31 agosto 2014

Cias estrangeiras viram saída para private equity

Com o mercado fechado há mais de oito meses para ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil, os fundos de private equity estão buscando alternativas para a rota de desinvestimento. Entre essas opções tem crescido o número de transações envolvendo companhias estrangeiras com interesse em ingressar no Brasil. São investidores estratégicos e até mesmo venda de fundo para fundos, como explica o diretor de Investment Banking do Itaú BBA, Fernando Iunes. "Os fundos (de private equity) continuam captando e trabalham para não serem reféns de uma única rota de saída."

O sócio-fundador da butique de investimentos em M&A (fusões e aquisições) VIB Partners, Celso Paes de Barros, destaca que o interesse dos investidores estrangeiros no Brasil, com olhar de longo prazo, tem se mantido, a despeito da volatilidade notada no mercado financeiro e dos indicadores econômicos no País. "O apetite por Brasil existe. Os preços para aquisições estão mais razoáveis e há interesse de empresas em entrar aqui", diz. Além disso, a onda de consolidação em alguns setores também tem movimentado as atividades de M&A.

"O mercado brasileiro está muito mais sofisticado e há uma série de alternativas intermediárias ao IPO para a saída do private equity. Há hoje um leque de opções", destaca o sócio da área de mercado de capitais do Mattos Filho, Jean Marcel Arakawa.

Dados da Transactional Track Record (TTR) mostram que neste ano até o dia 25 de agosto, os fundos de private equity realizaram 49 operações, sendo que em oito eles estavam na ponta vendedora. Entre elas, já se nota apetite do estrangeiro. A empresa norte-americana Equinix, por exemplo, comprou a participação do fundo Riverwood Capital na Alog Data Centers do Brasil e adquiriu o controle total da empresa. Outra operação com esse perfil foi a aquisição da fatia que os fundos GP Capital Partners V, a BRZ Investimentos e a Berna Participações detinham na Sascar, especializada na gestão de frotas e caminhões, pela francesa Michelin. A Sascar, aliás, foi uma das empresas que chegou a fazer o pedido de registro de IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no ano passado, mas acabou desistindo da operação.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) as aquisições de brasileiras por estrangeiras corresponderam no primeiro semestre por 34,6% do volume total movimentado em fusões e aquisições no Brasil, de R$ 58,6 bilhões. Em número de operações os estrangeiros representaram 45,4%. Já as aquisições entre empresas estrangeiras no Brasil responderam por 9,1%, em valores.

Setores como de TI, varejo e serviços, que têm apresentado crescimento apesar do andamento geral da economia brasileira, estão atraindo os olhares dos investidores estrangeiros, conforme o líder de Private Equity da EY (antiga Ernst & Young), Carlos Asciutti. O especialista destaca, ainda, que se de um lado a escassez de IPOs fecha uma das saídas para os fundos, de outro, acaba criando uma oportunidade de entrada nas empresas. "As empresas que precisam se capitalizar acabaram abrindo as portas para os investidores estratégicos e os fundos de private equity. Com isso os preços também caem", destaca.

No momento do estudo para o investimento já são desenhadas as alternativas para a saída, como lembra o sócio da gestora de private equity Spectra, Renato Absissamra. "Já se faz um panorama dos investidores estratégicos que podem se interessar pelo negócio", diz. Segundo ele, se um fundo incorpora em sua análise somente a opção de saída via IPO, a estratégia pode ser tornar inviável.

Outra característica das investidas por private equity é a implementação de governança corporativa, o que as torna mais atrativas para investimentos estratégicos de fora do Brasil. "Continuamos vendo o interesse do estrangeiro para entrar no Brasil e muitas vezes, por conta do processo de adaptação às regras locais, existe uma preferência em já se comprar algo mais redondo", afirma o sócio da área societária do escritório Mattos Filho, Pedro Withaker Dias. Um determinado nível de controle interno é tido como diferencial pelas companhias estrangeiras, concorda o sócio de advisory da Grant Thornton Brasil, Luciano Bordon.

O sócio da área empresarial, especializado em private equity, do escritório Pinheiro Neto, Henry Sztutman, pondera que no momento os investidores estratégicos se mostram "arredios" e que exatamente por conta disso os fundos estão começando a fazer negócios entre si. "Os fundos de private equity, que têm vivenciado muita competição no próprio setor, estão aumentado o seu cheque", disse.
Neste ano, por exemplo, o fundo General Atlantic vendeu sua participação na Aceco TI para o também fundo de private equity KKR. Sztutman destaca, por outro lado, que os estratégicos, tradicionalmente, fazem melhores ofertas, com melhor prêmio. "O estratégico é um consolidador e tem motivação para pagar mais", lembra. Por Fernanda Guimarães | Estadão | Leia mais em Yahoo 31/08/2014

31 agosto 2014



Empresas pontocom buscam capitalização e oferta de ações

As empresas de internet no Brasil estão em rota de crescimento. No caminho para transformar o alto faturamento em lucro, as pontocom procuram engordar o caixa não só via fundos de private equity, mas também de olho no mercado de capitais.

Um gestor estrangeiro nota que há investidores interessados em ativos de internet que atuem em mercados especializados. O comércio eletrônico é um negócio de alta necessidade de investimento em logística e tecnologia da informação e de grande consumo de caixa. Empresas de nicho, disse essa fonte, têm o benefício de competirem menos intensamente por preço com gigantes globais de varejo eletrônico, como a Amazon.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, as vendas das empresas de e-commerce possuem forte correlação com os investimentos em marketing e por isso, o alto faturamento acaba não se revertendo em lucro. "O faturamento alto de algumas empresas se sustenta por um investimento muito forte em marketing", disse.

O caminho, destaca o especialista, é a empresa conseguir estabelecer uma base sólida de clientes fidelizados, o que permite que o fluxo da loja venha mais naturalmente, diminuindo, assim, o esforço para a realização da venda.

Analistas identificam particularidades no mercado brasileiro, que se transformam numa pressão adicional para as empresas de comércio eletrônico. Durante o 17º Fórum de Varejo da América Latina, o analista Lucas Stella, do Santander Asset Management, considerou que o hábito de parcelamento de compras sem juros afeta o capital de giro dessas empresas e dificulta a avaliação dos negócios por parte de potenciais investidores de ações.

"Vemos muito mais aportes nessas companhias por parte de investidores que tomam mais risco, como venture capital e fundos de private equity", disse, lembrando que hoje há apenas uma companhia do segmento com capital aberto na Bolsa, a B2W. Terra, da SBVC, destaca ainda o "frete grátis", que também acaba criando um peso extra às finanças dessas companhias.

Uma característica das empresas de comércio eletrônico é contar com o aporte de fundos como os de private equity globais. As grandes do e-commerce brasileiro fizeram movimentos recentes nesse sentido. A B2W realizou um aumento de capital com aportes de sua controladora, a Lojas Americanas, e do fundo Tiger Global. Já o Grupo Pão de Açúcar e o Casino estão unindo suas operações de comércio eletrônico para listar a nova empresa, batizada de Cnova, nos Estados Unidos.

O Tiger Global investe também na Netshoes, ao lado de Temasek, IconikCapital, KaszekVentures e o GIC, fundo soberano de Cingapura, que compõem o capital da varejista brasileira de artigos esportivos, tida como provável IPO pelo mercado.

Outra empresa de internet que, segundo fontes, possui grandes chances de abrir capital é a Bebê Store, que já recebeu aportes no ano passado dos fundos de investimento W7 Venture Capital e Atômico. A Wine.com.br, de vinhos, também seria candidata, e já recebeu aportes do e.bricks.

No caso da Dafiti, o Rocket Internet, espécie de financiador de companhias online e de mobilidade em fase pré-operacional, esteve envolvido em sua criação. A Ontário Teachers PensionPlan (OTPP), maior fundo de pensão do Canadá, também ingressou na Dafiti no ano passado. Outro investidor na empresa é o IFC, braço de investimento do Banco Mundial. Por Fernanda Guimarães, Gabriela Vieira e Dayanne Sousa | Estadão | Leia mais em Yahoo 31/08/201



30 agosto 2014

A CVS não desiste da DPSP

FARMÁCIA DA DPSP: mais uma oferta bilionária da americana CVS foi recusada
Os acionistas da Drogaria Pacheco São Paulo (DPSP), segunda maior rede de farmácias do país, estão mesmo dispostos a jogar duro em suas negociações com a gigante americana CVS Caremark.

Em maio, recusaram uma oferta superior a 4 bilhões de reais para vender a companhia. Mas os americanos voltaram à carga em agosto. Depois de uma série de reuniões no país, o vice-presidente financeiro da CVS, James Clark, aumentou a oferta.

Se antes oferecera o equivalente a 13,8 vezes a geração de caixa da DPSP, agora Clark se disse disposto a pagar 15,5 vezes, ou cerca de 5 bilhões de reais.

Os bancos Espírito Santo e Morgan Stanley, que representam os sócios da DPSP, recusaram a oferta. As negociações continuam. Procuradas, a CVS e a DPSP não comentaram. Tatiana Bautzer | Leia mais em primeirolugaronline exame 28/08/2014

30 agosto 2014



Usina Salgado coloca terrenos à venda

PORTO DE SUAPE, EM PERNAMBUCO: a usina não vale nada, já o terreno…
Usinas de açúcar e álcool à venda por valores irrisórios deixaram de ser novidade no Brasil dos últimos tempos. Mas a família pernambucana Queiroz, dona da Usina Salgado, está destoando da crise no setor.

Eles esperam conseguir de 600 milhões a 800 milhões de reais por uma unidade que parou de moer cana há três anos. A maior explicação é que essa é, na verdade, uma transação imobiliária.

A Usina Salgado fica num terreno de 1 500 hectares, localizado ao lado da refinaria Abreu e Lima e perto do porto de Suape, em Pernambuco. Por isso, a FIR Capital, empresa que assessora a venda, não calculou o preço com base no interesse de usineiros, mas de grandes indústrias. A Usina Salgado foi fundada em 1890 e acumula 80 milhões de reais de dívidas. Por Lucas Amorim | Leia mais em primeirolugaronline exame 28/08/2014



Já começou a terapia recessiva nos desequilíbrios

Ex-ministro diz que recessão ajudará a corrigir inflação e contas externas e economia só voltará a crescer em 2016

Para o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, diretor-estrategista da Quest Investimentos, ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações, o resultado do PIB do segundo trimestre mostra que já teve início a "terapia recessiva" para corrigir os desequilíbrios da inflação e do déficit das contas externas.

Ele acha que a economia brasileira só volta a crescer a um ritmo satisfatório em 2016, mas, a partir daí é otimista, desde que a política econômica seja corrigida e a confiança dos empresários restabelecida. Para Mendonça de Barros, apesar do mau momento, a economia brasileira é sólida e tem ativos valiosos, como o grande crescimento dos trabalhadores na formalidade.

O que o sr. achou do PIB do segundo trimestre?

Veio um pouco mais fraco do que pensava, mas na direção prevista. A queda do investimento foi forte, o quarto recuo trimestral. Como os índices de confiança dos empresários estão no chão, era simplesmente uma questão de esperar a queda. O recuo do investimento em relação ao mesmo período do ano passado foi de mais de 11%. O consumo ainda está no positivo, mas já não é tão brilhante quanto em anos anteriores.

O sr. viu algum sinal positivo?

Sim, temos que fazer um ajuste de demanda, e há sinais de que isto começou a ocorrer. As exportações cresceram e as importações caíram, um sinal correto. O deflator do PIB veio em 5,4%, bem abaixo da inflação corrente, outro ponto positivo. E há finalmente sinais de que a Petrobrás começou finalmente a elevar a produção de petróleo, nos números da indústria extrativa. Na verdade, é ótimo, por um lado, que os dados do PIB do segundo trimestre tenham sancionado que entramos numa terapia recessiva necessária para lidar com os desequilíbrios da conta corrente (contas externas) e da inflação.

O governo deve ficar satisfeito, então?

Não, porque na verdade foi uma grande barbeiragem que tenhamos chegado ao trimestre que antecede as eleições com a economia no chão. A presidente Dilma Rousseff vai para a tentativa de reeleição com a economia de joelhos, imagina o escândalo que a imprensa não vai fazer com esse resultado do PIB. Nós íamos caminhar para a terapia recessiva, o governo tentou adiar. Aí, como acontece nas doenças, a recidiva é pior que o primeiro ataque. Para quem gosta de tecnicidades, tivemos dois trimestres negativos, é recessão no conceito mais elementar.

Por que a economia parou de crescer?

Batemos no teto em vários sentidos. Houve esse fantástico processo de formalização do trabalho, que chegou a 70%. A formalização do trabalho abria o acesso ao crédito, mas agora esse motor de crescimento se esgotou. Daqui para a frente, depende do salário real e do aumento do crédito para quem já está incluído. Então não vai mais ocorrer um fenômeno como a multiplicação por três das vendas de automóveis em quatro ou cinco anos. O desemprego bateu no mínimo, começou a pressionar os salários. Já o empresário se vê numa situação clássica em que a oferta passou na frente da demanda. Ele pensa "se não for nesse ano, no próximo entra em recessão". Tem que lidar com estoques e excesso de capacidade e não pensa em investir.

É só por isso que o empresário não investe?

Não, existe também a falta de confiança na política econômica. Há a postura ideológica da presidenta que coloca o Estado como sendo o agente mais importante da economia, o que faz com que interfira demais, prejudicando o setor privado. De qualquer forma, quem acompanhou minimamente a economia nos últimos dois ou três anos sabia que ela tinha que ir para a terapia recessiva. O crédito bateu no teto, o déficit em conta corrente subiu até um nível perigoso.

Como o sr. vê a situação especificamente da indústria?

Aí tem os dois componentes. Em termos conjunturais, como eu disse, a oferta ultrapassou a demanda. E tem o problema da falta de competitividade: durante os anos de boom, a importação abasteceu o crescimento do consumo de bens industriais. Os setores que tem proteção, como o automobilístico, se deram bem e cresceram. Os que não tinham proteção minguaram.

E a economia daqui para a frente?

Só Deus sabe, ou melhor, depende de quem vai ganhar a eleição. Na oferta eleitoral, tem dois candidatos, Aécio e Marina, que mostraram que optariam pela abordagem clássica. Tratariam da conjuntura mantendo por mais algum tempo o ajuste que já começou, e tentariam reverter o pessimismo do empresário via retomada da confiança. Já a Dilma exercitou nos seus quatro anos o software ideológico do PT e deu no que deu. Vai ter que encontrar outro software fora do arco ideológico do partido. A tendência é recessiva também para o ano que vem, e o jogo do crescimento vai ser jogado de 2016 em diante.

E como ganhá-lo?

Com uma política econômica que traga de volta a confiança dos agentes econômicos. Fazendo uma série de ajustes, o crescimento volta naturalmente. O Brasil não está vivendo nenhum desastre. Temos que comemorar essa situação extraordinária para uma economia emergente de ter 70% (dos trabalhadores) na formalidade, é algo que precisamos explorar, coisa que a presidente não conseguiu em quatro anos. Vivemos um fim de ciclo, mas não é algo negativo. Temos uma economia sólida e preparada para receber os estímulos de uma política econômica correta.

O PIB afeta o cenário eleitoral?

Esses números não chegam à maioria da população, mas a ameaça de desemprego e o lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) na indústria automobilística, isso chega. O Lula é visto como responsável pela mudança que incluiu essas pessoas, e a Dilma é vista como alguém que ameaça a continuidade desse processo. Eu concordo. Tem que reconhecer o que o Lula fez e que essa política atual está colocando isso em risco. Por FERNANDO DANTAS / RIO, estadao | Leia mais em msn.estadao 30/08/2014



29 agosto 2014

Fusão cria novo player de TI

A Softforce, Safebus, Sec2b, ConnectForce e LIT anunciaram uma fusão, formando um novo grupo batizado de Welkin com atuação em fábrica de software, segurança da informação e tecnologias para mobilidade urbana e a meta de faturar R$ 13 milhões em 2014.

O grupo reúne as fábricas de software Softforce e ConnectForce, a consultoria de segurança da informação Sec2b, a especialista em tecnologia embarcada Safebus e a LIT, focada em consultoria de processos educacionais.

A Welkin nasce com um quadro composto por mais de 100 funcionários e uma carteira de 80 clientes espalhados pelo Brasil.

O faturamento no ano passado foi de R$ 10 milhões. A nova companhia tem unidades no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Barcelona, na Espanha.

O controle da empresa será dividido entre Adriano Rodenbusch, ex- Softtforce, diretor técnico da Welkin e Giuliano Forlin, ex-Sec2B, diretor comercial. Ambos são os maiores acionistas do novo negócio.

“A nossa estimativa é de redução de custos na casa de 18%, obtida com a fusão, já a partir do ano que vem. Mas o viés será completar a oferta com preços mais agressivos", projeta Rodenbusch.
Não foram feitos aportes extras de capital no novo negócio, apenas a apenas a união dos ativos e das carteiras de clientes.

"Não é uma fusão de empresas iguais, que fazem a mesma coisa. Unimos empresas com produtos e serviços complementares, que não concorrem entre si", salienta Forlin.

Tanto Rodenbusch quando Forlin são jovens empresários. O primeiro fundou sua empresa em janeiro de 2012, vindo da Deep Red, onde era gestor de TI.

Já Forlin fundou a Sec2b em agosto de 2007, vindo da Autoridade Certificadora do Rio Grande do Sul, onde esteve por três anos. Maurício Renner  | leia mais em Baguete 29/08/2014

29 agosto 2014



Wanda, Tencent e Baidu formam joit venture de varejo online

Joint venture de e-coomerce é avaliada em US$ 814 milhões

Baidu: joint venture será 70% detida pela Wanda, enquanto Tencent e Baidu terão 15% cada
Pequim - O grupo chinês Dalian Wanda e a Tencent Holdings disseram nesta sexta-feira que formarão uma joint venture de e-commerce de 5 bilhões de iuanes (814 milhões de dólares) com o Baidu, no momento em que as empresas impulsionam o setor de varejo online de alto crescimento.

A joint venture, que será registrada em Hong Kong, será 70 por cento detida pela Wanda, enquanto os gigantes de internet Tencent e Baidu terão 15 por cento cada, disseram as empresas em comunicados separados.

A China é o maior mercado de varejo online, com o maior participante do mundo, Alibaba, transacionando mais bens do que a Amazon.com e o eBay combinados.

O negócio está estruturado em três anos, disse a Tencent. O investimento inicial pelas três empresas deverá chegar a 1 bilhão de iuanes, afirmou. Paul Carsten, da Reuters | Leia mais em Exame 29/08/2014



Cade aprova operação entre GL e Daneva

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o ato de concentração entre GL Eletro-Eletrônicos Ltda. e Daneva Máquinas e Condutores Elétricos Ltda., sem restrições. Despacho com a aprovação foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 27.

A operação consiste no exercício de direito de compra, pela GL, da parcela restante de 49% das cotas do capital social da Daneva. A GL passa, portanto, a deter a totalidade do capital social da Daneva.

A GL pertence ao grupo francês Legrand e oferta materiais elétricos para baixa tensão utilizados em instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais. A Daneva oferta materiais elétricos como fios e cabos, filtros de linha, extensões elétricos, plugues, prolongadores e adaptadores, entre outros.

Nesse ato de concentração, inserido no mercado relevante nacional de plugues, adaptadores e benjamins, o Cade não verificou sobreposição horizontal ou integração vertical. Foi considerado que a operação não altera as condições concorrenciais. Diante disso, o ato foi aprovado, sem restrições. Por Ayr Aliski | Estadão | Leia mais em yahoo 27/08/2014



Startup Itaro recebe aporte para acelerar crescimento

Aporte foi liderado pelo fundo brasileiro Astella Investimentos, com participação de fundos estrangeiros

A startup Itaro, especializada no comércio online de pneus, acessórios e peças automotivas, anunciou o recebimento de novo aporte. Liderado pelo fundo brasileiro Astella Investimentos e com a participação de fundos estrangeiros: o russo Simile, o ucraniano TA Ventures, o mexicano VARIV e o argentino IG Angels. O valor não foi divulgado, mas foi um aporte Series A.

Com o investimento, a empresa pretende ampliar sua atuação no Brasil, aumentar as opções de produtos, investir em novas tecnologias, expandir a rede de oficinas parceiras e adquirir um concorrente. Hoje, o site tem mais de 500 oficinas parceiras no país e planeja duplicar esse número até o final do ano.

Em comunicado, Edson Rigonatti, sócio-fundador da Astella Investimentos, afirma que o mercado automotivo online tem crescido muito. “O que mais nos impressionou na Itaro foi que a equipe tem construído uma empresa saudável e eficiente nos últimos dois anos, atingindo um sólido faturamento, mesmo recebendo poucos aportes iniciais”, disse.

Fundada em dezembro de 2012, a Itaro oferece mais de mil tipos de pneus e tem planos para trabalhar com uma linha completa de autopeças e acessórios. No ano passado, a startup faturou 10 milhões de reais e a expectativa é de alcançar a marca de 30 milhões de reais até o final desse ano. Por Camila Lam, Leia mais e exame 28/08/2014 




Lojas Americanas podem chegar à drogaria

Há alguns anos as Lojas Americanas namoram, de longe, o mercado de drogarias.

Agora, já podem pensar em noivado.

Na semana passada, ao julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4954), o Supremo Tribunal Federal declarou constitucional uma lei do Acre que permite a venda de produtos de conveniência em farmácias. A decisão foi comemorada pelas drogarias, que poderão faturar mais vendendo desde chocolates até pilhas.americanas

Mas ao acabar com anos de liminares e insegurança jurídica sobre o tema, a decisão do Supremo também abre caminho para as Americanas pensarem em uma aquisição no setor, ou em adaptar suas lojas para incluir a venda de medicamentos.

“Da mesma forma que [as Lojas Americanas] compraram a Blockbuster e botaram a locadora no fundo da loja, por que não ter um balcão e vender genéricos para atrair mais tráfego,” diz um gestor.

Colocar o balcão de medicamentos dentro de uma Americanas não é tarefa simples. “A Americanas teria que se enquadrar na regulamentação de farmácias, incluindo ter um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento, o que pode chegar a cinco por loja. Isto pode custar tanto ou até mais que um gerente da Americanas, e a gente sabe que a cultura da empresa é de custo zero,” diz um executivo do setor.

Outras complexidades vão desde a logística — o transporte de medicamentos exige caminhões refrigerados — até detalhes comezinhos, como o fato de várias Lojas Americanas terem carpete, o que é proibido em farmácias. Além disso, no negócio de farmácia, grande parte dos medicamentos são de baixo giro mas importantes para viabilizar a venda, e o cliente frequentemente deixa de finalizar a compra quando falta um item da lista.

Como essa estratégia “Drogabuster” seria de difícil execução, talvez faça mais sentido a controladora da Americanas partir para a aquisição de uma rede de drogarias.

Aí surge outra complexidade: cada farmácia (cada loja) tem uma licença para operar, vinculada ao CNPJ de sua controladora. Se o CNPJ da rede muda — como resultado de uma aquisição — todas as licenças individuais se tornam inválidas, e as Americanas teriam que recomeçar todo o processo. Uma prova desta complexidade é o avanço tímido das redes de supermercados na estratégia de abrir farmácias dentro de suas lojas.

Uma forma de contornar esse problema seria a Americanas pensar numa “incorporação reversa”, ou seja, em vez da Americanas comprar uma rede de drogarias, a operação seria estruturada de forma que a drogaria incorporasse a Americanas, mantendo assim todas as licenças válidas.

Se decidir fazer uma aquisição, a Americanas pode enfrentar concorrência, já que o mercado de drogarias no Brasil tem atraído a atenção de redes internacionais.

Outro varejista nacional, que até então nunca havia pisado numa farmácia, resolveu investir no negócio: a Ultrapar, dona dos postos Ipiranga, no ano passado pagou 1 bilhão de reais pela rede Extrafarma. Por Geraldo Samor | Leia mais em Veja 29/08/2014



Triunfo Participações e Investimentos (TPI): Aquisição de Fundo de Investimento em Participações

A TPI - Triunfo Participações e Investimen tos S.A. (“Companhia”) (BOVESPA: TPIS3), nos termos da Instrução CVM n.º 358 e em continuidade ao Comunicado ao Mercado divulgado no dia 18 de junho de 2014, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que concluiu a aquisição de 100% das quotas do F undo de Investimento em Participações Constantinopla (“FIP Constantinopla”) pelo valor de R$ 6,0 milhões.

O objeto principal do FIP Constantinopla é o desenvolvimento de parceria com Furnas – Centrais Elétricas S.A. (“Furnas”) para prestação de serviço de operação e manutenção da Usina de Três Irmãos (“Usina”), por meio do Consórcio Novo Oriente (“Consórcio”), que sagrou-se vencedor do leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em 28 de março de 2014.

Com a aquisição das quotas do FIP Constantinopla, Triunfo e Furnas constituíram a Sociedade de Propósito Especifico (SPE), Tijoá Participações e Investimentos S.A. (“Tijoá”) , para operação e manutenção de Usina de Três Irmãos. A Triunfo tem participação de 50,1% e Furnas, 49,9% na SPE. O contrato de concessão da Tijoá com a ANEEL será firmado nos próximos dias.

O novo negócio está alinhado à atuação da Triunfo no segmento de energia elétrica, em que já opera duas usinas hidrelétricas. São Paulo, 26 de agosto de 2014. Sandro Antônio de Lima Diretor de Relações com Investidores Leia mais em econoinfo 26/08/2014



Telefónica espera sinergias de 4,7 bi de euros com a compra da GVT

A espanhola Telefónica acredita que a operação e integração da operadora de banda larga GVT com negócios no Brasil será rentável desde o primeiro dia, em um acordo que proporcionará sinergias de 4,7 bilhões de euros e melhorará em 50 pontos base o crescimento do resultado operacional da controladora até 2016.

Do total esperado de sinergias, 3,2 bilhões de euros virão de menores gastos e investimentos e o restante de melhoras fiscais e economias financeiras.

A transação, prevista para ser concluída em meados de 2015, colocará a subsidiária brasileira da empresa espanhola como o principal operador integrado com a maior quota de mercado em termos de receitas e número de acessos no mercado brasileiro.

Na quinta-feira, o grupo de mídia francês Vivendi anunciou ter entrado em negociações exclusivas com a Telefónica para a venda da GVT no Brasil, escolhendo a oferta da empresa espanhola em detrimento da apresentada pela Telecom Italia.

A oferta da Telefónica valoriza a empresa em 7,45 bilhões de euros, dos quais 4,66 bilhões são em dinheiro e o restante ao equivalente de 12 por cento das ações da empresa combinada.

A Vivendi pode substituir 4,5 por cento das ações da nova empresa por ações ordinárias da Telecom Italia equivalentes a 8,3 por cento dos direitos de voto na italiana. (Por Andrés González) Reuters | leia mais em Uol 29/08/2014