16 dezembro 2019

Keiretsu quer chegar à nuvem com aquisições

Pierre Schurmann deixou comando da empresa de investimento Bossa Nova para criar companhia de software

Depois de passar os últimos 10 anos navegando pelo oceano das startups como investidor, Pierre Schurmann decidiu que está na hora de tocar seu próprio negócio. Com capital próprio e de algumas famílias, ele está estruturando uma companhia chamada Keiretsu, que vai oferecer softwares no modelo de computação em nuvem - via internet e com pagamento como serviço - para empresas de pequeno e médio portes. O investimento previsto é de R$ 100 milhões até 2025.

Em vez de começar a desenvolver tecnologia do zero, algo que poderia levar muito tempo, a Keiretsu planeja adquirir o controle de startups já existentes para integrar os sistemas dessas empresas em torno de um pacote de softwares. A expectativa é que as primeiras aquisições sejam anunciadas até fevereiro.

O nome Keiretsu vem do japonês e representa um conceito de empresas que se juntam - dentro de um mesmo grupo ou por meio de parcerias - em torno de um objetivo comum. Há um número grande de empresas fazendo coisas interessantes, mas que não conseguiram crescer o suficiente para receber novos recursos de fundos porque os valores de investimentos estão mais altos hoje. E os investidores precisam ter um horizonte de retorno do seu capital, diz Schurmann.

Entre os produtos que a companhia pretende incorporar estão sistemas de pagamento, de comércio eletrônico, gestão, recursos humanos, finanças, entre outros. A previsão, segundo Schurmann, é comprar entre 40 e 70 empresas em um prazo de seis anos.

No alvo, estão companhias com receita anual entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões, que tenham atingido o ponto de equilíbrio entre receita e despesa. Schurmann não revela quanto planeja gastar, em média, com cada uma dessas operações. O objetivo, diz, é pagar múltiplos em torno de duas a nove vezes o Ebitda, dependendo do perfil da empresa e do mercado em que atua.

O plano prevê manter marcas, equipes e fundadores como sócios minoritários do grupo, de maneira a manter o ritmo de melhorias dos respectivos produtos. Os esforços administrativos e de vendas serão feitos com equipes centralizadas.

Até 2025, Schurmann diz acreditar que a Keiretsu chegará a algo entre 2,5 mil e quatro mil funcionários, com receita anual de R$ 1 bilhão. Para efeito de comparação, a Totvs, maior empresa de software do país, encerrou 2018 com 8 mil funcionários e receita de R$ 2,11 bilhões. O modelo da Keiretsu é baseado na canadense Constellation Software, que desde sua fundação, em 1995, comprou mais de 260 empresas.... Leia mais em valor.globo 16/12/2019

16 dezembro 2019



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