27 outubro 2011

Silvio Santos desiste de vender Jequiti inteira

Sílvio Santos, 80, está perto de vender mais uma das empresas de seu grupo, a marca de cosméticos Jequiti.

Contudo, depois de quatro meses de negociação, Silvio decidiu vender apenas 60% da empresa para a Coty Cosméticos.

A mudança de planos veio após pesquisas que mostram o quanto a imagem de Silvio Santos e a divulgação no SBT é importante para a venda dos cosméticos.
Mesmo com a venda das ações, todo esse plano de marketing deve continuar no canal.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quinta-feira (27).

Silvio Santos desiste de vender marca de cosméticos
Depois de quatro meses de negociação, Silvio Santos está na reta final da venda de mais uma empresa do grupo: a marca de cosméticos Jequiti terá em breve como acionista majoritária a Coty Cosméticos. Após muitas conversas, SS decidiu não vender a empresa inteira.

A Folha apurou que o Grupo Silvio Santos ficará com algo em torno de 40% das ações da Jequiti, e os outros 60% serão da Coty. Mesmo com a venda, o presidente da Jequiti, Lázaro Carmo Jr., deve permanecer no cargo.

A mudança de planos veio após pesquisas que mostram o quanto a imagem de Silvio Santos e a divulgação maciça da marca no SBT são importantes para a venda dos cosméticos Jequiti, incluindo a parceria com programas da emissora, como o "Roda a Roda Jequiti". Mesmo com a venda das ações, todo esse plano de marketing deve continuar no canal.

Outras empresas estavam interessadas na marca, mas queriam comprar a Jequiti e desvinculá-la da imagem do apresentador e do SBT.
O Boticário era um dos interessados no negócio. Queria levar toda a empresa, avaliada em R$ 1 bilhão.

A fusão Jequiti/Coty deve ser anunciada em breve. Procurada, a Coty Cosméticos diz que não tem uma posição oficial sobre o assunto. A Jequiti não confirma a venda.
Fonte:folhadesp27/10/2011

27 outubro 2011



Savegnago compra cinco lojas do Carrefour no interior de SP

A rede de supermercados do interior de São Paulo fará investimento de R$ 40 milhões em projeto de expansão.

O início do programa de expansão da rede Savegnago é marcado pela compra de cinco unidades que pertenciam ao grupo Carrefour nas cidades de Ribeirão Preto, Jaboticabal e Monte Alto, além da inauguração de mais duas lojas nas cidades de Matão e São Carlos.

Sem divulgar valores específicos da compra, a empresa apenas confirma que o valor está incluso no montante de R$ 40 milhões.

"Adquirimos duas lojas do Carrefour em Ribeirão Preto - onde já possuímos oito unidades, uma em Monte Alto e duas em Jaboticabal, cidades que ainda não atuávamos. Além disso, vamos passar a atender as cidades de Matão e São Carlos em 2012", explica Sebastião Edson Savegnago, diretor superintendente da rede.

Com a aquisição, a Savegnago espera atingir faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2012. Para este ano, a expectativa é de R$ 1,1 bilhão.

"As novas unidades devem ser inauguradas dentro de 60 a 120 dias. Embora cinco lojas já estejam prontas, vamos reformar e colocar nossa identidade para que todas tenham o padrão da rede", afirma o diretor.
Com estas operações, a rede de supermercado Savegnago atinge 29 unidades.Por Rafael Palmeiras
Fonte:brasileconomico27/10/2011
27/10/11 11:45



Diniz sugere que ainda não descartou fusão com o Carrefour

O presidente do Conselho do Grupo Pão de Açúcar, Abilio Diniz, deu a entender nesta quinta-feira, que o projeto de fusão com o Carrefour, que criaria o segundo maior grupo de varejo do mundo, não foi totalmente descartado.

"Era um grande plano, sensacional e pode ser um grande plano ainda", declarou Diniz, que na última sexta-feira se reuniu com o presidente do grupo francês Casino, Jean-Charles Naouri, em Paris.

O Casino é sócio do GPA e se opôs aos planos de Diniz. Os dois grupos travam uma briga judicial em uma corte de arbitragem na França.

"Na sexta eu fui lá em Paris e tive a reunião com o Jenan Charles. E falei para ele: 'não da para esquecer junho, julho e agosto [os meses de crise entre as duas empresas] mas tivemos antes disso 12 ótimos anos juntos", relatou o empresário.
Durante evento para empreendedores organizado pela Endeavor, Diniz disse para a plateia de empreendedores que escolham bem seus sócios. E que sócios não podem brigar jamais. Após sua apresentação, questionado se a negociação poderia ir adiante, ele foi evasivo: "está tudo para ser construído e para ser feito".

NEGÓCIO
A tentativa de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil, que pretendia criar uma supervarejista brasileira de alcance global, fracassou em julho.

O BNDES retirou oficialmente o apoio pré-aprovado de R$ 4,5 bilhões, inviabilizando a engenharia financeira montada para unir Pão de Açúcar e Carrefour.

O banco alegou falta de entendimento dos sócios Casino e Abilio Diniz, que dividem o comando do Pão de Açúcar.

Para o Casino, a fusão esbarrava em riscos regulatórios e concorrenciais e não fazia sentido nem para a empresa nem para os acionistas.

Segundo o Casino, 40% das lojas do Carrefour e do Pão de Açúcar estão presentes em uma mesma zona geográfica. Esse percentual de concentração chega a 71% em São Paulo e a 43% no Rio. Por MARIANA BARBOSA
Fonte:folhadesp27/10/2011



HSBC negocia a venda da Losango

Fora da estratégia do britânico HSBC para o Brasil, a financeira Losango, uma das maiores do ramo, foi colocada à venda, segundo apurou o 'Estado'.

Conduzido pelo banco de investimento JP Morgan, o processo de negociação está em curso há cerca de 40 dias e já chamou a atenção de Bradesco, Santander, Banco do Brasil (BB) e Itaú Unibanco, que já avaliaram ou estão estudando a situação da financeira.

'Estamos todos olhando, alguns com mais interesse, outros com menos', afirmou o vice-presidente de um desses bancos. 'Olhamos, mas ainda não sabemos o que vamos fazer', disse o vice-presidente e outro banco. Oficialmente, Bradesco, Santander, BB e Itaú Unibanco não comentam o assunto. Procurados, o HSBC afirmou que 'não comenta rumores' e o JP Morgan não respondeu.

O movimento de aproximação com potenciais interessados acabou alimentando a ideia de que o HSBC, sexto maior banco do País e um dos maiores do mundo, estaria sendo negociado no Brasil. Essa hipótese foi negada em nota do banco semanas atrás. De acordo com a instituição, a operação brasileira é hoje a quarta mais rentável do grupo, que está presente em mais de 80 países.

Líder no crédito direto ao consumidor, com 21% do mercado, a Losango tem uma carteira de aproximadamente R$ 3 bilhões em financiamentos. A empresa também é forte nos cartões de lojas, por meio de parcerias com cerca de 20 grandes redes varejistas, como a Máquina de Vendas - além de 21 mil pequenos lojistas de todo País.

Nova estratégia. Comprada oito anos atrás por US$ 815 milhões da filial brasileira do Lloyds Bank, da Inglaterra, a Losango não faz mais sentido dentro da nova estratégia do banco britânico para o Brasil.

O HSBC vai abandonar o varejo popular e priorizar a disputa pela conta de empresas e pelo cliente de alta renda, sua maior especialidade. Além da financeira, o banco já tinha colocado à venda uma pequena carteira de financiamento de carros para pessoas que não são correntistas, que até agora ninguém quis comprar.

A venda da Losango faz parte de um pacote maior e envolve ativos do mundo todo, que não interessam mais ao grupo. O presidente mundial do HSBC, Stuart Gulliver, assumiu o posto em janeiro deste ano e meses depois anunciou a intenção de cortar algo como US$ 3,5 bilhões em custos, para melhorar a lucratividade.

Para isso, o grupo vai sair de áreas e países onde não possui escala para competir pelas primeiras posições, principalmente na área de varejo.

Fora do Brasil, o desmonte já começou. No mês passado, o HSBC vendeu sua operação de varejo no Chile para o Itaú - uma operação pequena, com cerca de 20 mil clientes e apenas 0,03% do mercado local. Em agosto, o banco britânico havia anunciado a venda da área de cartões de crédito nos Estados Unidos para a Capital One, em um negócio de US$ 2,6 bilhões. Também vendeu a operação de varejo na Rússia. Outra unidade global que está sendo vendida é a de seguros (com exceção de seguro de vida), avaliada em US$ 1 bilhão. Por David Friedlander,
Fonte:OEstadodeSP26/10/2011



Investimento externo soma US$ 50 bi até setembro e é o maior desde 1947

Nos nove primeiros meses de 2010, o IED somou apenas US$ 22,5 bi

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no acumulado de janeiro a setembro de 2011 é de US$ 50,4 bilhões, o maior valor da série iniciada em 1947 para o período. O resultado equivale a 2,79% do PIB, superior ao registrado nos nove primeiros meses de 2010, quando o IED somou US$ 22,557 bilhões ou 1,45% do PIB. Em todo o ano passado, o IED somou US$ 48,4 bilhões.

Em setembro, o IED alcançou US$ 6,326 bilhões em setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central, o maior resultado para o mês desde 2004. O valor do ingresso no mês ficou acima do teto das expectativas de analistas

O montante de IED registrado em setembro foi também superior ao observado em igual mês do ano passado, quando o investimento somou US$ 5,404 bilhões.
Nos 12 meses encerrados em setembro, o IED acumula entrada de US$ 76,332 bilhões, o correspondente a 3,26% do PIB. Em relação ao tamanho da economia, o investimento produtivo cobre com folga o déficit em transações correntes, que soma o equivalente a 2,05% do PIB no mesmo período.

Confiança
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, ressaltou que o déficit em transações correntes segue sendo completamente financiado pelo ingresso de IED. "Em setembro, o IED veio acima da nossa previsão e isso reflete a confiança dos investidores estrangeiro com o País".

Maciel observou que o IED é menos influenciado por movimentos de curto prazo. "O ingresso é determinado por uma análise econômica de horizonte de tempo mais amplo, dada a maturidade que esses investimentos exigem", disse.

O chefe do Departamento Econômico do BC observa que esses investimentos são determinados conforme "os fundamentos e as perspectivas de crescimento da economia". "A perspectiva é de que esses fluxos continuem entrando no País", disse, ao lembrar dos investimentos para a exploração do petróleo do pré-sal e os eventos esportivos de 2014 e 2016.

Outubro
Maciel que o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em outubro, até o último dia 21, está positivo em US$ 3,400 bilhões. Ele espera que esta conta encerre o mês com ingresso líquido de US$ 4 bilhões.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IED (de US$ 76,332 bilhões) tem o maior saldo da série em valores nominais e o resultado mais elevado desde dezembro de 2002 quando se analisa o dado em porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB). Por Fernando Nakagawa e Fábio Graner
Fonte:AgênciaEstado25/10/2011



Dilma quer atacar gargalos logísticos, diz Coutinho

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que a presidente Dilma Rousseff determinou como diretriz de governo que o Poder Executivo ataque os gargalos logísticos nos próximos meses, como os relativos a ferrovias, portos e rodovias.

'Os investimentos em infraestrutura e logística são muito importantes para a continuidade do desenvolvimento do Brasil', disse Coutinho, no segundo seminário Febraban/BNDES sobre financiamento de longo prazo. 'Não há nenhuma razão para que os investimentos nestes setores não alcancem uma expansão expressiva nos próximos anos', afirmou.

Coutinho também disse hoje que o Brasil, na margem, está registrando um patamar de expansão abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) potencial. Ele destacou, contudo, que o País tem perspectivas muito favoráveis de crescimento em 2012 e nos anos seguintes, pois conta com saudável incremento da concessão de crédito, aumento da renda das famílias, níveis relevantes de investimentos das empresas e níveis muito bons de geração de empregos.

'O Brasil não corre o risco de bolha de crédito, ao contrário', destacou. 'As condições de crescimento do País para 2012 e próximos anos são sólidas e percebidas pelo mercado', disse.

Coutinho ainda fez uma menção rápida sobre o anúncio feito por autoridades europeias durante a madrugada de hoje, sobre um acordo para desconto de 50% da dívida soberana da Grécia e aumento do fundo de estabilização financeira do continente, para cerca de 1 trilhão de euros. 'Hoje talvez seja um dia de euforia nos mercados, pois avança na Europa o desenho de uma arquitetura financeira para o enfrentamento da crise', destacou.
Fonte:estadao27/10/2011



Brasil prejudica desempenho da Avon no trimestre

A adoção de um novo sistema de software na operação brasileira da Avon prejudicou os resultados mundiais da fabricante de cosméticos no terceiro trimestre.

O lucro líquido caiu 1%, para US$ 165 milhões, em relação a igual período de 2010. A receita cresceu 6%, para US$ 2,8 bilhões. A incerteza em relação à economia mundial e os problemas na subsidiária brasileira levaram a Avon a rever sua previsão para o ano de 2011.

A CEO mundial, Andrea Jung, não mais espera um crescimento de dois dígitos médios neste ano.

No Brasil, as vendas cresceram 5% no terceiro trimestre, mas quando o efeito cambial é excluído há uma queda de 3%. No México, a receita cresceu 17% (ou 12%, excluindo-se o efeito do dólar mais fraco. Na Venezuela, as vendas aumentaram 22%. A América Latina contribui com cerca de metade das vendas da Avon no mundo e o Brasil, em particular, já havia mostrado um faturamento maior em 2010 do que o da Avon nos Estados Unidos.

A Avon também informou que a Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM americana) está investigando os contatos da empresa com analistas financeiras em 2010 e 2011 e assuntos relacionados a casos de propina na China e em outros países iniciados em 2008.

As ações da Avon negociadas na bolsa de Nova York, por volta do meio dia (hora de Nova York) estavam sendo negociadas a US$ 18,97, com queda expressiva, de 17,58%. Na parte da manhã do pregão chegaram a cair 19%, para US$ 18,66.
Fonte:Valor27/10/2011



Nova holding já reúne 34 empresas

Está em processo final de criação a primeira holding brasileira do setor de turismo, a Brasil Travel. Segundo Paulo Castello Branco, CEO da nova companhia, 34 empresas - entre operadoras, agências, sites de viagem e até casas de câmbio - já assinaram contrato para fazer parte do grupo. Juntas, elas têm 234 lojas próprias no país e volume de vendas anual de R$ 5 bilhões.

A Brasil Travel planeja entregar o pedido de registro de companhia de capital aberto e de oferta pública inicial de ações (IPO) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no começo de novembro.

"A ideia inicial era fazer o IPO até o fim de 2011, mas a crise internacional fez a gente pisar no freio. Adiamos o IPO para fevereiro do ano que vem", afirma Castello Branco, que deixou o cargo de vice-presidente comercial e de alianças da TAM no início de agosto.

O objetivo, conta o executivo, é levantar até US$ 600 milhões na bolsa. O projeto foi elaborado por Pedro Guimarães, ex-sócio do BTG Pactual e atualmente na Plural Capital, e Luiz Augusto Azevedo Sette, da Azevedo Sette Advogados, que também são os principais acionistas da Brasil Travel.

"O objetivo é comprar empresas do Norte ao Sul do país. Vamos pagar pela aquisição assim que fizermos o IPO, parte em dinheiro e parte em ações", diz Castello Branco. Até a entrega do pedido de registro na CVM, Castello Branco diz que mais quatro empresas deverão integrar o grupo, totalizando 38 companhias de turismo.

O executivo diz que as empresas que aderiram à Brasil Travel terão ações da holding, que por sua vez terá participação acionária nas empresas do grupo. O percentual dessa troca acionária depende do porte de cada companhia e do tamanho do mercado onde atuam. Os recursos que forem levantados na bolsa também serão utilizados para novas aquisições.

Numa segunda etapa, a Brazil Travel planeja protagonizar aquisições fora do país, especialmente na Argentina, no Chile, no Uruguai e nos Estados Unidos. O CEO da Brasil Travel diz que já foram firmadas algumas opções de compra com empresas desses países.

Todas as empresas da holding manterão suas marcas originais, mas ganharão um sufixo "do grupo Brasil Travel". A gestão operacional ficará a cargo delas, mas a holding fará a gestão estratégica, com a indicação dos melhores investimentos, como software comum entre as integrantes. Por Alberto Komatsu
Fonte:Valor27/10/2011



Dobra o volume de fusões e aquisições entre seguradoras.

O setor de Seguros no Brasil realizou oito operações somente no terceiro trimestre deste ano (de julho a setembro) segundo a pesquisa de Fusões e Aquisição (F&A) da KPMG no Brasil.

O segmento registrou um aumento de 100% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram feitas apenas quatro negócios. Já no acumulado dos nove meses deste ano, foram registradas 23 negociações, sendo que 17 são domésticas, ou seja, que envolvem somente empresas de capital brasileiro.

Do total de negócios concretizados no último trimestre deste ano, seis foram realizadas entre empresas de capital brasileiro e outros dois entre estrangeiras adquirindo outra estrangeiras estabelecida no Brasil. Desde 1994, o setor já realizou 235 transações.

De acordo com Luciene Teixeira Magalhães, da área de Auditing e Financial Services da KPMG no Brasil, o ramo vem registrando, nos últimos anos, altas significativas no número de negócios concretizados.

“O setor apresenta uma particularidade, que também apareceu nesse último trimestre, que são as transações domésticas. Elas reforçam a importância do segmento no Brasil, e ajudam a manter os números das transações sempre em alta”, explica a executiva.

Segundo Luis Motta, sócio da área de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil, este trimestre apresentou uma aceleração no número de operações lideradas por empresas brasileiras. “O principal interesse de aquisições pelas empresas brasileiras e pelas estrangeiras está no mercado local, o que tem impulsionado a aquisição das empresas brasileiras por ambos e, de certa forma, desestimulado os estrangeiros de saírem do Brasil”, diz o executivo.
Fonte:DCI27/10/2011



MZ e MVL unem operações e criam @titude Global.

O Grupo MZ e a MVL Comunicação uniram suas operações para criar uma nova empresa de comunicação corporativa, relações com investidores e governança.

A @titude Global será a holding que abrigará seis subsidiárias, três focadas em relações com investidores, com unidades no Brasil, Estados Unidos e Hong Kong, mais a Pixit (vídeos) e a Lead (governança). A MVL passará a ser o braço de comunicação corporativa do grupo, após incorporar a Bric, da MZ.

Os executivos classificam a operação como fusão, uma vez que não existe saída de caixa de nenhum dos dois lados.

“É uma fusão de compartilhamento de futuro”, define Rodolfo Zabisky, fundador da MZ e que será o presidente da @titude, que fará uma capitalização na MVL e ficará com 51% das cotas dessa empresa.

O grupo surge com um faturamento estimado, em 2011, de R$ 60 milhões. A meta é alcançar R$ 200 milhões no ano que vem.

Caio Túlio Costa, que será o presidente do conselho de administração da @titude, explica que o crescimento se dará organicamente, com novos produtos, pelo lançamento de um sistema de franquias mais a longo prazo e também via fusões e aquisições.

“Queremos ser consolidadores”, afirma. Esse segmento no Brasil é bastante fragmentado, possui mais de mil empresas, sendo que as cinco maiores concentram perto de 20% do mercado.

Com o faturamento estimado para este ano, a @titude seria a terceira maior.
“No entanto, nascemos como a que terá maior capacidade de crescimento, pois temos condições de oferecer produtos integrados em comunicação”, afirma Nilson Oliveira, sócio da MVL e presidente da empresa.

Além da complementariedade de serviços, ambas tem perfis complementares – a MZ é especializada em RI e a MVL despontou nos últimos anos em gestões de crise e mídias sociais.

Para as aquisições, a @titude tem caixa de R$ 20 milhões e está em buscas de mais recursos, que poderão vir de um fundo estrangeiro. O fundo brasileiro Jardim Botânico já tem uma participação na holding, de 28%, depois de um aporte de R$ 15 milhões, em 2010. José Osorio, diretor do fundo, destaca que o setor tem grande capacidade de crescimento geográfico, em particular em mercados emergentes.
Fonte:ValorOnline27/10/2011



Lucro da Totvs sobe 22,7% e atinge R$ 40 milhões no trimestre

A Totvs teve lucro líquido de R$ 40 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 22,7% sobre os R$ 32,6 milhões de igual período do ano passado.

A evolução do lucro líquido, além do crescimento do negócio, foi positivamente influenciada pela redução das despesas financeiras líquidas e pelo menor imposto pago.

A receita líquida subiu 6,8%, na comparação anual, para R$ 323,9 milhões. As despesas operacionais tiveram alta de 12,4%, somando R$ 159,7 milhões.

Com isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve queda de 12,5%, ficando em R$ 77,15 milhões. A margem passou de 29,1% para 23,8%.

A empresa ressalta que, para a comparação anual, é importante destacar que foi uma expansão atípica nas receitas com licenciamento no terceiro trimestre do ano passado, receita que oferece uma das maiores margens. Com isso, a base comparativa ficou mais forte.Por Graziella Valenti
Fonte:Valor27/10/2011

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Comentário do blog:

No site da TOTVS está disponibilizada a apresentação referente aos resultados do 3 trim., e que vale destacar o seguintes slides:

Modelo de negócio


Crescimento constante e significativo da Receita


Participação das vendas de Licenças, Serviços e Manutenção na Receita Bruta.



Principais fases da Totvs desde a sua fundação



Profarma aposta no segmento de hospitais para ganhar rentabilidade

A compra da Prodiet Farmacêutica, anunciada na segunda-feira, foi tão ou mais celebrada pela direção da distribuidora de medicamentos Profarma do que seu cinquentenário e os cinco anos de listagem na bolsa, que lhe renderam ontem um evento de comemoração na BM&FBovespa.

A aquisição reforça a atuação ainda incipiente da empresa no segmento hospitalar e se enquadra na estratégia de diversificação das operações para enfrentar um de seus maiores desafios: aumentar a margem de lucro, comprimida pela consolidação do varejo farmacêutico.

Capitalizadas e com maior escala, as redes de farmácias têm conseguido preços menores e, em alguns casos, negociam diretamente com os fabricantes, dispensando a figura do distribuidor.

Essa tendência, que deve se intensificar nos próximos anos, pressiona ainda mais as margens já apertadas do segmento de distribuição e acende uma luz vermelha para a Profarma, cujas vendas de medicamentos ao varejo correspondem a pouco mais de 90% da receita, que, no ano passado, somou R$ 2,6 bilhões. A empresa fechou 2010 com margem operacional de 3,0%, enquanto a margem de lucro foi de apenas 1,3%.

Os resultados do último trimestre, divulgados na terça-feira, não foram mais animadores. Apesar da alta de 80,3% no lucro líquido em relação ao terceiro trimestre de 2010, para R$ 8,5 milhões, a margem operacional recuou 0,4 ponto percentual, para 2,7%.

Nesse cenário, a aquisição da paranaense Prodiet - cuja receita totalizou R$ 200 milhões no ano passado - ganhou as honras de um grande anúncio. A distribuidora de produtos para hospitais com cinco centros de distribuição - em São Paulo, Porto Alegre, Pernambuco, Paraná e Distrito Federal - encerrou 2010 com uma margem operacional de 4,6%, o que deve contribuir para a rentabilidade da Profarma.

De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Max Fischer, a operação nos segmentos de varejo de medicamentos deve garantir um crescimento da receita em linha com o desempenho do mercado nos próximos anos, enquanto expansão adicional deve vir de novas aquisições.

"Desde a abertura de capital [em 2006], nos concentramos no crescimento orgânico, com ampliação de nossa cobertura nacional. Essa etapa está equacionada, e o foco agora é nos novos negócios, com complementaridade de atuação e incrementos de margem."
Para Iago Whately, da Fator Corretora, a aquisição da Prodiet foi positiva, pois dá algum fôlego ao desempenho - até então estacionado - da companhia. Quanto a novas aquisições, o analista é reticente: "A empresa sempre teve esse discurso. É preciso acompanhar para ver como vai se dar essa estratégia".

Para financiar o plano de expansão, a Profarma aumentará seu nível de endividamento, afirma Fischer. "Nossa situação de dívida é confortável e podemos contratar financiamentos de longo prazo". A relação dívida líquida/Ebitda foi de 1,7 no terceiro trimestre. "Podemos chegar a até 2,5 sem grandes problemas", ressalta o executivo.

A Profarma vai desembolsar R$ 26 milhões pela aquisição de 60% da Prodiet, sendo R$ 8 milhões em aumento do capital da adquirida e R$ 18 milhões para os proprietários. O contrato prevê a aquisição dos 40% restantes, em prazo a ser definido. Por Natalia Viri
Fonte:Valor27/10/2011