28 outubro 2009

Valor da empresa: apetite & “valuation”

Para a tradicional questão sobre o real valor da empresa, é oportuna a declaração do CEO da Google, Eric Schmidt, sobre o valor pago pela aquisição do You Tube.

O “valuation” para a You Tube indica um valor entre US$ 600 milhões e 700 milhões. Mas acabou pagando US$ 1,65 bilhão, cerca de três vezes mais. Segundo Eric Schmidt , a dinâmica, o preço, lembre-se, não é dado pelo julgamento ou pelo modelo financeiro ou fluxo de caixa descontado. É pelo que as pessoas desejam pagar. E nós concluímos que US$ 1,65 bilhão incluía um prêmio por movimentar-se rapidamente e ter certeza que nós participaríamos do sucesso do You Tube.
"In the deal dynamics, the price, remember, is not set by my judgment or by financial model or discounted cash flow. It's set by what people are willing to pay." -Eric Schmidt http://news.cnet.com/8301-31001_3-10360384-261.html

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Publicado pela CRN BUSINESS SCHOOL - Edição outubro/2009, Livro sobre Os Melhores Conceitos E Práticas de Gestão, Marketing E Vendas À Sua Empresa.
O Módulo 10 -  FUSÃO, AQUISIÇÃO E ALIANÇAS ESTRATÉGICAS, é de autoria de RUY MOURA.









28 outubro 2009



27 outubro 2009

Índice Bovespa versus Índice de M&A


A recente pesquisa da Deloitte referente às operações de fusões e aquisições no mercado brasileiro, no terceiro trimestre de 2009, aponta para um cenário de retomada de investimentos e novas oportunidades de negócios.

Se compararmos os indicadores da referida pesquisa com o índice BOVESPA, (clique no quadro para ampliar) para o mesmo período, constata-se uma simetria notável entre os dois gráficos.

Os sinais de crescimento do mercado interno, aliado a estabilidade da economia, com o certificado de "grau de investimento" pelas três principais agências de risco estão sinalizando promissoras perspectivas para os próximos anos. E isto sem falar sobre os investimentos esperados com a exploração do pré-sal, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

Estes sinais estão influenciando e antecipando significativamente a retomada do interesse dos investidores em consolidações empresariais. A necessidade de se ganhar musculatura mediante fusões e aquisições em muitos setores ainda pulverizados, é uma das mais rápidas forma de tornarem competitivos globalmente.

27 outubro 2009



29 setembro 2009

O pior já passou.

Notícias envolvendo fusões e aquisições deram novo impulso para as bolsas americanas, européias e brasileira.

Nas últimas semanas, vários analistas da área de fusões e aquisições do setor de tecnologia, vem percebendo uma mudança no estado de espírito do mercado. As companhias de tecnologia estão acelerando a realização de negócios depois de um ano tranquilo. A Xerox anunciou a compra da Affiliated Computer Services por 6,4 bilhões de dólares, gerando expectativas de uma nova onda de fusões e aquisições, depois de estas operações terem crescido ao ritmo mais lento dos últimos anos.

O aumento dos negócios é sinal de uma mudança mais ampla: a tomada de riscos está voltando ao setor tecnológico. Toda essa atividade está sendo conduzida por uma idéia central: o pior da recessão já passou e é hora de se preparar para tempos melhores. Especialistas afirmam que muitas companhias adiaram os investimentos em tecnologia durante a recessão e agora deverão acelerar as aplicações para gerar ganhos de produtividade vitais para os lucros. De acordo com algumas projeções, os investimentos do setor tecnológico nos Estados Unidos vão aumentar significativamente nos próximos anos, depois de uma queda de 10% prevista para 2009. Estão no ponto de virada para o setor de tecnologia. Se isso for verdade, é um bom presságio para a economia como um todo.

Segundo alguns analistas muitos outros setores importantes da economia, incluindo o financeiro e o imobiliário, continuam com problemas e que o mercado de tecnologia é um dos poucos que pode sustentar a recuperação dos EUA. Além disso, como os gastos do consumidor deverão permanecer fracos, o crescimento econômico vai depender dos investimentos das companhias e das exportações, duas áreas conduzidas pela tecnologia.

Banqueiros, investidores e executivos do setor de tecnologia afirmam que é quase certo que mais negócios vêm por aí. Muitas companhias do setor contam com balanços fortes e caixa para financiar aquisições. Os mercados de crédito estão melhorando, o que deverá lubrificar o fluxo de negócios.

E mais importante: compradores e vendedores estão tendo mais facilidade para acertar os preços. Hoje, os compradores querem fechar negócios antes que os preços dos ativos subam ainda mais. Agora que as avaliações voltaram um pouco, as percepções de valor dos compradores e vendedores estão um pouco mais alinhadas. Analistas apontam para outros segmentos além do setor de tecnologia, que parecem maduros para fusões e aquisições. As companhias de tecnologia estão realmente em busca de negócios. Há muita demanda reprimida.
O recente otimismo começa a se espalhar para outros segmentos da economia. Lentamente, mas com confiança, isso vai se espalhar pela economia.

No Brasil os negócios em TI agregam um viés adicional ao seu crescimento, por conta do desdobramento das exigências legais do SPED contábil, fiscal e nota fiscal eletrônica, aquecendo mais ainda a demanda por estes serviços.

29 setembro 2009



17 setembro 2009

2009 - ano da consolidação do setor de proteína animal.


Em 2009 será marcado como o ano da consolidação o setor industrial de proteína animal no Brasil. E três fusões serão os símbolos desse processo: JBS & Bertin, Sadia & Perdigão e Marfrig & Seara.

JBS se tornou a maior empresa de processamento de proteína animal do mundo a partir do anúncio, em set/09, de sua associação com a Bertin e a aquisição da Pilgrim's Pride nos Estados Unidos. A Bertin conta com 38 unidades produtivas no Brasil e no exterior e capacidade de abate de 16,5 mil cabeças/dia, atuando em mais de 110 países. A empresa JBS comprou também 64% da Pilgrim's Pride por 2,8 bilhões de dólares, com isso a empresa brasileira entra no setor de carne de frango, adquirindo uma das maiores companhias norte-americanas do segmento avícola, com capacidade instalada de processar cerca de 4,1 milhões de toneladas de frango por ano. A Pilgrim's Pride possui 33 unidades de processamento nos EUA, três de processamento no México e uma em Porto Rico. Após o anúncio a JBS passa a acumular uma receita líquida de US$ 26,7 bilhões, 2,4 vezes maior do que da BRF, que uniu num mesmo grupo Sadia e Perdigão.

E em maio/09, foi anunciada a fusão entre Sadia e Perdigão criando uma das maiores empresas de alimentos das Américas, sob o de nome Brasil Foods. O faturamento anual consolidado das duas companhias é de R$ 22 bilhões. Em 2008, somados, os abates de bovinos e suínos de Sadia e Perdigão chegava a 39,3 mil cabeças por dia.
O Marfrig em set/09 compra a Seara por 900 milhões de dólares. O aumento da capacidade do Marfrig, atualmente tem 59 plantas de produção distribuídas em nove países, com a operação chega a 70% no processamento diário de aves e a mais de 135% no de suínos. Após a integração da produção, o frigorífico será capaz de processar diariamente mais de 21.000 cabeças de bovinos, cerca de 2,9 milhões de aves e aproximadamente 10.400 cabeças de suínos. O negócio com a Seara envolve as áreas de aves, suínos e produtos industrializados, que tem faturamento líquido anual de US$ 1,7 bilhão. Já o guidance da Marfrig para 2009, projeta uma receita liquida em torno de R$ 11,0 bilhões.

17 setembro 2009



05 setembro 2009

Os vetores dos novos tempos

Estamos no limiar de um novo tempo para cenário econômico brasileiro. Tempo de um Brasil competitivo e moderno em termos de gestão.

Vem se juntar às principais ondas de gestão na história recente do país, como a implantação do Plano Real e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Ambos com profundas mudanças na cultura empresarial e com dramáticas conseqüências para muitos que não conseguiram compreender a tempo as novas mudanças.

Trata-se do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, pelo qual todos os compromissos das empresas com o Fisco serão feitos de forma eletrônica. E entre seus principais componentes estão a Escrituração Contábil Digital (ECD), como substituição dos antigos livros de escrituração mercantil, por seus equivalentes digitais transmitidos eletronicamente; e a mais conhecida, a Nota Fiscal Eletrônica (NFE), que foi o primeiro subproduto do SPED a ser implantado. Entrarão em vigor também a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-E), o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-E) e a Central de Balanços.

Em resumo, os Governos terão como saber nos mínimos detalhes absolutamente tudo o que acontece em cada empresa, pois estas informações serão compartilhadas pela União, Estado e Municípios. Vale lembrar, por oportuno, que ao SPED se junta à DIMOF (Demonstrativo e Informações das Movimentações Financeiras), que é uma série de dados sobre o movimento financeiro da empresa que os bancos são obrigados a fornecer ao Fisco.

Este conjunto inovador de melhorias de ordem tributária será o vetor determinante da primeira camada de quebras de paradigmas em toda a economia brasileira. Trará melhorias de processos, especialmente para as pequenas e médias, reduzindo as fraudes, maracutais e o “jeitinho”, além de criar melhores condições de o fisco acompanhar as informações tributárias.

E isso tudo em alta velocidade. Por conseqüência, muitas empresas que não conseguirem se adaptar a este novo cenário, ou mesmo demorarem para entender as consequências estarão fadadas ao encerramento de suas atividades.

Segundo algumas estimativas, considerando as adesões obrigatórias e voluntárias, aproximadamente 100 mil empresas estarão fazendo parte do SPED ainda 2009.

Sobe para cerca de 300 mil companhias em 2010.

Este número poderá alcançar a 1,5 milhão em 2011.

E até 2014, a expectativa é de que mais de três milhões de empresas serão obrigadas a aderir ao SPED.

As mudanças não são somente em relação à sonegação, cultura e segurança do papel, retrabalho e correção de erros, transparência, etc., mas sobretudo para o Brasil moderno, ágil e competitivo. E é um grande passo para se criar as bases para a redução de carga tributária decorrente do círculo virtuoso de uma maior base de contribuintes, com menos sonegação e mais arrecadação, possibilitando menor carga tributária e mais contribuintes.

Muitas empresas, em todos os setores da economia, serão compulsoriamente levadas a buscar a maior competitividade devido à diminuição da concorrência desleal por conta da sonegação (que por sua vez decorre também da elevada carga tributária), e estarão se reestruturando para a utilização rapidamente de novos conceitos e ferramentas tecnológicas.

Na sequência vêm as demais transformações.

No topo da pirâmide está o IRFS International Financial Reporting Standards para as grandes - e depois às médias - estima-se em cerca de 500 empresas enquadradas. No caso do IRFS será a sofisticação do sistema em termos de governança, transparência, consistência, risco, gestão, etc, que servirá de benchmark para todos os demais (a aderência ocorre na cadeia produtiva por parte de exigência dos grandes, tal qual já em acontecendo com o ISO 9000 , ISO 14000). A propósito, em julho de 2009, o Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB) emitiu princípios do IFRS específicos para pequenas e médias companhias. A partir de agora, adotar o padrão internacional de contabilidade IFRS não precisa mais ser coisa só para os grandes. Lembro, que no Brasil, a adoção do IFRS integral é obrigatória, Lei 11.638, de dez/2007, para as companhias abertas e também para as fechadas de grande porte. Elas deverão apresentar seus balanços consolidados de acordo com o padrão internacional.

Em seguida vêm as demais camadas e, em todas, teremos a tecnologia da informação permeando todos os segmentos e processos, sobressaindo-se as demandas relacionadas com:

  • ERP - sistema de informação que integra todos os dados e processos de uma organização em um único sistema: finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras, etc
  • SAAS - Software como um Serviço/ cloud computing – compartilhamento de ferramentas computacionais pela interligação dos sistemas, semelhantes as nuvens no céu, ao invés de ter essas ferramentas localmente (mesmo nos servidores internos)
  • Datacenter/web hosting/segurança;
  • Relacionamentos eletrônicos entre empresas (B2B);
  • Plataforma de pagamentos on-line, serviços de meios de pagamento B2B e B2C via celular, integração entre loja virtual e as instituições financeiras;
  • Business Inteligence- BI;
  • Logística operacional – frete, seguro, armazenagem, que estão umbilicalmente vinculados a nota fiscal eletrônica. Monitoramento do trânsito de mercadorias no país por intermédio de RFID - tecnologia de Identificação por Radiofreqüência e de comunicação sem-fio – garantindo a operacionalidade em toda a cadeia produtiva.
  • Aperfeiçoamento dos processos internos e ferramentas de gestão para pequenas e médias apreendendo novas tecnologias em sistemas de gestão;
  • GED Gerenciamento eletrônico de documentos – digitalização/gestão docs;
  • Ferramentas para pequena e micro empresas disponibilizados por portais, facilitando sua interatividade na cadeia produtiva com novas tecnologias para o aperfeiçoamento dos seus processos e ferramentas de gestão, etc. Vale lembrar a recente lei do microempreemprendedor individual que se propõe retirar da informalidade, em um ano, cerca de 1,1 milhão de pessoas.
  • Desdobramento do TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar) estabelecido Agência Nacional de Saúde ANS no setor de saúde: operadoras de saúde e prestadores de serviços médicos e odontológicos – cuja evolução tende para a adoção do sistema de informação para Registro Eletrônico de Saúde, que armazena e gerencia todas as informações de saúde de cada beneficiário;
  • E uma infinidade de novas demandas, que ainda não foram estruturadas, mas surgirão com a segunda onda, após o Sped ter permeado e inter-relacionado todos os segmentos econômicos, que deverá ocorrer nos próximos 2 ou 3 anos.

E todas estas demandas estarão influenciando fortemente novos investimentos no mercado de TI e, sobretudo, estimulando o movimento de novas fusões e aquisições em todos os segmentos e portes do setor.

05 setembro 2009



04 setembro 2009

10 principais riscos globais

Nenhuma companhia, indústria ou país está imune ao atual período de agitação econômica. Danos à reputação impactam a percepção do público quanto à qualidade, integridade e intenção de uma organização, influencia a decisão de um parceiro ou cliente em negociar com uma firma e pode afetar a decisão de um governo ou regulador em autorizar as ações de determinada companhia.

Estas afirmações foram detectadas no Estudo Global de Gerenciamento de Riscos, realizado pela Aon Risk Services, que captura as perspectivas dos profissionais líderes de risco.“O principal risco apontado pelos tomadores de decisão que participaram da pesquisa é sem dúvida a recessão econômica. Esse risco impacta diretamente todos os outros citados no estudo”, destacou Matthew Horwitch, COO da Aon Corporation. “O grande desafio das corporações atualmente é fazer mais com menos. Os riscos deixaram de ser uma preocupação exclusiva dos departamentos de gerenciamento de riscos, mas sim de toda a empresa, com envolvimento direto de conselhos e diretoria. Estamos em uma época difícil, porém é, sem dúvida, o melhor momento para entender os riscos de negócios e tratá-los de forma pró-ativa. Esse será o diferencial das organizações que irão irão liderar a saída da atual recessão econômica”, completa.

Veja quais são os 10 principais riscos globais identificados na pesquisa:

1 - Recessão econômica
2 - Mudanças regulatórias/legislativas
3 - Interrupção dos negócios
4 - Aumento da competição
5 - Risco no preço das commodities
6 - Danos à reputação
7 - Fluxo de caixa/risco de liquidez
8 - Falha na distribuição ou na cadeia de suprimentos
9 - Confiabilidade de terceiros
10 - Falha em atrair ou manter talentos

04 setembro 2009



Economia global voltará a crescer no 1º semestre de 2010

Em recente estudo com 500 dirigentes de empresas de 45 países realizado pela Cook International, mostra que, na opinião dos gestores, a economia global voltará a crescer com mais força no primeiro semestre de 2010. A Ásia, porém, será a grande responsável por isso, seguida de América do Norte e Europa.

Tecnologia e bens de consumo são os setores mais cotados na opinião dos CEOs para liderar essa retomada. Os investimentos em tecnologia não pararam, especialmente na parte de infraestrutura. Na verdade, eles até aumentaram na crise, pois a tecnologia ajuda as empresas a conseguirem soluções mais eficientes e com menos custo. Além disso, os países emergentes têm um grande mercado na área, com uma classe consumidora de poder aquisitivo maior do que no passado.


Quando a retomada ganhar força, os CEOs entrevistados já sabem onde acontecerá o maior número de contratações: nas áreas de inovação e vendas. De acordo com a especialista, esse é um movimento típico pós-crise. Na turbulência, a preocupação dos gestores se volta para funções financeiras com corte de custos e maior controle do orçamento. Depois, o foco passa a ser a área comercial, pois é o momento de a empresa voltar a crescer. Isso só se torna possível quando ela lança produtos e aumenta as vendas.



05 agosto 2009

Fusões no mercado de tecnologia vão se acelerar.

O negócio entre Sun e Oracle, anunciado em abril, e o avanço da IBM sobre o mercado de Business Intelligence (BI), com a recente compra da fabricante de software SPSS, somada à aquisição, em 2008, da desenvolvedora Cognos, são o início de uma onda de fusões que deve prosseguir no mercado de tecnologia da informação (TI). A análise é do sócio e responsável mundial pela área de TI da consultoria Everis, Manuel Carlos Alcoba González.

Para o executivo, a consolidação do número de fornecedores de tecnologia ficará ainda mais intensa nos próximos anos. Um dos motivos, explica, é a crise econômica mundial – que derruba preços de empresas e se mostra como oportunidade para a realização de negócios.
Um segundo aspecto indicado por Gonzáles é a própria demanda dos clientes, que preferem e buscam por soluções integradas e mais complexas. “Eles procuram produtos bons e maduros, e não mais aqueles que têm potencial”, afirma.

05 agosto 2009



27 junho 2009

Acabaram as fusões no mercado de ERP?

Resposta fácil: está longe de acabar.

O mercado brasileiro de ERP está sinalizando, de maneira forte, movimentos entre os players em todas as três camadas de mercado, small, middle e corporativo. Até o final de 2009, poderemos ter mudanças surpreendentes da base ao topo da pirâmide - uma verdadeira dança das cadeiras.

O motivo é um movimento inexorável de consolidação típico do amadurecimento de mercado e catalisado pela crise econômica. Nossa curiosidade e espanto decorrem do fato de ser o primeiro segmento de TI a entrar na rota de amadurecimento.

O mercado, que era altamente pulverizado, conta, agora, com grandes players como a Totvs, com 39% de mercado, segundo a FGV, SAP com 23% e Oracle com 18%. Essas três empresas totalizam 80% do mercado. A Totvs é a nona maior empresa de ERP do mundo.A crise financeira internacional reduziu, de maneira significativa, o crédito com aumento das garantias e exigências, levando a um desaquecimento da economia em todos os segmentos. As empresas tiveram que buscar maior eficiência e controle e redução de custos para serem mais competitivas, e ao mesmo tempo, maiores exigências de segurança, confiabilidade e fidelização.

O "IDC Predictions 2009" destaca que o crescimento dos gastos com TI em países emergentes sofrerá efeitos da crise, mas ainda se manterá três vezes maior que a média do mercado mundial. Previsão semelhante é feita ao segmento de pequenas e médias empresas (SMB), que desacelerará menos que a média de mercado e deverá representar um crescimento 1,4 vezes acima da média do mercado geral. Segundo o relatório, esse comportamento das SMB é explicado pelo fato da compra ser feita, geralmente, em caso de absoluta necessidade e pelo fato de que essas empresas não apresentam saldos remanescentes de projetos anteriores de TI a pagar.

No estudo intitulado "Worldwide SMB 2009 Top 10 Predictions" o IDC destaca que as pequenas e médias empresas latino-americanas têm mostrado notável resiliência aos efeitos da recessão mundial, com crescimento de dois dígitos nos gastos com TI em 2008 (10%).

Esses fatos tornam o mercado de venda de ERP um local atrativo para investimentos e novamente a consolidação setorial tomará velocidade. Deveremos assistir a um interessante movimento de novas fusões e aquisições nas três camadas do setor.

Fusões entre as grandes empresas do segmento por conta do acirramento da concorrência, incluindo as multinacionais que atuam aqui, como também das empresas brasileiras de TI de grande porte que estavam se preparando para a abertura de capital e que, por ora, adiaram os planos.

Fusões entre as empresas de porte médio, algumas, inclusive, já divulgaram pela imprensa no início do ano, suas estratégias de aquisições, seja para comprar market share, seja ampliação da oferta para todas verticais. E, por final, fusões na base da pirâmide. As micro e pequenas empresas também serão afetadas, por conta do processo que irá refletir junto a todos os integrantes do ecossistema de TI.

A briga vai ser mais intensa, mas com grandes oportunidades. Briga intensa em relação à concorrência dos grandes competindo ferrenhamente no seu nicho de SMB, usando a tecnologia e SaaS para gerar produtos "especializados" e com preços cada vez mais agressivos. Oportunidades pela conquista de novos clientes que estarão migrando dos grandes integradores de TI, buscando redução de custos e pela demanda gerada por nichos como Sped (Sistema Público de Escrituração Digital) e nota fiscal eletrônica (NF-e). As empresas menores de ERP ganharam, nos últimos anos, conhecimentos para oferecer produtos e serviços de qualidade, competindo com as empresas maiores.

SaaS será uma importante tendência para os próximos anos. É uma bela evolução tecnológica, tirando a complexidade da instalação e manutenção do produto. SaaS é, também, uma excelente forma de negociação com grandes vantagens financeiras para o cliente permitindo que a compra esteja ajustada ao fluxo de caixa e que seja encarada como despesa.

Mas, mais importante do que isso, SaaS transforma o produto em infraestrutura de TI. É como apertar um simples interruptor e acender a luz, ou como ligar um notebook wireless e estar conectado à Internet.

E entre os vetores que contribuirão de forma decisiva para quebrar paradigmas históricos de desconfiança para sua aceitação estão à disseminação compulsória e gradativa da NF eletrônica e do Sped.
Com isso, o cliente terá tempo para olhar para o que realmente importa: o seu negócio. Ele poderá utilizar a tecnologia para aumentar suas vendas e sua lucratividade, aumentar a qualidade de seus produtos e diminuir o tempo de resposta ao mercado. Finalmente, ele poderá utilizar a tecnologia de "maneira inteligente" e ganhar diferencial competitivo. SaaS não é uma questão de tecnologia. É uma questão de diferencial competitivo para os negócios. E com a crise econômica batendo na nossa porta, SaaS passa a ser um critério de sobrevivência.

A comprovação das mudanças surge nos excelentes resultados das empresas de ERP e, em especial, da Totvs que no primeiro trimestre de 2009 atingiu um novo recorde de Ebitda (26,2%) e um crescimento de 54,3% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. A Totvs atingiu, também, recorde de clientes atendidos contabilizando mais de 23.300 clientes ativos.

Como resultado de todas essas variáveis interagindo simultaneamente, provavelmente assistiremos a um grande movimento de consolidação, não só entre as do topo da pirâmide, como também possibilitando que outras também se tornem consolidadoras.

Algumas empresas de faturamento de R$ 50 milhões podem vir a alcançar 100 milhões e, por sua vez, as de pequeno porte, de R$ 5 milhões venham consolidar-se para um novo patamar superior a R$ 10/15 milhões.


Artigo escrito por Dagoberto Hajjar e Ruy Moura e publicado em 25/06/2009, na Newsletter da ResellerWeb
http://www.resellerweb.com.br/noticias/index.asp?cod=58588&utm_source=newsletter_20090625&utm_medium=email&utm_content=Acabaram%20as%20fusões%20no%20mercado%20de%20ERP?&utm_campaign=ResellerWebNewsletter

27 junho 2009



07 maio 2009

Crise estimula fusões na indústria automobilística

Com as dificuldades enfrentadas pelas montadoras por conta da crise, a indústria automotiva está se reestruturando rapidamente no mundo por meio de fusões e aquisições.

Após negociações entre a Chrysler e a Fiat e entre esta e a Opel, agora foi a vez de Volkswagen e Porsche anunciarem planos de fusão, em um negócio que aliviaria o endividamento da fabricante de carros esporte e poria fim à saga de mais de três anos quanto à tomada de controle acionário da maior montadora da Europa.

GM está em negociação com a Renault para passar sua marca Saturn para o controle da montadora francesa, interessada em expandir sua atuação nos EUA, segundo o "Wall Street Journal".

Ao mesmo tempo, a montadora chinesa Geely pretende adquirir a Saab, outra marca da GM, que está sob pressão para se desfazer de parte dos ativos. Outros grupos também manifestaram interesse pela Saturn. Mas o eventual comprador não injetaria capital no negócio, apenas se responsabilizaria pelos custos da operação.Ao praticamente doar a Saturn, a GM evitaria desgaste com os concessionários. Já a Saab conta com três ou quatro interessados, incluindo a Geely.

07 maio 2009



Aquisições agitam setor supermercadista

O comércio varejista apresenta sinais de reaquecimento. O setor supermercadista indica também a retomada do período de aquisições, que em 2007 viu uma enxurrada de empresas serem compradas, como o Atacadão, a GBarbosa e o Assai.

Agora, com a entrada do gigante Carrefour na disputa pela rede Gimenes S.A. juntamente com a paulista Ricoy Supermercados, é vivida uma queda-de-braço entre as redes para manter a liderança no mercado. Outro exemplo deste cenário seria o interesse da chilena Cencosud em vender a operação da sergipana GBarbosa, para concentrar esforços em seu país, depois da entrada do Wal-Mart naquele mercado, segundo noticias divulgadas. O Grupo Pão de Açúcar (GPA), que perdeu a liderança do setor há dois anos, poderia ser um dos interessados.



Nobel da Economia acredita que a recuperação econômica já começa no 2º sem/09.

De acordo com Robert Mundell, Nobel de Economia em 1999, em sua recente entrevista a respeito de previsões sobre o futuro econômico mundial: EUA e China devem ser os primeiros a sair da crise internacional - e uma melhora não demora tanto a aparecer.

Segundo ele, há basicamente duas correntes de pensamento a respeito do prazo de recuperação: os que acham que a crise vai durar um bom tempo - de dois a três anos, ou até mais - e os que acreditam numa recuperação mais rápida. Ele se inclui no lado otimista. Acredita que os EUA vão sair da recessão já por volta da metade do ano, começando a se expandir e isso marcará o começo da recuperação. Os primeiros países a mostrarem sinais visíveis de recuperação serão os EUA e a China - e é preciso levar em conta que a China nem se encontra em recessão. Depois será a vez das economias européias, pois elas estão numa situação mais difícil do que os EUA.

Afirma ainda que um bom indício será a queda nos estoques de moradias e de automóveis os EUA. Esses dois setores são críticos para o país. Enquanto esses estoques se mantiverem muito altos, não haverá novas encomendas, por duas razões: as pessoas continuam temerosas de comprar e de perder o emprego e elas também esperam que os preços continuem caindo. Outro grande indicador da recuperação será o retorno da confiança, dado pela valorização das bolsas de valores e pela concessão de novos empréstimos pelos bancos.

Merece especial destaque ocomentário que fez a respeito do crescimento chinês, sobre sua capacidade de estimular o crescimento em outras economias. “Creio que não, porque a economia chinesa é da ordem de 4 trilhões de dólares, um pouco menor do que a japonesa. Já a economia americana é da ordem de 14 trilhões de dólares. E a zona do Euro é da ordem de 12 trilhões de dólares. Logo, uma economia do tamanho da chinesa é importante, mas ela não será capaz de compensar uma desaceleração de escala global”.