18 dezembro 2020

Com sede de M&As, Banco Inter compra mais uma empresa

O banco digital acaba de comprar a startup Meu Acerto, que atua na área de cobrança e dívida e na reativação da base de clientes. O CEO do Inter, João Vitor Menin, conta a estratégia com exclusividade ao NeoFeed

Em meados de novembro, o Banco Inter anunciou a compra de 45% da adquirente Granito, que tem entre seus sócios o Banco BMG e os fundadores da empresa. O negócio foi o primeiro depois do follow on realizado em setembro, quando o Inter levantou R$ 1,2 bilhão na bolsa. Mas não será o único a ser feito com o dinheiro captado no mercado.

João Vitor Menin, o presidente do banco, já tinha sinalizado que o Inter sairia às compras e olharia, sobretudo, fintechs e companhias que atuam nas áreas de logística e de tecnologia. Dito e feito. O executivo revelou com exclusividade ao NeoFeed que a instituição financeira acaba de comprar 60% da Meu Acerto.

Trata-se de uma startup fundada em 2017, que atua na renegociação de dívidas, cobrança e no chamado mercado de Winback, com a reativação da base de clientes. O Inter desembolsou R$ 20 milhões em uma oferta primária, cujo dinheiro será investido na expansão da empresa, e outra quantia, de valor não revelado, para os sócios Pedro Lima e Rodrigo Costa.

“Temos 8,5 milhões de clientes dos quais 65% são ativos e geram receita para o banco”, diz João Vitor Menin, CEO do Inter, com exclusividade ao NeoFeed. “Com a Meu Acerto, queremos fazer com que os inativos voltem a usar o banco e os ativos acessem cada vez mais produtos.” A ideia é fazer com que os clientes concentrem toda a sua vida financeira no banco.

“Quero que o cliente que investe no Inter e na XP passe a usar só o Inter. Aquele que tem conta aqui e cartão do Nubank use só o cartão do Inter”, diz Menin. Para fazer esse trabalho de convencimento, além de produtos, o banco precisava de uma plataforma dotada de tecnologia e inteligência artificial. “Não dá para fazer isso com 1,2 mil atendentes, fica caro”, explica Menin. Foi aí que entrou a Meu Acerto.

A startup de Belo Horizonte é vista como fundamental nesse processo. A empresa já trabalhava com o Inter e também com outros bancos como o C6 e o Banco Original, e operadoras de TV por assinatura como a Sky. No caso das cobranças de inadimplentes, explica Menin, a Meu Acerto adota um modelo de “empoderar o devedor, fazendo com que ele faça a oferta de negociação da dívida”.

“Em vez de ligar e cobrar, eles acham o cliente nas redes sociais, na plataforma correta, e estabelecem um diálogo por meio de chatbots”, explica Menin. O resultado, diz ele, é que o percentual de êxito é duas vezes maior do que o das outras empresas que trabalham com o Inter na cobrança de devedores. 

A sede do Banco Inter em Belo Horizonte

Apesar de ser crucial para o banco na cobrança dos inadimplentes, em sua maior parte (85%) devedores do cartão de crédito, quando Menin fala da Meu Acerto ele costuma repetir dois termos: up sell e cross sell. “Na nossa visão, conseguimos trazer novos clientes com facilidade. Precisamos ter certeza de que eles vão usar tudo do banco”, afirma. “A Meu Acerto vai nos ajudar nisso.”

Isso não quer dizer que a startup trabalhará exclusivamente para o Inter. “Não quero que ela seja um departamento do banco e também não somos um fundo de private equity que compra participação para vender mais para frente”, diz Menin. “Compramos conhecimento, um bom time e garantimos que não perderemos essa tecnologia amanhã.”

Em relatório divulgado em novembro, a equipe de análise do BTG Pactual enxergava o Inter encabeçando uma onda de fusões e aquisições menores “num futuro próximo”. “De empresas que atuam, principalmente, na área de software”, escreveram os analistas Eduardo Rosman e Thomas Peredo.

A estratégia de fusões e aquisições do banco tem sido desenhada por uma enxuta equipe formada por cinco pessoas. Elas fazem parte da área batizada internamente de Business Development. E mais compras devem vir no primeiro trimestre de 2020. Tanto no setor de investimentos como no segmento de e-commerce. “Não faremos grandes compras. Vamos ter mais aquisições de negócios menores”, afirma Menin.

O e-commerce tem sido acompanhado com atenção porque o banco fez de seu marketplace uma importante fonte de receita e recorrência. Batizado de InterShop, ele deverá movimentar R$ 1,4 bilhão até o fim de 2020. Desde a sua criação, em outubro de 2019, a plataforma já anotou 1,3 milhão de usuários.

“Recentemente agregamos viagens e pagamento de postos de combustíveis Shell. Em janeiro, entraremos em delivery numa parceria com a Delivery Center”, diz Menin. O executivo evita dar projeções, mas frisa que é um negócio com muito potencial de crescimento. Um varejista ouvido pelo NeoFeed estima que o marketplace do banco possa movimentar R$ 3 bilhões no ano que vem.

No segmento de investimentos, a menina dos olhos de dez entre dez bancos, o Inter alcançou 1 milhão de investidores e R$ 32 bilhões sob custódia. “Muitos dos meus clientes têm R$ 1 mil investidos aqui num produto mais simples e R$ 5 mil em outro lugar”, diz Menin. “Vamos mostrar para ele que temos home broker, vários fundos, CDB, tesouro direto, seguros. O jogo aqui é outro.” Leia mais em  NeoFeed 18/12/2020






18 dezembro 2020



Accenture fará plano para vender Serpro e Dataprev

Consultoria lidera time que faturou contrato de R$ 7,93 milhões pago pelo BNDES.

Accenture: "E esse é o meu plano para vender o Serpro e a Dataprev". Foto: Pexels.

O BNDES vai pagar R$ 7,93 milhões para um time de consultorias encabeçadas pela Accenture fazerem a modelagem do processo de privatização do Serpro e da Dataprev. 

Segundo revela o Convergência Digital, a licitação foi disputada por quatro propostas.

Venceu o consórcio “Dados BR”, formado pela Accenture, uma das maiores consultorias de negócios do mundo, junto com a Burson-Marsteller, multinacional do ramo de relações públicas e a Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados.

O escritório de advocacia foi um das pioneiras no assunto privatização no Brasil, tendo sido o primeiro a abrir uma área focada em setores regulados nos 90 focado em empresas nacionais e estrangeiras interessadas nas vendas de empresas públicas da época.

O consórcio deverá fazer um “estudo de mercado, diagnóstico setorial nacional e internacional, estudo regulatório, proposição de alternativas de desestatização, modelagem da desestatização e outros serviços profissionais especializados necessários à estruturação e à implementação dos processos de desestatização”. 

A agenda de privatização do Serpro e Dataprev andava algo fora das notícias ultimamente.

Uma das últimas novidades sobre o tema foi no final de janeiro, antes da eclosão do tema coronavírus.

Na época, o então secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, disse em um evento para investidores que ambas empresas deveriam ser vendidas em junho de 2021.

Foi uma dessas previsões, ou balões de ensaio, que a ala privatista do governo Bolsonaro gosta de fazer, mas que dificilmente resultam em algo. Mattar, aliás, deixou o cargo insatisfeito com a falta de avanço nas privatizações.

Com o time de pesos pesados contratado pelo BNDES, agora no mínimo deve surgir um plano mais definido sobre o tema, cobrindo a estratégia empresarial, o marco legal e como vender o peixe da venda publicamente.

SERPRO E DATAPREV SE MEXEM

Enquanto isso, em paralelo, Serpro e Dataprev vão tomando medidas para se tornarem mais atrativas para um potencial comprador.

A Dataprev fechou  20 unidades regionais, levando à demissão de 493 funcionários, 15% do total.

O Serpro se mexeu mais, começando a terceirizar atividades de desenvolvimento e a focar na intermediação de venda de computação em nuvem para o governo, um filão de grande potencial.

Fora isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou em dezembro de 2019 uma avaliação afirmando que Serpro e Dataprev poderiam manter seus contratos com o governo assinados sem exigência de licitação até o término dos mesmos, mesmo se forem privatizadas.. Leia mais em baguete 18/12/2020





Ser Educacional faz primeira aquisição de plano de R$ 150 milhões

O grupo pernambucano abre a estratégia de aportes em educação digital com a compra da Beduka, edtech mineira dona de uma plataforma online que reúne testes vocacionais, um buscador e conteúdos para auxiliar os alunos na escolha dos cursos e instituições de ensino superior

Há exatamente uma semana, quando superou a marca de 200 mil alunos, a Ser Educacional divulgou um plano de investimentos de R$ 150 milhões em educação digital para 2021. Dentro desse montante, a empresa destacou que R$ 100 milhões seriam destinados a aquisições de edtechs.

Sete dias depois, o grupo pernambucano, avaliado em R$ 2,06 bilhões e dono de marcas como Uninassau, Univeritas e Uninabuco, está iniciando esse movimento com a compra da Beduka. Fundada em 2017, a startup mineira auxilia alunos na escolha dos cursos e instituições de ensino superior.

A edtech criou uma plataforma que reúne testes vocacionais, conteúdos, planos de estudo e simulados do ENEM. Além de um buscador que permite pesquisar cursos e instituições, públicas e particulares, por meio de filtros como valor da mensalidade, bolsas disponíveis, nota do MEC e opiniões de estudantes.

“O que pesou muito na decisão foi o fato de ser um portal com mais de 1 milhão de usuários únicos mensais”, diz Jânyo Diniz, CEO da Ser Educacional, em entrevista exclusiva ao NeoFeed. “E a empresa chegou a esse volume com um crescimento orgânico, sem gastar praticamente nenhum centavo.”

Como parte do acordo, cujos termos financeiros não foram revelados, a dupla de fundadores por trás da Beduka, formada por Willian Waladão e Julian Anderson, seguirá na operação. “Agora, com a força que teremos inseridos na Ser, podemos ir ainda mais longe do que planejamos”, afirma Waladão.

A aquisição chega pouco mais de um mês depois de a Ser ver sua oferta inicial de R$ 4 bilhões pelos ativos locais da americana Laureate ser superada por uma proposta da Ânima. Com a transação, a rede pernambucana se tornaria o quarto maior grupo de ensino superior do País, com 450 mil alunos.

No fim de outubro, a Ser desistiu da disputa e chegou a um acordo em que poderá receber uma multa de R$ 180 milhões, prevista caso a Laureate desistisse do negócio, ou comprar, pelo mesmo valor, a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e o Centro Universitário Guararapes.

Os termos preveem ainda a preferência na compra de outras três instituições da Laureate: a UniRitter e a Fadergs, de Porto Alegre, e o IBMR, do Rio de Janeiro. A opção pode ser exercida até o fim do mês, com uma janela de prorrogação de 15 dias. “Devemos caminhar para alguns desses ativos”, diz Diniz.

Esse não é, porém, o único caminho da Ser para encorpar sua base de alunos. Outra via é um projeto que vem sendo arquitetado há dois anos e cujo objetivo é construir um ecossistema digital de ofertas educacionais, que reúne desde cursos regulados, de graduação e pós-graduação, até cursos livres.

“A Beduka vai ser plugada nesse ecossistema”, conta Diniz. “E com sua capacidade de gerar tráfego, a ideia é atrair clientes para os nossos outros produtos.” É o caso do GoKursos, marketplace lançado pela Ser em abril e que reúne mais de mil cursos online de educação continuada produzidos pelo grupo.

Como parte dessa conexão, a plataforma da startup também será turbinada por iniciativas da Ser. Além de cursos e conteúdos, a Beduka irá incorporar recursos como o Super Bolsas, programa que oferece descontos e bolsas de estudo em diversas instituições, incluindo as que não integram a rede da Ser.

A Beduka irá incorporar recursos como o Super Bolsas, programa que oferece descontos e bolsas de estudo em diversas instituições... Leia mais em nepovfeed 18/12/2020








Fintech de empréstimo consignado recebe aporte de R$9 milhões

A Paketá, fintech que oferece crédito consignado para funcionários de empresas, levantou R$ 9 milhões em investimentos para acelerar sua expansão. A captação teve a liderança do fundo brasileiro Shift Capital, que também possui em seu portfólio empresas como a Kovi, Mimic, The Coffee, entre outras. O processo contou com a participação de outros empresários e executivos brasileiros que preferem ter sua identidade não revelada.

Com esse aporte, os sócios Fabian Valverde e Rafael Queiroz completam a segunda rodada de captação financeira da fintech. A Paketá deve encerrar o ano com 150 mil funcionários elegíveis ao crédito e planeja que esse número seja superior a 350 mil funcionários em 2021. Para tanto, além do aporte de R$ 9 milhões, a fintech assinou compromissos de funding que somam R$ 800 milhões, quantia disponível para ser emprestada pela empresa aos seus clientes.

Esse capital ou funding é alocado em veículos de investimento geridos pelos parceiros da Paketá, que permitem empréstimos a taxas que variam de 1,19% a 3,50% ao mês. Além de emprestar o dinheiro, a Paketá tem um programa de bem-estar financeiro que entrega pílulas de conhecimento que ajudam os funcionários das empresas com quem tem convênio a melhor se relacionar com o dinheiro.

Segundo Fabian Valverde, CEO e cofundador da Paketá, o mercado de consignado para funcionários CLT é carente de boas soluções, pois as instituições financeiras tradicionais, por falta de incentivo ou para não estabelecer competição com produtos de crédito, como cheque especial, cartão de crédito ou empréstimos pessoais, não entregam uma experiência transformadora. “Queremos acabar com as linhas caras do cheque especial e cartão de crédito para a maior quantidade de funcionários CLT de empresas de todos os portes”, afirma Valverde.

“Há mais de três anos avaliamos de perto várias fintechs. A Paketá é uma das poucas empresas nesse setor que tem resultado positivo desde o primeiro empréstimo. Encontramos na empresa uma combinação interessante de time, tecnologia, produto, parceiros e conhecimento de crédito”, comenta João Maia, sócio da Shift Capital. 

Maia ainda destaca que a experiência dos fundadores e a preocupação em ter o melhor produto e a consistência em investir em tecnologia chamaram bastante atenção. “Quando avaliamos as parcerias de funding da empresa com profissionais e investidores de conhecido track record ficamos bem confiantes em seguir com o nosso aporte”, afirma Maia.

Antes da Paketá, Queiroz atuou por mais de dez anos como correspondente bancário de instituições financeiras, o que lhe confere um conhecimento profundo do produto e do relacionamento com empresas e RHs. Já Valverde tem histórico bem-sucedido de criação de empresas de tecnologia e participou, entre outras iniciativas, do lançamento dos primeiros projetos de mobile banking do Brasil. Juntos, os empreendedores acumulam experiência de mais de 15 anos em projetos envolvendo o segmento financeiro.

Pouco mais de um ano depois da primeira operação, em agosto de 2019, a Paketá tem, hoje, convênios com mais de 700 empresas de diferentes portes. “Nosso maior cliente tem 55 mil funcionários e o nosso menor cliente tem cinco. Crédito consignado pode e deve ser democrático”, reforça Queiroz. A fintech conta com 32 funcionários e clientes em todo o país.

Como funciona

A Paketá desenvolveu uma experiência digital e mobile única aos funcionários. Atualmente, 95% das contratações são feitas pelo celular. O processo é simples e fácil não só para os funcionários, que em média levam três minutos para pedir o empréstimo, como também para o RH, já que a plataforma é integrada com sistemas de folha de pagamento.

A etapa inicial é a análise de crédito da empresa e definição da política de crédito dos empréstimos dos funcionários. Uma vez que a empresa esteja conveniada, o funcionário acessa a plataforma e realiza uma simulação 100% digital. Tão logo o empréstimo seja aprovado pela empresa em que trabalha, o funcionário recebe o dinheiro em sua conta corrente em até 24 horas.

Trajetória do negócio

A vontade de democratizar o acesso ao dinheiro com taxas adequadas e entregar uma experiência transformadora para funcionários CLTs que tomam empréstimos consignados fez os empreendedores Fabian Valverde e Rafael Queiroz criarem a startup Paketá Crédito no final de 2018. 

Os dois já haviam fundado empresas e vendido para outras companhias quando perceberam que era hora de empreender novamente. Dessa empreitada nasceu uma empresa de tecnologia que empresta dinheiro para funcionários com desconto mensal em folha de pagamento. 

No ano de 2019, o foco foi criar e aperfeiçoar o produto, estruturar as primeiras linhas de funding, conquistar os convênios iniciais e realizar os primeiros empréstimos. Ao final desse período, a empresa tinha 15 convênios em operação e funding de R$ 20 milhões. Em 2020, a empresa encontrou o product market fit e estruturou linhas de funding relevantes. Hoje conta com mais de 700 convênios e 800 milhões de reais em capital a emprestar. 

“Em 2019 fizemos nosso dever de casa. Estudamos a melhor maneira de montar uma empresa que respeita os nossos principais interlocutores, o RH, os funcionários e os donos de capital. Em 2020, consolidamos esses conceitos e asseguramos a receptividade do mercado, construindo um alicerce para nossa escalada”, destaca Queiroz.

A empresa, que teve um crescimento de 46 vezes no número de convênios em 2019, acabou recebendo bastante assédio do mercado em 2020. “Nesse último ano, tivemos inúmeras abordagens de investidores e empresas – algumas delas competidoras – para adquirir ou se associar a Paketá. Ser abordado por grandes players que querem entrar no seu mercado, ou querem ter acesso a nossa tecnologia, é sempre algo a se orgulhar. Resistimos às propostas e mantivemos a fidelidade ao plano que desenhamos no início da empresa”, comenta Valverde. 

O que vem pela frente

Os fundadores da Paketá destacam que o projeto é longevo. “Queremos ser o melhor produto de consignado no mercado. Estamos no começo da nossa jornada”, diz Queiroz. O ano de 2021 será o ano da escala. A companhia espera multiplicar a base de funcionários elegíveis em 4,5 vezes, tarefa que pode parecer mais fácil quando observado o crescimento de 12 vezes obtido em 2020 até o momento... Leia mais em startupi 17/12/2020





Creditas recebe aporte de US$ 255 milhões e se torna o 11º unicórnio brasileiro

Startup de crédito foi avaliada em US$ 1,75 bilhão em rodada liderada pelo LGT Lightstone e seguida por Softbank e Kaszek. Os recursos serão usados na expansão dos serviços e em fusões e aquisições. Sergio Furio, fundador da Creditas, explica a estratégia

No apagar das luzes de 2020, a Creditas se tornou o 11º unicórnio brasileiro, como são chamadas as startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

A companhia fundada pelo espanhol Sergio Furio acaba de levantar US$ 255 milhões em uma rodada série E, liderada pelo fundo de impacto LGT Lightstone, que a avaliou em US$ 1,75 bilhão, uma valorização de 133% em comparação ao último aporte liderado pelo Softbank, em julho de 2019,

Desde 2012, a Creditas já levantou US$ 570 milhões de fundos como Softbank, Kaszek Ventures, VEF e Amadeus Capital, que participaram também desta nova capitalização da startup.

Nesse novo aporte entraram na base de acionistas, além da LGT Lightstone, a Tarsadia Capital, a Wellington Management, a e.ventures e a Advent International via sua afiliada Sunley House Capital.

“Foi a rodada mais rápida que conseguimos fazer”, disse Furio, em entrevista ao NeoFeed. “Estamos trabalhando desde setembro e montamos um sindicato bem interessante de investidores.”

Os recursos vão ser usados para acelerar o crescimento da Creditas, lançar novos produtos, investir na operação do México e fazer aquisições – algumas estão engatilhadas e devem ser anunciadas em breve. “Temos mais do que dobrado de tamanho a cada ano”, afirma Furio.

Pela primeira vez, a Creditas está divulgando seus resultados em conjunto com o aporte. Nos nove primeiros meses de 2020, a startup atingiu um portfólio de crédito superior a R$ 1 bilhão, emprestou R$ 591,2 milhões e obteve uma receita de R$ 232,1 milhões, um crescimento de 107%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

A margem de contribuição, que é o resultado descontado a rentabilidade dos investidores de renda fixa, o custo operacional e as provisões de perda de crédito, foi positiva em R$ 124,2 milhões, uma alta de 113,4% na comparação com os três primeiros trimestres de 2019.

O resultado operacional, no entanto, é negativo em R$ 129,4 milhões, praticamente o mesmo desempenho dos nove primeiros meses de 2019, quando as perdas somaram R$ 133,1 milhões.

Como ler esses números? As perdas são impactadas ainda por investimentos pesados em tecnologia e no custo de aquisição de clientes. A perspectiva de Furio é que, à medida que a companhia for ganhando escala, os recursos destinados a essas duas áreas se reduzam. “Estamos investindo no crescimento futuro da empresa”, diz o fundador da Creditas.

É uma estratégia semelhante a da maioria das startups do Vale do Silício, que passam anos deficitárias na perspectiva de conquistar clientes, dominar o mercado e, só depois, ser lucrativa.

A Creditas também tem outro indicador que dá pistas sobre o seu desempenho. A margem de contribuição dividida pela receita está em 53,5%. Isso significa que para cada R$ 1 emprestado pela startup, R$ 0,535 entram em seu caixa. “O nosso unit economic é saudável”, afirma Furio.

Com o aporte, Furio diz que vai investir parte dos recursos em seus três pilares: casa, carro e salário

Com o aporte, Furio diz que vai investir parte dos recursos em seus três pilares: casa, carro e salário. Desde que foi fundada, em 2012, a Creditas foi diversificando a sua oferta de crédito aos consumidores.

A startup surgiu como um marketplace de crédito. Depois evoluiu para uma plataforma, lançando seus próprios produtos de concessão de empréstimos com garantias, um nicho pouco explorado no País. Primeiro, com o crédito lastreado em imóveis. Depois, em carros, e, mais recentemente, em salários. Agora, a Creditas se define como um ecossistema de soluções.

No meio dessa jornada, a Creditas entrou em diversos outros mercados, como o de crédito consignado privado, antecipação de salário, cartão de benefícios e até previdência privada. Até uma loja própria foi criada para vender uma série de produtos para funcionários de empresas conveniadas, como smartphones e equipamentos eletroeletrônicos.

Esse ecossistema será reforçado com aquisições de empresas. A entrada no mercado de crédito consignado privado ilustra essa estratégia. Em agosto de 2019, a Creditas comprou a Creditoo, que contava com uma base de cerca de mil empresas conveniadas, que totalizavam mais de 100 mil funcionários para estrear nessa área. “É uma aceleração de lançamento de produtos”, afirma Furio, que é um investidor-anjo em diversas startups – inclusive da Creditoo antes da transação.

No caso da internacionalização, Furio diz que o plano é focar no México, onde começou a operar em dezembro de 2019. Atualmente, a Creditas atua com cinco produtos lá. “A operação está crescendo o dobro da velocidade do Brasil”, afirma o empreendedor. Em sua expectativa, em dois anos, o México deve ser do mesmo tamanho do Brasil em 2020 – a receita deve superar os R$ 300 milhões neste ano.

Unicórnio

Com o aporte, a Creditas se torna o 11º unicórnio brasileiro. Antes dela, atingiram essa avaliação bilionária 99, Nubank, iFood, Gympass, Loggi, QuintoAndar, Ebanx, Wildlife, Loft e VTEX, segundo o Distrito, ecossistema independente de startups.

O Distrito não considera unicórnio o PagSeguro, a Arco Educação e a Stone. Nesse caso, ele prefere a denominação IPOgrifos, para se referir as companhias de capital aberto que valem mais de US$ 1 bilhão

Em 2020, a Creditas é a terceira empresa a se tornar unicórnio no Brasil. Neste ano, Loft e VTEX atingiram essa avaliação. Questionado sobre o que isso significa para a Creditas, Furio responde de bate-pronto. “Nada”. Mas na sequência vêm uma explicação. “Não gosto do termo pela conotação. Tem muito oba-oba. Amanhã, vou acordar e fazer o mesmo: não sou mais rico, nem mais pobre do que antes.”.. Leia mais em NeoFeed 18/12/2020





Ingresse anuncia aquisição do aplicativo de relacionamento Poppin

O aplicativo Poppin deixará de ser oferecido e funcionários passarão a fazer trabalhos da Ingresse; valor da transação não foi revelado.. Leia mais em revistapegn.globo 17/12/2020

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Poppin foi adquirido pela Ingresse

Estamos muito felizes em anunciar que o Poppin foi adquirido pela Ingresse, a maior plataforma de tecnologia para eventos e experiências ao vivo da América Latina! Depois de chegar à marca de mais de 700 mil usuários e se tornar um dos maiores aplicativos de relacionamento do Brasil, estamos muito felizes e honrados com esse movimento. 

Para que possamos dar todo o foco ao nosso trabalho no Grupo Ingresse, decidimos em conjunto manter o app fora do ar. Agora, o time Poppin irá construir coisas incríveis na Ingresse, sempre buscando trazer as melhores experiências para o mundo dos eventos, algo que fazemos desde o nosso surgimento. 

Aos nossos embaixadores, queremos deixar o mais sincero agradecimento por todo engajamento e dedicação. Não poderíamos ter escolhido pessoas melhores para representar nosso app. Vocês são sensacionais!.. Leia mais poppin 17/12/2020






Grupo A adquire startup Jaleko, “Netflix” da educação para médicos

As fusões e aquisições de startups não param. O ano de 2020 já registrou 143 transações, duas vezes mais que em 2019. Seguindo a tendência, nesta quinta-feira, 17, o Grupo A, de educação superior, anuncia ter adquirido a startup carioca Jaleko, que oferece educação continuada para médicos e estudantes de medicina. A transação foi feita por meio de trocas de ações da Artmed, empresa do grupo, com a startup — avaliada em 40 milhões de reais.

A edtech nasceu de um projeto de 2013 dos médicos Lucas Cottini e Guilherme Weigert que ajudava profissionais da área com provas e concursos. Em 2018, eles decidiram transformar o negócio em uma plataforma de educação contínua para médicos. A princípio, focaram nos estudantes, oferecendo reforço em vídeo para os conteúdos da grade curricular. Hoje, mais de 150.000 estudantes na América Latina usam seus produtos, além de universidades, como a UERJ e a Estácio.

Inovação abre um mundo de oportunidades para empresas dos mais variados setores. Veja como, no curso Inovação na Prática

A aproximação com o Grupo A aconteceu no final de 2019 e foi encarada pelos sócios da Jaleko como uma oportunidade de expansão do negócio. “Estamos no início da jornada, enquanto o Grupo A já atua em outras etapas da vida do médico. Para nós, essa aquisição é uma boa oportunidade de nos juntarmos a uma empresa robusta e com credibilidade no mercado”, diz o fundador Lucas Cottini.

O Grupo A, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, atua há mais cinquenta anos no mercado editorial para educação superior. Entre os seus produtos, está o Secad Artmed, uma plataforma de educação remota que atende mais de 1 milhão de estudantes no país. Desde 2018, a companhia tem focado na digitalização do negócio e já adquiriu outras seis empresas de tecnologia.

“Faz parte da nossa estratégia olhar para o mercado em buscas de novas oportunidades com startups. As fusões e aquisições são boas formas de trazer pessoas talentosas e com alta capacidade de entrega”, diz Guilherme Dias, diretor da Artmed. Para ele, com a aquisição da Jaleko, a empresa vai conseguir acompanhar de forma mais completa a trajetória dos médicos, desde a faculdade até a carreira.

Com a aquisição, os sócios da Jaleko e a equipe de 60 pessoas da startup permanecem no negócio. A marca da edtech será mantida, assim como todos os seus produtos. Agora, as duas equipes estão trabalhando para identificar pontos de sinergia nos dois negócios e possíveis oportunidades conjuntas. A sede da Jaleko continua sendo no Rio de Janeiro.

O desafio agora, segundo os executivos, é posicionar bem a marca para conquistar mais espaço no mercado. Ao longo do ano, as startups de educação para saúde cresceram e atraíram investidores e grandes grupos. A Sanar, que atua em modelo similar ao da Jaleko, recebeu um aporte milionário em abril. Em novembro, a MedRoom, que oferece um software de realidade virtual para cursos de medicina, foi adquirida pela Ânima Educação. “Em um oceano cada vez mais vermelho, precisamos ter agilidade”, diz Dias. Fonte Exame.Leia mais em indicesbovespa 17/12/2020'




Petrobras assina contrato para vender campos terrestres na Bahia por US$250 mi

A Petrobras assinou nesta quinta-feira um contrato com a Ouro Preto Energia Onshore, subsidiária integral da 3R Petroleum, para a venda da totalidade de sua participação em 14 campos terrestres de exploração e produção, denominados Polo Recôncavo, localizados na Bahia, disse a estatal em comunicado.

O valor da venda é de 250 milhões de dólares, sendo 10 milhões de dólares pagos na presente data e outros 240 milhões de dólares no fechamento da transação.

Os valores não consideram os ajustes devidos e o fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ressaltou a petroleira.

A Petrobras é operadora com 100% de participação nas concessões do polo, com exceção de Cambacica e Guanambi, em que possui participação majoritária de 75% e 80%, respectivamente.

A produção média do Polo Recôncavo de janeiro a novembro de 2020 foi de aproximadamente 2.145 barris de óleo por dia (bpd) e 465 mil metros cúbicos por dia de gás natural.

"Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos", disse a empresa.(Por Nayara Figueiredo; edição de Roberto Samora) Reuters Leia mais em yahoo 17/12/2020





Vale S/A adquire maior projeto de energia solar da América Latina, da mineira Aurora Energia

O primeiro cluster da Aurora Energia acaba de ser transferido para à Vale S/A (NYSE: VALE) e já está em preparo para à implantação . O cluster tem capacidade de geração de energia de 1.357 MW, sendo que 766 megawatts pico já detém contratos assinados para a conexão ao Sistema Interligado Nacional Brasileiro, inclusive com todas as licenças, anuências, outorgas de energia por 35 anos. 

Até o momento, a Aurora Energia já conseguiu mais de 7 GW em licença ambiental no estado de MG, possuindo a maior licença ambiental para geração fotovoltaica do mundo, mais de 5 gigawatts (GW). 

Para a Aurora Energia, a Região Norte de Minas Gerais é um excelente lugar para a geração de Energia Solar Fotovoltaica, pois tem níveis de insolação próximos às melhores regiões do planeta. 

A geração de eletricidade por meio da energia solar fotovoltaica apresenta grandes vantagens quando comparada a outras fontes de energia renováveis, como: não resulta em qualquer gás tóxico e o único recurso necessário é uma fonte inesgotável e totalmente sustentável. 

A empresa é totalmente aderente ao compromisso de sustentabilidade ambiental e social. “Seus clusters estão para além dos financeiros pois contribuirão fortemente para o desenvolvimento de Minas e do Brasil como um todo, trazendo um impacto socioeconômico com alto raio de abrangência sobretudo para as comunidades do norte de Minas”, explicou Fabrício Lopes, CEO da Aurora Energia. 

A Aurora Energia tem como premissa contribuir para um futuro mais sustentável, com respeito ao meio ambiente, na melhoria das condições socioeconômicas de toda a sociedade e no desenvolvimento e implementação de soluções de excelência para negócios de energia solar. Seus projetos trarão uma nova era de desenvolvimento, empregos e oportunidades para colocar a região, de vez, como referência no segmento de energias renováveis e gerar a tão merecida visibilidade em nível global. Assessoria de Imprensa - Aurora Energia Leia mais em auroraenergia 16/12/2020







17 dezembro 2020

Santander vê dólar a R$ 4,60 em 2021 e diz que imunização é “crucial” para retomada da economia brasileira

O Santander elevou ainda a estimativa para o IPCA de 2021, saindo de 2,90% para 3,00% 

A imunização da sociedade contra o coronavírus é “crucial” no processo de recuperação da economia brasileira, uma vez que tende a melhorar a confiança e aumentar a mobilidade, disse Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander (SANB11) Brasil, ao comentar números, antecipados à Reuters, de revisão de cenário.

“Não adianta você, sem uma imunidade de rebanho e sem uma redução substancial dos índices de contágio, retirar regras de restrição à mobilidade. Isso geraria desconfiança, incerteza, insegurança”, disse Vescovi. “A questão da vacinação é fundamental nesses dois aspectos da recuperação da economia.”

Até o momento, o Santander tem classificado a retomada econômica como “gradual e heterogênea”, com os números reforçando perspectiva de “sólido” crescimento no quarto trimestre de 2020. Mesmo com a retirada do auxílio emergencial, programa para 2021, um “efeito mecânico” da reabertura da economia, sobretudo do setor de serviços, deve compensar a queda na massa salarial ampliada.

Com isso, o Santander melhorou as estimativas para o desempenho do PIB em 2020, para queda de 4,1%, ante taxa negativa de 4,8% prevista antes. Para 2021, o prognóstico de crescimento foi reduzido a 2,9% (de 3,4%) e em 2022 a atividade deverá crescer 2,5%, contra 2,6% estimado antes.

A inflação, cuja alta voltou a chamar atenção nos últimos meses, deve fechar 2020 em 4,50% (acima do centro da meta, de 4%), contra projeção anterior de 3,30%. Segundo Vescovi, a revisão se deu por choques em alimentos e na taxa de câmbio, que ainda se desvaloriza 21% ante o dólar em 2020, e pelo forte impacto da decisão da Aneel de revisar a bandeira tarifária em dezembro de 2020.

O Santander elevou ainda a estimativa para o IPCA de 2021, saindo de 2,90% para 3,00%, em meio à “força do choque (inflacionário) e à duração dele”. Para o IPCA 2022, o banco manteve estimativa em 3,20%. Em ambos os anos, a inflação ainda ficaria abaixo do centro da meta perseguida pelo BC: de ​3,75% para 2021 e ​3,50% para 2022.

O Santander revisou ainda as projeções para a trajetória da Selic, após um tom “menos acomodatício” da parte do Banco Central. A instituição privada passou a ver a Selic em 2,50% ao término de 2021, contra estimativa anterior de 2,00%, com duas altas de 0,25 ponto percentual a partir de outubro.

“O forward guidance (orientação futura do BC) deverá ser retirado a partir de março… mas se a gente perder a âncora de credibilidade de política fiscal a situação fica diferente”, disse Vescovi.

A economista avaliou que a trajetória da política fiscal ficará mais clara somente após a eleição dos presidentes do Congresso Nacional, em fevereiro.

Em seu cenário-base, a hipótese fundamental é o cumprimento do teto de gastos no médio prazo, apesar de dificuldades para sua execução em 2021. A projeção para o déficit primário consolidado de 2020 foi melhorada, saindo de 879 bilhões de reais para 770 bilhões de reais.

“Qualquer coisa que fuja das regras do TCU para o teto de gastos e que gere criação de novas despesas de caráter continuado tornaria a situação do lado fiscal mais difícil”, disse Vescovi, lembrando alerta do Tribunal de Contas da União (TCU) de que os chamados “restos a pagar” estarão sujeitos à regra do teto de gastos no próximo ano.

Do lado do câmbio, o Santander manteve projeção de que a moeda norte-americana fechará 2021 em 4,60 reais e 2022 em 4,15 reais, projeção abaixo do consenso de mercado. O dólar à vista estava em 5,0778 reais nesta quinta-feira.

“Levamos em conta cenário de retomada da economia global, volta do multilateralismo com Joe Biden (presidente eleito dos EUA), de que o Brexit vai passar e de que a guerra comercial não apenas não vai escalar, como vai perder alguns decibéis”, disse a economista, citando que essa combinação de fatores ajudaria na volta do fluxo estrangeiro ao Brasil.

Esse quadro, combinado com uma redução de riscos fiscais via comprometimento com o processo de consolidação fiscal e respeito ao teto constitucional de gastos, poderá reduzir os prêmios de ativos brasileiros em geral, levando o real a se fortalecer de forma “mais pronunciada”, avaliou o Santander.

“Mas se tivermos uma ‘derrapagem’ fiscal, poderemos ter uma depreciação bem acentuada do real. Temos um problema fiscal grave e, para não termos abortada essa recuperação que se inicia, precisamos ter sinais claros da classe política de sustentação ao cenário fiscal por meio de manutenção do teto e recuperação das reformas”, concluiu Vescovi... Leia mais em .moneytimes. 17/12/2020



17 dezembro 2020



Fintech que cria “bolsas digitais” recebe aporte de R$1,7 mi

Em uma rodada que uniu crowdfunding e fundos de investimento, a startup brasileira Wuzu, fundada em 2017, levantou 1,7 milhão de reais. A empresa é especializada em criar ferramentas digitais para a negociação de diferentes tipos de ativos.

Esse não é o primeiro investimento recebido pela fintech. Desde 2017, a Wuzu havia recebido 3,5 milhões de reais de investidores-anjo e dos fundos Duxx, Superjobs, Bossa Nova Investimentos.

Inovação abre um mundo de oportunidades para empresas dos mais variados setores. Veja como, no curso Inovação na Prática

Com a nova rodada, os sócios fundadores Anderson Nery, Bruno Bertoldi e Guilherme Zonatto esperam expandir a equipe comercial e os investimentos de marketing da startup. Uma parte do dinheiro será investida também na contratação de mais pessoas para os times de desenvolvimento e produtos. Hoje, a startup tem cerca de 20 funcionários.

“Queremos ampliar a nossa presença no mercado, atingindo outras frentes, como títulos públicos e energia, oferecendo nossa solução de balcão eletrônico de ativos para mercados ainda carentes nesse quesito”, diz Nery, presidente da Wuzu.

Trajetória do negócio

A empresa nasceu de um projeto amador dos sócios, que têm passagens por fundos de Private Equity e bancos internacionais. Interessados pelo universo de criptomoedas, eles começaram a desenvolver algoritmos para aproveitar as diferenças de spread nos ativos em diferentes partes do mundo.

Foi dentro desse universo de criptomoedas que eles perceberam uma oportunidade. “As exchanges tinham arquiteturas sofríveis, havia uma lacuna, não tinha ninguém criando a infraestrutura”, diz Nery. Foi assim, no final de 2016, que eles desenharam o projeto que deu origem à Wuzu.

No começo da empresa, em 2017, os sócios conseguiram investimento semente para ter capital suficiente para bancar a operação enquanto a tecnologia era construída. O negócio deslanchou dois anos depois, quando a startup conquistou o primeiro cliente de peso: o banco BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME). Com a infraestrutura da fintech, o banco lançou o token de valor mobiliário ReitBZ.

Hoje, a startup diz conseguir implementar em até duas horas um sistema de negociação usando o blockchain como facilitador das operações. “A nossa ambição é nos tornar uma bolsa e usar a tecnologia para ser um competidor da B3 no Brasil”, diz Nery.

A pandemia atrapalhou os planos da Wuzu para este ano. Segundo o presidente, muitos clientes adiaram a contratação de projetos devido à incerteza do mercado. A companhia deve fechar 2020 com faturamento de 800.000 reais, metade da expectativa inicial para o ano. O total ainda é 60% superior ao faturamento de 2019. Para 2021, a meta é bater 2,5 milhões de reais e triplicar o número de clientes — de cinco para 15. .. Fonte Exame indicesbovespa. 16/12/2020





Grupo DG Sênior recebe aporte de R$ 50 milhões e inicia licenciamento da marca

Empresa especializada em instituições de longa permanência para idosos projeta abertura de unidades em dez cidades ao longo de 2021. Demanda cresceu cerca de 60% nos últimos meses

A empresa familiar DG Sênior, que opera Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) acaba de anunciar ciar um aporte de R$ 15 milhões de um fundo de investi então, que deverá aportar mais R$ 35 milhões ao longo go de 2012, para licenciar a marca. A DG Sênior não .. Leia mais em revistapegn 15/12/2020





BRF vende fábrica de rações na Romênia por R$ 126 milhões

A transação se deu por meio da Nutrinvestment BV e da Banvit Bandirma Vitaminli Yem Sanayii, sociedades controladas indiretamente pela BRF 

A BRF (BRFS3) comunicou nesta quinta-feira a venda da Banvitfoods SRL, que desenvolve atividades de fabricação de rações e granja de ovos na Romênia, para a Aaylex System Group por 20,3 milhões de euros (126,1 milhões de reais).

A transação se deu por meio da Nutrinvestment BV e da Banvit Bandirma Vitaminli Yem Sanayii, sociedades controladas indiretamente pela BRF.

O valor da operação será pago no fechamento da operação, previsto para ocorrer após a verificação de condições precedentes aplicáveis a operações dessa natureza, incluindo a aprovação da autoridade antitruste local.

“Os efeitos contábeis desta operação serão apurados e refletidos, tanto nas demonstrações financeiras de 2020, quanto no momento da alienação efetiva do investimento”, disse a BRF... leia mais em moneytimes 17/12/2020





Dasa compra 90% do Grupo Exame, rede de laboratórios do Rio Grande do Sul

A Dasa anunciou a aquisição de 90% do capital do Grupo Exame, rede de medicina diagnóstica do Rio Grande do Sul com 64 unidades que realizam exames de análises clínicas. O valor da transação não foi informado.

A rede gaúcha é dona dos laboratórios Exame, Senhor dos Passos, Nobel Laboratórios...Leia mais em valoreconomico 17/12/2020



Neogrid levanta R$ 486,5 milhões

Maior parte do dinheiro captado no IPO deve ser usado em fusões e aquisições.

A Neogrid, multinacional brasileira de software supply chain, captou R$ 486,5 milhões por meio da sua abertura de capital.

As ações da empresa catarinense começaram a ser negociadas na bolsa de valores B3, antiga Bovespa, nesta quinta-feira, 17.

Em nota, a empresa revelou que deve gastar a maior parte do dinheiro (80%) comprando outras empresas, ou, para usar o jargão da área, “fazendo M&A”. Os outros 20% serão usados em marketing. 

As ações da Neogrid foram vendidas por R$ 4,50, um pouco abaixo das expectativas iniciais da empresa, que ficavam entre R$ 5,50 a R$ 7,25.

"A Neogrid possui um modelo de monetização marcado pela previsibilidade de receita e com altos índices de retenção de clientes. Com a confiança dos investidores, reforçamos nosso compromisso para elevar a potência de nossas soluções e levá-las para mais clientes no Brasil e no mundo", afirma Eduardo Ragasol, CEO da Neogrid.

Ragasol assumiu o cargo em outubro, no lugar do fundador, Miguel Abuhab, que passou para a presidência do conselho de administração da Neogrid.

O executivo mexicano já vinha atuando nos últimos oito meses como COO.

Com sede em Joinville, em Santa Catarina, a Neogrid tem uma lista de clientes com nomes como Sony, Bauducco, Cimed e Kraft Heinz.

Fundada em 1999, a Neogrid conecta empresas e outros participantes da cadeia de suprimentos em sua plataforma. 

Atualmente, são mais de 37 mil indústrias, 5 mil distribuidores e 150 grandes redes varejistas (que representam milhares de lojas físicas), distribuídas em todo o país e internacionalmente.

"Em um mundo onde os produtos viraram commodities e preços não são mais diferenciais, o bom gerenciamento de estoque e a liberação de capital de giro passam a ser uma vantagem competitiva decisiva", pontua Miguel Abuhab, fundador da Neogrid.

Em 2019, a companhia registrou lucro líquido de R$ 8,65 milhões, com uma receita líquida de R$ 207 milhões.

B3 VIROU A NASDAQ

A B3 tem vivido uma série de aberturas de capital de empresas de tecnologia.

No momento, estão em processo de abertura de capital empresas como o site de comércio eletrônico Enjoei, a plataforma de imóveis para alugar Housi e a Mosaico, dona dos sites de conteúdo para e-commerce Zoom, Buscapé e BondFaro.

De acordo com o site Neofeed, trata-se de um fenômeno inédito no Brasil, onde até agora apenas empresas de tecnologia consagradas abriram capital, como a Totvs, ou, mais recentemente, a Locaweb.

O movimento acontece em um momento de alta geral da bolsa brasileira, na qual estão programadas 50 IPOs, embalados por um momento de juros baixos no país e de busca de alternativas pelos investidores.

Segundo especialistas ouvidos pela Neofeed, a qualidade das startups também melhorou, com a maioria das candidatas já sendo lucrativa. 

Os investidores que colocaram dinheiro até agora querem recuperar o investimento e a B3 se apresenta como uma alternativa. .. leia mais em baguete 16/12/2020




Caio Castro compra e-commerce de acessórios masculinos e quer triplicar faturamento da marca

Ator acaba de adquirir a Key Design, e assume o cargo de executivo criativo. Objetivo é gerar novos negócios e parcerias para a empresa.. Leia mais em revistapegn.globo. 16/12/2020







Banco Central passa a ver menos crescimento em 2021 com lentidão na retomada do emprego e da normalidade

“Essa mudança embute elevação do carregamento estatístico após a revisão das projeções para 2020 e perspectiva de menores taxas trimestrais de variação do que previsto no Relatório de Inflação de setembro”, disse o BC 

O Banco Central piorou levemente sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 a um crescimento de 3,8%, ressaltando que a revisão reflete expectativa de antecipação da recuperação esperada para este ano, além de uma retomada mais lenta no mercado de trabalho e na volta à normalidade após as restrições impostas pela pandemia do coronavírus.

A perspectiva, publicada no Relatório Trimestral de Inflação nesta quinta-feira, vem após alta de 3,9% calculada em setembro para o PIB do próximo ano.

O BC frisou, mais uma vez, que suas estimativas foram feitas sob “incerteza acima da usual sobre o ritmo de crescimento da economia“, sendo novamente condicionadas ao arrefecimento gradual da crise sanitária, à manutenção do regime fiscal e ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira.

“Essa mudança embute elevação do carregamento estatístico após a revisão das projeções para 2020 e perspectiva de menores taxas trimestrais de variação do que previsto no Relatório de Inflação de setembro”, disse o BC.

“Em parte, essa revisão reflete a antecipação da recuperação econômica esperada, ao menos para alguns setores e componentes da demanda, para o ano de 2020. Por outro lado, o menor crescimento trimestral também é consequência da recuperação mais lenta do mercado de trabalho e dos índices de mobilidade”, completou.

Para este ano, a autoridade monetária revisou sua estimativa a uma contração de 4,4%, melhora frente a uma queda de 5% vista anteriormente, movimento em linha com o que já vinha sendo promovido pelo mercado e pelo próprio governo.

Segundo a autoridade monetária, a revisão da série histórica do PIB, que produziu elevação das variações interanuais nos dois primeiros trimestres de 2020, aliada ao desempenho no terceiro trimestre ligeiramente melhor do que o antecipado, na mesma métrica, contribuíram para esse ajuste.

“No mesmo sentido, indicadores de frequência mais elevada sugerem continuidade da recuperação da atividade econômica no quarto trimestre”, disse o BC no relatório.

Em comparação, o Ministério da Economia prevê alta do PIB de 3,2% em 2021, após recuo de PIB de 4,5% este ano, no que será o pior desempenho histórico da economia brasileira, na esteira dos impactos do surto de Covid-19 sobre a atividade.

Já os economistas ouvidos pelo BC no mais recente boletim Focus projetam uma expansão da atividade de 3,50% no ano que vem e tombo de 4,41% neste.

Para este ano, o BC melhorou sua previsão para a agropecuária a uma alta de 2,3% (sobre 1,3% antes), ao mesmo tempo em que passou a ver uma queda menos intensa da indústria, de 3,6% (-4,7% antes), e do setor de serviços, com contração de 4,8% (-5,2% antes).

Pelo lado da demanda, o BC piorou suas contas para o consumo das famílias e do governo a quedas de 6% e 4,8% em 2020, contra recuos de 4,6% e 4,2% antes. Por outro lado, melhorou sua estimativa para investimentos a uma retração de 4,4% em 2020, frente a 6,6% antes

Quanto à política monetária, o BC reforçou a mensagem que já vinha ressaltando em suas últimas comunicações públicas.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em sua mínima histórica de 2% ao ano pela terceira reunião consecutiva do Comitê de Política Monetária (Copom) e destacou que, em função do quadro inflacionário, as condições para seu compromisso de não elevar os juros básicos –via forward guidance– podem em breve não estar mais satisfeitas.

Apesar disso, o BC destacou que uma alta da Selic não seria um processo mecânico... Leia mais em moneytimes 16/112/2020





Turismocity adquire Farecompare e expande atuação

Plataforma argentina de metabusca de viagens, a Turismocity anunciou a aquisição da Farecompare. A negociação faz parte do plano de expansão da Turismocity e torna a empresa um player global, agregando mercados como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Índia, Filipinas, Emirados Árabes Unidos e África do Sul, onde o Farecompare tem forte presença.

A negociação também torna possível a aceleração do crescimento da companhia argentina em países como México, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru, onde já possui um grande número de usuários e parceiros comerciais.

Os números do ano passado dão ideia mais precisa da magnitude do acordo, que significa quase dobrar o tamanho da empresa. Em 2019, a Farecompare recebeu mais de 50 milhões de visitas únicas. No mesmo período a Turismocity recebeu 80 milhões.

De acordo o co-fundador e CMO da Turismocity, Julian Gurfinkiel, o objetivo principal com a aquisição é manter as marcas e domínios da Farecompare e fortalecer seu tamanho, aproveitando sinergias, compartilhando tecnologias, produtos próprios e know-how de ambas as empresas. “No Turismocity trabalhamos com a Farecompare há alguns anos, obtendo resultados muito bons e esse foi um dos motivos que nos impulsionou a seguir em frente com a aquisição”, afirma.

As duas plataformas funcionam de maneira semelhante. Ambas buscando a facilitação do planejamento de viagens com o menor custo possível, assim oferecendo e comparando centenas de opções de agências de viagens, companhias aéreas, hotéis e mais.

“Esta aquisição faz sentido do ponto de vista estratégico e tecnológico, pois as duas empresas se complementam muito bem. Turismocity e Farecompare não competem entre si em mercados onde cada um é mais forte. Vamos incorporar nossa tecnologia para detectar ofertas em tempo real que nos deram bons resultados na Turismocity para capacitar Farecompare e fazer mais e mais pessoas no mundo pagarem menos para viajar”, explica o também co-fundador e CEO da Turismocity, Andres Malenky.

“A indústria de viagens está passando por um ano sem precedentes. A empresa passará por essa situação ímpar com uma estrutura muito mais forte, diversificada e global ”, finaliza Martín Levy, co-fundador e CCO da Turismocity.., Leia mais em panrotas 16/12/2020





Valuation - Como Fechar Modelos Financeiros

Muitos profissionais da área financeira trabalham com modelos de projeções, mas têm dificuldades em fechar o Balanço Patrimonial de forma que Ativos se igualem a Passivos e Patrimônio Líquido nas projeções, o que torna os modelos menos confiáveis.

O M&A na Prática lançou, então, um curso rápido e prático para auxiliar profissionais a interligarem os três demonstrativos financeiros (DRE, BP  e FC) para que estes profissionais possam fechar o modelo financeiro através do balanço patrimonial de maneira simples.

O curso é rápido e possui apenas 3 aulas. Ao final do curso você conseguirá fechar seus modelos de projeções financeiras em poucos passos, tornando seus modelos mais profissionais e confiáveis.

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Para acessar o curso agora, basta realizar a inscrição através deste link.





Novartis compra biofarmacêutica Cadent Therapeutics por até US$ 770 milhões

Empresa desenvolve tratamentos para distúrbios cognitivos, de humor e movimento

A Novartis fechou um acordo para a compra da biofarmacêutica Cadent Therapeutics, empresa que desenvolve tratamentos para distúrbios cognitivos, de humor e movimento. O valor a ser pago poderá chegar a US$ 770 milhões... Leia mais em valoreconomico 17/12/2020