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26 outubro 2020

Corretora Avenue recebe aporte de R$ 35 milhões para estruturar operação no Brasil

A corretora americana Avenue Securities, fundada por Roberto Lee, anunciou esta semana a segunda rodada de captação entre os atuais sócios da empresa. Com o investimento, de cerca de R$ 35 milhões, a empresa vai aumentar o leque de serviços americanos e estruturar a operação da corretora no Brasil, onde estão concentrados seus 175 mil clientes que hoje investem US$ 450 milhões em ativos no exterior. O novo aporte elevou o valuation do grupo para cerca de R$ 500 milhões.

A Avenue foi fundada em 2018 como uma corretora para brasileiros acessarem o mercado de investimentos dos Estados Unidos. Nos últimos meses, para tornar mais robusta a infraestrutura da empresa no Brasil, os sócios também adquiriram as licenças de funcionamento da Coin DTVM e da Bexs corretora de câmbio.

“Cada vez mais, o investimento no exterior está virando uma realidade entre os brasileiros. A Avenue surgiu para facilitar esse fluxo, mas entregando para o cliente uma experiência completa e acessível. O nosso volume de abertura de contas, que tem registrado uma média de 5 mil novos cadastros por semana, é um indicativo de que após o movimento de desbancarização vividos nos últimos anos, acessar o mercado externo é a próxima grande tendência da indústria de investimentos”, explica Roberto Lee, CEO da corretora.

Com o aumento da operação da Avenue Secutiries no Brasil, Carlos Ambrósio, sócio da corretora e atual presidente da Anbima, assumiu a liderança da empresa no País. Além dele, o grupo conta com a participação societária da Vectis Partners, de Paulo Lemann, Patrick O’Grady e Alexandre Aoude; de Christian Klotz, da Brasil Capital, e também Marco Kheirallah (ex-Pactual).

Internacionalização de investimentos

Focado no mercado latino, a plataforma possibilita que os usuários desses países comprem desde ações de grandes companhias (como Apple, Amazon e Google) até títulos de renda fixa dos EUA.

Para Lee, a plataforma nasceu da crença de que a internacionalização dos investimentos é o passo seguinte ao movimento de “desbancarização” vivido nos últimos anos no Brasil e há décadas nos Estados Unidos.

“O mercado já está maduro, os investidores brasileiros e internacionais já investem fora dos bancos.”, afirma o CEO, que antes da abertura da Avenue foi sócio da XP e fundou as corretoras Clear e WinTrade, duas plataformas que ajudaram a modernizar o mercado de investimentos no Brasil... leia mais em startupi 26/10/2020



26 outubro 2020



21 maio 2018

Fundador da Clear vai lançar corretora para investir nos EUA

Em um cenário de valorização do dólar e juros baixos, investimentos em ativos americanos têm ganhado destaque e chamado a atenção de empresários como Roberto Lee. Após fundar e vender sua participação nas corretoras WinTrade e Clear, o executivo vai lançar a corretora Avenue Securities, voltada para ajudar brasileiros a aplicarem nos Estados Unidos. O empreendimento conta com investimentos da Vectis Partners - dos sócios Paulo Lemann, Sérgio Campos, Patrick O'Grady e Alexandre Aoude -, além de aportes de Carlos Ambrósio e Christian Klotz.

Com foco em produtos de renda fixa - como ETFs de títulos dívidas de empresas, americanas ou estrangeiras, e ETFs de dívidas soberanas ao redor do mundo -, a companhia nasce como uma corretora americana, com sede em Miami. O diferencial será o "braço" brasileiro do negócio, que funcionará como uma estrutura de câmbio responsável por receber o dinheiro dos clientes por meio de transferências bancárias em moeda local. A partir dali, a própria companhia envia as quantias para a conta do cliente na corretora americana. A empresa, contudo, terá uma reserva nos Estados Unidos, permitindo que as operações de compra de ativos sejam realizadas em segundos, antes de o dinheiro transferido pelo cliente ter chegado à conta da Avenue no país.

Além de todo o processo do investimento ser feito pela Avenue, outra promessa do modelo é o de custos menores, segundo Lee. "Você pode investir direto por corretoras americanas. Mas você tem que abrir uma conta nela, uma conta em um banco americano, precisa enviar tudo em dólar. É um processo caro", diz o executivo. Ao centralizar isso, o preço do câmbio e do envio do dinheiro para o exterior, segundo Lee, serão menores devido ao volume maior. "Se você faz o câmbio sozinho, você paga caro. Se faz em uma operação de varejo, em lote, é mais barato. A sinergia de clientes joga o preço para baixo."

Para Lee, o objetivo da Avenue, é simplificar o investimento no exterior. A plataforma, que pode ser acessada pelo site ou aplicativo, será toda em português e tanto a abertura da conta como a compra e venda de ativos será online. O sistema mostrará ao cliente a taxa de câmbio que será usada nas operações. Essa taxa varia de acordo com o preço determinado pelas corretoras de câmbio parceiras. Além disso, a Avenue também cobrará um spread pela transação.

A compra de ativos precificados em dólar, segundo Lee, é um dos principais motivadores para o negócio. Para o executivo, com a globalização das economias, as pessoas têm cada vez mais necessidade de se proteger das variações cambiais. "Quando você tem um ativo no Brasil que te protege da inflação, seu dinheiro servirá para comprar a mesma quantidade de feijão, mesmo com a alta dos preços. Porém, o preço de muitas outras coisas que consumimos varia de acordo com o dólar, e as pessoas precisam se proteger", diz.

O público-alvo da Avenue é justamente pessoas que "têm consumo em dólar". Brasileiros com filhos em idade escolar, por exemplo, estão no radar da companhia. Isso porque, segundo o executivo, "as crianças têm consumo muito 'dolarizado'" - com roupas, brinquedos e eletrônicos vindos do exterior - e os adultos com filhos pequenos normalmente precisam de investimentos para o longo prazo.

A ideia da companhia é atender quem busca ativos para planejamento financeiro e não para ganho com compra e venda diária. Por isso, o foco principal é em ETFs de renda fixa. "Nos Estados Unidos quase todas as classes de ativos estão nas bolsas. E nossos holofotes serão em ETFs de renda fixa. Eles podem ser de dívida soberana, de Tesouros ao redor do mundo, de dívidas de empresas americanas, de dívidas de empresas latinas, etc."

Embora não exista um aporte inicial mínimo estipulado pela Avenue, Lee afirma que a empresa busca investidores que tenham entre US$ 50 mil e US$ 1 milhão para aplicar. A captação de clientes será feita por meio de um "investimento pesado em marketing com educação financeira". Para isso, a empresa comprou uma produtora para criar documentários e vídeos, apresentando aos brasileiros o mercado de capitais americano. Esse material deve ser veiculado em cinemas e redes sociais.

Segundo os cálculos da Avenue, o negócio deve se tornar lucrativo a partir de 3 mil clientes ativos. Ao todo, foram investidos R$ 25 milhões para criar a companhia. A ideia é iniciar as operações no fim de setembro. Claudio Belli/Valor Publicado em 21/05/2018 por Valor Online Leia mais em gsnoticias 21/05/2018

21 maio 2018



21 setembro 2020

Com aporte de R$ 100 milhões, Ideal entra de vez na disputa das plataformas de investimento

Fundada em 2019, a corretora fez barulho ao chegar no topo das ofertas para investidores institucionais com um modelo 100% digital, baseado em nuvem e sem carteira própria. Agora, recebe um aporte do Kaszek Ventures e quer replicar essa trajetória no concorrido espaço dos investidores do varejo

Fundada em março de 2019, a Ideal já disputa espaço com as principais corretoras voltadas aos investidores institucionais. Essa jornada foi construída com um modelo de intermediação 100% digital, que substitui as tradicionais ordens de compra e venda por telefone. E que passa pelo fato de a empresa não operar uma carteira própria, sob a ótica de zerar eventuais conflitos de interesse.

Agora, a novata está ganhando um novo fôlego para seguir nessa ascensão meteórica, ao anunciar nesta-segunda-feira, 21 de setembro, um aporte de R$ 100 milhões, liderado pela Kaszek Ventures. A rodada envolve uma participação minoritária, não revelada, e a operação ainda está sujeita à aprovação do Banco Central.

“Somos bastante assediados por investidores desde o segundo mês da operação”, diz Nilson Monteiro, sócio e CEO da Ideal, em entrevista ao NeoFeed. “Mas nós sempre procuramos um sócio, nunca dinheiro ou maior valuation.”

Em negociações desde dezembro do ano passado, Monteiro aponta um fator decisivo para a escolha pela Kaszek. “Queremos crescer nossas linhas de negócios, produtos e serviços”, afirma. “Encontramos neles o mesmo apetite, visão e urgência em fazer algo nessa direção ainda nesse ano.”

A partir do caixa reforçado, a corretora vai acelerar um plano que vinha sendo arquitetado nos últimos meses: a entrada no mercado de varejo, uma arena que, ao contrário da seara dos investidores institucionais, está cada vez mais concorrida.

Não faltam exemplos recentes para ilustrar esse cenário. Na semana passada, o Nubank anunciou sua chegada ao segmento com a compra da Easynvest, corretora com 1,5 milhão de clientes e cerca de R$ 23 bilhões sob custódia.

No fim de agosto, a Avenue Securities, que até então atuava como uma plataforma de acesso dos investidores latino-americanos a títulos e ações nos Estados Unidos, desembarcou no Brasil com a aquisição da corretora Coin DTVM.

Outros movimentos reforçam essa disputa acirrada, como as compras da corretora Magliano, em julho, pelo Neon, e do Modalmais, em junho, pelo Credit Suisse.

Broker as a service

Para se distinguir nesse bolo, a Ideal já escolheu suas armas. “Nosso modelo é o B2B2C”, diz Monteiro. “Preferimos nos posicionar como uma corretora de broker as a service do que ser mais uma plataforma para competir com todas que já existem e que surgirão no mercado.”

Na prática, a proposta é fornecer infraestrutura tecnológica e outros serviços para atuar nesse mercado via parcerias. “Queremos ser uma plataforma de conexão para uma série de produtos”, afirma Lucas Cury, sócio e diretor de operações da corretora.

“Preferimos nos posicionar como uma corretora de broker as a service do que ser mais uma plataforma para competir com todas que já existem ”, diz Nilson Monteiro, sócio e CEO da Ideal

A primeira iniciativa nessa direção veio à tona em agosto, com a oferta de dados de mercado para a Guru. Em operação há poucos meses, a fintech tem uma proposta semelhante ao aplicativo americano Robinhood, que atraiu US$ 1,7 bilhão em aportes ao desafiar as corretoras tradicionais com um modelo sem taxas, que facilita o acesso de investidores ao mercado de capitais.

“Hoje, quem acessa o aplicativo da Guru tem acesso a dados de volumetria e de negócios da B3, providos pela Ideal”, explica Monteiro. “E até o fim do ano, esses usuários vão poder transacionar e liquidar suas operações em bolsa por meio do nosso chassi.” Ele acrescenta que a corretora tem cerca de dez parcerias nesses moldes sendo negociadas ou implantadas.

O fato de atuar mais nos bastidores não significa que a Ideal não quer seguir fazendo barulho no mercado. A empresa enxerga espaço para se associar a projetos que desafiam os modelos estabelecidos no mercado, como a própria Guru. “Seja no institucional ou no varejo, não vamos mudar a nossa tese de ser uma agency only, sem conflitos de interesse.”, diz Cury.

Para Bruno Diniz, fundador da consultoria Spiralem, existe potencial para confrontar formatos como os agentes autônomos. Mas a falta de educação financeira de boa parte dos investidores pessoa física é um desafio na busca de escala para esses modelos. “Ainda estamos muito distantes da maturidade do mercado americano, onde qualquer um acompanha as oscilações do mercado de ações”, diz Diniz.

Ele enxerga, porém, boas perspectivas para a Ideal. “Com esse modelo self service no institucional, eles mostraram que há espaço para outras teses serem acomodadas”, diz. Mas faz uma ressalva. “Entrar no varejo, com tão pouco tempo de operação, pode tirar o foco do negócio que já está indo bem.”

Nas nuvens

Com uma média de 2 milhões a 2,5 milhões de negócios diários, a Ideal está no topo dos volumes negociados no mercado futuro de derivativos da B3, com uma participação que varia entre 17% e 18%. Já no segmento de ações, a corretora figura entre as quatro principais, com uma fatia de 7%.

Outro pilar ajuda a entender o rápido avanço da empresa. Toda a estrutura por trás das operações da companhia está hospedada na nuvem, o que permite que a corretora, com alguns cliques, tenha flexibilidade para se adaptar rapidamente às oscilações do mercado.

Foi o que aconteceu durante a pandemia. “Em março, chegamos a ter um pico de 16 milhões de negócios em um dia e não tivemos problemas”, afirma Monteiro. Cury acrescenta: “Passamos por um batismo de fogo com a Covid-19 e saímos ilesos.”

A Ideal está no topo dos volumes negociados no mercado futuro de derivativos da B3, com uma participação que varia entre 17% e 18%

Além do modelo digital, baseado em nuvem e no formato “agency only”, a experiência dos nomes à frente da empresa é mais um componente na trajetória, até aqui, bem-sucedida da Ideal.

A companhia foi fundada por um grupo de ex-executivos da Link, corretora digital que se destacou nos anos 2000 e foi comprada, em 2013, pelo banco suíço UBS. Hoje, a Ideal atua no modelo de partnership e tem 17 sócios.

No saldo dessa equação, a corretora é lucrativa desde os primeiros meses de operação. “Vamos fechar esse ano com cerca de R$ 17 milhões de lucro, quase três vez mais que 2019”, diz Monteiro. “Em nove meses, nós executamos o plano que tínhamos traçado para três anos. Mas isso ainda é só o começo.”.Moacir Drska. Leia mais em  NeoFeed 21/09/2020



21 setembro 2020



15 abril 2020

Aportes da e.Bricks

Quase seis meses depois de lançar seu terceiro fundo, a e.Bricks Ventures, de Pedro Sirotsky Melzer, fechou mais dois aportes, chegando a um total de três investimentos. Os novos aportes foram feitos na corretora Avenue, fundada pelo ex-XP Roberto Lee, e na bro., de consórcios. Juntas, as companhias levantaram R$ 50 milhões.

A e.Bricks liderou as rodadas, que contaram com outros investidores cujos nomes não foram revelados. Avenue e.bro vão usar os recursos para contratações e expansão. .. Leia mais em valoreconomico 03/02/2020

15 abril 2020



15 outubro 2020

Na batalha dos investimentos, Itaú se inspira em Netflix, Instagram e Facebook

O Itaú mostrou pela primeira vez o íon, seu aplicativo de investimento para brigar pelo crescente número de consumidores interessados em aplicar seus recursos de uma forma fácil e amigável

Na batalha pela preferência do investidor brasileiro, o Itaú foi buscar inspiração na Netflix, no Instagram e no Facebook.

Esses populares serviços de internet estão por trás de alguns dos recursos do íon, novo aplicativo de investimento do Itaú, apresentado oficialmente nesta quarta-feira, 14 de outubro.

Com uma interface amigável e fácil de usar, o Itaú também se inspirou no Robinhood, popular aplicativo de investimento dos Estados Unidos, que ganhou tração por conta do grande números de jovens que o usam.

“Todo mundo já utiliza o Facebook, o Netflix e o Instagram. Não quisemos só atrair o público jovem, mas essa é uma interface na qual ele está mais habituado e isso vai acabar acontecendo naturalmente”, disse Claudio Sanches, diretor de produtos de investimentos e previdência do Itaú.

O aplicativo íon, antecipado com exclusividade pelo site Finsiders, nasce apenas com a possibilidade de aplicação e resgate de fundos. O home broker, segundo Sanches, deve estar disponível entre o fim deste ano e o começo de 2021.

O íon está sendo testado por uma base de 1,5 mil funcionários do banco. No começo de novembro, alguns clientes vão começar a usá-lo. Mas só a partir de meados de novembro, ele estará disponível nas lojas de aplicativos da Apple e do Android. Sanches não fez previsões de downloads. Ele disse apenas que o Itaú tem 3 milhões de clientes investidores.

Durante a apresentação, Sanches mostrou os recursos desenhados para torná-lo mais amigável e fácil de usar. O íon terá uma vitrine personalizada de produtos que se assemelha a forma com que as pessoas navegam por filmes na Netflix. Por ela, será possível saber quais são os fundos mais buscados, os lançamentos e aqueles com mais rentabilidade.

Os clientes do Itaú terão também um recurso semelhante ao Stories do Instagram. Nesse item, será mostrado informações relacionadas aos investimentos dos usuários. “É um aplicativo baseado em dados”, afirma Sanches. “Se o cliente tem ações da Petrobras na sua carteira, o Stories deve priorizar esse conteúdo.”

Por fim, o íon terá um feed de notícias ao estilo do Facebook. “Nossas pesquisas mostraram que os clientes não comparam o aplicativo de uma instituição financeira com o de outra instituição financeira”, diz Sanches. “Ele compara com os que ele usa no dia a dia, como o Instagram, o Facebook e o Netflix.”

Todo mundo quer uma fatia

O anúncio do Itaú segue uma agenda cada vez mais intensa de grandes bancos e fintechs se posicionando para brigar para conquistar os investidores.

É o caso do Nubank, que entrou de vez nessa guerra com a compra da Easynvest, plataforma de investimentos com 1,5 milhão de clientes e cerca de R$ 23 bilhões sob custódia. Ou do Santander, que comprou uma fatia de 60% da Toro.

Em agosto, a Avenue Securities, fintech dona de uma plataforma para facilitar o acesso de investidores latino-americanos às bolsas americanas, desembarcou no Brasil e engrossou a competição nesse espaço, com a compra da corretora Coin DTVM.

Um mês antes, o Neon, capitalizado com um aporte de R$ 1,6 bilhão, também se movimentou para entrar nessa briga, com a aquisição da Magliano, a mais antiga corretora do País, de olho em clientes da classe C e na oferta de investimentos de menor risco.

Outro player, o Banco Inter, também vem reforçando sua atuação no segmento, com sua plataforma PAI, que conta com uma base de cerca de 700 mil investidores e R$ 26 bilhões sob custódia.

Os gigantes do setor não estão assistindo parados a essa movimentação. No fim de 2019, o Bradesco relançou a Ágora, sua corretora, com a inclusão de investimentos de outras casas, entre outras novidades.

O BTG Pactual é mais um disposto a desafiar o domínio da XP. Para isso, o banco tem investido justamente no modelo consagrado pela companhia. No fim de setembro, o BTG comprou a Lifetime Investimentos, escritório de agentes autônomo de investimentos que gerencia cerca de R$ 2 bilhões, tem 4 mil clientes e era associado a XP, assim como a EQI, incorporada em julho.

O Credit Suisse também ampliou sua aposta, ao comprar, em junho, uma fatia de 35% do banco digital Modalmais.

Corretoras independentes correm também por fora nessa batalha. Um dos exemplos é a Warren, que, em julho, recebeu um aporte de R$ 120 milhões liderado pelo fundo QED Investors. Na época, a Warren informou que contava com R$ 2 bilhões de ativos sob custódia e 130 mil clientes.

A fintech Magnetis é mais uma empresa que reforçou seu caixa recentemente. Também em julho, a companhia captou R$ 60 milhões em um aporte liderado pela Redpoint eventures. Com o montante, a plataforma de investimentos lançou sua própria corretora.

Esses movimentos pretendem desafiar a XP Inc., que divulgou hoje os indicadores preliminares relativos ao terceiro trimestre da operação. E, entre outros números, um chama a atenção. Entre julho e setembro, a companhia superou a marca de meio trilhão de reais ao alcançar um volume de R$ 563 bilhões sob custódia.

A soma representa um salto de 60% em relação a igual período, um ano antes, quando a empresa tinha R$ 351 bilhões sob custódia, e um crescimento de 29% na comparação com o segundo trimestre... Leia mais em  NeoFeed 14/10/2020



15 outubro 2020



21 setembro 2018

Gestora Vectis compra participação na Gauss Capital

A gestora Vectis Participações e o gestor Fabio Okumura, ex-CSHG Gauss, fecharam uma sociedade para criação da gestora de fundos Gauss Capital. A casa nascerá com uma equipe de cerca de 20 pessoas e R$ 1,5 bilhão sob gestão.

Há um mês, Okumura encerrou a sociedade que tinha com o Credit Suisse na CSHG Gauss, fazendo uma cisão do portfólio. O banco ficou com a maior parte dos fundos de renda fixa, enquanto ele e parte de sua equipe com os fundos multimercados e de crédito, incluindo a família Gauss.

Okumura será o acionista controlador e chefe de investimentos (CIO) da nova gestora. A Vectis terá 20% de participação na asset e seu sócio, Sérgio Campos, ocupará o cargo de presidente-executivo (CEO). Executivos da equipe de Okumura também terão participação minoritária. "Vamos dividir o dia a dia da nova empresa, de forma que o Fabio fique centrado no que ele gosta de fazer, que é a gestão de investimento", diz Campos.

A composição foi determinante, segundo Okumura. "Como diretor estatutário de bancos em que fui gestor também tinha outras demandas e responsabilidades", diz ele, que passou por Deutsche, Itaú e Credit Suisse. "Eu e a equipe queríamos uma gestora independente, que é um caminho natural, e minha expectativa é que meu tempo fique direcionado para gestão", completa.

A Gauss Capital terá uma estrutura de governança diferenciada, com comitês executivo, de crédito e ações. Os fundos ainda passarão por assembleia de cotistas para mudança de gestora e, até o fim do ano, a Gauss começará a operar no mesmo escritório da Vectis. Além de novas captações em multimercados, a gestora quer expandir os portfólios de fundos de crédito e previdência.

A Vectis foi criada há pouco mais de um ano, por quatro sócios oriundos da Pollux Capital e Alps Capital. Além de Campos, formam a sociedade Paulo Lemann, Patrick O'Grady e Alexandre Aoude. A gestora tem investimentos na corretora Avenue, na companhia de planejamento financeiro Fiduc, na empresa de tecnologia Neoway e na empresa de investimentos V'Treo. A casa tem outro braço de atuação, a Vectis Capital Solutions, de estruturação e investimento em crédito corporativo.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 21/09/2018

21 setembro 2018



30 março 2018

Ex-fundador da Clear capta R$ 45 milhões com fundo de filho do Lemann

Apesar de americana, a empresa mira em clientes latinos

A Avenue Securities, nova empreitada de Roberto Lee, sócio-fundador das corretoras WinTrade e Clear, acaba de captar 7 milhões de dólares (cerca de 45 milhões de reais) em investimento.

Por trás do aporte está a Vectis Partners, empresa de participações de Patrick Ogrady, ex-presidente da XP Gestão, Alexandre Aoude, ex-presidente do Deutsche Bank no Brasil e ex-vice-presidente do banco Pine, e Paulo Lemman, filho do empresário Jorge Paulo Lemman.

A Avenue é uma corretora americana, com sede em Miami, mas foco em clientes da América Latina e Brasil. Por Naiara Bertão Leia mais em exame 30/03/2018

30 março 2018



30 março 2020

‘Preservar o capital deve ser a maior preocupação’

A Avenue Securities é uma corretora americana que fala português. Aberta no ano passado por um grupo de brasileiros, a empresa concluiu na semana passada sua primeira aquisição: a carteira de clientes da plataforma Drive Wealth.

O negócio fez o número de investidores praticamente dobrar e ficar próximo de 100 mil. Isso significa um total de ativos sob custódia de US$ 200 milhões. O sócio Roberto Lee, ex-XP, Clear e Ágora, diz que esse foi um passo importante para a internacionalização da Avenue, que em breve vai oferecer também outros serviços financeiros na plataforma.

Nessa crise, ele enxerga um movimento de flight to quality, ou seja, a procura de qualidade de ativos para preservação de patrimônio dos investidores. “A diversificação internacional para proteção de poder de compra é uma transformação que vamos ver acontecer”, diz Lee, que está em Miami.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Que percepção o sr. tinha sobre as bolsas de valores antes da crise?

Os mercados estavam nas máximas históricas, mas com múltiplos dentro da normalidade, diferentemente do que acontecia em 2001. Era esperada uma correção de preços, mas nem perto do que a gente vê.

A crise tem sido diferente nos EUA e ao redor do mundo?

Quando se fala no sistema financeiro, sinto uma diferença sobre como a crise tem sido tratada aqui nos EUA em comparação aos países emergentes, principalmente o Brasil. Enquanto aqui vemos uma cautela um pouco maior, no Brasil sinto um pouco de euforia nas pessoas que chegaram agora ao mercado financeiro. Aqui temos visto mais buscas por proteção e menos buscas por oportunidades. O americano usa a máxima de esperar a faca cair para começar a olhar as oportunidades.

Há ligação entre a maturidade do mercado americano em comparação com a do mercado brasileiro?

Não tenho dúvida. A maturidade não é só em achar o momento certo para se expor, que até pode ser o atual, mas achar o capital correto para se expor. O que a gente percebe daqui é a busca pela preservação de capital, as pessoas estão mais conservadoras. No Brasil, obviamente à distância, tenho me preocupado com o movimento de busca por oportunidades em vez de segurança.

Como o mundo vai sair dessa crise?

Há dois tipos de crises, as financeiras e as sociais. As financeiras não promovem tantas transformações, mas as sociais sim. Em 2001, depois do ataque terrorista às Torres Gêmeas, em Nova York, o mundo se transformou e até hoje vivemos os efeitos dessa transformação. Desta vez, tende a acontecer a mesma coisa. O mundo vai sair muito mais global, mais conectado. As informações vão rodar mais fluidamente de uma região para outra.

Haverá, também, uma mudança no perfil das carteiras de investimento?

Com certeza. O que temos visto aqui, até pelos picos de demanda dos últimos dias, infelizmente pela dor do momento, é uma percepção de que a diversificação financeira internacional é fundamental não só para busca de oportunidades, mas fundamentalmente para proteção e preservação de capital. É o que tem acontecido neste momento.

Isso significa ter ativos de todos os lugares do mundo?

Essa demanda vai crescer muito. Sempre houve uma tendência, mas o acesso nunca foi dado no Brasil, a não ser para investidores muito grandes e institucionais. O varejo sempre ficou fora desse acesso. O que acontece quando vem um momento como esse é que a nação, em termos de população, empobrece tremendamente. Agora, com a demanda latente, aprende-se pela dor que a diversificação internacional para proteção de poder de compra é uma transformação que vamos ver acontecer.

Mas esse pequeno investidor tem receio de enviar dinheiro para o exterior, não?

No imaginário popular, diversificação internacional beira a ilegalidade. Enquanto a parcela mais rica e informada tem exposição internacional há muitos anos, a população fica à mercê de uma poupança puramente doméstica. O acesso nunca foi dado – e entenda-se aí a informação e a educação financeira. A internacionalização de poupança é uma das transformações que a gente deve ver nas sociedades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. .. Leia mais em istoedinheiro 30/03/2020

30 março 2020



11 maio 2020

Avenue, Acesso Digital e Conexa Saúde negociam aportes de mais de R$ 100 milhões cada

Em entrevista ao NeoFeed, Pedro Melzer, CEO da e.bricks ventures, fala sobre as movimentações nas empresas investidas pela gestora, processos de M&A em andamento, a mudança no mercado de venture capital e alerta que não haverá mais espaço para empreendedores e investidores aventureiros

A gestora de venture capital e.bricks ventures, com participação em 27 empresas, estava em plena captação de seu terceiro fundo quando a Covid-19 explodiu no Brasil. O plano inicial era alcançar US$ 100 milhões, mas, até então, foram captados US$ 40 milhões.

“Agora estamos em espera”, diz Pedro Melzer, o CEO da gestora, ao NeoFeed. Mas isso não quer dizer que estão parados. A e.bricks ventures assinou um acordo com uma grande plataforma de investimentos para distribuir, pelo menos, 30% do fundo três.

Antes dele, a empresa já tinha captado R$ 100 milhões para o fundo um e outros R$ 200 milhões para o fundo dois. Com o dinheiro, investiu em negócios como GuiaBolso, BCredi, Contabilizei, Sanar, entre outras.

Em entrevista ao NeoFeed, Melzer fala sobre as mudanças causadas pela Covid-19 no mercado de venture capital e que haverá uma depuração para separar os aventureiros dos profissionais. “O mercado ficará mais racional, mais maduro e mais profissional”, diz ele.

O executivo conta como separou as empresas do portfólio entre as muito afetadas, as neutras e as que podem se beneficiar do cenário atual; revelou que algumas das startups investidas estão em processo de M&A ou podem ser vendidas para empresas maiores; e afirmou que três companhias investidas pela gestora estão próximas de receber grandes aportes de grandes fundos.

Trata-se da Avenue, corretora que permite investir no exterior; da Acesso Digital, que atua no mercado de identidade digital; e da Conexa Saúde, que trabalha com telemedicina. “Estamos agora em conversas, nas três empresas, com fundos globais gigantescos, para colocar mais de R$ 100 milhões em cada uma delas”, diz Melzer. Acompanhe:

Qual foi o plano de ação adotado pela e.bricks ventures?

É natural que os primeiros movimentos que fizemos foi na direção de entender se todos estavam conscientes do nível de gravidade da Covid-19. Conversamos com os empreendedores para saber se não tinha ninguém subestimando a gravidade do assunto. Trouxemos o lado humano de saber se eles estavam tomando as medidas para proteger suas equipes e suas famílias. No segundo momento, nos certificamos se todos estavam preparados para trabalhar à distância. Após ver a questão da saúde e de trabalhar à distância, passamos para ajudar cada um a entender qual era a situação de cada empresa. Foi aí que criamos um framework de olhar três grupos diferentes.

Como funciona esse framework?

Perguntamos para os empreendedores qual seria a leitura deles do impacto que a crise poderia ter no modelo de negócios, na proposta de valor. Tivemos uma discussão profunda com esses empreendedores mostrando qual é o nosso racional para acreditar de que o impacto vai prejudicar, vai ser neutro ou até melhorar a situação da empresa. Esse foi um trabalho que fizemos com muita profundidade para que a gente trabalhasse com uma premissa da resiliência, maior ou menor, de cada proposta de valor das empresas nos respectivos mercados. Esse foi um dos trabalhos.

Qual foi o outro?

Seguido disso, olhamos o caixa de cada empresa. Lembrando que, em venture capital, trabalhamos com premissas de crescimento acelerado. Na medida que o plano começa a se comprovar, é natural que a gente pense em novas captações para aumentar a velocidade de crescimento das empresas. Quando a gente está num mercado onde há uma incerteza em relação a aportes de capital para esse perfil de empresa temos de revisitar todo o plano. Todo o comportamento de testes, de ampliação de escopo das empresas. É um trabalho muito profundo para entender qual é nossa leitura do valor daquela proposta de valor nesse contexto de mercado. E também entender qual é a condição de caixa para navegar em períodos incertos. Com essa avaliação, criamos três grupos.

Quais seriam esses três grupos?

O primeiro grupo é formado por empresas que são impactadas pela crise e têm pouco caixa para navegar. Pouco caixa define-se por menos de 10 meses de caixa e com risco desses 10 meses até encurtarem. Ou seja, terão um grande desafio e consideramos que elas estão num risco alto. Para essas empresas, estamos tomando providências como redução de gorduras na equipe, redução de salário no top management, eliminação de bônus e deixando de lado projetos incertos que estavam no roadmap antes da crise. Começa a se olhar linhas de crédito específicas que podem fazer sentido para a empresa, começa a se olhar mecanismos mais controlados de investimentos em marketing, a olhar M&A com mais afinco. Será que não é a hora de a gente ter um pouco mais de força se unindo com outras empresas? Num cenário de abundância de capital e crescimento, podemos nos dar o luxo de concorrer no mercado de forma agressiva e agora é um momento mais cauteloso. A gente fazer uma fusão com uma empresa e até ser vendido para uma concorrente que está numa condição melhor de navegar essa crise são medidas que começamos a colocar no nosso menu e a acompanhar com atenção. Em algumas de nossas investidas, estamos fazendo reunião de conselho duas vezes por semana. Antes, era uma vez por mês.
“Em algumas de nossas investidas, estamos fazendo reunião de board duas vezes por semana. Antes, era uma vez por mês”

E os outros dois grupos?

Temos um segundo de empresas que podem estar mais ou menos impactadas pela crise, mas têm caixa suficiente para navegar os próximos 24 meses e dar tempo para as coisas se reorganizarem e buscar um financiamento com muita calma. São empresas que estão com oxigênio para navegar bem nesse momento de crise. O terceiro grupo são de empresas que estão sendo surpreendidas pelas oportunidades que a crise está apresentando.

Quais empresas?

Vou começar do fundo um para o fundo três. A Infracommerce é uma estrutura para e-commerce. Ela está vivendo um cenário em que todos os varejistas e todas as marcas que não estavam consolidadas no online acabam colocando 100% da atenção da alta gestão nesse canal. A Infracommerce, que tem hoje escala de um e-commerce de R$ 4 bilhões, que é o que é transacionado na plataforma dela, está muito equipada para atender uma grande marca, um grande varejista. Ela começou a ter um nível muito alto de procura de novos varejistas e novas marcas querendo ter uma operação online e os mesmos clientes ampliando os produtos que canalizam para a Infracommerce. Para você ter uma ideia, estamos revisitando o budget dela para um crescimento de 15% a 20% em relação ao plano original traçado no começo do ano.

Além dela, quem mais está surfando na onda da crise?

A Contabilizei, que faz contabilidade para o pequeno empresário. Por um lado, o pequeno empresário está sendo impactado pela crise e por outro ele não pode abrir mão de uma contabilidade. Cada vez mais, ele precisa ter uma otimização de custos. Entre pagar R$ 200 e pagar R$ 700 faz diferença para ele por mês. Então, está tendo uma grande procura e batendo recorde de vendas. Outra é a Sanar, que dá preparação online para a medicina, bem focada em residência. Acabou de receber um aporte importante da DNA e da Valor. Pega, por exemplo, a Avenue, do fundo três, que é uma corretora que dá, aos investidores, acesso ao mercado de ações fora do Brasil. Todo mundo está querendo ter um nível de exposição em papéis num mercado mais seguro do que o nosso. Eles já estão passando de 60 mil contas.

E tem a Conexa Saúde, empresa de telemedicina que vocês investiram recentemente…

A Conexa é a estrela do momento coronavírus. Investimos nela e tinha uma limitação regulatória em relação a telemedicina para poder atender o paciente diretamente. E agora teve essa liberação em função da Covid-19. Entendemos que isso veio para ficar. Aumentou o movimento de uma maneira absurda e a empresa está conversando com um fundo gigantesco para receber mais de R$ 100 milhões em investimento. Temos três empresas no fundo três. A Avenue, a Acesso Digital e a Conexa Saúde. A Avenue, que pega o investidor de pequeno e médio porte para ter acesso ao mercado fora do Brasil; a Acesso, que tem uma proposta de valor de antifraude via biometria facial e, no momento de crise, onde tende a aumentar a fraude, isso tem aderência na veia; e a Conexa, que atua com telemedicina, que tem a solução para dar vazão ao tipo de atendimento que é necessário. As três empresas estão sendo assediadas por fundos gigantescos para colocar, em cada uma delas, centenas de milhões de reais. Estamos agora em conversas, nas três empresas, com fundos gigantescos globais, para colocar mais de R$ 100 milhões em cada uma delas. Isso está acontecendo, reuniões semanais como cada uma delas, as três avançando nas discussões.

O que essa crise fez vocês olharem ou reavaliarem?

Essa crise fez a gente reiterar os nossos critérios de investimentos. Sempre falamos da importância de ter empreendedores mais maduros. Vale lembrar que 90% dos empreendedores nunca passaram por uma crise como essa. Muitos viram a crise de 2008, mas, com responsabilidade, com liderança, é a primeira vez que estão passando. Isso mostra que nós acertamos quando elevamos a barra do rigor da maturidade do empreendedor quando fazemos os investimentos. A capacidade que esses empreendedores, que são mais maduros, têm de entender o que é lidar com uma crise, tomar decisões muito difíceis, é muito importante. É ter o profissionalismo e a capacidade de não procrastinar as decisões difíceis e manter a estabilidade de uma equipe grande que é júnior por definição. O empreendedor mais aventureiro, mais moleque, não consegue gerenciar uma crise como essa. Ele pode ter dinheiro, mas não consegue gerar estabilidade, não consegue tomar decisão difícil, é fantasioso, otimista demais. Então, o rigor na maturidade do empreendedor é algo que ficou ainda mais latente no nosso processo de análise.
“O empreendedor mais aventureiro, mais moleque, não consegue gerenciar uma crise como essa”

Quais outros pontos ficaram mais latentes?

A real força da proposta de valor. Quando você está num momento de abundância de capital, situação macroeconômica do Brasil indo na direção certa, o PIB crescendo, vento a favor, fluxo de dinheiro, país da vez, politicamente no caminho certo, tudo isso faz você ter tolerância com coisas que são legais, interessantes, mas que não são fundamentais. Quando a gente está no momento que estamos vivendo, não tem conversa para uma proposta de valor que não seja fundamental, que não seja um must have. O terceiro ponto que olhamos é a capacidade de usar a nossa força para ajudar essa empresa para ir para um outro patamar. Quando vemos que o empreendedor é sólido, a proposta de valor é sólida e quando vemos a nossos sócios, equipe e investidores, percebemos que temos condições de ajudar essa empresa a acelerar a curva dela de crescimento.

Mas vocês estão olhando oportunidades no mercado?

Estamos menos com a cabeça de ‘ah, vamos olhar uma empresa que está ferrada, vamos dar uma canelada no valuation e vamos entrar’. Não. Estamos num play de ganhar dinheiro não com preço, mas com oportunidades que crescem muito.

Quais são essas oportunidades?

Estamos vendo empresas de alguns segmentos de crédito, de fiança. Estamos vendo empresas que trabalham com algum tipo de seguro, de e-commerce nichado, softwares que melhoram a eficiência das empresas com preços mais controlados. Estamos olhando bastante coisa.
“Quando a gente está no momento que estamos vivendo, não tem conversa para uma proposta de valor que não seja fundamental, que não seja um must have”

O que vai ser do mercado de venture capital pós-pandemia?

Acho que vão ter menos investidores com sede para colocar capital no Brasil. Se estávamos vivendo uma abundância de capital nessas empresas e isso, por consequência, gerando uma competição grande e inflando valuations, agora teremos uma ajustada importante. Vai ter menos capital para essas empresas do que tinha antes. Isso tem um impacto direto em valuation porque tem menos demanda para investir nas empresas. Mas também acho que as empresas vão ter projeções menos agressivas de crescimento. Isso, por consequência, também reduz o valuation de entrada porque, quando você tem uma empresa que apresenta um plano de crescimento muito agressivo, você compra esse futuro. Então, haverá menos abundância de capital e valuations mais controlados.

O que mais?

Acho que a crise, como aconteceu em outros momentos, também afasta aventureiro. O empreendedor aventureiro, aquele que acha que qualquer coisinha que ele botar de pé vai captar dinheiro e vai vender em poucos anos. Esse cara fica mais tímido de fazer esse tipo de aventura. Quem fica no mercado é o empreendedor que realmente tem uma convicção de que tem algo para endereçar em um mercado grande como o do Brasil. Da mesma forma, acho que os investidores ficam mais tímidos também. Investidores que não têm tanta convicção, que estavam olhando de forma mais oportunista, ficam mais tímidos.

Qual é o impacto para o setor?

Acho que, de certa forma, isso é bom para o mercado. Profissionaliza mais um mercado que é complexo, que não é para amador. Acho que tem esse elemento de ajuste.

O real desvalorizado não é um fator de atração para fundos estrangeiros investirem aqui?

É um plus para o investidor dolarizado, mas não é suficiente. O investidor, nessa classe de ativos, precisa acreditar em crescimento acelerado. Não acho que alguém vai entrar de forma oportunista em função do dólar. Acho que alguém vai ganhar um deal porque consegue pagar um pouquinho mais em função do dólar. Mas acho que a crença no crescimento da empresa precede a questão cambial.

Pelo que você diz então, o mercado de venture capital será mais racional. É isso?

Mais racional, mais maduro e mais profissional.
“Haverá menos abundância de capital e valuations mais controlados”

Você acredita que alguns fundos de venture capital vão sair do mercado?

Acho que os VCs que estão no mercado há vários anos, que estão no terceiro ou quarto fundo, ficam. E ficam até mais fortes. Há uma série de aventureiros, que estavam brincando de investir em startup, que não vão conseguir continuar no mercado.

Recentemente, o NeoFeed publicou um artigo do Alex Lazarow, que é da gestora de venture capital Cathay Innovation, do Vale do Silício, em que ele diz para esquecerem os unicórnios e que agora é a vez das startups camelos, aquelas mais resilientes. É isso o que o mercado vai procurar?

Acho que a questão da queima de caixa, antes de falar de Covid-19, tem que ser olhada com atenção para separar o joio do trigo. Uma coisa é o empreendedor e o investidor que estão ali conscientemente queimando aquele caixa para fazer testes e, à medida que aprendem com aqueles testes, vão acelerando o investimento naquilo que está sendo comprovado. E eles acreditam que aquela queima acontece porque eles estão apostando num crescimento acelerado e, em escala, os economics daquela empresa são saudáveis. Outra coisa são aquelas empresas que resolvem acelerar, de forma descontrolada, para impressionar a linha de cima sem cuidar da saúde dos economics da empresa. E essas empresas, que ficam mais com cara de bicicleta, que, quando para, cai, terão menos interesses por parte dos investidores. Mas tudo isso fala com os elementos que eu trouxe antes. Os investidores em geral, profissionais, estarão olhando com mais atenção para a maturidade do empreendedor, a resiliência da proposta de valor e a capacidade de cada investidor de contribuir para o crescimento daquela empresa. Vai ter mais rigor, mais cautela, mais expertise, mais maturidade do mercado e mais preço adequado.

O tamanho dos cheques vai mudar?

Pode ter uma redução. Já vimos em outras crises o cheque médio cair um pouco. Mas acho que, até em função do dólar, isso não deve acontecer tanto. É mais uma questão de preço mesmo.

Os fundos estrangeiros podem ganhar mais força aqui no Brasil?

Todo mundo que estiver capitalizado, com visão de longo prazo, vai ganhar mais força. É um mercado que fica mais centrado em profissionais e menos em aventureiros. O profissional está mais seguro para continuar investindo. E os empreendedores ficam mais rigorosos em quem eles trazem para dentro.
“Há uma série de aventureiros, que estavam brincando de investir em startup, que não vão conseguir continuar no mercado”

O que os empreendedores terão de olhar?

Terão de olhar a capacidade dos fundos de ajudar de verdade, ver os valores do fundo. Você ter uma conversa com um sócio quando as coisas estão as mil maravilhas, chegar num board e dizer ‘estou com um term sheet para um cara que quer colocar R$ 200 milhões na empresa em um valuation dez vezes maior do que todo mundo entrou aqui’, isso é good news, difícil ter desalinhamento. Agora falar o seguinte: ‘pessoal, teremos de fazer M&A, teremos de trocar ações, teremos de mudar a rota, pegar uma dívida, aceitar um valuation inferior do que o da última rodada’, isso começa a ter margem para desalinhamento. Se você não tem um grupo coeso, maduro, que compartilha os mesmos valores, complica.

Você falou de M&A. Estão conversando sobre isso em algumas das investidas?

Sim. Estamos conversando, neste momento, com uma empresa que está fazendo M&A com outra maior do segmento. E temos outra oferta de aquisição de outra empresa.

E como isso está encaminhado?

Uma delas está em uma situação mais frágil e estamos cedendo para fazer uma transação onde teremos uma perda do valor do nosso ativo quando investimos. É uma empresa com desafios de crescimento, com pouquíssimo caixa, que nos obriga a aceitar os termos, que não são hostis, mas não são bons. A outra empresa já é um pouco diferente. Tem alguns desafios, mas tem caixa. Estamos olhando com mais força. É um momento de muita humildade, as condições que eu tenho são essas e tenho de ser pragmático agora. E ter segurança no movimento para não ficar remoendo. ‘Ah, poderia ter melhor retorno nesse ativo. Poderia. Mas o mercado mudou, não tem mais caixa, it is what it is, vamos nessa’.

Você tocou numa questão importante, a humildade. Muitos empreendedores, que criam negócios, às vezes são irredutíveis e acham que o que eles criaram é único. Isso existe muito?

Sempre existe o empreendedor que não quer ver a realidade e que não ouve. O que estamos vendo no nosso grupo é muito impressionante, positivamente falando. Eles olham para nós e diz que somos parceiros e que em várias questões temos mais experiência. Estamos alinhados nisso. Isso tem sido muito gratificante. A grande maioria dos empreendedores estão entendendo que têm de dar alguns passos para trás para depois voltar a dar alguns passos para frente. Um nível de conversa franca, pedindo ajuda para tomar decisões dificílimas. Estamos tendo a grata experiência de exercermos a nossa posição de sócios, de parceiros das empresas, e ter essa recíproca.

Não tem ninguém com uma visão diferente?

Claro que tem uma minoria alienada, que ‘life is good, que isso é temporário, tudo volta 100% ao normal muito em breve, nada mudou, vamos que vamos’. Tem isso também.

Antes dessa pandemia, estava mais fácil para muitos fundos captar dinheiro no mercado. Family offices estavam começando a alocar recursos em fundos de venture capital. Isso vai mudar?

Tem dois perfis de investidores. Os family offices e os institucionais. No caso dos institucionais, a atividade core deles continua sendo alocar. E, assim como nós estamos olhando as empresas com mais rigor, os institucionais estão olhando os fundos com mais rigor. Ainda mais num País em que, além do que está acontecendo, tem uma falta de coordenação política que gera mais insegurança ainda, apesar de os fundamentos macro estarem equacionados. Acho que não vai mudar o olhar dos institucionais. Todos estão esperando para ver o que vai acontecer. Os family offices são diferentes.

Como?

O que acontece no primeiro momento? O empresário e família muito líquida teve algum tipo de perda nessa crise. Todos que estavam expostos no mercado de ações perdeu algo. O primeiro momento é entender essa perda. Qual é a reação? Realizar a perda ou se estruturar para buscar mais tarde? Existe um segundo momento onde os empresários estão olhando as oportunidades de curto prazo para recuperar essa perda. Tem muitos papéis na bolsa que são de empresas sólidas, com muita condição de navegar essa crise, mas que estão subavaliados e são oportunidades, para quem se posicionar, de upside de 50% a 60%. Vejo famílias que têm liquidez se posicionando com oportunidades de papéis que estão subvalorizados ainda. Mas esse movimento de se posicionar também é uma janela que se fecha. Quando olhamos estruturalmente a taxa de juros inclinando cada vez mais para ...   Leia mais em NeoFeed 11/05/2020


11 maio 2020



28 maio 2018

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 21 a 27/mai/2018

Divulgadas 9 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 21 a 27/mai/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 8 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                              
Principais transações


NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil

  • Grupo Lwart vende Lwarcel Celulose para RGE, de Cingapura - O grupo Lwart fechou acordo para vender sua fábrica de celulose no Estado de São Paulo para a Royal Golden Eagle, de Cingapura, e que já possui uma operação de produção de celulose na Bahia, afirmaram as empresas nesta quarta-feira sem revelar o valor da transação. O acordo foi acertado na segunda-feira. A fábrica está localizada em Lençóis Paulista (SP) e tem capacidade para cerca de 250 mil toneladas anuais de celulose. O valor da operação não foi revelado, mas segundo fontes de mercado a Lwarcel estaria avaliada entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,7 bilhões, .23/05/2018

"Market Movers” - Exterior

  • GE une negócio de transportes com Wabtec em acordo de US$ 11,1 bi - A General Electric confirmou nesta segunda-feira que vai unir o seu negócio de transportes que fabrica motores de trens com a Wabtec, fabricante norte-americana de equipamento para a indústria ferroviária, em um acordo avaliado em cerca de 11,1 bilhões de dólares. A GE e seus acionistas terão 50,1 por cento na empresa combinada, enquanto os acionistas da Wabtec terão o restante, informaram as empresas em um comunicado. A Reuters informou domingo que o acordo que avaliava o negócio combinado em mais de 20 bilhões de dólares poderia ser anunciado esta semana. 21/05/2018
  • Pepsico compra a Bare Foods nos EUA - A Pepsico chegou a um acordo definitivo para adquirir a empresa americana Bare Foods, especializada na produção de lanches feitos com frutas e vegetais assados. O valor da aquisição foi mantido em sigilo pela companhia. Em comunicado, Indra Nooyi, presidente da Pepsico, disse que a aquisição faz parte dos esforços da companhia para oferecer produtos mais nutritivos, além de reduzir a quantidade de açúcares, sal e gordura nas linhas já existentes. "A Bare Snacks se encaixa perfeitamente nessa visão. A equipe de liderança da Bare Snacks .. Leia mais emvaloreconomico 25/05/2018
  • Sony compra parcela da EMI Music por aproximadamente US$2 bi - Sony, que já tinha 40% da empresa, adquirirá cerca de 60% das ações do consórcio liderado pela Mubadala Investment. A multinacional japonesa Sony anunciou, nesta terça-feira (data local), a compra por cerca de US$ 2 bilhões da editora EMI Music Publishing, uma operação com a qual busca consolidar sua liderança na indústria da música. A Sony, que já tinha 40% da empresa, adquirirá cerca de 60% das ações do consórcio liderado pela Mubadala Investment, o fundo de investimentos estatal, de Abu Dhabi. 22/05/2018
  • Adobe compra Magento Commerce por US$1,68 bi - A Adobe anunciou nesta segunda-feira acordo para comprar o provedor de serviços de comércio eletrônico Magento Commerce da empresa de private equity Permira por 1,68 bilhão de dólares em dinheiro, o maior negócio da companhia em quase uma década. As ações da Adobe subiram cerca de 1 por cento no pregão depois do fechamento, também apoiadas no anúncio de que a produtora do Photoshop vai recomprar até 8 bilhões de dólares em ações até o ano fiscal de 2021.21/05/2018
  • IHS Markit compra Ipreo, de dados financeiros, por US$ 1,86 bilhão  - A IHS Markit chegou a um acordo para comprar a empresa de dados financeiros Ipreo por US$ 1,86 bilhão. A companhia é controlada desde 2014 pela Blackstone e o Goldman Sachs, que a compraram da KKR. ...21/05/2018
  • Blackstone vai comprar LaSalle Hotel por US$ 3,7 bi - A empresa de private equity Blackstone Group disse nesta segunda-feira que vai comprar a norte-americana LaSalle Hotel Properties por 3,7 bilhões de dólares, superando uma oferta rival da Pebblebrook Hotel Trust feita em abril, de 3,5 bilhões de dólares. O acordo avalia a LaSalle em 33,50 dólares por ação, ante 31,75 dólares na oferta da Pebblebrook e representa um prêmio de 5 por cento em relação ao preço de fechamento da LaSalle na sexta-feira. 21/05/2018

HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA

  • Marfrig escolhe 5 interessadas na Keystone e espera proposta vinculante em junho - A Marfrig Global Foods anunciou nesta quarta-feira que o processo de venda da Keystone Foods avançou para a segunda fase, que prevê uma proposta vinculante de compra da unidade fornecedora de alimentos processados para redes de restaurantes no mês de junho. A Marfrig selecionou cinco empresas para participar desta segunda fase, mas não revelou o nome das interessadas na Keystone, que tem operações concentradas nos Estados Unidos e na Ásia. 23/05/2018
  • Petrobras inicia venda de participação em concessões na Bacia de Sergipe-Alagoas - A Petrobras iniciou a etapa de divulgação da oportunidade de desinvestimento (teaser) referente à cessão parcial, sem transferência da operação, de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção em quatro concessões, localizadas em águas profundas na Bacia de Sergipe-Alagoas, conforme tabela abaixo: 24/05/2018
  • Cemig Telecom será vendida em dois lotes, ao preço mínimo de R$ 367 milhões - Leilão será aberto na próxima semana, para cadastro dos interessados. Lances devem ser feitos em 25 de julho. A Companhia Energética de Minas Gerais divulgou hoje (25) o edital de venda dos ativos da Cemig Telecom, braço de telecomunicações da estatal. Serão dois lotes à venda, com preço mínimo total de R$ 367 milhões. O edital está disponível no site de compras da Cemig (compras.cemig.com.br). Podem participar empresas que tenham licença SCM, inclusive fundos de investimento ou consórcios. Mas fica proibido o consórcio entre grandes operadoras (com faturamento anual acima de R$ 500 milhões). 25/05/2018 
  • Conselho da Eletrobras aprova venda de SPEs por ao menos R$2,8 bi - O Conselho de Administração da Eletrobras aprovou nesta sexta-feira a venda das Sociedades de Propósito Específico (SPEs) em que a estatal é sócia de empreendimentos por ao menos 2,8 bilhões de reais, informou a empresa nesta sexta-feira. "Esse é o valor mínimo definido, mas pode ser mais", disse uma fonte com conhecimento da situação à Reuters, na condição de anonimato, pouco antes da divulgação do fato relevante pela empresa. 25/05/2018

 M & A - COMPRA

  • Sequoia faz proposta por projetos eólicos da Energimp; prevê investir R$1 bi -  Sequoia Energia apresentou uma proposta vinculante por parques eólicos da Energimp que não saíram do papel e que demandariam cerca de 1 bilhão de reais em investimentos para serem implementados, disse à Reuters um diretor da empresa, que desenvolve projetos de geração e mais recentemente começou a investir na construção de usinas. A oferta vem em meio a uma crise financeira da Energimp, uma sociedade entre o fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS) e a fornecedora argentina de equipamentos eólicos Impsa, que passou a sofrer dificuldades após a unidade da fabricante no Brasil entrar com um pedido de recuperação judicial. 25/05/2018
  • LyondellBasell avalia Braskem em r$ 41,5 bi em oferta à Odebrecht - Há tempos interessada no negócio, a terceira maior produtora de resinas plásticas do mundo, a holandesa LyondellBasell, preparou sua proposta à Odebrecht na tentativa de comprar o controle da Braskem. A oferta será válida para a sócia Petrobras. O modelo para a transação, que prevê pagamento em dinheiro e em ações da LyondellBasell, avalia Braskem em R$ 41,5 bilhões, ou US$ 11,5 bilhões. Trata-se de um prêmio de 12% sobre o valor da petroquímica na B3, que fechou o dia em R$ 37,1 bilhões, pouco mais de US$ 10 bilhões. Trocando em miúdos, a avaliação equivale a R$ 52,00 por ação da Braskem, mas o pagamento não é todo em dinheiro. Listada na bolsa de Nova York (Nyse), a LyondellBasell encerrou a quarta-feira em US$ 45,5 bilhões, com a ação cotada em US$ 115,66. .. 24/05/2018
  • Empresa de reestruturação faz oferta por fatia da Odebrecht na SuperVia - O grupo Starboard, empresa brasileira de reestruturação e investimentos em ativos em recuperação, fez na terça-feira, 22, proposta firme para adquirir a fatia da Odebrecht na SuperVia, concessionária de transporte ferroviário de passageiros do Rio. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a oferta foi feita por meio da subsidiária Starboard Asset e, embora tenha sido direcionada ao grupo baiano, pode se estender a 100% da empresa caso os demais acionistas se interessem pelo negócio. A Odebrecht Mobilidade, empresa formada por Odebrecht Transport e Mitsui, detém 60% de participação na concessionária – responsável pela operação de um dos maiores sistemas ferroviários do País. Fontes próximas à concessionária afirmam que a empresa japonesa tem prioridade na compra caso a Odebrecht decida vender a participação. Procurada, a Mitsui não respondeu. 23/05/18
  • Arteris quer investir mais, buscar licitação e aquisição para crescer - Joint venture entre a espanhola Abertis e o fundo canadense Brookfield, a Arteris, dedicada a concessões rodoviárias, pretende crescer no Brasil em três frentes: novas licitações, aquisições e mais investimentos em contratos existentes. ...  21/05/2018
  • Prestes a ser comprada, Eletropaulo mantém aquisições no radar - Apesar de estar em franco processo de disputa por um novo controlador, a distribuidora paulista de energia Eletropaulo continua interessada em expansão. "Permaneceremos atentos a oportunidades surgindo no mercado", afirmou Charles Lenzi, presidente da companhia, em teleconferência com analistas nesta segunda-feira (21). A companhia passa por um processo de disputa pelo controle a partir de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA). Os principais interessados na aquisição da Eletropaulo atualmente são a Neoenergia e Enel... 21/05/2018

PRIVATE EQUITY

  • Presidente do banco BTG está em busca de startups - O objetivo do grupo, formado por 25 pessoas, é investir de 9 milhões a 12 milhões de reais em startups neste ano. O presidente do banco BTG Pactual, Roberto Sallouti, juntou-se a um novo grupo de investidores em startups. O Wharton Alumni Angels é formado, em sua maioria, por executivos que estudaram na Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, uma das mais prestigiadas escolas de negócios do mundo. Sallouti cursou economia na instituição de 1990 a 1994. O objetivo do grupo, formado por 25 pessoas, é investir de 9 milhões a 12 milhões de reais em startups neste ano. 24/05/2018
  • Fundos compram R$ 1,5 bi em shoppings - Em menos de seis meses, fundos de investimento captaram R$ 1,5 bilhão para a compra de participação em shopping centers, num movimento de entrada de novos investidores no setor. Para efeito de comparação, a soma equivale à construção, a partir do zero, de três a quatro empreendimentos de grande porte. São recursos captados pelas gestoras XP, Vinci Real Estate e Brasil Plural e que têm sido direcionados para a compra de fatias minoritárias de 11 ativos, calculou o Valor. A expectativa de uma retomada no ritmo de crescimento do setor explica o maior interesse. Houve também uma oferta maior por parte dos vendedores. Empresas de capital aberto passaram a oferecer no mercado fatias em shoppings não estratégicos para melhorar a sua estrutura de capital. Além disso, famílias donas de empreendimentos que estão endividadas sondam sócios para se desfazer de até 49% de seus ativos. Parte das negociações envolvendo o montante de R$ 1,5 bilhão ainda está em andamento. Cerca de 80% dessa soma deve ser direcionada para concluir aquisições nos próximos meses. 25/04/2018
  • Banrisul anuncia fundo de R$ 50 milhões para as fintechs - Banco será investidor âncora, com aporte de R$ 25 milhões. O Banrisul anunciou nesta quarta-feira (23), durante o 11º Fórum Internacional de Tecnologia da Informação (foto), a instituição do primeiro fundo de corporate venture totalmente voltado às fintechs. Pioneiro no mercado, o Fundo Fintech Ventures foi estruturado em conjunto com a Gama Investimentos. Como investidor âncora, o Banrisul aportará R$ 25 milhões e buscará, com a Gama, outros R$ 25 milhões junto a investidores privados. O diretor de Tecnologia da Informação do Banrisul, Jorge Krug, explica que as fintechs já integram o ecossistema de negócios financeiros do Brasil. Elas já são mais de 400 no país, combinando tecnologia com modelos de negócios inovadores. “Queremos ser cada vez mais eficientes e oferecer soluções melhores, mais ágeis e mais amigáveis aos nossos clientes, sem abrir mão da força da nossa tradição”, afirma ele. “Não temos dúvida de que o Banrisul e seus parceiros e clientes têm muito a ganhar com a nossa exposição e uso das fintechs por meio do Fundo”. 23/05/2018
  • SP Ventures: novo fundo de agronegócio - A SP Ventures, gestora de investimentos em companhias com tecnologias voltadas para o agronegócio, terá um novo fundo para aplicar em 20 startups do setor. De acordo com o DCI, o objetivo é fazer aportes em empresas nascentes e participar da gestão delas para, em até dez anos, vender sua participação. Com esse segundo fundo, a gestora vai procurar investir em empresa de outros países da América Latina além do Brasil. A SP Ventures busca, a partir do aporte, adquirir de 20% a 30% de participação nas startups investidas. 23/05/2018
  • Brookfield encontra pechinchas em meio à crise do Brasil - Escândalos de corrupção e uma recessão profunda azedaram muitos investidores estrangeiros no Brasil nos últimos anos, mas um grupo canadense viu oportunidades. A Brookfield Asset Management e suas subsidiárias fizeram quase uma dezena de grandes aquisições no país desde 2013. As empresas investiram cerca de 10 bilhões de dólares em energia, infraestrutura e ativos imobiliários que poucos outros queriam devido a riscos legais, políticos e econômicos envolvidos. "Crise é um bom momento para encontrar valor", disse uma pessoa próxima do grupo. Isso incluiu a compra de ativos de empresas envolvidas na investigação Lava Jato. As compras confirmaram a reputação da Brookfield como um dos caçadores de pechinchas mais fortes do Brasil. Em 2016, por exemplo, a Brookfield Infrastructure Partners liderou a compra de uma operadora de gasodutos da Petrobras. Outra rede de gasodutos da estatal, com metade da capacidade, obteve recentemente lances de cerca de 8 bilhões de dólares de investidores. A Brookfield mostrou interesse. 21/05/2018 
  • Cubo, do Itaú, passa a apoiar novos negócios das áreas de saúde e indústria - Com a visão de que investir em fintechs traz não apenas inovação para o mercado financeiro, mas também provoca os bancos a levarem inovação para seus clientes, o Itaú Unibanco deu um impulso substancial no fim do ano passado ao seu projeto Cubo. O coworking se tornou o maior centro de patrocínio e desenvolvimento de novos projetos de empreendedorismo da América Latina, ao se mudar de um prédio de cinco andares, onde apoiava 52 startups em uma área de 52 metros quadrados para investir em 210 startups em um espaço que soma de 20 mil metros quadrados. As empresas de desenvolvimento do Cubo também devem ir além das fintechs, passando a incluir negócios das áreas de saúde e indústrias. "Essa é a forma que encontramos de nos adaptar à revolução das fintechs e startups: montando um potente laboratório de inovação. É uma iniciativa grande que ajuda os negócios do banco", afirma Rubens Fogli, diretor de negócios digitais do Itaú Unibanco. 21/05/2018

IPO

  • Banrisul fará IPO da unidade de cartões - O Banrisul, banco controlado pelo governo do Rio Grande do Sul, anunciou que pediu nesta sexta-feira registro para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua unidade Banrisul Cartões. A operação, sob coordenação do próprio Banrisul e do BTG Pactual, inclui lotes primário (ações novas) e secundário (papéis detidos pelo governo gaúcho) de ações preferenciais do Banrisul Cartões, afirmou o banco em fato relevante.. 25/05/2018
  • Multilaser pede registro para IPO - A empresa de produtos eletrônicos Multilaser submeteu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira um pedido de registro de companhia aberta e para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). 24/05/2018
  • IPO x ICO: especialistas debatem qual a melhor forma de financiar uma empresa - Debate foi promovido durante o evento "Blockchain Festival" e contou com a presença de Fernando Ulrich, Courtnay Guimarães e Régio Ferreira Martins. O ano passado foi marcado por um grande "boom" na realização de ICOs (Oferta Inicial de Moedas, na sigla em inglês) em todo o mundo. Com o rali das criptomoedas e o assunto se tornando o centro das conversas, empreendedores enxergaram a grande oportunidade para captar recursos e alavancarem seus projetos inovadores. Mas será que está é uma boa forma de financiamento, ou o IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) ainda é mais seguro e vantajoso? 23/05/2018
  • Lifemed tem pedido de companhia aberta indeferido na CVM - A fabricante de equipamentos médicos e hospitalares Lifemed teve o pedido de registro de companhia aberta indeferido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa havia feito a solicitação na autarquia em dezembro do ano passado. A companhia produz bombas de infusão, bombas de seringa e monitores cardíacos, entre outros materiais. Em 2016, registrou uma receita líquida de R$ 83,7 milhões... 22/05/2018
  • Flex no Bovespa Mais - A empresa de contact center Flex, fará sua listagem no Bovespa ... no Bovespa Mais dá à companhia acesso a instrumentos de dívida que não estão disponíveis a companhias que não ... , a Flex tem como sócio o fundo Stratus. Com a Flex, o Bovespa Mais chega a 17 empresas listadas. Destas ...  21/05/2018

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • EDP - alienação de participação na Costa Rica Energética - A EDP - Energias do Brasil S.A. comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, assinou um contrato de compra e venda de quotas com a CEI – Energética Integrada Ltda. para alienar 51% do capital social da Costa Rica Energética Ltda. (“Costa Rica”). Costa Rica possui uma Pequena Central Hidrelétrica com capacidade instalada de 16 MW, localizada no estado do Mato Grosso do Sul. O valor da operação é de R$ 40,4 milhões, a ser ajustado entre a presente data e a data de fechamento. A operação está sujeita à verificação de determinadas condições precedentes usuais a esse tipo de transação, dentre as quais se incluem: (a) a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE; e (b) a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.  24/05/2018
  • AMIL afirma que clientes SOBAM vão usar sua estrutura em todo o País - A AMIL emitiu uma nota confirmando a informação publicada pelo “Jornal da Região” da fusão com o Grupo SOBAM de Jundiaí e afirma que os clientes do grupo médico regional podem ficar tranquilos, porque em breve eles vão poder desfrutar de todos os benefícios da maior operadora de Saúde do Brasil, com médicos espalhados por todo o País. “O Hospital Pitangueiras e os nove centros médicos do Grupo SOBAM continuarão oferecendo serviços médico-hospitalares de excelência a todos os seus clientes em Jundiaí e região. Os cerca de 120 mil beneficiários dos planos de saúde SOBAM e APS Saúde também passarão a contar com a expertise em gestão da Amil, a maior operadora de saúde do país, segundo a ANS, com 6 milhões de clientes.11/02/2018
  • Cisão da Brasil Plural dá origem à gestora Occam - O banco Brasil Plural vai fazer uma cisão parcial de sua gestora de recursos, com a criação da Occam Brasil. A nova gestora será controlada por um grupo de 16 sócios e 22 funcionários com origem do banco, e o Brasil Plural será .23/05/2018
  • Divisão de ventures da Monsanto faz primeiro investimento direto em startup brasileira - Empresa que criou plataforma para digitalizar a cadeia de compra e venda de grãos, a Grão Direto, recebe aporte de R$ 2,3 milhões de três empresas. Fundadores Grão Direto_MonsantoA divisão global de ventures da Monsanto, a Monsanto Growth Ventures (MGV), juntamente com o Canary e os criadores do fundo OpenVC, investirão R$ 2,3 milhões no desenvolvimento e crescimento da Grão Direto, startup de Uberaba (MG) e criadora de uma plataforma que digitaliza o processo de originação de grãos. Esta é a primeira vez que uma startup brasileira recebe investimentos diretos da MGV, que vem investindo em startups desde 2011.23/05/2018
  • Grupo Lwart vende Lwarcel Celulose para RGE, de Cingapura - O grupo Lwart fechou acordo para vender sua fábrica de celulose no Estado de São Paulo para a Royal Golden Eagle, de Cingapura, e que já possui uma operação de produção de celulose na Bahia, afirmaram as empresas nesta quarta-feira sem revelar o valor da transação. O acordo foi acertado na segunda-feira. A fábrica está localizada em Lençóis Paulista (SP) e tem capacidade para cerca de 250 mil toneladas anuais de celulose. Na semana passada, duas fontes disseram à Reuters que o valor esperado para a venda da fábrica era de cerca de 2 bilhões de reais.  O valor da operação não foi revelado, mas segundo fontes de mercado a Lwarcel estaria avaliada entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,7 bilhões, considerando-se o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 265 milhões projeta ...  23/05/2018
  • Grupo Cless adquire a Opus Cosméticos - O Grupo Cless, dono de marcas de cosméticos como Charming, Lightner e Care Liss, comprou a Opus Cosméticos. Para 2018, a previsão é que o faturamento combinado atinja R$ 300 milhões, alta de 25% quando comparado com a soma das receitas das duas empresas em 2017. ... 22/05/2018
  • Fundador da Clear vai lançar corretora para investir nos EUA - Em um cenário de valorização do dólar e juros baixos, investimentos em ativos americanos têm ganhado destaque e chamado a atenção de empresários como Roberto Lee. Após fundar e vender sua participação nas corretoras WinTrade e Clear, o executivo vai lançar a corretora Avenue Securities, voltada para ajudar brasileiros a aplicarem nos Estados Unidos. O empreendimento conta com investimentos da Vectis Partners - dos sócios Paulo Lemann, Sérgio Campos, Patrick O'Grady e Alexandre Aoude -, além de aportes de Carlos Ambrósio e Christian Klotz… Segundo os cálculos da Avenue, o negócio deve se tornar lucrativo a partir de 3 mil clientes ativos. Ao todo, foram investidos R$ 25 milhões para criar a companhia. A ideia é iniciar as operações no fim de setembro.  21/05/2018
  • Arcelor conclui venda de ativos exigida para comprar a Votorantim  - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a venda de um pacote de ativos da ArcelorMittal para a Gusa Nordeste. Os bens fazem parte de um conjunto maior que precisa ser alienado para permitir a incorporação da Votorantim Siderurgia pela Arcelor. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (21). "Os ativos incluem equipamentos para a produção de CA-60, telas eletrosoldadas e treliças -- produtos que integram o mercado de trefilados comuns", explica o parecer da autoridade antitruste.... 21/05/2018
  • Supley leva Probiótica, de nutrição esportiva - A Supley Laboratório, que atua em nutrição esportiva, comprou a rival Probiótica, que pertencia à canadense Valeant Pharmaceuticals. Com a transação, cujo valor não foi relevado, o faturamento combinado das operações deve atingir R$ 250 milhões em 2018, crescimento de 11,1% em relação ao ano passado. Em cinco anos, a meta é atingir receita de R$ 430 milhões, considerando apenas expansão orgânica, segundo Alberto José Moretto, presidente da Supley. A aquisição, ocorrida neste mês, consolida a empresa entre as maiores do setor, que movimentou R$ 1,8 bilhão em 2017, alta de 9,5%, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri). No início de 2012, a Valeant havia desembolsado R$ 150 milhões pela Probiótica. Um ano antes da compra, a receita líquida havia atingido R$ 80 milhões. A empresa, fundada há 32 anos em Embu das Artes (SP), está entre as mais antigas do país nessa área.21/05/2018

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES

28 maio 2018



15 novembro 2018

Vectis e Centerbridge vão investir juntas

Alexandre Aoude, sócio da Vectis: acordo abre oportunidade para olhar operações de tamanhos maiores, com tíquetes entre US$ 80 milhões e US$ 300 milhões

A gestora americana Centerbridge Partners fechou um acordo para investimentos no mercado brasileiro com a Vectis. Trata-se de uma parceria estratégica, com uma possibilidade de evoluir para participação societária.

Criada em 2005, a Centerbridge tem uma atuação semelhante ao perfil da Vectis, com investimentos em participações, crédito, operações estruturadas e mercado imobiliário. A americana tem atualmente US$ 28 bilhões em ativos sob gestão.

"Já tínhamos feito um investimento conjunto, o que nos aproximou", diz Paulo Lemann, sócio da Vectis que tocou as negociações para essa aliança. Em 2017, a Centerbridge foi uma das investidoras em uma operação de crédito estruturada pela Vectis no segmento de energia renovável.

As conversas para uma parceria mais extensa e de longo prazo em investimentos no país começaram no fim do ano e foram fechadas logo após as eleições presidenciais no Brasil. "Mas os prazos não estão relacionados, foram questões de contrato e definições de parâmetros, e não de período eleitoral. O tipo de ativo que buscamos independe de cenário, com ou sem volatilidade, com economia mais lenta ou acelerada", afirma Lemann.

A Vectis tem duas frentes de atuação: compra de participações societárias e originação e investimento em crédito corporativo. A Centerbridge pode entrar como investidora nos dois modelos, inclusive em ativos que a Vectis identificar que sejam interessantes no mercado brasileiro, mas que decida não fazer aporte com recurso próprio.

A gestora brasileira já levantou aproximadamente R$ 1,1 bilhão para suas duas modalidades de investimento. No modelo da Vectis, o capital só é levantado quando um ativo alvo é identificado - diferentemente da prática mais comum dos fundos de participação, em que a gestora primeira capta recursos e então identifica oportunidades de aquisição. Por isso, não há um volume de recursos previamente estabelecido pela Centerbridge para o Brasil.

"Pelo nosso modelo de negócio, a parceria estratégica nos dá uma vantagem em relação à agilidade para levantar capital, quando encontramos um ativo", diz Alexandre Aoude, também sócio da Vectis. "Outro ponto é que abre oportunidade para a gente olhar operações de tamanhos maiores, que talvez não estivessem no radar", complementa. Com a Centerbridge, os tíquetes de investimento devem ficar em torno de US$ 80 milhões a US$ 300 milhões.

Segundo Aoude, ainda não há uma mudança na demanda por crédito das empresas após as eleições. As companhias continuam buscando recursos muito mais para reperfilamento de dívidas e reestruturações, e pouco para financiamento para investimentos.

Entre os setores que a gestora tem olhado de perto está infraestrutura. No ano passado, a Vectis chegou a levantar recursos para participar de leilões de energia, mas a disputa por ativos fez com que as taxas de retorno caíssem, e a companhia decidiu sair da jogada. Esse tipo de aporte, no entanto, continua no radar.

Em participações, a Vectis é acionista da catarinense Neoway, plataforma de fornecimento e análise de bancos de dados; da Avenue Securities, corretora americana voltada para clientes na América Latina; e da Fiduc, empresa de planejamento financeiro e serviços fiduciários. Claudio Belli/Valor Publicado por Valor Online Leia mais em gsnoticias 14/11/2018

15 novembro 2018



03 novembro 2020

Fusões e Aquisições - destaques da semana 26/out a 01/nov/2020

Divulgadas  38 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 26/out. a 01/nov/2020.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 14 setores e um investimento da ordem de R$ 10,1 bilhões.


ANÁLISE DA SEMANA

Principais transações




NEGÓCIOS DA SEMANA


"Market Movers" - Brasil

  • Ânima diz que proposta pelos ativos da Laureate é escolhida como superior - A Ânima Educação informou nesta terça-feira, 27, ter sido notificada pelo Grupo Laureate que sua proposta de compra pelo grupo foi escolhida como superior, de forma definitiva. A Ânima disputava com a Ser a compra do grupo educacional.  A proposta da Ânima foi de R$ 4,423 bilhões, o que representa um múltiplo de 10,7 vezes a relação entre o valor da empresa e a sua geração de caixa (EV/Ebitda) ajustado 2020. 

"Market Movers” - Exterior


  • Fabricante de processadores AMD faz acordo para comprar rival Xilinx por US$ 35 bilhões. A projetista de processadores AMD anunciou nesta terça-feira (27) a compra da rival Xilinx por US$ 35 bilhões em ações, intensificando competição com a Intel no mercado de centrais de processamento de dados. O acordo, que a AMD espera concluir até o final de 2021, vai criar uma empresa com 13 mil trabalhadores, e com uma estratégia totalmente terceirizada e dependente em alto grau da Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), empresa que realiza a fundição de semicondutores. A aquisição ainda precisa ser aprovada pelos acionistas e reguladores, incluindo autoridades na China. 27/10/2020 
  • Cenovus Energy compra a Husky Energy por US$ 2,9 bilhões - Negócio combinará dois dos maiores participantes da indústria de areias petrolíferas do Canadá, que enfrenta dificuldades após a queda nos preços do petróleo. A Cenovus Energy Inc. vai adquirir a Husky Energy Inc. em um acordo envolvendo US$ 2,9 bilhões em ações, que combinará dois dos maiores participantes da indústria de areias petrolíferas do Canadá. O país enfrenta dificuldades após a queda nos preços do petróleo.. 25/10/2020
  • Bayer compra empresa de biotecnologia AskBio por até US$ 4 bilhões - Operação é aposta em terapia genética avançada em que gene funcional é inserido no corpo para combater doença causada por gene ausente ou defeituoso. A alemã Bayer fechou um acordo para a compra da empresa de biotecnologia americana AskBio. A companhia pretende pagar até US$ 4 bilhões na aquisição, sendo US$ 2 bilhões no fechamento da transação e US$ 2 bilhões futuramente, dependendo do cumprimento de metas... 26/10/2020
  • Blackstone acerta compra da Simply Self Storage por US$ 1,2 bilhão - Fundo de investimento no setor imobiliário da firma de private equity, adquire 740 mil metros quadrados de unidades de armazenagem pessoal. A Blackstone alcançou um acordo para comprar a Simply Self Storage da Brookfield Asset Management, fazendo uma aposta em um setor que permaneceu forte ao longo da pandemia de coronavírus...25/10/2020

HUMORES & RUMORES


M & A - VENDA


  • Petrobras inicia fase vinculante da Araucária Nitrogenados S.A. - A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 17 de setembro de 2020, informa o início da fase vinculante referente à venda da totalidade de suas ações na subsidiária integral Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA). Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para realização de due diligence e para elaboração e envio das propostas vinculantes.A presente divulgação está de acordo com as normas internas da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais, previsto no Decreto 9.188/2017. 30/10/2020
  • Reclame Aqui contrata Lazard e busca sócio - Fundada no início de 2001, a principal fonte de receita do Reclame Aqui vem de 2 mil grandes empresas, entre elas operadoras de telefonia e varejistas. O Reclame Aqui, plataforma on-line de reputação de marcas e que ficou famosa por concentrar críticas de consumidores, está em busca de um sócio para ampliar os seus negócios. A empresa, criada por Maurício Vargas, contratou a assessoria da Lazard para trazer um investidor financeiro ou mesmo estratégico para a companhia. O plano original da companhia era preparar seu processo de internacionalização. Contudo, com a pandemia, o projeto foi adiado...o 30/10/2020
  • J&J põe a marca Cotonetes à venda e atrai Cremer - Empresa brasileira fez uma oferta de aquisição na sexta-feira, mas preço não agradou fabricante americana, dizem fontes. A Johnson & Johnson colocou à venda um de seus produtos mais conhecidos no país, a marca de hastes flexíveis de algodão Cotonetes, apurou o Valor. A companhia contratou o banco de investimento Lazard para encontrar um comprador para a marca no país, conforme antecipado ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.  A principal interessada até o momento é a Cremer, fabricante de produtos de higiene, tratamentos e primeiros socorros, que pertence ao Grupo Mafra. Mas está difícil alinhar a expectativa de preço..28/10/2020


M & A  - COMPRA


  • Ser Educacional anuncia aquisição da UniRitter e Fadergs - Acordos extrajudiciais põem fim a um litígio envolvendo a aquisição bilionária de ativos da Rede Laureate no país. Em um comunicado aos acionistas divulgado nesta sexta-feira, 30, o grupo Ser Educacional, uma das maiores instituições de ensino superior privada do Brasil, fundada pelo paraibano Janguiê Diniz, informou que fez acordos extrajudiciais com a Rede Internacional de Universidades Laureate e a paulista Ânima Educacional para a aquisição de instituições controladas pela multinacional no Brasil.  Os acordos encerram um litígio envolvendo a compra de ativos da Laureate no Brasil ao assegurarem à Ser o recebimento da multa contratual de R$ 180 milhões da Laureate. Também asseguram ao grupo Ser as opções de comprar da Ânima cinco das nove instituições que compõem o ativo brasileiro da Laureate.O acordo com a Laureate anula os processos judiciais e arbitrais até então em curso, com o reconhecimento e a garantia para a Ser de recebimento da multa e a consequente assinatura com a Ânima do contrato de opção de compra da Faculdade Guararapes (Unifg), em Pernambuco, da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter) em Canoas e Porto Alegre, Rio Grande do Sul; e da Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Fadergs) e do Centro Universitário IBMR, no Rio de Janeiro. A Ser já opera sob as marcas Uninassau, Uninabuco, Univeritas, Unama e Uninorte. A empresa não divulgou o valor envolvido nas aquisições.. 30/10/2020
  • Ser desiste da Laureate Brasil e em contrapartida poderá ficar com alguns ativos do grupo - Pelo acordo, a Ser poderá receber a multa de R$ 180 milhões. Após uma reunião que se estendeu pela madrugada, a Ser Educacional desistiu da Laureate Brasil e chegou a um acordo com a Ânima para ter preferência de compra de alguns ativos do grupo americano no país.  Pelo acordo, a Ser poderá receber a multa de R$ 180 milhões, valor da indenização caso o grupo americano optasse por uma proposta de terceiros, ou adquirir a Instituições Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG) por esse mesmo valor.  A transação prevê ainda que a Ser Educacional tem a opção de compra de 100% de três instituições de ensino da Laureate: os centros universitários UniRitter e Fadergs, ambos em Porto Alegre, e IBMR, no Rio. “A Ânima Educação concede à Ser, uma opção de compra, por valor fixo pré-acordado, que poderá ser exercida, a exclusivo critério da Ser”, informa comunicado da Ânima.  Essa opção pode ser exercida no prazo de 60 dias contados a partir de ontem, prorrogáveis por solicitação de qualquer uma das empresas por no máximo 15 dias. 30/10/2020
  • Highline foca interesse na InfraCo e novos ativos; proposta para Oi Móvel não deve ser revisada - Enquanto o processo de alienação dos ativos da Oi ainda não é concluído, uma das principais concorrentes no jogo, a Highline Brasil, tem mantido a mesma estratégia: de ser um provedor de infraestrutura para todas as operadoras no País. Além da já encaminhada (como stalking horse) compra da unidade de torres (TowerCo) da Oi, com edital da concorrência já homologado pelo Juízo da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a empresa segue interessada na unidade de fibra da operadora, a InfraCo. Mas não são as únicas na lista de compras.Em entrevista exclusiva ao TELETIME, o diretor de estratégia e novos negócios da Highline Brasil, Luis Minoru Shibata, diz que a empresa ainda aguarda a etapa de envio de propostas vinculantes pela InfraCo. Enquanto isso, a empresa, que tem por trás o investimento do fundo norte-americano Digital Colony, observa a movimentação do mercado de redes fixas.  29/10/2020
  • BTG avalia comprar participações minoritárias em gestoras - "Há oportunidades para esse tipo de iniciativa indo adiante, tanto no Brasil quanto no exterior” . O Banco BTG Pactual (BPAC11) considera comprar novas participações minoritárias em gestoras de recursos no Brasil. As compras seguiriam a lógica usada pelo banco ao concordar em se tornar sócio minoritário na nova gestora que está sendo criada por Rubens Henriques, ex-CEO da Itaú Asset Management, de acordo com Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda e atual CEO da BTG Pactual Asset Management. “Há oportunidades para esse tipo de iniciativa indo adiante, tanto no Brasil quanto no exterior”, disse Guardia, em entrevista por vídeo. A indústria brasileira de fundos tem crescido a um ritmo acelerado, apesar de um cenário desafiador para os hedge funds globais, à medida que o Banco Central levou a taxa Selic à mínima histórica. Os fundos multimercados tiveram captação líquida de cerca de R$ 81 bilhões neste ano até setembro — mais do que o valor total para o ano de 2019 e perto do recorde de R$ 85 bilhões atingido em 2017. 29/10/2020
  • R$ 1,8 bilhão e 4 estados: O plano agressivo de aquisições da NotreDame Intermédica - Em 2020, a companhia já fez oito aquisições, duas só na última segunda-feira (26). O portal Exame relata que o Grupo (GNDI) foi às compras nesta pandemia. O ano de 2020 nem terminou e a companhia já fez oito aquisições, duas só na última segunda-feira (26). O momento é propício para a empresa, que tem uma operação eficiente, com sinistralidade de 64,7%, uma das mais baixas do mercado. Desde o início do ano, a operadora já fechou aquisições que somadas representam 1,8 bilhão de reais. Com medo da covid-19, pacientes adiaram cirurgias eletivas e diminuíram a frequência ao pronto-socorro dos hospitais, deixando muitos em dificuldades financeiras. Além disso, algumas operadoras de planos têm sofrido perda de vidas com a alta do desemprego. Esse cenário é um prato cheio para o GNDI, cujo modelo de negócio verticalizado exige ter uma forte operação em hospitais e clínicas próprios. A empresa nasceu em São Paulo, estado onde tem maior presença, e tem focado sua expansão principalmente em Minas Gerais e a região Sul do país. Das oito aquisições feitas nos últimos meses, quatro foram de operações em municípios mineiros, com destaque para o sul e o centro-oeste do estado. Outras três aquisições foram de operações em estados du Sul do país, onde o Grupo Notredame Intermédica atua através da operadora Clinipam. As aquisições na região envolvem um hospital em Curitiba (PR), uma operadora de saúde com beneficiários em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul e um hospital em Santa Catarina. A oitava aquisição foi no estado de origem da operadora, em São Paulo. 20/10/2020
  • Consolidação avança no setor de cimento - Em menos de dois meses, Cimento Elizabeth e CRH Brasil, passaram ao controle de novos donos . Duas cimenteiras mudaram de donos entre setembro e esta semana, dando continuidade a um processo de entrada de novos investidores e de consolidação de ativos no setor.  Em setembro, o fundo de hedge americano Farallon Capital assumiu o controle da Cimento Elizabeth, do Nordeste, em troca de créditos que tinha com a família  Crispim, também dona da Cerâmica Elizabeth. Nesta semana, o grupo irlandês CRH vendeu suas cinco fábricas no Brasil para uma joint venture entre o grupo Buzzi Unacem, da Itália, e o Ricard Brennand .. 28/10/2020
  • Wheaton negocia compra da antiga fábrica da Karmann-Ghia em São Bernardo - O parque industrial da antiga Karmann-Ghia, localizado em São Bernardo, deve passar para as mãos da fabricante de embalagens de vidros Wheaton nas próximas semanas. Segundo o jornal Diário do Grande ABC, o imóvel da antiga montadora pode ser arrematado por quase R$ 60 milhões. A proposta foi aceita por credores, mas ainda aguarda autorização judicial.A Karmann-Ghia teve a falência decretada em 2016 após atrasar os salários de funcionários. O sindicato da categoria espera que a concretização da venda liquide a dívida com os trabalhadores. 25/10/2020
  • Soma busca ativos em moda confortável e ‘fitness’, além do digital. A companhia ainda continua a avaliar negócios puramente on-line. O Grupo Soma decidiu anunciar, três dias após a aquisição da Reserva pela Arezzo&Co, a negociação em andamento com a marca de moda feminina NV. A assinatura do contrato ainda não ocorreu — isso deve acontecer em 45 dias — mas foi assinado um memorando de entendimentos..  26/10/2020
  • Compass apresenta proposta para adquirir participação da Petrobras na Gaspetro - Empresa, que chegou a desistir de abrir capital, não revelou valor pela fatia; processo é mais um desinvestimento da Petrobras, que desembarca de vez da companhia. A Compass Gás e Energia, subsidiária da Cosan, apresentou uma proposta para adquirir a fatia de 51% da Petrobras na Gaspetro - holding com participação em distribuidoras de gás natural. A empresa não revelou valores e diz que os termos e condições são confidenciais em razão da natureza do processo competitivo conduzido pela Petrobras. A efetiva compra da fatia na Gaspetro depende de a Compass vencer a disputa e de aprovações regulatórias e concorrenciais.A oferta é divulgada cerca de um mês após a Cosan desistir do IPO (oferta inicial de ações) da Compass, alegando uma "deterioração" das condições do mercado de capitais.26/10/2020
  • Klabin avalia mais aquisições no mercado de papelão ondulado “No Sul, temos interesse especialmente no Paraná”, afirma o diretor de Embalagem da companhia, Douglas Dalmasi. Muito pouco tempo depois de assumir as fábricas de embalagens da International Paper (IP) no Brasil, a Klabin já está avaliando novas oportunidades de aquisição no mercado brasileiro de embalagens de papelão ondulado, com foco na nas regiões Nordeste e Sul, disse ao Valor o diretor de Embalagem da companhia, Douglas Dalmasi "No Sul, temos interesse especialmente no Paraná", afirmou . 26/10/2020

PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL


  • Com R$100 milhões para aquisições, empresa fundada por Pierre Schurmann tem Aaron Ross como novo sócio - Aaron Ross, uma das principais referências mundiais da área de vendas, é o novo sócio e consultor da Nuvini, grupo de empresas de SaaS (Software as a Service) criado pelo empresário e investidor Pierre Schurmann. O executivo ingressa no negócio para apoiar seu plano de crescimento exponencial com a entrada de novas empresas no grupo nos próximos meses e a implementação de estratégias de vendas para todas startups do ecossistema da Nuvini. Ross tem investido boa parte do seu tempo na missão de auxiliar empreendedores a multiplicar suas receitas por meio dos métodos que ele mesmo criou.A Nuvini tem capital total de R$ 100 milhões para adquirir negócios em franco crescimento e com alta escalabilidade. O modelo, inédito no Brasil, segue o criado pela Constellation Software, grupo canadense de mais de 250 empresas adquiridas e  listado na Bolsa de Toronto.O grupo irá analisar somente empresas de SaaS e planeja fechar a aquisição de entre 20 a 40 startups até o final de 2021 que somem faturamento de R$ 200 milhões. Outros critérios são negócios que tenham até 3 anos em operação e faturem entre R$ 5 milhões e R$ 30. Até o final de 2025, a previsão é atingir receita total de R$ 1 bilhão proveniente do seu portfolio de empresas. 27/10/2020

OFERTA DE AÇÕES


  • Mercado tem em setembro maior número mensal de IPOs desde 2010 - O número de ofertas públicas iniciais (IPO) realizadas na B3 em setembro foi o maior desde 2010, com oito empresas abrindo capital, informou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira.O volume total movimentado em IPOs no mês foi de 13,04 bilhões de reais, somando as ofertas primárias e secundárias de ações, o que equivale a pouco menos da metade dos 29,08 bilhões de reais captados no ano inteiro.Contando com as três empresas que abriram capital em outubro, já foram realizados 19 IPOs em 2020, com o movimento se intensificando mesmo diante da crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19.Apenas em outubro, mais 15 companhias pediram registro para abrir capital, totalizando 44 empresas na fila para estrear no mercado, das quais 5 estão interrompidas.Dentre os destaques de setembro, está a estreia no mercado da empresa de logística Hidrovias do Brasil, que levantou 3,4 bilhões de reais, e a rede de produtos para animais de estimação Petz, que movimentou cerca de 3 bilhões.A agenda de ofertas públicas iniciais na bolsa brasileira continua recheada nas próximas semanas, começando com a da Pacaembu Construtora, que será precificada ainda nesta quinta-feira. 29/10/2020’
  • Pacaembu Construtora comunica desistência de IPO; ação seria precificada hoje - A Pacaembu Construtora anunciou nesta quinta-feira (29) que desistiu de sua oferta pública de distribuição primária de ações (IPO, na sigla em inglês).A precificação das ações estava prevista para ocorrer hoje, mas a companhia desistiu devido às condições de mercado. Considerando o meio da faixa, de R$ 9,10, a companhia movimentaria R$ 597,848 milhões na oferta base. 29/10/2020
  • Varejista paranaense Sulamericana desiste de IPO - A varejista Companhia Sulamericana de Distribuição desistiu de sua oferta inicial de ações (IPO), elevando para nove o número de empresas brasileiras que recolheram planos de buscar recursos no mercado para projetos de expansão diante da volatilidade do mercado financeiro diante dos receios com efeitos da Covid-19.A operação serviria para os sócios da Sulamericana Actis, DVA e MMC venderem participação no negócio e para a companhia captar recursos para abrir lojas, comprar outras empresas e para investir em infraestrutura digital e em ofererta de produtos financeiros. 30/10/2020
  • Wine suspende IPO e 15 empresas já cancelaram ofertas nas últimas semanas, diz jornal - O aumento da volatilidade do mercado, diante do aumento dos temores em relação à segunda onda de contágio do covid-19, fez mais uma vítima entre as candidatas a estrear na B3: a Wine.Segundo o Estadão, o e-commerce de vinhos Wine, que precificaria sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla e inglês) no começo da próxima semana, acabou de cancelar sua oferta, alegando as condições de mercado.Com o mercado muito seletivo e muitas ofertas na rua, o número de desistência de empresas para realizarem a oferta vem aumentando.Com a Wine, já são 15 nas últimas semanas. No entanto a janela segue aberta e o ano já é de recorde de emissão de ações na B3: o volume já supera os R$ 95 bilhões, ante R$ 90 bilhões ano passado, o antigo recorde... 30/10/2020
  • Petrobras e parceiros podem fazer IPO de empresa de gasodutos, diz CEO - A Petrobras e parceiros que incluem a anglo-holandesa Shell poderão fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma empresa criada para operar infraestruturas de escoamento e processamento de gás, disse nesta quinta-feira o presidente da estatal brasileira, Roberto Castello Branco.A companhia anunciou no final de setembro a assinatura de contratos para compartilhamento de ativos de escoamento de gás do pré-sal junto à Shell Brasil, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec Brasil.Os acordos preveem interligação física e compartilhamento de capacidades das chamadas rotas 1, 2 e 3 de gasodutos para escoamento da produção do pré-sal, essa última a cargo da Petrobras e em fase de construção."É uma oportunidade de criação de uma empresa de 'midstream', fazer um 'spin-off' (cisão) e a criação de uma empresa de 'midstream' cujas ações poderão ser lançadas no mercado, pode ser alvo de um IPO", disse Castello Branco, durante teleconferência com analistas sobre resultados do terceiro trimestre.29/10/2020
  • Jalles Machado prepara IPO de R$ 1 bi - Maior produtora e exportadora de açúcar orgânico do país e criada por uma família ativa politicamente no Estado de Goiás, a Jalles Machado prepara sua estreia na bolsa de valores brasileira. A companhia contratou quatro bancos para sua oferta pública inicial de ações (IPO), apurou o Valor. XP, BTG, Santander e Citi vão coordenar a operação, que pretende levantar R$ 1 bilhão.Há três semanas, a Jalles Machado obteve um empréstimo de até US$ 27,5 milhões (R$ 153 milhões) do IFC, braço de investimento do Banco Mundial, de longo prazo e visando garantir liquidez para minimizar impactos financeiros da pandemia. 26/10/2020
  • Rede D’or: veja os detalhes do IPO que pode ser o maior do ano - Um dos setores menos afetados durante a pandemia, a saúde deve ter uma representante de peso até o fim do ano na Bolsa de Valores. Isso porque a Rede D’or São Luiz espera captar mais de R$ 12,5 bilhões com o IPO (Oferta Pública Inicial). Segundo fontes do mercado, a empresa mira alto: quer ser avaliada em mais de R$ 100 bilhões. Se isso ocorrer, a Rede D’or poderia chegar ao mercado já ocupando posição privilegiada entre as mais valiosas do país – ranking hoje encabeçado pela Vale, Petrobras e Itaú – cada uma valendo mais de R$ 200 bilhões cada.O maior grupo hospitalar do país será o primeiro do seu segmento na Bolsa de Valores. Ela estará ao lado de outras operadoras de saúde, como Hapvida, NotreDame Intermédica e SulAmérica. 26/10/2020
  • Varejista Havan desiste de IPO - A mídia brasileira publicou que Hang estava tendo dificuldades para levar adiante a operação. A varejista Havan desistiu de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), segundo dados divulgados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira. O movimento é um revés para o empresário Luciano Hang, um notório apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Com a oferta anunciada em agosto, Hang planejava vender uma fatia da icônica cadeia de lojas que têm na fachada réplicas da Estátua da Liberdade.27/10/2020
  • Os maiores IPOs de todos os tempos - Depois que o recorde do maior IPO do mundo acabou de ser quebrado em dezembro, quando a estatal saudita de petróleo Saudi Aramco abriu o capital na bolsa de valores de Riad , o provedor de pagamentos Ant Financial está pronto para quebrar esse recorde ao coletar quase US $ 34,5 bilhões em um IPO que está ocorrendo em Hong Kong e Xangai.  O fabricante do aplicativo de pagamento chinês Alipay irá encerrar sua construção de livros institucionais em Hong Kong mais cedo , sinalizando que a demanda é de fato forte o suficiente para atingir o resultado esperado.. 27/10/2020

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES


  • Sunset Brew é vendida para grupo paulista - A cervejaria catarinense Sunset Brew vende participação majoritária para duas empresas de São Paulo visando manter crescimento. A Sunset Brew, cervejaria localizada na cidade de Tijucas (SC), divulgou que teve 80% de seu capital vendido para duas empresas paulistas. A notícia foi veiculada pelo site NSC Total que comentou que a cervejaria passar a ter como acionistas majoritários as empresas Turn Assessoria e Avoxx Tax, sendo que os atuais donos da Sunset permanecerão na gestão da empresa. De acordo com a publicação a aquisição visa o crescimento da marca e aumento de sua presença a nível nacional. Parte deste objetivo passará a ocorrer através de produção terceirizada das marcas da Sunset em uma cervejaria parceira em São Paulo para distribuição dos produtos em mais estados.Fundada em 2015 a Sunset iniciou suas operações com capacidade produtiva de 30 mil litros por mês e atualmente possui capacidade ao redor de 70 mil litros mensais 30/10/2020
  • Conexa Saúde se consolida como player de saúde digital - Após aportes recebidos, empresa compra a iMedicina, desenvolvedora de software médico para prontuários eletrônicos, marketing e CRM e passa a gerenciar 6,5 milhões de vidas e ajudar a 48 mil profissionais de saúde na gestão de suas consultas. A Conexa Saúde, maior plataforma independente de telemedicina da América Latina, adquire a iMedicina, desenvolvedora de software médico, prontuário eletrônico e líder em atração e fidelização de pacientes. Com a nova compra, a Conexa Saúde dá um importante passo em sua atuação e se consolida como um player capaz de atender a cadeia de ponta a ponta com soluções completas em saúde digital. A empresa passa a gerenciar 6,5 milhões de vidas e ajudar a 48 mil profissionais de saúde na gestão de suas consultas. A iMedicina, fundada em 2016 pelo médico Raphael Trotta é a única empresa a oferecer os seus serviços no modelo Freemium, em que o médico não paga nada pelo software de gestão, somente pelas ferramentas avançadas de marketing e CRM. A iMedicina é líder em seu segmento, com mais de 1,5 milhão de vidas atendidas e 30 mil médicos cadastrados, com um tráfego resultante de 12 milhões de usuários por mês em sua plataforma.  A aquisição, cujo valor não é revelado, veio quatro meses após o investimento de R$ 40 milhões recebido pelos fundos General Atlantic (GA), família Fraga e Igah Ventures. O aporte pode chegar ao total de R$ 140 milhões nos próximos três anos. Antes desta captação, a startup já tinha recebido R$ 5 milhões em duas rodadas de captação (seed money) e uma do Igah Ventures.— Ao adquirirmos a iMedicina, nos tornamos uma empresa de saúde digital mais completa. Ao oferecermos novas soluções tecnológicas, além a nossa robusta plataforma de telemedicina, nos aproximamos ainda mais dos médicos parceiros, contribuindo não só para uma gestão de saúde mais eficiente, como também conseguimos proporcionar um atendimento mais fácil, rápido e humanizados aos pacientes, em qualquer lugar do país —destaca Guilherme Weigert, CEO da Conexa.— Vamos seguir trabalhando para um alcançar um crescimento orgânico e, provavelmente, novas aquisições — finaliza Weigert. 31/10/2020
  • Fintech de soluções para condomínios recebe aporte de R$ 500 mil - A Condopay, fintech de soluções para condomínios, recebeu um aporte de R$ 500 mil através de investimento-anjo. Este, porém, não é o primeiro feito na empresa: sua fundação ocorreu através de um processo chamado de bootstrapping, no qual o próprio fundador da startup faz o primeiro aporte.“Eu e a esposa fizemos o investimento natural para o “nascimento” da empresa (consultoria, marca, escritório etc.), investimento esse de R$ 200 mil. Os outros dois foram de investidoras-anjo (R$ 300 mil + R$ 200 mil)”, conta Emanuel Silva, CEO da Condopay.Segundo ele, o novo investimento será destinado para promover o crescimento de vários setores dentro da organização. “Ampliação para concessão de empréstimo consignado para funcionários de condomínios e, ainda, fluxo de caixa para suportar a antecipação de recebíveis (pagamentos de taxas condominiais via cartão de crédito) e, ainda, investimentos em marketing digital”, disse. 29/10/2020
  • Fundos do BTG compram EZ Tower por R$ 1 bilhão - Fundos geridos pelo BTG Pactual estão pagando quase R$ 1 bilhão pela EZ Tower, dobrando a aposta do banco no mercado de escritórios num momento de ceticismo sobre a vida corporativa no pós-covid.  EZ Tower B — um edifício triple-A na Avenida Chucri Zaidan — foi desenvolvida pela EZTEC e estava no portfólio da Brookfield desde 2017. A Torre A foi vendida para a São Carlos em 2013 quando ainda estava em construção.A UnitedHealth ocupa 60% do edifício, cujos inquilinos também incluem a Coca-Cola e a Melitta. Dos 26 andares, apenas um e meio estão vagos hoje. Os fundos estão pagando R$ 500 milhões em dinheiro e assumindo outros R$ 500 milhões em uma dívida de longo prazo que já estava associada ao imóvel. A aquisição parece ser uma aposta de que o mundo voltará ao normal depois da vacina, e que os ativos triple-A se mostrarão os mais resilientes ao final da pandemia.  O BC Fund (BRCR11) e o BTG Pactual Fundo de Fundos FII (BCFF11) controlarão o ativo, e outros veículos geridos pelo BTG complementarão o cheque. Os fundos usarão caixa próprio e não precisarão emitir novas cotas para financiar a compra.  28/10/2020
  • Kaszek, Península e Jorge Paulo investem na Cuidas, de atenção primária - A Cuidas — uma startup de atenção primária que atende empresas e operadoras — acaba de levantar R$ 17 milhões para escalar sua plataforma, mais uma healthtech tentando resolver os problemas de custo e acesso na saúde privada.A rodada foi liderada pela Kaszek e pela Península, o family office de Abílio Diniz, e teve a participação de Jorge Paulo Lemann, que conhece os fundadores há anos. Esta é a segunda captação da Cuidas, que já havia levantado R$ 5 milhões em 2018 com a Kaszek e o Canary. Outros investidores incluem Gabriel Silva, o ex-CFO do Nubank, e Gabriel Benarrós, da Ingresse. A plataforma da Cuidas permite que empresas ofereçam consultas com médicos de família e enfermeiros para sua base de funcionários num modelo de assinatura. As empresas pagam um valor mensal por funcionário e tem direito a consultas ilimitadas com os médicos parceiros da Cuidas. Os atendimentos são tanto por telemedicina quanto presenciais, com os médicos indo nas próprias empresas. Diferente de empresas como Amparo e Dr. Consulta, que constroem clínicas próprias e contratam os médicos, a Cuidas opera num modelo asset light, fornecendo apenas tecnologia e inteligência no processo.29/10/2020
  • Startup que ajuda na tramitação de leis e desempenho de políticos recebe aporte de R$1,5 milhão - Um acordo firmado entre a DataPolicy e a Cedro Capital, conferiu um aporte financeiro de R$1,5 milhão à iniciativa, no final do mês de outubro. O investimento facilitará ampliação e desenvolvimento da equipe, produtos e atuação em novas áreas da startup, que foi fundada no ano de 2017. A empresa, uma Reghtech (startup que trabalha na regulamentação a partir de tecnologias, oferecendo estratégias para redução de riscos em nichos e segmentos específicos) que extrai e organiza dados dos Poderes da União com ajuda de inteligência artificial e faz monitoramento dos políticos, oferece uma plataforma que garante acesso facilitado às regulações, o que possibilita maior controle social político e melhor participação no processo democrático. O software, desenvolvido pelo startup, avalia o desempenho de políticos e stakeholders, e acompanha leis, portarias e decretos de diferentes agências reguladoras federais e estaduais. A solução também monitora a tramitação de Projetos de Lei em Comissões e Relatorias nas casas legislativas, ação que é considerada estratégica para a tomada de decisão de diferentes empresas, organizações, associações, sindicatos e cooperativas.30/10/2020
  • Conductor levanta US$150 mi e mira IPO nos EUA - A empresa brasileira de pagamentos e software Conductor levantou 150 milhões de dólares em uma rodada de captação privada para expandir seus negócios na América Latina, antes de uma possível listagem no mercado de ações dos Estados Unidos, disse o presidente-executivo, Antonio Soares, à Reuters. A captação de recursos reforça a expectativa de que as empresas de tecnologia financeira possam crescer à medida que mais indivíduos na região tenham acesso ao sistema bancário. Com a Riverwood Capital e a processadora de pagamentos Visa entre seus acionistas, a Conductor fornece serviços de pagamentos e software para instituições financeiras, varejistas e fintechs, por exemplo. Ela possui 30 milhões de usuários ativos e processa 1,5 bilhão de transações por ano, de acordo com o site da companhia.Os recursos serão usados ​​para expandir o alcance da Conductor na América Latina, tanto por meio de seu próprio crescimento quanto por meio de aquisições de empresas. A Conductor iniciou sua expansão internacional neste ano e agora tem negócios no México, Peru, Colômbia, Argentina e Equador.30/10/2020
  • Healthtech catarinense adquire empresa de saúde e mira expansão - A Ninsaúde, startup de tecnologia da informação que atua no mercado de saúde, acaba de adquirir a Livemed, empresa que atuava na região sul de Santa Catarina. Após três meses de negociações, a empresa iniciou a migração dos clientes para a plataforma Apolo, que é responsável pela gestão de agendamentos em clínicas e laboratórios, e por levar informação de forma rápida para médicos e pacientes. Os valores não foram divulgados. Para Helton Marinho, CEO da Ninsaúde, o momento atual do mercado é de comprar ou ser comprado. “Crescer organicamente não é uma opção. A Lifemed fez um excelente trabalho na região de Tubarão, conquistando uma fatia significativa dos consultórios e clínicas da região, e isso chamou a nossa atenção”, explica o executivo. “Com esse movimento, a Ninsaúde aumenta a presença no mercado catarinense de clínicas e consultórios e consolida a liderança no sul”, afirma.Recentemente, a Ninsaúde passou a atuar na Colômbia, no Peru, no Panamá e no Chile, com grandes chances de entrar em mercados ainda maiores como Argentina, México e Equador muito em breve. 30/10/2020
  • Time For Fun adquire plataforma de venda de ingressos - Empresa do CEO Fernando Alterio comprou a IT.Art Tecnologia S.A (INTI) com o objetivo de consolidar o mercado de tickets e avançar em soluções tecnológicas. Fernando Alterio, CEO da Time For Fun, que busca criar uma plataforma de soluções tecnológicas integradas para eventos. A Time For Fun (T4F) comprou participação majoritária na IT.Art Tecnologia S.A (INTI), plataforma de venda de ingressos. A INTI tem um portfólio de clientes diversificado e qualificado, com foco especial no segmento de cultura, feiras e casas de espetáculos. A INTI oferece uma solução white label, ferramentas de marketing, inteligência de vendas e automação do atendimento, como por exemplo. E para o fã, se insere em diferentes pontos da jornada de compra com modelo de venda descentralizada e multicanal.A transação está alinhada ao planejamento estratégico da T4F, que pretende se tornar mais digital, diversificada, orientada por dados e centrada na experiência dos clientes. Trata-se, portanto, do primeiro passo do processo de consolidação do mercado de tickets e criação de uma plataforma de soluções tecnológicas integradas para eventos.30/10/2020
  • Pink recebe aporte de R$ 3 milhões -  Rodada seed foi liderada pela gestora Fuse Capital, que já projeta série A para 2021. A Pink, carioca especializada em comunicação empresarial via whatsapp, acaba de receber um aporte de R$ 3 milhões em rodada seed liderada pela gestora Fuse Capital.Fundada em 2019, a Pink criou uma plataforma de comunicação interna e externa que armazena dados e os deixa e acessíveis a qualquer momento, permitindo a organização e gestão de informações com clientes, fornecedores e parceiros.  A startup já ampliou seu número de funcionários de oito para 26 e elevou sua receita em 10 vezes. Antes da pandemia, o número de troca de mensagens pela plataforma era de 200 mil por mês e hoje chega a 8 milhões mensais.
  • Qualicorp fecha aquisição de carteira de 4,3 mil vidas junto à Health - Beneficiários são do segmento coletivo por adesão, estão localizados no Estado de São Paulo e são atendidas por operadoras do Grupo Notre Dame Intermédica. A Qualicorp adquiriu uma carteira de aproximadamente 4,3 mil vidas junto à Health Administradora de Benefícios. A companhia não informou o valor da transação. Esses beneficiários são do segmento coletivo por adesão, estão localizados no Estado de São Paulo e são atendidas por operadoras do Grupo Notre Dame Intermédica. 28/10/2020
  • Minerva investe US$ 4 milhões em foodtech do Vale do Silício - Clara Foods recebe o primeiro aporte do fundo de venture capital da empresa brasileira. Quatro meses após anunciar a criação de um fundo para investir em startups, a Minerva Foods fechou o primeiro negócio.Com um aporte de US$ 4 milhões (R$ 23 milhões, considerando a atual cotação da moeda americana) a companhia se tornou sócia minoritária da americana Clara Foods, uma foodtech do Vale do Silício que desenvolve proteínas alternativas — livre de animais — para o uso na indústria de alimentos...28/10/2020
  • A nova aquisição da Via Varejo para mergulhar no marketplace - A dona da Casas Bahia e Ponto Frio compra a produtora de software para varejo i9XP. Com isso, traz para dentro 120 desenvolvedores com a missão de agilizar a expansão de seu marketplace. O CEO Roberto Fulcherberguer conta os planos ao NeoFeed. Agora dá um enorme impulso para se posicionar em outro jogo: o dos marketplaces. Para isso, a Via Varejo acaba de comprar a empresa paulistana i9XP, uma produtora de software para o varejo. O valor da transação não foi revelado.“Vamos trazer 120 desenvolvedores para a nossa operação. Eles vão mergulhar no nosso marketplace”, diz Roberto Fulcherberguer, CEO da Via Varejo, ao NeoFeed. E o principal objetivo é fazer com que eles trabalhem para aperfeiçoar o processo de onboarding dos sellers que pretendem entrar na plataforma.Atualmente, a empresa conta com 8 mil sellers no marketplace e tem uma lista de espera de 7 mil sellers para entrar na plataforma. Só que o processo ainda é lento. Antes, entravam cerca de 100 por mês e, neste último trimestre, o processo foi aperfeiçoado. “Agora estamos colocando entre 600 a 1 mil sellers para dentro”, diz Fulcherberguer.Mesmo assim, ainda envolve muitas etapas manuais e a demora para aprovar um novo lojista na plataforma varia entre 5 dias e 15 dias. “Com a chegada do pessoal da i9XP vamos queimar etapas e, em breve, fazer o onboarding em tempo real”, afirma o executivo. No segundo trimestre deste ano, o marketplace movimentou R$ 900 milhões – 18% do online da rede – e, com o impulso na questão tecnológica, Fulcherberguer enxerga espaço para destravar o que ele chama de todo o “potencial de omnicanalidade” da Via Varejo.
  • Empresas pernambucanas do Porto Digital se fundem e avançam no mercado internacional - Negociação envolve aporte financeiro e participação acionária na empresa-mãe (CMTech). Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) instaladas no Porto Digital, a CMTech e Inhalt Soluções agora passam a ser uma única companhia. Nesta quarta-feira (18) foi anunciada a fusão dos negócios comandados por dois pernambucanos. A marca que continua sendo apresentada ao mercado é a CMTech, que passa a incorporar as soluções de softwares desenvolvidas pela Inhalt. A transação envolveu aporte financeiro (não revelado pelas companhias) e troca de participação acionária na empresa-mãe. O objetivo é ampliar a escala de produção e comercialização de novas soluções, inclusive atendendo ao mercado internacional.Projeto costurado desde 2019, a fusão reúne uma empresa com expertise na área de integração de negócios em TIC (CMTech) e uma softhouse (Inhalt). O trabalho em conjunto busca manter uma base de desenvolvimento integrada a um modelo de negócio com maior capilaridade de comercialização. A expectativa de crescimento com a fusão é da ordem de 30% ao ano no faturamento da empresa. Atualmente, somando-se os resultados da CMTech e Inhalt, o faturamento chega próximo dos R$ 35 milhões. Até 2023, a expectativa é já estar na casa dos R$ 70 milhões. As equipes também serão integradas, alcançando um total de 80 pessoas, com a fusão.
  • TIBCO compra Information Builders por US$ 1 bi - Information Builders está no mercado desde os anos 70 e tem presença em grandes empresas. A TIBCO comprou a Information Builders, uma companhia de análise de dados cuja história remonta aos anos 70, por US$ 1 bilhão. A Information Builders é especialista em tecnologia que permite integrar dados espalhados por plataformas de mainframe, cliente servidor e arquiteturas web.Com a compra, a TIBCO, que também atua com análise de dados, ganha acesso a um portfólio de clientes de grande porte, com as quais a Information Builders tem relação de longa data.Eles incluem no Brasil grandes nomes, como é de se esperar de organizações que ainda tem mainframes. Em 2017, a lista de clientes da Information Builders no Brasil incluía Dataprev, Vivo, Petrobras e Telefónica.A empresa tem uma presença discreta no Brasil em termos de divulgação de clientes, mas, de acordo com o Linkedin, tem cerca de 50 funcionários na operação brasileira... 29/10/2020
  • Fundo de private equity da XP compra hospital oftalmológico Hope - Primeira aquisição do fundo, que é gerido por Chu Kong, foi o Centro Brasileiro da Visão. O fundo de private equity criado este ano pela XP para consolidar o mercado de oftalmologia no Brasil deve anunciar, ainda nesta quinta-feira, a compra de uma participação no hospital oftalmológico Hope, do Recife, apurou o Valor... 29/10/2020
  • Locaweb faz oferta de R$ 180 milhões para compra de empresa de tecnologia Vindi - A Vindi foi avaliada considerando a compra de 100% do capital. O conselho de administração da Locaweb aprovou a apresentação de uma proposta para compra da Vindi Tecnologia e Marketing, empresa que atua com modelo de assinaturas, com um software de cobrança recorrente e plataforma de pagamento. A Vindi foi avaliada em R$ 180 milhões, considerando a compra de 100% do capital. O preço de fechamento pode ser ajustado, tendo em vista que os fundadores da companhia poderão receber um valor adicional, dependendo do atingimento de determinadas metas financeiras. O prazo para a Vindi aceitar a proposta é 5 de dezembro. Segundo a Locaweb, acionistas que representam 79,3% do capital social, incluindo os três acionista fundadores, já aceitaram a oferta. 29/10/2020
  • Gove recebe aporte de R$ 8 milhões, maior investimento de venture capital em uma govtech brasileira - Com rodada promovida pela Astella, empresa quer multiplicar por 10 a base de municípios que atende por meio de sua plataforma de inteligência. Gove, a plataforma de inteligência que aumenta a eficiência das finanças municipais, acaba de receber um aporte de R$ 8 milhões realizado pela Astella Investimentos. Essa é a maior rodada seed já levantada por uma govtech no Brasil. “O investimento é um marco no ecossistema de govtechs, criando melhores condições para destravar um mercado que, por exemplo, nos EUA movimenta R$ 200 bilhões por ano só considerando compras de tecnologia de governos locais – no Brasil, as compras de tecnologia por parte de governos movimentam aproximadamente R$ 25 bilhões por ano. A entrada das govtechs no mainstream de investimentos de Venture Capital facilitará a criação de grandes empresas e tem potencial para aumentar, de maneira muito direta e rápida, a competitividade do país em si”, comenta Rodolfo Fiori, cofundador da Gove. 27/10/2020
  • Ambipar adquire 100% das quotas da Verde Ghaia e cria uma nova empresa - Com a aquisição, a Ambipar assume a liderança do mercado de gestão ambiental. A Ambipar (AMBP3), que atua na gestão de resíduos e de resposta a emergências, anuncia que adquiriu 100% das quotas da Verde Ghaia, que agora passa ser uma empresa do grupo sob o nome Ambipar GreenTech, conforme fato relevante divulgado nesta quinta-feira (27), após o fechamento do mercado. Com 21 anos de mercado, a Verde Ghaia possui mais de 1.700 clientes, atuando principalmente em serviços de gestão de riscos e compliance de sustentabilidade, incluindo elevado padrão de inovação e inteligência artificial. Os softwares desenvolvidos pela própria companhia, com adequação aos indicadores ESG e ISO, promovem controle de leis, gestão da qualidade, saúde e segurança, meio ambiente, riscos, fornecedores e metodologias para seguro ambiental. 28/10/2020
  • Startup mineira do ramo de telecomunicações recebe aporte de R$3 milhões - A Nvoip, startup mineira do ramo de telecomunicações, anunciou um investimento de R$ 3 milhões em uma rodada liderada pelo BR Angels Smart Network, associação nacional dedicada a investimento-anjo composta por executivos C-Level com atuação em grandes empresas de diferentes mercados. Os outros investidores participantes são a Cedro Capital e a Bossa Nova Investimentos. Fundada em 2018, a empresa sediada em Juiz de Fora (MG) é voltada ao fornecimento de serviços de voz na nuvem para o setor corporativo. Atualmente, a Nvoip conta com mais de 2.700 clientes ativos, distribuídos por 26 estados brasileiros e outros 19 países. Deste total de usuários, a maior parte está concentrada em São Paulo (44%). 28/10/2020
  • BuzzFeed Brasil é comprado pela FLAGCX - Em entrevista exclusiva à EXAME, a nova presidente fala sobre os planos do BuzzFeed Brasil. O BuzzFeed Brasil acaba de ser adquirido pelo grupo de comunicação com mais de 30 unidades de negócios FLAGCX, após a matriz americana do BuzzFeed ter anunciado a busca por um comprador em abril deste ano...28/10/2020
  • Notre Dame Intermédica compra grupo mineiro Serpram por R$170 milhões - A empresa de saúde Notre Dame Intermédica anunciou nesta segunda-feira fez acordo para compra do Grupo Serpram, de Minas Gerais, por 170 milhões reais. O Grupo Serpram tem operações em Alfenas, Varginha, Extrema e Pouso Alegre. Em 2019, teve receita líquida de 108,4 milhões de reais. Com a transação, a Notre Dame terá 97% da Serpram e do Hospital Imesa, e 85% do Hospital Varginha. Segundo o a Notre Dame, a Serpram tem uma carteira de 47 mil beneficiários de saúde (96% corporativo/adesão), 10 mil de dental e dois hospitais comum total de 74 leitos (21 de UTI), um em Alfenas, outro em Varginha. 26/10/2020
  • Plataforma que resolve casos de má conduta em empresas anuncia primeiro aporte - A SafeSpace, plataforma de soluções para prevenir, comunicar e resolver casos de má conduta no ambiente de trabalho, fechou sua primeira rodada de investimento liderada pelo fundo Maya Capital. Outros 11 investidores-anjo também participaram desta ação, dentre eles, Ariel Lambrecht, fundador da 99; Luciana Caletti, fundadora do antigo LoveMondays; Mariana Ramos Dias, CEO da Gupy; Ann Williams, COO da Creditas e Felipe Affoso, diretor da Softbank. O valor do aporte não foi revelado. “A nossa missão é ajudar empresas a transformarem o local de trabalho em um lugar mais seguro e inclusivo. Nós sabemos que situações de assédio, preconceito e outras formas de má conduta ainda fazem parte da rotina de muita gente, e que a maioria das pessoas ainda se sentem desconfortáveis e inseguras para se manifestar a respeito. Ao mesmo tempo, entendemos que muitas empresas se preocupam com o bem-estar das suas equipes e querem construir um ambiente de trabalho inclusivo. A SafeSpace nasceu para conectar essas duas pontas”, explica Rafaela Frankenthal, cofundadora da empresa. Ela contou que a ideia para a criação da startup começou logo após sua defesa de mestrado, cuja tese foi sobre assédio sexual.  26/10/2020
  • Startup brasileira participa de programa de aceleração nos EUA e recebe aporte de R$ 1,8 milhão - A startup brasileira AZpop, plataforma que permite ao usuário contratar ou oferecer serviços via WhatsApp, foi uma das selecionadas para participar do programa de aceleração Product Club, nos Estados Unidos. A participação no projeto rendeu à empresa um aporte de R$ 1,8 milhão que ajudará no desenvolvimento do produto e novas funcionalidades. A ideia para a criação da plataforma surgiu em 2019 em uma conversa entre os dois fundadores, Daniel Scocco e Fernando Buglia, quando pensavam numa plataforma que conectasse pessoas à procura de imóveis e imobiliárias. Daniel relembra que durante a conversa eles perceberam que as pessoas não querem mais uma plataforma, mas sim o WhatsApp daqueles estabelecimentos. “E claro que não havia motivo algum para que o novo empreendimento visasse apenas o ramo imobiliário, visto que qualquer setor é dominado pelo WhatsApp”, destaca Daniel. Totalmente gratuito, tanto para profissionais quanto para usuários, o AZpop já atua em todos os estados brasileiros e tem mais de 200 mil comércios e profissionais cadastrados na plataforma. O AZpop ainda possui uma versão premium que dá mais destaque para aquele profissional dentro da plataforma. 26/10/2020
  • Um Sirotsky quer ligar as pontas do marketing (e recebeu R$ 5 milhões para fazer isso) - A startup BPool, fundada por Beto Sirotsky e Daniel Prianti, que une grandes anunciantes com profissionais e empresas do setor criativo, recebe R$ 5 milhões da Chromo Invest. Recurso será usado para se expandir pela América Latina e entrar no segmento de pequenas e médias empresas. O sobrenome Sirotsky tem ligação estreita com a indústria de comunicação. Afinal, a família é dona do grupo gaúcho RBS, conglomerado que tem tevês, jornais e rádios em diversas plataformas. Ele está agora por trás de um novo projeto que tenta inovar na tradicional indústria da comunicação. Ao lado de Daniel Prianti, Sirotsky fundou, em 2019, a Boutique Pool, ou simplesmente BPool, um marketplace que liga grandes anunciantes a profissionais e empresas do setor criativo. Agora, a BPool acaba de receber um aporte seed money de R$ 5 milhões liderado pela Chromo Invest, a mesma gestora que já apostou nas fintech Warren, Geru e BizCapital e na academia Smart Fit, entre outros investimentos. “A BPool resolve a dor da área de marketing e das empresas ligadas ao setor de marketing”, diz Beto Sirotsky, com exclusividade ao NeoFeed. O aporte está sendo seguido pelos investidores anteriores. Entre eles, estão a Maromar, family office de Nara e Nelson Sirotsky, Roberto Martini (fundador da FLAGCX, grupo independente de comunicação) e alguns investidores-anjo, como Orlando Lopes (ex-Unilever), Orlando Marques (ex-presidente da Publicis), Nadia Quaglia (que atuou na Unilever e Carrefour na área de supply chain) e Inez Murad (especialista em branding que atuou em diversas empresas, como Unilever, Johnson & Johnson, entre outras). 27/10/2020
  • Ânima diz que proposta pelos ativos da Laureate é escolhida como superior - A Ânima Educação informou nesta terça-feira, 27, ter sido notificada pelo Grupo Laureate que sua proposta de compra pelo grupo foi escolhida como superior, de forma definitiva. A Ânima disputava com a Ser a compra do grupo educacional.  A proposta da Ânima foi de R$ 4,423 bilhões, o que representa um múltiplo de 10,7 vezes a relação entre o valor da empresa e a sua geração de caixa (EV/Ebitda) ajustado 2020. O total de R$ 4,423 bilhões é composto pelo “equity value” da Laureate, de R$ 3,8 bilhões, e pela assunção de dívida líquida de R$ 623 milhões. A proposta da Ânima inclui R$ 203 milhões a título de “earn-out” por vagas de medicina pendentes de aprovação.A Ânima informa ainda que faz parte da proposta a venda de 100% da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) ao fundo Farallon. “De fato, Ânima Educação e Farallon já celebraram acordo, que acompanhou a proposta para Laureate, em que a Farallon assumirá a obrigação de comprar todas as participações futuras na FMU, simultaneamente à assinatura de contrato de compra dos ativos da Laureate pela Ânima Educação”, diz o texto. 27/10/020
  • Gafisa compra shoppings no Rio e entra em properties - A Gafisa está finalizando a compra de dois shoppings no Rio — o Fashion Mall e o Guadalupe Shopping — na primeira aquisição da empresa para criar seu braço de properties, um caminho já trilhado por incorporadoras como Cyrela e JHSF, fontes a par das negociações disseram ao Brazil Journal. Até os anos 90 o shopping the referência em alta renda no Rio, o Fashion Mall perdeu tráfego para o Shopping Leblon e o Village Mall, na Barra. Agora, a Gafisa pretende transformar o Fashion Mall, construindo uma torre corporativa para abrigar um grande centro de clínicas médicas, incluindo um hospital dia.  No Guadalupe Shopping, que fica na zona norte da cidade, a ideia é transformar a propriedade num shopping de entretenimento para a classe B.  Ambos os shoppings pertencem a fundos administrados pela HSI. Ambos as aquisições são o embrião da Gafisa Properties, que assim como a Cyrela Commercial Properties ou a BR Properties também pode desenvolver ou comprar prédios comerciais para renda.  O valor das aquisições não está claro, mas a Gafisa tem quase R$ 1 bilhão em caixa depois que seus acionistas fizeram quatro aumentos de capital na companhia desde 2019.  A companhia vale R$ 1,3 bi na Bolsa. O maior acionista da Gafisa é o empresário Nelson Tanure, com cerca de 30% do capital, mas alguns acionistas antigos voltaram à base acionária recentemente.   26/10/2020
  • Grupo Bomix anuncia aquisição da Gráfica Rami - O Grupo Bomix adquiriu 100% dos negócios da Gráfica Rami, empresa sediada em Jundiaí (SP), fundada há 41 anos e uma das suas principais fornecedoras de rótulos In Mold Label.“Como indústrias de atividades complementares, a aquisição beneficia toda a cadeia produtiva e, consequentemente, nossos colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. Líder em seu segmento, a Gráfica Rami se torna a quarta unidade de negócios do Grupo Bomix - atualmente formado pela Bomix, líder nacional na produção e comercialização de baldes plásticos industriais, com o maior parque industrial da América Latina em seu segmento, localizado em Simões Filho (BA); Bomix Sopro, fábrica de bombonas plásticas industriais, situada em Jundiaí (SP); e Bomixlog, em Simões Filho, central de transporte e distribuição para todo o país”, declara Miguel Rosário, presidente do Grupo Bomix. 23/10/2020
  • BTG compra Necton e agrega R$ 16 bilhões a sua custódia - O BTG Pactual fechou a compra da Necton Investimentos, adicionando mais de R$ 16 bilhões à sua base de ativos sob custódia (AuC), fontes a par do assunto disseram ao Brazil Journal.   Para efeito de comparação, a Easynvest e a Guide têm cerca de R$ 20 bilhões cada. O BTG está pagando R$ 350 milhões pela Necton, pouco mais de 2% sobre os ativos sob custódia. A Necton atua no varejo de alta renda e tem um tíquete médio de R$ 150 mil. A corretora — resultado da fusão das antigas corretoras Concórdia e Spinelli — se reposicionou nos últimos 24 meses como um agente consolidador entre as casas independentes e pequenos agentes autônomos.A aquisição é parte da estratégia anunciada pelo BTG no follow-on que levantou R$ 2,6 bilhões do final de junho. 25/10/2020
  • Dona da Animale e da Farm compra marca de moda feminina NV - Valor estimado da operação é de R$ 210 milhões. O varejista de vestuário Grupo Soma, dona da Animale e da Farm, anunciou nesta segunda-feira a assinatura de um memorando de entendimento para a aquisição da marca de moda feminina NV.  De acordo com a empresa, o valor da operação ainda está em processo de apuração. O memorando prevê um múltiplo de sete vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da NV para o período de 12 meses encerrados em 30 de junho, descontada a dívida líquida da companhia.  O Ebitda da NV neste período foi de R$ 30 milhões e não houve endividamento líquido. Assim, o valor estimado da operação é de R$ 210 milhões. Os sócios da NV, Natália Di Rocco Vozza Junqueira, Antônio Carlos Brandt de Carvalho Junqueira e Beatriz Junqueira Dacca, receberão uma parte em dinheiro e outra em participação no Grupo Soma, que irá incorporar a NV.  26/10/2020
  • NotreDame compra Hospital Santa Brígida, em Curitiba, por R$ 48,5 milhões - Operadora mantém estratégia de crescimento no sul do país, investindo na expansão da rede própria. O Grupo Notre Dame Intermédica anunciou nesta segunda-feira a compra do Hospital e Maternidade Santa Brígida, em Curitiba (PR), por R$ 48,5 milhões pagos à vista, incluindo um imóvel, o equivalente a R$ 700 mil por leito. Com a compra, o grupo passou a deter 97% das ações do complexo, que opera um hospital materno-infantil com 72 leitos, sendo 15 de UTI, 4 salas obstétricas e 5 consultórios de pronto-socorro, além de uma ala diagnóstica com ultrassonografia, endoscopia, radiografia e laboratório de análises clínicas.Autor:  256/10/2020
  • Aqua Capital fecha acordo para venda da Fertiláqua - A Aqua Capital, maior fundo de private equity focado em agronegócio e alimentos da América Latina, informou nesta segunda-feira que vendeu a Fertiláqua, uma das principais empresas de nutrição de plantas do Brasil, de acordo com comunicado enviado à Reuters. A compradora é a ICL, empresa de suplementos minerais e químicos de Israel, que pagou 120 milhões de dólares pelo ativo, com adição de um potencial bônus de performance de 10%, segundo o comunicado. 26/10/2020
  • Corretora Avenue recebe aporte de R$ 35 milhões para estruturar operação no Brasil - A corretora americana Avenue Securities, fundada por Roberto Lee, anunciou esta semana a segunda rodada de captação entre os atuais sócios da empresa. Com o investimento, de cerca de R$ 35 milhões, a empresa vai aumentar o leque de serviços americanos e estruturar a operação da corretora no Brasil, onde estão concentrados seus 175 mil clientes que hoje investem US$ 450 milhões em ativos no exterior. O novo aporte elevou o valuation do grupo para cerca de R$ 500 milhões. A Avenue foi fundada em 2018 como uma corretora para brasileiros acessarem o mercado de investimentos dos Estados Unidos. Nos últimos meses, para tornar mais robusta a infraestrutura da empresa no Brasil, os sócios também adquiriram as licenças de funcionamento da Coin DTVM e da Bexs corretora de câmbio.26/10/2020
  • Petlove compra DogHero e cresce em serviços - A Petlove está comprando a DogHero, fortalecendo seu ecossistema de serviços e produtos num mercado em que os investidores agem como os donos de cachorro: pagam múltiplos sem medir esforços. A transação é uma troca de ações e inclui um componente cash para dar saída à Rover, a empresa que opera um marketplace de serviços pet nos EUA e investiu na DogHero ano passado. Depois da transação, os donos da DogHero ficarão com 7% da empresa combinada. Segundo a Petlove, seu custo de aquisição de clientes deve cair de 30% a 50%, e o lifetime value dos clientes aumentar cerca de 26%. As sinergias estão estimadas em mais de R$ 100 milhões.  Um grupo de investidores liderado pela Tarpon é dono de 35% da Petlove; o Softbank, que investiu R$ 250 milhões em abril, tem 33%; o fundador Marcio Waldman e os administradores têm outros 15%, e o fundo L Catterton, que investiu R$ 125 milhões em maio, tem 15%. A Monashees tem o saldo.A Petlove deve faturar R$ 545 milhões este ano, frente a R$ 305 mi do ano passado, com as vendas impulsionadas em parte pela aceleração digital da pandemia. No início do ano, a expectativa era faturar R$ 440 milhões.  26/10/2020
  • Plataforma que faz gestão de hospedagem em nuvem recebe aporte de R$ 4 milhões - A Configr, especializada em oferecer gerenciamento de infraestruturas em nuvem por meio de um software que configura automaticamente a operação, recebeu um aporte de R$ 4 milhões. A rodada de investimentos foi realizada pela Invest Tech e acompanhada pela KPTL, GVAngels e Garan Ventures. Criada em 2013, em Brasília, por Arthur Furlan e Felipe Tomaz, a Configr tem revolucionado o segmento de cloud hosting. Pequenas e médias empresas são seus principais clientes, que podem gerir sua operação na nuvem sem a necessidade de contratação de profissionais de TI especializados em infraestrutura.  A empresa desenvolveu um sistema de automação da configuração e gerenciamento de ambientes em nuvem. Seus robôs executam automaticamente todas as demandas técnicas necessárias para contratar, instalar, configurar, gerenciar e monitorar mais de 60 tipos diferentes das principais aplicações.
  • Proposta de R$ 174 milhões da Aurora para adquirir massa falida da Chapecó Alimentos é aceita - A Aurora Alimentos divulgou nesta segunda-feira, dia 26 de outubro, que a proposta de R$ 174 milhões formulada para aquisição da unidade industrial de abate e processamento de aves pertencente à massa falida da Chapecó Companhia Industrial de Alimentos, localizada em Xaxim, foi aceita pelo juízo da 3ª Vara Cível da Comarca de Chapecó.  decisão de compra levou em conta que a agroindústria tem grande importância na geração de empregos e no fomento à economia regional.A unidade emprega diretamente 2.379 trabalhadores, está habilitada para exportar para vários mercados e tem capacidade para abate de 47,7 milhões de aves por ano. 26/10/2020
  • Companhia Nacional de Cimento compra ativos de grupo CRH no Brasil - A brasileira Companhia Nacional de Cimento (CNC) anunciou nesta segunda-feira a compra dos ativos do grupo CRH no Brasil, por 218 milhões de dólares, segundo comunicado à imprensa. A CNC é dona da marca Cimento Nacional e a CRH das bandeiras Cimento Campeão e Cimento Alvorada. Os ativos a serem adquiridos são formados por três fábricas de cimento de ciclo completo e dois centros de moagem, todos operando no Sudeste do país, onde a CRH tem atuação. A CRH Brasil vendeu cerca de 2,5 milhões de toneladas de cimento em 2019, segundo o comunicado.A conclusão do negócio está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).  26/10/2020

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ

 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES


03 novembro 2020