31 agosto 2016

BM&FBovespa espera retomada do mercado de capitais com impeachment

A BM&FBovespa, em nota assinada pelo diretor-presidente Edemir Pinto, destacou que "a decisão do Senado pelo impeachment de Dilma Rousseff retira o Brasil e a economia de uma situação de espera, que impedia a tomada de decisões e o avanço".

Na expectativa do ajuste fiscal e das reformas estruturais, segundo Edemir, o Brasil passa a ter o seu caminho definido de forma mais clara e efetiva. "Esperamos a retomada das operações no mercado de capitais e um ?choque de capitalismo' no Brasil para os próximos dois anos." Valor Economico Leia mais em uol 31/08/2016

31 agosto 2016



Cemig tem aval do Conselho para vender ações da Taesa e amplia operação

A Cemig informou nesta quarta-feira que seu Conselho de Administração decidiu autorizar monetização de até 40,7 milhões de units da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), quase o dobro das 22,27 milhões que a companhia havia dito anteriormente que pretendia envolver na operação, em meio a esforços da elétrica mineira para reduzir a sua dívida por meio da venda de ativos.

Pela cotação das units da Taesa desta quarta-feira, a operação poderia envolver 944,3 milhões de reais.

O total de units a ser vendido pela Cemig corresponde a até 40.702.230 ações ordinárias e 81.404.460 ações preferenciais da Taesa. Se toda a venda autorizada pelo Conselho for concretizada, a Cemig alienaria cerca de 14 por cento das ações ordinárias --de um total de 293,07 milhões-- que a companhia detém na Taesa, e mais de 50 por cento das preferenciais --de um total de 155,05 milhões.

A Cemig, que detém participação de 43,36 por cento na Taesa, informou em comunicado divulgado no início do mês que a proposta de venda daquelas 22,27 milhões de units não incluía papéis do bloco de controle. No comunicado desta quarta-feira, a Cemig não faz referência ao assunto.  O segundo maior acionista da Taesa é o fundo Coliseu, com 22,14 por cento das ações, composto por papéis ordinários (228,8 milhões de ações).

A Reuters antecipou no início do mês, com base em informação de uma fonte com conhecimento do assunto, que a Cemig estava estudando a venda de 6,5 por cento de sua participação na Taesa, para levantar 500 milhões de reais. No fato relevante desta quarta-feira, a Cemig não faz menção a valores nem a possíveis interessados.

A estratégia de venda de ativos visa reduzir o endividamento da empresa. A alavancagem da Cemig, medida pela relação entre a dívida líquida e a geração de caixa, fechou junho em 5,26 vezes, ante 4,39 vezes no final de março e 2,40 vezes no final de 2015.

As units da Taesa fecharam em alta de 2,56 por cento na BM&FBovespa nesta quarta-feira, enquanto as ações preferencias da Cemig caíram 1,9 por cento. Por Roberto Samora (Reuters) - Leia mais em r7 31/08/2016



LG compra Eguru

A LG Lugar de Gente, especializada em software para gestão de recursos humanos, adquiriu a Eguru, dona de soluções de gestão de aprendizado (LMS, na sigla em inglês), com forte ênfase no conceito de gamificação dos processos de recrutamento e treinamento.

Nesse primeiro momento, a LG adquiriu 65% da Eguru e tem a intenção de adquirir o restante nos próximos cinco anos, conforme a performance da empresa. Não foi aberto o valor da negócio.

De acordo com a LG, a compra deve colaborar na meta de faturar R$ 100 milhões neste ano, uma alta de 28% frente ao registrado em 2015. No ano passado, a empresa manteve valores estáveis, sem crescer. A meta agora é dobrar em três anos.

Em seu site, a Eguru afirma ter 130 clientes dentre as 500 maiores empresas brasileiras, citando nomes como  Abril, Sadia, Vivo, Itaú, Lojas Renner e Souza Cruz. O porfólio serious games, os jogos usados para treinamentos, passaria de 300, com o número de usuários de LMS chegando a 500 mil.
“Hoje somos a maior provedora nacional de sistemas ‘core’ RH, com soluções de folha, ponto, benefícios. Já havíamos adquirido a w3, líder de sistemas de gestão de capital humano em SaaS. A Eguru, líder em games corporativos no Brasil, completa o porfólio”, explica o presidente da LG, Paulo Iudicibus.

Iudicibus, destaca que, com isso, a empresa terá um diferencial em relação a “competidores internacionais”, com uma oferta completa de plataforma, conteúdo e serviços em português, completamente adaptada ao mercado e à cultura brasileira.

O empresário brasileiro não menciona nomes, mas um candidato óbvio à referência indireta é a SucessFactors, software de gestão de recursos humanos adquirido pela SAP em 2011 por US$ 3,4 bilhões.

O produto tem uma base pequena no Brasil, mas a SAP vem fazendo investimentos em mudar o quadro, dos quais o mais chamativo é a criação de um data center brasileiro para o produto, hospedado na Equinix com um investimento de R$ 19 milhões.

A Eguru lançará nos próximos meses uma plataforma com um “marketplace de conteúdos de treinamento”, incluindo vídeo, ebook, curso on-line e presencial, podcasts, games.

“Temos o potencial de revolucionar a forma como as empresas ‘consomem’ treinamentos, investindo de forma inteligente nas pessoas conforme suas necessidades individuais”, conclui Iudicibus.
Além disso, a LG acaba de lançar sua plataforma de gestão de recursos humanos em nuvem, batizada de Suíte Gen.te. A solução recebeu investimento de R$ 10 milhões ao longo de seis anos e é hospedada na Azure, nuvem da Microsoft.

Há mais de 30 anos no mercado, a LG tem sede em Goiás e atuação em todo o território nacional. Entre os clientes da empresa estão nomes como Ambev, Vale, Oi, Carrefour, Caterpillar, Grupo Algar, Grupo Positivo, Grupo Santander, Natura, SBT, Hering e Rede Globo.Maurício Renner // Leia mais em baguete 31/08/2016 



Compass Minerals anuncia compra da Produquímica

A norte-americana Compass Minerals anunciou a aquisição definitiva da empresa brasileira Produquímica Indústria e Comércio S.A. por R$ 330 milhões. O valor é o equivalente a 65% da companhia, uma vez que a gigante mundial de produtos minerais já havia comprado 35% de participação em Dezembro de 2015, acertando naquela ocasião uma cláusula de opção de controle total que valia até 2019.

O preço foi estipulado de acordo com o faturamento previsto pela Produquímica para este ano, e está sujeito a ajustes pós-fechamento do negócio. Além disso, a Compass Minerals assumirá aproximadamente US$ 150 milhões em dívidas de longo prazo da brasileira. A aquisição inclui ainda a injeção de outros US$ 150 milhões em capital de giro líquido.

Com sede em São Paulo, Brasil, a Produquímica gerou aproximadamente R$ 1,2 bilhão em receita líquida e R$ 198 milhões EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) nos últimos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2016. A companhia brasileira atua principalmente nos mercados de produtividade agrícola e soluções químicas. Leia mais em agrolink 16/08/2016




Lista de concessões terá cinco portos

A primeira reunião do conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que vai autorizar lista de concessões e privatizações do governo, terá cinco empreendimentos em portos, segundo informou o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.

Serão dois terminais de combustíveis em Santarém (PA) e um terminal para movimentação de trigo no porto do Rio de Janeiro, além das renovações de duas concessões: terminal de fertilizantes de Paranaguá (PR) e terminal de contêineres de Salvador.

O terminal de trigo tem preço mínimo fixado em R$ 63 milhões e contrato de 25 anos. Em estudos desde 2014, a concessão foi formulada para atender a uma companhia trading que foi desalojada para obras do Porto Maravilha. As áreas em Santarém tiveram investimentos estimados inicialmente em R$ 13 milhões.

Esses são, segundo a pasta, os empreendimentos novos para os quais há sinais de interesse do setor privado. Em março passado, o governo cancelou um leilão de áreas em portos no Pará justamente porque havia risco de não aparecerem concorrentes para elas.

“Estamos analisando caso a caso para verificar quais os ajustes que precisam ser feitos em cada um desses estudos, de modo a viabilizarmos esses investimentos da melhor forma possível”, informou o ministério. “Esses ajustes podem se referir à simples atualização de determinados dados e/ou projeções de demanda, ou a mudanças mais estruturantes no desenho que havia sido proposto inicialmente.” Aeroportos. De todos os modais em infraestrutura, os projetos que estão mais maduros para irem a leilão são os quatro aeroportos: de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

O governo está confiante quanto ao interesse do setor privado, sobretudo de investidores estrangeiros, no negócio.

Para tanto, já está certo que os editais serão traduzidos para o inglês e que o prazo entre a publicação das regras e a realização do leilão será aumentado de 45 para 100 dias.

O valor mínimo de outorga dos quatro aeroportos, somados, foi fixado em R$ 4 bilhões.

Para tornar os aeroportos mais atraentes, o governo alterou o fluxo de pagamentos da taxa de outorga. O objetivo é permitir que, no início do contrato, o concessionário concentre recursos financeiros nas obras de expansão. “Fizemos esse arranjo para não poluir a vida da concessão”, explicou Quintella.
Assim, o vencedor do leilão entregará 25% do valor da outorga mínima à vista. Além disso, ele deverá recolher nesse primeiro pagamento tudo o que ofereceu acima do preço mínimo fixado para dar o lance vencedor.

Depois do pagamento à vista, ele passará os cinco primeiros anos do contrato sem pagar taxa de outorga. Entre o sexto e o décimo anos, recolherá valores que subirão gradualmente.
A partir do décimo primeiro ano, a parcela ficará fixa até o fim do contrato. - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 31/08/2016



American Express compra empresa de tecnologia

A American Express Global Business Travel (GBT) assinou um acordo de compra da KDS, uma provedora global de tecnologia de viagem integrada.

Baseada na França, a KDS tem operações no Reino Unido, na Alemanha e nos Estados Unidos. A aquisição é parte de uma estratégia de investimento amplo da GBT para desenvolver um grupo de líderes de uma indústria “viajantes centralizados” e serviços digitais.

O diretor comercial e de tecnologia, Philippe Chereque, atesta que trata-se passo para criar uma empresa focada em criar uma experiência centrada no viajante de negócios moderno. “Isso também vai nos permitir oferecer aos clientes uma ferramenta de reservas on-line door to door apoiada pela nossa nova infraestrutura de tecnologia”, disse ele.

A versão mais recente da plataforma, datada de julho, comina a funcionalidade de uma ferramenta on-line de reservas original, o OBT, com funcionalidades door to door, reservas a um clique e um aplicativo de viagens mobile em uma interface unificada para o usuário.

Considerada “altamente interativa”, a funcionalidade direciona altas taxas de adoção e fornece conteúdo como informação de gastos e alinhamento da política de viagens. Henrique Santiago    Leia mais em panrotas 31/08/2016



Disputa por shopping faz JHSF disparar na Bovespa

O negócio poderá ser fechado em 45 dias, diz jornal

As ações da JHSF Participações chegaram a subir 14,10% na máxima desta manhã (31).

Os papéis são impactados pela notícia de que a companhia recebeu cinco ofertas pelo shopping Tucuruvi, em São Paulo.

Segundo o jornal, Valor Econômico os interessados são BR Malls, Multiplan, Vici, Fundo de Soberano de Cingapura e Hemisfério Sul Investimentos.

O jornal afirma ainda que o negócio pode ser fechado em 45 dias e a JHSF pode receber 500 milhões de reais com a venda do shopping.

Apesar da alta de hoje, as ações da companhia acumulam queda de 8,15% no mês.  Karla Mamona, Leia mais em EXAME 31/08/2016



Fusão da Cnova e Via Varejo repara erros do passado

Ponto Frio: a fusão entre Cnova e Via Varejo tem potencial para criar valor para a empresa e os acionistas

Depois de operarem de forma separada por anos, as donas das lojas online e física da Casas Bahia e Ponto Frio irão se unir. Para analistas ouvidos por Exame.com, a união poderá corrigir uma estratégia que não fazia sentido no momento atual, de competição interna por preços e estruturas duplicadas.

A Cnova Brasil, que opera o comércio eletrônico das duas marcas e do Extra.com.br e Cdiscount.com.br, será incorporada completamente pela Via Varejo, responsável pelo varejo físico. As duas companhias estão dentro do Grupo Pão de Açúcar.

Segundo a empresa, a fusão, anunciada no começo do mês, tem potencial para criar valor para a Via Varejo e seus acionistas por simplificar a estrutura de governança.

Os analistas do BB Investimentos Maria Paula Cantusio e Victor Penna comentam, em relatório, que "não fazia sentido manter as operações separadas e conservar estruturas duplicadas, como equipe, logística, marketing e estoque para as mesmas marcas".

Além disso, as duas empresas eram concorrentes e prejudicavam uma à outra.

"A dinâmica de competição dos dois canais é diferente e a Cnova adotou uma política de preços agressiva para ganhar mercado. Canibalizava inclusive a Via Varejo", disse o analista Guilherme Assis, do banco Brasil Plural. "Não dava lucro e ainda queimava caixa".

Preços bem mais baixos para ganhar mercado no comércio eletrônico não foi uma estratégia usada apenas pelo grupo, mas permeou todo o setor nos últimos anos, afirma Ricardo Neves, sócio e líder de varejo e consumo da consultoria PwC.

No entanto, as operações de e-commerce tinham margens pequenas e não eram eficientes ou lucrativas, diz ele. Com a queda na renda e consequentemente no consumo, essa tática se tornou inviável, ainda mais dentro de um mesmo grupo, como o caso da Cnova e Via Varejo.

Nunes afirma que, hoje, a tendência é a união do físico e online. O lançamento do comércio eletrônico do Carrefour em julho é um exemplo. Além disso, a integração entre os canais tem ajudado a Magazine Luiza a se destacar.

Separadas no nascimento

As vendas físicas e online da Casas Bahia e Ponto Frio operavam de forma separada por uma decisão do francês Casino, controlador do Grupo Pão de Açúcar.

O plano era reunir todas operações globais de comércio eletrônico do conglomerado francês em uma mesma empresa, para ganhar com sinergias e ter mais força para negociar com fornecedores multinacionais, como Whirpool, Samsung ou Apple.

Outro motivo era valorizar as ações das empresas de comércio eletrônico na bolsa, já que os investidores tendem a encontrar mais valor em negócios do ramo se comparados a varejistas.

No entanto, a estratégia não deu tão certo, nem globalmente e nem no Brasil, explica o analista da Brasil Plural.

"Lá fora, o Casino enfrentou problemas em seu caixa e precisou vender operações no Vietnã e Tailândia, por exemplo, e a Cnova NV irá fechar o seu capital", afirma ele. "Já no Brasil, o problema foi a competição entre duas empresas do mesmo grupo".

Ano passado, a Cnova Brasil sofreu outro percalço: foram descobertas fraudes na gestão de estoques, que geraram perdas contábeis de R$ 400 milhões ao seu patrimônio.

"Há muitos desafios internos para resolver, ainda que alguns tenham sido aparentemente solucionados depois das investigações, em especial os relacionados à governança corporativa e à contabilidade", afirmam os analistas do Banco do Brasil.

Milhões em sinergia

Com a união das duas empresas no Brasil, desaparecem o conflito de interesses e a competição entre duas empresas do mesmo grupo.

Para incorporar completamente a operação da Cnova Brasil, a Via Varejo irá abrir mão de sua participação de 22% da Cnova NV, a companhia global, e ainda desembolsar uma diferença de R$ 16,5 milhões.

Entre os ganhos com a operação, estão a integração das plataformas logística e comercial das duas plataformas e a unificação de equipes.

As empresas projetam sinergias de R$ 245 milhões já em 2017 e ganhos não recorrentes de R$ 325 milhões. Karin Salomão, Leia mais em EXAME 31/08/2016



Mondelez pode olhar aquisições ou virar alvo da Kraft Heinz

Os investidores não ficaram nem um pouco desapontados com a notícia de que a Mondelez International, que fabrica o chocolate Cadbury e os biscoitos Oreo, desistiu de comprar da Hershey, e ontem levaram as ações da companhia a subir 3,6%.

A Hershey, que também vende os confeitos recheados com creme de amendoim Reese's Peanut Butter Cups, recusou-se a entrar em negociações sem uma oferta de pelo menos US$ 125 por ação - muito acima da oferta inicial de US$ 107. Segundo analistas, Irene Rosenfeld, a ávida CEO da Mondelez, tem opções melhores. A companhia está muito concentrada fora dos Estados Unidos e alguns investidores não ficaram muito animados em comprar uma concorrente que é americana demais num momento de mudança nos hábitos dos consumidores.

"O anúncio [da desistência] é um acontecimento positivo para os acionistas da Mondelez", disse Steven Strycula do UBS. "Desde que as discussões entre a Mondelez e a Hershey ganharam as manchetes dos jornais no fim de junho, a resposta do lado comprador decididamente tem sido negativa." Muitos investidores, acrescentou ele, "viam a Hershey como uma distração e um desvio de um interessante processo de investimentos da Mondelez" nos mercados emergentes e em termos de expansão da margem.

Os investidores da Hershey ficaram menos impressionados. Suas ações caíram 11% para US$ 99,50 ontem. O truste que controla a companhia sediada na Pensilvânia passa por turbulências em meio a mudanças de governança e na diretoria, depois de uma investigação da procuradoria-geral daquele estado. Dadas as circunstâncias, muitos observadores vinham dizendo que um aquisição não seria aprovado.

Strycula disse que a Mondelez, cuja ação era cotada ontem a US$ 44,54 por volta do meio-dia, está sendo negociada a quase 20,5 vezes as estimativas para o lucro por ação de 2017, que estão abaixo das estimativas para o setor de alimentos como um todo, de 22,5 vezes.

As companhias de alimentos e bebidas, incluindo a Mondelez, vêm passando por alguns anos difíceis. A aquisição da Kraft e da Heinz pela 3G sacudiu o setor ao demonstrar o quanto as margens de lucro podem ser melhoradas via cortes de custos.

Ao mesmo tempo, grandes fabricantes de alimentos industrializados estão tendo que lidar com uma revolução nos hábitos de consumo que as têm forçado a reformular suas ofertas e comprar pequenos fabricantes com opções mais saudáveis, ao mesmo tempo em que tentam convencer os consumidores de que às vezes um pouco de indulgência faz bem.

Em um cenário tão desafiador, a Mondelez parece ter três opções claras, depois de voltar atrás na combinação com a Hershey.

A primeira é manter seu apetite por aquisições e sair em busca de outros fabricantes de salgadinhos ou confeitos. Pablo Zuanic, analista da Susquehanna, aponta para possíveis combinações com empresas como a Ferrero da Europa, conhecida por seus chocolates, e a Perfetti Van Melle, fabricante das balas Mentos.

A segunda opção para a Mondelez é comprar fabricantes menores de alimentos, que se encaixem em sua estratégia de vender produtos mais saudáveis. O grupo prometeu gerar metade de suas vendas com 'snacks' mais saudáveis, parcela que é hoje de um terço, em meio ao aumento das pressões reguladoras em todo o mundo para a redução dos níveis de sódio e açúcar nos alimentos.
No comunicado divulgado na segunda-feira, Irene Rosenfeld insinuou que pretende fazer mais negócios. "Embora estejamos desapontados com esse resultado [com a Hershey], continuamos focados em nossa estratégia de criar valor, inclusive por meio de aquisições, e confiantes de que nossa plataforma vantajosa nos posiciona bem para um alto desempenho no longo prazo", disse ela.
Finalmente, a Mondelez poderia se tornar um alvo atraente para um concorrente como a Kraft Heinz, uma possibilidade que está sendo discutida por analistas, em meio a especulações de que a 3G pode estar rondando novamente.

Outros nomes mencionados são os grupos de cereais General Mills e Kellog.
O fundo Trian Partners de Nelson Peltz, que obteve um assento no conselho de administração da Mondelez, parou de incitar uma fusão com a Frito-Lay, a divisão de aperitivos da PepsiCo, mas essa combinação ainda interessa a alguns analistas.

Alexia Howard, analista da Bernstein, escreveu recentemente a investidores: "Uma aquisição da Hershey adiaria qualquer possível fusão entre a Mondelez e a Frito-Lay, que consideramos um alvo muito mais interessante por sua exposição internacional.

Entretanto, para Zuanic, uma combinação com a Kraft Heinz é o resultado mais provável. A Mondelez e a Kraft dividiram-se em duas empresas em 2012, com a primeira se concentrando em "snacks" no mercado internacional. "Uma fusão com a PepsiCo não pode ser descartada, mas vemos isso mais como um tiro no escuro", diz Zuanic. "Mas no final das contas, achamos que a Mondelez acabará sendo comprada pela Kraft Heinz."  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 31/08/2016



Potash e Agrium negociam fusão

A canadense PotashCorp, maior fornecedora global de potássio para a produção de fertilizantes, e sua concorrente Agrium estão negociando uma fusão que poderá resultar em uma gigante avaliada em quase US$ 30 bilhões.

A iniciativa ocorre um ano depois da malsucedida tentativa da PotashCorp de adquirir a alemã K S, como parte de seus esforços para consolidar um segmento que vem sofrendo com a retração dos preços das commodities e, de quebra, estancar a tendência de queda de suas ações.

A estrutura e as condições da operação não são conhecidos, mas fontes a par da transação disseram que será uma "fusão de iguais", o que sugere que a combinação deverá ser feita por meio da troca de ações.

Em comunicado, a PotashCorp alertou que "nenhuma decisão ainda foi tomada sobre o prosseguimento dessa combinação", que "nenhum acordo foi firmado" e que não é possível assegurar se o negócio será de fato fechado.

Ontem, depois que a agência Bloomberg revelou a negociação, as ações da PotashCorp, que é listada nas bolsas de Nova York e Toronto, subiram mais de 13%, conferindo à companhia um valor de mercado de cerca de US$ 15 bilhões. Já os papéis da Agrium subiram 7%, o que fez seu valor de mercado alcançar US$ 13 bilhões.

A notícia sobre esse possível negócio também elevou os preços das ações de produtores de fertilizantes concorrentes, como Mosaic e Intrepid Potash, pelos reflexos considerados positivos de uma eventual consolidação do segmento.

PotashCorp e Agrium, entre outras, estão tendo problemas com excesso de capacidade, embora algumas fontes acreditem que uma série de fechamentos de minas e suspensões de produção nos últimos anos tenham o poder de gerar alguma estabilização na área.

"Quase tudo vem dando errado para o segmento" desde 2011, escreveram neste ano analistas do Morgan Stanley. "A indústria do potássio vai se esforçar para melhorar significativamente a lucratividade no curto e médio prazo." Um cartel formado por produtores da Rússia e de Belarus se desfez em 2013, o que gerou uma queda de preços de mais de 50%, em relação aos patamares de 2011, em alguns mercados importantes da América Latina e da Ásia.

"Não acredito que essa fusão vá produzir concentração suficiente para aumentar as preocupações das autoridades reguladoras", afirmou ontem Oliver Hatfield, da consultoria Integer Research.

"Esse é um segmento que ficou muito mais competitivo e onde tem havido investimentos excessivos em capacidade nova, em resposta aos períodos de vacas gordas. Portanto, esta é, em parte, uma medida defensiva das companhias", disse ele.

Em 2015, a oferta de € 7,8 bilhões da PotashCorp pelo controle da K S, que não faz parte dos grupos fornecedores do Leste Europeu e da América do Norte, foi recusada porque as duas partes não conseguiram chegar a um consenso sobre valores.

Um acordo com a K S teria permitido à PotashCorp unir forças com outra empresa que está entre as cinco maiores produtoras mundiais, dando ao grupo canadense o controle sobre um quarto do fornecimento global de potássio.

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo - que fracassou em uma tentativa de assumir o controle da PotashCorp, em 2010 -, desacelerou seus planos de entrar nesse mercado. Está abrindo poços em um projeto no Canadá, mas ainda não decidiu se  fará mais investimentos e já sugeriu que esse projeto, avaliado em US$ 2,6 bilhões, pode ser desativado se os preços não subirem. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 31/08/2016



Investidores mostram interesse em aquisições

Com a expectativa de maior espaço em saneamento e com ativos à venda, as principais empresas privadas do país contam com disposição dos acionistas para realizar novos investimentos. De acordo com executivos da Aegea, Águas do Brasil e GS Inima, os sócios, uma boa parcela deles estrangeiros, mostram interesse em crescer a atuação no país, caso boas oportunidades se apresentem.

A GS Inima Brasil, com controlador coreano recebeu aporte de capital de R$ 40 milhões para compra da Samar, parte da OAS Soluções Ambientais, colocada à venda no processo de recuperação judicial do grupo OAS. A aquisição foi feita por R$ 80 milhões.

Na ceara de compra de ativos em processos de recuperação, a empresa ainda está interessada na fatia da Galvão Participações na CAB Ambiental, de 67% do capital social. Operação na qual disputa com a Aegea, também está de olho no ativo. A GS Inima ainda avança no esforço para aumentar seu portfólio com projetos novos.

Segundo o presidente da empresa, as oportunidades podem ser aproveitadas de diversas maneiras. Além de realizar um aporte tradicional de capital, diz, o sócio coreano conta com um braço de saneamento que pode entrar junto com a companhia aqui no Brasil. A GS Inima também não descarta conseguir um terceiro parceiro, financeiro, para acompanhar os investimentos. Apenas nas concessões já existentes, a empresa tem programado R$ 185 milhões em investimentos para este ano.

A Aegea, do grupo Equipav, também se movimenta para ficar com a CAB Ambiental. A empresa já contou com uma injeção de recursos de R$ 125 milhões neste mês. Os recursos foram aportados pelo International Finance Corporation (IFC), que aumentou sua participação sem alterar o controle, que continua nas mãos do grupo Equipav. Neste caso, o dinheiro está destinado ao caixa da empresa, para reforçar capacidade financeira e melhorar indicadores.

Hamilton Amadeo, presidente da companhia, diz que já tem autorização formal dos acionistas para crescer a estrutura de capital da empresa conforme a necessidade. A efetiva entrada dos recursos, diz, depende do surgimento das oportunidades. Além da compra da CAB Ambiental, Amadeo confirma o interesse na proposta a ser estruturada para a estatal de saneamento do Rio de Janeiro, junto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e em outras licitações municipais. A questão é o preço.

A Águas do Brasil, que tem entre suas principais concessões a Águas de Niterói, não fala em acordos já acertados, mas disse que a "decisão do acionista é crescer", ponderando que apenas com bons contratos. A avaliação da qualidade do investimento é, inclusive, condição colocada por todas as empresas. "Temos dito não a muita coisa por conta disso. Hoje vemos que dificilmente se encontra uma PPP (Parceria Público-Privada) de saneamento no Brasil surfando bem". O capita social da empresa está nas mãos da Developer, grupo de engenharia; Queiroz Galvão Saneamento; New Water; e Construtora Cowan. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 31/08/2016



30 agosto 2016

Smiles vê oportunidades de aquisição, mas dentro do turismo

Smiles: "Temos sido procurados por muita gente, inclusive por seguradoras para atuarmos como corretora, mas isso não é nossa prioridade"

A Smiles observa oportunidades de ampliar suas fontes de receita, inclusive com aquisições, mas não planeja comprar negócios fora da área de turismo, disse o presidente-executivo da companhia, Leonel Andrade.

"Temos sido procurados por muita gente, inclusive por seguradoras para atuarmos como corretora, mas isso não é nossa prioridade", disse Andrade em entrevista à Reuters.

A declaração foi feita alguns dias depois da maior rival da Smiles, a Multiplus, ter lançado uma corretora de seguros.

De acordo com Andrade, dada a natureza do negócio, em que as empresas de programas de fidelidade acumulam volumes altos de caixa, e a elevada base de clientes, a sondagem de investidores e parceiros potenciais é constante.

"É hora de olhar oportunidades, mas no caso da Smiles, se houver algo, vai ser no nosso 'core business'", afirmou.

Controlada pela companhia aérea Gol, a Smiles é a segunda maior empresa listada do setor, com 11,5 milhões de clientes.

Diante do aumento da concorrência no setor, com o lançamento em junho da Livelo, joint venture do Bradesco com o Banco do Brasil e dos efeitos da economia em recessão sobre as margens, as empresas de programas de fidelidade têm rapidamente expandido suas atividades para poder diversificar as fontes de receita.

Em julho, a Multiplus fez parceria com a Expedia para atuar em reservas de hotéis. No dia seguinte foi a vez da Smiles fazer uma parceria similar com a Rocketmiles, braço do grupo norte-americano Priceline.

Segundo Andrade, dada a expectativa de maior concorrência, com o surgimento de novos participantes no mercado, a tendência é de gradual queda nas margens de lucro das empresas do setor.

No caso da Smiles, no entanto, a margem ao redor de 36 por cento no segundo trimestre, deve se manter no próximo ano, disse ele.

"No curto prazo não há risco de a margem cair, também por causa do nosso foco no controle dos custos", disse Andrade.

Um dos fatores que devem pressionar as margens do setor, segundo o executivo, é a tendência de queda da quantidade de pontos acumulados por clientes e que expiraram antes de serem utilizados, chamado no jargão do mercado como breakage.

Na prática, o breakage resulta em ganho para a empresa de fidelidade a custo zero. Na média, cerca de 20 por cento das receitas das empresas do setor são oriundas do breakage. Na Smiles, essa taxa caiu à metade, para cerca de 15 por cento, nos últimos três anos.

No lançamento da Livelo, executivos disseram que um dos objetivos da companhia é estimular os clientes a resgatar pontos com mais frequência, usando-os para comprar artigos de valores menores, inclusive para comprar créditos para telefone celular.

Regulamentação

Para o presidente da Smiles, a manutenção de margens de lucro saudáveis das maiores empresas do setor, comparativamente com os demais setores da economia, que têm sofrido mais de forma mais intensa os efeitos da recessão, têm atraído o interesse de mais investidores a atuar em gestão de programas de fidelidade.

Isso é preocupante, segundo ele, porque o setor não é regulamentado e as práticas prudenciais de capital dependem das próprias companhias.

Para o executivo, a eventual dificuldade de uma grande empresa do setor em conseguir cumprir com obrigações financeiras poderia criar incertezas sobre a solidez do setor.

"Deveria ser mais difícil criar um programa de fidelidade", disse Andrade.

"É questão de tempo: vamos ser regulados com certeza." O executivo avalia que a regulação do setor, que tenderia a ser feita pelo Banco Central, pode criar exigências mínimas de reserva de capital tais como as exigidas para os bancos, e possível quebra de contratos de exclusividade. Aluísio Alves, da REUTERS Leia maias em exame 30/08/2016

30 agosto 2016