02 junho 2016

Canadense Saputo avalia aquisições de ativos de lácteos no Brasil

A produtora de laticínios canadense Saputo observa o Brasil para possíveis aquisições no setor e poderia fazer acordos avaliados em até 2,67 bilhões de dólares, disse seu presidente-executivo nesta quinta-feira.

O setor global de produtos lácteos está fragmentado e muitos enfrentam problemas, o que pode abrir oportunidades, disse Lino Saputo Jr..

A companhia poderia comprar produtoras de queijo no Brasil, em vez de continuar trazendo o produto do mercado da Argentina, disse ele.

"Você tem centenas e centenas de produtores de laticínios" no Brasil, afirmou Saputo em entrevista.

"Se encontrarmos uma plataforma interessante em queijo no Brasil, isso permitirá que sejamos consolidadores, isso é essencialmente o que estamos procurando."

Ele se negou a dizer se a Saputo está em negociações firmes com alguma companhia.

O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo e tem um grande mercado consumidor.

Além do Brasil, Saputo também está interessado em acordos nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia.

A empresa, que é uma das maiores produtoras de laticínios do Canadá, divulgou nesta quinta-feira lucro trimestral menor que o esperado, citando preços internacionais mais fracos para os ingredientes lácteos.  Por Rod Nickel (Reuters) - Leia mais em bol.uol 02/06/2016

02 junho 2016



Kroton estuda compra da Estácio

A Kroton está estudando, “internamente e de forma sigilosa”, uma potencial combinação de negócios com a rival no setor de educação Estácio Participações, informou a companhia nesta quinta-feira, por meio de fato relevante entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)... Por Juliana Machado | Leia mais em Valor Econômico 02/06/2016

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KROTON EDUCACIONAL S.A.

FATO RELEVANTE

A KROTON EDUCACIONAL S.A. (BM&FBovespa: KROT3; OTCQX: KROTY) (“Companhia” ou “Kroton”), nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) n.º 358/02,
vem, por meio deste, em razão das recentes informações divulgadas pela imprensa, divulgar o que segue.

A Companhia vem estudando internamente e de forma sigilosa uma potencial combinação de seus negócios com a Estácio Participações S.A. (“Estácio”) e acredita que a mesma traria benefícios para ambas as empresas, seus negócios, alunos, acionistas e demais stakeholders. A operação possui um forte racional estratégico em razão da alta complementaridade geográfica, do amplo potencial de sinergias e de ganhos de eficiência (conforme análises realizadas com informações públicas), e em especial, do fortalecimento dos investimentos na qualidade dos seus serviços educacionais.

A base para tal potencial combinação consiste em uma operação que não envolveria pagamento em dinheiro, mas tão somente ações de emissão da Kroton.

Para determinação dos valores das empresas em uma potencial combinação de negócios, a Companhia considera, com base em estudos internos com apoio dos nossos assessores, uma relação de troca1 de 0,977 ações ordinárias de emissão da Kroton para cada ação ordinária de emissão da Estácio baseada no preço médio ponderado pelo volume de negociação das ações das empresas na BM&FBovespa para os 30 (trinta) pregões imediatamente anteriores a este Fato Relevante. Com base nesta relação de troca, as ações da Companhia, após as emissões necessárias, seriam distribuídas entre os acionistas da Estácio e da própria Companhia na proporção de, aproximadamente, 15,7% e 84,3%, respectivamente.

É importante ressaltar, no entanto, que não há negociações em curso com qualquer membro da
administração da Estácio, e, tampouco, nenhum acordo celebrado ou proposta formulada entre
tais companhias (e, portanto, não temos como opinar ou comentar sobre seu andamento ou conclusão).

A administração da Kroton envidará os melhores esforços para buscar, de forma imediata, engajar a administração da Estácio para construir uma estrutura econômica e societária para a operação de combinação de negócios das empresas aqui descrita, com o objetivo de, se for o caso, submetê-la aos respectivos conselhos de administração, assembleias de acionistas das empresas e órgãos reguladores.

1 Considera o número total de ações de cada companhia, excluídas as ações em tesouraria

A Kroton informa ainda, que contratou o Banco Itaú BBA como assessor financeiro e o escritório
Barbosa Müssnich Aragão (BMA) como assessor legal para a potencial operação.
A Kroton ratifica seu compromisso com as suas obrigações, como companhia aberta listada no
Novo Mercado da BM&FBOVESPA, sendo que toda e qualquer informação relevante será divulgada em conformidade com a legislação pertinente e em vigor.
Belo Horizonte, 02 de junho de 2016 Carlos Alberto Bolina Lazar Diretor de Relações com Investidores Leia mais em kroton 02/06/2016



Uber recebe investimento de US$ 3,5 bilhões de fundo da Arábia Saudita

Fundo do governo saudita mantém avaliação de mercado da empresa em US$ 62,5 bilhões; capitalização é vista pelo Uber como arma para expansão internacional

O Uber recebeu investimentos de US$ 3,5 bilhões de um fundo gerenciado pelo governo da Arábia Saudita, em uma das maiores captações financeiras já feitas por uma empresa de tecnologia privada. Anunciada pelo fundo saudita nesta quarta-feira, 1º, a rodada de investimento mantém a avaliação do Uber em US$ 62,5 bilhões de dólares, acima de empresas como FedEx, General Motors e Ford.

Além do investimento, o diretor do fundo governamental saudita, Yasir Al Rumayya, se juntará ao conselho de administração do Uber. Para o aplicativo de transportes, os recursos vão servir para financiar a expansão internacional da empresa – de acordo com Travis Kalanick, presidente executivo do Uber, esse é um assunto-chave para seu sucesso de longo prazo.

De acordo com os executivos do Uber, a região do Oriente Médio é uma das que mais crescem para a empresa. Segundo o Uber, eram 395 mil usuários e 19 mil motoristas ativos no início de 2016 – estatísticas quatro vezes maiores que os dados do início de 2015.

Em um comunicado à imprensa, o Uber e o governo saudita disseram que a empresa pode ajudar a mudar comportamentos no país árabe: hoje, 80% dos usuários do Uber na Arábia Saudita são mulheres, que geralmente deixam de usar táxis por conta da "vergonha" que pode ser pegar um táxi em público. Para o Uber, uma presença maior no país árabe pode ajudar as mulheres a acessar o mercado de trabalho e as escolas. Por Redação Leia mais em Link O Estado de S.Paulo 01/06/2016



Crise econômica perde força

Após um período de tantas más notícias para o país, a variação do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2016 trouxe alguma esperança de que se o pior momento desta recessão já não ficou para trás, isso pode acontecer na passagem para o segundo semestre.

A queda de 0,3% sobre o trimestre imediatamente anterior não foi tão ruim quanto a maioria dos especialistas consultados pelo Valor Data esperava: recuo de 0,8%, na média das projeções. Mas ocorre após dois anos de retração e é ainda muito forte se a comparação for com o mesmo trimestre do ano anterior: -5,4%.

Mais importante, o consumo das famílias, na contramão de outros componentes do PIB, foi ainda pior que o esperado, com queda de 1,7% na passagem trimestral. Com o cenário negativo para o mercado de trabalho, as perspectivas para o consumo privado, que representa mais de 63% do PIB, seguem desanimadoras para os próximos trimestres.

Em relação ao primeiro trimestre de 2015, a absorção doméstica, que reúne consumo das famílias, do governo e investimentos, encolheu incríveis 10,2%.

Ainda assim, há sinais de melhora para os próximos meses. O resultado do primeiro trimestre já levou a revisões da variação do PIB no ano para algo mais próximo de -3,5% (e não mais -4%) e a apostas em crescimento da economia no último trimestre de 2016.

O PIB do setor industrial caiu 1,2% na passagem trimestral, quase a metade do que era previsto, com a indústria de transformação recuando 0,3%. "Daí a voltar a crescer são outros quinhentos, mas parar de cair é o primeiro sinal", diz Júlio Gomes de Almeida, consultor do Iedi.

Mesmo que alguns segmentos da economia deixem de piorar ou iniciem alguma melhora, a sensação de bem-estar da população provavelmente seguirá piorando. O Goldman Sachs calcula que o PIB per capita já encolheu nada menos que 9% desde o segundo trimestre de 2014, período em que a demanda doméstica se retraiu 12,1%. Com isso, é maior a chance de que a inflação fique contida e que o corte nos juros esteja mais próximo.

Para Cristiano Oliveira, do Banco Fibra, a contração da absorção doméstica deve ter um desfecho positivo: o retorno da Selic a um dígito em 2017. Com a melhora da confiança e ampla ociosidade na economia, a recuperação cíclica talvez possa ser mais forte do que muitos imaginam. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 02/06/2016



01 junho 2016

DeVry anuncia compra da Faculdade Imperatriz, no Maranhão

Imperatriz (MA): Facimp tem cerca de 2 mil alunos e oferece 10 cursos de graduação

A DeVry fez acordo para aquisição da Faculdade Imperatriz (Facimp), na cidade de mesmo nome no Maranhão, cinco meses após ter anunciado a compra do Grupo Ibmec, informou a companhia nesta quarta-feira.

A Facimp tem cerca de 2 mil alunos e oferece 10 cursos de graduação.

O valor do negócio, a décima primeira aquisição da companhia no Brasil, não foi divulgado.

A iniciativa integra o projeto de expansão da DeVry Brasil pelo interior dos Estados brasileiros, iniciada com a aquisição da DeVry Unifavip, em Caruaru (PE), em 2012.

Segundo a DeVry, há planos de expandir os cursos oferecidos pela instituição, com foco em engenharia e saúde. A companhia também disse que fará "investimentos significativos" na infraestrutura da instituição.

Em dezembro, a companhia anunciou a compra de 96,4 por cento do Grupo Ibmec, na maior aquisição já realizada no Brasil pela companhia norte-americana, que avaliou a renomada empresa de educação superior em cerca de 700 milhões de reais. Juliana Schincariol, da REUTERS Leia mais em exame 01/06/2016


01 junho 2016



Santander e Itaú avaliam ativos do Citi

Os bancos interessados em comprar as operações de varejo do Citi na América Latina devem apresentar suas propostas nesta primeira quinzena de junho.

O processo de venda foi formalmente iniciado há três semanas e, além do banco de varejo no Brasil, foram colocadas à venda as operações na Argentina e na Colômbia. Pelo modelo adotado, cada interessado pode formatar sua oferta como preferir, escolhendo quais ativos gostaria de assumir. Santander e Itaú devem fazer ofertas por parte dos negócios.

O banco espanhol se interessa principalmente por Brasil. O Itaú pretende avaliar tudo, inclusive Brasil, disse uma fonte qualificada. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/06/2016 



IBM compra EZSource em 14ª aquisição de companhia israelense

IBM: a aquisição anterior da IBM em Israel foi a Trusteer, em 2013, pela qual pagou mais de 600 milhões de dólares

A IBM anunciou nesta quarta-feira a compra da EZSource, uma companhia israelense de software, em estratégia voltada a ajudar desenvolvedores a modernizar aplicativos de negócios digitais para mainframes.

Os termos financeiros do acordo não foram revelados.

A IBM, que fez 13 aquisições de companhias israelenses desde 1998, afirmou que a compra da EZSource deve ser concluída no segundo trimestre.

A companhia citou que aplicativos podem ser formados por centenas de milhares de linhas de código e que a atualização desse código pode levar semanas. A EZSource, segundo a IBM, fornece um quadro visual que mostra aos desenvolvedores quais aplicativos mudaram, o que facilita o processo de modernização.

A EZSource foi fundada em 2003 e tem escritórios em Israel, Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Japão e Romênia. Os clientes incluem ING Life, Maybank e 7-Eleven.

A aquisição anterior da IBM em Israel foi a Trusteer, em 2013, pela qual pagou mais de 600 milhões de dólares. Leia mais em exame 01/06/2016



Capital estrangeiro quer grandes hospitais

Nas semanas seguintes à aprovação de uma lei permitindo a entrada de capital estrangeiro em hospitais brasileiros, em janeiro de 2015, uma revoada de investidores desembarcou no país.

O americano Carlyle e o Fundo Soberano de ... Leia mais em Valor Econômico 01/06/2016
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Capital estrangeiro quer grandes hospitais

Nas semanas seguintes à aprovação de uma lei permitindo a entrada de capital estrangeiro em hospitais brasileiros, em janeiro de 2015, uma revoada de investidores desembarcou no país.

O americano Carlyle e o Fundo Soberano de Cingapura (GIC) fizeram aportes de quase R$ 5 bilhões na Rede D’Or e a UnitedHealth comprou o Hospital Samaritano, de São Paulo, por R$ 1,3 bilhão. As cifras generosas davam indícios de que a consolidação no setor seria intensa.

No entanto, esse movimento não ocorreu até o momento. Além da crise econômica e política que se instaurou no país, os investidores estrangeiros estão se deparando com entraves estruturais no setor hospitalar que têm barrado a conclusão de novas transações.

Entre esses empecilhos estão: carência de hospitais de grande porte, dependência das Unimeds como fonte pagadora, principalmente fora de São Paulo, atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), gestão pouco profissionalizada e indisposição dos fundadores para abrir mão do controle do hospital.

O maior entrave é o tamanho dos hospitais brasileiros, que têm em média 70 leitos. São considerados rentáveis aqueles com pelo menos 150 leitos, uma vez que os custos fixos de um hospital são elevados, segundo dados da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp).

Os investidores estrangeiros estão em busca de ativos com mil leitos, mas há pouquíssimas opções e, ainda assim, são hospitais que já têm sócios investidores como a Rede D’Or ou pertencem a operadoras de planos de saúde que usam seus hospitais para atender basicamente seus clientes.

Esse é o caso da Amil, dona de 32 hospitais, e da NotreDame Intermédica, que tem 854 leitos e foi vendida há dois anos ao fundo americano Bain Capital. A operadora Hapvida, que ainda não tem investidor, deve chegar ao fim deste ano com 3 mil leitos, mas são voltados aos próprios clientes.

“A Rede D’Or e o Edson Bueno começaram a consolidação antes e compraram os melhores ativos”, diz Roberto Schahin, sócio da MTS Health Partners, banco de investimento americano especializado em saúde. Bueno é controlador de uma rede com seis hospitais, que juntos têm 1,5 mil leitos, com marcas reconhecidas na comunidade médica como Santa Paula e Nove de Julho, ambos em São Paulo. Já a Rede D’Or é a maior do setor no Brasil, com faturamento de R$ 6,5 bilhões e mais de 30 hospitais, como o paulista São Luiz, o Santa Luzia, em Brasília, e as unidades D’Or, no Rio.

Segundo Camila Crispim Bastos, “head” do setor de saúde do Banco Modal, entre os investidores estrangeiros que analisaram ativos brasileiros neste último ano, entre 45% a 50% não fecharam negócio por causa do tamanho do hospital. Nos Estados Unidos, o número de leitos por hospital é em média três vezes maior em relação ao Brasil, segundo Anahp e BTG.

Na falta de hospitais de grande porte, o movimento mais comum seria de aquisições de ativos menores para formar grupos, como já ocorreu em outros setores da saúde como laboratórios de medicina diagnóstica e operadoras de convênios médico e dental. “Mas a lógica não é tão simples no caso dos hospitais devido à complexidade e risco iminentes ao negócio”, diz a sócia do banco Modal, complementando que o valor do cheque não tem sido o maior problema para os investidores estrangeiros.

Há no mercado, 3,8 mil hospitais privados com ou sem fins lucrativos que juntos têm um faturamento de cerca de R$ 50 bilhões, de acordo com levamento realizado pela MTS Health Partners. Deste total, quase R$ 23 bilhões são provenientes dos 72 maiores grupos hospitalares do país.

O setor afirma que sua rentabilidade está sob pressão. “Nos últimos três anos, a variação dos custos médicos cresceu mais do que a receita”, disse Francisco Balestrin, presidente da Anahp.

Outro ponto que vem causando insatisfação entre os estrangeiros é a dependência das Unimeds que, em muitas regiões do país, são a única fonte pagadora para os hospitais, principalmente, fora da cidade de São Paulo e nos Estados do Sul. Alguns investidores têm se mostrado receosos inclusive para construir um novo hospital nessas praças.

Mas, em meio às dificuldades de fechar grandes transações, os hospitais filantrópicos privados estão se destacando. No período de um ano, o Samaritano, de São Paulo, foi comprado pela UnitedHealth (dona da Amil), e o Bandeirantes mudou sua razão social para fins lucrativos.

Havia uma expectativa de que os filantrópicos começassem o processo da consolidação mais tarde, após aqueles com fins lucrativos. “Os filantrópicos estão nos procurando para ver os modelos viáveis. Há interesse deles em expandir com capital estrangeiro. Mas tenho dito que há outros formatos e não só mudar a razão jurídica”, destaca Elysangela de Oliveira Rabelo, advogada e sócia da Tozzini Freire, escritório de advocacia que tem uma área específica para atender o setor. Elysangela exemplifica como opções aos filantrópicos a criação de subsidiárias, licença de marcas ou gestão de hospitais.

O sócio da MTS Health levanta outro empecilho ainda pouco discutido: a grande parcela de atendimentos a pacientes da rede pública (SUS) por alguns hospitais filantrópicos particulares. É o caso da Beneficência Portuguesa, de São Paulo. “Há uma carência enorme de leitos SUS no país.

Como eu vou chegar numa prefeitura e informar que o hospital foi comprado e aqueles leitos passarão a ser privados? Não dá para fazer isso”, explica Schahin.

Os sócios do Modal, da MTS Health e da Tozzini Freire dizem que a falta de governança corporativa no setor é outro grande problema. É comum o fundador do hospital acumular as funções de presidente, médico responsável e ainda ter consultório dentro do próprio hospital. Outra característica é que muitos hospitais de menor porte têm vários sócios médicos que estão em busca de aportes financeiros, mas não querem abrir do controle. “Para o investidor levar adiante a consolidação ele quer comprar 100%”, diz Camila. Por Roberta Massa B. Pereira | Fonte: Valor Econômico – 01.06.2016 Leia mais em gehosp 01/06/2016



Coca-Cola e Femsa compram AdeS da Unilever por US$ 575 milhões

A Coca-Cola, em parceria com a engarrafadora mexicana Coca-Cola Femsa, anunciou nesta quarta-feira um acordo de US$ 575 milhões para adquirir o negócio de bebidas de soja AdeS, da multinacional Unilever.

Em 2015, a AdeS comercializou 56,2 milhões de unidades e gerou receitas de US$ 284 milhões. A marca, fundada em 1988, na Argentina, é líder em bebidas de soja na América Latina, com presença em oito países da região (Brasil, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e Colômbia). O produto começou a ser vendido no mercado brasileiro em 1996.

Com a compra, a Coca-Cola poderá ampliar a oferta de produtos não carbonados (sem gás), enquanto a Unilever avança mais um passo na estratégia de simplificar o portfólio, em nome de um negócio mais focado e equilibrado nos próximos anos.

A transação, que aguarda a aprovação de autoridades regulatórias, já foi aprovada pelos conselhos de administração da Coca-Cola, Coca-Cola Femsa e Unilever. Fonte Valoronline Leia mais em bol.uol 01/06/2016







Tractebel investe em novas usinas para garantir portfólio

Maior geradora privada do país, a Tractebel Energia está avaliando oportunidades de aquisições no Brasil e a participação em leilões de energia. O objetivo da empresa, que já tem aprovados investimentos de R$ 5,5 bilhões a R$ 6 bilhões em construção de novas usinas nos próximos três anos, é garantir a sustentabilidade da companhia em longo prazo, já que aproximadamente 3 mil megawatts (MW) de capacidade de usinas adquiridas na privatização da área de geração da Eletrosul, em 1998, terão vencimento da concessão em 2028.

"Temos olhado oportunidades [de aquisições], mas de certa forma, o grupo tem dado mais atenção a novos projetos. Temos uma concentração, exatamente pela questão da privatização, de um processo de renovação de concessão em 2028 que não sabemos como vai acontecer. E é preferível que a empresa invista em projetos que tenham vida além de 2028, para que tenha perenidade na atividade", afirmou Eduardo Sattamini, em sua primeira entrevista após ser eleito ontem, pelo conselho de administração, para presidir a companhia a partir de julho.

O economista substituirá Manoel Zaroni, que permanecerá no conselho da Tractebel como vice-presidente. Durante alguns meses, Sattamini vai acumular a diretoria Financeira e de Relações com Investidores da Tractebel, cargo que exerce desde 2010, até que seja escolhido o sucessor para a área.

Além do plano de expansão, o presidente do conselho de administração da Tractebel, Maurício Bähr, disse que a estratégia da empresa é diversificar as fontes, em linha com a transição em curso do setor energético mundial, voltado para a maior participação do consumidor na rede, através da geração distribuída (GD).

"[A Tractebel] está se preparando em todos os setores, seja em eólica, solar, não só distribuída, mas centralizada. Estamos pensando em hidrelétricas de médio porte para o futuro. Estamos pensando em gás natural. Mas precisamos ver a evolução de como o setor privado se insere na cadeia do gás natural [no Brasil]", disse Bähr, que também é presidente do grupo franco-belga Engie no país, acionista controlador da Tractebel.

Zaroni também lembrou que, em abril, a Tractebel entrou na área de GD, ao adquirir 50% da GD Brasil Energia Solar, que passou a se chamar Engie Solar. A previsão é investir R$ 25 milhões na empresa.

Em curto prazo, a maior preocupação da Tractebel é a queda da demanda de energia, fruto da crise econômica do país. "Temos um visível excesso de oferta, que pode se realizar ou não, dependendo da implantação dos projetos dentro do prazo e da reação econômica", afirmou Sattamini.

Até o fim do ano deverá ser iniciado o processo de transferência da participação de 40% da Engie na hidrelétrica de Jirau para a Tractebel. Com o negócio, a capacidade instalada da empresa terá um acréscimo de 1,5 mil megawatts (MW). O parque gerador atual da Tractebel é de 7.044 MW, com previsão de expansão para 7.838 MW, a partir de outros projetos de geração em construção.

Sattamini também contou que pretende fechar "em curto espaço de tempo" a venda de duas eólicas e uma pequena central hidrelétrica (PCH), que totalizam 63,4 MW, dentro da estratégia de otimização do parque gerador da empresa. "[As negociações] estão em estágio avançado". - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/06/2016 



Salesforce compra empresa de serviços de e-commerce por US$ 2,8 bilhões

A Salesforce anunciou adquiriu a Demandware, provedora de serviços de e-commerce na nuvem para pequenas e grandes empresas, por US$ 2,8 bilhões. Com a aquisição, a empresa norte-americana dá um grande passo no mercado de e-commerce e cria uma nova divisão para dar conta do segmento, a Salesforce Commerce Cloud. Com o negócio, a companhia também afirmou que vai oferecer US$ 75 por ação em dinheiro, o que supera a estimativa de valor de mercado da Demandware, que gira em torno de US$ 1,81 bilhão. A transação deverá ser concluída em 31 de julho de 2016.

"Com a Demandware, a Salesforce estará bem posicionada para entregar o futuro do comércio como parte de nossa plataforma de sucesso e criar, ainda, uma outra nuvem de bilhões de dólares", disse o CEO da Salesforce, Marc Benioff. "A Demandware e a Salesforce compartilham o mesmo enfoque apaixonado no sucesso do cliente", disse Tom Ebling, CEO da Demandware. "Tornar-se parte da Salesforce irá acelerar a nossa visão para capacitar marcas mais importantes do mundo com as soluções de comércio digitais mais inovadoras que permitam conectá-las aos clientes através de qualquer canal", completa.

A aquisição é de grande importância para a Salesforce, mas não somente pelo valor gasto. Além de poder estender seus serviços, incluindo os de soluções de e-commerce, a companhia ganha um novo grupo de clientes que se beneficiarão de mais opções de serviços, como marketing, análise de dados e outras funções de TI na nuvem. Alguns clientes da Demandware incluem L'Oreal, Lands' End e Marks & Spencer.

Outro ponto interessante a respeito da aquisição é a concorrência. Agora, a empresa entrará em disputa direta com SHOPIFY, Amazon e eBay por clientes sedentos por vendas online. O mercado de e-commerce tende a se tornar uma área muito maior com o passar dos anos, à medida que diversas empresas procuram alternativas online para que possam continuar a aumentar suas vendas. O Gartner estima que os gastos mundiais em plataformas de comércio digital devem crescer mais de 14% ao ano, chegando a US$ 8,544 bilhões em 2020.

A Salesforce afirmou que o novo Commerce Cloud "criará oportunidades para as empresas se conectarem com seus clientes de maneiras totalmente novas". A empresa também acredita que suas plataformas serão capazes de alavancar as vendas, serviços, marketing, análises e soluções de Internet das Coisas dos clientes da Demandware, de maneira que eles possam oferecer uma experiência mais abrangente para os consumidores. Via TechCrunch Leia mais em corporate.canaltech 01/06/2016



Empresa de água e esgoto faz nova reforma societária

A Águas do Brasil, uma empresa que assume concessões de água e esgoto, passou por um rearranjo societário, e a participação da Developer -anteriormente de 45%- agora vai ser de 54%.

A vendedora foi a Cowan, construtora de Minas Gerais, que repassou 9% da Águas do Brasil por R$ 150 milhões. Fonte Folha de SP Leia mais titles.ws 01/06/2016