23 junho 2011

Empresa lança ferramenta que cria sites de compras coletivas

Mongron está aberto em versão para testes e será lançado oficialmente na primeira semana de julho

Monte seu Groupon. Foi daí que a empresa de marketing virtual Click Soft tirou o nome para o seu mais novo produto: o Mongron. Trata-se de um site voltado especialmente para a criação de sites de compras coletivas.

O funcionamento é bem parecido com as páginas já existentes para a criação de blogs, como Wordpress ou Blogspot – qualquer pessoa pode criar um cadastro e montar a sua página da forma que preferir, de acordo com as opções de programação disponíveis. A diferença é que, no caso do Mongron, as ferramentas e layouts são pensados para o formato dos sites de compras coletivas, como é o Groupon (que inaugurou o gênero nos Estados Unidos em 2008), e incluem serviços como atendimento online, acompanhamento das vendas e os sistemas para pagamentos já prontos.

“Os sites de compra coletiva são um fenômeno e isso acontece porque é um negócio relativamente fácil e barato de começar”, diz Carlos Junior, diretor da Click Soft. “Mas, por mais barato e simples que seja, o dono precisa de um programador, um design, a hospedagem do site. O Mongron reúne isso tudo em um só lugar.”

A inscrição e a hospedagem são gratuitas. O pagamento ao site é feito por meio de participações nas vendas, que girarão em torno de 7%. “Se não for realizada nenhuma venda, não há custo”, explica Carlos.

A ideia surgiu na Click Soft diante dos números impressionantes que o mundo dos sites de compra coletiva ostenta em pouco mais de um ano de existência no Brasil: em março, quando o primeiro deles, o Peixe Urbano, foi criado, chegou-se a 123 mil internautas cadastrados. Em novembro, segundo levantamento do Ibope Nielsen Online, isso já havia explodido para 5,6 milhões e, em maio passado, estava em 17 milhões: quase 150 vezes mais que no primeiro mês. O total de sites do gênero ativos é estimado em mais de 2 mil hoje.

A fórmula para o sucesso, já bastante conhecida, é simples: o que estes sites fazem é reunir uma infinidade de produtos e serviços – de restaurantes e pousadas a cursos e bugigangas das mais diversas – e oferecê-los por ofertas que chegam até a 90% do preço original. Os grandes descontos são conseguidos graças a uma combinação do grande volume de vendas com o retorno de marketing que os estabelecimentos que participam recebem.

“Pesquisamos em vários lugares e não encontramos nada parecido com a proposta do Mongron, nem do Brasil, nem no mundo. A nossa ideia é fazer dele uma plataforma mundial para a criação de sites desse tipo”, conta Carlos.

O Mongron, que pode ser acessado em www.mongron.com.br, está no ar em caráter de teste, podendo ser utilizado por empresas que já tenham se cadastrado previamente. O lançamento oficial, quando será aberto ao uso de qualquer internauta, será na primeira semana de julho, e a Click Soft já está trabalhando nas versões em inglês e espanhol do programa para levá-lo para outros países. “A intenção é começar a internacionalização no segundo semestre”, diz Carlos.

Fonte:revistapegn22/06/2011

23 junho 2011



22 junho 2011

Os motivos das fusões e aquisições

Depois do recorde de fusões e aquisições em 2010, os resultados de 2011 mostram que este mercado continua aquecido. Conforme a última pesquisa da KPMG, entre janeiro e março de 2011 essas transações cresceram 4% em relação a mesmo período anterior, totalizando 167 transações.

A perspectiva é de que esse ritmo se mantenha, principalmente no segmento de pequenas e médias empresas. A tendência é a união dessas companhias para criar players mais competitivos.

Razões para buscar boas opções de compra no mercado não faltam: o crescimento da economia brasileira faz das nossas companhias uma boa opção de investimento para estrangeiros.

Se bem conduzidas, as fusões e aquisições melhoram o posicionamento das empresas, aumentam as sinergias e a eficiência. Exemplo de operação recente é a aquisição do Banco PanAmericano e da rede varejista Casa & Vídeo pelo BTG Pactual, combinando varejo com financiamento direto ao consumidor. Uma das alavancas de rentabilidade do varejo são as receitas financeiras advindas de operações de crédito ao consumidor direto.

Para adquirir ou unir-se a outra empresa, é preciso atenção. Um processo mal conduzido pode tornar a oportunidade de um grande negócio um grande problema.

As companhias precisam estar preparadas para integrar culturas, processos e objetivos, pois o futuro do negócio dependerá da união das companhias. Os primeiros três meses são os mais difíceis e precisam de estruturação e planejamento.

Fonte: DCI 22/06/2011

22 junho 2011



Fundos de private equity planejam captar US$ 20 bi em recursos

O Brasil se tornou, segundo a FGV, uma oportunidade ainda mais atrativa para esses fundos por conta dos investimentos voltados para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016

Os fundos de private equity, que compram participação em empresas, estão em processo de captação que pode levantar US$ 20 bilhões em recursos até 2012. Das gestoras que operam no Brasil, 83% pretendem lançar um novo fundo e captar novos recursos, de acordo com o Segundo Censo da Indústria Brasileira de Private Equity e Venture Capital, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O Brasil se tornou, segundo a FGV, uma oportunidade ainda mais atrativa para esses fundos por conta dos investimentos públicos e privados voltados para a infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. O País figura como o segundo mercado de maior interesse para o segmento entre os Brics (sigla que reúne ainda China, Rússia e Índia), ficando atrás da China, segundo dados da Ampea (associação sediada em Washington que reúne gestoras de fundos que investem em países emergentes).

Do total de US$ 20 bilhões que podem ser captados, US$ 19,3 bilhões são de fundos de PE e US$ 732 milhões de fundos de ventures capital (carteiras que compram participação em empresas de menor porte), segundo a pesquisa da FGV que entrevistou os gestores e perguntou dos planos de captação para o período 2010/2012.
O censo da FGV é um dos poucos levantamentos estatísticos sobre o setor de private equity no Brasil. O estudo, com 436 páginas e dados referentes a 2009 divulgado nesta terça-feira, mostra que o setor fechou aquele ano com US$ 36,1 bilhões em capital comprometido, montante 25% superior ao do ano anterior. A FGV avaliou 144 gestoras.
O levantamento mostra que em 2009 os fundos de private equity e venture capital se recuperaram dos efeitos da crise financeira mundial. As carteiras captaram US$ 6,1 bilhões, 32,6% acima dos números de 2008, um dos piores anos para o segmento. O Brasil vem conseguindo atrair recursos de países como Estados Unidos, Espanha, Inglaterra e Portugal. O recorde anual para o setor ainda é 2007, quando as carteiras levantaram US$ 7,2 bilhões.

O capital comprometido do segmento de private equity e venture capital no Brasil representava 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de ainda aquém da média internacional, de 3,7%, o estudo destaca que o Brasil melhorou o indicador. Em 2004, era de 1%. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, dois países com décadas de tradição em private equity, a proporção equivale a 3,7% e 4,7% respectivamente.
Os gestores apontam no levantamento que um dos principais fatores que impedem a realização de um investimento é quando eles descobrem na "due diligence" (análise dos números da companhia) passivos não revelados pelo controlador da empresa. Segundo o Censo, 21,4% dos investimentos deixam de ser realizados por este motivo.

Abertura de capital

No período de 2005 a 2009, a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) foi uma das principais formas encontradas pelos fundos para sair do capital das empresas e realizar lucros (operação chamada de desinvestimento). O estudo da FGV mostra que nesse período houve 37 IPOs de empresas investidas por private equities. Com isso, os fundos levantaram R$ 31,3 bilhões.
O setor é responsável por empregar mais de 1,5 mil profissionais e possui mais de 500 empresas investidas. O levantamento mostra que o segmento deu um salto no período, seja em número de gestora, seja em recursos administrados. Em 2004, quando a FGV fez o primeiro levantamento dos private equities, havia 116 gestoras. O capital comprometido era de US$ 5,6 bilhões, com 498 profissionais.

Participação no PIB

Com o crescimento da economia brasileira, o setor de private equity pode elevar sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) para 3,5% em três a cinco anos, praticamente o mesmo nível da média mundial e dos países desenvolvidos, avaliou o diretor executivo do Centro de Estudos de Private Equity (Cepe) da FGV, Cláudio Vilar Furtado, durante divulgação do Segundo Censo da Indústria Brasileira de Private Equity e Venture Capital, elaborado pela FGV e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Em 2009, a participação no Brasil foi de 2,3% e em 2004, não passava de 1%. O segmento fechou 2009 com US$ 36,1 bilhões em capital comprometido.
"O Brasil passa por um terceiro ciclo de investimento do setor de private equity", afirmou Furtado, em teleconferência com a imprensa. "Temos no Brasil um campo fértil para que esta indústria continue crescendo". Para ele, se o Brasil mantiver nos próximos anos um crescimento sustentável, na casa dos 4% ao ano, mais recursos de fundos de private equity serão necessários para financiar os investimentos.

Os dois primeiros ciclos dos fundos de private equity foram no final da década de 90, com a privatização do setor de telefonia e energia elétrica, e nos anos 2000, com novas empresas atraindo recursos destes fundos, como a companhia aérea Gol.
O próximo passo do Censo, segundo Furtado, é fazer uma análise histórica do retorno que os fundos têm conseguido no País. Na Itália, segundo dados citados pelo professor, o retorno médio chegou a 33% no período 1999/2005, enquanto a bolsa subiu 18% e os títulos públicos do governo, 8%. No Brasil, ainda há uma amostra muito pequena para uma análise mais elaborada, de acordo com Furtado. (Altamiro Silva Júnior)

Fonte: Agência Estado 21/06/2011



21 junho 2011

Finep busca incentivar atuação de investidores anjos

SÃO PAULO - A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) quer incentivar a evolução dos investimentos feitos por indivíduos em empresas iniciantes, os chamados investidores anjo.

Segundo Patrícia Freitas, superintendente da área de investimento do órgaõ, esse estímulo será feito por meio da realização de eventos em todo o país.
"O papel da Finep é trabalhar para mexer com o ambiente de negócios, criar oportunidades para o seu desenvolvimento", disse durante o 10º Seed Forum.

O evento, realizado hoje em São Paulo, contou com a participação de mais de 150 pessoas, entre empresários e investidores, e foi o primeiro feito com foco nos investidores anjo. De acordo com Patrícia, o objetivo é fazer um encontro parecido em novembro, no Rio de Janeiro.

Para 2012, já estão previstas mais três eventos. Os anjos são em sua maioria investidores pessoa física que aplicam dinheiro próprio em empresas inovadoras. Os Estados Unidos são referência mundial da categoria. Segundo Patrícia, o segmento movimentou US$ 20 bilhões em 2010. Ao todo, 62 mil empresas receberam investimentos.

De acordo com Cássio Spina, diretor da São Paulo Anjos, grupo que reúne investidores anjo, é quase impossível fazer uma estimativa fazer uma estimativa sobre o tamanho deste mercado no Brasil.

"Existe alguma movimentação, mas são poucas as iniciativas estruturadas", diz. De acordo com Spina, existem apenas três grupos de anjos constituídos oficialmente no Brasil: a São Paulo Anjos; a Gávea Anjos, do Rio e a Floripa Anjos, instalada na capital catarinense.

Segundo Spina, os grupos estão unindo forças para acelerar o crescimento do mercado de Anjos no país. O objetivo principal é a realização de eventos sobre o tema, para estimular a criação de novos grupos em todo o país.

Spina cita que também serão feitas ações para melhorar o ambiente regulatório para esse tipo de investimento. "Hoje não existe nenhuma regra para este setor. O investidor Anjo pode perder até seu património pessoal. Também poderiam haver medidas de incentivo fiscal", diz.
Fonte: Valor21/06/2011

21 junho 2011



Oracle anuncia aquisição de empresa de gestão de experiência na internet

Com o portfólio da Fatwire, a Oracle quer ampliar suas soluções para que empresas melhorem o relacionamento com clientes

A Oracle anunciou nesta terça-feira, 21/6 a aquisição da Fatwire Software, uma companhia que desenvolve soluções para gestão de experiência na internet. Os valores financeiros do acordo não foram divulgados.

Os softwares da Fatwire possibilitam às empresas gerenciar o conteúdo e a experiência dos usuários na internet. Isso permite oferecer informações diferenciadas para clientes-chave, criar ações para engajar comunidades específicas e direcionar atividades na web que aumentem a lealdade dos clientes.

O objetivo da Oracle com a aquisição é aumentar a oferta de soluções para melhorar o engajamento com clientes em diversas plataformas: internet, dispositivos móveis e redes sociais (BI, CRM, Enterprise Content Management, WebCenter and ATG Web Commerce).




A Fatwire atende mais de 300 clientes nos mais diversos setores, que incluem finanças, mídia, tecnologia, indústria, governo, varejo, saúde, entre outros.

Visão da união: Proporcionar para seus clientes uma solução completa para gestão de experiência na internet

Combinação de sucesso: Competências e diferenciais

Fonte: Oracle



Após processo de fusão, profissional tem de aprender a lidar

Segundo especialistas, apesar de causar medo, a pessoa deve enxergar esta empresa como uma nova oportunidade

O processo de fusão entre empresas causa diversas dúvidas nos profissionais que atuam nestas companhias. Uma delas está relacionada à cultura que será aplicada, já que cada organização tem visões e valores próprios. Para saber qual cultura permanece, InfoMoney escutou especialistas.

De acordo com a diretora da Regional Sul da consultoria De Bernt Entschev Human Capital, Ruth Bandeira, e o diretor-executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Marshal Raffa, geralmente, a cultura dominante será a da empresa considerada majoritária no processo, ou seja, aquela que investiu mais.

Isso ocorre no primeiro passo da operação, já que, com no decorrer do tempo e de maneira gradativa, a nova empresa cria a sua própria cultura. Esta nova cultura é elaborada pensando em aproveitar as melhores práticas utilizadas de cada empresa. É o que explica Ruth:

“A análise é feita separadamente em cada área da empresa. Se o marketing da empresa A for mais forte do que o da empresa B, permanece o marketing do primeiro. Mas se a área financeira do B for mais forte do que a do A, a maneira de trabalhar será a do B. Dessa maneira que é desenhada uma cultura nova”.

A situação dos profissionais
Nesta situação, é comum que os profissionais de ambas as organizações se sintam inseguros, pois a nova empresa também avaliará os cargos de cada um. Segundo Ruth, os profissionais que ocupam cargos operacionais quase não sofrem impacto diretamente, mas o mesmo não ocorre com as pessoas que ocupam o cargo de gestão, pois não é necessário ter dois diretores de RH (Recursos Humanos), de Negócios, entre outros.

Uma das saídas encontradas pela empresa é oferecer um pacote de serviços de outplacement. Trata-se de um suporte para que a pessoa enfrente melhor as consequências do desligamento e se reposicione profissionalmente.
O que dita o desligamento ou a permanência do profissional é se ele saberá enfrentar este novo desafio e se vai se adequar a esta nova cultura.

Medo do desconhecido
No processo de fusão, todos os profissionais terão de aprender a lidar com o novo. Para Raffa, é comum que os profissionais tenham sentimentos de estranheza, desconforto, indignação e até mesmo traição. “Este processo não é fácil. A empresa tem de ser transparente e passar tranquilidade. Mostrar o que o profissional deve esperar ou não desta nova empresa. De qualquer forma, há uma quebra no comodismo, o que gera medo do desconhecido”, diz.

Para o especialista, o colaborador que se apavora e vai em busca de um novo emprego pode perder uma grande oportunidade. “Pode ser um desconforto, mas o profissional tem de enxergar como uma nova oportunidade de mostrar o seu trabalho. De apagar resultados anteriores e começar de novo”, aconselha.

Fonte: Infomoney-Admisntradores 21/06/2011



ANS cobra prazos de atendimento dos planos de saúde

Usuários de planos de saúde somam 45,5 milhões

Pressionados por aumento da demanda em 50% em 10 anos, operadoras não conseguem agendar consultas no curto prazo.
A melhora nos níveis de renda do brasileiro e na taxa de emprego da população fizeram o número de usuários de planos de saúde saltar de 30,7 milhões em 2000 para 45,5 milhões no ano passado.
Os planos corporativos, favorecidos pelo aumento do emprego formal, puxaram este resultado. As empresas são responsáveis por mais de 70% dos clientes de planos de saúde no país.
E este acréscimo na demanda por serviços médicos provocado pelos novos clientes - muitos deles antes usuários exclusivos do Sistema Único de Saúde (SUS) - põe em xeque o modelo de negócio das operadoras.
Médicos com baixa remuneração ameaçam greve e cancelamento de contratos com os planos de saúde. Paralelamente, as longas filas de espera por consultas e procedimentos simples lembram o atendimento público e desagradam usuários.

Atenta à piora na qualidade dos serviços dos planos de saúde oferecidos pelas operadoras, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deu na segunda-feira (20/6) um passo na tentativa de garantir um padrão mínimo no atendimento dos segurados. Esperar dois meses por uma consulta com o especialista desejado, algo que se tornou corriqueiro na relação clientes-operadoras, pode estar com os dias contados.
A ANS publicou uma medida que prevê o prazo de sete dias para consultas com especialistas nas áreas de clínica médica, cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia e pediatria. As disputadas consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e fisioterapeutas também devem ficar mais acessíveis, com prazo de 10 dias para marcação. Para outras áreas, o prazo é de 14 dias. As operadoras terão até 90 dias para se adaptarem às regras da Resolução Normativa 259.
As empresas de saúde garantem que será possível cumprir a nova determinação da ANS de prazo para atendimento. Por meio de comunicado, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, de um total de 1.420 operadoras, informou que "suas afiladas avaliam que, em geral, os prazos são razoáveis de serem cumpridos".
A entidade também afirmou que não comenta sobre temas que ainda estão em consulta pública.

No entanto, há dúvidas sobre a validade das medidas, especialmente sobre a punição para quem não cumprir as normas. "Com a alta demanda, é difícil acreditar que os médicos terão agenda para sete dias. Na prática o que teremos é o aumento de questionamentos dos consumidores", afirma a advogada Helen Gonçalves Pires, sócia do escritório Pires, Gonçalves Associados, especializado em direito do consumidor.
Consultas públicas

Mas as mudanças não terminam neste ponto. O governo está ampliando e tornando público o debate para levar a discussão a várias esferas da sociedade. Neste ano, já foram finalizadas sete consultas públicas sobre temas relacionados aos planos de saúde. É o maior número de consultas feitas desde que a ANS foi criada em 2000.
Há ainda outras três consultas em andamento. São temas como a atualização do Padrão de Troca de Informação na Saúde Suplementar (Padrão TISS) - feita entre operadoras de planos privados, prestadores de serviços de saúde, beneficiários e a ANS -, e discussões a respeito da implantação de um programa para avaliar o desempenho e os resultados assistenciais dos prestadores de serviço.
As contribuições da sociedade para o debate também aumentaram. A Consulta Pública 42, que discute a resolução normativa sobre envelhecimento ativo, aberta em maio deste ano e encerrada hoje, conta com mais de 14 mil sugestões.
O material será analisado pela ANS e transformado em uma nova resolução.

Fonte: brasileconomico 21/06/11



Brasil é o segundo no número de academias de ginástica no mundo

SÃO PAULO – Os brasileiros estão cada vez mais preocupados com a saúde e isso pode se refletir nos negócios relacionados ao setor. Um levantamento realizado pelo Data Popular revela que o País é o segundo do mundo em número de academias de ginástica, perdendo apenas para os Estados Unidos. Entre os países da América Latina, o Brasil lidera o ranking.
Até o ano passado, o Brasil contabilizava 16.952 academias. Na comparação com 2000, o número de estabelecimentos aumentou 21 vezes, já que há 10 anos eram apenas 797 academias.
Entre os estados, São Paulo aparece em primeiro lugar, com 6.447 academias. Em seguida, estão Santa Catarina, com 1.788, Rio Grande do Sul, com 1.348, e Paraná, com 1.232. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com 1.095 academias, enquanto Minas Gerais está na sexta colocação, com 754 estabelecimentos.
Metade é da classe C
Na análise das classes sociais, os dados revelam ainda que a maioria dos frequentadores das academias de ginástica brasileiras é da classe C, chegando a 52%. Outros 34% são das classes A e B, enquanto 14% são das classes D e E.
Dos que frequentam academias, 1,9 milhão são homens e 2,3 milhões são mulheres. Dentre eles, 41% são da classe C, 49% das classes A e B e 10% das classes D e E. Dentre as mulheres, por sua vez, 42% são da classe C, 51% das classes A e B e 7% são das classes D e E.
Atividades
A pesquisa mostra que os emergentes representam 82% dos brasileiros que praticam atividades físicas ao menos uma vez por semana. Ao todo, são 7,7 milhões de pessoas que se preocupam em se exercitar.
A classe C, sozinha, representa 48% do total, seguida das classes D e E, com 34%, e pelas classes A e B, que representam 18% do total.
Dentre aqueles que praticam esportes individuais regularmente, 42% pertencem à nova classe média, 39% pertencem aos segmentos de maior estrato de renda e 19%, à base da pirâmide.
Já dentre aqueles que praticam esportes em equipe regularmente, 42% são da classe C, 14% pertencem aos segmentos de maior estrato de renda e 44%, à base da pirâmide.
Fonte: Infomoney 20/06/2011



20 junho 2011

Processo de fusão pode trazer problemas organizacionais

Em meio ao cenário aquecido de fusões e aquisições, o professor americano Robert Atkin, da Universidade de Pittsburg, alerta sobre cuidados para as empresas evitarem problemas na operação.

Para o professor, a fusão entre duas empresas pode ser exemplificada como a união de dois times de futebol. "Cada equipe possui estratégias e formas diferentes de jogar." Mas quando surge uma fusão, é preciso desenvolver uma nova cultura, o que segundo Atkin nem sempre ocorre.
O especialista em gestão organizacional, explica que é importante ficar atento à sinergia entre as empresas, fator decisivo no processo de união. "É comum surgir problemas de organização, que podem resultar em dificuldades de relacionamento e queda na produtividade", informa.

Segundo ele, ao perceberem os rumores de fusão, o primeiro sentimento na empresa é o estranhamento. "Os funcionários ficam apreensivos sem saber o que virá pela frente", avalia. Para Atkin, isso é resultado da falta de cuidado com a comunicação que pode evitar que pontos fortes das empresas apareçam. "No mercado, existem companhias que após a fusão ainda se comportam como duas", destaca.
O professor da Universidade de Pittsburg recomenda uma atenção especial à cultura empresarial. "Se não forem tomados cuidados, a companhia perde de todos os lados." Como exemplo, comenta que é comum ouvir comentários internos que "antes era melhor" ou "de que lado da empresa você veio?".

De forma a evitar esse casos, esclarece que é preciso focar em uma visão do que se quer atingir e manter canais abertos de comunicação em todos os níveis. Atkin recomenda, principalmente, que as empresas explorem novas atividades operacionais. "O ideal são projetos mais curtos e de resultado rápido. Dessa maneira, é possível que os funcionários aprendam a se comunicar na nova realidade da empresa"

Interesse do mercado
Até ser aprovado, o processo de fusão pode se prolongar por anos. Os comentários sobre o processo podem afetar diretamente nas ações da empresa na bolsa de valores, como no caso da Brasil Foods (fruto da união entre Perdigão e Sadia) que vem oscilando ao sabor do impasse da aprovação do negócio no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)."A empresa deve manter os acionistas sempre informados e mostrar que a fusão pode trazer rentabilidade para o investidor", opina. Robert Atkin volta a argumentar que estratégias bem feitas evitam problemas de sinergia. Se houver descuidos, as chances de gerar rentabilidade são menores.

Fonte: Brasileconomico 17/06/11

20 junho 2011



Quanto tempo leva para se conseguir um investidor?

Cada investidor possui um timing próprio e um processo de avaliação diferente; conheça alguns perfis diferentes

São Paulo - Receber investimento não deve ser a meta do empreendedor, mas um aporte pode se tornar útil ou mesmo necessário. Como investimentos são baseados em critérios como confiança, retorno sobre o capital e o encaixe entre as estratégias do fundo e da empresa investida, um investimento em early-stage pode demorar mais do que você pensa.

Atualmente, a realidade brasileira se encaixa no seguinte perfil:

1) Se tiverem boas referências do empreendedor e projeto, angels que atuam individualmente podem levar de 2 a 8 semanas para investirem uma média de R$ 100 mil (ou até mais que isso, em alguns casos).

2) Grupos de angels atuando em conjunto costumam avaliar projetos em fóruns semestrais. Aproveitando a janela de oportunidade e sendo aprovado para os fóruns na hora certa, você pode conseguir de R$ 200 mil a R$ 500 mil em até 3 meses.

3) Fundos de capital semente com recursos privados (como a Astella ou Monashees) definem suas próprias regras porque têm mais flexibilidade para negociar acordos junto aos seus diversos investidores. Alguns desses fundos poderão avaliar sua empresa, reduzirem o contato por vários meses e reaparecerem com uma proposta. Outros podem ajuda-lo a melhorar a empresa informalmente, e ao final de vários meses de interação constante, fazerem uma proposta formal de investimento para fechá-la em poucos dias. Fundos como esses tendem a fazer um primeiro aporte de R$ 200 mil a R$ 1 milhão em um período entre 3 a 6 meses para projetos realmente atrativos.

4) Fundos de capital semente com capital público em sua composição (como a Confrapar e alguns fundos da FIR Capital) têm regras específicas e investidores institucionais, aumentando a formalidade do processo de avaliação. Por isso, podem levar de 3 a 6 meses somente para avaliar se a empresa está apta a receber um investimento entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. Na média, projetos maduros recebem R$ 2 milhões em até 6 meses, contando 3 meses para avaliação e 3 meses migrando a empresa para a nova estrutura de capital.

Como se vê, cada investidor possui um timing próprio e um processo de avaliação diferente. Interagir com o tipo certo é importante porque traz conselhos relevantes e ajuda a medir a atratividade do seu projeto. Mesmo assim, essa prática deve ser muito bem gerenciada: o empreendedor não pode ficar muito tempo sem obter feedback, mas também não pode gastar tempo demais atendendo às demandas dos investidores.
Já falamos antes sobre os pontos de atenção para se trazer um investidor. É importante ressaltar que a pior hora para se conseguir investimento é quando o dinheiro acaba a ponto do projeto congelar ou mesmo morrer... Por isso, planeje-se para engrenar sua startup antes dessa hora chegar, ou gerencie seu contato com os investidores certos para aciona-los na hora certa.

Fonte ExamePME 15/06/2011



Travelers compra 43% da J. Malucelli

Nova York, EUA, 20 Jun 2011 (AFP) -A seguradora americana Travelers concluiu a aquisição de uma participação de 43% na brasileira J. Malucelli por 410 milhões de dólares, informa um comunicado divulgado pela empresa.

A J. Malucelli possui mais de 30% do mercado brasileiro de seguros de crédito.

Ao anunciar a operação, em novembro, a Travelers havia informado um valor de US$ 370 milhões.

O contrato inclui uma opção para o grupo americano aumentar a 49,9% seu capital na empresa brasileira nos próximos 18 meses.

A negociação deve ter um "impacto moderado" nas contas do grupo Travelers no primeiro ano da consolidação, segundo o comunicado.

Fonte: UOL 20/06/2011



Inbrands se reestrutura para buscar investidor.

A Inbrands, holding de empresas de moda do Pactual Capital Partners (PCP), fundo de investimento dos antigos sócios do banco Pactual, promoveu uma reestruturação de suas grifes com o objetivo de se preparar para a abertura de capital. Com isso, a empresa chegará à bolsa com contratos de exclusividade com estilistas e também com participações mais definidas nas marcas que adquiriu desde a sua criação, em 2008.

A intenção da companhia é ter 100% do capital de quase todas as empresas que compõem seu atual portfólio, de nove grifes e dois salões de moda. Em troca, os controladores dessas empresas ligadas à moda terão uma fatia minoritária da Inbrands.
O passo mais recente dessa reestruturação foi a revisão, em maio, dos termos do negócio com a Companhia de Marcas, assinado em junho de 2010 e que inicialmente previa que a Inbrands teria 10% do capital da companhia, dona da Richards, Salinas, Richards Selaria e Bintang e que controla empresas do ramo de confecção, comércio e exportação de artigos de vestuário e acessórios. Ao mesmo tempo, a Companhia de Marcas passou a deter 4% do capital da Inbrands.
O previsto era que a Inbrands ficasse com 100% da Companhia de Marcas até 2013. Com a revisão contratual realizada agora, essa aquisição ocorrerá imediatamente após a oferta inicial de ações. A transação será efetuada por meio da emissão de bônus de subscrição, que dará direito aos donos da Companhia de Marcas de subscrever ações da Inbrands.

A holding também fechou acordo com o empresário Alexandre Brett, proprietário da Mandi. Hoje, a Inbrands detém somente 0,0005% da grife de moda jovem, mas aumentará sua parcela gradativamente, alcançando 12,5% até o próximo ano e 25% até março de 2013. Brett, que também terá ações da holding de moda do PCP, é o fundador da VRMenswear, grife de moda masculina vendida para a Inbrands, em março, por R$ 85,6 milhões. Essa quantia será paga em cinco vezes, sendo que a primeira e a segunda parcelas serão no valor de R$ 10,7 milhões e as outras três parcelas serão de cerca de R$ 21,4 milhões cada uma. A Inbrands pretende alocar 15% dos recursos levantados na oferta primária de ações para pagar a compra de 100% da VR.

A Inbrands também fechou contrato com o criador da São Paulo Fashion Week (SPFW), Paulo Borges, que terá o direito de passar a ser acionista da companhia e transferir para a empresa, em contrapartida, participação de 25% na Luminosidade Marketing e Produções. Se isso acontecer, Borges ficará com cerca de 1% da Inbrands, que passará a ter 100% da Luminosidade, organizadora da SP Fashion Week e da Fashion Rio.

Além disso, em dezembro a Inbrands elevou de 70% para 100% a participação na A.H. Confecções, de Alexandre Herchcovitch, por R$ 4 milhões. O estilista assinou um contrato de prestação de serviços e não competição. Até o fim de 2015, ele permanecerá na A.H. como responsável pela criação, desenvolvimento e estilo das marcas.

Na direção inversa, em março a Inbrands vendeu 50% que possuía na Isapac Participações para a criadora, Isabela Capeto. Apesar de não participar mais da gestão dos negócios relacionados à marca, conforme contrato inicialmente assinado com a estilista, pelo prazo de dois anos a Inbrands terá uma remuneração baseada num percentual da receita líquida oriunda de cada licenciamento e permissão de uso das marcas relativas ao nome “Isabela Capeto”.

A oferta pública de ações da Inbrands será primária, por meio da qual os recursos vão para o caixa da empresa, e secundária, em que são vendidos papéis dos atuais sócios. O fundo PCP, dono de 48% da Inbrands, e os fundadores da Ellus, Nelson Alvarenga e Américo Rodrigues, que possuem, respectivamente, 1,02% e 0,18% da empresa, venderão ações apenas se houver demanda para a colocação do lote suplementar de ações.

Além de pagar a aquisição da VRMenswear, a Inbrands pretende usar 46% dos recursos levantados na oferta para comprar outras grifes de alto padrão. A abertura de novas lojas próprias deve consumir 15% do dinheiro da oferta inicial de ações. “Acreditamos que há oportunidades para melhora da performance de vendas em nossas lojas próprias e expansão da rede de atacado para as marcas VR e Richards”, informa a companhia no prospecto preliminar da operação, enviado à Comissão de Valores Mobiliários. O valor estimado da oferta ainda não foi divulgado.

A companhia também está trabalhando para expandir a linha de produtos de suas grifes. Um exemplo já concretizado é a Richards Selaria, que vende calçados e acessórios e teve sua primeira loja inaugurada em dezembro. A marca de moda praia Salinas prevê para este ano ainda o desenvolvimento de uma linha de vestuário feminino. A Richards, por sua vez, deve estampar sua marca em roupas infantis e artigos para casa. Conhecida pelos modelos masculinos, a VR deve criar uma linha feminina “officewear”.

A grife criada por Nelson Alvarenga também planeja novidades com a criação da Ellus Acessórios, que deve atuar de forma independente de sua marca mãe.

A ideia da Inbrands é integrar todas essas operações em um novo centro logístico com 100 mil metros quadrados, a ser inaugurado no primeiro semestre de 2012, no município de Piraí, no Rio. Esse centro de logística demandará investimento de 3% dos recursos obtidos na oferta de ações.
Fonte: Valor Econômico 20/06/2011