22 janeiro 2018

Negócios vinculados a governo aceleram ritmo de fusões no Brasil

Entre as maiores transações já em andamento estão a tentativa da Boeing de assumir o controle da Embraer e a venda de ativos da Petrobras.

A recuperação no volume de fusões e aquisições no Brasil deverá acelerar em 2018, e negócios envolvendo empresas relacionadas ao governo darão impulso ao terceiro ano consecutivo de crescimento.

A eleição presidencial em outubro pode ameaçar as perspectivas de fusões e aquisições no final do ano, mas pelo menos US$ 16 bilhões em transações já estão em andamento para ativos sobre os quais o governo tem influência em qualquer tentativa de compra.

“O primeiro semestre do ano será extremamente ativo, porque os investidores estão acelerando as negociações antes da eleição”, afirmou Alexandre Bertoldi, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados, em entrevista. “Durante o ano, o volume de fusões e aquisições crescerá independentemente do calendário político”, disse Bertoldi, cujo escritório foi o segundo maior assessor jurídico de fusões e aquisições do Brasil por número de transações no ano passado, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Entre as maiores transações já em andamento estão a tentativa da Boeing de assumir o controle da fabricante brasileira de aeronaves Embraer e a venda de ativos da Petrobras, que inclui um gasoduto avaliado em cerca de US$ 6 bilhões. Os negócios envolvendo outros países também continuarão a mostrar força, disse Luiz Muniz, sócio global e chefe do Rothschild para a América Latina. Os acordos desse tipo representaram 78 por cento do volume total de US$ 53,8 bilhões no ano passado, mostram os dados.

As empresas chinesas continuarão sendo as principais compradoras no setor de energia, e companhias internacionais buscarão campos petrolíferos de qualidade, particularmente aqueles da região do pré-sal, de acordo com Marcus Silberman, codiretor de fusões e aquisições na América Latina do Bank of America, principal assessor financeiro na região em 2017. Os setores de saúde, educação e infraestrutura provavelmente estarão entre os mais ativos, disse Silberman.

A Boeing, com sede em Chicago, busca obter o controle da Embraer e ofereceu ao governo brasileiro salvaguardas em relação à unidade de defesa da empresa, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. O governo tem uma “golden share” na Embraer que lhe dá poder de veto em uma mudança de controle. A empresa brasileira tem um valor de mercado de cerca de US$ 4,6 bilhões.

Valor relativo

“O volume de transações provavelmente aumentará, porque a enorme liquidez global eleva as avaliações corporativas, e as empresas latino-americanas continuam sendo relativamente mais baratas”, disse Guilherme Paes, chefe de investment banking do Banco BTG Pactual, o principal assessor de fusões e aquisições no Brasil em 2017. “As situações distressed e a pressão para vender acabaram”, disse Paes, referindo-se às vendas de ativos realizadas por empresas em dificuldades durante a recessão e os escândalos de corrupção no Brasil.

Bruno Amaral, sócio responsável pela unidade de fusões e aquisições do BTG, disse que o retorno do país ao crescimento econômico significa que “as fusões e as aquisições no Brasil estão voltando ao normal”, com mais transações impulsionadas pela economia em expansão. Por Cristiane Lucchesi e Felipe Marques, da Bloomberg Leia mais em exame 22/01/2018

22 janeiro 2018



Bacardi confirma compra do controle da Patrón Tequila por US$ 5,1 bi

A Bacardi Limited anunciou nesta segunda-feira (22) o fechamento de um acordo para adquirir 100% da Patrón Spirits International AG e suas marcas por US$ 5,1 bilhões.

A transação está sujeita às condições habituais de fechamento, diz a empresa, com avaliação de autoridades regulatórias. A Bacardi já tinha uma participação de cerca de 30% na operação desde 2008 segundo a revista "Fortune".

A expectativa é que o acordo seja concluído no primeiro semestre de 2018... Leia mais em valoreconomico 22/01/2018



Grupo SEB adquire controle de Colégio de A a Z no RJ, planeja investir até R$40 mi em 2 anos

O Grupo Sistema Educacional Brasileiro (SEB) anunciou nesta segunda-feira acordo para aquisição do controle societário da escola premium de ensino médio e pré-vestibular Colégio de A a Z, no Rio de Janeiro.

A empresa não revelou os valores do negócio, mas o presidente do Grupo SEB, Chaim Zaher, disse à Reuters nesta segunda-feira que o plano é investir até 2019 entre 30 milhões e 40 milhões de reais na expansão da marca da escola carioca, bem como na introdução de educação bilíngue e novas metodologias.

"Faz cinco anos que estou ensaiando para entrar aqui no Rio de Janeiro com nome próprio, mas é um mercado muito bairrista, então tivemos que entrar com grupo local", contou Zaher, acrescentando que manterá a proposta pedagógica e os quatro fundadores do Colégio A a Z na gestão.

O empresário chegou a ser o principal acionista da Estácio Participações, segundo maior grupo de ensino superior do país, mas foi gradativamente reduzindo sua fatia na empresa e saiu completamente do negócio no segundo semestre de 2017.

Em meados de agosto, Zaher levantou aproximadamente 430 milhões de reais com a venda de cerca de 7 por cento da Estácio para a gestora de fundos de private equity Advent, após o conselho propor uma reforma estatutária que ele classificou como 'ducha de água fria' para os planos de elevar sua participação na companhia.

Com cerca de 45 mil alunos em 39 unidades distribuídas em nove Estados, o Grupo SEB neste momento segue focado na educação básica, mas o executivo ressaltou que a marca do Colégio A a Z pode ser usada no futuro para abertura de cursos superiores no Rio de Janeiro.

Atualmente, a companhia atua em educação superior por meio do Centro Universitário Unidombosco, em Curitiba, e da Escola Paulista de Direito (EPD). De acordo com Zaher, o Grupo SEB ainda aguarda autorização para abrir unidades da Uniseb em Ribeirão Preto (SP) e Rio Preto (SP) em 2019.

"Estamos de olho no ensino superior. Com a venda da Estácio tenho a autonomia e a vontade para montar curso superior, mas diferenciado, não quero concorrer com a Estácio", comentou o empresário.

Além do Rio de Janeiro, ele afirmou que o Grupo SEB também está atento a oportunidades de negócios nas outras capitais brasileiras em que ainda não atua, incluindo Recife, Fortaleza e Porto Alegre.

A aquisição do controle societário do Colégio A a Z, que hoje conta com cerca de 3 mil alunos e oferece do 9º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, se soma a uma série de investimentos feitos nos últimos meses pelo Grupo SEB.

Em fevereiro do ano passado, a companhia assumiu uma participação de 95 por cento nas operações da canadense Maple Bear na América do Sul, em acordo de 160 milhões de reais que deu início à internacionalização do grupo. Por Gabriela Mello (Reuters) - Leia mais em dci 22/01/2018



AIG comprará resseguradora Validus por US$5,56 bilhões

A American International Group informou nesta segunda-feira que comprará a Validus Holdings por 5,56 bilhões de dólares em dinheiro para fortalecer seus negócios de resseguros, na primeira aquisição da companhia sob a gestão do presidente-executivo, Brian Duperreault.

Duperreault, que substituiu Peter Hancock no ano passado, é visto como um especialista em recuperação e prometeu simplificar as operações da AIG e melhorar seu desempenho financeiro.

A oferta de 68 dólares por ação da AIG representa um prêmio de 45,5 por cento em relação ao preço de fechamento da Validus na sexta-feira.

A Validus, por meio de suas subsidiárias, oferece seguros de safra, propriedade e catástrofes. As resseguradoras desempenham papel pouco conhecido, porém importante, na indústria financeira ao assumirem os riscos que são muito grandes ou imprevisíveis para os clientes assumirem.

O acordo deve ser concluído em meados de 2018 e impulsionar imediatamente o lucro por ação e ao retorno sobre patrimônio da AIG.

Citigroup Global Markets, Perella Weinberg Partners e Debevoise & Plimpton assessoram a AIG. Validus está sendo assessorada por J.P. Morgan Securities e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom.

As ações da Validus operam próximo ao preço da oferta, enquanto as da AIG recuavam 1,7 por cento às 13:14 (horário de Brasília). (Por Nikhil Subba e Sweta Singh em Bangalore, Índia) Reuters Leia mais em dci 22/01/2018









Grupo SNEF compra empresa gaúcha Sequor

O grupo francês SNEF, cujo faturamento global, em 2017, ultrapassou € 1 bilhão, acaba de adquirir 51% do capital social da empresa gaúcha Sequor Softwares Industriais, com sede em Canoas. No final da semana passada, executivos da operação Brasil da SNEF estiveram em Porto Alegre para discutir os termos da aquisição. A assinatura formal do contrato acontece nesta terça-feira, quando uma comitiva de executivos da matriz francesa estará em Canoas para formalizar o acordo.

A multinacional - que projeta, desenvolve e integra soluções multitécnicas - quer aproveitar a capacidade de desenvolvimento de softwares de manufatura do player gaúcho. Para isso, nos próximos três anos, pretende investir cerca de US$ 1,6 milhão para criar a nova geração de soluções Sequor voltadas para atender às demandas da indústria 4.0, com todo seu potencial de transformação por meio das novas tecnologias.

"A Sequor tem uma atividade muito complementar à nossa e uma tecnologia realmente diferenciada em relação a tudo que temos visto por aí", comenta o presidente da SNEF do Brasil, o francês Pierre Dussaud. Ele acredita que a aquisição será importante para o avanço da operação do grupo não só na América Latina, mas em mercados mais maduros, como o europeu. "Já temos soluções de automação de chão de fábrica, mas nos faltava expertise para preencher o gap da integração disso com o ERP, que faz a gestão das empresas. E isso eles fazem muito bem, o que vai nos trazer ganhos nos projetos de Indústria 4.0", complementa.

Ao se posicionar mais fortemente nos mercados em que atua, a partir do uso de tecnologias digitais mais sofisticadas, a SNEF Brasil também pretende ver dobrar rapidamente o seu faturamento atual, que gira em torno de R$ 300 milhões. Apesar da crise dos últimos anos, Dussaud revela que a operação conseguiu um bom desempenho e tem intensificado a diversificação da sua atividade, atuando, hoje, nos setores automotivo, de materiais de construção, farmacêutico, alimentício e de infraestrutura. No segmento de transportes, ajudou, com as suas soluções, na construção das Linhas 4 e 15 do metrô de São Paulo. A sede no mercado nacional fica em Belo Horizonte, e a companhia mantém escritórios regionais em cidades como Goiana, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras.

Globalmente, a companhia atua nos setores de energia, desenhos e processos industriais, telecomunicações e Tecnologia da Informação (TI). Com matriz em Marselha, na França, tem mais de 10 mil funcionários distribuídos em 120 filiais.

A Sequor já pensa, agora, nos próximos passos. Fundada em 2005, a empresa é especializada em soluções de softwares para controle e gestão de manufatura, que permitem uma integração total das informações do chão de fábrica com os principais sistemas de ERP do mercado. As informações colhidas no chão de fábrica são repassadas em tempo real para os gestores. Entre os clientes estão Honda Automóveis, Stara, AGCO, Midea-Carrier, Dana e Andreas Stihl, entre outros.

Atualmente, o player gaúcho tem 40 funcionários e um faturamento anual de R$ 7,5 milhões. Porém, o CEO da Sequor, Alpheu Pereira Cardoso, comenta que o plano de negócios para os próximos cinco anos, já realizado junto com a SNEF, vai mudar esses números. "Vamos expandir para mais de 200 funcionários, atendendo clientes localizados em mais de 10 países", projeta.

Com a aquisição, a identidade visual da Sequor deve permanecer, bem como todos os sócios. Nas próximas semanas, será definida a nova configuração da gestão da operação. Uma das ideias da SNEF é reforçar a comunicação da Sequor no painel de clientes globais da corporação. "O propósito de uma empresa como a nossa, com as soluções que desenvolvermos, é ser global. E, agora, isso será possível", comemora Cardoso. - Jornal do Comércio  Patricia Knebel Leia mais em jcrs.uol 21/01/2018



Após tentativa de venda, Caramaru estuda abrir capital

A Caramuru Alimentos, uma das maiores processadoras de grãos de controle brasileiro, estuda abrir seu capital.

A possibilidade passou a ser considerada em virtude do bom momento da bolsa, que voltou a atrair uma nova leva de empresas no país ao pregão. ... Leia mais em valoreconomico 22/01/2018



Sapore prepara oferta para comprar IMC

A Sapore, fornecedora de refeições para empresas, prepara uma oferta para comprar a IMC, dona do Viena, do Frango Assado e da RA Catering, segundo apurou o Valor. A intenção é oficializar a oferta ainda neste mês.

Até o momento, o plano desenhado envolve a criação de uma empresa única, com a incorporação da Sapore pela IMC, com troca de ações entre as empresas. ... Leia mais em valoreconomico 22/01/2018

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IMC diz não ter recebido oferta do grupo Sapore 


A International Meal Company (IMC), dona do Viena, do Frango Assado e da RA Catering, negou, em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o recebimento de oferta de compra pelo grupo Sapore, fornecedora de refeições  para empresas.

Segundo o documento, a IMC não foi contatada pelo grupo ou acionistas. "A companhia esclarece que não foi contatada pelo grupo Sapore ou seus acionistas sobre qualquer oferta pública para aquisição de ações de emissão da companhia, tampouco sobre qualquer operação ou reorganização societária envolvendo a companhia e o ... leia mais em valoreconomico 22/01/2018



Sanofi anuncia compra da Bioverativ, por US$ 11,6 bilhões

A gigante farmacêutica francesa Sanofi, controladora da Medley no Brasil, anunciou hoje um acordo para comprar todas as ações em circulação da norte-americana Bioverativ, por US$ 11,6 bilhões. A expectativa é que a operação seja concluída em três meses.

A Sanofi propôs pagar US$ 105 por cada ação da Bioverativ, o que representa ágio de 64% sobre o preço de fechamento do papel na sexta-feira (19).

A Bioverativ, que gerou vendas de US$ 847 milhões em 2016, é uma biofarmacêutica especializada em terapias para hemofilia e outras raras doenças de sangue.

Segundo a Sanofi, a hemofilia configura hoje o maior mercado de doenças raras, com receitas anuais próximas a US$ 10 bilhões e 181 mil pessoas afetadas mundialmente. Fonte: Dow Jones Newswires.Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 22/01/2018



Grupo controlador da Cabify e da Easy anuncia novo aporte de R$500 mi

Investimento tem como intenção expandir as ações nos 14 países da América Latina e Península Ibérica que a companhia atua

A Maxi Mobility, controladora dos serviços de transporte por aplicativo Cabify e Easy, anunciou nesta segunda-feira uma nova rodada de investimentos no valor de 160 milhões de dólares (500 milhões de reais) para expandir as ações nos 14 países da América Latina e Península Ibérica em que atua.

O aporte no grupo, que opera plataformas de mobilidade para empresas e usuários particulares em mais de 130 cidades e gera cerca de 2 mil empregos diretos, será feito por Rakuten Capital, TheVentureCity, Endeavor Catalyst, GAT Investments, Liil Ventures, WTI, além de investidores locais da Espanha e da América Latina.

"Estamos entusiasmados com o novo grupo de investidores e por continuar a fortalecer nosso relacionamento com a Rakuten Capital”, disse Juan de Antonio, presidente da Maxi Mobility, em nota.

Ainda de acordo com o comunicado, os recursos serão usados para acelerar o crescimento, consolidar a posição de liderança na indústria e impulsionar o desenvolvimento tecnológico e soluções inovadoras.

Em 2017, a Cabify registrou crescimento global superior a 500 por cento em receita bruta e solicitações de corridas, triplicou a base instalada e aumentou o número de viagens em seis vezes na comparação com 2016. Já a demanda na Easy subiu mais de 60 por cento desde que o serviço entrou para o grupo em abril do ano passado, informou a empresa. Reuters Leia mais em dci 22/01/2018



Clínica Fares abre unidade de R$ 30 milhões e refuta rótulo de ‘popular’

Chefiada por um dos fundadores da Marabraz, rede médica inaugura estrutura na Penha e prevê investimentos no ABC e litoral; venda de tecnolgia de prontuários também está no radar

Após investimento de R$ 30 milhões, a Clínica Fares inaugura hoje (22) a quarta unidade da rede, localizada no bairro paulistano da Penha. Apesar da aposta na periferia, a empresa busca descolar-se da imagem popular.

“Prefiro o termo acessível. De popular nós só temos o preço”, afirmou o cardiologista e fundador da rede, Adiel Fares, marcando posição frente ao grande número de alternativas ao sistema tradicional surgidas recentemente. O diferencial da Fares seria a capacidade de resolver mais de 90% das demandas do paciente sem necessidade de encaminhamento para outro polo médico.

Um dos quatro irmãos fundadores da varejista Marabraz, e atuando exclusivamente no ramo da saúde há sete anos, Fares afirma que a rede também será capaz de cobrar apenas 10% ou 20% dos valores praticados por hospitais, mas “sem atender de baciada”. “Meu desejo é ser a maior referência em medicina na periferia.”

Com 3,5 mil metros quadrados (m²) de área total, a unidade da Penha começa a operar com 50 médicos e 86 salas de consulta. Ela se soma à outras três clínicas já em operação e que juntas terão capacidade de oferta de 120 mil horários clínicos/mês. A mais nova delas foi inaugurada em Osasco (região metropolitana de São Paulo) em 2017, enquanto a unidade de Santo Amaro funciona desde 2012.

Atendendo há trinta anos e primeira a ser aberta, a estrutura da Vila Nova Cachoeirinha é a mais popular da rede: de acordo com Fares a movimentação mensal da clínica na zona norte é de 70 mil usuários.

A expectativa do empresário é que a nova unidade na zona leste alcance números ainda maiores, considerando a escassez de alternativas médicas na região. O censo de 2010 indicava uma população de mais de 470 mil pessoas na Penha, quando considerados também os distritos do Cangaíba, Arthur Alvim e Vila Matilde.

A Clínica Fares projeta novas unidades na zona leste em um futuro próximo e já planeja a construção de outra estrutura no bairro de Itaquera – que, por sua vez, contabiliza mais de 520 mil habitantes. Um terreno próximo ao estádio do Corinthians e à estação de Metrô do bairro já está reservado para este fim.

O próximo passo da expansão, contudo, será rumo à Baixada Santista: Fares planeja para maio deste ano a abertura de uma unidade de 2,5 mil m² em São Vicente (SP). Em agosto será a vez de São Bernardo do Campo, no ABC. Neste caso, a estrutura deve contar com 4 mil m² de área total.

Somando as três unidades abertas neste ano e as três já em operação, Fares espera atender 1,5 milhão de pessoas em 2018, passando para 2 milhões no ano que vem. Em 2017, a clínica atendeu cerca de 1 milhão de pacientes. O faturamento da rede ronda os R$ 100 milhões.

O empresário também estuda a possibilidade de desembarcar fora de São Paulo. “Estamos buscando um sócio operador com potencial de investimento para entrar em outros estados”, contou Adiel Fares ao DCI.

A expansão empreendida pela empresa envolveu aporte estimado em R$ 75 milhões e contou com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Tecnologia
Fares também vislumbra a possibilidade de ofertar a tecnologia proprietária de prontuário eletrônico da clínica para terceiros. Desenvolvida após investimento de R$ 5 milhões, a ferramenta já foi comercializada para utilização de algumas clínicas de menor porte.

“Colhemos os exames e mandamos para a nuvem. O paciente fica com a senha e acessa eles de onde quiser”, explica Fares. A ferramenta geraria uma economia de até 30% ao evitar reexames.

A perspectiva do executivo é negociar a solução com seguradoras mas, sobretudo, com a gestão pública. “Queremos vender para a Prefeitura. Avisa para o [prefeito de São Paulo, João] Dória que o meu sistema já está pronto”, brinca Fares. A unificação dos prontuários municipais e estaduais foi uma das promessas do prefeito quando eleito, em 2016. Procurada, a secretária municipal de Saúde não passou maiores informações sobre o tema até o fechamento da edição. HENRIQUE JULIÃO Leia mais em dci 22/01/2018



21 janeiro 2018

Trio de economistas propõe pensar o país

Depois da falta do debate econômico que marcou a disputa ao Palácio do Planalto nas eleições de 2014, um trio de economistas liberais - Ana Carla Abrão, Marcos Lisboa e Vinícius Carrasco - vai lançar em março uma série de artigos sobre os grandes problemas econômicos da atual conjuntura brasileira.

A proposta da Agenda de Política Pública Brasil é fazer o diagnóstico e traduzir os temas áridos para alimentar as discussões (antes e depois das eleições) que tratam das dificuldades com as quais o País convive e que não devem arrefecer, mesmo após eleger o novo presidente da República, governadores e parlamentares. O que se espera, desta vez, é que os candidatos não tenham como fugir do debate diante do tamanho da crise.

O papel de Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, será o de "sounding board", a pessoa que ouve as novas ideias e faz a validação da abordagem e dos temas. O trabalho será publicado pela consultoria Oliver Wyman, sem patrocínio externo, justamente para garantir independência e imparcialidade, afirma Ana Carla Abrão, ex-secretária de Fazenda de Goiás.

"Não podemos deixar que o debate em 2018 passe ao largo dos problemas reais, como foi em 2014. Nossa intenção é trazer os principais temas para o centro do debate público e jogar luz para questões que são fundamentais para que o País supere o atraso", diz Ana Carla, que é sócia da Wyman no Brasil.

O grupo de economistas diz que a iniciativa é apartidária e faz questão de ressaltar que não se trata de um programa de governo com receituário pronto para os candidatos. Em março, serão abordados os seguintes temas: reforma do Estado, equilíbrio fiscal, infraestrutura, bancos públicos, mercado de crédito, educação e segurança pública. Na sequência, serão divulgados trabalhos sobre as reformas tributária e previdenciária.

A iniciativa lembra a "agenda perdida" também elaborada por um grupo de economistas, que trazia um diagnóstico com propostas para o crescimento com maior justiça social e pautou as eleições de 2002, quando o ex-presidente Luiz Inácio da Silva foi eleito. O presidente do Insper Marcos Lisboa, que foi um dos coordenadores do trabalho ao lado de Alexandre Scheinkman e depois secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda de Lula, diz que a atual proposta é diferente.

Linguagem

Segundo ele, os trabalhos vão sistematizar o que a produção acadêmica tem a dizer sobre vários temas, além das experiências públicas já vividas, mas com linguagem mais simples que possa ser útil ao debate nacional. "A maneira de fazer a política pode ser relevante para o sucesso ou fracasso de uma política", avalia. No governo Lula, Lisboa preparou uma agenda de medidas microeconômicas para o crescimento. "O Brasil está vivendo um debate sobre grandes orientações."

Para o economista da PUC-RJ Vinícius Carrasco, não será possível desviar das grandes questões econômicas, como a necessidade de reforma do Estado. "Pelo contrário, os próximos anos serão duros e com escolhas duras", afirma. "Em 2014, se ignorou as questões que eram relevantes e quem ganhou, ganhou perdendo." O economista destaca que é preciso repensar o Estado com a preocupação de distribuição de renda. "Acredito na redução dos subsídios, na abertura comercial, na competição e sou fã do Bolsa Família." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 21/01/2018

21 janeiro 2018



Fundo americano está de olho em 50% do Walmart Brasil

Operação brasileira da rede de supermercados atraiu um novo investidor - e ele não quer ter apenas uma pequena fatia desse bolo.

A operação brasileira da rede de supermercados Walmart atraiu um novo investidor – e ele não quer ter apenas uma pequena fatia desse bolo: cerca de 50% do Walmart Brasil estaria em jogo.

Segundo coluna de Lauro Jardim, de O Globo, o interessado na filial brasileira é o fundo americano de private equity Advent International. A empresa diz ter realizado investimentos no Brasil desde o início das suas atividades em São Paulo, em 1997.

A Advent foca seus investimentos em cinco principais setores: serviços e serviços financeiros; saúde; indústria, incluindo infraestrutura; varejo, consumo e lazer, incluindo educação; e tecnologia, mídia e telecomunicação.

Hoje, o fundo possui 25 empresas da América Latina em seu portfólio. No Brasil, já possui participações em gigantes como EasyInvest, Estácio/Kroton, Fleury e Restoque/Dudalina.

O rumor de compra de participação no Walmart Brasil acontece em um contexto de reinvenção para a operação nacional da rede de supermercados.

Até 2015, o foco da companhia vinha sendo na integração de sistemas de todas as redes compradas no passado. Em 2016, começou um projeto piloto de melhorias nas lojas, que já atingiu 15 unidades.

A marca Walmart passa a predominar e vários ajustes foram feitos na exposição dos produtos e disposição das gôndolas na loja. Recentemente, a rede anunciou a integração entre lojas físicas e e-commerce – antes, as áreas possuíam até escritórios distintos. Por Mariana Fonseca  Leia mais em exame 20/01/2018