26 janeiro 2015

Seekr: aporte para acelerar expansão

A Seekr, empresa catarinenese de soluções para gestão e monitoramento de marcas nas mídias sociais firmou um acordo com o fundo de investimentos Cventures Primus para agilizar a expansão da empresa brasileira.

Com plano de investimento de até R$ 10 milhões ao longo dos próximos anos, a Seekr quer acelerar os negócios e criar novas ferramentas para aumentar sua projeção no mercado de SAC 3.0, visando a comunicação mais eficaz e ágil com os consumidores.

De acordo com a empresa, boa parte desse recurso será investido em marketing e P&D. Para Ricardo Heidorn, CEO da Seekr, a parceria tem o objetivo de transformar a marca em referência nacional nessa área, já que o segmento está em pleno crescimento.

“Temos como meta aproximar mais as empresas de Call Centers de seus consumidores e buscar parcerias próximas. Sabemos da importância do SAC tradicional e queremos ser um facilitador das empresas de Call Centers nas soluções de SAC 3.0.”, finalizao executivo.

Além dos call centers, o projeto visa o desenvolvimento de novas soluções em 2015, buscando mais clientes e visibilidade, de olho em expandir suas atividades para outros mercados da América Latina.
"A escolha da parceria com a Seekr é justamente pela inovação de atuar em uma área que continua crescendo forte no Brasil. Possuir uma boa plataforma de atendimento e relacionamento com os clientes hoje é um diferencial competitivo no mercado", ressalta o Analista de Investimento da Cventures, Adonay de Freitas.

Com foco em multicanais e conexão entre aplicações sociais e call centers, o Seekr 3.0 será armazenado em uma única ferramenta, com o objetivo de reduzir erros comuns de atendimento.
“Não basta responder o consumidor de forma rápida, é preciso resolver com agilidade os problemas de cada cliente, monitorá-lo nas plataformas digitais para saber o que ele diz sobre a marca, para poder reverter e reter”, ressalta Heidorn.

Fundada em 2010 no Instituto Gene em Blumenau (SC), a Seekr é uma empresa desenvolve softwares para a gestão e monitoramento de marcas em mídias sociais. A empresa tem 25 colaboradores, atendendo mais de 800 clientes, tais como Gerdau, Locaweb, BNDES, Braskem, Tecnisa, Sicredi, Catho, Porto Seguro, Gol e Vivo.

Em janeiro de 2014, a companhia investiu cerca de R$ 500 mil em uma nova sede em Blumenau. Além disso, a companhia possui escritórios em São Paulo e Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre.Leandro Souza Leia mais em Baguete 26/01/2015

26 janeiro 2015



Caixa de US$ 63 bi da Samsung é prenúncio de aquisições no setor de tecnologia

Independentemente de ter ou não a BlackBerry Ltd. na mira, a Samsung Electronics Co. deverá investir em aquisições uma parte dos US$ 63 bilhões que possui em caixa.

A Samsung, que tem uma aliança com a BlackBerry, negou neste mês a informação de que a empresa fez uma proposta para comprar a fabricante de smartphones canadense por US$ 7,5 bilhões. A aquisição daria à Samsung um software para ajudar seus produtos a se comunicarem, segundo a Current Analysis Inc.

O conglomerado sul-coreano avaliado em US$ 190 bilhões produz dezenas de produtos de consumo, com um leque que vai dos telefones e televisores até aspiradores de pó e fornos. O que a empresa precisa é de uma tecnologia para unir todos os dispositivos por meio da internet nas casas conectadas do futuro. A Atmel Corp. e a Freescale Semiconductor Ltd., cujos chips ajudam os aparelhos a se comunicarem, são outros possíveis alvos, disse a CM Research Ltd.

"A Samsung é uma empresa de hardware presa em uma revolução de softwares", disse Cyrus Mewawalla, diretor-gerente da CM Research, que tem sede em Londres. "Por isso, precisa realizar aquisições".

A meta é lucrar com o que é conhecido como a Internet das Coisas, um mundo onde os itens do dia a dia, como torradeiras e máquinas de lavar roupa, telefones e impressoras são conectados pela internet e controlados por meio de aparelhos. O mercado para a Internet das Coisas poderia atingir US$ 7,1 trilhões até 2020, disse a firma de pesquisa IDC.

"Existem muitas áreas na Internet das Coisas", desde tecnologias de sensores até componentes, disse a Samsung, em um comunicado enviado por e-mail. "A Samsung vê a área de fusões e aquisições como uma de suas estratégias fundamentais, juntamente com o crescimento orgânico, e continuará aberta a oportunidades de parcerias e aquisições".

Não são suficientes

Em agosto, a empresa com sede em Suwon comprou a SmartThings, uma startup que produz aplicativos móveis para eletrodomésticos controlados remotamente. No ano anterior a Samsung havia adquirido a Novaled AG, uma fabricante de alemã de materiais para iluminar telas de aparelhos, e a MOVL, que desenvolveu um serviço que permite que os usuários compartilhem conteúdo entre dispositivos como telefones e TVs.

Esses acordos não são suficientes, disse Neil Shah, diretor de pesquisa para aparelhos e ecossistemas da Counterpoint Research.

"A Samsung tem uma visão a respeito de como será o futuro conectado, mas ainda precisa do conhecimento e das capacidades para unir todos os ativos", disse Shah, que trabalha em Mumbai, por e-mail.

A BlackBerry poderia "chegar a ser uma grande aquisição", disse Shah. A BlackBerry tem um software de mensagens que poderia ser ampliado para conectar uma rede de produtos Samsung e para gerenciar diferentes aparelhos de uma vez. O software automotivo QNX da BlackBerry, que possibilita que os motoristas realizem chamadas telefônicas sem usar as mãos e apresenta navegação tridimensional e jogos 3-D para o banco traseiro, também é um atrativo, disse ele.

O co-CEO da Samsung, Shin Jong Kyun, disse neste mês que desejava desenvolver a aliança entre as duas empresas em vez de buscar uma aquisição definitiva da BlackBerry. Ambas as empresas negaram informações veiculadas pela Reuters de que a Samsung havia feito uma oferta de aquisição.

A Samsung está disposta a gastar. Neste mês, a empresa disse este mês que investirá mais de US$ 100 milhões em produtoras de tecnologias inteligentes para casas e aparelhos. A Samsung Ventures, uma firma de capital de risco, liderou uma rodada de financiamento de US$ 20 milhões para a EarlySense Ltd., de Israel, segundo informado pelas empresas em um comunicado do dia 20 de janeiro. Jungah Lee e Angus Whitley (Bloomberg) Leia mais em Bol.Uol 26/01/2015



AT&T comprará Nextel no México por US$1,875 bi

A AT&T disse nesta segunda-feira que vai comprar os ativos de telefonia celular da NII Holdings, controladora da operadora Nextel, no México, por 1,875 bilhão de dólares, menos dívida líquida.
A NII Holdings, controladora da Nextel na América Latina, pediu proteção contra falência nos Estados Unidos em setembro, em meio a dificuldades como uma dívida de 5,8 bilhões de dólares e concorrência acirrada no Brasil e no México.

A NII Holdings afirmou em comunicado esperar que a venda seja concluída em meados deste ano.
O presidente-executivo da empresa, Steve Shindler, disse ainda que a transação representa uma "oportunidade para redução do risco operacional, entregar valor aos acionistas e dar liquidez que nos permita sair da recuperação judicial com um balanço financeiro saudável e financiar nosso plano de negócios no Brasil". A NII também tem operações na Argentina.

A AT&T planeja combinar a Nextel México com a Iusacell, comprada pela companhia norte-americana em novembro por 1,7 bilhão de dólares.

Enquanto a Nextel tem cerca de 3 milhões de clientes, a Iusacell, terceira maior operadora de telefonia celular mexicana, tem mais de 8 milhões de usuários.

O mercado de telefonia do México é basicamente dividido entre a América Móvil, que no Brasil opera a marca Claro, e Telefónica. A América Móvil tem cerca de 70 por cento do mercado mexicano e a Telefónica quase 20 por cento.

Alguns ativos da América Móvil foram colocados à venda e a AT&T tem sido apontada como possível compradora, mas a companhia norte-americana tem minimizado eventual interesse.
A transação da AT&T no México está sujeita a condições, incluindo aprovações por tribunal de falências, disse o grupo de telecomunicações. (Por Supantha Mukherjee em Bangalore, Índia) Leia mais em Yahoo 26/01/2015



Anatel dá aval à compra da GVT pela Telefônica com condições

Telefônica anunciou em a compra da GVT do grupo francês Vivendi em setembro, por cerca de 7,2 bilhões de euros

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu aval à transferência do controle integral da GVT para a Telefônica Brasil, controlada pela espanhola Telefônica, mediante condições, conforme ato do Conselho Diretor publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.

A publicação da anuência, com data de 22 de janeiro, segue a divulgação da aprovação do negócio pela Anatel, sob condições, na mesma data no final de dezembro.

A Telefônica anunciou em a compra da GVT do grupo francês Vivendi em setembro, por cerca de 7,2 bilhões de euros.

A Anatel determinou que a operação subsequente, de transferência de ações da Telecom Itália, controladora da TIM, pela Telefônica Brasil, "deverá ser objeto de novo e oportuno pedido de anuência prévia a ser apreciado por esta agência".

A transferência das ações que a Telefônica possui na Telecom Italia para a Vivendi, antiga dona da GVT, é tida como uma maneira de solucionar as exigências do Cade e da própria Anatel para que os espanhóis saiam do grupo controlador da TIM.

Em outro ato que já havia sido divulgado pela Anatel em dezembro, a agência deu aval à cisão da Telco, controladora da Telecom Itália, condicionada à suspensão de todos os direitos políticos da Telefônica na operadora italiana.

Entre as demais condições impostas pelo órgão estão a eliminação da sobreposição de outorgas do serviço telefônico fixo existente entre a Telefônica Brasil e a GVT em um prazo máximo de 18 meses a partir desta segunda-feira.

Além disso, a Anatel determinou que a Telefônica Brasil, que opera com a marca Vivo no país, mantenha no mínimo a atual cobertura geográfica de atendimento das companhias combinadas, por prazo indefinido.

Pelo prazo mínimo de 18 meses, a empresa também deverá manter as ofertas de planos de serviços já existentes.

Aprovações regulatórias para compra da GVT pela Telefônica é um dos passos necessários para a ocorrência "no curto prazo" de uma oferta conjunta de compra da TIM por Oi, Claro e Vivo, disse na semana passada uma fonte próxima da Oi com conhecimento direto do assunto. Leia mais em Exame 22/01/2015



Saúde do setor de farmácias atrai interesse de estrangeiras

CVS faz ofensiva para comprar Drogarias São Paulo e Pacheco

Cresce o interesse de grandes grupos estrangeiros do setor de farmácias no Brasil. Quase dois anos após adquirir a Onofre, a americana CVS dá duro para comprar a Drogarias São Paulo e Pacheco. Segundo analistas, três propostas já teriam sido feitas, sendo a mais recente delas costurada ao redor de cifras superiores a R$ 6 bilhões, todas recusadas por Samuel Barata, sócio controlador do grupo e à frente da carioca Pacheco. A companhia brasileira não comenta o assunto. Procurada, CVS não respondeu.

Esse interesse pelas redes de drogarias brasileiras é embalado por uma expansão anual de causar inveja à China. As grandes redes viram seu faturamento subir, em média, 15% em 2014, de acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drograrias (Abrafarma), que reúne uma fração inferior a 10% das cerca de 68 mil farmácias em operação no país. O resultado das pequenas — que são maioria — teve incremento de 13% sobre 2013, diz a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma). O Brasil deve saltar de 10º para 4º maior mercado farmacêutico entre 2008 e 2018, segundo dados da IMS Health, atrás apenas de EUA, China e Japão.

— Com o acelerado envelhecimento populacional, os estrangeiros virão. A CVS comprou a Onofre (quase dois anos atrás) para entender o mercado e o consumidor brasileiros. Agora, estaria em busca de ativos que garantam escala para atuar no Brasil. O acordo com a Drogarias São Paulo e Pacheco é questão de preço — diz Caio Moreira, analista do Banco Fator.

cosméticos rendem mais

Empresas e especialistas afirmam que a atual crise econômica do país não implicará em retração para o setor, que deve manter crescimento de dois dígitos por pelo menos cinco anos.

O envelhecimento populacional e o ganho de renda são chaves no impulso às farmácias. Com maior acesso à saúde, sobem as vendas de medicamentos; com a busca por bem-estar, as de perfumaria. O segmento — principalmente cosméticos — já equivale a um terço do faturamento. Segundo a IMS Health, 34% das vendas vêm de não medicamentos, crescendo acima da média dos remédios, com altas de 10,4% e 8,9%, respectivamente, nos últimos dois anos.

— As mulheres têm papel preponderante neste cenário, pois têm decisão e, agora, poder de compra — diz Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.

Esses itens transformaram o modelo de negócio. As farmácias apostam em espaço para produtos e marcas de beleza.

As cariocas Drogasmil e Farmalife seguem essa receita, remodelando a rede de lojas. Após a reforma, a unidade eleva o faturamento em 20%, diz Ivan Engel, diretor comercial da unidade de varejo da Profarma. A empresa comprou as duas redes em 2013 e é exemplo da estratégia de consolidação. A fusão de empresas está turbinando o Ranking Ibevar 2014, que lista as 120 maiores do varejo brasileiro. No segmento de drogarias e perfumarias, há oito redes no clube do faturamento bilionário, com expansão média de 16,5% sobre 2013.

pague menos quer abrir capital

Em 2011, as Drogarias Raia e Drogasil deram as mãos. São Paulo e Pacheco fizeram o mesmo. Os dois novos grupos traduzem a motivação para o interesse de estrangeiros no país. O primeiro fechou 2014 com faturamento estimado em R$ 7,38 bilhões; o segundo, R$ 6,4 bilhões.

A Panvel, com 321 lojas na região Sul, equivale a 67% do faturamento do grupo gaúcho Dimed. Das vendas, 35% vêm de itens de beleza, com 20% do total de artigos de marca própria. O cearense Deusmar Queirós, sócio fundador da Pague Menos, com 740 lojas no país, credita a expansão de 18% em 2014 sobretudo à perfumaria e planeja abrir o capital da empresa em Bolsa em 2016.

As farmácias independentes também estão fazendo associações, diz Renato Tamarozzi, diretor executivo da ABCFarma. A união visa à melhora na negociação de preço, mas preserva a gestão de cada negócio. O Globo Online – RJ Leia mais em sbvc 26/01/2015



Cade aprova negócio da Anima Educação com norte-americana Whitney

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, acordo da Anima Educação para unir suas operações com as da norte-americana Whitney University System no Brasil, conforme despacho publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.

Anunciado em meados de dezembro, o negócio previa a incorporação pela Anima da Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro, e do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), em Salvador.

No âmbito da transação, a Anima Educação divulgou à época que pagaria uma parcela inicial de 562,5 milhões de reais no fechamento do negócio, além de 212,5 milhões de reais através de notas promissórias com prazo de vencimento de 12 meses após essa data.

Adicionalmente, o acordo previa a emissão de 10.825.635 ações da companhia, de maneira que, após a incorporação dos novos papéis, os acionistas da Whitney deteriam 11,6 por cento da Anima. (Por Marcela Ayres) Reuters Leia mais em Bol.Uol 26/01/2015



Azul está no páreo para comprar TAP

A Azul está definitivamente no páreo para adquirir a companhia aérea portuguesa TAP.

O ministro da Economia de Portugal, Antônio Pires de Lima, revelou ontem que há interesse da empresa brasileira no negócio. Ele deixou claro que Lisboa não tem restrições à transação, mas confirmou a necessidade de se criar um desenho societário compatível com as regras impostas pela União Europeia, que limita a 49% a participação de sócios de fora do bloco. “Mesmo com a experiência da Oi, temos interesse em ter uma companhia brasileira para preservar o hub de Lisboa”, disse Lima, que participa do Fórum Econômico Mundial.

O ministro explicou: as receitas de voos internacionais, especialmente rotas de e para cidades brasileiras, são fundamentais para a rentabilidade da TAP. Leia mais em brazilianpharmasolutions 23/01/2015



Dona da Galeries Lafayette eleva fatia no Carrefour para 9%

A família Moulin, proprietária da loja francesa de departamento Galeries Lafayette, elevou sua participação na rede de supermercados Carrefour para 9,5 por cento, segundo divulgou o jornal Les Echos no domingo.

A família Moulin anunciou em abril do ano passado que tinha adquirido 6,1 por cento do Carrefour, em uma transação de cerca de 1,28 bilhão de euros que fez com que se tornasse a segunda maior acionista da rede de supermercados depois de um consórcio formado pelo Groupe Arnault e o grupo de private equity Colony Capital.

O presidente do Conselho de Administração da Galeries Lafayette, Philippe Houze, disse em uma entrevista que será publicada na edição desta segunda-feira do Les Echos que a holding familiar não pretende aumentar sua participação novamente, mas que solicitará dois assentos no Conselho do Carrefour na próxima assembleia de acionistas da varejista.

"Temos investido progressivamente no capital do Carrefour, no qual possuímos hoje 9,5 por cento, e somos o segundo maior acionista", disse ele.

"Temos muita fé no potencial do Carrefour para se recuperar e na estratégia implementada por Georges Plassat, por quem tenho grande estima", disse ele, referindo-se ao presidente-executivo do Carrefour, que reestruturou as principais atividades europeias da empresa.

Uma porta-voz do Carrefour disse que não poderia comentar o assunto imediatamente.

Em dezembro, Plassat afirmou em teleconferência que o empresário brasileiro Abilio Diniz possuía cerca de 2,4 por cento do Carrefour.

À parte desse investimento, Diniz adquiriu 10 por cento da subsidiária Carrefour Brasil por 1,8 bilhão de reais. Leia mais em exame 26/01/2015



Expansão da Telefónica no Brasil ganhará impulso com recursos de venda no Reino

A iniciativa de expansão da Telefónica SA no Brasil por meio de aquisições acaba de receber um impulso. O motivo é que, após encontrar um comprador para sua empresa britânica, a empresa se coloca em posição de receber cerca de US$ 15 bilhões.

Os recursos provenientes da venda da O2 à Hutchison Whampoa Ltd. permitiriam que a operadora de telefonia espanhola reduzisse suas dívidas e realizasse negócios no Brasil, onde está reforçando sua unidade local, disse Carlos Winzer, analista da Moody's Investors Service. A Moody's classifica a Telefónica em Baa2, o segundo mais baixo grau de investimento, com uma perspectiva negativa.

A Telefónica vem estudando uma aliança no Brasil com a Oi SA e a América Móvil SAB na qual as três comprariam, em conjunto, a TIM Participações SA para depois dividi-la, disseram fontes familiarizadas com as negociações. O Brasil é o segundo maior mercado da Telefónica e o crescimento no país supera o da Europa.

"A prioridade número 1 deles é reduzir a dívida e promover a consolidação no Brasil", disse Andrés Bolumburu, analista do Banco de Sabadell SA que tem um rating de "compra" para as ações da Telefónica. "Haverá espaço suficiente para ambas as coisas porque eles receberão bastante dinheiro".

As operadoras brasileiras estão buscando consolidar um mercado no qual a base de novos usuários potenciais está encolhendo e os investimentos bilionários em redes, exigidos pelos órgãos reguladores, estão prejudicando as margens de lucro. Em um sinal de que os negócios estão esquentando, a Telefónica fechou um acordo para compra da GVT, a unidade de banda larga da Vivendi SA, por 7,69 bilhões de euros (US$ 8,6 bilhões), no ano passado, superando a Telecom Italia SpA na disputa.

'Exercício de equilíbrio'

A Hutchison, que pertence ao bilionário Li Ka-shing e é dona da operadora Three no Reino Unido, e a Telefónica disseram hoje que iniciaram negociações exclusivas para venda da O2. O acordo depende da análise de informações (due diligence) e de aprovação regulatória e provavelmente não será fechado antes de 2016.

A Telefónica disse no início de 2014 que sua dívida líquida ficaria em menos de 43 bilhões de euros no ano em um momento em que a empresa está se empenhando para manter sua classificação de crédito. Em novembro, a operadora com sede em Madri disse que a dívida estava em 45 bilhões de euros. A empresa tentou, sem sucesso, vender a O2 em dezembro para a BT Group Plc, que em vez disso escolheu comprar a operadora de telefonia celular EE.

"A Telefónica precisará realizar um exercício de equilíbrio entre desalavancagem, despesas de capital, fusões e aquisições e remuneração aos acionistas", disse Winzer.

Entre as outras opções da Telefónica está a de aumentar sua participação na unidade Telefonica Deutschland Holding AG por meio da compra da participação de 20,5 por cento da Royal KPN NV na empresa alemã, disseram analistas da SNS Securities hoje em uma nota. A fatia está avaliada em cerca de 3 bilhões de euros.

Mais flexibilidade

É certo que ainda existem vários obstáculos às ambições da Telefónica no Brasil. A TIM está estudando a aquisição da Oi, um acordo que poderia tornar mais difícil a aquisição da TIM pela Telefónica. Qualquer consolidação no Brasil enfrentaria, ainda, a análise dos órgãos reguladores do país.

Ao participar de um negócio para compra da TIM, que é controlada pela Telecom Italia, a Telefónica reforçaria sua posição de número 1 do mercado brasileiro de telefonia celular. A TIM, que tem um valor de mercado de cerca de US$ 12 bilhões, é atualmente a número 2. A Claro SA, controlada pela América Móvil, é a terceira maior operadora, seguida pela Oi.

A Oi também deverá receber fundos de potenciais negócios. Uma reunião de acionistas realizada em Lisboa, ontem à noite, eliminou um obstáculo para a venda dos ativos portugueses da empresa, que geraria mais de US$ 8 bilhões em recursos.

Um representante da Telefónica preferiu não comentar. Em seu comunicado, divulgado hoje, a Telefónica disse que a venda da O2 "melhora a flexibilidade financeira" da empresa, sem dar mais detalhes.

Em novembro, o diretor financeiro da Telefónica, Ángel Vilá Boix, disse que a empresa será favorável a uma maior consolidação no Brasil "se e quando isso acontecer". Bloomberg Rodrigo Orihuela Leia mais em Uol 23/01/2015



Bit acelerado

Negócios na região sul embalam crescimento da Resource IT em 2014

O ritmo lento da economia brasileira não foi capaz de frear os projetos da Resource IT Solutions em 2014. A integradora de soluções de TI, pelo contrário, acelerou: colocou em prática seus projetos de expansão nacional, ampliou as operações no Chile e investiu US$ 5 milhões na instalação de uma unidade de negócios no Vale do Silício, nos Estados Unidos. O resultado ao final do ano foi um faturamento de R$ 415 milhões – um crescimento de 12%, valor levemente superior ao estimado para o setor de tecnologia da informação no Brasil.

O crescimento da paulista Resource no ano passado foi sustentado, em parte, pelo desenvolvimento dos negócios na região sul. Desde 2011, quando abriu uma filial em Itajaí (SC) para atender a Brasil Foods, a empresa tem dado especial atenção aos mercados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Temos crescido numa velocidade muito grande no sul”, reconhece Solemar Andrade, vice-presidente da Resource, que possui ainda filiais em Porto Alegre (RS ) e Curitiba (PR). A receita nos três estados no ano passado cresceu 30%, índice três vezes maior do que o esperado.

O avanço da Resource no sul se deu, principalmente, através da conquista de clientes dos segmentos têxtil e calçadista. “As grandes empresas do setor eram atendidas por consultorias pequenas, sem condições financeiras e estruturais para conduzir grandes projetos. Rapidamente nos tornamos líderes de implementação de TI”, conta Andrade. As soluções da Resource tem dado suporte, por exemplo, a algumas tradicionais produtoras e distribuidoras da região que estão ampliando operações e iniciando a atuação no varejo físico e online.

Para as equipes de funcionários que atuam, entre outras cidades, em Joinville (SC), Blumenau (SC) e Jaraguá do Sul (SC), a Resource trouxe profissionais com experiência no mercado da moda. “O nosso pessoal consegue discutir com o cliente a entrada da coleção, qual a estratégia de colocá-la na plataforma de e-commerce, como vai ser a campanha. Temos de falar a língua do cliente, entender o ciclo do negócio dele”, enfatiza Andrade. Hoje, cerca de 200 colaboradores trabalham na região, mas Andrade espera que, até ao final deste ano, o número chegue a 300. Porém, o reforço ainda é insuficiente para aproveitar ao máximo a capacidade de negócios que os três estados oferecem à Resource. Andrade assinala que a quantidade de mão de obra formada para trabalhar com soluções de tecnologia está abaixo do necessário para atender à crescente demanda.

Expansão na América do Sul
O movimento de expansão da Resource do Paraná para baixo não foi o único nos últimos quatro anos. A empresa instalou escritórios no nordeste brasileiro – onde, no ano passado, quadruplicou o faturamento. Durante esse período, a Resource também começou a atuar em países da América do Sul (Chile, Colômbia e Argentina). Em 2014, inaugurou o centro de inovação no Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde já possuía um escritório em Miami desde 2000.

“É o momento de internacionalização”, resume Gilmar Batistela (foto), presidente e fundador da Resource. A trajetória de conquista de novos mercados não deve parar por aí, portanto. Batistela enxerga potencial de ampliação da atuação da Resource nos países sul-americanos, em especial no Peru. “Temos a intenção de adquirir uma empresa que dê cobertura a clientes do Peru, Argentina, Chile e Colômbia e promova maior volume de negócios”, revela Batistela, que prevê que a Resource alcance neste ano a receita de R$ 450 milhões. Mas para isso, o executivo sabe que é preciso quebrar uma certa desconfiança das empresas latinas quando o assunto é tecnologia da informação e inovação. “Nos Estados Unidos, as empresas querem experimentar as soluções novas. Na América Latina, elas têm mais receio”, aponta. “Temos de mostrar que o investimento vale a pena. E quando as empresas enxergam que esse é o caminho para se tornarem competitivas e modernas, aí elas investem e saem na frente”, constata Batistela.Por Laura D’Angelo Leia mais em amanha 23/01/2015



25 janeiro 2015

Clariant estabelece acordo de compra de 30% das ações da divisão Health & Personal Care da Beraca

A Clariant, multinacional de especialidades químicas, e a Beraca,  empresa brasileira líder em ingredientes naturais sustentáveis anunciaram hoje uma parceria estratégica com a intenção da Clariant de adquirir 30% das ações da divisão de Health & Personal Care da Beraca, com possibilidade de uma participação maior no futuro. A transação estará sujeita a determinadas condições prévias e às aprovações regulatórias.

Michael Willome, Diretor da BU Industrial & Consumer Specialties da Clariant, comenta: “O investimento com a Beraca aumentará a capacidade de inovação da Clariant na área de ingredientes naturais para cosméticos e aplicações de Personal Care, bem como ampliará a oferta de soluções valiosas para nossos clientes e consumidores finais. Ambas as companhias estão ansiosas para desenvolver conjuntamente a nova Beraca e beneficiar nossos clientes globais e regionais.”

“A Beraca é essencial para o aprimoramento do portfólio da Clariant no que se refere a ingredientes naturais, extratos ativos biológicos e emolientes, além de proporcionar aos nossos clientes acesso exclusivo a ingredientes cosméticos de relevância provenientes do Brasil", declara Manlio Gallotti, Diretor da BU ICS, Clariant América Latina.

De acordo com Ulisses Sabará, Presidente da Beraca: “Nossa empresa une a sustentabilidade e o conhecimento científico da incrível biodiversidade brasileira às necessidades e padrões de clientes locais e globais. Estabelecer uma parceria com a extensa expertise tecnológica da Clariant em química e aplicações cosméticas, além de sua presença no mercado global de Personal Care, será essencial para atualizarmos o portfólio da Beraca e levá-lo a novas regiões. Temos certeza de que essa parceria ajudará a indústria de Personal Care a atender as tendências dos consumidores e os requisitos de mercado em todo o mundo, no presente e no futuro.”

A Beraca continuará sendo uma companhia administrada de forma independente. A Clariant e a Beraca manterão seus atuais canais de distribuição e suas operações industriais no mundo. Leia mais em cosmeticosbr 21/01/2015

25 janeiro 2015



Anheuser-Busch InBev compra outra cervejaria artesanal

A Anheuser-Busch InBev comprou mais uma cervejaria artesanal nos EUA — sua quarta aquisição num segmento que já representa 14% do consumo americano.abi

O alvo desta vez foi a Elysian Brewing Co., de Seattle.

O preço não foi divulgado.

A estratégia da ABI, como a empresa é conhecida, é uma reação ao consumo crescente de cervejas artesanais em detrimento de marcas estabelecidas como a Budweiser e a Stella Artois.

Aliás, de acordo com o The Wall Street Journal, quatro das cinco maiores marcas de cerveja nos EUA tiveram queda de volume no ano passado, enquanto o número de cervejarias artesanais nos EUA dobrou em 10 anos para mais de 3 mil. Um típico bar norte-americano oferece hoje cerca de 10 cervejas; há uma década, havia no máximo quatro.

Em 2011, a AB InBev comprou a Goose Island, de Chicago. No ano passado, comprou a 10 Barrel Brewing Co., do Oregon, e a Blue Point Brewing Co., de Nova York. (Juntas, essas três produzem cerca de 0,25% do consumo dos EUA).

homerNuma entrevista ao Journal no fim de dezembro, o ex-presidente da Ambev e atual presidente da ABI na América do Norte, Luiz Fernando Edmond, admitiu que a companhia “entrou tarde no jogo” da cerveja artesanal. “Demorou mais do que deveria para a gente reconhecer as tendências,” disse ele, acrescentando que “não vai ser surpresa” se a ABI comprar mais cervejarias.

De acordo com a Beer Marketer’s Insights, a fatia de mercado da ABI nos EUA hoje é de cerca de 46% – há dez anos, era 50%.

Dados da indústria mostram que, desde 2013, os americanos já bebem mais ‘craft beers’ do que Budweiser.  Por Geraldo Samor Leia mais em Veja 23/01/2015