26 maio 2017

Com aquisição pela Hexagon AB por US$ 834 milhões, MSC Software consolida nova liderança

Abraçando um novo segmento de mercado, a Hexagon AB concluiu neste mês de maio a aquisição da MSC Software (www.mscsoftware.com), desenvolvedora de soluções CAE – softwares de simulação para desenvolvimento de produtos virtuais e processos de fabricação com atuação global –, em negociação avaliada em US$ 834 milhões.

A aquisição posiciona a MSC como uma unidade de negócios independente dentro da divisão Manufacturing Intelligence (MI) da Hexagon AB, cujas principais empresas estão ligadas aos setores automotivo, aeroespacial, de máquinas, entre outros. Assim, a multinacional espera conectar os estágios tradicionalmente separados de design e produção, integrando dados gerados na fabricação com aqueles fornecidos por simulações. A ideia é facilitar a identificação e resolução de problemas em novos produtos antes do início da fabricação, gerando maior economia aos seus clientes.

Mudanças-chave nas lideranças da MSC na América Latina acontecem em paralelo à aquisição: a entrada do novo diretor regional, Valdeni Novaes, e do novo diretor de canais, Vinicius Rossato – a quem foi atribuída a missão de expandir o ecossistema de parceiros da empresa. Os executivos somam mais de 30 anos de experiência com soluções corporativas, e devem focar seus esforços na formulação de novas estratégias de venda para o portfólio da companhia.

"Nosso portfólio é bem completo e, com o modelo de licenciamento MSC One, estamos oferecendo todas as nossas soluções de forma flexível e otimizada", explica Valdeni. "O objetivo é alavancar este formato, que permite a empresas de todos os segmentos e tamanhos inovar e aperfeiçoar seus produtos por meio da simulação virtual", adiciona.

À frente do setor latino-americano da empresa desde o final de janeiro, Valdeni acompanhou todo o processo de aquisição da MSC pela Hexagon AB e enxerga um horizonte positivo para a mudança. "Com o fortalecimento da sinergia entre as empresas, teremos uma forte estrutura de produtos e serviços para aumentar o nosso alcance no mercado brasileiro e latino-americano ", afirma o diretor.

Sobre a MSC Software - Empresa que desenvolve softwares de simulação que permitem a engenheiros validarem e otimizarem seus designs usando protótipos virtuais. Essa tecnologia permite não só complementar mas, em alguns casos, substituir plenamente o protótipo físico, gerando considerável economia. Fundada em 1963, na Califórnia, EUA, foi adquirida pela multinacional norte-americana Hexagon AB em 2017. www.mscsoftware.com.

Sobre a Hexagon AB - Desenvolve tecnologias para medição e avaliação de produtos das áreas de pesquisa geoespacial (pesquisa e GPS), metrologia industrial e engenharia. Atende órgãos pesquisadores, agências governamentais, companhias de mapeamento, construção, segurança e defesa. Fundada em 1992, em Estocolmo, na Suécia, comercializa seus produtos sob mais de 35 marcas espalhadas pelo mundo. www.hexagon.com. Leia mais em segs 26/05/2017



26 maio 2017



Carrefour quer captar até R$ 10 bi com IPO no Brasil

A despeito da crise deflagrada após delação de executivos da JBS, varejista francês entregou à CVM prospecto para lançar ações em Bolsa no País

Segundo maior varejista do mundo, o Carrefour deu início ao processo de listagem em bolsa de sua operação brasileira. O grupo informou ontem que o Atacadão, controlador de sua subsidiária no País, apresentou na terça-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um prospecto preliminar para lançar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3 (empresa resultante da fusão entre BM&FBovespa e Cetip).

O documento não traz uma faixa indicativa de preço para as ações ou quanto a companhia poderia captar, mas, de acordo com fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, o Carrefour quer levantar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões em sua abertura de capital. A intenção é que a varejista seja avaliada em torno de R$ 40 bilhões. A despeito da crise instaurada no País após a delação dos executivos da JBS, o Carrefour espera que sua ação seja precificada até o dia 15 de julho, afirmam fontes.

A operação, que inclui ofertas primária (papéis novos) e secundária (ações detidas por atuais sócios), terá o Itaú BBA como coordenador líder, acompanhado de Bank of America Merrill Lynch, Goldman Sachs, JPMorgan, Bradesco BBI e Santander Brasil.

A oferta prevê a listagem no Novo Mercado, segmento de mais alta governança corporativa da B3, e figuram como acionistas vendedores o grupo Carrefour na França e a Península, empresa de investimentos do empresário Abilio Diniz.

Os recursos captados com a oferta primária serão usados para pagar empréstimos entre as empresas do grupo e para reforçar o capital de giro da companhia. Com a operação, a varejista francesa planeja ainda acelerar a expansão das atividades no País, seu segundo maior mercado depois da própria França. A rede opera no Brasil com as marcas Carrefour, Carrefour Express, Carrefour Drogaria, Carrefour Posto, Atacadão e Supeco, além de estar presente no comércio eletrônico.

Retomada. Nos últimos meses, a captação no mercado de capitais doméstico vinha dando sinais de retomada, após vários anos praticamente parada. Neste ano, estrearam na bolsa a companhia aérea Azul, a locadora de veículos Movida e o laboratório médico Hermes Pardini. A iniciativa do Carrefour vem na contramão a crença que esse mercado ficaria paralisado diante do recrudescimento da crise política, após denúncias de corrupção e pedidos de renúncia contra o presidente Michel Temer.

Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, o Carrefour teria decidido aproveitar a próxima janela para a emissão de ações de modo a utilizar seus dados financeiros referentes ao primeiro trimestre do ano, que seriam mais favoráveis.

A escolha teria sido fazer a oferta antes da divulgação dos dados do segundo trimestre do ano, segundo fontes, período no qual o crescimento do Carrefour Brasil teria começado a desacelerar e apontaria perda de participação de mercado para o principal concorrente, o Grupo Pão de Açúcar (GPA).

Analistas têm avaliado que o GPA vem recuperando fatia de mercado ante o principal rival em meio a esforços pela recuperação de seus hipermercados, formato que mais perdeu vendas nos últimos anos, período no qual o Carrefour abriu uma diferença e passou a registrar crescimento mais acelerado. No primeiro trimestre de 2017, no entanto, as vendas de ambos já cresceram no mesmo ritmo.

O Carrefour tem 576 pontos de venda no País. A maior parte é da rede de “atacarejo” Atacadão, com 160 lojas. No primeiro trimestre, o grupo apurou receita de R$ 11,878 bilhões, alta de 7,2% em relação ao mesmo período de 2016.   Fernanda Guimarães Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo Leia mais em estadão 24/05/2017



Aquisições aceleram com empresas buscando inteligência artificial

Os gigantes de tecnologia que buscam reforçar suas pistas em inteligência artificial ou compensar o terreno perdido foram os compradores mais agressivos

IA: a Alphabet, proprietária do Google, comprou 11 startups de IA desde 2012

Um total de 34 startups de inteligência artificial foram adquiridas no primeiro trimestre deste ano, mais que o dobro da atividade no mesmo período de 2016, segundo a empresa de pesquisa CB Insights.

Os gigantes de tecnologia que buscam reforçar suas pistas em inteligência artificial ou compensar o terreno perdido foram os compradores mais agressivos.

A Alphabet, proprietária do Google, comprou 11 startups de IA desde 2012, seguida pela Apple, Facebook e Intel, respectivamente, segundo a CB Insights.

O primeiro trimestre também viu o maior acordo até o momento com a Ford Motors que investiu 1 bilhão de dólares na Argo AI, fundadas por executivos do Google e da Uber.

As startups estão procurando aprofundar aplicações de inteligência artificial em campos específicos, como saúde e varejo, dizem observadores da indústria, ao invés de competir diretamente com empresas já estabelecias.

“O que você vai ver é que os grandes atores vão construir serviços de plataforma e as startups aplicaram mais a inteligência em aplicativos”, disse o diretor do Madrona Venture Group, Matt McIlwain. Leia mais em exame 26/05/2017



CEO da Vale buscará crescimento com aquisições e diversificação

Segundo o Credit Suisse, Schvartsman criou grupos para avaliar a estratégia e a performance da empresa em diversas unidades de negócios

A mineradora Vale deverá em breve voltar a uma fase de expansão de seus negócios mirando oportunidades de fusões ou aquisições e estratégias para diversificar seu portfólio, atualmente com forte dependência do minério de ferro, disse o novo presidente da companhia, Fabio Schvartsman, em encontro com analistas.

“Apesar da alta qualidade dos ativos de minério de ferro da companhia e da alta lucratividade dessa unidade de negócios, o fato de todos os ovos estarem na mesma cesta é um importante risco de longo prazo para a companhia”, disseram analistas do Credit Suisse em relatório para clientes que resume os principais pontos de uma reunião com Schvartsman nesta sexta-feira.

O Bradesco BBI também produziu um relatório após conversa com o executivo, que tomou posse na segunda-feira, no qual afirma que uma questão chave para a Vale será avaliar qual a melhor estratégia de diversificação do portfólio.

Os negócios de níquel, por exemplo, não geram lucros suficientes.

“A estratégia será baseada em crescimento e diversificação para além do minério de ferro, com fusões e aquisições sendo a principal ferramenta. Desalavancagem e pagamento de dividendos não são o suficiente. A Vale precisa ter uma clara estratégia de crescimento”, explicou o Bradesco BBI, ao comentar as falas de Schvartsman.

Segundo o Credit Suisse, o novo presidente da Vale criou grupos para avaliar a estratégia e a performance da empresa em diversas unidades de negócios, e um diagnóstico estará pronto em 60 dias.

A Vale também contratou a consultoria Falconi para avaliar sua matriz de custos e identificar potenciais cortes.

Ainda segundo o Credit Suisse, a companhia provavelmente conseguirá reduzir sua dívida líquida para um nível abaixo da meta de 15 bilhões de dólares anunciada anteriormente.

Já os analistas do Bradesco BBI citaram também outras mudanças culturais que o novo presidente pretende implementar na Vale, como uma maior transparência, com executivos trabalhando todos na mesma sede, sem “clusters isolados dentro da companhia”.

O executivo também falou em reduzir a interferência do governo na companhia.

Schvartsman substituirá na Vale o administrador de empresas Murilo Ferreira, que presidiu a mineradora durante seis anos. Ele tem 63 anos e desde 2011 era presidente executivo da Klabin, produtora de papel e papelão. Reuters Leia mais em exame 26/05/2017



Irmãos Batista compram totalidade de participação da Blessed

A CVM abriu nesta semana processo para apurar as informações divulgadas pela companhia a respeito da Blessed

JBS: a Blessed teria aparecido na cadeira societária da JBS a partir da incorporação do Bertin

A JBS informou nesta sexta-feira que os controladores Joesley e Wesley Batista compraram a totalidade da participação detida pela holding Blessed no final de outubro do ano passado, segundo comunicado ao mercado enviado pela companhia na noite desta sexta-feira.

A informação foi divulgada após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ter cobrado da empresa esclarecimentos sobre informações publicadas pela imprensa a respeito de movimentações societárias no grupo JBS depois da incorporação do frigorífico Bertin, em 2009.

A Blessed teria aparecido na cadeira societária da JBS a partir da incorporação do Bertin.

“Wesley Mendonça Batista e Joesley Mendonça Batista responderam que adquiriram, de fato, a totalidade das participações societárias de emissão daquela sociedade (Blessed) em 31 de outubro de 2016”, afirmou a JBS no comunicado ao mercado.

A CVM abriu nesta semana processo para apurar as informações divulgadas pela companhia a respeito da Blessed, holding que era sediada no Estado norte-americano de Delaware.Por Alberto Alerigi Jr., da Reuters Leia mais em exame 26/05/2017
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JBS confirma, com atraso, que irmãos Batista compraram ações da Blessed 

Um dia depois de comunicar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que a informação prestada ao mercado sobre quem são as pessoas naturais por trás de sua acionista Blessed Holdings estavam atualizadas,  a JBS divulgou novo comunicado nesta sexta-feira para se corrigir.

Questionado mais uma vez pela autarquia, o diretor de relações com investidores da JBS, Jeremiah O’Callaghan, disse que consultou os controladores da companhia e confirmou a informação, divulgada no dia 23 de maio no site do Valor, de que Joesley e Wesley Batista compraram 50% das ações da Blessed, cada um. A JBS disse ainda que atualizou hoje ... Leia mais em valoreconomico 26/05/2017



Engie Participações contrata Itaú BBA para negócio de Jirau

Ele vai prestar assessoria financeira com o objetivo de realizar a transferência para a sua controlada a participação de 40% na ESBR Participações

A Engie Brasil Energia informou que a sua controladora, a Engie Brasil Participações, contratou o Itaú BBA para prestar assessoria financeira com o objetivo de realizar a transferência para a sua controlada a participação de 40% na ESBR Participações, detentora de 100% da ESBR, que é responsável pela construção, manutenção, operação e venda da energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia.

Além disso, a Engie Brasil Participações quer transferir para a Engie Brasil Energia sua fatia de 100% na Geramamoré Participações e Comercializadora de Energia.

A Engie informa que as operações ainda serão levadas ao conhecimento do conselho de administração, que convocará um Comitê Independente para Transações com Partes Relacionadas. Este comitê terá a função de negociar as condições da transferência.

No final de abril, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Brasil, Carlos Freitas, afirmou que o processo de transferência “certamente não será concluído este ano, porque é um processo longo, que exige a aprovação da Engie, do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).”

Sobre a avaliação que será feita pelo Comitê, ele disse que “será uma análise inteligente, de prós e contras das alternativas”, comentou, salientando que o comitê é liderado pelos conselheiros independentes da companhia.

Entre as opções citadas estão a incorporação com aumento do endividamento da companhia, ou um “mix de divida com ações”.

Freitas salientou que a companhia tem espaço em seu balanço para aumentar sua alavancagem. “Temos bastante espaço para melhorar a eficiência do balanço, mas como será no caso de Jirau está em aberto”, afirmou.

A companhia fechou março com uma alavancagem, medida por dívida líquida/Ebita em 12 meses, de apenas 0,4x. Estadão Leia mais em exame 26/05/2017



Agenda do Cade pode movimentar fusões e aquisições ainda este ano

Há ao menos um elemento no conturbado horizonte da economia brasileira capaz de dar um fôlego para as operações de fusão e aquisição este ano: a pauta do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O mercado espera que o órgão antitruste exija a venda de ativos como condição para aprovar grandes transações hoje em análise, caso da fusão de Kroton e Estácio, da compra da Ale pela Ipiranga e da Liquigás pelo Ultra. Há ainda a fusão de Dow e DuPont, cuja aprovação foi condicionada a uma série de desinvestimentos ao redor do mundo.

Bons negócios
A percepção é de que esses bens que podem ir a mercado não sofrerão tanto com os efeitos adversos que a delação da JBS provocou nos preços. A demanda para compra tende a existir porque se espera que ativos operacionalmente fortes sejam negociados. Leia mais em colunadobroad.estadao 26/05/2017



25 maio 2017

J&F contrata Bradesco para vender Alpargatas, Eldorado e Vigor

A expectativa é de que a companhia possa centrar forças na operação da JBS, que deve passar por forte turbulência

Alpargatas: a situação financeira no grupo tende a ficar apertada

O grupo J&F contratou o banco Bradesco BBI para vender as empresas Alpargatas, Eldorado e Vigor. A informação foi confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo com uma fonte próxima à empresa e uma fonte próxima ao banco.

A expectativa é de que, com isso, a companhia possa centrar forças na operação da JBS que deve passar por forte turbulência com os acordos de delação, já fechado, e o de leniência que está em negociação com o Ministério Público Federal (MPF).

Por volta das 13 horas, as ações da JBS, dona da marca Friboi, avançavam 10,15%, na máxima. Operadores dizem que a recuperação se dá por conta das perdas históricas vistas com a repercussão do acordo de delação premiada feito pelos executivos do grupo.

A avaliação é de que a operação da dona das marcas Friboi e Seara é sólida e que pode resistir à turbulência gerada pelas revelações de corrupção.

A situação financeira no grupo tende a ficar apertada, na medida em que os bancos tiverem que renovar as linhas de crédito para a empresa ou até mesmo com o acordo a ser firmado com o MPF.

Segundo fontes, a empresa está otimista de que o acordo seja fechado em cerca de R$ 6 bilhões ou R$ 7 bilhões, mas os procuradores estão bastante rígidos em função da péssima imagem que está sendo transmitida ao mercado com o acordo firmado com os irmãos Batista, em que eles saíram imunes dos crimes que admitiram ter cometido. A oferta original do MPF era um acordo de R$ 11 bilhões a ser pago em dez anos.

Interessados

Segundo analistas, a tendência é que a Fíbria seja a primeira interessada na Eldorado, até pela sinergia que uma aquisição como esta traria à empresa e o poder de mercado mundial que a companhia ganharia. Mas a Fibria vai querer comprar por um preço baixo, segundo fontes.

Já a Alpargatas teria o potencial de atrair os concorrentes que foram deixados para trás na disputa em 2015. A J&F pagou R$ 2,7 bilhões pela empresa, com dinheiro emprestado da Caixa.

A Vigor teria a empresa PepsiCo interessada. Qualquer conversa, no entanto, estaria condicionada ao fechamento do acordo de leniência.Por Estadão Leia mais em exame 25/05/2017

25 maio 2017



BR Properties compra condomínio da Previ

A BR Properties fechou a compra do Condomínio Centenário Plaza, na cidade de São Paulo, pertencente à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).

O valor do negócio é de R$ 433,4 milhões. O condomínio tem área bruta locável de 53, 9 mil metros quadrados. Segundo a BR Properties, a aquisição está sujeita a algumas condições, incluindo a aprovação do conselho de administração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em mackenziesolucoes 25/05/2017



Cel.Lep fecha compra de rede de ensino em programação MadCode

A empresa não revelou o valor do negócio, mas ressaltou que as duas marcas seguirão independentes

Escola de idiomas: acordo levará a uma unificação comercial e operacional dos serviços para atuação em escola única

A escola de idiomas Cel.Lep concluiu as negociações para aquisição da rede de ensino em programação MadCode, por meio da qual elevará a 78 o número de unidades em São Paulo e Rio de Janeiro, informou em comunicado nesta quinta-feira.

A empresa não revela o valor do negócio, mas ressalta que as duas marcas seguirão independentes, apesar da unificação comercial e operacional dos serviços para atuação em escola única.

“A aquisição da MadCode reforça nossa visão inovadora de ensino e abre um novo caminho para atuarmos no desenvolvimento de duas competências –o inglês e a programação– que são fundamentais para o futuro das crianças e adolescentes”, disse o diretor geral do Cel.Lep, Felipe Franco, em nota.Por Reuters Leia mais em exame 25/05/2017



Crise política já afeta dia a dia de empresas e adia tomada de decisões

Fusões e renegociações de dívidas foram paralisados após estouro da crise política envolvendo Michel Temer

Exatamente no momento em que as empresas começavam a recuperar o fôlego após dois anos seguidos de recessão, a delação dos executivos da JBS, que envolveu o presidente Michel Temer, jogou o Brasil em uma nova onda de incerteza. A consequência imediata, apurou o \'Estado\', foi a paralisia em acordos que estavam para ser fechados - como fusões e renegociações de dívidas - e a suspensão de projetos de abertura de capital. Em um período em que as vendas começavam a se reanimar, empresas também já sentiram os primeiros impactos negativos em seu dia a dia.

O presidente da fabricante de MAN/Volkswagen no Brasil, Roberto Cortes, desistiu de participar de uma reunião de acionistas na matriz da fabricante de ônibus e caminhões, na Alemanha. "Achei melhor ficar aqui, acompanhar a situação e continuar o trabalho para a recuperação do mercado", disse.

Na agência de viagens CVC, a ordem é garantir que a equipe esteja focada nas vendas. "É claro que a alta do dólar afeta um pouco o passageiro internacional, mas não temos de perder tempo pensando no governo. Aqui é varejão, abrimos a lojinha todo dia", disse Luiz Falco, presidente da agência de viagens, que fechou a aquisição do Grupo Trend, por R$ 258 milhões, no início deste mês. "Temos mostrado resistência à crise, tanto que crescemos entre 5% e 6% nos últimos anos, mas claro que a situação não é um passeio no parque."

Bomba atômica
Falco percebeu a nova crise política de forma imediata - ele participava de um evento do Itaú, em Nova York, ao lado de outros executivos brasileiros, e disse que o comportamento dos investidores sobre o país mudou da água para o vinho. "Estava todo mundo otimista e, de repente, explodiu uma bomba atômica. Teve gente desmarcando reunião", disse. "E tem estrangeiro com o dedo no gatilho para investir no Brasil."Embora tenha sentido um impacto direto nas vendas após a divulgação da delação dos irmãos Batista, da JBS, o presidente e sócio da Kalunga, Roberto Garcia, afirmou que a verdade sobre a política brasileira precisa continuar a vir à tona. "É claro que não é bom para economia, especialmente no curtíssimo prazo, mas acho que temos de saber de tudo o que está se passando", disse. "A política brasileira está parecendo série da Netflix, sempre tem um capítulo novo."

A situação é de cautela mesmo para empresas como a Bayer, que atua em dois dos setores que menos foram afetados pela crise até o momento, como medicamentos e agronegócio. Para o presidente da multinacional alemã Bayer no Brasil, Theo Van der Loo, o cenário brasileiro voltou a ficar turvo. "É difícil ainda saber o impacto da crise. E não é o momento para a tomada de decisões importantes."

Na opinião de Ricardo Knoepfelmacher, da RK Partners, especializada em recuperação de empresas - e que trabalha para companhias como a construtora PDG e a Bombril, por exemplo -, o Brasil viverá um "hiato" de tomada de decisões enquanto a situação política não se resolver.

"Tudo depende do tempo em que vão durar essas incertezas." A tendência, segundo Ricardo K., é que os ativos brasileiros se desvalorizem, abrindo a chance de investidores estrangeiros aproveitarem essas oportunidades.

Longa espera
A tão aguardada recuperação econômica, que já vinha sendo celebrada, pode ser adiada até o ano que vem, segundo Alexandre Bertoldi, sócio-gestor da Pinheiro Neto Advogados, que assessora grandes processos de fusões e aquisições. "O Brasil estava dando sinais de recuperação. Mas as operações de mercado de capitais vão parar durante esse período de volatilidade - e tinha muita coisa engatilhada", afirmou Bertoldi. "Os investimentos em infraestrutura vão sofrer um atraso enorme. Dependendo do que acontecer, (o retorno do crescimento) fica abortado até 2018."Para Moacir Zilbovicius, sócio do Mattos Filho, ainda é cedo para dizer que o ano de 2017 está perdido, embora ele acredite que várias decisões de negócios vão ficar em "stand-by".

"Acho natural, neste momento, entender melhor para onde o mercado vai. É um intervalo de um jogo de futebol. Virá um segundo tempo", disse Zilbovicius, que também assessora importantes fusões e aquisições. "Havia uma sinalização de estabilidade. Os investidores que conhecem o Brasil e estão aqui conseguem interpretar melhor. Já os que não conhecem o mercado brasileiro não vão entrar nesta hora."

Fontes ouvidas pelo Estado afirmaram que neste atual momento de incertezas o Brasil voltou a ficar barato - e neste vácuo que entrarão investidores menos avessos a riscos.POR ESTADÃO Leia mais em revistaepoca 24/05/2017



24 maio 2017

CCR vai pagar R$33,7 mi por participação da Odebrecht na ViaRio

A CCR anunciou nesta quarta-feira que o preço da aquisição da participação de 33 por cento detida pela Odebrecht na concessionária ViaRio será de 33,7 milhões de reais.

A CCR havia anunciado a aquisição da fatia da Odebrecht na concessionária responsável pela Ligação Transolímpica, via expressa de 13 quilômetros que liga os bairros cariocas de Deodoro à Barra da Tijuca, no fim de junho de 2016, por 107,7 milhões de reais.

Com a operação, a CCR passará a deter 66,66 por cento de participação na concessionária. A empresa não informou o motivo para a queda do preço da aquisição da participação. (Por Alberto Alerigi Jr.) Reuters Leia mais em dci 24/05/2017

24 maio 2017