25 dezembro 2010

Hypermarcas, Dasa e Fleury estão entre as maiores compradoras seriais no Brasil.

Somente em 2010 a Hypermarcas desembolsou cerca de R$ 4,0 bilhões para a aquisição de empresas.
Foram 22 aquisições desde 2008, quando iniciou como compradora serial (serial buyer) até se tornar a maior empresa farmacêutica nacional. Em cerca de 9 anos de operação contabiliza mais de 30 aquisições.

O mercado de análises clínicas também está aquecido com dois compradoras seriais. Fleury e Dasa.
Grupo Fleury já fez 25 aquisições nos últimos nove anos. Neste mês de dezembro comprou o Labs D’Or por 1,04 bilhão de reais. A aquisição permitirá ao Fleury elevar sua fatia de mercado dos atuais 6% para 10%.
A Diagnósticos da América SA, Dasa, quer aumentar sua participação no mercado e melhorar a rentabilidade por meio de aquisições. A companhia anunciou a aquisição da MD1, que controla quatro bandeiras de laboratórios. A Dasa avaliou a MD1 em R$ 1,98 bilhão. Com essa transação, a empresa passa a deter 11 por cento do mercado de medicina diagnóstica. E continua comprando.

25 dezembro 2010



Fusões & Aquisições & IPO no Brasil, em 2010

O número de operações de Fusões e Aquisições no País em 2010 já superou o recorde de 699 transações verificado em 2009. Este ano, já foram realizadas 707 operações, contra 454 no ano de 2009, o que representa um crescimento de 56%.

E o apetite das empresas estrangeiras por aquisições no Brasil foi determinante.

Na análise setorial acumulada do ano em relação ao número de transações, segundo a KPMG, destacam-se os segmentos de Tecnologia da Informação, Alimentos Bebidas e Fumo, Real Estate, Energia e Óleo & Gás, com 85, 41, 38, 35 e 33, respectivamente.

Por sua vez o número de aberturas de capital em 2010 – no total de 11 - será superior ao registrado em 2009 (quando houve seis IPOs), o País ainda está atrás de mercados mais expressivos. A Ernst & Young acredita na possibilidade de mais de 30 operações de abertura de capital no Brasil em 2011. O total de 64 operações de 2007 não deve se repetir.



18 julho 2010

Fusões e aquisições crescem 55% no 1º sem/2010

De acordo com a matéria publicada hoje no jornal Folha de SP,o número de operações de fusões e aquisições que deram entrada para análise nos órgãos de defesa da concorrência brasileiros cresceu 55% no primeiro semestre.
Segundo os dados do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, foram apresentadas 326 operações nos primeiros seis meses do ano.
O que motivou o aumento foram o reaquecimento da economia brasileira e a liquidez internacional.
"Os preços de algumas empresas cotadas em Bolsa, que estão mais baixos que em 2007, e o aumento da concorrência, que leva as companhias brasileiras a se posicionarem melhor, motivaram o crescimento das operações", afirma Antonio Henrique Silveira, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.
A expectativa é que o número de operações bata recorde neste ano, atingindo 650 negócios. O recorde anterior era de 2008, quando 618 operações deram entrada.
Os principais setores que tiveram as operações analisadas no semestre foram o da tecnologia da informação, com participação de 30%, o setor elétrico, com 21%, e o sucroalcooleiro, com 15%.
"O setor de TI é relativamente pulverizado. Está em um processo de consolidação cada vez maior", afirma.
Segundo a lei, as operações em que um dos grupos envolvidos tenha faturamento anual no país de R$ 400 milhões ou detenha participação de ao menos 20% do mercado devem ser apresentadas às autoridades.

18 julho 2010



16 julho 2010

Fusões & Aquisicões no Varejo - Magazine Luiza reage.

Foi anunciada hoje a aquisição das Lojas Maia pela Magazine Luiza.
A Lojas Maia estima faturar em 2010, cerca de 700 milhões de reais com sua rede de 140 lojas em nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Com este movimento a Magazine Luiza alcança um faturamento projetado de 5,7 bilhões de reais neste ano, tornando-se um dos principais consolidadores do varejo, juntamente com a rede Pão de Açúcar/Ponto Frio/Casas Bahia e a rede Máquina de Vendas formada pela Insinuante e Ricardo Eletro.

16 julho 2010



21 junho 2010

Um milhão de empresas com NFe em 2010

Surpreendente é o número de empresas que estarão emitindo nota fiscal eletrônica até o final do 2010. Cerca de 1 milhão de empresas de acordo com Álvaro Antônio da Silva Bahia, coordenador técnico nacional do Projeto da Nota Fiscal Eletrônica. Desde o início do programa, em abr/08, até hoje, mais de 191 mil empresas aderiram ao sistema e emitiram mais de 1 bilhão de documentos.

O calendário de 2010 estabeleceu três datas para atendimento da exigência. Um primeiro grupo de contribuintes entrou na obrigatoriedade em 1/04 e mais dois terão de emitir o documento a partir de 1/07 e 1/10. Estão sujeitas ao cumprimento da norma companhias enquadradas em 240 códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), relativas em grande parte, a setores econômicos que já estão obrigados à NF-e por conta das atividades efetivamente exercidas.

Lembro que em set/09, postei blog Os vetores dos novos tempos em que estimativas preliminares, considerando as adesões obrigatórias e voluntárias, aproximadamente 100 mil empresas estarão fazendo parte ainda 2009. Cerca de 300 mil companhias em 2010. Este número poderá alcançar a 1,5 milhão em 2011.

Contudo, de acordo com o cronograma de adesão para os vários segmentos, publicado no portal do Ministério da Fazenda, a expectativa é de que até o final do ano de 2010, mais de 95% das empresas estejam emitindo a nota fiscal eletrônica no Brasil. Quem não se adequar terá problemas, já que as notas físicas em papel não terão mais validade neste prazo. O objetivo é que em 2011 todos estejam definitivamente no sistema.

21 junho 2010



09 junho 2010

Mercado de fusões e aquisições aquecido

Estão se confirmando as previsões de que 2010 deverá alcançar recorde em termos de número de transações em operações de fusões e aquisições.
Segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers referente ao periodo de janeiro a maio, o número de operações cresceu 43%, totalizando 303 transações, contra 212 em 2009.

Entre os setores que lideraram o quadrimestre, destacam-se alimentos com 29 transações e tecnologia que também alcançou 29 operações, contra 22 no mesmo período de 2009.
A tendência é que o processo de consolidação de vários setores se acelere, em especial no de tecnologia.

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Lançado livro "GUIA PRÁTICO DO EMPRESÁRIO DE SUCESSO", por  Dagoberto Hajjar e co-autores Ruy Moura, Henrique França, José Ornelas, Fernando C.Barbi e Soraia Barbi, em 2010.




09 junho 2010



30 março 2010

O varejo brasileiro dá mais um passo no sentido da sua consolidação.

Nesta segunda-feira (29/3), a rede Insinuante, sediada na Bahia e líder do mercado no Nordeste, e a mineira Ricardo Eletro anunciaram uma fusão que deve criar a segunda maior empresa de móveis e eletroeletrônicos do Brasil, depois da Pão de Açúcar/Ponto Frio/Casas Bahia. A estimativa de faturamento da nova empresa, controlada meio a meio pelas duas varejista e denominada Máquina de Vendas, nasce com mais de 500 lojas e R$ 4,6 bilhões de faturamento

Cada vez mais competitivo o varejo brasileiro passa por um forte processo de consolidação o que evidencia uma tendência. Escala e preços competitivos são fundamentais para quem pretende ser um player importante neste mercado, a exemplo do que já assistimos em outros setores, como o automobilístico, bancos, seguros, supermercados, etc.

A estratégia da Máquina de Vendas é crescer por meio de fusões e aquisições regionais, afirma o fundador da Insinuante, Luiz Carlos Batista, e que ficará à frente do conselho da nova companhia. “O crescimento orgânico é lento. Nosso objetivo é acelerar”, diz. Até 2014, o executivo espera ter R$ 10 bilhões de faturamento, mil lojas e 30 mil funcionários.

30 março 2010



29 março 2010

TI retoma ritmo de fusões e aquisições

Autor(es): Gustavo Brigatto, de São Paulo
Publicado no jornal Valor Econômico - edição de 01/03/2010

Depois de um ano de ritmo mais lento, o setor de tecnologia da informação, que sempre foi um dos mais ativos na área de fusões e aquisições, parece pronto para retomar muitos dos planos adiados em 2009, devido aos efeitos da crise econômica.
Segundo números da KPMG, só nos dois primeiros meses do ano foram registradas 12 operações no país, um recorde para o período. E a expectativa é de que o ritmo continue forte. "Temos 16 mandatos de empresas interessadas em comprar e vender ativos", diz Ruy Moura, diretor da Acquisitions, especializada nesse tipo de processo.

Empresas como BBKO, Benner Sistemas, grupo Linx e Ideiasnet veem nessa estratégia a oportunidade para crescer de forma mais acelerada em 2010. "Ainda é cedo para falar se vamos bater o recorde de transações de 2008 [72 no total], mas até maio pelo menos teremos muitos anúncios", diz Luís Motta, sócio responsável pela área de fusões e aquisições da KPMG. O executivo prevê que nos primeiros cinco meses do ano o volume de transações será atípico por conta do grande volume de negociações que foram retomadas ao longo do segundo semestre de 2009, quando a economia começou a dar sinais de melhora.
Como esses processos levam, em média, seis meses para ser concluídos, os primeiros meses do ano devem concentrar a maior parte dos anúncios. No ano passado, a KPMG contabilizou 58 operações de fusão e aquisição no Brasil, número praticamente igual ao de 2007.
Segundo Alexandre Pierantoni, sócio de fusões e aquisições da PricewaterhouseCoopers, de todo o investimento de private equity em operações de fusão e aquisição no Brasil em 2009, 12% foram destinados ao setor de TI.
A consolidação tem se tornado cada vez mais importante para as companhias de TI porque dá a elas a musculatura necessária para se defender de rivais estrangeiros, que têm buscado negócios no país. Além disso, o fortalecimento de parte de seus clientes vem exigindo um escopo maior de atuação, obtido mais rapidamente com as aquisições. "Empresas grandes precisam de fornecedores grandes", diz Alberto Menache, diretor presidente do grupo Linx, de sistemas de gestão para o varejo. Depois do anúncio da compra de duas empresas no mês passado, a Linx tem planejadas outras duas operações para 2010. A empresa vendeu 21,7% de seu capital para o BNDESPar, braço de investimentos do BNDES. O banco tem hoje participação em 100 empresas de TI.
A escala é um ponto fundamental para o aumento das receitas. "Quanto mais completa a oferta, mais você pode cobrar e melhorar as margens", diz Rodin Spielmann, diretor de relações com investidores da Ideiasnet. No ano passado, a companhia, que funciona como uma holding de negócios de TI e internet, esteve envolvida em pelo menos cinco operações. Para 2010, a previsão é de novos lances. "Ainda há muita consolidação a ser feita", diz Spielmann.
Para Marcos Peano, presidente da BBKO, o momento é propício para aquisições. "Por conta dos resultados fracos em 2009, o preço das companhias está cerca de 30% menor", diz o executivo. Em dezembro, a BBKO fechou sua primeira aquisição, no valor de R$ 3 milhões. O objetivo é concluir outro negócio até o fim do ano. A empresa tem R$ 5 milhões em recursos próprios para investir na operação. Segundo Peano, a estratégia tem como objetivo dar força ao projeto de abertura de capital da BBKO, previsto para 2014.
É uma meta ambiciosa. Para chegar lá, a companhia considera várias possibilidades para elevar seu faturamento, atualmente de R$ 60 milhões (R$ 53 milhões da BBKO, mais R$ 7 milhões da SYSone Consulting). Uma das alternativas é vender uma participação para um sócio maior. "Já tivemos conversas com quatro grupos. Uma delas está mais bem encaminhada", diz Peano. A BBKO foi procurada recentemente por uma companhia japonesa que pretende investir no Brasil, conta o executivo. "As empresas brasileiras têm que se preparar, ou a consolidação do setor será conduzida pelas companhias estrangeiras", diz.
Para Severino Benner, da Benner Sistemas, o problema é que faltam empresas prontas para o processo de fusão e aquisição. "Esse número não passa de 20. As companhias menores não estão bem organizadas em termos de governança", afirma. No ano passado, esse tipo de problema impediu que a empresa concluísse as duas aquisições planejadas. A previsão é de que os negócios sejam fechados em 2010. Benner também estuda a fusão com uma companhia com faturamento próximo ao do seu negócio, de R$ 63 milhões em 2009. O objetivo é chegar aos R$ 200 milhões em dois anos.

29 março 2010



Indústria de TI nacional deve se consolidar mais em 2010

Retomada da economia e o aumento de capital disponível tendem a acelerar a consolidação da indústria de TI no Brasil em 2010.
Por ANDREA GIARDINO E TATIANA AMERICANO,

Publicado pela COMPUTERWORLD em 10 de fevereiro de 2010

O movimento de fusões e aquisiçõesentre fornecedores de software, hardware e serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) tende a ficar ainda mais intenso neste ano. Há uma expectativa de que a consolidação do mercado seja impulsionada pelo aumento do capital circulante e por uma competição mais acirrada entre as companhias do setor, que precisarão fortalecer suas operações por meio de um portfólio abrangente e pela ampliação da base de clientes.


O diretor da consultoria Acquisitions, ¬especializada em fusões e aquisições , Ruy Moura, aponta que o otimismo em relação ao Brasil vai criar um cenário favorável para a consolidação de empresas. "Em 2010, acredito que o volume de acordos será maior até do que em 2007, que foi o auge dessas movimentações", projeta Moura. Opinião compartilhada pelo vice-presidente de pesquisas em TI do Gartner, Donald Feinberg, que avalia: "O fortalecimento da economia estimulará um número maior de acordos entre empresas de TI neste ano".

No que depender de um relatório de 2009 da consultoria e auditoria Ernst & Young, o dinheiro não representará problema para as organizações interessadas em fusões e aquisições no País. Após ouvir investidores de todo o mundo, a empresa detectou que cerca de 60% deles esperam aumentar os negócios no Brasil. E o mercado local só perde em termos de potencial de aportes internacionais para a China, que aparece com 64% das intenções de investimento.

De acordo com Moura, desde o segundo trimestre deste ano, houve uma retomada nas negociações entre as empresas interessadas em aquisições. "Quando os empresários perceberam que no Brasil a crise não era tão violenta como no resto do mundo, começaram a enxergar possibilidades oportunistas de compra", relata o especialista.
Ele explica que a falta de crédito deixou algumas empresas fragilizadas e, por consequência, fez com que elas se tornassem alvo fácil para incorporação. Os dados da Associação Brasileira de Entidade do Mercado Financeiro e de Capitais (Anbima) confirmam esse cenário. De janeiro a setembro de 2009, o orgão calcula que as transações de fusão, aquisição, IPO (oferta pública de ações) e reestruturação societária totalizaram 116,7 bilhões de reais. O que representa um aumento de 33,4% sobre o mesmo período de 2008, mas ainda abaixo dos 141,2 bilhões de reais contabilizados há dois anos.

As companhias que atuam na área de tecnologia lideraram o volume de operações de fusões e aquisições realizadas no País no ano passado, segundo dados de uma pesquisa conduzida pela empresa de auditoria e consultoria KPMG. Nos nove primeiros meses de 2009, dos 351 acordos realizados no Brasil, 39 deles envolveram empresas de TIC, o que representa um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. "Estamos assistindo a uma retomada no volume de operações, impulsionada por um apetite maior das empresas brasileiras e estrangeiras", afirma o sócio responsável pela área de fusões e aquisições da KPMG, Luís Motta.
No mundo

No mercado mundial de TIC, os fornecedores que tinham dinheiro em caixa aproveitaram o cenário de crise para incorporar empresas com o objetivo de expandir o portfólio de produtos. Um dos exemplos mais clássicos dessa movimentação foi da Oracle. Com a declarada intenção de tornar-se uma provedora de soluções completas para o mercado corporativo, a companhia anunciou, em abril deste ano, uma oferta de 7,4 bilhões de dólares paracompra da Sun Microsystems. O acordo, que ainda aguarda aprovação, veio juntar-se a outras seis aquisições menores realizadas pelo grupo em 2009, o qual já incorporou um total de 56 empresas nos últimos quatro anos.
Mais recentemente, outras duas grandes marcas no mercado de TIC protagonizaram um processo de consolidação. Em uma negociação de 2,7 bilhões de dólares, a HP adquiriu a 3Com em novembro do ano passado. Com a transação, o grupo quer concorrer mais de perto com a Cisco na área de equipamentos de redes. Outro negócio, desta vez uma parceria, foi o acordo entre HP e Microsoft para o desenvolvimento de soluções integradas de cloud computing.
Também em relação a aquisições, a HP encerrou, em setembro de 2009, o processo de incorporação da EDS. Com isso, a empresa passa a fazer parte da unidade de serviços do grupo. O que tende a fortalecer a presença da fornecedora de hardware nesse mercado, no qual deve competir com a IBM, e, por outro lado, vai refletir em um aumento de receitas, já que os resultados da companhia adquirida serão incorporados no faturamento do atual ano fiscal, iniciado em outubro.
Para Feinberg, do Gartner, a necessidade de buscar uma margem melhor de lucro a partir do equilíbrio entre a oferta de hardware, software e serviços tem motivado os grandes grupos de TI a absorver empresas. "A Dell, que já era forte no mercado de equipamentos, adquiriu a Perot Systems por conta da necessidade de oferecer serviços", exemplifica o especialista, ao citar a recente transação, que envolveu 3,9 bilhões de dólares. Dentro dessa mesma óptica, o especialista acredita que Cisco, Microsoft e SAP tendem a protagonizar aquisições voltadas a ampliar o portfólio.

Essa movimentação dos grandes fornecedores internacionais tem impactos diretos no cenário local. "Das 39 transações envolvendo empresas de TI no Brasil [contabilizadas nos nove primeiro meses de 2009], 21 delas aconteceram entre companhias nacionais e, principalmente, de pequeno e médio portes", afirma o especialista da KPMG. A justificativa para esses dados está no fato de que as organizações menores precisam responder à concorrência dos grandes grupos. "Por outro lado, elas devem estar prontas para acompanhar uma explosão da demanda no mercado brasileiro", acrescenta Ruy Moura. Para ele, o fato de o País sediar a Copa do Mundo e a Olímpiada em 2014 e 2016, respectivamente vai acelerar os investimentos em TI.
Entre as companhias 100% brasileiras que já manifestaram a intenção de se fortalecer no mercado a partir de aquisições, está a integradora Stefanini. Com faturamento projetado de 674 milhões de reais para este ano, a companhia planeja adquirir fornecedores de serviços nos Estados Unidos, Europa e México. "Ao contrário de muitas empresas, temos dinheiro em caixa", diz o presidente da companhia, Marco Stefanini. Ainda de acordo com ele, essa expansão das operações vai contribuir para que o faturamento de 2010 fique próximo de 1 bilhão de reais.

Ainda para 2010, o diretor da Acquisitions acredita em uma tendência de fusões e aquisições entre pequenos e médios fornecedores de ERP (sistema de gestão empresarial). "Já existem muitas operações em andamento", informa Moura, que acrescenta: "Tratam-se de companhias que são excelentes em seu nicho de mercado, mas que precisam de fôlego para atender a grandes clientes". Além disso, ele cita que esses fornecedores menores estão preocupados com a concorrência dos grandes players desse setor, hoje dominado por Totvs e SAP.
http://computerworld.uol.com.br/negocios/2010/02/09/industria-de-ti-nacional-deve-se-consolidar-mais-em-2010/





31 dezembro 2009

Estratégia para earnout

O earn-out é uma modalidade de financiamento de parte do valor da aquisição de uma empresa e vinculado ao desempenho futuro do negócio.
São diversos os estágios que definem a melhor estratégia para um “earn-out”.

Alguns conceitos mesmo sendo elementares, não dispensam cuidados.
Assim, seguem algumas recomendações relacionadas a:
(i) a escolha da empresa-alvo e seus respectivos sócios;
(ii) determinação do valor;
(iii) estrutura do pagamento: antecipado e postecipado.

Para Seleção do sócio

A identificação apropriada do sócio é talvez o elemento o mais importante de um bem sucedido earn-out. Ambos – comprador e vendedor – deverão estar comprometidos com o integral sucesso da fusão.

Paciência, persistência e flexibilidade recíprocas contribuem decisivamente para que sejam alcançados os objetivos mutuamente acordados. As partes também têm que acreditar que estão recebendo tratamento justo nos termos do negócio.

Os sócios da empresa adquirida devem ter em mente a importância do alinhamento com plano de negócio, estabelecido em conjunto com o comprador, particularmente em relação às metas de vendas, relacionamento com canais, desenvolvimento de produtos, vendas cruzadas, níveis de qualidade, prazos de entrega, etc. O processo de mapeamento envolve o entendimento de como os produtos ou as tecnologias da empresa vendedora serão alinhados no decorrer da transição bem como da estratégia de longo prazo da empresa compradora e vice- versa. Estas adaptações de tecnologia ou do produto são fundamentais para que o relacionamento a longo prazo seja viável.

Neste momento é muito importante uma diligência mais detalhada a respeito. A compreensão das metas, sua razoabilidade e exigibilidade no “earn-out “ passam por esta avaliação, seja das competências técnicas de “entrega” do time vendedor avaliadas pelo comprador, seja pelas condicionantes exeqüíveis estabelecidas pelo comprador ao vendedor.

Tanto o vendedor como o comprador têm considerável flexibilidade para estruturar o “earn-out “ e alcançar acordo em relação aos objetivos. Por exemplo, podem ser vinculadas metas estratégicas e táticas, tais como faturamento, margens, taxa de crescimento ou taxa de retorno, Ebitda, nível de capacidade de utilização, para vendedores de modo geral ou com perfis diferenciados, estabelecendo metas de desempenho para unidades de negócios específicas ou em relação a companhia como um todo.

Cuidados adicionais se devem ter no estabelecimento das metas e critérios para os seus cálculos de modo a não permitir dúvidas ou mal entendidos. Por mais óbvio que possa parecer, quando se tratar de rentabilidade, por exemplo, definir claramente a fórmula de cálculo e quais as receitas e custos devem ser excluídos. O estabelecimento de mecanismo de solução de disputa é aconselhável.

Determinação do valor

Sem dúvida, um dos mais difíceis aspectos na negociação de uma empresa é a definição do valor atribuído à transação, não só pela discussão das premissas do “valuation “ como pela percepção do “apetite “das partes.

Vencida essa etapa de determinação do valor, fica menos difícil estabelecer as condições de pagamento. Nesse sentido, o modelo de “earn-out” é um facilitador do processo uma vez que o comprador irá pagar a parcela vinculada a entrega futura, após a sua execução. Significa dizer que a(s) parcela(s) remanescente(s) do pagamento dependem do cumprimento das metas estabelecidas, nos prazos combinados.

Estrutura do pagamento.

Acordado o valor total da transação bem como definida a regra do modelo de gestão e relacionamento, a etapa seguinte é decidir quanto será pago a vista e quanto será pago em earn-out.
O pagamento antecipado é um componente chave porque define o comprometimento e o nível de importância que o comprador atribui a tecnologia. Quanto menor for o valor do pagamento antecipado, o risco maior é deslocado para o vendedor.

Algumas pesquisas sobre operações realizadas indicam que o valor do pagamento antecipado se situa no intervalo de de 30% a 70% do total da transação.
Quanto mais madura é a empresa maior é a participação do pagamento à vista. Como também o montante do Backlog (corresponde ao valor total do faturamento dos contratos em carteira desde que sejam cumpridos na forma contratada. No cálculo do Backlog, levam-se em consideração o cronograma de implementação dos projetos, histórico de demanda, maturação dos contratos e as fases de entrega).

Em relação ao prazo de pagamento postecipado, cujos valores são definidos a partir de metodologia adequada, considera pagamentos anuais, se o acordo prevê prazo de desempenho superior a um ano, e efetivados após o encerramento dos períodos de apuração.

O prazo para cumprimento de metas do “earn-out“ costuma variar muito e depende dos objetivos a serem alcançados. Tipicamente um “earn-out“ para a compra de uma empresa de tecnologia ou de serviços varia de 1 ano a 3 anos. É raro prazos superiores. Prazos muito curtos também têm seus inconvenientes.

Para o comprador o risco de perda dos sócios-gestores bem como prazos insuficientes para integração e absorção efetiva do conhecimento (particularmente os culturais se for internacionalização) e realização dos resultados esperados.

Para o vendedor não permite incorporar ganhos adicionais, pois ignora o crescimento de mais longo prazo. Um dos aspectos mais problemáticos em relação aos períodos de apuração refere-se aos cumprimentos das metas. Nestas horas é que começam os questionamentos sobre o entendimento de critérios, se não forem muito claros.

31 dezembro 2009



16 dezembro 2009

As 10 maiores fusões em TI, em 2009.

As TOP 10 operações de fusões & aquisições realizadas em 2009 entre empresas de TI, de acordo com levantamento de Jon Brodkin, da Network World, foram:

1. Oracle-Sun: US$ 7.4 bilhões – O maior negocio na área de TI foi realizado em abril, quando a Oracle adquiriu a Sun. A aquisição, ainda em curso, foi anunciada em abril e, depois, bloqueada, pois alguns reguladores europeus sustentaram que a combinação da tecnologia da Oracle com a base de dados Open Source MySQL da Sun violaria as leis de concorrência. O acordo Oracle-Sun ainda não foi concluído, mas dará a Larry Ellison, CEO da Oracle nova munição contra a Microsoft (no mercado de base de dados) e contra grandes fornecedores de hardware como que IBM, HP e Dell.

2. Xerox-Affiliated Computer Services: US$ 6.4 bilhões – Com aquisição anunciada em setembro a Xerox ficou apta a triplicar sua cifra de negócios na área de serviços passando de US$ 3,5 bilhões para US$ 10 bilhões com a compra da ACS, especializada em BPO (Business Process Outsourcer). Combina 74.000 empregados de ACS com 54.000 da Xerox. A Xerox acredita que com a ACS poderá penetrar em novos mercados e que terá poucas sobreposições na medida em que somente 20% dos clientes são comuns a ambos os negócios.


3. Dell-Perot Systems: US$ 3.9 bilhões – Apenas alguns dias antes do movimento da Xerox, a Del anunciava a aquisição para a conmpra da Perot Systems, outra grande sociedade de serviços de computação. Dell está apostando que com a Perot irá se tornar um líder em serviços de computação, permitindo vender mais hardwares aos clientes da Perot, maioria deles na áreas de saúde s serviços governamentais.

4. Cisco-Tandberg: US$ 3.4 bilhões - Cisco importante “player” em produtos de colaboração junto à WebEx e em videoconferência no modo telepresença, formalizou a compra da Tandberg especializada em videoconferência e em produtos da infra-estrutura de rede. O uso crescente da videoconferência permitirá aumentar o tráfego da rede, propiciando novas vendas de comutadores e roteadores para a Cisco.

5. Cisco-Starent Networks: US$ 2.9 bilhões – Com compra em outubro da Staren, a Cisco incrementará a expertise em infra-estrutura móvel em vários tipos de redes sem fio, como LTE e WiMAX. Cisco já havia feito um investimento em WiMAX com a compra por US$ 330 milhões da Navini Networks em 2007. A tecnologia da Starent já foi implementada por mais de cem operadoras móveis em 45 países.


6. HP-3Com: US$ 2.7 bilhões – A HP se lança na concorrência com a Cisco em centros de computação e convergência de mercados com a compra da 3Com, fabricante de comutadores, roteadores e produtos de segurança. A operação foi anunciada em novembro. A aquisição, que enfrenta uma ação judicial da parte dos acionistas, sofre ainda de uma sobreposição ao entrar na variedade de linhas de comutadores e de equipamentos de redes sem fio.

7. EMC-Data Domain: US$ 2,1 bilhões A EMC se esforçou para adquirir a Data Domain visando o segmento de replicação. A replicação ajuda a economizar dinheiro ao reduzir as necessidades de arquivamento de dados, o que explica porque a EMC e a NetApp acreditam que esta aplicação desempenhará papel importante no mercado de armazenamento nos próximos anos. A NetApp havia proposto inicialmente o valor de US$ 1,5 bilhão para comprar a Data Domain, mas a EMC pressionou e fez o preço subir a um montante que a NetApp não pudesse mais se manter na disputa.

8. Emerson-Avocent: US$ 1,2 bilhão - A Emerson estende suas operações de computação com a adição da Avocent, que concebe software, hardware e tecnologias integradas destinadas à simplificar a gestão de centros de dados complexos. A Emerson a firma que a Avocent e as tecnologias de monitoramento são complementares aos seus próprios produtos, À gestão energética e aos sistemas de refrigeração. Assim, pode ajudar os clientes a resolver o problema crescente de ineficácia energética. A aquisição, que permitirá também aumentar a capacidade da Emerson no mercado de comutação KVM.

9. IBM-SPSS: US$ 1,2 bilhão A IBM gastou mais de US$ 1 bilhão para desenvolver sua capacidade de análise, com SPSS e suas ferramentas de análise preditiva que ajudam as empresas a explorar dados profissionais históricos e identificar as tendências futuras. A compra não é mais do que a última etapa na estratégia da IBM de reforçar sua gama de ferramentas de análise. Antes a Big Blue havia adquirido a tecnologia de descoberta de dados da Exeros e pago US$ 5 bilhões pela Cognos, especializada em Business Intelligence.

10. Ericsson - ativos wireless da Nortel Networks: US$ 1,13 bilhão A Ericsson, fabricante líder no segmento de redes, criou uma guerra de ofertas sobre os ativos sem fio da Nortel Networks, sobretudo contra a as ofertas da Nokia Siemens Networks, a MatlinPatterson e Research in Motion. Mais precisamente, a Ericsson ficou com o CDMA e a LTE o que permitirá a companhia sueca reforçar presença na América do Norte. Os clientes da Nortel na América serão de agora em diante fornecidos pela Ericsson, o que inclui Verizon Wireless, Sprint, US Cellular, Bell Canada, Leap e Telus. Por causa da compra da Nortel e de outros acordos estratégicos, a Ericsson terá 14 mil empregados e US$ 5 bilhões em receitas na América do Norte.

16 dezembro 2009



07 dezembro 2009

Anunciada a fusão do Grupo Pão de Açúcar e Casas Bahia.

O novo gigante no comércio de bens duráveis com um faturamento bruto de R$ 18,1 bilhões, contará com 1.015 lojas, 68 mil funcionários, 43 centros de distribuição e presença em 18 estados e deverá atender todas as classes sociais, de A, a mais alta, à E, a menor. Os supermercados foram excluídos dessa associação. O faturamento anualizado do Grupo Pão de Açúcar (2008) com Ponto Frio e Casas Bahia é de cerca de R$ 40 bilhões.

A expectativa é de que as sinergias entre o Grupo Pão de Açúcar e a Casas Bahia girem em torno de R$ 2 bilhões. A competitividade da nova empresa acontecerá em termos de centralização do poder de compras com os fornecedores; a integração dos centros administrativos, logísticos e de Tecnologia da Informação (TI); unificação das plataformas de e-commerce; ganhos de escala com propaganda; e potencialização dos serviços financeiros. Existem cerca de 100 lojas da Casas Bahia e do Ponto Frio que são conflitantes, em uma mesma rua ou shopping center e há a possibilidade, de quando estiveram localizadas em imóveis contíguos, de serem unificadas, adotando uma marca ou outra, conforme o público do local.

A operação vai dividir as Casas Bahia em duas subsidiárias: uma delas ficará com todos os imóveis de propriedade da empresa (estimados em R$ 2 bilhões), 75% da fabricante de móveis Bartira (que valem cerca de R$ 240 milhões), uma parcela da carteira de crédito no valor de R$ 1,067 bilhão e outros ativos não operacionais avaliados em R$ 200 milhões. Estes ativos ficarão com a família Klein. Além disso, a companhia vai transferir uma dívida de curto prazo com fornecedores, de R$ 950 milhões, para a nova empresa. Farão parte da segunda subsidiária, além deste débito, os ativos operacionais, os 25% restantes da Bartira, contratos de locação e de fornecimento de móveis. Essa empresa, chamada de Nova Casas Bahia, se juntará aos ativos de Ponto Frio e Extra Eletro para o nascimento da nova companhia.

O patrimônio da nova empresa a ser formada está avaliado em R$ 3,8 bilhões. Pão de Açúcar vai deter 51% de participação (R$ 1,93 bilhão), contra 49% das Casas Bahia (R$ 1,86 bilhão).

Esta associaçao reforça a tendência de fusões e aquisições por parte dos concorrentes. Novas fusões no varejo deverão ocorrer nos próximos meses envolvendo redes regionais. Entre os pricipais players estão a redes Lojas Americanas, Magazine Luiza, Carrefour e Walmart.

07 dezembro 2009