05 dezembro 2016

Rede de escolas de Lemann procura sócio

Ter o homem mais rico do Brasil entre seus donos não é garantia de recursos a fundo perdido para o grupo de escolas Eleva. Controlada pelo fundo Gera, que tem em Jorge Paulo Lemann seu maior investidor, a Eleva está procurando um sócio para financiar sua expansão. O banco Itaú BBAcoordena o processo.

A Eleva tem 30 000 alunos e uma geração de caixa estimada em cerca de 50 milhões de reais. Segundo executivos que acompanham o processo de venda, seu valor de mercado pode beirar meio bilhão de reais. Procurada, a Eleva não comentou.Tiago Lethbridge Leia mais em exame 05/12/2016

05 dezembro 2016



Intermédica parte para IPO

A empresa de saúde Intermédica está procurando bancos de investimento para assessorar sua abertura de capital, que deverá acontecer em 2017. A Intermédica foi fundada em 1968 e comprada pelo fundo de private equity Bain Capital em 2014 por cerca de 2 bilhões de reais.

Hoje o grupo tem operadoras de planos de saúde e odontológico e é dono de mais de dez hospitais e quase 60 centros clínicos, com faturamento de 3 bilhões de reais em 2015. Com a abertura do capital, a Bain venderá parte de suas ações, mas pretende manter o controle. Procurada, a Intermédica não comentou.Tiago Lethbridge Leia mais em exame 05/12/2016



JBS anuncia plano para fazer IPO nos EUA em 2017 de operações internacionais

A JBS anunciou nesta segunda-feira uma revisão em seus planos de reorganização, prevendo um pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos em 2017 de uma subsidiária na Holanda que vai concentrar todas as suas operações internacionais e da Seara, mantendo a sede do grupo no Brasil.

Pelo novo plano, a empresa quer fazer o IPO da subsidiária JBS Foods International (JBSFI) na bolsa de Nova York no primeiro semestre do próximo ano.

O novo plano ocorre depois que o braço de participações do BNDES, o BNDESPar, vetou em outubro uma reorganização que previa que a sede do grupo seria na Irlanda. A decisão do BNDESPar levou a um forte queda no valor de mercado da companhia.

Sob a JBSFI, a JBS vai colocar todos os seus negócios internacionais e a divisão de comida processada e pratos prontos Seara. Já os negócios de carne bovina no Brasil e atividades relacionadas, bem como a área global de couros, seguirá sendo controlada pela JBS no país, afirmou a empresa em comunicado ao mercado.

A aprovação do Conselho da JBS do novo plano foi unânime, afirmou a empresa em comunicado ao mercado.

A JBSFI vai reunir uma base de ativos que vai da Argentina aos EUA, além de Reino Unido e Austrália. A nova empresa terá 35 bilhões de dólares em receita anual e 115 mil funcionários em mais de quatro continentes, segundo dados de meados deste ano.

O presidente-executivo da JBS SA, Wesley Batista, será presidente do conselho de administração da JBSFI, que terá um colegiado formado por nove membros, a maioria independentes.

A presidência-executiva da subsidiária ficará a cargo de Gilberto Tomazoni, atual presidente global de operações do grupo. A vice-presidência financeira será do executivo Russ Colaco. Por Alberto Alerigi Jr. Reuters Leia mais em yahoo 05/12/2016



São Martinho e Petrobras perto de acordo

A São Martinho deverá anunciar nas próximas semanas a compra da participação de 49% da Petrobras na Nova Fronteira BioEnergia, empresa que controla uma das mais modernas usinas de etanol do país.

A São Martinho é dona dos outros 51% e vai exercer seu direito de preferência. A Petrobras vai levantar cerca de meio bilhão de reais com o negócio — que faz parte de seu programa de venda de ativos. Procuradas, as empresas não comentaram.Tiago Lethbridge Leia mais em exame 05/12/2016



Localiza compra Hertz Brasil por cerca de R$ 337 milhões

"A Localiza continuará operando seus negócios de forma totalmente independente e autônoma", diz a companhia em fato relevante

A Localiza Rent a Car fechou nesta segunda-feira, 5, a compra da Hertz Brasil com a Hertz Corporation. A aquisição tem o seu valor estimado em R$ 337 milhões correspondente ao valor do patrimônio líquido mais a dívida da companhia, que será liquidada após o fechamento da transação.

O valor final será definido de acordo com o balanço da Hertz Brasil a ser levantado na data de conclusão do negócio.

Com a aquisição, a Localiza Fleet assumirá uma frota de cerca de 9.200 carros da Hertz Brasil, que inclui cerca de 3.700 carros no negócio de gestão de frotas.

O segmento de aluguel de carros da Hertz Brasil possui em torno de 5.500 carros e uma rede de 42 agências, sendo 16 localizadas em aeroportos. Essa rede não inclui agências de franqueados.

Como parte da aliança estratégica entre as companhias, a Localiza e a Hertz Corp estabelecerão um acordo global de longo prazo, por meio da celebração de um Brand Cooperation Agreement que inclui, entre outros, o uso da marca combinada Localiza Hertz no Brasil e a utilização, pela Hertz, da marca Localiza nos principais aeroportos dos Estados Unidos e da Europa, considerados destinos de entrada de clientes brasileiros.

A empresa brasileira explica ainda que o acordo prevê também um “Referral Agreement” que estabelece as regras de intercâmbio de reservas inbound e outbound entre a Localiza e a Hertz Corp.

O Brand Cooperation Agreement e o Referral Agreement terão prazo de 20 anos, podendo ser renovados por 20 anos adicionais, a critério das partes.

Por meio do Referral Agreement, os clientes Localiza passarão a ser atendidos globalmente (exceto quanto à América do Sul) pela rede Hertz e os clientes Hertz no Brasil, pela rede Localiza.

A operação não compreende a aquisição de qualquer participação societária na Hertz Corp pela Localiza, ou vice-versa.

“A Localiza continuará operando seus negócios de forma totalmente independente e autônoma”, diz a companhia em fato relevante, ressaltando que a operação compreenderá também o intercâmbio de novas tecnologias, know-how e executivos entre as duas empresas.

A conclusão da operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e durante o período de análise, as companhias continuarão operando de forma independente. Por Estadão Leia mais em exame 05/12/2016



Vale conclui venda de quatro navios à Polaris, por US$ 140 milhões

A Vale informou nesta segunda-feira que concluiu a venda de quatro navios capezise, atualmente operados pela mineradora, para a Polaris Shipping Co., pelo valor de US$ 140 milhões.

O total equivale a US$ 35 milhões por navio, que serão recebidos pela Vale mediante a entrega de cada unidade. Uma das embarcações foi entregue hoje. A entrega das demais está prevista para ocorrer em dezembro deste ano e em janeiro de 2017.

A venda está de acordo com a estratégia da Vale de fortalecer seu balanço e focar nos ativos principais. Fonte Valoronline Leia mais em bol.uol 05/12/2016



Uber compra startup e cria laboratório inteligência artificial

O Uber Technologies fechou acordo para comprar a startup Geometric Intelligence, que ajudará a empresa de transporte compartilhado a criar um novo laboratório de pesquisa sobre inteligência artificial.

A startup tinha 15 funcionários e estava desenvolvendo novas técnicas de aprendizagem de máquina inspiradas em ciência cognitiva que dependem de menos dados. O CEO Gary Marcus, autor de livros e professor de Psicologia e Neurociência da Universidade de Nova York, chefiará a nova iniciativa de pesquisa, chamada Uber AI Labs.

O laboratório reportará a Jeff Holden, diretor de produto do Uber. A unidade tentará melhorar os algoritmos usados pelo Uber para casar motoristas e passageiros e buscará novas técnicas para a construção de carros autônomos. Um porta-voz do Uber preferiu não dizer quanto a empresa investiu para adquirir a startup.

Além de Marcus, os cofundadores da Geometric Intelligence são Zoubin Ghahramani, especialista em aprendizagem de máquina da Universidade de Cambridge, Kenneth Stanley, professor de Ciência da Computação da Universidade da Flórida Central, e o especialista em Neurolinguística Douglas Bemis.

O Uber tem investido fortemente em carros autônomos. A companhia com sede em São Francisco montou uma enorme operação de pesquisa em Pittsburgh. Também contratou professores da Universidade Carnegie Mellon, um dos primeiros polos de pesquisa sobre veículos autônomos e robótica. Neste ano, o Uber comprou a empresa de caminhões autônomos Otto em uma negociação por ações avaliada em até US$ 680 milhões.

A aprendizagem de máquina é um campo da inteligência artificial que permite que os computadores analisem e se adaptem a novos dados sem serem explicitamente programados. O Uber já utiliza essas técnicas para melhorar a forma como os preços respondem à oferta e à demanda e para casar melhor passageiros e motoristas.

Os cálculos para o UberPOOL, o produto de transporte solidário (carpooling) da companhia, podem ser particularmente complicados porque a companhia precisa casar diversos passageiros em diferentes locais com os motoristas mais bem posicionados, atualizando os cálculos à medida que seus carros trafegam. Eric Newcomer (Bloomberg) -- Leia mais embalo.uol 05/12/2016



Analistas reduzem projeção de crescimento da economia

O Itaú Unibanco, que tinha uma das projeções mais otimistas para a economia brasileira no próximo ano, revisou sua estimativa de crescimento de 2% para 1,5%.

Mesmo assim, eles ainda estão consideravelmente acima do consenso do mercado, que projeta 0 98%, segundo a mais recente pesquisa Focus. A estimativa também é mais otimista do que a anunciada pelo governo na semana passada, de 1%.

"A atividade econômica tem decepcionado no curto prazo. No entanto, os fundamentos sugerem alta moderada da demanda e, especialmente importante na atual conjuntura, contribuição positiva dos estoques", diz o banco em relatório. Segundo o Itaú, o PIB deste quarto trimestre deve vir perto da estabilidade. Para o resultado fechado de 2016, a instituição alterou levemente sua previsão, de -3,2% para -3,3%.

Consultoria

A economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro também afirmou que a sua projeção para o PIB de 2017 passou de um crescimento de 1,5%, para uma alta de 0,7%, após a divulgação do indicador do terceiro trimestre.

As principais frustrações vieram do desempenho dos investimentos e da agropecuária. A Tendências esperava que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, investimentos) registrasse queda de 1,5% na margem, mas o indicador recuou 3,1%. Alessandra diz ainda que esperava variação positiva para a agropecuária na margem, porém o setor veio com queda de 1,4%. /Agências - DCI Leia mais em portal.newsnet 05/12/2016



Unimed-BH faz aquisição, reduz custos e eleva lucro

A Unimed-BH fechou a aquisição do Hospital Infantil São Camilo, de Belo Horizonte, por R$ 88 milhões. Além disso, a cooperativa médica investirá R$ 160 milhões na construção de um novo hospital em Betim (MG) e outros R$ 10 milhões num centro médico, na capital mineira.

Com 1,2 milhão de clientes, a Unimed-BH é a maior cooperativa médica do país e deve fechar o ano com faturamento de R$ 4 bilhões e lucro líquido de R$ 246 milhões, o que representa crescimento de 11% e 8%, respectivamente, em relação a 2015.

"Neste ano, conseguimos reduzir fortemente o custo administrativo que representava 8,9% da receita bruta e agora equivale a 7%", diz Samuel Flam, presidente da Unimed-BH. Ele explica que cada um ponto percentual economizado na linha de custo gera um ganho de R$ 40 milhões por ano. Com isso, como houve uma queda de dois pontos percentuais, a economia para a cooperativa foi de R$ 80 milhões, ou seja, o valor equivalente ao investimento da aquisição do Hospital São Camilo.

O modelo de negócio da Unimed-BH é um dos diferenciais em relação aos seus pares. Parte do ganho obtido durante o ano é automaticamente revertida para o caixa da cooperativa mineira e o restante é distribuído para o médico cooperado. Neste ano, a Unimed-BH deve distribuir R$ 246 milhões aos seus 5,6 mil médicos cooperados.

O desempenho vai na contramão do setor de planos de saúde que este ano perdeu cerca de 1,5 milhão de usuários. A Unimed-BH não perdeu clientes, ao contrário, conseguiu aumentar sua participação de mercado na região metropolitana de Belo Horizonte para 50% neste ano.

Além da gestão, a Unimed-BH consegue bom desempenho devido a sua rede própria de hospitais, clínicas e laboratórios. Atualmente, 22% das consultas eletivas, 46% das consultas em pronto-socorro, 9% dos exames e 25% das internações são feitas na rede própria, cujo custo é menor quando comparado ao de uma rede de terceiros credenciados.

Com a aquisição do São Camilo, esses percentuais devem subir. "Vamos centralizar nosso atendimento infantil neste hospital que é praticamente o único em BH para atendimento médico infantil", diz Flam. Hoje, o São Camilo tem 100 leitos em operação, mas há dois andares do hospital que estão fechados e com sua abertura esse número sobe para 150.

Questionado sobre o impacto da crise da Unimed-Rio - que têm tido dificuldade para pagar serviços prestados a seus usuários por Unimeds de outras praças - Flam afirma que há 20 mil clientes da cooperativa carioca morando em Belo Horizonte e usando a sua rede, mas o prejuízo desse contingente é diluído na base de 1,2 milhão de clientes da Unimed-BH.- Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 05/12/2016



Tyson investe US$ 150 milhões em fundo de venture capital

Tyson investe US$ 150 milhões em fundo de venture capital

A Tyson Foods lançou hoje um fundo de venture capital para investir em produtos e serviços de alta tecnologia. Com o aporte inicial de US$ 150 milhões, a empresa de carnes, sediada em Springdale, nos EUA, pretende refinar seu portfólio no país.

Conforme a companhia, a intenção é investir em startups de sucesso em segmentos como embalagens inteligentes e carnes desenvolvidas em laboratórios.

Desenvolver produtos rentáveis e inovadores se tornou importante para a Tyson, que fatura US$ 20 bilhões ao ano e produz um em cada cinco libras de frango, carne bovina e suína produzidos nos EUA.
Entre outras coisas, o fundo irá avaliar fontes alternativas de proteína, como carnes desenvolvidas a partir de plantas, de insetos e de células animais que se auto-reproduzem.

“Olhamos para carnes alternativas como um “e” e não como um “ou” aos produtos convencionais”, disse Monica McGurk, diretora de estratégia da companhia.

A Tyson também se diz interessa em inovações para reduzir o desperdício de alimentos, como embalagens que permitam o alimento a se manter fresco por mais tempo e plataformas de marketing que ajudem os restaurantes a vender alimentos que seriam jogados fora. Algumas dessas startups podem ser adquiridas pela Tyson, ela acrescentou. Fonte: Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint. Leia mais em beefpoint 05/12/2016



Empresas renegociam dívida pela segunda vez

No primeiro ano da Lava Jato, a capacidade financeira das empresas envolvidas na operação foi afetada e o volume de dívidas reestruturadas pelas empresas brasileiras chegou a R$ 100 bilhões. Dois anos depois, com a economia em recessão, crise política atrás de crise política, esse número já está 5 vezes maior e bateu a casa dos R$ 500 bilhões. E com um agravante: as empresas que renegociaram seus débitos nesse período, porque não tinham dinheiro para honrar os pagamentos, continuam sem caixa e estão voltando a bater na porta de seus credores para renegociar o que já tinha sido renegociado.

Os dados são da consultoria Alvarez & Marsal e levam em conta as dívidas com bancos, fornecedores e com a emissão de títulos, como debêntures e bônus externos. Dos R$ 500 bilhões, cerca de R$ 180 bilhões são de dívidas que estão sendo reestruturadas no âmbito de uma recuperação judicial. O restante, R$ 320 bilhões, foi ou está sendo renegociado diretamente com os credores.

"A realidade é que não estamos vendo nenhuma reação da economia e isso faz com que as empresas demorem a recuperar sua capacidade de caixa", diz o presidente da Alvarez & Marsal, Marcelo Gomes. "E a delação da Odebrecht pode contaminar o governo e a política de forma bastante forte."

Neste cenário traçado por Gomes, que ainda inclui um Natal não muito promissor para o varejo, é que as empresas começam a buscar novas rodadas de negociação. É a chamada "reestruturação 2.0". Já há até casos de empresas em "reestruturação 3.0" - em apenas 18 meses, entraram em três renegociações. Um dos casos é da empresa Log In, dona do Terminal Vila Velha, no Espírito Santo. A empresa alongou dívidas com o BNDES em 2015, renegociou financiamentos em maio último e, segundo fontes, já está em nova renegociação. Procurada, não quis comentar.

Walter Malieni, vice-presidente do Banco do Brasil, diz que o problema é que a crise está sendo muito longa, dificultando a vida principalmente das empresas que têm faturamento de até R$ 300 milhões. Para elas, a situação é mais crítica, porque têm pouca alternativa de financiamento, menor capacidade de capital e também menor capacidade de entrar em um processo de fusão ou aquisição. A situação crítica fez até com que os bancos mudassem a forma de renegociar dívidas com as empresas de médio porte. Antes, faziam unilateralmente. Agora, sentam com os outros credores da companhia, em um processo muito parecido com as reestruturações de dívida de grandes empresas.

Para a empresa, a vantagem de uma negociação que reúna todos os credores é que aumenta a chance de conseguir prazo de carência do pagamento das amortizações. Nas grandes renegociações, a carência é comum. Uma das mais emblemáticas foi a da Odebrecht Agroindustrial. A empresa tinha R$ 13 bilhões em dívidas, fluxo de caixa negativo e, portanto, uma dívida impagável. Na reestruturação, conseguiu cinco anos de carência para começar a pagar as parcelas principais, porque os bancos consideraram que esse era o tamanho ideal do ciclo para que a empresa volte a gerar caixa. Mas, em contrapartida, o grupo teve de dar uma de suas empresas mais bem-sucedidas em garantia aos bancos: a Braskem.

A exigência de novas garantias e aval dos sócios é, na maioria dos casos, condição para o início de uma renegociação. Isso significa que, ao entrar em uma nova rodada, as empresas acabam tendo de fazer novas concessões, mais traumáticas. Quando chegam nesta fase, os bancos começam a exigir mudanças radicais, como a troca de comando, de estratégia de negócio e também de processos operacionais, segundo o advogado Pedro Bianchi, do escritório Felsberg, especializado em reestruturações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Josette Goulart Leia mais em mackenziesolucoes 04/12/2016



Indra faz oferta pública para aquisição da Tecnocom

Companhia pagará 4,25 euros por ação da Tecnocom: 60% em dinheiro e 40% em ações em poder da empresa, avaliadas em 9,8461 euros

A Indra, multinacional espanhola de serviços de TI que atua no Brasil, anunciou nesta sexta-feira, 2, uma oferta pública para aquisição de ações equivalentes a 100% do capital da Tecnocom. Para tal, a empresa firmou acordos com acionistas da Tecnocom que representam 52,7% do capital da empresa, cujo valor total é avaliado em 305 milhões de euros.

A fusão das empresas representa, com base nos balanços deste ano, uma receita líquida combinada de 3,14 bilhões de euros e um Ebitda recorrente de 243 milhões de euros (margem EBITDA de 7,7%), além de sinergias anuais totais estimadas em mais de 40 bilhões de euros.

Conforme os termos do acordo, a Indra pagará 4,25 euros por ação da Tecnocom, o que representa um prêmio de 12% em relação à cotação dos papéis no fechamento de 28 de novembro e um ganho de 28% em relação ao preço médio ponderado dos últimos três meses de cotação. A operação será feita por meio de uma oferta mista de dinheiro (60%) e ações da Indra (40%) avaliadas a 9,84 euros.

A Tecnocom é uma companhia espanhola de consultoria em tecnologias da informação e comunicações (TICs) com operações na Espanha, Portugal e América Latina e presença em nove países. A empresa tem mais de 6,5 mil empregados ─ 80% deles na Espanha. Ela forte atuação em negócios disruptivos críticos como sistemas de pagamento (90% das entidades financeiras espanholas são clientes da empresa) e uma importante presença local na América Latina e em outsourcing.

Em comunicado, a Indra diz que, com esta operação, reforça seu negócio de TI, sobretudo em serviços financeiros, um setor com um forte crescimento em soluções de valor agregado, bem como em outros setores de alto potencial. “A operação está totalmente alinhada com a estratégia da Indra de reforçar sua oferta de soluções próprias e em transformação digital, o que é especialmente relevante em soluções de sistemas de pagamento, tanto na Espanha quanto na América Latina”, acrescenta a nota.

Outro aspecto ressalto pela Indra é a base de grandes clientes complementar à sua carteira, o que sugere um alto potencial para o aumento de vendas cruzadas, consolidação em grandes contas e entrada em novos clientes, tanto de serviços financeiros quanto de outros setores. A operação também permitirá que aumente sua exposição ao setor privado, diz a empresa.

A operação está sujeita à aprovação das autoridades competentes, à aceitação de, no mínimo, 50,01% do capital da Tecnocom (excluindo os acordos irrevogáveis assinados por acionistas que representam 52,7% da Tecnocom), à aceitação de, no mínimo, 70,01% do capital social total e à aceitação por parte da assembleia geral de acionistas da Indra do aumento de capital relacionado à transação.

O fechamento do negócio está previsto para o segundo trimestre de 2017. Leia mais em computerworld 04/12/2016