21 setembro 2017

Slack recebe aporte de US$250 milhões e é avaliada em US$5 bilhões

Há apenas dois meses a Reuters afirmou que a Slack Technologies, a empresa de software de São Francisco por trás do aplicativo do mesmo nome, estava no processo de arrecadar US$250 milhões de uma lista de grandes investidores.

De acordo com um novo relatório do Financial Times no domingo, os rumores eram verdadeiros. A Slack realmente elevou US$ 250 milhões dos investidores e, de acordo com o relatório, a maioria vem do Softbank’s Vision Fund. A última rodada coloca o financiamento total da empresa para US$ 841 milhões e sua avaliação em US$ 5,1 bilhões (incluindo o aumento de caixa). Anteriormente, a empresa era avaliada em US$ 3,8 bilhões.

O relatório do FT observa que a Slack continua seu crescimento extraordinário, citando estatísticas do CEO Stewart Butterfield, incluindo crescimento de mais de 100% ao ano e US$200 milhões na receita recorrente anual. “Se fosse há 10 anos, seríamos públicos agora”, diz Butterfield a Richard Waters. (Ele acrescenta que um IPO mais lento virá depois de 2018.)

Em junho, Butterfield disse ao Michal Lev-Ram da Fortune que o papel de Slack – que começou como um serviço de bate-papo em tempo real e agora abrange uma série de recursos para a produtividade do negócio, envolvido em uma interface amigável para o consumidor – continuará expandindo para o que ele chama um “chefe de gabinete virtual” que poderia ajudar com funções como feedback dos funcionários.

“As avaliações de desempenho podem ser tratadas por bots”, ele nos disse. Apenas outro dia em uma das empresas de software de negócios de mais rápido crescimento. Fonte: Fortune Leia mais em Startupi 21/09/2017

21 setembro 2017



EzTec fecha venda de Torre B do EZ Towers

A incorporadora EzTec fechou a venda da Torre B do empreendimento comercial EZ Towers para a Brookfield por R$ 650,382 milhões. As empresas firmaram documentos vinculantes nesta quinta-feira, 21, para realizar a operação.

Pela operação, a EzTec, por meio da sua controlada Garicema, recebeu hoje R$ 15 milhões em sinal. A Brookfield, por meio do EZTB Fundo de Investimento Imobiliários, pagará os R$ 635,382 milhões restantes até o dia 5 de outubro. O valor será corrigido pelos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) a partir de 18 de setembro até a data do pagamento.

Para que a operação seja finalizada, a EzTec deve realizar a liberação de ônus que constam na matrícula da Torre B, e o EZTB precisa finalizar a operação estruturada por meio da qual fará o pagamento previsto para outubro. Leia mais em broadcast.estadao 21/09/2017



Givaudan adquire a divisão de nutrição do Grupo Centroflora

Fortalecimento da oferta global de extratos naturais

A Givaudan, líder mundial em aromas e fragrâncias, anunciou hoje que está adquirindo a divisão de nutrição do Grupo Centroflora como parte da estratégia 2020 para fortalecer a oferta global de extratos naturais e sua presença no Brasil.

A Divisão Nutricional da Centroflora (Centroflora Nutra) fabrica extratos botânicos e frutas desidratadas para os setores de alimentos, bebidas e bens de consumo. Oferece uma grande variedade de extratos de plantas de várias regiões do mundo, com foco especial naquelas provenientes da grande biodiversidade do Brasil. Com sede e uma fábrica em Botucatu, Brasil, a Centroflora Nutra emprega 116 pessoas e exporta produtos em nível mundial.

Gilles Andrier, CEO da Givaudan, disse: “A aquisição da divisão de nutrição da Centroflora se ajusta à estratégia 2020 de expandir a nossa oferta em produtos naturais e está alinhada aos nossos objetivos de sustentabilidade. Oferece uma oportunidade exclusiva de fortalecer a plataforma de abastecimento de produtos naturais para aromas, fragrâncias e cosméticos da Givaudan. O programa abrangente de gestão de sustentabilidade da Centroflora reforçará a contribuição da empresa na preservação do meio ambiente, estimulando o bem-estar das comunidades de onde se originam os recursos e protegendo-as em longo prazo”.

Mauricio Graber, Presidente da divisão de Aromas da Givaudan, disse: “Equilibrar as necessidades dos consumidores de produtos naturais e preservar os recursos é uma prioridade para a Givaudan. A combinação do portifólio de extratos naturais da Centroflora e sua liderança de sustentabilidade, juntamente com nosso amplo patrimônio de fontes naturais e sustentáveis, gerarão inúmeros benefícios para nossos clientes, funcionários e comunidades no Brasil e em todo o mundo”.

Embora os termos do acordo não tenham sido divulgados, a atividade da Centroflora Nutra teria representado cerca de 17 milhões de CHF em vendas adicionais para os resultados da Givaudan em 2017, em base proforma. A Givaudan planeja financiar a operação de recursos existentes e deverá finalizar o processo de aquisição no início de 2018.

Sobre a Givaudan - A Givaudan é líder mundial na criação de fragrâncias e aromas. Através da parceria com empresas de alimentos, bebidas, produtos de consumo e perfumaria a Givaudan desenvolve sabores e essências que encantam os consumidores de todo o mundo. Com paixão em compreender as preferências dos consumidores e buscando sempre inovar, a Givaudan está na vanguarda de criação de fragrâncias e aromas que “envolvem os seus sentidos”. A empresa obteve vendas de CHF 4,7 bilhões em 2016. Sediada na Suíça e presente em mais de 95 localidades, a empresa possui mais de 10 mil funcionários no mundo todo. A Givaudan convida você a descobrir mais no site www.givaudan.com.

Sobre a Givaudan Flavours - O conhecimento abrangente da Givaudan sobre os sabores de cada região do mundo, considerando sua extensa área de atuação, permite parcerias estreitas com os clientes, onde quer que estejam. Com uma abordagem personalizada para cada criação de produto, a Divisão de Aromas da Givaudan é uma curadoria de conhecimento, inovação e criatividade, pronta para surpreender os clientes e consumidores com novas ideias e soluções originais. A Givaudan cria aromas e experiências de sabor que despertam emoções em todos os segmentos-chave, incluindo bebidas, doces, salgados e snacks.  Independentemente da categoria de produto, a grande paixão da Givaudan é fazer de alimentos e bebidas coisas deliciosas. Nós convidamos você a “envolver os seus sentidos” e aprender mais sobre aromas na www.givaudan.com/flavours.

Sobre o Grupo Centroflora - O Grupo Centroflora atua há 60 anos no desenvolvimento e comercialização de extratos vegetais para os segmentos de saúde, nutrição e cuidados pessoais. Maior produtor brasileiro de insumos farmacêuticos de origem vegetal, o Grupo exporta para mais de 70 países e prima pela excelência na produção de extratos provenientes de diversas regiões do planeta, com especial atenção àqueles derivados da biodiversidade brasileira. Emprega cerca de 260 funcionários em suas quatro unidades industriais, nas divisões farmacêutica e alimentícia,  e reafirma seu compromisso com a sustentabilidade por meio do programa corporativo “Parcerias para um Mundo Melhor”, que garante a compra planejada de safras e pagamento justo de espécies botânicas cultivadas por meio de práticas orgânicas e manejo sustentável. O Grupo Centroflora (http://centroflora.com.br) também exercita a responsabilidade social por meio do Instituto FloraVida (http://floravida.org.br/floravida/), que idealiza e executa iniciativas de educação socioambiental com transversais em saúde, meio ambiente e desenvolvimento das comunidades. Leia mais em revistais 20/09/2017
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GRUPO CENTROFLORA REFORÇA INVESTIMENTOS NA ÁREA FARMACÊUTICA

Com a venda da divisão nutracêutica para Givaudan, empresa anuncia investimento de até R$75 milhões na divisão farmacêutica

Botucatu, 20 de setembro de 2017 – O Grupo Centroflora, maior produtor brasileiro de insumos farmacêuticos de origem natural, anunciou nesta manhã a venda da divisão de nutracêuticos (alimentos) para a empresa suíça Givaudan, líder mundial em produção de sabores e fragrâncias.

O acordo, que contou com o Banco Itaú BBA como assessor financeiro exclusivo do Grupo Centroflora e do escritório Lobo&deRizzo como assessor jurídico, deverá ser efetivado no início de 2018. Essa negociação  reforça a estratégia definida pelo Grupo para consolidar as atividades na área farmacêutica, incluindo investimentos da ordem de R$ 75 milhões para a implantação de um centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas, ainda em 2017, e a construção de uma nova fábrica em até três anos.

“O Grupo Centroflora vem implementando práticas e atividades para o fortalecimento de nossa atuação no segmento farmacêutico. O aporte proveniente da negociação fomentará a consolidação das atividades em nosso principal negócio”, afirma Peter Andersen, presidente do Grupo Centroflora. “Aliado a isso, a Givaudan compartilha conosco os mesmo valores de inovação, cuidado com a sociobiodiversidade e desenvolvimento sustentável, por isso acreditamos que será uma transição bastante consistente”, conclui.

O acordo de venda prevê que o negócio será concluído nos primeiros meses de 2018. Após esse período, as duas empresas compartilharão a unidade fabril II de Botucatu (SP), onde hoje são elaborados insumos para os segmentos de nutrição e farmacêuticos (fitomedicamentos), por até cinco anos. As iniciativas de P&D Farma do Grupo deverão ser transferidas para Campinas antes da efetivação do contrato com a Givaudan, garantindo 100% a proteção da propriedade intelectual da Centroflora e seus parceiros. A área de Pesquisa será representada pela empresa de Inovação Radical Phytobios e a de Desenvolvimento pela Diretoria Técnico Cientifica Farma do Grupo Centroflora.

FOCO EM MEDICAMENTOS – Em 2014, o Grupo Centroflora estabeleceu uma sociedade com a alemã CMS Pharma – especializada na produção e comercialização de IFAs (Ingredientes Farmacêuticos Ativos) – para a criação da Centroflora CMS. Empresa que adquiriu da Boehringer Ingelheim uma tecnologia de produção e direitos exclusivos de distribuição de um grupo de IFAs de origem vegetal e já conta com portfólio de oito moléculas comercializadas para mais de 100 empresas em todo o mundo. Em paralelo, iniciou a adequação da unidade farmoquímica do Piauí para a produção de moléculas para comercialização no mercado nacional e exportação.

Ainda em 2014, o Grupo, por meio da empresa de Inovação Radical Phytobios, firmou uma importante parceria com o Laboratório Nacional de Biociências (LnBio), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), para criação de uma plataforma de Drug Discovery em Biodiversidade Brasileira. A plataforma conta com uma biblioteca exclusiva coletada ao longo dos anos em diferentes biomas do Brasil e é considerada uma das mais modernas do mundo. A entrada de parceiros importantes do setor farmacêutico na plataforma motivou a criação de um centro de PDI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) de alta performance em Campinas, nas proximidades da plataforma para potencializar ainda mais a interação com os clientes. Leia mais em centroflora 20/09/2017








Wine.com.br vende participação na Mocoffe para empresário português

Dois anos depois de adquirir uma participação de 40% na Mocoffe, empresa luso-brasileira de produção de máquinas e cápsulas de café, a Wine.com.br vendeu a sua participação para o atual presidente da companhia, o português Ricardo Flores.

O valor do negócio foi mantido em sigilo pelas companhias. Em 2015, a Wine.com.br pagou US$ 24 milhões pela companhia de café... Leia mais em valoreconomico 21/09/2017





Meirelles diz que IPO é uma boa alternativa para Correios

Com um prejuízo de R$ 2 bilhões, os Correios estão na mira da privatização, mas existe uma resistência política em parte do governo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou nesta quinta-feira, 21, que uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) pode ser uma boa alternativa para os Correios, em uma fase prévia a uma privatização total.

Questionado se a operação poderia ser uma privatização ou um IPO, Meirelles disse que isso ainda está sendo estudado.

“As duas hipóteses estão contempladas e o IPO é uma boa alternativa, é sempre um primeiro passo”, afirmou.

Com um prejuízo de R$ 2 bilhões, os Correios está na mira para ser privatizado, mas existe uma resistência política em parte do governo. Há algumas semanas, uma fonte de alto escalão chegou a dizer à Reuters que, às vésperas de uma eleição nacional, não se podia falar em privatizar uma empresa “tão querida” dos brasileiros.

Na quarta-feira, 20, o ministro da Secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco, defendeu também a privatização, alegando que a sociedade não pode manter uma empresa que é deficitária. A tendência maior dentro do governo é, nesse momento, optar pela abertura de capital da empresa.

“É uma coisa que estamos estudando com bastante profundidade, muito cuidado. Como a posição dos Correios, em vários aspectos, é monopolista, então a privatização tem que ser tratada com muito cuidado”, disse Meirelles.

Segundo o ministro, essa questão, no entanto, é cada vez “menos relevante” pelo fato de existiram cada vez mais serviços privados de encomendas altamente competitivos.

“Inclusive é mais uma coisa em termos favoráveis a uma privatização, em um setor mais competitivo e eficiente. No final o que interessa é o bom serviço à população e é isso que estamos esperando. Mas não é uma decisão tomada”, disse Meirelles.

Infraero. O ministro admitiu também que o governo estuda a privatização da Infraero, mas que essa negociação ainda não está “sobre a mesa”, mas afirmou que existe um movimento geral de privatização no governo.

“Isso é uma hipótese mas não estamos ainda em processo decisório, principalmente pela grande quantidade de aeroportos no país que são de cidades pequenas, cidades menores, que são deficitários.”, afirmou o ministro. “É um processo mais complexo, que não está na mesa, não é prioritário no momento. Agora, o movimento geral de privatização existe”.

Meirelles admitiu que as privatizações e concessões ajudam no caixa do governo e têm importância no curto prazo, mas não é o objetivo do governo.

“Sempre existe a geração de caixa, o que é positivo para o ajuste fiscal, mas agora não deve ser a prioridade. A prioridade deve ser garantir um bom serviço e investimento. Isso é o mais importante”, afirmou. Leia mais em estadão 21/09/2017



JSL avalia IPO de negócio de locação e venda de caminhões e máquinas

A empresa de logística JSL informou nesta quinta-feira que avalia abrir o capital do seu negócio de locação e venda de caminhões e máquinas, por meio de uma oferta inicial de ações (IPO) da subsidiária que concentrará tais atividades.

"A JSL contratará instituições financeiras para assessorá-la nessa análise e na determinação dos termos de uma eventual oferta", afirmou a companhia em fato relevante. (Por Aluísio Alves) Reuters Leia mais em dci 21/09/2017



Lala confirma compra da Vigor, da J&F, mesmo sem a Itambé

A mexicana Lala confirmou, em fato relevante enviado à Bolsa do México, que o processo para conclusão da compra da Vigor, da J&F, continua mesmo após a decisão da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda  (CCPR) de recomprar a participação de 50% da Vigor na Itambé Alimentos S.A.

Segundo o comunicado, caso a CCPR conclua de forma satisfatória a aquisição de 50% das ações [da Vigor] da Itambé, o novo alcance da transação seria a aquisição de até 100% das ações da Vigor, por um valor implícito líquido de R$ 4,325 bilhões, considerando vendas líquidas... Leia mais em valoreconomico 21/09/2017



Sócio da BR Malls quer vender 30% de negócio avaliado em R$520 mi

A administradora de shopping centers BR Malls anunciou nesta quinta-feira que seus sócios na Alvear Participações manifestaram interesse em exercer uma opção de venda de 30 por cento no negócio avaliado em cerca de 520 milhões de reais.

A Alvear é dona de 93 por cento do Shopping Catuaí Londrina, 100 por cento do Shopping Catuaí Maringá e do Shopping Londrina Norte e 98,5 por cento do Shopping Catuaí Cascavel.

Segundo o acordo, o exercício da opção de venda depende de a ação da BR Malls superar 18,28 reais. O papel fechou a sessão desta quinta a 14,70 reais, com queda de 1,2 por cento. (Por Aluísio Alves) Reuters Leia mais em dci 21/9/2017



Votorantim Metais faz pedido de IPO em Nova York e Toronto

A Votorantim Metais fez nesta quinta-feira pedido de oferta pública inicial de ações em Nova York e Toronto, com objetivo de acessar uma ampla base de investidores e apostando na recuperação dos preços de zinco, cobre, chumbo e prata.

A controladora Votorantim SA está vendendo uma quantidade não revelada de ações no IPO da Votorantim Metais, que passará a se chamar Nexa Resources e terá sede em Luxemburgo.

Outros termos do IPO, incluindo tamanho ou faixa indicativa de preço não foram informados no pedido.

A Reuters publicou em 10 de abril que a companhia planejava um IPO e em 12 de julho informou que a produtora de metais estava planejando uma oferta de 750 milhões de dólares, que avaliaria a empresa em 4 bilhões de dólares.

O IPO deverá ajudar o grupo Votorantim a reduzir dívida de cerca de 15 bilhões de reais.

A Votorantim e a Votorantim Metais contrataram JPMorgan , Morgan Stanley, Credit Suisse, BMO Financial, Bank of America, Citigroup, Bank of Nova Scotia, Bradesco e Credicorp. (Por Tatiana Bautzer em São Paulo e John Tilak em Toronto) Reuters Leia mais em dci 21/09/2017



Em oferta, Azul vende lote adicional de ações de R$ 113,6 milhões

A companhia aérea Azul conseguiu vender um lote adicional de 4.063.019 ações na oferta subsequente concluída na semana passada, de acordo com comunicado da empresa. Isso representa R$ 113,6 milhões.

Esse montante equivale a 10% da oferta principal, que movimentou R$ 1,136 bilhão. Esses recursos foram para os acionistas da companhia que venderam parcela de suas ações.

Os papéis preferenciais foram vendidos a R$ 27,96. Leia mais em jornalfloripa 21/09/2017



Mercado de fundição aquece e prevê crescimento de 10%

Brasil tem capacidade de produzir 4 milhões de toneladas de peças fundidas, 20% destinadas às exportações; setor deve faturar US$ 8 bilhões neste ano

Depois de um longo e difícil período com seguidas quedas, a indústria brasileira está retomando o seu crescimento. Ela começou o terceiro trimestre melhor do que o esperado e os consultores já fazem uma projeção de recuperação gradual nos próximos meses. Nesse cenário, qualquer índice positivo é comemorado. O mercado de peças fundidas, de acordo com a Associação Brasileira de Fundição (ABIFA), por exemplo, cresceu 7% no acumulado de janeiro a julho últimos e espera encerrar 2017 com um índice 10% maior do que em 2016, puxado principalmente pela demanda da indústria automotiva, que no primeiro semestre ampliou em 23,3% a produção de veículos em comparação com o mesmo período do ano anterior, como aponta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O índice de 10% de crescimento projetado para este ano pode até parecer pequeno, mas é muito comemorado pela ABIFA, que nos últimos três anos só registrou quedas na produção. Em 2014 o setor fechou com 2,737 milhões de toneladas de peças fundidas, caiu para 2,315 milhões no ano seguinte e chegou a 2,102 milhões em 2016. “Nossa expectativa é atingir os mesmos números de produção de 2015. E estamos muito confiantes nisso, pois já registramos sete meses de crescimento em 2017. Sinto que não estamos mais em um voo de galinha, mas vivemos um crescimento sustentável, que gera muito otimismo no mercado de fundição”, afirma Roberto João de Deus, diretor-executivo da ABIFA.

O crescimento sustentável mencionado por Roberto João é sentido pelos números mais recentes do mercado. Em maio, o setor produziu 185,4 mil toneladas de peças fundidas, 6,3% a mais do que o mesmo mês em 2016, quando registrou 178,3 mil toneladas.

Em junho e julho últimos a produção atingiu, respectivamente, 190,8 mil e 195,9 mil toneladas, contra 181,5 e 176,5 mil toneladas nos mesmos períodos do ano passado. O Brasil tem capacidade de produzir, anualmente, 4 milhões de toneladas. Se mantida a produção estimada de 2,3 milhões neste ano, o país se manteria no ranking dos dez maiores mercados de fundição do mundo, que é encabeçado pela China (45,6 milhões de toneladas), seguido pela Índia (10,77 milhões), Estados Unidos (10,39 milhões), Japão (5,4 milhões), Alemanha (5,31 milhões), Rússia (4,2 milhões), Coréia (2,62 milhões) e México (2,56 milhões). Do que o país produz anualmente, cerca de 20% é destinado às exportações, especialmente para o mercado norte-americano (42,5%) e América do Sul (19,3%).

O setor de fundição é a base de toda a indústria e um dos principais termômetros da economia. De acordo com a ABIFA, o Brasil tem 1.167 empresas de fundição, que empregam cerca de 50 mil pessoas, 40% delas atuando com a fundição de ferro, 21% alumínio e 14%, com aço. Outras 25% das companhias trabalham com metais não ferrosos, cobre, zinco e magnésio. Juntas, elas foram responsáveis por gerar uma receita de perto de US$ 6,9 bilhões em 2015, número que se repetiu no ano passado. “Em 2017 devemos fechar com US$ 7,5 bilhões. E estamos muito confiantes em atingir a meta, pois a indústria automotiva, que representa mais de 60% das demandas do nosso setor, deve produzir 2,619 milhões de veículos, segundo a Anfavea, que representa 21,5% mais do que em 2016”, afirma o diretor-executivo da Abifa.

Projeto Foundry Brazil da Apex – Para aproveitar essa retomada do mercado de fundição, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), por meio de um convênio firmado com a ABIFA há 12 anos, promove, entre os dias 26 e 29 de setembro, durante a Feira Latino-Americana de Fundição (FENAF) e o Congresso Abifa de Fundição (CONAF), no Expo Center Norte, em São Paulo, a Rodada de Negócios Internacional no Projeto Foundry Brazil. Na ocasião, compradores de peças fundidas do exterior se reúnem com as fundições nacionais interessadas em aumentar suas exportações ou mesmo se lançar no mercado internacional.

O Projeto Comprador do Projeto Foundry Brazil – Convênio de Cooperação Técnico e Financeiro com a Apex-Brasil, contempla os vários segmentos do setor de fundição, como o automotivo, ferroviário, agrícola, mineração, energia e infraestrutura. Realizada pela última vez na edição de 2013 da FENAF, a Rodada de Negócios da Foundry Brazil registrou na época 151 reuniões entre 42 fundições nacionais e 11 organizações estrangeiras de sete países – Alemanha, África do Sul, Argentina, Canadá, Chile, México e Estados Unidos – que geraram exportações da ordem de US$ 25 milhões.

Todas as empresas cadastradas no Projeto Foundry Brazil são convidadas a participar, representando no mínimo três para cada comprador convidado e tem-se como meta a presença de no mínimo 8 compradores do exterior. Assim serão no mínimo 24 fundições brasileiras participando da ação. De acordo com o gerente-técnico da ABIFA, Weber Gutierres, dos encontros espera-se gerar algo em torno de US$ 20 milhões em negócios, principalmente com representantes de mercados como Estados Unidos, México, Colômbia, Chile e Alemanha. Leia mais em diarioinduscom 20/09/2017



Conheça as métricas que podem ajudar a alavancar o seu negócio

Analisar métricas pode guiar melhor a empresa nas tomadas de decisões e também pode mostrar que o esforço investido no negócio não teve resultados satisfatórios

Os negócios recorrentes, que cobram assinatura ou mensalidade, têm uma dinâmica completamente diferente dos tradicionais. Eles não vendem a propriedade de um produto, mas sim o acesso a um serviço. Em vez de fazer um único investimento inicial, o consumidor faz uma assinatura, com preços mais baratos distribuídos em mensalidades. Para a empresa, além de adquirir o cliente, é preciso focar na manutenção dele, o sucesso depende de maximizar o tempo de permanência do usuário.

Neste mercado, a conquista de cada cliente requer investimentos: em marketing para atraí-lo e em uma equipe de vendas qualificada para o atendimento. Uma das maneiras de saber se o seu negócio está no caminho certo é analisar se o investimento está trazendo o retorno esperado.

Será que o valor que você ganha com cada cliente é realmente maior do que investiu para conquistá-lo?

Para descobrir o investimento e o lucro que cada cliente gera para a empresa é preciso fazer alguns cálculos e considerar algumas métricas. A primeira é o Custo de Aquisição por Cliente (CAC), ela representa o valor que a empresa gastou para adquirir novos clientes. Para encontrá-la, some os gastos, entre vendas e marketing, e divida pelo número de novos contratos no mesmo período.

Para calcular o Tempo de Vida do Cliente (Customer Lifetime), use a Taxa de Cancelamento (Churn Rate), porcentagem de clientes da base que desistem do serviço. Este é o tempo médio que um cliente passa assinando o serviço. Pode ser calculado com a seguinte fórmula: 1/churn rate. Ou seja, se mensalmente 5% dos clientes cancelam o serviço, 1/0.05 = 20. Os clientes passam vinte meses com você.

A Receita Recorrente Mensal (MRR) é a soma da receita acumulada no período. Em planos com pagamentos mensais, o MRR é simplesmente a soma das assinaturas. Já o Ticket Médio é o valor médio que um cliente paga na assinatura. O cálculo é feito dividindo o MRR pelo número de clientes na base.

Em negócios recorrentes, existem fatores que farão o MRR mudar de um mês para o outro: aumento dos clientes da base , aumento dos planos dos clientes já existentes, diminuição dos clientes na base e diminuição dos planos dos clientes já existentes. Usando esses dados é possível calcular o desempenho financeiro da empresa. Some o quanto ele aumentou e divida pelo quanto ele diminuiu. Esse índice tem o nome de Quick Ratio e o ideal é que ele seja maior que 4. Ou seja, para cada 1 real que você perde, você deve ganhar 4. Isso vai indicar que o crescimento da empresa está sendo saudável.

Outra métrica importante é a Margem Bruta, porcentagem que representa o que sobrou da receita, retirados os custos para a produção do serviço, como desenvolvimento, suporte, customer success e infraestrutura.

O Valor de Vida do Cliente (LTV) é o quanto o cliente vai trazer de lucro durante todo o período que ele continuar com a empresa. É calculado fazendo a multiplicação do Ticket Médio com o Tempo de Vida com a Margem Bruta.

Se o seu negócio está dando certo, então o valor de vida do cliente deve ser maior que o custo para adquiri-lo. Uma proporção aceitável é de 3 para 1 – as melhores empresas têm a proporção de 7 para 1. Também é importante medir o tempo que o seu negócio leva para recuperar o Custo de Aquisição por Cliente. O aceitável é não passar de 12 meses – as melhores empresas levam apenas 5 a 7 meses para recuperar.

Se você recupera esse valor em pouco tempo, deve investir mais dinheiro em marketing e vendas. É o momento certo para atrair mais clientes. O objetivo é sempre diminuir o CAC e aumentar o LTV.

Mas não é só isso. Essas métricas mostram quanto dinheiro a empresa gera, não o valor dela para o cliente. Se um serviço é pouco utilizado pelo cliente quer dizer que não é essencial, em pouco tempo será visto como gasto e provavelmente será cancelado.

Para conseguir prever isso é possível usar métricas de engajamento como DAU (usuários ativos diariamente), WAU (usuários ativos semanalmente) e MAU (usuários ativos mensalmente). Ainda mais relevante que a frequência de acesso, medir o uso para aquilo que seu serviço foi criado vai te ajudar a enxergar o real valor que ele tem para seu cliente. Essa será sua métrica estrela-guia. Em serviços de pagamentos, por exemplo, a métrica estrela-guia será o número de transações mensais, no caso de serviços de comunicações, a quantidade de mensagens enviadas no mês.

Analisar métricas pode guiar melhor a empresa nas tomadas de decisões e também pode mostrar que o esforço investido no negócio não teve resultados satisfatórios. Isso pode ser bastante frustrante, mas é preciso saber quando parar, respirar e mudar a direção, analisar o negócio e tomar decisões com base em dados reais e não mais em achismos. Por André Baldini - Vice-presidente de vendas da Superlógica Leia mais em administradores 20/09/2017