22 novembro 2017

A holandesa Weener Plastics adquire Orange Products Plasticos Ltda

A Weener Plastics (WP), com sede na Holanda, adquiriu as ações e ações da Orange Products Plásticos Ltda no Brasil (OPB) da Orange Products Inc (OPI) e da C-Pack, seus atuais acionistas. O valor nnão foi divulgado.

O site OPB, estrategicamente localizado em Santo Amaro da Imperatriz, Santa Catarina, é um fabricante líder de bolas roll-on para desodorantes. A WP está empenhada em continuar o alto serviço que a OPB deu aos seus clientes e desenvolver o conhecimento e a experiência da equipe local no Brasil.

A Weener Plastics é um fornecedor global de soluções de embalagens plásticas inovadoras. A empresa projeta, desenvolve e fabrica tampões e fechaduras de valor agregado, Roll-on Balls e Embalagens, Frascos e Garrafas para os mercados de Cuidados Pessoais, Alimentos e Bebidas e Cuidados Domiciliários. A WP emprega mais de 3.000 pessoas e tem 24 instalações em 16 países em todo o mundo. Leia mais em wppg 13/10/2017


22 novembro 2017



Mapfre adquire 25% da gestora francesa La Financière Responsable

A Mapfre adquiriu 25% da gestora francesa, que tem cerca de US$ 174 milhões de ativos sob gestão.

A operação, que foi realizada através da sua empresa de gestão de ativos Mapfre AM, permitirá à seguradora comercializar os fundos geridos pela LFR, através de sua plataforma de Luxemburgo ou diretamente a investidores institucionais.

Além disso, esta operação envolve o lançamento de novos produtos para investidores institucionais e de alto patrimônio líquido, como explicou a Mapfre em um comunicado, que não detalha o valor da operação.

Esta empresa francesa de investimentos foi fundada em 2007 por Olivier Johanet e Stephane Prevost e atualmente administra quatro fundos de investimentos ativos. A empresa, explica a Mapfre, é reconhecida no setor como uma entidade especializada em critérios sociais, econômicos e meio ambientais de investimento em empresas.

“Acreditamos que não é possível desenvolver negócios sustentáveis ao longo do tempo se não cuidarmos da marca social que deixamos para trás”, disse o presidente da Mapfre, Antonio Huertas, acrescentando que a LFR “vem complementar a experiência e a proposta de serviço da Mapfre em investimentos ambientais, sociais e de boa governança.”

Nesse sentido, a Mapfre se juntou em maio passado à rede mundial de signatários dos Princípios de Investimento Responsável, uma iniciativa em colaboração com o Pacto Mundial da ONU que tem como objetivo compreender o impacto que as questões meio-ambientais, sociais e governamentais tenham nos investimentos. Referência: La República Leia mais capitólio 22/11/2017



Petrobras vende participação no Campo de Azulão para Eneva por US$54,5 mi

A Petrobras PETR4.SA> assinou contrato com a Eneva ENEV3.SA> para cessão de totalidade de sua participação no Campo Azulão, localizado na Bacia do Amazonas, por 54,5 milhões de dólares, informou a estatal em fato relevante nesta quarta-feira.

A transação faz parte do programa de desinvestimentos e está alinhada à política da estatal de priorizar investimentos “em ativos com maior potencial de geração operacional no curto prazo e com maior possibilidade de otimização de capital e de ganhos de escala”, disse a Petrobras.

O valor será pago na data de fechamento da operação, que depende além disso da aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Campo de Azulão, localizado a cerca de 290 km a leste de Manaus e declarado comercial em maio de 2004, “possui volumes recuperáveis de gás natural com potencial para implantação de um projeto integrado, com o escoamento direto do gás natural produzido para abastecimento de uma usina termelétrica”, disse a Eneva em fato relevante. (Por Raquel Stenzel) Jornal do Brasil Leia mais em boainformacao 22/11/2017



Volume de fusões e aquisições no Brasil deve cair 14% em 2018

Depois de muitas transações relevantes, como Vigor e Eldorado neste ano, o volume de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Brasil deve cair 14% em 2018 para US$ 46,43 bilhões, segundo levantamento do escritório Baker McKenzie, parceiro global do brasileiro Trench Rossi Watanabe, em conjunto com o Oxford Economics.

O pico das operações, por outro lado, segundo o Global Transactions Forecast 2018, deverá ocorrer em 2019, quando são esperados US$ 60,976 bilhões dessas transações.

A projeção, ainda, é que neste ano o valor transacionado encerre em US$ 53,823 bilhões, 148% acima de 2016. Fonte: Portal economia.estadao Leia mais em cmconsultoria 22/11/2017



Cemig venderá 34 mi units da Taesa para honrar opção de venda de bancos na Light

A elétrica Cemig informou nesta quarta-feira que venderá 34 milhões de units da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) para honrar a opção de venda de participação de bancos na Light, na qual a companhia também detém participação majoritária.

Cada unit representa uma ação ordinária e duas preferenciais –a Cemig detém cerca de 326 milhões de ações da Taesa, sendo 252 milhões ordinárias e 73,6 milhões preferenciais.

O leilão na B3 está previsto para ocorrer na sexta-feira, dia 24, e as ações a serem ofertadas não estão vinculadas ao acordo de acionistas da Taesa, disse a empresa.

A Cemig afirmou que contratou a Itaú Corretora de Valores para intermediar a venda, cujos recursos serão depositados numa conta vinculada para honrar os compromissos da companhia com os bancos sócios da Light.

Os sócios da Cemig na Light acionaram uma opção de venda de suas participações na elétrica que obriga a companhia mineira a comprar suas ações ou encontrar um terceiro interessado. O negócio envolve cerca de 1,4 bilhão de reais.

A Cemig anunciou neste ano um enorme plano de desinvestimentos, e os primeiros movimentos seriam a venda de uma fatia na transmissora de energia, conforme relatado anteriormente. (Por Roberto Samora) Reuters  Leia mais em aloto 22/11/2017



Brasileiro IG4 pretende captar US$400 mi para investimentos em empresas em dificuldades

A IG4 Capital Investimentos está criando um novo fundo de private equity de 400 milhões de dólares visando investimentos em empresas brasileiras em dificuldades, disse o fundador Paulo Mattos à Reuters nesta quarta-feira.

Mattos espera investir em até oito empresas no setor imobiliário, de infraestrutura e industriais que estejam em “situação especial”. Essas podem ser empresas com um fardo de dívida insustentável, com acionistas controladores envolvidos em investigações de corrupção e enfrentando problemas regulatórios, disse Mattos.

Mattos lembrou que os bancos brasileiros têm em carteira um grande volume de imóveis tomados como colateral em empréstimos, e que há oportunidades interessantes de investimento entre empresas da cadeia automotiva.

O primeiro fundo do IG4 arrecadou 400 milhões de reais (124 milhões de dólares) para investir na companhia de saneamento Iguá Saneamento. A empresa, anteriormente conhecida como CAB Ambiental, foi adquirida em julho da Galvão Engenharia, um dos conglomerados de construção do Brasil forçados a vender ativos depois de ter sido atingida pela operação Lava Jato.

O segundo fundo arrecadou 100 milhões de dólares até o momento com o Park Hill Group, uma divisão da PJT Partners, atuando como agente de colocação, disse Mattos. Mattos, ex-executivo da GP Investments, fundou sua própria empresa em 2015.  (Por Tatiana Bautzer) (Reuters)  Leia mais em  Zloto 22/11/2017



CCR mira aquisições em rodovias, mobilidade urbana e aeroportos no exterior

A CCR planeja entrar em concessões de rodovias e de mobilidade urbana em mercados latino-americanos a partir de 2018 e terá os Estados Unidos como principal mercado para crescimento no setor aeroportuário nos próximos anos, disseram executivos da companhia nesta quarta-feira.

"Tomamos uma decisão corporativa de entrar em concessões de rodovias em outros mercados fora do país", afirmou o presidente da divisão da CCR Rodovias BR, José Braz, durante apresentação a investidores.

Geograficamente, os alvos preferenciais da companhia neste segmento estão no Chile e na Argentina, que têm concessões atuais vencendo em 2018, além de Peru e Colômbia.

Dona de concessões rodoviárias em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Mato Grosso do Sul, a CCR tem planos de novos investimentos no setor no Brasil, incluindo em aditivos a contratos existentes e na disputa de novas concessões, afirmou.

Entre eles estão o leilão do trecho Norte do Rodoanel, anel viário na região metropolitana da capital Paulista, a CCR avalia participar em algumas das concessões de estradas que fazem parte do programa Avançar lançado recentemente pelo governo federal.

Mas a decisão de diversificar para a América Latina refletiu, entre outros fatores, pontos regulatórios que foram "desconstruídos", disse Braz.

Além das estradas, a CCR também avalia participar de licitações para concessão de metrô em Lima (Peru), Bogotá (Colômbia) e Buenos Aires (Argentina).

Já no setor aeroportuário, no qual a companhia também se expandiu para o exterior, o foco para crescimento nos próximos anos são os Estados Unidos, disse o presidente da divisão da CCR Aeroportos, Ricardo Bisordi.

"Temos perspectiva de muitas parcerias público-privadas lá a partir de 2018", disse Bisordi.

Os planos de expansão acontecem na esteira de uma oferta subsequente de ações de cerca de 4 bilhões de reais feita no começo de 2017. Atualmente, segundo diretor-financeiro e de relações com investidores da CCR, Arthur Piotto Filho, a empresa tem cerca de 7 bilhões de reais disponíveis para investimentos e aquisições. (Por Aluisio Alves) Reuters Leia mais em dci 22/11/2017



Enel vai investir R$ 7 bi no Brasil

Starace, presidente mundial: "No Brasil, temos mais interesse em distribuidoras geograficamente próximas das nossas" Após comprar a distribuidora goiana Celg e a hidrelétrica mineira de Volta Grande, a elétrica italiana Enel prevê investir ? 1,8 bilhão (o equivalente a cerca de R$ 7 bilhões) no Brasil nos próximos três anos.  O valor, que representa pouco mais de 10% do investimento global do grupo para o período (? 14,6 bilhões), não inclui potenciais novas aquisições de ativos no país.

Na mira estão distribuidoras da Eletrobras e o controle da Light, distribuidora que atende a região metropolitana do Rio de Janeiro e que tem potencial de sinergia com a vizinha Enel Distribuição Rio (antiga Ampla Energia), dos quais a companhia manifestou interesse. Segundo o diretor financeiro mundial do grupo italiano, Alberto de Paoli, do montante previsto de investimentos para o período 2018-2020 no Brasil, ? 1,5 bilhão serão destinados à área de distribuição e ? 300 milhões para a conclusão de projetos de geração de energias renováveis (eólica e solar) e soluções de digitalização.

De acordo com o executivo, a companhia deve fechar 2017 com investimentos no Brasil da ordem de ? 1,5 bilhão. Considerando o plano de negócios 2017-2019 do grupo, que era de ? 3,2 bilhões, a previsão de investimentos para os próximos anos está em linha com o que o grupo havia planejado no ano passado. Paoli destacou que os recursos aportados neste ano não incluem a quantia desembolsada este ano na conclusão das aquisições da Celg (R$ 2,2 bilhões) e da hidrelétrica Volta Grande (R$ 1,4 bilhão), que pertencia à Cemig.

Sobre novas oportunidades de negócios, o presidente mundial gigante europeia de energia, Francesco Starace, confirmou o interesse na Light, mas disse que "até agora, não é um processo com o qual podemos trabalhar". A respeito das seis distribuidoras da Eletrobras no Norte e Nordeste que deverão ser leiloadas em abril de 2018, o executivo sinalizou interesse maior pela Ceal, em Alagoas, e Cepisa, no Piauí, situadas próxima da Enel Distribuição Ceará (antiga Coelce).

"Estamos interessados em outras distribuidoras que a Eletrobras vai colocar no mercado, assim como aconteceu com a Celg. Estamos interessados, mas não em todas elas, algumas mais que outras", afirmou Starace, após participar de encontro com investidores sobre o plano de negócios do grupo para 2018-2020. "Não é segredo que temos mais interesse nas distribuidoras que estão geograficamente próximas das que temos", completou ele, sem citar o nome das empresas.

O presidente mundial da Enel contou ainda que o grupo vai participar dos leilões de energia "A-4" e "A-6" (que contratarão energia de novas usinas para início de fornecimento em 2021 e 2023, respectivamente), marcados para dezembro. "Somos um dos participantes ativos desses fantásticos leilões. E claro que vamos participar dos próximos".

Segundo o chefe global de energias renováveis do grupo, Antonio Cammisecra, o Brasil é um dos países de interesse da companhia no desenvolvimento de projetos de "build, sell and operate", ou empreendimentos de energias renováveis que a empresa constrói, vende geralmente 51% da participação e mantém a operação do parque com uma fatia menor.

Esse modelo de negócio já foi adotado nos Estados Unidos e México. Conforme Paoli, o resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa no Brasil deve crescer de ? 960 milhões, estimados para 2017, para ? 1,49 bilhão em 2020 - maior 55%. Na mesma comparação, o Ebitda na América do Sul crescerá 40%, para ? 5,6 bilhões.

O continente será responsável por 60% (ou ? 1,6 bilhão) da alta estimada do Ebitda global da companhia italiana, de ? 15,5 bilhões, este ano, para ? 18,2 bilhões, em 2020. "A América do Sul é a região que contribui mais para o crescimento do Ebitda. Isso é resposta ao nosso investimento e em aquisições na região", disse.

Voltando à projeção de investimentos no Brasil, do montante previsto para o período 2018-2020, ? 560 milhões serão destinados ao "turnaround" (virada) da Celg. Segundo o chefe da linha de negócios global de infraestrutura de redes da Enel, Livio Gallo, a meta da empresa é obter um crescimento de 21% do valor da base de remuneração de ativos da Celg e uma economia de ? 85 milhões de despesas operacionais da distribuidora.

Na frente operacional, a meta é reduzir em três pontos percentuais o índice de perdas totais, de 12% para 9% da distribuidora goiana, e em 40% o tempo de duração de interrupções da Celg, de 1.722 minutos/ano para 1.043 minutos.

Dentro do plano global, a Enel prevê investir ? 5,3 bilhões na digitalização da base de ativos, operações, processos e conectividade em três anos. A expectativa da empresa é que a área de digitalização gere Ebitda adicional cumulativo de ? 1,9 bilhão nos próximos três anos

Segundo a companhia, 60% desse aumento virá do crescimento da margem e 40% por meio de redução de despesas operacionais em base cumulativa. Nessa frente de atuação, a empresa lançou ontem a nova marca do grupo, "Enel X", dedicada a negócios de mobilidade elétrica e serviços digitais para residências, indústrias e cidades. A Enel X também atuará no Brasil, herdando o que foi da Enel Soluções.

O grupo italiano, que iniciou seu processo de internacionalização em 2001, atua hoje em mais de 30 países com capacidade instalada de 83 mil MW e redes de energia de 2,1 milhões de quilômetros de cobertura, atendendo a mais de 64 milhões de consumidores no mundo. Em 2016, a companhia teve faturamento de ? 70,6 bilhões. O repórter viajou a convite da EnelPublicado em 22/11/2017 por Valor Online Leia mais em gsnoticias 22/11/2017



Petrobras pode levantar até R$ 7,5 bilhões com IPO da BR previsto para dezembro

Na operação, a Petrobras ofertará 25% de sua participação na BR Distribuidora, no IPO

APetrobras poderá levantar até R$ 7,5 bilhões com a abertura do capital de sua subsidiária de distribuição de combustíveis BR Distribuidora, em dezembro, como parte de seu plano bilionário de venda de ativos para ajudar a reduzir o endividamento da empresa, o maior de uma petroleira no mundo.

Segundo prospecto preliminar publicado pela estatal nesta quarta-feira, a oferta pública de distribuição secundária de ações da BR Distribuidora envolverá 291,25 milhões de papéis ordinários da empresa e a estimativa é que o preço por ação estará situado entre R$ 15 e R$ 19.

Na operação, a Petrobras ofertará 25% de sua participação na BR Distribuidora, no IPO (na sigla em inglês para oferta inicial de ações) que deverá ter seu preço fixado em 13 de dezembro, apontou o documento.

A oferta da maior distribuidora de combustíveis e lubrificantes do Brasil pode envolver ainda até 58,25 milhões de ações adicionais, ou 20% dos papéis inicialmente ofertados, além de um lote suplementar de até 43,7 milhões de ações.

Nesse caso, a oferta da petroleira poderá crescer a 33,75% de sua fatia na BR, caso sejam vendidas também as ações adicionais e do lote suplementar.

Considerando o máximo do preço sugerido, a empresa poderia obter até R$ 7,5 bilhões com a oferta, o que representaria o maior IPO no Brasil desde 2013, quando a BB Seguridade movimentou R$ 11,475 bilhões em sua oferta inicial de ações.

Dessa forma, o IPO da subsidiária da Petrobras deve contribuir de forma importante com a meta da companhia de levantar um total de 21 bilhões de dólares com venda de ativos no biênio 2017-2018, visando reduzir a sua dívida.

A dívida líquida da Petrobras somou R$ 279,237 milhões ao final do terceiro trimestre deste ano.

Às 14:24, as ações preferenciais da Petrobras operavam em alta de 1,4%, enquanto o Ibovespa tinha uma estabilidade.

Cronograma
O coordenador líder da oferta será o BofA Merrill Lynch, enquanto BB Investimentos, Bradesco BBI, Itaú BBA, J.P. Morgan, Morgan Stanley e Santander também atuarão como coordenadores.

O início do período de reserva da oferta está previsto para 29 de novembro, com encerramento em 12 de dezembro.

Após a fixação do preço por ação, prevista para 13 de dezembro, o registro da oferta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deverá acontecer no dia seguinte. Com isso, a previsão é que as ações da BR Distribuidora passarão a ser negociadas na bolsa paulista B3 em 15 de dezembro.

A empresa já vinha se preparando para o IPO da BR, um dos que são aguardados pelo mercado ainda para este ano, devido a preocupações com imprevisibilidades em 2018, em meio ao calendário eleitoral.

Em agosto, a Petrobras anunciou aporte de R$ 6,3 bilhões na BR em meio a medidas para limpar o seu balanço e atrair investidores. Dentre as ações, a Petrobras também anunciou uma cisão na BR para separar recebíveis de dívidas da Eletrobras junto à distribuidora de combustíveis.

A Petrobras destacou que a BR teve participação de 30% no mercado de combustíveis nos primeiros nove meses de 2017.

Constituída em 1971, a BR é líder em rede de postos, em atendimento a grandes consumidores e a empresas de aviação.

Em 2016, a empresa foi a segunda maior empresa brasileira em receita bruta, atrás apenas da própria Petrobras.

Em 2017, a receita líquida somou R$ 61,4 bilhões até setembro, segundo o prospecto divulgado nesta quarta-feira. (Por Luciano Costa e Marta Nogueira; Reportagem adicional de Bruno Federowski) - POR AGÊNCIA REUTERS Leia mais em epocanegocios 22/11/2017



Yara não descarta compra de ativos da Petrobras no país

Hanzen, da Yara Brasil: "Não podemos descartar um ativo como o da Petrobras"

Após anunciar a compra dos ativos remanescentes da área de fertilizante da Vale, a multinacional norueguesa Yara não descarta a aquisição de ativos da Petrobras no segmento de adubos nitrogenados.

"A gente não comenta ativos específicos, mas, obviamente, não podemos descartar um ativo como o da Petrobras. Assim como a gente não descartou a Vale, mas, em alguns momentos, ficou menos atrativo", disse Lair Hanzen, vice-presidente executivo da Yara International e presidente da Yara Brasil, em entrevista ao Valor.

Na sexta-feira, a companhia norueguesa anunciou a aquisição da operação de adubos nitrogenados e fosfatados da Vale, em Cubatão (SP), por US$ 255 milhões, cerca de 60% abaixo das estimativas de mercado.

Segundo Hanzen, vários aspectos são levados em consideração na decisão de compra de ativos: dinâmica mundial do portfólio da companhia, caixa, preço das commodities e avaliações sobre o cenário futuro. "Tudo isso faz o ativo ser mais ou menos interessante em algum momento. Dentro disso, a gente não pode descartar um ativo como o da Petrobras, mas, hoje, especificamente, não existe algo claro", afirmou.

Em entrevista ao Valor em março, Hanzen sinalizou que os ativos da Vale não eram o foco da companhia. Na ocasião, ele observou que "o fato de a gente não ter comprado até agora, provavelmente, já diz algo". "Não é o fato de haver um ativo à venda que significa necessariamente que isso faz sentido. Precisa ver se faz sentido na estratégia do Brasil e na estratégia mundial", argumentou à época.

Na entrevista ontem, Hanzen disse que, naquela ocasião, a compra dos ativos da Vale em Cubatão era algo muito distante. "Não existia naquele momento nenhuma sinalização. Enfim, se dá uma conjunção de coisas que faz com que [uma negociação] seja interessante. Então, não descarto, mas não é algo específico agora que a gente esteja olhando ou focando".

O presidente da Yara Brasil afirmou que investimentos no país continuarão ocorrendo independentemente de novas aquisições. Apenas nos ativos recém-adquiridos, a Yara deve investir US$ 80 milhões até 2020 em melhorias. Atualmente, a empresa também tem três grandes projetos em andamento no país que, juntos, totalizaram R$ 4 bilhões: um de mineração e produção de Serra do Salitre (MG), duplicação do parque fabril de Rio Grande (RS), e construção da primeira unidade de fertilizantes foliares no País, em Sumaré (SP).

Segundo o executivo, somente para manter a participação de mercado e a produtividade no país são feitos investimentos de, em média, US$ 150 milhões por ano. Por Kauanna Navarro | De São Paulo Fonte : Valor Leia mais em alfonsim 22/11/2017



Francesa Accor assume gestão de 21 hotéis da BHG no Brasil

A AccorHotels assumiu ontem a administração de 21 hotéis do Brazil Hospitality Group (BHG) no país, dos quais cinco no estado do Rio. Ao todo, são 17 unidades de propriedade da BHG e outras quatro que estavam sob gestão da companhia brasileira, somando 3.400 quartos. O negócio, de R$ 200 milhões, pode elevar o Brasil de quarto para terceiro maior mercado global para o grupo francês ao fim deste ano, atrás da França e Alemanha, superando a Inglaterra.

— Estamos fazendo dois movimentos importantes, ampliando a oferta nos segmentos de luxo, lifestyle e lazer. Contando o acordo com a BHG, 2017 é um ano de expansão recorde para a Accor na América do Sul, com 50 inaugurações, sendo 40 delas no Brasil. Mesmo com a crise, vamos fechar o ano com crescimento em receita — conta Patrick Mendes, presidente executivo da AccorHotels para a América do Sul.

O grupo francês reúne marcas como Ibis, Mercure, Sofitel, Pullman, entre outras. Quando foi anunciado, no início de março, o acordo entre os dois grupos incluiria 26 hotéis, mas esse número caiu a 21 após ajustes. O contrato prevê investimentos de R$ 300 milhões pela BHG na renovação de unidades, além da conversão progressiva em marcas da Accor até o fim de 2019. Entre esta semana e janeiro de 2018, 12 dos 21 hotéis vão adotar bandeiras do grupo francês. ROYAL TULIP SERÁ O PRIMEIRO PULLMAN DO RIO Está nesta primeira leva, por exemplo, o antigo Royal Tulip São Conrado, que será o primeiro Pullman do Rio, e também o Golden Tulip Angra dos Reis, que será um Mercure.

— Vamos iniciar um processo de investimento forte em todos os ativos imobiliários do grupo. Serão R$ 300 milhões nos 17 hotéis de nossa propriedade incluídos no acordo com a Accor. Em separado, temos o Marina, no Leblon, fechado para obras e com reabertura prevista para início de 2021 — conta Alexandre Solleiro, presidente da BHG.

A BHG tem 39 hotéis, sendo 21 deles, agora, com a Accor e outros 18 sob gestão do grupo brasileiro, além de deter participação minoritária em outros sete. Segundo Solleiro, serão de sete e oito inaugurações nos próximos 12 a 14 meses. Por ora, a BHG não tem planos de ampliar investimentos na cidade do Rio. Já a Accor tem 273 hotéis no Brasil, com a inauguração de outros sete prevista para até o fim deste ano.

— Vamos superar antecipadamente a meta de chegar a 500 hotéis na região, prevista para 2020 — conta Mendes, que no início do ano previra crescimento de 4,5% do mercado brasileiro em 2017.
No terceiro trimestre deste ano, a Accor registrou aumento de 7,2% no faturamento, que avançou para € 504 milhões, na comparação com igual período de 2016. Todas as regiões em que o grupo atua — são 4.200 hotéis em 95 países — tiveram expansão, com exceção da América do Sul, com recuo de 15,3%. O relatório financeiro da companhia destaca que o Brasil parece ter chegado “ao fundo do ciclo, resultando em aumento na taxa de ocupação da região pela primeira vez em três anos”. Mas na avaliação de Mendes, o jogo está virando no país, embora reconheça que a situação do mercado do Rio ainda é difícil:

— No ano passado, teve Olimpíada, e o período de julho a setembro foi muito bom. A hotelaria carioca sofre, hoje, com a maior oferta de quartos e também com a recessão. A situação no Rio é difícil. Mas acredito que, na hotelaria, chegamos ao fundo do poço em maio/junho na cidade. Nos últimos dois ou três meses, o avanço é positivo. É retomada lenta, mas segura.

A ocupação média dos hotéis do Rio ficou em 43% em julho, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), acima dos 39% registrados em junho. A taxa, porém, representa recuo na comparação com janeiro, quando ficou em 64%.

Cinco dos 21 hotéis que a Accor está assumindo ficam no estado do Rio. Além das unidades de Angra dos Reis e de São Conrado, dois empreendimentos em Copacabana mudarão de marca: o Golden Tulip vai virar Grand Mercure e o Tulip Inn, Mercure. E uma unidade no Leme ficará sob a bandeira Novotel. Outra mudança, neste caso do portólio próprio da companhia francesa, é o Sofitel Copacabana, fechado para uma grande reforma e que será reaberto como o primeiro Fairmont da América do Sul.

Ficarão em São Paulo os hotéis de transição mais trabalhosa dentre os que integram o acordo com a BHG. Um deles é o Pergamon, que passa de imediato a se chamar Pergamon by AccorHotels. Somente após a renovação prevista para se estender ao longo de 2018 e 2019, explica Mendes, é que a unidade passará a operar como o primeiro Mama Shelter da capital paulista. Já há uma unidade da marca no Rio, em Santa Teresa. Fonte:O Globo Leia mais em portal.newsnet 22/11/2017



Fusão de Acelor e Votorantim em aço longo depende de fortes restrições

Agentes ligados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acreditam que a fusão entre ArcelorMittal e Votorantim não será aprovada da forma proposta. Para advogados, a adoção de restrições terá que ser muito forte para que a operação saia do papel.

O especialista em direito concorrencial do Almeida Advogados, Leonardo Palhares, conta que participou de reunião com o presidente do Cade, Alexandre Barreto de Souza, na qual o líder do tribunal administrativo teria sinalizado que, da forma como está, a fusão não seria aprovada. "Já temos essa notícia de que não vai ser feito da maneira como foi proposto antes. Esse é um processo que gera malefícios aos fornecedores e ao consumidor", afirma o advogado.

A Superintendência-Geral do Cade, após analisar o caso, sugeriu a reprovação da operação por fundir duas das três principais fornecedoras de aços longos comuns do País - ArcelorMittal, Votorantim Siderurgia e Gerdau. A transação significaria a eliminação de um player relevante em um segmento onde as três maiores empresas respondem por mais de 80% da oferta do mercado, informou a superintendência.

De acordo com o especialista do Almeida Advogados, Caio Iadocico de Faria Lima, a operação concentrará poder de mercado no oligopsônio - quando há muitos vendedores e poucos compradores para um determinado produto - das fabricantes de aços longos.

Leonardo Palhares lembra que a venda de insumos às siderúrgicas emprega 1,5 milhão de pessoas atualmente. "Estamos falando de empresas de alta tecnologia até os carroceiros que recolhem a sucata."

Nesse caso, um dos problemas seria que a Arcelor no Brasil se verticalizou para processar e colher a sucata direto da fonte junto a indústrias automobilísticas, por exemplo. "A Votorantim, que atualmente adquire 100% da sucata dos pequenos produtores, poderia aproveitar a que é processada pela Arcelor, tirando emprego dos sucateiros", avalia ele.

Concorrência

Faria Lima levanta ainda outro problema, que é a polêmica da aquisição por uma empresa de sua única concorrente direta. "A Gerdau, que é o terceiro player nesta dinâmica, não faz uma política de preços tão agressiva quanto a da Votorantim, então, na prática, a Arcelor está tirando do mercado a sua principal concorrente."

O ato de concentração está sob relatoria da conselheira Polyanna Vilanova, que entrou recentemente no tribunal do Cade para ficar no lugar do conselheiro Alexandre Cordeiro Macedo, nomeado à superintendência-geral do órgão. Polyanna prorrogou por 90 dias o prazo para a apreciação do ato de concentração. Assim, o Cade terá até o início de março de 2018 para julgar.

Para o especialista em direito concorrencial do Veirano Advogados, Leonardo Maniglia Duarte, por ser uma conselheira nova, Polyanna acaba sendo mais imprevisível. "Não temos um histórico de entendimento dela, não é possível prever como ela vai se posicionar", destaca o advogado. Contudo, Maniglia pondera que, por ser uma decisão colegiada, o risco associado à imprevisibilidade da conselheira é mitigado.

O Cade também não contará com o conselheiro Gilvandro Araújo no julgamento da fusão entre as siderúrgicas. Visto como alguém de perfil mais rigoroso, seu mandato encerra em janeiro e o conselheiro deve deixar o tribunal administrativo ainda no fim deste ano.

Procurada, a ArcelorMittal disse em nota que "continuará fiel" a sua política de lidar com fornecedores de portes diversos. "As compras de sucata são feitas de micro até grandes sucateiros, o que inviabiliza o discurso de que os pequenos produtores seriam prejudicados". A Votorantim Siderurgia disse que colabora com o Cade para identificar e solucionar eventuais preocupações concorrenciais e segue confiante nos méritos da transação. Leia mais mem dci 22/11/2017