25 junho 2018

Fusão da Wabtec com a GE Transportation cria líder global para equipamentos ferroviários

A Wabtec e a GE Transportation se fundirão, criando líder global para equipamentos ferroviários, serviços e software

Combinação Estratégica Irá Impulsionar a Criação de Valor ao Acionista Acelerando a Inovação em Transporte e Logística

Após a transação, a Wabtec terá receitas de aproximadamente US $ 8 bilhões, um mix de negócios mais diversificado, margens mais altas e um aumento de aproximadamente 15% no lucro por ação de EPS no primeiro ano. .

US $ 1,1 bilhão acumulado para a empresa combinada, o valor da transação é de US $ 10 bilhões. A faixa múltipla de EBITDA de 2019, incluindo sinergias e benefícios fiscais, é de aproximadamente 9x, e a faixa múltipla EBITDA de 2019 excluindo sinergias e benefícios fiscais é de aproximadamente 11,75x.

A Wabtec Corporation (NYSE: WAB) entrou em um acordo definitivo para combinar com a GE Transportation, uma unidade da General Electric Company (NYSE: GE). A combinação fará da Wabtec uma Fortune 500, líder global em transporte ferroviário de equipamentos, software e serviços, com operações em mais de 50 países.

Pelo acordo, que foi aprovado pelos Conselhos de Administração da Wabtec e da GE, a GE receberá US $ 2,9 bilhões em fechamento e a GE e seus acionistas receberão 50,1% da companhia combinada, com os acionistas da Wabtec mantendo 49,9% da empresa combinada. Espera-se que a transação seja isenta de impostos para os respectivos acionistas das empresas.

Espera-se que ambas as empresas se beneficiem dos ventos cíclicos que estão experimentando à medida que as condições da indústria melhoram. Espera-se que as receitas e o EBIT da GE Transportation cresçam em CAGRs de dois dígitos de 2017A a 2019E, conforme o ciclo se recupera dos níveis mínimos. O negócio da GE Transportation está posicionado para uma recuperação significativa, com EBITDA ajustado estimado de US $ 750 milhões em 2018 para entre US $ 900 milhões e US $ 1 bilhão em 2019. O backlog de aproximadamente US $ 18 bilhões inclui cerca de 1.800 novas locomotivas e aproximadamente 1.000 a serem modernizadas. A GE Transportation recebeu US $ 3,6 bilhões em pedidos nos últimos dois trimestres. A Wabtec reportou um forte Q1, também prevendo um crescimento robusto para o ano com um backlog recorde. ... Leia mais em getransportation 21/05/2018

25 junho 2018



Em dificuldade, GE deve vender divisão de motores industriais por US$ 3 bilhões

O conglomerado General Electric está próximo de um acordo para vender a unidade que fabrica motores industriais de grande porte para a firma de private equity Advent International, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

O negócio é estimado em US$ 3 bilhões ou até mais, segundo as fontes. Caso concretizada, a medida traria um capital fundamental para um grupo em dificuldade.

O acordo deve ser anunciado na segunda-feira. Segundo as fontes, a Advent fez oferta maior para a divisão de motores industriais que a Cummins.

Caso confirmada, a venda é mais um passo no esforço do presidente-executivo John Flannery para simplificar a empresa depois de anos de desempenho ruim. A expectativa é de um desinvestimento de US$ 20 bilhões até o final de 2019. No mês passado, a GE concordou em vender sua divisão ferroviária por US$ 11 bilhões.

Diante dessas dificuldades do conglomerado, a GE vai sair do índice Dow Jones nesta terça-feira, 26. Ela vai ser substituída pela farmacêutica e varejista Walgreens. Fonte: Dow Jones Newswires. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 24/06/18 



Gigantes de tecnologia ameaçam bancos, diz BIS

O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) entrou oficialmente pela primeira vez na discussão sobre a chegada de grandes plataformas digitais no setor financeiro, um assunto que vem ganhando cada vez mais espaço na comunidade internacional bancária.

"As chamadas 'gigantes de tecnologia' são grandes. Elas já contam com a infraestrutura de tecnologia de informação necessária, habilidades analíticas, recursos financeiros e uma base de clientes estabelecida para corroer a participação de mercado dos bancos", trouxe o Relatório Econômico Anual, divulgado no domingo, 24, pela instituição.

O documento não cita nomes e marcas, mas está claramente referindo-se a gigantes do setor de tecnologia, como Google, Apple e Facebook, por exemplo, que já mostraram interesse no setor. "Embora existam muitos benefícios dos avanços tecnológicos, incluindo serviços financeiros mais eficientes, eles também significam ameaças potenciais ao atual sistema monetário e financeiro", avaliou o diretor-geral do BIS, Agustín Carstens, em discurso feito no domingo na Basileia.

O número 1 do BIS salientou ser essencial considerar as rápidas mudanças que os avanços tecnológicos trouxeram nos serviços financeiros. "É um grupo que não inclui apenas fintechs (startups de serviços financeiros), mas, talvez mais importante, as grandes empresas de tecnologia. Estas poderiam corroer as avaliações dos operadores históricos e representar ameaças existenciais. Estamos vendo os primeiros sinais, mas podemos estar no limiar de um novo paradigma", alertou.

Menor custo

No relatório, a análise é de que as inovações permitem que os bancos explorem melhor as economias de escala e reduzam custos. Por outro lado, ele enfatizou que as expectativas dos clientes estão mudando - e com elas, a natureza dos concorrentes dos bancos.

"O varejo, em especial, pede cada vez mais uma 'experiência perfeita para o cliente'", trouxe o documento.

O BIS avaliou que a mudança para as plataformas de internet com múltiplas finalidades convida novos concorrentes para o setor.

Para o banco central dos bancos centrais, a chegada de grandes concorrentes tecnológicos pode exigir cooperação entre reguladores de diferentes áreas e países para preservar condições equitativas ("mesmo risco, mesma regulamentação"), sem restringir a inovação tecnológica. Um exemplo é a simetria de restrições à acumulação, uso e compartilhamento de dados de clientes para bancos e não bancos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 25/06/2018



AT&T adquire plataforma digital de publicidade AppNexus

Doze dias após a Justiça americana ter autorizado a fusão entre a AT&T e a Time Warner, a operadora de telecomunicações americana anunciou a compra da plataforma digital de publicidade AppNexus.

O valor do negócio não foi relevado, mas na semana passada a agência “Dow Jones Newswires” informou que a AT&T desembolsaria até US$ 1,6 bilhão. .. Leia mais em valoreconomico 25/06/2018



Cade aprova venda da RH Vida, da NotreDame Intermédica, para RHMED

Nº 784 - Ato de Concentração nº 08700.003775/2018-99. Requerentes: RHMED Consultores Associados S.A. e Notre Dame Intermédica Saúde S.A. Advogados: Sérgio Varella Bruna, Natalia Salzedas Pinheiro da Silveira e Cristianne Saccab Zarzur. Decido pela aprovação, sem restrições... Leia mais em jusbrasil 22/06/2018
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RHMED assina acordo para a compra da RH Vida e se torna a maior do Brasil na área

É com grande satisfação que anunciamos a assinatura de um acordo para a compra da RH Vida, empresa do Grupo NotreDame Intermédica, operação que ainda está condicionada à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Após a efetivação desta operação, a RHMED se tornará a maior empresa do Brasil focada exclusivamente nos serviços de Medicina Ocupacional. Ampliaremos o alcance do nosso trabalho e teremos condições de atendê-lo de uma forma ainda mais especializada.

A RH Vida é uma empresa líder no atendimento a empresas de Varejo, tendo como clientes as principais companhias do segmento. A aquisição faz parte do plano estratégico da RHMED de consolidar a sua atuação no mercado de Saúde Ocupacional, especialmente nesse momento de transformação do setor com a implantação do e-Social. Essa aquisição demonstra nosso compromisso com o investimento em Medicina Ocupacional e com a prestação de um serviço de alta qualidade para os nossos clientes. Com essa operação, reforçamos a confiança absoluta na alta especialização, competência e força de trabalho da nossa equipe, que agora vai se somar ao experiente time da RH Vida...  Leia mais em rhmed 29/05/2018




Família Bueno nega venda de hospitais de ex-donos da Amil


Aparelho de ressonância magnética em hospital Além das marcas de exames laboratoriais, grupo também possui empresas de outras áreas, como uma distribuidora de material e medicamento hospitalar -


“Não temos interesse em vender os hospitais agora”, diz Pedro de Godoy Bueno, presidente e acionista do grupo Dasa, uma das maiores empresas de medicina diagnóstica do país, que possui a Ímpar (de instituições hospitalares).

Depois da transferência de cerca de 90% de participação da família Godoy Bueno da Amil para a UnitedHealth, o mercado especulava a venda de ao menos cinco dos hospitais, estimados em cerca de R$ 8 blhões, que permaneceram com a família. Entre as instituições estariam o 9 de Julho e o Santa Paula, ambos de São Paulo; São Lucas, do Rio de Janeiro, Complexo Hospitalar de Niterói, além de Hospital e Maternidade de Brasília.

“Já se comentou que temos mais hospitais, mas temos seis e um sétimo em construção, que deverá inaugurar no final de 2019 em Brasília.”

Localizado na cidade-satélite da capital, terá foco no público de classe média alta e será o terceiro em Brasília do grupo. São todos hospitais gerais, exceto o Santa Paula, que tem uma torre adicional de oncologia.

Na Ímpar, Dulce Pugliese é a presidente do conselho, no qual Pedro Bueno atua como conselheiro.

“Não fazemos empresa para vender e a Ímpar não está à venda. O ano passado foi um ano muito difícil com o falecimento do meu pai, mas chegamos a um consenso que todas as empresas têm projetos interessantes com criação de valor muito grande. Não é pelo dinheiro, é pelo projeto e esses ativos juntos têm valor estratégico”, afirma.

“Como vamos continuar no setor, vale a pena ter todos esses braços em diferentes segmentos. As empresas vão continuar independentes, mas podemos usar os dados entre elas, por exemplo.”

Filho de Edson de Godoy Bueno, fundador e antigo controlador da Amil, falecido em fevereiro de 2017, Pedro foi o escolhido para seguir no comando da Dasa, onde trabalhava havia dois anos. Além dele, Edson teve Camila Grossi, do seu primeiro casamento com Dulce, que foi sua sócia desde o início. Pedro, filho da segunda esposa do empresário, tem também a DNA (gestora de investimento com outros sócios, que investe fundos da família).

Na Dasa, os Godoy Bueno eram minoritários, com 24,5% e há cerca de cinco anos e adquiriram o controle da empresa. “A DNA estruturou a OPA (oferta pública de aquisição), quando compramos 50% da companhia, depois fizemos um outro lançamento de ações e hoje tem quase 99% da companhia. Aí pudemos fazer uma série de mudanças. A empresa tinha um ótimo potencial, mas estava andando de lado, e até um pouco em declínio nesses últimos anos.”

Para Pedro Bueno, o ideal é uma empresa com controlador. “’Corporation’ funciona melhor nos Estados Unidos, há casos de sucesso, mas numa empresa de dono, você consegue fazer as coisas acontecerem muito mais rapidamente”, diz.

Além de Dasa e Ímpar [dona dos hospitais], a família possui outras 30 empresas, entre elas a Mafra, distribuidora de material hospitalar, que comprou por R$ 500 milhões, em novembro do ano passado a Cremer, fabricante de descartáveis para a área da saúde, uma companhia listada que os tornou líderes nesse segmento também.

“Somos um grupo de dono, com pouquíssimos acionistas, Dulce, eu e Camila, com um alinhamento fantástico e tomada de decisão super ágil entre nós. Pensamos no longo prazo e não somos de comprar para vender empresa.”

​Raio-X  Grupo Dasa

R$ 1,03 bilhão foi a receita operacional bruta do grupo no primeiro trimestre de 2018
R$ 221,6 milhões  foi o Ebitda no mesmo período
R$ 70,6 milhões  foi o total investido nos três primeiros meses deste ano
700  é o número aproximado de unidades das 30 marcas do grupo
Publicado em 25/06/2018 por Folha de S. Paulo Online Leia mais em gsnoticias 25/05/2018



Pesquisas políticas guiam posição de investidor e elevam volatilidade

A demanda por pesquisas e análises eleitorais pelo mercado financeiro, em alta há alguns anos, ganhou uma dimensão ainda maior nesta eleição, considerada a mais pulverizada desde 1989.

Para definir suas posições de investimento, bancos, gestoras e corretoras buscam nesses instrumentos alguma diretriz sobre a evolução do processo eleitoral para tentar definir estratégias de longo prazo.

E, pensando num horizonte imediato, tentam se antecipar a movimentos que os mercados podem ter em reação às pesquisas convencionais, como as elaboradas pelos institutos Ibope e.. Leia mais em valoreconomico 25/06/2018



Ex-Ambev se torna sócio do fundo 3G Capital

O ex-presidente da cervejaria AB Inbev nos Estados Unidos, João Castro Neves, se tornou sócio da 3G Capital, fundo de investimentos dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, dona de marcas como Burger King e Kraft-Heinz.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo". Neves deixou a presidência das operações americanas da AB Inbev, dona da Ambev, no ano passado, depois de comandar a divisão por dois anos.

Ele ingressou na Ambev há 22 anos e era tido como sucessor do atual presidente da AB Inbev, Carlos Brito... Leia mais em Valor Econômico 25/06/2018



Apps de caminhões duelam e atraem Bono Vox e Bill Gates

O que há em comum entre Bill Gates, Bono Vox, Uber e caminhoneiros?

São todos diferentes pontas de um novo negócio tecnológico: aplicativos de transporte que, em vez de unir passageiros e carros de passeio, juntam cargas e caminhões.

É um serviço que vem crescendo e ganhando escalanos Estados Unidos e no Brasil, onde o transporte rodoviário prevalece, embora em fase muito diferentes em cada um dos países.

Nos EUA, a economia aquecida faz transportadoras disputarem cabeça a cabeça os 3,5 milhões de caminhoneiros, dos quais menos de 400 mil são autônomos, segundo a ATA (associação do setor), e aplicativos como o Convoy (do qual Bono e Gates são sócios) e o Uber Ereight travam guerra de promoções por fatias do mercado.

No Brasil, é o panorama inverso que cria oportunidade de negócio: com receitas em queda, ferramentas para aumentar a rentabilidade se tornam mais atrativas.

O volume de carga (principalmente da indústria e do comércio) caiu, prejudicando as contas dos 2,6 milhões de caminhoneiros —374mil autônomos, segundo a CNT (confederação do setor).

Os caminhões brasileiros trafegam com 61% de sua capacidade, e 39% das viagens são de veículos vazios, mostrou pesqtúsa da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) feita em 2014.

O uso dos apps, segundo dados das próprias empresas e depoimentos de caminhoneiros, garante rendimento até 3 0% maior para os motoristas.

É o caso de William Banzer, 32, na estrada há seis anos. No começo deste mês, ele levava uma carga para João Pessoa e já negociava pelo aplicativo um frete para voltar no mesmo dia.
Banzer diz que a ferramenta aumentou o número de viagens, eliminoutrajetos vazios e também permitiu fazer novos contatos e parcerias.

Os apps são aversão digital dos agenciadores —intermediários que distribuem carga empostos de combustíveis ou terminais de carga. São necessários porque o mercado tem uma “pulverização gigante”, afirma Mareio D Agosto, professor de engenharia de transportes da Coppe-UFRJ.

O que os aplicativos estão fazendo é concentrar essa função, hoje fragmentada entre milhares de pequenos intermediários locais.

Não se sabe o número exato de apps —caminhoneiros falam em cerca de dez, dos quais se destacam Eretebras e TruckPad, commais de 500 mil downloads registrados na loja Google Play.
Sócio-fundador do TruckPad, Carlos Mira, 50, percebeu a oportunidade de negócio quando trabalhava na transportadora da família, e lançou seu app em 2013.

“Apanhamos bastante, porque os caminhoneirosnão tinham smartphone, e os que tinham não sabiam usar o app.”

Em 2015, o grupo Movile (Maplink e Apontador) comprou uma participação, e em 2017 foi a vez da Mercedes- Benz. A TruckPad faturou R$ 3,6 milhões em 2017.

Outra vantagem do uso da tecnologia é “aprender com os dados” para selecionar motoristas confiáveis, veículos adequados e clientes responsáveis, diz Jefferson Machado, presidente da Eretebras.

A empresa cobra uma assi- namra de seus clientes (empresas, transportadoras e agenciadores) e espera fatu- rar R$ 8,7 milhões neste ano. O lucro líquido médio tem sido de 34%, e desde seulançamen- to, em 2008, R$ 15 milhões foram investidosna plataforma.

A expansão dos smartphones ajuda. Em 2016, eram 66% dos motoristas na web, segundo a CNT, mas a penetração cresceu desde então.

“Não conheço caminhoneiro sem smartphone e internet. Quem não tem vai ficar para trás”, diz o motorista Cícero Silva, 44, há 17 anos na estrada.

Ele reclama, porém, de que nem sempre é fácil entender como usar o aplicativo e de que a tecnologia não resolve um problema do setor: os fretes “de retorno”.

Cientes de que mmtos ca- minhoneirosprecisam voltar para aregião Sudeste, empresas oferecem valores baixos.

Silva costuma receber R$ 7.000 para levar 8 toneladas de São Paulo à Bahia. “Na volta, já recebi oferta de R$ 3.200 por um frete de 24 toneladas. Não consigo entender essa lógica.”
Para executivos de logística, a eficiência na comunicação é uma grande vantagem dos aplicativos, mas há muito o que inovar.

“O setor ainda precisa de iniciativas para agilizar a contratação, a identificação de carga e a redução de burocracia”, diz Rodrigo Koelle, gerente da Cargill Transportes. Fonte:Folha de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 24/06/2018




Economia brasileira opera bem abaixo do potencial de crescimento

A economia brasileira tem operado bem abaixo da sua capacidade, com uma diferença de cerca de 4,5% entre o seu Produto Interno Bruto (PIB) efetivo e o seu PIB potencial (hiato do produto).
Porém, com expansão de investimentos produtivos e redução do nível do desemprego, por exemplo, seria possível anular esse hiato no médio prazo, por volta de 2023, a partir de um crescimento médio anual do PIB de 3%. Após atingir a sua capacidade, a economia do País passaria a expandir em um ritmo mais lento, caso reformas estruturais importantes não sejam implementadas.

A avaliação é do economista do Departamento de Pesquisa Econômica (DEPEC) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Tinoco. A análise foi feita com base no estudo “O crescimento da economia brasileira 2018-2023”, realizado em co-autoria com o economista-chefe da instituição, Fábio Giambiagi.

Tinoco esclarece que as projeções foram feitas em abril, antes dos choques internos e externos de maio reduzirem as projeções de crescimento do PIB de 2018. De acordo com o Boletim Focus do Banco Central (BC), por exemplo, as expectativas caíram de 2,50% no início de maio, para 1,76%, na última segunda-feira (18).

No estudo, os economistas do BNDES partiram da premissa de que a atividade avançaria 2,5% neste ano. “Hoje, nós já trabalhamos com uma expectativa de crescimento de cerca de 1,5%”, explica Tinoco.

“De qualquer maneira, as considerações sobre o hiato do produto continuam válidas.
Nossa economia, está operando bem abaixo do seu potenc i a l”, ressalta o economista. Ele conta que as estimativas para o hiato do produto variam bastante. Enquanto o Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea) trabalha com uma projeção de 4%, por exemplo, o Instituto Fiscal Independente (IFI) prevê que o grau de ociosidade da economia brasileira gira em torno de 7%, 8%.

“Nós adotamos um número mais próximo do cálculo do Ipea, que é mais conservador a”, considera Tinoco. “Ap e s a r da grande variação, de 4% a 8%, todas as projeções indicam que estamos trabalhando abaixo do potencial” reforça o economista do BNDES.

Fatores de ociosidade 
Tinoco esclarece que o grau elevado de ociosidade da economia do País pode ser explicado pela alta taxa de desemprego e pelos níveis historicamente baixos da utilização da capacidade instalada da indústria. A desocupação ainda atinge 13,7 milhões de brasileiros, de acordo com dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por outro lado, esses dois fatores permitem que a economia tenha um crescimento inicial mais rápido, a partir da ocupação gradual da capacidade já instalada das empresas e do emprego da mão de obra desocupada. Esse processo, por sua vez, permitiria que o Brasil fechasse o seu hiato do produto no médio prazo.

Tinoco pondera que o elevado grau de incerteza, tanto na política como na economia, tem provocado atrasos nesse processo. “De qualquer forma, depois que nós conseguirmos preencher todos os fatores [de produção], ficará mais difícil expandir no mesmo ritmo. [...] Se a capacidade instalada da indústria já está preenchida, você precisa elevar investimentos para conseguir crescer a uma taxa mais elevada”, afirma o economista do BNDES.

A mesma coisa ocorreria com o mercado de trabalho.
Com um aumento da ocupação e queda do desemprego, as possibilidades de expansão estariam mais no aumento de produtividade do trabalhador do que na elevação das contratações.

É neste contexto que entra o papel das reformas estruturais, como o investimento na qualidade da educação e a simplificação tributária.

Além disso, o estudo aponta a necessidade de reduzir os gargalos em infraestrutura, a partir da elevação dos aportes no setor. Segundo dados do Banco Mundial, entre 1990 e 2000, o Brasil investia 2,3% do PIB em infraestrutura, porcentagem que, atualmente, alcança apenas 1,4% do produto.

A continuidade de reformas fiscais que consigam controlar o avanço das despesas públicas também é essencial para que o PIB avance de forma sustentável. Um dos pontos mais preocupantes é o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. No ano de 2010, por exemplo, havia mais de oito pessoas em idade de trabalhar para cada idoso.

Já em 2060, esse número estará próximo a dois, fazendo com que haja muito menos trabalhadores contribuindo com as aposentadorias da população mais idosa.  - DCI Autor: Paula Salati Leia mais em portal.neewsnet 25/06/2018



Incerteza, turbulência e impactos na economia

As mudanças do cenário global, associadas às incertezas do quadro econômico e político doméstico, têm dado munição para um substancial aumento da instabilidade e volatilidade no mercado, afetando o risco Brasil, a bolsa de valores, a taxa de câmbio e os juros futuros.

Mas esse impacto não se restringe, obviamente, ao mercado financeiro.

O nível de atividade e os investimentos produtivos e na infraestrutura são negativamente afetados pela dificuldade de tomada de decisões em meio a um quadro turbulento e ainda, mais recentemente, pelos reflexos da crise dos combustíveis e os efeitos da greve dos caminhoneiros.

Há uma clara percepção de que a economia crescerá menos e a inflação, embora dentro da meta, deva subir.

A taxa de câmbio R$/US$ chegou a quase 4,00 no início de junho, apresentou reversão logo depois, mas a volatilidade persiste. No entanto, é interessante notar que, ao contrário de períodos anteriores de grande estresse no mercado, em que o ponto fundamental era a vulnerabilidade das contas externas brasileiras, o movimento atual se revela mais associado às questões fiscais e a especulação, especialmente tendo em vista a incerteza quanto ao futuro político do País.

Sob o ponto de vista fiscal, o déficit nominal atual da ordem de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) é impactante por qualquer parâmetro, embora deva se destacar que cerca de dois terços desse montante se referem ao custo financeiro da dívida, inflado pelos juros elevados. Ou seja, o déficit primário, que registra a diferença entre arrecadação e gastos correntes, é de cerca de 2% do PIB.

Da mesma forma a dívida pública bruta de cerca de 70% do PIB.

Pelo lado das contas externas, o quadro é bem mais controlado. O déficit em conta corrente do balanço de pagamentos brasileiro acumulado em 12 meses, até abril passado, é de apenas 0,4% do PIB, ou US$ 8,9 bilhões. Só para efeito de comparação este déficit chegou a US$ 104 bilhões em 2014. Em contrapartida, o País recebeu, no mesmo período mencionado, US$ 61,7 bilhões de Investimento Diretos no País (IDP), um capital considerado menos volátil.

Além disso, o Brasil conta com reservas cambiais de cerca de US$ 380 bilhões.

Com relação à divida externa, ela atinge um total de US$ 548 bilhões (abril de 2018) dos quais, apenas US$ 76 bilhões são dívida governamental.

US$ 232 bilhões se referem a empréstimos intercompanhia, de empresas transnacionais que em geral adotam normas rígidas de limitação de exposição cambial, contando na sua maioria com o chamado “hedge natural”, ou seja, receitas em dólares.

US$ 133 bilhões de dívidas de bancos, e dívidas de empresas de US$ 106,4 bilhões, dos quais, mais de 80% contam com alguma proteção (hedge).

No que se refere ao capital mais volátil, aquele da Bolsa de Valores, ou do mercado financeiro, o quadro é mais instável. Por ser um capital mais móvel ele é afetado pelos movimentos especulativos domésticos, assim como alterações no mercado internacional. Os EUA, depois de um longo período de quase dez anos de juros baixos, têm elevado a taxa de juros básica, fazendo com que as taxas para títulos de dez anos, por exemplo, praticamente dobrem nos últimos anos para cerca de 3% ao ano.

No Brasil, observa-se ainda uma busca de proteção, operações de hedge, ou posições especulativas apostando na desvalorização do real. Em maio passado, por exemplo, os contratos de dólar a termo (NDFs, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores cresceram 36%, atingindo R$ 14,4 bilhões.

Ou seja, no curto prazo, diante da inexistência de qualquer trava aos ingressos de capital especulativo e as operações no mercado futuro, resta ao Banco Central oferecer swaps cambiais para atender à demanda de hedge. Da mesma forma, poderá ter que atuar no mercado à vista. Munição para isso não lhe falta. O Estado de S.Paulo  Leia mais em portal.newsnet 25/06/2018



24 junho 2018

Investimentos em venture capital mais do que dobram na América Latina, com liderança do Brasil

As startups brasileiras receberam 45,4% dos investimentos alocados na região

A indústria de venture capital na América Latina bateu recorde em 2017. Os investimentos superaram US$ 1 bilhão pela primeira vez, uma alta de 128% na comparação com o ano anterior, de acordo com dados da Associação Latino-Americana de Private Equity e Venture Capital (Lavca). Enquanto isso, o número de negócios fechados subiu 26%, para 249.

O Brasil foi o principal destino desse capital. As startups brasileiras receberam 45,4% dos investimentos — US$ 859 milhões em 133 negócios. O México ficou em segundo lugar, com 23,7% dos investimentos — US$ 80 milhões em 59 acordos, uma queda se comparado aos US$ 130 milhões e 73 negócios de 2016.

A maior parte do capital investido foi para marketplaces (34%), transportes (20%) e fintechs (20%). “Quando você olha para as startups de tecnologia da América Latina, é difícil encontrar um exemplo que não esteja resolvendo um problema real”, afirma Julie Ruvolo, diretora de estratégia de venture capital da Lavca, ao Crunchbase. “Metade da população não tem acesso a cartões de bancos tradicionais, portanto há muita oportunidade para fintechs”

Maiores acordos
Sem surpresa, o ano de 2017 também teve rodadas que marcaram recorde. A 99 fechou a maior rodada de venture capital já feita na América Latina, com mais de US$ 200 milhões em sua série C. A também brasileira Movile, dona do iFood, recebeu um total de US$ 135 milhões. O Netshoes, que abriu capital em Nova York em 2017, levantou US$ 215 milhões.

“Rodadas de mais de US$ 100 milhões eram raras, mas estamos começando a ver mais acordos desse tamanho”, diz Julie.

2018
Até agora, parece que este ano também será memorável para o setor. No primeiro trimestre, três startups de tecnologia se tornaram unicórnios: a 99, com a compra da Didi Chuxing; o Nubank, que recebeu um aporte de US$ 150 milhões em sua série E; e o PagSeguro, com o maior IPO na Bolsa de Nova York desde a estreia da Snap. Outro fato digno de nota foi o aporte de US$ 185 milhões recebido pelo Rappi.

Para quem tem acompanhado o mercado, os acontecimentos recentes não são surpresa. “As pessoas se perguntam onde estão os unicórnios da América Latina”, diz Julie. “Para uma startup alcançar esse tamanho, é preciso ter acesso a capital. Historicamente, a América Latina não tinha acesso a essas rodadas de financiamento maiores do que uma série A, mas muita coisa tem mudado e estamos vendo uma maturação do ecossistema local. Os unicórnios são um sinal para os investidores internacionais de que as empresas locais estão alcançando esse nível de valor de mercado”.

Razões para o aumento
Um dos possíveis motivos para o grande crescimento registrado no ano passado foi a entrada de 25 investidores globais na América Latina. Nomes como SoftBank, The Rise Fund, Telstra Ventures e Rethink Education participaram de rodadas importantes, diz a Lavca. A região também tem atraído a atenção de empresas de tecnologia que querem expandir suas operações, como Facebook, Amazon, Spotify, Netflix, Google, Uber e Airbnb. Leia mais em epocanegocios 21/06/2018


24 junho 2018