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29 dezembro 2020

Ame Digital, da B2W e Lojas Americanas, adquire 100% da Parati Crédito por R$ 34 mi


A Ame, fintech da Lojas Americanas e da B2W, concluiu acordo para comprar por 34 milhões de reais a Parati, sociedade de crédito, financiamento e investimento.

Com a aquisição da Parati, a Ame passa a ofertar soluções ainda mais completas para seus mais de 15 milhões de clientes pessoas físicas e 2,8 milhões de estabelecimentos comerciais conectados (merchants), incluindo conta digital, cartão de crédito, cartão pré-pago, empréstimos, integração com PIX, entre outras.

 Lojas Americanas S.A. B2W – Companhia Digital FATO RELEVANTE

AME Digital Brasil Ltda. (“Ame”), sociedade controlada de Lojas Americanas S.A. (“Americanas”) e B2W – Companhia Digital (“B2W”) celebrou, nesta data, Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças tendo por objeto a aquisição de 100% das ações da Parati Crédito Financiamento e Investimento S.A. (“Parati”), sociedade de crédito, financiamento e investimento (SCFI) regulada pelo Banco Central do Brasil (“Operação”).

A Parati possui acesso direto ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) e atua como Bank as a Service (BaaS) e Regtech, integrando fintechs ao sistema bancário e distribuindo, por meio de parceiros, soluções de crédito, nas quais é emissora de Cédula de Crédito Bancária.

Com a aquisição da Parati, a Ame passa a ofertar soluções ainda mais completas para seus mais de 15 milhões de clientes pessoas físicas e 2,8 milhões de estabelecimentos comerciais conectados (merchants), incluindo conta digital, cartão de crédito, cartão pré-pago, empréstimos, integração com PIX, entre outras.

A aquisição, pelo preço total de R$34.053.548,46 (trinta e quatro milhões, cinquenta e três mil, quinhentos e quarenta e oito reais e quarenta e seis centavos), está em linha com o plano de negócios para a Ame, possibilitando a aceleração do seu desenvolvimento e maximizando suas frentes de negócios.

A implementação da Operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, habituais em operações de natureza similar, incluindo a aprovação pelo Banco Central do Brasil.

Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2020 Lojas Americanas S.A. Carlos Eduardo Rosalba Padilha Diretor de Relações com Investidores B2W – Companhia Digital Fábio da Silva Abrate Diretor de Relações com Investidores Leia mais em b2wdigital 29/12/2020


29 dezembro 2020



28 dezembro 2020

Cisão da fatia do Itaú na XP não precisa ser avaliada, diz Cade

Para o órgão, trata-se de uma mera reorganização societária intragrupo

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) afirmou que a cisão da participação do Itaú na XP não é um ato de concentração e, assim, não precisa ser analisada pelo órgão. .. Leia mais em valoreconomico 28/12/2020

https://www.itau.com.br

28 dezembro 2020



27 dezembro 2020

BB volta a pensar em se desfazer da Cielo

O Banco do Brasil  voltou a avaliar a venda.. Lauro Jardim .. Leia mais em oglobo.globo.com 27/12/2020

https://ri.cielo.com.br

27 dezembro 2020



25 dezembro 2020

Cade aprova joint venture entre Banco BS2 e Cartão de Todos

União visa ao desenvolvimento de uma parceria entre as empresas para ofertar serviços financeiros e de pagamento O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a joint venture entre o Banco BS2 e a Administradora de Cartão de Crédito Todos. A decisão do Cade foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU).

A operação consiste na criação de uma joint venture denominada BS2 Todos Administradora de Cartões e Cadastros Ltda, visando ao desenvolvimento de uma parceria entre as empresas para ofertar serviços financeiros e de pagamento desenvolvidos e oferecidos pelo BS2 à base de clientes da Mais Todos e da Todos Empreendimentos Ltda.

O Banco BS2 opera no Brasil como banco múltiplo nas carteiras comercial, de câmbio e de crédito, financiamento e investimento, com operações nos segmentos de serviços bancários digitais, créditos para empresas, direitos creditórios, mercado de câmbio e de adquirência, atuando como credenciador na liquidação financeira de operações com cartões de débito e de crédito.

Além disso, o BS2 tem como principal fonte de recursos o lançamento de certificados de depósitos bancários no mercado. O BS2 é controlado pela Bonsucesso Holding Financeira S.A. e integra o Grupo Bonsucesso, que é formado por empresas que atuam, no Brasil, no mercado financeiro e no comércio varejista de automóveis, consórcios, corretoras de seguros, dentre outros empreendimentos relacionados.

A Mais Todos e a Cartão de Todos são controladas por pessoas físicas da mesma família (Vilar Guimarães) e foram consideradas parte do mesmo grupo econômico (Grupo Todos) pelas Requerentes. Desse modo, a Mais Todos opera, atualmente, como agente intermediador entre a base de clientes da Cartão de Todos e parceiros financeiros. Já a Cartão de Todos é a empresa detentora da marca “Cartão de TODOS” e franqueadora de um cartão de descontos nas áreas de lazer, educação, saúde, entre outras... Leia mais em redacaoagro 24/12/2020

https://blog.bancobs2.com.br


25 dezembro 2020



24 dezembro 2020

Inco Investimentos bate recorde e capta R$ 2 milhões em 15 minutos

Com a nova captação, a startup soma R$ 45 milhões em investimentos (Imagem: Site/Inco)

A Inco, fintech que cria soluções financeiras e desburocratiza processos de captação do setor imobiliário, bateu um novo recorde em uma de suas operações, conseguindo atingir R$ 2 milhões em 15 minutos de crowdfunding com participação de 183 investidores.

Com a nova captação, a startup soma R$ 45 milhões em investimentos, desde o final de 2018, e mais de 1.500 investidores ativos.

O Portfólio hoje conta com mais de 42 captações e possui performance média de 13,7% ao ano, com 100% dos pagamentos realizados em dia e qualquer um pode fazer parte do investimento a partir de mil reais. Os investidores podem fazer simulações de rendimento no site... Leia mais em moneytimes 23/12/2020



24 dezembro 2020



23 dezembro 2020

XP compra Riza e faz de ‘Marcão’ seu head de M&A

A XP fechou a compra da Riza Capital, trazendo para dentro de casa um banqueiro experiente que fez carreira no Credit Suisse e BTG e acelerando a construção de sua franquia de M&A. 

Com a aquisição, Marco Gonçalves — o “Marcão” — será o head de M&A da XP. 

O valor da transação não foi revelado. 

Toda a equipe da Riza — um total de seis sócios e dez funcionários — será absorvida pela XP, que também herdará todos os mandatos da boutique. (A Riza Asset, operação de gestão de recursos da Riza, não é parte da transação e continua sob o comando de Daniel Lemos). 

“Existe muita sinergia entre o M&A e os outros negócios da XP,” Marcão disse ao Brazil Journal. “A XP ajuda as empresas a levantar dinheiro via equity ou dívida, e o que as empresas vão fazer com esse dinheiro?”

Com o time de M&A fortalecido, a XP pretende cobrir todos os tamanhos de clientes, disse o chefe do banco de investimentos da XP, Pedro Mesquita, a quem Marcão vai se reportar. “Não vamos nos dedicar só às grandes transações.”  

Antes de fundar a Riza há três anos, Marcão foi head de M&A do Credit Suisse entre 2005 e 2009 e do BTG entre 2009 e 2017. 

Nos últimos anos, a Riza assessorou a Hapvida na compra do Grupo São Francisco; a Suzano Holding no contexto da aquisição da Fibria pela Suzano Papel e Celulose; e a Arco Educação na compra da Escola da Inteligência. 

A XP tem feito avanços importantes nas áreas de estruturação de dívida e emissão de ações, mas ainda não está entre os top ten quando se trata de M&A, onde a liderança dos rankings é disputada pela BR Partners e o BTG.

Depois de coordenar seu primeiro IPO em 2017, a XP deve terminar este ano entre os três principais bancos em termos do número de ofertas de ações (28, contra 35 do BTG e 33 do Itaú BBA). Na área de debt capital markets, a XP está em primeiro lugar no ranking de renda fixa e híbridos. Geraldo Samor / Leia mais em braziljournal 23/12/2020

https://rizacapital.com

 






23 dezembro 2020



O crescimento de três dígitos das fusões e aquisições de startups

Grandes empresas, como o Magazine Luiza, protagonizaram o mercado absorvendo companhias menores

O anúncio da compra da Hub Fintech nesta segunda-feira, 21, pelo Magazine Luiza por 290 milhões de reais consolida ainda.. Leia mais em veja.abril 23/12/2020

https://veja.abril.com.br



21 dezembro 2020

Competição cria onda de fusões nas corretoras

Consolidação do setor de serviços financeiros é motivada por redução de custos e diversificação de investimentos

De um lado, um aumento na concorrência que levou à redução nas margens combinada a um maior gasto com tecnologia. Do outro, a busca dos correntistas pelos mais variados tipos de investimentos, especialmente, os de renda variável. A solução: uma onda de aquisições de corretoras por bancos.

Em julho, o Neon comprou as licenças da Magliano Invest, corretora mais antiga em funcionamento do Brasil, que já havia transferido seus clientes para a Guide Investimentos. Em setembro, o Nubank adquiriu a Easynvest. Em outubro, foi a vez do BTG levar a Necton, que surgiu da junção das tradicionais Concórdia e Spinelli, depois de o banco ter concluído a compra de 80% da corretora Ourinvest em abril

“É um movimento que veio para ficar. O banco começa como fintech, mas no fim tem que oferecer todo os produtos para clientes para concorrer com os bancões, por isso procura corretoras”, diz .. Leia mais em folha.uol 21/12/2020



21 dezembro 2020



Magazine Luiza compra fintech de Carlos Wizard Martins por R$ 290 milhões

Com a Hub Fintech, a varejista da família Trajano faz sua 11ª aquisição em 2020. A fintech conta com aproximadamente 4 milhões de contas digitais e cartões pré-pago ativos, que movimentaram R$ 7 bilhões nos últimos 12 meses

Magazine Luiza fez 11 aquisições em 2020

O Magazine Luiza acaba de fazer a sua maior incursão no mundo dos serviços financeiros. A varejista da família Trajano anunciou, nesta segunda-feira, 21 de dezembro, a compra da Hub Fintech, companhia do empresário Carlos Wizard Martins, por R$ 290 milhões, a sua 11ª aquisição em 2020.

Com o negócio, o Magazine Luiza passa a ser dono de uma operação com 4 milhões de contas digitais e cartões pré-pagos ativos, que movimentaram R$ 7 bilhões nos últimos 12 meses. A companhia, segundo o comunicado, gerou uma receita bruta (não auditada) de R$ 159 milhões, no mesmo período.

“A aquisição da Hub adianta em vários anos a jornada de desenvolvimento da nossa plataforma de pagamentos, tanto para pessoas jurídicas quanto para pessoas físicas”, disse Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, em comunicado divulgado ao mercado.

Fundada em 2012, a Hub Fintech tem uma de suas subsidiárias, a Hub Pagamentos, regulada pelo Banco Central e já está integrada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX).

A Hub Fintech conta ainda com uma plataforma de banking as a service e tem capacidade de processamento de 30 milhões de cartões por ano. Com a aquisição, os mais de 29 milhões de clientes pessoas físicas do Magalu e os 40 mil sellers do marketplace passam a contar com uma conta bancária digital gratuita e integrada ao aplicativo da varejista.

A plataforma de serviços da Hub permite que clientes do Magazine Luiza façam compras, depósitos, transferências (P2P, TED, DOC e PIX), pagamentos (boletos, contas de consumo, impostos e PIX), saques (lotéricas, caixas eletrônicos e lojas do Magalu) e tenham acesso a  serviços como recarga de celular e de vale-transporte.

A transação mostra o apetite de grandes varejistas por terem sua própria plataforma financeira para ofertar uma série de serviços aos seus consumidores. A B2W, dona das marcas Submarino e Americanas.com, por exemplo, conta com a Ame Digital.

Lançada em 2019, a Ame está ganhando cada vez mais escala, tanto no ambiente do grupo como em parceiros. Atualmente, a empresa já tem uma rede de aceitação em 2,8 milhões de estabelecimentos no País. E, em novembro, movimentou R$ 2,7 bilhões em transações.

No começo de dezembro, a B2W anunciou a compra da Bit Capital, uma fintech que tem soluções de integração com o PIX – segundo apurou o NeoFeed, essa startup também foi avaliada pelo Magazine Luiza.

A Via Varejo, que tem as marcas Casas Bahia e Extra, atua nessa área com o banQi, um banco online que tem potencial de ser um unicórnio, como são chamadas as empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

No terceiro trimestre de 2020, o banQi contava com 1,1 milhão de contas digitais e contabilizava R$ 1,2 bilhão de crediários digitais sob gestão. O volume total de pagamentos estava na casa de R$ 120 milhões.

O Mercado Livre, por sua vez, conta com o Mercado Pago, que teve um volume de transação de US$ 14,5 bilhões no terceiro trimestre de 2020, um avanço de 91,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Com a compra da Hub Fintech, o Magazine Luiza fecha 2020 com 11 aquisições. Ao longo deste ano, a varejista da família Trajano comprou as startups AiQFome, Hubsales e Stoq, a plataforma de mídia da Inloco, a livraria online Estante Virtual, o site de notícias de tecnologia Canaltech, e a escola de marketing digital ComSchool, entre outros negócios... Leia mais em NeoFeed 21/12/2020






Linker recebe aporte e esquenta a disputa pelas contas digitais das PMEs

Com a rodada de R$ 12 milhões, que contou com a participação de investidores como Darwin Capital e Marcelo Sampaio, fundador da gestora Hashdex, o banco digital ganha fôlego para competir na nova arena dos bancos digitais: a pessoa jurídica

Original, C6 e Inter foram alguns dos nomes que ocuparam espaço no mercado financeiro ao centrarem suas armas na disputa com os grandes bancos pelas contas de pessoas físicas. Agora, uma nova leva de bancos digitais promete intensificar as batalhas pela preferência dos clientes pessoa jurídica.

Fundada em 2019, a Linker é uma das expoentes entre os bancos digitais dedicados exclusivamente aos CNPJs, nesse caso, as pequenas e médias empresas. E acaba de ganhar um reforço para o combate nesse novo front, com a captação de um investimento de R$ 12 milhões.

Primeiro aporte recebido pela startup desde a sua criação, a rodada contou com a participação do fundo Darwin Capital e de nomes como Marcelo Sampaio, fundador da gestora Hashdex, e Roberto Nishikawa, ex-diretor do Itaú Unibanco, além de outros investidores individuais e family offices.

“Nós entendemos que já tínhamos uma trilha percorrida e um norte para mostrar”, diz David Mourão, cofundador e CEO da Linker, em entrevista exclusiva ao NeoFeed. “Com a velocidade que nós estamos e mais o capital, vamos ampliar ainda mais o resultado que fizemos em um ano.”

Desde que entrou em operação, em novembro de 2019, a Linker atraiu 20 mil clientes. Com foco em empresas que faturam entre R$ 100 mil e R$ 4,8 milhões, a fintech oferece conta gratuita, aberta em menos de 24 horas, cartão de crédito físico e virtual e um leque de serviços direcionado a esse perfil.

Um dos planos com o aporte é ampliar esse portfólio. A primeira fronteira a ser explorada, com produtos próprios e parcerias, são as soluções de crédito. As áreas de seguros e de câmbio também estão em avaliação. Nesses casos, porém, a oferta estará restrita a produtos de terceiros.

“Nem tudo precisa vir da gente, não precisamos ser puros-sangues”, afirma Mourão. “Nosso plano é ser um hub de soluções financeiras, que seja capaz de atender todas as necessidades desse cliente das PMEs.”

Para facilitar a vida do pequeno empresário e já de olho nas trilhas abertas pelo open banking, a Linker quer também reforçar as integrações com empresas de sistemas de gestão empresarial (ERP) e contabilidade online voltadas a esse público. Hoje, a startup já está integrada aos sistemas de companhias como MarketUP, Conube, Qipu, Agilize e ContabilOn.

Essa abordagem também dá o tom nos acordos que a Linker mantém para oferecer acesso a serviços de terceiros com descontos. A fintech tem, por exemplo, uma parceria com a Amazon Web Services (AWS), com créditos para o uso de produtos e serviços em computação em nuvem.

A lista de parceiros inclui ainda empresas como ClickSign, de assinatura digital; iFood, para a oferta de benefícios a funcionários; NuvemShop, de montagem de lojas virtuais; e Kangu, para serviços de logística.

Desde que entrou em operação, em novembro de 2019, a Linker atraiu uma base de 20 mil clientes

A fintech também planeja ampliar seu time, com prioridade para áreas como tecnologia, atendimento, comercial e marketing. Até então pouco explorado, esse último segmento também começará a ganhar peso, com o investimento em campanhas digitais.

Arena concorrida

A Linker começou a ser desenhada em 2018, quando Mourão retornou ao Brasil, depois de uma temporada de oito anos em Nova York, onde atuou como executivo do Itaú Asset Management e da Vinci Partners.

Decidido a empreender, ele estava atento à onda de novos bancos digitais voltados à pessoa jurídica que surgia nos Estados Unidos e na Europa. Entre eles, o britânico Starling Bank, fundado em 2016, e que já captou £ 363 milhões em investimentos.

Outro nome é a Brex, fundada pelos brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, em 2017, que já atraiu US$ 732,1 milhões de investidores como Credit Suisse e Barclays.

“No Brasil, ninguém estava olhando para esse espaço”, diz Mourão. Ou melhor, quase ninguém. Logo, Ingrid Barth e Daniel Benevides se juntaram ao projeto. Ex-JP Morgan, Ingrid havia ajudado a estruturar a área de PJ do Neon, que tinha, por sua vez, Benevides entre seus fundadores.

Apenas dois anos depois, essa arena começa a chamar cada vez mais atenção. E se ainda está longe das cifras levantadas pelo Starling Bank, o fato é que o modelo também já está despertando o interesse dos investidores.

Há pouco mais de uma semana, a Conta Simples, fundada em 2018, recebeu um aporte de US$ 2,5 milhões. A rodada foi liderada pelo fundo Quartz e teve a participação de fundos como FJ Labs e Domo, e do trio de ex-sócios da XP, formado por Marcelo Maisonnave, Eduardo Glitz e Pedro Englert.

A Cora, por sua vez, já captou US$ 10 milhões junto aos fundos Kaszek e Ribbit. A startup foi criada em 2018, pelos fundadores da Moip, empresa de pagamentos comprada pela alemã Wirecard, em 2016.

Mais focado em grandes empresas e com investidores como Iporanga Ventures e Y Combinator, o Stark Bank também engrossa essa lista.

A lista de bancos digitais que investem nesse espaço no mercado brasileiro inclui nomes como Cora, ContaSimples e Starkbank

“Acredito que 2021 vai ser o ano desses novos bancos digitais”, diz Bruno... Por  Moacir Drska Moacir Leia mais em neofeed 21/12/2020;




20 dezembro 2020

Fintech Nomad recebe aporte de R$ 30 milhões

A fintech Nomad, fundada pelo criador do iFood e sócio da Neon Pagamentos, Patrick Sigrist, e que permite que os brasileiros tenham uma conta bancária nos EUA, recebeu um aporte de R$ 30 milhões. 

A rodada foi liderada pelo Monashees e contou também com outros fundos, como o Abstract, além lhe Hans Tung, executivo da gestora GGV Capital... Leia mais em valoreconomico 20/12/2020





20 dezembro 2020



Escritórios de investimentos Acqua e Vero anunciam fusão

Juntas, as duas empresas contam com 200 assessores, em 16 filiais espalhadas pelo território nacional, 20 mil clientes e valor de mercado de R$ 500 milhões (Crédito: Pixabay)

A Acqua Investimentos, especializada em varejo, alta renda e corporate, e a Vero Investimentos, focada no atendimento de clientes private e alta renda, fundiram as suas operações.

O acordo surgiu com a ideia de oferecer aos clientes um menu completo de serviços, a partir de um corpo executivo com profissionais experientes e com forte histórico de resultado nos mais diversos segmentos – private, alta renda, varejo, corporate, entre outros.

Juntas, as duas empresas contam com cerca de 200 assessores, em 16 filiais espalhadas pelo território nacional, 20 mil clientes e valor de mercado de R$ 500 milhões. Até o final de 2021, o grupo projeta um crescimento exponencial, atingindo uma custódia de R$ 18 bilhões, com 35 mil clientes ativos e mais de 400 assessores.

“O mercado de assessoria de investimentos está em franca expansão e a capacidade de gestão estratégica e de implementação é que vai determinar não só a perenidade de uma empresa, mas, acima de tudo, sua relevância no mercado. Junto com a Vero, estaremos mais preparados para sermos uma empresa cada vez mais relevante”, diz Eduardo Siqueira, sócio-fundador da Acqua Investimentos.

“Com a fusão, iremos atender os principais nichos de mercado e teremos condições de acelerar o processo de melhoria dos serviços e aumentar o nosso market share, pontos que vemos como fundamentais para darmos o próximo passo em busca da abertura de capital”, afirma Eduardo Akira, co-fundador da Vero Investimentos... Leia mais em istoedinheiro 20/12/2020





19 dezembro 2020

Com IPO de Coinbase, moeda virtual bitcoin vai passar por teste do mercado

Com o bitcoin sendo vendido a valores recordes, a Coinbase, maior plataforma de compra e venda de criptoativos dos EUA, vai abrir o capital em 2021, o que deve ser um marco histórico às moedas virtuais, mas também um teste de fogo do mercado

Fundada em 2012, a Coinbase foi avaliada em US$ 8 bilhões

Com a moeda virtual bitcoin cotada US$ 23.097, uma alta de 182,9% em 2020, a plataforma Coinbase, a maior corretora de moedas digitais dos Estados Unidos, deu entrada na documentação para abrir seu capital.

A notícia veio a público depois que a companhia publicou um post de dois parágrafos em seu blog, informando que protocolou seu pedido de abertura de capital à SEC, órgão equivalente à CVM no Brasil.

Sem nenhum detalhe quanto a datas, preços e expectativas, tudo o que se sabe é que a companhia fundada em 2012 deve protagonizar um dos primeiros grandes IPOs de 2021.

A Coinbase é uma das marcas que mais se beneficiaram da escalada do bitcoin, que está cotado a valores recordes, tendo superado o patamar de US$ 20 mil pela primeira vez em dezembro deste ano.

Essa alta está apoiada em uma série de apoios institucionais de peso, que ajudaram a alavancar os criptoativos. Só neste ano, PayPal e Square anunciaram que passariam a aceitar as critpomoedas em suas plataformas de pagamentos, trilhando o mesmo caminho do aplicativo de investimentos Robinhood.

Investidores respeitados em Wall Street, como Paul Trudor Jones II, da gestora Tudor Investment Corporation, que tem mais de US$ 9 bilhões de ativos sob gestão, passaram também a atuar no segmento de moedas digitais. Outro exemplo é Stanley Druckenmiller, fundador da Duquesne Capital, que também entrou para o jogo dos criptoativos. 

Por esse motivo, é esperado que a estreia da Coinbase na bolsa não passe despercebida. Será a primeira empresa de criptoativos a abrir o capital e se tornará publica logo depois dos bem-sucedidos IPOs de Airbnb e Doordash.

“Embora estejamos sempre entusiasmados com o aumento do interesse pelos criptoativos, é importante ressaltar que este não é apenas um momento de grandes volumes, mas também de volatilidade de preços”, escreveu Brian Armstrong, um dos fundadores da Coinbase, em um blog.

A corretora está ativa em 100 países, onde acumula US$ 25 bilhões de ativos junto a 35 milhões de usuários verificados. A Coinbase já tem mais “clientes” que o banco Charles Schwab, que conta 29,2 milhões correntistas.  

O alcance e a popularidade da companhia refletem seu valor. Em 2018, a avaliação da Coinbase foi calculada em US$ 8 bilhões em uma rodada de investimento de US$ 300 milhões, liderada pela Tiger Global Management. Desde sua fundação, a empresa levantou mais de US$ 500 milhões junto a fundos como Andreessen Horowitz, Y Combinator e Greylock Partners. 

Tamanho interesse tem a ver com o modelo de negócio traçado pelos criadores da plataforma, os cientistas da computação Brian Armstrong e Fred Ehrsam. Desde o começo, os empreendedores queriam diferenciar seu produto das demais startups da área, que buscavam desenvolver uma alternativa aos bancos tradicionais.

Armstrong e Ehrsam estabeleceram protocolos de segurança para a compra e venda de bitcoins em um sistema que aceitaria a integração com o mercado financeiro tradicional. É possível, por exemplo, cadastrar seu cartão de débito na plataforma da Coinbase. 

O movimento da plataforma também trouxe à tona uma velha polêmica. Em setembro deste ano, em meio à ebulição social contra a violência policial e o racismo estrutural americano, Armstrong publicou um post em que, diferentemente de outras grandes marcas, a Coinbase não se posicionaria política ou socialmente, “focando apenas no desenvolvimento de novas ferramentas”.

Logo após o comunicado, o empreendedor ofereceu aos funcionários insatisfeitos a opção de vender suas ações e se desligar da companhia. Cerca de 60 profissionais deixaram a empresa naquela ocasião... Leia mais em NeoFeed 19/12/2020



19 dezembro 2020



18 dezembro 2020

Fundo WE Ventures capta R$5 milhões para fomentar empreendedorismo feminino no país

O Fundo WE Ventures, que tem como foco o investimento em startups de tecnologia com faturamento mínimo anual de R$200 mil, lideradas por uma equipe feminina com pelo menos 20% de participação, anunciou a entrada da Porto Seguro com capital de R$ 5 milhões. Por meio do investimento no fundo, a seguradora brasileira irá direcionar recursos para startups com lideranças femininas e que atuam no segmento de seguros, saúde, soluções financeiras e serviços em geral.

O WE Ventures faz parte das iniciativas do Women Entrepreneurship (WE), programa desenvolvido pela Microsoft Participações em parceria com o Sebrae Nacional e M8 Partners, em associação com a Bertha Capital, que tem como objetivo incentivar o empreendedorismo feminino no país por meio de cursos de capacitação e investimentos para mulheres empreendedoras.

A parceria com a Porto Seguro integra o Mais WE, iniciativa que contempla uma série de investimentos recebidos pelo WE Ventures em diferentes áreas da economia como tecnologia, saúde, educação, seguros, jurídico e sustentabilidade. O Mais WE, por sua vez, é parte do plano Microsoft Mais Brasil, lançado pela empresa em outubro, que abrange iniciativas de apoio e compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável do País, englobando programas de sustentabilidade, qualificação profissional e suporte para facilitar a busca por oportunidades de emprego.

“Estamos honrados em poder contar com a parceria da Porto Seguro para nos apoiar com o nosso compromisso de fomentar o empreendedorismo feminino no Brasil, um cenário que está começando a mudar, mas que ainda tem um bom caminho a percorrer para chegarmos a uma realidade ideal de igualdade de gênero. Diversidade e inclusão são pilares da cultura da Microsoft e esse projeto é uma de nossas ferramentas para promover mudanças significativas nessa frente”, afirma Franklin Luzes, vice-presidente de inovação, transformação e novos negócios da Microsoft Participações.

Até o momento, o WE Ventures já incorporou três parceiros estratégicos a sua rede de investidores cotistas âncora – Flex, Grupo Sabin e Multilaser – e pretende captar até R$ 100 milhões em cinco anos. “Em novembro de 2020, completamos um ano no mercado com diversas conquistas voltadas ao incentivo de mulheres empreendedoras em todo o país. O aporte da Porto Seguro no WE Ventures irá ajudar diversas startups lideradas por mulheres em determinados segmentos a terem oportunidades iguais de crescimento no competitivo mercado em que atuamos”, diz Marcella Ceva, head do WE Ventures.

“Estamos entusiasmados em poder colaborar com o empreendedorismo feminino e crescer ainda mais com essa experiência. Temos apetite para evoluir nos mercados de seguros, saúde, soluções financeiras e serviços em geral, e essa parceria é uma oportunidade que fortalecerá o nosso objetivo de integrar negócios e tomar decisões colocando o cliente no centro”, explica Marcelo Picanço, vice-presidente de seguros da Porto Seguro.

As startups interessadas podem se inscrever no processo seletivo do WE no link... Leia mais em startupi 18/12/2020



18 dezembro 2020



BMG fecha aquisição de 30% da empresa de tecnologia Raro Labs por R$ 3,5 mi

O Banco BMG, por meio de sua controlada CBfácil Corretora de Seguros, fechou a aquisição de 30% do capital da empresa de tecnologia Raro Labs pelo valor de R$ 3,5 milhões. Há ainda uma opção para que a CBfácil compre uma participação adicional para chegar a 75% de participação, depois de 3 anos.  

O valor será pago em parcela única no dia 1º de fevereiro.

A Raro Labs é especializada em desenvolvimento e manutenção de softwares.Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 18/12/2020





Com sede de M&As, Banco Inter compra mais uma empresa

O banco digital acaba de comprar a startup Meu Acerto, que atua na área de cobrança e dívida e na reativação da base de clientes. O CEO do Inter, João Vitor Menin, conta a estratégia com exclusividade ao NeoFeed

Em meados de novembro, o Banco Inter anunciou a compra de 45% da adquirente Granito, que tem entre seus sócios o Banco BMG e os fundadores da empresa. O negócio foi o primeiro depois do follow on realizado em setembro, quando o Inter levantou R$ 1,2 bilhão na bolsa. Mas não será o único a ser feito com o dinheiro captado no mercado.

João Vitor Menin, o presidente do banco, já tinha sinalizado que o Inter sairia às compras e olharia, sobretudo, fintechs e companhias que atuam nas áreas de logística e de tecnologia. Dito e feito. O executivo revelou com exclusividade ao NeoFeed que a instituição financeira acaba de comprar 60% da Meu Acerto.

Trata-se de uma startup fundada em 2017, que atua na renegociação de dívidas, cobrança e no chamado mercado de Winback, com a reativação da base de clientes. O Inter desembolsou R$ 20 milhões em uma oferta primária, cujo dinheiro será investido na expansão da empresa, e outra quantia, de valor não revelado, para os sócios Pedro Lima e Rodrigo Costa.

“Temos 8,5 milhões de clientes dos quais 65% são ativos e geram receita para o banco”, diz João Vitor Menin, CEO do Inter, com exclusividade ao NeoFeed. “Com a Meu Acerto, queremos fazer com que os inativos voltem a usar o banco e os ativos acessem cada vez mais produtos.” A ideia é fazer com que os clientes concentrem toda a sua vida financeira no banco.

“Quero que o cliente que investe no Inter e na XP passe a usar só o Inter. Aquele que tem conta aqui e cartão do Nubank use só o cartão do Inter”, diz Menin. Para fazer esse trabalho de convencimento, além de produtos, o banco precisava de uma plataforma dotada de tecnologia e inteligência artificial. “Não dá para fazer isso com 1,2 mil atendentes, fica caro”, explica Menin. Foi aí que entrou a Meu Acerto.

A startup de Belo Horizonte é vista como fundamental nesse processo. A empresa já trabalhava com o Inter e também com outros bancos como o C6 e o Banco Original, e operadoras de TV por assinatura como a Sky. No caso das cobranças de inadimplentes, explica Menin, a Meu Acerto adota um modelo de “empoderar o devedor, fazendo com que ele faça a oferta de negociação da dívida”.

“Em vez de ligar e cobrar, eles acham o cliente nas redes sociais, na plataforma correta, e estabelecem um diálogo por meio de chatbots”, explica Menin. O resultado, diz ele, é que o percentual de êxito é duas vezes maior do que o das outras empresas que trabalham com o Inter na cobrança de devedores. 

A sede do Banco Inter em Belo Horizonte

Apesar de ser crucial para o banco na cobrança dos inadimplentes, em sua maior parte (85%) devedores do cartão de crédito, quando Menin fala da Meu Acerto ele costuma repetir dois termos: up sell e cross sell. “Na nossa visão, conseguimos trazer novos clientes com facilidade. Precisamos ter certeza de que eles vão usar tudo do banco”, afirma. “A Meu Acerto vai nos ajudar nisso.”

Isso não quer dizer que a startup trabalhará exclusivamente para o Inter. “Não quero que ela seja um departamento do banco e também não somos um fundo de private equity que compra participação para vender mais para frente”, diz Menin. “Compramos conhecimento, um bom time e garantimos que não perderemos essa tecnologia amanhã.”

Em relatório divulgado em novembro, a equipe de análise do BTG Pactual enxergava o Inter encabeçando uma onda de fusões e aquisições menores “num futuro próximo”. “De empresas que atuam, principalmente, na área de software”, escreveram os analistas Eduardo Rosman e Thomas Peredo.

A estratégia de fusões e aquisições do banco tem sido desenhada por uma enxuta equipe formada por cinco pessoas. Elas fazem parte da área batizada internamente de Business Development. E mais compras devem vir no primeiro trimestre de 2020. Tanto no setor de investimentos como no segmento de e-commerce. “Não faremos grandes compras. Vamos ter mais aquisições de negócios menores”, afirma Menin.

O e-commerce tem sido acompanhado com atenção porque o banco fez de seu marketplace uma importante fonte de receita e recorrência. Batizado de InterShop, ele deverá movimentar R$ 1,4 bilhão até o fim de 2020. Desde a sua criação, em outubro de 2019, a plataforma já anotou 1,3 milhão de usuários.

“Recentemente agregamos viagens e pagamento de postos de combustíveis Shell. Em janeiro, entraremos em delivery numa parceria com a Delivery Center”, diz Menin. O executivo evita dar projeções, mas frisa que é um negócio com muito potencial de crescimento. Um varejista ouvido pelo NeoFeed estima que o marketplace do banco possa movimentar R$ 3 bilhões no ano que vem.

No segmento de investimentos, a menina dos olhos de dez entre dez bancos, o Inter alcançou 1 milhão de investidores e R$ 32 bilhões sob custódia. “Muitos dos meus clientes têm R$ 1 mil investidos aqui num produto mais simples e R$ 5 mil em outro lugar”, diz Menin. “Vamos mostrar para ele que temos home broker, vários fundos, CDB, tesouro direto, seguros. O jogo aqui é outro.” Leia mais em  NeoFeed 18/12/2020








Fintech de empréstimo consignado recebe aporte de R$9 milhões

A Paketá, fintech que oferece crédito consignado para funcionários de empresas, levantou R$ 9 milhões em investimentos para acelerar sua expansão. A captação teve a liderança do fundo brasileiro Shift Capital, que também possui em seu portfólio empresas como a Kovi, Mimic, The Coffee, entre outras. O processo contou com a participação de outros empresários e executivos brasileiros que preferem ter sua identidade não revelada.

Com esse aporte, os sócios Fabian Valverde e Rafael Queiroz completam a segunda rodada de captação financeira da fintech. A Paketá deve encerrar o ano com 150 mil funcionários elegíveis ao crédito e planeja que esse número seja superior a 350 mil funcionários em 2021. Para tanto, além do aporte de R$ 9 milhões, a fintech assinou compromissos de funding que somam R$ 800 milhões, quantia disponível para ser emprestada pela empresa aos seus clientes.

Esse capital ou funding é alocado em veículos de investimento geridos pelos parceiros da Paketá, que permitem empréstimos a taxas que variam de 1,19% a 3,50% ao mês. Além de emprestar o dinheiro, a Paketá tem um programa de bem-estar financeiro que entrega pílulas de conhecimento que ajudam os funcionários das empresas com quem tem convênio a melhor se relacionar com o dinheiro.

Segundo Fabian Valverde, CEO e cofundador da Paketá, o mercado de consignado para funcionários CLT é carente de boas soluções, pois as instituições financeiras tradicionais, por falta de incentivo ou para não estabelecer competição com produtos de crédito, como cheque especial, cartão de crédito ou empréstimos pessoais, não entregam uma experiência transformadora. “Queremos acabar com as linhas caras do cheque especial e cartão de crédito para a maior quantidade de funcionários CLT de empresas de todos os portes”, afirma Valverde.

“Há mais de três anos avaliamos de perto várias fintechs. A Paketá é uma das poucas empresas nesse setor que tem resultado positivo desde o primeiro empréstimo. Encontramos na empresa uma combinação interessante de time, tecnologia, produto, parceiros e conhecimento de crédito”, comenta João Maia, sócio da Shift Capital. 

Maia ainda destaca que a experiência dos fundadores e a preocupação em ter o melhor produto e a consistência em investir em tecnologia chamaram bastante atenção. “Quando avaliamos as parcerias de funding da empresa com profissionais e investidores de conhecido track record ficamos bem confiantes em seguir com o nosso aporte”, afirma Maia.

Antes da Paketá, Queiroz atuou por mais de dez anos como correspondente bancário de instituições financeiras, o que lhe confere um conhecimento profundo do produto e do relacionamento com empresas e RHs. Já Valverde tem histórico bem-sucedido de criação de empresas de tecnologia e participou, entre outras iniciativas, do lançamento dos primeiros projetos de mobile banking do Brasil. Juntos, os empreendedores acumulam experiência de mais de 15 anos em projetos envolvendo o segmento financeiro.

Pouco mais de um ano depois da primeira operação, em agosto de 2019, a Paketá tem, hoje, convênios com mais de 700 empresas de diferentes portes. “Nosso maior cliente tem 55 mil funcionários e o nosso menor cliente tem cinco. Crédito consignado pode e deve ser democrático”, reforça Queiroz. A fintech conta com 32 funcionários e clientes em todo o país.

Como funciona

A Paketá desenvolveu uma experiência digital e mobile única aos funcionários. Atualmente, 95% das contratações são feitas pelo celular. O processo é simples e fácil não só para os funcionários, que em média levam três minutos para pedir o empréstimo, como também para o RH, já que a plataforma é integrada com sistemas de folha de pagamento.

A etapa inicial é a análise de crédito da empresa e definição da política de crédito dos empréstimos dos funcionários. Uma vez que a empresa esteja conveniada, o funcionário acessa a plataforma e realiza uma simulação 100% digital. Tão logo o empréstimo seja aprovado pela empresa em que trabalha, o funcionário recebe o dinheiro em sua conta corrente em até 24 horas.

Trajetória do negócio

A vontade de democratizar o acesso ao dinheiro com taxas adequadas e entregar uma experiência transformadora para funcionários CLTs que tomam empréstimos consignados fez os empreendedores Fabian Valverde e Rafael Queiroz criarem a startup Paketá Crédito no final de 2018. 

Os dois já haviam fundado empresas e vendido para outras companhias quando perceberam que era hora de empreender novamente. Dessa empreitada nasceu uma empresa de tecnologia que empresta dinheiro para funcionários com desconto mensal em folha de pagamento. 

No ano de 2019, o foco foi criar e aperfeiçoar o produto, estruturar as primeiras linhas de funding, conquistar os convênios iniciais e realizar os primeiros empréstimos. Ao final desse período, a empresa tinha 15 convênios em operação e funding de R$ 20 milhões. Em 2020, a empresa encontrou o product market fit e estruturou linhas de funding relevantes. Hoje conta com mais de 700 convênios e 800 milhões de reais em capital a emprestar. 

“Em 2019 fizemos nosso dever de casa. Estudamos a melhor maneira de montar uma empresa que respeita os nossos principais interlocutores, o RH, os funcionários e os donos de capital. Em 2020, consolidamos esses conceitos e asseguramos a receptividade do mercado, construindo um alicerce para nossa escalada”, destaca Queiroz.

A empresa, que teve um crescimento de 46 vezes no número de convênios em 2019, acabou recebendo bastante assédio do mercado em 2020. “Nesse último ano, tivemos inúmeras abordagens de investidores e empresas – algumas delas competidoras – para adquirir ou se associar a Paketá. Ser abordado por grandes players que querem entrar no seu mercado, ou querem ter acesso a nossa tecnologia, é sempre algo a se orgulhar. Resistimos às propostas e mantivemos a fidelidade ao plano que desenhamos no início da empresa”, comenta Valverde. 

O que vem pela frente

Os fundadores da Paketá destacam que o projeto é longevo. “Queremos ser o melhor produto de consignado no mercado. Estamos no começo da nossa jornada”, diz Queiroz. O ano de 2021 será o ano da escala. A companhia espera multiplicar a base de funcionários elegíveis em 4,5 vezes, tarefa que pode parecer mais fácil quando observado o crescimento de 12 vezes obtido em 2020 até o momento... Leia mais em startupi 17/12/2020





Creditas recebe aporte de US$ 255 milhões e se torna o 11º unicórnio brasileiro

Startup de crédito foi avaliada em US$ 1,75 bilhão em rodada liderada pelo LGT Lightstone e seguida por Softbank e Kaszek. Os recursos serão usados na expansão dos serviços e em fusões e aquisições. Sergio Furio, fundador da Creditas, explica a estratégia

No apagar das luzes de 2020, a Creditas se tornou o 11º unicórnio brasileiro, como são chamadas as startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

A companhia fundada pelo espanhol Sergio Furio acaba de levantar US$ 255 milhões em uma rodada série E, liderada pelo fundo de impacto LGT Lightstone, que a avaliou em US$ 1,75 bilhão, uma valorização de 133% em comparação ao último aporte liderado pelo Softbank, em julho de 2019,

Desde 2012, a Creditas já levantou US$ 570 milhões de fundos como Softbank, Kaszek Ventures, VEF e Amadeus Capital, que participaram também desta nova capitalização da startup.

Nesse novo aporte entraram na base de acionistas, além da LGT Lightstone, a Tarsadia Capital, a Wellington Management, a e.ventures e a Advent International via sua afiliada Sunley House Capital.

“Foi a rodada mais rápida que conseguimos fazer”, disse Furio, em entrevista ao NeoFeed. “Estamos trabalhando desde setembro e montamos um sindicato bem interessante de investidores.”

Os recursos vão ser usados para acelerar o crescimento da Creditas, lançar novos produtos, investir na operação do México e fazer aquisições – algumas estão engatilhadas e devem ser anunciadas em breve. “Temos mais do que dobrado de tamanho a cada ano”, afirma Furio.

Pela primeira vez, a Creditas está divulgando seus resultados em conjunto com o aporte. Nos nove primeiros meses de 2020, a startup atingiu um portfólio de crédito superior a R$ 1 bilhão, emprestou R$ 591,2 milhões e obteve uma receita de R$ 232,1 milhões, um crescimento de 107%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

A margem de contribuição, que é o resultado descontado a rentabilidade dos investidores de renda fixa, o custo operacional e as provisões de perda de crédito, foi positiva em R$ 124,2 milhões, uma alta de 113,4% na comparação com os três primeiros trimestres de 2019.

O resultado operacional, no entanto, é negativo em R$ 129,4 milhões, praticamente o mesmo desempenho dos nove primeiros meses de 2019, quando as perdas somaram R$ 133,1 milhões.

Como ler esses números? As perdas são impactadas ainda por investimentos pesados em tecnologia e no custo de aquisição de clientes. A perspectiva de Furio é que, à medida que a companhia for ganhando escala, os recursos destinados a essas duas áreas se reduzam. “Estamos investindo no crescimento futuro da empresa”, diz o fundador da Creditas.

É uma estratégia semelhante a da maioria das startups do Vale do Silício, que passam anos deficitárias na perspectiva de conquistar clientes, dominar o mercado e, só depois, ser lucrativa.

A Creditas também tem outro indicador que dá pistas sobre o seu desempenho. A margem de contribuição dividida pela receita está em 53,5%. Isso significa que para cada R$ 1 emprestado pela startup, R$ 0,535 entram em seu caixa. “O nosso unit economic é saudável”, afirma Furio.

Com o aporte, Furio diz que vai investir parte dos recursos em seus três pilares: casa, carro e salário

Com o aporte, Furio diz que vai investir parte dos recursos em seus três pilares: casa, carro e salário. Desde que foi fundada, em 2012, a Creditas foi diversificando a sua oferta de crédito aos consumidores.

A startup surgiu como um marketplace de crédito. Depois evoluiu para uma plataforma, lançando seus próprios produtos de concessão de empréstimos com garantias, um nicho pouco explorado no País. Primeiro, com o crédito lastreado em imóveis. Depois, em carros, e, mais recentemente, em salários. Agora, a Creditas se define como um ecossistema de soluções.

No meio dessa jornada, a Creditas entrou em diversos outros mercados, como o de crédito consignado privado, antecipação de salário, cartão de benefícios e até previdência privada. Até uma loja própria foi criada para vender uma série de produtos para funcionários de empresas conveniadas, como smartphones e equipamentos eletroeletrônicos.

Esse ecossistema será reforçado com aquisições de empresas. A entrada no mercado de crédito consignado privado ilustra essa estratégia. Em agosto de 2019, a Creditas comprou a Creditoo, que contava com uma base de cerca de mil empresas conveniadas, que totalizavam mais de 100 mil funcionários para estrear nessa área. “É uma aceleração de lançamento de produtos”, afirma Furio, que é um investidor-anjo em diversas startups – inclusive da Creditoo antes da transação.

No caso da internacionalização, Furio diz que o plano é focar no México, onde começou a operar em dezembro de 2019. Atualmente, a Creditas atua com cinco produtos lá. “A operação está crescendo o dobro da velocidade do Brasil”, afirma o empreendedor. Em sua expectativa, em dois anos, o México deve ser do mesmo tamanho do Brasil em 2020 – a receita deve superar os R$ 300 milhões neste ano.

Unicórnio

Com o aporte, a Creditas se torna o 11º unicórnio brasileiro. Antes dela, atingiram essa avaliação bilionária 99, Nubank, iFood, Gympass, Loggi, QuintoAndar, Ebanx, Wildlife, Loft e VTEX, segundo o Distrito, ecossistema independente de startups.

O Distrito não considera unicórnio o PagSeguro, a Arco Educação e a Stone. Nesse caso, ele prefere a denominação IPOgrifos, para se referir as companhias de capital aberto que valem mais de US$ 1 bilhão

Em 2020, a Creditas é a terceira empresa a se tornar unicórnio no Brasil. Neste ano, Loft e VTEX atingiram essa avaliação. Questionado sobre o que isso significa para a Creditas, Furio responde de bate-pronto. “Nada”. Mas na sequência vêm uma explicação. “Não gosto do termo pela conotação. Tem muito oba-oba. Amanhã, vou acordar e fazer o mesmo: não sou mais rico, nem mais pobre do que antes.”.. Leia mais em NeoFeed 18/12/2020





17 dezembro 2020

Grandes assessorias de investimentos selam fusão

Faros seu une à mineira Private, e Acqua Investimentos fecha acordo com a Vero Investimentos

Isidoro, da Private, e Botsman, da Faros: operação robusta para avançar em cliente “ultra high” e atrair sócio capitalista 

Dois lances no mercado de agentes autônomos de investimentos dão sinais de que o movimento de consolidação no setor entra numa nova fase. A Faros Investimentos, um dos maiores escritórios ligados a XP, assinou memorando de entendimento para se unir a Private Investimentos...Leia Mais em valoreconomico 16/12/2020



17 dezembro 2020



15 dezembro 2020

Wizard negocia venda de participação no Social Bank e na Hub

A família Wizard, dona do grupo Sforza, está reduzindo sua participação em empresas do segmento financeiro. O Valor apurou que ela negocia sua fatia de 50% na fintech Social Bank.

 Em paralelo, mantém conversas para a venda do controle da Hub, que fornece tecnologia carteiras digitais. .. Leia mais em valoreconomico 15/12/2020





15 dezembro 2020