03 dezembro 2018

Governo pode levantar R$ 25 bi rapidamente com ativos elétricos, diz ex-presidente do BNDES

José Pio Borges defende a venda de ativos isolados da Petrobras e da Eletrobras para agilizar o processo e afirma que há muitos investidores interessados

Ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Pio Borges acredita ser possível arrecadar mais de R$ 25 bilhões com a venda de ativos do setor de energia no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

Ele defende a venda de ativos isolados da Petrobras e da Eletrobras para agilizar o processo e afirma que há muitos investidores interessados.

Para ele, privatização não tem modelo único. Mas dada a urgência do problema fiscal a curto prazo, iniciaria pela venda de ativos enquanto são feitas as modelagens para vendas e concessões mais complexas.

"Eu venderia R$ 20 bilhões, R$ 25 bilhões em ativos em curto prazo e com muita facilidade. Os compradores estão aí e estão interessados em comprar ativos. São a Brookfield, a Vinci, a Pátria, as empresas chinesas, a Engie", disse, referindo-se principalmente aos ativos do setor elétrico. ... leia mais em infomoney 02/12/2018

03 dezembro 2018



02 dezembro 2018

Stefanini fecha o ano com faturamento de R$ 3 bilhões

A Stefanini vem liderando nos últimos anos um processo intenso de transformação digital, que começou dentro de casa e seguiu como um modelo eficiente para auxiliar os clientes na era da Indústria 4.0. Para isso, desenvolveu uma série de projetos com metodologias ágeis, design thinking, inteligência artificial, analytics, BPO digital e segurança cibernética, priorizando a experiência do cliente e a inovação. O resultado de todo esse esforço é a conquista de premiações que reconhecem a empresa como integradora de soluções de negócios inovadoras, além de um crescimento global consistente ano a ano.

Para 2018, a expectativa é de um faturamento de R$ 3 bilhões, o que representa um crescimento global em torno de 7%. Das quatro regiões em que a Stefanini atua – Brasil, América Latina, Estados Unidos/Ásia e Europa, a que mais cresceu foi a de Latam (países de língua espanhola), com índice de 25%. Ao longo desse segundo semestre foram inaugurados dois novos escritórios na região – Argentina e Peru, com uma infraestrutura moderna e totalmente adaptada para o desenvolvimento de projetos colaborativos.

No Brasil, o crescimento geral se manteve próximo ao do ano passado, mas com alguns destaques entre as empresas do Grupo, como a Orbitall, que vem ampliando sua área de atuação em atendimento ao cliente. Ao longo deste ano, a empresa implantou projetos de robotização responsáveis por um índice de eficiência de 30% nas operações. Como as tecnologias para gestão de clientes ganharam maior relevância, muitas companhias decidiram investir na automação para promover fidelização e engajamento.

“No Brasil, em função de todo o cenário político-econômico, lutamos muito para manter o resultado flat e conseguimos. As conquistas de 2018 são resultado de um trabalho intenso de toda a equipe em torno de um novo propósito: Cocriando soluções para um futuro melhor. Precisamos nos reinventar o tempo inteiro para atuar cada vez mais conectados, colaborativos e com o objetivo de melhorar a experiência do cliente. É uma questão de sobrevivência e de transformação para acompanhar os rumos da nova economia, cada vez mais digitalizada”, afirma Marco Stefanini, fundador e CEO global da Stefanini.

O novo propósito traduz a evolução da Stefanini que, além de investir em todo o processo de transformação digital, vem realizando, desde 2015, uma série de aquisições e joint-ventures para ampliar sua participação em várias verticais de mercado com tecnologias disruptivas.

A mais recente aquisição, da Intelligenti, está sendo anunciada ao mercado. A empresa oferece soluções direcionadas para a gestão de ações trabalhistas, podendo auxiliar bancos, empresas de energia, telecomunicações, varejo e outras áreas que tenham relação direta com o consumidor final. A nova empresa do Grupo Stefanini desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial que permite, por meio de um software integrado, dispor de diversas ferramentas para gerar controle nos processos, além de informações que podem orientar a melhor tomada de decisões...  Leia mais em  E-Commerce News  30/11/2018

02 dezembro 2018



Como a Mastercard se associou às startups para inovar

Empresa aposta em novas tecnologias, como os pagamentos por aproximação, programas de inovação aberta e iniciativas de empoderamento feminino

Avanços tecnológicos foram a ruína de empresas que eram gigantescas em um passado não muito distantes. Kodak e Blockbuster são os exemplos mais latentes dessa decadência.

A Mastercard não quer que o mesmo aconteça. Por isso, passou por um processo de mudança intenso.

A opinião é de João Pedro Paro Neto, CEO da empresa no Brasil e no chamado Cone Sul, região que engloba Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

Ele esteve no Fórum de Inovação da Mastercard América Latina, realizado em Miami Beach, nos Estados Unidos, entre 26 e 27 de novembro. “Quando cheguei à Mastercard, éramos uma empresa de cartões apenas. Agora, somos uma empresa de meios de pagamento. Temos que garantir que os usuários tenham uma experiência de compra segura e simples, usando cartões, o celular ou qualquer outro dispositivo”, diz.

A principal aposta da empresa na América Latina é o pagamento por aproximação, ou “contactless”. Funciona assim: em vez de a compra ser feita por meio da inserção de um cartão na maquininha e aprovada por meio de senha, basta encostar o cartão no terminal e a compra é aprovada.

Já há uma infraestrutura considerável para que a tecnologia seja usada no Brasil. Neto estima que 70% das maquininhas brasileiras já têm capacidade para isso. Agora, falta os emissores – os bancos, as fintechs e as empresas de crédito – emitirem cartões que permitam esse tipo de compra.

O “contactless”, vale dizer, só pode ser feito no Brasil em compras de até R$ 50. “Acreditamos muito no potencial das compras por aproximação, porque o brasileiro adora inovações tecnológicas e vai adorar a simplicidade que vamos oferecer a eles”, diz Neto.

Mas o que fazer se o cartão for roubado? Afinal, ninguém gosta de ser vítima de um furto ou assalto e ver compras feitas por outras pessoas na fatura. Segundo Neto, a Mastercard já trabalha para detectar fraudes feitas nesse tipo de transação.

Cartão com sensor biométrico: tecnologia para tornar compras por aproximação à prova de fraudes

Durante o Fórum de Inovação, a empresa demonstrou tecnologias que reforçarão a segurança das compras. Uma delas é a adição de um sensor biométrico nos cartões. Ao fazer uma compra por aproximação, o dono do cartão terá que colocar seu polegar neste sensor. A transação só será aprovada se a impressão digital for igual à que está cadastrada nos bancos de dados da Mastercard.

Outra funcionalidade foi adquirida pela Mastercard por meio da compra de uma startup canadense, a NuData. “A empresa criou soluções que detectam se quem está usando um cartão ‘contactless’ é realmente seu dono ao medir a pressão que ele emprega ao segurá-lo”, diz o executivo. A mesma NuData desenvolveu uma tecnologia que detecta se uma transação online está sendo realmente feita pelo dono do cartão a partir da velocidade em que o comprador digita e mexe no computador ou smartphone.

Mas a relação da Mastercard com as startups não tem a ver apenas com aquisição. A corporação também trabalha em parceria com as startups, em uma iniciativa de capacitação de pequenos negócios e inovação aberta: o Startup Path.

O projeto é voltado para empresas de todo o mundo. O foco está em startups que já têm modelos de negócio, tração e uma base de clientes relevante, além de ter passado por rodadas de investimentos menores.

De acordo com Ilana Messing, diretora do Start Path América Latina e Caribe, a parceria com as startups é de suma importância para a Mastercard. “A inovação é um projeto conjunto. Não vamos mudar o mundo sozinhos. Por isso, nos associamos a empresas que criam soluções inovadoras”, diz.

No Start Path, cada turma de empresas passa por um processo de capacitação de seis meses. Segundo Ilana, não é uma aceleração, já que esse tipo de processo é mais voltado a startups iniciantes. “Nós oferecemos a expertise da empresa e de seus colaboradores à startup, mas também conversamos e tentamos criar soluções em conjunto”, afirma Ilana.

Segundo a executiva, a empresa não adquire participação nas startups que fazem parte do Startup Path. “Só pedimos para que os empreendedores considerem a Mastercard como um investidor em potenciais rodadas de investimento”, diz.

Nesta quinta-feira (29/11), a Mastercard realizou outro evento em Miami Beach: o Startup Path Summit, em que as participantes da iniciativa se apresentaram ao público. Uma dessas empresas é brasileira: a MarketUp, que oferece soluções em gestão, atendimento ao cliente, produtividade e controle de estoque. Carlos Azevedo, cofundador do negócio, foi responsável pelo pitch da startup.

Segundo ele, as startups participantes do Path não são obrigadas a colaborar com a empresa. “Funciona assim: semanalmente, alguém da Mastercard me liga e pergunta se tem algo que eles podem fazer comigo. Eles colocam a Mastercard à sua disposição. Mas também pensamos em oportunidades de negócio que atendam ambas as partes”, afirma Azevedo. Ele não revelou se há conversas sobre investimentos da companhia de pagamento na MarketUp por questões estratégicas.

Presença feminina na liderança
De acordo com Amy Neale, líder global do Startup Path, a presença feminina nas startups é um aspecto positivo a ser ressaltado. “As empresas que se inscrevem para o projeto precisam responder se há mulheres ocupando cargos de liderança no negócio. Cerca de 40% das respostas é afirmativa”, diz ela.

No entanto, a proporção de mulheres que sobe ao palco para apresentar a empresa que criaram (ou em que trabalham) para o público não acompanha essa proporção. “Isso mostra que ainda precisamos de mais esforço para que as mulheres se interessem por tecnologia, cheguem a cargos de gestão e mostrem seu trabalho para o mundo”, afirma Amy.

A executiva destaca uma das iniciativas da Mastercard para o público feminino — para as meninas, mais exatamente: o Girls4Tech, uma iniciativa cujo objetivo é fazer garotas de 10 a 13 anos se interessarem por carreiras ligadas às ciências, tecnologia, engenharia e matemática (áreas do conhecimento classificadas pela sigla STEM, em inglês).

O Girls4Tech funciona por meio de seminários e palestras, realizados por funcionários da Mastercard. “Nossa meta é impactar 200 mil meninas em todo o mundo até 2020”, diz Amy. POR ADRIANO LIRA, DE MIAMI BEACH (EUA)* *O jornalista viajou a convite da Mastercard Leia mais em epocanenegosios 01/12/2018



Bolsonaro deve herdar mais de 50 concessões e privatizações de Temer, diz Folha

O presidente eleito Jair Bolsonaro irá herdar pelo menos 57 projetos da atual gestão do PPI (Programa de Parceria de Investimentos), informa neste domingo (2) a coluna “Mercado Aberto” da jornalista Maria Cristina Frias no jornal Folha de S. Paulo.

São concessões, privatizações e renovações de contrato que já foram estruturadas, analisadas pelo Tribunal de Contas da União e cujos editais já foram redigidos. Outros 31 estão estruturados, mas sem todas as etapas preparatórias concluídas.

A estimativa é de que, somados, os projetos resultem em investimentos que totalizam R$ 133 bilhões.

O setor de portos é o que concentra mais iniciativas, com 22, ... Leia mais em Money Times 02/12/2018

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Bolsonaro deverá herdar mais de 50 concessões e privatizações de Temer

Somados, os projetos podem resultar em investimentos de R$ 133 bi, segundo atual governo

O presidente eleito Jair Bolsonaro deverá herdar pelo menos 57 projetos da atual gestão do PPI (Programa de Parceria de Investimentos)... Leia mais em folhadesaopaulo 02/12/2018



Interesse na venda da Copel Telecom atinge telefônica

O governador eleito Ratinho Júnior afirmou na última segunda-feira (26), em evento com investidores da Copel na Bolsa de Nova York (Nyse), que discute com a diretoria da empresa a venda de ativos que não são diretamente ligados aos serviços de energia elétrica.

O plano inclui vender a Copel Telecom para dar mais agilidade e competitividade no mercado de telefonia, conforme informação do jornal "Valor Econômico" confirmada pela assessoria de Ratinho. Porém, a medida atinge também a não citada Sercomtel.

A Copel detém 45% das ações e é insistentemente citada como única salvação da telefônica londrinense, por ter uma capacidade de investimento que a Prefeitura de Londrina, dona dos outros 55%, não tem. O interesse em vender a Copel Telecom, em um pacote que incluiria a Sercomtel, também já esteve na mira do mercado.

Em fevereiro deste ano a TIM foi apontada como uma das interessadas em empresas regionais, que quase dobraram a participação no mercado de banda larga em um ano. Os controladores da gigante italiana estão apenas à espera da abertura formal do processo de venda da Copel Telecom e também da Cemig Telecom.

Em Nova York, Ratinho descartou vender os braços de energia da Copel, mas citou estudos para a venda de ativos "Vamos discutir a venda da Copel Telecom em um momento oportuno", disse.
No entanto, também não estão descartados outros modelos de composição acionária. A equipe de transição do governador eleito estuda os formatos, mas somente se pronunciará sobre o tema a partir de 1º de janeiro.

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, disse que ainda não conversou com o governador eleito sobre o tema e não quis comentar o interesse na venda da Copel Telecom. Ainda, considerou que não há relação no negócio com a Sercomtel. (F.G.) Fábio Galiotto Reportagem Local Leia mais em folhadelondkina 01/12/2018



Economia informal gira uma África do Sul no Brasil

Tábua de salvação de milhões de desempregados movimentou R$ 1,17 trilhão em 12 meses até julho deste ano

O Brasil tem hoje o equivalente à economia da África do Sul girando na informalidade. Do pacote de bala vendido no farol de trânsito à consultoria prestada sem nota — atividades que viraram a tábua de salvação de milhões de desempregados para obter alguma renda —, essa economia paralela movimentou R$ 1,17 trilhão em 12 meses até julho deste ano.

Informalidade e trabalho autônomo batem recorde no Brasil

Isso é o que revela o Índice de Economia Subterrânea (IES), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco). Desde que o País mergulhou na recessão no segundo trimestre de 2014, a fatia da informalidade em relação à soma de toda a riqueza gerada formalmente no País, o Produto Interno Bruto (PIB), não parou de crescer.

Hoje a participação da informalidade equivale a 16,9% do PIB, quase um ponto porcentual a mais em relação a 2014 - ano em que o Brasil vinha de um período de forte crescimento e a economia informal estava em seu menor nível (16,1% do PIB).

Em quatro anos, a economia subterrânea aumentou o seu peso relativo no PIB em R$ 55 bilhões, calcula o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Ibre/FGV e responsável pelo indicador. Ele explica que, num primeiro momento, a crise foi tão forte que derrubou tanto a economia formal quanto a informal. Mas, pelo fato de a economia informal ser mais flexível, ela reagiu mais rapidamente. "No ano passado, quando iniciamos a recuperação, o primeiro a retomar foi o emprego informal porque é a parte mais flexível e isso explica o aumento que tivemos na economia subterrânea", diz.

No critério usado pela FGV, a economia subterrânea inclui a produção de bens e serviços não declarada ao governo para sonegar impostos e contribuições, a fim de reduzir custos. O índice é calculado a partir de dois grupos de indicadores. Um deles é a demanda da população por dinheiro vivo, que geralmente cresce quando a informalidade aumenta, porque essa é uma forma de burlar o fisco. O outro é o trabalho informal.

"Há um aumento da participação dos informais no mercado de trabalho, tanto em vagas como em renda, que coincide com o aumento da economia subterrânea", observa o economista da LCA Consultores, Cosmo Donato. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad) do IBGE, ele destaca que em outubro de 2015 existiam 33,2 milhões de brasileiros na informalidade. Hoje são 36 milhões, 2,8 milhões a mais. No mesmo período, o número de trabalhadores formais caiu 1 8 milhão.

"A brutal crise econômica abalou a formalização do mercado", diz o presidente executivo do Etco, Edson Vismona. Mas ele pondera que, paralelamente, existe uma outra faceta que estimula a informalidade: o sistema tributário complexo e o excesso de burocracia. "É muito difícil acompanhar as mudanças tributárias que ocorrem no País." No entanto, ele admite que hoje a conjuntura é o fator que tem contribuído mais para o avanço da informalidade.

Tendência

Para Barbosa Filho, uma vez que a economia volte a funcionar normalmente com a aprovação das reformas, a tendência é que a formalização das atividades seja retomada gradativamente. "Daí, voltaremos a ver a queda da economia subterrânea que tivemos ao longo do tempo." Em 2003, quando o IES começou a ser apurado, a informalidade correspondiIa a 21% do PIB e recuou para a sua menor marca em 2014.

Do ponto de vista do emprego, a última variável a reagir na retomada, Donato acredita que as contratações formais devem crescer, mas não serão tão relevantes. Isso porque o movimento será gradual e deve ocorrer em paralelo com o crescimento da informalidade.

A menos de 20 metros de distância na rua 25 de Março, no centro da capital paulista, dois ambulantes revelam facetas diferentes da informalidade.

O ex-bombeiro civil Vinícius Silva Pereira, de 23 anos, está há cinco anos na informalidade por opção. "Pedi demissão e vim para a informalidade porque é melhor."

Como bombeiro civil, ele ganhava R$ 2,8 mil por mês e trabalhava dia sim, dia não. Como ambulante, hoje trabalha seis dias por semana, e, dependendo do mês, tira entre R$ 3 mil e R$ 4,5 mil com a venda de mercadorias da época. Na semana passada, por exemplo, vendia pen drive.

Já a ambulante M.S., de 35 anos, há dois acabou indo para informalidade por falta de opção. Cabeleireira, ela tinha um ponto alugado, onde atendia às clientes. "Mas tudo ficou muito caro, o aluguel, os produtos, e o movimento caiu muito." Por isso, ela conta que resolveu fechar o salão e trabalhar em casa, mas não teve retorno financeiro. A saída para a ex-cabeleireira foi seguir a trajetória do marido que virou ambulante depois de perder o emprego como ajudante de pedreiro.

No começo, M.S. vendia água. Mas como é uma mercadoria pesada para ela, caso precise correr da fiscalização, acabou vendendo itens mais leves. "O que eu tenho aqui é uma mini Pagé", diz ela fazendo alusão à Galeria Pagé, que reúne lojas de eletrônicos, também na rua 25 de Março.

Trabalhando como ambulantes, ela e o marido tiram entre R$ 5 mil e R$ 7 mil líquidos por mês. Quando era cabeleireira e pagava impostos e o marido tinha carteira assinada, a renda do casal, que tem dois filhos, era um pouco menor. "Gostaria de voltar para a formalidade e ter a minha própria empresa", diz a ex-cabeleireira. Ela conta que o marido também gostaria de voltar a ter carteira assinada.

Para o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV/Ibre, o ex-bombeiro e a ex-cabeleireira mostram os dois fatores que impulsionam a economia informal: questões conjunturais e estruturais.

Pereira se tornou ambulante porque a economia formal é muito regulada, o que encarece as contratações para quem emprega e significa descontos elevados no holerite. Resultado: a renda líquida como informal é maior, o que faz com Pereira não desista da nova atividade.

Já a ex-cabeleireira foi empurrada para a informalidade por causa da crise. Com a retomada, ela deve voltar para formalidade prevê o economista.  Agência Estado Leia mais em noticias.r7 02/12/2018



BNDES vai vender a 'campeã nacional' JBS

Banco planeja oferecer ao mercado, a um único investidor ou aos poucos na Bolsa, sua fatia de 21,3% na JBS, adquirida entre 2007 e 2009

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está se preparando para vender sua participação de 21,3% na JBS, segundo apurou o Estado. O banco enviará nas próximas semanas carta-convite às instituições financeiras para que elas possam participar do processo.

Um ano e meio após gravação de Temer, irmãos Batista estão R$ 2,5 bi mais ricos

A fatia do BNDES na JBS é avaliada no mercado em R$ 6,8 bilhões, considerando o fechamento da cotação da ação na sexta-feira, a R$ 11,77. O desenho de como será a venda da sua participação ainda não está definido: poderá ser feita em bloco para um único investidor ou negociada aos poucos na Bolsa.

No auge da crise da JBS, o banco recebeu proposta de diversos investidores para a venda de sua fatia na empresa, mas as conversas não foram para frente. Esses mesmos investidores tentaram comprar a participação dos irmãos Batista, segundo fontes. Entre os interessados estavam os fundos soberanos GIC e Temasek, de Cingapura; e o QIA, fundo de investimento do Catar.

Executivos de três grandes bancos afirmaram ao Estado, sob condição de anonimato, que a compra das ações da JBS detidas pelo BNDES não deve embutir um prêmio (valor adicional pago ao preço do negócio). O acordo de acionistas entre as duas companhias será revisado no fim de 2019.

O BNDES sempre acompanhou o voto dos conselheiros e acionistas da JBS. Essa relação começou a mudar no início de 2016, quando os controladores da companhia anunciaram a intenção de criar uma nova empresa e mudar a sede da JBS para a Irlanda. No ano seguinte, quando as delações vieram à tona, após o vazamento da conversa de Michel Temer feita por Joesley Batista, o BNDES passou a ser um crítico à gestão da JBS.

Campeã nacional. O banco começou a comprar ações da companhia a partir de 2007. A JBS, ao lado de outros frigoríficos, como Bertin e Marfrig, foi escolhida na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser uma 'campeã nacional' e se internacionalizar. Entre 2007 e 2009, o BNDESPar injetou R$ 5,6 bilhões na JBS. Em 2008, o banco colocou R$ 2,5 bilhões na Bertin, que foi incorporada à JBS.

O BNDES informou, em nota, que o BNDESPar aprovou uma mudança recente para executar as alienações de ações da carteira. Entre elas, o cadastramento prévio de instituições financeiras para atuar como mandatários da BNDESPar no processo de venda. "O processo de cadastramento prévio foi iniciado e não tem vínculo com a venda de ativo específico", disse o banco. Temasek não comenta rumores de mercado. GIC e QIA não retornaram. Mônica Scaramuzzo Leia mais em terra 02/12/2018

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Um ano e meio após gravação de Temer, irmãos Batista estão R$ 2,5 bi mais ricos

Um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, o grupo JBS também teve seu nome envolvido, em março do ano passado, na Operação Carne Fraca

Um ano e meio após as delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista virem à tona, a JBS, dona da Friboi, voltou a se recuperar - e os dois estão R$ 2,5 bilhões mais ricos. Hoje, o valor de mercado da empresa - quase R$ 32 bilhões - é 23% maior que no dia 17 de maio de 2017, quando as gravações de Joesley com o presidente Michel Temer tornaram-se públicas. As ações nas mãos dos Batistas, que detêm 40,6% da companhia, somam hoje R$ 13 bilhões. Um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, o grupo também teve seu nome envolvido, em março do ano passado, na Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades e pagamentos de propinas a agentes do Ministério da Agricultura.

Mesmo com a reputação arranhada, o grupo conseguiu blindar sua operação e aumentar as vendas da companhia. Para conter a crise e evitar o desmanche do império da família, Joesley e Wesley deixaram, em maio de 2017, o conselho de administração da JBS e de outras empresas sob o comando da holding J&F. Desde então, passaram a negociar diretamente com bancos e investidores a venda de parte de seus negócios para fazer caixa e evitar a cobrança antecipada de dívidas de cerca de R$ 20 bilhões que venciam até 2020.

Entre maio e agosto do ano passado, foram vendidos frigoríficos do Mercosul (para o Minerva) e a Alpargatas (para o Itaúsa). No mês seguinte, os irmãos venderam a Eldorado Celulose (para Paper Excellence) e a Vigor (para a mexicana Lala). Quando os dois irmãos foram presos em setembro passado, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, pai e fundador da JBS, voltou ao comando da empresa, com o apoio do BNDES, principal sócio do grupo, com 21,3% do negócio. Os netos de Zé Mineiro - Wesley Batista Filho e Aguinaldo Gomes Ramos - também passaram a integrar o conselho de administração da companhia. Joesley ficou seis meses preso e, seu irmão, cinco meses.

Bancos ouvidos pelo Estado afirmaram que vários investidores tentaram comprar a participação dos Batistas na JBS, mas os irmãos se negaram a vender a totalidade ou parte de suas ações, mesmo com forte prêmio oferecido pelos papéis. O foco desses investidores é comprar a fatia do BNDES.

No dia 18 deste mês, Joesley, Wesley e dois executivos que fizeram delação - Francisco de Assis e Ricardo Saud - serão ouvidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da defesa dos delatores. O ministro vai decidir se acata ou não a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de anular os efeitos das delações porque os donos da JBS teriam ocultado a suposta orientação prestada pelo ex-procurador Marcello Miller à J&F nas negociações, enquanto Miller ainda integrava o Ministério Público. Todos negam.

Prioridades redefinidas
Enquanto os controladores da JBS tentam manter de pé as delações fechadas com a Procuradoria-Geral da República, o comando da companhia voltou a fazer planos para retomar aquisições e abrir o capital da JBS nos Estados Unidos. Depois de vender vários ativos para reduzir dívidas nos últimos 18 meses, a companhia voltou a analisar ativos para comprar, mas as aquisições, desta vez, serão complementares a suas linhas de negócios. A americana Pilgrim's, controlada pela JBS, está entre as interessadas nos ativos da BRF na Europa e Tailândia. O executivo Guilherme Cavalcanti, diretor financeiro e relações com os investidores da Fibria, está sendo sondado pelo grupo para comandar o IPO da JBS nos EUA, segundo fontes.

Com faturamento de R$ 163,2 bilhões no ano passado, analistas de mercado projetam que a receita da JBS deve encerrar este ano em cerca de R$ 200 bilhões. No terceiro trimestre, o grupo registrou prejuízo líquido de R$ 133,5 milhões, ante lucro de R$ 323 entre julho e setembro do ano passado. As vendas no mesmo período subiram 20,1%, puxadas pela recuperação das operações no Brasil. Esse recuo refletiu efeitos cambiais e a adesão da JBS a um programa de incentivo fiscal. O mercado projetava resultado negativo de cerca de R$ 900 milhões.

Para Leandro Fontanesi, analista do Bradesco BBI, o bom desempenho operacional da JBS no Brasil e nos EUA, que respondem por mais de 50% das vendas do grupo, impulsionaram as ações da JBS. Não é caso da gigante BRF, dona da Sadia e Perdigão, que mudou a gestão em maio, com a chegada de Pedro Parente, mas ainda tem resultados operacionais ruins. Leia mais em epocanegocios 02/12/2018



01 dezembro 2018

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 19 a 25/nov/2018

Divulgadas 14 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 19 a 25/nov/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 7 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                
Principais transações



NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • Total compra por R$ 500 milhões rede de postos do governador eleito de MG - O grupo petroleiro francês Total fechou a compra da rede mineira de postos de combustíveis Zema, que pertence à família do futuro governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Partido Novo), apurou o jornal O Estado de S. Paulo. A transação, avaliada em cerca de R$ 500 milhões, marca a entrada da companhia francesa na distribuição de combustíveis no País. Dona de uma rede com cerca de 300 postos e lojas de conveniência, boa parte em Minas Gerais, a Zema Petróleo é a divisão de maior faturamento do grupo mineiro, fundado em Araxá, em 1923. 22/11/2018
"Market Movers” - Exterior
  • Empresa chilena recebe aporte e investe US$2 milhões para operar no Brasil - As universidades que são referências mundiais em qualidade de educação estão utilizando tecnologias criadas pela empresa chilena u-planner para fortalecer seus programas de estudo. Estudantes da América Latina, Estados Unidos e Austrália têm percebido como as plataformas inovadoras têm impactado positivamente suas instituições.  As plataformas e os aplicativos funcionam por meio de avançados algoritmos, somados ao uso de Inteligência Artificial e Big Data, entre outros. A empresa criou soluções que ajudam as instituições educacionais em tarefas complexas como a otimização de recursos e outros avanços tecnológicos que ajudam a prevenir o abandono estudantil, por meio de modelagem preditiva segundo diversas variáveis acadêmicas. Por conta dessas inovações, a companhia recebeu em 2018 o maior investimento em empresas digitais do Chile, com o montante de US$ 5 milhões, liderado pela Scale Capital, por meio de um de seus fundos de capital de risco, no qual participaram também outros investidores nacionais. Com o aporte, a empresa incluiu o Brasil em sua estratégia de negócio, e abrirá sua operação no país com investimento inicial de US$ 2 milhões. 23/11/2018
  • AutoDesk anuncia a compra da startup PlanGrid - A Autodesk, empresa conhecida pelo software de arquitetura AutoCAD, anunciou na terça-feira (20) a compra da PlanGrid, uma startup fundada em 2011 cujo principal produto é um software de aumento de produtividade na construção civil. Ele permite, por exemplo, que funcionários nos escritórios e no local da construção trabalhem de forma conjunta, atualizando em tempo real dados do projeto e relatórios de campo. A transação foi fechada pelo valor de US$ 875 milhões e será concluída até o dia 31 de janeiro, quando fecha o quarto trimestre fiscal da AutoDesk.. 22/11/2018
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • BNDES ainda tem mais R$4 bi em participações acionárias para vender em 2018 - O BNDES terá de vender mais 4 bilhões de reais em participações em empresas até o final do ano para cumprir a projeção de 12 bilhões de reais a serem levantados em 2018 divulgada nesta quinta-feira pelo presidente do banco de fomento, Dyogo Oliveira. O executivo informou durante evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro que até outubro as vendas de participações acionárias detidas pelo BNDES totalizaram cerca de 8 bilhões de reais. Oliveira afirmou que a venda se dará de forma criteriosa e cuidadosa para garantir que não haja prejuízo nas operações do banco. 22/11/2018
 M & A - COMPRA
  • Controladora da OLX no Brasil, unidade da Schibsted foca em aquisições - O desmembramento planejado permitirá que as atividades de propaganda sejam expandidas através de fusões e aquisições em três continentes. O desmembramento planejado do grupo norueguês de mídia Schibsted, um dos controladores do site de classificados OLX no Brasil, permitirá que suas atividades de propaganda sejam expandidas através de fusões e aquisições em três continentes, afirmou o presidente da empresa à Reuters.21/11/2018
  • Russos reafirmam interesse na fábrica de fertilizantes da Petrobras - Após o fechamento do contrato, multinacional Acron retomará as obras no prazo de um ano. A multinacional russa Acron avançou nas negociações com a Petrobras nas tratativas que envolvem a aquisição e conclusão das obras da UFN 3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas. “Os executivos da Acron nos procuraram para colocar o Governo do Estado a par do processo relativo à aquisição da UFN.19/11/2018
IPO
  • Tivit e banco BMG devem postergar IPOs para 2019 - As duas ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) para serem lançadas em dezembro, a da empresa de TI Tivit e a do banco BMG, caminham para serem postergadas para 2019. Isso depois de esbarrarem na seletividade dos investidores, que pressionam as empresas sobre os valores que vêm sendo propostos pelas companhias. No caso da Tivit, a decisão já foi tomada e a busca, no momento, é por um investidor âncora, para colocar a oferta na rua já em janeiro do ano que vem. A Bolsa brasileira recebeu, neste ano, apenas três novatas (Notredame Intermédica, Hapvida e banco Inter), todas emissões feitas em abril.  23/11/2018
  • Mercado pode receber onda de IPOs em 2019, prevê CEO do BTG Pactual -  O mercado financeiro poderá receber uma onda de IPOs em 2019 com a retomada de confiança dos investidores. A projeção é do CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, que afirmou estar otimista em relação à implantação da correção do rumo nas contas públicas. “As empresas têm projetos engavetados e vão precisar de capital”, disse em conversa com jornalistas durante evento com investidores organizado pelo banco em São Paulo. “O diagnóstico [do governo eleito] está correto. Se o mercado permitir, terão muitas operações [em 2019]. Sem revelar o número exato, Sallouti afirmou que o pipeline de operações do banco está robusto e o número de operações deverá ser maior do que foi nos últimos anos. Segundo ele, a retomada de confiança dos investidores já começou com o resultado da eleição e o encaminhamento de nomeações e de políticas. 22/11/2018
  •  De olho em ‘super ON’, XP retoma planos de abertura de capital - Nem bem selou a venda de fatia acionária para o Itaú e a XP Investimentos resolveu retomar os planos de abrir o capital da companhia, mas desta vez escolheu a Nasdaq, nos Estados Unidos, em vez da bolsa local. Os valores multibilionários atingidos pelas empresas de sistemas de pagamento Stone e PagSeguro em suas ofertas iniciais de ações (IPO) aguçou o interesse dos acionistas da XP. O Valor apurou que o fundo de private equity General Atlantic (GA), acionista da empresa, tem sido o principal incentivador de uma ida à bolsa já em 2019 e que a ideia foi encampada pelos.. Leia mais em valoreconomico 24/1/2018 
  • Notre Dame Intermédica prepara 'follow-on' , diz fonte - Passados oito meses de sua estreia na bolsa brasileira, a operadora de saúde Notre Dame Intermédica prepara uma oferta subsequente de ações ("followon") primária e secundária, apurou o Valor. A oferta deve acontecer ainda este ano, conforme o plano da companhia, indicam duas pessoas com conhecimento do assunto. A companhia fez sua oferta pública inicial (IPO) em abril, quando movimentou R$ 2,7 bilhões em captação primária e majoritariamente secundária. Os bancos coordenadores do follow-on serão os mesmos envolvidos no IPO: Morgan Stanley, Credit Suisse, J.P. Morgan, UBS, Bradesco BBI e Itaú BBA. 22/11/2018
  • Ofertas de ações devem ganhar espaço a partir de abril - As ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa brasileira deverão começar a ganhar tração a partir de abril do ano que vem. Anteriormente, a percepção mais otimista era de que as empresas iriam estrear na Bolsa brasileira já no primeiro bimestre de 2019, mas o cenário de incerteza permanece, em especial entre os investidores estrangeiros, o que deve empurrar mais para frente as emissões. Até lá, são esperadas novas sinalizações sobre questões econômicas, como as reformas para ajuste das contas públicas, o que pode destravar o fluxo de capital ao Brasil. 21/11/2018
  • Minerva contrata BTG Pactual e JPMorgan para coordenar IPO de unidade no Chile, dizem fontes 0 A processadora de carnes Minerva contratou o Banco BTG Pactual e o JPMorgan Chase como coordenadores para a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de sua unidade internacional Athena Food no Chile, afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto.    Entre as outras instituições que ajudarão na oferta estão o HSBC Holdings e a chilena Larrain Vial SA Corredora de Bolsa , acrescentaram as fontes, pedindo anonimato porque as discussões são privadas. ... Por Carolina Mandl e Tatiana Bautzer 20/11/2018
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • Empresa fabricante de iluminação em LED recebe investimento de R$2 milhões - A Ledax, empresa fabricante de iluminação em LED para ambientes com grande demanda de energia como shopping centers, hospitais, faculdades e supermercados, participa do Shark Tank Brasil, versão brasileira do reality show norte-americano com investidores interessados em dar apoio financeiro a grandes ideias de empreendimento, e recebe investimento de R$2 milhões por 20% da empresa do fundador da Polishop, João Appolinário. A proposta de investimento ainda conta com um estudo para viabilizar a ida da Ledax para Manaus, com objetivo de reduzir os impostos e aproveitar a fábrica e as estruturas que Appolinário já possui pela região para aprimorar seus produtos. 23/11/2018
  • Centaurus Metals vende projeto de minério de ferro no Brasil  - A Centaurus Metals alienou seu Projeto Conquista de Minério de Ferro no sudeste do Brasil para o grupo de mineração brasileiro R3M Mineração. A transação é consistente com o foco corporativo da Companhia na exploração de metais básicos na província Mineral de Carajás, no norte do Brasil. Nos termos do Contrato, a R3M pagará R $ 500.000 (~ A $ 185.000) à Centaurus em meados de dezembro de 2018 e também concedeu à Companhia um royalty de produção de 12% sobre toda a produção futura da Conquista e uma série de prédios de exploração circunvizinhos. prospectivo para minério de ferro. Como parte desse acordo, a Centaurus receberá um pagamento inicial de R $ 1,5 milhão no início da produção da Conquista como um adiantamento dos royalties de produção. O Diretor Administrativo da Centaurus, Sr. Darren Gordon, disse que a Companhia ficou satisfeita em poder valorizar a venda do Projeto Conquista para a R3M, com o grupo privado sendo idealmente posicionado para levar o ativo adiante, já que o grupo de proprietários já está operando na região imediata do Projeto Candonga DSO, que foi adquirido da Centaurus em 2016. 23/11/2018
  • Repassa é a nova aposta da Redpoint eventures - A empresa oferece modelo de negócio único que garante praticidade para o vendedor, 100% de segurança para o comprador e impacto social e ambiental como valor fundamental. A Redpoint eventures, empresa de capital de risco que investe em startups com foco em tecnologia, acaba de investir na Repassa, companhia que atua com e-commerce de roupas gentilmente usadas. O valor investido será revertido na ampliação do impacto positivo do negócio para um alcance maior da marca e garantia de uma experiência melhor para o consumidor. O Repassa é uma empresa online que dá um destino mais assertivo ao dinheiro que está, relativamente, parado nos guarda-roupas das pessoas. Com isso, oferece a possibilidade de diminuir o impacto ambiental da indústria da moda, assim como gerar recursos para projetos sociais. 23/11/2018
  • Consolidação entre provedores: Grupo Acon compra a Conexão Telecom - O grupo Acon finalizou a compra da Conexão Telecom, com sede em São João da Boa Vista, SP, que era concorrente da Alegra, também adquirida pela companhia há alguns meses. As duas operações terão uma administração centralizada que ainda reúne a Direta, que atua em Guaranésia e Guaxupé, MG. Com isso, a empresa espera acelerar seu plano de expansão para São Paulo e Minas Gerais. Segundo Eduardo Pauletti, diretor regional para São Paulo e Minas Gerais, a administração dos três ISPs ficará a cargo dos mesmos administradores da Conexão Telecom. “A Conexão tem algumas características interessantes que lhe permitem uma estrutura ágil e dinâmica para futuras expansões”, disse o executivo. O ISP possui equipamentos próprios para expansão, além de equipes especializadas em redes aéres e subterrâneas.  Leia mais em mediatelecom 23/11/2018
  • Total compra por R$ 500 milhões rede de postos do governador eleito de MG - O grupo petroleiro francês Total fechou a compra da rede mineira de postos de combustíveis Zema, que pertence à família do futuro governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Partido Novo), apurou o jornal O Estado de S. Paulo. A transação, avaliada em cerca de R$ 500 milhões, marca a entrada da companhia francesa na distribuição de combustíveis no País. Dona de uma rede com cerca de 300 postos e lojas de conveniência, boa parte em Minas Gerais, a Zema Petróleo é a divisão de maior faturamento do grupo mineiro, fundado em Araxá, em 1923. Com faturamento de cerca de R$ 4,4 bilhões no ano passado, o grupo Zema atua em diversos negócios - de lojas de varejo de móveis, eletrodomésticos e vestuários, concessionárias de veículos a serviços financeiros. Só a divisão de distribuição de combustíveis fatura R$ 2,5 bilhões.22/11/2018
  • Cade recomenda aprovação da venda de participação da Dow na Tecnoseeds - Aquisição de participação societária representativa de 30% do capital social da Tecnoseeds Brasil Sementes & Serviços Ltda. por Guillermo Arturo Simone e Paulo Cesar Lopes Pinheiros, atualmente pertencentes à Dow Agrosciences Industrial Ltda. A Operação consiste em uma aquisição de controle e abrange apenas parcialmente as atividades realizadas pelas Requerentes no Brasil. Tecnoseeds Brasil Administração & Participações Ltda e Dow Agrosciences Industrial Ltda.  - A presente operação se refere à aquisição de participação societária representativa de 30% do capital social da Tecnoseeds Brasil Sementes & Serviços Ltda. por Guillermo Arturo Simone e Paulo Cesar Lopes Pinheiros (“Compradores”), atualmente pertencentes à Dow Agrosciences Industrial Ltda. (“Operação”), conforme o Contrato de Compra e Venda de Quotas e Outras Avenças (SEI 0543942), datado de 1º de novembro de 2018 ("Operação"). A Operação consiste em uma aquisição de controle e abrange apenas parcialmente as atividades realizadas pelas Requerentes no Brasil. 20/11/2018
  • BrasilAgro vende 103 hectares da Fazenda Alto Taquari (MT) por R$ 8 milhões - A BrasilAgro, companhia brasileira de propriedades agrícolas, divulgou fato relevante no qual informa que vendeu uma área total de 103 hectares (úteis) da Fazenda Alto Taquari. A propriedade rural localizada no Município de Alto Taquari (MT) foi adquirida em 2007 e tinha uma área total de 5.394 hectares (3.774 hectares úteis), restando 5.260 hectares (3.671 hectares úteis) no portfólio após esta venda. O comunicado é assinado pelo diretor Administrativo e de Relações com Investidores da empresa, Gustavo Javier Lopez. A empresa explica no comunicado que o valor da venda foi de 1.100 sacas de soja por hectare útil ou R$ 8 milhões (cerca de R$ 77.690/ha útil). Segundo a BrasilAgro, o comprador realizou pagamento inicial de 22.656 sacas de soja no valor de R$ 1,5 milhão. O saldo remanescente será quitado em oito parcelas a serem pagas em quatro anos, sendo duas parcelas por ano.21/11/18 
  • Bionexo, de soluções digitais na área de saúde, adquire Intuitive Care - A empresa de soluções digitais para gestão de processos na saúde Bionexo acaba de adquirir uma participação na Intuitive Care, companhia especializada na gestão do ciclo de receita dos hospitais. A empresa adquirida já conciliou mais de R$ 2 bilhões em pagamentos entre seus clientes e fontes pagadoras. Em um mercado com quase 8 mil hospitais, a meta é conquistar pelo menos 300 ao longo dos próximos 5 anos. O valor da transação não foi divulgado. 21/11/2018
  • C6 Participações compra plataforma de câmbio - A C6 Participações, do mesmo grupo do C6 Bank, comprou a Besser Partners, marketplace de soluções de câmbio para pessoas físicas e jurídicas que permite ao cliente acessar diversos bancos usando uma única plataforma. O negócio segue-se à aquisição, pela C6 Participações, da empresa de soluções de pagamento para varejistas NTK Solutions, que passou a se chamar PayGo. A Besser também terá outro nome e, gradualmente, passará a compartilhar a marca C6 Bank, banco que operará como marketplace, no modelo de arquitetura aberta (com distribuição de produtos de terceiros).  21/11/2018
  • Aquisição pela OESA da IMPERIAL distribuidora de produtos alimentícios -  OESA Comércio e Representações S.A. adquire Imperial Importação e Exportação Ltda. Natureza da operação: aquisição de ações. Setores econômicos envolvidos: comércio atacadista de produtos alimentícios em geral (CNAE 4639-7/01). Cade aprova sem restrições. OESA Comércio E Representações S.A. ("OESA") - A OESA é uma sociedade limitada com controle detido pela Congebras Alimentos S.A. (“CONGEBRAS”). A CONGEBRÁS é controlada pela  DFS Holding S.A. (“DFS Holding”). A DFS HOLDING integra, a seu turno, o portfólio de investimentos do Brazilian Private Equity V - Fundo de Investimento de Participações (“BPE V”). 20/11/0218
  • Cade aprova a aquisição da Volk do Brasil pela Bunzl Higiene e Limpeza - Bunzl Higiene e Limpeza Ltda. e Volk do Brasil Ltda.. Natureza da Operação: aquisição de controle unitário. Mercado afetado: distribuição de Equipamentos de Proteção Individual - EPIs. A Bunzl é uma empresa nacional que atua na distribuição de produtos consumíveis e descartáveis, incluindo Equipamentos de Proteção Individual (“EPIs”), e pertence à Bunzl plc Group (“Grupo Bunzl”, sediado no Reino Unido e presente em trinta países ao redor do mundo). Suas atividades envolvem a comercialização de diversos produtos, tais como luvas, máscaras, equipamentos de proteção facial, entre muitos outros. A Bunzl vende seus produtos tanto para consumidores finais quanto para outros distribuidores/revendedores. 20/11/2018
  • Emerita compra projeto de lítio em Minas Gerais - A espanhola Emerita Resources exerceu seu direito de compra, conforme compromisso firmado em junho de 2016, e adquiriu 100% de um projeto para exploração de lítio da Falcon Metais, no Vale do Jequitinhonha. Os valores envolvidos na transação ..20/11/2018
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA
QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES 

01 dezembro 2018



"Com casa em ordem, investimento volta", diz Schwartsman

Volta do investimento depende de uma sinalização mais clara de que o governo de Bolsonaro vai conseguir aprovar reformas

O investimento baixo é o que tem freado a recuperação da economia, na avaliação do ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman. Apesar de imaginar que 2019 será um ano melhor, ele diz que a volta do investimento depende de uma sinalização mais clara de que o governo de Jair Bolsonaro vai conseguir aprovar as reformas que o país precisa. A seguir, trechos da entrevista.

O crescimento de 0,8% no trimestre é um indício de que a recuperação ainda segue lenta?
Crescer 0,8%, em si, não é tão ruim. O que acontece é que quando se olha para o conjunto da obra, aí que se fica realmente desapontado. Desde o fim da recessão, em 2016, o PIB cresceu em torno de 3%. Quando se olha para as outras recessões, é pouco. Era para estar 7% ou 8% acima do pior da recessão, não a metade disso.

Qual a expectativa para o ano?
Crescer perto de 1,3%. Quando me perguntaram, há um ano, como seria 2018, eu imaginava que seria bem melhor. Só que muita coisa aconteceu e as expectativas foram revertidas.

O que ainda está emperrando?
Há uma fraqueza no investimento. Pode ser que, passadas as eleições, as incertezas diminuam. Em alguma medida, o empresariado se sente mais seguro para investir agora, mas não é uma carta branca. O país tem grandes desafios a superar. O investimento cresceu no terceiro trimestre, mas impulsionado por uma movimentação pontual da Petrobrás.


A resolução das reformas vai definir o crescimento em 2019?
Tem uma agenda grande. Resultados fiscais, que embora tenham melhorado um pouco, ainda são ruins. Tem uma tendência de crescimento da dívida pública, que não se resolve só por decretar um teto de gastos. Precisa de uma reforma da Previdência, de uma desvinculação de uma série de despesas. Se o governo conseguir entregar isso, tira muito da incerteza que tem sobre o endividamento explosivo do país e ele consegue crescer mais rápido.

Arrumar as contas públicas destravaria os investimentos?
Com a casa em ordem, do ponto de vista fiscal, o investimento volta. As duas coisas estão intimamente ligadas. Vamos falar a verdade: quem está disposto a fazer um programa de investimentos para daqui a cinco anos sem saber o que vai acontecer com o país e olhando para a escalada do endividamento do governo?

Por onde começar?
A verdade é que o país tem esses problemas há muito tempo e que só começaram a ser resolvidos há relativamente pouco tempo. O teto de gastos, da forma que existe hoje, é sustentável por mais dois anos, talvez. A partir disso, se começa a entrar em questões de como a máquina pública vai funcionar.

O governo eleito tem espaço para fazer essas reformas?
Tenho dúvida se a sociedade deu a este governo um mandato para fazer um ajuste fiscal no país. A eleição não foi sobre temas econômicos. Isso não quer dizer que o governo não deva tentar fazer reformas, mas é preciso lembrar que não é uma decisão monocrática, tem de passar pelo Congresso.

O consumo das famílias, aparentemente, saiu de uma letargia e cresceu 0,6% no terceiro trimestre. Isso é sustentável?
No ritmo atual, não tem nada que torne o consumo insustentável. Ele não vem crescendo muito rápido, mas outros indicadores mostram que o consumo está bastante ancorado na expansão da massa salarial. Como tem uma baita capacidade ociosa na economia, tem espaço para crescer.

O ano que vem deve ser de crescimento mais expressivo?
Acredito que a economia deve crescer um pouco mais, entre 2% e 2,5%. Mas esse ritmo é modesto, perto do tombo que o país levou. A impressão é que o Brasil cresce muito menos do que poderia. A economia não deslancha, porque as pessoas ainda estão, com razão, com medo do futuro.  POR ESTADÃO Leia mais em epocanegocios 01/12/2018



O dono do mercado

Ele já investiu R$ 19 bilhões para comprar empresas como Walmart, Viena, Frango Assado, Dudalina, Le Lis Blanc, o laboratório Fleury e as lojas Samsung. Tamanho arrojo garante a Patrice Etlin posição privilegiada no varejo brasileiro

“O segredo, na vida e nos negócios, é saber se isolar dos barulhos que estão à nossa volta” - Patrice Etlin: período de bonança mesmo na recessão se deve à estratégia ousada de adquirir e recuperar “empresas machucadas”, como a rede Walmart

O número 3.311 da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em um dos metros quadrados mais cobiçados da capital paulista, tem se tornado o principal centro de operações do varejo brasileiro nos últimos anos. O 9o andar abriga o escritório do fundo americano de private equity Advent International na América Latina, de onde o sócio-controlador Patrice Etlin define suas estratégias de compra de participações em empresas. Em 21 anos de operação, ele já investiu R$ 19 bilhões, sendo que a maior fatia dessa fortuna, cerca de 35% do total, foi para companhias do setor de varejo, como a recente aquisição de 80% do capital do Walmart no Brasil, por R$ 2 bilhões. “Estamos intensificando nossos investimentos no varejo porque temos grande afinidade com o ramo e, além disso, criamos uma sólida expertise setorial”, diz Etlin, que apesar do nome herdado de sua família francesa se considera 100% brasileiro.

Entre as empresas sob o guarda-chuva de Etlin, além do Walmart, estão o grupo IMC (controlador das bandeiras Frango Assado e Viena), a companhia de moda Restoque (dona das marcas Dudalina, Le Lis Blanc e John John), a rede gaúcha de materiais de construção Quero-Quero, com mais de 250 lojas, o grupo de autopeças Fortbras e mais de 100 unidades das lojas Samsung no Brasil. “A crise gerou oportunidades de aquisição e, especificamente no varejo de alimentos, que sofreu com o achatamento das margens e com a deflação, surgiram boas opções de compra”, garante o executivo. Depois de assumir uma posição de destaque no varejo, ele também orquestrou a aquisição de fatias na Estácio, a segunda maior empresa de ensino superior do Brasil, na corretora de valores Easynvest, na rede de medicina diagnóstica Fleury e no programa de fidelidade Life Miles.

Com um estilo de gestão peculiar, que se resume em partir para o ataque enquanto a maioria se esconde com medo da crise, Etlin constrói uma reputação de protagonista do varejo nacional. Aos 55 anos, quando não está em seu escritório, ele diz investir seu tempo à família, com sua esposa e três filhos, e à prática de seu esporte favorito: pesca submarina. “O segredo, na vida e nos negócios, é saber se isolar dos barulhos que estão à nossa volta”, afirma o corintiano Etlin, relembrando que a decisão de comprar o Walmart se deu em plena greve dos caminhoneiros, no fim de maio. “Sem interferência de tudo aquilo que desconcentra, podemos ter mais foco na empresa e atenção aos detalhes”.

A filosofia de Etlin, por razões óbvias, garantiu ao fundo Advent um período de bonança nos anos de crise e recessão da economia brasileira. Ao seguir na contramão da manada, Etlin adquiriu e recuperou “empresas machucadas”, especialmente porque se cercou de profissionais de alta reputação e experiência em seus respectivos setores. Um deles é Luiz Fazzio, homem de confiança de Etlin e que passou da cadeira de presidente da Tok&Stok para o comando do Walmart. “Com o time certo e no tempo certo, vamos seguir em frente com a estratégia de consolidação de nossos investimentos no varejo, certos de que é um dos setores com maior potencial de expansão nos próximos anos”.
Hugo Cilo Leia mais em istoedinheiro 30/11/18 -



A razão por que as fusões não dão certo: culturas incompatíveis

A aquisição da Whole Foods pela Amazon em 2017 foi muito celebrada. O acordo permitiria que a Amazon crescesse além do e-commerce e vendesse mantimentos em centenas de lojas, além de coletar dados significativos dos compradores. Ao mesmo tempo, a Whole Foods poderia baixar os preços (abacates orgânicos por apenas $1,69!) e retomar o crescimento depois das recentes quedas nas vendas e na participação no mercado. Nas palavras do CEO da Whole Foods, John Mackey, a parceria foi “amor à primeira vista”.

Passado um ano, não vemos mais tanto otimismo por parte da Whole Foods. Rumores de funcionários literalmente chorando para realizar suas funções depois das mudanças feitas pela empresa adquirente começaram a circular. Planilhas que mediam o cumprimento das tarefas com um novo sistema de inventário eram usadas para punir e, às vezes, demitir funcionários. Recentemente, um grupo de funcionários da Whole Foods se mobilizou pela sindicalização. Até mesmo os clientes — acionistas mais valorizados pela Amazon — têm ficado irritados com a escassez de produtos nas lojas.

Então, onde foi parar o amor?

Os problemas de relacionamento entre essas duas empresas eram totalmente previsíveis. Podem ter enxergado o valor que existia em aproveitar os pontos fortes uma da outra, mas não pesquisaram a compatibilidade cultural de antemão. Agora elas se encontram em um ponto onde sempre emergem as tensões nas fusões. Chamamos esse ponto de rigidez versus flexibilidade.  Quando uma cultura rígida se funde com uma flexível, há grandes chances de ocorrer um choque.

Empresas de cultura rígida valorizam a rotina e a coerência, têm pouca tolerância a comportamentos rebeldes e utilizam regras e processos rigorosos para preservar as tradições culturais.

Culturas flexíveis são muito mais fluidas. Geralmente, desprezam regras, incentivam novas ideias e valorizam a discrição.

As culturas rígidas têm uma regularidade eficiente e uma previsibilidade reconfortante, mas são menos adaptáveis. As flexíveis tendem a ser mais abertas e criativas, ainda que mais desorganizadas. Nessa última, as pessoas preferem líderes visionários, colaborativos: aqueles que defendem a mudança e empoderam os funcionários, como o CEO da Whole Foods. Já aquelas em culturas rígidas, preferem líderes que personificam independência, confiança extrema e decisões verticais. Jeff Bezos, CEO da Amazon, conhecido por esperar disciplina incondicional de seus funcionários, tipifica esse estilo de liderança.

A cultura da Amazon é rígida, caracterizada por estrutura e precisão. Firmemente enraizada na indústria de transformação, a empresa definiu processos que maximizam sua eficiência. Os funcionários operam dentro de uma hierarquia e têm muito claras as diretrizes que ditam seu comportamento. De acordo com os princípios de liderança da Amazon, os líderes são instruídos a “contratar e desenvolver os melhores” e “insistir nos mais altos padrões”. O desempenho está sujeito à constante avaliação — funcionários podem denunciar uns aos outros de forma anônima a seus superiores por meio de um sistema interno de telefonia. O comportamento é vigiado ainda mais de perto nos depósitos, onde as metas e a fiscalização mantêm a produção em dia. Essa cultura ligada a regras garante que todos os funcionários entendam os objetivos da empresa e trabalhem de forma consistente para atingi-los.

Por outro lado, a Whole Foods tem a cultura muito mais flexível. A mistura única de idealismo, alta margem de lucros e crescimento rápido que vieram com a operação do primeiro supermercado nacional orgânico certificado dos Estados Unidos, garantiu aos fundadores liberdade considerável para implementar métodos de administração inovadores e não ortodoxos. Antes da fusão, a empresa tinha uma estrutura igualitária organizada ao redor de equipes independentes. Essa estrutura concedia considerável poder de decisão a cada indivíduo. A regra era que interações de funcionários, vendedores e clientes ocorressem pessoalmente. Cada gerente podia operar sua loja com autonomia e adequar os produtos de acordo com a preferência dos consumidores. “O empoderamento deve ser muito mais do que um mero slogan”, escreveu Mackey em um blog em 2010. “Deveria estar incorporado ao DNA da própria empresa”. Entretanto, tamanha descentralização e falta de estrutura podem ter causado ineficiência em todos os níveis como consequência, o que fez os preços subirem.

Para entender melhor como as fusões entre culturas rígidas e flexíveis funcionam, coletamos dados de mais de 4.500 fusões internacionais de 32 países entre 1989 e 2013. O estudo levou em consideração fatores como o tamanho do acordo, a participação monetária, a área de atuação, a distância geográfica e a compatibilidade cultural. Descobrimos que, em geral, fusões com uma distância maior entre rigidez e flexibilidade tinham pior desempenho. Em média, as empresas adquirentes em fusões com essa diferença cultural viram seus ativos baixarem em 0,6 pontos percentuais três anos após a fusão, ou seja, 200 milhões de dólares em receita líquida por ano. Aquelas com incompatibilidades grandes demais viram sua receita líquida anual despencar mais de 600 milhões.

Felizmente, quando diagnosticados com rapidez, os choques entre rigidez e flexibilidade que surgem nas fusões podem ser administrados de formas produtivas. Para aumentar as chances de alcançar a harmonia cultural, as empresas deveriam seguir alguns passos, sendo eles:

Prepare-se para negociar cultura. 
Além de negociar preços e outros aspectos financeiros, as empresas envolvidas em uma fusão precisam negociar cultura. Os líderes devem começar realizando uma avaliação cultural para entender como as pessoas, as práticas e o gerenciamento refletem rigidez ou flexibilidade em ambas as empresas. Devem listar os prós e os contras de suas diferenças culturais, assim como as oportunidades e as ameaças apresentadas pela fusão. De que maneira abrir mão de um pouco de discrição em troca de um pouco mais de estrutura, ou vice-versa, poderia melhorar ou prejudicar a empresa? Acima de tudo, precisam identificar áreas em que podem ceder: organizações mais rígidas precisam identificar os domínios em que podem adotar maior flexibilidade, e as mais flexíveis precisam pensar em como receber alguns elementos rígidos. Chamamos esses processos de rigidez flexível e flexibilidade estruturada, respectivamente.

Faça um acordo pré-nupcial. 
Já que a fusão de empresas possibilita entender melhor os pontos fracos e os fortes das culturas de cada uma, deveriam desenvolver um plano de integração cultural esclarecedor sobre quais domínios deveriam ser mais flexíveis e quais deveriam ser mais rígidos. Inputs de ambas as partes sobre como cada empresa mudará — e um contrato formal documentando essas mudanças — podem contribuir para assegurar o sucesso a longo prazo. Quando a Disney comprou a Pixar em 2006, o CEO da Disney, Robert Iger, concordou com uma série de regras básicas que resguardavam a cultura flexível da Pixar. Por exemplo, os funcionários da Pixar não eram obrigados a assinar contratos com a Disney, mas tinham liberdade para escolher o título de seu cartão de visita, podiam decorar os respectivos cubículos e escritórios como queriam, e continuar com seu campeonato anual de aviõezinhos de papel.

Tenha comprometimento. Todos, de ambas as empresas, precisam ser informados sobre o plano de integração. O simples fato de explicar quais serão as mudanças não é suficiente; as pessoas precisam saber por que serão implementadas. Comunicar-se abertamente e conseguir ampla aceitação das mudanças ajudará a minimizar a ameaça que as pessoas sentem ao fazer negócios de forma diferente. Funcionários de empresas rígidas podem sentir que seu controle está sendo ameaçado, ao passo em que os de empresas flexíveis podem sentir que sua autonomia está sendo ameaçada. Os líderes precisam ser culturalmente ambidestros — ou demonstrar o valor em ser ao mesmo tempo rígido e flexível, e trabalhar para tratar o medo de mudanças latente nos funcionários.

Adote a tentativa e erro. 
Por fim, as empresas precisam estar preparadas para reavaliar sua estratégia original de integração. Por mais infalível que o plano possa parecer, problemas podem surgir. A elevada padronização da Amazon e a fiscalização dos funcionários da Whole Foods tiveram impactos positivos nos negócios — os preços de alguns itens chegaram a cair 40% —, porém, também foi difícil para a cultura da empresa. Agora, a adquirente tem a oportunidade de aprender com esses resultados, e possivelmente incorporar alguns dos elementos da cultura flexível valorizados pelos funcionários da empresa adquirida. Por exemplo, a Amazon poderia criar um maior equilíbrio entre o tempo que as pessoas gastam registrando o inventário e organizando as prateleiras das lojas, e aquele que despendem interagindo com os clientes. Da mesma forma, podem existir mais domínios em que a Whole Foods possa abdicar de algumas de suas práticas comerciais desestruturadas. Por exemplo, ao usar a expertise da Amazon em ciência de dados e logística, ela tem a oportunidade de ganhar melhores insights dos consumidores e fornecer serviços para sua clientela não apenas de forma pessoal, mas também customizada e consistente.

Equilibrar rigidez e flexibilidade nas empresas dá trabalho, mas ter paciência e vontade de fazer sacrifícios pode ajudar a superar alguns dos desafios mais difíceis no processo de fusão. Qual será o resultado da fusão entre Amazon e Whole Foods? Ainda é cedo para dizer, mas investir mais tempo para integrar as duas culturas poderia ser útil. Por : Michele Gelfand é Professora Honorária da University of Maryland e autora do livro Rule Makers, Rule Breakers: How Tight and Loose Cultures Wire Our World (2018, Scribner); Sarah Gordon terminou recentemente uma pesquisa como assistente da Dra. Michele Gelfand e agora trabalha com desenvolvimento comunitário em Lod, Israel.; Chengguang Li é Professora Adjunta de Comércio Internacional na Ivey Business School, University of Western Ontario.; Virginia Choi é doutoranda em psicologia organizacional e social na University of Maryland, College Park.; Piotr Prokopowicz é Professor Adjunto na Jagiellonian University e no Michele Gelfand’s Culture Lab, onde desenvolve pesquisas sobre cultura e inovação. Traduzido por Sarah Nikitin.. Leia mais em hbrbr.uol 30/11/2018



Eirene Solutions recebe R$ 3 milhões para investir em tecnologia agro e internacionalização

Após passar pelo processo de aceleração da techtools ventures, a Eirene Solutions está recebendo um aporte de R$ 3 milhões da empresa de investimento que opera no Brasil, Europa e Estados Unidos.

O investimento tem com o objetivo acelerar o lançamento das novas versões do Save Farm – pulverizador inteligente, com tecnologia totalmente nacional, que proporciona uma economia de 50% a 95% em todas as etapas da pulverização – a Eire.

O equipamento analisa imagens por meio de algoritmos de visão computacional e emissão de infravermelho, realizando aplicações apenas nos lugares necessários.

Segundo Eduardo Marckmann, sócio-fundador da Eirene, a tecnologia patenteada necessita menos agrotóxicos e, como consequência, a diminuição dos gastos com defensivos agrícolas por etapa de aplicação. "Com esta tecnologia patenteada no Brasil e o aporte da techtools ventures, iremos expandir a área comercial e iniciamos o processo de internacionalização da empresa", complementa Marckmann.

Com sede no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), a Eirene é especializada no desenvolvimento de maquinário agrícola, como robôs autônomos e soluções inteligentes para o campo. Ocupa a terceira posição no ranking organizado pelo 100 Open Startups, entre as mais inovadoras no ramo do agronegócio. Leia mais em tiinside 30/11/2018