17 junho 2019

Em consórcio, grupo tenta de novo comprar Liquigás

O grupo Ultra está novamente tentando comprar a Liquigás, distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Petrobras, mas em outro formato.

O presidente da holding Ultrapar, Frederico Curado, disse, em entrevista ao Valor na quinta-feira, que o grupo faz parte de um consórcio que apresentou oferta não vinculante pelo ativo no início da semana passada.

"O Ultra está em um consórcio e é minoritário por força do edital", disse o executivo, sem fornecer mais informações sobre esse processo. .. leia mais em valoreconomico 17/06/2019

17 junho 2019



AJC Group assume mais de R$190 milhões em dívidas do Grupo Salione

As 18 empresas do Grupo Salione que atuam nas áreas de Extração, Mineração, Concreto, Pavimentação, Infraestrutura, Transporte e Construção, foram adquiridas pelo AJC Group.

As unidades de negócio totalizam um passivo trabalhista de cerca de R$60 milhões, R$50 milhões com credores quirografários e um passivo tributário que gira em torno de R$83 milhões milhões.

Para tanto, foi protocolado pedido de Recuperação Judicial (RJ) e deferido no final do mês de maio.

O Plano de Recuperação do Grupo Salione está em fase de desenvolvimento pela nova gestão do AJC Group que, se aprovado, terá 36 meses para ser executado e divulgado.

A empresa conta, hoje, com 110 (cento e dez) colaboradores. Segundo Anderson Alex de Siqueira, Diretor Executivo responsável pela operação, será feita uma manutenção organizacional para garantir a continuidade dos colaboradores atuais e abrir novas oportunidades de emprego para profissionais da região... Leia mais em ajcgroup 17/06/2019



Notre Dame Intermédica anuncia oferta secundária de 50 milhões de ações

A oferta consistirá na distribuição pública das ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil em mercado de balcão não organizado (Imagem: Equipe Money Times)

A Notre Dame Intermédica (GNDI3) divulgou na noite de sexta-feira fato relevante sobre a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de, inicialmente, 50 milhões de ações ordinárias, nominativas, escriturais, sem valor nominal, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames, de titularidade da Alkes II – Fundo De Investimento Em Participações Multiestratégia.

A oferta consistirá na distribuição pública das ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil em mercado de balcão não organizado, sob a coordenação do Banco Itaú BBA, com o J.P. Morgan, do Banco Morgan Stanley(MS), do Citigroup Global Markets Brasil, Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, do Banco de Investimentos Credit Suisse, do Banco Bradesco (BBDC4) BBI e do UBS Brasil Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Simultaneamente, no âmbito da oferta, serão realizados esforços de colocação das ações no exterior pelo o Itaú BBA USA Securities, o JP Morga Securities, Morgan Stanley, Citigroup Global Markets, Credit Suisse Securities, Bradesco Securities e UBS. Investing.com Brasil - Leia mais em moneytimes 17/06/2019



Cade aprova aquisição pela Superfrio de armazém frigorífico da Espaçofrio

Aquisição pela Superfrio de todos os bens e direitos relativos a armazém frigorífico de propriedade da Espaçofrio, não envolvendo qualquer aquisição de participação societária nessa empresa.

Superfrio Armazéns Gerais S.A. (“Superfrio” ou “Compradora”) - A Superfrio é uma empresa brasileira que atua na prestação de serviços de logística frigorificada, contando com infraestrutura e instalações para operações de armazenagem. A Superfrio é controlada indiretamente pelo Pátria Brazilian Private Equity Fund IV –Fundo de Investimento em Participações (“FIP Pátria IV”), um fundo de investimento privado, sob a gestão do Pátria Investimentos Ltda. (“Pátria Investimentos”).

 Espaçofrio Armazenagem Frigorífica Ltda. (“Espaçofrio”) - A Espaçofrio é uma empresa familiar brasileira que atua no mercado de armazenagem frigorificada, sendo controlada diretamente por 4 (quatro) pessoas físicas (“Vendedores”), detendo, atualmente, unidades de armazenagem frigorificada localizadas nos Municípios de Cascavel (a Unidade Cascavel, objeto da presente operação) e Curitiba, ambos no Estado do Paraná, Região Sul do Brasil.

 DESCRIÇÃO DA OPERAÇÃO - Trata-se de operação de aquisição, pela Superfrio, de todos os bens e direitos relativos a um único armazém frigorífico localizado no Município de Cascavel, Estado do Paraná (“Unidade Cascavel”), de propriedade da Espaçofrio (a “Operação”)[1], não envolvendo qualquer aquisição de participação societária nessa empresa.

A Operação representa, segundo as partes, oportunidade de negócio para o FIP Pátria IV, que tem o compromisso de identificar, investir e ampliar o valor de empresas brasileiras, com o objetivo de assegurar a seus investidores retorno financeiro por meio da valorização a longo prazo das ações e de outros títulos e valores mobiliários (conversíveis ou permutáveis em ações) de emissão das empresas investidas. Para a Superfrio, a Operação também representa oportunidade de se estabelecer em região de interesse para o mercado de armazenagem frigorificada. Para os Vendedores, a realização da Operação cumpre o papel de liquidar ativo com o objetivo de reinvestimento em outras áreas de negócios.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO
A Operação acarreta sobreposição horizontal no mercado de armazenagem frigorificada, visto que a Superfrio já atua neste segmento, com unidades localizadas nos estados do Paraná (uma unidade no município de Arapongas, localizada a cerca de 347 km da Unidade Cascavel) e de São Paulo (3 unidades no município de Ribeirão Preto e unidades únicas nos municípios de Vargem Grande, Mogi-Guaçu, Mairinque, Jacareí e Marília). O armazém objeto da aquisição ora em análise se localiza em Cascavel/PR, como ressaltado acima.

De acordo com a jurisprudência, a prestação de serviços de logística, tais como armazenagem, transporte etc., deve ser tratada de forma segmentada, de acordo com o tipo de atividade analisada[2]. No que concerne especificamente à armazenagem de cargas, a jurisprudência segmenta o mercado pelo tipo de carga armazenada, devido à existência de diferenças relevantes em termos de movimentação e armazenagem de cada tipo de carga[3]. Neste caso, informam as requerentes, tanto a Superfrio quanto a Unidade Cascavel atuam somente no armazenamento de cargas sólidas frigorificadas (resfriadas ou congeladas). As requerentes entendem o mercado relevante, na dimensão produto, portanto, como sendo o de armazenagem de cargas frigorificadas.

Com relação à dimensão geográfica, à luz das circunstâncias específicas do caso e das atividades por elas desenvolvidas, as requerentes aduziram que o mercado teria abrangência nacional ou, ao menos, a região abrangendo o eixo sul-sudeste. No entanto, os precedentes do CADE não permitem chegar a essa conclusão e tampouco mencionaram esses possíveis cenários. Em casos anteriores (precedentes mencionados), o Cade caracterizou o mercado relevante de armazenagem ora como estadual, ora como restrito ao porto e seus arredores. No recente Ato de Concentração nº 08700.000828/2018-10, esta Superintendência considerou os seguintes cenários: (i) mercado de armazenagem de cargas frigorificadas no estado de Santa Catarina; e (ii) mercado de armazenagem de cargas frigorificadas na área próxima ao Porto de Itajaí (localidade onde se situava o armazém objeto daquela operação).

Cabe destacar que as requerentes indicaram que o armazém objeto desta operação se distancia mais de 500 km dos portos mais próximos da localidade do armazém (Cascavel/PR). Em todo caso, como será visto a seguir, uma definição precisa da dimensão geográfica não será necessária, uma vez que a Operação não acarreta concentração de mercado acima de 20% em nenhum dos cenários considerados, quais sejam (do mais conservador para o menos): (i) estadual, (ii) eixo sul-sudeste e (iii) nacional, ressaltando que a dimensão geográfica pertinente ao caso é a estadual.

Seguem abaixo as participações de mercado da Superfrio nos três cenários concorrenciais geográficos elaborados pelas requerentes, segundo informações disponibilizadas pela ABIAF em 2018 e também de acordo com a base de dados e inteligência de mercado proprietária da Superfrio[4].. a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições.. Leia mais em sei.cade 14/06/2019




Superintendência do Cade aprova joint venture com Vtex sem restrições, diz Totvs

A Totvs anunciou que, na última sexta-feira, 14, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, uma joint venture com a plataforma de comércio eletrônico Vtex e também a venda para essa empresa da fatia detida no capital social da Ciashop. Há um prazo legal de quinze dias para recurso ou avocação pelo Tribunal do órgão de defesa da concorrência. A operação depende também do cumprimento de outras condições precedentes.

A joint venture terá como foco o desenvolvimento e distribuição de soluções de software para e-commerce.

Pelos termos do acordo, a Totvs usará sua estrutura própria e de franquias para distribuir as soluções Vtex em todo o País.

A venda para a Vtex da totalidade da participação na Ciashop – ou 70,47% do capital – tem o valor de R$ 21,175 milhões, sujeito a ajustes. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 17/06/19 



Brechó de luxo abre capital em NY e pode arrecadar US$ 285 mi

O brechó on-line RealReal definiu nesta segunda-feira os termos para sua oferta pública inicial em Nova York.

O site que vende artigos de luxo consignados espera captar até US$ 285 milhões e ser avaliado em cerca de US$ 1,57 bilhão. .. Leia mais em valoreconomico 17/06/2019





A estratégia do tubarão

Fusões e aquisições são o “filé mignon” da cobertura de negócios. Nos tempos de vacas gordas da economia brasileira não tinha uma semana que não saia uma operação. No ápice, em 2014, a PwC contou 879 delas no país. Algumas já eram bola cantada - enquanto as negociações rolavam, os detalhes corriam soltos na imprensa, abastecida por informações vazadas pelos envolvidos. Outras realmente pegavam o mercado - e os jornalistas - de surpresa. Vi muitas vezes o caderno de Economia do Estadão mudar inteiro para “encaixar” um grande negócio anunciado no meio da noite.

Chamava a atenção uma movimentação que corria nos bastidores. Cerca de um terço das operações de fusões e aquisições (ou M&A, no termo do mercado) tinha a participação de fundos de private equity. São "investidores da economia real", que basicamente compram empresas com a expectativa de melhorar seus resultados e vender com lucro no futuro. Muitas vezes essas vendas são feitas na bolsa de valores em ofertas de ações para investidores como você.

A maioria desses fundos é abastecido por dinheiro de investidores estrangeiros. Nos tempos áureos da economia brasileira havia uma disputa entre esses agentes pelas melhores companhias, que inflou o valor de mercado das empresas brasileiras. Com a crise, o Brasil saiu da moda e muitos desses fundos desistiram de “caçar” oportunidades por aqui... Leia mais em seudinheiro 17/06/2019



Fintech de empréstimo pessoal bate recorde e capta R$ 4 mi em crowdfunding

A fintech Mutual, que possibilita empréstimo entre pessoas comuns, captou 4 milhões de reais por meio da modalidade de equity crowdfunding, em que ocorre um financiamento coletivo feito por vários investidores.

A captação, feita por meio da plataforma de equity crowdfunding EqSeed, foi a maior da história neste formato no Brasil e o valor foi levantado em apenas nove dias. ”. .. Leia mais em exame 17/06/2019

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Fintech Mutual capta R$ 4 milhões em maior rodada online de investimento em startups do Brasil

Fintech de empréstimos entre pessoas completa rodada de investimento pela internet em apenas nove dias. Captação foi feita via Eqseed, plataforma online de investimentos em startups

A fintech Mutual, que viabiliza o empréstimo entre pessoas, conectando quem precisa de dinheiro com quem quer emprestar, captou R$ 4 milhões pela EqSeed, plataforma online de investimentos em startups. A rodada ocorreu em apenas nove dias e se tornou a maior captação individual da história do segmento de equity crowdfunding no país.

Após a captação, a Mutual utilizará o recurso financeiro para multiplicar por 5 o número de usuários de sua plataforma digital, saltando dos atuais 200 mil para 1 milhão. A fintech quer emprestar mais de R$ 60 milhões, atingindo um faturamento bruto de R$ 6 milhões, além de adquirir a licença do Banco Central (BC) para atuar como uma Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP).

“Agora, vamos trabalhar bastante para expandirmos a nossa operação e honrar o nosso compromisso com os mais de 150 investidores que confiaram no nosso propósito para democratizar o acesso ao crédito, combater o alto spread bancário, diminuindo os juros praticados no Brasil, e proporcionar investimento com retorno justo”, pontua Leonardo Rebitte, CEO da Mutual.

Pioneira e líder do segmento de crédito colaborativo específico para pessoas físicas, a Mutual conta com mais de e 200 mil usuários ativos, entre tomadores de empréstimos e investidores, e já intermediou mais de R$ 6 milhões em empréstimos com pouco mais de um ano de operação.

De acordo com o economista e sócio-fundador da EqSeed, Brian Begnoche, o forte interesse dos investidores pela Mutual como ativo financeiro ocorreu, entre outros fatores, pela crescente demanda de investidores pelas fintechs no Brasil.

“Hoje, os investidores estão vendo uma fintech atrás de outra se tornarem unicórnio, isto é, atingindo valuation de US$ 1 bilhão, e estão se perguntando cada vez mais como podem investir em uma dessas fintechs. Assim, quando surgiu na EqSeed a oportunidade de investir na Mutual, o apetite para participar da rodada era enorme. São as fintechs como a Mutual que vem ameaçando o negócio dos grandes bancos mundialmente, e impulsionando mudanças imensas na maneira que as pessoas gerenciam e investem seu dinheiro,” avalia Begnoche.

A onda de plataformas de empréstimos entre pessoas é forte e irreversível. “O spread bancário no Brasil é o segundo maior do mundo. As pessoas conhecem essa desigualdade entre o que o banco cobra e o que ele paga aos investidores, é um absurdo, mas ficavam sem muitas opções. Pela Mutual, as pessoas têm acesso a empréstimos com juros mais justos e o investidor consegue o tipo de retorno que antes ficava apenas com os bancos”, explica Rebitte.

Para Begnoche, o diferencial da Mutual está na sua equipe e tecnologia. “Os sócios da Mutual são empreendedores extremamente qualificados e com históricos profissionais marcantes. A qualidade da tecnologia que eles já desenvolveram é impressionante, à frente do mercado, e os permite efetuar empréstimos em apenas um segundo pelo aplicativo. É um dos motivos que permitiu à Mutual alcançar tanta tração no mercado até hoje”, avalia.

Recordes no venture capital online

Além de ser a maior rodada já concluída, esta da Mutual foi a primeira a contar com um aporte individual de mais de R$ 1 milhão. O ticket médio foi de R$ 26 mil, enquanto o mínimo que um investidor pode investir foi de R$ 5 mil. “Na EqSeed, o investidor recebe os mesmos termos de investimento e proteções, independentemente do valor aportado. É interessante destacar como os investimentos online pela EqSeed viabilizaram startups como alternativa de ativo para composição de uma carteira diversificada, tanto para os investidores mais qualificados como para o investidor fazendo seus primeiros aportes em startups”, avalia Begnoche.

No ano passado, foram ao todo R$ 12,8 milhões investidos em startups pela EqSeed, que se tornou a maior plataforma de investimento em startups online do mercado brasileiro. A empresa também foi a primeira plataforma do setor aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Este ano, a EqSeed objetiva intermediar até R$36 milhões em captações, valor composto essencialmente por rodadas acima de R$ 1 milhão. A empresa também busca realizar as primeiras rodadas de R$ 5 milhões, valor máximo permitido pela CVM.

Sobre a Mutual - Em operação desde fevereiro de 2018, a Mutual foi criada para revolucionar o empréstimo entre pessoas no Brasil, conectando quem precisa de dinheiro com que quer lucrar com investimentos diversificados. A fintech brasileira oferece uma plataforma digital de peer to peer lending (empréstimo P2P ou crédito P2P) em que qualquer pessoa pode emprestar dinheiro a outra com taxas de juros menores aos praticados pelos bancos. Além disso, permite aos investidores com perfis menos conservadores diversificarem seus investimentos para obterem retornos bem acima do CDI.

Sobre a Eqseed - A EqSeed conecta investidores a startups e empresas em expansão para efetuar rodadas de investimento de até R$5 milhões. Fundada em 2015 pelo matemático inglês e ex-Lloyds Bank Mercados de Capitais, Greg Kelly, e pelo economista norte-americano Brian Begnoche, a EqSeed é a primeira empresa com autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para distribuir rodadas de investimento de startups sob Instrução CVM 588/2017. No ano passado, foram ao todo R$ 12,8 milhões investidos em startups pela EqSeed, que se tornou a maior plataforma de investimento em startups online do mercado brasileiro. Alex Cabral  Leia mais em ModoCon Comunicação 17/06/2019




Pfizer compra fabricante de remédio para câncer por US$ 11,4 bilhões

A americana Pfizer chegou a um acordo para a compra da biofarmacêutica Array BioPharma, especializada no desenvolvimento de tratamentos para câncer, por US$ 11,4 bilhões. .. Leia mais em valoreconomico 17/06/2019





De olho em dias melhores, varejo aposta em fusões e digitalização

O desemprego está em alta e a renda está estagnada. Os números do varejo não são nada animadores: o setor se expandiu 0,6% no primeiro quadrimestre, comparativamente a igual período de 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As expectativas de crescimento são cada vez menores: na última semana, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) reviu para baixo, pela quinta vez, as projeções para o setor.

Mas, mesmo assim, o setor vive dias agitados. Duas operações marcaram a semana: o fim da batalha entre o Magazine Luíza e a Centauro pela Netshoes, com a primeira levando a melhor, e a volta da emblemática família Klein ao comando da Via Varejo, operação que reúne as Casas Bahia e o Ponto Frio.

Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que essas duas operações refletem uma aposta em dias melhores para o varejo, baseada em duas tendências: a digitalização cada vez maior e a consolidação do mercado. “As últimas operações de fusão e aquisição refletem a expectativa de um cenário melhor no futuro”, aponta Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Segundo Mariana Vergueiro, analista de varejo da XP Investimentos, a melhora na confiança do consumidor pode trazer um impulso adicional ao segmento.

“O cenário de retomada de crescimento, inflação ancorada e juros nas mínimas históricas gera um ambiente positivo para o setor de varejo no Brasil. Ainda que os dados de atividade mais recentes indiquem recuperação mais lenta que o esperado, com consequente revisão para baixo no crescimento de lucro das empresas em 2019, acreditamos que uma melhora na confiança do consumidor possa impulsionar o setor." Mariana Vergueiro, analista de varejo da XP Investimentos

Paralelamente a isso, destaca Patrícia Cotti, diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), as empresas estão aproveitando o momento para se focar mais na especialização. É o que explica movimentos como o do GPA passando o controle da Via Varejo para o grupo liderado pela família Klein.

A Netshoes e o cenário digital

A compra da Netshoes reflete bem esse cenário, diz Patrícia. “Conceitos como marketplace vão ser cada vez mais relevantes no futuro do setor. E a Netshoes tem expertise no segmento esportivo.”

O varejo online também está em ebulição. A aquisição da Netshoes pelo Magazine Luíza reúne duas empresas que têm forte cultura digital e se segue à saída de cena do Walmart desse mercado. “Reflete também uma busca por ganhos de sinergia das operações”, aponta Silveira, da Nova Futura Investimentos.

Os ganhos da Magalu não se restringem a isso, aponta Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da GS&Consult, uma consultoria especializada em varejo. “Está se incorporando um know how que a Netshoes tem, uma base muito grande de clientes e uma receita crescente ao longo dos próximos anos.”

Ao adquirir a Netshoes, diz ele, a Magazine Luiza também vê a oportunidade de agregar um novo setor ao seu ecossistema de negócios; pode usar sua capilaridade e sua malha logística para ampliar a presença da marca Netshoes; reforçar a omnicanalidade (integração entre o varejo online e offline) e se valorizar ainda mais no mercado.

Para o Magazine Luíza, a aquisição da Netshoes também tem um aspecto defensivo: “é um movimento frente à entrada da Amazon como importante player do segmento”, destaca Vinícius Andrade, analista da Toro Investimentos.

Mariana, da XP Investimentos, vê a transação envolvendo o Magazine Luíza em linha com a estratégia de expansão do sortimento online. Porém, segundo ela, ainda faltam detalhes sobre sinergias e como será estruturada a operação. Em 2018, as vendas líquidas da Netshoes no Brasil somaram R$ 1,7 bilhões, mas a operação ainda não é rentável.

A volta dos Klein à Via Varejo

A volta da família Klein ao comando da Via Varejo é decorrência da decisão do grupo francês Casino, controlador da GPA, em sair do segmento de eletroeletrônicos, que está com vendas em retração. Nos últimos 12 meses, a queda foi de 0,8% em relação ao período anterior, de acordo com dados do IBGE.

“O Casino não tinha expertise no segmento de eletroeletrônicos e aproveitou o mercado fraco para separar as operações e se concentrar no varejo de alimentos”, diz Patrícia, do Ibevar. Há pelo menos dois anos, o grupo, que está em um momento delicado e pediu proteção contra credores na França, tentava se livrar da operação.

O sócio da GS&Consult aponta que nunca houve uma integração ou aproveitamento de sinergias entre o GPA e a Via Varejo.

Para Silveira, o retorno da família Klein à Via Varejo é interessante para a empresa. “Sai o GPA, que não conhecia o segmento, e volta um grupo que tem forte conhecimento e tradição. Vai ser uma concorrência forte para o Magazine Luíza.”

Rebetez destaca que os Klein têm um profundo conhecimento do negócio, sabem bem o comportamento dos consumidores das classes C e D - um grupo que tem entre 40 e 50 milhões de pessoas - e sabem bem da importância do crédito para essas classes.

“Os Klein saíram do comando das Casas Bahia, mas parece que as Casas Bahia nunca saíram dele. Assim que surgiu uma oportunidade para voltar, eles aproveitaram.”

O negócio está estimado em R$ 2,6 bilhões e deve ser concretizado sem dificuldades”, aponta o consultor. Ele aponta que a família Klein tem fácil acesso a investidores e bancos. A família também foi beneficiada pelo ambiente econômico mais retraído, o que, segundo ele, favoreceu a operação.

O GPA também se beneficia da transação, ressalta Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. “Eles passam a focar sua atenção em um segmento onde as margens são maiores do que no varejo de eletroeletrônicos, que é muito mais cíclico.”

A expansão do varejo digital também deve ser uma marca do novo comando da Via Varejo, diz a diretora do Ibevar. “É de se esperar uma reestruturação da operação de e-commerce do grupo.”

Andrade aponta que esse caminho é natural. “A Magalu vem nadando de braçada nesse segmento e a Via Varejo precisará, antes de mais nada, fazer a lição.”

A consolidação do setor

A fusão da Aliansce com a Sonae Sierra, criando um conglomerado com 29 shopping centers, e a união do Magazine Luiza com a Netshoes refletem uma outra tendência no setor: a de consolidação do setor. “Fusões e aquisições tendem a ser cada vez mais comuns no mercado brasileiro, que está cada vez mais maduro”, afirma a executiva do Ibevar.

Essa tendência deve ganhar força com a aprovação da Reforma da Previdência, que poderá contribuir para retomar a confiança dos investidores no mercado brasileiro. Isto, segundo Patrícia, pode contribuir para atrair players internacionais ao mercado brasileira e destravar o consumo.

“Está todo mundo em compasso de espera pela reforma da Previdência. Ultrapassando esta fase as expectativas tendem a melhorar”, diz Rebetez. E um dos primeiros setores a se beneficiar disto, complementa William Teixeira, da Messem Investimentos, é o varejo. “Assim ele voltará a crescer.”

O movimento de consolidação é inevitável, aponta Rebetez. Um dos segmentos em que isto é mais visível é no segmento de delivery. Ele cita o caso da curitibana James que foi adquirida pelo GPA, em dezembro de 2018. “As startups estão se associando ao varejo tradicional e isso acontece em outros setores como o financeiro e de meios de pagamento.”

Outro segmento em que este cenário de consolidação é evidente, e que tem forte ligação com o varejo, é o das maquininhas de pagamento. Os principais players desencadearam uma guerra por fatia de mercado, o que está impactando negativamente nas margens do negócio." Vandré Kramer Leia mais em gazetadopovo 15/06/2019




16 junho 2019

Energia deve ter nova rodada de privatização

Para analistas do setor, exigências cada vez mais rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a crise financeira dos Estados tendem a movimento

Distribuidoras de energia controladas por governos estaduais estão com dificuldades para cumprir as metas de qualidade do serviço e apresentar resultados positivos, fundamentais para a realização de investimentos. Para analistas do setor, exigências cada vez mais rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a crise financeira dos Estados tendem a empurrar as empresas para a privatização, o caminho mais fácil para evitar a perda da concessão.Seria a terceira onda de privatizações no setor.

Na década de 1990, diversas distribuidoras foram privatizadas pelos Estados em troca da renegociação de suas dívidas com o mercado pela União - como Eletropaulo, hoje Enel SP, e Light, no Rio. No ano passado, seis distribuidoras do Norte e Nordeste, que eram estaduais e foram transferidas para a Eletrobrás, antes de serem vendidas. A privatização de estatais é uma das alternativas propostas pelo Plano Mansueto para Estados que precisarem de socorro da União.Entre as empresas com mais problemas na área econômico-financeira estão a CEB, distribuidora controlada pelo governo do Distrito Federal, e a CEEE, que pertence ao governo do Rio Grande do Sul. Já a Cemig, do governo de Minas Gerais, luta para provar à Aneel que cumpriu as metas de qualidade do serviço.

Ao renovarem suas concessões por 30 anos, em 2015, essas distribuidoras se comprometeram a atingir uma trajetória de melhoria nos indicadores econômicos e de qualidade em cinco anos, até 2020. Caso descumpram os índices mínimos por dois anos consecutivos nesse período, podem ter as concessões cassadas - nesse cenário, ficam sem ativos e fluxo de caixa futuro, com dívidas e passivos trabalhistas, ou seja, sem valor. Para evitar essa punição, as empresas são obrigadas a apresentar um plano de troca de controle - o que, no caso das empresas controladas por Estados, significa a privatização.

A CEB já rompeu o indicador econômico-financeiro no ano passado e, para cumprir o deste ano, precisaria de um aporte de R$ 426 milhões. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou que deve vender o controle da companhia, proposta que será submetida aos acionistas em assembleia na próxima quarta-feira, dia 19 de junho. O DF é dono de 80% dos papéis da empresa. Procurada, a companhia informou que não iria se manifestar até a realização da assembleia. ResultadosAlvo de fiscalização direta da Aneel, a CEEE não tem cumprido o plano de resultados, exigido após a piora na qualidade do serviço. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a empresa está em situação grave e deve ser intimada já nas próximas semanas a apresentar uma solução.

Paralelamente, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, conseguiu acabar com a obrigatoriedade de realização de um plebiscito para privatizar estatais. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa, no mês passado, e abriu caminho para a venda da CEEE - será preciso aprovar um projeto de lei para isso. Procurada, a empresa não comentou.Maior distribuidora do País em unidades consumidoras atendidas, com 8,4 milhões, a Cemig tem grandes chances de não atender os indicadores mínimos de qualidade da Aneel, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A Cemig recebeu autos de infração referentes aos anos de 2016 e 2017, mas está recorrendo na Aneel. A empresa tenta provar que não houve má-fé, mas erro na interpretação da norma, para evitar caracterizar o rompimento dos indicadores por dois anos consecutivos - o que levaria à caducidade de concessão.Procurada, a Cemig informou que vem cumprindo todos os limites de qualidade impostos.

A empresa disse que investiu R$ 5 bilhões em sistema de distribuição entre 2013 e 2017 e deve investir outros R$ 5 bilhões até 2022. Também do grupo Cemig, outra distribuidora que enfrenta dificuldades é a Light, privatizada em 1996. Com 3,9 milhões de unidades consumidoras no Rio, a empresa é uma das mais atingidas pelos furtos de energia, o que tem se refletido em seus indicadores financeiros. No caso de Minas Gerais, a privatização exige referendo popular para a venda de estatais. Se quiser privatizá-la, o governador Romeu Zema terá que convencer a Assembleia Legislativa a mudar a Constituição estadual.A Light informou que pretende lançar ações no mercado para reduzir sua dívida e diz que retomar a trajetória de redução de perdas é sua maior prioridade nas áreas "possíveis", "uma vez que a violência e o poder paralelo têm dificultado o acesso das equipes para a realização do trabalho". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo... Leia mais em epocanegoios 16/06/2019'

16 junho 2019



15 junho 2019

Rumo avaliará participar de Fiol e Ferrogrão

Ferrovias estão entre os mais importantes projetos ferroviários para o escoamento de commodities, como grãos e minério de ferro, do Brasil

aior operadora ferroviária do Brasil, a Rumo avaliará eventual participação em leilões das futuras concessões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e da Ferrogrão, disse Júlio Fontana Neto, ex-presidente executivo da Rumo e integrante de seu conselho da administração.

Ferrogrão e Fiol estão entre os mais importantes projetos ferroviários para o escoamento de commodities, como grãos e minério de ferro, do Brasil. "Somos concessionários ferroviários e temos por obrigação estudar todo e qualquer projeto", disse Fontana Neto, em evento. "Não são todos que podem trazer interesse para nós, mas com certeza vamos estudar."

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou ontem que o governo estuda autorizar, e não conceder, a Ferrogrão, que liga os Estados do Mato Grosso e do Pará. "Ganhamos perpetuidade e liberdade de tarifas", disse.

O governo federal tem expectativa de publicar, ainda neste ano, os editais para os leilões das concessões das duas ferrovias. Segundo a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do ministério, Natália de Souza, eles estão entre os projetos mais desafiadores do portfólio da pasta, que tem uma carteira total de R$ 208 bilhões. Estadão Conteúdo Leia mais em seudinheiro 15/06/2019

15 junho 2019