30 novembro 2015

Digitex adquire a Clientis

A Digitex, empresa espanhola com mais de 25 anos de experiência em outsourcing de processos de negócio (BPO, na sigla em inglês), anunciou a compra da empresa brasileira Clientis.

A Digitex possui subsidiárias nos países Colômbia, México, Peru, El Salvador, Guatemala e Chile.

Com a aquisição da Clientis, especializada na análise estatística da experiência do cliente, a Digitex reforça a sua presença no mercado latino-americano, onde já possui subsidiárias nos países Colômbia, México, Peru, El Salvador, Guatemala e Chile.

"A compra da Clientis é um marco importante na expansão da Digitex. A inclusão de sua alta especialização na análise das relações entre empresas e seus clientes se encaixa na estrutura da nossa empresa”, afirma Ángel Parra, CEO da Digitex.

A Digitex ingressou na América Latina em 2005. Países como Colômbia, Peru e México se tornaram alguns dos principais mercados para a empresa. Recentemente, a companhia inaugurou uma unidade em Miami.

A Digitex conta com uma equipe de 14,5 mil profissionais e oferece serviços para empresas dos setores de telecomunicação, financeiro, seguros, indústria e energia.

Com previsão de faturamento de € 178 milhões em 2015, a empresa espera crescer 13% no ano.

A Clientis é a integração das empresas Limite Consultoria e BPOptimun. A Limite é focada em pesquisa de mercado, opinião pública e audiência. A BPOptimun é uma empresa espanhola, com presença em Portugal, especializada em otimização dos processos de relação com os clientes.
Entre os clientes da empresa estão Itaú, Telefônica, McDonalds e Heineken. Júlia Merker // Leia mais em baguete 30/11/2015
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30 novembro 2015



BTG Pactual considera venda parcial de negócio de commodities, diz fonte

 O BTG Pactual está revendo seus ativos e uma venda parcial da sua unidade de commodities é uma opção para o banco de investimentos levantar capital, uma fonte familiarizada com o assunto disse nesta segunda-feira.

O BTG Pactual não quis comentar.

André Esteves renunciou ao cargo de presidente-executivo e presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual na noite de domingo após ter sido preso como parte de uma investigação de corrupção que atingiu o maior banco de investimentos independente da América Latina. Esteves, através de seu advogado, negou as alegações.

O sucesso recente do negócio do BTG Pactual em commodities torna a unidade uma candidata óbvia para alienação parcial.

"É evidente que um novo investidor que trouxer capital adicional para o negócio de commodities e fluxo de caixa para o banco seria benéfico para todos os envolvidos", afirmou uma segunda fonte à Reuters.

Em novembro, o banco anunciou lucro do terceiro trimestre acima das estimativas dos analistas. O BTG Pactual atribuiu isso em parte a um aumento nas receitas de vendas e negociação de commodities.

Mas a unidade de commodities apoia sua rentabilidade em negócios próprios, em vez de intermediar negócios em nome de clientes. Isso pode dificultar encontrar um comprador entre outros bancos, que têm reduzido a sua exposição a risco devido a regulamentos mais rígidos.   Por Sarah McFarlane e Dmitry Zhdannikov | Reuters  Leia mais em bol.uol 30/11/2016



CPFL avaliará distribuidoras que Eletrobras quer vender, diz presidente

A CPFL Energia avaliará as distribuidoras de eletricidade que a estatal federal Eletrobras comunicou na semana passada que pretende vender até o final de 2016, afirmou a jornalistas nesta segunda-feira o presidente da holding privada, Wilson Ferreira Jr.

"Distribuição é um negócio de escala e geografia... estamos falando de distribuidoras distantes das nossas, mas em escala certamente podem agregar valor... e temos capacidade de operar (as concessões) de forma mais eficiente", disse Ferreira, após participar de mesa redonda sobre energia renovável em São Paulo.

As concessionárias que a Eletrobras predente colocar no mercado atendem Acre, Alagoas, Piauí, Rondônia, Roraima, Amazonas e Goiás, sendo que a goiana, Celg-D, será a primeira, segundo proposta que a estatal submeterá ao Conselho de Administração em 28 de dezembro.

Havia a expectativa de que a Celg pudesse ser vendida ainda em 2015, mas a Eletrobras não retornou pedidos de esclarecimento sobre a data do negócio.

A CPFL, que opera distribuidoras de energia no Estado de São Paulo e no Rio Grande do Sul, já havia adiantado o interesse em avaliar a Celg, justamente pela maior proximidade da concessionária com as suas empresas.

Questionado sobre a possibilidade de a Eletrobras encontrar compradores em meio a um cenário conturbado da economia do Brasil, Ferreira citou como exemplo o leilão de hidrelétricas existentes da semana passada, no qual todos ativos atraíram investidores, viabilizando uma arrecadação de 17 bilhões de reais para o governo federal por meio de bônus de outorga a serem pagos pelos vendedores.

"O segredo do sucesso é esse, bons ativos, boas perspectivas regulatórias e jurídicas... não tenho dúvida de que, tomados esses cuidados, há uma chance boa de atrair capital", disse Ferreira. (Por Luciano Costa) Reuters Leia mais em yahoo 30/11/201



Grupo Cruzeiro do Sul vai às compras para crescer

Universidade Cruzeiro do Sul: com apenas 38 mil alunos em 2012, o grupo tem hoje 130.000 matriculados

Para se sobressair no mercado de educação, o grupo Cruzeiro do Sul Educacional está comprando escolas e universidades já consolidadas. Tendo adquirido quase duas empresas por ano desde 2007, o grupo acredita que ainda há espaço para crescer.

O ritmo acelerado de aquisições começou em 2007, mas se intensificou em 2012, quando o grupo de private equity Actis investiu 180 milhões de reais no grupo, em troca de uma fatia de 37%. Em oito anos, ela adquiriu 14 instituições.

Com apenas 38 mil alunos em 2012, hoje ela tem 130.000 matriculados em cursos presenciais e à distância.

Recentemente, ela adquiriu o Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – CEUNSP, além de colégios nas cidades de Itu e Salto.

Mas o grupo ainda não pensa em frear o ritmo de crescimento, apesar da crise econômica no país. “Temos caixa e um nível e alavancagem confortável, temos fôlego para continuar crescendo”, diz Fábio Figueiredo, diretor de planejamento da Cruzeiro do Sul Educacional.

Com faturamento de 750 milhões de reais em 2014, o grupo prevê chegar a 850 milhões de reais em 2015 e a 1 bilhão de reais em receitas em 2016.

Concorrência regional

Figueiredo afirma que o objetivo não é fazer frente a gigantes como Kroton e Estácio, pois, para ele, a competição no ensino superior é regional, e não nacional.

“Para crescer por meio de aquisições, nossos alvos são colégios ou universidades que são líderes em seus mercados, marcas conhecidas regionalmente”, diz Fábio Figueiredo, diretor de planejamento da Cruzeiro do Sul Educacional.

Seus concorrentes mais diretos são o grupo Ser Educacional e Anima.

Segundo Figueiredo, o grupo também cresceu de forma orgânica em 2014 e 2015. O número de alunos nos cursos de educação à distância cresce 40% a 50% por ano, por exemplo – em 2015, eram 40 mil alunos nessa modalidade.  Karin Salomão, Leia mais em EXAME 30/11/2015



Endividamento de empresas brasileiras deve piorar em 2016, diz Fitch

A combinação de fraca atividade econômica brasileira e aumento das taxas de juros dos empréstimos deve pressionar as métricas de endividamento da maioria das empresas do país em 2016, disse nesta segunda-feira (30) a agência de classificação de risco Fitch.

Em relatório, a agência citou nominalmente empresas como as siderúrgicas CSN e Usiminas, que poderiam se tornar inviáveis diante desse cenário. Além disso, a Fitch considerou que companhias como o grupo Camargo Corrêa, a Eletrobras e Oi podem ter suas notas de crédito rebaixadas.

"O aumento das taxas de juros brasileiras têm impedido a geração de fluxo de caixa livre (FCF), ameaçando a viabilidade de empresas como CSN e Usiminas e contribuindo para os downgrades da Camargo Corrêa, Eletrobras e Oi ", disse Cristina Madero,

A Fitch ressaltou que a taxa Selic subiu de 7,25% para 14,25% ao ano desde 2013. Além disso, a linha de crédito mais barata do BNDES, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), passou de 5% para 7% ao ano.

A Fitch calculou que 32% das companhias avaliadas por ela no país hoje gastam mais de metade do resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) com serviço da dívida, ante 24% no fim de 2013.

"A maioria dos emissores não é capaz de evitar um aumento do custo da dívida local. Os mercados de capitais internacionais permanecem fechados para a maioria das empresas, devido a preocupações ligadas à deterioração do ambiente político e econômico do Brasil e incertezas relacionadas a várias investigações de corrupção", comentou a Fitch.

A agência lembrou ainda que apenas seis empresas brasileiras conseguiram acessar o mercado em 2015: Petrobras, Votorantim Cimentos, Oi, Embraer, Globo e BRF. Em 2014, 36 companhias haviam conseguido emitir papéis no mercado. (Por Aluisio Alves) Reuters  Leia mais em bol.uol 30/11/2015



CSN anuncia acordo para combinar Casa de Pedra e Namisa

A Companhia Siderúrgica Nacional anunciou nesta segunda-feira acordo com sócios asiáticos para criação de uma empresa de mineração que combinará a mina Casa de Pedra com a mineradora Namisa, além de ativos de logística, e que vai permitir a transferência de parte de dívidas do grupo siderúrgico para a nova companhia.

O valor de referência para as relações de troca envolvidas na operação foi de 16 bilhões de dólares após anos de negociações entre a CSN e os sócios asiáticos que até agora dividem a Namisa com a CSN.

Segundo a CSN, que tem agido para reduzir seu endividamento por meio de venda de ativos, a nova empresa, chamada de Congonhas Minérios, ficará com dívida de 850 milhões de dólares que antes estava no balanço do grupo comandado por Benjamin Steinbruch.

As ações da CSN subiam 0,51 por cento às 10h48, pouco após o anúncio do acordo, enquanto o Ibovespa tinha desvalorização de 1,34 por cento.

A transação prevê ainda que a CSN vai comprar 4 por cento das ações da Congonhas Minérios detidas pelo consórcio asiático por 680 milhões de dólares. Com isso, a participação final da CSN na nova empresa será de 87,52 por cento.

Já o grupo asiático, formado por Itochu Corporation, JFE Steel Corporation, Posco, Kobe Steel, Nisshin Steel e China Steel Corp, ficará com os 12,48 por cento restantes da Congonhas Minérios.

A CSN afirmou que a Congonhas Minérios terá sob seu conjunto de ativos direitos de operar o terminal portuário Tecar em Itaguaí (RJ) e 18,63 por cento das ações da ferrovia MRS Logística, antes sob responsabilidade da CSN. O conjunto de ativos também inclui contratos de 40 anos para venda de minério de ferro para a CSN e os integrantes do consórcio. A CSN acertou ainda contratos de longo prazo para importar matérias-primas pelo Tecar.

A Congonhas Minérios tem reservas de estimadas em 3 bilhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade, afirmou a CSN, acrescentando que a empresa tem o quarto menor custo de produção do mundo. Leia mais em exame 30/11/2015



Onda mundial de fusões e aquisições pode chegar ao país

Assim como ocorreu no ano passado, 2015 tem sido extremamente profícuo no terreno das fusões e aquisições para a indústria farmacêutica global. No mais recente lance, a gigante americana Pfizer, dona do Viagra, e a Allergan, fabricante do Botox, chegaram a um acordo de fusão avaliado em cerca de US$ 160 bilhões, que dará origem à maior farmacêutica do mundo em vendas. Trata­-se da maior transação da história, oficializada na segunda feira passada.

A mesma Pfizer, no início de setembro, já havia anunciado a conclusão da compra da Hospira , líder mundial no fornecimento de medicamentos injetáveis e tecnologias de infusão e em biossimilares. À época do fechamento da transação, de US$ 17 bilhões, o principal executivo da Pfizer, Ian Read, admitiu que a empresa seguia avaliando outras oportunidades de aquisição.

Laboratórios brasileiros também se movimentaram ao longo deste ano, porém sem as grandes cifras registradas no passado. O Laboratório Cristália, por exemplo, comprou em setembro a Latinofarma, farmacêutica nacional especializada em produtos para cuidados com os olhos cujo faturamento anual gira em torno de R$ 90 milhões. O valor do negócio não foi revelado.

A Eurofarma, por sua vez, fechou a compra da fábrica do laboratório francês Sanofi na Argentina. O valor da aquisição não foi relevado, mas segundo o site argentino especializado em informações sobre o setor farmacêutico Pharmabiz, a operação envolveu desembolso de US$ 18 milhões e acordo de produção terceirizada para a própria Sanofi, que deixa de ter unidades fabris naquele país.

Ainda na indústria nacional, a Hypermarcas, uma das maiores farmacêuticas do país, vendeu sua divisão de fabricação e comercialização de cosméticos para a multinacional Coty por R$ 3,8 bilhões. Com a operação, a Hypermarcas direciona integralmente seu foco ao negócio de medicamentos, mas, na avaliação de alguns analistas, também torna a companhia mais atraente a eventuais compradores estrangeiros da área farmacêutica.

Em relatório do início do mês, o analista Marcel Moraes, do Deutsche Bank, escreveu que, com a venda da divisão de beleza e diante da desvalorização do real frente ao dólar, "a Hypermarcas torna­se mais palatável a farmacêuticas estrangeiras dispostas a investir no mercado de alto crescimento de genéricos e no lucrativo mercado brasileiro de OTC [isentos de prescrição]". "Apesar de acreditarmos que as chances de um potencial negócio tenham crescido, o horizonte de tempo permanece bastante imprevisível", acrescentou.

Na indústria, as opiniões se dividem quanto a uma potencial nova rodada de aquisições de laboratórios no país. Do lado daqueles que veem margem para novos lances, os argumentos mais fortes são o impacto do câmbio nas operações fechadas em real e a perspectiva de crescimento sustentado do mercado doméstico de medicamentos. Na outra ponta, aqueles que não apostam em uma nova onda destacam que os múltiplos elevados das últimas operações, de mais ou menos 15 vezes o Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização), afugentam potenciais compradores.

No ano passado, segundo o Firepower Index, levantamento anual da EY (exErnst & Young) que mede a capacidade das empresas farmacêuticas em financiar fusões e aquisições, a arrecadação com negócios dessa natureza subiu para mais de U$ 200 bilhões.

"Grandes farmacêuticas voltaram a fazer negócios em 2014 gastando quase U$ 90 bilhões com fusões e aquisições. Seus principais negócios visaram a aquisição de empresas fora de seu negócio principal e focadas no desenvolvimento de terapias para doenças crônicas, como câncer e diabetes", informou a EY. Os laboratórios especializados, por sua vez, aplicaram mais de U$ 130 bilhões em novas aquisições.

Para 2015, a expectativa da consultoria era de que o ano fosse "desafiador e altamente competitivo para empresas que desejam crescer por meio de aquisições, uma vez que elas enfrentarão a escassez de oferta e um aumento na competição".  Autor: Stella Fontes  Fonte: Valor Econômico Leia mais em tuofarma 30/11/2015



Recessão, Lava-Jato e crise fiscal dobram falências de empreiteiras

De janeiro a outubro, 125 empresas do segmento tiveram a falência decretada pela Justiça

Compasso de espera. Obras em estradas no Rio: empresas de infraestrutura vêm sofrendo com atraso no pagamento de contratos, inclusive por parte do governo federal -

A crise econômica, o agravamento da situação fiscal do país e os desdobramentos da Operação Lava-Jato estão balançando o mercado de construção civil — sobretudo na área de infraestrutura — e já resultam em encolhimento do setor. De janeiro a outubro, 125 empresas do segmento tiveram a falência decretada pela Justiça. É mais que o dobro do volume registrado em igual período de 2014, de 60 casos, segundo dados do Instituto Nacional de Recuperação Empresarial (Inre). O alto óbito é consequência de um também robusto aumento no número de corporações que recorreram à recuperação judicial, numa tentativa de reestruturar o negócio e preservar as operações em meio à turbulência da economia. No total, 304 empresas de construção civil pediram proteção à Justiça,
contra 165 nos primeiros dez meses do ano passado, um salto de 84%.

— A situação econômica crítica do país tem levado a muitos pedidos de recuperação judicial. A paralisação de grandes obras e a falta de financiamento no mercado financeiro fazem com que as grandes empreiteiras entrem com o pedido de recuperação — diz Carlos Henrique Abrão, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que também é conselheiro e fundador do Inre. — Isso causa um efeito boliche. Sem pagar os fornecedores, geralmente empresas menores, estes entram em situação falimentar.

Preocupação para estrangeiros
O que se vê hoje, argumenta Abrão, é a falência de um maior número de empresas menores. E, segundo ele, ―ainda não há luz no fim do túnel.‖

A fatia de empresas do setor de construção pedindo proteção judicial ou em falência é bem superior à média da economia como um todo. De janeiro a outubro, o número de falências cresceu 17%. Em pedidos de recuperação judicial, o aumento foi de 40,6%, segundo a Boa Vista SCPC. A companhia de serviço de proteção ao crédito argumenta que a crise econômica e os custos elevados dificultam a geração de caixa, comprometendo a solvência das empresas. Sem perspectiva de mudança a curto prazo, a Boa Vista SCPC prevê que os indicadores de falências continuarão em alta, podendo apresentar este ano o maior crescimento da série, iniciada em 2005.

É consenso entre especialistas, dirigentes de classe e empresários que a parada no setor de infraestrutura e os atrasos e cortes de pagamentos feitos pelo governo são a principal ameaça à saúde financeira das companhias de construção. Também a Lava-Jato, que compromete as maiores corporações do setor no país, tem forte impacto na diminuição do volume de investimentos, projetos e negócios na área.

— Com os grandes desse mercado fora de combate devido à Lava-Jato, o freio em investimento vem em cascata. Trava o processo de concessões e cria também um problema de compliance, afugentando investidores estrangeiros — conta uma fonte do setor. — Não existe um plano ―B‖. As empresas vão reduzindo custos e equipes para atravessar a crise. Com isso, muitas vão desaparecer.

Grandes empresas como OAS e Galvão Engenharia, investigadas pela Lava-Jato, entraram em recuperação judicial. Mas isso também ocorreu com outras que nada têm a ver com a operação da Polícia Federal.

A advogada Juliana Bumachar, especializada em recuperação de empresas, admite uma alta significativa nas consultas feitas ao escritório por companhias que avaliam pedir proteção à Justiça.

— O que se vê agora são empresas que, pelo comprometimento de caixa, já não são mais elegíveis a um processo de recuperação judicial — diz Juliana. — A recuperação pressupõe que a empresa possa manter sua atividade de forma a ter recursos para honrar gastos regulares e o cumprimento do plano de reestruturação.
Do contrário, melhor liquidar ativos.

Impacto em credibilidade e crédito

A especialista avalia que mais empresas vão engrossar as estatísticas de pedidos de proteção judicial:

— Há empresas de diversas áreas tentando vender ativos para escapar ou fazer frente a uma recuperação judicial. Mas o mercado está difícil para quem compra ou vende ativos. A insegurança econômica e jurídica travou a atuação dos investidores nacionais e estrangeiros.

Para recorrer à recuperação, as empresas precisam ter condições de operar com um mínimo de saúde financeira, diz Luís Claudio Montoro, especialista em recuperação judicial do Insper:

— A recuperação judicial foca em proteger a atividade empresarial. Tal e qual um remédio, ela ataca a parte ruim, que é a crise, mas afeta também a parte boa. Há impacto em credibilidade, acesso a crédito e investimento, levando à queda em participação de mercado.

Para Montoro, 2016 será um ano de postura conservadora para os empresários, que devem avaliar inclusive a viabilidade da atividade foco de seus negócios:

— Tem empresas perdendo o prazo para buscar uma negociação saudável com seus fornecedores porque estão tentando sucessivas alternativas, sem resultado. O empresário deve estar atento.
José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), minimiza o efeito da Lava-Jato e diz que empresas de pequeno e médio porte atravessam problemas, principalmente, por falta de pagamento:

— Quem entrou em recuperação é porque deixou de ter receita. Não há como não receber e manter o fluxo de caixa tendo de arcar com pagamento de impostos, salários e outros compromissos, sem contar a alta do juro e o crédito mais restrito.

Efeito cascata no setor imobiliário

O Rio Grande do Sul é um dos estados que mais sofre com problemas de pagamentos no segmento de construção de estradas e pavimentação. Dentre as 80 empresas gaúchas que atuam na área de rodovias e infraestrutura, 15 entraram em recuperação judicial este ano, conta Ricardo Portella, presidente do Sindicato da Construção Pesada do Rio Grande Sul (Sicepot-RS):

— O governo do estado está numa situação falimentar, com dívidas ainda de 2014 a pagar. Os contratos com o governo federal, principalmente com o Dnit, estão com pagamentos atrasados em até 120 dias. Não há como operar com juro alto, insumos mais caros e sem caixa.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) soma hoje perto de R$ 2,5 bilhões em valores a pagar. Em nota, o órgão informou que parte desta soma será quitada em dezembro. E ressaltou que os pagamentos são efetuados de acordo com a disponibilidade de recursos oriundos do Tesouro Nacional.

No mercado imobiliário, a situação não é diferente. Olivar Vitale, conselheiro jurídico do Sinduscon-SP, conta que o caixa das construtoras vem sofrendo com a alta dos juros no financiamento à produção, que já alcançam 12% ao ano, quase o dobro do praticado entre 2006 e 2013.

Em muitos casos, para evitar a retomada dos empreendimentos pelos bancos por falta de pagamento dos financiamentos, as construtoras pedem recuperação judicial, conta o presidente da Corporate Consulting, Luís Alberto Paiva. Isso, explica ele, afeta toda a cadeia:

— Os fornecedores menores pedem falência direto. Acredito que essa situação difícil deve durar por mais três anos. Fonte: O Globo Leia mais em sinicon 29/11/2015



Grupos japoneses buscam oportunidades no Brasil

Há duas semanas, dez vereadores do município de Três Barras (SC) aprovaram um projeto de lei que proíbe o prefeito de conceder à iniciativa privada os serviços de  saneamento básico da cidade. Em Alagoas, a Assembléia Legislativa barrou neste ano a tentativa do governo de vender o controle da empresa estadual de água e esgoto.

Episódios como esses são frequentes no país e evidenciam a muralha que ainda separa o capital privado do setor de saneamento. Hoje, cerca de 90% das empresas de água e esgoto são controladas por prefeitos e governadores, que com a crise econômica estão reduzindo investimentos que já são, historicamente, insuficientes.

Apesar da conjuntura desfavorável, grupos internacionais continuam observando com lupa o mercado brasileiro. As poucas empresas privadas existentes despertam o interesse de europeus e, principalmente, japoneses. Segundo apurou o Valor, ao menos quatro grupos nipônicos estão avaliando aquisições de empresas nacionais do setor: Marubeni, Sumitomo, Itochu e Mitsubishi.

Já os europeus da Suez, por meio da empresa Degrémont, estão entre os interessados na aquisição do controle da CAB Ambiental, companhia responsável por abastecimento de água e esgotamento sanitário em 36 municípios de São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Alagoas. Envolvida na Operação Lava-Jato, a Galvão Engenharia quer se desfazer de sua fatia de 66,6% na empresa.

Apesar do alcance pequeno devido à predominância das empresas públicas , o potencial dos investimentos privados é grande. Um estudo que está sendo finalizado por uma grande consultoria aponta que a abertura do setor brasileiro de saneamento poderia incrementar cerca de 0,5 ponto percentual ao Produto Interno Bruto. A resistência política, contudo, dificulta os investimentos.

Na maioria dos casos, são os políticos que resistem a abrir mão do controle das empresas. Muitos recebem o apoio de sindicatos de trabalhadores da área, que também são contrários à abertura do setor. Os principais argumentos são de que a privatizações, concessões ou PPPs não entregam o que prometem e encarecem as tarifas do serviço para a população.

"Não acreditamos que o setor privado vá universalizar o acesso. O que interessa para eles são as regiões mais desenvolvidas, onde os níveis de cobertura já estão mais avançados", opina Edson Aparecido Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA). Criado em 1997, o grupo reconhece os problemas de gestão, mas defende o investimento 100% público no setor.

O dirigente entende que a perda na distribuição de água é um dos principais problemas a serem enfrentados. Em plena crise hídrica, o Brasil perde quase 40% da água que passa por suas tubulações. O Japão, maior interessado em investir por aqui, é referência no mundo, com perdas inferiores a 10%.

No Brasil, a situação é mais crítica na região Norte, onde as perdas passam de 50%. O Amapá é o campeão de desperdício, com 76,5%. Apesar de elevados, os  menores índices de perdas da região estão no Amazonas e em Tocantins, Estados que concederam seus serviços de saneamento a empresas privadas.

Se considerada isoladamente, a questão do esgotamento sanitário é ainda mais preocupante. Segundo dados recentes, quase metade da população permanece sem rede coletora e o percentual de tratamento do que é coletado não chega a 40%. O efeito disso é a piora na qualidade da água fornecida.

Sem dinheiro para resolver o problema, o governo de Pernambuco assinou em 2013 uma parceria público-privada com a Odebrecht Ambiental. O contrato visa a universalização do esgotamento em 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, incluindo a capital, em um prazo de 12 anos.

Com duração de 35 anos, a PPP consiste na construção da rede de coleta e no tratamento do esgoto. A concessionária será remunerada com o valor equivalente a 86,5% das tarifas pagas pela população. O restante fica com a Companhia Pernambucana de Saneamento, controlada pelo governo estadual. Segundo Pedro Leão, diretor da Odebrecht Ambiental, o investimento previsto é de R$ 4,5 bilhões ao longo do contrato. Até agora, foram gastos R$ 300 milhões.

De acordo com a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), suas associadas têm hoje uma carteira de pouco mais de R$ 30 bilhões em investimentos contratados.

Na esfera pública, o ambiente de restrição fiscal coloca em xeque os investimentos. Somente neste ano, o governo federal cancelou 54 contratos com Estados e municípios que ainda não tinham iniciado as obras. A liberação de recursos também esbarra frequentemente no endividamento das empresas públicas. Segundo o secretário de saneamento do Ministério das Cidades, Paulo Ferreira, apenas 12 das 25 empresas estaduais têm capacidade de financiamento. Colaborou Edna Simão, Por Murillo Camarotto | De Brasília | Fonte: Valor Econômico Leia mais em sinicon 30/11/2015
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BNDES vai assumir fatia de ações da Andrade Gutierrez na Cemig

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se prepara para entrar no bloco de controle da gestão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A operação, uma vez finalizada, dará ao BNDES Participações 12,9% do capital votante da elétrica e direito a dois assentos em seu conselho de administração. A mudança implicará numa redução da fatia que a empreiteira Andrade Gutierrez tem hoje na Cemig.

O banco já submeteu a negociação ao Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) para confirmar se sua entrada na Cemig não seria considerada conflituosa com sua participação em outras empresas elétricas. O Cade deu sinal verde e a perspectiva no banco, segundo apurou o Valor, é concretizar a operação ainda este ano.

A mudança é parte do acordo firmado entre o BNDES e a Andrade em fins de 2009.
Por meio de sua subsidiária, a AGC Energia, a Andrade se tornou naquele ano sócia da Cemig, passando a ser dona de 14,4% do capital total da elétrica. É uma fatia que pertencia à AES e que era objeto de uma longa disputa jurídica com o BNDES.

A Andrade, então, entrou no circuito e adquiriu essa fatia do capital da Cemig, o que deu a ela 33% das ações ordinárias (capital votante) da elétrica.

Esse bloco de ações custou à época R$ 2,115 bilhões à Andrade Gutierrez, dos quais 500 milhões foram pagos à vista e R$ 850 milhões, saldados este ano. O restante, R$ 765 milhões, foram levantados por meio de uma operação de debêntures com o BNDES que estabelecia que a partir de fevereiro de 2015 essas debêntures seriam obrigatoriamente trocadas por ações da Cemig, segundo
informou o BNDES, por meio de sua assessoria. Foi essa permuta que o Cade autorizou em agosto.

Em números, isso significa que o BNDESPar receberá participação equivalente a 12,9% das ações ordinárias e a 2% das ações preferenciais, o que representará 5,6% do capital total da Cemig. Somada à porção quase simbólica de 0,75% que tem hoje, a nova fatia tornará o banco dono de 6,35% do capital total da elétrica.

Além do BNDES, o Valor ouviu três pessoas que acompanham de perto a movimentação dos acionistas. Andrade e Cemig não quiseram comentar o assunto. Para a Andrade, haverá duas mudanças práticas. Dos cinco assentos que a empresa ocupa no conselho de administração da Cemig, passará a ter direito a três.

Com o número atual de representantes, ela já não tem poder de veto nem de controle. Na Andrade, se diz que sua participação na Cemig nesses ano se deu muito mais no campo da gestão.
Sua participação de 14,4% do capital total cairá para 8,76%. Dos 33% ações ordinárias atuais, a AGC ficará com 20,05%.

O acerto não mudará, no entanto, o acordo de acionistas. Este continua valendo até a participação de 20% do capital votante. No momento, o BNDES não tem intenção de assumir os dois lugares no conselho da Cemig nem almeja ter uma posição de maior ingerência, segundo uma pessoa no banco.

Empresa mista de capital aberto, a Cemig é uma das maiores empresas de energia elétrica do Brasil e tem como controlador o Estado de Minas Gerais. Suas ações são negociadas na Bovespa e nas bolsas de Nova York e Madri. No terceiro trimestre, a receita líquida consolidada de R$ 4,7 bilhões, 26% maior do que no mesmo período do ano passado.

Desde que firmou o contrato de debêntures com a Andrade, o BNDES recebe 39,18% de todos os dividendos que a Cemig paga à Andrade. O dia que o banco tomar a decisão de efetivar a permuta por ações, ele vai receber da Cemig o mesmo percentual de dividendos que vem recebendo hoje. Com uma diferença: em vez de  receber por meio da AGC, o BNDES vai receber diretamente da Cemig, disse à reportagem uma das fontes familiarizadas com os interesses da Andrade.

Do ponto de vista financeiro, portanto, a operação é "completamente neutra" para o BNDES e para a empreiteira, disse uma das fontes. A mesma fonte lembra que o banco terá, no entanto, mais liquidez uma vez que tenha uma participação direta na Cemig e não mais via AGC.

O parecer do Cade, de 19 de agosto, que aprovou a operação fala ainda de outro ponto. Diz que a permuta tem "como objetivo garantir à Cemig maior flexibilidade na gestão de sua carteira de ativos, pois as debêntures não são negociadas no mercado secundário, enquanto as ações ordinárias (CMIG3) e preferenciais (CMIG4) são negociadas diariamente."

Pelo acordo de 2009, a Andrade não poderia simplesmente optar por manter sua participação na Cemig e o banco tampouco teria como escolher receber em dinheiro sua parte.

A possibilidade de o BNDES receber em dinheiro o valor referente às debêntures nem teria sido cogitada pelo banco. E, num momento em que a Andrade, assim como todas as grandes empreiteiras dos país, estão sob forte pressão da Operação Lava-Jato e de um mercado em retração, seria duvidoso se ela teria interesse e capacidade de saltar essa fatia. A Andrade fechou acordo de leniência com as
autoridades da Lava-Jato e aceitou pagar multa de R$ 1 bilhão por causa de subornos em contratos recentes. Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte Fonte: Valor Econômico Leia mais em sinicon 30/11/2015
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Empresas dos EUA desistem de abrir o capital e preferem ser vendidas

A Petco, varejista de produtos para animais de estimação, chegou a planejar uma oferta pública inicial de ações na bolsa dos Estados Unidos, mas acabou sendo vendida por US$ 4,6 bilhões para a firma de private equity CVC Capital Partners e um fundo canadense de pensão. ENLARGE
A Petco, varejista de produtos para animais de estimação, chegou a planejar uma oferta pública inicial de ações na bolsa dos Estados Unidos, mas acabou sendo vendida por US$ 4,6 bilhões para a firma de private equity CVC Capital Partners e um fundo canadense de pensão.

Empresas americanas estão desistindo de abrir o capital e optando por ser vendidas no ritmo mais acelerado dos últimos três anos, o que destaca a diferença atual entre a volatilidade das bolsas e a força do mercado de fusões e aquisições nos Estados Unidos.

Enquanto o montante de fusões e aquisições dispara à medida que as empresas buscam ganhar escala e impulsionar os lucros num cenário de fraqueza econômica, a grande maioria dos investidores prevê que os mercados continuarão voláteis por uma série de razões. Essa volatilidade, que é normalmente ruim para as aberturas de capital, é o resultado da alta de juros que o Federal Reserve, o banco central americano, vai provavelmente fazer em dezembro, de avaliações de ações acima de suas médias históricas e de preocupações com o terrorismo e outros riscos geopolíticos.

Como consequência, muitos candidatos à abertura de capital estão recebendo ofertas melhores de potenciais compradores, incluindo rivais estratégicos e empresas financeiras.

O valor em dólar das ofertas públicas iniciais de ações nas bolsas americanas caiu 63% neste ano ante 2014, para um total de US$ 36 bilhões. Ao mesmo tempo, mais de US$ 2,3 trilhões em acordos de fusões e aquisições foram anunciados neste ano, um valor recorde que está 46% acima do total de 2014.

“Quando os donos da empresa vendem, eles tiram os riscos do mercado da mesa, ao contrário de uma abertura de capital. Isso é muito atraente nesse momento”, diz Pete Lyon, um dos diretores de serviços de banco de investimento para as Américas do banco Goldman Sachs Group Inc.

Pelo menos 18 empresas desistiram de abrir capital na bolsa dos EUA neste ano porque estão sendo adquiridas, segundo uma análise dos dados da Dealogic feita pelo do The Wall Street Journal, número que representa cerca de 10% das empresas que solicitaram abertura de capital e estrearam nas bolsas ou foram vendidas em 2015.

É a maior proporção desde 2012 e quase o dobro da registrada em 2014, ano que apresentou o maior número de aberturas de capital desde que o boom da internet terminou, mostra a análise do WSJ.

Os números desde 2012 podem ainda ser maiores devido aos pedidos confidenciais de abertura de capital. Naquele ano, uma nova lei entrou em vigor, permitindo que empresas com menos de US$ 1 bilhão de receita pudessem solicitar a abertura de capital confidencialmente.

A Petco Holdings Inc., varejista de produtos para animais de estimação, concordou neste mês em ser vendida por cerca de US$ 4,6 bilhões para a empresa de private equity CVC Capital Partners Ltd. e para o fundo de pensão canadense CPPIB. No início do ano, a Petco havia protocolado um pedido para abrir o capital, buscando arrecadar cerca de US$ 4 bilhões, conforme relatou o WSJ.

A Interactive Data Corp., fornecedora de dados financeiros, e a cervejaria Ballast Point Brewing & Spirits Inc. também informaram que foram vendidas depois de solicitar uma oferta pública inicial de ações. Outras empresas também estão cancelando sua abertura de capital mesmo sem a opção de ser vendidas. A rede de supermercados Albertsons Cos. e o banco LoanDepot Inc. recentemente adiaram suas estreias na bolsa, citando condições de mercado desfavoráveis.

Os volumes em dólar resultantes de aberturas de capital e de fusões e aquisições divergiram dessa forma — caindo numa categoria em relação ao ano anterior e subindo na outra — em somente sete dos últimos 20 anos, revelam os dados da Dealogic. O fraco desempenho de algumas estreias recentes na bolsa ajudou a provocar algumas desistências. Até 20 de novembro, as ações das empresas que abriram o capital neste ano caíram em média 2% em relação ao preço de estreia, comparado com um ganho de 19% nas ofertas de 2014 até o fim do ano, segundo a Dealogic.

Isso assustou muitos investidores, principalmente com o aumento da volatilidade das bolsas nos últimos meses, que dificultou ainda mais a previsão do desempenho de aberturas de capital no curto prazo.

Como resultado, os investidores estão exigindo grandes concessões de preços das empresas. Nas 20 aberturas de capital mais recentes até 20 de novembro, mais da metade foi precificada abaixo do intervalo projetado, mostram os dados da Dealogic. E o número de ofertas públicas iniciais de empresas de assistência médica e tecnologia, que geralmente têm um potencial de ganho maior, caiu 43% até 20 de novembro ante um ano atrás, segundo a Dealogic. “Abrir o capital agora não está tão animador”, diz David Rudow, analista sênior de ações da gestora de recursos Thrivent Asset Management.

O fraco desempenho das ofertas iniciais afetou especialmente os gestores de fundos ativos, que são os principais compradores em aberturas de capital. Muitos perderam terreno no mercado, num momento em que as estratégias “passivas” atreladas a índices ganham popularidade. Os investidores sacaram US$ 125 bilhões líquidos de fundos mútuos de ações nos EUA neste ano até o fim de outubro, segundo o Investment Company Institute, ante retiradas líquidas de US$ 33 bilhões no mesmo período de 2014.

Os gestores de fundos ativos estão como que “em greve para comprar ações estreantes”, diz Joseph Amato, diretor-superintendente e de investimentos da Neuberger Berman. Enquanto isso, as ações de empresas americanas de capital aberto que anunciaram acordos de compra acima de US$ 1 bilhão subiram uma média de 2% no dia seguinte ao anúncio, de acordo com a Dealogic, revertendo a queda média de 1% registrada nos últimos 20 anos.

É verdade que os ganhos com fusões e aquisições parecem estar caindo. A alta de 2% neste ano, por exemplo, é menor que a de 3% em 2014 e de 4% em 2013.

Também há indicações que os investidores estão começando a evitar a compra de mais títulos de dívida corporativos. Alguns grandes compradores de empresas tiveram que cortar os preços dos títulos de dívida que estavam vendendo.

Ainda assim, num momento em que o crescimento de receita é raro, as aquisições devem se manter populares.

“Estamos em um ambiente de baixo crescimento de receita para a maioria das empresas, e fusões e aquisições continuam sendo uma das melhores formas de aumentar os lucros, principalmente se elas podem criar sinergias e cortar custos com as fusões”, diz Chris Bartel, diretor de pesquisa global de ações da gestora Fidelity Investments.  Por TELIS DEMOS e  CORRIE DRIEBUSCH Leia mais em wallstreetjournal 30/11/2015



Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas, vai às compras na noite da Black Friday

O empresário Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas e filho do ex-vice-presidente José Alencar (2003-2011), foi às compras neste noite de Black Friday. Ele assinou agora pouco, pelo valor de R$ 20 milhões, a compra de 30% da MyGloss, rede de acessórios femininos e bijuterias pertencente ao paulistano Rodrigo Stocco, que tem 45 lojas, fatura R$ 60 milhões e produz todos os acessórios em território nacional.

Depois de uma demorada e difícil negociação, o aporte foi feito pelo empresário em conjunto com a família e amigos. Sua ambição é transformar a MyGloss em uma espécie de nova MMartan. Ou seja, seu sonho é transformá-la em uma rede de sucesso, de grande porte e referência em acessórios femininos. Hoje, esse mercado é liderado pela Morana.

A meta é ter 100 lojas nos próximos cinco anos e 25 quiosques premium até 2018. Foram cerca de dois anos de negociações e ficou acertado no contrato que todo montante será reinvestido na empresa.

A ideia de trazer dinheiro para a expansão foi tomada por Stocco que, há dois anos, procurou Douglas Carvalho Jr, da boutique de fusões e aquisições Target Advisor, que é especializada em moda e participou das vendas de empresas como VR, Lojas Avenida, Aramis e Bobstore.

Futuramente, é bem provável que Gomes da Silva avance e se torne controlador da rede. Françoise Terzian Leia mais em forbes 27/11/2015