03 novembro 2015

DuPont vai consolidar negócios em duas unidades

A fabricante de produtos químicos e sementes DuPont disse que vai consolidar algumas empresas em duas unidades, uma de nylon e poliester e outra que faz materiais como a fibra Kevlar.

A DuPont disse que iria combinar suas tecnologias de proteção e inovações de construção empresas dentro de sua divisão de tecnologias de proteção.

O negócio combinado, Soluções de Proteção DuPont, será liderada por Rose Lee, que hoje chefia a unidade de tecnologias de proteção da empresa.

A DuPont também vai fundir suas unidades de embalagens e polímeros industriais e o negócio de polímeros em sua unidade de materiais de alta performance.

O negócio será liderada por Patrick Lindner, hoje chefe de polímeros de desempenho.

DuPont continuará a ter seis segmentos de relatórios. A consolidação será efetiva primeiro de janeiro de 2016.

A consolidação vem menos de um mês após Edward Breen assumir como presidente-executivo interino da empresa, após a aposentadoria de Ellen Kullman em outubro. (Reportagem de Sneha Banerjee) Reuters - Leia mais em bol.uol 02/11/2015

03 novembro 2015



Visa recompra Visa Europa por US$ 23,5 bilhões

A emissora americana de cartões de crédito internacionais Visa Inc. anunciou nesta segunda-feira que recomprou sua antiga filial Visa Europa em uma operação de 23,5 bilhões de dólares.

O acordo foi aprovado por unanimidade pelas duas diretorias.

Visa Europa, propriedade de um grupo com cerca de 3.000 instituções financeiras e outros fornecedores de serviços de pagamento em 38 países, foi fundada em 2004 e ganhou sua independência da Visa International Service Association em outubro de de 2007, pouco antes que a Visa Inc. começasse a ser cotada na Bolsa de Valores de Nova York.

Em um comunicado, Visa afirma que o acordo, sujeito a aprovações regulatórias que devem ser concluída no terceiro trimstre de 2016, dará aos clientes globais uma "experiência mais perfeita". Leia mais em Yahoo 02/11/2015



Cobertura para fusões e aquisições ganha força e chega ao Brasil

Apólices cobrem passivo oculto de empresas participantes; especialista acredita que transações continuarão a ocorrer no país apesar da crise
Lygia Muriel, diretora de Energia JLT.

A demanda por seguros para cobrir operações de fusões e aquisições (M&A) está começando a ganhar fôlego no Brasil, de acordo com participantes do XI Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros, em São Paulo.

Especialistas que participaram de um painel dedicado ao tema ressaltaram a tranquilidade que coberturas como as chamadas representations & warranties trazem aos participantes de operações de consolidação de mercado, ainda que o seu custo pode parecer elevado para compradores de seguros.

De acordo com Flávio Sá, coordenador de linhas financeiras da seguradora AIG, sua companhia já colocou algumas apólices de seguro para fusões e aquisições no mercado brasileiro, ainda que não tenha havido qualquer sinistro até o momento.

Mas ele espera que a demanda se consolide para um produto que é relativamente novo no mercado internacional, mas que vem ganhando bastante espaço em países como os Estados Unidos e a Austrália nos últimos anos.

O produto

As primeiras apólices de seguro para fusões e aquisições apareceram nos Estados Unidos em 1998, segundo Sá. No Brasil, a AIG oferece as apólices representations & warranties a um custo de entre 3% e 6% do limite assegurado.

A cobertura mínima é de US$ 150 mil, motivo por que Sá afirmou no painel que se trata de um produto direcionado a operações de fusão ou aquisição de empresas de um porte significativo.

Segundo os especialistas, as franquias variam entre 1% e 3% do valor assegurado, o que pode parecer um valor elevado.

Mas Lygia Muriel, diretora de Energia e Fusões e Aquisições da corretora JLT, observou que a experiência internacional mostra que cerca de um terço das apólices apresentam sinistros, o que é uma média considerada elevada.

Sá, por sua vez, disse que as apólices oferecidas pela AIG visam operações de fusão e aquisição com um valor entre US$ 20 milhões e US$ 1 bilhão.

Passivos ocultos

As coberturas para este tipo de transação servem sobretudo para garantir o pagamento de eventuais passivos ocultos que podem ser descobertos pelos participantes após as negociações terem sido finalizadas.

Os passivos ocultos são dívidas que não podem ser estimadas porque a parte vendedora, em boa-fé, não tinha conhecimento de que eles surgiriam.

Os riscos que com maior frequência produzem este tipo de passivo são os temas ambientais, tributários e trabalhistas, segundo Muriel.

“O comprador não quer ter uma surpresa”, disse ela no evento. Na grande maioria dos casos, é a empresa ou fundo que está comprando a outra empresa quem adquire a cobertura de seguro. Mas há casos em que a parte vendedora decide adquiri-la para garantir a conclusão do negócio, mesmo que surjam imprevistos.

“O passivo oculto pode acabar sendo até maior que o valor do negócio”, afirmou Muriel.

Durante as negociações entre os participantes de um processo de aquisição, a parte compradora costuma exigir que o vendedor prepare algum tipo de garantia financeira para o caso de que despesas desconhecidas apareçam no futuro.

As garantias ficam disponíveis para o comprador durante períodos de cerca de cinco anos, e sua liberação, quando necessária, pode gerar litígios que atrasam a transação.

Com a cobertura de seguro, a responsabilidade de cobrir tais eventualidades recai sobre uma seguradora de primeiro nível, liberando da necessidade de alocar fundos para a garantia financeira. “A apólice se torna uma vantagem competitiva”, disse

Por esse motivo, as coberturas do tipo representations & warranties são sobretudo um instrumento de engenharia financeira, privilegiada por exemplo por fundos de private equity que buscam entrar e sair do capital de empresas de forma dinâmica e sem deixar temas pendentes.

Mercado dinâmico

Muriel acredita que, apesar da crise econômica, operações de fusão e aquisição continuarão acontecendo no Brasil no futuro próximo.

Ela disse que nos últimos meses tem havido uma média mensal de 800 transações por mês, e que o volume deve continuar no mesmo nível, ainda que as operações estejam se tornando mais complexas devido aos efeitos da crise.

A desvalorização do real, segundo Muriel, tornou o Brasil um mercado atraente para este tipo de operação, ainda que haja alguma insegurança com a situação de crise no país.

“Os fundos de investimento americano estão interessados no Brasil”, disse ela. Áreas como tecnologia de informação, setor financeiro e varejo estão as principais áreas acompanhadas pelos investidores.

Além disso, investidores de outras partes do mundo, como a Espanha e países asiáticos estão de olho no mercado de infraestrutura, afirmou a executiva da JLT.

“Eles estão interessados em oportunidades ligadas aos ativos de empreiteiras, mandados etc.”, disse Muriel. Autoria.: ABGR / Rodrigo Amaral Leia mais em segs 02/11/2015



Activision Blizzard compra produtora do Candy Crush

Candy Crush: adição dos jogos da King vai colocar a Activision na posição de liderança global em entretenimento interativo das plataformas mobile, console e PC

A desenvolvedora de videogames Activision Blizzard anunciou a compra da King Digital Entertainment, criadora do jogo "Candy Crush Saga", por 5,9 bilhões de dólares para fortalecer seu portfólio de games para dispositivos móveis.

A ABS Partners CV, uma unidade da Activision Blizzard, vai adquirir as ações da King por 18 dólares em dinheiro cada uma, representando um prêmio de 16 por cento em relação ao preço de fechamento da King na segunda-feira.

A adição dos jogos da King vai colocar a Activision na posição de liderança global em entretenimento interativo das plataformas mobile, console e PC, disse a companhia em um comunicado.

Desenvolvedores de videogames estão mudando para o lucrativo negócio digital contra as vendas físicas de jogos, no mesmo passo em que os consumidores usam cada vez mais smartphones e tablets para jogar.

O segmento de jogos para dispositivos móveis deve gerar mais de 36 bilhões de dólares em receita no fim de 2015, de acordo com a Activision.

O presidente-executivo da Activision Blizzard, Bobby Kotick, disse à Reuters que a compra da King vai ajudar a aumentar o alcance de seus jogos e expandir em novas demografias, acrescentando que 60 por cento dos jogadores da King são mulheres.

A Activision, que detém as séries "World of Warcraft", "Call of Duty" e "Diablo", afirmou que o acordo dá à companhia mais de 500 milhões de usuários ativos mensais no mundo e que a transação vai contribuir para o resultado da empresa em 2016. Reuters Leia mais em exame 03/11/2015



02 novembro 2015

Abílio Diniz diz que "Brasil está em liquidação" e "muito barato para investidores estrangeiros"

O empresário e presidente do conselho da BRF, Abílio Diniz, afirmou nesta segunda-feira que não há uma crise econômica no Brasil, mas sim uma crise política, que tem afetado a confiança de investidores, empresários e consumidores. "No momento em que superarmos a questão política, a solução para a situação econômica virá muito rapidamente", disse em entrevista a jornalistas antes de participar do BRF Day em Nova York. A empresa de alimentos comemora 15 anos de listagem de seus papéis na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

"Ninguém está investindo, porque está faltando confiança. Não sei o que vai acontecer no curto prazo, mas tenho certeza que a situação vai ser superada. Tenho total confiança", afirmou o empresário, destacando que por conta da atual situação, o "Brasil está em liquidação". "O País está muito barato para investidores estrangeiros. Para investidores internacionais, é o momento de se aproveitar disso. Estamos em um momento ruim, mas é um momento."

Abílio afirmou que vê o dólar no Brasil negociado ao redor de R$ 4,00 como "exagerado" e que os fundamentos atuais da economia brasileira não justificam a moeda norte-americana nesse patamar. Para o empresário, o mais justo seria a divisa ser negociada ao redor de R$ 3,50.

"Todo mundo diz que o Brasil está em crise. Eu amo a crise, em toda a minha vida eu cresci em crises. Não há crise econômica no Brasil", ressaltou o empresário. Abílio contou que passou por vários momentos complicados da economia brasileira em sua vida e citou como exemplo a crise da dívida nos anos 90, quando estava no Conselho Monetário Nacional (CMN) e participou das negociações em Nova York. "Agora, o país tem US$ 370 bilhões de reservas em dinheiro. É completamente diferente", disse ele. Agência Estado Leia mais em EM 02/11/2015


02 novembro 2015



Hypermarcas vende braço de cosméticos por R$ 3,8 bilhões

Operação inclui marcas como Bozzano, Monange, Paixão, Biocolor, Risqué, Cenoura & Bronze

A Hypermarcas anunciou, nesta segunda-feira, a venda de sua operação de cosméticos para a empresa francesa Coty. A operação foi fechada por 3,8 bilhões de reais.

De acordo com comunicado, a aquisição inclui marcas como Bozzano, Monange, Paixão, Biocolor, Risqué, Cenoura & Bronze e outras do mesmo segmento.

Já os negócios de produtos descartáveis da companhia, compostos por fraldas infantis e para incontinência das marcas Pom Pom, Cremer Disney, Sapeka e Bigfral, assim como preservativos Jontex, Olla e Lovetex, os adoçantes, Zero-Cal, Finn e Adocyl, e os dermocosméticos, Episol, Epidrat e Hydraporin, não estão inclusos na operação.

“Essa transação permitirá maior foco em nosso negócio farmacêutico, setor em que já somos o campeão nacional, 1º do ranking com quase 14% de participação do mercado”, afirmou Claudio Bergamo, CEO da Hypermarcas, em comunicado.

Segundo o executivo, o valor levantado com a transação será destinado principalmente para redução do endividamento líquido da empresa e para melhoria na estrutura de capital e geração de valor para os acionistas.

A operação de cosméticos da Hypermarcas gerou faturamento líquido de quase 1 milhão de reais em 2014 - o que representa cerca de 20% da receita total da companhia.

O fechamento da aquisição está sujeita à aprovação por órgãos de defesa da concorrência e o pagamento da transação deve acontecer até o segundo trimestre do próximo ano.

Outras operações

Em julho deste ano, a P&G anunciou a venda de 43 de suas marcas de beleza para a Coty. Na ocasião, a operação foi fechada por 12,5 bilhões de dólares (algo em torno de 40,5 bilhões de reais).

A transação incluiu marcas da linha de produtos profissionais para salões e de tinturas, cosméticos e fragrâncias para varejo.Daniela Barbosa, Leia mais em EXAME 02/11/2015
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Ex-‘compradora serial’, Hypermarcas agora vende (caro)

Companhia vende cosméticos para a Coty por duas vezes o múltiplo que pagou

Desde que vendeu suas marcas de alimentação e limpeza em 2011, a Hypermarcas passou a focar em apenas dois negócios: medicamentos e produtos de consumo.

Mas seus acionistas reclamavam que o mercado quase não atribuía valor ao negócio de consumo, e que, no papel, a soma das duas partes da Hypermarcas era muito superior ao valor de mercado da empresa na Bolsa.

Essa tese de investimento vai ser testada agora.

Na manhã de hoje, a Hypermarcas anunciou a venda de seu negócio de cosméticos — que inclui marcas como Bozzano, Monange, Paixão, Biocolor, Risqué, Cenoura & Bronze — para a gigante americana Coty.
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O preço — 3,8 bilhões de reais — equivale a 3,88 vezes a receita líquida gerada pela área, de 977 milhões de reais/ano — e, nas contas de um gestor, mais de 20 vezes o EBITDA da divisão de consumo (a Hypermarcas não divulga a geração de caixa de cada negócio separadamente).

Isto significa que o negócio menos desejado da empresa foi vendido por um múltiplo bem mais alto do que o da companhia inteira.

A Hypermarcas, que fatura cerca de 5,1 bilhões de reais por ano, valia na sexta-feira 11 bilhões de reais na Bovespa — um múltiplo de 2,15 vezes.

A transação foi negociada em menos de uma semana, sem intermediários. As marcas vendidas agora foram compradas, na última década, por preços equivalentes a 1,5-2 vezes seu faturamento líquido.

O interesse da Coty mostra que, apesar da crise, os investidores estrangeiros estão com apetite para ativos brasileiros que têm escala. Sugere, ainda, que empresas internacionais estão prontos para competir com fundos de private equity na hora de raspar o tacho das empresas brasileiras neste momento de ‘valuations’ deprimidos na Bovespa.

Além disso, o cheque da Coty seria mais do que suficiente para zerar a dívida líquida da Hypermarcas, que chegava a 3,33 bilhões de reais ao final do terceiro trimestre (depois que se contabilizam as operações de proteção contra a alta do dólar), ou 2,9 vezes sua geração de caixa ns últimos 12 meses.

Entre 2001 e 2011, a Hypermarcas foi uma compradora serial, ganhando escala por meio de cerca de 40 aquisições. Apesar de mostrar margens altas sobre sua geração de caixa (mais de 20%), a Hypermarcas sempre teve que comprometer muito capital de giro para investir em marketing e financiar os compradores de seus produtos. Esta necessidade de capital impedia que sobrasse caixa para a empresa pagar dividendos e mantinha o endividamento da companhia estagnado numa faixa entre 2,5 vezes e 3 vezes sua geração de caixa. Ao vender o negócio de consumo, o que mais demandava capital de giro, a partir de agora a Hypermarcas provavelmente conseguirá ter fluxo de caixa livre positivo — e de forma sustentável.

Não entraram no negócio com a Coty as fraldas das marcas Pom Pom, Cremer Disney, Sapeka e Bigfral; os preservativos Jontex, Olla e Lovetex; os adoçantes Zero-Cal, Finn e Adocyl; e os dermocosméticos como Episol, Epidrat e Hydraporin.

Nas próximas semanas, a Hypermarcas ainda pode concluir a venda do negócio de fraldas, que ainda pode gerar mais 800 milhões de reais para a companhia, na estimativa de uma pessoa envolvida na negociação. Em 22 de outubro, a Reuters noticiou que a empresa estava em ‘conversas avançadas’ com a Kimberly-Clark, a gigante americana de fraldas e papeis descartáveis, para vender as fraldas.

Num ano de crise e de Bolsa às moscas, a venda para a Coty é uma tacada de mestre para o controlador da Hypermarcas, João Alves de Queiroz Filho, mais conhecido como ‘Júnior’, seus cinco sócios mexicanos na holding Maiorem, e para o Capital Group, o maior acionista da companhia, com 19% das ações da empresa.

Depois da venda das fraldas, a Hypermarcas passará a ser apenas uma empresa 100% farmacêutica, com um faturamento estimado em 3 bilhões de reais/ano.

No mundo todo, empresas farmacêuticas negociam a 5-6 vezes seu faturamento e, numa transação recente, a mexicana Rimsa foi vendida para a israelense Teva Pharmaceutical por 10 vezes seu faturamento de 230 milhões de dólares.

Na Bolsa de Nova York, a reação inicial dos acionistas da Coty foi positiva. As ações da empresa chegaram a subir 3,6% pela manhã e fecharam o dia em alta de 2,5%. Por: Geraldo Samor Leia mais em veja.mercados  02/11/2015
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FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 26/out a 01/nov/15

Anunciadas 10 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa no decorrer da semana de 26/out a 01/nov/15.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 6 setores.

ANÁLISE DA SEMANA

Principais transações.

NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • Senior compra empresa de software para gerenciamento de transportes. A Senior anunciou a aquisição da SOFtran, empresa de software focada em tecnologias para transporte de carga, logística e frotistas. 
  • Algar compra rede de fibra óptica em São Paulo e no Sul do país. A empresa adquirida foi a Optitel Redes, que tem oferece produtos com o serviços de internet dedicada, banda larga, EILD e Fibra Apagada. A Optitel Redes é dona de infraestrutura de fibra óptica nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
  • Mega compra canal mineiro.A Mega, empresa de sistemas de gestão sediada em Itu, no interior de São Paulo, acaba de adquirir a Mega Minas, seu canal no estado de Minas Gerais. 

"Market Movers” - Exterior

  • Tsinghua compra 25% da taiwanesa Powertech por US$600 mi. O conglomerado estatal de tecnologia Tsinghua Unigroup está comprando uma 25 por cento de ações da Powertech Technology por 600 milhões de dólares, tornando-se a maior acionista da empresa taiwanesa de testes e embalagens de chips. 31/10/2015
  • Gravity4 anuncia décima terceira aquisição. Gravity4 anuncia a aquisição da Conyak, empresa dinamarquesa especializada em otimização dinâmica criativa. A tecnologia permite aos anunciantes uma performance 100% precisa no retargeting cross device de anúncios dinâmicos, além de oferecer um mecanismo de recomendação que utiliza o comportamento de navegação e interesses dos consumidores.  Fundada em setembro de 2014, a Gravity4 fez uma série de aquisições nos últimos meses. “São empresas que complementam nossa oferta de tech marketing; as aquisições estão alinhadas com a estratégia de tornar a Gravity4 uma empresa referência em marketing cloud”, finaliza Chahal, idealizador da startup. 
  • Operadora da Bolsa de Nova York adquire Interactive Data por US$ 5,2 bilhões. A operadora de bolsa de valores Intercontinental Exchange anunciou nesta segunda-feira, 26, que chegou a um acordo para adquirir a Interactive Data Corporation, fornecedora de dados financeiros e de mercado em tempo real e serviços de infraestrutura de negociação, por cerca de US$ 5,2 bilhões. Se concretizada, esta será a maior aquisição no mercado de capitais desde a compra da Bolsa de Nova York (NYSE).26/10/2015
  • Duke Energy vai comprar Piedmont Natural Gas por US$ 4,9 bilhões. A Duke Energy fechou um acordo para comprar a Piedmont Natural Gas por cerca de US$ 4,9 bilhões. Com a transação, a empresa terá quase 1 milhão de clientes adicionais. Os acionistas da Piedmont receberão US$ 60 por ação, o que representa um prêmio de 40% sobre o valor de fechamento do papel na sexta-feira, dia 23 de outubro. 26/10/2015
HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Brasil está à venda - e barato -, mas ninguém quer comprar. Apesar da alta do dólar, que torna ativos brasileiros mais baratos para estrangeiros, a participação desses ativos nas fusões e aquisições em 2015 não aumentou. Além disso, o número de operações neste ano está menor que em anos anteriores. O dólar mais alto e o grande número de ativos à venda no Brasil ainda não despertaram o apetite dos estrangeiros por negócios brasileiros. Esses investidores também não ampliaram muito sua participação na compra de empresas brasileiras. Para o sócio da PwC Brasil e especialista em fusões e aquisições, Rogério Gollo, a expectativa de que a moeda norte-americana continue se valorizando ainda mais, a apreensão com os rumos da inflação e as dúvidas quanto à capacidade do país de retomar o crescimento econômico no curto prazo deixam os investidores estrangeiros inseguros em relação ao país. “Quando esses três itens estiverem mapeados, provavelmente teremos o crescimento do números de transações. Tem muita consulta atualmente, mas que ainda não se refletiu efetivamente em operações”, afirmou Gollo. O relatório da consultoria aponta ainda uma queda de aquisições, quando alguém adquire o controle total de uma empresa, e uma leve alta em compras, que é quando uma companhia torna-se dona de uma parte da outra, sem, no entanto, ficar com todo o controle. “Quando você tem um risco maior, você não compra o controle. Isso reduz o risco e o valor investido. Em um momento de menor [risco], esse comprador exerce a opção de adquirir o controle da empresa”, disse Gollo. Segundo ele, estrangeiros que não têm operação no Brasil entram na compra de participações antes de fazer uma aquisição total. "Tem muita consulta atualmente, mas que ainda não se refletiu efetivamente em operações”. Para Gollo, há um grande número de ativos disponíveis, e são as operações que não têm sido concluídas. Em média, avalia o sócio da PwC, entre a oferta e a conclusão do negócio há um prazo de oito a 18 meses. De acordo com ele, os preços das ofertas estão menores. “As compras e vendas de empresas ficaram mais baratas. O preço absoluto tem caído”, afirmou. Isso porque os vendedores estão pedindo menos pelos ativos, principalmente em decorrência da queda no lucro. 30/10/2015
  • Ritmo de fusões deve se intensificar na reta final de 2015. O mercado de compra e venda de participação societária no Brasil deve ganhar força no final de 2015, à medida que a expectativa de um cenário de prolongada fraqueza econômica do país esvazia as esperanças de empresas financeiramente enfraquecidas rolarem dívidas ou obter recursos via mercado de capitais. A condição relativamente mais estável do câmbio, após meses de forte declínio do real frente ao dólar, e a expectativa de aumento da alíquota do Imposto de Renda sobre ganhos de capital em bens como ações também estão acelerando conversas já mais avançadas, segundo especialistas ouvidos pela Reuters. "As coisas estão começando a se materializar", disse o chefe da área de fusões e aquisições no Brasil do Bank of America Merrill Lynch, Marcus Silberman. "Temos expectativa de fechar três a quatro transações ainda neste ano.” Um dos setores que deve se destacar no anúncio de transações nos próximos dois meses é o das empreiteiras, boa parte delas direta ou indiretamente fragilizada pela crise no setor de óleo e gás, em parte como resultado da operação Lava Jato, que investiga um esquema multibilionário de corrupção na Petrobras. "Como a economia não melhorou, empresas em dificuldades viram que não tinham muitas opções a não ser vender ativos ou buscar um sócio estratégico", disse a sócia-fundadora do escritório de advocacia Souza Cescon, Maria Cristina Cescon. Em 2015 até o fim de setembro, houve 24,5 bilhões de dólares em transações de fusões e aquisições no país, menor nível em uma década, segundo dados da Thomson Reuters. O valor despencou 44 por cento em relação ao mesmo período um ano antes. Os próprios bancos, credores de muitas dessas companhias e que têm visto a inadimplência da carteira de grandes empresas se deteriorar trimestre após trimestre, estão intensificando os trabalhos para ajudar a encontrar compradores. Por fim, o receio de enfrentar impostos mais altos sobre ganhos de capital está acelerando as conversas entre potenciais compradores e vendedores. O motivo é a Medida Provisória 692/15, que eleva a tributação dos ganhos de capital para pessoas físicas. A alíquota atual de 15 por cento do Imposto de Renda será substituída por quatro outras (15%, 20%, 25% e 30%).30/10/2015
  • Com crise e real barato, país terá mais aquisições em 2016. Negociação: pelo aumento de transações em fase inicial no trimestre, Intralinks prevê mais acordos em 2016. Por conta da desvalorização do real e das dificuldades econômicas, o próximo ano deve começar com muitas fusões e aquisições no Brasil e também na América Latina. Por meio da coleta dados do mercado, ela monitora transações que estão chegando à fase de duo dilligence – na qual uma companhia investiga informações sobre possíveis parceiras, antes de fazer uma proposta para comprar ou se fundir a elas. A partir daí, é possível prever os negócios que terão anúncio público dentro dos próximos seis meses, com índice de precisão de 95%.29/10/2015
  • Petrobras tem mais 26 ativos à venda. O conselho de administração da Petrobras aprovou uma lista de 26 ativos que podem ser vendidos, de diversas áreas de negócios da companhia, no âmbito do plano de desinvestimentos da estatal, que prevê arrecadar US$ 57,7 bilhões no período 20152019. Segundo uma fonte a par do assunto, a lista não inclui a venda de 49% da Gaspetro, braço da estatal que concentra os ativos de distribuição de gás natural, e de uma fatia na BR Distribuidora. "Já foram duas empresas colocadas à venda, a BR e a Gaspetro. Além delas, há outros 26 [ativos] aprovados para serem vendidos. Alguns estão em negociação", disse a fonte ao Valor. Questionada sobre quais áreas pertencem os 26 ativos, a fonte afirmou que são de várias unidades de negócios e que algumas negociações já foram antecipadas pela imprensa, porém, não detalhou os ativos e as áreas. 30/10/2015
  • Avança venda de divisão da Hypermarcas. As negociações para a venda da divisão de fraldas da Hypermarcas para a americana Kimberly-Clark - que teria uma proposta melhor para os controladores - evoluíram nas últimas semanas, apurou o Valor. A princípio, cálculos iniciais de mercado consideravam o valor da operação de fraldas entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. A japonesa Unicharm, que vende a marca Mamypoko, também vinha sendo considerada como provável candidata, assim como a sueca SCA. Fazem parte das negociações os bancos Citigroup, Bank of America Merrill Lynch e o Banco Bradesco BBI.
  • Empresas com dificuldades de caixa atraem fundos especializados. Um número crescente de boas empresas que repentinamente se viram em dificuldades está chamando a atenção de fundos especializados em ativos em situação de estresse. Na maior parte dos casos são companhias com endividamento alto, por vezes em dólares, e que enfrentam descasamento do fluxo de caixa com seu passivo, mas são consideradas saudáveis do ponto de vista de patrimônio, operacional e de gestão. Nesse grupo está o fundo de private equity Acon Investments, norte-americano, que vinha com foco em operações tradicionais e agora busca oportunidades em empresas com dificuldades em seus passivos. Emiliano Machado, executivo da Acon no Brasil, disse que o fundo está olhando ativos em condições pré recuperação judicial, ou seja, a companhia tem saúde operacional, mas o balanço deteriorado. Fritsch, da Canvas, disse ainda que provavelmente os bancos acabarão aumentando a venda de carteiras e que isso tende a se tornar uma prática como é em outras partes do mundo. Segundo ele, existem três bancos com propostas no mercado de venda de carteiras grandes. O executivo não mencionou diretamente as cifras, mas citou R$ 3 bilhões como um volume que seria capaz de mudar a dinâmica atual do mercado, onde a prática são lotes de milhões. "Acontecendo a primeira, veremos um volume importante", disse.25/10/2015
  • Setor de shoppings sinaliza consolidação e pode atrair interesse de fundos. Após forte expansão nos últimos anos, o setor de shopping centers sinaliza o começo de uma acomodação, com ritmo decrescente de novos empreendimentos e alguns ajustes em carteiras de ativos. De acordo com especialistas, a nova fase do segmento pode atrair a atenção de fundos de investimento nacionais e estrangeiros, que buscam comprar fatias em empreendimentos para firmar parcerias com companhias locais. Já as grandes operadoras nacionais podem ter iniciativas mais tímidas e pontuais, frente a cautela despertada pelos desafios macroeconômicos. Após a abertura do número recorde de 38 shoppings em 2013, o setor tem crescido a um ritmo mais lento, de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Em 2014, foram inauguradas 25 unidades e, para 2015, a previsão é de um total 18 novos shoppings. Caso a projeção se concretize, estarão presentes 538 shoppings no Brasil no fim do ano. Já as operadoras de shopping, em geral, devem aproveitar oportunidades mais pontuais e evitar grandes apostas. Dentre essas medidas, a Iguatemi aumentou sua fatia no shopping Pátio Higienópolis e a Gazit Brasil, divisão do grupo israelense Gazit-Globe, comprou o Shopping Light, que pertencia à General Shopping. Paralelo ao movimento de aquisições, muitos shoppings acabarão por fechar as portas, de acordo com os especialistas. A tendência é natural, de acordo com Marcia Sola, do IBOPE Inteligência, uma vez que, tomados pelo entusiasmo do consumo no País, muitos empreendimentos foram construídos em locais com potencial mais fraco de comercialização, ou criaram uma competição muito acirrada em cidades de menor porte. "Alguns empreendimentos vão ter de fechar as portas ou se reinventar, com novos conceitos ou até outros nichos de negócio" 25/10/2015
  • Tempo de consolidação na área de agroquímicos e sementes. Após irritar alguns investidores por recusar uma sondagem de compra de US$ 47 bilhões feita pela americana Monsanto, líder global em sementes, a suíça Syngenta, maior fabricante de agroquímicos do mundo, poderá ela própria se tornar protagonista de um movimento de consolidação no segmento. Para alguns analistas, essa tendência inclusive ganhou força depois da confirmação de que Mike Mack, principal executivo da Syngenta, ficará no cargo apenas até o fim desta semana. Em novembro, ele será substituído pelo diretor financeiro John Ramsay. Com a Dow Chemical examinando a possibilidade de vender sua divisão de agroquímicos e sementes e a DuPont, aparentemente, também cada vez mais perto de um desmembramento, a nova direção da Syngenta poderá, conforme esses analistas, levá-la a assumir um novo papel neste momento de transformações do mercado. Jonas Oxgaard, da gestora de investimentos Bernstein, é um dos que acreditam que a Syngenta poderá se mobilizar para adquirir os negócios da Dow – que, como a DuPont, também é americana. 27/10/2015
  • Galvão vende ativos para sobreviver à Lava-Jato. Endividado e envolvido na Operação Lava-Jato, o grupo Galvão se prepara para vender mais ativos na tentativa de ganhar fôlego financeiro. No próximo mês, será a vez de sua fatia de 66% na empresa de saneamento CAB Ambiental. O preço foi fixado em R$ 600 milhões..26/10/2015
  • Odebrecht Transport renegocia dívida com bancos e busca sócio para rodovias. Até um ano atrás, o principal foco da Odebrecht Transport, braço de transporte e mobilidade urbana do Grupo Odebrecht, era procurar oportunidades de investimentos para ampliar a estrutura da empresa. Mas a crise econômica e a Operação Lava Jato, envolvendo a construtora Norberto Odebrecht, mudaram o rumo dos negócios. Hoje, a prioridade é renegociar dívidas com bancos, buscar financiamentos para projetos em andamento e encontrar sócios estratégicos para reforçar o capital. "Gasto 70% do meu tempo com questões ligadas a financiamentos", diz Paulo Cesena, presidente da Odebrecht Transport, empresa que foi protagonista dos últimos leilões realizados pelos governos federal e estadual.  Uma iniciativa da Odebrecht Transport para reforçar o caixa é buscar um sócio para a empresa de rodovias, que detém a concessão de 1.700 km. Mas Cesena diz que essa sempre foi uma estratégia do grupo. Todas as outras unidades de negócios têm sócios. Em mobilidade, a parceira é a Mitsui; em portos, a DPW; e em aeroportos, a Changi. Em rodovias, Cesena diz que conversou com alguns potenciais investidores, mas que não há negociação perto de ser concluída. O fato é que, diante do atual cenário, a Odebrecht Transport quer focar seus negócios nas concessões. Para isso, tem avaliado ativos não estratégicos para se desfazer. O primeiro deles foi a ConectCar - empresa de pagamento de pedágio, estacionamento e combustíveis - vendida semana passada para o Itaú Unibanco. A companhia embolsou R$ 150 milhões com o negócio.   26/10/2015
  • Carrefour e outras 5 teriam interesse na BR Distribuidora. BR Distribuidora: grupos nacionais e da China e Holanda também estariam de olho na companhia. Desde que a Petrobras anunciou que colocaria a BR Distribuidora à venda, pelo menos seis grupos manifestaram interesse em comprar uma fatia da empresa, entre eles o Carrefour. A informação é do Valor Econômico. De acordo com o jornal, uma fonte ligada ao comando da estatal disse que ela avalia repassar ao mercado entre 25% a 40% da subsidiária de distribuição. A petroleira desenrola um plano de desinvestimentos com o qual pretende levantar 15,1 bilhões de dólares entre 2015 e 2016.  26/10/2015
  • 'Estamos falando aqui de recessão sobre recessão’. Para economistas que convivem com o dia a dia dos investidores, a crise será longa; pode levar as contas públicas ao colapso e desestruturar o setor produtivo. Para orientar decisões de investimento, parte do trabalho deles é fazer a ponte entre os números frios dos indicadores e o desempenho da economia real. O trio hoje é categórico: dias piores virão. A raiz do problema não é apenas o desarranjo econômico, mas o impasse político, que impede o andamento de uma agenda de reformas vitais para destravar os negócios e devolver a confiança ao País. Enquanto o nó não for desatado, eles preveem que a recessão de 2015 tende a se estender por 2016 – e talvez ir mais adiante.31/10/2015
M & A - COMPRA
  • Oi e LetterOne acertam negociar por 7 meses injeção de capital para fusão com TIM. A operadora de telecomunicações Oi e o fundo russo LetterOne acertaram negociar por sete meses a injeção de capital de 4 bilhões de dólares na empresa para tentar viabilizar a eventual fusão com a TIM Participações. Em fato relevante publicado nesta sexta-feira, a Oi informou ter enviado contraproposta de negociações exclusivas com o fundo russo por sete meses contados a partir de 23 de outubro. De acordo com a empresa, o fundo do bilionário Mikhail Fridman aceitou a contraproposta. "Se concretizada a operação em construção, espera-se uma redução de alavancagem da Oi, tornando-a um player mais robusto, e a geração de importantes sinergias e ganho de escala", informou a empresa no comunicado.30/10/2015
  • BRF vislumbra movimento agressivo de aquisições no exterior. Resultados das operações internacionais no terceiro trimestre animaram a direção da companhia… que vislumbra aquisicões mais “agressivas”do que as feitas... 30/10/2015
  • NEC negocia aquisições de empresas no Brasil. O presidente da companhia, Daniel Mirabile, diz que está em 'due dilligence' em uma companhia e a ideia é fechar essa aquisição ainda em 2015. "E não será a única. Vamos fazer mais em 2016", reforçou o executivo. ...29/10/2015
  • JBS iniciará 2016 pronta para aquisições, diz presidente. A JBS deve começar 2016 pronta para muitas aquisições, disse nesta terça-feira o presidente do Conselho de Administração da companhia, Joesley Batista. "O ano de 2015 será o melhor ano da nossa história, vamos começar 2016 com baixo endividamento e pronto para muitas aquisições", disse Batista durante evento da revista The Economist. 27/10/2015
  • Seguradora francesa Axa segue com apetite por aquisições no País. Favorecida pela desvalorização do real, a seguradora francesa Axa mantém apetite para aquisições no Brasil e vê no sistema de saúde local uma oportunidade futura de negócio. Nos últimos cinco anos, a companhia, que soma 1,3 trilhão em ativos ao redor do globo, comprou 20 empresas no mundo. Dessas, apenas uma foi no Brasil, a primeira desde que se restabeleceu no País. Após algumas tentativas sem sucesso, o alvo foi a carteira de grandes riscos da SulAmérica por R$ 135 milhões, cuja compra deve ser concluída ainda este ano.25/10/2015 
PRIVATE EQUITY
  • Fundos têm mais de R$ 1 bi para startups. O Brasil tem hoje mais de R$ 1 bilhão em recursos disponíveis nos fundos de capital semente e venture capital para financiar startups, segundo Clovis Meurer, fundador e vice-­presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap). Esses gestores estão em busca de negócios interessantes para aportarem de R$ 100 mil a R$ 4 milhões, sob a forma de participação societária.30/10/2015 
  • Educação tem nova onda de investimentos. Os fundos de “private equity” (participação acionária) voltam a mostrar apetite para investir no setor de educação. Nomes como americano Carlyle, os brasileiros Tarpon e Península e o Fundo Soberano de Cingapura começam a entrar num espaço que já tinha o Advent, que fez os primeiros aportes na Kroton, e a Vinci Partners, que vendeu sua que vendeu sua participação na Fanor em 2009. Os seis fundos investiram cerca de US$ 5 bilhões no controle de instituições de ensino brasileiras. A movimentação no setor é grande porque no longo prazo há um potencial de ganho, uma vez que no Brasil apenas 15% dos jovens entre 18 e 24 anos estão no ensino superior e a meta do governo é dobrar esse percentual em 2025.  26/10/2015
  • Warburg e Gávea estudam a Predial. Neo Investimentos negocia a venda da participação no Grupo Predial de Serviços (GPS), que presta serviços de terceirização de serviços de limpeza, segurança e gestão de edifícios... 26/10/2015
  • Fundos voltam apostar no varejo. No início dos anos 2000, as grandes redes de franquias brasileiras depararam com um assédio inesperado de fundos de investimento em participações e private equity nacionais e estrangeiros. A euforia passou e os investimentos previstos para o segmento de franchising ficaram abaixo do esperado pelo mercado, sobretudo, em relação às pequenas e médias redes. Desde 2014, porém, o movimento começa a ganhar corpo novamente, mas de forma mais equilibrada do que no primeiro momento. No ano passado, o Gávea Investimentos comprou quase 30% da marca brasileira de óculos Chilli Beans, tomando assento no conselho administrativo; o britânico Actis investiu US$ 68 milhões na rede de escolas de idiomas CNA e, em junho deste ano, a Squadra Investimentos tornou­-se dona de 100% da Imaginarium. A 2+Capital, fundo de private equity focado em empresas brasileiras, que tem como investidores Artur Grynbaum e Miguel Krigsner, principais acionistas do grupo O Boticário.Eles objetivam trabalhar com os empreendedores no desenvolvimento de seus negócios, trazendo gente, dinheiro, experiência e uma boa rede de relacionamentos. “Não investimos apenas para vender no futuro”, reforça. Com esta cartilha o fundo investiu em dezembro de 2010 na Frajo, distribuidora de cosméticos importados, com sede em Campinas; em 2011, comprou participação na Scalina, dona das marcas Trifil e Scala, e, em 2014, na Cia Tradicional de Comércio, referência no mercado gastronômico casual do Brasil, dona das marcas Piraja, Astor, Braz e Lanchonete da Cidade, entre outras.30/10/2015
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
  • FTPI Digital adquire a Boo-box. A Boo-box, empresa de tecnologia para publicidade e mídias sociais, foi adquirida pela FTPI Digital, companhia que comercializa mídia em sites verticais, como Spotify, Jovem Nerd, Catraca Livre, Sensacionalista e Brainstorm9. A negociação para a aquisição da empresa foi acelerada nos últimos três meses, mas as empresas tem parcerias há três anos. Em 2013, a FTPI Digital passou a ser a representante comercial da Boo-Box em alguns estados do Brasil. “Eu considero a Boo-box uma missão cumprida pra mim, mas a empresa continua mais forte que nunca com os novos controladores. A negociação da empresa é a consequência de um trabalho bem feito”, finaliza Gomes. A Boo-box colabora possui uma rede de mais de 700 mil sites, que atinge 63 milhões de usuários no Brasil. A FTPI Digital tem sede em São Paulo e escritórios no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. 26/10/2015 
  • Hallstar Adquire Companhia Brasileira de Especialidades Químicas Fortinbrás Como Parte da Contínua Expansão Global. Hallstar, uma empresa mundial fabricante de especialidades químicas, anuncia a aquisição da Fortinbrás, uma empresa fabricante de especialidades químicas com sede em Jaguariúna, São Paulo, Brasil. A aquisição é o mais recente constante avanço da trajetória de crescimento e expansão global da Hallstar.  Hallstar é líder mundial no desenvolvimento de soluções de especialidades químicas. 26/10/2015
  • São Carlos vende participação em prédio por R$ 265 milhões. A São Carlos Empreendimentos (SCAR3) anunciou a venda do prédio Centro Empresarial do Aço, em São Paulo, por R$ 265 milhões. O valor inclui o saldo de financiamento da empresa que controla empreendimento. A empresa não informou o comprador. O prédio está localizado no bairro do Jabaquara, a aproximadamente 1 km do Aeroporto de Congonhas. É composto por 2 torres de escritórios classe A e possui 28.403 m² de área bruta locável e 805 vagas de garagem. A aquisição pela São Carlos foi realizada em 2012 por R$ 192 milhões, o que implica ganho de 38% na operação. 27/10/2015
  • Zup recebe aporte da Kaszek Ventures. A Zup, empresa que possibilita a digitalização de negócios tradicionais através de uma plataforma para acelerar a integração de sistemas e facilitar a administração de APIs, anuncia sua primeira rodada de investimento liderada pela Kaszek Ventures, fundo de investimento comandado por  ex-executivos do Mercado Livre.  “Nossa tecnologia proprietária conecta e automatiza o processo de integração de quaisquer sistemas, o que normalmente é um ciclo longo e caro por envolver muitos profissionais especializados em programação em diversas linguagens”, diz Bruno Pierobon, CEO da Zup. Os recursos captados serão focados na sequência na ampliação da área de pesquisa e desenvolvimento da empresa e na aceleração do crescimento da empresa, que em breve iniciará sua expansão na América Latina. A companhia tem a sede em Uberlândia, onde está instalada a área de pesquisa e desenvolvimento, e conta com escritórios em São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Paulo. 27/10/2015 
  • Ball Corp adquire participação remanescente na joint venture brasileira. Ball Corp. anunciou que vai adquirir a participação minoritária de 39,9% de propriedade de seus parceiros da joint-venture na Latapack-Ball. A operação fornece latas ao mercado brasileiro a partir de quatro instalações industriais.  27/10/2015 
  • Senior compra empresa de software para gerenciamento de transportes. A Senior anunciou hoje (29/10) a aquisição da SOFtran, empresa de software focada em tecnologias para transporte de carga, logística e frotistas. A estratégia faz parte do planejamento da Senior de crescimento e fortalecimento dos negócios no segmento. A SOFtran deverá fechar 2015 com faturamento de R$ 6 milhões. Localizada em Joinville/SC, a SOFtran atende todo o território brasileiro e gerencia mais de 18 mil usuários on-line todos dias. A companhia atende os setores de carga fracionada, e-commerce, retalhista, química, granel, carga seca, e milk run.   29/10/2015
  • Petrobras conclui acordo com Guarani com aporte de R$268 mi. A Tereos Internacional informou que a Petrobras elevou sua participação na empresa do setor de açúcar e etanol Guarani, ao concluir a última etapa de um aporte de capital previsto em acordo assinado em 2010, desembolsando 268,1 milhões de reais. Dessa forma, a Petrobras Biocombustível passará a deter 45,9 por cento do capital social da Guarani, enquanto a francesa Tereos permanecerá detendo 54,1 por cento da empresa. O investimento total da Petrobras, com o aporte que deverá ser realizado até 5 de janeiro de 2016, somará 1,611 bilhão de reais, ajustado pela inflação, disse a Tereos. O acordo de 2010 assinado pela Tereos e pela Petrobras em relação aos ativos da Guarani anteviu um aumento gradual de participação pela petroleira brasileira ao longo do tempo, dependendo da execução de alguns investimentos. A Guarani possui sete usinas em São Paulo, o maior Estado produtor. As instalações têm capacidade de produção combinada de 1,73 milhão de toneladas de açúcar e 903 milhões de litros de etanol por ano.30/10/2015
  • Algar compra rede de fibra óptica em São Paulo e no Sul do país. A empresa adquirida foi a Optitel Redes, que tem oferece produtos nos mercados corporativo, governamental e atacadista, com o serviços de internet dedicada, banda larga, EILD e Fibra Apagada. A Optitel Redes é dona de infraestrutura de fibra óptica nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O conselho de administração da companhia aprovou hoje a assinatura do contrato. 30/10/2015
  • Mega compra canal mineiro.A Mega, empresa de sistemas de gestão sediada em Itu, no interior de São Paulo, acaba de adquirir a Mega Minas, seu canal no estado de Minas Gerais.  O negócio não teve o valor revelado. A Mega Minas foi inaugurada em 2010 e no início, tinha a sua atuação concentrada apenas em Belo Horizonte com oito funcionários. Hoje, já tem presença em Juiz de Fora, Ipatinga, Pouso Alegre e Montes Claros, totalizando 30 profissionais que compõem as áreas de vendas e serviço. A aquisição do controle após a empresa ter comprado uma participação não revelada na Mega Minas, ainda em setembro de 2014. Com as compras, a Mega faturou R$ 68,5 milhões em 2014, uma alta de 6% em relação ao ano anterior. A Mega e outros players como a catarinense Senior e a gaúcha Cigam são as empresas de sistemas de gestão de brasileiras a terem escapado da onda de consolidação do mercado. 29/10/2015 
  • Chinesa Zotye compra a nacional TAC Motors. A montadora chinesa Zotye anunciou a aquisição da brasileira TAC Motors. A empresa injetou R$ 190 milhões na negociação para a compra da fabricante de jipes localizada em Sobral (CE), e faz parte da estratégia da marca para sua chegada ao País. As marcas estavam em negociação desde março. Com esse aporte, a TAC volta a produzir normalmente e não mais apenas sob encomenda. Além de melhorar o jipe Stark que tem motor turbodiesel 2.3 de 127 cv e 32,6 mkgf e câmbio manual de cinco marchas, a marca já desenvolve uma inédita picape com tração 4x4 - que deve chegar às lojas no final de 2016 -, uma versão flexível do jipe com câmbio automático e uma variante elétrica.26/10/2015
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA
QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES



Companhias miram captação na Bolsa e aguardam cenário melhor

Algumas empresas estão tentando driblar a crise que o país atravessa e começam a olhar alternativas no mercado de capitais. Embora os planos para uma abertura de capital não seja para o curto prazo, já fazem a lição de casa, trabalhando em estruturas internas e iniciando conversas com possíveis investidores. Os objetivos passam pela captação visando sustentar o crescimento e por ganhar credibilidade que pode vir na esteira de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Uma dessas companhias é a GTFoods, que atua no segmento de abate de aves, é dona da marca Frangos Canção e vê no mercado de capitais alternativa para viabilizar uma nova frente de crescimento orgânico para a empresa, ou até mesmo por aquisição. "O plano é ser a terceira maior produtora de aves do Brasil, conta o diretor financeiro, Vítor Bellizia. A ideia, assim, é conseguir passar na frente da Aurora, que hoje ocupa a posição almejada pela GTFoods.

Depois de participar de uma série de fóruns promovidos por bancos de investimento ao longo deste ano, a companhia participou nesta semana do 10º Fórum de Abertura de Capital, promovido pela BM&FBovespa. Bellizia conta que a empresa está estruturando sua governança corporativa e que a intenção é fazer no segundo semestre de 2016 a listagem no Bovespa Mais, que é o segmento de acesso da Bolsa brasileira - em que é possível se listar sem emitir ações. A partir daí, a intenção é aguardar uma janela de oportunidade para realizar o IPO.

Cristiana Pereira, diretora de Desenvolvimento de Empresas da BM&FBovespa, lembra que realizar primeiramente a listagem, para em um segundo momento partir para uma emissão de ações, é uma estratégia indicada para muitas empresas, já que a companhia, uma vez listada, passa a adotar práticas de companhias abertas e começa a ser mais conhecida pelos investidores, o que é um benefício no momento do IPO.

"É preciso manter continuidade do Fórum, que existe desde 2002. Nesse ano, o número de empresas que participaram é maior do que no ano passado", destaca Cristina. Ao todo já passaram por esse Fórum 36 empresas, sendo que seis delas abriram capital se listando no Novo Mercado, segmento de maiores exigências de governança corporativa, entre elas Bematech e CSU Cardsystem.

Hoje se apresentaram cinco companhias no Fórum a um público formado por bancos de investimento, corretoras, asset managements e fundos de private equity, venture capital e de pensão. Além da GT Foods participaram as empresas You,Inc, Labtest, Time-Now Engenharia e Gera, dos setores de incorporação, saúde, consultoria de engenharia e tecnologia da informação, respectivamente.

A Gera planeja ampliar sua presença internacional e para isso a percepção de que um "sobrenome" dado por meio de uma abertura de capital ou pela entrada de um fundo de private equity, que compra participação de companhias, será a melhor estratégia, acredita o sócio diretor da companhia, Alencar de Carvalho. "Viemos até aqui sozinhos e agora decidimos abrir mão de parte do equity", destaca o diretor da companhia, que está presente no México e Peru, além do Brasil.

Do setor de construção, a incorporadora You,Inc acredita que um IPO poderá ajudar a reduzir o custo de capital da empresa. "A empresa tem potencial para ter uma estrutura de capital mais barata e de mais longo prazo. Somos muito estruturados desde o primeiro dia. A empresa foi criada como uma companhia de capital aberto", destaca Eduardo Muszkat, sócio ao lado de Abrão Muszkat, o último ex-sócio-fundador da Even Construtora, que juntos lançaram, há seis anos, a You,Inc. Entre os diferenciais, Muszkat cita que a incorporadora é focada em São Paulo, em apartamentos compactos e bem localizados. "Esse produto tem mais liquidez e eu tenho economia de escala e menor riscos", frisa.

O sócio de M&A da consultoria Grant Thornton, Paulo Funchal, destaca que muitas companhias estão relutantes em relação a uma abertura de capital, mas que um IPO é um processo que precisa contar com a fase de preparação. A Grant Thornton, que apoiou o Fórum, trabalhou junto com as empresas selecionadas para prepará-las ao evento.

Esforços Restritos

Atentas à nova modalidade para emissão de ações, via esforços restritos, muitas companhias vislumbram que essa pode ser a alternativa para o sucesso de uma abertura de capital. "É uma alternativa mais rápida e de custos menores para a emissão", destaca Muszkat, da You,Inc.

A GT Foods não descarta a realização da sua oferta de ações com esforços restritos e lembrou que, quando chegar o momento, essa decisão poderá depender do tamanho da emissão, inferior ou superior a R$ 500 milhões.

Cristiana, da Bolsa, lembra que um dos atrativos de um IPO no Bovespa Mais - que acaba acontecendo necessariamente quando a emissão é de esforços restritos - é que a empresa emissora poderá contar ainda com o apoio do BNDES, que criou um fundo de R$ 1 bilhão destinado a essas ofertas realizadas nesse segmento, podendo subscrever até 20% da ofertas e com os dois fundos destinados a pequenas e médias empresas (PMEs) lançados com o apoio do banco de fomento, um do Brasil Plural e outro da Leblon.

No Bovespa Mais há hoje dez companhias listadas, sendo duas delas no Bovespa Mais Nível 2, que permite a emissão de ações ordinárias e preferenciais.

Para estar apta a utilizar esse modelo de emissão é exigido que a companhia tenha o registro de companhia aberta na autarquia na categoria A, que é aquela que permite a emissão de qualquer valor mobiliário, incluindo ações. A regra é limitada aos investidores qualificados, sendo oferecida a 75, mas com apenas 50 investidores nacionais podendo realizar a subscrição. Em relação aos estrangeiros, não foi imposta uma limitação.Fernanda Guimarães, do Estadão Leia mais em exame 02/11/2015



01 novembro 2015

Chinesa Zotye compra a nacional TAC Motors

Empresa investiu R$ 190 milhões na fabricante de jipes; picape 4x4 e Stark flexível são projetos em andamento
Zotye não anunciou os valores da transação pela compra da TAC

A montadora chinesa Zotye anunciou a aquisição da brasileira TAC Motors. A empresa injetou R$ 190 milhões na negociação para a compra da fabricante de jipes localizada em Sobral (CE), e faz parte da estratégia da marca para sua chegada ao País. As marcas estavam em negociação desde março.

Com esse aporte, a TAC volta a produzir normalmente e não mais apenas sob encomenda. Além de melhorar o jipe Stark que tem motor turbodiesel 2.3 de 127 cv e 32,6 mkgf e câmbio manual de cinco marchas, a marca já desenvolve uma inédita picape com tração 4x4 - que deve chegar às lojas no final de 2016 -, uma versão flexível do jipe com câmbio automático e uma variante elétrica.

Os chineses pretendiam estar comercializando seus produtos já em 2015, com lançamento da marca no Salão do Automóvel 2014. "A fábrica que estava certa para ser instalada em Colatina (ES), a 150 km da capital Vitória, será levantada em outro lugar. O anúncio deve ser feito até o final do mês que vem", diz o Diretor da Zotye Brasil, Cadu Barbosa.

Inicialmente serão fabricados apenas o compacto Z100 - que aqui será chamado de Lodge - que tem motor 1.0 três cilindros de 68 cv, e o utilitário-esportivo T200 (Hunter) com propulsor 1.5 de 110 cv, os dois motores serão "nacionalizados" para contar com a tecnologia flexível. Os preços divulgados para os modelos em 2014 iniciavam em R$ 23 mil e R$ 49.900, respectivamente.

Além dos dois modelos citados acima, a Zotye pretende trazer via importação um jipinho maior, o T600 com câmbio automático e motor 2.0, que brigaria com o competitivo segmento de Honda HR-V e Jeep Renegade, entre outros. O quarto veículo, também vindo da China, é o sedã Z500, que contará com motor 1.5 turbo a gasolina.

Além do Stark elétrico, a empresa pretende produzir um Zotye elétrico, a aposta é que seja o E01, que tem dimensões de um Smart Fortwo, mas aparência que remete ao Range Rover Evoque. Ele promete autonomia de 150 km e velocidade máxima de 80 km/h.

História da TAC Motors. Apresentado como protótipo em 2006, o jipinho Stark só chegou às ruas três anos depois, em uma série limitada de 199 unidades. A fábrica, que inicialmente ficava em Santa Catarina foi transferida de para Sobral, no Ceará, mas permaneceu parada de 2012 a 2014.

Atualmente, unidades do jipinho eram produzidas somente sobre encomenda e desde o início do ano os acionistas buscavam novos investidores para injetar dinheiro, o que permitiria aumentar a produção, além de fazer melhorias e mudanças visuais no 4x4. JOSÉ ANTONIO LEME Leia mais em estadao em 26/10/2015

01 novembro 2015



'Estamos falando aqui de recessão sobre recessão'

Para economistas que convivem com o dia a dia dos investidores, a crise será longa; pode levar as contas públicas ao colapso e desestruturar o setor produtivo

Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos, e Cláudio Adilson Gonçalez, diretor-presidente da MCM Consultores, têm uma visão privilegiada do Brasil.

Para orientar decisões de investimento, parte do trabalho deles é fazer a ponte entre os números frios dos indicadores e o desempenho da economia real.

O trio hoje é categórico: dias piores virão.

A raiz do problema não é apenas o desarranjo econômico, mas o impasse político, que impede o andamento de uma agenda de reformas vitais para destravar os negócios e devolver a confiança ao País.

Enquanto o nó não for desatado, eles preveem que a recessão de 2015 tende a se estender por 2016 – e talvez ir mais adiante.

A seguir trechos da entrevista que concederam à TV Estado, que pode ser vista na íntegra pela internet. .... ALEXA SALOMÃO E RICARDO GRINBAUM Leia mais em estadao 31/10/2015



Recessão devolve 3,3 milhões de famílias à classe D/E

A recessão derrubou parte da nova classe média, a população da classe C, para a base da pirâmide social. Entre 2006 e 2012, no boom do consumo, 3,3 milhões de famílias subiram um degrau, das classes D/E para a classe C, segundo um estudo da Tendências Consultoria Integrada. Eles começaram a ter acesso a produtos e serviços que antes não cabiam no seu bolso, como plano de saúde, ensino superior e carro zero. Agora, afetadas pelo aumento do desemprego e da inflação, essas famílias começam a fazer o caminho de volta.

De 2015 a 2017, 3,1 milhões de famílias da classe C, ou cerca de 10 milhões de pessoas, devem cair e engordar a classe D/E, aponta o estudo. "A mobilidade que houve em sete anos (de 2006 a 2012) deve ser praticamente anulada em três (de 2015 a 2017). Estamos vivendo, infelizmente, o advento da ex-nova classe C", diz o economista Adriano Pitoli, sócio da consultoria e responsável pelo estudo.

Para projetar esse número, Pitoli considerou que, entre 2015 e 2017, a economia deve recuar 0,7% ao ano; a massa real de rendimentos, que inclui renda do trabalho, Previdência e Bolsa Família, vai cair 1,2% ao ano, e o desemprego deve dar um salto, atingindo 9,3% da população em idade de trabalhar em dezembro de 2017 - o maior nível em 13 anos. Segundo o estudo, a classe C é formada por famílias com renda mensal entre R$ 1.958 e R$ 4.720 e a classe D/E por aquelas com rendimento mensal de até R$1.957.

"É a primeira queda da classe C em número de famílias desde 2003 e o primeiro ano de crescimento expressivo da classe D/E", diz Pitoli. Só neste ano, a classe D/E vai ser ampliada em cerca de 1,5 milhão de famílias; em 1,1 milhão em 2016 e em 454 mil em 2017. "Grande parte dessas famílias está fazendo o caminho de volta, vieram da classe C", diz Pitoli. Mas ele pondera que outra parcela é de novas famílias formadas dentro da própria classe D/E.

O economista diz que as pesquisas do IBGE, base da projeção, não permitem saber quanto é cada parcela, uma vez que a instituição não acompanha família a família. "Mas, naturalmente, a mudança de composição tem a ver com as migrações (de uma classe para outra)."

Para o economista Mauro Rochlin, professor de MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os fatores que estariam levando parte das famílias de classe C a retornar ao estrato de origem são a alta impressionante no número de desempregados, o fechamento de vagas, o salário médio real que parou de subir e o crédito mais caro e restrito. "Tudo isso conspira a favor da ideia de que estaria havendo essa migração."

Maurício de Almeida Prado, sócio-diretor do Plano CDE, consultoria com foco na baixa renda, aponta que a faixa mais vulnerável à recessão é a baixa classe C, uma vez que 50% dela estão na informalidade. "A classe média baixa tem maior risco de voltar atrás. Ela tem pouca escolaridade, sente muito a queda da economia pelo emprego informal, quase nenhuma poupança e uma rede de contatos limitada para obter emprego."

Na prática

Myrian Lund, professora da FGV e planejadora financeira, que orienta por meio de um site famílias que precisam reestruturar as finanças, diz que a perda de poder aquisitivo da classe C afeta tanto empregados como desempregados. No caso dos empregados, ela diz que estão muito endividados, pois pegaram empréstimo com desconto em folha (consignado). Apesar de o juro dessa linha de crédito ser menor, hoje a prestação do financiamento está pesando mais no bolso dessas famílias, já que, em meio à recessão, o salário não terá aumento acima da inflação.

Para Prado, da Plano CDE, ainda que essas famílias tenham queda de renda, elas configuram uma classe baixa diferente, pela experiência adquirida com a ascensão. "É um novo tipo de classe baixa: mais conectada, escolarizada e de certa forma até mais preparada." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.  Márcia De Chiara e Anna Carolina Papp Leia mais em atarde.uol 01/10/2015



31 outubro 2015

Brasil está à venda – e barato –, mas ninguém quer comprar

Apesar da alta do dólar, que torna ativos brasileiros mais baratos para estrangeiros, a participação desses ativos nas fusões e aquisições em 2015 não aumentou. Além disso, o número de operações neste ano está menor que em anos anteriores

O dólar mais alto e o grande número de ativos à venda no Brasil ainda não despertaram o apetite dos estrangeiros por negócios brasileiros. Esses investidores também não ampliaram muito sua participação na compra de empresas brasileiras. Para o sócio da PwC Brasil e especialista em fusões e aquisições, Rogério Gollo, a expectativa de que a moeda norte-americana continue se valorizando ainda mais, a apreensão com os rumos da inflação e as dúvidas quanto à capacidade do país de retomar o crescimento econômico no curto prazo deixam os investidores estrangeiros inseguros em relação ao país.

“Quando esses três itens estiverem mapeados, provavelmente teremos o crescimento do números de transações. Tem muita consulta atualmente, mas que ainda não se refletiu efetivamente em operações”, afirmou Gollo.

Para o diretor para América Latina de ratings corporativos do setor de indústrias pesadas da agência de classificação de riscos Standard & Poor's, Diego Ocampo, está havendo, em geral, uma redução do apetite pela região da América Latina. “Mas principalmente pelo Brasil, por causa do momento econômico que está enfrentando e com a dificuldade adicional que é o momento político”, disse Ocampo.

Segundo o professor de MBAs da FGV (Fundação Getulio Vargas), Mauro Rochlin, a instabilidade política, os marcos regulatórios e a segurança jurídica desse momento podem estar pesando mais do que a questão cambial no interesses de estrangeiros em negócios brasileiros.

Em números
A PwC mostra a participação de estrangeiros nas fusões e aquisições anunciadas entre janeiro e setembro deste ano. Segundo os dados, o número de operações desse tipo com parceria de estrangeiros ficou praticamente inalterado, com alta de apenas 3% em relação ao mesmo período de 2014, passando de 248 para 256. No mesmo período de comparação, o número geral de operações de fusões e aquisições caiu de 640 para 565.  Em setembro, as transações somaram 52, o menor número de operações desde 2007, quando foram feitas 50.  Em setembro de 2014, de acordo com os dados da PwC, foram 87 registros.

O relatório da consultoria aponta ainda uma queda de aquisições, quando alguém adquire o controle total de uma empresa, e uma leve alta em compras, que é quando uma companhia torna-se dona de uma parte da outra, sem, no entanto, ficar com todo o controle. “Quando você tem um risco maior, você não compra o controle. Isso reduz o risco e o valor investido. Em um momento de menor [risco], esse comprador exerce a opção de adquirir o controle da empresa”, disse Gollo. Segundo ele, estrangeiros que não têm operação no Brasil entram na compra de participações antes de fazer uma aquisição total.

"Tem muita consulta atualmente, mas que ainda não se refletiu efetivamente em operações”
Rogério Gollo, PwC Brasil

Crise
Para Gollo, há um grande número de ativos disponíveis, e são as operações que não têm sido concluídas. Em média, avalia o sócio da PwC, entre a oferta e a conclusão do negócio há um prazo de oito a 18 meses. De acordo com ele, os preços das ofertas estão menores. “As compras e vendas de empresas ficaram mais baratas. O preço absoluto tem caído”, afirmou. Isso porque os vendedores estão pedindo menos pelos ativos, principalmente em decorrência da queda no lucro.

Se a participação na empresa ou mesmo toda a unidade lucra menos, ela vale menos. Em outro ponto, o custo para quem compra está maior, porque ele comprará uma empresa que gera menos receita e também os financiamentos estão mais altos.

R$ 150 bilhões à venda
A venda de ativos é uma das soluções encontradas por setores brasileiros para fugirem da crise e reduzirem o endividamento. Levantamento de investidores apontam que há cerca de R$ 150 bilhões em ativos à venda, que incluem negócios integrais e participações em sociedades.

Um exemplo disso são as construtoras que estão se desafazendo de projetos na área de logística. O grupo Andrade Gutierrez, uma das 23 empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato, que investiga corrupção em contratos da Petrobras, começou a ofertar parte de seus ativos para grupos e fundos de investimentos estrangeiros.

Entre esses ativos está a participação na concessionária CCR. Outra construtora, a Engevix, também envolvida na Lava-Jato, já anunciou a venda de sua participação nos aeroportos de Natal e Brasília.

O maior plano de venda de ativos é o da Petrobras, US$ 15,1 bilhões em 2015 e 2016, para manter foco na atividade de exploração e produção de petróleo. Na lista de desinvestimentos da estatal estão usinas térmicas e participações no controle de distribuidoras estaduais de gás natural, além da abertura de capital BR Distribuidora. A CSN e a Vale também têm anunciado planos de concentrar investimentos em ativos mais rentáveis.

Rochlin, da FGV, destaca que a venda de partes ou até de empresas inteiras é um movimento comum em momentos de crise, mas pondera que a venda de ativos em momentos de preços tão ruins pode ser desencorajador, mesmo que isso signifique reduzir o endividamento das empresas. Segundo ele, os preços baixos são o motivo, por exemplo, do adiamento da oferta de ações da BR Distribuidora, pela Petrobras.

Para Ocampo, a opção de vender unidades que não fazem parte da atividade principal é positivo para as empresas, que podem concentrar investimentos onde existe maior potencial de ganho e melhorar a estrutura de capital. Rochlin também ressalta que aumentar a área de atuação pode reduzir riscos, mas também acaba dispersando o foco e reduzindo a rentabilidade. “Qualquer tipo de diversificação acaba sendo uma diminuição”, afirmou.

Segundo a economista da GO Associados, Mariana Orsini, além da venda de ativos há um movimento de reestruturação dentro das grandes empresas na tentativa de driblar a crise econômica, que incluem demissões e também a redução de custeio. “São ações de mais curto prazo”, disse. Laís Lis Leia mais em fatoonline 30/10/2015
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31 outubro 2015