03 agosto 2015

Bradesco compra HSBC no Brasil por US$5,2 bi, aproxima-se do Itaú Unibanco

O Bradesco anunciou nesta segunda-feira a compra da fragilizada unidade brasileira do HSBC por 5,2 bilhões de dólares (17,6 bilhões de reais) em dinheiro, reduzindo a distância para os líderes no país.

O acordo, que envolve o HSBC Bank Brasil Banco Múltiplo e HSBC Serviços e Participações, une o quarto e o sexto maiores bancos em ativos no país, e leva o Bradesco a 16 por cento de participação no sistema financeiro brasileiro, pouco atrás dos 16,2 por cento do Itaú Unibanco, líder privado no Brasil.

O Bradesco também assume a vice-liderança do mercado em número de correntistas (23,3 por cento do sistema), e em ativos sob gestão (15,7 por cento do sistema), segundo dados publicados pelo próprio banco sediado na Cidade de Deus (SP). Mas seguirá como quarto em volume de crédito (16,9 por cento do sistema) e em depósitos totais (13,8 por cento do total).

A operação amplia a presença do Bradesco nas regiões Sul e Sudeste do país, regiões que concentram três quartos das agências do HSBC no país.

O HSBC anunciou em junho interesse em se desfazer da unidade no Brasil, dentro da estratégia de reduzir ativos para melhorar a performance. A Reuters informou no mês passado que o Bradesco entrou em negociação exclusiva para compra do HSBC no país, superando rivais como Santander Brasil.

O venda vem após anos de fraco desempenho do HSBC no Brasil, onde amargou prejuízo líquido de 545,7 milhões de reais em 2014. Segundo o sindicato de empregados do setor bancário, o banco demitiu cerca de 800 funcionários no país no ano passado.

A venda, que ainda requer aprovação regulatória e foi selada em 31 de julho, pode ser concluída até junho de 2016.

O preço, sujeito a ajuste para refletir o valor líquido patrimonial e equivale a 1,8 vez o valor contábil, superou o esperado por analistas. A Reuters informara que o Bradesco oferecera pagar cerca de 12 bilhões de reais, 1,2 vez o valor contábil. O Bradesco é negociado por 1,5 vez o valor contábil.

O foco do HSBC Brasil em clientes de alta renda se encaixa no plano do Bradesco de elevar as vendas de serviços financeiros especializados para clientes de maior renda e grandes empresas.

"A aquisição possibilitará ganho de escala e otimização de plataformas, com aumento da cobertura nacional... além de reforçar sua presença no segmento de alta renda", disse o Bradesco em comunicado.

O Bradesco calculou que a transação lhe dará um ganho de otimização de 2,5 bilhões de reais, ou 5,5 por cento de ganho de escala, com base nos resultados esperados para o HSBC no Brasil em 2015, de lucro recorrente de 1,2 bilhão de reais.

"Considerando os investimentos para integrar as plataformas, o impacto da aquisição sobre a expectativa de lucro por ação será neutro em 2016 e positivo a partir de 2017", afirmou o Bradesco em apresentação enviada ao mercado.

Em termos de capitalização, o índice de Basileia do Bradesco cai dos atuais 16 para 13,5 por cento, ante mínimo regulatório exigido pelo Banco Central de 11 por cento.  Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal  (Reuters) - Leia mais em Bol.Uol 03/08/2015
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Bradesco vai desembolsar R$ 17,6 bi para assumir toda operação do HSBC no Brasil

O Bradesco confirmou, em fato relevante ao mercado, que adquiriu o HSBC Brasil por R$ 17,6 bilhões (US$ 5,186 bilhões), conforme antecipou ontem o Broadcast. O valor, com base no patrimônio líquido da instituição, de dezembro último, de R$ 11,2 bilhões, será ajustado pela variação patrimonial e pago na data da conclusão da operação.

Com a aquisição, o Bradesco assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo o banco de varejo, seguros e administração de ativos, bem como todas as agências e clientes, conforme antecipou com exclusividade o Broadcast em 20 de julho. Seus ativos crescem 16% com a operação, para R$ 1,192 trilhão. A carteira de crédito aumenta 14%, chegando a R$ 517,8 bilhões. O patrimônio líquido do Bradesco, com a aquisição do HSBC, chegará a R$ 9,460 bilhões, expansão de 16%. Os depósitos totais crescem 29%, para R$ 273,4 bilhões.

Os recursos captados e administrados do Bradesco avançam 19%, para R$ 1,690 trilhão. O HSBC, presente em 529 municípios brasileiros, conta com 5 milhões de correntistas, 851 Agências e 464 Postos de Atendimento. O Bradesco, ao incorporá-lo, alcança a marca de 31,5 milhões de clientes e 9.460 pontos de atendimento.

"Para o Bradesco, a aquisição possibilitará ganho de escala e otimização de plataformas, com aumento da cobertura nacional, consolidando a liderança em número de agências em vários estados, além de reforçar sua presença no segmento de alta renda", destaca o Bradesco, em fato relevante, assinado por Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo gerente e de relações com investidores do banco. "A aquisição permitirá, também, a expansão de suas operações, com a otimização de oportunidades e aumento da gama e do diferencial dos produtos que são oferecidos no Brasil, especialmente nos mercados de seguros, cartão de crédito e administração de fundos (asset management)", acrescenta a instituição.

A conclusão da operação depende de aprovações regulatórias. Há pouco, o HSBC informou, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que espera que a venda da sua unidade brasileira para o Bradesco esteja concluída até o segundo trimestre de 2016, quando será feito o pagamento do negócio. O HSBC reafirmou que vai manter uma presença modesta no País com um banco de atacado para atender os clientes internacionais. "Esta transação proporciona excelente valor para os acionistas e representa a entrega significativa das ações anunciadas em junho", destacou o HSBC, em relatório.

O Bradesco foi tido como favorito a adquirir o HSBC Brasil desde o início das conversas. Trata-se de uma das últimas oportunidades de aquisição do varejo bancário no País. Para o Bradesco, adquiri-lo significa encostar em ativos no seu principal concorrente, o Itaú, que encerrou março com R$ 1,295 trilhão em ativos, reduzindo a distância erguida desde a fusão com o Unibanco.

O Bradesco contou com a assessoria financeira do Banco Bradesco BBI, JP Morgan e N M Rothschild & Sons Limited e assessoria jurídica do Clifford Chance LLP e do Lefosse Advogados na aquisição do HSBC. Por Aline Bronzati | Estadão Leia mais em Yahoo 03/08/2015
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O Bradesco publica em seu site apresentação referente Aquisição do HSBC Brasil 03 de Agosto de 2015. Abaixo alguns slides do referido documento.







03 agosto 2015



BRF se prepara para ganhar o mundo

É inegável que a BRF não é mais a mesma. A "nova" BRF começou a ganhar corpo em abril de 2013, quando foi anunciada uma profunda reestruturação da companhia de alimentos, com mudança de gestão, reorganização financeira e de negócios. Na esteira dessas decisões, vieram a venda da unidade de lácteos à francesa Lactalis, em 2014, e a meta de tornar a Sadia uma marca global, com a inauguração de uma fábrica para atender o Oriente Médio. O principal desafio do comando da BRF, agora, é justamente acelerar e tornar mais visível a internacionalização da marca da companhia, antes mais associada a commodities.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Pedro Faria, desde o início do ano presidente global da gigante de alimentos, formada pela união da Sadia com Perdigão, afirmou que a estratégia internacional do grupo tem cinco mercados prioritários: Oriente Médio, América do Sul, Sudeste Asiático, Europa e Brasil. Isso não quer dizer que o grupo não possa explorar outras regiões, como os Estados Unidos, onde seu principal rival, o JBS, fez grandes aquisições, como a Swift e Pilgrim’s Pride. Por lá, o grupo também comprou recentemente ativos de suínos da americana Cargill e do Moy Park, de alimentos processados na Europa, que pertencia ao frigorífico brasileiro Marfrig.

No caso da BRF, o principal projeto de expansão fora do Brasil foi erguido do zero. Em novembro passado, a BRF inaugurou sua fábrica em Abu Dabi, com investimento de US$ 160 milhões. Das seis linhas de produção dessa unidade, três estão em operação. A capacidade instalada da unidade é de 70 mil toneladas de produtos por ano - a utilização desse potencial, porém, só deve ocorrer em três anos, de acordo com Faria.

Desde a criação da "nova" BRF, a empresa só se envolveu em negócios de pequeno porte, como uma joint venture no setor de distribuição, em Cingapura, e parcerias. "Vamos crescer por aquisições também, mas não queremos comprar só por comprar", frisa o presidente da BRF, que ajudou a criar o fundo Tarpon, que tem em seu "DNA" grandes fusões e aquisições.

Competitividade

Fontes de mercado apostam que, cedo ou tarde, esse histórico seja aplicado na BRF, sobretudo na expansão internacional, área que Pedro Faria comandou antes de assumir a presidência. "Viajei muito para mapear onde podemos crescer." Fôlego financeiro a companhia tem: o endividamento é considerado baixo (equivalente 1,12 vezes a geração de caixa, contra 2,3 vezes da JBS). A receita global da BRF subiu 12,8% no segundo semestre, atingindo R$ 7,9 bilhões. O grupo foi pioneiro no País ao captar "green bonds" (títulos de dívidas voltados à sustentabilidade) de ¤ 500 milhões.

Ao contrário do que fez a JBS, que adquiriu empresas fortes nos mercados que considera prioritários, a BRF quer levar a marca Sadia para o mundo. Hoje, os produtos da empresa são exportados para mais de 150 países, mas a presença com itens industrializados, que levam o rótulo Sadia, só é realidade em 20 nações, sobretudo no Oriente Médio, na América do Sul, nos países de língua portuguesa da África e em mercados "nanicos" da Europa, como Kosovo. "Lá, a Sadia tem 75% de participação", diz Faria. Ele sabe que é pouco, mas pondera que o êxito no país pode ser a prova de que os produtos podem ser bem aceitos no Leste Europeu.

O analista Guilherme Moura, do Banco Fator, diz que as decisões assertivas em relação à expansão externa tomadas pela atual administração seguem de perto estratégias costuradas anteriormente. "Lembramos que ele (Faria) já herdou a empresa com importantes mudanças realizadas na gestão de Claudio Galeazzi (indicado por Abilio Diniz, acionista e presidente do conselho da BRF)."

Com a casa arrumada no País, a questão é saber se a reputação que a Sadia demorou 80 anos para construir no Brasil poderá ser replicada em outros lugares do mundo na velocidade da ambição da "nova" BRF. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Por Mônica Scaramuzzo e Fernando Scheller | Estadão Leia mais em Yahoo 03/08/2015



Nokia vende serviço de mapas por € 2,8 bilhões

A empresa finlandesa Nokia anunciou nesta segunda-feira a venda de seu serviço de mapas Here para as montadoras alemãs BMW, Audi (grupo Volkswagen) e Mercedes-Benz (Daimler), por 2,8 bilhões de euros.

A operação deve ser concluída no primeiro trimestre de 2016, segundo a Nokia. Em um comunicado, a empresa afirma que a venda representará um lucro líquido de 2,5 bilhões de euros.
Os compradores informaram que terão uma participação igual no serviço Here.

A operação, que ainda precisa da aprovação das autoridades de concorrência, tem o objetivo de "assegurar a disponibilidade a longo prazo dos serviços e produtos do Here", afirmam BMW, Audi e Mercedes-Benz em um comunicado.

O serviço Here, herdeiro da empresa americana Navteq, comprada pela Nokia em 2008 por 8,1 bilhões de dólares, é um concorrente direto do Google Maps e, ao contrário deste, não registra os dados pessoais dos usuários.

A Nokia, que já liderou o setor de telefonia móvel em todo o mundo, deseja concentrar o trabalho em sua atividade de equipamento para redes e está preparando sua volta ao mercado de telefones celulares, que abandonou em 2013. Leia mais em Yahoo 03/08/2015



Cade aprova aquisição de fatia na PDG Realty pela Vinci Partners

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição de participação minoritária adicional pelo fundo Vinci Prioritário, da gestora Vinci Partners, no capital da incorporadora PDG Realty no âmbito do aumento de capital da companhia.

A PDG Realty anunciou em março aumento de capital de entre 300 milhões e 500 milhões de reais com a gestora de recursos.

Como resultado da operação, o fundo Vinci Prioritário passou a deter participação equivalente a 21,62 por cento do capital social e votante da companhia.

Segundo o Cade, a operação envolve baixa participação de mercado com sobreposição horizontal.

O órgão citou informações segundo as quais o Vinci Prioritário e os demais fundos da gestora não detêm, individualmente ou por meio de qualquer acordo, direta ou indiretamente, participação de pelo menos 10 por cento no capital social total ou votante de qualquer empresa com atuação no mercado de incorporação imobiliária no Brasil.

O Cade concluiu então que a operação "não vislumbra possíveis danos concorrenciais". (Por Luciana Bruno) Leia mais em Bol.Uol 03/08/2015



Planos de saúde verticalizados crescem entre 15% e 20%

Consideradas o patinho feio do setor há cerca de cinco anos, as operadoras de planos de saúde com hospitais, clínicas e laboratórios próprios hoje são vistas com outro olhar. As operadoras verticalizadas têm conseguido controlar melhor seus custos pois têm rede própria.

É o caso de Hapvida, Intermédica, São Francisco Saúde e Unimed-BH, que têm em comum uma rede verticalizada. Elas tiveram crescimento entre 15% e 20% da receita no primeiro semestre e estimam fechar o ano com esse patamar de expansão. Trata-se de um desempenho relevante porque a previsão do setor é de queda ou no máximo empatar com 2014.

Nos três primeiros meses do ano, o mercado de planos de saúde perdeu 10,6 mil usuários. O volume não é tão expressivo considerando que o setor tem 50,8 milhões de pessoas, mas chama atenção porque reverte uma tendência de alta dos últimos anos. No período de 2000 a 2014, o setor de convênios médicos cresceu 53%, impulsionado pela entrada da classe C no mercado formal de trabalho.

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), entre janeiro e março, o volume de pessoas com convênio médico encolheu 0,02%. Já no trimestre imediatamente anterior, houve crescimento de 0,7%.

Apesar de muitas operadoras estarem optando pela verticalização para driblar o aumento nos custos, esse é um modelo que não é elegível a todo o setor. A legislação não permite, por exemplo, que seguradoras de saúde tenham uma rede própria. Não à toa, a Intermédica cancelou o registro de seguradora da Notre Dame e transferiu os beneficiários para a Intermédica a fim de oferecer novos planos com rede própria.

A Bradesco Saúde, a segunda maior empresa do setor de planos de saúde com cerca de 4,4 milhões de usuários, não pode ter sua rede própria, mas tem buscado alternativas em que detém o controle dos gastos. Um exemplo é que passou a comprar diretamente órteses, próteses e outros materiais médicos de alto custo e com isso conseguiu economizar 18,5% no custo de cirurgias. Antes, esses materiais eram adquiridos pelos médicos ou hospitais.

No segundo trimestre, a Bradesco Saúde registrou aumento de 24,7% da receita líquida, para R$ 4,4 bilhões, em relação a igual período de 2014. No acumulado do primeiro semestre, a receita aumentou 24% para R$ 8,5 bilhões.

O lucro caiu pelo segundo trimestre seguido. Entre abril e junho deste ano, o lucro líquido da Bradesco Saúde caiu 37% para R$ 116 milhões. No primeiro semestre do ano, o lucro somou R$ 298 milhões, o que representa uma queda 26% em relação ao igual semestre de 2014. Segundo a Bradesco Saúde, a queda é reflexo na taxa de sinistralidade, que aumentou 3,6 pontos percentuais para 89,7% no segundo trimestre, e queda no resultado financeiro. Fonte: Valor Econômico Autor: Beth Koike Leia mais em tudofarma 03/08/2015



Novo laudo para OPA mantém valor econômico de ação da Dasa

A Diagnósticos da América (Dasa), maior empresa de medicina diagnóstica do país, recebeu ontem o novo laudo de avaliação, elaborado pelo banco Itaú BBA, com os ajustes solicitados pela BM&FBovespa, conforme fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Conforme a companhia, o novo laudo, que sustenta a oferta pública de aquisição (OPA) de ações da Dasa lançada pelo controlador Edson Bueno, por meio da Cromossomo Participações II, manteve o valor econômico dos papéis ordinários no intervalo de R$ 10,32 a R$ 11,35, o mesmo que foi indicado no laudo anterior.

No fim de junho, a BM&FBovespa encaminhou à Dasa um ofício com 26 exigências a respeito do laudo e a companhia teria até 3 de agosto para se manifestar. Com a realização da OPA, a empresa deve sair do Novo Mercado.

No fato relevante com data de 1º de agosto, a empresa informa que recebeu “nova versão do laudo de avaliação das ações ordinárias de emissão da companhia elaborado pelo Itaú BBA, com os ajustes necessários em cumprimento das exigências expedidas no Ofício nº 149/2015-DRE da BM&FBovespa.”  Fonte: Valor Econômico Autor: Stella Fontes Leia mais em tudofarma 02/08/2015



Cade aprova saída do BNDES do capital social da Vale Soluções Energia

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, ato de concentração entre Vale e o BNDES Participações (BNDESPar) envolvendo a Vale Soluções Energia (VSE), conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A operação consiste na consolidação do controle da VSE pela Vale. Pelo contrato, a Vale pretende adquirir todas as ações que o BNDESPar detinha no capital social da empresa, num total de 45,84%. Ao final do negócio, a Vale será a única controladora da companhia.

A VSE atua em pesquisa e produção de energia e conta com um centro de desenvolvimento de produtos no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). O local possui infraestrutura laboratorial, além de centros de usinagem, fabricação e ensaios.Por Luci Ribeiro | Estadão Leia mais em Yahoo 03/08/2015



02 agosto 2015

Real foi a moeda que mais perdeu valor em 2015

No exterior, a tendência também foi de queda para as demais moedas de países exportadores de commodities

O dólar subiu 1,09% ontem e chegou a R$ 3,417, a maior cotação desde 20 de março de 2003. Em julho, a moeda americana subiu quase 10% em relação ao real e, em 2015, perto de 30%.

O mês de julho foi de forte pressão para o real. Em meio às disputas entre o Planalto e o Congresso, às mudanças nas metas fiscais pelo governo e a ameaça de perda do grau de investimento do país, o real despencou.

No exterior, a tendência também foi de queda para as demais moedas de países exportadores de commodities. O real foi uma das três divisas que mais cederam no mês passado. No resultado acumulado de 2015, o real lidera o ranking de perdas.

"Não há como negar que o dólar reina hoje absoluto no mundo, contra todas as moedas e, particularmente, ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities. Mas a queda está sendo maior no Brasil porque você tem um aumento da percepção de risco em relação ao país", disse José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos.

Levantamento feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, com base em 47 divisas negociadas à vista mostra que, em julho, o dólar subiu 10,09% ante o real, o que coloca a moeda na terceira posição de perdas no mês.

A moeda americana subiu 10,54% comparada ao peso colombiano em julho e 10,91% em relação ao rublo russo, as duas piores. No ranking do ano, o real é a pior moeda, sendo que a alta acumulada do dólar está em 28,57%.

O fato de os preços das commodities estarem caindo em todo o mundo, incluindo as matérias primas da pauta de exportação do Brasil, tem pressionado as divisas de vários países desde o início do ano. A proximidade do início do processo de alta de juros nos Estados Unidos é outro fator de alta para o dólar, com investidores já se antecipando a este movimento do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O problema é que o ambiente interno do país também intensifica a busca por dólares. Em julho, houve o rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com o governo, o corte da meta fiscal para 2015, 2016 e 2017 e o rebaixamento, pela S&P, da perspectiva do crédito do país. São fatores que levaram a uma corrida em busca da segurança do dólar.

"Se você olhar um histórico mais longo e comparar o real frente ao dólar, e uma cesta de países contra a moeda americana, em vários momentos verá que a brasileira se descolou. E isso acontece, tipicamente, em situações de aumento do risco doméstico", comentou Mauro Schneider, economista da MCM Consultores Associados.

Disparada. Com as cotações encerrando julho acima dos R$ 3,40, parece claro que os tempos de dólar mais baixo, na faixa dos R$ 3,15, como visto no início do mês, ficaram para trás.

Schneider disse que a consultoria revisará as projeções nos próximos dias porque os R$ 3,15 que estavam prevendo para o fim do ano ficaram "obsoletos". "Há muito tempo não vejo tamanha frequência na revisão de projeções como temos visto."

"Nessa virada de julho, já imaginávamos que o dólar ficaria mais forte. Só que o movimento foi potencializado pelo fiscal horrível do governo", comentou Faria Júnior, da Wagner.

"A chance de perda de grau de investimento é enorme. A Páscoa do ano que vem (no fim de março) pode ser uma data chave, porque a S&P costuma levar em média nove meses para fazer uma nova avaliação sobre o país. E neste momento o primeiro trimestre de 2016 já estará fechado."

Faria Júnior diz que, por isso, fica difícil "recomendar venda de dólar", ainda mais em um ambiente de indefinição política e até possibilidade de impeachment da presidente. Fabrício Castro, do Estadão Leia mais em Exame 01/08/2015

02 agosto 2015



O Positivo busca um sócio

O grupo de tecnologia e educação Positivo está novamente em busca de um sócio. Após uma tentativa de venda ou abertura do capital de sua área de educação, há dois anos, agora a procura é por um sócio minoritário para o negócio. O banco BTG Pactual assessora acionistas minoritários do Positivo interessados em vender suas participações na área de educação, um braço de capital fechado. A Positivo Informática é a única empresa do grupo listada em bolsa.

Os acionistas ligados ao fundador, Oriovisto Guimarães, inclusive o presidente, Hélio Rotenberg, não pretendem vender suas participações. Espera-se que a parte dos minoritários, de até 30%, seja vendida por cerca de 500 milhões de reais. Já olharam o negócio fundos que compram participações em empresas, como Advent, KKR, TPG e Warburg Pincus. O Positivo, o BTG e os fundos não comentam o assunto. O Advent disse que a informação não procede. Tatiana Bautzer Leia mais em primeirolugaronline.exame 31/07/2015



01 agosto 2015

Nova rodada de financiamento avalia Uber em US$ 51 bilhões

A empresa de transporte compartilhado Uber fechou uma nova rodada de financiamento que avaliou a companhia em cerca de US$ 51 bilhões, segundo informou nesta sexta-feira o jornal "The Wall Street Journal".

De acordo com o jornal, o Uber arrecadou cerca de US$ 1 bilhão na rodada.

A companhia, com sede em San Francisco, conecta passageiros com motoristas de veículos registrados em seu serviço através de um aplicativo móvel.

A Microsoft e o braço de investimento do conglomerado midiático indiano Bennett Coleman aparecem entre os investidores nesta nova rodada, acrescentou o "The Wall Street Journal"..

A avaliação do Uber alcança assim o valor que o Facebook tinha em 2011, quando o banco de investimento Goldman Sachs ofereceu a seus clientes endinheirados fora dos Estados Unidos ações da empresa que assumiam uma valorização de US$ 50 bilhões.

O Facebook tinha então sete anos e o Uber, que opera em mais de 300 cidades, acaba de completar cinco.

Entre os investidores do Uber estão o Estado do Catar, vários fundos de investimento de alto risco, Jeff Bezos, o fundador da Amazon, e o braço de investimento do Google.

O Uber anunciou nesta semana que planeja investir US$ 1 bilhão na Índia nos próximos nove meses. EFE  Leia mais em Bol.Uol 31/08/2015

01 agosto 2015



31 julho 2015

Transferência de controle acionário indireto - Companhia Providência Indústria e Comércio

Companhia Providência Indústria e Comércio  FATO RELEVANTE

COMPANHIA PROVIDÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO, companhia aberta, com sede na cidade de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, na Rodovia BR 376, nº 16.900 (“Companhia” ou “Providência”), líder na fabricação e comercialização de nãotecidos no Brasil, com significativa presença nas Américas e atuação global, em atendimento ao disposto no parágrafo 4º do artigo 157 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), e na Instrução nº 358 da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), de 03 de janeiro de 2002, comunica aos seus acionistas, ao mercado e ao público em geral que foi divulgado nesta data, por sua acionista controladora indireta, Avintiv, Inc. (“Avintiv”), fato relevante arquivado perante a Securities and Exchange Commission (“SEC”) informando o quanto segue:

• Em 31 de julho de 2015, Avintiv e Berry Plastics Group, Inc (“Comprador”) assinaram um Acordo e Protocolo de Incorporação nos termos do qual a Avintiv será a incorporadora e sociedade sobrevivente de uma incorporação a ser realizada com uma subsidiária integral do Comprador (“Incorporação”);

• Em consequência da Incorporação, a Companhia tornar-se-á subsidiária indireta do Comprador;

• O preço a ser pago em decorrência da Incorporação pelo Comprador, de US$ 2,45 bilhões, será pago à vista; e

• A Incorporação está sujeita a condições usualmente aplicáveis a este tipo de transação, bem como à obtenção das autorizações regulatórias aplicáveis.

A Companhia manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados sobre qualquer fato relevante acerca da Aquisição, nos termos da legislação aplicável. São José dos Pinhais, 31 de julho de 2015. Hermínio Vicente Smania de Freitas Diretor Presidente, Financeiro e de Relações com Investidores  Leia mais em providencia 31/07/2015



31 julho 2015



Após fusão, Bysoft e NSI anunciam criação da holding Comex-B

Após divulgarem a fusão de suas operações em abril passado, a Bysoft e a NSI, especializadas em soluções para gerenciamento de processos de comércio exterior, anunciaram nesta sexta-feira, 31, a criação Comex-B, holding que será responsável pela gestão das ações e movimentações aduaneiras.

A estratégia da Comex-B, diante da crise econômica que assola o Brasil, será traçar estratégias para driblar a estagnação e oferecer soluções ainda mais completas aos clientes. A expectativa da empresa é crescer mais 30% já neste ano.  Conforme explica a CEO da Comex-B e da Bysoft, Edneia Moura Chebabi, o propósito da unificação é centralizar as operações objetivando o aumento do grupo e do portfólio de clientes, a internacionalização dos sistemas e soluções integradas.

A partir da fusão, a holding atuará em 60% do mercado brasileiro de softwares para movimentações aduaneiras. "A Bysoft e a NSI apresentam tecnologia compatível com os métodos propostos atualmente pelo governo federal. Isso facilita muito nosso desenvolvimento e entrega final para o mercado", ressalta André Barros, diretor de operações da Comex-B e diretor de produtos da NSI.

Rumo à internacionalização

Com vistas à internacionalização da marca, a Comex-B está investindo na estruturação para ampliar sua área de abrangência em outros países. Para isso, a empresa oferece suporte técnico trilíngue aos seus clientes. "A estratégia traçada para o grupo, visa fortalecer a expansão e o fornecimento de soluções para a cadeia logística internacional", salienta Edneia.

Como forma de agregar valor à marca, a empresa mantém parceria com a australiana Wise Tech Global como distribuidora do CargoWise On no Brasil que fornece a logística mais sofisticada e abrangente do mundo e constitui um elo integrante da cadeia de abastecimento global.

O novo modelo de atuação entre os negócios de interesses das empresas conta com uma carteira de 1,5 mil clientes atendidos por mais de 200 profissionais especializados e 18 parceiros de negócios. Leia mais em tiinside 31/07/2015