26 maio 2016

Novartis pode vender ativos para financiar novas aquisições

Entre os ativos, estariam a posição de 33% na farmacêutica suíça Roche e e a Alcon, divisão de produtos oftalmológicos, diz a Jefferies.. Fonte Valor Econômico Leia mais em titles.ws 26/05/2016


26 maio 2016



Quanto a Microsoft perdeu com a fusão com a Nokia?

Houve um tempo em que a Microsoft, sob o comando de Steve Ballmer, acreditou que deveria criar seus próprios smartphones, e para isso precisaria controlar sua principal (e praticamente única) parceira, a Nokia. Por isso, foram investidos US$ 7,2 bilhões para comprar a divisão de dispositivos da finlandesa, que já não estava bem das pernas e acabou cedendo à oferta.

Agora, no dia 25 de maio de 2016, praticamente não sobrou nada dos 25 mil funcionários da antiga Nokia que vieram junto com a aquisição. A Microsoft já havia dado baixa nos US$ 7,2 bilhões gastos com a fusão e, agora com a nova onda de demissões, também deu baixa em mais US$ 950 milhões.

Ou seja: os prejuízos com a aquisição superam a casa dos US$ 8 bilhões em um experimento que claramente não deu certo. Apesar de a parceria ter dado origem a bons smartphones, eles nunca foram sucesso de público, e o investimento nunca chegou nem perto de se pagar, sangrando os cofres da Microsoft trimestre após trimestre.

É possível argumentar, no entanto, que a decisão foi a única possível na época. Como já se sabe, a Nokia era, de longe, a maior parceira do Windows Phone, representando mais de 90% das vendas de aparelhos com o sistema. A empresa finlandesa, no entanto, vendo seus lucros caírem junto com a participação no mercado, cogitava uma guinada para o Android, o que praticamente mataria o Windows nos celulares. Independentemente de ser a única opção, o negócio não vingou.

Com a chegada de Satya Nadella, as coisas começaram a mudar. O novo CEO (que já não é tão novo assim) percebeu que o negócio de smartphones não teria mais futuro, e começou a reduzir os gastos na área e redirecionar esforços a áreas mais rentáveis. Primeiramente, ele decidiu apostar em três pilares: aparelhos para o mercado corporativo, celulares baratos para quem precisa de um custo-benefício mais interessante e tops de linha para os verdadeiros fãs do Windows.

Isso foi em julho do ano passado. Quase um ano depois, a situação se agravou um pouco mais, e agora o foco tornaram-se apenas os clientes corporativos. “Estamos focados em nossos esforços em celulares onde temos uma diferenciação, com empresas que valorizam segurança, gerenciabilidade e nossa capacidade do Continuum, e os consumidores que valorizam o mesmo”.

Provavelmente a linha Lumia será encerrada a partir de agora, sem novos smartphones. Isso não significa que a Microsoft vai parar de produzir celulares ou de desenvolver o Windows 10 Mobile (que é uma parte importante da estratégia do Windows), mas a expectativa é que, em 2017, seja revelado um Surface Phone. A ideia é que o aparelho possa ressaltar a capacidade e a flexibilidade do Windows 10 de uma forma que os Lumias não conseguiram, similar ao que o tablet Surface fez. Foram necessários algumas versões, mas a empresa conseguiu transformá-lo em um negócio rentável em um mercado praticamente dominado pelo iPad. RENATO SANTINO Leia mais em olhardigital.uol 25/05/2016 



25 maio 2016

Chineses avaliam aquisições de eólicas e solares no Brasil

Energia eólica: transações atualmente em estudo envolvem "alguns bilhoezinhos" e que "sem dúvida" deve haver negócios fechados ainda neste ano, diz especialista

Grandes grupos chineses têm forte interesse no setor elétrico do Brasil e estão negociando atualmente a compra de 750 megawatts em usinas eólicas e 600 megawatts em projetos de geração solar, afirmou nesta quarta-feira um especialista que auxilia os interessados da Ásia a fazerem prospecções no país.

"Há muitas, muitas empresas... o Brasil neste momento é um país que dá bons retornos", disse a jornalistas o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, após participar de evento de energia eólica em São Paulo.

Ele disse ainda que as transações atualmente em estudo envolvem "alguns bilhoezinhos" e que "sem dúvida" deve haver negócios fechados ainda neste ano.

Sem citar nomes, Tang adiantou que o grupo de interessados inclui ao menos seis empresas de geração, além de fundos de investimento que querem comprar participação minoritária em projetos, e fabricantes em busca de fornecer equipamentos chineses para projetos no Brasil.

As eólicas na mira dos chineses pertencem a um grupo brasileiro que quer vender um pacote de usinas prontas e outras próximas de entrar em operação, segundo Tang.

Na área solar, as sondagens ainda envolvem apenas projetos, sem contrato de venda de energia, para participação em futuros leilões do governo federal.

"As empresas de geração querem ter o controle e serem operadores (dos ativos)", afirmou Tang.

Ele comentou que há também negociações em curso de interessados em uma hidrelétrica e em projetos termelétricos-- estes últimos somam 3 gigawatts em potência instalada.

No caso dos produtores de equipamentos, as interessadas estão de olho na vantagem que podem ter ao oferecer aos clientes financiamento de bancos chineses de apoio à importação. Há também casos de alguns fabricantes que, além de fornecerem equipamentos, querem participar como sócios em usinas solares.

"São grupos diferentes interessados em negócios diferentes", afirmou Tang.

Segundo ele, há muitas empresas gigantes na China e ainda sem presença no país, além de outras que apesar do tamanho ainda têm uma presença muito tímida no Brasil. "Tem muita empresa aqui que você nunca ouviu falar porque é uma gigante chinesa que tem uma sala em São Paulo, uma secretária e um chinês. Mas a State Grid começou assim", afirmou.

Exemplo da presença chinesa no país, a State Grid fez o primeiro investimento no Brasil em 2010, em uma aquisição de cerca de 1 bilhão de dólares. Desde então, a elétrica já fechou outras compras de ativos, além de ter participado de uma série de leilões de novos empreendimentos, principalmente em transmissão de energia. (Por Luciano Costa)Reuters  Leia mais em exame 25/05/2016

25 maio 2016



A dúvida dos credores da Oi

A reestruturação da empresa de telefonia Oi deve ser definida nos próximos dias em Nova York. Os detentores de títulos de dívida da companhia – entre eles, os bancos Citi, HSBC e Merrill Lynch – devem ficar com 95% da companhia, em troca dos 49 bilhões de reais de bonds detidos.

No entanto, um outro grupo de credores tem sinalizado preferência pelo calote da operadora de telefonia, pois tem seguro (CDS) contra esse tipo de evento e ganhariam mais com o seguro do que assumindo participação acionária de uma companhia fragilizada.

Entre esses credores está a gestora Aurelius Capital e a estimativa é que haja cerca de 38 bilhões de reais de títulos cobertos por CDS. Maria Luiza Filgueiras Leia mais em primeirolugaronline.exame 25/05/2016



Daruma compra 40% da Migrate

A Daruma adquiriu uma participação de 40% da gaúcha Migrate Company com o objetivo de incrementar sua oferta de automação comercial.

Com o negócio, a Daruma vai oferecer o sistema em nuvem da Migrate para emissão e gestão de documentos fiscais eletrônicos juntamente com os equipamentos de automação.

“Enquanto a Daruma fornece o hardware de automação, como computadores e impressoras, ainda precisávamos oferecer o serviço de emissão em nuvem, por isso procuramos empresas do mercado especializadas nesse tipo de solução”, relata Mário Campo Grande, presidente da Daruma.

Segundo ele, o foco da empresa era busca um sistema que atendesse a emissão de nota fiscal eletrônica (NF-e) e nota fiscal do consumidor eletrônica (NFC-e).

“Acabamos encontrando na Migrate a solução ideal por ir além desses itens, oferecendo também outros documentos que são exigências municipais”, completa Campo Grande.

A partir do negócio com a Migrate, a Daruma trabalha hoje para entregar a nova solução aos cerca de 6 mil clientes das ofertas de TEF (Transferência Eletrônica de Fundo) da empresa.

O sistema utiliza internet banda larga para transações com cartões de débito e crédito e proporciona gestão completa das operações com cartões, seja em um único estabelecimento ou rede de lojas.
Ainda em 2016, a Daruma espera alcançar 12 mil clientes com a nova oferta integrada. Em 2017, a meta é alcançar 35 mil clientes.

Os números otimistas tem relação com as mudanças promovidas pela Receita Federal para contar apenas com documentos fiscais eletrônicos das empresas.

A Daruma ainda tem a expectativa de dobrar seu faturamento em 2016. No ano passado, a receita de empresa ficou em R$ 140 milhões.

No ano passado, a companhia teve seu capital totalmente integralizado pelo grupo NSA Vale. Com o movimento, a empresa, antes multinacional italiana pertencente ao grupo Urmet,  passou a ser 100% nacional.

A empresa tem planta industrial em Taubaté e escritório comercial em São Paulo, além de 27 filiais de suporte técnico e de manutenção. Entre os clientes da empresa estão Carrefour, Dia e Lojas Americanas.

Fundada em 2004, a Migrate possui mais de 460 software houses integradas com o seu sistema de emissão de documentos. A companhia foi criada em Três de Maio, no Rio Grande do Sul, que fica a 40km de Porto Alegre. A Migrate tem clientes como John Deere, Farmácias São João, Wincor Nixdorf, Zara e Web Automação.  Júlia Merker //  Leia mais em baguete 25/05/2016



GS Inima Brasil é a nova acionista da SAMAR – Soluções Ambientais de Araçatuba

O prefeito em exercício de Araçatuba, Carlos Hernandes, anunciou na manhã desta terça-feira (03/05/2016), a assinatura do termo de anuência para a transferência das ações da SAMAR- Soluções Ambientais de Araçatuba – até então pertencentes à OAS Soluções Ambientais, para a GS Inima Brasil Ltda., empresa que atua no ramo de saneamento no Brasil desde 1995. O anúncio foi feito em cerimônia na Prefeitura Municipal de Araçatuba, que reuniu autoridades, imprensa, comissários da Agência Reguladora -DAEA e vereadores. Também estavam presentes o diretor presidente da GS Inima Brasil, Paulo Roberto de Oliveira, e o presidente da SAMAR, Ricardo Esteves.

Com a aprovação da Prefeitura Municipal de Araçatuba, que é o poder concedente no contrato de concessão dos serviços de água e esgotamento sanitário firmado com a SAMAR, a GS Inima Brasil adquire oficialmente as ações representativas de 100% do capital social da SAMAR e, com isto, assume todos os ativos e passivos da concessionária.

A transferência da titularidade das ações, no entanto, não traz qualquer alteração em relação ao contrato de concessão dos serviços de água e esgoto que foi firmado entre a Prefeitura de Araçatuba e a SAMAR.

É importante ressaltar ainda que a SAMAR jamais deixará de ser uma empresa araçatubense, pois foi criada em 2012 com o propósito específico de prestar serviços públicos de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário na área urbana do Município de Araçatuba até o ano 2042. procedimentos para a transferência do controle societário da concessionária obedecem ao que é determinado Lei de Concessões (Lei Federal 8.987/95) e pelo próprio contrato de concessão.

Novos investimentos
Durante a cerimônia, o diretor presidente da GS Inima Brasil, Paulo Roberto de Oliveira, informou que ao tornar-se acionista da SAMAR, o grupo assume também todas as obrigações decorrentes deste contrato de concessão, garantindo a continuidade de todas as obras e serviços previstos no contrato. Ele ainda enfatizou que a transferência de titularidade em nada altera ou diminui as obrigações de atingimento de metas progressivas de expansão e de qualidade dos serviços públicos assumidos pela Concessionária SAMAR em Araçatuba. “Todas as obrigações decorrentes do contrato de concessão continuarão a ser cumpridas e já foram ratificadas pela GS Inima Brasil perante a Prefeitura Municipal de Araçatuba”.

O presidente da GS Inima anunciou que serão investidos 100 milhões de reais em Araçatuba, nos próximos três anos. A primeira obra a ser retomada será a reversão da bacia de esgoto da Estação de Tratamento de Esgoto “Maria Izabel”. A estação recebe hoje 15% do esgoto coletado em Araçatuba, mas suas duas lagoas não são suficientes para atender toda a demanda da região que conta com dois grandes distritos industriais. Com a reversão, toda o esgoto que hoje chega a ETE Maria Izabel será encaminhado à Estação de Tratamento de Esgoto Baguaçu, do outro lado da cidade. Fonte: Abcon/Sindcon Leia mais em saneamentobasico 05/05/2016



AT&T faz proposta por negócio de internet do Yahoo, diz Bloomberg

A AT&T, segunda maior operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos, fez uma oferta pelo negócio de internet do Yahoo , informou a Bloomberg nesta quarta-feira, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

A AT&T tinha decidido anteriormente não fazer uma oferta, disseram pessoas familiarizadas com o assunto para a Bloomberg em abril.

A Reuters, citando fontes, informou em 29 de abril que o Yahoo havia pré-selecionado cerca de 10 concorrentes num leilão pelo seu negócio internet, incluindo a Verizon, maior operadora de celular dos EUA.

Apesar da Verizon continuar sendo a favorita, a empresa não apresentou um dos lances mais altos na primeira rodada, a Bloomberg informou na quarta-feira, citando duas das pessoas.

A empresa de publicidade digital YP Holdings, apoiada pela AT&T, não está mais buscando fazer uma oferta, disse a notícia.

Yahoo e AT&T não responderam imediatamente pedido de comentário. (Reportagem de Kshitiz Goliya) Reuters Leia mais em yahoo 25/05/2016




Ascenty prevê IPO nos EUA em 2016

A brasileira Ascenty, de centros de dados, pretende fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq, nos Estados Unidos, até o fim do ano.

Com o processo, a companhia criada em 2010 pretende levantar entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões, disse o fundador da companhia.. Por Gustavo Brigatto | Leia mais em Valor 25/05/2016



BTG buscará indenização de Generali por punições contra BSI

O banco BTG Pactual informou nesta terça-feira que vai buscar junto ao grupo Generali indenização por punições sofridas pelo banco suíço de investimento BSI e aplicadas por autoridades na Suíça e em Cingapura, em escândalo de lavagem de dinheiro envolvendo um fundo soberano da Malásia.

A autoridade regulatória da Suíça, Finma, aplicou reversão de lucros obtidos pelo BSI com "operações faltosas" referentes a contas bancárias mantidas no BSI de Cingapura associadas ao 1MDB, fundo soberano da cidade-estado, no valor de 95 milhões de francos suíços. Já a autoridade monetária da cidade-estado, MAS, aplicou multa de 13 milhões de dólares de Cingapura.

"O BTG Pactual buscará indenização tal como contemplado no contrato celebrado com o grupo Generali a fim de reaver as multas e perdas mencionadas", afirmou o BTG Pactual em comunicado ao mercado.

O grupo financeiro brasileiro também afirmou que o sócio Roberto Isolani foi nomeado como presidente-executivo do BSI, com efeito imediato.

A indicação saiu depois que Renato Cohn, outro sócio do BTG Pactual, foi nomeado presidente-executivo do BSI em Cingapura há duas semanas.

Mais cedo, a MAS emitiu uma ordem de fechamento das operações do BSI em Cingapura, em meio a uma investigação criminal na Suíça contra o banco suíço de investimento, maior operação internacional sobre entidades financeiras que lidaram com o 1MDB.

O fundo, criado pelo premiê malaio Najib Razak em 2009 pouco depois de assumir o governo está sendo investigado por lavagem de dinheiro em pelo menos seis países.

A MAS afirmou que retirou do BSI status de banco mercantil na cidade-estado por conta de graves violações a regras contra lavagem de dinheiro, na primeira vez em 32 anos que uma medida deste tipo é tomada contra um banco em Cingapura.

O BSI está tendo seu controle vendido para o banco também suíço EFG International por 1,33 bilhão de francos suíços.

Em comunicado, a Finma afirmou que a aquisição do BSI continuará em frente, mas sob a condição do BSI ser totalmente integrado e depois dissolvido.

O BTG Pactual informou que espera que a conclusão da venda do BSI ocorra até o quarto trimestre deste ano, no máximo. Leia mais em exame 24/05/2016



Com forte alta no lucro trimestral, HPE anuncia spinoff e fusão da divisão de serviços de tecnologia

Ao divulgar os resultados financeiros do segundo trimestre do ano fiscal de 2016, a HP Enterprise (HPE) aproveitou para anunciar que planeja desmembrar a maior parte de suas operações de serviços de tecnologia e fundi-las à Computer Sciences, em uma transação avaliada em US$ 8,5 bilhões, que marca última etapa das mudanças realizada pela empresa após a cisão (spinoff) do negócio de computadores pessoais e impressoras.

Com a fusão das operações, a HPE criará um negócio especializado em serviços de tecnologia que responderá por cerca de 100 mil empregos, ou seja, dois terços da força de trabalho do Vale do Silício, na Califórnia. O novo negócio, que será liderado por executivos da Computer Sciences, já nasce com receita de cerca de US$ 26 bilhões anuais. Com isso, a HPE se concentrará principalmente em software, servidores, rede e hardware de armazenamento.

Em comunicado em seu site, a HPE disse que estima o valor da unidade de serviços corporativos em cerca de US$ 4,5 bilhões, o que lhe dará uma participação de 50% na nova empresa criada com a Computer Sciences, bem como um dividendo em dinheiro de US$ 1,5 bilhão. Já a Computer Sciences deve assumir cerca de US$ 2,5 bilhões em passivos.

O movimento da HPE reflete o acirramento da competição no mercado de TI corporativa e a adesão cada vez maior das empresas à computação em nuvem. HPE tem enfrentado a concorrência crescente dos fornecedores de computação em nuvem, incluindo a Amazon.com e a Microsoft.

O spinoff da unidade de serviços e a fusão com a Computer Sciences terá um impacto maior para a HPE nas vendas de hardware, em contraste com a estratégia de fusão feita pela Dell e a EMC. "Estamos criando duas grandes empresas que vão ser mais focadas em um conjunto mais restrito de empresas", disse a CEO Meg Whitman, em entrevista ao The Wall Street Journal. Ela classificou a fusão como uma transação para "mudar o jogo". A unidade de serviços representa cerca de 40% da receita da HP Enterprise, embora venha registrando crescendo mais lento, com margens de lucro mais baixas, do que seus outros negócios, segundo ela. "Eu acredito que a indústria de serviços irá se consolidar ao longo do tempo, e é melhor estar na vanguarda, em vez de atrás", disse.

A transação, anunciada juntamente com os resultados fiscais do segundo trimestre fiscal, fez com que as ações da HPE subissem mais de 10% no after-hours trading, negociação após o fechamento da Nasdaq, desta terça-feira, 24. A empresa registrou um aumento na receita melhor que o esperado, de 1,3%, para US$ 12,7 bilhões, e de quase 20% no lucro, que totalizou US$ 320 milhões no período.

A HP consolidou sua reputação no mercado de serviços de tecnologia com a aquisição da EDS e da fabricante de computadores Compaq. Leia mais em tiinside 24/05/2016



Renova se reestrutura para ganhar fôlego

A frustrada parceria com a americana SunEdison, em recuperação judicial desde abril, obrigou a Renova Energia a fazer um forte ajuste em suas estruturas. Além de perder dinheiro com o negócio, a Renova - uma das maiores geradores de energia eólica no Brasil - teve de receber aporte de recursos dos sócios, rever o cronograma de obras, cortar despesas e procurar um sócio estratégico para reforçar a capacidade de investimento da empresa.

No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou prejuízo de R$ 551 milhões, sendo R$ 382 milhões referentes à perda de investimentos com o grupo americano. Em junho de 2015, a Renova vendeu 14 parques eólicos à SunEdison, por cerca de R$ 1,6 bilhão. Desse valor, cerca de R$ 500 milhões entraram no caixa da empresa em dinheiro, e o pagamento restante foi em ações.

Com dificuldades financeiras nos Estados Unidos, os papéis da SunEdison despencaram e a Renova teve de contabilizar as perdas. Além disso, foi obrigada a rescindir o contrato de venda de três pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), de 41,8 megawatts (MW), com o grupo americano. Referência no setor de energia eólica, a empresa tem 770 MW de potência instalada e 11,5% dos parques vendidos para a SunEdison - participação pela qual tem direito a dividendos.

Para equalizar as contas, a companhia renegociou contratos que tinha no mercado livre com seus próprios sócios. Um parque eólico, de 200 MW, que deveria entrar em operação no ano que vem foi prorrogado para o fim de 2020. Outro que entraria no fim de 2015 ficou para outubro deste ano. "A condição do setor, com sobra de energia, foi favorável a essa revisão dos cronogramas", afirmou o diretor comercial da Cemig, Evandro Vasconcelos, presidente do conselho de administração da Renova.

PCHs

Segundo ele, a reestruturação da companhia também envolveu um aumento de capital de R$ 731 milhões, anunciado em fevereiro deste ano. Desse valor, a Cemig já aportou R$ 240 milhões e a Light deve colocar outros R$ 40 milhões. Além disso, a empresa de energia renovável deve vender alguns ativos. A ideia é preservar os ativos eólicos e se desfazer das participações em PCHs.

Numa das operações em análise, a Cemig, sócia da empresa com 27,3% de participação, compraria três usinas da Renova, dizem fontes do setor. Pelo negócio, a estatal mineira não desembolsaria dinheiro, mas assumiria dívida da companhia. Assim, a Renova reduz os custos com endividamento, de R$ 2,8 bilhões, de acordo com o balanço de março de 2016.

"A venda de ativos da companhia é uma alternativa. Mas não precisa ser necessariamente para a Cemig. Pode ser para o mercado", afirma Vasconcelos. Segundo ele, além das três PCHs com 100% de capital da Renova, há ainda uma participação de 51% que a empresa tem na Brasil PCH, num portfólio de 13 usinas de 290 MW.

Sócio

Vasconcelos diz ainda que a Renova está em busca de um sócio estratégico para compor o bloco de controle. "Acreditamos que antes da venda da participação da Light, conseguiremos fechar um acordo para a entrada desse novo sócio."

Nos últimos meses, a empresa foi procurada por quase 20 grupos nacionais e internacionais em busca de informações sobre a venda da participação dos 16% da Light. Estão no páreo para levar a fatia da companhia, grupos chineses, canadenses e americanos, além de fundos brasileiros.

Fontes afirmam que, além da chinesa State Grid, que já tem investimentos no País, outros grupos asiáticos estão de olho na Renova, como fundos de private equity. A venda traria mais fôlego para a empresa para tocar o plano de expansão nos próximos anos.

No conjunto de medidas para equilibrar as contas, a Renova também vai fazer um enxugamento das despesas. Nos últimos anos, o número de funcionários subiu para cerca de 450 pessoas. Com a crise provocada especialmente pela SunEdison, esse número já caiu para algo em torno de 380 funcionários. O objetivo agora, segundo Vasconcelos, é terceirizar alguns serviços na empresa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Fonte IstoÉDinheiro Leia mais em pchonline 24/05/2016



Monsanto rejeita oferta de compra da Bayer, mas segue aberta a negociar

O gigante da agricultura americano Monsanto, especializado em organismos geneticamente modificados (OGM) e em pesticidas, rejeitou na terça-feira uma oferta de compra por 62 bilhões de dólares feita pela empresa farmacêutica alemã Bayer AG, considerando-a insuficiente, mas se declarou aberta a negociar.

O conselho de administração da Monsanto "considerou por unanimidade que a oferta da Bayer AG é incompleta e financeiramente inapropriada", disse a empresa em um comunicado assinado pelo presidente, Hugh Grant.

A Monsanto acrescentou, porém, que "continua aberta a manter discussões construtivas para determinar se uma transação (..) é possível".

Grant disse que a oferta da Bayer "subestima significativamente" a companhia e não dá garantias suficientes de como a empresa alemã financiaria a transação ou de como lidaria com os possíveis questionamentos das autoridades regulatórias do mercado.

A Bayer apresentou na segunda-feira à Monsanto a maior proposta de aquisição já feita por um grupo alemão, ao oferecer pagar 122 dólares por ação da empresa, o que significaria um total de cerca de 62 bilhões de dólares.

A proposta provocou uma subida nas ações da Monsanto, mas só até a marca de 106 dólares, devido à expectativa de que a oferta seria rejeitada e de que a Bayer deveria melhorá-la. Por outro lado, as ações da Bayer caíram.

No final da tarde desta terça-feira, a Bayer emitiu um comunicado afirmando que "espera empreender no futuro um diálogo construtivo com a Monsanto", mas não se afastou de sua oferta inicial.

Para aproveitar "a oportunidade da sua vida", a Bayer deve aumentar o valor oferecido, avaliou Jeffrey Holford, da consultoria Jefferies.

A Monsanto tem outras cartas na manga, entre elas uma fusão com a alemã BASF que, segundo analistas, não pode ficar como mera observadora dos atuais movimentos no mercado mundial de agroquímicos.

O grupo chinês ChemChina comprou há pouco a suíça Syngenta, enquanto as americanas Chemical e DuPont estão acertando os detalhes de sua fusão. AFP Leia mais em bol.uol 25/05/2016