01 dezembro 2011

Infraestrutura móvel faz Wyse comprar Trellia

A Wyse Technology comprou a Trellia, provedora de soluções de gerenciamento de infraestrutura móvel na nuvem. Ideia é, por meio do portfólio da Trellia, expandir a oferta de serviços, hoje, já disponíveis para desktops e laptops também para os smartphones e tablets. O valor da transação não foi revelado pelas partes.

Segundo dados revelados pela companhia, a IDC estima que o mercado de computação virtual deverá chegar aos US$ 3,2 bilhões até 2014 e que deverá aumentar o número de empresas que adotam virtualização de desktops e desktop como serviço (DaaS).

O olhar para a mobilidade está relacionado com a contínua expansão dos smartphones e tablets dentro do ambiente corporativo. Além das soluções para gerenciamento de dispositivos móveis (MDM), a Wyse irá oferecer gerenciamento de conteúdo e de infraestrutura móvel – de forma escalável e segura -, suportando uma ampla variedade de usuários, tipos de conteúdo, aplicativos e dispositivos.

"Como líder mundial em ‘computação cliente’, nosso foco agora se concentra na oferta de um leque abrangente de soluções para gerenciar, proteger e aprovisionar usuários móveis, o conteúdo, os aplicativos, os dispositivos, tudo a partir da nuvem. Iremos estender os benefícios de software como serviço (SaaS) para gerenciamento de conteúdo e da infraestrutura móvel", detalhou Tarkan Maner, presidente e principal executivo da Wyse.
Fonte:ConvergênciaDigital 29/11/2011

01 dezembro 2011



Meritor planeja investir US$ 30 mi no país até 2013

A Meritor, fornecedora de eixos para veículos comerciais, deve promover uma nova rodada de investimentos no país, de até US$ 30 milhões, entre 2012 e 2013. A companhia, que tem sede em Troy, nos Estados Unidos, ainda está concluindo um plano de aportes na operação brasileira, iniciado no ano passado, que deve alcançar o mesmo montante. "Nossos clientes continuam investindo e precisamos investir também", destaca o diretor geral da Meritor para a América do Sul, Sílvio Nogueira de Barros.

A manutenção dos planos de expansão na região virá a despeito do provável encolhimento nas vendas em 2012, em razão da antecipação de compras de caminhões, com vistas a evitar os preços mais altos dos veículos equipados com tecnologia Euro 5, obrigatória no país a partir do ano que vem.

A previsão da Meritor é a de que as vendas recuem 10% nesse período, com forte recuperação no ano seguinte. "Por diversos fatores, em 2013, devemos recuperar esses 10% e somar a isso a taxa de expansão do PIB", avalia Barros.

A previsão, na avaliação do executivo, justifica a nova rodada de aportes, com valores similares aos executados recentemente. "Além de ampliar capacidade, precisamos investir em novas tecnologias que ampliem nosso nível de conteúdo local, que hoje já está acima de 60%."

Entre 2010 e 2011, considerando-se a participação em duas joint ventures com a Randon, o valor investido vai a US$ 60 milhões.

No ano fiscal de 2011, encerrado em setembro, a operação regional da Meritor faturou US$ 720 milhões, considerando-se apenas as vendas a partir da fábrica de Osasco (SP). O valor corresponde a crescimento de 40% na comparação anual. Somadas as receitas correspondentes à fatia de 50% nas duas joint ventures, a Master (de freios) e a Suspensys (suspensão, tambor e cubo), o faturamento chegou a US$ 1,2 bilhão no último exercício.

De acordo com Barros, esse salto na receita, com taxa superior à do mercado de caminhões com capacidade para mais de seis toneladas, deveu-se em boa parte ao forte desempenho de vendas de seus clientes - a Meritor fornece 100% dos eixos para veículos comerciais de montadoras como MAN Latin America, Iveco, Ford e Volvo. Também contribuíram para esse desempenho o fato de a companhia americana ter investido na oferta de novos produtos, como eixos com redução no cubo e cardans (peças que fazem parte do sistema de transmissão de torque), e ampliado sua capacidade produtiva.

Em Osasco, o potencial de produção de eixos chegou a mais de 160 mil unidades. No mesmo complexo, a Meritor instalou uma nova unidade fabril, voltada a cardans, que pode produzir inicialmente até 100 mil peças por ano. E em Resende, no Rio de Janeiro, a companhia está erguendo uma nova fábrica de eixos, no consórcio modular da MAN, que deve entrar em operação no segundo trimestre do ano que vem.

A Meritor também pretende reforçar sua presença no chamado "aftermarket", com investimentos de US$ 2 milhões nos próximos três anos. Os recursos, conforme o executivo, serão aplicados em ampliação do portfólio de produtos oferecido no mercado secundário. Por Stella Fontes
Fonte:Valor01/12/11



Kekanto anuncia nova rodada de investimentos

O Kekanto, guia inovador de estabelecimentos locais, anuncia que recebeu investimento da americana Accel Partners, a empresa de Venture Capital mais renomada do Vale do Silício, que também apostou cedo em empresas como o Facebook e o Groupon.

O Kekanto, guia inovador de estabelecimentos locais, anuncia que recebeu investimento da americana Accel Partners, a empresa de Venture Capital mais renomada do Vale do Silício, que também apostou cedo em empresas como o Facebook e o Groupon. O sucesso precoce do Kekanto também atrai u a Kaszek Ventures, fundo de investimentos liderado pelos co-fundadores do MercadoLibre, que participou da rodada. O capital e os novos parceiros têm o objetivo de acelerar ainda mais o rápido crescimento do Kekanto, destinando recursos a contratação de talentos, novas campanhas de marketing e expansão internacional da empresa.

“O interesse de investidores mundialmente famosos pelo Kekanto é reflexo da explosão de adoção do público. Logo na primeira semana de lançamento, o aplicativo do Kekanto para celulares já ocupou a posição HOT na AppStore da Apple. Agora, com a participação ativa do sócio da Accel, Andrew Braccia, o Kekanto poderá oferecer ao público brasileiro o que o mundo tem de melhor em termos de tecnologia para guias locais”, afirma Fernando Okumura, co-fundador e CEO do Kekanto.

“Acesso à informação de alta qualidade local é um pilar fundamental em qualquer mercado online emergente. Estamos entusiasmados com a oportuni dade de parceria com a Kekanto e seus fundadores para fortalecer sua posição de liderança no Brasil e na America Latina”, afirma Andrew Braccia, sócio da Accel Partners.

O Kekanto funciona como um enorme boca a boca online. Os usuários e seus amigos avaliam e dão dicas sobre os estabelecimento s que frequentam e, quando alguém precisa de um bom restaurante romântico em um determinado bairro, por exemplo, encontra no Kekanto uma lista de opções avaliadas pelos seus amigos ou pelo público em geral, além de dicas sobre onde estacionar, que prato pedir, etc. As avaliações podem ser publicadas de forma pública ou privada, de acordo com a preferência do usuário.

“Uma ferramenta muito interessante que estamos desenvolvendo para quem é usuário e tem amigos no Kekanto é o sistema de busca e recomendação multiusuário. Por exemplo, se você está buscando um lugar para comer com amigos, você diz ao Kekanto quem está com você e em que bairro estão, e o Kekanto faz um ranking dos estabelecimentos que mais agradam a todos naquela região”, revela Allan Kajimoto, co-fundador e CPO do site.

Sobre o Kekanto Lançado em 2010 pelos alunos da Universidade de São Paulo Fernando Okumura, Allan Kajimoto e Bruno Yoshimura, o Kekanto é um guia de serviços colaborativo que funciona como um boca-a-boca online. O Kekanto reúne os melhores estabelecimentos e ofertas de todo o Brasil, avaliados por seus clientes: os usuários avaliam os estabelecimentos e serviços e suas opiniões ajudam outras pessoas a decidirem onde ir ou o que comprar. O Kekanto também opera como uma rede social, através da qual os usuários recebem as atualizações de seus amigos e interagem uns com os outros, comentando e gostando de avaliações.

Sobre a Accel Partners Fundada em 1983, a Accel ajudou empresários a criar mais de 300 empresas de sucesso ao redor do mundo, por meio de investimentos iniciais. Muitas dessas companhias passaram a ser destaques em suas categorias, entre elas: Facebook, Groupon, Admob, Atlassian, Brightcove, ComScore, Dropbox, Etsy, JBoss, Kayak, Macromedia, MetroPCS, Polycom/PictureTel, Playfish, QlikTech, Quidsi (Diapers.com), Real Networks, Riverbed, Rovio (AngryBirds), Veritas, Walmart.com, XenSource, SpringSource e Zimbra.A Accel tem escritórios em Palo Alto, Londres, Bangalore, Pequim, Shangai e outros. Além disso, realiza investimentos no Brasil e em outros países da América Latina

Sobre a Kaszek Ventures A Kaszek é a principal empresa latino-americana de Venture Capital que investe em empreendedores de alto impacto da área de tecnologia. Liderada por Nicolas Szekasy, ex CFO, e Hernan Kazah, co-fundador do MercadoLibre, a empresa atua ativamente em seu carteira de empresas através da orientação de valor estratégico agregado e ajuda operacional hands-on, alavancando o sucesso, o backgrounds e o network empresarial de seus parceiros.
Fonte:referescante01/11/2011



Abiplast prevê crescimento de 2% na produção do setor em 2012

A Abiplast prevê que o setor de transformados plásticos deverá crescer 2% em 2012 em volume, segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade. A produção em volume de transformados plásticos em 2011 ficou em 5,9 milhões de toneladas.

O bom desempenho será puxado pelo crescimento econômico, investimentos em infraestrutura, puxados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Copa do Mundo, observou Roriz.

Em 2011, o faturamento ficou em R$ 52 bilhões, alta de 6,4% sobre 2010.
Os investimentos em 2012 serão praticamente os mesmos verificados neste ano. Em máquinas e equipamentos o setor investiu R$ 4,9 bilhões, recuo de 4,7% sobre 2010. Inovação recebeu aporte de R$ 730 milhões do setor, alta de 16% sobre 2010. Em Pesquisa & Desenvolvimento, houve queda de 38%, para R$ 130 milhões."Precisamos recuperar nossa competitividade", disse Roriz. Por Mônica Scaramuzzo
Fonte:Valor30/11/2011



Nova Pontocom pretende estar pronta para IPO em 2012

O presidente da Nova Pontocom, Gérman Quiroga, fez algums comentários nesta manhã sobre o projeto de abertura de capital da companhia, formada pela união de Extra.com, Ponto Frio.com, Casas Bahia.com e Ponto Frio Atacado.

"A ideia é estarmos prontos para um IPO a partir da metade do ano que vem, mas não temos data para isso. Eu particularmente não acho que acontece no ano que vem pela situação do mercado", disse.

A companhia reuniu a imprensa hoje para tratar de detalhes de seu planejamento logístico para o Natal. As vendas brutas da companhia devem apresentar crescimento anual de 30% a 50% acima do mercado de varejo online até 2013, segundo prevê o grupo.

No ano passado, a companhia, que ainda estava em processo de formação, registrou faturamento bruto de R$ 2,7 bilhões, se consideradas as bandeiras Extra, Ponto Frio, Casas Bahia e Ponto Frio Atacado, o que representa uma alta de 56% sobre 2009. Por Adriana Mattos
Fonte:Valor30/11/201



Mike Tannenbaum, do New York Jets, e Bill McDermott, da SAP: formando líderes dentro e fora do campo

Mike Tannenbaum, gerente geral do New York Jets, sempre se interessou em saber o que mexe com o líder de sucesso. Ainda jovem, quando era trainee e funcionário do escalão inferior da área de gestão de esportes, ele costumava ligar para os líderes que admirava para saber deles que qualidades consideravam mais importantes. "Quando assumi a gerência geral dos Jets (em 2006), de repente as pessoas começaram a retornar meus telefonemas", disse Tannenbaum.

Bill McDermott, CEO adjunto da SAP, empresa alemã de software, foi um dos que ligaram de volta para Tannenbaum. Aconteceu que McDermott trabalhava na sede da SAP nos EUA, em Newton Square, na Pensilvânia, e era um grande fã dos Jets. Embora Tannenbaum estivesse interessado nos conselhos de McDermott, este ficou impressionado com a habilidade de Tannenbaum de levar constantemente um time regular para a disputa da final. "Mike era sem dúvida alguém que sabia o que fazer e fez", disse McDermott. "Podíamos aprender um com o outro."

Uma dupla desigual a princípio, McDermott e Tannenbaum estiveram juntos discutindo o que funciona e o que não funciona na liderança na área de esportes, negócios e em outros setores em recente Congresso sobre Liderança da Wharton. A discussão foi moderada por Kenneth L. Shropshire, professor de estudos jurídicos e de ética nos negócios da Wharton e diretor do Projeto de Negócios Esportivos da Wharton (Wharton Sports Business Initiative).

Embora reconheça que é estressante lidar com relatórios trimestrais de ganhos, McDermott disse que Tannenbaum e os Jets têm de correr riscos toda semana, uma temporada depois da outra. "A única maneira de fazer isso consiste em criar uma grande equipe e mantê-la unida o tempo todo", disse McDermott. Isso em grande medida, segundo Tannenbaum, significa garantir que seus funcionários possam seguir em frente rapidamente depois de uma derrota. "É uma coisa relativamente fácil de fazer com 200 empregados", disse Tannenbaum, que desde 2007 trabalha com os Jets, "mas Bill tem de fazê-lo com 55.000 funcionários, o que não é nada fácil".

De acordo com McDermott, que está na SAP desde 2002 e foi nomeado CEO adjunto em 2010, conseguir a adesão do empregado e privilegiar objetivos comuns foi um de seus maiores desafios depois de chegar à empresa de software, que havia tido cinco CEOs em seis anos. "Eu tinha feito minha lição de casa. Havia concorrido com a SAP em outros empregos que tive, e ganhei quase todas as vezes. Eles eram parecidos com aquele time disfuncional do filme "Sujou, chegaram os Bears", e não conseguiam avançar", disse.

"A tecnologia deles era fantástica e havia um sentimento profundo de lealdade entre funcionários e clientes. De algum modo, porém, não conseguiram atingir as estimativas previstas durante 24 trimestres seguidos."

De acordo com McDermott, a SAP padecia de uma liderança fraca, e muitos gerentes da empresa temiam dizer a seus funcionários o que estavam fazendo de errado. Embora mandasse gente embora, reestruturar a empresa implicava muito mais colocar o pessoal nos trilhos do que se livrar dele. "O que o líder faz de mais importante é dar um retorno às pessoas sobre o que elas têm feito", disse McDermott ao se recordar de uma reunião em que um executivo se queixava de um erro cometido por um funcionário. 'O que ele lhe disse quando você lhe comunicou o erro?', perguntei, mas não houve resposta." Os funcionários devem ser tratados com franqueza, disse McDermott, e precisam saber o que se espera deles e qual a estratégia e a cultura do empregador.

McDermott e Tannenbaum acreditam que um líder tenha de privilegiar uma visão abrangente da empresa, e não perder tempo com coisas pequenas. Para Tannenbaum, trabalhar corretamente não significa ter uma temporada de ganho marginal, e sim avançar em direção ao Superbowl. Para McDermott, da SAP, o sucesso não se define simplesmente por uma inovação tecnológica que gera ganhos, e sim pela excelência que faz da empresa a melhor em qualquer área que decida atuar.

"Ou crescemos ou fechamos as portas", disse McDermott, acrescentando que a SAP teve muitas oportunidades de comprar empresas que a catapultariam para um novo tipo de negócio. Contudo, a SAP pretende fazer aquisições que a coloquem no topo do seu setor. "Quero alguma coisa que sacuda o mundo, e não uma coisa pequena, incremental que, francamente, não passa de uma distração. Quando se gasta pouco tempo no que é grande, perdem-se tempo e energia que poderiam ajudá-lo a atingir seu objetivo [...] Não se deve fazer alguma coisa só porque todo o mundo está fazendo."

Isso se aplica também à administração de um time de futebol. Tannenbaum, Rex Ryan, técnico do Jets, e outros executivos conversam regularmente sobre sua estratégia específica de longo prazo. "Com todo o respeito, não fazemos coisas porque o New England Patriots está fazendo; também não imitamos a estratégia do Philadelphia Eagles. Nossa visão é a visão dos Jets, e a cada passo que damos, nós o avaliamos em conformidade com essa visão."

Em 2010, os Jets tiveram de tomar decisões referentes a 208 jogadores, disse Tannenbaum. "Posso garantir a você que ninguém decidiu por decidir", acrescentou. "Todas as vezes nós nos perguntávamos se aquela era uma decisão boa para os Jets; se ela nos deixava mais perto do Superbowl." De modo parecido com a experiência de McDermott na SAP, havia vários jogadores excelentes que não se encaixavam no sistema do time. "Não se pode dar ouvidos aos blogs e ao que dizem as rádios. Temos de nos concentrar no que vai nos ajudar a chegar ao Superbowl. Quando a estratégia não funciona, esqueça-a e siga em frente."

Educação do caráter
Sempre que contrata novos funcionários, McDermott e Tannenbaum procuram qualidades que vão além do que consta do currículo do jogador ou do candidato a um emprego. Como exemplo, Tannenbaum citou um teste em 2007 feito com vários jogadores muito respeitados. "Duas noites antes da convocação, calhou de eu estar no carro do sujeito que havia transportado 30 dos pré-candidatos à convocação." Tannenbaum pediu a ele que dissesse o que achava dos jogadores. "Ele disse que havia um que era um perfeito cavalheiro — sempre dizia 'por favor' e 'obrigado' e respeitava a todos igualmente, motorista e outros jogadores."

A conversa mudou a maneira como a liderança dos Jets entrevista os jogadores. "Quando aplicávamos o teste físico, procurávamos perceber de que maneira o sujeito tratava o técnico que operava o aparelho de ressonância magnética; como ele se comportava no carro quando falava ao celular, isto é, se tratava com respeito a pessoa do outro lado da linha; o que dizia ao gerente de equipamentos; como tratava as garçonetes. O caráter de alguém se revela naquilo que a pessoa faz quando ninguém está olhando. Um grande time se faz quando todos sabem qual a função de cada um, e todos trabalham juntos."

McDermott concorda. "Com base no currículo da pessoa, vejo se cursou a Wharton ou se concluiu com louvor seu curso", disse. "Mas quero voltar ao início. Pergunto primeiro: de onde você é? Como era sua mãe? Em que você acredita? Qual sua fonte de inspiração? Onde você trabalhou antes de se formar? Digo sem medo de errar que você aos 50 anos é o que era aos cinco. Se eu conseguir descobrir essas informações sobre o caráter da pessoa, saberei se ela se encaixa na visão da SAP."

Um líder eficaz é aquele que toma decisões e insiste nelas, disseram Tannenbaum e McDermott. "Podemos debater uma porção de coisas durante a semana, mas depois do chute inicial, existe um plano a seguir sem chance de voltar atrás", disse. "O preparo leva à confiança, e se tivermos confiança em nossa visão, o número de sucessos será maior do que o de fracassos." McDermott se lembra de uma reunião que teve com um executivo que o procurou na segunda-feira depois de uma importante reunião estratégica. O executivo lhe disse que havia pensado num determinado assunto durante o final de semana e queria propor um plano que considerava melhor.

"Teria sido ótimo se ele tivesse me dito aquilo antes da reunião, mas agora eu tinha de tomar uma porção de outras decisões: na segunda-feira, na terça e todos os dias", McDermott disse. "Uma decisão hesitante é pior do que não tomar decisão alguma. Contudo, se não tomar uma decisão, terei 55.000 funcionários sem saber para onde vão. Medo de fracassar não é desculpa. Se faltam visão e atitude, falta liderança.
Fonte:whartonuniversia. 30/11/2011



Brasil já é sétimo mercado mundial de TI, mas enfrenta desafios

Segundo pesquisa, País pode superar os US$ 42 bilhões este ano; mercado mundial deverá encerrar 2011 com mais de US$ 1 trilhão.

O Brasil já é o sétimo mercado mundial de Tecnologia da Informação (TI) - hardware, software e serviços.

O País tem uma janela de oportunidade para avançar mais posições nos próximos anos; porém, para aproveitá-la, será fundamental enfrentar uma série de desafios, avaliaram especialistas que participaram do "Fórum de TI – CEOS e CIOS debatem as projeções para o mercado brasileiro de TI", promovido pela Amcham-São Paulo.

De acordo com Sérgio Alexandre Simões, sócio da Consultoria de TI da PwC (PricewaterhouseCoopers), há um cenário positivo para expansão dos negócios. Esse ambiente é marcado pela estabilidade econômica; pela ascensão da classe C, com entrada maciça de novos consumidores; e pelo movimento de fusões e aquisições, com inserção de recursos estrangeiros, que, somados à melhoria da infraestrutura e dos negócios, serão alavancados com a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

“O Brasil tem uma equação difícil a resolver para não perder oportunidades relacionadas a TI. É necessário um bom plano educacional e acesso às experiências de fora para que, no pós Olimpíadas, o setor não sofra um apagão financeiro e continue crescendo”, disse Simões.

O mercado brasileiro de TI deve crescer 13,5% em 2011, de acordo com levantamento da IDC, apresentado pelo representante da PwC. Tendo movimentado mais de US$ 37 bilhões no ano passado, deve superar US$ 42 bilhões só este ano. Já o mercado mundial deverá encerrar 2011 com mais de US$ 1 trilhão, o que representa um crescimento de 7,5% em relação a 2010.

Equação para o sucesso
A fórmula para a expansão dos resultados em TI, segundo o consultor da PwC, é a soma de inovação, mercado e estímulos. O tamanho de mercado consumidor não é um problema, mas mudanças têm de ser conduzidas nos outros pilares, destacou Simões.

Na visão dele, a inovação no País ainda está muito fechada na academia e há necessidade de maior aproximação entre instituições de ensino e empresas. ”A inovação no País tem foco em produtos, e quase nada em processos. Além disso, o que o Brasil inova em produtos é pouco na comparação com países como Estados Unidos ou Coreia do Sul”, ressaltou.

De acordo com Simões, os benefícios fiscais que fazem parte da Lei de Inovação ainda são subutilizados. “É importante que haja mais divulgação”, acrescentou José Messina, CEO da Unideias e também presidente do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham-São Paulo.

Messina comentou ainda que no País há volume considerável de crédito à inovação, em linhas disponibilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); no entanto, o acesso precisa ser mais facilitado pois os processos são burocráticos. Por outro lado, o meio empresarial necessita passar por uma capacitação adequada para aprovação dos projetos e liberação de recursos, o que ainda é incipiente.

“Outros desafios para TI são a necessidade de formação de mão de obra capacitada e a redução de impostos”, disse Messina. Ele reconhece como um importante avanço a desoneração de encargos trabalhistas ao setor de software prevista no Plano Brasil Maior, voltado ao incremento da competitividade da indústria nacional, mas defende que a mesma política seja adotada para hardware.

A partir de 01/12, para o setor de software, será feita a substituição da contribuição previdenciária - alíquota de 20% sobre a folha de pagamento - por tributação sobre a receita bruta, com alíquota de 2,5%. As empresas exportadoras dessa área não terão recolhimento sobre a receita bruta (isenção total).
Atualmente, a TI emprega 1,2 milhão de pessoas no País, sendo 400 mil nas empresas da cadeia desenvolvedora e o restante em companhias de segmentos variados, em seus departamentos próprios. “Em dez anos, precisaremos do dobro de profissionais. A academia e as empresas têm de unir esforços e há necessidade de se criarem planos de carreira”, afirmou Paulo Marcelo Lessa Moreira, vice-presidente da CPM Braxis de serviços de TI.

CEOs e tendências
Uma pesquisa global da PwC realizada neste ano mostra que os CEOs veem nos clientes a principal fonte para inovação, tendência que vem sendo intensificada com a crescente participação nas redes sociais e o uso de dispositivos móveis. Sendo assim, um dos caminhos que serão seguidos, conforme o consultor Sérgio Alexandre Simões, é dar o tratamento adequado à captação de dados e informações para o desenvolvimento das estratégias.

“Há muitas informações disponíveis nas redes e temos de aproveitar também as ideias da geração Y para desenvolver softwares poderosos para melhorar a vida das pessoas e das empresas”, compartilhou Moreira, da CPM Braxis.

“A inovação mais rápida é a aberta, pelo diálogo com clientes, e não a fechada, baseada somente em ideias dentro da companhia”, concordou Thack Brown, CFO Latin America da SAP, desenvolvedora de software para gestão empresarial. Segundo ele, a empresa vê chances de desenvolver mais soluções ligadas à mobilidade e às plataformas abertas, que não são vinculadas a um único provedor.

Para Brown, a inovação tecnológica aplicada aos negócios será fundamental para que as companhias estabelecidas no Brasil consigam ganhar competitividade para lidar com a acirrada concorrência no País, que tem recebido novas companhias multinacionais e produtos importados nessa fase de contração nos mercados maduros da Europa e dos Estados Unidos, entendendo que aqui estão as melhores chances.

A Itautec, por sua vez, também apostará no segmento de dispositivos móveis, mais especificamente tablets com conteúdos e aplicativos específicos para empresas, anunciou José Roberto Ferraz, vice-presidente da Unidade de Negócios Computação da companhia. Ele reforçou ainda possibilidades em Green IT, que visa eficiência energética dos equipamentos, e cloud computing (computação em nuvem), que é o acesso a programas, serviços e arquivos remotamente, através da Internet.

Carlos Bretos, presidente da Lexmark, especializada em outsourcing de impressão, conta que a companhia foi por muitos anos centrada somente no segmento de comercialização de impressoras. “Mas nos reinventamos com base nas necessidades dos clientes. O momento requer que se deem mais asas à criatividade de quem usa do que de quem oferece”, enfatizou. A companhia pretende agora, informa Bretos, conquistar espaço na área de gestão de documentos digitalizados.

Bretos acredita que o setor de TI brasileiro, de uma maneira geral, tem espaço para aplicação de soluções em educação, devido à necessidade de qualificação de mão de obra; em saúde, devido ao movimento pela eficiência; nos governos, por conta da ampliação dos serviços sociais; no meio financeiro, com condições de lançar mais produtos e serviços à população que acessa; e na engenharia civil, por causa dos projetos de infraestrutura.

“As soluções têm de dar conta de amarrar o ‘novo’ ao legado dentro das companhias”, analisou Marco Stefanini, presidente da Stefanini IT Solutions. Ou seja, a modernização tecnológica deve ser feita com critério, agregando valor às operações. Para filtrar ideias, ele destacou que a empresa mantém centros de inovação em parceria com universidades e um programa de inovação envolvendo seus 14 mil funcionários, sendo 8.500 no País e o restante no exterior.
Fonte:metaanalise30/11/2011



Mercado no Brasil deve dobrar nos próximos sete anos

As 10,5 milhões de refeições coletivas servidas diariamente ao longo deste ano em empresas e instituições de todo o país representam um total 11,2% superior ao de unidades distribuídas por dia no ano passado, que ficou em 9,4 milhões.

A Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc) estima um aumento de 10% ao ano ao longo desta década. Em sete anos, deve dobrar. O faturamento está crescendo na mesma velocidade: passou de R$ 10,9 bilhões no ano passado para R$ 13 bilhões estimados neste ano. Oito anos atrás, em 2003, representava apenas R$ 5 bilhões. A velocidade do crescimento é pelo menos duas vezes maior que o ritmo da economia como um todo.

Ainda assim, não falta espaço para crescer. Segundo a Aberc, o mercado potencial de refeições está estimado em 41 milhões de unidades por dia. O setor oferece hoje 180 mil empregos diretos e consome um volume de 3 mil toneladas de alimentos por dia. "Entre impostos, contribuições e taxas o setor recolhe R$ 3 bilhões por ano", afirma Antonio Guimarães, diretor superintendente da Aberc.

O Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT - foi instituído em 1976. Pelo programa, as empresas devem oferecer alimentação adequada a seus funcionários, cobrando deles um máximo de 20% do valor. A empresa pode ela própria assumir a função de preparar e distribuir as refeições, assim como terceirizar os serviços. Pode também oferecer "refeição-convênio" ou "alimentação-convênio", tíquetes com os quais o funcionário compra refeição pronta ou utiliza para a aquisição de gêneros alimentícios na rede de estabelecimentos credenciados.

Dentre as várias modalidades de alimentação voltadas a grupos, a de refeições coletivas é a que serve um público maior. A autogestão - fornecimento de refeições administrado pela própria empresa - está servindo em 2011 um total de 150 mil refeições por dia. As refeições-convênio, tíquetes para restaurantes comerciais, são estimadas em 6 milhões por dia.

O mercado de refeições coletivas ganha território com o aquecimento da economia. Para empresas instaladas fora dos polos urbanos, em lugares remotos e pouco acessíveis, a refeição no local de trabalho muitas vezes é a única opção. (R.C.)
Fonte:Valor30/11/2011



Bombril, Reckitt Benckiser e Química Amparo disputam a Assolan

A venda da Assolan pela Hypermarcas deve acontecer nos próximos dias e, nessa reta final, há apenas três empresas no páreo.

As companhias que ainda disputam o negócio são Bombril, Reckitt Benckiser e Química Amparo, dona da marca Ypê. A Ypê tem a melhor proposta final pelo negócio todo, portanto, a probabilidade maior é de que a Química Amparo fique com a companhia.

Analistas de mercado estimam que a operação seja vendida por valores entre R$ 150 milhões a R$ 200 milhões. A companhia não comenta a informação.

A Etti, também controlada pela Hypermarcas, continua sendo negociada pelo grupo e entre as companhias interessadas na operação estão Bunge, Campbell e McCormick Pela venda de Assim, Assolan e Etti, a Hypermarcas teria uma estimativa de embolsar valores entre R$ 400 milhões a R$ 500 milhões.

Com a venda da Assim para a Flora Produtos de Higiene e Limpeza em outubro, a Hypermarcas somou a seu caixa R$ 140 milhões.(Valor)
Fonte:genteemercado30/11/2011



Contax vende Venecia por R$ 85 milhões

A Contax anunciou nesta quarta-feira (30/11) que a Mobitel, sua controlada, vendeu todas as ações da Venecia para a A2Par-A2 Participações por R$ 85 milhões.

O fechamento da operação, com a efetiva transferência das ações, está sujeito à implementação de determinadas condições precedentes previstas no contrato de compra e venda de ações, dentre as quais a transferência dos ativos e operações dos clientes Vivo e Telefonica para a Venecia, bem como a aprovação da operação pelo Conselho de Administração da companhia e pela Assembleia Geral da Mobitel.

A Venecia administra a central de atendimento de clientes da Telefônica.
Fonte:brasileconomico30/11/11



Luxottica vai comprar brasileiro Tecnol por 110 milhões de euros

A italiana Luxottica, proprietária das marcas de óculos de luxo Ray-Ban, Oakley e Vogue, anunciou hoje a assinatura de um acordo para comprar a totalidade do capital do grupo brasileiro Tecnol, que atua no segmento de óticas brasileiro com marcas próprias e licenciadas, como Forum, Kipling e Pierre Cardin.

A Tecnol, avaliada em cerca de 110 milhões de euros (US$ 148 milhões), será comprada em duas etapas – os primeiros 80% agora e os 20% restantes nos próximos quatro anos. A aquisição inclui as 90 lojas da rede Óticas Íris em São Paulo.

“O Brasil é um dos países onde a Luxottica pretende ser tão ‘doméstica’ quanto é na Itália, onde se estabeleceu há 50 anos”, disse a presidente da empresa italiana, Andrea Guerra, reforçando que o país também deve ajudar a fortalecer sua atuação na América Latina.

Com a fabricação local, a empresa italiana espera reduzir o tempo necessário para entregar os produtos aos consumidores em dois terços.

De acordo com o comunicado da Luxottica, o Brasil é um dos dez principais mercados para a divisão de atacado da companhia, com um preço médio por unidade superior ao europeu. Com a aquisição do Tecnol, a empresa espera elevar o país a um de seus cinco principais mercados.

O grupo Tecnol somou vendas de 90 milhões de euros (US$ 121 milhões) em 2010. A expectativa é que o processo de aquisição seja concluído no começo de 2012. Por Luciana Seabra
Fonte:Valor01/12/2011



Copa elevará PIB em 1,5%

A Copa do Mundo trará ao Brasil mais do que a chance de ser campeão. Até 2014, o país terá um ganho extra de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do país).

A competição criará ainda 250 mil empregos, o equivalente à 1% da população economicamente ativa, derrubando a taxa de desemprego, além de elevar as exportações em 30%. A expectativa é do Itaú Unibanco, que enxerga, no momento atual, boas chances de crescimento para a economia brasileira.

De acordo com a instituição, além dos 3 milhões de turistas, em 2014 o Brasil terá 145 milhões de consumidores. "Os jogos trarão impactos positivos para infraestrutura, emprego e turismo", disse Ilan Goldfajn, economista-chefe da instituição. "A Copa vai colocar o Brasil em uma vitrine e nos trará parcerias comerciais e outras vantagens", emendou.

Pelas estimativas do banco, o país vai investir R$ 36,4 bilhões na Copa, a maioria dos recursos, R$ 12,7 bilhões, em transporte e mobilidade. Parte do dinheiro também será aplicada em estádios (R$ 7,2 bilhões), aeroportos (R$ 5,3 bilhões), portos (R$ 700 milhões), telecomunicações (R$ 4,2 bilhões), segurança (R$ 4,1 bilhões), hotelaria (R$ 2,1 bilhões) e hospitais (R$ 1,1 bilhões).

"Até 2014 o país terá um ganho extra de 0,5% no PIB por ano, criará mais empregos e as despesas com consumo crescerão entre R$ 5,3 bilhões e R$ 10,6 bilhões", calculou Goldfajn.

Controle no consignado
O Banco Central vai exigir, a partir de janeiro de 2012, que as comissões de correspondentes bancários que realizam operações de crédito consignado e para a compra de automóveis sejam estipuladas nos contratos firmados. De acordo com o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, a medida busca evitar a concessão de financiamentos de risco. "Começamos a perceber que algumas pessoas que atuam no encaminhamento das propostas de crédito, fazem o empréstimo mais pela comissão do que pela operação", comentou. O técnico destacou que a autoridade monetária começou a observar que, em alguns casos, havia um "crescente aumento" das comissões pagas pelos bancos aos seus correspondentes, por conta da forte concorrência, e avaliou que isso pode afetar a viabilidade econômica das negociações. Por Victor Martins
Fonte:CorreioBrazieliense01/12/2011