29 maio 2019

Rappi recebe aporte de US$ 1,2 bilhão e mira expansão no Nordeste

Na região, app que iniciar novas operações em Maceió, Aracaju e São Luís, além de expandir a atuação nas demais capitais

Com o investimento, o app mira crescimento nas capitais e a conquista de novos municípios brasileiros com mais de 400 mil habitantes / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

A Rappi, considerado primeiro super aplicativo da América Latina, recebeu um aporte de US$ 1,2 bilhão – maior investimento já realizado em uma empresa da região - para expansão das suas operações, sobretudo no Brasil. Do montante, US$ 1 bilhão veio do grupo japonês SoftBank e US$ 200 milhões de fundos de capital de risco que já haviam investido na startup, como Andreessen Horowitz, DST Global e Sequoia Capital.

Com o investimento, o app mira crescimento nas capitais e a conquista de novos municípios brasileiros com mais de 400 mil habitantes. No País, a expectativa é passar das atuais de 20 cidades para 70. Além disso, no Norte e Nordeste,  a startup de origem colombiana pretende ampliar a área de atuação no Recife, Fortaleza, Salvador, João Pessoa, Natal e Belém, bem como, ainda este ano, chegar a Maceió, Aracaju e São Luís.

 Os recursos que garantirão a expansão da operação também servirão como impulso para a  plataforma aumentar sua atuação como um “super app”, nova tendência dos negócios digitais. Segundo a gerente regional da Rappi no Norte e Nordeste, Georgia Sanches, a proposta do aplicativo já nasceu multivertical, indo além da entrega de restaurantes. “Por que ter vários aplicativos para funcionalidades diferentes, se dentro de um só você pode ter todas as funcionalidades de compra? Essa é a vantagem de um super app”, conta Georgia.

Crescimento
No Brasil, a Rappi registra um crescimento de 30% ao mês. Em toda a América Latina já são 3 mil funcionários compondo o quadro da empresa, além de 60 entregadores cadastrados.

No ano passado,  a startup lançou o sistema de pagamentos Rappi Pay no Brasil. Nele, os usuários podem realizar transferências de dinheiro, fazer pagamentos de pedidos e até mesmo saques com o sistema de delivery do app. Nos estabelecimentos físicos, ao escanear um QR Code do local, é possível inserir o valor da compra e efetuar a transferência. A inovação colocou a Rappi também no mercado de fintechs.

Após ter sido  acelerada pela Y Combinator em 2016, a Rappi recebeu no início de 2018 um aporte de US$ 185 milhões, o que permitiu a sua primeira expansão no Brasil e na América Latina. Em setembro de 2019, o novo aporte foi de US$ 220 milhões, tornando a empresa um unicórnio. Além do Brasil, a Rappi está presente na Colômbia, México, Argentina, Chile, Uruguai e Peru... Leia mais em jconline 29/05/2019

29 maio 2019



Amos Genish vai liderar varejo digital do BTG

Amos Genish, o fundador da GVT e ex-CEO da Vivo, vai se tornar sócio do BTG Pactual, liderando uma nova unidade de negócios consolidando as iniciativas digitais do banco no segmento de varejo.

Fontes do banco disseram ao Brazil Journal que Amos terá cerca de 4% do capital do banco e ficará baseado em Londres, onde mora desde que de... Leia mais braziljournal 28/05/2019
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Amos Genish lidera digital do BTG Pactual

É um reforço de peso para o banco, que perdeu alguns executivos para o novo C6Bank.

Amos Genish, fundador da GVT e ex-CEO da Vivo, vai se tornar sócio do BTG Pactual, liderando uma nova unidade de negócios que consolidará as iniciativas digitais do banco no segmento de varejo.

A informação é do site Brazil Journal, que revela ainda que Amos terá cerca de 4% do capital do banco e ficará baseado em Londres, onde mora desde que deixou o Brasil.

A unidade de negócios sob comando de Amos englobará o BTG Pactual Digital; serviços financeiros e crédito a pequenas e médias empresas via plataforma digital; a participação do BTG no Banco Pan; uma plataforma de seguros; e a boostLAB, a aceleradora de startups do banco.

Amos era até novembro CEO da Telecom Italia e saiu em meio a uma briga entre a Vivendi e o fundo ativista Elliott.

Antes de assumir a Telecom Italia em setembro de 2017, Amos Genish atuou como diretor-executivo de conteúdo na Vivendi.

O executivo israelense veio de uma temporada no Brasil, onde fundou e presidiu a GVT desde 2000 até sua incorporação pela Telefônica/Vivo em 2015. Genish passou a presidir também a Vivo, liderando a operadora brasileira até 2016.

O BTG já perdeu tempo no assunto fintech. Marcelo Kalim, Carlos Fonseca e Leandro Torres, todos egressos do BTG Pactual, investiram R$ 500 milhões em 2017 na criação do C6Bank, um novo banco digital ainda em fase de lançamento.

Kalim, o controlador do novo banco, era o segundo maior acionista do BTG, abaixo apenas de André Esteves.

O C6 tem mantido uma postura low profile, enquanto assegura as aprovações necessárias para lançar o que promete que vai ser uma nova grande fintech no mercado nacional.

A empresa já entrou no mercado de pagamentos, com a compra da NTK Solutions, um player de pequeno porte no mercado de máquinas de pagamento.

Com a compra, a NTK trocou de nome e agora se chama PayGo, informou a própria NTK em nota.

Vinícius Pessin, ex-diretor executivo para marketplace da B2W Digital, que ingressou na C6 em junho, foi colocado à frente da nova PayGo... Leia mais em baguete 29/05/2019


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Odebrecht conclui venda da Supervia e da Rota das Bandeiras

A Odebrecht concluiu nesta quarta-feira (29) a venda da Supervia, concessionária de transporte ferroviário do Rio de Janeiro, e da Rota das Bandeiras, responsável pelo corredor Dom Pedro, no interior de São Paulo. As operações, já aprovadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pelos respectivos poderes concedentes, vão render, juntas, um pagamento de R$ 2,45 bilhões ao grupo, que serão usados para abater dívidas.

De acordo com o Valor Online, com a conclusão, a concessionária Rota das Bandeiras passará a ser controlada pela gestora Farallon e pela companhia de investimentos Mubadala, de Abu Dhabi, que integrarão o Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

Esse fundo irá deter 85% do negócio, deixando 15% com a Odebrecht Transport (OTP), braço de transportes e mobilidade urbana do grupo. A operação foi fechada no início deste ano, pelo valor de R$ 1,65 bilhão.

No caso da Supervia, foram vendidas 88,67% das ações à Guarana Urban Mobility Incorporated (Gumi), controlada pela japonesa Mitsui. A OTP manterá 11,33% de participação. O contrato de compra e venda foi assinado em março deste ano, no valor de R$ 800 milhões... Leia mais em brhiaeconomico 29/05/2019
ODEBRECHT CONCLUI VENDA DA SUPERVIA E DA ROTA DAS BANDEIRAS



Ativos locais ganham força com sinais de articulação entre os três Poderes

A percepção de que o clima de tensão entre os três Poderes está mais ameno abriu espaço para redução de prêmio de risco nos mercados brasileiros.

Agora, o investidor vê motivos para ficar um pouco menos desconfiado com o ritmo de tramitação da reforma da Previdência, algo que sustenta a recomposição de preços dos ativos financeiros. .. Leia mais em valoreconomico 29/05/2019



Indústria caminha para seu décimo ano de crise

A indústria caminha para o seu décimo ano de crise e deve amargar, ao fim de 2019, uma década de retração, com tombo acumulado de mais de 10% no período. Enquanto isso, o PIB terá crescido quase 14% entre 2009 e 2019.

A distância entre os dois resultados dá a dimensão do drama do setor, que hoje opera com uma ociosidade muito próxima à do seu pior momento, registrado em outubro de 2016.

Em março, a produção industrial caiu 1,3% em relação a fevereiro e voltou para o campo negativo no acumulado em 12 meses (-0,1%), depois de 18 resultados positivos seguidos.

Especialistas lembram que, nos últimos tempos, o setor enfrentou duas graves crises, que ainda não foram superadas: a global de 2008 e are cessão interna entre 2014 e 2016. De acordo com o gerente de Indústria do IBGE, André Macedo, hoje o setor opera no mesmo patamar de fevereiro de 2009. Na prática, é como se a indústria não tivesse saído do lugar na última década.

—A partir de 2009, a indústria sofre um descarrilhamento, tivemos duas crises e estagnação. Quando a primeira crise chegou, deixou em carne viva os problemas da competitividade brasileira, que são estruturais devido à falta de investimentos em infraestrutura, à pesada tributação e ao baixo grau de inovação e produtividade. Isso tudo cria um ambiente de baixa competitividade e retrai oportunidades.

Em 2014, você mergulha de novo num acrise, e ela sedá em um ambiente que não é mais de crescimento forte, o que leva o seto rase afundar mais— comenta Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O economista Marcelo Azevedo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz que, apesar de o setor não enxergar um horizonte de recuperação consistente, há expectativas de melhora dos resultados com a aprovação das mudanças na Previdência, que podem acontecer nos próximos meses, e do encaminhamento da reforma tributária.

— É preciso implementar uma agenda de competitividade, arrumar as contas públicas para destravar o investimento do governo e contornar o sentimento de incerteza —afirma Azevedo.

RETRAÇÃO DISSEMINADA

Cagnin avalia que o governo precisa combinar agendas estruturais, como a reforma tributária, e conjunturais, que permitam recompor a demanda para que o setor voltear espirar, como foi feito em 2017, quando o governo liberou recursos inativos das contas de FGTS de trabalhadores e a indústria voltou a crescer:

—A reforma tributária é tão importante quanto a previdenciária para o setor. É preciso simplificar o sistema. Se gasta muita energia, muito dinheiro e muitos recursos humanos para pagar o emaranhado de tributos brasileiro.

Macedo, do IBGE, lembra que entre 2009 e 2018, à exceção da indústria extrativa, que beneficiada pela produção de minério de ferro e petróleo cresceu 7,2%, e da celulose (alta de 14,5%), os demais segmentos importantes da indústria amargaram quedas consideráveis no período: metalurgia caiu 19,6%; produção de veículos, 24,6%; máquinas e equipamentos, 28%; e alimentos, 4,2%.

— Com a recessão, a indústria de transformação perdeu representatividade. No pico, ela representava 25% do PIB, hoje está abaixo de 11%. A metalurgia

está operando com ociosidade muito alta, acima de 30% —diz Marco Polo Lopes, presidente da Aço Brasil.

O presidente executivo da Associação Brasileira da Industria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo, diz que a falta de competitividade é um dos principais problemas do segmento:

— Hoje, os produtos importados são 37% do mercado de químicos no Brasil. Fonte O Globo Leia mais em portal.newsnet 29/05/2019



Fundos negociam participação na Tecverde

Quatro fundos de investimentos estão no páreo de uma negociação por compra de participação acionária na empresa Tecverde Engenharia, apurou o Valor. A gestora de private equity BRZ Investimentos, o fundo de venture capital Monashees, a gestora de investimentos alternativos LGT Capital Partners e o IFC, braço de investimento do Banco Mundial.

As negociações, no momento, tratam de uma captação de até R$ 40 milhões pela Tecverde, para expansão das suas operações. A negociação em discussão seria basicamente uma captação primária, mas pode haver algum percentual de negociação secundária, conforme uma fonte.

A construtora já tem duas gestoras de participação em sua composição acionária - a GEF Capital Partners e a Performa Investimentos.

A GEF Capital comprou cerca de 40% da Tecverde em 2016, por R$ 20 milhões - o que avaliava a companhia em torno de R$ 50 milhões. Um ano depois, a Performa Investimentos comprou uma parcela de 19,13%, já com uma avaliação de valor de mercado em torno de R$ 80 milhões, conforme uma fonte.

A Tecverde Engenharia foi criada em 2009 e a empresa paranaense trabalha com o conceito de construção eficiente. A companhia utiliza a tecnologia "wood frame", que são paredes pré-fabricadas, com tubulações internas, para agilizar a produção e reduzir custos com mão de obra e perda de materiais.

Segundo o site da companhia, a tecnologia permite um processo de montagem quatro vezes mais rápido que a alvenaria convencional.

A empresa fornece o sistema construtivo principalmente para incorporadoras que atuam na produção para a baixa renda. O sistema tem aprovação para ser usado em projetos enquadrados nas regras de financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Jornalista: Maria Luíza Filgueiras Fonte:Valor Econômico .. Leia mais em portal.newsnet 29/05/2019





Citi vê PIB fraco e Previdência de R$ 500 bi

O economista-chefe do Citibank no Brasil, Leonardo Porto, tem uma visão cautelosa sobre as perspectivas de crescimento da economia brasileira para este ano e para os próximos, apontando motivos cíclicos e estruturais para o ritmo fraco de expansão - do cenário global mais adverso ao efeito contracionista da política fiscal, passando pelo menor PIB potencial.

Para 2019, ele projeta um avanço de 1,4%, estimativa que tem um "inequívoco viés de baixa", prevendo 2% para 2020 e também para 2021.

Segundo Porto, há uma preocupação grande dos investidores estrangeiros com as contas públicas, que passa pela Previdência, mas há "em paralelo uma preocupação adicional quanto ao baixo crescimento do Brasil nos últimos anos".

Porto acredita que a reforma da Previdência será aprovada pelo Congresso no quarto trimestre, com uma economia de R$ 500 bilhões em dez anos consideravelmente abaixo do R$ 1,25 trilhão embutido na proposta original do governo. Nas contas do economista, os R$ 500 bilhões resolvem "mais ou menos um terço" do problema fiscal brasileiro, o que significa que serão necessárias medidas adicionais para completar o processo de consolidação fiscal, como uma nova regra de reajuste do salário mínimo e a contenção dos gastos com o funcionalismo.

É preciso sair de um déficit primário de 1,5% do PIB para um superávit de 2% do PIB, afirma Porto, referindo-se ao esforço requerido para estabilizar a dívida bruta como proporção do PIB, considerando o resultado fiscal sem gastos com juros.

"A reforma da Previdência é uma parte importantíssima desse processo, mas não é suficiente para resolver a questão fiscal", ressalta Porto. Ela tampouco conseguirá destravar sozinha o crescimento, ainda que, se aprovada, vira-se a página de uma incerteza relevante.

Porto nunca teve uma previsão das mais otimistas para o crescimento de 2019 - em novembro de 2018, projetava 2,2%. Houve quem estimasse 3,5%.

O resultado decepcionante da atividade no primeiro trimestre deflagrou uma onda de redução nas previsões - hoje, o consenso de mercado é de 1,23%.

O economista do Citibank lembra que tem havido "um otimismo contínuo" nas expectativas em todo começo de ano, com a aposta de que o crescimento ficará bem acima do que foi no ano anterior. "Para entender isso, existem explicações cíclicas e estruturais", avalia ele. Porto começa pelas estruturais.

A primeira é que o PIB potencial brasileiro caiu significativamente nos últimos anos, diz Porto, falando do ritmo de expansão que não gera pressões inflacionárias.

Ele observa que o aumento da mão de obra caiu pela metade, de 1,8% em 2008 para cerca de 0,9% hoje. No caso do avanço do estoque de capital, a taxa de investimento rodava pouco acima de 20% do PIB e hoje está perto de 15% a 16% do PIB, nota ele. Além disso, há o problema da produtividade. "Se a gente disser que ela está crescendo, já seria um cenário positivo. A dúvida é se a produtividade não está contraindo", afirma Porto, para quem hoje o PIB potencial está em torno de 1% a 1,5%. Em 2008, era de cerca de 3,5%, segundo ele.

"E o crescimento cíclico tem sido mais lento do que se imaginava", diz Porto.

"Com os estímulos monetários, esperava-se que a reação fosse mais rápida do que está acontecendo." Ele enfatiza que, enquanto a política monetária é expansionista, com os juros básicos em níveis historicamente baixos, a política fiscal é contracionista, com União, Estados e municípios segurando gastos. A política de crédito dos bancos públicos também vai na mesma direção.

Para completar, "o crescimento mundial não é tão robusto como foi no período de 2003 a 2008", diz Porto, observando que, nesse quadro, "o vento a favor vindo de fora é menor", não havendo um ciclo de commodities favorável como na década passada. "A expansão mundial esperada para 2019 pelo Citibank é de 2,9%. Foi 3,2% no ano passado e 3,4% em 2017", nota Porto. "Quando você coloca tudo no mesmo pacote, há o vento a favor da política monetária, mas outros ventos contrários mitigam um pouco esse estímulo." Para o resultado do PIB do primeiro trimestre, a ser divulgado amanhã, Porto projeta estabilidade em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal.

Ele vai revisar a sua projeção para o PIB de 2019 depois do anúncio das contas nacionais. "Se o PIB apresentar uma queda mais pronunciada -- e aí eu não estou falando de um recuo de 0,1%, 0,2%, porque isso é em torno de zero -, um cenário de um crescimento menor que 1% começa a entrar na mesa", afirma ele. A média das projeções de 32 analistas consultados pelo Valor Data é de baixa de 0,2% na comparação com o trimestre anterior.

Porto lembra que o PIB tem crescido a uma média de 0,3% por trimestre desde o primeiro trimestre de 2017. "É um crescimento bem baixo, em torno de 1,2% anualizado. Qualquer vento contrário que aconteça no meio do caminho, essa economia pode estagnar", diz ele, enumerando então alguns pequenos obstáculos que atrapalham o país desde os últimos meses do ano passado.

O primeiro foi a revisão para baixo de crescimento do PIB mundial, que começou a partir do quarto trimestre, afirma Porto. "O segundo vento contrário é a questão da Argentina, que se intensificou. Se a gente pegar a exportação de automóveis para lá, ela caiu brutalmente a partir de meados do ano passado." O terceiro é a situação do mercado de trabalho. Segundo Porto, ela "vinha melhorando desde março de 2017, com quedas contínuas [da desocupação]", mas, a partir de outubro, novembro, os dados de desemprego ficaram oscilando em torno de um mesmo nível. Além disso, o salário real (descontada a inflação) dá sinais de que cresce cada vez menos. Outro ponto é que a taxa média de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional, que caiu por vários trimestres de modo sistemático, parou de recuar e começou a mostrar leve alta a partir de dezembro, diz Porto.

Por fim, as tensões comerciais entre EUA e China voltaram a aumentar neste mês. O governo americano elevou as tarifas de importação sobre produtos do país asiático, e os chineses fizeram o mesmo com os bens comprados dos EUA. "Houve uma escalada das tensões comerciais, mas nós não esperamos que haja novas escaladas para frente nem acreditamos que vai haver um acordo sustentável no curtíssimo prazo. Ou seja, a incerteza fica presente, de certo modo", afirma ele, notando que isso tende a ser prejudicial para os preços de commodities.

Com a aprovação de uma reforma da Previdência de R$ 500 bilhões em dez anos, Porto acredita que não haveria um efeito significativo sobre os preços dos ativos brasileiros (como câmbio, bolsa e risco-país), nem para melhor nem para pior. Já se passar uma versão mais robusta, que poupe algo como R$ 1 trilhão, o impacto pode ser expressivo. O dólar, por exemplo, tenderia a cair com força, e também poderia haver a redução do juro real de equilíbrio (o que permite a economia crescer sem acelerar a inflação), dada a percepção de maior sustentabilidade das contas públicas no longo prazo. O espaço para cortes maiores dos juros básicos aumentaria e haveria um efeito positivo sobre a confiança um cenário propício para uma expansão mais forte da economia.

Não é esse, porém, o cenário-base de Porto. Na sua hipótese central, não haverá redução da Selic no curto prazo. Ele estima que a taxa vai permanecer em 6,5% ao ano até o quarto trimestre de 2020, apesar da combinação de crescimento mais baixo e inflação sob controle. Porto vê quatro restrições a um corte dos juros no curto prazo: a atual comunicação do BC, que aponta para uma Selic parada como cenário mais provável; o fato de haver uma nova diretoria na instituição, tentando estabelecer a sua credibilidade; o espaço limitado para baixar a taxa - inferior a 1 ponto percentual, na visão do Citibank; e a elevada indefinição sobre o impacto fiscal da reforma da Previdência. Haveria 30% de chance de corte da Selic na segunda metade do ano, diz Porto, avaliando que os obstáculos relativos à comunicação da política do BC, à credibilidade da diretoria e a incerteza sobre a Previdência podem perder relevância. Jornalista: Sergio Lamucci e Arícia Martins Fonte:Valor Econômico .. Leia mais em portal.newsnet 29/05/2019



Com plano de IPO, StartSe busca sócio

A StartSe, startup de educação continuada que tem como maiores acionistas ex-sócios da XP Investimentos, contratou a assessoria financeira IGC Partners para vender uma fatia da empresa.

O objetivo dos sócios é levantar cerca de R$ 100 milhões com a venda de participação minoritária, para acelerar a expansão nos próximos dois anos. .. Leia mais em valoreconomico 29/05/2019



Centauro eleva oferta de compra da Netshoes para US$108,7 milhões

A nova oferta do grupo SBF, controlador da Centauro, equivale a US$ 3,50 por ação da Netshoes

O grupo controlador da rede de artigos esportivos Centauro decidiu elevar sua oferta pela companhia de comércio eletrônico Netshoes para US$ 108,7 milhões, superando contraproposta anterior do Magazine Luiza.

A nova oferta do grupo SBF, controlador da Centauro, equivale a US$ 3,50 por ação da Netshoes. A proposta anterior da companhia era de US$ 2,80, valor que havia sido superado pela oferta de US$ 3 feita pelo Magazine Luiza na segunda-feira. As ações da Netshoes encerraram na véspera cotadas a US$ 3,05.

Como a oferta de US$ 3 por ação já era preferida pela direção da Netshoes e a operação com a rede de varejo já havia recebido aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a SBF afirmou que sua nova proposta envolve "aporte de recursos no valor de até 70 milhões de reais na Netshoes".

O aporte proposto pela SBF ocorrerá imediatamente após a aprovação da oferta pela assembleia de acionistas da Netshoes, marcada para quinta-feira.

Segundo a SBF, a companhia quer disponibilizar seus produtos na plataforma de vendas online da Netshoes, "em linha com a legislação concorrencial e condições que serão oportunamente negociadas com o conselho de administração" da Netshoes... Leia mais em epocanegocios 29/05/2019




28 maio 2019

IRB, BB Seguridade e estrangeiras estão de olho na área de seguros da Caixa, diz jornal

De acordo com a coluna, o IRB e a Caixa Seguridade têm interesse no segmento habitacional

A disputa pelo mercado balcão da Caixa Seguridade, braço do Caixa Econômica Federal da área de seguros, atraiu o interesse o IRB Brasil (IRBR3), da BB Seguridade (BBSE3) e também de outras companhias estrangeiras. As informações são da edição desta terça-feira da Coluna do Broad, do Estadão.

A publicação informa que entre os grandes nomes estrangeiros estão a Allianz (DE:ALVG) e HDI, da Alemanha, a Tokio Marine, do Japão, a americana Chubb e também a Generalli, da Itália. Quem também está na disputa é a atual sócia da Caixa, a CNP Assurances, da França.

A área de seguros os segmentos de automóvel, habitacional e residencial, consórcio e capitalização.

A atração de um parceiro é um passo que antecede oferta inicial de ações, que está prevista para ser lançada ainda neste ano.

De acordo com a coluna, o IRB e a Caixa Seguridade têm interesse no segmento habitacional, com a BB (BBAS3) Seguridade deve participar por meio de suas subsidiárias, a Brasilseg e o braço de capitalização Brasilcap. A HDI só tem interesse nos produtos de automóvel, enquanto que a Allianz, busca os quatro ramos incluindo consórcio. Investing. Leia mais em moneytimes 28/05/2019

28 maio 2019



Petrobras se aproxima da venda de dois campos maduros, dizem fontes

A Petrobras está perto da venda de dois campos de petróleo offshore, em um processo que pode alcançar cerca de 1 bilhão de dólares e auxiliaria a estatal em sua busca pela redução de dívidas.

Um prazo até 5 de junho foi estabelecido pela petroleira para o recebimento das ofertas finais por seus campos petrolíferos de Pampo e Enchova, no litoral do Rio de Janeiro, disseram duas fontes com conhecimento do tema, que solicitaram anonimato para a discussão de assuntos confidenciais.

Empresa independente de petróleo, a Trident Energy, apoiada pela gestora de private equity Warburg Pincus, lidera a disputa, ainda que a Petrobras tenha convidado outras companhias para enviarem suas ofertas, incluindo a PetroRio, sediada no Rio de Janeiro, e um consórcio entre a EIG Global Energy Partners e a firma brasileira Ouro Petro Óleo e Gás, afirmaram as fontes.

A Petro Rio se negou a comentar. Petrobras, EIG e Trident não responderam a pedidos por comentários.Juntos, os campos de Pampo e Enchova produzem quase 39 mil barris de óleo equivalente por dia, segundo dados de julho de 2018, fazendo destes os maiores ativos de produção madura no portfólio de desinvestimento da Petrobras.

O presidente-executivo da estatal, Roberto Castello Branco, que assumiu o cargo em janeiro, está orientando a venda de dezenas de ativos, em uma busca pela redução das dívidas e com foco da empresa na produção e exploração em águas profundas.

Mais cedo nesta segunda-feira, a empresa iniciou o processo de venda de 27 campos de petróleo onshore no Espírito Santo.

Os campos de Pampo e Enchova estão entre as vendas mais desafiadoras para a Petrobras.

Em 2018, a petroleira abriu negociações exclusivas com o consórcio da EIG. Entretanto, pelas regras estabelecidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a Petrobras teria de executar um processo final de reofertas após a conclusão das negociações bilaterais, permitindo que terceiras partes pudessem realizar novos lances de quaisquer valores, desde que tivessem os mesmos termos contratuais da oferta bilateral.

A EIG se aproveitou da rodada de novos lances para reduzir sua oferta, o que levou a Petrobras a desistir do negócio, conforme noticiou a Reuters em janeiro. A estatal, então, abriu negociações exclusivas com o grupo Trident.

O prazo até junho representa a segunda tentativa de se obter uma nova oferta final pelos campos. As fontes alertaram que um pequeno atraso é possível, mas não esperado.

O novo contrato contém uma cláusula chamada de "earn-out", pela qual o comprador pode ter de pagar até 200 milhões de dólares a mais para a Petrobras após a aquisição inicial, dependendo dos preços do petróleo, disseram as fontes.(Reportagem de Gram Slattery).. Leia mais em dci 28/05/2019



Setor editorial perdeu 25% do faturamento em 13 anos

Pesquisa mostra um aumento no número de exemplares vendidos, mas o preço médio do livro caiu 34%

O faturamento do mercado editorial brasileiro, contando vendas para o mercado e para o governo, encolheu 25% entre 2006 e 2018 - período histórico contabilizado pela pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicos (Fipe) a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel).

Os números foram apresentados nesta terça-feira, 28, na sede da CBL em São Paulo, e comparam os dados mais atualizados da pesquisa, divulgados em abril, agora em comparação com a série histórica.

O estudo, realizado desde 2006, leva em conta dados cedidos por editoras e é uma estimativa da performance do setor editorial em cada ano, permitindo a série histórica. Ele é mais um diagnóstico da crise acentuada do mercado editorial no Brasil e serve para as instituições, sindicatos e agentes do setor pensarem em soluções com base em dados estabelecidos.

Embora a pesquisa mostre um aumento no número de exemplares vendidos ao mercado no período (um crescimento consistente até 2013, e depois uma queda acentuada até 2018), o preço médio do livro caiu 34%, o que explica a redução no faturamento. É bom ressaltar que o preço médio não reflete necessariamente o valor pago pelo consumidor, mas representa o que as editoras ganham por volume vendido (o dado é obtido na pesquisa dividindo o faturamento pelo número de exemplares vendidos).

"De 2006 a 2010, há uma redução drástica de preços, uma aposta das próprias editoras. Aí, o país começa a não entregar o sonho e a inflação sobe. Há uma reversão e editores começam a sofrer as consequências", explicou o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira. Ele notou também que a redução dos preços médios dos livros foi estimulada por desonerações do PIS/Cofins por parte do governo federal nesse período. "Uma aposta que o mercado fez para trazer uma quantidade maior de leitores mostra sinais de decadência, porque a conta não fechava já há alguns anos", comentou.

No período entre 2014 e 2018, da crise econômica geral e da crise específica do setor, as editoras mais afetadas foram as de livros Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), com queda de 45% no faturamento para o mercado.

"Aplicar na bolsa no dia seguinte é fácil", brincou Veiga Pereira, "mas a importância do processo de análise é constantemente tentar aprender. Olhar, entender os significados. Sumiu R$ 1,7 bilhão no faturamento a mercado. A quantidade de lançamentos que o setor produzia em 2014 é maior do que é hoje, dá para perceber uma desmobilização das editoras nesse período. É um desinvestimento".

Para o sócio da Faro Editorial, Diego Drummond, um dos erros da indústria é sua dificuldade em vender o próprio produto. "As editoras acreditaram que baixar ou manter o preço do livro atrairia mais leitores, mas isso não ocorreu. Uma dificuldade nossa é chegar às pessoas. Os cinemas, com ingressos a R$ 80, estão cheios, têm filas", comparou. Jonas Gomes, das Edições Sesc São Paulo, também acredita que, sem formação contínua de leitores, o mercado pode ter muita dificuldade de se reerguer. "Acho que somos uma indústria pouco criativa", disse. "Há uma resistência do mercado a inovações e novas formas de produção e distribuição."

Ele também chamou a atenção para o fato de que as áreas do Estado mais próximas à indústria (educação e cultura) estão sob intenso debate no novo governo federal, o que pode ser preocupante para o setor. Em 2018, a participação de vendas ao governo era de 28% no faturamento do setor - um número dentro da média desse dado, que varia de acordo com a sazonalidade dos programas estatais.

O presidente da Câmara Brasileira do Livro, Vitor Tavares, mencionou na apresentação a intenção da CBL e do Snel organizarem um fórum extenso para repensar o mercado... Leia mais em epocanegocios 28/05/2019