02 julho 2016

Bradesco paga R$ 16 bilhões e conclui compra do HSBC Brasil

O Bradesco concluiu sexta-feira (1º) a compra do HSBC Brasil, com um pagamento de R$ 16 bilhões e emparelha com o Itaú Unibanco na disputa pelo ranking de maior instituição financeira privada do país.

O valor está sujeito a ajustes após conclusão do balanço do HSBC Brasil do segundo trimestre.

A compra anunciada em agosto passado por US$ 5,2 bilhões na época equivalia a R$ 17,6 bilhões. O negócio foi aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no começo de junho.

Com base em dados do Bradesco de março e do HSBC de dezembro de 2015, o conglomerado passa a ter US$ 1,28 trilhão em bens e negócios totais, carteira de crédito de R$ 534,5 bilhões, 30,6 milhões de correntistas e 5.360 agências.

Com base em números do Banco Central referentes a março, isso colocaria o Bradesco à frente do Itaú Unibanco como maior banco privado do país. No fim do primeiro trimestre, os ativos totais do Itaú eram de R$ 1,204 bilhão, segundo o BC. (Reuters) - Leia mas em bol.uol. 02/07/2016

02 julho 2016



01 julho 2016

São Carlos anuncia venda do edifício Top Center por R$ 152,6 milhões

A São Carlos informou nesta sexta-feira que sua subsidiária Top Center Empreendimentos e Participações fechou a venda do edifício Top Center Offices por R$ 152,6 milhões, com o recebimento integral do valor da transação hoje.... Leia mais em valor econômico 01/07/2016
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São Carlos anuncia venda do edifício Top Center por R$ 152,6 milhões

A São Carlos informou nesta sexta-feira que sua subsidiária Top Center Empreendimentos e Participações fechou a venda do edifício Top Center Offices por R$ 152,6 milhões, com o recebimento integral do valor da transação hoje.

O Top Center é um edifício de escritórios de alto padrão localizado na avenida Paulista, em São Paulo (SP). O empreendimento possui 13.463 metros quadrados de área bruta locável (ABL).

O portfólio da São Carlos e de suas controladas passa a ter 84 imóveis, com ABL própria de 410.144 metros quadrados e valor de mercado estimado em R$ 4,3 bilhões. Leia mais em bol.uol. 01/07/2016

01 julho 2016



Honeywell adquire fornecedora de sistemas de automação por US$ 1,5 bi

A Honeywell, gigante espacial americana, entrou em um acordo para adquirir a fornecedora de sistemas de automação de armazéns Intelligrated, do fundo de investimentos Permira, por US$ 1,5 bilhão.

A Intelligrated foi fundada em 2001 e tem atualmente cerca de 3.100 funcionários nos Estados Unidos, Brasil, Canadá, México e China. Entre os clientes da empresa estão a United Parcel Service (UPS), a Amazon e a Nordstrom.

O preço da transação representa cerca de 12 vezes a estimativa do Ebitda (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Intelligrated para 2016. A previsão de receita para a companhia neste ano é de cerca de US$ 900 milhões.

A operação deve ser concluída até o final do terceiro trimestre deste ano, sujeita a revisões regulatórias.

"O comércio eletrônico continua crescendo em um ritmo sem precedentes e a demanda dos consumidores por um serviço mais rápido criou a necessidade de soluções de logísticas e de armazenagem que aumentam a produtividade e reduzem os custos para os consumidores", afirmou Alex Ismail, diretor executivo de Automação e Controles de Soluções da Honeywell. Valor online  leia mais em bol.uol 01/07/2016



BSBIOS vende unidades de armazenagem para Cotrijal

Estão no negócio catorze unidades de armazenagem do norte do RS

 Nesta sexta-feira (1º/07), nas dependências da BSBIOS, em Passo Fundo/RS foi firmado o contrato de venda das catorze Unidades de Armazenagem da BSBIOS, localizadas no norte do Rio Grande do Sul, para a Cooperativa Cotrijal. A negociação prevê um acordo de cooperação pelo qual a Cotrijal fará o fornecimento de matéria-prima (soja) para a BSBIOS.

O diretor presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella, afirma que a decisão foi tomada visando à retomada da configuração inicial da empresa. “A BSBIOS nasceu com o perfil de indústria de biocombustíveis, com processamento de matéria-prima e produção de biodiesel, a nossa decisão de sair do varejo, onde atuávamos com venda direta de insumos agrícolas e cereais, é estratégica e alinhada com o objetivo de nosso fortalecimento no mercado de biodiesel,” ressaltou o empresário.

O mercado de biodiesel está em expansão, com a entrada em vigor do novo Marco Regulatório haverá aumentos anuais do percentual de mistura de biodiesel que chegará em 2019 a 10%, podendo alcançar até 15%. Para esse novo mercado, a empresa expandiu no último ano a capacidade produtiva de suas indústrias e investe em projetos para eficientização da produção.

Ressaltamos que os contratos efetivados até o momento com os produtores, como os contratos de entrega futura de grãos e insumos, estão mantidos e serão honrados pela BSBIOS. Nos próximos dias haverá um processo de transição com atendimento normal aos clientes nas Unidades.

A companhia continua a integrar o Programa Selo Combustível Social, pelo qual adquire no mínimo 40% da matéria-prima da agricultura familiar, beneficiando cerca de 15 mil famílias de pequenos produtores rurais.

Os colaboradores que atuavam nas unidades serão convidados a trabalhar com a Cotrijal. A conclusão da transação está sujeita a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE.

BSBIOS

A BSBIOS fundada em 15 de abril de 2005 conta com duas unidades industriais, localizadas em Passo Fundo/RS e em Marialva/PR, com capacidade para produzir aproximadamente 424,8 milhões de litros de biodiesel/ano. As principais matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel são a soja e a grordura animal. A planta industrial gaúcha também conta uma Unidade de Processamento de Grãos, que consome mais de 1 milhão de ton de soja/ano, produzindo óleo vegetal e farelo de soja. Leia mais em bsbios 01/07/2016



Fusões e aquisições devem ganhar tração com redução de turbulência política

O valor de fusões e aquisições no Brasil no segundo trimestre teve o maior aumento em mais de um ano, impulsionado por otimismo envolvendo redução nas tensões políticas e econômicas que atraiu investidores de volta ao país.

Companhias anunciaram 9,591 bilhões de dólares em transações no trimestre até 30 de junho, segundo dados da Thomson Reuters. Esse valor é mais que o dobro do total do primeiro trimestre, quando as tensões em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff mantiveram compradores fora do mercado.

Com as expectativas de que o Senado confirme o impeachment da presidente Dilma em agosto, encerrando meses de incertezas sobre a continuidade de seu governo, executivos de bancos e advogados afirmam que as companhias estão retomando a busca por alvos de aquisição.

Fundos soberanos e empresas de investimentos em participações estão contando que o governo do presidente interino Michel Temer elimine políticas intervencionistas do governo anterior, algo que alguns investidores culpam por levar o Brasil à recessão.

Além da redução das turbulências políticas, a redução nos preços dos ativos nos últimos meses tornou empresas do país alvos mais atraentes para investidores, o que deve ajudar a movimentar os acordos de fusão e aquisição nos próximos meses.

"O sentimento negativo que resultou em adiamento de acordos no começo do ano praticamente desapareceu", disse Marco Gonçalves, encarregado pela área de fusões e aquisições do BTG Pactual, que lidera o ranking de assessorias de operações do tipo no país este ano.
"Sentimos que os anúncios (de negócios) estão finalmente ganhando impulso", acrescentou.

PERÍODO DE ESTABILIDADE
Em junho, a Ultrapar anunciou a compra da rede de postos de combustíveis Ale por 2,17 bilhões de reais.

Nesta sexta-feira, a segunda maior empresa de educação superior privada do Brasil, Estácio, anunciou que aceitou termos financeiros melhorados oferecidos pela rival maior Kroton para sua aquisição, em uma operação avaliada em 5,5 bilhões de reais.

Uma onda de venda de ativos estatais deve ocorrer nos próximos meses, afirmou Maria Cristina Cescon, sócia fundadora do escritório de advocacia Souza Cescon.

Serviços financeiros, eletricidade e saúde, setores que se mostraram resistentes à crise do país, devem passar por atividades de fusões e aquisições neste ano, disse Alessandro Farkuh, diretor da área no Bradesco BBI.

"Compradores potenciais estão mudando de mentalidade e se preparando para um novo período de estabilidade", disse Farkuh, que estima que empresas de investimentos em participações têm até 50 bilhões de reais em fundos disponíveis para aquisições.

VALOR DE FUSÕES SOBE
No primeiro semestre, os anúncios de fusões e aquisições subiram 25 por cento, para 13,682 bilhões de dólares, segundo os dados da Thomson Reuters. O número de acordos anunciados, porém, caiu de 302 um ano antes para 258.

O BTG Pactual liderou os rankings de assessorias tanto em valor quanto em número de operações, depois de trabalhar em 16 transações avaliadas em 4,637 bilhões de dólares.

Gonçalves afirmou que sua equipe no BTG Pactual está assessorando a Estácio e a Inbrands, que discute uma proposta de aquisição pela rival Restoque.

O Itaú Unibanco ficou em segundo nos rankings em valor e em número de operações. Os acordo assessorados pelo banco incluíram a compra da AES Sul pela CPFL Energia.

"Investidores estratégicos de longo prazo estão vendo os desafios do Brasil como uma oportunidade", disse Roderick Greenlees, diretor global da área de banco de investimento do Itaú.

Rank em Assessor Valor de Nº de valor transações acordos (em US$)
1 BTG Pactual         4,637 bi   16
2 Itaú BBA              4,565 bi   15
3 Morgan Stanley    2,278 bi    5
4 Rothschild            2,234 bi    4
5 Citigroup              1,670 bi    2
6* Barclays             1,500 bi    1
6* Deutsche Bank   1,500 bi    1
6* Goldman Sachs  1,500 bi   1
6* Industrial Securities 1,500 bi 1
10 Lazard                1,390 bi    3
Total da indústria  13,682 bi    258
Por Por Guillermo Parra-Bernal e Tatiana Bautzer | Reuters



Empresa chinesa paga R$4,8 bi e assume hidrelétricas em SP

A chinesa Three Gorges assumiu nesta sexta-feira a operação das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, em São Paulo, após pagar na véspera 4,8 bilhões de reais ao Tesouro Nacional, informou a empresa em comunicado.

O pagamento feito ao governo foi a segunda parcela de um total de 13,8 bilhões de reais cobrados pela União junto à companhia a título de bônus pela outorga das usinas, que foram licitadas em novembro passado, após o vencimento de seus contratos de concessão.

"O pagamento da outorga foi financiado com empréstimos estruturados e capital próprio", disse a Three Gorges, sem detalhar.

A companhia foi a grande vencedora do leilão do ano passado, que arrecadou ao todo 17 bilhões de reais. O prazo limite para o pagamento da segunda parcela era 30 de junho.

As hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira estão entre as maiores do Brasil e somam um total de 5 gigawatts em capacidade. Antes do vencimento do contrato de concessão, ambas eram operadas pela estatal paulista Cesp.

A Three Gorges disse que ao assumir a operação das usinas passou a somar 6 gigawatts em potência instalada, o que a deixa entre as maiores geradoras do Brasil, atrás apenas de empresas do grupo Eletrobras, da privada Tractebel e da Petrobras. Leia mais em exame 01/07/2016




Cimed quer chegar ao topo com aquisições

Agora no seleto grupo das cinco maiores farmacêuticas do país por vendas em unidades, o grupo Cimed quer chegar ao topo do ranking da indústria e pretende ganhar posições com a compra de outras empresas. "Nosso DNA sempre foi comprar. Mas não queremos um negócio pequeno", avisa o presidente João Adibe Marques. Nessa linha, o grupo tem interesse declarado em pelo menos dois pesos-pesados do segmento de genéricos, Medley e Teuto.

Antes mesmo da aquisição pretendida, a Cimed já subiu várias colocações no ranking da indústria. Nos últimos 15 meses, conta João Adibe, profissionais do grupo farmacêutico e da IMS Health, que audita o mercado farmacêutico, debruçaram-se sobre os números do grupo para contabilizar também as vendas às farmácias feitas via distribuição própria.

Como resultado, houve incremento de mais de 130% no volume vendido considerado pela IMS e a farmacêutica passou da 11ª posição para a 4ª colocação em abril, com 207 milhões de unidades vendidas em 12 meses, atrás de EMS, Hypermarcas e Sanofi. "Já sabíamos do nosso tamanho real.
Mas o mercado, não", diz João Adibe.

A adição desse volume também teve impacto no tamanho do mercado brasileiro de medicamentos, que subiu 3,3% em relação ao número calculado anteriormente, para 3,59 bilhões de unidades comercializadas no varejo em 12 meses até março.

No ranking por receita, calculada pelo preço lista do medicamento (PMB), a Cimed passou de 21ª colocada para 7ª maior, com R$ 2,345 bilhões. O novo cálculo também revelou que o grupo tinha em abril seis produtos entre os 15 mais vendidos no país, com destaque para o antiinflamatório Cimelide, que ocupa a 2ª posição.

O trabalho de auditoria contribuiu ainda para o grupo ajustar sua estratégia comercial. Conforme João Adibe, a análise apurada dos números mostrou que apenas 15% dos negócios da Cimed estão nas redes ligadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Como essas lojas representam cerca de 60% do mercado de medicamentos, o laboratório vê grande potencial de expansão de vendas nesse canal.

No início de 2014, o grupo, que tem em seu portfólio medicamentos, cosméticos e suplementos vitamínicos, definiu que a principal aposta, dali por diante, seria feita no mercado de medicamentos e lançou a One Farma, que hoje é tratada como divisão farmacêutica. A primeira experiência com a nova empresa foi feita no Nordeste e, em três meses, as vendas de medicamentos se igualaram ao que estava previsto para um semestre. No fim do ano, a One Farma foi lançada nacionalmente. Em 2016, as vendas do grupo vão acumulando alta de 20% na comparação com o primeiro semestre de 2015 e a meta é encerrar o ano com esse mesmo ritmo. Na divisão farmacêutica, o crescimento é de 25%.

Ao mesmo tempo em que dará continuidade à estratégia comercial que proporcionou crescimento de dois dígitos nas vendas, a Cimed quer ganhar escala via aquisições. Hoje, a fábrica do grupo está plenamente ocupada e não poderia absorver a produção de novos produtos. Instalada em Pouso Alegre (MG), a unidade foi ampliada recentemente, como parte do investimento de R$ 60 milhões que incluiu também a inauguração de uma nova gráfica, onde a Cimed produz suas próprias embalagens.

"Não temos receituário, dermocosméticos e genéricos", diz o empresário. ao ser questionado sobre potenciais alvos do grupo. O presidente admite que está olhando o Teuto, sexto maior laboratório em unidades vendidas e fabricante de genéricos que tem como acionistas a família Melo (com 60%) e Pfizer (com 40%). Os sócios já teriam contratado o BTG Pactual e o Goldman Sachs, respectivamente, para assessorá-los na venda - procurados, Pfizer e Teuto informaram que não comentam especulações.

Diz ainda que admira a Medley e poderia buscar uma aproximação com a dona do laboratório, a francesa Sanofi. "Medley é um ativo que interessa, por ser uma marca muito relevante", explica. Conforme João Adibe, até agora, não houve nenhum contato com os franceses. Há duas semanas, quando circularam informações sobre uma possível venda de seu braço de genéricos, a Sanofi disse que em nota que "não confirma que a Medley esteja à venda" e afirmou ainda que a empresa "ocupa papel fundamental nos planos de negócios" no país.

O grupo também quer ter presença em dermocosméticos, via aquisição ou com o lançamento, já em 2017, de uma linha própria de produtos. "Seja como for, vamos entrar nesse segmento no ano que vem", diz João Adibe, cuja família tem tradição na indústria farmacêutica nacional. Ex-piloto da Stock Car, João Adibe é sobrinho dos irmãos Castro Marques donos da Biolab e da União Química, que acabam de resolver um litígio societário envolvendo participações cruzadas nos laboratórios que se arrastou por quase uma década. Jornalista: Stella Fontes - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/07/2016'




Hershey nega oferta da dona do Sonho de Valsa

A norte-americana Mondelez International, fabricante de doces e salgadinhos e que é dona de marcas como Oreo, Sonho de Valsa, Tridente Toblerone, fez uma oferta de US$23 bilhões pela rival Hershey.
A empresa que produz os bombons Hershey Kisses e os chocolates Reese’s, no entanto, recusou a proposta.

Uma combinação entre a Mondelez e a também norte americana Hershey daria à companhia sediada em Deerfield, Illinois (EUA), 18% do mercado mundial de doces, superando a rival Mars, e a tornaria a segunda maior fabricante de alimentos embalados no planeta, com 3%das vendas totais,de acordo com a Euromonitor.

A oferta surge em meio a especulações sobre o futuro da Hershey, entre as quais o rumor de que a Nestlé possa ter interesse em adquiri-la.

O setor mundial de alimentos foi transforma donos últimos anos, já que a mudança nas preferências dos consumidores forçou empresas a repensar suas estratégias, promover consolidação e cortar custos.

Tanto a Mondelez como a Hershey estão no Brasil.  Folha de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 01/07/2016



Kroton compra a Estácio e amplia domínio do setor de educação

Negócio, avaliado em 5,5 bilhões de reais, ainda depende do aval dos órgãos reguladores

Fachada da faculdade Estácio, que tem cerca de 600 mil alunos(VEJA.com/Reprodução)

A Kroton acertou a compra da Estácio Participações, vencendo a disputa com a Ser Educacional, que também tinha interesse na aquisição. O negócio, comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na manhã desta sexta-feira, é avaliado em cerca de 5,5 bilhões de reais.

Segundo o comunicado da Kroton, assinado por Carlos Alberto Lazar, diretor de Relações com Investidores, o negócio foi fechado com uma oferta de troca de ações (na proporção de 1 ação da Estácio para cada 1,281 ação da Kroton) mais dividendoes de 170 milhões de reais aos acionistas da Estácio. A proposta anterior da Kroton contemplava relação de troca de 1,25 ação de sua emissão para cada ação da Estácio, sem pagamento de dividendo.

No comunicado emitido pela Estácio, Pedro Thompson, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, informou que a proposta foi aceita em reunião do Conselho de Administração realizada nesta quinta. O Conselho se reúne novamente na próxima sexta para tratar das questões operacionais do negócio e, na sequência, vai convocar assembleia geral com os acionistas.

A compra da Estácio vai reforçar o poder de mercado da Kroton com o acréscimo de cerca de 600.000 alunos à sua base, que já conta com 1 milhão de estudantes no país. A conclusão da operação ainda depende do aval dos órgãos reguladores.

Os planos da Kroton ocorrem em meio à redução das verbas federais para o financiamento do ensino superior privado por meio do Fies e à recessão no Brasil, que trouxeram dificuldades ao setor de ensino superior privado na captação e na retenção de alunos. A Kroton tem operações de ensino presencial mais concentradas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A Estácio, por sua vez, possui campi em todos os Estados do Nordeste e em alguns da região Norte.

A nova oferta da Kroton foi apresentada pouco depois de a rival de menor porte Ser Educacional ter elevado sua oferta para pagamento de 1 bilhão de reais em dividendos extraordinários aos acionistas da Estácio. A ofertas da Ser foi apresentada na quarta-feira e o prazo para sua análise era até dia 8 de julho. (Da redação) Leia mais em veja 01/07/2016
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FATO RELEVANTE

A Kroton Educacional S/A ("Kroton") informa, em complemento aos Fatos Relevantes de 02 de junho e 21 de junho de 2016, que recebeu o aceite, na data hoje, pelo Conselho de Administração da Estácio Participações S/A ("Estácio"), das bases financeiras da proposta revisada enviada ontem pela Kroton para a combinação de negócios da Kroton e da Estácio, conforme Fato Relevante publicado pela Estácio nesta data.

De acordo com a referida proposta, a combinação da Kroton e Estácio resultaria: (a) na titularidade, pela Kroton, da totalidade das ações de emissão da Estácio; e (b) no recebimento, para cada ação ordinária de emissão da Estácio, de 1,281 ação ordinária de emissão da Kroton (considerando 307.680.459 ações de Estácio e 1.617.548.842 ações de Kroton, excluindo-se, em ambos os casos, as ações em tesouraria) e (c) na distribuição de dividendos extraordinários aos acionistas da Estácio no valor de R$170.000.000,00 (cento e setenta milhões de reais), representando aproximadamente R$0,55 por ação da Estácio.

A consumação desta operação encontra-se sujeita à: (a) discussão, aprovação e assinatura do Protocolo e Justificação de incorporação das ações da Estácio pela Kroton pela administração de ambas as companhias; (b) elaboração de todos os documentos requeridos por lei ou pela regulamentação aplicável para permitir a submissão da operação aos acionistas das companhias; (c) deliberação e aprovação do protocolo e demais documentos da operação pelos respectivos acionistas, conforme aplicável; e (d) aprovação da operação pelas autoridades regulatórias.

Conforme regulamentação aplicável, manteremos o mercado informado sobre o andamento da conclusão das demais condições da operação.

Belo Horizonte, 1º de julho de 2016.   Carlos Alberto Bolina Lazar   Diretor de Relações com Investidores Leia mais em kroton 01/07/2016




PDG conclui venda de participação em empresa de shoppings

PDG: o negócio vai permitir corte de 214 milhões de reais no endividamento líquido da empresa

A PDG Realty anunciou no final da quinta-feira conclusão de venda da totalidade de sua participação de 58,1 por cento na empresa de desenvolvimento de shopping centers Real Estate Partners, em negócio que vai permitir corte de 214 milhões de reais no endividamento líquido da empresa.

A venda foi concluída junto à LDI Desenvolvimento Imobiliário, que como contrapartida pela participação entregou à PDG 26 unidades imobiliárias na cidade de São Paulo avaliadas em 33,9 milhões de reais. Reuters Leia mais em exame  01/07/2017



Aché compra laboratório Tiaraju, do RS

O Aché fechou a compra do Laboratório Químico Farmacêutico Tiaraju, do Rio Grande do Sul, na segunda aquisição em menos de três meses. O negócio, cujo valor não foi revelado, inclui ainda o direito de acessar os desenvolvimentos do Tiaraju em cosméticos e nutracêuticos e está contemplado no orçamento de R$ 160 milhões em investimentos para 2016.

De controle familiar, o Tiaraju vai transferir ao Aché sua operação químicofarmacêutica e garante exclusividade sobre os produtos desenvolvidos em nutracêutica e cosméticos. "Não são aquisições de empresas grandes, mas especializadas, que complementam e trazem valor ao portfólio", disse o presidente do Aché, Paulo Nigro.

Com a compra, o Aché vai incorporar registros de 12 fitomedicamentos, um mercado de R$ 1,1 bilhão no ano passado, e ganhar fôlego para disputar a liderança, hoje da Takeda. "Somos o segundo, mas acredito que será possível atingir a liderança", afirmou.

O Aché já tem tradição nesse mercado. É do laboratório o primeiro fitomedicamento com pesquisa e desenvolvimento integralmente nacionais, o antiinflamatório Acheflan. Há duas semanas, o produto obteve registro de medicamento no México e será lançado no mercado local ainda neste ano.

Os produtos já registrados do Tiaraju, conforme Nigro, serão lançados gradualmente nos próximos anos. Para 2017, devem ser três lançamentos na área de fitomedicamentos e oito nutracêuticos, dos quais cinco nutricosméticos. "Esses produtos abrem uma nova avenida de negócios para o Aché", comentou, acrescentando que, em conjunto, os lançamentos vão adicionar de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões ao faturamento. No ano passado, a receita líquida do laboratório alcançou R$ 2,3 bilhões, com alta de 9,3%.

Em abril, o Aché comprou a paranaense Nortis Farmacêutica, reconhecida pelos antibióticos cefalosporínicos, usados no tratamento de infecções bacterianas. A Nortis tem capacidade de produção mensal de 1,2 milhão de blísteres e 400 mil frascos e é responsável por cerca de 50% do mercado desse tipo de antibiótico no Brasil.  Jornalista: Stella Fontes  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/07/2016



Azuma Kirin adquire 100% do capital da Tozan

A Azuma Kirin, empresa do grupo japonês Kirin Holdings especializada na produção de saquê, concluiu a aquisição de 100% do capital da brasileira Indústria Agrícola Tozan, que produz arroz japonês (do tipo akitakomati), shoyu, missô e temperos japoneses. Os dois negócios foram reunidos em uma única companhia, que passa a se chamar Azuma Kirin Company e será apresentada ao mercado hoje.

Para os consumidores, a marca Tozan de alimentos deixará de existir e será substituída pela marca Azuma. As bebidas (saquês e shochu) manterão a marca Azuma Kirin. A empresa também desenvolveu um novo logotipo para a marca, que será apresentado ao consumidor em julho, durante o 19º Festival do Japão, de 8 a 10 de julho, em São Paulo.

A Kirin Holdings já detinha 89% de participação na Tozan. Os outros 11% estavam nas mãos de Toru Iwasaki, sobrinho-neto do fundador da empresa.

A Indústria Agrícola Tozan foi fundada no Brasil em 1934 pelo japonês Hisaya Iwasaki, filho do fundador do grupo Mistubishi, Yataro Iwasaki. A empresa foi criada para atender à comunidade japonesa instalada no Brasil.

Agora, a família fundadora deixa a operação.

A nova empresa tem como presidente Shinya Kobayashi, que já presidia a Azuma Kirin. Rodrigo Peca, gerente-geral da Azuma Kirin Company, disse que a empresa investiu R$ 1 milhão na instalação da nova sede, situada na avenida Paulista, no centro financeiro de São Paulo. O escritório vai reunir os funcionários das antigas Azuma Kirin e Tozan, 120 pessoas ao todo.

"Embora fosse dona da maior participação no capital da Tozan, a empresa operava de forma independente no Brasil, sem contato com a Azuma Kirin.

Agora o planejamento da holding para a área de alimentos e saquê no Brasil terá um direcionamento único", disse Rodrigo Peca, gerente-geral da Azuma Kirin Company.

Segundo o executivo, além da nova sede, a Azuma Kirin Company investe para modernizar sua fábrica em Campinas (SP). O valor do investimento é mantido em sigilo. A Azuma Kirin possui ainda uma unidade em Santa Maria (RS), para beneficiamento do arroz japonês que é vendido para o consumidor ou usado na produção de saquê e missô.

Juntas, Azuma e Tozan produzem 65 produtos entre bebidas alcoólicas e alimentos da culinária japonesa. No ano passado, o faturamento das duas empresas foi de R$ 72 milhões. De acordo com Peca, nos últimos dez anos, as empresas acumularam crescimento de 300%. Para o triênio de 2016 a 2018, a previsão é crescer 40%, chegando ao fim do ciclo com faturamento de R$ 100 milhões. "Essa perspectiva de crescimento já leva em consideração os impactos negativos da crise econômica brasileira", disse Peca.

Desse faturamento, a categoria de saquê bebida representa 35% e negócio de arroz responde por 30%; saquê culinário e temperos respondem por 24% e shoyu, 11%. Segundo o executivo, 60% dos produtos são vendidos no Sudeste. "Embora o setor de restaurantes esteja sofrendo com a crise, ainda há muitos estabelecimentos que não atingimos. Há espaço para crescer", disse Peca.

Segundo a companhia, a marca Azuma Kirin detém 70% do mercado de saquê. Em alimentos, as marcas Azuma e Tozan possuem em torno de 50% de participação.

Embora pertença ao grupo Kirin Holdings, a Azuma Kirin Company não tem relação com a Brasil Kirin, empresa de cervejas e refrigerantes do grupo. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/07/2016