28 julho 2014

JBS fecha compra de negócios de aves da Tyson Foods no Brasil e México por US$575 mi

A empresa de alimentos JBS, maior processadora de carnes do mundo, fechou acordo para comprar os negócios de aves da norte-americana Tyson Foods no Brasil e no México por 575 milhões de dólares, em mais um passo na expansão da sua carteira de ativos no segmento.

Em fato relevante, a companhia informou nesta segunda-feira que 400 milhões de dólares referem-se à operação no México, que será adquirida pela Pilgrim's Pride, cujo acionista majoritário é JBS USA Holdings. Já a operação brasileira da Tyson será comprada por 175 milhões de dólares pela JBS Foods.

A investida reforça o investimento da JBS no segmento, após a brasileira adquirir duas unidades de processamento de aves do Grupo Céu Azul por 246 milhões de reais, neste mês. Recentemente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica também aprovou a compra da indústria de alimentos Avebom, no Paraná, pela JBS.

Com a compra da Tyson de México, que conta com três unidades de processamento e 5.400 empregados, a Pilgrim's Pride estima uma geração adicional de receita de cerca de 650 milhões de dólares por ano.

Já a Tyson do Brasil deverá incrementar a receita anual da JBS Foods em cerca de 350 milhões de dólares, disse a JBS. Fundada em 2008, a empresa possui três unidades de processamento completamente integradas, sendo duas em Santa Catarina e uma no Paraná.

"Ao concluir a transação, a JBS e a Pilgrim's esperam manter as operações funcionando com a capacidade necessária para conservar a mão de obra empregada, preservando os contratos trabalhistas em ambos os países", afirmou a JBS.

O anúncio acontece pouco tempo depois de JBS e Tyson se enfrentarem na disputa pela aquisição da fabricante norte-americana de salsichas Hillshire Brands. A batalha foi encerrada no começo de junho, quando a Tyson propôs 8,55 bilhões de dólares pela Hillshire.

Em comunicado à parte, a Tyson Foods informou que a transação, que ainda está sujeita à aprovação das autoridades regulatórias, será paga em dinheiro, com expectativa de ser completada até o final deste ano.

"Embora estes sejam bons negócios com excelentes membros de equipe, não tivemos a escala necessária para ganhar participação de liderança nesses mercados", disse o presidente-executivo da Tyson Foods, Donnie Smith.

"No curto prazo, vamos usar os recursos da venda para pagar a dívida associada à aquisição de Hillshire Brands. No longo prazo, continuamos comprometidos com nosso negócio internacional e continuaremos explorando oportunidades para ampliar nossa presença internacional", completou o executivo. (Por Marcela Ayres) Reuters | Leia mais em msn 28/07/2014



28 julho 2014



XP compra Clear Corretora para se fortalecer no mercado "online"

A XP Investimentos anunciou  nesta segunda-feira (28) a aquisição da Clear Corretora. Dessa forma, a instituição focada no conceito de "shopping center financeiro" pretende reforçar seu posicionamento no pouco explorado mercado online de corretoras, principal qualidade da Clear - a corretora paulista como principal base de clientes os "traders", que em geral operam por conta própria no mercado.

Os valores da operação não foram revelados, mas o pagamento será feito por por meio de troca de ações entre as empresas. Vale mencionar que mesmo com a incorporação as duas marcas permanecerão atuando de forma 100% independente. Além disso, a operação ainda precisa da aprovação do Banco Central para ser finalizada.

Para a XP, o reforço do posicionamento no mundo de internet ajudará a construir uma segunda marca para competir no mercado brasileiro, explica em comunicado. Além disso, a "independência" de cada uma das companhias propiciará estratégias comerciais complementares, podendo resultar em um potencial maior de ganho de participação de mercado.  Ela manterá sua estratégia de shopping financeiro baseada em dois canais: distribuição por meio da sua rede de agentes investimento e também pela internet (diretamente pelo seu site).

Já a Clear, que possui pouco mais de 2 anos de vida, espera aproveitar a troca de "know how" para se fortalecer ainda mais no cliente self-service, característica que está no seu DNA. A corretora paulista reforça ainda que permanecerá com a mesma estrutura, equipe e marca. "O que muda é que contaremos com a força do Grupo XP para acelerar o nosso crescimento e a consolidação da nossa marca", afirma Roberto Lee, sócio-fundador da Clear, que permanecerá a frente da operação.

"A Clear tem o modelo online mais eficiente do mercado e a que oferece a melhor experiência para o cliente de internet que opera Bolsa. Sem dúvida, foi a corretora que mais cresceu neste segmento nos últimos anos. Temos certeza que o potencial de crescimento deles é gigantesco", afirma Guilherme Benchimol, CEO da XP Investimentos.

"Não éramos só mais uma corretora"
Através da sua página no Facebook, Fernando Góes, membro da equipe de análise técnica da Clear e sócio minoritário da corretora, aproveitou a conclusão da parceria para exaltar o sucesso do modelo de negócios da Clear em um momento exatamente contrário do mercado - onde vemos mais corretoras fechando as portas do que iniciando as atividades.

"Eu já sabia que a Clear não era mais uma corretora, iríamos abrir um sistema de negociação inovador, uma corretora voltada para o trader, com controle de margem diferente, operações automatizadas online que sempre foram por telefone etc [...]. A brir uma empresa do zero não é fácil, a comemoração da primeira ordem, o primeiro cliente, os primeiros 10 clientes [...] e aí quando você menos espera o 'break even' é batido e a história é um sucesso", disse Góes na rede social.

O analista, que possui mais de 15 anos de Bovespa, comemorou a manutenção da marca "Clear" mesmo após a aquisição, sendo esta a "a maior prova de que o nosso caminho estava 100% correto".  "Criar uma área de análise do zero e construir o 'Team Clear' com os melhores analistas gráficos do mercado foi uma das conquistas mais legais da minha vida", conclui Góes. InfoMoney Leia mais em uol 28/07/2014



Controlador da Cacique de Café Solúvel anuncia intenção de fazer OPA

A Companhia Cacique de Café Solúvel, fabricante do café Pelé, informou nesta segunda-feira que seu controlador anunciou intenção de realizar oferta pública de aquisição de ações (OPA) com o objetivo de adquirir todos os papéis ordinários e preferenciais em circulação.

No âmbito da oferta, o controlador Horácio Sabino Coimbra - Comércio e Participações oferecerá 11,70 reais por ação da empresa, em operação que visa o cancelamento do registro de companhia aberta e de negociação das ações de emissão da Cacique.

O valor representa um prêmio de 79,7 por cento sobre o fechamento da ação ordinária na sexta-feira. O último negócio na Bovespa realizado com esse papel foi no início de junho.

Sobre a ação preferencial, o preço proposto é 31,5 por cento acima dos 8,90 reais no fechamento de 25 de julho. O papel, que tem baixísssimo volume de negócios, disparava 13,26 por cento nesta manhã, a 10,08 reais, buscando se aproximar do valor da OPA.

A OPA envolverá ações representativas de cerca de 13 por cento do capital da companhia, sendo que a data da liquidação financeira do leilão ainda será definida, conforme edital que será publicado após registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com informações disponíveis no site da Bovespa, há 3,31 milhões de ações ordinárias e preferenciais da Cacique que não pertencem ao controlador. Assim, se houver adesão total à OPA, o giro financeiro da oferta será de quase 39 milhões de reais.

O Safra National Bank Of New York é o maior acionista minoritário, com 11,61 por cento das ações preferenciais da Cacique, que representam cerca de 8 por cento do capital total da companhia, segundo o site da Bovespa.

A intenção do controlador da Companhia Cacique de Café Solúvel de realizar a OPA segue anúncio de uma série de empresas brasileiras para operação do mesmo tipo neste ano.

Fazem parte do grupo companhias como a Autometal, de componentes e acessórios para a indústria automotiva, Cremer, de produtos para primeiros socorros e higiene, e Brookfield, de incoporação imobiliária. (Por Marcela Ayres) Reuers | Leia mais em yahoo 28/07/2014



Cade aprova joint venture entre Weg e Copel para parque eólico

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições uma joint venture entre a Weg e a empresa paranaense de energia Copel para implementação de um parque eólico, conforme despacho publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.

Em documento submetido ao Cade, as partes informaram que a sociedade de propósito específico, batizada de Usina Eólica Palmas II, terá capacidade não inferior a 4,2 MW. O parque será localizado na cidade de Palmas (PR).

"A operação se justifica por representar a continuação do desenvolvimento sustentável da Copel no setor de geração de fontes renováveis de energia elétrica", disse trecho do documento.

"Para a Weg, trata-se de uma oportunidade de negócio no contexto de sua estratégia de desenvolvimento de aerogeradores eólicos, atividade nova em seu portfólio, sendo este o primeiro projeto neste mercado."

A fabricante de equipamentos elétricos e tintas industriais Weg deterá 87 por cento da joint venture, com a Copel ficando os 13 por cento restantes. Os investimentos no negócio não foram revelados. (Por Marcela Ayres) Reuters Leia mais em uol 28/07/20140



Hospira negocia compra de unidade da Danone

A farmacêutica norte-americana Hospira surgiu como uma candidata à compra da unidade de nutrição médica da Danone, afirmou uma pessoa com conhecimento do assunto. Segundo a fonte, a oferta pode chegar a cerca de US$ 5 bilhões.

Se houver um acordo, a Hospira poderá mover a sede da empresa para o exterior e se beneficiar de uma estrutura tributária mais favorável. Para isso, os acionistas da Danone precisariam receber ao menos 20% das ações da nova companhia. Isso significa que a Hospira, com um valor de mercado de US$ 8,6 bilhões, precisaria financiar uma parte considerável de qualquer oferta pela Danone com ações. As conversas ainda estão em curso, acrescentou a fonte.

Na quinta-feira da semana passada, o presidente Barack Obama criticou as fusões com motivos tributários. Ele argumentou que as realocações de empresas para o exterior prejudicam a economia norte-americana e insistiu que o Congresso aprove rapidamente uma legislação para bloquear essas operações.

Em março, fontes também afirmaram que a Nestlé e a Fresenius discutem separadamente com a Danone uma oferta para comprar parte ou toda a divisão de nutrição médica, mas não está claro se as negociações permanecem. Fonte: Dow Jones Newswires. Leia mais em atarde.uol 28/07/2014



Celg vai assinar venda de 51% das ações no dia 1º, diz vice-presidente

O vice-presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg), Elie Chidiac, afirmou nesta sexta-feira (25) que o contrato de compra e venda de 51% das ações para a Eletrobras deve ser assinado no próximo dia 1º de agosto. Com esse acerto, segundo ele, o governo federal se comprometeu a liberar R$ 1,9 bilhão para reestruturação da empresa, mas os valores da venda da companhia ainda não foram divulgados.

Chidiac diz que alguns pontos da negociação foram fechados durante um encontro em Brasília, na quinta-feira (24). “Foi uma reunião muito positiva entre o governo do Estado de Goiás e a Eletrobras. Conseguimos alinhar todas as premissas da negociação da federalização, o que foi decorrente da reunião anterior entre o governador Marconi Perillo e a presidente Dilma Rousseff, e certamente a nossa previsão é que dia 1º de agosto assinaremos o contrato de compra e venda”, destacou.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia, que responde pelo caso, mas o órgão informou que ainda não vai se pronunciar sobre as negociações.

Mesmo sem falar em valores, Chidiac garante que a venda das ações foi a melhor alternativa para a empresa. “Nessa negociação, saímos vitoriosos, pois a empresa não vai mais ser entregue ou federalizada por R$ 1. Ao contrário, ela tem um valor até o término da concessão, que vai acontecer em 15 de julho de 2015 e também conseguimos capturar a valorização da empresa após a prorrogação da concessão, que pode ser de até 30 anos, de acordo com o poder concedente”, explicou.

O vice-presidente da Celg ressaltou, ainda, que o dinheiro disponibilizado pelo governo federal vai ajudar a reorganizar as contas da empresa e a possibilitar investimentos. “Com a entrada de R$ 1,9 bilhão, nós vamos tirar as dívidas de curto prazo, mas que tem um custo grande, por dívidas de longo prazo, e que tem juros cinco vezes mais baratos. Isso vai nos possibilitar fazer os investimentos necessários na rede para atender melhor a população”.

Segundo Chidiac, os consumidores começarão a perceber as melhorias no sistema elétrico do estado ainda neste semestre. “A rede realmente está muito degradada e a empresa ficou de 2007 a 2011 sem reajuste tarifário. Mas acredito que nessa época de seca, sem chuvas, a gente vai conseguir realizar os investimentos necessários e, a partir de novembro, dezembro, teremos os serviços de qualidade”, garantiu. G1 - Leia mais em oparlamento 25/07/2014



27 julho 2014

Lafarge vende negócio de cimento no Paquistão por US$329 mi

A francesa Lafarge disse que vendeu seu negócio de cimento no Paquistão por um valor de empresa de 329 milhões de dólares à BestWay Cement, listada em Karachi.

A venda da fatia de 76 por cento na Lafarge Pakistan Cement vai "contribuir com o objetivo de redução de dívida líquida da Lafarge", disse a companhia em um comunicado nesta quinta-feira.

A unidade é listada nas bolsas de Karachi, Lahore e Islamabad e opera uma fábrica de cimento integrada perto de Islamabad, disse a Lafarge. (Por James Regan) reuters | Leia mais em msn 24/07/2014

27 julho 2014



26 julho 2014

Fusão é tendência para setor de distribuição de insumos

Em busca de mais profissionalização e competitividade no mercado, uma das principais tendências para o setor de distribuição de insumos agrícolas é a fusão e aquisição entre empresas. Segundo o presidente executivo da Associação dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (Andav), Henrique Mazotini, o segmento movimentou R$ 64 bilhões na safra 2013/2014 e deve crescer entre 6% e 9% para o período de 2014/2015, com a colaboração de fundos de investimento estrangeiros que vêm atraídos pelo aumento na profissionalização das organizações.

"Uma fusão é algo que não é simples de se fazer. A maioria das companhias do setor é composta por empresas familiares que precisam se capacitar para agregar necessidades que o mercado ambiente está impondo. Parcerias bem formadas e novos produtos surgem dessa forma. Esse tipo de trabalho está gerando uma visão de futuro que já está acontecendo no presente", avalia o presidente do conselho diretor da Andav, Carlos Henrique Franco Nottar, em entrevista ao DCI.

Os executivos contam que já é possível sinalizar o interesse de alguns fundos de investimento no setor, "mas estes investidores precisam de empresas sólidas para se consolidarem no País, daí as fusões", completam.

Nottar enfatiza que outra tendência é a governança corporativa, que também se fortalece da junção de companhias e auxilia na construção de um planejamento estratégico com uma visão mais apurada. Neste contexto, a entidade estima que na próxima safra haja menos empresas no setor, porém maiores. "Seriam mais filiais com gestão de estoque e logística mais apurada", diz.

Capacitação

Com empresas mais estruturadas, outra tendência levantada pelos executivos - para o agronegócio e para o âmbito corporativo em geral - é a gestão estratégica de pessoal. De acordo com Mazotini, o setor de distribuição de insumos emprega mais de dez mil profissionais atualmente.

"Esses profissionais têm que atender a evolução de todo o sistema agrícola. Hoje em dia está cada vez mais difícil encontrar pessoas aptas a determinados cargos. Cresce a necessidade de capacitar e as empresas também devem evoluir neste sentido", comenta Nottar.

Para atender a esta demanda foi criado o programa AgroAção, com o objetivo de treinar e transferir informações técnicas para a aplicação ao cotidiano do distribuidor. Temas como transporte, armazenagem e legislação são debatidos através de cursos e workshops com atendimento a nível nacional.

O suporte e a capacitação são dois pilares da associação. "Somos um elo do agronegócio, entre o fornecedor e o produtor rural. Fazemos todo o processo de logística, orientamos o agricultor com recomendações de insumos, financeiras e etc. Acompanhamos a cadeia produtiva com um trabalho de consultoria antes, durante e depois do plantio", afirma Mazotini.

Entraves

Presente em diversos debates do setor agrícola, a estrutura do seguro rural é considerada um dos maiores entraves para os produtores e distribuidores rurais.

"A associação ocupa uma posição intermediária entre o agricultor e o distribuidor, e sabemos que a melhora nos produtos das seguradoras é um dos principais pleitos de ambas as partes. Entendemos que o sistema de seguro não conhece profundamente a agricultura e as fontes de dados do ministério não contemplam a atualidade, considerando as peculiaridades regionais das culturas", conta Mazotini.

Para o presidente executivo, falta o estabelecimento de regras tanto do governo quanto das seguradoras.

À medida que este processo for encaminhado, a prática de seguro tende a crescer paralela à expansão das atividades agrícolas. "Em algumas culturas, o Brasil já tem tecnologia suficiente para produzir cinco safras no período de dois anos. Quanto mais exposto ao risco, mais necessária é uma medida de mitigação. Se não tem seguro, uma empresa pode quebrar a qualquer momento", enfatiza Mazotini.

O programa "Tempo de Garantia" foi desenvolvido pela associação e disponibiliza produtos de seguro aos distribuidores nas seguintes áreas: empresarial (contra incêndio e roubo), transporte, vida, frota veicular, garantia de colheita e máquinas agrícolas. A Andav foi fundada em 1990 e reúne cerca de mil empresas que, juntas, faturam mais de R$ 17 bilhões anualmente.

Entre os dias 18 e 20 de agosto, a associação pretende reunir governo, iniciativa privada, grandes e pequenos empresários, e cooperativas para seu quarto congresso, em São Paulo.

"Este é mais um exemplo do esforço que o setor está fazendo para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar os produtores e distribuidores do agronegócio. Um ponto em destaque é o debate das tendências para o setor, que deve acompanhar o crescimento do estimado para o segmento agrícola nesta safra", afirma o presidente do conselho diretor.Fonte: Nayara Figueiredo, do DCI Leia mais em cenariomt 25/07/2014

26 julho 2014



25 julho 2014

Equinix compra controle total da Alog Data Centers por US$ 225 milhões

Empresa detinha 53% da companhia brasileira, adquiridos em 2011. Operação completa a compra dos 47% restantes e integra a Alog no grupo Equinix

A Equinix, Inc. (Nasdaq: EQIX), fornecedora global de serviços de data center e interconexões, anuncia a assinatura de um acordo definitivo para aquisição total da Alog Data Centers do Brasil em transação comercial de US$ 225 milhões. Em abril de 2011, a Equinix e a Riverwood Capital compraram, em parceria, a maior parte das ações da Alog – a plataforma global era detentora de 53% da organização e, agora, adquire os 47% restantes, pertencentes à Riverwood Capital e outros acionistas minoritários e integra a empresa ao grupo Equinix.

A Equinix possui 101 data centers IBX® (International Business Exchange™) em 32 mercados e, com a conclusão da fusão com a Alog, amplia sua presença na América Latina. “O forte posicionamento da Alog no mercado brasileiro, principalmente com serviços relacionados a tecnologias móveis e cloud, e o seu modelo de negócios aderente ao da Equinix foram fundamentais para que tivéssemos a oportunidade de entrar na América Latina e atender a alta demanda por serviços de data center”, afirma Karl Strohmeyer, presidente da Equinix para as Américas.

Crescimento

Um estudo do Banco Mundial, realizado em abril de 2014, aponta o Brasil como a 7ª maior economia do mundo e 2° país com maior demanda por Tecnologia da Informação (TI) entre os emergentes – atrás apenas da China. A Equinix aposta em atender esta forte necessidade por rede, conteúdo e cloud do mercado brasileiro, além de clientes globais que buscam uma rápida expansão para se estabelecer no mercado brasileiro.

Desde 2011, diversos clientes e parceiros Equinix passaram a investir na expansão de infraestrutura de TI para o Brasil – entre eles, Cloudsigma, GlobeNet, Level 3, Orange Business Services e Telefônica. “A parceria entre as três empresas permitiu que a Alog se posicionasse como provedor de data center carrier-neutral líder no Brasil”, diz Francisco Alvarez Demalde, parceiro fundador da Riverwood Capital. “A Alog está pronta para esta nova etapa de crescimento e desejamos que, com esta integração total à plataforma Equinix, a companhia continue esse caminho de sucesso”, acrescenta.

Expansão data center de Tamboré

A Alog anuncia, também, a conclusão da 3ª fase de expansão de seu data center IBX™ em Tamboré, São Paulo. A grande demanda por espaços de Colocation no Brasil antecipou as obras, finalizadas um mês antes da data prevista. O site já recebeu aportes de R$ 60 milhões em suas duas primeiras fases e R$ 52 milhões nesta última etapa.

“A ocupação deste site superou nossas expectativas. As duas primeiras fases já estão completas e acreditamos que o crescimento continuará acelerado”, afirma Eduardo Carvalho, presidente da Alog. “As empresas notam, cada vez mais, a redução de custos gerada por soluções de TI baseadas em nuvem e descobrem novas oportunidade de negócio por meio da interligação da Alog com as 4.500 empresas presentes nos sites da Equinix pelo mundo”, explica.

Tecnologia free-cooling

Com a expansão, o data center terá capacidade para 1.270 racks e total de 3.200 m² de piso elevado. O site é o primeiro no Brasil a utilizar a tecnologia free cooling indireta – que auxilia no resfriamento do ambiente ao utilizar o ar frio externo direto para esfriar o líquido refrigerante, assim ocorre troca de calor e o resfriamento do ar interno do site. Projetado com base em conceitos de TI Verde, o consumo de água no site foi reduzido em 70% e o consumo de energia, em 10%.

O site da Alog em Tamboré já hospeda clientes como Apontador e Maplink, ambas do Grupo LBS Local, empresas que trafegam mais de 40 terabytes por mês e que, desde que contrataram o serviço de colocation da Alog, reduziram os gastos com infraestrutura de TI em até 30%. A Higwinds, multinacional americana de distribuição de conteúdo, rede e serviços IP baseados em cloud, e a Engevix, maior empresa de engenharia consultiva do Brasil, também estão neste data center.

A Alog Data Centers do Brasil é uma das principais operadoras de serviços de data center do País. Atende mais de 1.500 clientes corporativos em seus quatro data centers – todos com certificação SAP Infrastructure Operations Services – nas cidades do RJ, SP e Tamboré. Combinados, eles somam 33 mil m² de área construída com capacidade para mais de 100 mil servidores.

A Equinix possui cerca de 100 datacenters espalhados em 31 mercados estratégicos nas Américas,  EMEA (Europe, the Middle East and Africa) e Ásia-Pacífico com mais de 4 mil clientes, entre companhias, instituições financeiras e empresas de serviços de cloud e de conteúdo digital se conectam cerca de 700 prestadores de serviços de rede. Leia mais em computerworld 25/07/2014

25 julho 2014



Guide compra a consultoria BullMark e expande área atendida

A Guide Investimentos segue com seu plano de expansão nacional. Após comprar a paranaense Omar Camargo em fevereiro e anunciar uma associação com a mineira Geraldo Corrêa na semana passada, a corretora do banco B&IP anuncia hoje a aquisição da consultoria BullMark. Leia mais em ecofinancas 23/07/2014




Catarinense Ordemilk compra operação no Brasil da Boumatic

Com o negócio, a empresa de Santa Catarina acelera processo de atuação nacional

A Ordemilk Ltda (Treze Tílias/SC), concluiu a aquisição das operações da unidade brasileira da fabricante norte-americana de equipamentos para a cadeia do leite Boumatic. Com isso, a Ordemilk ganha fôlego para acelerar o seu processo de expansão nacional e ampliação da linha de produtos, especialmente voltados para médios e grandes produtores de leite. O negócio envolve investimentos iniciais de R$ 5 milhões.

“A Ordemilk tornou-se o maior cliente da Boumatic no Brasil, representando cerca de 50% dos negócios da fabricante norte-americana no país. Com a decisão da indústria de ter um parceiro estratégico no país, decidimos fazer o investimento e ganhar competitividade em linha de produtos e em presença territorial”, explica o diretor-presidente e fundador da Ordemilk, Valdir Milan.

A Boumatic instalou sua unidade no Brasil há menos de três anos e passou a oferecer aos produtores de leite do Brasil mais uma opção de qualidade em equipamentos para ordenha de alto desempenho e refrigeração. Contando com parceiros locais para distribuição, rapidamente a marca posicionou-se no mercado, abocanhando cerca de 30% do segmento de média e alta produção.

“A Boumatic é reconhecida mundialmente por ter equipamentos muito resistentes, confiáveis e com baixa manutenção. Esse pacote agradou os produtores brasileiros. Estimamos que a marca já instalou cerca de 2.500 conjuntos de ordenha, especialmente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Nordeste”, informa Milan.

Há 15 anos no mercado em Santa Catarina e com cerca de 170 funcionários, a Ordemilk conta atualmente com nove revendas próprias de equipamentos e acessórios para a cadeia do leite, incluindo linhas de ordenha, conforto animal, contenção, higienização, resfriamento, manejo de dejetos e vagões forrageiros, entre outras.

“A aquisição da Boumatic é importante para a Ordemilk por vários fatores. Além de contribuir para a expansão rápida da empresa, há uma relevante complementariedade da linha, já que passamos a atuar com competitividade nos projetos maiores”, constata Milan.

O negócio também dá condições para a Ordemilk acelerar o seu processo de atuação nacional. “Com as revendas em SC e PR, não tínhamos condições de atender com a rapidez e a eficiência necessárias os produtores de leite de outras regiões. Quando um produtor solicita um equipamento, é porque ele precisa imediatamente. Entendo isso perfeitamente e o negócio da Ordemilk cresceu muito em razão dessa agilidade. Com a Boumatic, passamos a ter estrutura para avançar rumo ao Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste”, diz o diretor-presidente e fundador. Fonte: AI, adaptado pela equipe feed&food. Leia mais em feedfood 24/07/2014




Syngenta aposta em consolidação do setor de cana no Brasil

O setor sucroenergético brasileiro deve passar por um novo processo de consolidação. Em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o diretor global de cana-de-açúcar da Syngenta, Daniel Bachner, afirmou que pequenos e médios grupos tendem a ser incorporados por empresas maiores, em virtude das dificuldades financeiras.
'Em 2013 chegamos ao limite de nossa moagem. Não temos mais como atender qualquer aumento de demanda. Acho que devemos entrar muito rapidamente em uma nova onda de crescimento', disse ele.

Bachner destacou que o Brasil, hoje, poderia ter problemas sérios com uma eventual disparada do preço do petróleo e, consequentemente, da gasolina. Com muitos carros flex no mercado, o que ocorreria seria uma migração rápida para o etanol, mas o País não teria como atender esse aumento de demanda pelo biocombustível. 'Estamos sentados sobre uma bomba-relógio'.

O executivo avaliou, entretanto, que os produtores já 'mudaram a forma como eles pensam'. 'Não adianta ficar contando com os preço, se vai subir ou cair. Hoje eles buscam aumentar a produtividade e reduzir custos', disse. Uma das principais críticas do setor sucroalcooleiro diz respeito aos subsídios dados pelo governo à gasolina, os quais acabam retirando a competitividade do etanol.

Nova tecnologia
Bachner informou que a Syngenta já firmou um acordo de licenciamento com a canadense New Energy Farms para produzir gemas encapsuladas de cana-de-açúcar para plantio no Brasil, uma tecnologia denominada CEEDS. 'É como se você trouxesse uma semente de cana para ser plantada. Há múltiplas gemas dentro do encapsulamento', explicou. A gema, normalmente, fica em cada nó do colmo da cana e dali brota a nova planta.

Conforme ele, essa tecnologia visa a atender um plantio cada vez mais mecanizado no País. Segundo o executivo, a taxa de multiplicação da cana é mais elevada e o custo por tonelada, menor, quando comparado com as formas tradicionais de plantio, que utilizam mudas. Para a fabricação dessas 'sementes', serão usadas canas produzidas pela biofábrica da Syngenta em Itápolis (SP).

Ainda de acordo com Bachner, o produto precisa, inicialmente, de adaptações e deve ser lançado comercialmente na safra 2016/17, com mercado-alvo de aproximadamente 2 milhões de hectares plantados por ano no Brasil. Ainda não há informações sobre o preço da tecnologia, disse, complementando que, após a consolidação, ela poderá ser enviada a outros países, como México e Guatemala. 'Precisamos de soluções para o plantio comercial', concluiu.  (Agência Estado, 23/7/14) Leia mais em e-usinas 24/07/2014