01 julho 2015

PayPal fecha acordo para comprar empresa de transferência de dinheiro Xoom

O PayPal anunciou nesta quarta-feira, 1º, que irá comprar a empresa de transferência de dinheiro Xoom Corp., por cerca de US$ 890 milhões, como parte da estratégia para reforçar sua presença internacional.

Conforme os termos do acordo, o PayPal vai pagar US$ 25 por ação da Xoom, o que representa um prêmio de 21% sobre o preço de fechamento dos papéis da empresa nesta quarta-feira, que foi de US$ 20,70. No after-hours trading — negociação após o fechamento da Nasdaq —, as ações tiveram ligeira elevação, para US$ 22,21.

O PayPal, que está em vias de ser separado do eBay, disse em comunicado que "a presença da Xoom em 37 países, em particular no México, Índia, Filipinas, China e Brasil, nos ajudará a acelerar a expansão nesses mercados importantes".

A Xoom, que tem mais de 1,3 milhão de clientes ativos, diz que foram transferidos por meio de seu serviço US$ 7 bilhões nos últimos 12 meses. No primeiro trimestre deste ano, receita da empresa subiu 24%, para US$ 44,4 milhões, sendo que receita projetada para este ano é de US$ 196 milhões. Leia mais em tiinside 01/07/2015

01 julho 2015



Maior empresa de apps mobile do Brasil, PSafe recebe aporte de US$ 30 milhões e ultrapassa valor de mercado de R$ 1 bilhão

Investimento catalisa a expansão da PSafe do Brasil para o México e, posteriormente, para outros países da América Latina

A PSafe Tecnologia S/A, líder no Brasil em segurança digital em nuvem por meio de aplicativos mobile, anuncia hoje ter recebido aporte de US$ 30 milhões dos fundos de investimento Redpoint, eVentures, Pinnacle Ventures, Redpoint eventures e da empresa de segurança Qihoo 360 da China. Com isso, torna-se a primeira empresa de mobile app latino-americana a alcançar um valor de mercado superior a R$ 1 bilhão.

O investimento representa mais um passo no processo de crescimento acelerado da companhia, que teve início em janeiro de 2014, quando ocorreu o lançamento do PSafe Total, aplicativo de segurança e otimização para plataforma Android. Gratuito, o serviço já teve mais de 50 milhões de downloads e está entre os cinco aplicativos móveis mais baixados do Brasil desde o ano passado.
“Este investimento adicional é um enorme voto de confiança na visão da PSafe em proporcionar uma Internet segura e com privacidade a todos usuários mobile, em qualquer lugar e a qualquer momento”, afirma Marco DeMello, fundador e CEO da companhia. “Além de proporcionar uma expansão das nossas atividades no Brasil, esse investimento permite nossa internacionalização imediata, com a estruturação de nossas operações na América Latina”, conclui.


À medida que os cyber-ataques de criminosos em todo o mundo ficam mais sofisticados e focados em usuários móveis, os latino-americanos têm se tornado alvos relevantes, uma vez que ainda são, em sua maioria, usuários inexperientes da internet móvel. O Brasil, por exemplo, já é o segundo país mais infectado por malwares focados em roubo de dados bancários em dispositivos Android. Por acreditar que sua missão é crítica no estabelecimento de um ambiente mobile seguro para todos, a PSafe jamais cobrou um centavo de seus usuários.


“A PSafe é um excelente exemplo de por que acreditamos tanto no potencial da internet brasileira”, afirma Anderson Thees, sócio da Redpoint eventures. “Fundada no Brasil, a companhia possui um dos aplicativos mais baixados e utilizados no País, com mais de 40 milhões de downloads. Ao ultrapassar a marca R$ 1 bilhão de valoração, a PSafe atesta a maturidade do mercado nacional e prova que, com um time de ponta e visão estratégica, empreendedores podem e estão construindo grandes companhias. Nós ficamos muito satisfeitos em tê-los apoiado neste desafio”, diz.


O investimento possibilitará que a PSafe desenvolva novas soluções e amplie seu plano de educar e oferecer mais segurança para milhões de novos usuários em toda a América Latina. Isso porque a companhia planeja expandir seus negócios por meio da abertura de seu primeiro escritório internacional no México até setembro de 2015.
“A Qihoo está extremamente satisfeita com o nosso investimento e parceria com a PSafe, dado o seu sucesso e domínio do mercado Brasileiro. Estamos muito animados em fazer parte deste novo capítulo de expansão da companhia para o México e América Latina”, diz Zhou Hongyi, CEO e co-fundador da Qihoo 360.


Para a PSafe, internet segura é um bem público, similar à água potável e à energia. Além de suas soluções gratuitas para plataformas Android e PC, a companhia desenvolveu um projeto que envolve a instalação de redes seguras e gratuitas de Wi-Fi em estabelecimentos e transportes habilitados, chamado SafeWifi. Atualmente, a iniciativa já está disponível em mais de 500 bares e restaurantes de São Paulo e em fase piloto em 250 táxis na capital paulista. A expectativa é ampliar o escopo do projeto para o Rio de Janeiro ainda neste ano e para outras capitais brasileiras em 2016, desenvolvendo, na prática, o conceito de “transporte público inteligente” no Brasil.

Sobre a PSafe Tecnologia - A PSafe (www.psafe.com) é uma startup e tecnologia brasileira que visa trazer segurança e confiança ao ambiente digital utilizado por brasileiros e latino-americanos. A empresa desenvolve o aplicativo líder de segurança mobile na America Latina, PSafe Total Android, que foi o quinto mais baixado aplicativo gratuito no Brasil em 2014 e permanece no Top 5 ranking da Google Play para celulares Android (com mais de 40 milhões de instalações e mais de 20 milhões de usuários ativos mensais).

Sobre a Redpoint eventures - A Redpoint eventures é um fundo de capital empreendedor sediado em São Paulo. Nossa missão é apoiar empreendedores no mercado digital brasileiro em sua jornada na criação de empresas de rápido crescimento. Junto aos seus sócios, os renomados fundos americanos Redpoint Ventures e e.ventures, o fundo traz capital, acesso ao Vale do Silício e as melhores práticas globais para startups de alto potencial. Além de apoiar as empresas de seu portfolio, a equipe do fundo busca contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Para mais informações, visite www.rpev.com.br. Leia mais em maxpressnet 01/07/2015



Gestora de Grendene amplia fatia na Even e quer conselho

A gestora de recursos Nova Milano, que administra o patrimônio de Alexandre Grendene Bartelle, um dos sócios da conhecida fabricante de calçados coloridos, anunciou ontem que atingiu 10% de participação na construtora Even.

Ao praticamente dobrar sua fatia na empresa, a gestora transformou-­se no maior acionista individual da companhia, que tem hoje o capital pulverizado em bolsa. Outros acionistas relevantes têm percentuais parecidos, ao redor de 5%. Ana Paula Ragazzi  Valor Econômico Leia mais em ademi 01/07/2015



Novos negócios: Damodaran dá dicas de como avaliar “startups”

Afinal, como traçar o chamado “valuation” em empresas que acabaram de surgir? No universo das iniciantes, conhecidas também como ”startups”, a estratégia usual de olhar o desempenho histórico das companhias para avaliar seu preço de mercado ou valor cai por terra. Assim, a melhor forma de analisar um novo negócio é estimando qual sua capacidade de crescimento nos próximos dez anos, afirma o professor de finanças e consultor Aswath Damodaran.

“Não preciso saber exatamente qual a fatia de mercado que a empresa tem hoje, mas olhar com atenção as margens e perspectivas de desenvolvimento do setor em que ela está inserida”, explica o indiano que leciona da Stern School of Business da Universidade de Nova York e é um dos mais respeitados especialistas em avaliação de empresas.

Damodaran usou como exemplo sua avaliação do Twitter. Antes da “startup” de mídia social chegar ao mercado de capitais americano, o professor arriscou um preço para a ação de US$ 18. Para ele, a capacidade de faturamento do Twitter ainda é questionável no segmento de publicidade online. “Eles nunca serão os principais desse setor”, diz.

No entanto, o preço da empresa em sua oferta inicial de ações (IPO) foi de US$ 22, que mais tarde viraram US$ 46 com a forte procura. Ainda assim, ele defende: “quero o Twitter na minha carteira, mas por um preço que faça sentido”. “Num IPO, a demanda é que define os preços das ações, por isso, o mais importante é avaliar as companhias iniciantes num contexto mais amplo”, afirma.

Dicas de avaliação

Como recomendações gerais de “valuation”, o professor recomenda: seja honesto sobre o seu viés ou sobre quem está pagando para você realizar a análise de determinada empresa, já que esses são aspectos que podem influenciar sua avaliação. Por exemplo, se o desejo é vender a empresa, a tendência é sempre procurar as perspectivas positivas e não notar as negativas.

Em seguida, seja simples no modelo de avaliação utilizado. Quanto menos variáveis, maior sua segurança no resultado.

Finalmente, admita que nem tudo pode ser previsto. “Não se esconda da incerteza, sempre haverá incerteza sobre o futuro”, lembra Damodaran. “Tudo bem você estar errado, se você entregou o melhor julgamento que podia, com as informações que tinha”, completa.  Mayara Baggio | Leia mais em Arena do Pavini 01/07/2015




Loja de moda feminina TOK é vendida após quase 40 anos

A tradicional rede de lojas femininas do Rio Grande do Sul TOK foi vendida, informou a assessoria de imprensa da empresa nesta manhã. A marca passa a ser controlada por Clenir Wengenowicz e Luís Gustavo Masiero.

A TOK, que tem 24 operações no Estado e no Paraná, foi criada por Mauro Tornaim em 1977, ao abrir duas unidades, uma na Azenha e outra na Protásio Alves.

“Estou muito feliz por poder encerrar meu ciclo na TOK com a certeza que a marca, sua cultura e produto diferenciado serão a plataforma de um grande projeto que os novos controladores da empresa pretendem desenvolver”, declara Tornaim, que a partir de agora foca-se na gestão da Mentor Empreendimentos, sua holding de investimentos. Leia mais em jcrs 01/07/2015



JBS compra negócio de carne suína da Cargill por US$ 1,45 bilhão

A JBS comprou o negócio de carne suína da Cargill Meat, o Cargill Pork, relacionado à criação, compra e abate de suínos e ao processamento e venda de carne suína. O preço de aquisição é de US$ 1,45 bilhão.

Segundo a JBS, estão incluídas na operação duas fábricas de processamento de carne em Ottumwa, Iowa e Beardstown, Illinois; cinco fábricas de ração em Missouri, Arkansas, Iowa e Texas; e quatro granjas de suínos em Arkansas, Oklahoma e Texas, todas nos Estados Unidos.

"Essa operação está alinhada com a estratégia da JBS de longo prazo de crescimento em produtos com maior valor agregado, ampliando a base de clientes, tanto no mercado interno quanto em exportações", diz a empresa em fato relevante.

A operação, que foi feita por meio da controlada indireta da JBS, Swift Pork Company, está sujeita às aprovações de praxe, incluindo a das autoridades de defesa da concorrência dos Estados Unidos.
O valor da aquisição é livre de dívidas, podendo ser ajustado no fechamento da operação, pela variação do capital de giro líquido e dos passivos de longo prazo da Cargill Pork. O valor ajustado deverá ser pago à vista em dinheiro e em dólares norte americanos no fechamento da operação. Por Fátima Laranjeira | Estadão Leia mais em Yahoo 01/07/2015



BRF conclui venda da divisão de lácteos por R$ 2,1 bilhões

A BRF concluiu a venda da sua divisão de lácteos para a Lactalis do Brasil. O valor da transação foi de aproximadamente R$ 2,1 bilhões. A operação inclui a venda de 100% das ações de emissão da Elebat Alimentos, sociedade na qual foram contribuídos os direitos e obrigações relativos à divisão de lácteos da BRF.

O negócio foi anunciado em setembro do ano passado, com a assinatura de um memorando de entendimentos, que previa que o valor da transação era de R$ 1,8 bilhão, sujeito a determinados ajustes.

Segundo a BRF, os efeitos no resultado financeiro relacionados à operação estão em fase de apuração pela companhia e serão registrados nas suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre de 2015. Por Fátima Laranjeira | Estadão Leia mais em Yahoo 01/07/2015



Delphi conclui a venda da divisão Thermal

Os termos da venda são consistentes com os anunciados em 19 de fevereiro de 2015

A Delphi Automotive PLC (NYSE: DLPH) anunciou hoje a conclusão da venda de seu negócio de sistemas térmicos para a MAHLE Behr GmbH & Co. KG e algumas de suas afiliadas.

Os termos da venda são consistentes com os anunciados em 19 de fevereiro de 2015. Naquela época, a Delphi e a MAHLE também assinaram uma carta de intenção separadamente para a venda da Delphi em Xangai, a Delphi Automotive Air-Conditioning System Co., Ltd.; esta transação deve se fechada em 2016.

'A venda integral de nossos negócios térmicos para a MAHLE é um grande resultado para todos os envolvidos', afirmou Kevin P. Clark, Presidente e chief executive officer (CEO) da Delphi. 'A MAHLE é uma das líderes globais de fornecimento de sistemas térmicos automotivos e, agora, estará ainda melhor posicionada para oferecer ainda mais oportunidades para seus funcionários e mais valor para seus clientes no que tem sido um negócio muito forte. Para a Delphi, esta transação nos posiciona estrategicamente para focar em setores de alto crescimento de Powertrain, Eletrônicos & Segurança e Arquitetura Eletro/Eletrônica, abordando as tendências da indústria para veículos seguros, ecológicos e que permitam a conectividade.

O faturamento da divisão térmica da Delphi em 2014 foi de US$ 1,6 bilhão, com aproximadamente 7.500 funcionários e 13 fábricas em todo o mundo.

A Barclays está assessorando a Delphi para assuntos financeiros e a Latham & Watkins LLP para assuntos legais.  por Pamella Cajano Leia mais em investimentosenoticias 01/07/2015



Duratex conclui compra da Duchacorona por R$ 116,250 milhões

A Duratex concluiu a aquisição da Duchacorona. O negócio totalizou R$ 116,250 milhões, soma que, segundo a empresa, ficou acima do valor anteriormente avaliado em R$ 88,500 milhões, uma vez que o imóvel da unidade da Duchacorona, localizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, foi incluído na aquisição.

Segundo a Duratex, o negócio alinha-se à sua estratégia de crescimento em "segmentos sinérgicos aos negócios atuais" e mostra continuidade da estratégia, iniciada em 2012, com a compra da Thermosystem. "Com esta operação, a Duratex assume a vice-liderança no setor de chuveiros e torneiras elétricas", afirma a companhia.Por Fátima Laranjeira | Estadão Leia mais em Yahoo 01/07/2015



Mercado diz que meta da Petrobras é ‘ambiciosa’

Analistas consideraram “ambiciosa” a meta de venda de ativos da Petrobras, fixada em US$ 58 bilhões para os próximos quatro anos, uma média anual de quase US$ 15 bilhões. Ha consenso de que a estatal precisa reduzir seu endividamento e a boa reação à troca de comando e do conselho de administração da empresa tem ajudado a diminuir incertezas e restaurar a confiança.

O total definido é praticamente o valor de mercado da estatal neste momento: US$ 56 bilhões. Analistas do Credit Suisse apontam quef historicamente, processos de desalavancagem da Petrobras se basearam em metas de produção ambiciosas e aspectos como o real forte e preços do petróleo em alta. O problema é que a produção esperada nunca veio e, hoje, os preços do petróleo estão em queda. “Então, os investidores aprenderam a ser céticos”, diz o banco.

Segundo o Credit Suisse, nessa indústria, empresas privadas conseguiram alcançar média de venda de ativos equivalente à anunciada pela Petrobras apenas em dois casos: o da BP, que vendeu US$ 39 bilhões entre 2010 e 2013, e o da Conoco, que desinvestiu US$ 15 bilhões em 2010.

Estimativas de analistas mostram que se a Petrobras não conseguir vender US$ 42 bilhões em ativos entre 2017 e 2018 terá geração de caixa negativa no período. Um analista experiente diz que, sem se desfazer de ativos, a estatal pode ter geração negativa de R$ 50 bilhões em cada ano, o que a obrigaria a captar R$ 100 bilhões em dívida para cobrir o rombo.

Plano de venda de ativos da Petrobras vai testar diretoria

A Petrobras trocou de comando, de conselho, divulgou o balanço que estava atrasado e apresentou um plano de negócios considerado mais realista. Afastou as grandes incertezas de seu horizonte, mas agora o mercado deve cobrar a capacidade de execução da nova diretoria. A estatal precisa reduzir seu endividamento, isso é consenso no mercado. Mas bancos e agências de classificação de riscos consideraram o plano de venda de ativos muito ambicioso. Ele soma US$ 58 bilhões em quatro anos (US$ 15 bilhões em 2015/2016 e US$ 43 bilhões em 2017/2018).

O Credit Suisse divulgou ontem um relatório com o título “Você acredita em desinvestimentos de US$ 58 bilhões?” onde levanta várias questões que podem criar dificuldades para o plano de venda de ativos da estatal. A mesma preocupação está refletida na avaliação da agência de rating Moody’s, que destaca que os riscos relacionados à execução do novo plano de negócios da Petrobras são elevados, devido ao tamanho dos ativos que a companhia pretende vender e às incertezas sobre as políticas de preços de combustíveis no Brasil. Esteve também na análise do BTG Pactuai, que apontou o desafio de vender ativos nesse montante “a menos que a empresa aceite vender fatias majoritárias”. A ideia da petroleira é vender fatias minoritárias em empresas cujos valores estariam hoje escondidos dentro de seu negócio.

Para o Santander, são necessários mais detalhes sobre a “meta considerável” de US$ 43 bilhões em venda de ativos em 2017 e 2018. “Apesar da natureza crítica dessa premissa, não foram fornecidos detalhes adicionais nesse momento”, disse o Santander. Embora a Petrobras possa buscar essas “metas agressivas” por meio de venda de ativos de exploração e produção, o banco avalia que a administração deve preferir, antes disso, buscar “outros valores ocultos” não relacionados a esse segmento de produção. Mesmo assim, o Santander acha que, para que as metas “ambiciosas e consideráveis” possam ser atingidas, deve ser necessário vender ativos de exploração e produção.

Mas a empresa não divulgou quais os ativos estão à venda. O presidente Petrobras, Aldemir Bendine, diz que não poderia dizer para não “depreciar o valor dos ativos”. Como também observou o Credit Suisse, o disclosure sobre os ativos era uma informação que o mercado buscava, diante dos números ambiciosos — essa palavra t sai da boca de todos que comentam o plano. Apenas o Itaú BBA, usou termo diferente: “agressivo”. E comentou: “A Petrobras não especificou quais ativos vai vender nem o potencial impacto negativo disso na relação entre seu Ebitda e sua curva de produção. A Petrobras precisa começar a vender ativos para fazer com que o mercado acredite que ela conseguirá executar o plano”, diz o Itaú BBA.

O mercado começa a especular, mas não chega aos valores apresentados pela petroleira. Toda a parte de etanol somada à petroquímica não chegaria a US$ 4 bilhões. Se vendesse 43% da BR Distribuidora, provavelmente conseguiria entre US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões, dependendo da demanda dos investidores numa oferta em bolsa. Ainda faltariam cerca de  US$40 bilhões, diz um gestor. Vender as refinarias ou parte delas avalia o gestor, poderia ser interessante, mas parece ser algo bem complexo e que exigiria mudanças importantes nas relações com distribuidores. “Não seria possível vender num preço para o refino e vender combustível sem a margem apropriada”, diz. Dito de outra forma, para que o refino tenha valor, os preços finais aos consumidores teriam que subir bem. Hoje as margens de refino são apertadas para remunerar os investimentos, afirma. Com o petróleo na faixa de preços em que está, diz, a Petrobras teria de abrir mão de fatias-bem relevantes dos ativos para atingir o valor anunciado.

O relatório do Credit Suisse aponta que, historicamente, a desalavancagem da Petrobras baseou-se em metas de produção ambiciosas e aspectos macroeconômicos, como o real forte e a alta dos preços do petróleo. O problema é que a produção esperada nunca veio e hoje os preços do petróleo estão em queda. “E então os investidores aprenderam a ser céticos”, diz o banco. Para os analistas, o programa de desalavancagem da empresa é muito dependente da venda de ativos de US$ 58 bilhões. Seriam US$ 15 bilhões ao ano, em média, e nessa indústria, diz o Credit, empresas privadas conseguiram alcançar esse número apenas três vezes: a BP, que realizou desinvestimentos de US$ 22 bilhões em 2013 e de US$ 17 bilhões em 2010; e a Conoco; US$ 15 bilhões em 2010.

As contas de analistas ainda mostram que se a Petrobras não conseguir vender o esperado em 2017 e 2018 terá geração de caixa negativa nesses dois anos. Usando as premissas dadas pela empresa, um gestor avalia que sem a venda a Petrobras terá uma geração de caixa negativa de R$ 50 bilhões em 2017 e em 2018 (ou seja, teria de captar R$ 100 bilhões de dívida para fechar essa conta). “Eles [diretoria da Petrobras] fecharam a conta com esses US$ 42 bilhões de venda de ativos que ninguém sabe o que é e como pode ser vendido. Senão a conta não fecha”, afirma outro gestor. Há analistas que temem que a Petrobras vire uma companhia que viva alguns anos apenas em função da desalavancagem.

Uma fonte pondera que a previsão de geração de recursos em 2017-2018 não se refere apenas a venda de ativos, mas também à redução de custos e ganhos de produtividade. Os analistas do HSBC optaram por dar o benefício da dúvida à gestão da Petrobras, pois acreditam que o plano será positivo para a companhia— mas o desafio da execução impediu os analistas do HSBC de recomendarem compra dos papéis. Outro gestor pontua que o plano poderá encontrar dificuldades, mas comemora o fato de a empresa ter agora uma gestão que mostra que privilegiará o bom uso do dinheiro da empresa. Fonte: Valor Econômico Leia mais em abegas 01/07/2015



Seguradora ACE compra Chubb por US$28,3 bi para captar clientes ricos

A seguradora suíça ACE comprará a seguradora de imóveis de alto padrão Chubb por 28,3 bilhões de dólares para ganhar acesso a clientes que pagam prêmios maiores, em um momento em que a concorrência acirrada cortou profundamente as margens de lucro da indústria.

A transação vai criar a maior seguradora de imóveis e vítimas do mundo em emissão de prêmios.

Os prêmios de seguro de catástrofes no fundo do poço, o surgimento de bônus de catástrofes, as baixas taxas de juros e a competição acirrada desencadearam uma onda de aquisições entre seguradoras.

A nova companhia, que adotará o nome da Chubb, será liderada pelo atual presidente-executivo da ACE, Evan Greenberg, filho do ex-chefe Maurice "Hank" Greenberg da seguradora norte-americana AIG.

A transação foi realizada a um prêmio de 30 por cento sobre o preço da ação da Chubb no fechamento de terça-feira.

As ações da Chubb subiram até a máxima de 129,31 dólares, acima da oferta de 124,13 dólares por papel. (Por Richa Naidu e Avik Das)  Reuters Leia mais em Bol.Uol 01/07/2015




Dafiti compra as lojas online Kanui e Tricae

Dafiti: com aquisições, controladora da empresa passa a ter 5 milhões de clientes no mundo

O grupo GFG LatAm, dono da Dafiti, anunciou nesta quarta-feira (1) que acaba de comprar as lojas online Kanui, de artigos esportivos, e a Tricae, de produtos para bebês e crianças.

As negociações começaram no início deste ano e o valor da operação não foi divulgado.  Com as aquisições, a empresa visa entregar aos clientes "uma oferta completa de moda, esportes e estilo de vida no Brasil".

Juntas, as três companhias alcançaram uma receita líquida de 773 milhões de reais em 2014. A Dafiti, isolada, faturou 592 milhões no ano passado, um aumento de 41% ante 2013.

O novo grupo terá cerca de 5 milhões de clientes na América Latina. Com a transação, o GFG passa a empregar aproximadamente 3.100 funcionários, 2.400 deles no Brasil.

Os três e-commerces atuarão de forma independente e manterão seus próprios sites, marcas e cultura atuais.

"Estamos muito otimistas em trabalharmos conjuntamente com Kanui e Tricae, duas empresas que representam o sucesso em categorias nas quais queremos ganhar mais vantagem competitiva no mercado brasileiro”, disse Philipp Povel, presidente de operações da GFG LatAm, em nota.

O GFG (Global Fashion Group) foi criado pelos fundos Kinnevik e Rocket Internet e já abarcava, além da brasileira Dafiti, a Jabong, da Índia, Lamoda, da Rússia, Namshi, do Oriente Médio e Zalora, da Ásia e Austrália. Por Luísa Melo Leia mais em Exame 01/07/2015