27 junho 2016

Entrevista: Laércio Cosentino detalha rumos da Totvs

Troca de comando, adaptação para cloud e mobile, concorrência. CEO comenta desafios e oportunidades da fabricante brasileira de ERP

Os últimos tempos foram corridos para a Totvs. A fabricante brasileira de sistemas de gestão promoveu diversos ajustes internos em sua operação. Na outra ponta, enfrentou oscilações de mercado e da economia brasileira para seguir seu rumo de expansão.

Em uma conversa com Computerworld Brasil, na sede da companhia, em São Paulo, Laércio Cosentino detalhou sua visão sobre o futuro da empresa que comanda.

“Existirão mais sensores do que pessoas utilizando sistemas transacionais”, projetou o presidente e CEO da empresa. O executivo falou, ainda, sobre as mudanças no comando e os planos de migração para nuvem.

Computerworld Brasil – Como você vê o atual momento da TI?
Laércio Cosentino – Vemos a indústria de TI se digitalizando da mesma forma que outros setores. Isso significa que, antes, uma empresa desenvolvia um software, vendia licença, entregava o serviço e fechava um contrato de manutenção. Agora, o segmento migrou para um modelo de subscrição, o que diminui a cadeia de fornecimento. Nesse contexto, você tira um ativo, que é o valor inicial da venda da licença, que normalmente era destinado ao desenvolvimento e evolução do produto. Quem quer disputar esse mercado tem que saber que o retorno financeiro vai ser alongado. Nas empresas tradicionais de software, há uma redução de margem.

Computerworld Brasil – De que maneira a Totvs vivencia isso em seu dia a dia?
Cosentino – Estamos vivendo esse processo para SaaS (software como serviço) à pleno vapor. Prova é que vimos uma redução anual de 20% a 30% na venda de licenças e um aumento proporcional nos negócios de subscrição. Nesse caso, a única coisa é que os dinheiros são diferentes. Outro ponto importante que enfatizamos no desenvolvimento de software é a necessidade de especialização, vendendo soluções por indústria. Ainda, a partir do momento da mudança no mercado de TI, as pessoas e as coisas estão mais conectadas. Esse é um grande diferencial, porque agora não basta apenas fazer um sistema para um hospital, tem que fazer esse sistema hospitalar também para os pacientes daquele hospital. Precisamos, cada vez mais, atender aos clientes dos nossos clientes, e aí entra o conceito de mobilidade. Veja que são vários fatores de transformação. Tomamos atitudes nesse sentido e agora começamos a colher bons frutos.

Computerworld Brasil – Como está a competição com empresas como SAP, Oracle, Microsoft...
Cosentino – Não houve grande mudança na concorrência em si. Dividindo o mercado por tamanho de clientes, nas grandes contas a competição é contra os players internacionais; nas médias, disputamos contra software houses (desenvolvedores) locais e especializados, que fazem um bom trabalho, mas lutam para criar um modelo de subscrição. Há uma tentativa de avanço das estrangeiras nas médias companhias, mas isso não é nada novo.

Computerworld Brasil – ... e nas pequenas empresas?
Cosentino – É onde queremos fincar nossa bandeira. Na base da pirâmide, temos tido um avanço significativo com a aquisição da Bematech, que fornecia algum tipo de equipamento em [um universo de] mais de 550 mil pontos de vendas com mais de 5 mil canais.

Computerworld Brasil – Como está o processo de integração?
Cosentino – Andou bem rápido. Talvez a pergunta seja “Por que compramos a Bematech?”. É possível dividir isso em três pontos. O primeiro é que eles possuem uma parcela interessante de software em setores onde eram líderes. Isso já foi integrado a torres estratégicas [divisões de negócio por indústria] adequadas. Além disso, há uma questão forte de distribuição. Como as empresas não tinham revendas concorrentes, significa que foi um negócio complementar. Queríamos também expandir em negócios muito pequenos. O terceiro ponto relevante a conexão de coisas e IoT, que auxilia a captação e/ou distribuição da informação. E a Bematech trouxe conhecimento de transformar software em hardware para integrar nossos produtos a diversos outros equipamentos.

Computerworld Brasil – E o que isso significa em termos de empresa?
Cosentino - Agora chegamos a uma nova etapa na história da Totvs. Saímos da fase de “Pensar Junto” (Think Together) e agora vamos conectar pessoas e coisas na geração de negócios. A sociedade conectada considera interligação de tudo aquilo que está ao nosso redor e que pode ser integrado e jogado para dentro do ERP. Entendemos que existirão mais sensores do que pessoas utilizando sistemas transacionais. A conectividade da Internet das Coisas nos processos de negócio, especialmente no varejo, promoverá a integração de ambientes para que, através de inteligência artificial, seja possível entender e acompanhar o consumo de produtos e serviços.

Computerworld Brasil – O ERP está pronto para um contexto onde existam mais sensores do que pessoas se conectando a esse sistema?
Cosentino – Fizemos diversos ajustes e começamos a tomar diversas medidas para conectar as coisas. O conhecimento trazido da Bematech é importante e passamos a inserir isso no nosso sistema. Mas esse é um processo gradual.

Computerworld Brasil – As pesquisas recentes da FGV, que medem o market share, apontam que a Totvs perde uma pequena parcela anualmente. Isso preocupa vocês?
Cosentino – O mais importante é ter maior relevância em tudo que você está fazendo, conectando todas as pontas. A pesquisa não pega, por exemplo, os clientes dos meus clientes que usam nosso software. Quando você analisa, vê que o mercado é bem maior do que está sendo endereçado pela pesquisa. Não estamos preocupados em termos de percentual de market share, mas sim sobre o quanto estamos conseguindo, de fato, fazer com que nossos clientes vivam a transformação digital para serem competitivos. O processo de digitalização do setor também passa por vários setores. Vemos que há muita coisa acontecendo, em vários setores. Sem querer diminuir os resultados do estudo, mas se olharmos para o todo, estaríamos ganhando mercado ou mantendo os mesmos patamares.

Computerworld Brasil – A Totvs enfrentou um período turbulento na troca de comando. Como ficou o plano de sucessão com a passagem do Rodrigo Kede?
Cosentino – Esse plano está congelado. Entendemos que não houve o retorno esperado. Precisamos lembrar que era um plano de três anos e [no período da saída de Rodrigo Kede] estávamos na metade desse processo. Apesar de postergada a sucessão, tudo aquilo que tínhamos planejado fazer, estávamos fazendo. Hoje estou no comando e temos uma equipe totalmente preparada para todos os desafios.

Computerworld Brasil – O projeto de nomear um sucessor será retomado?
Cosentino – Não dentro de um horizonte de curto prazo. Por que iniciamos um processo de sucessão? Quando identificamos uma pessoa, criamos uma oportunidade. Como fundador e conselheiro, quero sempre estar na posição de contribuir da melhor maneira para a companhia. Havia todo um planejamento da sucessão. Basicamente, foi o motivo de ter a pessoa e gerar a oportunidade. Quando isso não deu certo, voltamos ao modelo que corria em paralelo. Dizemos que na Totvs sempre temos um plano A e um plano B, que, quando preciso, entra em execução sempre que a empresa sofra nenhum impacto.

Computerworld Brasil – Como estão os planos de fusão e aquisição?
Cosentino – Somos uma empresa consolidadora no mercado brasileiro. Continuamos focados em fortalecer o nosso core. Estamos sempre avaliando oportunidades que reforcem nossa oferta segmentada e gerem valor para os clientes. A complementaridade em software e tecnologia é o nosso principal alvo.

Computerworld Brasil – Aparentemente, vivemos um momento intenso de surgimento de startups no Brasil. Como empreendedor, qual é sua visão sobre isso?
Cosentino – Sou um grande incentivador. Acho que é bom para o país. Além disso, também acompanhamos muito o avanço de conceito de Labs. Cada vez mais estamos nos parceirizando com clientes para que as iniciativas de inovação estejam integradas. Outro dia, um investidor me perguntou o que estamos fazendo para que a Totvs não se torne uma Chernobil [usina nuclear na Ucrânia desativada em 1986 depois de um acidente]. A princípio não entendi a pergunta, aí ele citou que via grandes fornecedores de ERP como Chernobil. Ou seja, todos aqueles sistemas não serão desativados, mas o que está lá dentro ficará lá dentro e o que estiver fora não vai entrar, até que novas formas de energia alternativas sejam criadas e a usina seja esquecida.

Computerworld Brasil – E o que a Totvs está fazendo para não se transformar em uma Chernobil?
Cosentino – Nos últimos anos, estamos buscando constantemente inovações no nosso produto. Mencionei para esse investidor o movimento que fizemos de redução do tamanho do ERP, que diminui a ponto de virar um motor de cálculo levando todos os outros processos para estarem em uma camada acima e funcionar de forma integrada. Dessa maneira, a Totvs se transforma em uma plataforma. Não somos um Chernobil porque ao invés de mantermos algo grande e difícil de ser controlado, começamos a reduzir.

Computerworld Brasil – É aí que entra o Fluig. Aliás, como está a plataforma?
Cosentino – Está caminhando bem. Integrado outros de nossos produtos, ele passa a ser a interface desse motor do ERP.

Computerworld Brasil – Em que pé estão os planos de internacionalização?
Cosentino – No mercado externo, já atuamos na América Latina e temos o laboratório de inovação no Vale do Silício. Como começamos a transformar nossa solução em uma plataforma tecnológica de negócios (business technology platform), o plano é seguirmos embarcados nas soluções criadas por empresas em nossa plataforma.

Computerworld Brasil – Quais os focos de investimento agora?
Cosentino – Continua sendo no fortalecimento da segmentação e em tecnologias que tragam diferenciação para os clientes.

Computerworld Brasil – E os alvos de mercado?
Cosentino – Queremos o mercado inteiro, pois a interligação entre as empresas é grande. Atualmente, o maior volume de geração de leads é na base da pirâmide. E queremos colocar nossa bandeira nas pequenas empresas, para acompanhar seu crescimento rumo ao topo da pirâmide. Atualmente, são as menores empresas as que têm mais capacidade de investir em TI. É onde, apesar dos valores serem mais baixos, há crescimento.

Computerworld Brasil – O momento econômico brasileiro influencia as estratégias?
Cosentino – Entendemos que tem muita gente disposta a investir no Brasil. Apesar de tudo que está passando, continuamos a ser um mercado que cresce. Olhando para esse ano, creio que em 90 dias, veremos uma melhora no ambiente econômico e em 2017 vamos colher os ajustes feitos na economia. Felipe Dreher Leia mais em computerworld 27/06/2016

27 junho 2016



Senior adquire canal de Minas Gerais

A Senior adquiriu a Senior Unidade Minas Gerais, que como um canal de distribuição de soluções da marca no estado. Com a operação, a empresa quer crescer sua presença em Minas Gerais, que hoje representa um dos maiores mercados para a companhia.

Com a aquisição, a Senior assume a carteira de 245 clientes atendidos até então pelo canal.

“A operação deve trazer um faturamento de aproximadamente R$ 13 milhões no primeiro ano e representa uma oportunidade de ampliar nossas ofertas para novos e atuais clientes em Minas Gerais”, afirma Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior.

Para Hermínio Gastaldi, diretor de Mercado da Senior, a região apresentar uma boa oportunidade para a Senior

“O estado mineiro representa hoje o terceiro maior PIB brasileiro, atrás somente dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e tem importantes empresas de segmentos como agropecuária, indústria e serviços, fundamentais na estratégia de crescimento da companhia”, acrescenta.

A Senior, de Blumenau, tem atualmente cerca de 1,2 mil colaboradores distribuídos por todo o Brasil, por meio de filiais, escritórios e unidades de negócios. Além disso, o grupo conta com mais de 150 consultores e cerca de 100 canais de distribuição.

Em janeiro, a Senior comprou a operação do seu canal de distribuição Somos Tecnologia em Caxias do Sul. Com a negociação, a Senior assumiu o atendimento dos cerca de 80 clientes da Somos, um faturamento anual estimado em R$ 2,2 milhões.

Essas não foram as primeiras negociações da empresa envolvendo canais. Em 2013, a companhia adquiriu a PMS Informática, canal sediado em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Com a aquisição, a Senior incorporou uma carteira com 600 clientes.

No final de 2011, a empresa adquiriu a totalidade da divisão Senior da Ruá, empresa sediada em Porto Alegre que atuava como revenda no Rio Grande do Sul.

Além disso, a empresa fechou transações mais recentes focadas na ampliação do portfólio da companhia, focando na gestão de frotas.

No final do ano passado, a companhia comprou a Softran, empresa de Joinville focada em soluções direcionadas a transporte de carga, logística e frotistas. Um ano antes, a empresa de Blumenau comprou a Sythex, uma das maiores empresas brasileiras de sistemas para gerenciamento de armazéns (WMS, na sigla em inglês).

A Senior fechou o ano passado com uma receita consolidada de R$ 224 milhões, uma alta de 16% frente ao ano anterior. O resultado ficou abaixo da meta de 25% projetada pela companhia. Júlia Merker // Leia mais em baguete 27/06/2016



FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 20 a 26/jun/16

Anunciadas 15 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 20 a 23/jun/16. Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 6 setores.

ANÁLISE DA SEMANA

Principais transações.

NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • Abilio Diniz é o novo sócio da Wine.com.br. , negócio virtual de vinhos e dona da marca WBeer.com.br. A compra foi feita por meio da Península Participações, empresa de investimento do bilionário referência em fechar negócios bilionários no varejo. 21/06/2016
"Market Movers” - Exterior

  • Fabricante de ferramentas em São Leopoldo compra parte de empresa chinesa. Fabricante de ferramentas, a Stihl comprou uma participação na empresa chinesa Globe Tools. É uma indústria do segmento de produtos a bateria e equipamentos elétricos. A sede da empresa fica na cidade de Changzhou, na China. O valor do negócio não foi divulgado. 24/06/2016
  • Randstad anuncia aquisição da Twago.  A Randstad, fornecedora de soluções em Recursos Humanos, anunciou recentemente a aquisição da plataforma europeia de freelancers Twago. Com essa operação, a gigante multinacional holandesa, que fechou o ano de 2015 com um volume de negócios combinado da ordem de 19,2 bilhões de euros, acelera sua estratégia de atuação neste mercado, que tem foco nos profissionais independentes. Com mais de 20 anos atuando no Brasil, por meio da RH Internacional, a Randstad mantém 21 filiais distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pernambuco, Amazonas, Paraná, Goiás e, dedicando-se fortemente aos seguintes serviços especializados: Recrutamento Especializado, HR Solutions, Recrutamento & Seleção, Recrutamento & Gestão do Talento Temporário, Recrutamento& Gestão Integrada do Talento Alocado e Outsourcing. 25/06/2016
  • Grupo francês compra empresa de softwares industriais suíça Autoform. O grupo de francês Astorg aceitou comprar a fabricante suíça de softwares industriais Autoform pelo equivalente a 721 milhões de dólares, disseram pessoas familiarizadas com o acordo. A Autoform, que faz softwares que ajudam montadoras a transformar lâminas de metal em veículos, foi avaliada em cerca de 19 vezes a expectativa de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Autoform, disseram as pessoas.24/06/2016
  • Startup recebe aporte e planeja investir no Brasil. A Plataforma global de aulas particulares Preply, um serviço que ajuda as pessoas a encontrar professores on-line e locais de idiomas, matérias escolares e vários hobbies, arrecadou US$ 1,3 milhões em um novo investimento feito pelos investidores-anjo Mariusz Gralewski  e outros investidores-anjo em uma rodada de investimentos chamada “Seed Round”. O financiamento irá apoiar o desenvolvimento a longo prazo de produtos Preply para professores particulares, e crescimento alcance de mercado, além de alimentar ainda mais a expansão e operação da empresa no Brasil. A fim de alcançar este objetivo ,a Preply abrirá novas vagas.23/06/2016
  • Konecta fecha mais uma aquisição. Além da Allus, grupo espanhol compra 49% do capital da mexicana B-Connect. Em busca de se tornar uma gigante de BPO na América Latina, a Konecta anunciou a compra da Allus na última semana. Porém, essa não foi a única investida da empresa espanhola na região. Ela também acaba de assinar a aquisição da B-Connect, no México. Em uma primeira fase, a empresa adquire 49% do capital social e, antes do final do segundo trimestre do próximo ano, pode chegar a uma participação total de 80%. 23/06/206
  • Empresa chinesa compra produtora de "Clash of Clans" por US$ 8,5 bilhões. Fenômeno nos celulares e tablets, "Clash of Clans" tem números impressionantes tanto de jogadores quanto de faturamento. A Tencent, empresa chinesa responsável pelo app We Chat e pelo portal local QQ, fechou um acordo para comprar os 73% da Supercell que antes pertenciam aos japoneses da SoftBank. O negócio foi fechado pelo valor de US$ 8,57 bilhões.21/06/2016
  • Basf anuncia compra da Chemetall por US$ 3,2 bilhões. Empresa de tratamento de superfícies irá complementar divisão de tintas. A Basf anuncia a compra da Chemetall, empresa de atuação global especialista em tratamento de superfícies metálicas e que pertence ao Grupo Albemarle, do setor químico. A transação, que está sujeita à aprovação regulamentar, foi avaliada em US$ 3,2 bilhões e a estimativa é de que o negócio seja concluído até o fim deste ano, conforme comunicado divulgado pelas empresas na segunda-feira, 20. 20/06/2016

HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA

  • Camargo Corrêa diz que ainda estuda venda de participação na CPFL. A Camargo Corrêa informou hoje que está avaliando oportunidades estratégicas relacionadas ao seu portfólio e ainda não tomou qualquer decisão sobre a venda total ou parcial de sua fatia na CPFL Energia. A Camargo Corrêa possui 23% da companhia elétrica. 23/6/2016
  • Conversas entre Estácio e Unip não prosperam. Alvo de propostas de dois grupos educacionais, a Estácio Participações tentou sem sucesso aproximação com a Unip, enquanto a Ser Educacional prepara novos termos de sua proposta até o começo da próxima semana. A Estácio informou ao mercado que seu segundo maior acionista e atual presidente-executivo, Chaim Zaher, teve conversas informais e preliminares com representantes da Unip, mas que elas não prosperaram e não foram discutidas no âmbito do Conselho de Administração.24/06/2016
  • Maggi fala em privatizar armazéns e setor mostra otimismo com medida. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou ontem, em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, que o governo federal estuda a venda de armazéns públicos à iniciativa privada. Sobre a questão dos armazéns, Blairo Maggi afirmou que a melhor opção seria "a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] ficar mais na regulação e comprar armazenagem do setor privado, quando precisar”. "Os armazéns estão velhos e sucateados. Não há necessidade do governo colocar capital para administração desses espaços com a iniciativa privada interessada em investir", avalia o presidente da SRB. Atualmente, são cerca de 451 armazéns públicos, sendo 178 da Conab e outros 273 de propriedade dos estados.24/06/2016
  • Estados devem privatizar. Os estados poderão entregar ativos para abater parte de suas dívidas com a União, que somam mais de R$ 400 bilhões. Além disso, o governo federal vai apoiar a privatização de empresas estaduais a fim de que os governadores obtenham recursos para pagar os débitos. No entanto, não há exigência de que companhias públicas sejam vendidas. “Há disposição em aceitar ativos dentro da negociação com os estados, mas não há determinação do governo federal se determinada empresa será ou não privatizada como forma de redução do estoque da dívida”, afirmou o ministro interino do Planejamento. “A venda de empresas estatais é uma decisão que cabe a cada governador apresentar, dentro do processo de negociação.”23/06/2016
  • Usinas da Duke na AL atraem interesse de China e Canadá: A Brookfield Asset Management, maior gestora de ativos alternativos do Canadá, e a China Three Gorges estão entre as empresas que estudam ofertas pelas usinas de energia latino-americanas da Duke Energy. A geradora de eletricidade estatal chinesa State Power Investment também avalia apresentar proposta pelos ativos, segundo as pessoas. A venda poderia chegar a mais de US$ 2 bilhões, disseram as pessoas, pedindo anonimato porque a informação é privada.  Metade dos ativos está no Brasil, onde a seca e a crise econômica prejudicaram os resultados da Duke Energy no ano passado, e o restante na Argentina, no Chile, no Equador, em El Salvador, na Guatemala e no Peru.  21/06/2016

 M & A - COMPRA

  • WTorre mira linhas de transmissão e estuda parceria para aeroportos. Com o mercado imobiliário parado, a WTorre está redirecionando sua mira para a infraestrutura. Fora da Lava-Jato, vai participar do próximo leilão de linhas de transmissão de energia, em agosto, e já sonda parcerias com operadores internacionais para disputar futuras concessões de aeroportos   26/06/2016
  • Visão estrangeira sobre investimentos no Brasil. Os investidores estrangeiros acompanham com bastante interesse este momento especialmente difícil que o Brasil atravessa. Com uma das maiores economias do mundo e um mercado de capitais que se desenvolveu muito durante as duas últimas décadas, o Brasil, com todos os seus problemas é, e sempre será, um mercado bastante promissor. Porém, é necessário restabelecer a confiança para que o capital estrangeiro volte para o país não apenas com finalidade de especulação e lucro rápido, mas com visão de longo prazo. Mais do que nunca, o governo precisa agir rapidamente para restabelecer essa confiança. O recente pacote de medidas anunciado pelo governo interino, com corte de gastos e perspectiva de reforma da Previdência Social, terá impacto positivo significativo caso seja aprovado. É importante ressaltar que, se de um lado as medidas são consideradas extremamente importantes e necessárias, de outro é reconhecida a dificuldade de aprovação pelo Congresso, em função dos sacrifícios de curto prazo que podem implicar.24/06/2016
  • Oi aciona gatilho para consolidação do setor. A recuperação judicial da operadora Oi pode ser o gatilho que investidores esperavam para deflagar a consolidação do setor de telecomunicações no país.  A Oi tem pela frente um percurso longo, mas importante para equalizar a dívida de R$ 65,4 bilhões e arrumar sua estrutura de capital. Essa é uma condição que investidores estrangeiros sempre consideraram essencial para arriscar uma proposta de fusão ou aquisição.23/06/2016
  • Experiente no setor, Wilson Ferreira defende consolidação em distribuição. De saída da CPFL Energia depois de 18 anos, Wilson Ferreira Junior permanece sendo um defensor da consolidação e escala no segmento de distribuição de energia e de maiores investimentos no segmento de infraestrutura, fundamental para a retomada da economia do país.. 23/06/2016
  • Francesa Altrad tem plano de entrar no Brasil. O grupo francês Altrad, um dos líderes mundiais de produtos de construção, busca oportunidade no Brasil e definiu o montante para aquisição no país: por volta de US$ 100 milhões (R$ 347 milhões). Em entrevista ao Valor, o presidente do grupo, Mohed Altrad, observou que está presente em quatro dos cinco continentes e quer entrar no Brasil como base para operações no resto da América do Sul. "Há alguns anos tivemos oportunidade no mercado brasileiro, mas veio a crise econômica e ficamos muito reticentes", afirmou. "Mas agora estamos abertos a aquisição, é bom acelerar quando os outros estão freando".22/06/16
  • Italiana Enel avaliará eventual aquisição da distribuidora de energia AES Eletropaulo. A elétrica italiana Enel pretende fazer uma oferta pela distribuidora de energia elétrica AES Eletropaulo, da norte-americana AES Corp, caso o ativo seja ofertado, disse a companhia nesta terça-feira, por meio da assessoria de imprensa.A elétrica italiana tem reiterado o interesse por ativos de distribuição de energia no Brasil, segmento no qual já atua por meio da Ampla, que atende parte do Rio de Janeiro, e da Coelce, responsável pelo fornecimento no Ceará. P 22/06/2016
  • Laboratórios caminham para nova rodada de consolidação. A indústria farmacêutica instalada no Brasil é palco, neste momento, de negociações que podem dar origem a uma nova rodada de consolidação, com maior concentração no segmento de genéricos. Notícias sobre potenciais operações, que podem chegar à casa do bilhão, circularam entre executivos de laboratórios na última semana e envolveram grandes nomes do mercado, entre os quais Medley, Teuto e TheraSkin, todas na ponta vendedora. 20/06/2016
  • Hospitais se preparam para receber recurso estrangeiro. Entre as iniciativas estão mudanças de gestão, busca por certificação internacional, auditoria externa e estímulo a políticas de compliance. Hospitais privados do país têm tomado medidas para profissionalizar seus negócios e torná-los mais atrativos a investidores estrangeiros. Entre as iniciativas estão mudanças de gestão, busca por certificação internacional, auditoria externa e estímulo a políticas de compliance. 20/06/2016
  • Bilionário egípcio quer se juntar a russo para comprar a Oi. O bilionário egípcio Naguib Sawiris: para ele, Oi é uma empresa de grande potencial, se dívidas forem sanadas. Uma empresa em crise é sempre um alvo mais fácil para os investidores – e é isso o que a Oi acabou se tornando para o bilionário egípcio Naguib Sawiris, desde ontem, quando a operadora entrou com pedido de recuperação judicial, com uma dívida de R$ 65,4 bilhões. Dono de uma participação majoritária na Orascom Telecom, ele já havia mostrado interesse em comprar a companhia na semana passada. No entanto, na manhã de hoje, deu uma entrevista à Bloomberg para ratificar a intenção de compra.21/06/2016
  • Brasil está barato para estrangeiros. Nem mesmo as crises política e econômica, com perda do grau de investimento do país, desemprego em alta e investimentos em baixa, tiram o apetite dos investidores em negociar participações relevantes ou parcerias para entrar ou aumentar market share no mercado segurador brasileiro. "Seguro é um segmento muito interessante no Brasil diante da baixa penetração que ainda tem no Produto Interno Bruto (PIB), de 6%, quando o ideal é chegar a 10%. Isso faz com que muita gente ainda queira entrar no mercado local, mesmo com a situação de crise atual", diz David Bunce, sócio da KPMG. O setor tem registrado, historicamente, entre cinco e dez transações por ano. Algumas resultam de aquisições iniciadas no exterior, com impacto no Brasil, como na compra da Chubb pela ACE, por US$ 28 bilhões, no ano passado, a maior negociação mundial no setor. O acordo colocou novo desafio para a ACE, que finalizava a integração da compra da carteira de grandes riscos do Itaú. Depois de uma acirrada disputa com AXA e HDI, a ACE acabou levando por R$ 1,5 bilhão, um múltiplo de quatro vezes o patrimônio líquido. 20/06/2016

PRIVATE EQUITY

  • GTFoods negocia venda de fatia a fundos estrangeiros. Com o pé no freio devido à crise econômica no Brasil, o grupo avícola paranaense GTFoods tem planos ambiciosos para retomar os investimentos em 2017. Além de anunciar  que obteve a aprovação de um crédito de € 37 milhões (o equivalente a R$ 150 milhões) junto ao governo alemão para erguer uma fábrica de embutidos no Paraná, o grupo está negociando um aporte de capital com fundos estrangeiros.  Vitor Bellizia, revelou que a empresa negocia a venda de uma "participação minoritária relevante". Segundo ele, o eventual aporte de um fundo daria suporte ao plano de investimentos da companhia, que almeja se tornar a terceira maior produtora de carne de frango do país até 2020. Para isso, teria de ampliar os abates diários dos atuais 720 mil frangos para 1 milhão de cabeças. 20/06/2016
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • Clariant adquire controle integral do consórcio com Carboflex no Brasil. Objetivo é expandir o atendimento ao mercado offshore. A aquisição dos 50% de participação da Carboflex faz parte da estratégia da Clariant Oil & Mining Services  de oferecer um portfólio amplo de produtos e serviços com logística integrada; O consórcio Clariant/Carboflex foi fundado em 2014 para projetar, construir e operar a planta localizada na Baía da Guanabara para prover soluções químicas confiáveis e de qualidade alinhadas com padrões rigorosos de segurança e proteção ambiental; Com o Terminal Portuário de Uso Privativo (TUP) desta planta, a Clariant oferece ainda vantagem competitiva adicional para atender as demandas do mercado offshore de petróleo e gás do Brasil.26/06/2016
  • General Shopping vendeu sua participação no empreendimento Poli Shopping Osasco. A General Shopping informou ontem que vendeu sua participação total no empreendimento Poli Shopping Osasco pelo valor de R$ 12,5 milhões. A companhia não informou o comprador. A venda foi realizada por meio de sua controlada Securis Administradora e Incorporadora. General Shopping se desfaz de participação no Parque Shopping Prudente. A General Shopping se comprometeu a vender a totalidade da sua participação no empreendimento comercial Parque Shopping Prudente para a J3 Administração de Bens, informou a empresa nesta segunda-feira, em comunicado à Comissão de Valores…. 16/06/2016
  • IOCHPE-MAXION Fato relevante. A IOCHPE-MAXION S.A.vem informar que em 19 de maio de 2016, foi celebrado contrato de subscrição e outras avenças entre a Companhia, Amsted Rail Brasil Equipamentos Ferroviários Ltda. (“Amsted Rail Brasil”), Greenbrier do Brasil Participações Ltda. (“GBX Brasil”) e Amsted-Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários S.A. (“Amsted-Maxion Fundição”), tendo por objeto principal a subscrição pela GBX Brasil de ações representativas de 19,5% do capital social da Amsted-Maxion Fundição, pelo preço total de subscrição de US$ 10 milhões (a “Operação”).19/05/2016
  • Cyrela faz acordo para investir até R$100 mi na Tecnisa. Cyrela: a Cyrela e acionistas controladores da Tecnisa vão investir pelo menos 124,7 milhões de reais na Tecnisa. A construtora e incorporadora Cyrela acertou um acordo para investir entre 73 milhões e 100 milhões de reais na rival Tecnisa, informaram as companhias. A operação vai envolver um aumento de capital de até 200 milhões de reais pela Tecnisa, no qual a Cyrela e os acionistas da Tecnisa Meyer Joseph Nigri e JAR Participações vão investir pelo menos 124,7 milhões de reais na Tecnisa. O preço de emissão das ações será de 2 reais. 24/06/2016
  • RCA investe na SiiLA. A Real Capital Analytics (RCA) comprou participação minoritária na SiiLA, empresa de tecnologia que fornece dados ao mercado imobiliário. A RCA, líder global no fornecimento de dados de mercado de capitais para o segmento imobiliário comercial, poderá agora fornecer a seus clientes informações de operações do Brasil. 23/06/2016
  • Grupo Taschibra adquire Blumenox. O Grupo Taschibra, de Indaial, adquiriu a Blumenox, empresa de Blumenau especializada em luminárias de alto padrão. A compra faz parte do planejamento estratégico da empresa para ampliar os segmentos de clientes. Hoje, a Taschibra produz 4,5 milhões de luminárias por ano e é uma das líderes da América Latina.  21/06/2016
  • Abilio Diniz é o novo sócio da Wine.com.br. Depois de se unir ao empresário Jorge Paulo Lemann para comprar uma pequena rede de padarias em janeiro, Abilio Diniz é o novo sócio da Wine.com.br, negócio virtual de vinhos e dona da marca WBeer.com.br. A compra foi feita por meio da Península Participações, empresa de investimento do bilionário referência em fechar negócios bilionários no varejo, com a intenção de ampliar a operação para América do Sul para, com o tempo, passar a ter uma operação global. O controle da plataforma segue com a e.Brics Digital, do Grupo RBS, com o atual presidente da empresa, Rogério Salume, no comando, e Fernando Opitz, primeiro investidor do projeto, na sociedade. 21/06/2016
  • Dasa compra Laboratório Gaspar por R$ 59,4 milhões. O conselho de administração da Diagnósticos da América (Dasa) aprovou, sem ressalvas, a aquisição de 100% do capital social da sociedade civil Antonio P. Gaspar S.S. - nome do Laboratório Gaspar, empresa maranhense que atua no ramo de laboratórios médicos. O preço total da compra é de R$ 59,43 milhões. 20/06/2016
  • Grupo francês Avril compra a brasileira Salus, especializada em alimentação animal. O grupo francês Avril anunciou que entrará como sócio majoritário no capital da empresa brasileira Salus, especializada na produção de aditivos para rações animais. Avril, com a filial MiXsicence, vai tornar-se "acionista majoritário do Salus Group", afirma em um comunicado o presidente do grupo, Xavier Beulin. O faturamento da Salus, produtor de aditivos minerais e vitamínicos de granulados destinados à alimentação do gado, chegou a 24 milhões de dólares em 2015. 20/06/2016
  • Startups abrem opções para o mercado. Em comparação a outros países, o Brasil ainda está em fase embrionária em termos de aproveitamento do potencial que a tecnologia pode trazer ao mercado de seguros. Atualmente o setor conta basicamente com processos de cotação, transmissão e poucas outras operações on-line. "Se as seguradoras conseguissem integrar os sistemas de suporte à venda e o pós-venda, teríamos uma grande redução de custo operacional, tanto do lado das seguradoras como das corretoras", afirma Marcelo Blay, CEO da corretora Minuto Seguros.  Italo Flammia, diretor da Oxigênio, aceleradora de projetos da Porto Seguro, conta que ela começou a ser idealizada em maio de 2015 e em janeiro estava selecionando cinco startups de mais de mil ideias recebidas na chamada. As cinco fintechs - como são chamadas as startups do setor financeiro - têm grande sinergia com os produtos da Porto Seguro. Entre as escolhidas, o executivo cita a Bynd;  PDVend; Planejei; Trackage; Telep. 20/06/2016 

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES  



BM&FBovespa sugere mudanças em OPA e free float em novas regras para Novo Mercado

A BM&FBovespa apresentou nesta segunda-feira sugestões de mudanças nas regras de listagem de empresas que fazem parte do Novo Mercado e Nível 2, os segmentos com regras mais rígidas de boa governança corporativa.

A proposta surgiu após um período de consulta pública que recebeu 143 sugestões, incluindo diretrizes sobre ingresso e saída do Novo Mercado e situações em que empresas ficam sujeitas a sanções, além de prazos de adaptação e tratamento excepcional.

Uma das mudanças propostas é de que o volume mínimo de ações em circulação (free float) possa ser reduzido dos atuais 25 para 20 por cento em certas circunstâncias.

O projeto também propõe novos critérios para definir quando um membro do conselho de administração pode ser considerado independente. Sobre a saída voluntária de uma companhia dos segmentos citados, o documento sugere realização de OPA, a preço justo, com pagamento à vista em dinheiro, desde que haja quórum de aceitação de 50 por cento dos acionistas

O documento também inclui novas regras para compra de participação relevante, fiscalização e controle, auditoria interna e área responsável por adequação a normas (compliance).

Concluída a consulta pública, o projeto agora vai para uma segunda fase, em que as propostas serão discutidas em audiência pública por companhias abertas, investidores, intermediários e agentes do mercado, até 9 de setembro.

Em seguida, a discussão entra na fase final, envolvendo exclusivamente as empresas listadas Novo Mercado e no Nível 2, no período de 7 de novembro e 6 de fevereiro de 2017. As companhias citadas decidirão sobre as mudanças propostas, que precisam de aval de dois terços para entrarem em vigor (Por Aluísio Alves) Reuters Leia mais em dci 27/06/2016



Fatias da Eletrobras em ativos que podem ir à venda valem R$ 20 bi, diz ministro

O Ministério de Minas e Energia apresentou um estudo que diz que que as participações da estatal Eletrobras (ELET3) em 174 Sociedades de Propósito Específico (SPEs) valeriam cerca de R$ 20 bilhões, disse nesta segunda-feira (27) o ministro das Cidades, Bruno Araújo, após reunião do núcleo de infraestrutura do governo do presidente interino Michel Temer.

Na reunião, no entanto, não foi informado quais dessas participações, que envolvem fatias em usinas e linhas de transmissão, poderiam eventualmente ser vendidas à iniciativa privada.

"Esses ativos estariam à disposição para reduzir o impacto do endividamento (da estatal)...mas seria considerado o devido momento econômico, de liquidez, e o momento do país, para que esses ativos, sendo passados à iniciativa privada, o sejam da melhor forma", disse Araújo a jornalistas.

As SPEs são sociedades montadas pela Eletrobras com outras empresas para tocar projetos específicos, que vão de grandes hidrelétricas a parques eólicos e linhas de energia. Os 20 bilhões de reais mencionados pelo ministro referem-se apenas à soma das participações da estatal nas SPEs, e não ao valor total das sociedades.

Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho afirmou que a Eletrobras deverá buscar vender ativos para gerar caixa, o que poderia envolver subsidiárias de distribuição de energia e as fatias nas SPEs.

Araújo também disse que o Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) tem disponíveis cerca de R$ 20 bilhões para ajudar a "fortalecer o programa de concessões e Parcerias Público Privadas (PPPs)", disse Araújo.

Segundo o ministro, esse dado foi informado, na reunião, pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.  Leonardo Goy  (Reuters) - (Edição de Aluísio Alves e Luciano Costa) Leia mais em uol.bol.27/06/2016



Indicadores mostram que crise "perde fôlego", diz Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) vê "indícios de que o início da recuperação pode estar mais próximo". O caminho para a retomada, aponta a Carta de Conjuntura de junho, passa pela indústria, que já esboça uma saída do vermelho pelo comércio exterior. "Se por um lado, o elevado grau de disseminação e intensidade da queda da atividade econômica lhe confere um caráter resiliente, por outro o desempenho recente de alguns indicadores sugere que a crise começa a perder fôlego", escreveu o economista do Ipea Leonardo Mello de Carvalho, que assina a carta.

Esse impulso pelo mercado externo iniciado na indústria pode servir como estopim para um ciclo positivo, observa Leonardo de Carvalho. O problema é que o Brasil é um país fechado ao comércio exterior e isso pode deixar a recuperação mais lenta.

Por outro lado, alerta o economista do Ipea, deixa o país menos vulnerável à turbulência internacional provocada pelo anúncio da saída do Reino Unido da União Europeia. "Ainda é cedo para afirmar qual será o impacto, mas gera incertezas", analisou. "Como tudo tem dois lados, em caso de uma crise o Brasil também é afetado, mas nem tanto se tivesse uma abertura maior. O fato é que a gente não está imune de modo nenhum", acrescentou.

Para a crise interna do país, á luz no fim do túnel, acredita o Ipea, mas o trajeto é longo e os indicadores mostram que a recuperação cíclica ainda é lenta. "Pelo menos as coisas pararam de piorar. Antes de iniciar qualquer recuperação é preciso parar de cair", destacou Carvalho.

A queda de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, foi bem menor do que o tombo de 1,3% no fim do ano passado. "O ajuste proveniente do setor externo começa a gerar efeitos positivos, notadamente nos setores industriais mais voltados para o comércio exterior". A ajuda do câmbio se dá pelo aumento das exportações, principalmente de setores têxteis, calçados e madeira, e estimula a substituição de importações, reforçou o instituto.

A indústria vem reduzindo o tamanho das quedas desde o segundo trimestre do ano passado, quando o PIB do setor recuou 3,7%. Entre janeiro e março de 2016, a indústria caiu 1,2%. "Ainda assim, o carregamento estatístico do setor passou de -2,9% para - 4,3%", afirmou o Ipea.

Os indicadores parecem mostrar que a indústria já atingiu o pior momento, mas "o caminho de recuperação aparentemente será longo. O nível da produção industrial, tendo por base a série com ajuste sazonal, permanece pouco acima do patamar verificado em dezembro de 2008, que foi o mínimo atingido na recessão provocada pela crise financeira internacional".

Desde março de 2014, na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria tem resultados negativos: são 26 taxas seguidas. E o indicador acumulado em 12 meses até ficou menos negativo, de retração de 9,7% para queda de 9,6% entre março e abril, mas ainda está num nível muito ruim.

A atividade econômica ainda terá que superar outro problema: "espera-se recuperação mais lenta do consumo de bens e serviços, cujo desempenho está fortemente associado à dinâmica do mercado de trabalho", destacou o Ipea.

O primeiro trimestre revelou que a queda na demanda interna foi tão intensa que, pela primeira vez desde 1996, início da série histórica do IBGE para esse indicador, houve variação negativa em termos nominais, de 0,7%. "A trajetória de deterioração da absorção doméstica reflete os impactos negativos provenientes do desempenho do mercado de trabalho sobre o comportamento do consumo das famílias", afirmou o Ipea na carta.

Apesar de um ajuste nos estoques e um crescimento do otimismo no empresariado, o investimento medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) permanece baixo e tende a continuar assim. A queda de 2,7% na passagem do fim do ano passado para o primeiro trimestre de 2016 foi o 11º recuo nessa comparação. Período no qual, segundo o Ipea, o recuo acumulado é de 27,1%.

O Ipea aposta num avanço de 2,8% em abril, com ajuste sazonal. "A melhora da confiança dos investidores em relação ao futuro da economia brasileira pode contribuir para aumentar o retorno esperado dos investimentos", completou o texto. O problema, destaca o instituto, é a queda continuada da demanda doméstica, que reduziu a utilização da capacidade industrial e "poderá retardar a recuperação dos investimentos", ponderou o Ipea.

O consumo das famílias está acelerando a queda, após recuar 0,9% no último trimestre de 2015 perdeu 1,7% entre janeiro e março. Esse é o lado mais severo da recessão, conclui o Ipea. Valor Econômico - Leia mais em abinee 27/06/2016




Oi calcula desconto de 50% na dívida se houver novo sócio

A Oi tem dois meses para apresentar seu plano de recuperação judicial, mas já definiu as diretrizes da proposta aos credores. No cenário mais otimista, a companhia espera a entrada de um grupo de investidores, o que garantiria descontos menores aos credores –cerca de 50%.

Nas negociações anteriores, que não prosperaram forçando a companhia a negociar na Justiça, os credores aceitaram descontos de, no máximo, 70%. Isso levaria os acionistas atuais a uma diluição tão grande que perderiam seus assentos no conselho de administração. Ou seja: deixariam o comando da tele.

Hoje, a companhia trabalha com três cenários –e todos preveem descontos. No primeiro deles, o credor trocaria uma parte da dívida renegociada em ações da Oi e receberia a diferença em parcelas (essa fatia ainda dependerá do preço da ação a ser usado no cálculo, algo que não foi definido). O prazo será maior que seis anos, como previa a negociação anterior.

Na segunda opção, o credor poderá receber toda a dívida em ações. Mas existe um plano B, que poderá mexer em tudo: a entrada de um novo investidor.

Até o momento, existem conversas extraoficiais de um operador de telefonia e investidores financeiros interessados em adquirir uma "fatia considerável" da companhia.

Com esse dinheiro novo, cerca de R$ 8 bilhões, alguns credores poderiam vender suas novas ações da empresa, pós renegociação, para o novo "entrante".

Esse plano não considera uma oferta pela compra de todas as ações da empresa, algo que também pode acontecer caso algum interessado se apresente à Justiça.



O detalhamento da proposta será feito por uma empresa, provavelmente um braço da consultoria McKinsey.

A proposta detalhada apresentará um portfólio com opções. Dependendo do tipo de credor e do valor da dívida, haverá diversas taxas de desconto e diferentes contrapartidas em ações.

Seria até possível que, para dívidas menores (abaixo de R$ 100 mil, por exemplo), a companhia pagasse à vista.

Credores que derem descontos maiores poderiam se habilitar a vender todas as suas ações para o novo investidor da Oi.

ANTECEDENTES

A Folha apurou que os principais acionistas estão alinhados com a equipe da Oi sobre os termos iniciais do plano. Querem evitar surpresas como a demissão do então presidente da companhia Bayard Gontijo.

O executivo negociava com credores estrangeiros nos EUA e demitiu-se por videoconferência depois de uma discussão com o representante dos acionistas da Pharol. Os sócios portugueses foram contrários à contraproposta dos credores, que exigiam ficar com 95% da Oi em troca de um desconto na dívida.

Outro ponto foi a baixa adesão. A Oi só localizou um terço dos credores estrangeiros e eles exigiam que a companhia fechasse acordo com ao menos 95% deles.

Com pouco tempo para isso, não restou outra saída a não ser entrar com pedido de recuperação judicial.  - Folha de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 25/06/2016



Odebrecht vende concessões de rodovias no Peru.

 Estimativa é que grupo receba até R$ 1,5 bilhão com a venda de 57% de participação na Rutas de Lima ... Leia mais em Valor econômico em 27/06/2016
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Odebrecht vende concessões de rodovias no Peru

A Odebrecht fechou a primeira venda do programa de reestruturação financeira e estratégica que se tornou necessário com a restrição de liquidez desencadeada pela Operação Lava-Jato. O grupo canadense de investimentos em infraestrutura Brookfield comprou 57% da companhia de concessões
rodoviárias do conglomerado brasileiro no Peru, chamada Rutas de Lima. O negócio é estimado entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

A Odebrecht confirma ter recebido o pagamento, mas não informa o valor. A estimativa de mercado era que a empresa peruana valia de US$ 650 milhões a US$ 750 milhões, em sua totalidade. "Os recursos da venda de Rutas de Lima serão recebidos pela Odebrecht Latinvest e enviados à holding para que sejam aportados nos negócios", disse Marcela Drehmer, vice-presidente financeira da holding controladora do grupo Odebrecht S.A. (ODB).

A Odebrecht Latinvest manteve 25% do negócio e o contrato para a realização das obras pela Odebrecht Engenharia e Construção.

Ebitda consolidado foi de R$ 20,7 bilhões em 2015, como deve mostrar o
balanço a ser publicado em breve

O conglomerado é acompanhado de perto pelos grandes bancos do país, públicos e privados BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco e Santander. A companhia enfrenta um grave cenário de liquidez, em função do envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, que afetou todo o setor de construção.

Por conta disso, em abril, o grupo anunciou ter posto à venda diversos ativos que podem trazer até R$ 12 bilhões em dinheiro, quando concluído em 2017.

Tais vendas também vão reduzir em R$ 17,5 bilhões o endividamento consolidado e aliviar os compromissos da Odebrecht com suporte a projetos pré-operacionais.

Também estão próximos de serem concluídas as vendas do Gasoduto do Peru e da Odebrecht Ambiental a maior das transações em dinheiro novo. Nos próximos dias, deve ser publicado o balanço da holding. O grupo tinha dívida bruta consolidada de R$ 110 bilhões no fim de 2015 a maior dívida corporativa privada do Brasil e R$ 26 bilhões em caixa.

O lucro antes do pagamento de juros e impostos e do desconto com depreciações e amortizações (Ebitda) somou R$ 20,7 bilhões um aumento de quase 50% ante os R$ 14,7 bilhões obtidos em 2014. Com isso, a relação entre a dívida líquida teve até um leve recuo, de 4,4 vezes para 4,05 vezes.
"Resolvemos a questão do balanço da construtora e, nos próximos dias, deve ser publicado o da holding. Agora, fechamos o negócio com Rutas de Lima, o primeiro da lista que colocamos à venda. Estamos avançando na reestruturação conforme falamos", explicou Marcela.

A preocupação dos bancos é pelo fato de o grupo ter diversos projetos em fase de maturação, muitos deles com contrato de suporte de capital concedido pela holding. Do caixa de dezembro, R$ 17,5 bilhões (67%) estavam concentrados em duas empresas: Odebrecht Engenharia e Construção e Braskem. Assim sendo, não estão efetivamente disponíveis para o conglomerado. Boa parte do dinheiro, inclusive, estava já comprometida com projetos em andamento.

A corrida agora é a assinatura da reestruturação da dívida da Odebrecht Agroindustrial, do setor sucroalcooleiro. Os compromissos totalizam R$ 13 bilhões. Tecnicamente, a dívida está vencida, mas os bancos concordaram em não executar enquanto negociam uma nova estrutura. A holding ODB é garantidora de parcela relevante da dívida. Daí a atenção ao caso.

A holding, oficialmente, não possui dívida. Mas, além do suporte a diversas captações e financiamentos, o BNDES, como praxe, tem a chamada cláusula  de "calote cruzado" (livre tradução para o jargão "cross default"). Quando um de seus débitos não é honrado, a instituição pode declarar vencidos todos os créditos dados ao grupo.

Os bancos vêem o conglomerado Odebrecht como um castelo de cartas. Ao mesmo tempo que buscam condições melhores (como garantias) para seus créditos, tentam evitar o agravamento da crise e uma recuperação judicial.
Nenhum deles quer enfrentar o provisionamento potencial do grupo.

O Valor apurou que a demora na assinatura da reestruturação da Agroindustrial deve-se à complexidade dos contratos em fase de confecção e à tentativa de resolver questões ligadas à holding. Da dívida original, R$ 4 bilhões serão assumidos pela ODB, que dará ações preferenciais da Braskem em garantia.

Além disso, aportará ativos de energia avaliados em R$ 2 bilhões. A dívida será alongada por cerca de dez anos. "Dentro da reestruturação do grupo, depois de assinarmos a renegociação da Agroindustrial, vamos focar em acelerar a solução para a Odebrecht Óleo e Gás (OOG)", contou a executiva. A OOG é a empresa detentora e operadora de sondas e plataformas de exploração. A dívida dessa unidade é da ordem de R$ 18 bilhões, ao câmbio atual garantidas com as próprias embarcações. De sete sondas detidas, seis foram financiadas com a emissão de títulos no mercado internacional de capitais. Os detentores dos papéis aguardam a renegociação dos contratos com a Petrobras.

Os bancos pressionam por um acordo de leniência do grupo, alvo de ação de R$ 7,3 bilhões do Ministério Público Federal (MPF) Por Graziella Valenti Fonte: Valor Econômico Leia mais em sinicon 27/06/16

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Odebrecht Latinvest Announces Sale of Controlling Stake of Peruvian Road Concession to Brookfield 

Odebrecht Latinvest has reached an agreement to sell 57% of Rutas de Lima, a road concession, to Brookfield, a global asset manager. Upon completion of the sale, Rutas de Lima will be owned by Brookfield and its institutional partners (57%), Odebrecht Latinvest (25%) and Sigma (18%).

All owners are committed to ensuring on-going development projects remain on track to be completed as previously planned.  They will focus on both improving operating services and identifying additional infrastructure investment opportunities.

The transaction has been formally reported to the Lima Prefecture.

ABOUT RUTAS DE LIMA
It is a self-sustaining concession in Lima, Peru’s capital, which includes the granting of the three major road access and exits of the capital: Panamericana Norte, Panamericana Sur and Ramiro Prialé, integrating 23 districts and benefiting all types of transport.

The main objectives of the Concessionaire are make the roads safer, work for the ordering of vehicular traffic and be recognized for providing high quality services.

ABOUT ODEBRECHT LATINVEST
A company member of Odebrecht Organization, Odebrecht Latinvest was created in 2012 to consolidate the road concessions already awarded in Peru and Colombia, as well as identifying new opportunities to invest in and operate transportation and logistics systems in Latin America (except brazil).

ADITIONAL INFORMATION
- Execution of the Concession Agreement: Jan 13, 2013
- Granting authority: Metropolitan Municipality of Lima
- 115-km stretch including the three main routes to and from Lima: Panamericana Norte, Panamericana Sur and Ramiro Prialé
- The concession registers average daily traffic of 250,000 vehicles in the stretches closer to the capital, and serves on average 3,000 road emergencies monthly<0 p="">- At the end of 2014, it registered the largest placement of bonds in Peruvian soles in the history of Peru's capital markets, obtaining 5 international recognitions for its financial structure
- World Finance - Project Finance Deal of the Year (2014) Award
- Latin Finance - Best Infrastructure Financing: Andes (2015) Award
- Latin Finance - Best Local Currency Infrastructure Financing (2015) Award
- Latin Finance - Best Road Financing (2015) Award
- IFM - Best Public Private Partnership Project (2015) Award
- In less than a year of concession, Rutas de Lima obtained the Tri-Certification Accreditation (ISO 9001 / ISO 18001 / OHSAS 14001)
- In less than two years, the concessionaire paved more than 2 million sq. meters of roads and used – for the first time in Peru – a warm mix asphalt (WMA), which significantly reduces environmental impact. Leia mais em odebrecht 27/06/2016



Intel considera venda de negócios de cibersegurança, diz FT

Intel: a companhia informou em abril que planejava cortar até 12 mil empregos no mundo

A fabricante de microprocessadores Intel está considerando a venda de seus negócios de cibersegurança, publicou o jornal Financial Times.

Segundo o jornal, a Intel tem conversado com assessores financeiros sobre as opções para a unidade Intel Security, conhecida anteriormente como McAfee e comprada pela companhia por 7,7 bilhões de dólares em 2011.

Um porta-voz da Intel não pode ser contatado de imediato para comentar o assunto.

A companhia informou em abril que planejava cortar até 12 mil empregos no mundo em estratégia para concentrar seus negócios na produção de chips para centrais de processamento de dados e dispositivos conectados à Internet. Reuters leia mais em exame 27/06/2016



Família Zaher planeja oferta pública por controle da Estácio

A família Zaher, que detém cerca de 14 por cento das ações da Estácio Participações, informou nesta segunda-feira que está avaliando a possibilidade de lançar uma oferta pública envolvendo um mínimo de 36 por cento do capital da empresa de educação superior privada.

Em comunicado ao mercado, em que a Estácio divulgou conteúdo de carta enviada pela família, os Zaher informam ter interesse em manter a Estácio listada no segmento Novo Mercado, da BM&FBovespa. A família é a segunda maior acionista da Estácio.

As ações da Estácio exibiam queda de 0,3 por cento às 10:39, enquanto o Ibovespa tinha desvalorização de 0,54 por cento.

"O número mínimo de ações objeto da oferta tem como objetivo garantir à família Zaher a aquisição do controle da Estácio", afirma a carta enviada à companhia, sem citar detalhes como preço pretendido pelas ações.

A intenção da família foi divulgada alguns dias depois que a rival de maior porte Kroton anunciou formalmente a intenção de compra da Estácio em uma transação toda em ações que prevê relação de troca de 1,25 ação da Kroton por cada papel da concorrente.

Na semana passada, fonte com conhecimento do assunto afirmou à Reuters que os Zaher planejavam votar contra a oferta da Kroton pois entendem que a relação de troca proposta pela rival deveria ser de pelo menos 1,5 ação. (Por Alberto Alerigi Jr.) Reuters Leia mais em bol.uol 27/06/2016



26 junho 2016

Fabricante de ferramentas em São Leopoldo compra parte de empresa chinesa

Fabricante de ferramentas, a Stihl comprou uma participação na empresa chinesa Globe Tools. É uma indústria do segmento de produtos a bateria e equipamentos elétricos.

A sede da empresa fica na cidade de Changzhou, na China. O valor do negócio não foi divulgado.

Stihl:
Faturamento global: 3,2 bilhões de Euros em 2015
Número de funcionários: 14.245 colaboradores no mundo
Globe Tools:
Faturamento global: 325 milhões de Dólares
Número de funcionários: 4.500 funcionários

A tecnologia de produtos a bateria é uma das áreas de maior crescimento no setor de máquinas portáteis.

- Com a compra, a Stihl reforça competitividade. – comemora o presidente executivo, Bertram Kandziora.

A Stihl recebeu o Prêmio Exportação RS 2016, na categoria Diversificação de Mercados. A sede brasileira da empresa fica em São Leopoldo. A sede mundial está na Alemanha. Leia mais em clicrbs 24/06/2016


26 junho 2016



Clariant adquire controle integral do consórcio com Carboflex no Brasil

Objetivo é expandir o atendimento ao mercado offshore

A aquisição dos 50% de participação da Carboflex faz parte da estratégia da Clariant Oil & Mining Services  de oferecer um portfólio amplo de produtos e serviços com logística integrada; O consórcio Clariant/Carboflex foi fundado em 2014 para projetar, construir e operar a planta localizada na Baía da Guanabara para prover soluções químicas confiáveis e de qualidade alinhadas com padrões rigorosos de segurança e proteção ambiental; Com o Terminal Portuário de Uso Privativo (TUP) desta planta, a Clariant oferece ainda vantagem competitiva adicional para atender as demandas do mercado offshore de petróleo e gás do Brasil.

A Clariant, uma das líderes mundiais em especialidades químicas, anunciou hoje a aquisição de 50% da participação da Carboflex no consórcio que construiu e opera a planta localizada na Baía da Guanabara. A unidade, localizada no Rio de Janeiro, Brasil, produz químicos usados em poços para exploração e produção de petróleo e gás. A aquisição é parte da estratégia de investimentos da Unidade de Negócios Oil & Mining Services da Clariant e permite à empresa assumir o controle total da planta para expandir sua oferta de produtos químicos para os clientes offshore, otimizando prazos de entrega.

“A conclusão desta aquisição consolida uma operação que vem sendo desenvolvida nos últimos anos, sendo elemento-chave de nossa estratégia de aprimorar a capacidade de suprimento e mais rapidamente atender às demandas da indústria brasileira de offshore”, destaca John Dunne, Diretor Global da BU Oil & Mining Services da Clariant. “Nossos planos para expandir ainda mais nosso portfólio e expertise técnica nos permitirão trabalhar com mais proximidade com os clientes no mercado brasileiro de petróleo e gás para atender seus desafios”.

A planta industrial produz um pacote completo de fluídos de perfuração e completação, que atende padrões rigorosos de segurança e proteção ambiental. Também compreende ampla infraestrutura, incluindo escritórios, depósitos, laboratórios e um Terminal Portuário de Uso Privativo (TUP), possibilitando à Clariant oferecer solução integrada, tanto em termos de produção como também de logística.

“Além da produção de fluídos, que são críticos para as atividades de exploração e produção de petróleo, a infraestrutura da planta permite à Clariant armazenar e despachar as soluções químicas pelo terminal portuário para os clientes que desenvolvem operações offshore no país”, explica Carlos Tooge, Vice-Presidente para a América Latina da Unidade de Negócios Oil & Mining Services da Clariant. A localização geográfica da unidade é estratégica, pois está próxima às três principais bacias – Santos, Campos e Espírito Santo –, responsáveis por mais de 90% da produção de petróleo no país. “Nosso objetivo é oferecer ao mercado brasileiro um portfólio completo de soluções para as operações offshore de exploração e produção de hidrocarbonetos”, conclui Tooge. Leia mais em Jornal do Brasil 26/06/2016