Um exemplo dessa alteração, é o significativo crescimento observado no segmento de construção civil, uma evidência de que a estética e o conforto das casas passou a ser mais valorizado, já que as pessoas estão saindo menos.

Tendo isso em vista, empresas acostumadas a participar apenas de determinados setores - e que em alguns casos acabaram retraindo pela falta de procura - estão se arriscando em outras áreas para se manterem no mercado e não saírem no prejuízo.

Uma forma de colocar isso em ação é adotando boas práticas de inovação globais por meio da ISO 56.002. A norma estimula a criação de novos produtos a partir do gerenciamento de insights, visando a entrada em novos mercados e com maior valor agregado.

Internacionalização: 

Outra forma de garantir uma vantagem competitiva no mercado e driblar momentos de instabilidade econômica é promover a internacionalização, processo em que a empresa se prepara para participar de trocas econômicas entre os países com o objetivo de expandir seus negócios para o mercado externo, aumentando as possibilidades e diluindo os riscos.

Alguns dos passos a serem seguidos a fim de garantir a internacionalização são compreender o mercado de atuação, entender a demanda e a capacidade de produção, enquadrar a empresa nos requisitos técnicos e legislações e, finalmente, traçar boas estratégias de comercialização.

Da mesma maneira, a ISO 56.002 também tem como objetivo auxiliar as empresas nesse processo de adaptação de seus processos para a abertura aos demais países.

Inovação verde: 

De nada adianta inovar e não pensar nos impactos ao meio ambiente. Sendo assim, incorporar a sustentabilidade aos produtos e serviços atendendo às necessidades por soluções ecologicamente corretas é mais uma tendência, que inclusive já observamos atualmente.

O maior objetivo da inovação verde é equilibrar crescimento econômico e preservação a natureza. As indústrias brasileiras estão crescendo de forma mais acelerada, o que é ótimo, mas ainda não chegamos a um consenso sobre como e quanto preservar o planeta para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento. Por isso, a hora de pensar verde é agora.

Indústria 4.0 e 5g: 

Algo fundamental quando o objetivo é se manter moderno e atual no mercado, é a incorporação da indústria 4.0, que ao fazer os serviços ficarem mais rápidos e baratos, otimiza e aprimora a produção. Uma pesquisa publicada pela Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no início de 2020 revelou que 50% das indústrias americanas, chinesas e europeias já estavam adotando a indústria 4.0. Na Índia, 25%. No Brasil, apenas 2% e, durante o ano, esse número só caiu.

Para reverter esse cenário, é preciso investir em tecnologias de ponta, tais como robôs, impressoras 3D, ferramentas de cibersegurança, realidade virtual e mista, Blockchain e, principalmente, o 5g, a maior tendência dentro da indústria 4.0. A definição do 5g para os próximos anos deverá ser pensada mirando a melhor forma para a interconexão de equipamentos com a internet, a chamada Internet das Coisas (IOT, do inglês, Internet of Things). Basicamente, ele será responsável por gerenciar como a nossa rede de objetos físicos e infraestrutura fabril irão receber e transmitir dados.

Nesse conexto, a definição do 5g irá mostrar exatamente para que lado nós vamos. Se a produção nacional vai continuar correndo atrás do rabo, ou se nós vamos começar a ser protagonistas desse mundo cada vez mais conectado.

Agora é a hora de aprendermos com o difícil ano de 2020 para construirmos um futuro melhor em 2021. E a melhor forma é planejar possibilidades de inovação pensando também em como tirar os planos do papel e, assim, otimizar resultados, evitar crises e tirar o atraso da pandemia. Autor Alexandre Pierro -  sócio-fundador da PALAS consultoria de inovação e gestão pioneira na implementação da ISO 56002 .. leia mais em segs 21/12/2020






Investidores apostam em commodities à espera de novo boom

Os preços já deram um salto em relação à mínima no segundo trimestre. Cobre, minério de ferro e soja atingiram os níveis mais altos em mais de seis anos (Imagem: Dhiraj Singh/Bloomberg)

Por quase uma década, as commodities estiveram fora de moda. Agora, quando investidores vasculham o mercado em busca da grande aposta da reflação, o setor está entre os favoritos novamente.

Investidores de peso como Point72 e Pimco apostam em valorização dos preços das commodities. O Goldman Sachs, referência em Wall Street, prevê um novo mercado altista para rivalizar com o boom impulsionado pela China nos anos 2000 e com os picos do preço do petróleo dos anos 1970.

“Acreditamos realmente que os fundamentos já estão prontos para o início de um novo bull market estrutural”, disse Robert Howell, estrategista de pesquisa sênior da Gresham Investment Management, a unidade focada em commodities da Nuveen, com US$ 5,8 bilhões em ativos no setor. “Nos próximos anos, é altamente provável que muitos investidores olhem para 2020 e se perguntem como não perceberam esses sinais de um novo bull market de commodities.”

Os preços já deram um salto em relação à mínima no segundo trimestre. Cobre, minério de ferro e soja atingiram os níveis mais altos em mais de seis anos, estimulados por uma onda de compras da China.

Mas agora importadores chineses são acompanhados por investidores macro globais, atraídos pelas commodities com uma aposta na recuperação da economia global, bem como proteção contra a perspectiva de aceleração da inflação.

As commodities são ativos cíclicos estereotipados, que sobem e descem em sincronia com a economia global. Isso as coloca em primeiro lugar na fila para se beneficiarem da recuperação que pode ser desencadeada pelas vacinas contra o coronavírus.

“Estamos otimistas em relação às commodities em geral, já que a recuperação do crescimento econômico global e a possibilidade de avanço da inflação devem apoiar os preços”, afirma Evy Hambro, que ajuda a administrar US$ 16 bilhões como responsável global de investimentos temáticos e setoriais da BlackRock.

Nic Johnson, que administra cerca de US$ 20 bilhões em investimentos em índices de commodities, bem como um hedge fund da Pimco, acredita que as commodities “se beneficiarão com o tema reflacionário global”.

Claro, nem todos são otimistas.

Por um lado, os preços já subiram muito. Johnson, da Pimco, diz estar “muito otimista” com o gás natural dos EUA, mas não espera que os preços agrícolas subam, a menos que haja uma queda significativa das safras no hemisfério sul.

Analistas do JPMorgan Chase alertaram na semana passada que o ciclo de crédito chinês já atingiu o pico e preveem preços mais baixos dos metais básicos ao longo de 2021. E, enquanto alguns temem a aceleração da inflação, outros veem poucos motivos para preocupação sob o argumento que a atividade econômica global permanecerá abaixo da capacidade por vários anos. Por Bloomberg Leia mais em moneytimes 21/12/2020





Temor sobre nova mutação de coronavírus faz dólar subir e bolsa cair

Dólar volta a subir e fecha no maior valor em quatro meses

Em um dia de turbulências por causa da variante do novo coronavírus, o dólar chegou a superar R$ 5,20, mas perdeu fôlego e encerrou a segunda-feira (21) com leve alta. A bolsa de valores, que estava em alta, caiu para 115 mil pontos, ampliando as perdas perto do fim da sessão.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,123, com alta de R$ 0,04 (+0,78%). Por volta 9h30, a cotação chegou a R$ 5,22, mas desacelerou ao longo do dia, à medida que fluxos externos ingressavam no País, e o Banco Central leiloava US$ 800 milhões em contratos de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro.

Na bolsa de valores, o dia também foi marcado pela tensão. O índice Ibovespa, da B3, que nos últimos dias rondava os 119 mil pontos, fechou a segunda-feira aos 115.823 pontos, com recuo de 1,86%. O indicador chegou a cair quase 3% durante a manhã, para 114 mil pontos, mas retornou aos 116 mil pontos durante a tarde, até acelerar a queda nos minutos finais de negociação.

Os mercados reagiram mal a notícias sobre os efeitos da nova variante mais contagiosa do novo coronavírus, como novo lockdown no Reino Unido e a suspensão por vários países de voos vindos de território britânico. No entanto, outros fatores contribuíram para diminuir as turbulências.

Além da aprovação, pela Comissão Europeia, da vacina das empresas Pfizer e BioTech, os investidores reagiram ao fechamento de um acordo para aprovação de um novo pacote de estímulos para a economia dos Estados Unidos. O projeto, que deve ser votado ainda hoje, prevê gastos de US$ 900 bilhões em auxílio-desemprego, ajuda a pequenos negócios e distribuição de vacinas.

O governo do presidente eleito Joe Biden deverá aprovar um pacote adicional no início do próximo ano. A injeção de dólares nos Estados Unidos diminui a demanda pela moeda, beneficiando países emergentes, como o Brasil.Com informações da Agência Brasil Imagem: Bigstock Leia mais em mercadoeconsumo. 21/12/2020




21 dezembro 2020

PIB brasileiro cresce 2,2% nesta década, economia mundial avança 30,5% no mesmo período

As economias emergentes e pobres devem crescer 47,6%, entre 2011 e 2020 e nos países ricos, a alta conjunta estimada será de 11,5%

O crescimento da economia brasileira não acompanhou a expansão mundial nos últimos 40 anos e a disparidade foi ainda mais acentuada na última década. Entre 2011 a 2020, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 2,2%, considerando a projeção de queda de 4,5% neste ano, conforme projeção do Ministério da Economia.

De acordo com a Folha de S.Paulo, no mesmo período, segundo cálculos do FMI (Fundo Monetário Internacional), o PIB global vai apresentar expansão de 30,5%. Vale lembrar que o cálculo considera também recuo semelhante ao brasileiro em 2020.

Nesta década, revela a reportagem, o Brasil perdeu terreno também entre as economias emergentes e pobres. Nestes países, a expansão prevista entre 2011 e 2020 é de 47,6%. Nos países ricos, a alta conjunta estimada será de 11,5%.

Recentemente a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou suas projeções para a economia nacional. Na ocasião, constatou que a recessão causada pelos impactos da pandemia de covid-19 deve fazer o PIB brasileiro recuar 5% neste ano. De acordo com o Relatório Econômico de 2020 sobre o Brasil, a entidade espera um crescimento de 2,6% em 2021 e de 2,2% em 2022.

As projeções da OCDE são um pouco mais pessimistas que as do mercado e do próprio governo. A equipe econômica projeta uma retração de 4,5% no PIB deste ano, com uma recuperação de 3,20% em 2021 e de 2,50% em 2022. Já no último Relatório Focus, os analistas consultados pelo Banco Central esperam um recuo de 4,41% no PIB em 2020 e crescimento de 3,50% em 2021 e 2,50% em 2022. Da redação com Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 20/12/2020



21 dezembro 2020



20 dezembro 2020

Mercados estão tirando do preço excesso de pessimismo, diz Barclays

Para economista-chefe do banco no Brasil, Roberto Secemski, riscos permanecem dormentes

Embora os riscos fiscais tenham diminuído após declarações do presidente Jair Bolsonaro indicarem que o auxílio emergencial não seria estendido, a discussão sobre as questões fiscais deve voltar com mais força entre fevereiro e março, com a discussão do Orçamento de 2021 e com desafios ainda m maiores para o atual regime fiscal. É o que aponta o economista-chefe para Brasil do Barclays, Roberto Secemski, para que os mercados apenas deixar de precificar um excesso de pessimismo com a apreciação recente dos ativos... Leia mais em valoreconomico 20/12/02020



20 dezembro 2020



Real tem pior desempenho entre 30 moedas em 2020; relembre o ano no câmbio

No início do ano, cada dólar valia R$ 4,0232. Em maio, bateu recorde e chegou a R$ 5,9007. Com temor por risco fiscal no Brasil, moeda norte-americana termina o ano entre R$ 5 e R$ 5,11.

O ano de pandemia bateu forte na moeda brasileira: o real teve o pior desempenho entre 30 moedas em 2020, entre elas a lira turca, o rublo russo e até mesmo o peso mexicano. O ranking, feito pela FGV, considera as variações no ano até novembro.

No ano, a alta do dólar em relação ao real foi de aproximadamente 35%. Entre os fatores que explicam essa escalada da moeda norte-americana frente à brasileira, estão a baixa taxa de juros, a instabilidade política no país e o aumento da dívida pública, que têm afastado o investimento do Brasil... Leia mais em G1 em 19/12/2020





18 dezembro 2020

Economia brasileira deve crescer pelo menos 4% em 2021, diz Guedes

Ministro da Economia faz um balanço a VEJA dos últimos doze meses no governo, projeta os objetivos para próximo ano e afirma que o Brasil vai se transformar na maior fronteira de investimentos do mundo

Entre os 22 ministros empossados por jJair Bolsonaro em janeiro de 2019, apenas dois ostentavam o título de superministro. Um deles, Sergio Moro, pediu demissão da Justiça ao desconfiar que o combate à corrupção, sua principal bandeira, não estava entre as verdadeiras prioridades do governo. O outro é Paulo Guedes. O ministro da Economia foi encarregado de implementar a desejada, necessária e fundamental agenda liberal prometida .. .Leia mais em veja 18/12/2020



18 dezembro 2020



17 dezembro 2020

Santander vê dólar a R$ 4,60 em 2021 e diz que imunização é “crucial” para retomada da economia brasileira

O Santander elevou ainda a estimativa para o IPCA de 2021, saindo de 2,90% para 3,00% 

A imunização da sociedade contra o coronavírus é “crucial” no processo de recuperação da economia brasileira, uma vez que tende a melhorar a confiança e aumentar a mobilidade, disse Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander (SANB11) Brasil, ao comentar números, antecipados à Reuters, de revisão de cenário.

“Não adianta você, sem uma imunidade de rebanho e sem uma redução substancial dos índices de contágio, retirar regras de restrição à mobilidade. Isso geraria desconfiança, incerteza, insegurança”, disse Vescovi. “A questão da vacinação é fundamental nesses dois aspectos da recuperação da economia.”

Até o momento, o Santander tem classificado a retomada econômica como “gradual e heterogênea”, com os números reforçando perspectiva de “sólido” crescimento no quarto trimestre de 2020. Mesmo com a retirada do auxílio emergencial, programa para 2021, um “efeito mecânico” da reabertura da economia, sobretudo do setor de serviços, deve compensar a queda na massa salarial ampliada.

Com isso, o Santander melhorou as estimativas para o desempenho do PIB em 2020, para queda de 4,1%, ante taxa negativa de 4,8% prevista antes. Para 2021, o prognóstico de crescimento foi reduzido a 2,9% (de 3,4%) e em 2022 a atividade deverá crescer 2,5%, contra 2,6% estimado antes.

A inflação, cuja alta voltou a chamar atenção nos últimos meses, deve fechar 2020 em 4,50% (acima do centro da meta, de 4%), contra projeção anterior de 3,30%. Segundo Vescovi, a revisão se deu por choques em alimentos e na taxa de câmbio, que ainda se desvaloriza 21% ante o dólar em 2020, e pelo forte impacto da decisão da Aneel de revisar a bandeira tarifária em dezembro de 2020.

O Santander elevou ainda a estimativa para o IPCA de 2021, saindo de 2,90% para 3,00%, em meio à “força do choque (inflacionário) e à duração dele”. Para o IPCA 2022, o banco manteve estimativa em 3,20%. Em ambos os anos, a inflação ainda ficaria abaixo do centro da meta perseguida pelo BC: de ​3,75% para 2021 e ​3,50% para 2022.

O Santander revisou ainda as projeções para a trajetória da Selic, após um tom “menos acomodatício” da parte do Banco Central. A instituição privada passou a ver a Selic em 2,50% ao término de 2021, contra estimativa anterior de 2,00%, com duas altas de 0,25 ponto percentual a partir de outubro.

“O forward guidance (orientação futura do BC) deverá ser retirado a partir de março… mas se a gente perder a âncora de credibilidade de política fiscal a situação fica diferente”, disse Vescovi.

A economista avaliou que a trajetória da política fiscal ficará mais clara somente após a eleição dos presidentes do Congresso Nacional, em fevereiro.

Em seu cenário-base, a hipótese fundamental é o cumprimento do teto de gastos no médio prazo, apesar de dificuldades para sua execução em 2021. A projeção para o déficit primário consolidado de 2020 foi melhorada, saindo de 879 bilhões de reais para 770 bilhões de reais.

“Qualquer coisa que fuja das regras do TCU para o teto de gastos e que gere criação de novas despesas de caráter continuado tornaria a situação do lado fiscal mais difícil”, disse Vescovi, lembrando alerta do Tribunal de Contas da União (TCU) de que os chamados “restos a pagar” estarão sujeitos à regra do teto de gastos no próximo ano.

Do lado do câmbio, o Santander manteve projeção de que a moeda norte-americana fechará 2021 em 4,60 reais e 2022 em 4,15 reais, projeção abaixo do consenso de mercado. O dólar à vista estava em 5,0778 reais nesta quinta-feira.

“Levamos em conta cenário de retomada da economia global, volta do multilateralismo com Joe Biden (presidente eleito dos EUA), de que o Brexit vai passar e de que a guerra comercial não apenas não vai escalar, como vai perder alguns decibéis”, disse a economista, citando que essa combinação de fatores ajudaria na volta do fluxo estrangeiro ao Brasil.

Esse quadro, combinado com uma redução de riscos fiscais via comprometimento com o processo de consolidação fiscal e respeito ao teto constitucional de gastos, poderá reduzir os prêmios de ativos brasileiros em geral, levando o real a se fortalecer de forma “mais pronunciada”, avaliou o Santander.

“Mas se tivermos uma ‘derrapagem’ fiscal, poderemos ter uma depreciação bem acentuada do real. Temos um problema fiscal grave e, para não termos abortada essa recuperação que se inicia, precisamos ter sinais claros da classe política de sustentação ao cenário fiscal por meio de manutenção do teto e recuperação das reformas”, concluiu Vescovi... Leia mais em .moneytimes. 17/12/2020



17 dezembro 2020



Banco Central passa a ver menos crescimento em 2021 com lentidão na retomada do emprego e da normalidade

“Essa mudança embute elevação do carregamento estatístico após a revisão das projeções para 2020 e perspectiva de menores taxas trimestrais de variação do que previsto no Relatório de Inflação de setembro”, disse o BC 

O Banco Central piorou levemente sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 a um crescimento de 3,8%, ressaltando que a revisão reflete expectativa de antecipação da recuperação esperada para este ano, além de uma retomada mais lenta no mercado de trabalho e na volta à normalidade após as restrições impostas pela pandemia do coronavírus.

A perspectiva, publicada no Relatório Trimestral de Inflação nesta quinta-feira, vem após alta de 3,9% calculada em setembro para o PIB do próximo ano.

O BC frisou, mais uma vez, que suas estimativas foram feitas sob “incerteza acima da usual sobre o ritmo de crescimento da economia“, sendo novamente condicionadas ao arrefecimento gradual da crise sanitária, à manutenção do regime fiscal e ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira.

“Essa mudança embute elevação do carregamento estatístico após a revisão das projeções para 2020 e perspectiva de menores taxas trimestrais de variação do que previsto no Relatório de Inflação de setembro”, disse o BC.

“Em parte, essa revisão reflete a antecipação da recuperação econômica esperada, ao menos para alguns setores e componentes da demanda, para o ano de 2020. Por outro lado, o menor crescimento trimestral também é consequência da recuperação mais lenta do mercado de trabalho e dos índices de mobilidade”, completou.

Para este ano, a autoridade monetária revisou sua estimativa a uma contração de 4,4%, melhora frente a uma queda de 5% vista anteriormente, movimento em linha com o que já vinha sendo promovido pelo mercado e pelo próprio governo.

Segundo a autoridade monetária, a revisão da série histórica do PIB, que produziu elevação das variações interanuais nos dois primeiros trimestres de 2020, aliada ao desempenho no terceiro trimestre ligeiramente melhor do que o antecipado, na mesma métrica, contribuíram para esse ajuste.

“No mesmo sentido, indicadores de frequência mais elevada sugerem continuidade da recuperação da atividade econômica no quarto trimestre”, disse o BC no relatório.

Em comparação, o Ministério da Economia prevê alta do PIB de 3,2% em 2021, após recuo de PIB de 4,5% este ano, no que será o pior desempenho histórico da economia brasileira, na esteira dos impactos do surto de Covid-19 sobre a atividade.

Já os economistas ouvidos pelo BC no mais recente boletim Focus projetam uma expansão da atividade de 3,50% no ano que vem e tombo de 4,41% neste.

Para este ano, o BC melhorou sua previsão para a agropecuária a uma alta de 2,3% (sobre 1,3% antes), ao mesmo tempo em que passou a ver uma queda menos intensa da indústria, de 3,6% (-4,7% antes), e do setor de serviços, com contração de 4,8% (-5,2% antes).

Pelo lado da demanda, o BC piorou suas contas para o consumo das famílias e do governo a quedas de 6% e 4,8% em 2020, contra recuos de 4,6% e 4,2% antes. Por outro lado, melhorou sua estimativa para investimentos a uma retração de 4,4% em 2020, frente a 6,6% antes

Quanto à política monetária, o BC reforçou a mensagem que já vinha ressaltando em suas últimas comunicações públicas.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em sua mínima histórica de 2% ao ano pela terceira reunião consecutiva do Comitê de Política Monetária (Copom) e destacou que, em função do quadro inflacionário, as condições para seu compromisso de não elevar os juros básicos –via forward guidance– podem em breve não estar mais satisfeitas.

Apesar disso, o BC destacou que uma alta da Selic não seria um processo mecânico... Leia mais em moneytimes 16/112/2020





16 dezembro 2020

Maílson da Nóbrega: vacina trará novas perspectivas para o crescimento mundial

O risco para a economia brasileira no ano que vem, de acordo com Maílson, continuará sendo o fiscal

A disponibilidade da vacina contra a Covid-19 trará novas perspectivas para o crescimento mundial em 2021 e isso acabará por beneficiar o Brasil também, disse o ex-ministro da Fazenda e sócio fundador da Tendências Consultoria Integrada, Maílson da Nóbrega, nesta quarta-feira, 16.

Ele participou de uma live sob o tema “Desafios e Perspectivas da Economia para 2021”, organizada pelo Banco Safra. Maílson foi entrevistado pelo diretor do Safra para Estratégia Econômica e Relações com Mercados, Joaquim Levy.

Mailson citou fala do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), segundo a qual em 18 meses a população brasileira estará quase toda vacinada contra o coronavírus, o que vai contribuir para o crescimento da economia, no mundo e também no Brasil.

Além da vacina, o ex-ministro acrescenta no pacote de boas notícias e fatores favoráveis ao crescimento mundial a eleição do democrata Joe Biden, que deve levar a um relacionamento mundial com mais previsibilidade. Não quer dizer com isso, de acordo com Maílson, que a China vai ter sua vida facilitada, dado que para o povo americano a China é um grande inimigo.

Contudo, segundo Maílson, o Brasil continuará em 2021 com baixo crescimento. Ele cita projeção da Tendências para o crescimento do PIB brasileiro em 2021, de 3%, mas beneficiado por um carregamento estatístico muito grande de 2020.

Para ele, alguns setores vão operar acima do patamar de ferreiro como parte da indústria e varejo já mostram, mas não acompanhados pelos serviços. “Só com a vacina estes três grandes setores vão operar de forma sincronizada”, disse o ex-ministro.

Riscos para 2021

O risco para a economia brasileira no ano que vem, de acordo com Maílson, continuará sendo o fiscal. Ele lembra que a margem para gastos discricionários do governo, antes das recentes derrotas sofridas pelo governo no Congresso, era de R$ 92 bilhões e que tende a ser menor.

“Estamos imaginando que será muito difícil cumprir o teto de gastos no a i que vem. O que poderá assegurar o cumprimento do teto dos gastos no ano que vem será a aprovação da PEC Emergencial”, disse.

Maílson disse também não apostar na aprovação da reforma administrativa para 2021 até por entender que há reformas mais importantes a seres aprovadas. Entre elas ele cita a tributária.  Por Agência Estado Leia mais em infomoney 16/12/2020



16 dezembro 2020



15 dezembro 2020

Brasil tem 19,7 milhões de empresas ativas, diz Mapa de Empresas

Há, no Brasil, 19,7 milhões de empresas ativas. Destas, 298 mil foram abertas em novembro de 2020; sendo que 40% delas conseguiram ser registradas no prazo inferior a um dia. No mesmo mês, 88.638 fecharam – o que resulta em um saldo de 202 mil empresas a mais do que foi registrado em outubro.

É o que aponta o Mapa de Empresas de novembro, ferramenta virtual disponibilizada pelo Ministério da Economia. De acordo com a plataforma, o tempo médio para abrir um negócio no país é de 2 dias e 19 horas.

As atividades econômicas que mais tiveram empresas abertas em novembro foram as de comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (20.196 empresas abertas), seguido de promoção de vendas (13.002); cabeleireiros, manicure e pedicure (11.180); obras de alvenaria: 8.975); e fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar (8.662 empresas abertas).

Segundo o Ministério da Economia, o objetivo do governo é possibilitar que, em 2022, 100% das aberturas de empresas sejam feitas em até um dia, de forma a cumprir a meta estabelecida na Estratégia de Governo Digital 2020-2022.

O Mapa de Empresas é uma ferramenta voltada aos interessados em obter informações mensais sobre o procedimento de registro de empresas, como o tempo médio para abertura, e o número de empreendimentos abertos e fechados, inclusive com detalhes sobre a localização e as atividades desenvolvidas... Leia mais em infomoney 15/12/0202



15 dezembro 2020



14 dezembro 2020

BC e Febraban lançarão programa de aceleração de projetos de educação financeira

Serão investidos R$ 1 milhão pela Febraban em mentorias, workshops e aportes financeiros.

O Banco Central (BC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançam nesta terça-feira, 15, às 9 horas, o Programa de Aceleração Meu Bolso em Dia Febraban.

De acordo com o BC, "a iniciativa tem como objetivo impulsionar empresas com projetos de educação financeira com alto potencial de ganho de escala, visando ao desenvolvimento de soluções inovadoras, abrangentes, inclusivas e gratuitas para o usuário final".

Serão investidos R$ 1 milhão pela Febraban em mentorias, workshops e aportes financeiros.

O diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Mauricio Moura, e o presidente da Febraban, Isaac Sidney, participam do evento e farão um balanço dos projetos desenvolvidos no âmbito do acordo de cooperação técnica entre o BC e a Febraban para o desenvolvimento de ações coordenadas de educação financeira.

O evento terá transmissão pelo canal da Febraban no YouTube e pela plataforma noomis. Estadão Conteúdo. Leia mais em meudinheiro 14/12/2020




14 dezembro 2020



10 dezembro 2020

Copom mantém juros básicos da economia em 2% ao ano

Apesar do aumento na inflação, BC decidiu não mexer na Selic

 Em meio ao aumento da inflação de alimentos que começa a estender-se para outros setores, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 2% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o Copom reiterou que o efeito dos preços dos alimentos é temporário, mas ressaltou que a inflação deverá continuar elevada nos próximos meses. "Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente", destacou o texto.

O Copom estimou que a inflação oficial fechará 2020 em 4,3%, caindo para 3,4% em 2021 e 2022. Esse cenário pressupõe dólar partindo de R$ 5,25 e evoluindo segundo o poder de compra internacional, além de juros básicos de 2% ao ano ao fim de 2020, 3% ao ano no decorrer de 2021 e 4,5% ao ano em 2022.

Com a decisão de hoje (9), a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. Em julho de 2015, a taxa chegou a 14,25% ao ano. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto deste ano.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos 12 meses terminados em novembro, o indicador fechou em 4,31%. Em aceleração por causa da alta dos alimentos, o IPCA ultrapassou, no acumulado de 12 meses, o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Isso não ocorria desde fevereiro deste ano.

Para 2020, o CMN fixou meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,5% neste ano nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia o ano em 2,1% no cenário base. A estimativa será atualizada na próxima semana, quando sai o relatório de dezembro.

A projeção ficou defasada diante do repique da inflação nos últimos meses. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,21%.

Crédito mais barato

A manutenção da taxa Selic em níveis baixos estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, divulgado em setembro, o Banco Central projetava encolhimento de 5% para a economia neste ano. Essa foi a segunda projeção oficial do BC revisada após o início da pandemia de covid-19.

O mercado projeta queda um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem contração de 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2020.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir..Leia mais em agenciabrasil 09/12/2020



10 dezembro 2020



09 dezembro 2020

Alta da inflação deve forçar BC a elevar juros, diz SPX

A alta da inflação em 2020, com projeções acima de 4%, deve fazer com que o Banco Central (BC) eleve os juros de forma significativa. A análise é da gestora de recursos SPX Capital.

Em carta direcionada aos cotistas do fundo multimercado Nimitz, a gestora afirmou que o BC tem conduzido a política monetária brasileira de “maneira extremamente frouxa”. 

Para a SPX, o que antes já era “incompatível com os desafios da estabilidade financeira”, agora já é “questionável do ponto de vista do regime de metas de inflação”. Por isso, deverá alterar o guidance e elevar os juros.

Diz, ainda, que quando o Banco Central reduziu a Selic para 2% e instaurou o forward guidance, o contexto era de projeção de 2% para a inflação do ano, “com risco de desancoragem para baixo das expectativas de médio prazo”.

Agora, de acordo com Rogério Xavier, da SPX, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superam os 4%, podendo chegar a até 6% no segundo trimestre de 2021. Com isso, devem apresentar forte alta ao atingirem níveis semelhantes aos anteriores à aprovação da Reforma da Previdência.

Alta da inflação e curva do juros

A empresa aponta que a pressão inflacionária não se limita aos alimentos. Para eles, a pressão, aliada à “leniência do BC em combater os efeitos secundários do choque de preços”, vêm sendo responsável pela aposta na alta das taxas na parte curta da curva de juros no portfólio da SPX.

Ainda conforme a análise da SPX, diante do cenário de alta da inflação, “o mercado de juros precifica altas expressivas no futuro”. Além disso, o mercado de ações ainda “seguirá na esteira positiva das bolsas internacionais”. Contará, ainda, “com a manutenção de juros reais baixos no Brasil por muito tempo – diametralmente oposto ao mercado de juros” Rodrigo Salgado Leia mais em idinheiro. 09/12/2020



09 dezembro 2020



Economia viverá um “boom supersônico”, acredita Paul Tudor Jones

O fundador do Tudor Group, que tem mais de US$ 9 bilhões de ativos sob gestão, acredita que o acesso a uma ou mais vacinas contra a Covid-19 e o ganho progressivo de escala na distribuição do imunizante vão liberar uma demanda reprimida de consumo e, ao mesmo tempo, ampliar o apetite ao risco entre os investidores

Nas últimas semanas, o mundo convive com duas perspectivas: a segunda onda da Covid-19 e a possibilidade, que parece cada vez mais próxima, de uma vacina contra o coronavírus. Essa dualidade vem mexendo com o mercado que, ao fim de cada pregão, tem escolhido apostar na segunda opção.

Aos 66 anos e dono de uma fortuna estimada em US$ 5,8 bilhões, Paul Tudor Jones, investidor e fundador do Tudor Group, que tem mais de US$ 9 bilhões de ativos sob gestão, é um dos nomes que engrossam esse coro otimista.

Em entrevista ao portal Yahoo Finance, o bilionário americano projetou que, à medida que uma ou mais vacinas estejam disponíveis e que a distribuição ganhe escala, a economia viverá um “boom supersônico” no segundo e no terceiro trimestre de 2021.

“A vacina vai nos trazer de volta. Teremos uma recuperação incrível de crescimento”, afirmou Jones. Para ele, a descoberta de uma ou mais drogas contra o novo coronavírus vai liberar uma demanda reprimida de consumo nos Estados Unidos.

“Tenho quatro filhos na casa dos 20 anos. E é como um cavalo no início de uma corrida”, observou. “Eles estão prontos para verem seus amigos, irem a restaurantes e saírem de férias. Como eu acho que está qualquer outra pessoa no mundo.”

Um dos segmentos da economia que mais estão sofrendo com as restrições da pandemia, o varejo foi, ao mesmo tempo, citado por Jones entre os setores que mais irão se beneficiar nessa retomada, com uma “explosão no segundo trimestre” e as pessoas retomando ao ritmo pré-Covid.

O bilionário também destacou que as políticas fiscais e monetárias estão impulsionando a valorização das ações a níveis mais altos do que na era das empresas pontocom. E que, com as taxas de juros em patamares mínimos históricos, o mercado de capitais é um destino inevitável para o dinheiro dos investidores.

Jones observou ainda que algumas questões devem ser acompanhadas, como a disputa de segundo turno na Georgia, em janeiro de 2021, que definirá o equilíbrio de poder no Senado americano. Mas afirmou que, passadas as incertezas geradas pelas eleições gerais, haverá ainda mais apetite pelo risco. E que, independentemente de qual partido controle a casa, a economia irá se recuperar... Leia mais em NeoFeed 04/12/0202





08 dezembro 2020

Rali nas bolsas ameaça onda de aquisições de US$ 170 bilhões

O desenvolvimento de vacinas e a eleição de Joe Biden para a presidência dos EUA aumentaram os preços globais dos ativos

Sede da Linx em São Paulo: venda para a Stone poderia ter sido dificultada com preço mais alto de suas ações 

A euforia do mercado acionário global ameaça desfazer parte da recente onda de aquisições.

Mais de 170 bilhões de dólares em aquisições de empresas listadas foram acordadas globalmente no mês que antecedeu o anúncio da Pfizer, em 9 de novembro, sobre os resultados promissores dos ensaios de sua vacina, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. 

A valorização das ações depois disso fez com que muitos dos acordos recém-fechados parecessem subitamente menos generosos... Leia mais em exame 07/112/2020



08 dezembro 2020



07 dezembro 2020

Expectativa de câmbio para fim de 2020 passa de R$ 5,36 para R$ 5,22

BC mostra alteração no cenário para a moeda norte-americana 

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 7, pelo Banco Central, mostrou alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano foi de R$ 5,36 para R$ 5,22, ante R$ 5,45 de um mês atrás.

Para 2021, a projeção para o câmbio foi de R$ 5,20 para R$ 5,10, ante R$ 5,20 de quatro pesquisas atrás. Por Estadão Conteúdo Leia mais em mercadonews 07/12/2020



07 dezembro 2020