31 outubro 2014

VivaReal leva aporte de R$ 100 milhões

O portal de imóveis VivaReal receberá um aporte de R$ 100 milhões do fundo americano Spark Capital, a ser anunciado amanhã. Esta é a terceira e maior rodada de investimentos desde o início das atividades da empresa no Brasil, em 2009, de acordo com informações do Valor.

O VivaReal já levantou mais de R$ 170 milhões em cinco anos, de fundos de capital de risco nacionais (Monashees Capital) e estrangeiros (Kaszek Ventures, Valiant Capital, Dragoneer Investment Group e Spark Capital).

O objetivo, agora, é investir no desenvolvimento de produtos, em estratégias de marketing e em recursos humanos. Hoje a empresa tem 300 funcionários no país.

A empresa companhia também possíveis aquisições e a abertura de novos escritórios, diz o presidente e co-fundador Brian Requart, em entrevista ao Valor.

"O foco principal é ampliar a audiência”, explica.
O VivaReal estima alcançar um faturamento de R$ 50 milhões em 2015, quase três vezes superior a 2013.

Incluindo a sede em São Paulo, a empresa está presente em 14 cidades - todas as capitais do Sudeste e Sul; Brasília e Goiânia, no Centro-Oeste; e Salvador, Recife e Fortaleza, no Nordeste.

Fundado em 2005, o Spark Capital administra investimentos que somam US$ 1,8 bilhão em empresas de internet como Twitter, Tumblr e Foursquare.

Para o VivaReal, pesou na escolha do fundo a experiência do sócio e gestor Jeremy Philips, antigo membro do conselho do REA Group, proprietário do portal "RealEstate", um dos maiores do segmento na Austrália.

"Este novo aporte acelera nossa estratégia de crescimento e fortalecimento de marca no Brasil, além de trazer a experiência de Jeremy Philips ao VivaReal", diz Requart.

Com mais de 8 milhões de visitantes mensais, o VivaReal concorre no mercado de venda on-line de imóveis com Zap Imóveis, Trovit e ImovelWeb.

A ImovelWeb também está expandindo sua atuação.
Em setembro, adquiriu o WImoveis, principal portal imobiliário do Distrito Federal, que fatura R$ 10 milhões por ano e detém cerca de 90% do mercado brasiliense.

Em julho, comprou a ImóvelClass, empresa de Porto Alegre que trabalha com publicidade focada no mercado imobiliário.

O Imovelweb também adquiriu o portal de imóveis do Paraná, o Imóveis Curitiba, e a empresa de software e tecnologia ImovelPRO, com sede em Santa Catarina.

O movimento de aquisições começou a partir de um aporte na Navent, controladora do Imovelweb, que recebeu US$ 30 milhões da Riverwood Capital e do Tiger Global Management.

O Imovelweb foi fundado em 1998 e hoje conta com mais de 150 colaboradores em todo o Brasil. A empresa tem unidades próprias em dez cidades brasileiras. O portal recebe mais de 3 milhões de visitas mensalmente. Júlia Merker Leia mais em Baguete 31/10/2014


31 outubro 2014



Agronegócio continua a atrair estrangeiros

Limitado na aquisição de terras brasileiras, investidor externo atua através de operações de fusão e aquisição; incertezas na economia devem trazer cautela para investimentos no ano que vem

São Paulo - A agropecuária brasileira segue nos radares dos investidores estrangeiros, que têm marcado presença através de operações de fusão e aquisição. Entretanto, a falta de clareza em alguns setores, a política adotada no País e a estimativa de margens baixas nas commodities devem impor cautela a estes investimentos em 2015.

De acordo com dados consolidados pelo Rabobank, em 2013, 60% das transações de fusões e aquisições no País assessoradas e concluídas pelo banco foram realizadas com participação de companhias internacionais, principalmente as norte-americanas ou asiáticas.

"O segmento de fertilizantes líquidos, por exemplo, apresenta um crescimento expressivo. Mesmo sendo um nicho relativamente pequeno, ele vem atraindo muitos investimentos estratégicos", diz o especialista em Mergers & Acquisitions do Rabobank, Rodolfo Hirsch. O sócio da Demarest Advogados no segmento de Agronegócios, Renato Buranello, acrescenta que a área de insumos agrícolas como um todo, assim como as de sementes e grãos tendem a conseguir boas oportunidades no mercado investidor.

Cautela

"Neste ano o Brasil ficou meio parado no que se refere a investimentos porque havia uma disputa eleitoral na qual o governo poderia mudar de direção. Com a reeleição da presidente Dilma, o cenário está mais claro porque os investidores já conhecem as posições dela, mas a palavra do momento é cautela, uma vez que ainda não está definida qual será a política macroeconômica", explica o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Diniz Junqueira.

Outra questão que pode reduzir a vinda de estrangeiros é expectativa de queda nas margens de preço e rentabilidade das commodities. Para o sócio da GO Associados, Fábio Silveira, este recuo nos rendimentos da produção vai impactar negativamente no próximo ano.

"Será necessário controle de custos e cautela. Tivemos situações de excelentes captações de renda, produção e área plantada. Agora entraremos em um ano de ajustes", explica o executivo da GO Associados.

Investimento direto

Dados do Banco Central mostram que o capital direto investido na agropecuária passou de US$ 559 mi, em 2013, para US$ 193 mi no comparativo anual para o acumulado do ano até setembro. Isso devido a uma limitação do governo federal para aquisição de terras por estrangeiros.

"Isso precisa ser revisto para que tenhamos acesso a investimentos maiores. Esta é uma das coisas que trava o capital de entrar no País", critica o presidente da SRB.

Diante disso, o capital fica limitado à entrada através de companhias do setor. Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Mauro Lopes, este fator viabilizou a participação externa indireta e favoreceu a exploração de grãos, insumos e alimentos processados, como as carnes. Nayara Figueiredo | Leia mais em DCI 31/10/2014



Wine.com.br compra empresa de e-commerce

A Wine.com.br, loja virtual de vinhos e terceiro maior e-commerce do setor no mundo, anunciou a aquisição da Giran, desenvolvedora capixaba de soluções para varejo eletrônico.

Com a aquisição, a Wine pretende intensificar seus investimentos na plataforma de venda da empresa, cujo faturamento registra médias anuais de crescimento na casa dos 70%.

Especializada no desenvolvimento, arquitetura, segurança, performance e integração com sistemas ERP e de terceiros para lojas virtuais, a Giran conta com uma equipe de cerca de 25 pessoas e atende com suas plataformas empresas como Sony e Symantec, além da própria Wine.

Para Jorge Tung, CIO da Wine.com.br, esta aquisição é estratégica e importante, pois trata-se de uma empresa que os acompanha desde o início e é especialista na área considerada chave para o negócio.

"Estamos em um momento de investir ainda mais na nossa plataforma de e-commerce e esta área é muito estratégica para nós. Este novo passo que estamos dando trará mais sinergia e capacidade para nossa área de tecnologia. É um privilégio poder contar com as pessoas e tecnologia da Giran na Wine.", afirma Tung.

Lançada em novembro de 2008, a Wine.com.br é líder em e-commerce e clube de vinhos na América Latina. A companhia possui mais de 2 mil rótulos de vinhos das principais vinícolas do mundo.

A empresa ainda conta com um modelo de assinatura, o ClubeW, com mais de 80 mil sócios ativos, que recebem mensalmente uma WineBox® com duas, quatro ou seis garrafas de vinhos selecionados.

Recentemente a empresa entrou também no segmento de vendas para empresas (B2B) e, no ano passado, anunciou o investimento no e-commerce e clube de cervejas especiais a Have a Nice Beer. Leandro Souza Leia mais em Baguete 31/10/2014




Santander eleva participação em sua filial do Brasil

Exatamente 13,65% dos acionistas aceitaram a oferta apresentada pelo banco Santander - maior grupo financeiro espanhol e maior banco da América Latina, por causa de sua filial do Brasil - para que a participação do grupo no seu braço brasileiro chegue a 88,30% do total, informou nesta sexta-feira a entidade.

Para esta operação, o Santander emitirá 370,9 milhões de títulos que representam 3,09% de seu capital social.

O Santander anunciou sua intenção de assumir essa participação no mês de abril, e após as autorizações e aprovações correspondentes pelos acionistas do grupo no Brasil, em 15 de setembro também foi aprovada pelos acionistas do Grupo Santander em uma Junta extraordinária, primeira presidida por Ana Botín após a morte de seu pai.

A ampliação de capital, de cerca de 4,6 bilhões de euros, será feita através da emissão e colocação em circulação de 665 milhões de novas ações ordinárias de 50 centavos de euros de valor nominal cada uma e uma taxa de emissão de 20%.

O executivo-chefe do banco, Javier Marín, quantificou o rápido impacto positivo que teria a compra no lucro líquido do Santander, que seria de 2% já em 2014.

Além disso, a compra fará com que o lucro líquido do grupo aumente 7% em 2015 e outros 7% em 2016.

Segundo o banco explicou, a filial brasileira do Santander terá em 2015 um lucro líquido de cerca de 2 bilhões de euros.

O Brasil é um mercado estratégico para o grupo, com 27,3 milhões de clientes e o Santander Brasil é o terceiro maior banco privado do país e o maior estrangeiro. EFE Leia mais em Exame 31/10/2014



MTN e Vodacom avaliam a compra de ativos da Oi na África

Os grupos MTN Group e Vodacom Group estudam comprar participação em ativos da Oi na África, segundo quatro pessoas familiarizadas com a situação.

Os ativos incluem uma fatia minoritária na Unitel, a maior operadora de telefonia celular de Angola, segundo três das pessoas, que não quiseram ser identificadas porque as informações são privadas.

A Unitel faz parte da Africatel Holdings, controladora que a Oi colocou à venda no mês pasado.

A Oi controla 75 por cento da Africatel, que está avaliada em no mínimo R$ 5 bilhões, segundo uma das pessoas, que pediu anonimato porque as negociações não são públicas. A operação não é iminente, disse uma das pessoas.

Chris Maroleng, porta-voz da MTN, e Richard Boorman, porta-voz da Vodacom, não quiseram comentar sobre a Africatel e a Unitel. Eles disseram que suas companhias continuam em busca de oportunidades de investimento.

Um porta-voz da Oi não quis comentar. A Oi quer vender sua participação na Africatel, que comprou dentro do acordo para fundir suas operações com as da Portugal Telecom SGPS SA neste ano.

A companhia com sede no Rio de Janeiro também está em negociações com a Altice SA, de Patrick Drahi, para vender ativos em Portugal, segundo outras pessoas familiarizadas com o assunto.

A Oi contratou o BTG Pactual em agosto para avaliar a compra da Tim, unidade brasileira do grupo Telecom Italia. A Tim, por sua vez, avalia fazer uma proposta para comprar a Oi, disseram pessoas próximas da companhia em setembro.

Outras consolidações estão ocorrendo neste momento no mercado brasileiro de telecomunicações. A Telefônica, dona da marca Vivo no Brasil, adquiriu o controle da GVT, que pertencia à francesa Vivendi.

Claro, da mexicana América Movil, foi procurada em agosto pelo BTG para se unir à Oi em uma oferta pela Tim, disse Carlos Zenteno, presidente da Claro, em uma entrevista no início deste mês. Leia mais em exame 31/10/2014



Telefônica Brasil diz não estar envolvida em discussões sobre oferta pela TIM

A Telefônica Brasil disse nesta sexta-feira que "desconhece a existência de acordo" para oferta de compra da TIM Participações.

A empresa foi questionada após o jornal Folha de S.Paulo publicar mais cedo que Claro, Vivo e Oi fecharam um acordo para comprar a TIM. A Vivo é a marca usada pela espanhola Telefónica no Brasil, enquanto a Claro é controlada pelo grupo mexicano América Móvil.

"(A Telefônica Brasil) não está envolvida em quaisquer discussões relacionadas a este tema", disse a companhia em comunicado enviado ao mercado apenas depois que os mercados fecharam. A ação da companhia encerrou em alta de mais de 8 por cento, enquanto o Ibovespa teve ganho de 4,38 por cento.

Porém, duas fontes com conhecimento direto do assunto disseram à Reuters nesta sexta-feira que Oi, América Móvil e a Telefónica concordaram em fazer uma oferta conjunta de cerca de 32 bilhões de reais pela TIM, segunda maior operadora celular do Brasil. (Por Luciana Bruno) Reuters Leia mais em Yahoo 31/10/2014



Ativos da Nextel podem ir para American Tower

A American Tower registrou lucro líquido de US$ 206,6 milhões no terceiro trimestre do ano, ante US$ 163 milhões em igual período de 2013. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro atingiu US$ 621,6 milhões comparado a US$ 408,2 milhões um ano antes.

Tom Barlett, vice-presidente-executivo e diretor de finanças da American Tower, disse, em conferência para analistas ontem, que espera concluir um negócio com a NII Holdings, dona da Nextel, envolvendo 900 torres para a BR Towers. O momento seria propício para conseguir bom preço, com o dólar a US$ 2,45.

No Brasil, já adquiriu a BR Towers em junho do GPCP V, um fundo de ações privado gerenciado pelo GP Investments; do FIP Multisetorial, gerenciado pelo Bradesco BBI; e de outros acionistas. A BR Towers deverá ter cerca de 2.530 torres e o direito de uso de outras 2.110 torres adicionais no fechamento do negócio, estimado em R$ 2,18 bilhões. A transação ainda depende de aprovação de órgãos reguladores, segundo a American Tower. A empresa informou que depositou R$ 130 milhões como garantia em 30 de setembro.

Segundo Barlett, a American Tower deve investir cerca de US$ 3 bilhões neste ano. Do total, US$ 1,5 bilhão para concluir a aquisição no Brasil; US$ 1 bilhão para investimento e US$ 500 milhões para pagamento de dividendos.

No terceiro trimestre, a receita chegou a US$ 1,038 bilhão em relação aos US$ 808 milhões em igual período de 2013. A receita de aluguel e gestão de torres representou a maioria do volume: US$ 1,011 bilhão, com alta de 26,9%.

O lucro sobre juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado atingiu US$ 666 milhões no trimestre, 26,2% maior que um ano antes. Adicionou 14 mil novos ativos desde 2013, o que reforçou seus ganhos. Valor – Ivone Santana – Leia mais em telcomp 31/10/2014



Homologada a venda de ativos da LBR

O juiz Daniel Carnio, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, homologou ontem a venda de ativos pela LBR-Lácteos Brasil. A alienação dos ativos faz parte do plano de recuperação judicial da empresa de lácteos. O administrador judicial da LBR Ricardo Sayeg, que capitaneou o processo de venda, opinou pela homologação, que ainda não foi publicada.

A homologação ocorreu depois que as vendas dos ativos - especialmente para a francesa Lactalis - foram aprovadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em despacho, no fim de agosto, o juiz havia condicionado a homologação da venda dos ativos à aprovação do negócio com a Lactalis pelo órgão regulador. A razão é que o valor a ser pago pela empresa francesa - de R$ 250 milhões - era considerado o "pilar" da estrutura financeira do conjunto de propostas de compra recomendado pela LBR aos credores.

Em 21 de agosto passado, os credores da LBR aprovaram uma combinação de propostas recomendada pela companhia de lácteos para a venda de 14 unidades produtivas isoladas, dentro de seu plano de recuperação judicial. Essa combinação foi considerada a mais favorável pela LBR por permitir a entrada do maior montante de dinheiro à vista no caixa da empresa.

Além da Lactalis, adquiriram ativos da LBR a ARC Medical Logística (por R$ 203,3 milhões), a Colorado (por R$ 40,177 milhões), o Laticínios Bela Vista (por R$ 25 milhões), a Cooperativa do Vale do Rio Doce (por R$ 9 milhões) e a Agricoop (por R$ 6 milhões). Com a venda de todas as unidades, a LBR vai arrecadar um montante total de R$ 533,477 milhões. A notícia é do Valor Econômico. Leia mais em milkpoint 31/10/2014



Mercado de queijos cresce no país e atrai estrangeiros

O mercado brasileiro de queijos, que deverá movimentar aproximadamente R$ 19 bilhões em 2014, tem avançado de forma consistente nos últimos anos e chamado a atenção de empresas estrangeiras, que veem oportunidades de crescimento por aqui.

O melhor exemplo recente desse movimento é a francesa Lactalis, que acaba de aquirir unidades da LBR - Lácteos Brasil e da BRF e já tinha ingressado no país, no ano passado, por meio da compra de uma empresa especializada em queijos, a Balkis.

Mas, diante do potencial desse mercado no Brasil, o interesse de empresas estrangeiras do segmento deve perdurar. A Emmi, por exemplo, líder em lácteos da Suíça, com receita líquida de € 2,68 bilhões no ano passado, é uma das que já prospectaram - e continuam a prospectar - oportunidades no país. A empresa já exporta seus queijos finos para o Brasil.

Questionada pelo Valor sobre o assunto, a Emmi respondeu, por meio de sua assessoria de comunicação, que, "considerando que os mercados europeus estão saturados, as atenções se voltam mais para mercados a desenvolver".

A companhia acrescentou, em nota, que os países da América Latina são interessantes para a empresa, uma vez que a Emmi já tem operações no Chile e no México. "A opção principal será então reforçar as atividades nesses mercados e, eventualmente, entrar num mercado adicional, entre os quais o Brasil é uma opção".

Empresas brasileiras também acreditam no potencial de crescimento do mercado de queijos e têm investido para ampliar a produção. É o caso Tirolez (ver Tirolez investirá R$ 100 milhões até 2017 para ampliar produção).

Basta olhar os números do segmento no Brasil - principalmente os dados de consumo - para entender a lógica que move a estratégia dessas companhias. No Brasil, o consumo médio per capita de queijos é de apenas 5,1 quilos por ano. Muito atrás de países europeus ou mesmo da vizinha Argentina, onde alcança 11 quilos. Na França e Itália, por exemplo, o consumo é de cerca de 25 quilos per capita ano, enquanto em toda a Europa a média é de 20 quilos, segundo Fábio Scarcelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq). "Não há mais onde crescer nesses países", afirma Scarcelli, referindo-se ao mercado consumidor já maduro da Europa.

Quando esteve no Brasil, em agosto passado, na época das negociações finais para adquirir ativos da LBR e da BRF, o diretor de fusões e aquisições da Lactalis, Erick Boutry, não escondeu seu entusiasmo com o mercado de lácteos do Brasil. "Estou aqui por causa de LBR, BRF e de outras [empresas]", afirmou, na ocasião, ao Valor. Entre as unidades que a francesa comprou da LBR estão duas fábricas de queijos.

Pelas estimativas da Abiq, o consumo per capita de queijos no Brasil deverá alcançar 11 quilos, em média, em 2030, depois de ter avançado 76% entre 2005 e 2013 (ver gráfico). Considerando o consumo total, o avanço foi de 8% a 9% ao ano, em média, nos últimos anos. Em 2013, alcançou 1,032 milhão de toneladas.

O presidente da Abiq afirma que o aumento do consumo fora de casa - em restaurantes, por exemplo - foi uma das principais razões para o crescimento da demanda por queijos. Além disso, o avanço da renda da população também contribuiu. "O food service cresce a taxas superiores ao varejo", observa.

Nesses últimos anos, acrescenta, a indústria de queijo também ampliou a oferta de produtos à venda no mercado. Silmara Figueiredo, da área de marketing da Abiq, afirma que no Brasil há um mercado diversificado de famílias de queijos. "As pessoas estão experimentando novos sabores", avalia Scarcelli.

Outro fator que explica o avanço da demanda pelo produto, além da renda e de mudanças nos hábitos de consumo, é o próprio crescimento vegetativo da população. "Quem não consumia passou a consumir e quem já consumia está consumido mais", diz. Mas ainda é possível crescer mais. "A pessoas passaram a comprar, mas ainda há espaço para continuar crescendo", reitera Silmara.

A estimativa da Abiq é de que o consumo total deve avançar 5% a 6% este ano, abaixo da média dos últimos anos. Alguns fatores podem explicar essa redução no ritmo de crescimento: houve meses de menor demanda por conta da Copa do Mundo e o inverno - que normalmente puxa o consumo de queijos especiais - não foi tão rigoroso, conforme a Abiq.

Do total de 1,032 milhão de toneladas de queijos consumidas no Brasil em 2013, uma fatia de 3% foram produtos importados, conforme os dados da associação. Os números só consideram queijos fabricados por empresas com algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal).

A Abiq tem 80 associados no Brasil, que respondem por 70% da produção nacional de queijos. "Esse dado mostra que há potencial para crescer ", reforça o presidente da Abiq. Também há potencial para diversificação, já que atualmente 70% do queijo consumido no Brasil são dos tipos mozarela, prato e requeijão.

Gráfico 1 - Produção total de queijos no Brasil (em mil toneladas)

Fonte: Abiq

Gráfico 2 - Consumo per capta de queijos no Brasil (em quilos)

Fonte: Abiq

Scarcelli vê de forma positiva a vinda de "empresas mundiais" de lácteos para o Brasil. Isso porque, afirma, elas trazem inovações, tecnologia e estimulam as práticas para alcançar boa qualidade. Silmara Figueiredo acrescenta que a chegada desses players estimula a busca por produtividade e eficiência.

Valter Galan, sócio do MilkPoint Inteligência, braço de consultoria do MilkPoint, vai na mesma direção e afirma que a vinda de empresas como a francesa Lactalis "ajuda a elevar o patamar de qualidade no segmento (...) e estimula a profissionalização do mercado". A notícia é do Valor Econômico. Leia mais em milkpoint 20/10/2014



Garnero Group Acquisition Company assina acordo para adquirir participação majoritária da WISeKey,

O Garnero Group Acquisition Company (GGAC), empresa listada na NASDAQ, e a WISeKey, provedor de segurança cibernética móvel internacional, anunciaram hoje que o GGAC irá adquirir participação…, | PRNewswire | Leia mais em DxDtstafffing 31/10/2014

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Grupo de Mario Garnero comprará 70% da companhia de cibersegurança WISeKey

O Garnero Group Acquisition Company (GGAC) anunciou nesta sexta-feira que adquirirá 70% de participação acionária da companhia internacional de segurança virtual WISeKey, informou o grupo brasileiro em São Paulo.

No entanto, o conglomerado liderado pelo empresário Mario Garnero já expressou sua intenção de assumir 100% das ações em circulação da WISeKey, cujo setor oferece soluções de segurança digital a governos, ao setor de negócios e hospedagem de sites, informou a empresa em comunicado.

Para isso, o grupo especializado em realizar fusões, mudanças de capital e aquisições de ativos, emitirá em Nova York 14.385.881 ações ordinárias com as quais pretende conseguir o controle total da WISeKey.

Dentro desta mesma operação, o GGAC também adquirirá determinados ativos relacionados às operações americanas da WISeKey, que atualmente mantém junto com um de seus acionistas por um valor de US$ 15 milhões em dinheiro e 1.026.323 ações ordinárias do GGAC.

Embora as duas companhias já tenham aprovado as condições das transações, que devem ser completadas no primeiro trimestre de 2015, estas ainda devem receber o sinal verde dos acionistas do GGAC.

De acordo com os termos da operação, Mario Garnero continuará a ser o presidente-executivo do GGAC, e Carlos Moreira, CEO da WISeKey, será nomeado executivo-chefe da companhia brasileira. EFE Leia mais em Yahoo 31/10/2014




Danone compra 25% da chinesa de leite em pó Yashili

A francesa Danone fechou acordo de compra de 25% da companhia chinesa fabricante de leite em pó Yashili International por US$ 566 milhões, com o objetivo de ampliar sua atuação na China.

Na operação, a Danone comprará 1,2 bilhões de ações da Yashili por 3,70 dólares de Hong Kong (US$ 0,50) cada, disse em comunicado a companhia chinesa listada em Hong Kong nesta sexta-feira, 31

A indústria de lácteos chinesa é fragmentada, tornando o controle de qualidade um desafio. Por isso, as companhias do setor passam por um movimento de consolidação. Fonte: Dow Jones Newswires. Estadão Leia mais em Yahoo 31/10/2014



Os próximos passos da francesa VivaSanté no Brasil

Completando três anos no mercado brasileiro — o grupo comprou LMFarma no final de 2011—,a empresa francesa de produtos de saúde VivaSanté planeja expandir sua atuação nos próximos cinco anos.

Para isso, já investiu R$ 500 mil em transferência de tecnologia enovas máquinas para sua fábrica em São José dos Campos (SP), negocia novas aquisições no mercado nacional, e vai mais do que triplicar seu portfólio de produtos para o varejo, da marca Mercurochrome.

“Apesar das condições econômicas serem diferentes de três anos atrás, o Brasil ainda é prioridade para nós, pois é o maior mercado da América Latina, com a maior classe média, e o sexto maior mercado de saúde do mundo”, afirma o diretor regional da VivaSanté para América Latina, Alexandre Tepas.

Todos os produtos vendidos no país, tanto de suas marcas de curativos hospitalares (no Brasil, Curatec eUrgo), comono varejo (Mercurochrome) saem da planta da empresa de São José dos Campos.

Daqui, os produtos vão ainda para países como Chile, Uruguai, Costa Rica e Colômbia. O próximo passo é que eles cheguem também ao México.

“Fechamos o ano com 4 milhões de curativos produzidos. Mas nossa capacidade é maior. Estamos preparados para atender outros países, mas principalmente o mercado interno, que cresce cerca de 30% ao ano”, diz Tepas.

O braço hospitalar ainda é responsável por quase todo o faturamento da VivaSanté no Brasil.

A empresa, que em 2013 faturou R$ 56 milhões por aqui, detém cerca de 35% do mercado hospitalar público, o que garante a maior parte de suas receitas. A meta é expandir também a atuação no setor privado a partir do ano que vem, dobrando o faturamento do segmento em cinco anos. "Precisávamos investir em tecnologia para chegar ao mercado particular com nossos curativos”, explica o executivo.

Entre os objetivos, está ainda aumentar a penetração e as vendas de seus produtos da marca premium Mercurochrome — talvez a mais conhecida —, voltada para o varejo. Hoje, são nove produtos, que vão desde curativos mais simples, como aos mais complexos para atletas e bolhas provocada por sapatos femininos, que já estão nas principais redes de farmácias.
Para o ano que vem, a expectativa é que 30 itens estejam no mercado. A VivaSanté planeja ainda trazer outras marcas do grupo, como a Alvityl, para o país.

“Entramos no mercado em dezembro de 2013, mas até junho os produtos eram vendidos apenas nas lojas Droga Raia e Drogasil”, pondera Tepas. Coma entrada emoutras redes, como Pacheco e Venâncio, serão 1,2 mil pontos de venda até o final do ano, e 6 mil até 2017.

“Queremos ter 15% do mercado de varejo de produtos de saúde até 2017, chegando a um faturamento de R$ 80 milhões em cinco anos (...)Depois de entrar em mais redes de farmácia, o passo natural é desenvolver a venda em supermercados”, completa ele. Já no ano que vem,a empresa planeja investir R$ 40 milhões em marketing, principalmente em ações nas farmácias, e em força de vendas.

Sobre novas aquisições no Brasil, Tepas diz que busca empresas tenham sinergias com as marcas da companhia, mas não dá detalhes. “Aceleramos nossa penetração no mercado com a aquisição da LM. E vamos comprar novas empresas o mais rápido possível. Já temos conversas em andamento. Dentro dos emergentes, o Brasil é prioridade. Globalmente, investimos R$ 200 milhões ao ano em aquisições”, ressalta o executivo.

Atuando em 13 país da Europa, Ásia e Américas, com cerca de 2 mil produtos, o familiar francês Grupo VivaSanté faturou R$ 1,6 bilhão em 2013, um crescimento de 9%, em relação ao ano anterior. O grupo conta com mais de 2.400 colaboradores. No Brasil, na época da aquisição da fábrica, eram apenas 100 funcionários, e hoje já são cerca de 600. Autor: Gabriela Murno Fonte: Brasil Econômico