31 março 2015

ALL vende fatia na Ritmo Logística para Novo Oriente por R$ 55 mi

A ALL, América Latina Logística (ALLL3), informou na segunda-feira (30) que sua subsidiária ALL Intermodal vendeu a totalidade de sua fatia na Ritmo Logística à Novo Oriente Participações por R$ 55 milhões.

A Novo Oriente passará a deter 100% das ações de emissão da Ritmo. O pagamento será feito em 66 parcelas mensais e consecutivas, corrigidas de acordo com a variação do IGP-M Índice Geral de Preços do Mercado), sendo que a primeira parcela terá vencimento no último dia útil de janeiro de 2016. O acordo precisará passar por análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Deixe sua opinião (Com Reuters) Leia mais em Uol 31/03/2015

===========
Fato Relevante A ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA S.A. (BM&FBOVESPA: ALLL3) (“ALL”), em atenção ao estabelecido no artigo 2º da Instrução CVM n° 358/2002, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou nesta data contrato de compra e venda (“Contrato de Compra e Venda”) por meio do qual sua subsidiária integral ALL – América Latina Logística Intermodal S.A. (“ALL Intermodal”) alienou a totalidade de sua participação acionária na Ritmo Logística S.A. (“Ritmo”) à Novo Oriente Participações Ltda., (“Novo Oriente”) que passará a deter 100% (cem por cento) das ações de emissão da Ritmo.

Sujeito a disposições do Contrato de Compra e Venda, o preço total a ser pago pela Novo Oriente à ALL Intermodal será de R$ 55.000.000,00 (cinquenta e cinco milhões de reais em 66 (sessenta e seis) parcelas mensais e consecutivas, corrigidas a partir da presente data de acordo com a variação do IGP-M, sendo que a primeira parcela terá vencimento no último dia útil de janeiro de 2016.

O Contrato de Compra e Venda prevê termos e condições usuais para este tipo de operação, incluindo a necessidade de aprovação prévia por eventuais terceiros, como é o caso do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE. A Companhia manterá seus acionistas e o mercado informado acerca da matéria objeto deste Fato Relevante. Curitiba, 30 de março de 2015. José Cezário Menezes de Barros Sobrinho Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da ALL Leia mais em estadao 30/03/2015

31 março 2015



Brasil está na mira dos investidores estrangeiros, afirma diretora da Bain & Company

Especialista em macroeconomia se apresentou em São Paulo para compartilhar com executivos suas visões sobre o país e o mundo.

Durante sua passagem pelo país Karen Harris, diretora de macrotendências da Bain & Company, se reuniu em São Paulo com cerca de 200 CEOs para apresentar suas impressões sobre a economia brasileira. A executiva afirmou que, enquanto os investidores brasileiros estão receosos com o rumo da economia do país, os estrangeiros enxergam verdadeiro potencial no Brasil, principalmente em relação às oportunidades em infraestrutura.

Em sua segunda vez no Brasil, a executiva analisa que a economia brasileira certamente apresenta desafios no ambiente político, mas esse fator definitivamente não é uma das maiores preocupações do investidor externo, que está mais concentrado nas incertezas macroeconômicas do que nas crises no governo local. Além disso, a necessidade de investimento em infraestrutura se tornou uma necessidade que condiz com a despreocupação em relação a escassez de recursos no mundo. Para explicar isso, Harris ressaltou números da década de 90, quando a relação entre ativos financeiros e o PIB global era de 6,5 vezes, chegando a 10 vezes em 2010, e devendo manter o mesmo ritmo até 2020, pelo menos.

Por tratar-se de um mercado emergente é natural que o investidor externo espere mais riscos mas, por outro lado, a expectativa é de um retorno maior. Com uma das taxas de investimentos mais baixas do mundo, o investidor local precisa reconhecer o potencial do próprio país e analisar que a sede estrangeira de investimento em países com uma demanda superior à oferta – como Brasil e Índia – superam os riscos.

Perfil da Bain & Company, Inc. - A Bain & Company, empresa líder global em consultoria de negócios, orienta clientes em relação a estratégias, operações, tecnologia, constituição de empresas, fusões e aquisições, desenvolvendo práticas que assegurem aos clientes transparência nos processos de mudança e tomada de decisões. A Consultoria trabalha em sinergia com os clientes, vinculando seu fee aos resultados. O desempenho dos clientes da Bain superou o mercado de ações em 4 para 1. Fundada em 1973, em Boston, a Bain conta com 51 escritórios em 33 países e já trabalhou com mais de 4.900 empresas entre multinacionais e companhias privadas e públicas em todos os setores da economia. Leia mais em revistafatorbrasil 31/03/2015



BM&FBovespa compra 2% da bolsa do Chile e dá 1º passo para internacionalização

A BM&FBovespa deu seu primeiro passo rumo à sua internacionalização na América Latina. A bolsa brasileira anunciou que adquiriu cerca de 2% da bolsa de valores do Chile, por aproximadamente R$ 10,3 milhões. O objetivo da brasileira é encerrar este ano com a participação minoritária em cinco bolsas da região. Depois do Chile ainda estão no radar Peru, Colômbia, México e Argentina.
"Foi uma decisão institucional ocupar a América Latina. Se não fizermos isso, outra fará. Os volumes são baixos, mas queremos ter influência nessas bolsas locais para, depois, capturar sinergias e fazer o roteamento de ordens", disse o diretor presidente da BMF&Bovespa brasileira, Edemir Pinto, no início de fevereiro. Na ocasião, o executivo havia informado que as negociações com a bolsa do Chile e do Peru estavam mais avançadas.

O analista do UBS, Frederic de Mariz, destaca que a participação adquirida é muito pequena e lembrou que entre as bolsas que estão no foco a mais relevante é a do México. Por outro lado, ele frisa que a bolsa de Santiago é uma ótima empresa, com muita participação de fundos de pensão.
"Essa aquisição também significa que agora a Bovespa fica dentro do Mila, que se torna agora algo mais regional", afirma Mariz ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. O Mila (Mercado Integrado Latino-Americano) foi criado em 2011, com o intuito de elevar a liquidez de ativos negociados nos países que o integram, que são o Chile, Peru, Colômbia e mais recentemente o México.

A decisão da BM&FBovespa de ingressar na América Latina foi tomada em junho do ano passado, quando se aproximava o fim de um forte ciclo de investimentos da companhia, na ordem de R$ 1,5 bilhão. Dois bancos de investimento, então, foram contratados para assessorar os negócios.
Apesar dos volumes baixos dessas bolsas, com exceção da mexicana, a BM&FBovespa pretende, com essa aproximação, oferecer às bolsas dois produtos que podem ter peso no momento das negociações: a clearing integrada com o novo sistema de risco e a plataforma de negociação eletrônica Puma.

A intenção da bolsa brasileira é adquirir uma participação até o limite permitido pela regulação local, que varia entre 5% e 15%. Ao final desse processo, a bolsa busca se tornar um centro de liquidez da região, atraindo, assim, fundos de pensão da região que operam hoje apenas em Nova York ou Londres, e também de empresas, que acabam acessando outros mercados que não o da América Latina. O presidente da bolsa disse, também em fevereiro, que esses investimentos, de viés mais institucional, têm um olhar para dez a vinte anos.
Segundo comunicado enviado pela bolsa hoje, a companhia "continuará a avaliar oportunidades de expansão em atividades adjacentes ao seu negócio".Por Fernanda Guimarães | Estadão Leia mais em Yahoo 31/03/2015



Segundo CEO, Petrobras não venderá BR Distribuidora

Petrobras: petroleira estatal aprovou recentemente um plano para desinvestir US$ 13,7 bilhões

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, declarou na última reunião do Conselho de Administração da empresa que a BR Distribuidora não será vendida, relatou nesta terça-feira o conselheiro que representa os funcionários da petroleira, Silvio Sinedino.

O conselheiro fez uma transmissão ao vivo pelo site YouTube para relatar fatos tratados na última reunião do Conselho, na quinta-feira passada.

Sinedino se coloca contra a venda de ativos da Petrobras, que considera uma forma de privatização.

A petroleira estatal aprovou recentemente um plano para desinvestir 13,7 bilhões de dólares no biênio 2015 e 2016.

Durante a transmissão, Sinedino destacou ainda que a Petrobras está demitindo funcionários terceirizados, que, segundo ele, têm poucas garantias junto à empresa.

"A Petrobras está cortando muitos contratos de terceirização, desempregando muita gente", afirmou Sinedino.

CONFLITO

O conselheiro também se declarou contra a nomeação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ou do presidente da Vale, Murilo Ferreira, para presidir o Conselho de Administração.

Coutinho, que já era conselheiro, assumiu a cadeira da presidência na última reunião do CA e permanecerá de forma interina até que Ferreira ocupe a vaga, na Assembleia Geral dos Acionistas, marcada para 29 de abril. Depois disso, Coutinho deve permanecer como conselheiro.

“Como pode um credor ser o presidente do Conselho de Administração, acho que há um conflito claro de interesses”, afirmou Sinedino. Ele também afirmou que a Vale pode ser sócia da Petrobras em algum ativo, o que também poderia configurar conflito.

Sinedino comentou ainda a decisão do membro do Conselho eleito pelos acionistas minoritários, Mauro Cunha, de não concorrer a um novo mandato.

Segundo Sinedino, ele e Cunha têm ideologias diferentes, mas ambos querem que a Petrobras se recupere da atual crise e também não concordam com a forma como o Conselho tem tomado decisões.

Em nota, Cunha afirmou que deixa o conselho devido a uma "frustração pessoal com a incapacidade do acionista controlador em agir com o devido grau de urgência para a reversão dos inúmeros problemas que trouxeram a Petrobras a sua atual situação".

Para Sinedino, o Conselho virou um "homologador das decisões do governo”.

A próxima e última reunião do conselho antes da Assembleia Geral acontece em 17 de abril.

Procurada para comentar as declarações de Sinedino, a Petrobras não se manifestou imediatamente. Leia mais em Exame 31/03/2015



Fusões e aquisições caem no país com credibilidade em baixa

Ambev: protagonista de uma das maiores aquisições de fevereiro, com a compra da Wals

 A valorização do dólar poderia facilitar a vida dos investidores estrangeiros dispostos a colocar mais dinheiro no Brasil. Porém, não é isso o que está acontecendo conosco, segundo mostra uma pesquisa da PwC.

De acordo com a pesquisa, as incertezas com o mercado brasileiro e a instabilidade política reduzem a credibilidade e, por consequência, o apetite de risco para negócios de fusões e aquisições de empresas.

Como resultado, o mês de fevereiro teve 54 transações concluídas, número 20,59% inferior ao mesmo período de 2014 e 2% abaixo da média dos anos entre 2011 a 2015.

“Essa redução ainda não deve ser considerada alarmante, pois, além de ser o mês mais curto, nesse ano ocorreram as festividades de Carnaval”, afirma a consultoria por meio do relatório.

A maioria dos negócios fechados foi fechada no sudeste do país - 71,1% das transações feitas no país em fevereiro vieram desta região.

Apenas São Paulo foi responsável por 51,8% deste total.

Mais estrangeiros

O relatório da PwC apresenta um cenário inédita nesse setor: pela primeira vez investidores estrangeiros estão presentes em mais da metade do mercado nacional.

“O acumulado entre o período de janeiro a fevereiro foi concluído com investidores estrangeiros com 53% do mercado brasileiro e subsequentemente 47% para investidores nacionais”, afirma o estudo.

Compras de participação majoritária lideram a procura pelo mercado e correspondem a 48,2% do total de transações anunciadas.

Os setores que lideram os negócios são o de TI, seguido por serviços financeiros e auxiliares, como o de engenharia e infraestrutura. Ratiana Vaz, Leia mais EXAME 31/03/2015



FII CSHG Brasil Shopping passa a deter 35% de shopping em São Bernardo

O Credit Suisse Hedging-Griffo CV, administrador do FII CSHG Brasil Shopping, publicou Fato Relevante para comunicar que, em 05 de fevereiro de 2015, o fundo firmou Escritura Pública de Dação em Pagamento e Outras Avenças referente à fração ideal de 30% do São Bernardo Plaza Shopping, localizado em São Bernardo do Campo/SP.

Segundo o documento, em julho de 2012, o fundo havia adquirido 144 CRI cuja estrutura de pagamento previa a conversão do principal em fração ideal do São Bernardo Plaza Shopping, desde que superadas condições preestabelecidas.

Considerando que tais condições foram integralmente atendidas, o principal dos CRI, no valor de R$ 144,0 milhões, foi convertido em participação direta no shopping quitando a dívida lastro dos CRI. Com a finalização desta operação, o FII passa a deter 35% do empreendimento.

Segundo o administrador, a transferência de propriedade do imóvel ocorre no momento da amortização destes CRI e atende integralmente à política de investimento do fundo e aos “critérios de aquisição e estudo de viabilidade” constantes no regulamento do fundo. Leia mais em tlon 06/02/2015



EngagED recebe US$ 100 mil do Google

A startup EngagED, de Curitiba, receberá aporte em créditos no valor de US$ 100 mil do Google. O recurso destinado à companhia, que atua com tecnologia focada em educação, virá através da rede Startup Grind e deve ser utilizado na Google Cloud Platform.

“Encontrar novas formas de monetização é sempre o grande desafio das empresas. Com a entrada desse capital tecnológico, poderemos calibrar nossa oferta de serviços recorrentes via processamento de dados na nuvem e business inteligence e, consequentemente, maior penetração e confiança com os clientes para novos modelos de receita”, explica Dalmir Ogliari, sócio da EngagED.

Além disso, a empresa pretende criar novos modelos e serviços sustentados por dados e modelos prescritos, que atenderão a necessidade dos alunos e das instituições, elevando a qualidade da educação.

A startup trabalha com soluções tecnológicas que visam a aproximar o aluno da instituição de ensino, gestores e educadores. A plataforma de aprendizado da empresa abrange o modelo de negócio, os alunos, professores e colaboradores, a sociedade e a economia.

“Alunos e professores utilizam diferentes tecnologias para suprir suas necessidades de construção e gestão do conhecimento, essa autonomia abriu um abismo na relação entre instituições, alunos e professores. Com este aporte e inteligência das plataformas do Google, a EngagED criará um marco para a educação brasileira, por meio da geração de novos modelos e serviços educacionais” pontua Thiago Chaer, sócio da startup.

Antes da EngagED, Chaer foi gerente de projetos da Midiaweb Inteligência Interativa e diretor de Tecnologia do Grupo .Mobi. Já Ogliari, também sócio, já foi diretor Comercial do Clube de Criação do Paraná e Direct Marketing Officer da Agência IMAM e da Midiaweb Inteligência Interativa.
Fundado em 2010, no Vale do Silício, o Startup Grind está presente em mais 60 países, com uma comunidade global de em média 120 mil empreendedores e startups. Desde 2013, a iniciativa tem o apoio do Google for Entrepreneurs.

A parceria tem como objetivo avaliar e indicar startups para receberem uma espécie de investimento seed de US$ 100 mil na forma de uso de serviços e soluções da plataforma Google Cloud.
Dentre as empresas que receberam o incentivo figuram nomes com Khan Academy, Snapchat, Wix e Pulse. Júlia Merker // Leia mais em Baguete 03/02/2015 



Just Eat adquire 100% da SinDelantal México

Just Eat anunció la adquisición del 100% del capital accionario de SinDelantal México, cuya participación mayoritaria pertenece al fondo de inversión español Seaya Ventures.

En un comunicado, la compañía de servicios de alimentos a domicilio con sede en Londres informó que la adquisición le permite incursionar en el creciente mercado de entrega de comida en línea en México y fortalecer su presencia en América Latina.

“Una vez que se complete, la adquisición dará origen al jugador del mercado líder del país, Just Eat México, con la adición de 3 mil restaurantes al mercado en expansión de la comida para llevar de Just Eat, incluyendo a Papa Johns y Chilis, generando más de 60 mil órdenes al mes”, señaló Just Eat en un comunicado.

La compañía aseguró que los dos fundadores de SinDelantal México, Diego Ballesteros y Evaristo Babe (imagen destacada), permanecerán en la empresa y se desempeñarán como los directores de Just Eat México, y supervisarán el crecimiento y desarrollo del negocio.

Se trata de la segunda transacción que realiza con los fundadores de SinDelantal y Seaya Ventures; la primera fue la compra de SinDelantal en España en 2012.

Just Eat anunció también el aumento de su participación de 25 a 30% en IF-JE Participações (“IF-JE”), una empresa conjunta de la firma y iFood Brasil.

Al respecto el director general de Just Eat, David Buttress, comentó, “este es un día importante para Just Eat ya que aseguramos el liderazgo estratégico de largo plazo en América Latina”.

El ejecutivo destacó el entusiasmo por ingresar al mercado mexicano, el cual ofrece excelentes oportunidades de crecimiento y fortalece el portafolio internacional, dijo.E indicó que el incremento de la participación en IF-JE reafirma el compromiso de llevar a cabo una estrategia para desarrollar posiciones de liderazgo en el mercado y ofrecer a los clientes mayores beneficios. por Jóse Martin Leia mais em pulsosocial 16/02/2015



L'Oréal anuncia aquisição do grupo brasileiro Niely Cosméticos

A L'Oréal anunciou nesta terça-feira que adquiriu a Niely Cosméticos, a maior empresa independente de produtos de coloração e cuidados com os cabelos no Brasil, um dos mais importantes mercados do mundo para esse tipo de produto.

A companhia brasileira, cujas as principais marcas são a Cor & Ton, para coloração dos cabelos, e o shampoo Niely Gold, registrou uma receita líquida de R$ 406 milhões em 2014, destacou o grupo francês em comunicado.

A L'Oréal ressaltou que os produtos da Niely são vendidos a preços acessíveis e têm uma boa penetração na classe média brasileira, sendo distribuídos por varejistas e atacadistas, supermercados, farmácias e redes de perfumarias.

Para a L'Oréal, que não forneceu mais detalhes da aquisição, esta é uma "operação estratégica" tanto no Brasil como para a região da América Latina. Além disso, a Niely complementará os produtos oferecidos pelo grupo francês no país. EFE Leia mais em Yahoo 31/03/2015




OAS pede recuperação judicial de nove de suas empresas

O Grupo OAS apresentou nesta terça-feira, 31, pedido de recuperação judicial de nove de suas empresas à Justiça do Estado de São Paulo e informou que concentrará suas operações na construção pesada, o que levará à venda de várias de suas empresas e participações. "A iniciativa foi o melhor caminho encontrado pelo Grupo para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o final do ano passado", informa o comunicado da empresa.

Diego Barreto, diretor de Desenvolvimento Corporativo da Construtora OAS, diz no mesmo comunicado que a Construtora OAS entra com pedido de recuperação judicial por questões técnicas, já que é garantidora dos financiamentos do grupo, e não por falta de liquidez, problema que atingiu as outras empresas incluídas no pedido que são: OAS S.A., OAS Imóveis S.A., SPE Gestão e Exploração de Arenas Multiuso, OAS Empreendimentos S.A., OAS Infraestrutura S.A., OAS Investments Ltd., OAS Investments GmbH e OAS Finance Ltd.

O grupo anunciou a venda da participação de 24,44% da OAS S.A. na Invepar, a fatia de 17,5% no Estaleiro Enseada, 80% de participação na OAS Empreendimentos, 100% na OAS Soluções Ambientais, 61% na OAS Óleo e Gás (61%), 100% na OAS Defesa, 50% da Arena Fonte Nova e 100% da Arena das Dunas.

"Vamos vender os nossos ativos num processo de recuperação judicial para dar segurança aos investidores de que não correrão risco de ter seu negócio contestado na Justiça pelos credores da OAS", observa ainda Barreto.

A empresa diz que após o deferimento do pedido de recuperação pelo Judiciário, a OAS terá 60 dias para apresentar o plano de reestruturação dos débitos aos credores e fornecedores, que terão mais 120 dias para discutir e aprovar a proposta. As dívidas contraídas até a data de hoje (31 de março) serão congeladas e renegociadas. Todas as que forem feitas a partir do mês de abril serão integralmente cumpridas. Pagamentos de salários e benefícios de colaboradores não serão afetados pelo processo de recuperação judicial. Segundo o comunicado, são mais de 100 colaboradores envolvidos direta e indiretamente.

A OAS informou ainda que ficaram de fora do pedido de recuperação judicial as sociedades de propósito específico (SPEs) da OAS Empreendimentos, que são responsáveis pela incorporação e construção de empreendimentos imobiliários em vários Estados brasileiros. "Dessa forma, todos os compradores de imóveis não serão afetados por qualquer acordo estabelecido dentro da recuperação judicial", esclarece a empresa.

Também foram excluídas da recuperação judicial a Arena das Dunas, a Arena Fonte Nova, a OAS Soluções Ambientais e a OAS Óleo e Gás, além das participações da OAS na concessionária Porto Novo, no Estaleiro Enseada, na OAS Logística, na OAS Energy e na OAS Defesa.

A empresa explica que suas dificuldades começaram em novembro, a partir das investigações sobre a Petrobras, o que resultou na interrupção das linhas de crédito. Ao mesmo tempo, continua, clientes suspenderam momentaneamente seus pagamentos e novas contratações. Segundo a OAS, o consequente rebaixamento dos ratings da companhia levou ao vencimento antecipado de suas dívidas e à sua decisão de ao final de 2014 suspender temporariamente o pagamento das dívidas que venceriam a partir de janeiro.Por Cynthia Decloedt | Estadão



IBM diz que investirá US$3 bi em unidade de "Internet das Coisas"

ibm Os serviços, baseados remotamente na nuvem, seriam oferecidos para fabricantes de smartphones e eletrodomésticos

A IBM anunciou nesta terça-feira que investirá 3 bilhões de dólares nos próximos quatro anos em uma nova unidade de "Internet das Coisas", buscando vender seus conhecimentos especializados em coleta e interpretação da torrente de dados em tempo real.

A companhia disse que seus serviços serão baseados remotamente na nuvem, e oferecerá para empresas maneiras de usar as fontes de dados novas e em cada vez maior número, como smartphones e eletrodomésticos, para aprimorar seus próprios produtos.

Para sua primeira grande parceria, a IBM disse que uma unidade da Weather Co moverá seus serviços de dados sobre clima para a nuvem da IBM para que clientes possam usar os dados em conjunto às ferramentas de análise da IBM.

Como resultado, a IBM espera que companhias sejam capazes de combinar previsões meteorológicas em tempo real com diversos dados empresariais para que possam se adaptar rapidamente a padrões de compras de consumidores ou a questões da cadeia logística ligadas ao clima.

Por exemplo, seguradoras poderiam enviar mensagens a segurados em certas áreas onde são esperadas chuvas de granizo e informá-los sobre lugares seguros para estacionar, economizando dinheiro a todos os envolvidos.

A IBM disse que já está trabalhando com algumas grandes companhias, como a fabricante alemã de pneus Continental e a fabricante de turbinas de jato Pratt & Whitney para ajudá-las a usar dados em seus processos. Reuters Leia mais em Info 31.03.2015




Grupo italiano compra a Amazon de luxo e cria líder do setor

Net-a-Porter: “Empreendimentos estabelecidos estão sendo cada vez mais perturbados por gigantes tecnológicos”, disse chaiman da controladora da varejista

O grupo italiano Yoox confirmou a aquisição da londrina Net-a-Porter, comércio eletrônico de moda de luxo, por US$ 775 milhões. A fusão criará a maior varejista online de bens de luxo do mundo, com valor de mercado de mais de US$ 2,5 bilhões.

As duas empresas afirmaram que estavam em conversas ontem e confirmaram a fusão nesta terça-feira em comunicado. A Net-a-Porter já era conhecida como Amazon de luxo, por causa do seu tamanho e influência no setor.

A nova empresa se chamará Yoox Net-A-Porter Group e será listada na bolsa italiana, onde a Yoox já opera como companhia aberta.

A empresa criada com a fusão terá mais força para competir no mercado online. Diversas lojas de departamento estão investindo em comércio eletrônico e varejistas como a Amazon.com estão criando seções específicas para luxo, acirrando a concorrência.

“Empreendimentos estabelecidos estão sendo cada vez mais perturbados por gigantes tecnológicos”, disse Johann Rupert, chaiman do grupo Richemont. “É com isso em mente que acreditamos que é importante aumentar a liderança e tamanho, para proteger a singularidade da indústria de luxo”.

“Hoje, abrimos as portas para a maior loja de moda de luxo”, disse Natalie Massenet, fundadora da Net-a-Porter, em um comunicado.

“Será uma loja que nunca fecha, sem fronteiras geográficas, uma loja que conecta e inspira milhões de consumidores globais preocupados com estilo, oferecendo acesso para as grifes de estilistas mais finas”.

O grupo Richemont terá 50% da nova empresa. No entanto, os seus direitos de voto se limitarão a 25% para preservar a independência da companhia.

Natalie Massenet será chairman executiva da nova empresa, enquanto Federico Marchetti, fundador e CEO do Yoox, será o presidente. O negócio ainda depende da aprovação dos acionistas do grupo Yoox, o que deve ocorrer em junho de 2015. A aquisição deve estar completa em setembro de 2015.

Depois disso, a companhia deve lançar uma oferta pública de ações para levantar cerca de 200 milhões de euros para aumentar o caixa.

As negociações entre Richemont e Yoox começaram em 2013, segundo a Bloomberg.

Características complementares

As duas empresas foram criadas em 2000. Yoox foi criado pelo ex-investidor Federico Marchetti e a Net-a-Porter pela estilista Natalie Massenent.

As receitas da Net-a-Porter do ano fiscal terminado em 2014 cresceram 23% em relação ao ano passado, chegando a US$ 835 milhões. Já a Yoox obteve um faturamento de US$ 14,8 milhões no mesmo período.

A italiana Yoox desenvolveu um modelo de negócio baseado em revenda de itens não vendidos de grandes grifes, como Dolce & Gabbana, Armani e Cavalli. As peças, de coleções passadas, são vendidas online com desconto.

Já a londrina Net-a-Porter é bem conhecida no mercado de luxo. Ela é controlada pelo grupo Richemont, que também detém as marcas Cartier, de relógios, e Chloe, grife de roupas de luxo. Foi chamada de Amazon de luxo, pelo seu tamanho.

A expansão da varejista é fruto do trabalho da estilista inglesa Natalie Massenet.

Para despertar o interesse de consumidoras, ela achava que o site precisava oferecer atrativos que fossem além dos produtos, como uma equipe de consultores de moda, que fica a postos até aos domingos.

O site londrino, que é visualizado por mais de 2,5 milhões de consumidoras por mês, vende para mais de 170 países e investiu recentemente em centros de distribuição pelo mundo, segundo a BBC.

Na semana passada, surgiu um rumor de que a Amazon.com estaria interessada em comprar a Net-a-Porter por US$ 2 bilhões. O boato foi logo desmentido pela varejista online. Karin Salomão, Leia mais em EXAME 31/03/2015