30 setembro 2014

7 Princípios dos empreendedores de sucesso

Aceitar as pequenas perdas para se proteger das grandes é uma das tarefas mais difíceis para o empreendedor, quando precisa pular fora, ou seja, saber sair de uma situação complicada, mudar de ramo de negócio, tomar uma decisão, para não ficar preso em um investimento que não deu certo

 1º. Princípio da Confiança. Empreender é sonhar, correr riscos, acreditar. É fazer da queda um passo de dança; do medo, uma escada; do sonho, uma ponte, e vá para onde queira ir. Seja o que você quer ser, porque possui apenas uma vida, e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Jovens empreendedores, homens de negócios são pessoas que sentem, na maioria das vezes, que a vida teria sido mais fácil, se acreditassem mais em si mesmos. Quantas pessoas conhecemos estariam vivendo uma vida bem melhor, se tivessem aproveitado aquela oportunidade que deixaram escapar por falta de confiança!

Henry Ford foi sublime, quando disse: “ Se você acha que pode, ou, se acha que não pode, em geral você está certo”. Quando você acredita que pode fazer alguma coisa, gera uma imagem positiva de sucesso; quando acreditou que você não podia, criou uma imagem negativa, de fracasso. Os eventos são materializações de nossos pensamentos, dos nossos estados de ser.

O Pensamento cria. Pensamento é destino. Quanto mais elevado nossos pensamentos, mais grandiosa será a nossa vida. A falta de confiança pode ser definida com a ausência de fé em nós mesmos, no relacionamento com as outras pessoas. Um jovem estudante pode ser hábil em fazer contas, nos testes de matemática, porém, em muitas ocasiões, sente grande timidez no relacionamento com os colegas de classe e sente medo de falar em público. Quando ainda muito jovem, é comum o sentimento pelo entusiasmo, a busca da curiosidade, do novo, da descoberta e da criatividade. Acontece que os pais e até mesmo os professores reprimem todo esse entusiasmo com limitações, castigos e outras repressões, provocando resultados lastimáveis para toda a vida do jovem.

A marca que um jovem adolescente carrega durante muitos anos de atraso no colégio por falta de apoio dos pais, ou por questões de saúde, pode trazer uma situação de fracasso e confiança perdida. Repetir o ano ou ficar para trás na escola provoca um complexo de inferioridade e sentimento de incapacidade no jovem. Ele precisa de autoconfiança para se tornar uma pessoa de sucesso, começando pelo conceito de si, o conhecimento de si mesmo, não se deixando permitir que nenhuma idéia equivocada domine o centro de sua atenção, de seu projeto de vida.

Confiança é mais do que otimismo. Confiar é saber como se lidará com o pior. Ao iniciar qualquer negócio, você tem um número ilimitado de possibilidades futuras: umas boas e outras más. Tudo pode acontecer. Todo negócio implantado foi fruto do desejo concretizado por alguém que confiou em seu próprio potencial. Você adquire confiança, quando começa a adotar uma conduta ousada, no sentido de fazer as coisas que nunca havia tentado fazer por falta de confiança em seu próprio valor.

Quando o pensamento, a ação, a paixão e a competência trabalham juntos, o resultado é uma obra prima. Você precisa de atitude. Defina bem o caminho a seguir. Somente alcança o sucesso quem antecipadamente sabe o que deve atingir e vai criando estratégias para escalar a montanha. Na jornada da vida, muitos jovens iniciantes possuem desejos, sonhos, mas são poucos aqueles que se propõem chegar ao objetivo dos seus sonhos.

Muitos desistem no meio do caminho, diariamente desperdiçam oportunidades, até renovam promessas, renovam as intenções, mas ficam somente nas intenções e jamais chegam a realizar seus sonhos. A vida é sempre uma escolha. Segundo o filósofo francês Jean-Paul Sartre, o homem é livre por natureza. Somente suas escolhas são a explicação para a realidade, de modo que são as escolhas do homem que constroem sua essência; são essas escolhas que podem interferir de maneira irreversível no mundo, a partir de um projeto de vida pessoal, sendo o homem responsável não só por si próprio, mas, por toda a humanidade.

Quando você sonha, está bem perto da realidade. É só uma questão de tempo. O sonho precisa de um pouco de tempo para se tornar realidade. O sonho se materializa pelos seus pensamentos que criam sua realidade pessoal. O pensamento deriva de seu jeito de sonhar e é a forma na qual você molda o seu destino. Sonhe, aprenda um jeito novo de sonhar, em que o poder da vontade comanda, o poder do amor cria, e o poder da certeza liberta. Sonhe a liberdade e torne-se uma pessoa empreendedora. Lembre-se bem: “uma pessoa sem o sonho é um fragmento perdido no universo”.

É preciso encontrar um “multiplicador de liberdades” que ajude você a controlar sua vida. O que você faz, quando você faz, em que lugar você faz e com quem você faz. Não é preciso uma forma infalível para alcançar o sucesso, mas saiba que existe uma fórmula para o fracasso: “tentar agradar a todos o tempo todo”. Como saber a hora certa para sair do emprego? Não espere tanto tempo para mudar de vida, realizar o seu projeto pessoal, pois as “estrelas nunca estarão perfeitamente alinhadas e os semáforos da vida jamais estarão todos verdes ao mesmo tempo”. O segredo de se ter mais tempo é fazer menos coisas.

Como assim? Perceba que há dois motivos caminhando juntos: o primeiro é quando você aprende a definir uma breve lista de coisas a fazer, e o segundo é definir uma lista de coisas para não fazer. Como saber distinguir o que é prioridade, daquilo que não é relevante para se tornar mais produtivo? Faça então uma pergunta: “ Se essa for a única coisa que eu fizer hoje, ficarei satisfeito com meu dia?” Cuidado! Às vezes, você fica inventando coisas para evitar aquilo que é importante. Quando consegue priorizar suas atividades corretamente, não há necessidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Experimente escovar os dentes, falar ao telefone e responder e-mails ao mesmo tempo.

Com relação aos emails, existe uma estratégia para gerir bem o seu tempo: Confira seus e-mails somente duas vezes por dia, uma vez ao meio-dia, ou então logo depois do almoço e novamente às quatro horas da tarde. Pela manhã, por exemplo, não é produtivo fazer conferência de seus e-mails. Pela manhã até às 11 horas, faça tudo o que for mais importante, e você terá um dia bem mais produtivo.

2º. Princípio da Intuição. A intuição nos negócios transforma-se em um instrumento valioso, desde que tratada com cautela. Não existe nenhuma mágica na intuição. A intuição é fruto da manifestação de uma experiência mental, absolutamente comum, acumulada ao longo de sua experiência em alguma atividade. Intuição nos negócios é o resultado de todas as experiências e informações que acumulamos ao longo da vida.

A intuição é aquele instante de lampejo, de se saber alguma coisa sem se saber como se sabe. As sacadas mais criativas nos negócios e as soluções mais arrojadas dependem de uma dose inicial de intuição. Um homem de negócios tem palpites com muita freqüência; as mulheres de negócios acreditam muito mais na intuição do que os homens.

A intuição pode gerar boas oportunidades. É preciso que você aprenda a usá-las, se for capaz. Cuidado para não desprezar uma intuição valiosa e perder uma grande oportunidade. Mas também, tenha muito cuidado para não confiar em uma intuição, de forma indiscriminada. Quando se diz “só se pode confiar num palpite que possa ser explicado”, está-se afirmando que um certo investimento sem as bases do conhecimento, pode levar você a grandes prejuízos. O maior desafio do empreendedor é separar os palpites que têm valor daqueles que não servem para coisa alguma.

3º. Princípio da Mobilidade.  É o rompimento de laços afetivos, a perda do medo da vida, da realização dos seus sonhos. É a busca pela liberação, escapando de coisas que o prendem a um único lugar. O princípio da mobilidade diz-lhe que não espere o barco afundar, deixando escapar uma grande oportunidade da sua vida, que jamais voltará. É preciso evitar lançar raízes. Em um investimento que não deu certo, não se deixe levar por sentimentos como lealdade ou saudade.

Quando você fica preso às raízes, elas terminam prejudicando seus movimentos. Você se acomoda em um negócio que alcança a curva do declínio do ciclo de vida, e deixa escapar um bom momento de pular fora, vender ou mudar de ramo. Quanto mais você procurar aquela sensação de estar cercado pelo tradicional, de ser um empresário conservador, pelo conhecido e confortável, bem menor será o seu sucesso como empreendedor, inovador, aberto a novos modelos de negócios, criador de novos produtos e de novos mercados.

A regra de ouro do empreendedor que aprendeu o princípio da mobilidade é: “ Jamais hesite em sair de um negócio, se alguma coisa mais atraente aparecer à sua frente”.

4º. Princípio da Esperança.   Aceitar as pequenas perdas para se proteger das grandes é uma das tarefas mais difíceis para o empreendedor, quando precisa pular fora, ou seja, saber sair de uma situação complicada, mudar de ramo de negócio, tomar uma decisão, para não ficar preso em um investimento que não deu certo. Aprender a perder é uma capacidade extraordinária adquirida pelo ser empreendedor, que costuma enxergar o fracasso como uma luz positiva. Diz um velho ditado chinês : “quem espera sempre alcança”. Os chineses antigos não foram bons empreendedores. Muito diferente da China atual, um país cada vez mais rico, que reduz a pobreza de sua população, acreditando nas suas potencialidades e correndo riscos.

O que devemos aprender com os empreendedores chineses:

• Flexibilidade. Esta é uma dimensão competitiva muito bem administrada pelos chineses, através de empresas flexíveis e capazes de se adaptar, utilizando-se da experiência de produção para terceiros, acumulando conhecimento e capital, com o objetivo de lançar produtos próprios na China e no mercado global.

• Foco no mercado de baixa renda. É a estratégia de focar nos segmentos mais pobres, até por conta da falta de capital ou de Know-how. A vantagem competitiva veio do conhecimento profundo do mercado local da baixa renda e do entendimento de como a China está mudando. A essência do negócio é entender as necessidades dos consumidores de baixa renda, que são muito sensíveis ao preço.

• Foco nos mercados intermediários. Os empreendedores chineses começaram vendendo produtos de terceiros, para depois passar a fabricar e criar a própria linha de produtos, concentrando, primeiro, no mercado da zona rural, com a criação e linha de montagem, para depois poder entrar no mercado urbano.

5º. Princípio da Liderança  Como nasce um líder?

A liderança começa com a paixão e a vontade de servir. O verdadeiro líder atende e pratica ações de generosidade, respeito, bondade, humildade, autenticidade, sem orgulho e arrogância; perdão, paciência, honestidade e compromisso. Características comuns de comportamento são encontradas no perfil do líder: honestidade, bom exemplo, compromisso, bom ouvinte, facilidade de conquistar a confiança das pessoas. Saber tratar as pessoas com respeito. Procura formar novos líderes. Tem atitude positiva, muita energia e entusiasmo.

O líder deve ter a capacidade de planejar, executar, ouvir e receber mensagens, decodificar a mensagem. Senso de conciliação, solucionador de conflitos. O líder é uma pessoa confiável, justa e exigente consigo mesmo, assim como os demais. Dar o bom exemplo é muito importante. Para o líder a competência é um processo permanente. Busca conhecimento e aceita formar uma boa equipe. Aprende com os erros, para que não se repitam, sabendo que o fracasso é apenas uma oportunidade para recomeçar, com mais inteligência.

6º. Princípio do Planejamento. Não basta somente planejar. Tem que acompanhar a execução do planejamento. Planejamento e monitoramento sistemáticos ocorrem, quando o empreendedor planeja, dividindo tarefas de grande porte em subtarefas, com prazo definido, monitorando de forma sistemática as ações desenvolvidas para alcanças suas metas. O empreendedor aprende a revisar continuamente seus planos, considerando o resultado alcançado e as mudanças circunstanciais. Na vida e nos negócios, nunca se esqueça de planejar, antes de iniciar qualquer atividade. Quando se inicia um negócio, a busca de informações transforma-se em um exercício fundamental para a elaboração do Plano de Negócios.

Por que escrever um Plano de Negócios? Abre o caminho para a realização de seu projeto de empresa. A grande vantagem de se elaborar um plano de negócios está na força que exerce sobre o empreendedor levando-o, a refletir sobre os objetivos que pretende alcançar e, igualmente importante, no que fará para concretizá-los. Assim, pode-se dizer, de maneira simplificada, que um plano de negócios nada mais é do que um mapa que ajuda o empreendedor a identificar o caminho mais curto e seguro para transformar seu projeto em uma empresa de sucesso.

O primeiro objetivo do plano de negócios deve ser o de ajudar o próprio empreendedor a analisar com cuidado a viabilidade do seu projeto. Ao organizar suas ideias, de maneira formal, o empreendedor acaba conseguindo ter uma visão de conjunto do projeto e consegue evitar a parcialidade que, muitas vezes, prejudica a sua capacidade de julgamento. No caso de uma empresa já constituída, o plano de negócio ajuda o empresário a entender a situação da empresa, ou seja, onde ela se encontra em termos de participação de mercado, tecnologia utilizada e situação financeira. Através dele, podem ser identificadas áreas para melhorar a qualidade da gestão da sua empresa.

7º. Princípio da Inovação. Empreendedorismo é o motor da economia capitalista capaz de promover o desenvolvimento, através da “destruição criativa”, processo definido por Schumpeter, como sendo o impulso que aciona e mantém a chama acesa do sistema capitalista, de uma forma constante, na criação de novos produtos, novos processos, novos mercados. A inovação alcança o produto, a produção e a distribuição.

Para Filion (1991), os empreendedores além de inovadores, são pessoas criativas, e mantêm um alto nível de consciência do ambiente em que vivem para identificar e agarrar oportunidades de negócios lucrativos. Rosival Fagundes Leia mais em administradores 28/09/2014

30 setembro 2014



Grupo Bandeirantes e payleven se unem para alavancar pagamentos digitais

Fusão entre payleven e OnePay, empresa do grupo de mídia, poderá beneficiar mais de 25 milhões de empreendedores e profissionais liberais

O Grupo Bandeirantes e a payleven anunciam a fusão entre as empresas OnePay, serviço de recarga para celular pré-pago (www.onepay.com.br) pertencente ao grupo de mídia, e payleven (www.payleven.com.br), pioneira em soluções de pagamentos móveis de chip e senha. O negócio tem impacto direto em mais de 40 mil estabelecimentos, que passarão a oferecer recarga de pré-pagos no mesmo aparelho em que já realizam transações de débito e crédito, além de mais de 25 milhões de empreendedores e profissionais liberais brasileiros

Com a fusão, a payleven incorporará todas as operações da OnePay. O acordo é restrito ao escritório no Brasil, e inclui ainda um aporte financeiro do Grupo Bandeirantes na empresa. De acordo com as companhias, o processo de integração será conduzido por Adriana Barbosa, fundadora da payleven Brasil.

O objetivo da união no mercado é ampliar a oferta de serviços aos estabelecimentos comerciais. Todos os clientes da payleven, mais de 40 mil usuários ativos, que já aceitam cartões de débito e crédito, por meio do leitor chip&senha, a partir de novembro, eles também poderão efetuar recargas de celulares pré-pagos das operadoras TIM, Claro e Vivo no mesmo aparelho.

Atualmente, a OnePay atinge mais de 2 milhões de brasileiros, e continuará a oferecer recarga de celular por meio dos canais online e URA. O acordo prevê para o próximo ano o lançamento da oferta da carteira digital. Além de fazer recarga em um clique, os usuários poderão adquirir produtos e serviços do Grupo Bandeirantes e empresas parceiras da payleven.

“Ao longo dos últimos anos construímos uma plataforma robusta de captura e processamento de pagamentos, que tinha como objetivo entregar agilidade aos clientes. Com o negócio, passamos a complementar nossa oferta de serviços com recarga e carteira digital. A união irá potencializare acelerar algo que já estava em nosso radar de expansão”, afirma Adriana Barbosa, fundadora da payleven Brasil.

Massimo Tiso, do Grupo Bandeirantes, explica o motivo da fusão e do investimento na payleven. "A payleven, que tem experiência comprovada em tecnologia e execução, vem crescendo constantemente no Brasil, oferecendo aos usuários a possibilidade de alavancar seus negócios. Pensando nisso, o Grupo Bandeirantes resolveu investir na empresa, para juntos democratizarmos os pagamentos móveis no País”, comenta.

A fusão foi assessorada pela U-Start (www.u-start.biz), consultoria global em investimentos com sede na Suíça e escritório em São Paulo, especializada em conectar investidores internacionais a oportunidades de negócios. “Entendemos as necessidades de nossos clientes globais e buscamos os melhores parceiros locais para o crescimento de seus negócios. Nosso alcance internacional foi chave para a concretização do negócio”, disseram Thiago Silveira e Luiz Rinke, responsáveis pela operação da U-Start no Brasil.

Sobre payleven:
A payleven (www.payleven.com.br), empresa de pagamentos móveis presente em países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Espanha, França, Holanda, Itália, Polônia e Reino Unido, permite aos comerciantes, microempresários e profissionais liberais aceitar pagamentos com cartão de débito e crédito por meio de tablets ou smartphones. Além da solução de pagamento, a payleven oferece software que permite fazer a gestão do seu fluxo de caixa.

Sobre o Grupo Bandeirantes:
Um dos maiores conglomerados multimídia do país, o Grupo Bandeirantes está presente na vida dos brasileiros há 76 anos em mais de 30 marcas dos mais diversos segmentos: rádio, TV aberta, TV por assinatura, impresso, web e mídia out of home.

Sobre OnePay:
A OnePay é uma empresa do Grupo Bandeirantes que oferece os serviços de recarga para celular pré-pago e pagamentos eletrônicos. Desde 2010 no mercado, o site tem um conceito que preza pela agilidade e segurança dos dados dos seus usuários, e aceita as principais operadoras do mercado de telefone móvel brasileira: Vivo, TIM e Claro.

Sobre a U-Start:
A U-Start é uma empresa de consultoria global que oferece serviços especializados em facilitar o matching e o investimento entre investidores internacionais baseados principalmente na Europa e empresas com crescimento acelerado. Possui presença em 08 países (Suíça, Itália, Brasil, Chile, México, África do Sul, Rússia e Turquia). Leia mais em maxpressnet 30/09/2014



Karsten vende 25% de seu capital

Depois de participarem da ascensão de mercado da Dudalina e da RenauxView, investidores fazem novos planos para a Karsten, de Blumenau

karsten-350Uma das mais tradicionais indústrias têxteis do Brasil, a Karsten, de Blumenau (SC), teve 25% de seu capital comprado. Os responsáveis pelo negócio são da empresa A.M.A.R, criada pelo ex-sócio da Dudalina e atualmente controlador da RenauxView, Armando Hess, juntamente com seu irmão, Rui Hess, Márcio Bertoldi (também da RenauxView) e o então presidente da Karsten, Alvin Rauh Neto. O investimento é de R$ 40 milhões.

De acordo com o balanço do segundo trimestre da companhia, a Karsten possui um passivo financeiro líquido de R$ 261 milhões. Em entrevista a Estela Benetti, colunista do jornal Diário Catarinense, Armando Hess – que assume como presidente da Karsten –, indicou que uma das primeiras tarefas é equacionar a dívida da empresa. Afirmou também que com a venda da Dudalina para dois grandes fundos de investimento norte-americanos, no final de 2013, o grupo de novos sócios da Karsten está com capital para investir, e que a empresa, fundada em Blumenau há 132 anos, tem grande potencial de mercado.

Em 2006, Armando Hess assumiu a RenauxView em dificuldades e fez da companhia lider no segmento de tecidos de moda no país. No caso da Karsten, Hess considera que entrou em crise por conta de uma política macroeconômica equivocada e que é possível “reinventar” a empresa. A família Karsten permanece com 50% do capital, e as demais ações seguem divididas no mercado, uma vez que a empresa está listada na Bovespa. A empresa tem 2,3 mil funcionários. Leia  mais em amanha 30/09/2014




Cisco investe US$ 1 bilhão na rede Intercloud e anuncia adesão de mais 30 parceiros globais

A Cisco Systems anunciou que mais 30 parceiros globais aderiram a sua chamada Intercloud — a rede de nuvens, de alta performance, que possibilitará o acesso e uso das aplicações nelas hospedadas —, além de um investimento de US$ 1 bilhão feito por meio do seu braço de capital de risco, a Cisco Investments, para acelerar a adoção de nuvens.

A Cisco Intercloud é a infraestrutura que está sendo criada pela fabricante de equipamentos de redes para conectar plataformas de nuvem diferentes, por meio de acesso privado, que, segundo ela, possibilitará o uso das aplicações nelas hospedadas, com segurança e controle.

A British Telecom, DeutscheTelekom, NTT Data e Equinix estão entre os novos parceiros da Intercloud. Além disso, uma série de outras empresas está construindo sistemas e aplicativos compatíveis com a rede de nuvens, afirma a Cisco. A ideia, segundo a empresa, é dar aos clientes uma plataforma híbrida, distribuída globalmente, que oferece escalabilidade "quase infinita", mas com hospedagem local e garantia de soberania de dados.

Além da promessa de segurança, a Intercloud destina-se a servir como "instrumento" para que as empresas a ela conectadas possam cumprir os regulamentos dos países em relação ao tráfego de dados dentro de suas fronteiras. Na Alemanha, por exemplo, onde a privacidade de dados é uma prioridade, esse tipo de tecnologia pode ajudar para que as informações pessoais fiquem longe do alcance do público e dos órgãos de inteligência.

"É importante que esses sistemas tenham uma melhor segurança e controle, pois nossas infraestruturas críticas estarão todas conectadas", disse Robert Lloyd, presidente de desenvolvimento e vendas da Cisco, ao The New York Times. "Eu não acho que nós iremos querer que os dados sejam executados em uma nuvem pública."

"Eu sempre achei a soberania de dados importante", disse Lloyd. "Os eventos dos últimos seis a 12 meses têm acelerado os requisitos para a soberania e privacidade de dados." Ele cita o caso da Deutsche Telekom, que está implantando uma Intercloud para interligar seus data centers na Alemanha, visando atender aos rigorosos padrões de proteção de dados do país.

Outro exemplo é o da British Telecom, que tem data centers em 20 países nos cinco continentes e irá implantar a infraestrutura da Cisco, que, segundo o comunicado que anunciou a parceria, permitirá aos clientes "atender às exigências de conformidade nacionais e os requisitos de segurança, por meio de contratos sob a jurisdição da lei local".

Embora admita que em países como a China, que já pratica a censura na web, e na Turquia, onde no início deste ano o Twitter foi temporariamente proibido, a Intercloud não esteja livre da vigilância dos governos, Lloyd salienta que a rede permitiu um melhor controle dos clientes sobre os fluxos de informação. "Eu sei que há uma preocupação sobre como isso pode ser usado, mas é, sem dúvida, uma resposta à necessidade de proteção de dados." Leia mais em tiinside 30/09/2014



IMC Fato Relevante - Reorganização Societária

A INTERNATIONAL MEAL COMPANY HOLDINGS S.A. (BM&FBovespa: IMCH3) ("Companhia"), em atendimento ao disposto no artigo 157, § 4º da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários ("CVM") nº 358, de 3 de janeiro de 2002 ("ICVM358"), e no Ofício BM&FBOVESPA S.A./GAE 1.942-13 ("Ofício"), vem informar a seus acionistas e ao mercado em geral que:

1. Sumário da Reorganização. A Reorganização compreende:
(i) a cisão parcial da RA Catering Ltda. ("RA Catering"), subsidiária integral da IMC Holdings, 
("Cisão");
(ii) incorporação do acervo cindido da RA Catering pela Pimenta Verde Alimentos Ltda. 
("Pimenta Verde") outra subsidiária integral da Companhia; e, em etapa subsequente, 
(iii) a incorporação da IMC Holdings pela parcela remanescente da RA Catering, que será registrada perante a Comissão de Valores Mobiliários - CVM e listada no segmento especial de listagem "Novo Mercado" da BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, nos termos e prazos previstos na legislação aplicável ("Incorporação").

2. Objetivos. A IMC Holdings esclarece que a Reorganização visa simplificar a estrutura societária do Grupo IMC e melhorar a eficiência em suas operações, inclusive do ponto de vista societário e tributário, sem que haja qualquer alteração de direitos ou participação dos acionistas da IMC Holdings no Grupo IMC.

A RA Catering atualmente é uma sociedade que atua como holding de outras empresas do Grupo IMC e desenvolve, ainda, atividades operacionais pertinentes aos ramos de restaurante, bar, lanchonete, rotisseria, charutaria, fast food, coffee shop, e similares, manipulação e 
industrialização de produtos relativos à alimentação, confeitaria e panificação, exploração de franquias, bem como o fornecimento de alimentos e bebidas a bordo de aeronaves, entre outros. Com a Cisão, a RA Catering permanecerá como holding e continuará a desenvolver as mencionadas atividades.

O documento completo se encontra no site de RI da IMC.

Sobre a IMC
A IMC - International Meal Company (IMCH3) é a maior empresa de alimentação fora do lar com atuação na América Latina. Possui mais de 404 lojas, contando com mais de doze mil colaboradores no Brasil, México, Colômbia, Porto Rico, República Dominicana e Panamá. É detentora de um portfólio de marcas reconhecidas, dentre as quais "Viena" e "Frango Assado". Listada desde 2011 no Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da BM&FBovespa, a IMC opera nos segmentos de Aeroportos, Rodovias e Shopping Centers. Leia mais em portalneo1 30/09/2014



Itaú atinge fatia de 10% no capital da Brookfield

O Itaú Unibanco dobrou sua participação no capital da Brookfield Incorporações. A fatia de fundos geridos pelo banco na incorporadora passou de 5,11% em julho para 10,12%, de acordo com comunicado enviado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Brookfield está em processo de fechamento de capital. A controladora já lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações em circulação a R$ 1,60 cada. Hoje, os papéis fecharam o dia a R$ 1,53 — ou seja, há possibilidades de ganho de 4,6% se os papéis forem comprados a esse valor e vendidos apenas no leilão da OPA, que ainda não tem data marcada.

No documento arquivado na CVM, o Itaú afirma que “a aquisição da tal participação não tem o objetivo de alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da sociedade”. Por Natalia Viri | Valor | Leia mais em ValorEconômico 30/09/2014



ALUPAR - Aquisição de ações Preferenciais Lavrinhas e Queluz

A ALUPAR INVESTIMENTO S.A. ("Companhia" ou "Alupar"), companhia aberta, registrada na CVM sob o nº 2149-0, em atendimento ao disposto na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 358, de 03 de janeiro de 2002, conforme alterada, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em razão da celebração, em 02 de outubro de 2008, dos Instrumentos Particulares de Outorga de Opção de Compra de Ações Preferenciais de emissão de suas controladas Usina Paulista Lavrinhas de Energia S.A. ("Lavrinhas") e Usina Paulista Queluz de Energia S.A. ("Queluz"), entre a Alupar, a Enixe Energias e Participações Ltda. ("Enixe") e o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ("FI-FGTS"), adquiriu a seguinte quantidade de ações preferenciais:

(i) 5.476.046 (cinco milhões, quatrocentos e setenta e seis mil, quarenta e seis) ações preferenciais de emissão de Lavrinhas, detidas pelo FI-FGTS, correspondentes a 50% (cinquenta por cento) da totalidade das ações preferenciais emitidas, pelo valor de R$ 11.297.668,83 (onze milhões, duzentos e noventa e sete mil, seiscentos e sessenta e oito reais e oitenta e três centavos); e

(ii) 5.646.637 (cinco milhões, seiscentos e quarenta e seis mil, seiscentos e trinta e sete) ações preferenciais de emissão de Queluz, detidas pelo FI-FGTS, correspondentes a 50% (cinquenta por cento) da totalidade das ações preferenciais emitidas, pelo valor de R$ 9.426.653,91 (nove milhões, quatrocentos e vinte e seis mil, seiscentos e cinquenta e três reais e noventa e um centavos).

Considerando que, nesta data, a Enixe Energias e Participações adquiriu, respectivamente; (i) 5.476.045 (cinco milhões, quatrocentos e setenta e seis mil, quarenta e cinco) ações preferencias de emissão de Lavrinhas, pelo valor de R$ 11.297.666,77 (onze milhões, duzentos e noventa e sete mil, seiscentos e sessenta e seis reais e setenta e sete centavos) e (ii) 5.646.637 (cinco milhões, seiscentos e quarenta e seis mil, seiscentos e trinta e sete) ações preferenciais de emissão de Queluz, pelo valor de R$ 9.426.653,91 (nove milhões, quatrocentos e vinte e seis mil, seiscentos e cinquenta e três reais e noventa e um centavos), o FI-FGTS deixa de ser acionista das controladas Lavrinhas e Queluz, posto que, com as aquisições, a totalidade das ações preferenciais foram recompradas. Leia mais em Alupar 26/09/2014



Banrisul assina joint venture com Icatu Seguros

O Banrisul informa que assinou nesta terça-feira, 30, o contrato de investimento com a Icatu Seguros para constituição de empresa seguradora de vida e previdência, conforme anunciado em julho. O negócio havia sido antecipado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

O Banrisul vai deter 50% do capital total da nova seguradora, sendo 49,99% das ações ordinárias e 50,01% de ações preferenciais. Já a Icatu Seguros deverá ter 50,01% das ações ordinárias e 49,99% das ações preferenciais. O objetivo dessa parceira é consolidar o Banrisul com uma posição de destaque na comercialização de seguros no Estado do Rio Grande do Sul e na Região Sul, diversificando e aumentando suas fontes de receita.

Segundo o banco informou hoje, a seguradora representa uma evolução no modelo de negócios atualmente praticado pelo Banco, devendo tornar-se "fonte resiliente de receita pelos próximos 20 anos".

A efetivação da operação ainda está sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Superintendência de Seguros Privados. Por Fátima Laranjeira | Estadão Leia mais em Yahoo 30/09/2014



IPO da Ourofino pode girar até R$ 490 milhões

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da OuroFino, que atua no mercado nacional de saúde animal, poderá movimentar até R$ 490 milhões, segundo prospecto preliminar divulgado nesta terça-feira, 30, no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse valor considera o preço da ação no teto do valor proposto e a totalidade das ações, incluindo o lote suplementar e o adicional. A oferta, na Instrução CVM 400, poderá marcar o primeiro IPO no mercado brasileiro neste ano.

O lote principal conta com 13.461.639 ações, sendo que a oferta poderá ser acrescida por mais 20% do total de ações inicialmente ofertadas (2.692.308) e por 15% do lote suplementar (2.019.231). O preço está sendo sugerido na faixa de R$ 26 a R$ 27, a depender do procedimento de coleta de intenções (bookbuilding).

De acordo com o cronograma, o início do período de reserva será do dia 7 a 16 de outubro. Para as pessoas vinculadas o prazo se encerrará no dia 8. O roadshow e o procedimento de bookbuilding será encerrado no dia 17 do próximo mês, mesmo dia que está marcada a precificação das ações. Já o início de negociações das ações na BM&FBovespa está previsto para o dia 21 de outubro.

O documento informa ainda que o fundo de private equity General Atlantic firmou com a companhia um compromisso de investimento para aquisição de R$ 200 milhões em ações ordinárias, o que na prática significa que garantirá o sucesso do IPO. Segundo o prospecto, o acordo utilizou como base o valor da empresa em R$ 1,3 bilhão. Ficou definido, assim, que o preço máximo a ser pago por ação pelo fundo será de R$ 26. "A celebração pelos acionistas controladores da Companhia e pela General Atlantic de um acordo de acionistas da Companhia será eficaz a partir da conclusão do IPO", informa o documento. Por conta desse acordo, o fundo não participará do procedimento de bookbuilding.

A oferta será primária (inicialmente de 1.923.077 ações) e secundária (11.538.462), ou seja, maior parte das ações ofertadas irá para o bolso dos acionistas vendedores. As ações serão negociadas no Novo Mercado, o ambiente de maior governança corporativa da BM&FBovespa. A ação será negociada pelo código OFSA3.

Entre os acionistas vendedores está o BNDESPar, braço de participação do BNDES, que possui atualmente uma fatia de 19,93% de seu capital social. Se for considerada a colocação total das ações, incluindo o lote suplementar e adicional, o BNDESPar passará a deter 10,93%. Já os acionistas sócios fundadores Jardel Massari e Norival Bonamichi, com 36,88% cada, passarão a ter uma fatia de 25,94% cada um.

De acordo com informações que constam no prospecto, são coordenadores da oferta, com esforços de colocação nos EUA, o JPMorgan (líder), o Banco Itaú BBA, o Banco Bradesco BBI e o BB-Banco de Investimentos. Os bancos darão garantia firme de liquidação, comum nas ofertas de ações.
Seca de IPOs

Neste ano, a única operação realizada no Brasil foi a da Oi, uma oferta subsequente (follow-on). A emissão, de cerca de R$ 14 bilhões, fazia parte da fusão da empresa com a Portugal Telecom. No ano passado, entre ofertas iniciais e subsequentes, o volume movimentado foi de R$ 23,4 bilhões.

A Tower For You (T4U), negócio de torres de telefonia de capital israelense, também planeja vir a mercado nesta janela, segundo fontes. Já a JBS Foods, unidade de aves, suínos e produtos industrializados da JBS, que também pretendia realizar o IPO em outubro, decidiu postergar sua oferta. Profissionais do mercado dizem que a volatilidade do período eleitoral vinha afastando os emissores.
Por Fernanda Guimarães | Estadão | Leia mais em Yahoo 30/09/2014



Sequoia Capital, do Vale do Silício, estreia no Brasil

O fundo finalmente anunciou seu primeiro investimento no país, com um aporte de US$ 14,3 milhões

Em 2012, o colombiano David Vélez fez as malas e mudou-se dos Estados Unidos para São Paulo para abrir no país um escritório do fundo de investimento americano Sequoia Capital. Um dos mais conceituados fundos do Vale do Silício, por ter no portfólio empresas como Apple, Google, Instagram e LinkedIn, o Sequoia chegou ao mercado brasileiro gerando grande expectativa.

Cerca de um ano depois, Vélez deixou a Sequoia Capital para investir em um negócio próprio. Na ocasião, o fundo optou por sair do País sem ter feito um único investimento. A dificuldade em encontrar negócios atraentes na região teria sido o principal motivo.

Avessa aos “copycats” (modelos de negócio copiados de outros países), o fundo buscava negócios mais maduros e com menor risco do que o Brasil tinha para oferecer.

Nesta quinta-feira, 25, essa história mudou. A Sequoia Capital finalmente anunciou seu primeiro investimento no País, um aporte de US$ 14,3 milhões em parceria com Kaszek Ventures e o bilionário empreendedor Nicolas Berggruen.

A startup escolhida foi a Nubank, empresa criada por Vélez após sua saída do fundo e que oferece um cartão de crédito que pode ser gerenciado por meio de um aplicativo para smartphone.

“Trabalhei dois anos olhando oportunidades de investimento no Brasil e chegou um momento que quis virar empreendedor. Conversei com a Sequoia e eles me apoiaram.

Vemos no mercado financeiro do Brasil uma oportunidade para várias décadas”, diz Vélez, um engenheiro formado pela Universidade de Stanford com experiência no mercado financeiro, com passagens pelo Goldman Sachs e no Morgan Stanley.

No ano passado, a Sequoia fez discretamente um investimento inicial de cerca de US$ 1 milhão para a montagem da Nubank. “Criamos uma experiência totalmente por smartphone, pensada especialmente para o consumidor jovem que deseja fazer tudo online e não quer falar com gerentes ou ir a agências para resolver um problema”, diz Vélez.

O diretor e sócio da Sequoia Capital Douglas Leone, sexto colocado na lista de “midas” do mercado de venture capital da revista Forbes, é quem está por trás da operação. Ao jornal "O Estado de S. Paulo", ele explicou a escolha pela Nubank.

“O Vélez articulou uma visão muito clara da oportunidade existente no Brasil, que tem uma grande população formada por pessoas com menos de 29 anos de idade e uma indústria financeira concentrada que oferece uma experiência frustrante para aquisição de um cartão de crédito”, afirmou. “O mais importante é que ele não criou uma empresa de cartões de crédito, mas uma empresa de tecnologia”, afirmou.

Como principal acionista, a Sequoia oferecerá suporte tecnológico e sua rede de contatos para a startup, enquanto o fundo argentino Kaszek Ventures, que é investidor da startup Guia Bolso, que oferece um aplicativo de gestão financeira semelhante ao da Nubank, ficará responsável pelo suporte com o mercado local.

“Não temos pressa de crescer. Agora queremos desenvolver o negócio no Brasil e ter certeza de que temos uma tecnologia forte o suficiente antes de expandir para outros mercados”, diz Leone, da Sequoia, que admite estar conversando com pelo menos outras duas startups brasileiras. “Estamos olhando o mercado. Mas ainda é difícil prever o que vai acontecer.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ligia Aguilhar, do Estadao | Leia mais em Exame 26/09/2014



Aprovado negócio entre Lactalis e LBR

Menos de vinte dias após a francesa Lactalis ter protocolado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) o pedido de ato de concentração relacionado à aquisição dos ativos da LBR – Lácteos Brasil, o órgão antitruste aprovou a operação sem restrições. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

A Lactalis adquiriu, por R$ 250 milhões, as unidades de Fazenda Vila Nova, Barra Mansa (inclui a marca DaMatta), Boa Nata (inclui a marca Boa Nata), e os ativos da Poços de Caldas pertencentes à LBR dentro do processo de recuperação judicial da companhia brasileira de lácteos. O grupo francês, que controla a italiana Parmalat S.pA, colocou como condição para o negócio com a LBR a rescisão de todos os contratos de uso de marca da Parmalat pela empresa brasileira. A LBR tinha licença de uso da marca até 2017 no país.

Segundo apurou o Valor, a expectativa da direção da Lactalis é assumir as unidades adquiridas da LBR em meados de outubro.

Além da Lactalis, também compraram ativos da LBR dentro do processo de recuperação judicial a ARC Medical Logística, a Colorado, a Laticínios Bela Vista, a Cooperativa do Vale do Rio Doce e a Agricoop. No total, a LBR colocou à venda 14 unidades produtivas isoladas – a alienação dos ativos foi aprovada em assembleia de credores da LBR no dia 21 de agosto passado.

Contudo, a venda desses ativos ainda não foi homologada pelo juiz Daniel Carnio Costa, da 1a Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, que cuida do processo da LBR. Isso porque ele, de certa forma, condicionou a homologação da venda dos ativos da LBR à aprovação do negócio com a Lactalis pelo Cade.

Num despacho do dia 28 de agosto passado, o juiz Costa afirmara que "fica deferido o prazo de 30 dias para apresentação pela proponente vencedora [Lactalis] do parecer favorável do Cade, bem como para a apresentação de parecer pelo administrador judicial".

O despacho era uma resposta a uma petição do administrador judicial da LBR Ricardo Sayeg, solicitando o período de 30 dias para dar um parecer sobre o processo de venda. Na mesma petição, Sayeg cita como justificativa para pedir os 30 dias para a verificação que "o pilar da estrutura financeira do conjunto de propostas recomendado pelas Recuperandas é a consumação da proposta da Lactalis e respectivo pagamento de R$ 250 milhões, a qual ficou expressamente pendente de aprovação pelo Cade, que conforme o próprio advogado da Lactalis há de se pronunciar em no mínimo 30 dias".

Com a parecer do Cade sobre a venda dos ativos à Lactalis, a decisão sobre a homologação está agora nas mãos do juiz.

Além dos ativos da LBR, a Lactalis também comprou, este mês, a divisão de lácteos da BRF por R$ 1,8 bilhão. Essa operação também terá de ser aprovada pelo Cade. Valor Econômico. Leia mais em alfonsin 30/09/2014



Canadense e Autonomy formam a Golgi, focada em galpões logísticos

A Golgi Condomínios Logísticos, nova empresa no segmento de galpões, começa a mapear potenciais locatários para seus projetos. O foco são grandes clientes finais, como empresas de bens de consumo, que buscam áreas de padrão triple A em regiões próximas a grandes vias de transporte. A Golgi é uma joint venture entre a canadense Cadillac Fairview e o Autonomy Investimentos, que possuem participações de 95% e 5%, respectivamente.

"Nossa intenção foi criar uma plataforma perene que possa se posicionar no setor no longuíssimo prazo", diz o presidente da Golgi e do Autonomy, Roberto Miranda de Lima. A Golgi vai desenvolver projetos, fazer a gestão da construção, locar os galpões e se responsabilizar pela administração predial.

Toda a atuação da Cadillac Fairview - braço imobiliário do Fundo de Pensão dos Professores de Ontário -, no segmento de galpões, no Brasil, será feita por meio da Golgi. O Autonomy, que investe em escritórios comerciais e já prospectou investimentos em galpões, também focou sua presença em condomínios logísticos através da nova empresa.

Em conjunto, Cadillac Fairview e Autonomy se comprometeram a investir R$ 850 milhões no desenvolvimento de galpões, mas há disposição para elevar o aporte caso seja necessário. No momento, os investimentos poderiam ser mais acelerados se a economia estivesse crescendo mais, conforme Lima.

A destinação de R$ 450 milhões já foi definida e será distribuída em três empreendimentos. As obras do primeiro deles, que terá 240 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) em Seropédica (RJ), já começaram, e a previsão de conclusão é março de 2015. Os outros dois projetos previstos serão desenvolvidos nos municípios paulistas de Jundiaí e Mauá.

Os investimentos começam pelos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas a Golgi pretende atuar nacionalmente. Há negociações em curso para compra de terrenos nas regiões Nordeste e Sul. A Golgi vai desenvolver galpões tanto no formato especulativo, ou seja, sem contratos prévios com clientes, quanto no modelo "build to suit", de construção sob medida. A possibilidade de compra de empreendimentos para locação não é descartada.

O executivo diz esperar estabilidade para os preços de locação de galpões daqui para frente. Para driblar o excesso de oferta em algumas regiões, a Golgi tem buscado nichos com menos estoque pronto e em potencial e áreas localizadas próximas a eixos de transporte relevantes para seus potenciais clientes. "Um galpão bem localizado, com volumetria adequada, agrega valor para as empresas", afirma Lima.

A meta de desenvolver projetos eficientes está alinhada ao nome escolhido para a empresa. Ele remete ao complexo de Golgi, um termo comum da Biologia. "O complexo de Golgi é responsável por armazenar, estocar e redistribuir proteínas nas células e é absurdamente eficiente. O nome é condizente com as crenças da empresa", diz o executivo.

O segmento de galpões está no radar do Autonomy há cerca de dois anos. "Naquele momento, o número de competidores profissionais era pequeno. Hoje, o grupo é maior, mas muito poucos têm conhecimento e relacionamento com inquilinos e a indústria em geral", conta Lima.

Em escritórios comerciais, a atuação do Autonomy se manterá com recursos captados de cotistas. Ele diz que acompanha o rumo dos preços dos ativos e dos terrenos para decidir em relação a novas apostas no segmento. O total dos investimentos que está sendo feito em escritórios, de quase R$ 800 milhões, está abaixo do que estava previsto, inicialmente, como consequência da piora das condições de mercado.

No momento, o Autonomy desenvolve dois projetos de escritórios no Rio - na região do Porto Maravilha e na Barra da Tijuca. Em São Paulo, comprou torre próxima à estação de trem Granja Julieta, na zona sul de São Paulo, na qual fará retrofit (reforma). Outra torre também será erguida no local. De acordo com Lima, a previsão é que os empreendimentos serão entregues quando o novo ciclo de alta de escritórios já terá começado. Valor Econômico | Leia mais em invest.sp 24/09/2014