16 janeiro 2017

8 tendências de tecnologia para 2017

Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, aqui nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade nos obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você estar lendo isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção desse artigo é mostrar oito tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses. Vamos a elas?

1. Crescimento exponencial da tecnologia
Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

2. Acesso global à internet 
A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios.

A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

3. Conectividade
Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

4. Inteligência Artificial 
O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes - o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral.

Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

5. Disrupção da Indústria 
Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser.

E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos. O que me leva ao próximo ponto.

6. Evolução dos modelos de negócios
O acesso fácil à tecnologia está permitindo que novos modelos de negócio sejam testados de forma simples e barata. Grandes inovações acontecem em anos e não mais em décadas – e caminhamos rápido para meses ou semanas. Negócios de bilhões de dólares já foram criados em poucos meses. Quando esses novos modelos surgem, a tecnologia se torna parte fundamental da estratégia e as empresas precisam repensar as competências mais importantes e se reinventar.

As organizações precisam – todas elas – identificar o valor de seus negócios, como precificá-los e então começar a promover mudanças na forma como vendem e cobram por seus produtos. Esse movimento não é fácil e não ocorre da noite para o dia. Mas em 2017 veremos cada vez mais empresas buscando uma cultura digital.

7. Experiência Digital 
As pessoas já têm experiências digitais em seu dia-a-dia, ao compartilharem seus dados com aplicativos como Uber ou Waze, para ter como benefício um serviço de transporte melhor. No trabalho, aplicativos de mensagens e vídeo, além de plataformas que permitem gestão de documentos, workflows, entre outros, possibilitam uma interação interdepartamental muito maior – independentemente de onde cada time esteja alocado. Dessa maneira, o processo de criar e compartilhar conhecimento está cada vez mais rápido.

Com toda a informação gerada pela economia do compartilhamento, as empresas devem – e os consumidores esperam isso delas – identificar comportamentos e utilizar isso para achar valor em novos lugares. Os chatbots serão muito adotados no próximo ano, exatamente por serem uma resposta a essa demanda. As pessoas querem sanar suas dúvidas, procurar informações ou fazer suas reclamações da mesma forma que têm sua demanda por aquele produto ou serviço atendida: digitalmente.

8. Mudanças na proposta de valor 
Os dados são a força motriz por trás da próxima grande onda na busca por proposta de valor. É nesta combinação de dados com qualidade e inteligência que as empresas estão concentrando seus esforços tecnológicos, para aumentar o poder de suas redes, tornar a conectividade ilimitada e usar o poder de computação para coletar, agregar, correlacionar e interpretar dados e, com isso, levar melhorias incríveis para a vida das pessoas.

O principal desafio à frente é adaptar o mindset e o processo de decisão para esse novo mundo em transformação, já que a inovação e a disrupção podem vir de qualquer lugar, a qualquer hora. Além de focar em suas competências-chave, as empresas precisam aprender como usar a tecnologia como um adicional ao conhecimento que já tem em casa. * Autor: Vicente Goetten é diretor executivo do TOTVS Labs. Por Júlia Merker // Leia mais em baguete  16/01/2017 

16 janeiro 2017



Inadimplência das empresas avança em 2016, aponta Boa Vista SCPC

A inadimplência das empresas registrou alta de 3,3% em 2016, quando comparada a um ano antes, de acordo com dados da Boa Vista SCPC. Os dados da inadimplência incluem cheques devolvidos e títulos protestados.

No último trimestre do ano passado, a inadimplência foi 2,4% menor em relação ao terceiro trimestre, descontados os efeitos sazonais. Já na avaliação contra o mesmo período de 2015 houve queda de 2,1%.

Segundo a Boa Vista SCPC, nos próximos trimestres "espera-se manutenção de baixos níveis de inadimplência, uma vez que a retomada da atividade econômica e da diminuição dos juros deverão contribuir para fortalecimento do caixa das empresas, gerando efeitos positivos para o cenário de inadimplência." Valor Econômico leia mais em bol.uol 16/01/2017




Brasil estará crescendo no fim do 1º trimestre, diz Meirelles a TV americana

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em entrevista à emissora de TV norte-americana CNBC que o Brasil estará crescendo no fim deste primeiro trimestre de 2017. "O Brasil agora está em uma trajetória de recuperação. Nossa expectativa é que o Brasil esteja crescendo ao fim do primeiro trimestre", comentou o ministro em Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial.

Meirelles citou a série de reformas que o governo está adotando e as medidas para melhorar a produtividade, incluindo mudanças da Previdência, na legislação trabalhista e no sistema tributário. "Em 2018, a situação será completamente diferente", disse.

O ministro também foi questionado sobre os escândalos de corrupção envolvendo o governo. Segundo ele, tudo está sendo investigado e o País sairá mais forte desse processo.

Meirelles ainda falou sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e suas promessas de rever acordos internacionais de comércio. De acordo com ele, "no fim do dia, o protecionismo não é bom para ninguém". O ministro disse que será interessante ver como as coisas vão se desenrolar, já que existem diferenças de opinião entre Trump e alguns de seus ministros. "É muito difícil dizer que existe alguém que realmente entende ele". Álvaro Campos Estadão leia mais ema tarde 16/01/2017



Aquisições movimentam R$ 260 bilhões

O movimento de fusões e aquisições no Brasil totalizou R$ 258,5 bilhões em 2016, um crescimento de 15,6% em relação ao ano anterior, de acordo com relatório elaborado pela consultoria Transactional Track Record (TTR).

Em número de transações, contudo, houve uma queda de 2,3%, para 1.019 operações no ano passado, ante 1.143 negócios computados em 2015.

Do total das transações, os fundos de private equity (que compram participações em empresas) e de venture capital (empresas iniciantes) representaram 150 e 84 operações, respectivamente. Somente no quarto trimestre, foram movimentados R$ 87,29 bilhões, valor praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado (de R$ 87,32 bilhões). Em número de transações, foram 287 negócios fechados, queda de 9,18% sobre o quarto trimestre de 2015.

Entre as principais transações anunciadas no último trimestre do ano passado estão a venda dos ativos de fertilizantes para a gigante Mosaic por US$ 2,5 bilhões e a venda de 70% da Odebrecht Ambiental para a gestora canadense Brookfield, de acordo com a TTR. Tecnologia.

Os setores mais ativos em fusões e aquisições no País em 2016 foram o de tecnologia, que somaram 197 operações, um crescimento de 31% sobre o ano anterior; e o de finanças e seguros, com 142 transações.

Empresas com sede nos Estados Unidos, França e em Luxemburgo foram as mais ativas em negociações em 2016.

Fontes afirmam que o movimento de fusões e aquisições deve se manter ativo em 2017, ainda como reflexo da crise financeira pela qual o Brasil passa. De acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, ativos de empresas envolvidas na Operação Lava Jato estão no radar desses investidores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Mônica Scaramuzzo Leia mais em mackenziesolucoes 12/01/2017



Brookfield avança com Lava Jato e 'pechinchas'

As aquisições bilionárias feitas nos últimos anos no Brasil fizeram da Brookfield um dos principais destinos de grupos que precisam se desfazer de ativos. Tem sido na porta da gestora canadense que dezenas de empresas em dificuldade financeira batem todos os meses para tentar fazer negócio e reforçar seus caixas. Por ora, a gestora não tem decepcionado os vendedores. Com um time de executivos gabaritado para aquisições, a empresa tem aproveitado as "pechinchas" do Brasil em crise para ampliar sua base no País.

Em 2016, a gestora foi uma das protagonistas no fechamento de negócios, ao lado da chinesa State Grid, que comprou a CPFL. A canadense desembolsou cerca de R$ 20 bilhões para comprar empresas que foram colocadas à venda no susto, sobretudo por causa da Operação Lava Jato, que investiga corrupção em contratos da Petrobrás. A crise econômica que assola o País também criou boas oportunidades para a empresa, cujo portfólio global é de US$ 250 bilhões de ativos.

"A gestora analisa todo mês propostas que chegam à mesa", diz uma fonte a par do assunto. Algumas delas são garimpadas pelos executivos da Brookfield. Outras são oferecidas por bancos e pelos próprios donos das empresas, que precisam de dinheiro para honrar outros compromissos. A análise dessas propostas passa por um pente-fino rigoroso dos ativos.

No Brasil, esse trabalho é feito por um pelotão de executivos comandados pelo carioca Luiz Ildefonso Simões Lopes, presidente da gestora no País e único brasileiro entre os 18 gestores seniores do fundo. "Os executivos da Brookfield entram na negociação com muitos detalhes e conhecimento do ativo. Se há interesse, assumem o risco", diz uma fonte que já intermediou uma aquisição para o fundo.

Apesar do movimento agressivo no último ano, a gestora é velha conhecida do Brasil. Desembarcou no final do século 19 para explorar oportunidades criadas pela frágil infraestrutura do País. Chegou por aqui ao criar uma companhia de bonde e de iluminação (que deu origem à Light) e nunca mais saiu. Hoje está presente em todos os ramos da infraestrutura - em portos, ferrovias, rodovias e saneamento - e de outros setores.

"O grande supermercado que virou o Brasil pode ser dividido em dois: os chineses com uma sacolinha de um lado e a Brookfield do outro", diz o diretor sênior da agência de classificação de risco Fitch Ratings, Mauro Storino. Nos últimos dois anos, com a recessão e queda no valor dos ativos brasileiros, a gestora não perdeu tempo e fez pesadas aquisições.

Compras. 
Entre elas, o gasoduto NTS, que pertencia à Petrobrás, por US$ 5,2 bilhões; e 70% da Odebrecht Ambiental. Também se comprometeu em participar de projetos bilionários para expansão de linhas de transmissão de energia com a espanhola ACS. Com esses negócios, o portfólio da Brookfield no País saltou de R$ 41 bilhões para R$ 61 bilhões. E não deve parar por aí.

No radar ainda estão negócios de empresas encrencadas na Lava Jato, como a Odebrecht - que vendeu ano passado concessões no Peru (Rutas de Lima e Projeto Olmos) para a gestora. A Brookfield também avalia uma fatia de um gasoduto do grupo baiano no Peru e mais ativos da Petrobrás.

Fontes afirmam que todo mês a gestora e a petroleira sentam para conversar. Em 2016, a companhia chegou a analisar a BR Distribuidora. A petroquímica Braskem, na qual a estatal é sócia junto com a Odebrecht, também ainda estaria nos planos da Brookfield. Mas as restrições impostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à venda de ativos da petroleira suspenderam as negociações. "As conversas são constantes com a Petrobrás, mas é preciso definir os pré-requisitos para novos contratos", diz uma fonte.

Recentemente, a gestora avaliou parques eólicos da Renova (vendidos à AES) e da Queiroz Galvão, além da BR-153 da Galvão Engenharia. "Ativos de energia e concessão interessam à companhia. Depende de oportunidade e preço", afirma a fonte.

Apesar do forte apetite, o escrutínio é rigoroso. Na compra da Odebrecht Ambiental, por exemplo, foram meses e meses de auditoria feita por executivos canadenses. O fechamento do negócio depende da homologação do acordo de leniência. Fontes a par do assunto afirmam que em 2017 a Brookfield estará ainda mais atenta para expandir os seus domínios. Procurada, a empresa não comentou. Mônica Scaramuzzo e Renée Pereira As informações são do jornal  O Estado de Sao Paulo leia mais em mackenziesolucoes 16/01/2017




Compra de negócio da Odebrecht depende de acordo

A Brookfield aguarda a homologação dos processos de delação premiada e leniência feitos pela Odebrecht para concluir a compra da Odebrecht Ambiental, considerada estratégica para a gestora canadense começar seu processo de consolidação no setor de saneamento no País, segundo fontes a par do assunto.

Em janeiro passado, o fundo esteve prestes a concluir a compra dos 25% da fatia da OAS, também envolvida na Lava Jato, na Invepar, mas o negócio não foi à frente, por desentendimentos com os fundos de pensão - Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobrás).

A Funcef tem participação cruzada na Odebrecht Ambiental, por meio da Odebrecht Utilities. Fontes afirmam que não há incompatibilidade entre Funcef e Brookfield. Procuradas, Odebrecht Ambiental, Funcef e Brookfield não comentaram.  Mônica Scaramuzzo As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em mackenziesolucoes 16/01/2017



Essilor e Luxottica anunciam fusão para criar empresa avaliada em US$ 49 bilhões

A empresa francesa de lentes ópticas Essilor International e a fabricante de armações de óculos italiana Luxottica anunciaram hoje um acordo de fusão, que dará origem a um gigante do setor com valor de mercado estimado em 46,3 bilhões de euros (US$ 49,16 bilhões).

A holding italiana Delfin, principal acionista da Luxottica e também maior investidor na futura empresa - irá trocar suas ações na fabricante italiana das marcas Ray-Ban e Oakley por novos papéis a serem emitidos da companhia francesa.

A Delfin, que é controlada pelo fundador e presidente do conselho de administração da Luxottica, Leonardo Del Vecchio, entregará sua fatia de 62% na Luxottica em troca de uma participação de 38% na futura companhia, que se chamará EssilorLuxottica.

No fim da operação, a Delfin ficará com 31% da nova empresa, cuja sede será nos escritórios da Essilor em Charenton, nos arredores de Paris. Se a fusão for confirmada, a EssilorLuxottica terá receita anual combinada de 15 bilhões de euros e Ebitda de 3,5 bilhões de euros.

Espera-se que a aliança gere sinergias de 400 milhões de euros a 600 milhões de euros. Por volta das 8h15 (de Brasília), as ações da Essilor saltavam 13,8% na Bolsa de Paris, enquanto as da Luxottica avançavam 8,6% em Milão. Fonte: Dow Jones Newswires.  Estadão Leia mais em mackenziesolucoes 16/01/2017
























Controlador da Prumo questiona laudo para fechamento de capital

A Prumo Logística, ex-LLX de Eike Batista e administradora do Porto de Açu, recebeu nesta segunda-feira carta do seu controlador, o fundo americano EIG, a respeito da oferta pública para aquisição de ações (OPA) para fechar o capital da companhia.

As condições para a oferta seguir em frente foram antecipadas pelo Valor.

Na manifestação, a EIG afirma que analisou o laudo de avaliação preparado pelo Brasil Plural, em que a instituição financeira indica preço justo das ações entre R$ 9,98 e R$ 11,03 por ação, com valor médio de R$ 10,51 (comparado a R$ 6,69 na proposta anterior).

Na opinião do fundo, o valor indicado no laudo não reflete a situação da Prumo e adota premissas "que carecem de fundamento".

O fundo questiona o método adotado pelo Brasil Plural de usar o fluxo de caixa descontado para avaliar a Prumo e realizar uma leitura "consideravelmente subjetiva" e especulativa para avaliar os riscos associados.

"Primeiro, a Brasil Plural desconsiderou a visão da administração da companhia sobre as estimativas de volumes futuros de petróleo bruto a ser transportado no Porto do Açu. Segundo, o risco relativo aos negócios de locação de área no Porto do Açu - refletidos nas premissas de taxa de desconto utilizada no laudo de avaliação - não foram bem avaliadas", diz a carta.

A EIG também questiona os investimentos de capital listados no laudo da corretora, que estariam em montante superior a R$ 6 bilhões. "Isso é incompatível com o capital disponível da companhia e pressupõe necessariamente futuros aumentos de capital", alega.

Apesar das discordâncias, o fundo ainda acredita que "é do melhor interesse" para a Prumo o cancelamento de registro de empresa aberta. Para isso, está em tratativas com os minoritários Itaú e Mubadala para que eles se comprometam a aprovar o fechamento de capital, a não buscar um novo laudo de avaliação para as ações e a continuar como acionistas da Prumo depois da oferta - não vendendo suas ações no leilão, portanto. O preço de R$ 10,51 também foi aceito pela EIG, caso os minoritários concordem com essas condições.

"A EIG enxerga as participações de Mubadala e Itaú como investimentos de longo prazo na Prumo. Assim, de acordo com a filosofia da EIG, tais acionistas têm responsabilidade de contribuir financeiramente com a empresa", afirma. "O Mubadala tem demonstrado seu compromisso com os últimos aumentos de capital da companhia. O Itaú, no entanto, não tem contribuído desde que a EIG se tornou acionista controlador." Valor econômico leia mais em bol.uol 16/01/2017



‘Fintechs’ crescem e atraem executivos de grandes instituições

O ano de 2016 viu a consolidação e o surgimento no Brasil de várias “fintechs”, como são conhecidas as empresas que usam as facilidades da tecnologia e da internet para oferecer serviços financeiros.

Para os consumidores, esses serviços acabaram se transformando numa alternativa aos grandes bancos – já que muitos clientes se queixam do fato de os bancos se limitarem a oferecer produtos que nem sempre são a melhor opção em matéria de custobenefício. Por sua proposta mais aberta a inovações, as fintechs também acabaram atraindo executivos de grandes instituições.

Segundo Rodrigo Corumba, vice-presidente de serviços financeiros da consultoria Capgemini, o contexto da recessão também ajudou no crescimento das fintechs (uma combinação das palavras inglesas financial e technology).

“O custo mais baixo – às vezes, perto de zero – foi um fator que influenciou a busca por esses serviços. Agilidade e menos burocracia também pesaram a favor”. Corumba afirma que, com a retomada da economia, o apelo inovador das fintechs deve continuar atraindo público, mas os clientes devem se tornar mais exigentes. “O cliente não quer pagar por um serviço em que não vê valor.” A promessa das fintechs é ofertar investimentos, seguros, crédito, meios de pagamento, entre outros serviços, de maneira simplificada. Porém, o professor Eduardo Contani, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), faz um alerta.

“O consumidor precisa tomar cuidado com as abordagens oportunistas para não cair em golpes ou fraudes”. Um dos principais conselhos de especialistas é checar o histórico de atuação da empresa da qual se pretende contratar um serviço.

De olho na demanda em potencial, cerca de 90 iniciativas nesse segmento estão sendo maturadas, segundo a plataforma Conexão Fintech. José Prado Villela dos Reis, curador do Conexão Fintech, diz que essas iniciativas podem ou não se tornar novas empresas: “Pela complexidade do produto financeiro, a fintech leva mais tempo para ser lançada do que uma startup de outros setores”, diz.
Na parte de educação, a Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou na semana passada um curso sobre inovação no mercado financeiro. As aulas são voltadas para executivos e empresas da área e começam a ser ministradas em março. Outras universidades devem lançar cursos semelhantes em breve (veja mais na edição online).

Depois de 18 anos prestando serviços para grandes financeiras na área de cobrança, os irmãos Pedro e Luiz Fernando Bono Milan decidiram vender sua empresa de call center. Juntos, criaram a Aliado, um serviço online de recuperação de crédito.
“Por lidar com a inadimplência, a área de gestão de crédito recebe menor atenção”, afirma Pedro, que diz ter encontrado resistência ao propor novos processos a antigos parceiros.

Os irmãos ressaltam, porém, que um modelo inovador não é garantia de sucesso e depende das condições do mercado. Eles dão como exemplo a Nubank – startup que oferece cartão de crédito de maneira simplificada.

Em dezembro, a empresa afirmou que, caso o governo aprove a redução do prazo de pagamento de compras com cartão aos lojistas, seria o fim do serviço sem anuidade.

Troca. Há menos de dois anos no Mercado Pago, empresa de pagamentos do Mercado Livre, Bruno Martucci e Rodrigo Bittencourt são egressos de outras multinacionais. Ex-HSBC, Martucci não conhecia o segmento das fintechs: “Descobri um mundo novo”, diz.

Já Bittencourt, ex-Visa, aceitou trocar o posto de diretor pelo de gerente na nova casa. Mas não acredita que isso seja uma tendência. “Há profissionais que estão no modelo tradicional e que não conseguiriam se adaptar às fintechs por causa da competitividade.” “Empresas tradicionais são mais morosas em implementar novos processos e o executivo demora para ver o resultado de seu trabalho”, afirma Tiago Prado, consultor sênior da Michael Page.

No ano passado, cerca de 90% das vagas mediadas no setor financeiro pela recrutadora foram em empresas que oferecem algum serviço via plataformas digitais. Destas, mais de 70% foram preenchidas por profissionais com até 40 anos e origem em grandes bancos. Em metade dos casos, o profissional aceitou ganhar menos, porém com uma perspectiva de remuneração melhor no futuro.

“As fintechs colocam muitos incentivos de longo prazo, geralmente mais agressivos.” Para Renato Ximenes, do escritório de advocacia Mattos Filho, o Banco Central vê com bons olhos o surgimento das fintechs, porque estimula a competição no setor bancário. Porém, há discussões sobre a implementação de exigências mais duras para essas operações, tais como as seguidas por grandes bancos, a respeito de proteção de dados, regras de continuidade e terceirização de serviços.
“Existe o risco de as fintechs ficarem mais burocratizadas e parecidas com as empresas financeiras tradicionais”, diz. - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 16/01/2017 



Quatro bancos concentram 72,4% dos ativos das instituições financeiras

As compras de instituições financeiras feitas pelos grandes bancos brasileiros nos últimos anos levaram a concentração no setor bancário nacional a níveis recordes. Dados do Banco Central relativos a setembro do ano passado revelam que os quatro maiores bancos no País – Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal e Bradesco – concentram 72,4% dos ativos totais das instituições financeiras comerciais. Em 2000, os quatro maiores bancos brasileiros detinham uma participação de 50,4% no total de ativos.

Basta lembrar do passado recente para perceber o alcance do processo de reorganização da banca brasileira. Nas ruas, diversas instituições financeiras desapareceram após serem absorvidas. O Unibanco, por exemplo, se juntou ao Itaú. A Nossa Caixa foi incorporada pelo Banco do Brasil, a maior instituição financeira do País em ativos. Recentemente, as placas do HSBC foram substituídas pelas do Bradesco.

Há casos ainda mais simbólicos: o antigo Banco América do Sul foi comprado pelo italiano Sudameris, que foi adquirido pelo ABN Amro Real que, por sua vez, foi integrado ao Santander Brasil – hoje o quinto maior banco brasileiro.

O resultado desse processo é que os bancos grandes ficaram ainda maiores.
Os números do Banco Central mostram que a participação dos quatro maiores bancos brasileiros deu um novo salto com a incorporação do HSBC pelo Bradesco. Com essa operação, a participação dos quatro grandes bancos aumentou quase 5 pontos, já que o porcentual estava em 67,5% em setembro de 2015. A fatia deve crescer novamente em breve, quando o Itaú (segundo maior banco em ativos) absorver oficialmente a operação recém-adquirida do Citibank Brasil (décima maior instituição financeira).

O top 4 do sistema financeiro nacional detém 80% do crédito concedido no País. Além disso, esses quatro bancos possuem 75 de cada 100 agências espalhadas pelo País.

Preocupação. O Banco Central reconhece que há “algum nível” de concentração no sistema bancário brasileiro. No mais recente relatório de estabilidade financeira, a instituição cita um índice para medição da concentração bancária internacional, o IHH (Índice Herfindahl-Hirschman), que mostra número “dentro do intervalo considerado como de moderada concentração”.

Além dos ativos, o BC também admite que há uma “concentração moderada” nos empréstimos e depósitos do sistema financeiro.

Para os consumidores, a concentração de qualquer setor não costuma ser uma boa notícia.
Isso porque maior concentração significa que menos agentes detêm uma fatia mais expressiva do mercado. E, quanto menos concorrência houver, maiores são as chances de preços e custos praticados serem parecidos, enquanto ofertas e oportunidades diminuem.

“Bancões comprando outros bancos têm ganhos de escala, o que abriria possibilidade para oferecer taxas e tarifas menores aos clientes, mas isso não acontece na prática”, diz Henrique Lian, gerente de políticas públicas da Proteste, associação de defesa do consumidor.

“Essa concentração é um perigo para o consumidor, que não tem para onde correr”, complementa. Ele lembra que a concentração no sistema financeiro vai além dos serviços bancários, uma vez que os mesmos grupos oferecem ainda produtos como seguros, previdência privada e cartões de crédito.
“Mesmo as medidas do governo para incentivar a concorrência, como a portabilidade de crédito e redução de spreads, têm efeito limitado num setor que não tem um cartel, mas onde poucos atores conseguem estabelecer regras comuns”, diz.

Todos os quatro maiores bancos – Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal e Bradesco – foram procurados pela reportagem, mas não se pronunciaram. Disseram que o tema é tratado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade que os representa (leia abaixo).  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 16/01/2017
Febraban nega concentração e diz que País segue padrão da Austrália e do Canadá

 Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) nega que haja concentração excessiva no mercado bancário. Para a entidade, o cenário nacional é semelhante ao de economias como Austrália e Canadá. Enquanto isso, o governo federal avalia iniciativas para tentar atrair mais bancos estrangeiros. Segundo o Banco Central (BC), duas instituições internacionais aguardam autorização para abrir filial no Brasil.

Interessados têm olhado especialmente o mercado de nichos, como operações estruturadas e atacado.A entidade que representa grandes e pequenos bancos não entende que exista problema de concentração no País.

A Federação cita estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2014 que menciona que a concentração das três maiores instituições financeiras brasileiras "estava abaixo do Canadá, Japão, Reino Unido, França e Espanha".

A Febraban reconhece, porém, que a concentração aumentou após a crise de 2008. Inicialmente, bancos problemáticos foram absorvidos por instituições mais saudáveis. Depois, a regulação passou a exigir capital extra das instituições financeiras, o que acelerou a saída de outras casas.

"Diante do forte aumento regulatório, bancos passaram a rever operações em outros países e a concentrar suas atividades nas áreas mais lucrativas e representativas", cita a entidade, em nota.

Estrangeiros
Na equipe econômica, há estudos para tentar facilitar a entrada de bancos estrangeiros no País. Com o argumento de que esse movimento pode aumentar a concorrência e reduzir as taxas de juros cobradas de empresas e famílias, o governo cogita reduzir algumas exigências.O interesse dos estrangeiros, porém, não parece muito intenso. Atualmente, há apenas dois pedidos de autorização para entrada no mercado nacional, diz o BC.Uma fonte do setor bancário explica que estrangeiros têm interesse, mas o foco é segmentado.

"Não há banco internacional que avalia entrar para concorrer com os cinco grandes. O olhar que continua é de nicho", diz o executivo de uma instituição internacional. Entre os segmentos que atraem mais atenção, estão operações estruturadas e atendimento às grandes empresas - segmento em que o HSBC e Citibank continuarão no País - e atendimento de setores específicos - como no agronegócio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Murilo Rodrigues Alves e Fernando Nakagawa Leia mais em mackenziesolucoes 16/01/2017



14 janeiro 2017

JSL aprova venda de até 23,47% da sua fatia na locadora Movida em IPO

A JSL aprovou, em reunião realizada na sexta-feira (13), a venda de até 23,47% de sua participação na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da locadora de veículos Movida. A fatia correspondente a 33.330.337 ações e a alienação dos papéis foi deliberada por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições.

O pedido para o IPO da Movida foi protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 30 de novembro do ano passado. A JSL destaca ainda, em ata publicada sobre a reunião, que será aprovada oportunamente pelo Conselho de Administração o preço de venda das ações, conforme acordado na data de precificação da Oferta, após a apuração do resultado do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding), que será feito junto a investidores institucionais, no Brasil e no exterior.

Os bancos coordenadores da oferta da Movida são o Bradesco BBI, Morgan Stanley, BTG Pactual, Santander, BB Investimentos, Credit Suisse e XP.

A Movida, desde 2006 no mercado, foi adquirida em 2013 pela JSL. Atualmente, integra a empresa Movida Participações, criada em 2015 para administrar as operações de aluguel de carros, venda de seminovos e de gestão de terceirização de frotas de veículos leves.

Grupamento de ações
A Movida aprovou, em assembleia geral extraordinária, realizada ontem, o grupamento das 710.154.564 ações ordinárias representativas do seu capital social à razão de cinco papéis para um, cujas frações serão canceladas, resultando em um total de 142.030.912 ações ordinárias, todas escriturais, nominativas e sem valor nominal. As informações constam em ata do encontro, publicada hoje na CVM.

De acordo com o documento, tendo em vista que, como resultado do grupamento de ações, a JSL Empreendimentos Imobiliários possuirá apenas uma fração de ação da companhia, a JSL doará uma ação à JSL Empreendimentos Imobiliários. "Com exceção da alteração do número de ações de emissão da companhia, o grupamento não resulta na modificação do valor total do capital social ou dos direitos conferidos pelas ações de emissão da Companhia a seus titulares", explica a Movida.

A empresa informa ainda que o grupamento não deve alterar a participação proporcional dos acionistas no capital social da Companhia, que soma R$ 715,629 milhões, e não afetará os direitos e vantagens, patrimoniais ou políticos, das ações de emissão.

Ainda na assembleia, a Movida aprovou a instalação do Conselho Fiscal e a eleição de três membros: Luiz Augusto Marques Paes, Luciano Douglas Colauto e Marcio Alvaro Moreira Caruso. Além disso, aprovou alteração e consolidação do seu estatuto social, com mudança no valor do capital autorizado, número de diretores, dentre outros temas, e a criação do Programa de Opção de Compra de Ações da Movida Participações e do Programa de Ações Restritas da Movida Participações.

Também em reunião realizada ontem, a Movida aprovou a criação de outros dois comitês, um de ética e compliance, com a nomeação de Fábio Velloso, Vinicius José Zivieri Ralio e Marco Antonio Nahum como membros, e o outro financeiro, que será formado por Denys Marc Ferrez, Ricardo Florence dos Santos e Edmar Prado Lopes Neto. Leia mais em jcrs 14/01/2017

14 janeiro 2017



Acionistas da Prumo tentam fechar capital

Acionistas controladores da Prumo Logística (ex-LLX, de Eike Batista) protocolaram ontem a documentação relativa à oferta pública de aquisições de ações (OPA) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na BM&FBovespa, no valor de R$ 10,51 por ação.

Em novembro, os acionistas tinham aprovado em assembleia a saída da companhia do segmento especial de listagem do Novo Mercado da Bolsa. Foi aprovado, ainda, o cancelamento de registro da companhia na categoria A, que permite a emissão de ações. Leia mais em 14/01/2017