03 julho 2011

Calma e foco podem ser garantia de emprego em meio a processos de fusões

SÃO PAULO – Tema recorrente nas principais mídias do País, a fusão de empresas nunca esteve tão em alta nos negócios corporativos como nos últimos anos: cada vez mais organizações privadas têm apostado na estratégia financeira em prol de seu crescimento no mercado.

Aos profissionais, no entanto, resta saber como agir em meio a estas situações, especialmente quando o próprio emprego pode parecer estar em jogo.

De acordo com a diretora de consultoria da DBM Brasil e América Latina, Mônica Ramos, a principal recomendação em situações como esta consiste em manter a calma e não tomar nenhuma decisão precipitada baseada em achismos e boatos. “As fusões costumam ser lentas e por mais que alguns projetos fiquem suspensos temporariamente, o importante é agir com maturidade e focar nas atividades”.

Mantenha o diálogo
Para driblar as possíveis angústias com relação ao futuro, o essencial é manter um diálogo aberto com os gestores de cada departamento, afinal, a falta de informações oficiais por parte da chefia podem acarretar em um clima de insegurança e causar a perda de excelentes profissionais.

“Cabe à gerência lembrar que seus comandados também estão sendo fortemente impactados com as notícias do mercado e que é dever deles ajudar o grupo a vivenciar a situação de forma saudável”, esclarece Mônica.

Novas oportunidades
Para não sucumbir à ansiedade e comprometer o trabalho que já está sendo executado, vale estar aberto às mudanças e pensar que certas novidades podem se mostrar muito positivas no âmbito profissional. "Hoje, muitas são as equipes remanejadas internamente nas fusões que, não raro, costumam ser beneficiadas com novas oportunidades".

Além do que, é possível que durante o processo surjam vagas em áreas de interesse do funcionário. Portanto, se ele sente que pode contribuir ainda com a empresa, a recomendação é que aguarde as mudanças ao invés de sair disparando currículos no mercado.

Fonte: Infomoney01/07/2011

03 julho 2011



Petrobras adquire 50% de usina de biodiesel no RS por cerca de R$ 200 milhões

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou nesta sexta-feira (1) a aquisição, por meio de suas subsidiária Petrobras Biocombustível, de 50% do capital social da empresa BSBIOS Indústria e Comercio de Biodiesel Sul Brasil. A transação envolve recursos da ordem de R$ 200 milhões, sujeitos a ajustes em função da realização de processo de due dilingence.

Localizada em Passo Fundo (RS), a empresa opera com uma planta industrial integrada com unidade de extração de óleos vegetais e produção de 160 milhões de litros por ano de biodiesel.

"A aquisição representa uma ampliação da parceria entre as empresas na Usina de Biodiesel de Marialva (PR), que associada à parceria com a Usina de Biodiesel de Passo Fundo (RS), resulta em uma nova sociedade robusta e competitiva na região Sul do país, apropriando-se de importantes sinergiais comerciais e operacionais", avalia a companhia em comunicado ao mercado.

Fonte: Infomoney01/07/2011



01 julho 2011

Ricoh compra Pentax em negócio de US$ 124 milhões.

Aquisição faz parte de estratégia para levar a Ricoh ao mercado de câmeras reflex; valor da transação foi estimado por jornal japonês.

A empresa japonesa Ricoh anunciou nesta sexta-feira (1.º/7) planos de adquirir a fabricante de câmeras Pentax por um valor não revelado, como parte de uma estratégia de entrar no mercado de câmeras reflex.

A Ricoh vai comprar a Pentax da Hoya, uma empresa japonesa de tecnologia óptica que comprou a fabricante em 2008. A aquisição deverá ser completada em outubro deste ano.

Embora as empresas não tenham divulgado o valor da transação, o diário econômico Nikkei estima que o negócio alcance os 124 milhões de dólares.

A aquisição não inclui os negócios de módulos de câmera digital, lentes para DVD players, endoscópios, ossos artificiais e síntese de voz. Todas essas áreas permanecerão sob controle da Hoya, afirmaram as empresas.
Fonte: IDG Now01/07/2011

01 julho 2011



ALL e Ouro Verde fundem operações rodoviárias e formam Ritmo Logística

SÃO PAULO - A América Latina Logística, por meio da subsidiária ALL Intermodal, assinou hoje um contrato com a Ouro Verde Transporte e Locação para formar a Ritmo Logística. A nova empresa vai fundir os ativos e operações de transporte rodoviário das duas companhias a partir desta sexta-feira, 1º de julho.
A ALL Intermodal terá participação de 65% e a Ouro Verde de 35% no capital social da empresa, no valor total de R$ 15 milhões. Cada uma das empresas fará ainda um aporte financeiro de R$ 3 milhões na nova sociedade, que nasce sem dívidas e passivos.

A unidade de negócios rodoviários representa atualmente cerca de 3% da receita bruta da ALL e 1% de seu Ebitda consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A unidade tem "foco de gestão diferente de seu foco principal em logística ferroviária", segundo fato relevante da companhia.
A ALL afirma que existe um mercado rodoviário de mais de 40 milhões de toneladas no entorno de sua malha, com origem ou destino na ferrovia. "Atualmente, esse mercado é pouco explorado", diz o documento.

A Ritmo terá uma gestão própria, com modelo de baixo capital empregado, com agregados e terceiros, segundo a nota. A nova operação "possui condições precedentes a serem verificadas".

Em 2010, a unidade rodoviária da ALL teve receita líquida de R$ 93,6 milhões e Ebitda de R$ 12,9 milhões. A Ouro Verde fechou o ano com receita líquida de R$ 144,1 milhões e Ebitda de R$ 16,7 milhões.

Fonte:Valor Econômico 01/07/2011



Elétricas movimentam R$ 9 bi em fusões e aquisições no ano

O setor elétrico vive neste ano uma intensa fase de fusões e aquisições. Somente nos primeiros seis meses de 2011, foram realizados dez negócios que movimentaram em torno de R$ 9 bilhões. O número de operações e os valores transacionados já superam todo o volume de 2010. Para este segundo semestre é esperada uma nova onda de negócios levando em conta as operações já em andamento.

A Eletrobras estuda comprar participação da Energias de Portugal (EDP), a Light estuda entrar na Renova, a GDF Suez e a Duke Energy negociam uma união de ativos na América Latina e a CPFL estuda comprar térmicas do grupo Multiner.

Os grupos estrangeiros, como a EDF anunciou na quarta-feira, têm também mostrado grande interesse no país. "Temos um índice de quase dois celulares por habitante no Brasil e um dos consumos de energia, per capita, mais baixos do mundo", diz a professora de pós-graduação do Instituto de Eletrotécnica da Universidade de São Paulo e membro da Câmara de Comércio Americana, Virgínia Parente. "O consumo de energia vai crescer e os retornos no país são atraentes, principalmente em geração, em que os preços são travados no longo prazo."
Na área de distribuição, a consolidação ainda pode levar algum tempo para se concretizar, apesar de a maior aquisição do ano ter acontecido justamente neste setor. Hoje são 64 distribuidoras no país que pertencem a 30 diferentes grupos. O uso político destas empresas de distribuição, que chegam em praticamente todas as residências do país, ainda é considerado um entrave. Boa parte ainda é estatal e os governos estaduais não têm demonstrado interesse em privatizações. As que não são privadas, como as empresas do grupo Neoenergia, enfrentam a questão política enraizada em estados como Pernambuco e Bahia. Os dois sócios da empresa estudam uma separação dos ativos.

A expectativa é que a reestruturação da Neoenergia, em conjunto com a reestruturação da CPFL, ambas com participações relevantes do fundo de pensão Previ, seja o maior negócio do ano. Enquanto isso não acontece, a grande aquisição já anunciada fica por conta de um dos sócios da Neoenergia: o grupo espanhol Iberdrola. A empresa adquiriu a Elektro, em janeiro. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima), a operação chegou a R$ 4,8 bilhões.

Os negócios se intensificaram no segundo trimestre, principalmente em ativos de geração de energia alternativa. Os anúncios surgiram de toda parte. A CPFL comprou a Siif Energies e fundiu os ativos de renováveis com a Ersa, do Pátria. A estatal do Paraná, a Copel, também comprou eólicas e a Rio Bravo Investimentos anunciou seu primeiro aporte no setor, com uma parceria firmada com a Orteng, que inclui a compra de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

O grupo MPX, do empresário Eike Batista, também protagonizou grandes movimentos. O BNDESPar, o Gávea Investimentos e o próprio Eike vão aportar mais de R$ 1 bilhão na companhia. Além disso, a empresa anunciou recentemente a compra de térmicas do grupo Bertin. Em transmissão, a Cemig continua movimentando o mercado. A empresa comprou em 2009 a Terna, de um grupo italiano e perdeu a Plena Transmissoras para os chineses da State Grid, no ano passado. Mas a empresa voltou à carga e anunciou recentemente a aquisição de participação relevante em sociedades de propósitos específicos, donas de ativos de transmissão, do grupo espanhol Abengoa, por cerca de R$ 1 bilhão.

Outro negócio que deve ser realizado logo é a venda de 14% de ações da Energias do Brasil, que pertencem à EDP. O grupo português seguirá como majoritário da empresa no Brasil. De qualquer forma, o novo governo português ainda decide sobre a privatização da empresa em Portugal, que interessa à Eletrobras.

Outro grande negócio esperado é o da GDF Suez e Duke Energy. Ontem, o presidente mundial da Duke, Jim Rogers, disse em entrevista à Dow Jones Newswires que não vai vender seus ativos na América Latina. Mas a negociação, em regime de exclusividade, não se trata de compra e venda de ativos e sim de uma união com a Suez, como informou o Valor esta semana. Para a comissão de valores mobiliários americana não foi repassada nenhuma informação oficial.
Fonte:Valor Econômico 01/07/2011



Casino faz aquisição de R$ 1,2 bi no Uruguai

Grupo francês, que está em litígio com Diniz pelo controle do Grupo Pão de Açúcar, reforça sua posição na América Latina

O Grupo Casino anunciou que reforçou sua presença na América Latina ao comprar o controle da subsidiária uruguaia Disco e Devoto, por US$ 746 milhões (R$ 1,16 bilhão). O investimento é interpretado como mais uma demonstração de força do grupo francês, que está em litígio com seu sócio no Grupo Pão de Açúcar, Abilio Diniz, pelo controle da varejista brasileira.

A operação uruguaia faz parte da Exito, varejista colombiana controlada pelo Casino. Além da aquisição no Uruguai, a Exito anunciou que deve realizar uma oferta de ações na Colômbia avaliada em US$ 1,4 bilhão (R$ 2,1 bilhão)

A Disco e Devoto possui 53 lojas no Uruguai, com as bandeiras Géant, Dico e Devoto, e deve faturar US$ 770 milhões (R$ 1,2 bilhão) em 2011.
“As duas transações demonstram a ambições estratégicas do Grupo na América Latina Espanhola”, disse o Casino, em comunicado.

Brasil

No Brasil, o Casino está processando Abilio Diniz em um tribunal arbitral. O Casino considera que o empresário feriu o acordo de acionista firmado entre eles ao costurar “secretamente” a fusão das operações do Grupo Pão de Açúcar com o Carrefour, seu arqui-rival na França.

Por contrato, o Casino tem o direito de comprar uma ação a mais de Diniz em 2012, quando passará a ser o acionista majoritário do Grupo Pão de Açúcar. Mas, pelo acordo proposto por Diniz, o Casino seria minoritário na nova operação brasileira, enquanto o Carrefour teria 50% das ações.
Fonte: iG SãoPaulo 30/06/2011



PDG assume controle da administradora de shoppings REP

SÃO PAULO - A PDG Realty comprou mais 33,54% da Real Estate Partners Desenvolvimento Imobiliário (REP) e passou a deter o controle da companhia. O valor da transação não foi divulgado.

A REP atua no desenvolvimento de centros de conveniência e serviços (CCS), empreendimentos built-to-suit, pequenos e médios shoppings centers e power centers.
“Acreditamos que esta é uma aquisição estratégica para a PDG, que aumenta sua atuação no mercado brasileiro de pequenos e médios shopping centers, que possui grande exposição ao crescimento do consumo de varejo no Brasil”, disse a empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A aquisição foi feita por meio de diversas operações societárias envolvendo a LDI Desenvolvimento Imobiliário. A PDG assumiu as ações da REP detidas pela LDI e, ao mesmo tempo, deixou de ter participação no capital da LDI.

A REP sofrerá um aumento de capital de R$ 200 milhões, metade a ser subscrito pela PDG e a outra metade pela LDI. Segundo o comunicado, o aumento de capital proporcionará recursos suficientes para a REP implementar seu atual plano de negócios.

Após todas essas operações, a PDG terá 54,27% do capital da REP, enquanto a LDI ficará com os 45,73% restantes. Antes da transação, a PDG possuía 25% da REP.
Ainda segundo a PDG, todos os acionistas da REP abriram mão do direito de exigir uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) em função da troca de controle da empresa. A PDG afirmou que não pretende fechar o capital da REP.
Fonte: Valor01/07/2011



Oracle avança em esforço para tornar-se tudo em um

Estratégia: Meta é fornecer a cliente de softwares até equipamentos

Quando a Oracle começou a acelerar sua política de aquisições, em meados da década passada, não faltaram críticas à companhia. Desde 2005, a fornecedora americana de software gastou mais de US$ 42 bilhões em compras - o que incluiu lances surpreendentes como a aquisição da Sun Microsystems, em 2009, por US$ 7,4 bilhões. Entre os clientes, o temor era de que a Oracle interrompesse de uma hora para outra as linhas de produtos herdadas, obrigando-os a comprar tudo novo, da própria Oracle. No caso específico da Sun, esse receio era reforçado por uma curiosidade: por que, afinal, uma companhia de software compraria uma fabricante de equipamentos, algo raro no setor, ainda mais considerando a situação difícil da Sun?

Agora, passada a fase de absorção da maioria das empresas compradas, o desenho que emerge da Oracle responde a essas dúvidas ao marcar com traços fortes um modelo até então só delineado - o de se transformar em uma fornecedora de toda a infraestrutura tecnológica de que as grandes companhias precisam, incluindo servidores, os computadores que administram os recursos das redes empresariais.
Ao adquirir uma empresa de software, o que você está comprando é seu capital humano, diz Luiz Meisler, vice-presidente-executivo da Oracle para a América Latina. Em outras palavras, isso significa ter acesso não só aos produtos existentes, mas aos cérebros capazes de garantir as inovações futuras, um ativo essencial em um setor que vive de novidades.

Com as aquisições, a Oracle montou, pedaço a pedaço, um portfólio de programas que vão de seus conhecidos bancos de dados - destinados a empresas de quaisquer áreas de atividade - até softwares específicos, com aplicação dirigida a setores como telecomunicações, serviços públicos, varejo e bancos, entre outras áreas muito dependentes de tecnologia da informação (TI).

Desde 2005, companhia investiu mais de US$ 42 bilhões em aquisições para reforçar portfólio

O esforço parece estar surtindo efeito. No trimestre mais recente, encerrado em maio, as vendas globais de novas licenças de software - um indicador importante porque antecipa vendas futuras - aumentaram 19%, para US$ 3,74 bilhões, superando as expectativas de analistas e ficando no topo das projeções da própria Oracle. Entre os analistas, a estimativa média era de algo em torno de 13,5%.

Em vez de desaparecer, como se temia, as empresas compradas acabaram crescendo ao funcionar como divisões internas da Oracle, diz Meisler. O segredo, afirma o executivo, foi manter intocadas três atividades que as caracterizavam: vendas, desenvolvimento de produtos e suporte técnico. A Siebel [de software para gerenciar clientes, comprada em janeiro de 2006] tinha 20 funcionários na América Latina; hoje, tem mais de 300, com um faturamento dez vezes superior, afirma.

O medo de que os produtos fossem descontinuados também parece afastado. A Oracle adotou uma política de contratos ilimitados, diz Meisler. O cliente pode usar o produto adquirido por quanto tempo quiser - e, enquanto isso, a Oracle se compromete a dar suporte técnico. Ao mesmo tempo, a companhia periodicamente lança produtos diferentes, desenhados pelas equipes das empresas compradas. Com isso, temos novos aplicativos Oracle, mas com cara de PeopleSoft [comprada em 2005], por exemplo, explica o executivo.

Agora, com a experiência de integrar companhias de software, a Oracle pode dedicar-se a seu maior desafio recente: ser bem-sucedida no mercado de equipamentos, no qual ingressou com a Sun Microsystems, conhecida por ser a criadora da linguagem de programação Java.

As principais armas para desafiar concorrentes experientes e poderosos no setor, como a IBM e a Hewlett-Packard (HP), atendem pelos nomes de exadata e exalogic. O primeiro é um servidor com memória flash - uma maneira de acelerar o acesso à informação -, que pode ser vendido separadamente ou junto com a crescente variedade de softwares da companhia. O exalogic é o integrador de aplicativos, a ponte para interligar um programa a outro.

Mais de mil servidores exadata, uma das principais armas da empresa, já foram vendidos no mundo
Desde que lançou o exadata, no ano passado, a Oracle instalou mais de mil sistemas no mundo. Para atrair o interesse dos clientes, a companhia acena com a chance de economizar no custo de manutenção dos equipamentos. Os preços variam bastante, mas a empresa enfatiza a possibilidade de fazer a chamada consolidação, trocando muitos equipamentos por um número menor deles, mais eficientes. Na Europa, uma empresa substituiu 34 servidores comuns por apenas quatro exadatas, diz Meisler.

Na América Latina, a lista de clientes inclui o banco Santander, o Pão de Açúcar e a Piraquê. O Santander decidiu usar o exadata depois da integração com o banco Real. Os problemas incluíam do crescimento do volume de dados à falta de espaço físico nos centros de dados. Em menos de dois meses, informa o banco, 25 ambientes críticos - conjuntos de sistemas essenciais - passaram a adotar a tecnologia da Oracle. A redução do tempo para fazer cópias de segurança caiu de 20 para 2 horas, segundo o Santander.

A estratégia da Oracle de oferecer de tudo se contrapõe à postura da arquirrival alemã SAP. No início do ano, em entrevista ao Valor, Jim Snabe, coexecutivo-chefe da SAP, disse achar que essa é fundamentalmente a direção errada. A posição da SAP, ao contrário, é permanecer focada nos programas de gestão, que controlam atividades como vendas, recursos humanos etc.

A lógica para a SAP é que com a computação em nuvem - o modelo pelo qual programas e dados ficam armazenados em centros de dados, sendo acessados via internet - não faz sentido tentar posicionar-se como um fornecedor único, já que o ambiente é marcado pela diversidade tecnológica.

A nuvem também interessa à Oracle, mas sob uma abordagem diferente. Um dia, tudo irá para a nuvem, mas não sei quando isso vai ocorrer, diz Meisler. Por enquanto, vamos ter um meio-termo. A ideia é que muitas empresas ainda vão preferir ter seus próprios centros de dados, numa espécie de nuvem particular.

Não importa a velocidade com que a nuvem se imponha, nem quem controle os centros de dados, a Oracle também enxerga a oportunidade de vender servidores para as companhias que prestam os serviços. É essa parte da estratégia, no entanto, que a companhia ainda tem de provar.
Na semana passada, a Oracle divulgou nos Estados Unidos que suas vendas de equipamentos caíram 6% no trimestre, para US$ 1,16 bilhão, o que decepcionou o mercado - a previsão feita pela companhia em março era de um aumento entre 6% e 12%. Como consequência, as ações caíram e Wall Street, nervosa, voltou a se perguntar se o preço pago pela Sun não foi excessivo.

A resposta depende da reação do mercado nos próximos meses. A Oracle já calou o ceticismo dos críticos mais de uma vez anteriormente. Se fará isso de novo é o que todos querem saber.
Fonte:ValorEconômico01/07/2011



Como aprimorar uma caçada a elefantes

A Oracle tem um bom problema para resolver no Brasil: falta gente para vender seus produtos e, principalmente, para implantar o que é vendido, diz Cyro Diehl, presidente da companhia no país. Para cada profissional de venda são necessários pelo menos outros cinco para implementar os sistemas, afirma o executivo.

A falta de mão de obra especializada reflete o momento positivo pelo qual passa o país. O Brasil representa cerca de 50% dos negócios da Oracle no mercado latino-americano e permanece como o país da região com maior potencial de crescimento, afirma Luiz Meisler, vice-presidente-executivo da companhia na América Latina.

A região ocupa um papel peculiar na estrutura global da Oracle. Na maior parte das companhias americanas de tecnologia da informação (TI), a América Latina responde à divisão Américas - sem acesso direto, portanto, ao principal centro de decisões. Na Oracle, a região é uma unidade autônoma, ao lado de América do Norte, Europa (junto com Oriente Médio e África) e Japão (junto com Ásia-Pacífico). No comando da América Latina, Meisler, que é brasileiro e está sediado em São Paulo, responde diretamente a Larry Ellison, cofundador e executivo-chefe da Oracle.

Uma nova possibilidade de negócio no país, afirma Diehl, é o fornecimento de tecnologia para a construção civil, que não costuma estar entre os principais clientes do setor de software. A razão é a realização no país da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada em 2016.

O foco da Oracle no Brasil, como no resto do mundo, é bem definido. Queremos caçar elefantes, resume André Papaleo, vice-presidente de indústria e manufatura da companhia na América Latina. Os elefantes, no caso, são as maiores empresas de cada setor, cujo ambiente tecnológico complexo pode aproveitar melhor os recursos oferecidos pela Oracle.

A caça aos gigantes coloca a Oracle em rota de colisão direta com a SAP. Segundo a mais recente pesquisa anual de tecnologia da informação da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), a SAP detém 50% do mercado das companhias com os maiores parques tecnológicos (mais de 550 computadores), contra 20% da Oracle. No mercado de 160 a 550 máquinas, a participação da Oracle é 19%, praticamente empatada com a rival alemã (20%).

O foco da Oracle e da SAP nos grandes clientes abriu espaço para a brasileira Totvs. A companhia é líder no mercado brasileiro, com 38% de participação de mercado. A força da Totvs está principalmente nas companhias menores (54% nos clientes de 30 a 160 computadores e 40% no de 160 a 550). A estratégia levou a Totvs a ocupar o sexto lugar no ranking das maiores empresas de software de gestão do mundo, segundo o Gartner, instituto de pesquisa especializado em tecnologia. A SAP e a Oracle lideram a lista, em primeiro e segundo lugares respectivamente.
Para avançar entre os grandes clientes, a Oracle tem reforçado um tipo de atendimento com fortes doses de consultoria. Quando vamos a uma companhia telefônica, por exemplo, não podemos discutir se eles querem comprar um software de contas a pagar e a receber. A conversa é como eles podem criar estímulos à lealdade dos clientes, diz Papaleo.

Uma das áreas que estão recebendo mais reforços é exatamente a responsável por entender os problemas dos clientes e criar produtos sob medida com base na tecnologia existente. Vamos aumentar a equipe de 240 para 340 pessoas na América Latina, diz Eduardo Lopez, vice-presidente de arquitetura e soluções da Oracle na região. Há cinco anos, a equipe tinha 35 pessoas, afirma o executivo. Caçar elefantes, como está provando a Oracle, requer muitos batedores. (JLR)
Fonte:Valor Econômico01/07/2011



Brasil já é o 6º no ranking de fusões

Operações no país dobram para US$79 bi por ano, 3,7% do total mundial

Operações como a possível fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour são cada vez mais frequentes no Brasil. Entre 2007 e 2010, o país galgou oito posições no ranking mundial de fusões e aquisições, saindo da 14ª para a sexta no período. Os negócios que tinham empresas brasileiras como alvo - fossem elas compradas por companhias estrangeiras ou por suas concorrentes nacionais - somavam US$33 bilhões no ano anterior à crise global ou 0,9% do total movimentado no mundo. No ano passado, esse volume mais que dobrou, para US$79,2 bilhões ou 3,73% do total. Os dados foram compilados pela mergermarket, unidade do grupo Financial Times, a pedido do GLOBO.

O avanço do Brasil no ranking só não foi maior do que o da China, que deixou o 12º lugar em 2007 (US$66,7 bilhões) para o terceiro lugar em 2010 (US$95 bilhões), uma diferença de nove posições. O apetite por empresas brasileiras superou o de empresas de diversas nações europeias, como Holanda, Espanha e França, e mesmo de países emergentes como Rússia e Índia.

Mercado interno é atrativo no Brasil. EUA lideram lista

Para o líder de fusões e aquisições da consultoria Ernst & Young Terco, Ricardo Reis, a atratividade das empresas brasileiras é explicada, principalmente, pela força do mercado doméstico. Além disso, diz, o pré-sal e o setor de infraestrutura têm atraído investidores.

- Mesmo com o real mais forte e, consequentemente, preços mais altos dos ativos brasileiros, a perspectiva de crescimento dos negócios justifica as investidas no Brasil.

Alexandre Pierantoni, sócio da área de fusões e aquisições da PricewaterhouseCoopers, destaca ainda a estabilidade econômica. E lembra que 60% das fusões e aquisições no Brasil se dão entre empresas nacionais.

Os EUA lideram o ranking nos dois anos, mas o valor envolvido nas operações despencou no período. Passou de US$1,3 trilhão para US$715,5 bilhões.

No ranking do ponto de vista do comprador, a geografia das operações é um pouco distinta. EUA continuam encabeçando o ranking. E China mantém a sua trajetória, saindo do 12º para o terceiro lugar. O Brasil, no entanto, tem desempenho aquém do exibido na lista elaborada sob o ângulo do vendedor. Em 2007, ele estava na 19ª posição (US$28,8 bilhões ou 0,79% do total). Em 2010, ficou na 13ª (US$52,1 bilhões ou 2,46%).
Fonte:OGlobo01/07/2011



Fusão de varejistas pode trazer novas ‘habilidades’ ao Brasil, diz ‘Economist’

A reportagem diz que os políticos brasileiros estão preocupados com o fato de o Brasil estar se consolidando principalmente um exportador de commodities

A fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil, se concretizada, teria a vantagem de trazer novas "habilidades" ao país e "talvez ajudasse o novo empreendimento a entrar em outros mercados", opina reportagem da revista The Economist publicada nesta quinta-feira.

A reportagem diz que os políticos brasileiros estão preocupados com o fato de o Brasil estar se consolidando principalmente um exportador de commodities.
"Então, estão entusiasmados (com a ideia de) criar campeões nacionais em outros setores, mesmo que sejam parcialmente controlados por estrangeiros", diz o texto, agregando que o know-how trazido pela rede varejista francesa poderia ajudar a ampliar ao exterior os negócios do novo empreendimento.

Mas a Economist também cita os empecilhos da fusão pretendida pelo empresário Abílio Diniz, com aporte que pode chegar a R$ 3,9 bilhões do BNDES.
Primeiro, lembra que as negociações provavelmente passarão pelo escrutínio do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), para verificar se haverá excesso de concentração de mercado nas mãos do novo empreendimento.

Além disso, existem as desavenças com o grupo Casino, também francês e detentor de grande parcela do Pão de Açúcar.
"O Casino se sente traído", escreve a Economist. "Estava prestes a tomar controle da maior varejista em um dos mercados mais efervescentes. Em vez disso, pode acabar como um acionista marginal. (...) E provavelmente vai levar suas queixas diante da imprevisível Justiça brasileira."

'Atrativos óbvios'
Ao mesmo tempo, a reportagem diz que o Carrefour tem passado "por maus bocados" na França, onde "tentou, por anos, reavivar o setor de hipermercados, sem muito sucesso".

Diante disso, o negócio com o Brasil tem "atrativos óbvios" - entre eles, a revista cita um mercado ainda "fragmentado" no país, uma economia crescente, uma democracia estável e uma população jovem.

"A nova companhia (criada pela eventual fusão) teria vendas combinadas de R$ 69 bilhões e uma fatia de 21% do terceiro maior mercado supermercadista depois dos EUA e da China."
Fonte: Estadão01/07/2011



Omint reage com marketing à compra da Lincx pela Amil.

Diante da aquisição da sua concorrente Lincx pela gigante do setor de saúde Amil há pouco mais de um mês, a operadora de planos premium Omint iniciou uma campanha publicitária agressiva com investimento de R$ 3,8 milhões, o que vai aumentar em cerca de 60% a verba aplicada em marketing pela companhia este ano, em relação a 2010. No ano passado foram gastos R$ 6 milhões na área.

“Acreditamos que fomos beneficiados com essa associação. Hoje, a Lincx tornou-se uma linha de produtos da Amil, que passa a ter um leque completo de produtos.
Mas o público premium exige um atendimento diferenciado, não quer ser mais um dentro de um grupo de mais de 5 milhões de clientes”, disse Andre Coutinho, presidente da Omint, ao ser questionado se a sua operadora não teme uma concorrência mais acirrada com a Lincx, que agora faz parte de um grupo capitalizado.

A campanha de marketing da Omint tem chamadas um tanto quanto provocativas como, por exemplo, “quando os planos de saúde mudam, é bom contar com um que continua exclusivo.” A ação publicitária, que está sendo estampada nos principais veículos de comunicação e na internet, vai durar mais dois meses.
Ainda não se sabe se haverá contra-ataque. A Lincx informou que está aguardando a aprovação da aquisição pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para iniciar a fusão entre Lincx e One Health, plano premium da Amil, e montar a sua estratégia de atuação no mercado.

Coutinho diz que ainda não é possível estimar quantos clientes poderiam migrar para a Omint. “A maior parte da nossa carteira [85%] é de planos corporativos e um contrato não pode ser rompido de forma repentina. Acho que os reflexos começam a aparecer no segundo semestre”, afirma. A Omint tem 100 mil beneficiários e atende 2 mil empresas.
Nos primeiros cinco meses do ano, a Omint registrou crescimento de 9% na receita quando comparado ao mesmo período de 2010. A meta para este ano é de um faturamento de R$ 630 milhões.

Com tíquete médio de R$ 650 para planos empresariais e R$ 800 nos planos individuais, a Omint atua no topo da classe A. Suas concorrentes diretas têm tíquete médio inferior, uma vez que oferecem também planos de enfermaria, além dos mais caros. A Lincx cobra uma mensalidade média de R$ 500 para seus 36 mil clientes e a Care Plus, com 56 mi beneficiários, tem preço médio de R$ 380.
Fonte: 01/07/2011Valor Econômico