02 agosto 2013

Software AG reforça política de aquisições

Durante o primeiro semestre de 2013, a Software AG reforçou a política de aquisições, com o objetivo de fornecer às empresas as melhores soluções de software, permitindo que seus clientes aumentem a eficiência de seus processos de negócios e ganhem mais competitividade.

 No período, a multinacional de origem alemã adquiriu o provedor de plataforma de cloud computing para áreas de departamento e PMEs, LongJump; a plataforma de processamento de eventos Apama, da Progress Software; e a companhia de gestão de arquitetura empresarial e software de gestão de TI, alfabet AG.

 De acordo com Marco Gerazounis, presidente da Software AG para a América Latina, a estratégia da empresa para a realização das aquisições é integrar e complementar as novas tecnologias com as soluções da empresa, entregando para o mercado produtos para que as organizações aproveitem ao máximo as vantagens que as tendências atuais de TI, como big data, cloud computing, mobilidade e colaboração social proporcionam.

 Sendo assim, em abril deste ano, a companhia anunciou a aquisição da plataforma de cloud computing LongJump, que permitiu a ampliação das ofertas, por meio da criação de aplicações de autosserviço para o usuário final. Após a aquisição, a Software AG seguiu desenvolvendo os produtos de Plataforma como Serviço (PaaS) da LongJump, tal como demonstrou em maio com o lançamento do Software LIVE, a primeira suíte PaaS na nuvem, que amplia a oferta da companhia em soluções empresariais on-premise para a criação de aplicações ágeis na nuvem.

 Já em junho, a empresa anunciou o acordo com a Progress Software para aquisição da plataforma Apama, companhia de processamento completo de dados (CEP) e soluções baseadas em CEP. A tecnologia permite às organizações correlacionar e analisar atividades empresariais em tempo real e por meio de múltiplos fluxos de dados, orientando as tomadas de decisões imediatas.

 Além dessas empresas, a Software AG adquiriu, também em junho, a alfabet AG, empresa de gestão de arquitetura empresarial. Graças a sua combinação com o ARIS, produto para a modelagem e análise de processos operacionais, a tecnologia da alfabet AG permite que as organizações criem um vínculo mais estreito entre a transformação dos processos de negócios e a adaptação simultânea das infraestruturas de TI. 

Juntamente a estas aquisições, A Software AG investiu também metaquark, companhia de soluções de mobilidade. Ambas as empresas já integraram as tecnologias e desenvolveram a suíte webMethods Mobile.
 Fonte:Decision Report 01/08/2013

02 agosto 2013



Com investimento, Grupo Alatur vai às compras

Com o investimento do JTB Group, que adquiriu 47% do Grupo Alatur, em anúncio realizado hoje, a Alatur vai às compras. “Vamos manter nosso crescimento orgânico, mas estamos atentos às oportunidades de aquisição, que é a outra via para crescer”, afirma o vice-presidente do grupo, Marcos Balsamão. E já há negócios em vista, segundo Ricardo Ferreira, também vice-presidente. “Vamos fazer cinco aquisições nos próximos 30 meses”, admite.

 E essas aquisições serão em todas as áreas de atuação do grupo, inclusive com a nova JTB Brasil, uma vez que entre as empresas que serão compradas haverá uma agência “oriental”, segundo Ferreira. “Faremos uma aquisição relevante no mercado corporativo, outra no setor de eventos, uma no segmento de lazer e compraremos uma agência oriental”, disse. “A quinta aquisição será uma empresa na América Latina.” São essas aquisições que ajudarão a Alatur a quintuplicar seu faturamento até 2020. “Nossa meta para 2020 é de R$ 5 bilhões. No ano passado, o faturamento foi de R$ 1,3 bilhão e neste ano devemos chegar a R$ 1,45 bilhão”, conta o fundador da Alatur, Francisco Carpinelli. 

A joint-venture com o JTB Group amplia o poder de compra do grupo. “Há um movimento claro de consolidação em nossa indústria. Nós vamos ampliar a gama de serviços que oferecemos, focando ao mesmo tempo no relacionamento com nossos clientes”, disse o executivo, que no final do ano passado havia afirmado que 2013 seria um ano de aquisições para o grupo – que teria duas ou três empresas em vista. “Os negócios estão sendo estudados, mas neste ano não haverá nenhuma aquisição”, afirmou hoje, em entrevista exclusiva ao Portal PANROTAS para anunciar a joint-venture.
Fonte: panrotas 01/08/2013

Gigante japonesa JTB compra 47% do Grupo Alatur 

O Grupo Alatur não é mais exclusivamente nacional. A Alatur anunciou hoje sua joint-venture com o gigante JTB Group, que adquiriu 47% do grupo brasileiro. Com sede no Japão, a aquisição foi realizada pela JTB Américas, holding com base em Los Angeles (EUA), que realiza assim seu primeiro investimento na América Latina. Proibidos contratualmente de falar em valores, os dois lados terão a primeira reunião de conselho em 4 de outubro, mês de início da parceria.

 Com a joint-venture, o Grupo Alatur passa a contar com uma nova divisão, a JTB Brasil, que assume imediatamente as contas japonesas da TMC - três clientes, por enquanto. Os sócios e acionistas majoritários do Grupo Alatur, Francisco Carpinelli, Ricardo Ferreira e Marcos Balsamão continuarão no comando da empresa no Brasil. “Estamos muito felizes e 100% comprometidos não apenas em desenvolver a maior empresa de viagens da região, mas também em nos transformarmos na melhor companhia, aquela que nossos clientes sonham em ter como parceira”, disse o fundador da Alatur, Francisco Carpinelli.

 O diretor comercial da JTB Américas, Kenjiro Tao, comemora a chegada ao Brasil. “Há muito tempo procurávamos o parceiro adequado para ingressar no mercado brasileiro, que vive um excelente momento”, disse. “Temos expertise e conhecimento da indústria de viagens globalmente, com atuação em 34 países, mas não conhecemos o mercado brasileiro, por isso, desde o princípio, sabíamos da importância desse parceiro”, completa.

 O INÍCIO
Segundo o vice-presidente da Alatur, Ricardo Ferreira, o contato inicial entre as empresas teve a ajuda da empresária Chieko Aoki, proprietária da Blue Tree Hotels, que foi consultada pelo grupo japonês em relação às TMCs brasileiras. “Ela mencionou o Grupo Alatur, assim como outras agências do País, sendo o ponto de partida das conversas. Depois disso, começaram as auditorias. Tivemos nosso balanço de 2012 auditado pela KPMG e hoje posso dizer que o Grupo Alatur é a empresa de turismo mais transparente do Brasil”, diz Ferreira. “Apresentamos tantos documentos e foram tantas auditorias que hoje posso afirmar que a JTB conhece a Alatur melhor que nós mesmos”, brincou Carpinelli.

 Com 100 anos completados em 2012, o JTB Group tem mais de 25 mil funcionários em 34 países, tendo alcançado US$ 12,4 bilhões em vendas no ano passado. “Nossa parceria com o Grupo Alatur representa um passo muito importante para o JTB na criação de uma marca reconhecida globalmente pela excelência em hospitalidade”, disse o presidente da holding JTB Américas, Yoshinori Himeno. “O JTB está focado nas comunicações entre culturas, proporcionando intercâmbio multicultural e experiências globais”, acrescentou, ressaltando o compromisso do projeto Global Vision 2020 do grupo, de globalização cada vez maior da marca.
Fonte: panrotas 01/08/2013



01 agosto 2013

O Buscapé quer comprar sua startup

VP de desenvolvimento de negócios da companhia diz que eles estão de olho no mercado e dá dicas para quem quer emplacar uma nova ideia

 A história do Buscapé é bastante parecida com a de diversas startups norte-americanas, mas com uma diferença fundamental: ela aconteceu no Brasil. Desde 1999, ano em que o site foi lançado, a empresa se tornou sinônimo de caso de sucesso no país, com aportes milionários, fusões estratégicas e aquisições rentáveis.

 Os fundadores Romero Rodrigues, Rodrigo Borges, Ronaldo Takahashi e Mario Letelier conseguiram atrair investidores como a E-Plataform, Merrill Lynch, Unibanco e Brasil Warrant (grupo Moreira Salles). E conquistaram injeções de US$ 500 mil e US$ 6 milhões em um pequeno espaço de tempo. Em três anos, com o caixa cheio, a empresa se tornou rentável.

 Mais de uma década depois, o Buscapé planeja continuar sua trajetória dirigindo empresas que tenham o mesmo potencial de crescimento. Segundo o VP de desenvolvimento de negócios, Guga Stocco, a companhia está de olho no mercado para incorporar à companhia tecnologias e ideias novas.

 "Criamos um ecossistema que se retroalimenta, mas que depende de inovação. Por isso a gente analisa o mercado o tempo todo para realizar aquisições e fusões que nos agreguem coisas que precisamos no momento. O programa ‘Sua ideia vale um milhão’ é um dos nossos melhores canais de inovação", comentou o executivo em entrevista ao Olhar Digital.

 Nos parágrafos abaixo, você confere o bate-papo completo com o executivo, que nos contou, entre outras coisas, o que é preciso fazer para emplacar uma boa ideia no Buscapé.

 Quem são os concorrentes do Buscapé? Vocês estão em uma situação confortável no mercado? 
 Nós somos uma grande ferramenta para empresas da web, então, ao mesmo tempo que competimos com algumas delas também as ajudamos. Um usuário que vai comprar algo e faz uma pesquisa no Google deixa de entrar no Buscapé, mas se o internauta lembra desde o início do nosso site, o Google torna-se um aliado. O buscador é que vai destinar a pessoa para o nosso site - isso se ela não digitar nosso endereço direto no navegador. Ou seja, nós daremos tráfego ao Google e eles nos direcionarão ao internauta. Com a Amazon é praticamente a mesma coisa. Ela pode ser nosso cliente, já que conseguimos listar seus produtos no site, como podem ser nosso concorrente, caso o internauta entre diretamente na página deles para realizar uma compra.

 Em outros negócios, como o BCash, competimos com o PayPal. A loja que nós indicamos no site, nossa cliente, pode optar em colocar o sistema do concorrente e não o nosso. Mais uma vez um cliente pode se tornar uma espécie de concorrente.

 Qual é a atual estratégia do Buscapé? Vocês compraram muitas empresas ao longo destes anos e atuam em áreas diferentes na internet. Comente sobre estas novas modalidades. 
 O Buscapé é composto por 18 empresas e 35 fundadores, que foram incorporados em aquisições e fusões. Temos um ecossistema extremamente complexo com muitos competidores e parceiros ao mesmo tempo. Então, trabalhamos para nos defender em todos os pontos em que temos concorrentes. 

Nossa estratégia é oferecer ao consumidor serviços para todo o ciclo de compras na web. Desde o conhecimento sobre um produto, que acontece através da mídia e marketing, passando por um local que ofereça informações valiosas sobre o item, como um site especializado, chegando a comparação de preços, compra online e venda do produto antigo.

 Dessa forma, a gente consegue oferecer uma experiência completa para o usuário. A Lomadee é a responsável pelo nosso marketing, uma empresa de mídia com programa de afiliados que tem mais de 190 mil sites e administra mais de 2 bilhões de páginas.

Na parte de informações a gente cria empresas verticais para fomentar o todo: temos o Bondfaro, que faz reviews de produtos, o Moda It que fala sobre tendências, e o ShopCliq que faz a intenção de compra, mostrando o que você gosta. Na parte de decisão temos o próprio Buscapé, que compara os preços, e o Save.me que compara os serviços, basicamente. Pulando para a parte de ação chegamos ao pagamento, em que temos o BCash, focado em pequenas e médias empresas. Elas entram no ar com o comércio eletrônico no dia seguinte da contratação do serviço e recebem o dinheiro do produto na hora, mesmo que o usuário pague em mais vezes.

 Por fim, temos o Ebit, serviço que informa a idoneidade das lojas, e o Quebarato, nosso classificado que está presente em 27 países. Ainda temos outros serviços e produtos em desenvolvimento, como o Navegg, plataforma que possibilita a personalização, em tempo real, de conteúdo e publicidade com base no perfil de cada usuário.

 Hoje temos 60 mil pequenas empresas que utilizam estas tecnologias para competir com as grandes. Criamos um ecossistema que se retroalimenta mas depende de inovação. Por isso a gente analisa o mercado o tempo todo para realizar aquisições e fusões que nos agreguem coisas que precisamos no momento.

Quais destes serviços foram desenvolvidos pelo Buscapé e quais foram adquiridos? 
 O Bondfaro era competidor do Buscapé e foi comprado. O ShopCliq e o SaveMe foram aquisições, sendo que este último era conhecido como Zip.me. Já a tecnologia do BCash foi adquirida em 2008 e lançada com algumas novidades em setembro de 2012, e o Recomind e o Moda It foram comprados por inteiro pelo Buscapé. O Hotmart, Cuponeria, Resolva.me, Meu Carrinho e Urbanizo vieram do programa 'Sua ideia vale um milhão'. Ainda temos mais startups e tecnologias em casa, mas que ainda não foram lançadas.

 Para conseguir todas estas tecnologias e ferramentas, temos uma equipe focada nisso. Fizemos seis aquisições em cinco anos e todas foram encontradas pela equipe de M&A [merge and acquisitions]. Mas também contamos com 600 engenheiros que desenvolvem novas ferramentas.

 E que tipo de empresa ou tecnologia vocês estão procurando agora?
 O mundo é móvel hoje em dia e não poderíamos pensar em outra coisa. A internet está saindo do computador e indo para outros lugares. Temos de ter dinamismo para aproveitar estas mudanças. O futuro pode estar na TV, nos sistemas operacionais, como o Windows 8, nas redes sociais, mas tudo na forma de aplicativos, então, estamos olhando para isso.

 Dê dicas para quem quer lançar um negócio, especialmente para quem quer participar do programa ‘Sua ideia vale um milhão’. Conte também como vocês trabalham com as empresas adquiridas. 
Acredito que ter um bom time é o começo de tudo. Claro que a ideia deve ser boa, mas se a equipe for excelente pode até errar algumas vezes que não haverá problema. Aqui dentro nós ajudamos a ‘pivotar’ [trocar de projeto] ideas que não são tão promissoras. Um time comprometido, disciplinado e que funcione como um organismo completo, com programador, comunicador e comercial, não tem como dar errado.

 O Recomind é um exemplo. A equipe era tão boa que a primeira ideia não vingou, mas nós ficamos com eles mesmo assim pois sabíamos que ao pivotar seria fácil alcançar o sucesso com aquela turma. 

Acho que o Buscapé analisa mais o empreendedor do que a ideia em si. Aqui eles ganham um prolabore mais baixo e se tornam sócios da companhia. Em três anos eles podem vender parte do que têm e em cinco podem negociar a totalidade do que dispõem. Mas são poucas as pessoas que fazem isso. Já tivemos casos de empreendedores que viraram executivos da empresa e o contrário também já aconteceu. Depende do perfil de cada um.

 Ao trazer o empreendedorismo para dentro da empresa, com boas ideias e pessoas capazes, é possível inovar o modelo de negócios e os serviços o tempo todo. Com esta estratégia nós criamos um ecossistema para vencer e que é bem mais difícil de ser derrubado.

 Se você quiser participar do programa ‘Sua ideia vale um milhão’, vá até o site oficial do projeto.
 Por Stephanie Kohn
Fonte: olhardigital.uol  01/08/2013 

01 agosto 2013



Telmart reestrutura operação e mira receitas de R$ 70 mi

Momento é de transformação geral para a integradora baseada no Rio de Janeiro. Estratégia prevê lançamento de serviços de comunicação unificada em nuvem e inauguração de dois NOCs

A integradora de soluções convergentes Telmart lança mão de uma série de mudanças estratégicas e estruturais em busca de um modelo de negócios mais dinâmico e pautado por governança corporativa. 

O momento é de transformação geral. Na frente administrativa, Adriana Lima, diretora-executiva, assume o controle acionário da companhia, que passa a ser de capital fechado e ter um Conselho de Administração. A expectativa é que isso dê mais velocidade e transparência aos processos.

Na camada de negócios, a integradora lança em agosto uma oferta serviços de comunicação unificada na nuvem. A solução consumiu investimentos de 5 milhões de dólares e abrange voz, vídeo, mobilidade, presença, chat e web conferência, além de permite o acesso através de diversos dispositivos. Ainda, a Telmart pretende inaugurar dois NOCs (centros de operação de rede), sendo um Rio de Janeiro e outro em São Paulo.

 A expectativa é todo esse movimento contribua a elevar o faturamento, que foi de 50 milhões de reais no ano passado, à 70 milhões de reais este ano.

 Fundada em 1991 no Rio de Janeiro, a integradora vem investindo, em média, 1 milhão de reais por ano para capacitação técnica e comercial dos seus colaboradores. A provedora possui parcerias com Avaya, Polycom, HP, Cisco e Microsoft e, na carteira de clientes estampa marcas como Petrobras, Unimed, DHL, Dasa e L´Oreal.
Fonte: crn.itweb 01/08/2013



ABN Amro compra o banco CR2 e volta ao Brasil

O negócio havia sido anunciado em outubro do ano passado

 O banco holandês ABN Amro Bank está oficialmente de volta ao Brasil. Nesta quinta-feira, 01, a instituição que vendeu a filial brasileira para o espanhol Santander, em 2007, anunciou que foi concluído o processo de aquisição do pequeno carioca Banco CR2. O negócio havia sido anunciado em outubro do ano passado.

 Em uma pequena nota enviada ao mercado nesta manhã, o banco holandês informa que "em 25 de outubro de 2012 o ABN Amro Bank anunciou que chegou a um acordo para adquirir o Banco CR2 S.A., um pequeno banco comercial baseado no Brasil".

 "A conclusão estava sujeita ao cumprimento de algumas condições. Estas condições foram alcançadas e, como resultado, a aquisição do Banco CR2 foi concluída em 31 de julho de 2013", diz a nota ao mercado holandês.

 Segundo o novo controlador, "a aquisição se encaixa na estratégia da instituição de crescer seletivamente em alguns mercados internacionais e permite ao ABN Amro oferecer serviços bancários autorizados pela regulamentação bancária brasileira aos clientes existentes nos setores de energia, commodities e transportes".

 O carioca CR2 é uma pequena instituição financeira com sede no centro do Rio de Janeiro e, segundo balanço publicado na internet, terminou o mês de março de 2013 com carteira de crédito com R$ 21,3 milhões, sendo que 67% das operações estão concentradas em apenas dez clientes.

 Entre os tomadores de crédito, o setor de construção civil lidera com R$ 8,5 milhões. Em março, o patrimônio de referência do CR2 era de R$ 25,1 milhões. Fernando Nakagawa e correspondente, do Estadao
Fonte: exame 01/08/2013



Na Totvs, postura é de 'cautela'

A Totvs, empresa brasileira de software de gestão, apresentou alta de 14,3% no lucro do 2º trimestre, que chegou a R$ 54 milhões. O resultado ficou em linha com projeções do Credit Suisse e da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e foi alcançado mesmo com um aumento de quase 20% nos custos e despesas operacionais, que chegaram a R$ 296,6 milhões.

A companhia superou as projeções dos bancos para a receita líquida, de R$ 395,5 milhões, com crescimento de 15,8%. O Credit Suisse havia estimado um resultado de R$ 387 milhões e a CGD de R$ 383,1 milhões. Autor: Vinculado ao valor.com.br.empresas
Fonte: ecofinancas 01/08/2013

COMENTÁRIOS:
A Totvs publica no seu site Apresentacão referente à Divulgação dos Resultados 2T13. Abaixo alguns slides extraídos do referido documento.








WEG vê semestre bom e planeja aquisições fora

A WEG afirma que espera repetir ou melhorar nos próximos trimestres o desempenho positivo do período de abril a junho. A fabricante de motores elétricos e equipamentos divulgou ontem seu balanço, com crescimento de 11,2% na receita líquida no segundo trimestre, para R$ 1,7 bilhão. O lucro líquido cresceu 47% na mesma comparação, para R$ 205 milhões.

Sazonalmente, as vendas da companhia já são melhores no segundo semestre, diz ao Valor Laurence Beltrão Gomes, diretor de finanças e relações com investidores. Mas, neste ano, a WEG espera que o aumento das vendas no exterior e os juros baixos para financiamentos no setor favoreçam os ganhos. A queda do real a partir de junho, que elevou sua competitividade no Brasil e suas receitas do exterior, também pode ajudar a compensar um mercado interno eventualmente fraco.

 Em julho, Gomes afirma que a empresa teve mais solicitações de orçamentos nos Estados Unidos, um de seus principais mercados. Na Europa, porém, as expectativas são de redução das vendas. Até 2020, a WEG pretende que o mercado externo corresponda por 60% de suas vendas, ante os atuais 49%. O crescimento de participação do exterior será obtido como resultado de aquisições. Segundo Gomes, a companhia continua a avaliar empresas para comprar em todos os mercados em que atua, com destaque para os EUA e Ásia.

 A empresa tem R$ 3 bilhões em caixa, dívida bruta também de R$ 3 bilhões, sendo 56% de longo prazo, e dívida líquida de R$ 12 milhões. "Temos balanço para poder fazer captações para um programa de investimentos e aquisições", afirma Gomes. Neste ano, a empresa prevê investir R$ 147 milhões, dos R$ 265 milhões previstos para 2013. Esse valor, diz Gomes, é destinado apenas para crescimento orgânico e manutenções. A WEG estima ainda outros R$ 87 milhões em expansão do capital de giro. Valor Econômico
Fonte: portalnaval 01/08/2013

COMENTÁRIOS:
A WEG publica no seu site Apresentacão referente à Teleconferência de Resultados 2T13.



HIG Capital compra empresa de software LG Sistemas para RH

Fundo de private equity fez a segunda compra em 15 dias

A H.I.G. Capital, uma das principais empresas de private equity do mundo com mais de US$ 13 bilhões de capital sob gestão, fez a sua terceira aquisição no Brasil, a segunda em 15 dias. Desta vez, a H.I.G. comprou a goiana LG Sistemas, fornecedora de software para recursos humanos. O valor e o percentual de ações comprado não foram revelados.

“O fundo costuma investir entre R$ 20 milhões e 150 milhões por transação”, disse Fernando Marques Oliveira, presidente do fundo para o Brasil. “Cerca de 95% do que compramos, são empresas com geração de caixa entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões.”

O apetite do fundo, que comprou a rede de idiomas Cel-Lep e a fabricante de sorvetes Creme Mel não deve parar por aí. A HIG tem US$ 400 milhões em caixa paras investir no Brasil e já analisou pouco mais de mil empresas espalhadas pelo País.

“Podemos montar mais um fundo específico para investir no Brasil, mas ainda não temos uma data e nem o valor”, diz. De acordo com Oliveira, as oportunidades estão espalhadas pelo Brasil, muitas vezes fora do eixo Rio- São Paulo. Segundoo Oliveira, o objetivo do fundo é ficar no negócio entre 4 e 6 anos, podendo sair da participação pela abertura de capital, ou vendendo sua porcentagem a grandes investidores, ou outros fundos de private equity, que compram empresas mais estruturadas. Por Fernando TEIXEIRA
Fonte: istoedinheiro01/08/2013



HRT não descarta fusão com empresa do setor

A HRT corre contra o tempo para reforçar seu caixa e readequar seu planejamento de longo prazo. As alternativas estão sendo trabalhadas por um comitê criado no fim de junho e que terá a assessoria de uma instituição financeira na alocação de recursos. Até o fim deste trimestre, a petroleira publicará a revisão de seu planejamento estratégico, prevê o diretor financeiro, Ricardo Bottas Dourado.

O CFO da HRT é um dos membros do Comitê Especial, ao lado dos conselheiros independentes da empresa. "Temos trabalhado neuroticamente para fazer o valor da companhia crescer para nossos acionistas", diz Dourado. Isso implica, segundo ele, em continuar com a exploração, trazer o máximo de caixa possível, encontrar as melhores alternativas de capital e de revisão do planejamento. Fazer uma fusão com outra empresa do setor também é avaliado. A HRT estima que poderá recuperar até US$ 150 milhões com seu programa de desinvestimento. O plano inclui a venda do laboratório de prestação de serviços geológicos IPEXco., de quatro sondas e da frota de aeronaves.

A empresa de logística de equipamentos criada para dar suporte às operações da petroleira no Solimões já vendeu seis helicópteros à Ericsson Air-Crane, por um valor que irá de US$ 26 milhões a US$ 40 milhões. O acordo com a americana inclui um contrato de prestação de serviços para a HRT de um ano, prorrogável anualmente até um período de mais quatro anos. A Ericsson também tem direito de preferência na compra dos outros oito helicópteros à venda, orçados em US$ 30 milhões.

O valor de mercado da HRT hoje é de R$ 514 milhões, 65% inferior ao de um ano atrás. O presidente da companhia, Milton Franke, reage: "Estão precificando abaixo do valor do caixa porque acham que vamos gastar mal esse dinheiro", diz o geólogo, que passou 26 anos na Petrobrás e está na HRT desde que a empresa foi fundada por Márcio Mello, em 2009. Franke admite os respingos que a derrocada da petroleira OGX, de Eike Batista, traz para uma empresa com a mesma característica pré-operacional e do mesmo setor, como a HRT. A

 companhia captou R$ 2,5 bilhões com sua oferta pública inicial de ações (IPO) em 2010. Para Franke, fazer uma nova oferta só seria possível no caso de uma descoberta gigante na Namíbia. Questionado sobre a declaração recente de Eike Batista, de que tinha se arrependido de abrir o capital da OGX, Franke disse que "isso é um fenômeno mundial". "De fato, muitas das empresas que se lançam ao mercado pré-operacionais na área de exploração não têm sucesso. Isso não é fenômeno brasileiro, da HRT ou do Eike", aponta Franke. Por Mariana Durão e Irany Tereza | Estadão
Fonte: yahoo 01/08/2013



Fundos brasileiros perdem espaço na AL

O Brasil tem atraído menos de um terço dos recursos destinados a fundos de private equity, que investem na compra de participações em empresas, na América Latina. Dos quase US$ 2,5 bilhões captados para a região no primeiro semestre deste ano, US$ 758 milhões vieram para o país, de acordo com dados da Emerging Markets Private Equity Association (Empea). Em 2011, auge da euforia dos investidores com a economia brasileira, os fundos locais responderam por mais de 80% das captações na região.

 Parte da perda relativa da participação do país nos recursos para investimentos em private equity é justificada pelo ciclo da indústria de private equity. Com recursos em caixa após a captação recorde de US$ 7,1 bilhões em 2011, as firmas com foco no país diminuíram o ritmo no ano seguinte e se concentraram no processo de compra de participações em empresas. De janeiro a junho de 2013, as captações voltaram a crescer, mas em um ritmo mais lento na comparação com os demais países da região.

 Com boas taxas de crescimento econômico e maior estabilidade política, países como Colômbia e Peru entraram no radar dos investidores internacionais. De janeiro a junho, os fundos dedicados à aquisição de participações em empresas na América Latina apresentaram um aumento de 51% nas captações em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Empea.

 Firmas estrangeiras que investiam nos países da região a partir do escritório brasileiro decidiram montar equipes locais em busca de oportunidades. É o caso da americana Carlyle, que no início do ano fechou um fundo de US$ 308 milhões para investimentos no Peru.

 Apesar do bom desempenho da América Latina, o semestre não foi positivo para as firmas de private equity voltadas a mercados emergentes. As captações somaram US$ 10,8 bilhões, uma redução de 52% em relação ao mesmo período do ano passado. Os demais países do chamado Bric, grupo que também inclui Rússia, Índia e China, puxaram a queda dos recursos levantados de investidores no período.

 As captações na indústria de private equity nos países emergentes se concentraram nos fundos de menor porte, de até US$ 100 milhões, que responderam por 26% do capital levantado no semestre, de acordo com a Empea.

 No Brasil, gestoras como a Gávea Investimentos, que em 2011 levantou o maior fundo de private equity dedicado ao país, no valor de US$ 1,9 bilhão, já aplicaram a maior parte dos recursos, mas ainda têm espaço para investir. A expectativa é que um novo ciclo de captações dos maiores fundos tenha início até o começo de 2014.

 De um modo geral, os investidores de private equity possuem visão de longo prazo. Mas com a piora da avaliação do mercado em relação ao país, os gestores terão de mostrar se são capazes de entregar resultados mesmo em cenários mais adversos. Por Vinícius Pinheiro | Valor Econômico
Fo nte: clippingmp 01/08/2013



Accenture negocia a compra da concorrente Booz & Co.

A consultoria Accenture ACN +1.22% negocia a compra da Booz & Co., uma concorrente menor, informaram ontem fontes a par do assuntos acontecimentos. Não está claro se há outros interessados na Booz ou se as duas companhias chegarão a um acordo. Representantes das duas empresas não quiseram comentar as negociações.

 Ambas são concorrentes de peso no mercado de consultoria administrativa. A Accenture, que tem um valor de mercado de US$ 48 bilhões, emprega 226.000 funcionários no mundo e registrou receita de US$ 27,9 bilhões no último ano fiscal.

 A Booz, empresa de capital fechado, tem cerca de 3.000 funcionários, informou um porta-voz, e em 2012 obteve uma receita total de US$ 1,4 bilhão, quase toda ela envolvendo consultoria estratégica e operacional, segundo estimativa de Tom Rodenhauder, um diretor-gerente da Kennedy Information, uma empresa americana de pesquisas de mercado. Em 2011, segundo ele, a receita foi de US$ 1,2 bilhão.

 Para a Accenture, a compra da Booz ampliaria seus negócios de consultoria estratégica e operacional. "A Accenture realmente quer se solidificar nesse mercado", diz Rodenhauser. Este mês, a revista alemã "Manager Magazin" informou que a Accenture estava interessada na Booz.

 A Accenture fez uma série de aquisições este ano que incluiu a Fjord, uma consultoria de design de Londres; a Acquity Group, empresa de marketing digital; e a Mortgage Cadence, que fornece software à indústria hipotecária. Se concretizado, o negócio com a Booz será um dos maiores já realizados pela Accenture. A Booz & Co. já foi parte da Booz Allen Hamilton, a última companhia onde trabalhou Edward Snowden, o analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos que vazou informações secretas sobre o programa de espionagem do país pela internet. Hoje, as duas companhias não têm nenhuma ligação.

 A Booz & Co. nasceu depois que a Booz Allen Hamilton desmembrou, em 2008, seu braço de consultoria para o setor privado da divisão que atendia governos, a parcela maior de seu negócio. A unidade de consultoria governamental manteve o nome original depois que a controladora vendeu uma participação majoritária na unidade para o Carlyle Group CG +0.93% .

 Em julho de 2010, a Booz & Co. desistiu de discussões sobre uma possível fusão com a concorrente A.T. Kearney. Nos últimos anos, as duas se aproximaram várias vezes, mas nunca chegaram a um acordo. A empresa combinada ainda assim seria menor que as então líderes do mercado como Deloitte, McKinsey e Accenture. A

Accenture, que compete por contratos de consultoria com gigantes da tecnologia como IBM IBM +0.85% e HP, vem registrando expansão no lucro há dois anos e forte crescimento em seus serviços de terceirização de processos empresariais.Por JOANN S. LUBLIN e SHARON TERLEP CONNECT
Fonte: wallstreetjournal 01/08/2013



Valor da empresa: uma questão de marketing

Uma empresa deve ser gerida para maximizar resultado, certo? Errado. Primeiro porque “resultado” tem vários significados, diferentemente calculados e avaliados. Segundo porque maior resultado pontual não necessariamente significa uma organização melhor, mais sólida, mais viável, mais valorizada, mais desejada ou mesmo perene.

 Toda empresa deve ser administrada para maximizar o seu valor, um conceito fácil de ser entendido se pensarmos nas vantagens daí decorrentes para efeito de busca de crédito, de poder de negociação mercantil e comercial, de atratividade e retenção de talentos, de transações societárias. Fato óbvio, quando lidamos com empresas de capital aberto, mas ignorado por empresas familiares que se enxergam como tendo por finalidade “servir à família”, sem definir o que isto significa, nem avaliar suas implicações.

 Raras são as organizações familiares com a percepção de que sua gestão deve objetivar valorização e liquidez patrimonial. Qualquer deliberação de gestão deveria ser condicionada à avaliação positiva dos efeitos para com o valor e a vendabilidade do negócio. Alto lá!... dirá a maioria dos familiares, “minha empresa não está à venda, nem tenho a intenção de fazê-lo”!

 Aqui cabem três contra argumentos: ao longo do tempo poderá haver mudança de opinião; fatores internos ou externos fora do controle ou da vontade dos acionistas poderão obrigar a venda da empresa; o andar da carruagem pode sugerir a futura abertura do capital o que na prática é uma venda parcial da companhia.

 Similar à nossa casa na qual fazemos manutenção para mantê-la vendável mesmo sem a intenção de vendê-la, nosso objetivo deve ser manter nossas empresas valorizadas e com liquidez patrimonial. A consciência estratégica é que só poderemos vender o que alguém quer comprar e pelo preço que este está disposto a pagar. Quem dá as cartas nessa relação é o comprador!

 Valor é uma variável mercadológica, baseada em percepção. Este é um dos desafios das empresas familiares: como fazer para que o patrimônio continue valorizado, produtivo e passível de ser vendido. Requer ações proativas e de tecnicidade societária e gerencial, cuja ausência é responsável pela maioria de histórias trágicas ao invés das histórias mágicas.  Autor:  TELMO SCHOELER é sócio-fundador e Leading Partner da Strategos - Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra - Soluções Empresariais, a primeira e maior rede de organizações multidisciplinares de assessoria em gestão empresarial.
Fonte: segs 31/07/2013