30 julho 2015

Empresários de ensino investem no setor de saúde


Fundada há oito anos em Fortaleza, a rede de clínicas médicas SiM inicia um projeto de expansão com apoio de um seleto grupo de investidores, em sua maior parte, empresários da área de educação. Entre esses investidores - que entraram no negócio como pessoa física - estão Rodrigo Galindo, presidente da Kroton; Carlos Degas Filgueira, presidente da DeVry Brasil; Ari de Sá, fundador do sistema de ensino SAS; Rafaela Villela, sócia do fundo de investimento Gera Venture Capital do empresário Jorge Paulo Lemann. O grupo conta ainda com Joaquim Ribeiro, conselheiro e ex-presidente da Technos, e o advogado Rodrigo Piva, sócio do escritório Motta, Fernandes Rocha.

Os seis investidores fizeram seus aportes neste mês e passaram a deter juntos uma fatia de 45% do negócio. Os demais 55% continuam com Denis Cruz, fundador e presidente da rede de clínicas médicas que é voltada ao público de baixa renda. Atualmente, a SiM conta com três clínicas próprias e uma franquia, em Fortaleza, e a previsão é dobrar esse número até o fim deste ano. Com o novo aporte, a rede planeja ter 63 clínicas nos próximos quatro anos e entrar em outras cidades do Norte e do Nordeste com unidades próprias e franqueadas, além de investir em tecnologia e equipamentos.

A entrada de investidores da área de educação na rede de clínicas SiM se deu por meio do presidente da DeVry Brasil, que tem universidades em vários Estados do país. Ele foi o primeiro a investir na empresa de Cruz, em janeiro de 2013.

Na época, o jovem empresário havia acabado de concluir um MBA na Universidade de Stanford, na Califórnia, e procurou Degas para uma simples mentoria motivado pelo fato de que ambos eram do Ceará e haviam estudado na universidade americana. "O Denis me procurou para prestar uma consultoria. Mas, gostei tanto do negócio que propus entrar como investidor", afirma Degas, contando que em seis ligações conseguiu fechar com os outros cinco investidores.

Apesar da legislação que desde janeiro permite a participação de capital estrangeiro em clínicas e hospitais nacionais, estratégia da SiM era atrair nesta primeira rodada de investimentos investidores que participassem também da gestão do negócio. "A área de educação tem pontos em comum com saúde. As faculdades têm unidades distribuídas em diferentes regiões e a qualidade é um item fundamental para o negócio dar certo", disse o fundador da Clínica SiM. Os presidentes da Kroton e DeVry fazem parte do conselho da SiM.

A próxima rodada de investimentos está prevista para 2017, quando a SiM deve abrir para fundos de private equity locais e estrangeiros.

Cruz, de 32 anos, montou a rede de clínicas populares a partir da experiência no hospital de sua família. Lá ele diz que se deparava com pessoas carentes, sem plano de saúde, que pagavam por uma consulta um valor muito maior do que as operadoras. Em suas clínicas, a consulta custa R$ 90; um exame de raio-x, R$ 45. São realizados 14 mil atendimentos por mês. "É um negócio com baixo risco porque o pagamento é à vista ou com cartão e só 25% da população tem plano de saúde", diz Cruz.
Autor: Beth Koike Fonte: Valor Econômico Leia mais em tudofarma 30/07/2015

30 julho 2015



Vale vende participação minoritária na MBR para fundo do Bradesco

A Vale anunciou nesta quinta-feira, 30, mais um passo de seu plano de desinvestimento. Por R$ 4 bilhões a mineradora anunciou a venda de ações preferenciais classe A representativas de 36,4% do capital da Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) para um fundo de investimento, cujas cotas são detidas pelo Bradesco BBI.

A Vale já havia anunciado recentemente que venderia ações preferenciais de um ativo em seu processo de desinvestimento. No fim do mês passado o diretor de Relações com Investidores da Vale, Rogério Nogueira, disse que uma negociação nesse sentido relativa a um ativo no Brasil estava avançada. Ele havia aberto, inclusive, que a colocação seria privada.

Após a conclusão da operação, a Vale será proprietária, direta e indiretamente, de 61,9% do capital total e 98,3% do capital ordinário da MBR. "Essa transação reforça o compromisso da Vale em preservar sua solidez financeira, principalmente nesse momento em que conduz o maior programa de investimento de sua história", segundo comunicado.

A MBR é uma subsidiária da qual a Vale é proprietária, direta e indiretamente, de 98,3% do capital total. "A MBR possui ativos para produção, transporte e embarque portuário do minério de ferro, dentre os quais se incluem as minas e/ou unidades industriais de Vargem Grande (Capitão do Mato e Tamanduá), Abóboras, Pico, Mutuca (Capão Xavier), Mar Azul e Jangada. Dentre os ativos detidos pela MBR estão também o Terminal Marítimo de Ilha Guaíba e uma participação de 32,9% na MRS Logística S.A. (MRS)", destacou a Vale no mesmo documento.

A mineradora brasileira explicou ainda que a participação e os direitos do novo acionista serão contabilizados na linha de "participação de acionistas não controladores" no patrimônio líquido, bem como nas demonstrações de resultado e do fluxo de caixa. A Vale também deterá uma opção de compra das ações do fundo.

Valemax
Hoje mais cedo a Vale informou que concluiu a venda de quatro navios VLOCs com capacidade de 400 mil toneladas, para a China Merchants Energy Shipping, um dos maiores operadores de transporte marítimo do mundo. A transação totalizou US$ 448 milhões. A mineradora destacou, em comunicado, que o valor será recebido pela Vale mediante a entrega dos navios para a China Merchants, que está prevista para acontecer em setembro deste ano.

"Essa transação está relacionada com os acordos assinados com a China Merchant em 26 de setembro de 2014 e 19 de maio de 2015, tendo sido esse último assinado durante a visita do Primeiro Ministro da China, Li Kegiang", de acordo com o documento.Por Fernanda Guimarães | Estadão Leia mais em Yahoo 29/07/2015



Vale conclui venda de 4 navios gigantes para estatal China Merchants

A mineradora Vale informou que concluiu nesta quinta-feira a venda de quatro navios gigantes de minério de ferro para a estatal chinesa China Merchants Energy Shipping, uma das maiores operadoras de transporte marítimo do mundo.

A transação, que totalizou 448 milhões de dólares, está relacionada com os acordos assinados com a China Merchant em setembro de 2014 e maio de 2015. O montante será recebido pela Vale na entrega dos navios, que está prevista para setembro de 2015. (Por Gustavo Bonato) Reuters Leia mais em Bol.Uol 30/07/2015



Casino reorganiza negócios na América Latina e compartilha controle do Grupo Pão de Açúcar

O Casino vai compartilhar com sua controlada colombiana Éxito o controle direto do Grupo Pão de Açúcar (GPA), como parte de uma reorganização das atividades do grupo varejista francês na América Latina para rebalancear sua estrutura financeira.

Em correspondência ao GPA nesta quinta-feira, o Casino informou que seu Conselho de Administração aprovou a venda, em dinheiro, para a Éxito de 50 por cento da empresa francesa Segisor, que detém a maior parte das ações com direito a voto do GPA. A operação também inclui a venda para a Éxito de 100 por cento da subsidiária do Casino na Argentina, a varejista Libertad.
O valor total dos negócios é de 1,7 bilhão de euros.

Segundo fato relevante, após a operação ser concluída, o que está previsto para o fim de agosto, Casino e Éxito compartilharão o controle direto do GPA, maior varejista do Brasil, por meio de três acordos de acionistas a serem celebrados pelas partes.

"A operação permitirá a implementação de sinergias e oportunidades de desenvolvimento entre as companhias, de acordo com o Casino, criando valor para Éxito, Libertad, GPA e Casino", segundo comunicado.

Com a reorganização, a Éxito consolidará integralmente os resultados do GPA e terá uma estrutura de capital "suportada pela sólida geração de fluxo de caixa das subsidiárias latino-americanas".

Como o Casino continuará sendo acionista controlador da Éxito, com participação de 54,8 por cento, o grupo francês continuará a ter em seu balanço as demonstrações da empresa colombiana e, indiretamente, do GPA.

Éxito e Casino concordaram em realizar mudanças na composição do Conselho de Administração e dos comitês do GPA, que deverá ser composto por 11 membros, sendo que Casino e Éxito terão direito de apontar três nomes cada. Não haverá mudanças na diretoria-executiva do GPA com a operação.

Procurado, o GPA disse que no momento não comentaria as mudanças promovidas pelo Casino na estrutura na América Latina.

As ações do GPA subiam 0,97 por cento às 10h51. No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 0,29 por cento. (Por Luciana Bruno) Reuters Leia mais em Yahoo 29/07/2015
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De um bolso para o outro e, voilà, Casino libera US$1,8 bi

O Casino está vendendo metade de suas ações no Grupo Pão de Açúcar (GPA) para sua outra subsidiária, o grupo colombiano Almacenes Exito.

A transação, que na prática equivale ao grupo francês tirar dinheiro de um bolso para colocar no outro, não muda nada no dia-a-dia nem na gestão do GPA.Jean-Charles Naouri

Mas trata-se de uma operação engenhosa: o Casino retira caixa do Exito, uma empresa com endividamento zero e forte geradora de caixa, sem que o Exito tenha que pagar um dividendo, algo que limitaria o montante a ser distribuído e que teria que ser dividido com os acionistas minoritários.

O Casino vai usar os recursos para reduzir sua dívida. O grupo tem cerca de 7 bilhões de euros em caixa em suas diversas subsidiárias, mas a maior parte de seus 8,5 bilhões de euros de dívida são devidos pela holding, na França.

O Exito está pagando 1,8 bilhões de dólares por 50% da Segisor — a empresa do Casino que é dona de 100% das ações com direito a voto do GPA — e pela Libertad, a subsidiária do Casino na Argentina.

A combinação destas empresas cria um gigante do varejo sulamericano — com faturamento de 34 bilhões de dólares e geração de caixa de 2,7 bilhões de dóalres, em números de 2014 — e deve levantar especulações sobre o objetivo final de Jean-Charles Naouri, o CEO e controlador do Casino.

A operação anunciada hoje tem todas as digitais de Naouri, um financista que turbinou o Casino através de múltiplas aquisições e controla o grupo por meio de diversas participações em cadeia. Um tecnocrata que se tornou banqueiro de investimento e em seguida investidor, Naouri controla o Casino por meio do Rallye, seu fundo de investimentos.

Os acionistas de GPA vão se perguntar se o objetivo de Naouri é, mais adiante, reunir todos os acionistas dos negócios da América do Sul nesta nova empresa Exito-GPA (através de uma troca de ações), ou até mesmo fazer essa unificação societária em nível global, acabando com o controle alavancado que o Casino tem sobre suas subsidiárias e simplificando sua estrutura acionária. Hoje, o Casino controla o Exito com 54,8% do capital, e detém cerca de 50% do capital do GPA.

Um gestor que conhece bem a empresa disse que há três bons motivos para a operação ter sido estruturada de forma que a maior empresa (o GPA) esteja sendo adquirida pela menor (o Exito). Em primeiro lugar, o Exito é a empresa que tem uma posição de caixa líquido (isto é, seu caixa é maior que sua dívida). Já o GPA tem um pouco de dívida líquida. Em segundo lugar, o Casino tem mais liberdade de ação no Exito, já que a empresa tem uma única classe de ações. Além disso, na Colombia, a lei das SA permite que o controlador vote numa transação como esta, apesar do claro conflito de interesses, o que está ficando cada vez mais difícil no Brasil (graças à disposição de minoritários de levar os abusos à CVM e à Justiça). Finalmente, o custo de capital na Colômbia é mais civilizado do que no Brasil.

O Exito concordou em pagar 100 reais por ação ON do GPA, o que equivale a um prêmio de 21% sobre a média ponderada das ações PN do Pão de Açúcar nos últimos 66 pregões.

Além da lógica financeira, no comunicado ao mercado o Casino tentou apontar também para uma lógica operacional, falando de ‘sinergias e oportunidades de desenvolvimento’. É possível que isto signifique o GPA tem muito a aprender com a experiência do Exito no formato de lojas de desconto, e que o GPA possa levar para a Colômbia o formato de atacarejo do Assaí, que não existe lá.

Ainda assim, os minoritários do Exito devem ficar desconfortáveis com uma operação em que a empresa colombiana paga um prêmio para co-controlar uma outra companhia junto com seu próprio controlador.

Na França, as ações do Casino caem 30% nos últimos 12 meses — refletindo em boa parte a queda do GPA no Brasil e a desvalorização do real — enquanto as ações do Carrefour sobem 14%. Por Geraldo Samor Leia mais em Vejamercados 30/07/2015



Ainda estamos na disputa, diz Santander sobre compra do HSBC

“Fizemos uma boa oferta e estamos na disputa” pelo HSBC, afirmou o presidente do Santander no Brasil, Jesús Zabalza

 O Santander afirmou que continua interessado na aquisição do HSBC Brasil e que se mantém na disputa.

“Fizemos uma boa oferta e estamos na disputa”, afirmou o presidente do Santander no Brasil, Jesús Zabalza, em conferência com a imprensa sobre a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2015.

A última informação divulgada era que o Bradesco negociava a divisão brasileira do HSBC com exclusividade.

O banco teria feito oferta vinculante por toda a operação no país acima do patrimônio líquido do conglomerado, de cerca de R$ 12 bilhões.

Sobre a exclusividade do Bradesco na disputa, o presidente do Santander afirmou que “não falamos sobre terceiros, mas ainda temos interesse e estamos no processo”. Segundo ele, “até que a transação seja fechada, ainda estamos no negócio".

“Queremos crescer de forma orgânica e sustentável, mas isso não significa que não estejamos atentos a oportunidades que possam surgir, desde que atendam aos nossos níveis de retorno de investimento”, afirmou o presidente.

O resultado da negociação deverá sair até agosto, segundo Goldman Sachs, que assessora o processo.  Karin Salomão, Leia mais em  EXAME 29/07/2015



Vivendi vende participação remanescente na Telefônica Brasil

O conglomerado de mídia francês Vivendi vendeu sua fatia remanescente de 4 por cento na Telefônica Brasil em uma operação de 887 milhões de dólares, com a qual resolveu um problema regulatório por possuir participações indiretas em dois grupos brasileiros de telecomunicações.

A companhia anunciou nesta quinta-feira a venda de 67,9 milhões de ações da Telefônica Brasil, um dia depois de fechar acordo para converter a outra metade de sua participação na filial em ações da matriz espanhola Telefónica.

A troca de ações torna a Vivendi um dos dez maiores acionistas da Telefónica, com uma participação de quase 1 por cento.

A Vivendi obteve cerca de 7,5 por cento da Telefônica Brasil quando vendeu seu negócio de banda larga GVT à Telefónica por uma mistura de ações e dinheiro em um acordo concluído em maio.
Como parte do acordo, a Vivendi aceitou receber parte do pagamento em ações da Telecom Italia e agora é o maior acionista do grupo italiano, com 15 por cento.

Pelo fato de a Telecom Italia ser controladora da operadora TIM Participações no Brasil, a Vivendi passou a ser, depois da operação, acionista indireta tanto da TIM como da Telefónica Brasil.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) havia deixado claro que esta não era uma situação sustentável, levando a Vivendi a vender a participação na Telefônica Brasil. (Por Leila Abboud) Reuters Leia mais em Yahoo 29/07/2015



GDK coloca estaleiro à venda para quitar dívidas e encerrar recuperação judicial

Ao longo de 2012, a GDK passou por um extenso processo de discussão com a Petrobrás sobre uma série de aditivos em contratos, como muitas empresas do setor de óleo e gás naquele momento, até que não suportou mais o peso das dívidas e entrou com o pedido de recuperação judicial, em janeiro de 2013.

Passados mais de dois anos e meio, a empresa começa a ver uma luz no fim do túnel, tendo reduzido as dívidas de R$ 355 milhões para R$ 260 milhões, e agora acredita que poderá quitar as últimas pendências a partir da venda de seu estaleiro na Bahia, avaliado em R$ 282 milhões, segundo o diretor da GDK, José Paulo Santos Reis.

A área conta com 110 mil m², um cais de 40 m² e todas as licenças de operação, sendo que o lance mínimo do certame foi estipulado em R$ 211 milhões, marcado para o dia 12 de agosto. José Paulo diz ainda que a empresa foi “drasticamente” afetada pela Operação Lava Jato, que levou à suspensão de seu cadastro na Petrobras, mas espera que em breve a questão seja resolvida. “O fato de estarmos em recuperação judicial antes mesmo da operação já mostra que não houve nenhum tipo de benefício ou privilégio. Agora aguardamos primeiro a liberação junto à CGU e, assim que tiver a conclusão do processo, deveremos ter o cadastro reabilitado. Estamos muito tranquilos quanto a isso”, diz.

Como está andando o processo de recuperação judicial?
Estamos caminhando muito bem no processo de recuperação. Desde 2013, quando iniciamos, viemos fazendo um trabalho muito agressivo de liquidação das dívidas, e vemos boas possibilidades de liquidá-las num prazo muito curto. Tínhamos uma vantagem que era um ativo imobilizado muito consistente e ele está fazendo frente as nossas pendências com a sociedade; desde os trabalhadores, até os credores financeiros e os fornecedores. Uma prova disso é que continuamos trabalhando com os bancos e com os fornecedores que já tinham relacionamento conosco.

Qual o volume total de dívidas atualmente e qual o plano de pagamentos?
Quando ingressamos no processo, tínhamos R$ 355 milhões em dívidas, e hoje as dívidas da recuperação judicial estão na ordem de R$ 260 milhões. A ideia de vender o estaleiro, nosso principal ativo, partiu daí, para finalizar o processo de recuperação.

A venda do estaleiro será suficiente para resolver as pendências?
O estaleiro está avaliado em R$ 282 milhões e está sendo leiloado por um lance mínimo de R$ 211 milhões, no dia 12 de agosto. Soubemos que três grupos interessados já se manifestaram formalmente para o juízo, e acreditamos que eles vão realmente participar do leilão.

Qual é o foco do estaleiro e que instalações possui?
Esse estaleiro foi concebido para atuar no segmento offshore, para construção de módulos e FPSOs. Mas não chegamos a fazer obras deste tipo lá. Ele tem 110 mil m², com um cais de 40 m², está com todas as instalações construídas, todas as licenças de operação já emitidas, e tem licença inclusive para a construção de um novo cais de 260 metros, que permitirá a atracação de um FPSO de até 340 metros. Além disso, ele possui incentivos fiscais, tem área alfandegada em seu projeto e está dentro da região metropolitana, então a empresa consegue levar o trabalhador para o trabalho sem a necessidade de um transporte privativo.

A empresa conseguiu manter projetos em carteira após o pedido de recuperação?
Todos os projetos que estavam em carteira foram continuados. Nosso planejamento agora é estancar nossas operações e fazer a liquidação completa da dívida, para que em 2016 possamos voltar a prosseguir com nossas atividades de maneira normal. Fizemos o encerramento em julho dos nossos últimos contratos, estamos sem novos projetos e a ideia é buscar novos projetos a partir de 2016. Essa é uma das razões pela qual botamos o estaleiro à venda, para resolver todas as pendências financeiras.

O foco será mantido ou estudam mudanças?
Nosso expertise é na área de óleo e gás. Não temos nenhuma pretensão de mudar o foco de atuação.

Como será a busca de novos projetos?
Agora, com a disponibilização do plano de estratégia da Petrobrás, vamos buscar projetos que estejam alinhados com a nossa expertise. Todas as obras offhsore, as de construção de dutos, as de montagem industrial, que já fazemos há 25 anos, nos interessam. Também vamos buscar alguns projetos que estejam alinhados com nosso objetivo junto à iniciativa privada.

A empresa foi citada na Operação Lava Jato como uma das envolvidas nos esquemas ligados à Petrobrás. Como está essa situação?
Fomos citados na operação, nos manifestamos junto à CGU (Controladoria Geral da União) com as explicações que foram requeridas e estamos aguardando o desenrolar do processo. O fato de estarmos em recuperação judicial antes mesmo da operação já mostra que não houve nenhum tipo de benefício ou privilégio ao longo desses últimos 10 anos.

Qual o impacto da Lava Jato na GDK?
Isso nos afetou drasticamente, porque fez com que nossas oportunidades de negócios junto à Petrobrás fossem cortadas, porque ela nos suspendeu de forma cautelar no cadastro. Isso foi algo extremamente temerário, visto que não tinha nenhum tipo de condenação da nossa parte. Agora aguardamos primeiro a liberação junto à CGU e, assim que tiver a conclusão do processo, deveremos ter o cadastro reabilitado. Estamos muito tranquilos quanto a isso. Fonte: Petronotícias Leia mais em jb 29/07/2015



JBS diz não ter sido sondada por Affinity em venda da Tegel Foods

Presidente diz que empresa tem buscado oportunidades pelo mundo, mas afirma que se surpreendeu com a notícia da Tegel

Brasil pode se tornar o maior produtor de proteínas do mundo

A JBS ainda não foi sondada pela Affinity Equity Partners para fazer uma oferta de compra pela Tegel Foods, companhia do setor de aves da Nova Zelândia, afirmou o presidente global da JBS, Wesley Batista, em entrevista à Agência Estado, nos bastidores do Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura (SIAVS), em São Paulo.

A JBS é cotada pela imprensa oriental como uma das candidatas para adquirir a companhia, visto que mantém laços com a Affinity, de quem adquiriu a Primo Smallgoods em 2014 por US$ 1,25 bilhão. A transação foi concluída em março deste ano. "Eu ouvi (sobre a venda), mas não fui consultado, isso não foi falado. O que ouço é a especulação da imprensa", afirmou o executivo. "Eu conheço de nome a empresa, mas não tenho detalhes da operação para avaliar e dizer se isso faria algum sentido para nós. Temos olhado para oportunidades no mundo, mas, para nós, a venda (da Tegel) foi uma surpresa", disse.

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A Affinity teria entrado em contato com bancos de investimento para organizar a venda da Tegel a outros gestores ou a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa. A meta do grupo de investimentos é captar pelo menos 900 milhões de dólares da Nova Zelândia (US$ 602 milhões) com a operação. Tanto a JBS quanto a BRF são cotadas como potenciais compradoras, visto que estão focadas na expansão da Ásia, onde o consumo de proteína animal deve avançar consideravelmente na próxima década.

O CEO da BRF, Pedro Faria, compareceu ao SIAVS, mas não comentou a questão porque a empresa está em período de silêncio. A companhia divulga seus resultados trimestrais na quinta-feira, 30, após o fechamento do mercado. A Tegel é uma companhia que atua na produção integrada de aves, trabalhando com um mix de produtos processados diversos. A empresa possui quatro unidades de processamento de grande porte e outras fábricas focadas em produtos de menor valor agregado, empregando 1,7 mil funcionários. Estadao Leia mais em revistagloborural 29/07/2015



Dafiti vai às compras para fechar no azul

Em entrevista, Philipp Povel, CEO da Dafiti LatAm Group, explica o prejuízo da empresa mesmo com a receita em alta

A varejista online de moda Dafiti vive uma situação desejada por muitas empresas: excesso de capital. Criada em 2011, a companhia levantou R$ 660 milhões com investidores como a alemã Rocket Internet e o fundo americano JP Morgan. O caixa forrado permitiu à Dafiti comprar, no início de julho, os sites Tricae e Kanui para marcar sua entrada nos segmentos de moda infantil e esportiva, respectivamente.

Ter dinheiro sobrando, entretanto, não é sinônimo de vida fácil. Assim como muitos de seus concorrentes, a Dafiti ainda dá prejuízo e, no curto prazo, o mercado não espera resultado positivo. As receitas, porém, vêm crescendo. Em 2014, o faturamento da empresa subiu 41% para R$ 592 milhões e as estimativas para 2015, mesmo em ano de crise, é crescer em linha com o mercado, acima de 30%. “Nós nos preocupamos com a rentabilidade, mas muitas empresas do nosso setor demoraram para fechar no azul. Agora é o momento de investir”, diz Philipp Povel, CEO da Dafiti LatAm Group.

Confira abaixo trechos da entrevista concedida pelo executivo ao Meio & Mensagem, publicada na edição 1670, cuja íntegra está disponível para download em Android e iOS.

Meio & Mensagem — Uma das grandes fragilidades apontadas para o modelo da Dafiti e de seus concorrentes é a rentabilidade. Muitas empresas de comércio eletrônico aumentam as vendas, mas dão prejuízo. Quando vocês vão reverter esse cenário? 
Philipp Povel — Algumas vezes já me perguntaram se eu não me preocupo com a questão da rentabilidade. Não é que eu não me preocupe, é que temos convicção de que nosso modelo vai dar certo. Temos bons exemplos como isso funcionou em outras empresas com modelo parecido ao nosso pelo mundo. A própria Zalando [maior e-commerce de moda da Europa] é um exemplo disso. Ela foi muito criticada, mas começou a fechar no azul apenas em 2014, seis anos depois de ter iniciado suas operações. Isso aconteceu com a Zappos, a Amazon e outras.

M&M — O que vem causando esse prejuízo? Custos operacionais, baixas margens?
Povel — Conquista de novos clientes é algo em que atuamos com muita agressividade e que, naturalmente, gera custos. É um processo de construção de relacionamento e fidelização. Focamos nossa estratégia em pós­-venda para ampliar nossa relação com esse cliente. Fazemos isso por meio de otimização, ampliação de portfólio, meios de pagamento e estrutura. Tem investimento em marketing, ampliação, estrutura e tecnologia. São os principais fatores que ainda afetam nossa rentabilidade.

M&M — Quanto a Dafiti já captou desde seu lançamento? 
Povel — Até setembro de 2014, quando ainda operávamos somente como Dafiti, recebemos um total de R$ 660 milhões divididos em vários aportes. Após esse período, a Dafiti foi integrada ao Global Fashion Group (GFG), um grupo criado por investidores da Dafiti que tinham interesse em investir em outras empresas do mesmo segmento. Com isso, passamos a ser cinco companhias com a chegada da indiana Jabong, da russa Lamoda, a Namshi, que opera no Oriente Médio, e a Zalore, que atende Sudeste da Ásia e Austrália.

M&M — O comércio eletrônico brasileiro cresce acima de 20% nos últimos anos. Esse crescimento é sustentável? 
Povel — Não só o mercado brasileiro, mas a América Latina, como um todo, é uma das regiões mais promissoras, por­ que combina potencial, uma receita projetada de US$ 150 bilhões até 2018, e o baixo nível de penetração do segmento de moda, apenas 2%. No Brasil, em 2009, a categoria de moda ocupava a 15a posição no ranking de vendas online, hoje, a categoria está entre as cinco primeiras da lista e uma penetração de apenas 3%, faturando R$ 3,8 bilhões. Para o Brasil, a estimativa da McKinsey é que o e­commerce de moda cresça a taxas superiores a 30%. São esses números que nos dão base para entender que a rentabilidade neste momento não é o foco e sim os investimentos em expansão e que esse crescimento é sustentável em curto, médio e longo prazos.

M&M — Como manter esse otimismo em um ano que deve terminar com PIB negativo?
Povel — A situação econômica é deli­cada, mas o mercado é muito grande e nossa fatia é pequena considerando o todo. Até agora, não sentimos o reflexo do clima econômico nas vendas. Além desse potencial de crescimento, temos o aumento da penetração do mobile no Brasil que parece ter engrenado de vez e contribui para o crescimento do e­com­merce. As pessoas estão testando, experimentando e comprando pelo celular. Apenas por percepção, não por números, identificamos que existe sim uma migra­ção em momentos de crise, mas não é al­go significativo.
 LUIZ-GUSTAVO-PACETE| Leia Mais meioemensagem 29/07/2015



29 julho 2015

Visa lidera rodada de investimentos em sistema de pagamento utilizado por Twitter, Facebook e Apple

A startup processadora de pagamentos Stripe recebeu uma nova rodada de investimentos de US$ 100 milhões liderada pela administradora de cartões Visa, o que valoriza a empresa em US$ 5 bilhões. O aporte também contou com a participação do fundo Kleiner Perkins Caufield & Byers. A notícia confirma rumores que circulavam desde maio, publicada primeiramente pelo site de tecnologia Re/Code e, depois, pelo The New York Times.

O Stripe distingue-se dos demais serviços de pagamento por ser um processador amigável que permite que aplicativos e lojas online recebam os pagamentos de qualquer pessoa, em qualquer lugar. Ele é utilizado por empresas como Twitter, Facebook, Lyft e Apple, sendo responsável por processar e aceitar pagamentos com cartão de crédito, de forma totalmente imperceptível pelos usuários finais.

O aporte da Visa vem ao mesmo tempo como parceiro e investidor, assim como já acontece com a American Express, que utiliza o sistema da Stripe com processador de pagamentos do American Express Checkout. A Stripe poderá tirar proveito do know-how em segurança da Visa para ajudar a proteger informações financeiras dos clientes, enquanto a Visa poderá adquirir competência técnica para trabalhar em novos tipos de pagamentos digitais.

Em 2014, a Stripe havia levantado um financiamento de US$ 150 milhões, de Série C e Série C-1, em rodada liderada pelo Founders Fund e Thrive Capital, respectivamente. A rodada adicional US$ 100 milhões eleva o total de capital de risco aplicado na empresa em US$ 290 milhões, considerando os US$ 250 milhões que levantou nos últimos 18 meses. Leia mais em tiinside 27/07/2015

29 julho 2015



Atos compra área de outsourcing da Xerox

A Atos completou a aquisição da Xerox ITO, a área de outsourcing da empresa norte-americana. A conclusão do negócio vem reforçar o posicionamento da Atos enquanto fornecedora global de serviços digitais.

O valor líquido da compra foi de US$ 966 milhões, sendo estimado que a Atos usufrua de benefícios fiscais futuros no valor de US$ 100 milhões. É previsto que o valor final ronde US$ 134 milhões.

Atualmente, a América do Norte é a área geográfica de maior retorno para a Atos, com receitas que atingem US$ 2 bilhões, pelo que adquire a nona posição em serviços de ITO. Em comunicado, Thierry Breton, chairman e CEO da Atos, afirma que “sendo os EUA os nosso maior mercado, passamos a ter uma presença global mais forte e equilibrada, o que combinado com as nossas competências digitais, permite-nos ser o parceiro de maior confiança para os nossos clientes na sua viagem digital.”

Esta colaboração tem um carácter estratégico de dimensão mundial e contribuirá para que a Atos passe a ter uma maior capacidade de oferta e resposta para os seus clientes europeus e norte-americanos, bem como uma habilidade de suporte mais completa face às necessidades e exigências de clientes em termos de transformação digital, em qualquer ponto do globo, esclarece a empresa em comunicado.

A Atos irá promover igualmente a abordagem ao cliente Xerox ITO, uma empresa global de gestão de negócios, documentos e serviços tecnológicos, impulsionando a sua capacidade industrial e portfólio de serviços e tecnologias de topo em áreas particulares como a cloud, Big Data, cyber-security e high power computing.

No mesmo documento, Michel-Alain Proch, do grupo SEVP, nomeado como CEO  da Atos para a América do Norte, refere que “estamos preparados e completamente operacionais de forma a assegurar a contínua oferta de serviços aos nossos clientes. Esta aliança à Xerox permite-nos combinar as nossas forças, alavancando um crescimento mais lucrativo.” Leia mais em bitmag 29/07/2015



Amadeus compra empresa e amplia portfólio de TI para hotéis

A Amadeus expandiu a oferta de tecnologia para a indústria hoteleira com a aquisição da Itesso BV, localizada na Holanda, uma provedora de sistemas de gestão de propriedades (PMS). Com o novo Itesso Enterprise Lodging System (Itesso ELS) nativo na nuvem, a empresa lidera a indústria em direção à nova geração de soluções para gestão de propriedades. A Itesso atualmente fornece tecnologia PMS para 1.800 propriedades em todo o mundo.

A transação ainda aproxima a Amadeus do objetivo de unir os sistemas hoje conhecidos como Central Reservation Systems (CRS), Property Management Systems (PMS), Revenue Management Systems (RMS), Sales & Catering e outros, em um modelo de comunidade baseado na nuvem que seja totalmente focado na experiência do hóspede.

“A tecnologia de gestão de propriedade é um componente fundamental da nossa estratégia e avaliamos diversas opções para ampliar nosso alcance nessa área", diz o vice-presidente sênior de Novos Negócios da Amadeus, Paco Perez-Lozao. "Era crucial que encontrássemos uma empresa com a expertise adequada, que focasse no sucesso do cliente e compartilhasse nossa visão. Acreditamos que temos uma grande afinidade cultural com a Itesso. Sua tecnologia se destaca e, como um PMS nativo na nuvem, pode integrar perfeitamente nossa oferta geral". Leia mais em panhoteis 29/07/2015