23 abril 2014

CVM quer destravar IPOs menores

Autarquia vai editar ainda neste ano uma série de medidas para impulsionar ofertas iniciais de ações de pequenas e médias empresas

 A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai editar ainda neste ano todas as reformas necessárias para destravar o financiamento de pequenas e médias empresas (PMEs)no mercado de capitais. As medidas vão permitir que essas companhias façam ofertas de ações a custos menores. O movimento da CVM neste sentido coincide com anúncio feito no dia 15 pelo BNDES de um pacote de R$ 3 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão vai para a compra de ações de empresas do mercado de acesso. As expectativas recaem agora sobre o aval da Fazenda a incentivos fiscais.

 A proposta é isentar o investidor do Imposto de Renda sobre o ganho de capital de investimentos em companhias de menor porte. O pedido foi levado ao governo em outubro passado pelo Comitê Técnico de Ofertas Menores. O grupo foi formado em 2012 por BM&FBovespa, CVM, BNDES, ABDI e Finep justamente para viabilizar um mercado relevante de financiamento às PMEs via ações.

 O Bovespa Mais, segmento de acesso criado pela Bolsa em 2004, até hoje patina e tem apenas nove empresas listadas. O valor médio das ofertas de ações no Brasil é muito elevado em relação a outros mercados: US$ 490 milhões em 2012.

 A diretora da CVM, Luciana Dias, acredita que o sinal verde da Fazenda desempenhará um papel importante na demanda pelos papéis dessas empresas. O pacote de medidas a cargo da autarquia inclui a criação do Fundo de Investimento em Ações (FIA) Mercado de Acesso, já levada a audiência pública. A política do novo fundo prevê o investimento de dois terços de seu patrimônio em companhias do mercado de acesso e até um terço em empresas fechadas.

 A ideia é permitir que esses fundos acompanhem a evolução de empresas que ainda não fizeram uma oferta pública inicial de ações (IPO), mas que tenham potencial para tanto. No entanto, Luciana avalia que a regra pode ter pouca eficácia sem a isenção. "A minha percepção é que só vai surgir 'FIA Mercado de Acesso' de fato se houver incentivo fiscal. Sem isso, por que um gestor se limitaria a investir 67% do seu portfólio em ações desse segmento?", diz.

 Embora a Fazenda tenha se mostrado simpática à proposta, não há uma janela política favorável a projetos que impliquem em renúncia fiscal.

 Pacote. As demais medidas em gestação na CVM independem do benefício. A primeira, a ser editada em maio, será a reforma da Instrução 400, dispensando empresas do segmento de publicar em jornais avisos de ofertas de ações.

 No segundo semestre, será a vez de a CVM aprovar a extensão das chamadas ofertas com esforços restritos, hoje limitadas às debêntures, para ações. Mais simples em termos de documentação, elas são regidas pela Instrução 476, têm menos custos e poderão facilitar a aproximação das empresas menores com o mercado de capitais. Para a diretora de Desenvolvimento de Empresas da BM&FBovespa, Cristiana Pereira, a possibilidade de realizar uma oferta simplificada tende a aumentar o número de emissões, a exemplo do que ocorreu no mercado de renda fixa com as debêntures. "O leque de opções no mercado de capitais será maior. As ofertas com esforços restritos são menos dependentes do humor externo", diz.

 Ainda neste semestre a Bolsa oficializará a criação do Bovespa Mais e Bovespa Mais Nível 2, que permitirá a emissão de ações ordinárias (ON), com direito a voto, e preferenciais (PN). Hoje, o Bovespa Mais tem emissão exclusiva de ações ON. O novo regulamento já foi aprovado pela CVM. Por Mariana Durão | Leia mais em estadao.msn 23/04/2014

23 abril 2014



Série de acordos redesenha os negócios da Novartis e Glaxo

As farmacêuticas voltaram com tudo ao mundo das fusões e aquisições.

 Ontem, a Novartis AG NOVN.VX +0.33% e a GlaxoSmithKline GSK.LN +0.40% PLC revelaram uma série de transações, avaliadas em um total de mais de US$ 20 bilhões, que transformam de maneira fundamental as duas empresas, estreitando mais o foco da Novartis, mas sem prejudicar significativamente sua receita, e tornando a Glaxo uma potência na fabricação de vacinas e medicamentos para o consumidor.

 Os acordos, anunciados antes da abertura dos mercados na Europa, seguem-se a notícias de que o investidor ativista americano William Ackman e a canadense Valeant Pharmaceuticals International Inc. VRX.T -0.72% planejam comprar a Allergan Inc., AGN +0.24% fabricante do tratamento de rugas Botox. Esse acordo, se concluído, criaria um gigante no setor de cuidados da pele e dos olhos.

 As transações ocorrem em meio a um ressurgimento das fusões e aquisições na indústria farmacêutica, que volta a injetar dinheiro em expansão depois de pagar a dívida acumulada durante a onda de fusões do início dos anos 2000. Ao contrário daquela fase, em que grandes farmacêuticas se uniram para criar gigantes, essa nova onda de negócios é mais direcionada, com foco em transações que criem empresas capazes de competir como líderes em suas áreas, em vez de simplesmente garantir presença.

 "Fusões e aquisições são uma estratégia que deve ser usada com moderação", disse Andrew Witty, diretor-presidente da Glaxo, em uma teleconferência ontem." Mas elas têm um papel extremamente importante, se a empresa consegue encontrar transações específicas que a permitam se fortalecer nos setores onde tem vantagem competitiva estabelecida."

 Tornar-se mais focada tem ajudado a criar valor para os investidores. Empresas puramente farmacêuticas, como a Bristol-Myers Squibb Co. BMY -0.25% e a AstraZeneca AZN.LN +2.30% PLC, que não têm grandes divisões de genéricos, ou de diagnósticos, têm hoje um valor de mercado mais alto que rivais muito diversificadas. As ações da Pfizer Inc. PFE -0.13% subiram acentuadamente desde que ela se desfez da Zoetis, ZTS -1.00% seu negócio de saúde animal, com uma oferta pública inicial de ações que captou US$ 2,2 bilhões em 2013. As da Abbott Laboratories ABT +0.05% também subiram, depois que ela desmembrou sua unidade farmacêutica AbbVie, ABBV -1.00% em 2012. [image]


Entre as ofertas que se destacam estão o acordo feito pela AstraZeneca para comprar, por US$ 2,7 bilhões, a participação da Bristol-Myers Squibb em uma joint venture que mantinham para o tratamento de diabete — parte dos esforços da AstraZeneca de se concentrar na doença — e a venda de ativos não essenciais pela GlaxoSmithKline, como as marcas de bebidas Ribena e Lucozade, onde não tem o peso necessário para competir.

 No primeiro trimestre, a atividade de fusões e aquisições subiu 40% em comparação com o mesmo período de 2013, para US$ 16,9 bilhões, segundo a firma de pesquisas Dealogic.

 A parceria incomum entre Ackman e a Valeant é mais um exemplo da tendência de negócios com um alvo específico que caracteriza a atual onda de atividade. A firma de private equity Pershing Square Capital Management LP, de Ackman, está trabalhando com a Valeant para comprar a Allergan, um forte participante do mercado de drogas cosméticas. A Valeant vê uma potencial economia de US$ 2,5 bilhões nos custos caso consiga se unir à Allergan, além de expandir seu portfólio de produtos.

 As transações entre a Novartis e a Glaxo se ajustam diretamente a esse novo estilo de aquisições, permitindo que cada empresa fortaleça seus negócios mais promissores e removam divisões menores e pouco competitivas.

 Desde que seu ex-presidente Daniel Vasella deixou a Novartis, no ano passado, o diretor-presidente, Joe Jimenez, disse repetidas vezes que deseja reorientar a Novartis para as áreas em que ela tem escala para competir, em vez de manter uma presença pequena em muitos mercados. A empresa vem reavaliando seus negócios e vendeu uma divisão de diagnósticos para a espanhola Grifols SA GRF.MC +1.20% no ano passado.

 Os acordos com a Glaxo, e um separado no qual a Novartis concordou em vender sua divisão de saúde animal para a Eli Lilly LLY -0.47% & Co. por cerca de US$ 5,4 bilhões, cumprem esse objetivo, colocando o foco da Novartis em produtos farmacêuticos, cuidados com os olhos e genéricos. Os analistas da Sanford C. Bernstein & Co. estimam que as vendas da farmacêutica vão cair um pouco mais de 6,5%, para US$ 53,5 bilhões, enquanto a margem operacional deve subir 2,5 pontos percentuais, para 27,2%.

 "Essas transações marcam um momento de transformação para a Novartis", disse ontem Jimenez.

 A Novartis, sediada em Basileia, na Suíça, vai adquirir a divisão de oncologia da Glaxo por cerca de US$ 14,5 bilhões, reforçando seu leque, já potente, de produtos contra o câncer. Depois de fechado o negócio, a Novartis vai obter cerca de um 20% da sua receita anual, estimada em quase US$ 54 bilhões, de medicamentos contra o câncer.

 Em troca, a Glaxo, sediada em Londres, vai pagar US$ 5,25 bilhões pela divisão de vacinas da Novartis, adquirindo com ela a promissora Bexsero, vacina contra a meningite B. Em outra operação separada, as duas empresas vão fundir suas divisões de produtos de saúde para o consumidor, que ficarão sob a gestão da Glaxo, combinando algumas das marcas mais conhecidas do mundo, como os analgésicos Excedrin e Panadol e a pasta de dentes Aquafresh.

 "A escala das mudanças é realmente espantosa", disse Birgit Kulhoff, gestora de fundos do banco Rahn & Bodmer, em Zurique, que detém ações da Novartis e da Glaxo. Segundo Kulhoff, o perfil de risco da Novartis iria aumentar "ligeiramente" devido à nova configuração, mas os desafios, tal como a expiração de patentes, que a empresa está enfrentando ou vai enfrentar no futuro são administráveis.

 A ação da Novartis subiu 2,3%, para 76,40 francos suíços (US$ 86,32) ontem, refletindo o entusiasmo do mercado pelos acordos. A ação da Glaxo subiu 5,2% em Londres, para 16,40 libras (US$ 27,54). 

Os negócios também transformam a Glaxo, focando seus negócios em produtos para doenças respiratórias, HIV, vacinas e produtos para a saúde do consumidor. Essas quatro áreas serão responsáveis por cerca de 70% do total de vendas da empresa britânica.

 A Glaxo vai assumir o comando das divisões combinadas de produtos para o consumidor, que se tornará uma das maiores fabricantes mundiais de remédios vendidos sem receita médica, com faturamento anual de cerca de 6,5 bilhões de libras esterlinas (US$ 10,9 bilhões). A Glaxo deterá 63,5% da divisão.

 Ao combinar suas divisões de consumo, a Glaxo e a Novartis buscam adicionar escala e competir melhor com rivais de maior porte com foco no consumidor, bem como reduzir os custos de produção e vendas em até US$ 672 milhões por ano.

 Alguns dos maiores produtos da nova empresa serão para dor e resfriado, unindo marcas como Excedrin, Panadol e Voltaren, para tratar enxaquecas, dores de cabeça, gripe e dores nas articulações.

 O acordo também vai ampliar a liderança da Glaxo como a maior fornecedora mundial de vacinas, reforçando a sua posição nos Estados Unidos e no mercado da vacina contra a meningite. A nova empresa terá mais de 20 vacinas em desenvolvimento. Por MARTA FALCONI e HESTER PLUMRIDGE, de Zurique CONNECT. Leia mais em Thewallstreetjournal 23/04/2014



Reestruturação da Novartis no Brasil atinge só área animal

A reestruturação dos negócios da farmacêutica suíça Novartis - anunciada globalmente ontem pela empresa - terá efeito reduzido nas operações no Brasil. A venda do braço global de vacinas da companhia para a britânica GlaxoSmithKline (GSK) não vai incluir a fábrica de biotecnologia que está sendo construída em Pernambuco. Por outro lado, a unidade de saúde animal, em Barueri (SP), faz parte da venda da área para a americana Eli Lilly. "A fábrica de Pernambuco é muito estratégica para a empresa no Brasil", afirmou uma fonte próxima ao assunto.

 Seguindo uma sinalização já dada pelo executivo-chefe da companhia, Joe Jimenez, desde o ano passado, ontem a Novartis informou uma ampla reorganização de seus negócios em escala global. A estratégia da multinacional é diminuir a ampla oferta de produtos - pela qual a empresa sempre foi conhecida - e voltar seus esforços para os mercados de maior margem, em que a companhia tem maior relevância.

 A Novartis anunciou a venda da sua área de vacinas da para a GSK - excluindo as vacinas para gripe -, por um valor inicial de US$ 5,25 bilhões, que pode chegar a US$ 7,1 bilhões, incluindo royalties. E disse que vai colocar a venda também seus negócios de vacina contra gripe.

 A britânica, no entanto, não levará este negócio no Brasil. De grande relevância para a subsidiária brasileira, a área de vacinas está recebendo investimentos que somam US$ 500 milhões. Os recursos estão sendo direcionados para a construção da nova unidade em Jaboatão dos Guararapes (PE). Com perspectivas de ser concluída ainda neste ano, a fábrica vai produzir, em um primeiro momento, vacinas para imunização contra a meningite B. Mas o plano da empresa é que a fábrica seja ampliada, para abrigar medicamentos biossimilares e, no futuro, biológicos.

 No anúncio de ontem, a Novartis informou ainda a venda de sua divisão de produtos veterinários para a americana Eli Lilly por US$ 5,4 bilhões. No Brasil, a empresa tem apenas uma unidade pequena nesta área, que representa 5% do faturamento local. Em Barueri (SP), a fábrica tem cinco funcionários e está incluída na negociação com a americana.

 A saída da subsidiária da área de saúde animal se soma ao fim da produção de alguns medicamentos no Brasil. Em março, a Novartis já tinha anunciado a transferência da unidade de medicamentos maduros (de prescrição médica) de Taboão da Serra (SP) para o laboratório nacional União Química. 

Deste modo, no país, continuarão sobre o controle da Novartis - além da unidade em construção em Pernambuco - a fábrica de genéricos da Sandoz em Cambé (PR), a de insumos para medicamentos em Resende (RJ), e a fábrica de produtos oftalmológicos (Alcon), em São Paulo.

 "Globalmente, é um novo grupo Novartis que está surgindo", afirmou a mesma fonte que não quis se identificar. O anúncio de ontem envolveu ainda um acordo para a compra da área de oncologia da GSK pela Novartis, pelo valor de US$ 16 bilhões. Jimenez já havia mencionado este segmento como estratégico para a suíça. Segundo informou a GSK em nota, a empresa, no entanto, continuará pesquisando novos medicamentos nesta área e terá na Novartis sua parceira preferencial na comercialização deles.

 "O que tem acontecido nesta indústria é um foco em rentabilidade: as empresas selecionam o que fazem de melhor, ao invés de optarem por ter um portfólio abrangente. Assim, maximizam os investimentos e reduzem os custos de produção", afirmou Leonardo Giusti, sócio da KPMG.

 A Novartis e a GSK anunciaram ontem, por fim, a formação de uma joint venture em medicamentos sem prescrição médica (OTC, na sigla em inglês). A GSK deterá participação de 63,5% na nova empresa - que será uma das maiores do mundo no segmento, com receita total de a US$ 10,17 bilhões (valores pró-forma de 2013).

 "Com estas reestruturações, diminui o número de players por classe terapêutica", afirmou Eliane Kihara, sócia da PwC Brasil.

 Este novo desenho da multinacional deverá ser traçado a partir de meados do ano que vem, quando a maior parte dos acordos anunciados ontem deverão estar concluídos. Enquanto a Novartis tem faturamento global de US$ 57,9 bilhões, a GSK tem receita de US$ 40 bilhões. Até o fechamento desta edição, a Novartis e a GSK no Brasil não tinham se pronunciado sobre o assunto. Fonte: Valor Econômico | Leia mais em aviculturabrasileira 23/04/2014



Ações europeias ampliam rali com fusões e aquisições no setor farmacêutico

As ações europeias fecharam em alta nesta terça-feira, sustentadas por atividades de fusões e aquisições no setor farmacêutico e pela melhora na confiança dos consumidores da zona do euro.

 O índice FTSEurofirst 300 das principais ações europeias fechou com elevação de 1,34 por cento, aos 1.346 pontos, tendo ampliado os ganhos na segunda metade da sessão depois que dados da Comissão Europeia mostraram que a confiança do consumidor da zona do euro subiu mais do que o esperado em abril.

 O índice de saúde do STOXX Europe 600 subiu 2,9 por cento uma vez que a ação da AstraZeneca saltou por especulações sobre uma proposta de aquisição pela norte-americana Pfizer, enquanto uma operação para trocar ativos impulsionou os papéis da GlaxoSmithKline e da Novartis

 O setor global de farmacêuticos tem sido palco de uma onda de operações recentemente e analistas esperam que a atividade de fusões e aquisições desempenhe papel importante nas bolsas nos próximos meses.

 "Qualquer ação na indústria é um alvo, à exceção daquelas que são grandes demais (como a Pfizer e a Novartis)", disse o analista da SEB Equities Lars Hevreng.

 "É simplesmente uma combinação de custos de financiamento muito baixos e uma indústria com balanços fortes de um lado, com a consolidação de companhias que ainda são razoavelmente semelhantes de outro", acrescentou. Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,85 por cento, a 6.681 pontos… Por Francesco Canepa Leia mais em Reuters 22/04/2014



Executivo deixa banco e investe em ensino e saúde

Unir os interesses financeiro e social não é uma tarefa simples. Nos setores de educação e saúde, onde essas duas premissas andam lado a lado, o cenário é ainda mais complexo. É possível, sim, ganhar dinheiro fazendo o bem . A frase em questão vem do ex-executivo do mercado financeiro Gilberto Almeida Gonçalves, que encerrou uma carreira de 25 anos nos bancos Morgan Stanley e Credit Suisse para montar uma empresa de venture capital focada em empresas de educação e saúde que estejam iniciando operações.

Batizada de GAG Investimentos, a empresa foi criada no ano passado e já tem participação em quatro negócios: o site de educação Jaentendi; a empresa de home care AssistCare; a GC2, que atua no segmento de pesquisa científica, e o Casa e Café, site de cadastramento de currículo. Até o momento, os quatro negócios demandaram investimentos de cerca de R$ 2 milhões, provenientes de recursos próprios de Gonçalves.

 Nossa estratégia é fazer um aporte de no máximo R$ 300 mil. Ficamos com uma participação de 10% a 40% e assumimos a gestão administrativa e financeira , disse Gonçalves. Após três anos, a GAG tem a opção de vender sua fatia aos fundadores ou a um fundo de private equity.

 Gonçalves tem como sócios, sua filha Anna Caroline, que também deixou a vida de executiva em uma multinacional, e a irmã Fátima Laplaca, que era sargento da Polícia Militar. Minha irmã conviveu muito tempo na periferia, entende as demandas de quem mora nessas regiões , explicou.

 O primeiro aporte foi destinado ao site Jaentendi, que transforma conteúdo didático em videoaulas. Esse conteúdo pode ser do ensino médio, ENEM e destinado a treinamento corporativo. Esse último segmento representa 80% da receita. Fiz minha primeira faculdade aos 36 anos e ao estudar para o vestibular descobri que tinha déficit de atenção e hiperatividade. Criei uma metologia de aprendizado com videoaulas. Daí surgiu o Jaentendi , explicou Gladys Mariotto, fundadora do site. O Jaentendi também recebeu aporte de uma aceleradora chamada 500 Startup , do Vale do Silício, que ficou com uma fatia de 5% do capital do site.

 Na área da saúde, a GAG tem dois negócios. A empresa de home care Assist Care que presta serviços médicos e de enfermagem para pacientes e idosos, além de monitoramento a distância. Outro investimento foi na GC2, empresa que atua na área de pesquisa científica de medicamentos em fase de testes. A GC2 tem três sócios. Entre eles, pesquisadores com larga experiência no mercado. Essa empresa recebeu investimento total de R$ 1,5 milhão, sendo uma parte da GAG e de outros dois sócios que foram do Garantia [banco], informou Gonçalves.

 O último aporte foi no Casa e Café, site de cadastramento de currículos de empregadas domésticas, babá, cozinheira, copeira e acompanhantes de idosos. Os candidatos às vagas não pagam pelo serviço. Já os interessados em contratar um empregado desembolsam uma taxa. Funciona como uma agência online de recrutamento com serviço de localizador capaz de mostrar os candidatos de acordo com a região em que residem. Um dos maiores problemas de domésticas é a distância do emprego , disse. Beth Koike |VALOR ECONÔMICO Leia mais em educacionista 23/04/2014



Vix Logística pode vender parte de suas operações ao IFC

Segundo reportagem do Valor Econômico, operação giraria em torno de R$ 200 milhões

 A Vix Logística desistiu, por enquanto, do IPO, mas está buscando alternativas de levantar recursos para sustentar suas operações.

 Segundo reportagem do Valor Econômico, desta quarta-feira, a companhia está negociando a venda de parte de suas operações ao International Finance Corporation (IFC), que pertence ao Banco Mundial. 

Com o negócio, a Vix pode levantar cerca de 200 milhões de reais.

 De acordo com Kaumer Chieppe, presidente da companhia, a ideia é utilizar os recursos para expansão dos braços de logística dedicada, logística automotiva e fretamento.

 "Nunca planejamos a empresa considerando algo que pode não ocorrer. Mas, se tivermos esses recursos, vamos usar", disse o executivo ao Valor. Daniela Barbosa, Leia mais em exame 23/04/2014



BW Offshore desiste de entrar como sócia no campo de Polvo

A BW Offshore desistiu do campo de Polvo e cancelou a carta de intenção que mantinha com a HRT Óleo e Gás para adquirir 30% de participação no projeto, recentemente … Leia mais em energiahoje 23/042014



Biodiversidade atrai fundos de participações

 Congressos e feiras internacionais apresentam negócios aos investidores, com foco em sustentabilidade, energias renováveis, resíduos sólidos e mercado de pesca

 A biodiversidade brasileira abre portas para a captação de novos investidores. Congressos e feiras internacionais apresentam negócios aos investidores, com foco em sustentabilidade, energias renováveis, resíduos sólidos e mercado de pesca.

 No início de maio, grandes investidores brasileiros participarão da Seafood Expo Global 2014, feira voltada para a área pesca e aquicultura. Essa iniciativa faz parte do Fundo de Investimento Brasil Aquicultura, para mostrar o potencial desse mercado às empresas, informa o diretor da Riviera Investimentos, André Barbieri. "Apesar de o País possuir condições favoráveis para a aquicultura, ele se encontra na 17ª posição no mundo. Quem sabe após a feira conseguimos alcançar a quinta posição". A coordenadora de comercialização do Ministério da Pesca e Aquicultura, Mariana Pereira de Mello disse que nas últimas edições em que o Brasil participou da feira, um aumento significativo nas exportações.

 O executivo da Riviera Investimentos comenta que esse é um mercado que pode gerar entre R$ 200 e R$ 300 milhões. "Na feira os empresários poderão ver pessoalmente como funciona o mercado de pesca lá fora e quais tecnologias podem contribuir para o desenvolvimento da criação de peixes em cativeiro e para embalagens". De acordo com Riviera a expectativa é atrair 20 investidores de capital entre R$ 10 e 100 milhões ao ano.

 O segmento de resíduos sólidos é outro mercado promissor para investimentos. Uma parceria da Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais (CPEA), em parceria com o Banco Fator estão com um processo de documentação na Comissão de Valores Mobiliarios (CVM), para lançar o Fundo de Investimentos (FIP) voltado para projetos de reciclagem, aterros sanitários e usinas de recuperação energética (URE). Esse Fundo pretende investir R$ 400 milhões em empresas desse ramo.

 O presidente da CPEA, Eugenio Singer explica que a partir da entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), as empresas que trabalham nesse setor têm se movimentado com projetos para atender os critérios estabelecidos. No processo de preparação do fundo, o Banco Fator avaliou que as empresas abertas que atuam com resíduos sólidos poderão ter um retorno de investimento de 20% e 25%. "Esse é um mercado de grande renda.

 E precisamos atrair tecnologias que contribuam para esse processo de adequação. No país temos em torno de 200 empresas de coleta e 300 de consultoria, porém são poucos os municípios que possuem condições finais para atender as políticas de resíduos sólidos. A expertise das empresas europeias tem visto no Brasil grandes oportunidades ". Segundo Singer, são oportunidades para empresas que trabalham com tecnologias para aterros sanitários, separação de resíduos, logística reversa do lixo, recuperação energética que esperam um retorno de R$ 6 bilhões.

 Estimulando mais o mercado sustentável, a Performa Investimentos apresentou no Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), que aconteceu no último dia 15, no Rio de Janeiro, o fundo private equity no valor de R$ 185 milhões para em empresas inovadoras sustentáveis. De acordo com Guillaume Sagez, sócio da Performa, os principais cotistas desse fundo são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o fundo soberano da Bélgica e investidores privados brasileiros.

 Esse fundo pretende investir em média R$ 5 a 20 milhões no crescimento de 10 empresas de tecnologia diferenciada e comprovada em tratamento de água, resíduos, eficiência energética e química verde voltada para o mercado de agricultura sustentável. Cristiane Pappi   (DCI) Leia mais em e-usinas 20/04/2014



Mudanças no mercado em 2014

Esse é o ano em que a revolução dos pagamentos móveis mudará o jogo para as PME

 A tecnologia é um grande nivelador. Dispositivos como smartphones e tablets têm ajudado pequenos empreendedores a romper barreiras do sistema tradicional de pagamentos e vislumbrar novas oportunidades.  Este ano, veremos os pagamentos com cartão via dispositivos móveis se firmarem ainda mais na prática diária de negócios no Brasil.

 Aqui estão as minhas cinco principais previsões para a revolução dos pagamentos móveis em 2014: 

Vale a pena ser diferente: Com o mercado cada vez mais competitivo, podemos esperar que 2014 seja o ano em que provedores de pagamento móvel começarão a se diferenciar claramente de seus rivais. Veremos os mPOS (ponto de venda móvel) tentarem ir além de apenas facilitar operações de pagamento. Podemos esperar que eles passem a explorar outros terrenos, como análise de vendas, sistemas de fidelização de clientes e parcerias com grandes empresas, como os bancos, que claramente almejam uma fatia deste mercado.

 Atualmente, um smartphone, um aplicativo e um leitor de cartões pequeno podem oferecer mais opções, informação e análise do que um computador sofisticado, uma caixa registradora e um terminal de cartão convencional ofereciam apenas dois ou três anos atrás. Tudo por apenas uma fração do custo também.

 A redução das barreiras para negócios em crescimento: Com os países ainda tentando sair da crise econômica, a importância das PMES para as economias nacionais nunca foi tão evidente. Segundo dados do IBGE, o Instituto Brasileiro Geografia e Estatística, as micro e pequenas empresas empregam 56,4 milhões de pessoas e têm um volume de negócios combinado de R$ 700 bilhões por ano.

 Os governos estão reconhecendo sua importância e buscando alternativas para tornar menos burocráticas a instalação e a manutenção dessas empresas.

 Em 2014, veremos ainda mais apoio por parte dos governos. Os bancos também devem responder com mais agilidade à demanda das PMEs ajudando a viabilizar seus projetos. Facilitar o acesso ao pagamento com cartão é parte crucial desse movimento. Não é por acaso que os bancos estão buscando parcerias com startups de tecnologia para capacitar pequenas empresas. Juntas, as instituições financeiras e as desbravadoras digitais estão ajudando a capacitar pequenos negócios com meios de pagamento móvel.

 Big data é tão 2013: O Big data - grande armazenamento de dados complexos em alta velocidade - e as oportunidades que ele oferece a grandes negócios e governos foi um dos temas-chave de 2013. No entanto, acreditamos que 2014 será o ano da "Small data", ou seja, menos dados e mais informação seletiva. Acredito que a capacidade das PMEs de analisar e utilizar dados relevantes para marketing e oportunidades de negócio, se tornará mais acessível e evidente.

 O melhoramento constantemente da capacidade analítica dos sistemas mPOS significa que mais dados de desempenho de negócios estarão disponíveis para as PME, que poderão planejar melhor seus negócios e, em última análise, aumentar seu potencial de vendas.

 Vida móvel: Com a era do smartphone, estamos vendo uma crescente aceitação, por parte dos consumidores e das empresas, da tecnologia mudando a nossa forma de agir.

 Não há melhor exemplo disso do que o uso de pagamentos móveis em Londres e Estocolmo por moradores de rua que vendem revistas como The Big Issue. Essa prática seria impensável pouco tempo atrás. Mas já temos exemplos de comerciantes, autônomos e profissionais liberais que também estão adotando leitores de cartão para smartphones e tablets. Um exemplo que vem de São Paulo é A Bela do Dia, serviço de entrega de arranjo de flores porta a porta de bicicleta e que este ano também conquistou mobilidade para receber com cartão.

 Em 2014, creio que veremos mais e mais a adoção de pagamentos móveis por organizações sem fins lucrativos, que também combatem a crise financeira que segue subtraindo recursos vitais de seus projetos.

Padrão de cartão de chip vai aumentar em influência: Uma das principais discrepâncias entre os sistemas bancário nos EUA e no Brasil é a estrutura em torno de pagamentos com cartão. Os EUA ainda utilizam tarja magnética e cartões de assinatura no núcleo de seu sistema, enquanto a Brasil já adota maciçamente o cartão com chip. Este último é o sistema mais avançado dos dois e vai continuar para aumentar sua influência global. Por Anders Norinder -CEO da iZettle no Brasil. Leia mais em clientesa 17/04/2014



Mobile payment transforma o ambiente bancário

É necessário buscar soluções globais que atendam as necessidades dos clientes financeiros

 Cada vez mais precisamos compreender os desejos do cliente final. Esse novo consumidor que os americanos chamam ´ubiquiti consumer´, ou seja, aquele que conduz a relação com seus fornecedores de produtos financeiros. Eles querem decidir onde a relação começa e onde termina. Hoje, tanto no segmento financeiro como no de varejo, os consumidores querem iniciar a transação num ponto e terminar no outro. Haja vista o crescimento das transações móveis, o mobile payment e as compras online. 

Por isso é necessário se adaptar as estes desejos do consumidor e criar condições para satisfazê-los, o que ocorre por meio da integração das soluções numa plataforma de software. Um modelo de relacionamento em que as operações possam ser alavancadas e haja o desenvolvimento de outros serviços para atender a crescente tendência de mobilidade. As agências bancárias têm de se adaptar a esse novo perfil, com uma equipe que possa dar orientações e apta para fazer transações.

 Na América Latina temos mais celulares por pessoa do que na Europa. E no Brasil a utilização de smartphones tem crescido. Isso significa que temos de aproveitar esse investimento dos clientes e buscar novas formas de nos relacionar com eles. As pessoas ainda utilizam o dinheiro como meio de pagamento e por isso continuam indo diretamente ao caixa, porém, há um processo de mudança em andamento. Dessa forma, quem fornece soluções tecnológicas visualiza um ambiente propício ao crescimento.

 A mobilidade das transações financeiras precisa estar aliada ao crescente investimento em segurança lógica. Hoje a tecnologia já consegue desenvolver terminais que permite ao usuário decidir se quer pagar com cartão, com cartão chip, com NFC (Near Field Comunication), com porta-moeda eletrônico ou com bitcoin. É o consumidor quem decidirá como será realizado o pagamento. No mundo, grandes empresas estão optando por soluções capazes de oferecer estes serviços aos seus clientes. Os postos de gasolina da Shell, na Alemanha, possuem um sistema onde o dinheiro que entra nas lojas já está automatizado, sem que haja a necessidade de um funcionário estar envolvido na operação.

 Buscar soluções globais que atendam as necessidades dos clientes financeiros, agregando cada vez mais novas funcionalidades e com retorno rápido do investimento. Este é o cenário atual. O modelo utilizado no passado, quando se contratava milhares de pessoas para desenvolver soluções que só poderiam ser instaladas de uma vez e cuja manutenção custava mais do que o investimento inicial, é algo obsoleto. Por Javier Lopéz Bartolomé - vice-presidente para Américas e Iberia do Grupo Wincor Nixdorf. Leia mais em clientesa 17/04/2014



22 abril 2014

Google estaria negociando compra de app de mobile payment

Reportagem afirma ainda que a Square também realizou discussões com a Apple e eBay. A empresa, no entanto, nega veementemente as afirmações

 O Google estaria discutindo a aquisição da empresa de pagamento móvel Square, em busca de mais capital, de acordo com reportagem do The Wall Street Journal. As discussões teriam acontecido este ano, conforme afirmação de três pessoas envolvidas no tema.

 A reportagem afirma ainda que a Square também realizou discussões com a Apple e eBay. A empresa, no entanto, nega veementemente as afirmações. A Square teria registrado perdas de US$ 100 milhões em 2013, bem acima das perdas de 2012.

 A Square transforma smartphones e tablets em caixas registradora e tem conseguido se tornar popular entre pequenos e médios negócios, mas ainda não chegou a grandes redes. No ano passado, a companhia realizou mais de US$ 20 bilhões em transações e receita de US$ 550 milhões, mas as margens de lucro seriam muito baixas.

 Na semana passada, reportagem apontava que o Facebook tem discutido o lançamento de um sistema de pagamento móvel. Leia mais em telesintese 22/04/2014

22 abril 2014



Facebook se prepara para entrar em pagamentos móveis

Rede social poderia se beneficiar de sua ampla base, mas teria que lidar com a desconfiança dos usuários

A rede social mais popular do mundo, o Facebook, está trabalhando para competir no mercado de pagamentos por meio de dispositivos móveis, informou o Financial Times, no domingo, citando diversas fontes próximas à negociação.

A companhia estaria próxima a obter a aprovação do banco central da Irlanda para iniciar o serviço de transferência de recursos por meio da aplicação e estaria negociando com três start-ups do Reino Unido (TransferWise, Moni Technologies e Azimo) que oferecem tal serviço. Na avaliação da consultoria Ovum, o Facebook, na disputa pelo mercado de pagamentos móveis pode se beneficiar de sua base crescente de usuários em países emergentes, mas terá que trabalhar para ganhar a confiança dos consumidores.

Uma pesquisa da Ovum de 2013 indicou que apenas 1% dos respondentes confiam em redes sociais como plataforma de pagamentos móveis, em contraste com a confiança que os mesmos depositam em bancos (43%), empresas de cartão de crédito (13%) e operadores móveis (11%, na China). Ainda, há dúvidas quanto à capacidade do Facebook de executar uma estratégia para um mercado de pagamentos, uma vez que tem pouca experiência na área.

A iniciativa de moeda virtual de crédito da rede social não avançou e foi cancelada no ano passado. Já a iniciativa Facebook Gifts não tem recebido qualquer atenção dos consumidores, diz a Ovum. As perspectivas de crescimento do mercado de pagamento móvel chama a atenção de diversas companhias. Um projeção da Juniper Research aponta para o volume de transações de m-payment em torno de US$ 1,3 trilhão anualmente, em 2017. Desse montante, 54% seriam decorrentes de compras de produtos e serviços.

No Brasil, a arena de disputa pelo mercado de pagamento móvel conta com operadoras, empresas de cartão de crédito, empresas tradicionais de sistemas de pagamento e de sistemas de pagamento online, além de start-ups. O pagamento móvel foi regulado pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional no final de novembro. Leia mais em telesintese 14/04/2014