29 outubro 2014

Tanta pressa para nada

Maior farmacêutica do mundo, a americana Pfizer tem 58 fábricas em 150 países e fatura mais de 50 bilhões de dólares por ano. É improvável que em qualquer desses lugares esteja enfrentando uma situação tão inusitada quanto na cidade goiana de Anápolis. O enredo tem de tudo um pouco: ganância, uma família em crise, uma morte e um negócio bilionário em suspenso.

Tudo começou em 2010, quando a Pfizer pagou 400 milhões de reais por 40% do laboratório goiano Teuto, do empresário Walterci Melo. Parecia um grande negócio para todas as partes. A Pfizer entrava de vez no promissor mercado brasileiro de genéricos. O Teuto aumentava seu leque de produtos fazendo genéricos de alguns dos remédios mais famosos do mundo.

Melo resolvia suas dificuldades financeiras e podia ganhar mais. Pelo acordo, a Pfizer tinha até 2016 para comprar o restante, pagando 14,4 vezes a geração de caixa anual do Teuto. Desde então, Melo fez tudo o que podia para aumentar o resultado da empresa.

Ele dava como certo que a Pfizer compraria os 60% restantes em 2014, quando sua opção começou a valer. O plano era infalível. Mas quis o destino que desse tudo errado.

No dia 8 de maio, Melo morreu de infarto, aos 58 anos. Ele já tinha três pontes de safena e havia sofrido outros três infartos. Marcelo Henriques Leite, seu executivo de confiança, ficou no comando. O filho mais velho de Melo, Ítalo, diretor de marketing, divide o controle com os três irmãos.

É aquele tipo de sucessão para a qual nenhum grupo familiar está preparado. Melo começou a carreira como vendedor do Teuto. Em 1986, comprou a empresa por 2 milhões de dólares e a transformou num dos maiores laboratórios do país. Nos anos 90, mudou a empresa para Goiás.

Em 2006, gastou 100 milhões de dólares na construção da maior fábrica de remédios da América Latina, apostando no crescimento com incentivos fiscais. Foi um passo arriscado. Endividado, quase quebrou, mas conseguiu atrair o interesse da Pfizer. A ideia era viver dias mais prósperos que culminassem na venda do restante aos americanos. Mas chegou-se ao enrosco atual.

Os sucessores de Melo e a Pfizer são vítimas dos incentivos criados pelo contrato. Como os americanos têm até 2016 para comprar o resto da empresa por um múltiplo da geração de caixa, o Teuto vem turbinando seus números. Em resumo, encher as farmácias de remédios oferecendo enormes descontos, ganhando hoje o que se ganharia amanhã.

Em 2013, a geração de caixa chegou a 159 milhões de reais, duas vezes  e meia a mais que em 2010. Com esses números, o Teuto valeria cerca de 2,3 bilhões de reais. Mas a Pfizer, que de ingênua não tem nada, entendeu que o resultado deve cair nos próximos anos.

Preferiu esperar para fazer sua oferta, apostando, segundo executivos próximos à empresa, numa queda da geração de caixa. Pelo contrato, a Pfizer tem até 2016 para comprar tudo. Mas, até 2016, ninguém obriga os americanos a nada.

Desconto extra

E os próximos anos serão de arrumação da casa em Anápolis. Desde 2010, o Teuto fez de tudo para ganhar espaço no mercado de genéricos. Segundo varejistas ouvidos por EXAME, oferece aos clientes um tipo de desconto que melhora o balanço no curto prazo.

Funciona assim: além do desconto tradicional, quem paga as notas antes do vencimento ganha um abatimento maior. O desconto extra é contabilizado como despesa financeira e não prejudica a geração de caixa — justamente o critério que determina o preço pago pela Pfizer.

Segundo dados da consultoria IMS Health, o desconto nas notas é de 70%. Mas o desconto final para o varejo chega a 85%. É ótimo no curto prazo, mas lota os estoques das farmácias e reduz a demanda no médio prazo. Em 2013, o Teuto foi o laboratório de genéricos que mais cresceu no país: 35%.

Nos 12 meses até agosto, o crescimento caiu para 24%. A Pfizer disse em nota que os balanços são auditados e seguem as práticas de mercado. “Ainda não tomamos a decisão de comprar a fatia restante e vamos esperar o melhor momento para fazer isso”, diz Victor Mezei, presidente da Pfizer no Brasil.

Em meio à expansão, o Teuto começou a ter problemas operacionais. Neste ano, lotes de nove medicamentos foram recolhidos por problemas de qualidade — havia até parafuso no meio dos remédios.

Com a empresa em compasso de espera, a família vive dias de incerteza. Da fortuna que Melo recebeu, não sobrou quase nada. Primeiro, ele pagou empresários que o ajudaram quando quase quebrou em 2006. A maior parte foi para uma empresa de Sandra Oliveira, irmã do empresário Fábio Oliveira, da fabricante de laticínios Mococa: 190 milhões de reais, por uma fatia de cerca de 20% no Teuto.

Melo comprou uma casa em Miami, uma cobertura na Vila Nova Conceição, o bairro mais caro de São Paulo, e um jatinho Citation Sovereign, avaliado em 15 milhões de dólares. E arrematou a fazenda Piratininga, em sociedade com Marcelo Limírio Gonçalves, antigo dono do laboratório Neoquímica, e João de Queiroz Filho, maior acionista da empresa de bens de consumo Hypermarcas.

Com 130 000 hectares, a fazenda vale 300 milhões de reais (Melo tem 40%). Em 2012, ele teve de se desfazer de outras dezenas de milhões no divórcio com a segunda mulher, Flávia. No acordo, ela ganhou uma casa, uma fazenda e 100 milhões de reais — 35 milhões imediatamente e o restante quando vier a segunda parcela da Pfizer.

Flávia e a família Melo não deram entrevista. Há mais. Melo deveria pagar em dezembro uma parcela de 20 milhões de reais pela fazenda e havia encomendado um segundo jatinho, um Challenger de 40 milhões de dólares. “Ele dizia que, a prazo, comprava até urubu”, diz Fábio Oliveira, seu ex-sócio. A encomenda do jatinho foi cancelada e a família aguarda a partilha dos bens, que pode demorar até dois anos.

Se depender da Pfizer, o cofre dos Melo pode demorar a encher. Desde que assinou o acordo com o Teuto, a multinacional mudou a estratégia global. Está avaliando uma separação dos negócios de genéricos para priorizar a inovação. Os estudos sobre a viabilidade da operação ficam prontos em 2016.

Até lá, pouca coisa deve acontecer. O que parece claro é que a Pfizer tem hoje bem menos interesse pelo laboratório goiano — a ponto de gerar especulações no mercado sobre a compra do restante da empresa. Para o Teuto, o contrato é claro: a compra tem de ser feita até 2016. Anápolis terá dois anos agitados pela frente. Tatiana Bautzer, de Revista EXAME | Leia mais em Exame 29/10/2014

29 outubro 2014



28 outubro 2014

DM Consultoria e CRMall unem operações e criam empresa de soluções de CRM para shoppings

A DM Consultoria e a CRMALL, fornecedoras de soluções de CRM para shopping centers, anunciaram a fusão de suas operações voltadas ao segmento. A união da base de clientes resultará em uma participação de mercado de 60%, segundo as empresas, com clientes em todo o território nacional. A estimativa de faturamento da nova empresa nos próximos 12 meses é de R$ 10 milhões, aproximadamente.

Antes da fusão, a DM Consultoria e CRMALL sempre concorreram diretamente. Agora, juntas, elas poderão reforçar a oferta de produtos e serviços ao mercado de shopping centers. O objetivo é fortalecer a atuação no mercado de sistemas de CRM, de promoção e e-mail marketing, segundo Antonio Carlos Braga Jr, fundador da CRMALL.

As demais operações das empresas permanecerão independentes, no caso da CRMALL para o varejo, com redes de lojas e supermercados, e da DM Consultoria nas áreas de call centers, empresas de benefícios e bancos.

"Estamos muito satisfeitos com esta iniciativa, pois entendemos que esta fusão trará grandes benefícios para todos os clientes hoje atendidos pelas duas empresas, uma vez que será possível extrair e unificar em uma plataforma tudo que existe de melhor nas soluções das duas empresas", afirma Braga Jr.

"Em breve lançaremos novos produtos, o primeiro deles será voltado para shoppings de menor porte, com a mesma tecnologia utilizada hoje apenas pelos grandes clientes", diz Flavio Monnerat, fundador da DM.

A previsão é que a nova empresa comece a operar em dezembro próximo, e serão mantidas as sedes originais da CRMALL, em Maringá, no Paraná, e da DM Consultoria, no Rio de Janeiro, além dos escritórios regionais em São Paulo, Brasília, Recife, Porto Alegre e Curitiba. Leia mais em Tiinside 28/10/2014

28 outubro 2014



Empresa de software Salesforce anuncia investida em saúde

A Salesforce está fazendo uma grande aposta na área de saúde, contratando pessoas-chave e aumentando investimentos, na esperança de substituir a desatualizada infraestrutura do setor de medicina e conquistar um negócio de US$ 1 bilhão anuais.

A investida da companhia no setor de saúde segue anos de tentativas de fornecedores rivais de softwares, incluindo a Microsoft, de ingressar em todos os aspectos do setor de saúde, desde históricos pessoais de saúde até sistemas de informação de hospitais. Elas tiveram resultados mistos.

Agora a Salesforce visa conseguir US$ 1 bilhão em receitas anuais nos próximos anos –cerca de um quinto de suas vendas anuais atuais– com contratos no setor de saúde, disseram à Reuters duas pessoas com conhecimento dos planos. A companhia espera conseguir estes avanços apesar da forte competição entrincheirada e suas próprias iniciativas fracassadas no setor, disseram estas fontes.

A Salesforce não quis comentar sobre metas de receita ou seus investimentos planejados no negócio.

A companhia também não quis revelar quantos funcionários estão em sua unidade de saúde e ciências biológicas, mas uma pesquisa no LinkedIn mostrou que a companhia recrutou mais de uma dúzia de pessoas dos setores de saúde e de dispositivos médicos. O chefe da unidade de saúde, Todd Pierce, é ex-vice-presidente de informação da gigante de biotecnologia Genentech, subsidiária da Roche.

A Salesforce está tentando sustentar o crescimento incandescente que deu ao papel da empresa uma das maiores avaliações na área de softwares, com a relação do preço sobre lucro por ação superando cem vezes no ano fiscal atual.

"A Salesforce pode realmente ter algum sucesso nesta área", disse a diretora-gerente de saúde e ciências biológicas da provedora de armazenamento online Box, que está explorando oportunidades similares. Missy disse que os clientes de saúde estão se dando conta que os sistemas atuais são "ridiculamente ruins".Fonte: Portal Folha.com | Leia mais em Lucheforma 27/10/2014



SoftBank anuncia investimento de US$10 bi na Índia

O grupo de mídia e operadora de telecomunicações japonesa SoftBank está mirando o e-commerce indiano para impulsionar sua agressiva expansão e vai investir cerca de 10 bilhões de dólares no setor ao adquirir fatia estratégia numa das principais companhias do segmento.

O presidente-executivo da SoftBank, Masayoshi Son, anunciou um plano de investimento de dez anos para a Índia nesta terça-feira, começando com a compra de uma fatia de 627 milhões de dólares na varejista online Snapdeal.

As ambições globais de Son se tornaram públicas no ano passado, quando o SoftBank comprou a terceira maior operadora de celular dos Estados Unidos, Sprint, por 21,6 bilhões de dólares.

A compra da Snapdeal ocorre com investidores internacionais procurando negócios do varejo online na Índia, terceiro maior mercado de usuários de Internet do mundo, mas onde o comércio eletrônico ainda é relativamente subdesenvolvido.

Para a endinheirada SoftBank, dona de um terço da chinesa recentemente listada Alibaba, a iniciativa é a mais uma de uma série de acordos com o objetivo de compensar o baixo crescimento em seu mercado doméstico. Reuters | Leia mais em exame 28/10/2014



Cade aprova associação na área de medicina diagnóstica

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu aprovar, sem restrições, ato de concentração entre Centro de Imagem Diagnósticos (Alliar), TJK Participações em Saúde (Holding CDB), S.I.T. Sistemas Hospitalares e Consultórios Médicos e T.K.S. Sistemas Hospitalares e Consultórios Médicos. A decisão está presente em despacho publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 28.

A operação envolve associação entre Alliar e CDB tendo por objetivo integrar as atividades no segmento de medicina diagnóstica no País. A Alliar tem atividades focadas, especialmente, em exames de diagnóstico por imagem, medicina nuclear e análises clínicas. O CDB também atua no setor de serviços de medicina diagnóstica, ofertando exames de imagem (incluindo medicina nuclear)e análises clínicas.

A Superintendência Geral do Cade avaliou que a operação não gera qualquer concentração horizontal, uma vez que o CDB não está presente em nenhum dos municípios em que a Alliar atua. Também não foi verificada integração vertical, ainda que potencial. Diante disso, foi considerado que o caso deveria ser analisado sob procedimento sumário e, diante disso, o ato de concentração foi aprovado, sem restrições.Por Ayr Aliski | Estadão | Leia mais em Yahoo 28/10/2014



Empresas médias tentam pegar carona em casos de sucesso para emplacar IPO

Empresas médias de educação, tecnologia e saúde estão à caça de capital de investidores financeiros para acelerar planos de expansão, trilhando o caminho que levou à bolsa nomes como Kroton, Totvs e Odontoprev.

Com faturamento anual médio de 100 milhões a 200 milhões de reais, elas têm em comum a perspectiva de alto crescimento nos próximos anos, mesmo com a debilitada confiança dos investidores na economia do país. Apenas uma companhia fez sua estreia na Bovespa em 2014, que caminha para ser o pior ano em aberturas de capital no país em pelo menos uma década.

"Estamos prontos para a economia em baixa ou em alta", disse Marco Gregori, presidente e fundador da Eduinvest, uma das cinco empresas que se apresentaram nesta terça-feira a representantes de fundos de pensão e de gestoras de fundos de private equity, que fazem dinheiro comprando e vendendo participação em empresas emergentes de alto crescimento.

Focada no ensino fundamental, a companhia fundada em 2012 tenta reproduzir o sucesso de grandes do ensino superior, como Anhanguera Educacional e Universidade Anhembi, das quais Gregori foi membro do conselho de administração. A meta é estrear na bolsa em 2017.

O apelo para tentar convencer investidores é sedutor: "Se a economia piorar, podemos ter mais alunos das classes A e B. Se ficar melhor, vamos receber matrículas de famílias da classe C", diz Gregori.

Outra na vitrine da Finep (Agência Brasileira da Inovação) e da BM&FBovespa, que promovem esses encontros anualmente, é a Damásio Educacional. Ainda focada na preparação de candidatos para concursos públicos, a empresa espraiou suas atividades para o ensino superior e pós-graduação.

Tecnologia é outro alvo frequente dos potenciais investidores, à medida que cresce a demanda por soluções para aumento da produtividade, especialmente em setores da economia que estão passando por um processo mais rápido de consolidação.

Neste grupo aparecem nomes como a MXT, de conectividade sem fio e gestão inteligente de residências e estabelecimentos comerciais, e a Datora, especializada em tecnologias que ligam sistemas com ou sem fio, parte do que se convencionou chamar de Internet das coisas.

Em comum, essas empresas têm o fato de serem jovens, mais ligadas aos setores dinâmicos da economia e já preparadas desde o começo para em algum momento acessarem o mercado, disse o sócio da Grant Thornton Luciano Bordon, que vem acompanhando várias dessas companhias médias rumo ao mercado acionário.

"Elas já têm um sistema de governança corporativa desenvolvido, o que facilita bastante a aproximação com investidores", disse.

Uma exceção à regra neste sentido é a Plena Saúde. De origem familiar, a companhia tem mais de 20 anos de mercado. Mas a empresa tem um discurso semelhante ao das demais: foco num setor que acompanha o aumento do poder de compra das famílias, que migram para o serviço privado para fugir da baixa qualidade do serviço público. (Por Aluísio Alves, edição de Marcela Ayres) Reuters | Leia mais em R7 28/10/2014



IPO: Cosan Logística versus BB Seguridade

Em setembro, a empresa de energia Cosan (CSAN3) anunciou a cisão de sua atividade de logística, criando a Cosan Logística. As ações dessa empresa passaram a ser negociadas de forma independente sob o código RLOG3. Em 2013, o Banco do Brasil (BB) havia aberto o capital de sua empresa de seguros. Com isso, a BB Seguridade passou a ser listada em bolsa. Embora tanto a Cosan quanto o BB tenham realizado a abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) de unidades de negócios específicas de forma a dar maior visibilidade a elas, existem diferenças relevantes para os acionistas da companhia original.

O artigo 229 da Lei das S.A. define cisão como “a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão”. Não houve extinção da Cosan, pois foram cindidos apenas os ativos de logística. Os acionistas originais da Cosan mantiveram as ações da empresa e receberam ainda papéis da Cosan Logística. A avaliação da parcela cindida foi feita tomando-se por base o valor do patrimônio líquido de agosto de 2014. Com o início das negociações da Cosan Logística em 6 de outubro, o antigo acionista da Cosan teve que se decidir entre manter as ações da nova empresa ou vendê-las parcial ou integralmente no mercado.

O preço definido para o primeiro dia de negociação de RLOG3 não necessariamente foi o justo. Ele foi apenas baseado em um critério: o contábil. Entre 6 e 23 de outubro, o preço de RLOG3 caiu 23%, enquanto CSAN3 teve queda menor de 15%. Os investidores consideraram, pelo menos no curto prazo, o valor inicial de RLOG3 elevado. Com isso, essas ações passaram a ser cotadas abaixo do valor patrimonial.

A decisão da cisão foi acertada como analisei anteriormente (leia o post “Por que o mercado não gosta de holdings?”, de 29 de abril de 2014). As ações de empresas com várias atividades econômicas tendem a negociar com desconto, pois os investidores não conseguem precificar adequadamente as diversas unidades de negócios. A Cosan possui ativos de etanol e açúcar, logística e distribuição de combustíveis. Após a abertura de capital, a maior transparência dos dados da Cosan Logística permitirá que o mercado avalie de forma mais apropriada a companhia. Além disso, a Cosan Logística terá um tamanho considerável após a fusão com a ALL, logo é adequado que a empresa passe a ser listada em Bolsa.

Mas qual a diferença entre a abertura de capital da Cosan Logística e a da BB Seguridade? O BB trouxe para a bolsa as ações da empresa de seguro. Esses papéis passaram a ser negociados com outro código (BBSE3), diferente do ticker do BB (BBAS3). Até esse ponto, a operação é parecida com a de Cosan Logística. Mas como o BB vendeu parte de suas ações de BB Seguridade no mercado, houve a entrada de novos acionistas no capital social da seguradora. O BB continuou acionista da empresa de seguros, mas os acionistas de BB não passaram a ter diretamente ações da BB Seguridade. No caso da sucroalcooleira, os acionistas originais da Cosan ficaram com os papéis da Cosan Logística, tendo participação direta, e não houve, em um primeiro momento, a entrada de novos acionistas.

Além disso, os acionistas originais de BB se beneficiaram da abertura de capital por dois motivos: (i) os recursos arrecadados com a venda incrementaram o lucro líquido do Banco do Brasil no período em decorrência da diferença entre o valor da oferta inicial de BB Seguridade e o valor constante nas demonstrações contábeis do BB e (ii) a avaliação mais positiva da divisão de seguros feita pelo mercado derivada da maior transparência dos dados da seguradora obtida após a abertura de capital. Como o Banco do Brasil detém ainda 75% da BB Seguridade, isso possibilitou uma valorização indireta do valor de mercado do Banco do Brasil. Já os acionistas da Cosan podem se beneficiar apenas do segundo motivo (uma melhor avaliação da Cosan Logística), o que não foi o caso até o momento.

Por fim, outra diferença importante. O preço inicial de Cosan Logística foi baseado no valor patrimonial enquanto o de BB Seguridade foi definido pelos investidores em um “bookbuilding”. Os bancos coordenadores fixaram o preço inicial com base no apetite dos investidores pelas ações da empresa. O valor patrimonial, no caso da seguradora, não serviu de parâmetro.

A operação de BB Seguridade se assemelha a outras como as das empresas de fidelidade Smiles e Multiplus, oriundas da Gol e da TAM, respectivamente. As operadoras de cartão Redecard e Cielo também vieram a mercado por intermédio de mecanismos parecidos. Já a cisão de Cosan foi semelhante à da operadora de call center Contax, cindida da antiga Telemar.

Alguns podem se lembrar da abertura de capital da empresa de laticínios Vigor, subsidiária da JBS, e fazer uma comparação com a de Cosan. Mas essa operação não foi uma cisão e nem todos os acionistas originais de JBS passaram a ter ações da Vigor. Essa operação mereceria mais espaço para ser analisada. Leia mais  Estrategista 28/10/2014



Eduinvest quer captar R$ 60 milhões com private equity

A Eduinvest, dona da rede de educação Anhembi-Morumbi e Anchieta, espera concluir, até o primeiro trimestre de 2015, captação junto a fundos de private equity ou venture capital de cerca de R$ 60 milhões para investir na expansão física do grupo na região metropolitana de São Paulo.

Marco Gregori, diretor executivo da Eduinvest, não revelou qual participação tais fundos terão na empresa com o aporte, tampouco os nomes desses potenciais investidores. "Estamos em conversas avançadas com alguns fundos, que podem resultar em investimentos de até 10 fundos", disse, em conversa com o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, durante o 9º Fórum Abertura de Capital, realizado na BM&FBovespa em parceria com a Finep.

Gregori informou ainda que em dois anos a companhia pretende abrir o capital, no segmento Bovespa Mais, dando sequência ao investimento. "Os R$ 60 milhões serão usados para a aquisição de 10 novas unidades e esperamos alcançar faturamento anual de R$ 70 milhões em dois anos, quando nos credenciaremos ao Bovespa Mais", disse. Atualmente, a rede fatura R$ 24 milhões, atendendo 4 mil alunos. Com a expansão, Gregori prevê atingir 12 mil alunos.

De acordo com o executivo, a empresa esta em roadshow há cinco meses e as incertezas políticas e econômicas atrasaram o investimento. "As negociações se arrastaram e atrasou o processo", afirmou. Ele disse, no entanto, que esses fatores não reduziram o preço de negociação da participação relacionada ao investimento, dado que o setor é atrativo e visto como contracíclico.

Estavam presentes no Fórum outras quatro empresas de capital fechado em busca de investidores: Damasio, Datora, Plena Saude e MXT. Em sua nona edição, o fórum já recebeu 31 empresas, as quais levantaram R$ 2,6 bilhões por meio de investidores. Deste total, seis abriram capital no Novo Mercado e uma no Bovespa Mais.

Thiago Sayão, CEO do Grupo Damasio, de ensino a distância, disse que a companhia está em busca de empresas para ampliar o portfólio de produtos e sua capilaridade. O investimento previsto vai de R$ 60 milhões a R$ 100 milhões e pode envolver combinações de aumento de capital e contração de dívida ou um novo fundo de private equity. A empresa já tem participação do fundo Vitória Capital, presente no grupo há seis anos com fatia de 54%. "Nosso foco principal nesse momento é encontrar empresas pequenas para plugarmos nossa rede e aumentar a capilaridade da operação", afirmou Sayão.

O fundador da Datora, de sistemas de telecomunicações, Daniel Fuchs, pretende quintuplicar seu faturamento anual com um novo aporte. Com 20 anos de existência, a companhia tem faturamento anual de mais de R$ 200 milhões e com o crescimento dos serviços nesse setor vê agora necessidade de um parceiro. "Pode ser um fundo, um investidor estratégico ou até uma instituição de fomento", comentou, sem dar detalhes. Fuchs disse que a Datora possui um acordo com a Vodafone no segmento de telecomunicações móveis, pelo qual é distribuidora exclusiva da companhia no Brasil. Por Cynthia Decloedt | Estadão Leia mais em Yahoo 28/10/2014



Fundo de pensão canadense CPPIB expande portfólio imobiliário no Brasil em R$1 bi

O fundo Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) anunciou na segunda-feira uma expansão no seu portfólio imobiliário no Brasil, com investimentos de cerca de 1 bilhão de reais em propriedades de logística e varejo, levando seus compromissos totais no país a mais de 4,3 bilhões de reais.

"Nos últimos dez meses, aprofundamos o relacionamento com nossos principais parceiros para realizarmos aportes adicionais em ativos imobiliários de alta qualidade", disse em nota o diretor-geral e líder de investimentos imobiliários do CPPIB nas Américas, Peter Ballon.

No âmbito dos aportes, o CPPIB anunciou uma joint venture com a Global Logistic Properties (GLP) para investimento em propriedades de logística que a GLP havia comprado da BR Properties. O CPPIB investiu 507 milhões de reais em fatia de 30 por cento na joint venture.

Além disso, o CPPIB investirá 231 milhões de reais em uma joint venture já existente formada com a GLP e com o Fundo Soberano de Cingapura, o GIC, sendo que os recursos serão utilizados na aquisição de um terreno de localização estratégica no Rio de Janeiro.

Com a Cyrela Commercial Properties (CCP), o fundo canadense se comprometeu com um investimento de 159 milhões de reais para compra de uma participação de 25 por cento em um novo projeto de desenvolvimento de propriedades de logístineca, que irá gerenciar mais de 250 mil metros quadrados de área locável nos arredores da capital paulista.

O CPPIB fez seu primeiro investimento imobiliário no Brasil em 2009, ano em que se tornou parceiro do CCP. Segundo Ballon, o fundo seguirá buscando oportunidades na região após ter aberto um escritório em São Paulo neste ano.

No varejo, o CPPIB informou ter adquirido por 100 milhões de reais uma participação de 33,3 por cento no Santana Parque Shopping, em São Paulo.

Em julho, a General Shopping Brasil havia anunciado acordo para venda de sua participação de 50 por cento no empreendimento à Acapurana Participações, subsidiária da Aliansce, pelo preço total de 144,55 milhões de reais.

Em comunicado à parte, a Aliansce divulgou à época que o CPPIB, membro do bloco de controle da companhia, e o GIC tinham firmado acordo para capitalizar a Acapurana e permitir a aquisição. (Por Marcela Ayres) Reuter | Leia mais em Bol.Uol, 28/10/2014




Aprovada venda da BR Towers à American Tower Brasil

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição, pela American Tower do Brasil, de 100% do capital social da BR Towers, conforme despacho publicado no Diário Oficial da União.

Criada há dois anos pela gestora GP Investments, a BR Towers foi vendida para a American Tower por R$ 2,18 bilhões. Com a aquisição, a American Tower do Brasil, que pertence ao grupo norte-americano American Tower Corporation, se torna líder no setor de construção e locação de torres para telefonia no País, com 11 mil antenas sob gestão, o que faz do mercado brasileiro o terceiro maior da multinacional, atrás de Estados Unidos e Índia. O aval ao negócio, que foi dado sem nenhuma restrição, é assinado pela Superintendência-Geral do Cade.Por Luci Ribeiro | Estadão | Leia mais em Yahoo28/10/2014



Fusões e aquisições de empresas chinesas no exterior aumentam

As empresas chinesas completaram um recorde de 176 fusões e aquisições no exterior nos primeiros nove meses do ano, um aumento anual de 31%, segundo um relatório divulgado hoje pela empresa de contabilidade PwC.
Entre janeiro e setembro, as empresas privadas da China realizaram 120 transações de fusões e aquisições, mais que duplicando o número realizado pelas empresas estatais e se tornando a principal força no mercado de fusão e aquisição, diz o relatório.

Ao mesmo tempo, o valor total das transações de fusões e aquisições das empresas chinesas no exterior chegou a US$ 40,8 bilhões, com 14 transações ultrapassando US$ 1 bilhão cada.

O valor total de acordos de fusões e aquisições das empresas privadas chinesas no exterior saltou mais de 120% anualmente, enquanto o valor das transações realizadas pelas empresas estatais caíram pela primeira vez, com uma queda de 37%.

Devido à fraqueza da economia global e ao crescimento desacelerado da economia chinesa, a PwC estima que as empresas chinesas permanecerão ativas no geral nas atividade de fusão e aquisição em 2015. Por Xinhua Leia mais em cri.online 27/10/2014



27 outubro 2014

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 20 a 26/out/14

Anunciadas com destaque pela imprensa 18 operações de Fusões e Aquisições no decorrer da semana de 20 a 26/out/14.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 9 setores.

ANÁLISE DA SEMANA

Principais transações.


NEGÓCIOS DA SEMANA
"Market Movers" - Brasil

  • WEG anuncia aquisição da FTC Energy Group. WEG anunciou a aquisição da FTC Energy Group (“FTC”), empresa que atua na fabricação e montagem de painéis elétricos para automação de processos com sede em Bogotá, na Colômbia.20/10/2014
  • Movile investe R$ 5 milhões em empresa peruana de ingressos on-line. A Movile investiu R$ 5 milhões na CinePapaya, empresa peruana especializada em venda on-line de ingressos de cinema com atuação no Peru, Chile, Colômbia, Equador, México e Bolívia. 21/10/2014
  • iFood adquire Papa Rango e Alakarte . Brasil Food Service Delivery iFood adquire Papa Rango e Alakarte para expandir em todo o Brasil. Plataforma de entrega de alimentos da região agora chega a mais de cinco mil restaurantes, fortalecendo sua presença no Sul, Sudeste e Norte do Brasil .24/10/2014
  • Camil perto de comprar empresa no Peru. A brasileira Camil Alimentos, maior beneficiadora de alimentos da América Latina, com receita anual de R$ 3,5 bilhões, está prestes a escrever mais um capítulo de sua agressiva estratégia de crescimento por meio de aquisições. . 24/10/2014

"Market Movers” - Exterior

  • KKR investe US$ 55 milhões em startup alemã de inteligência artificial. A empresa global de investimentos KKR anunciou que investirá US$ 55 milhões na aquisição de participação minoritária na Arago — cujo percentual não foi revelado —, startup alemã que desenvolve software de inteligência artificial. Segundo a companhia, a tecnologia permite que as empresas reduzam os profissionais de TI, realocando-os para demais funções.
  • IBM vai pagar US$ 1,5 bilhão para transferir produção de chips à Globalfoundries. A IBM anunciou  que assinou acordo para transferir a produção de chips — cuja divisão vem registrando perdas recorrentes nos últimos anos — à Globalfoundries, joint venture entre a americana AMD e dois grupos de investidores de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.20/10/2014
  • Platform compra rival por US$ 3,5 bilhões. A Platform Specialty Products, companhia do setor químico, anunciou, a aquisição da rival Arysta LifeScience. A operação foi fechada por 3,5 bilhões de dólares e anunciada na última segunda-feira.  21/10/2014
  • Technisys capta US$ 13 mi em segunda rodada de investimentos. Desenvolvedora de softwares para instituições financeiras, como o Cyberbank Omnichannel, Technisys busca expansão no Brasil. A desenvolvedora de softwares bancários Technisys anunciou que recebeu 13 milhões de dólares em investimentos na segunda rodada de captação de recursos da empresa. Entre os investidores, estão a Intel, a Alta Venture, a KaSZek Ventures, a Endeavor Catalyst e a Holdinvest, que já havia investido 1 milhão de dólares em uma rodada anterior. Fundada na Argentina, em 1996, a Technisys cresceu na América Latina fornecendo sistemas e programas que unificam os canais digitais de bancos e varejistas.21/10/2014
  • Startup de realidade virtual Magic Leap levanta US$542 mi com Google. A startup de realidade virtual Magic Leap disse nesta terça-feira ter levantado 542 milhões de dólares em uma rodada de financiamento liderada pelo Google. Ainda não se sabe muito sobre o produto desenvolvido pela Magic Leap, mas seu fundador e presidente-executivo, Rony Abovitz, disse em fevereiro que a missão da companhia era "desenvolver e comercializar a interface computacional vestível mais natural e amigável do mundo”. Parte importante dos planos da Magic Leap envolve um aparelho vestível que irá detectar o globo ocular dos usuários e projetar imagens dentro deles, disseram fontes ao blog Re/code.21/10/2014
  • Yahoo! negocia compra de companhia de publicidade online. Yahoo!: empresa pode comprar a BrightRoll por cerca de US$ 700 milhões. A empresa de sistema de buscas e de publicidade online Yahoo! está negociando a compra da provedora de publicidade digital em vídeo BrightRoll por cerca de 700 milhões de dólares, publicou o blog de tecnologia TechCrunch. Os termos do acordo foram assinados e o preço, se o negócio for fechado, pode ficar na casa dos 700 milhões a 725 milhões de dólares, publicou o site sem citar fontes.21/10/2014
  • EMC comprará maior parte da fatia da Cisco em joint venture de data centers. A Cisco, que tinha uma participação de 35 por cento na joint venture, permanecerá com uma fatia de 10 por cento na VCE. A desenvolvedora de produtos de armazenagem de dados EMC disse que comprará boa parte da participação da Cisco na joint venture VCE por um montante não revelado. A VCE, montada em 2009 para vender soluções completas de data center, cria pacotes de equipamentos de rede e servidores da Cisco com produtos de armazenamento da EMC e software da unidade de virtualização da empresa, a VMware.22/10/2014
  • Teradata compra empresa para impulsionar negócios de Hadoop e Big Data. Think Big Analytics ajudará fabricante no processamento e na análise de eventos em tempo real. A Teradata anunciou a aquisição da Think Big Analytics, consultoria de soluções com foco em Hadoop e soluções de big data. Os termos da aquisição não foram divulgados. A compra é a terceira da empresa direcionada para Big Data nas últimas seis semanas.22/10/2014
  • Google adquire empresa Firebase para oferecer melhor serviço de sincronização em nuvem. Google não esconde o seu interesse na construção de uma grande infra-estrutura confiável de alta velocidade que visa atrair desenvolvedores a hospedarem todo o seu trabalho na nuvem. A empresa inaugurou o seu primeiro serviço deste ramo no evento Google I/O de 2012, onde a Google deu o nome de Cloud Platform que teve uma adoção bem fraca por parte dos desenvolvedores.Agora, a gigante de Mountain View acaba de adquirir a empresa Firebase, uma pequena start-up de apenas 3 anos de mercado com foco no armazenamento de dados na nuvem. Com esta aquisição, a Google espera que o seu serviço fique mais rápido, fácil e com solução de sincronização mais eficiente. Firebase conta atualmente com 112 mil contas e continua em crescimento. Com isso, a API exclusiva da empresa poderá ajudar a Cloud Platform da Google a finalmente decolar. 22/10/2014
  • Google adquire mais duas empresas de inteligência artificial. O Google ampliou seu time de pesquisas em inteligência artificial ao adquirir mais duas empresas da área: Dark Blue Labs e Vision Factory, especializadas em tecnologia de aprendizagem de máquina e visão computacional, respectivamente, e resultantes da separação (spin-off) da Universidade de Oxford, na Inglaterra. O valor envolvido nas compras não foi divulgado. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, as equipes de ambas as empresas adquiridas, incluindo seus principais pesquisadores, serão integradas à DeepMind, outra startup de inteligência artificial britânica que o gigante das buscas adquiriu em janeiro, por US$ 400 milhões. 23/10/2014
  • Deezer adquire aplicativo de rádio e podcasts Stitcher. A plataforma de streaming de músicas Deezer anunciou a aquisição da empresa Stitcher, que desenvolve aplicativos de rádio e podcasts. O valor da transação não foi divulgado. Atualmente, a Stitcher é responsável por distribuir os conteúdos digitais de rádio para emissoras como a NPR, BBC, Fox News, além das brasileiras CBN e Rádio Bandeirantes e de podcasts como do site Jovem Nerd. Segundo a Deezer, com a aquisição a empresa passa a oferecer mais de 35 milhões de músicas e mais de 35 mil canais de rádio online, podcasts e programas de áudio, alcançando mais de 16 milhões de consumidores.
 HUMORES & RUMORES
 M & A - COMPRA

  • Negociações entre Fleury e Gávea Investimentos fracassam. A empresa de diagnósticos Fleury divulgou nesta segunda-feira que seu controlador indireto Core Participações informou, em correspondência, que foram encerradas sem sucesso as negociações para venda de sua participação na companhia para a gestora de recursos Gávea Investimentos.20/10/2014
  • Spas e clínicas se unem para enfrentar concorrência. O setor de serviços, principalmente o voltado ao segmento de spas, viveu uma boa fase entre 2010 e 2011. Porém, com o arrefecimento da economia nos anos sequentes, esse mercado precisa encontrar alternativas para o faturamento do setor, com esforço, manter os R$ 370 milhões alcançados em 2013, segundo relatório da Associação Brasileira de Clínicas e Spas (ABC Spas). A solução do mercado para o seu iminente desaquecimento é a fusão entre a gama de serviços oferecidos em spas, antes dedicados apenas aos procedimentos de relaxamento e bem-estar, com os de clínicas estéticas, voltados à beleza e aparência. 21/10/2014
  • Telecom Italia está perto de vender torres da TIM no Brasil, dizem fontes. A Telecom Italia está em negociações avançadas para vender as torres de telefonia celular da controlada TIM Participações no Brasil e pode fechar um acordo nas próximas semanas, afirmaram três fontes com conhecimento direto do assunto.A Telecom Italia está querendo levantar com o negócio 900 milhões de euros (1,1 bilhão de dólares), mas as ofertas apresentadas variam de 500 milhões a 600 milhões de euros, disseram as fontes.23/10/2014
  • Chiquita vai negociar acordo com Cutrale e Safra. A Chiquita Brands encerrou as negociações com a companhia irlandesa Fyffes e planeja chegar a um acordo com os grupos brasileiros Cutrale e Safra. A mudança de planos foi decidida, durante assembleia de acionistas marcada para votar o acordo com a empresa irlandesa. O conselho da Chiquita vinha rejeitando todas as propostas feitas pela Cutrale/Safra, afirmando que as ofertas eram muito baixas, inclusive a última, de US$ 14,50 por ação. Ao invés disso, a Chiquita continuava focada em um plano de fusão com a Fyffes, acordo que criaria a maior companhia de bananas do mundo em vendas. A fusão, anunciada em março, permitiria que a Chiquita se instalasse na Irlanda, garantindo vantagens fiscais para empresa. Ontem, a Cutrale/Safra elevou sua oferta pela Chiquita para US$ 14,50 por ação, ante os US$ 14 por ação propostos na semana passada. Com a nova proposta, a companhia está avaliada em US$ 742 milhões. 24/10/2014
  • Mediastream vai investir no mercado brasileiro. Especializada na captação de imagens, armazenamento e distribuição de vídeo, a Mediastream decidiu ampliar suas atividades no Brasil. Em julho, seus três sócios – um chileno e dois brasileiros – conseguiram um aporte de US$ 1,75 milhão, do fundo Amerigo Chile, ligado à Telefónica, que tem por objetivo alavancar empresas de tecnologia com potencial de crescimento. Seu modelo de negócios baseia-se na prestação de serviços de vídeo para empresas, agências de publicidade e entidades ou na distribuição de conteúdo para redes de TV e outros produtores. Entre seus clientes estão Microsoft e Coca Cola. Seu último trabalho no Brasil foi a captação de imagens de todas as palestras do Futurecom 2014, que aconteceu este mês em São Paulo. 24/10/2014
M&A - VENDA

  • Empresas da Ásia disputam fatia minoritária na Fiagril. A Fiagril, empresa de Mato Grosso que opera nos segmentos de trading e processamento de grãos, negocia a venda de uma participação minoritária a uma companhia asiática, também do ramo do agronegócio. O aporte para a aquisição dessa fatia da empresa brasileira deve ser da ordem de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões e a Chinatex, estatal chinesa que atua na compra de algodão e grãos, é a mais forte pretendente, segundo o Valor apurou.24/10/14
  • Grupo Carvalho, do Piauí, busca sócio. Se um dia a rede de supermercados Carvalho fechasse as portas, faltaria comida em Teresina. Com faturamento de R$ 1,7 bilhão em 2013, a varejista responde por 73% do varejo alimentar da capital piauense. Mas para não perder mercado e voltar a abrir lojas, a empresa precisa hoje de um aporte de recursos. E os fundadores do grupo já começaram a busca por um sócio.24/10/2014
  • Banco Société Générale planeja deixar o Brasil. O grupo francês Société Générale, dono dos bancos Cacique e Pecúnia, está se preparando para deixar o Brasil. A instituição financeira começou há quatro meses a negociar seus ativos, afirmaram fontes ao jornal O Estado de S. Paulo. Grandes bancos de varejo, como Bradesco, Santander e Itaú, foram apontados como possíveis interessados. Com um patrimônio líquido consolidado de R$ 1 bilhão (dados de 2013), as operações do Société Generale no Brasil tem fechado no vermelho nos últimos anos.24/10/2014
IPO

  • Em fase de pré-Ipo da CNOVA, Casino acelera expansão on-line. O Casino acelerou a entrada em novos mercados com o seu site Cdiscount poucos meses antes da abertura de capital nos Estados Unidos da empresa Cnova - que reúne a operação de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar e de seu controlador Casino. Ontem, a Cdiscount começou a operar no Brasil com foco no formato de outlet de produtos e também vai explorar o segmento de shopping virtual ("market place") - o mesmo em que o Alibaba atua e cresce, de forma acelerada, no Brasil e no mundo. 24/10/2014
PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL

GP Investments pode investir em saneamento. GP Investments pode investir até 300 milhões de reais na CAB Ambiental, companhia de saneamento do Grupo Galvão. De acordo com a reportagem, como garantia, a GP terá participação minoritária na CAB.Em 2013, a CAB registrou faturamento de quase 490 milhões de reais e lucro de 19,6 milhões de reais.  22/10/2014

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • 01 - INVISTA vende fábrica de nylon para NILIT. A NILIT, fabricante de nylon 6,6 para  termoplásticos e confecção de vestuário, anunciou que assinou um contrato para adquirir a unidade de manufatura da INVISTA em Americana, com a intenção de continuar as operações de nylon 6.6. As condições da transação não foram divulgadas publicamente já que ambas, NILIT e INVISTA, são empresas privadas. 16/10/2014
  • 02 - Prosegur compra Transvig, de Roraima. A espanhola Prosegur acaba de fazer sua nona aquisição no Brasil. A companhia de segurança e transporte de valores comprou a Transvig, líder nesse segmento em Roraima, por R$ 17,4 milhões.  21/10/2014
  • 03 - WEG anuncia aquisição da FTC Energy Group. WEG anunciou a aquisição da FTC Energy Group (“FTC”), empresa que atua na fabricação e montagem de painéis elétricos para automação de processos com sede em Bogotá, na Colômbia.A FTC foi fundada em 1984 e conquistou posição de destaque no mercado colombiano de óleo e gás, com vasta experiência em painéis especiais e salas elétricas. Em 2013, as receitas da FTC atingiram aproximadamente US$ 10 milhões. 20/10/2014
  • 04 - AQUILLA Fato Relevante Mudanca de Controle AQUILLA SECURITIZADORA comunica  que em 20.10.2014, a Assembléia Geral Extraordinária da Companhia aprovou e ratificou a aquisição pela VEYRON CONSULTORIA EMPRESARIAL LTDA, da totalidade das 100.000 (cem mil) ações ordinárias da Companhia, tornando-se, dessa forma, a única acionista da empresa.Na mesma ata foi deliberado o aumento de capital social da Companhia de R$ 100.000,00 (cem mil reais), para R$ 1.102.000,00 (um milhão, cento e dois mil reais). 21/10/2014
  • 05 - Assa Abloy Brasil anuncia aquisição da Metalika. A Assa Abloy Brasil, empresa que fornece soluções para abertura de portas, acaba de adquirir a Metalika, indústria nacional que projeta, fabrica e comercializa portas de segurança (corta-fogo, com vedação acústica e para saída de emergência), entre outros itens. As aquisições fazem parte da política de crescimento do Grupo Assa Abloy, que em 2014 já fez mais de dez novas compras de indústrias ao redor do mundo. A Assa Abloy visa expandir suas atividades na América do Sul, principalmente no Brasil, buscando alcançar no mercado brasileiro a mesma relevância que o Grupo detém no mercado mundial. 21.10.2014
  • 06 - Movile investe R$ 5 milhões em empresa peruana de ingressos on-line. A Movile investiu R$ 5 milhões na CinePapaya, empresa peruana especializada em venda on-line de ingressos de cinema com atuação no Peru, Chile, Colômbia, Equador, México e Bolívia. Este é o terceiro investimento anunciado pela companhia brasileira este ano depois que recebeu aporte de R$ 125 milhões do fundo Innova Capital – os outros alvos foram RestauranteWeb e Apontador. O foco da Movile são empresas O2O (online to offline), ou seja, que fazem a ponte entre os mundos digital e físico. Atualmente, 80% dos ingressos de cinema vendidos pela CinePapaya são comercializados pela web e 20%, por smartphones. 21/10/2014
  • 07 - Toshiba unifica operações no Brasil e cria nova empresa. A Toshiba anunciou a unificação de suas empresas no Brasil, a Toshiba Representação Comercial e a Toshiba Electronics, para criar a Toshiba América do Sul (TSAL). A nova companhia vai atuar como um centro regional de soluções, com um portfólio completo de infraestrutura social e semicondutores da empresa japonesa na região.
  •  22/10/2014
  • 08 - Atlantica Hotels é adquirida por fundos privados e tem novo chairman. A Atlantica Hotels International anunciou  que recebeu aporte de capital com participação do Quantum Strategic Partners Ltd., fundo privado de investimento administrado por Soros Fund Management LLC (“Soros”), do Tao Invest LLC, fundo de investimento privado administrado por Tao Capital Partners (“Tao”), e do corpo de administradores. Este grupo de investidores está comprometido com a expansão das operações da Atlantica no Brasil. A Atlantica é muito bem estabelecida como uma das mais importantes companhias independentes de administração hoteleira do mundo e está comprometida com a excelência em suas operações, lucratividade e serviços aos hóspedes através de seu talentoso e dedicado time de profissionais de todos os níveis. Com a crescente demanda por modernas soluções operacionais, tecnológicas e administrativas neste novo momento dahotelaria mundial, a Atlantica tem uma oportunidade única para se consolidar ainda mais em serviços no mercado brasileiro.  Atlantica fatura cerca de 650 milhões de reais e administra mais de 80 hotéis no país. 22/10/2014
  • 09 - Cade aprova aumento da participação da Coca-Cola na CAF. A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, ato de concentração entre Coca-Coca Indústria Ltda. e Companhia Maranhense de Refrigerantes. A operação consiste na aquisição, pela Coca-Cola, de 50% de participação acionária da Crystal Águas do Nordeste (CAF), detida pela CMR (pertencente ao Grupo Solar). Antes da operação, a Coca-Cola detinha, indiretamente, 44% de participação na CAF, pois é uma das acionistas do Grupo Solar. Desse modo, após a presente operação, a Coca-Cola passará a deter 72% do capital social da CAF (50% diretos e 22% indiretos, por meio do Grupo Solar).23/10/2014
  • 10 - Site de sapatos para mulheres com pés pequenos tem apoio de investidores. A Empreendedora Tania Gomes Luz, que calça número 33, decidiu criar o e-commerce 33e34.com.br. Para conseguir colocar no ar seu projeto, Tânia procurou inicialmente o investidor anjo João Kepler, que ajudou na estruturação do projeto e na captação de um investimento de R$ 300 mil. Com o investimento, a loja virtual tem como proposta trabalhar somente com modelos de calçados femininos, na numeração 33/34 de diversos fabricantes conceituados do varejo, como Rafhaella Booz, Bárbara Kraz, Werner, Ballasox e Converse. Entre as opções de produtos estão sandálias, botas, sapatilhas, scarpin, rasteiras. 20/10/2014
  • 11 - Site que conecta alunos e professores particulares recebe mais investimento. O Portal Profes, que serve para encontrar aulas particulares, recebeu esta semana um aporte da Grid Investimentos, um fundo de capital semente, em conjunto com um grupo de investidores anjos.  O valor do aporte não foi divulgado, mas os recursos serão utilizados para acelerar o crescimento da plataforma. O portal foi desenvolvido dentro do CIETEC e passou por um processo de aceleração com a Aceleratech – ambas instituições em São Paulo, onde fica o escritório da empresa. Contou também com recursos obtidos pelo programa StartUP Brasil, do Governo Federal. 21/10/2014

  • 12 - Tigre compra divisão de pincéis da Condor por R$ 42 milhões. A Tigre, de Joinville, comprou a divisão de pincéis da Condor (de São Bento do Sul, por R$ 42 milhões. A Condor é uma das mais importantes indústrias brasileiras de escovas dentais e de cabelos, fios e géis dentais infantis, vassouras e acessórios para limpeza não químicos e pincéis. A operação será submetida ao Cade  para aprovação. A aquisição representa um importante passo do plano de expansão da companhia no Brasil e no exterior.Alexandre Wiggers, diretor-geral da Condor, diz que a operação está alinhada às escolhas estratégicas da empresa. Decidimos direcionar nossos investimentos para os negócios de limpeza, higiene e beleza e que são nosso core business, criando foco e potencializando nosso crescimento”24/10/2014
  • 13 - Votorantim Andina vende Metais-Cajamarquilla a VM Holding . Votorantim Andina vende Metais-Cajamarquilla a VM Holding por US$ 1,480 millones.26/06/2014
  • 14 - Commcorp compra data center do Terra. A Commcorp, empresa de data center sediada em Porto Alegre, acaba de adquirir o centro de dados do portal Terra na capital gaúcha. O Terra seguirá usando a estrutura, agora como um cliente da Commcorp, ocupando um terço da infraestrutura. A Commcorp fez um investimento adicional de R$ 12 milhões no centro e incorporou a equipe comercial de data center do Terra, composta por seis pessoas. No começo do ano passado, a empresa investiu R$ 3 milhões no seu data center paranaense.24/10/2014
  • 15 - IFC investe R$ 200 milhões na Vix Logística para apoiar sua expansão e melhorar a competitividade do Brasil. A IFC, membro do Grupo Banco Mundial, e o Fundo IFC da África, América Latina e Caribe anunciam um investimento de capital de R$ 200 milhões na Vix Logística S.A, empresa do Grupo Águia Branca. O investimento da IFC nesta empresa em expansão vai ajudar a melhorar a competitividade do país por meio do fortalecimento dos serviços de logística. O investimento da IFC contribuirá para que a Vix Logística continue a expansão de suas operações e projetos logísticos, fornecendo serviços de qualidade para diversos setores-chave da economia brasileira tais como mineração, siderurgia, petróleo e gás, e automotivo. 22/10/2014
  • 16 e 17 - iFood adquire Papa Rango e Alakarte . Brasil Food Service Delivery iFood adquire Papa Rango e Alakarte para expandir em todo o Brasil. Plataforma de entrega de alimentos da região agora chega a mais de cinco mil restaurantes, fortalecendo sua presença no Sul, Sudeste e Norte do Brasil A iFood anuncia a aquisição de Papa Rango e Alakarte, dois concorrentes no mercado brasileiro de serviços de "delivery" . Com estas aquisições,  iFood traz dezoito novas cidades em sua rede e espera adicionar mais de 50 mil ordens, alcançando  atendimento mensal de mais de 400 mil.24/10/2014
  • 18 - Camil perto de comprar empresa no Peru. A brasileira Camil Alimentos, maior beneficiadora de alimentos da América Latina, com receita anual de R$ 3,5 bilhões, está prestes a escrever mais um capítulo de sua agressiva estratégia de crescimento por meio de aquisições. Neste momento, está a um passo de comprar, por US$ 29,3 milhões, a peruana Romero Trading, que detém marcas de açúcar, arroz e outros grãos. As duas companhias assinaram um contrato de compromisso de compra e venda em 19 de setembro. Conforme informações que constam em informações fornecidas pela Camil a investidores, a operação deverá ser concluída até 1º de dezembro deste ano. 24/10/2014
RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.

27 outubro 2014