01 setembro 2011

Univar adquire distribuidora química brasileira Arinos

A Univar, distribuidora global de produtos químicos, anunciou que adquiriu a Arinos, distribuidora brasileira de especialidades químicas e commodities químicas. O valor do negócio não foi divulgado.

“A Arinos vai complementar o modelo de negócios da Univar e providenciar uma forte plataforma de crescimento para o futuro nos negócios de distribuição do Brasil”, afirmou John Zillmer, presidente e CEO da Univar.

Fundada em 1997, a Arinos tem parceria com cerca de 60 fabricantes químicos e distribui cerca de 1.600 produtos para mais de 6.500 clientes.

A Univar opera globalmente na América do Norte, Europa, Ásia pacífico e América Latina. Em 2010, o faturamento foi de US$ 7,9 bilhões.
Fonte:valoreconomico01/09/2011

01 setembro 2011



Sucesso dos processos de fusões e aquisições depende muito dos CIOs

Uma falha fatal para os CIOs durante as aquisições é escolher o caminho da diplomacia em vez da verdade.

Aqui está um paradoxo para você: processos bem-sucedidos de aquisição de empresas normalmente impactam a TI bem cedo, embora ela geralmente seja envolvida tarde demais. Aqui está outro: as pessoas são essenciais para uma aquisição suave, mas muitas vezes os encarregados do processo dão pouca atenção aos empregados. E finalmente: uma aquisição é uma oportunidade de carreira significativa para os CIOs, no entanto, muitos não conseguem enfrentar bem o desafio.

"Os CIOs tendem cometer dois erros durante uma aquisição", diz Larry Rowland, ex-CIO e, agora, VP de integração de aquisição no Nuance Communications. "Retardam as decisões difíceis e assumem que os seus próprios sistemas são melhores do que qualquer coisa gerida pela empresa adquirida."

Randy Gaboriault, CIO da Christiana Care Health System, concorda que "uma falha fatal para os CIOs durante as aquisições é escolher o caminho da diplomacia em vez da verdade" ao comunicar o plano de integração. Na opinião do executivo os CIOs que acreditam que podem criar um plano perfeito de integração está faltando com a verdade. "Sessenta por cento das hipóteses consideradas no planejamento vão se mostrar falhas, erradas, mas você terá que satisfazer os compromissos financeiros com base nessas premissas", completa.

Como se esses furos não bastassem, Mike Brooks, CIO da Viterra, acrescenta outro: "Os CIOs que analisam interminavelmente os dois conjuntos de sistemas, com a finalidade de acabar no nirvana deixará de cumprir suas metas", diz ele. "As empresas estarão pendurados em suas decisões, enquanto você corre o risco de deixá-las no limbo enquanto tenta desenvolver o paraíso."

Claramente, o caminho para uma aquisição é repleto de perigos. E o melhor que os CIOs têm a fazer é encarar o desfaio de frente, o mais cedo possível, ou ir para casa.

"Equipes de desenvolvimento das empresas não gostam de se preocupar com a integração dos sistemas antes do acordo assinado", disse Rowland. "Você precisa fazer a equipe responsável pela condução do processo de fusão e aquisição entender a importância de ter o CIO envolvido desde a etapa de due diligence", diz ele.

Planeje antecipadamente e, muitas vezes. "Você precisa de um plano de integração sólido definido por uma equipe de empresários e de TI que responda: O que uma integração bem sucedida significa? Que sistemas seremos capazes de rodar em um dia ou 30 ou 60?", diz Gaboriault.

Um plano bem comunicado é particularmente importante para a equipe de TI, diz Rowland. "Os executivos falam sobre valor combinado e sinergias, enquanto os funcionários estão mais preocupados em saber continuarão a ter um emprego. Quanto mais cedo você comunicar decisões como cortes, realocação de pessoal, mudanças de funções, etc, [mais cedo] todos poderão planejar suas vidas e foco. Se você esperar, o risco de perder seus melhores funcionários será enorme."

Mantenha a equipe trabalhando. "Em nossa primeira aquisição importante, prometemos sinergias significativas em um ano. Entregamos em nove meses, porque tomamos decisões agressivas e planejamos como colocá-las em prática", diz Brooks, que já completou mais de uma dúzia de aquisições na Viterra. "Lembre-se que qualquer decisão é melhor do que nenhuma decisão. Pode até ser que algumas delas sejam erradas, mas você tem que manter a bola rolando".

Os desafios das aquisições não são para os fracos de coração. Mas as recompensas são ricas, se os CIOs arregaçarem as mangas e fizerem seu trabalho, diz Brooks. "Eles vão ver que vale a pena enfrentas os problemas de frente em um ano de integração." Martha Heller é presidente da Heller Search Associates e co-fundador do CIO Executive Council.
Fonte:cio31/08/2011



Análise: Cenário econômico instável limita avanço de ações da Braskem

Depois de fazer importantes aquisições dentro e fora do Brasil desde o início de 2010, era natural que os papéis da petroquímica Braskem bombassem na bolsa. Apesar de um ótimo desempenho em 2010 e importante movimento de aquisição este ano, as ações da companhia brasileira acumulam em 2011.

A culpa não é da Braskem, afirmam os analistas ouvidos pelo Valor. O mercado de capitais não tem ajudado muito, nem o cenário macroeconômico global. Para completar, o ciclo de alta do setor petroquímico deve atrasar mais um ou dois anos.

A empresa anunciou no início de 2010 a incorporação da Quattor em parceria com a Petrobras, tornando-se a maior petroquímica das Américas. O grupo também comprou no início de 2010 os ativos da Sunoco nos EUA (três fábricas de polipropileno), fazendo sua estreia em território americano. E, neste semestre, a companhia adquiriu os ativos da Dow Chemical — nos EUA e uma planta na Alemanha — marcando também sua presença fora das Américas.

No Brasil, a empresa também tem planos ambiciosos, com investimentos em resina verde, com uma planta de polietileno em Triunfo (RS), em operação desde setembro do ano passado, e um novo projeto para polipropileno verde, que deverá ser anunciado ainda neste ano. Outros investimentos no país estão em curso, dando mostras que a companhia está aproveitando o período de crise internacional para expandir seus negócios.

Mas ao fazer uma análise sobre o comportamento das ações da companhia na Bovespa, esse momento de expansão não espelha nos papéis. Ontem, as ações da companhia encerraram a R$ 18,90, com alta de 5,59%. No acumulado do mês de agosto, a alta é mais tímida, de 2,77%. No ano, os papéis estão desvalorizados em 3,71%. O retrato de 2010 é mais pujante: a valorização foi de 44,67%.

Mesmo com todos os investimentos feitos pela companhia recentemente, o mercado olha o cenário global petroquímico. O desaquecimento econômico mundial e a persistência do ciclo de baixa desse setor — a previsão era que o cenário mudasse em 2012, mas as novas expectativas apontam ciclo de alta do setor petroquímico para 2013 ou 2014. “Os emergentes não têm força para crescer sozinhos”, disse um analista. “Parece que o gato subiu no telhado. As grandes economias não estão bem. O cenário é de instabilidade”, afirmou o mesmo analista.

Enquanto a Braskem cresce no Brasil e fora do país, algumas empresas petroquímicas globais estão puxando o freio, ainda como reflexo da crise financeira desencadeada a partir de setembro de 2008. Muitas unidades foram desativadas nos EUA e também na Europa. O pujante mercado do Oriente Médio, mais competitivo em gás natural, também não cresce como o prometido. E é nessa fotografia global que o mercado tem se espelhado.
Fonte:valoreconomico01/09/20011



IBM compra canadense Algorithmics por US$ 387 milhões

Gigante de tecnologia quer usar o software de análise de risco da empresa, que é usado por bancos, empresas de investimentos e de seguros

A IBM anunciou nesta quinta-feira a compra da empresa canadense de software de risco analítico Algorithmics por 387 milhões de dólares em dinheiro para aprimorar sua atuação em serviços financeiros.

A companhia afirmou que o negócio, que deve ser concluído antes do final de outubro, amplia a atuação da empresa em operações analíticas, ajudando clientes a gerenciar riscos financeiros.

O software de análise de risco, o conteúdo e os serviços de consultoria da Algorithmics são utilizados por bancos, empresas de investimentos e de seguros.
Na quarta-feira, a IBM já havia anunciado a compra da empresa de software de análise de dados de segurança i2, sem revelar o valor do negócio, mantendo política de aquisição de companhias que ajudam usuários a obter informações úteis a partir de montanhas de dados.

Em cinco anos, a IBM desembolsou mais de 14 bilhões de dólares em 25 aquisições com foco em análise.

Cerca de 900 funcionários da Algorithmics serão integrados à empresa norte-americana após a conclusão do negócio.
Fonte:exame01/09/2011



Nutrimarcas planeja novas aquisições.

Quando vendeu 60% da fabricante de produtos de limpeza Gtex ao fundo inglês Actis, no fim de 2010, o empresário José Domingues aprendeu uma lição. É possível ganhar dinheiro se unindo, como sócio majoritário, a empresas menores com potencial de crescimento, mas pouco capital para investir.

“Foi o que o Actis fez com a Gtex e é o que pretendemos fazer daqui para frente com a Nutrimarcas: adquirir ou nos associar a pequenas empresas de alimentos de apelo saudável”, diz Domingues.

No começo de 2010, antes de vender o controle da Gtex, dona de marcas como Urca e Amazon, Domingues já tinha criado a Nutrimarcas a partir da compra da fabricante de sucos e polpas de frutas Maísa, de Mossoró (RN), que estava desativada. Em seguida, comprou a Vantelli, em Vinhedo (SP), que fabrica sucos prontos. Na aquisição e modernização das plantas, investiu R$ 10 milhões.

“Em um primeiro momento, quisemos diversificar o portfólio, aproveitando a mesma base de distribuidores da Gtex”, diz Domingues. “Mas agora que nossa família está apenas no conselho de administração da Gtex, vamos nos dedicar a desbravar o potencial de mercado da Nutrimarcas, oferecendo produtos de apelo saudável e preço acessível”, diz.

Os primeiros sucos chegaram ao mercado em maio, com distribuição restrita ao Nordeste. São os sucos prontos para beber das marcas Apsel Fruit e Vantel, os sucos concentrados Fruta Pura e o revitalizante energético Guaravantel.

Agora, a distribuição é estendida para todo o país, com planos ambiciosos. A meta da Nutrimarcas é fazer o faturamento saltar de R$ 12 milhões este ano para R$ 100 milhões em 2012. A receita é “comer pelas bordas”: ter distribuidores exclusivos que atendam o pequeno varejo, para atingir as classes C e D com produtos que custam em média 20% menos que as marcas líderes (Del Valle, em sucos prontos, e Maguary, em concentrados). O número de distribuidores deve pular de 20 para 70 até o fim do ano.

Metade do faturamento deste ano deve vir das vendas para outras indústrias. “Temos o negócio de venda de polpas tamboradas [em tambores de 200 quilos] para fabricantes de sucos, sorvetes e geleias, inclusive fora do país, na Colômbia e no Suriname”, diz a gerente de marketing, Talita Santos.

Segundo a Nielsen, o mercado de sucos prontos para consumo cresceu 23% em 2010, para R$ 2 bilhões. As vendas em volume subiram 19%. O consumo de sucos concentrados cresceu 9% em valor no ano passado, para R$ 402 milhões, mas em volume caiu 3%. No primeiro semestre deste ano, as vendas de sucos concentrados tiveram queda, tanto em volume (-2,7%), quanto em valor (-4,8%), versus igual período de 2010. Já a venda de sucos prontos cresceu 21% em volume e 22% em valor até junho.
Fonte:valoreconomico01/09/2011



Grupo chinês compra 15% de produtora brasileira de nióbio

A brasileira CBMM é a maior produtora mundial de nióbio, metal usado, por exemplo, para a produção de aço inoxidável

Xangai - O chinês Citic Group se associou aos produtores de aço inoxidável Taiyuan Iron and Steel e Baosteel para comprar 15 por cento da produtora de nióbio Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), por 1,95 bilhão de dólares, divulgou nesta quinta-feira a agência oficial de notícias da China, Xinhua.

A CBMM é a maior produtora mundial de nióbio, metal usado, por exemplo, para a produção de aço inoxidável.

Um consórcio de companhias japonesas e sul-coreanas já tinha comprado 15 por cento da CBMM em março, por 1,8 bilhão de dólares.
Fonte:exame01/09/2011



Investidor de IPO do UOL perderá 5,5% no fechamento de capital.

O investidor que comprou ações do Universo On Line (UOL) em dezembro de 2005 e que as vender agora na saída da empresa da Bolsa irá perder 5,5% do capital aplicado. Isso acontece porque os papéis foram vendidos a 18 reais na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e agora serão recomprados pelo acionista controlador, a Folhapar, por 17 reais, cinco anos e meio depois. No mesmo período, o Ibovespa – principal índice de ações da bolsa brasileira – ganhou 66,8%.

O Bradesco BBI, banco de investimentos contratado para avaliar as ações do UOL na OPA (Oferta Pública de Aquisição) da Folhapar, chegou a um valor ainda menor, de 16,83 reais. Mesmo assim, a controladora confirmou a intenção de realizar a oferta preço de 17 reais, com reajuste pela Selic a partir de 26 de julho, data do lançamento da oferta. Em 1º de agosto, um grupo que detém aproximadamente 70% das ações enviou uma carta para a Folhapar para pedir um preço mais atraente na oferta. Mas não adiantou.

Na carta, os gestores afirmam entender a decisão de promover o fechamento do capital, entretanto, pedem que o preço ofertado reflita uma avaliação justa. Eles dizem que o valor precisaria considerar “as sinergias originadas nas suas aquisições, múltiplos de transações comparáveis, múltiplos de mercado, assim como demais fatores relevantes que afetem o seu valor”.

O UOL que chegou à Bolsa em 2005 era muito diferente daquele que lhe pode dar adeus em 2011. Na época, a empresa era essencialmente um provedor de Internet 80% de cuja receita eram ligados a assinaturas, e 20%, a publicidade.

No primeiro semestre de 2011, por exemplo, essa relação chegou a 65% para publicidade e 35% para assinaturas. O UOL, contudo, mudou o seu perfil de atuação depois da compra da PlugIn em 2007 e da Diveo em 2010 por aproximadamente R$ 700 milhões. A aquisição da Diveo, focada em hosting corporativo, encerrou ainda os questionamentos dos investidores para as razões que fizeram a empresa carregar um caixa quase bilionário durante anos, isso sem distribuir o lucro para os acionistas.

Analistas do Credit Suisse projetavam no final de junho que o UOL, após finalizar sua fase de investimentos em data centers (prevista para ocorrer entre este ano e 2012), poderia ampliar seu lucro líquido em 20% a partir de 2013, na comparação com o ano anterior.

“Não consideramos essa oferta atraente, já que o preço máximo da oferta está 19% abaixo da nossa visão de preço justo para as ações”, disseram Jacqueline Lison e Mateus Renault, da Fator Corretora, em um relatório publicado no final de julho. A Fator tem um preço-alvo de R$ 21 para os papéis.
Fonte:dci01/09/2011



Fundo Clima terá juro baixo para financiar economia verde

O Fundo Clima, que tem R$ 230 milhões para financiar iniciativas de baixo carbono, ou projetos que reduzam os impactos da mudança climática, está para sair do papel. Para que iniciativas de economia verde comecem a decolar, basta que o Conselho Monetário Nacional (CMN) bata o martelo sobre prazos e juros das linhas de crédito a serem operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A demanda pelos recursos do petróleo que irão financiar a economia verde é forte. Pelos R$ 30 milhões iniciais do fundo há 130 projetos na disputa.

Essa primeira parcela faz parte dos chamados recursos não reembolsáveis, ou seja, doados pelo Ministério do Meio Ambiente a projetos do governo e de organizações não governamentais que atendam a critérios como orçamento, objetivos e qualidade técnica, entre outros.

Já está definido, por exemplo, que o Fundo Clima irá financiar o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais que será inaugurado este ano em Cachoeira Paulista (SP) e a rede de monitoramento de gases-estufa na agricultura, da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Parte desses recursos não reembolsáveis também deve contemplar estudos sobre avaliação da erosão costeira, desertificação no Nordeste e o maior aproveitamento de energia solar, eólica, de biomassa e de ondas do mar. "Essa é uma novidade", diz Eduardo Assad, secretário de Mudança Climática e Qualidade Ambiental do ministério. "Não tem cabimento um país com 8 mil quilômetros de costa não ter nenhum aparelho desses gerando energia no mar", explica. "O Brasil já tem protótipos e tem tecnologia, a indústria deveria ter algum tipo de atrativo nessa direção."

Embora os juros não estejam definidos para as linhas de financiamento de R$ 200 milhões, Assad diz que "serão muito baixos e atraentes". As linhas serão diferentes, conforme o que se estará financiando. O volume de recursos deve dobrar em 2012, e em mais algum tempo pode bater no teto de R$ 1 bilhão ao ano, espera Assad.
"Não é dinheiro para resolver o problema", reconhece. "A ideia é que o Estado entre como indutor da economia de baixo carbono e depois o mercado se ajusta", continua. "Aliás, o mercado já está se ajustando. Nós é que estamos atrasados."

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, como se chama, é um dos principais instrumentos de promoção da Política Nacional sobre Mudança do Clima, instituída por lei em dezembro de 2009, à época da conferência do clima de Copenhague. O fundo foi regulamentado em 2010 e seu objetivo é reduzir as emissões de gases-estufa brasileiras.

Entre as fontes de recursos estão os 60% da participação que cabe ao Ministério do Meio Ambiente nas verbas geradas da produção de petróleo. "O Brasil se comprometeu em reduzir emissões até 2020", diz Assad. "Estamos criando instrumentos financeiros para fazer isso. Este é o primeiro ano, vamos sentir como é a demanda."

"O ministério está financiando a indústria brasileira limpa", entusiasma-se. "Só vamos conseguir reduzir emissões se tivermos o apoio da indústria", diz. Assad. "Se alguma empresa quiser pegar recursos do Fundo Clima para produzir protótipos para energia gerada com ondas do mar, tem. Se alguma quiser melhorar a eficiência de seus fornos, sair do carvão mineral e ir para o vegetal, também tem."

Outro ponto é energia produzida em aterros sanitários ou ônibus a etanol nas cidades que irão sediar jogos da Copa do Mundo. Em outra frente, há recursos para a geração de renda a partir da produção de frutos do Nordeste como umbu, cajá, cajá-manga, seriguela - e, de quebra, cuidar da vegetação da Caatinga. "Será que nenhum empresário brasileiro consegue ver que aí há um potencial a se explorar?", pergunta.
O Fundo Clima interage com as ações que estão sendo definidas nos planos setoriais de redução de emissão de gases-estufa também previstos na legislação - tudo ligado ao compromisso brasileiro de reduzir emissões de 36% a 38% em 2020. Há cinco planos já prontos - de contenção do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, o da agricultura de baixa emissão de carbono, do setor de energia e da siderurgia. Eles apontam para uma redução de 1,2 bilhão de toneladas de CO2 equivalente em 2020.

Há cinco outros planos que devem ser preparados até 15 de dezembro, data prevista na lei para que, depois de prontos, entrem em consulta pública e cheguem ao comitê interministerial da Casa Civil. Os planos estão estabelecendo metas e ações para reduzir emissões de gases-estufa no setor de transportes, indústria, saúde, pesca e mineração.

"Cada plano setorial irá apontar a sua prioridade. Vamos consultar os recursos do Fundo Clima para ver o que será possível financiar", explica Assad. O plano de transportes, por exemplo, que vem sendo trabalhado pelo Ministério dos Transportes e pelo das Cidades, pode estabelecer como objetivo o crescimento do transporte de carga por trem. Em princípio, todos os planos setoriais trarão metas. "Sem metas não temos como colocar no Fundo Clima", explica. "Não vamos financiar o que não for mensurável."
Fonte:valoreconomico01/09/2011



Máquina de Vendas terá novas lojas na internet

A Máquina de Vendas, segunda maior varejista de eletroeletrônicos do país, vai anunciar uma série de ações para ampliar o braço de vendas on-line do grupo. A companhia se prepara para criar lojas de comércio eletrônico para atuar em nichos de mercado considerados pouco explorados no país.

Entre o fim de setembro e a primeira semana de outubro, será lançado um site na internet para venda exclusiva de colchões. E até o início de novembro deve ser aberta uma loja on-line para comercializar sapatos e tênis. Outros segmentos estão sendo avaliados para ampliar as operações na web.

"Nós temos planos para atuar em 50 novos negócios nos próximos anos. Apenas em 2012, deveremos entrar em mais 12 áreas, além da atuação em calçados e colchão este ano", afirma Marcelo Ribeiro, diretor de e-commerce da Ricardo Eletro. "Esse é um passo bem grande para a empresa. Queremos ser os maiores e os mais completos do on-line no Brasil".

Serão atividades com atuação independente dos sites das varejistas Ricardo Eletro e Insinuante - as cadeias que se uniram para criar a Máquina de Vendas em 2010. A ideia é segmentar os negócios que foram identificados com potencial de crescimento na web - e que não canibalizam a atual operação on-line das varejistas. Eles devem ficar sob o guarda-chuva de novos negócios do grupo e vão usar a atual estrutura de distribuição da rede. Há uma expectativa de triplicar os negócios de venda on-line da Máquina de Vendas em 2011. O valor feito em 2010 não é divulgado.

Paralelamente a essa iniciativa, a empresa deve começar a vender produtos na rede social Facebook. O Magazine Luiza já anunciou dias atrás que atuará dessa forma. "Já temos algo sendo pensando e o anúncio desse projeto acontecerá até o fim do ano", diz o executivo.

A companhia informa ainda que fará em setembro o pré-lançamento de seu clube de compras na internet, com ofertas diárias de produtos com até 90% de desconto. Este mês, um único produto deve ser vendido com desconto pelo site, que se chamará "Clube do Ricardo", numa ação promocional a ser anunciada em alguns dias. Em outubro, começam a ser apresentadas quatro ofertas por dia.

"Há um ''gap'' no mercado. Ninguém do grande varejo tem um site próprio de clube de compras no país", conta Ribeiro. Redes como Ponto Frio, Casas Bahia, Magazine Luiza e Walmart não operam por meio desse canal no Brasil.
"Já em relação à loja de calçados, descobrimos que a hora de entrar é essa. Há duas ou três empresas de comércio eletrônico melhor estruturadas, como Netshoes e Dafiti. Mas esse segmento vai começar a se fechar", disse. "E quanto ao setor de colchões, não há um atendimento especializado na internet no Brasil e vamos fazer isso". A loja de colchões terá o endereço www.ecolchao.com.br.

Dados do IBGE mostram que no primeiro semestre o varejo tradicional brasileiro ampliou a receita em 12,2%, enquanto o comércio eletrônico cresceu 24%, informa a consultoria e-bit. Até o fim do ano, a expectativa é que as vendas on-line cresçam 18%.

Um dos centros de distribuição da Máquina de Vendas, localizado em Contagem (MG), recebeu investimentos totais de R$ 5 milhões para receber o novo negócio. Na linha de frente da empresa, estão sendo contratados novos funcionários para a área de comércio eletrônico do grupo. Há cerca de cinco meses, o executivo Marcelo Vaz (ex-Walmart e B2W) foi contratado para o cargo de gerente. Doze pessoas já foram admitidas neste ano, num total de 50 pessoas que devem ser contratadas para a área.
Fonte:valoreconomico01/09/2011



Desafios da empresa individual limitada

Após um longo período de debates, o ordenamento jurídico brasileiro incorporou a possibilidade de constituição de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, a Eireli, pela promulgação, da Lei nº 12.441, de 11 de julho de 2011.

A adoção do novo instituto jurídico é o resultado de longa evolução que, gradativamente, ampliou o alcance da limitação da responsabilidade pelo exercício da atividade econômica. A sociedade limitada, por exemplo, foi criada na Alemanha no final do século XIX para permitir que o pequeno comércio tivesse acesso à limitação da responsabilidade que, até então, era reservada apenas aos grandes empreendimentos constituídos sob a forma de sociedades anônimas. No Brasil, a sociedade limitada foi introduzida no início do século XX e rapidamente se tornou o tipo societário mais adotado, conforme dão conta as estatísticas do Departamento Nacional do Registro do Comércio.

Muitas das sociedades limitadas registradas no Brasil são constituídas apenas para obter-se a limitação da responsabilidade pelas obrigações contraídas em razão do exercício de atividade econômica. Entretanto, para constituir-se uma sociedade limitada, é necessária a presença de pelo menos dois sócios. Assim, até a introdução da Eireli, quando um empresário pretendesse contar com a limitação da responsabilidade, havia a necessidade de encontrar um sócio para figurar no quadro social apenas como "sócio de palha".

A nova lei incentiva a pequena empresa a continuar adotando a sociedade limitada
Agora, com a criação da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, seria de se esperar que os pequenos empreendimentos deixem de adotar a forma de sociedade limitada. Entretanto, na nova legislação há um forte incentivo para a pequena empresa continuar a adotar a forma de sociedade limitada.

Para constituir-se uma Eireli, há a exigência de que o capital social seja de cem salários mínimos, isto é, R$ 54,5 mil em valores atuais. Este valor supera, em muito, o valor dos ativos empregados para a organização da maioria das pequenas empresas. Não é de se esperar, por exemplo, que o proprietário de um carrinho de cachorro quente empregue mais de cinquenta mil reais como capital social.

O incentivo legislativo continua sendo voltado para a constituição de sociedades limitadas, em razão do fato de que não há exigência legal de valor mínimo para o capital social. Pode-se constituir uma sociedade limitada com um capital de, por exemplo, R$ 3 mil.

Este não é o único incentivo contrário à adoção efetiva das Eirelis pelos pequenos empresários. Deve-se levar em conta, ainda, o tratamento tributário dispensado à empresa. Uma das principais razões pelas quais as pequenas empresas não adotam a forma de sociedades anônimas consiste no fato de que esse tipo societário não é beneficiado com as regras tributárias do Simples. Por isso, as pequenas empresas preferem adotar a forma de sociedade limitada. É para aproveitar as vantagens tributárias aliadas à limitação da responsabilidade que, nos Estados Unidos, muitas empresas preferem adotar a forma de limited liability company em detrimento da constituição de uma corporation. Até que se regulamente, no Brasil, de forma clara, a possibilidade de as Eirelis serem enquadradas no regime do Simples, continuará em muitos casos a ser mais vantajoso constituir-se sociedade limitada.

Por outro lado, a Eireli pode vir a ser tornar importante instrumento na organização de empreendimentos de maior porte. De acordo com a previsão da Lei 12.441, de 2011, a Eireli poderá ser constituída "por uma única pessoa titular da totalidade do capital social", e a "pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade". Esta redação deixa margem para que pessoas jurídicas constituam não apenas uma, mas diversas Eirelis, para segregar os riscos de seus distintos empreendimentos.

Esse modelo de organização da empresa apresenta diversas vantagens. Em primeiro lugar, a segregação de uma atividade permite a redução de custos de financiamento e uma substancial melhoria na gestão dos distintos empreendimentos. Além disso, é dispensada a necessidade de se encontrar um sócio para constituir uma sociedade, limitada ou por ações, com propósito específico. Até a institucionalização da Eireli, a única possibilidade de segregar um empreendimento sem a necessidade de um sócio era por meio da constituição de uma subsidiária integral, de acesso restrito às sociedades por ações. Agora, esta possibilidade é também alcançada às sociedades limitadas, que poderão constituir-se como holdings de uma constelação de Eirelis, cada uma das quais responsável por uma determinada atividade.

A Eireli foi pensada para o pequeno empresário pessoa física, mas, ao que parece, servirá à grande empresa societária. Ao invés de servir à limitação da responsabilidade do empresário individual, a Eireli poderá ser utilizada como instrumento para a organização de empresas plurissocietárias, como instituto jurídico capaz de pode contribuir fortemente para o desenvolvimento econômico nacional.
Cássio Cavalli é professor de direito da empresa da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV-Rio)

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações
Fonte:valoreconomico01/09/2011



Ouro Verde quer ir além do transporte rodoviário de carga.

Depois de fazer sociedade com a América Latina Logística (ALL) em transporte rodoviário, com a criação da Ritmo Logística, a paranaense Ouro Verde planeja reforçar a atuação em aluguel de equipamentos pesados para obras de infraestrutura.

Hoje o segmento responde por 45% do faturamento, que deve somar R$ 500 milhões em 2011, e a intenção é elevar a fatia para 60% em 2012. As mudanças acontecem ao mesmo tempo em que a direção da empresa prepara a abertura de capital, prevista para o fim de 2012 ou começo de 2013, e estuda a possibilidade de aquisições ou novas parcerias.

Atualmente a Ouro Verde negocia contratos com companhias envolvidas na construção da usina hidrelétrica Belo Monte e está de olho em oportunidades em outras grandes obras. Ela também quer crescer em serviços de logística para cana-de-açúcar. Possui três contratos na área e mais três, que somam R$ 75 milhões, estão em estudo. Outras frentes em ampliação são a coleta de resíduos de grandes geradores e a terceirização de frota de veículos leves. Em todos os casos, as margens são maiores que as obtidas em transporte rodoviário. “A estratégia é focar em operações mais rentáveis”, diz o diretor superintendente, Karlis Kruklis.

Nos primeiros seis meses do ano, a Ouro Verde teve receita líquida de R$ 225,3 milhões. Os investimentos previstos para 2011 são de R$ 350 milhões e, com os planos em andamento, podem passar de R$ 500 milhões em 2012. Em maio, a empresa emitiu R$ 215 milhões em debêntures, para alongar o perfil da dívida (que soma R$ 908 milhões), e tem R$ 288 milhões em caixa. Com a formação da Ritmo, na qual possui 35% de participação, a empresa transferiu ativos e clientes e também cedeu o prédio ao lado de sua sede, em Curitiba, para a operação de transporte rodoviário. A área, que deu origem à Ouro Verde há 38 anos e respondia por mais da metade das receitas há três anos, estava representando 18%, porque outras áreas ganharam importância.
Fonte:valoreconomico01/09/2011



Começa a valer novo ponto eletrônico

As empresas que adotam o controle eletrônico da jornada de trabalho devem passar a utilizar, a partir de hoje, um novo equipamento - o Registrador Eletrônico de Ponto (REP) -, previsto na Portaria nº 1.510, de agosto de 2009.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) adiou por duas vezes o início da vigência para que as companhias pudessem se adaptar às exigências. A regra não se aplica para quem faz o registro manual ou mecânico dos horários de entrada e saída de empregados.

Segundo o ministério, a fiscalização começa a partir de hoje e funcionará no sistema de dupla visita pelos próximos 90 dias. Ou seja, numa primeira visita a empresa será avisada da necessidade do equipamento. Na segunda, será autuada se não cumprir a obrigação. "Por enquanto, a fiscalização terá caráter orientativo", diz o advogado Leandro Bissoli, do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados. Ele lembra que algumas empresas conseguiram liminares na Justiça para postergar o prazo determinado pelo MTE com o argumento de atraso do fornecedor na entrega do REP ou adequação do espaço físico para a implantação.

Segundo o MTE, mais de 100 mil empresas já utilizam o novo equipamento. Com a implantação total, a expectativa é de que sejam recuperados R$ 4,7 bilhões, por ano, em contribuições para Previdência Social e o FGTS. Em 2010, cerca de R$ 1,3 bilhão foram arrecadados com a adesão parcial das companhias. Na avaliação da secretária de inspeção do trabalho do ministério, Vera Albuquerque, isso é possível por causa da memória inviolável do REP. "Sem fraudes, aumenta-se o pagamento de horas extras e, consequentemente, o recolhimento de FGTS e contribuições", diz. O relógio também possui sistema de impressão de comprovantes para os empregados o que, na avaliação de Albuquerque, trará segurança jurídica em eventuais ações trabalhistas. "Juízes já me relataram que há presunção de veracidade quando as empresas utilizam o REP. É um caminho sem volta", afirma.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep) - que representa 95% dos fabricantes com sistemas homologados -, as vendas em agosto cresceram 50% em relação aos três meses anteriores. Até julho, foram comercializadas 260 mil unidades, em um mercado potencial de 700 mil máquinas
Fonte:valoreconomico01/09/2011