05 maio 2016

Totvs: queda de 1% na receita

A Totvs fechou o primeiro trimestre de 2016 com uma receita líquida de R$ 551,4 milhões, uma queda de 1% frente ao resultado mesmo período do ano anterior.

Esse é a primeira queda na receita líquida em base trimestral divulgada pela Totvs. O processo de desaceleração no crescimento da companhia já vem de algum tempo.

No ano passado, a companhia divulgou receita líquida de R$ 2,2 bilhões, uma alta de 3%, bem abaixo dos 10% de 2014 ou dos 14% de 2013.
Ainda no segundo trimestre de 2010, a Totvs comemorava o 18º crescimento consecutivo acima de dois dígitos, de 18% na ocasião.

Como já vinha fazendo nos últimos trimestres, a Totvs frisou na sua divulgação trimestral o avanço da conversão do modelo de negócios da companhia de licenças para assinaturas mensais.

Esse foi o primeiro trimestre que a receita de subscrição superou a receita de licenciamento, totalizando R$ 334 milhões, valor 8,7% superior ao mesmo período do ano anterior.
No trimestre, o crescimento da receita proveniente do modelo de subscrição foi de 16,3%, para R$ 52,1 milhões.

Existe muita conversão de receita a ser feita ainda. No ano passado, quando o modelo de assinaturas cresceu 21%, ele atingiu apenas 10% da receita total de software.

Essas vendas são feitas por meio da modalidade Totvs Intera, no qual o cliente define e gerencia quantas identidades estarão habilitadas a ter acesso a todos os softwares de gestão, produtividade e colaboração da empresa em alguma nuvem homologada pela companhia.

Em um primeiro momento, a nova abordagem gera queda na receita, uma vez que as empresas não pagam mais licenciamento.

“Entendemos que o cenário econômico é delicado, mas temos confiança de que estamos no caminho certo com o modelo de subscrição, a especialização por segmento e a integração das operações da Bematech”, destaca Gilsomar Maia, CFO e diretor de Relações com Investidores.

A integração com a Bematech está cobrando seu preço. O lucro líquido da companhia registrou R$ 49,8 milhões no trimestre, 39% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Em nota, a Totvs atribuiu a queda no lucro ao endividamento líquido resultante da aquisição da Bematech, um negócio de R$ 550 milhões fechado em agosto do ano passado.

Mesmo assim, a empresa está respondendo. O EBTIDA do primeiro trimestre totalizou R$ 114,6 milhões, crescimento de 34,8% sobre o EBITDA ajustado do quatro trimestre do ano passado.

A melhoria é atribuída pela pela recuperação da margem de contribuição de software e serviços, e da otimização de estruturas administrativas e pelo início da integração das operações de Totvs e Bematech.

É difícil analisar o que significam os resultados da Totvs no contexto mais amplo do mercado de ERP, tanto pelo domínio de mercado da companhia no país como pela falta informações sobre a performance do principal concorrente, a SAP.

Desde o primeiro trimestre de 2014, quando divulgou crescimento de “um dígito” na receita total e na receita de software e serviços relacionados, a multinacional alemã não abre mais informações sobre sua operação brasileira.

Concorrentes nacionais da Totvs seguem divulgando taxas de crescimento altas.

A Senior, um dos maiores players independentes restantes no mercado, teve crescimento de 21% em sua receita bruta no primeiro trimestre, para R$ 54,6 milhões.

A Sankhya, empresa mineira de sistemas de gestão com boa entrada entre pequenas empresas, faturou R$ 80 milhões no ano passado, uma alta de 23% frente aos resultados de 2014.

No entanto, essas companhias não tem o tamanho da Totvs, que, segundo o último levantamento sobre o mercado de TI feita pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV), domina 51% do mercado de ERPs para companhias com até 170 usuários. Maurício Renner // Leia mais em baguete 05/05/2016 

05 maio 2016



eBay compra empresa especializada em Big Data e inteligência artificial

De cliente a proprietária. Essa é a história do eBay, que nesta quinta-feira (05), está anunciando a aquisição da startup sueca Expertmaker. A empresa trabalha com uma análise de Big Data um pouco diferente, utilizando inteligência artificial e aprendizagem para entregar o que é um de seus principais negócios: os mecanismos de buscas personalizados, com opções customizadas de acordo com as necessidades dos serviços que a contratam.

Focada inicialmente em desenvolvedores e grandes negócios, a oferta da companhia sueca foi apresentada em 2010 e chamou bastante atenção. A ideia da empresa é utilizar não apenas dados internos como também pesquisas comuns na internet de forma a preencher lacunas e entregar resultados mais adequados à vontade dos clientes. Além disso, os sistemas levam em conta também dados de telemetria do próprio aparelho do usuário, seja ele um celular, tablet ou computador.

O e-commerce, inclusive, foi um dos que foram encantados pela tecnologia da Expertmaker, se tornando um de seus primeiros clientes, há seis anos. Aparentemente, a empresa ficou satisfeita o bastante com o serviço para adquiri-lo por um valor que não foi divulgado. Ela também não disse exatamente o que vai fazer com a plataforma, afirmando apenas que pretende “coletar, processar e enriquecer dados para criar experiências com produtos”.

Isso pode se traduzir em uma melhoria das pesquisas notoriamente bagunçadas e pouco precisas feitas em sua plataforma global. Uma das ideias, aqui, seria a utilização de buscas automáticas para completar lacunas deixadas pelos vendedores. Ao vender um item, por exemplo, eles podem não preencher informações quanto ao tamanho dos produtos, cor ou variedade. O sistema ficaria a cargo disso e, inclusive, poderia trazer opções de busca altamente personalizadas, como por exemplo, “brinquedos de Star Wars para crianças de até 10 anos”.

Além disso, outra ideia seria a criação de mecanismos mais avançados de sugestão de produtos, principalmente nos aplicativos móveis do eBay. Hoje, a empresa se baseia em pesquisas feitas dentro de sua própria plataforma para indicar compras, mas pode expandir ainda mais esse alcance usando a mesma telemetria que as buscas, melhorando a relevância dos anúncios exibidos para os usuários.

Apesar de o uso da Extrememaker não ter sido divulgado, nem o valor pago por ela, o eBay disse mais ou menos como tudo vai funcionar daqui em diante. A startup passa a fazer parte de sua estrutura interna, dentro de uma divisão chamada “Iniciativa de Dados Estruturados”. O fundador Lars Hard permanece como líder e passa a trabalhar dos escritórios de San José, na Califórnia, respondendo ao diretor do setor, Amit Menipaz. Os outros funcionários, entretanto, permanecem em Malmö, na Suécia. Não estão previstas reduções na equipe, nem mesmo entre seu time de executivos.

Não é a primeira vez que o eBay realiza uma aquisição relacionada à Big Data. Desde 2009, a empresa vem intensificando seus esforços nesse sentido, primeiro com a compra da Positronic, no mesmo ano, e depois com a Decide.com, um negócio fechado em 2013. Leia mais em corporate.canaltech 05/05/2016



Governo pedirá ao menos R$ 4 bilhões por aeroportos em RS, SC, BA e CE

O governo federal pretende pedir no mínimo R$ 4,1 bilhões pelos quatro aeroportos que deverá passar para as mãos da iniciativa privada este ano: Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Fortaleza (CE).

Diferentemente do que ocorreu em concessões anteriores, a Infraero (estatal do setor) não entrará como sócia.

A Anac (agência reguladora do setor) estima que o leilão deverá ocorrer em setembro deste ano.

O modelo de disputa foi mantido em relação às duas licitações anteriores: vence o leilão quem oferecer a maior outorga –valor pago ao governo pela concessão do aeroporto.

Como são quatro unidades licitadas de uma só vez, haverá regras para evitar a concentração. Uma mesma empresa não poderá dar oferta pelos dois aeroportos da mesma região. Mas poderá oferecer proposta por uma unidade em cada área do país.

REQUISITO MENOR

A agência aceitou pedido do TCU (Tribunal de Contas da União) de reduzir o requisito para a participação do operador aeroportuário.

A pretensão da agência era que a empresa já tivesse operado um aeroporto de ao menos 10 milhões de passageiros/ano. Agora, o número para Salvador e Porto Alegre passou a 9 milhões de passageiros/ano. Foi para 7 milhões em Fortaleza e 4 milhões em Florianópolis.

No primeiro leilão realizado, em 2012, a agência exigiu um mínimo de 5 milhões de passageiros/ano. Houve grande disputa, com 12 participantes, e propostas até 400% superiores à mínima.

VALORES

Segundo anúncio da agência, o valor mínimo para a oferta no aeroporto de Salvador será de R$ 1,5 bilhão por uma concessão de 30 anos. A empresa terá que fazer investimentos estimados em R$ 2,2 bilhões na melhoria da unidade, a maior do Nordeste.

Nessa unidade, há impedimento para a realização de uma obra obrigatória: uma nova pista. Para construí-la, será necessário mudar leis do município e do Estado para alterar um parque florestal.

Para Fortaleza, a concessão de 30 anos foi estimada em no mínimo R$ 1,6 bilhão, mas o investimento é estimado em R$ 1,3 bilhão. Essa unidade teve obras de ampliação previstas para a Copa abandonadas.

Em Florianópolis, a outorga será de R$ 339 milhões e o investimento previsto em 30 anos é de R$ 887 milhões. O aeroporto da capital gaúcha terá o menor tempo de concessão, 25 anos. Lá, os investimentos estimados são de R$ 1,6 bilhão, com outorga mínima de R$ 729 milhões.

RAIO-X DOS AEROPORTOS
FLORIANÓPOLIS
R$ 887 milhões é o investimento estimado
>> Fluxo de passageiro: 3,6 mi
>> Prazo de concessão: 30 anos

FORTALEZA
R$ 1,30 bilhão é o investimento estimado
>> Fluxo de passageiro: 6,3 mi
>> Prazo de concessão: 30 anos

PORTO ALEGRE R$ 1,62 bilhão é o investimento estimado
>> Fluxo de passageiro: 8,3 mi
>> Prazo de concessão: 25 anos

SALVADOR R$ 2,27 bilhões é o investimento estimado
>> Fluxo de passageiro: 9 mi
>> Prazo de concessão: 30 anos
Folha de S.Paulo - Leia mais em abinee 05/05/2016




Fábricas fechadas do Brasil podem ser chance para Blackstone

Fábricas: mais de 4.000 fábricas fecharam as portas só em São Paulo no ano passado, o que pode ser uma oportunidade para compra de imóveis.

As imagens de fábricas vazias transmitem uma mensagem explícita aos brasileiros: eles estão enfrentando a pior recessão em pelo menos um século. Para a Blackstone, elas lembram que é hora de pensar em comprar imóveis industriais.

A maior empresa de private-equity do mundo, com US$ 100 bilhões em ativos imobiliários, vê oportunidades de investimentos em ativos industriais e logísticos do Brasil após dois anos de queda na produção, fechamentos de fábricas e aumento da capacidade ociosa.

“Sim, há muitos desafios hoje no Brasil, muitas incertezas econômicas e políticas”, disse Ken Caplan, diretor de investimentos da Blackstone para o setor de propriedades, em um evento imobiliário, em São Paulo, no mês passado, mencionando os armazéns como possíveis investimentos.

“Mas é este tipo de ambiente que tende a gerar oportunidades realmente interessantes e atraentes para aqueles que têm a convicção e a coragem de investir nele”.

Mais de 4.000 fábricas fecharam as portas no ano passado no estado de São Paulo, segundo a Junta Comercial do Estado, e a economia do país encolheu 3,8 por cento. Os economistas esperam uma nova contração de 3,9 por cento neste ano.

A unidade brasileira da Controladora Mabe, com sede no México, fechou as portas neste ano, interrompendo a montagem de produtos de marcas brasileiras tradicionais como as geladeiras Continental e os fogões Dako e demitindo quase 2.000 trabalhadores.

Os complexos de logística e industriais são aqueles construídos e gerenciados por terceiros e locados para produção industrial ou armazenamento.

As propriedades podem variar de condomínios logísticos, em que diversos inquilinos dividem os custos, até os imóveis chamados de build-to-suit, construídos sob encomenda para uma função ou uma corporação específica.

Os acordos também podem incluir o chamado sale-lease-back, nos quais o investidor compra uma fábrica e a aluga para o dono anterior, assumindo a manutenção das instalações.

Vacância

Embora a vacância das instalações logísticas como um todo seja alta e esteja crescendo, ela é bem mais baixa em propriedades modernas mantidas por grandes investidores institucionais, disse o cofundador e vice-presidente da TRX Group, José Alves Neto, em entrevista.

A TRX tem uma carteira de R$ 5,4 bilhões (US$ 1,52 bilhão) em instalações logísticas e de infraestrutura e continua levantando capital e investindo nesses tipos de ativos.

“O parque industrial e logístico aqui no Brasil é super antigo, obsoleto”, disse Alves Neto. “Só no passado recente é que existiu essa modernização. Ainda tem muito imóvel da própria empresa. A terceirização começou recentemente no Brasil. Neste cenário, há muitas oportunidades, tanto para vender quanto para comprar”.

A área total de armazéns classe A no Brasil, de melhor qualidade, aumentou 4,7 por cento no primeiro trimestre em relação ao final do ano passado, para 12,1 milhões de metros quadrados, segundo estudo da consultoria imobiliária Engebanc publicado em 28 de abril.

A taxa de vacância subiu de 20 por cento para 24,1 por cento.

Ofertas

A Log Commercial Properties, unidade logística da MRV Engenharia e Participações, foi abordada por investidores interessados em partes de seus R$ 2,5 bilhões em imóveis, principalmente em condomínios logísticos já em operação.

“Temos recebido muitas propostas. Muitas mesmo. Principalmente de players internacionais, com o câmbio favorável”, disse o CEO da Log, Sérgio Fischer, em entrevista por telefone.

“Nos últimos dois ou três anos a gente vendeu ativos, mas ainda não concluímos nenhuma venda de galpões performados. Não temos pressa para fazer nada”, disse ele.

A diferença entre o que os investidores estão dispostos a pagar e o que os vendedores esperam receber mantém alguns negócios em compasso de espera, disse Marcelo Costa, CEO da Engebanc, em entrevista por telefone.

“Não existe distress no Brasil. Se você quer comprar alguma coisa que está muito barata é que realmente aquilo não é de qualidade”.

"A janela de investir no Brasil está se fechando", disse Costa. "A hora de investir é agora. Quem perder essa janela só daqui a dez anos quando tiver a próxima crise." Fabiola Moura, da Bloomberg Leia mais em exame 05/05/2016



IP compra ativos de celulose da WY e alimenta rumores

A International Paper chegou a um acordo definitivo para compra do negócio de celulose da também americana Weyerhaeuser (WY) por US$ 2,2 bilhões, em movimento que está sendo acompanhado de perto pela indústria global de celulose e papel. Durante a International Pulp Week (IPW), que reuniu nesta semana representantes do setor em Vancouver, no Canadá, o negócio gerou especulações sobre uma possível guinada de portfólio da companhia, diante do avanço no mercado de celulose e da nova redução do peso do segmento de papéis de imprimir e escrever no faturamento.

O acordo prevê que a IP vai adquirir cinco fábricas de celulose e duas unidades de conversão que produzem celulose de fibra longa e fluff, usada na fabricação de fraldas descartáveis e absorventes. Juntas, as unidades podem produzir 1,9 milhão de toneladas anuais de fibra, das quais 1,5 milhão de toneladas de fluff.

Em comunicado, o executivo-chefe da IP, Mark Sutton, afirmou que, com a aquisição, a companhia vai se posicionar como a maior fornecedora global de celulose fluff. A operação, que depende de aprovação de órgãos reguladores, deve ser concluída no quarto trimestre. "O negócio de celulose da Weyerhaeuser tem uma excelente base de clientes atendida com baixo custo", diz.

A primeira leitura entre executivos da indústria e analistas é a de que o negócio de imprimir e escrever da IP, que já havia convertido uma máquina de papéis para a produção de fluff, perde cada vez mais espaço na companhia - esse tipo de celulose passa a representar cerca de 17% do resultado operacional, segundo a corretora Jefferies. Hoje, o negócio mais rentável da companhia ainda é o de caixas de papelão ondulado.

Há também questionamentos sobre os riscos da operação, em um momento de chegada de novas fábricas ao mercado. Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch lembrou que a indústria vai adicionar 2 mil toneladas à capacidade instalada global entre 2016 e 2019, com pressão sobre os preços.

Esse volume considera a produção de fluff pela Klabin, que iniciou a operação de uma nova fábrica em março. Neste ano, diz o banco, a cotação da matéria-prima já caiu US$ 25 por tonelada em relação à média de preços em 2015. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet  05/05/2016





PDG anuncia venda da REP Real Estate Partners para a LDI

PDG Realty: empresa possui 58,1% do capital social da REP.

A construtora PDG Realty anunciou nesta quarta-feira, 4, que fechou a venda de sua participação na REP Real Estate Partners para a LDI Desenvolvimento Imobiliário.

A PDG possui 58,1% do capital social da REP, pela transação, vai receber 26 imóveis localizados em São Paulo, avaliados em aproximadamente R$ 33,868 milhões.

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A PDG ressalta ainda que a operação vai resultar numa redução do endividamento líquido consolidado da companhia, com base nos valores de 31 de dezembro de 2015, de aproximadamente R$ 237 milhões.

A conclusão da venda depende de algumas condições, como aprovações por autoridades de defesa da concorrência e de credores da REP e da PDG. Renato Carvalho, do Estadão Leia mais em exame 04/05/2016



Bancos estrangeiros encolhem com a crise


A crise continua levando os bancos de investimento estrangeiros a reduzir suas operações no Brasil. EXAME apurou que o Deutsche Bank, presidido por Bernardo Parnes, deve transferir para Nova York sua área de operações estruturadas, responsável por assessorar empresas a obter financiamento de médio e longo prazo. No início do ano, o banco já tinha decidido transferir para Nova York sua equipe de negociação de ações.

O banco Credit Suisse, por sua vez, colocou à venda uma carteira de crédito de cerca de 1 bilhão de dólares. O movimento acontece após o banco ter demitido o diretor Sergio Machado e oito profissionais da área de renda fixa e operações estruturadas. A área passou a ser comandada por Guilherme Lago, no banco há dez anos. Credit Suisse e Deutsche não comentaram. Giuliana Napolitano  Leia mais em primeirolugaronline.exame  05/05/2016



A Ambev pode comprar os sucos Ades

Começou o processo de venda da Ades, marca de sucos à base de soja da multinacional anglo-holandesa Unilever. As negociações são coordenadas pelo banco de investimento Lazard. Foram procuradas empresas como a brasileira Ambev, a britânica Britvic e a mexicana Lala.

A operação é avaliada em quase 2 bilhões de reais. É mais uma chance para a Ambev diversificar seus negócios. Em abril, a empresa anunciou a compra da fabricante de sucos Do Bem. Procurada, a Unilever informou que “não comenta rumores de mercado”. Tiago Lethbridge Leia mais em primeirolugaronline.exame 05/05/2016



Porto Seguro adquire carteira de seguros de automóveis da Chubb do Brasil

A Porto Seguro informou nesta quinta-feira ter acertado a compra da carteira de seguros de automóveis da Chubb do Brasil Companhia de Seguros para reforçar a atuação no segmento de veículos de alto valor.

A carteira representa 2,7 por cento dos prêmios da carteira de "auto" do grupo Porto Seguro, que não informou o valor da transação, que ainda precisa de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e pela Superintendência de Seguros Privados. Por Priscila Jordão (Reuters) Leia mais em Uol 05/05/2016





Agiplan acerta compra do Banco Gerador

Depois de dois anos de negociações, a Agiplan Financeira, com sede em Porto Alegre, acertou a compra do banco Gerador, que operava desde 2009 em Recife (PE) como banco múltiplo. O valor do negócio, que aguarda aval do Banco Central para ser finalizado, não foi revelado.

Conforme o presidente da Agiplan, Marciano Testa, a aquisição vai encorpar as carteiras de crédito do grupo formado ainda por uma administradora de consórcios, uma corretora de seguros e uma promotora de vendas, e permitir o ingresso na captação de depósitos à vista. "Vamos desenvolver um projeto de bancarização, com contas correntes simplificadas", disse.

A Agiplan também é emissora de cartões de crédito MasterCard, com uma base de 250 mil unidades, e tem uma carteira de crédito própria de R$ 380 milhões. A rede de distribuição soma 250 pontos, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste, e deve chegar a 300 unidades até o fim do ano, informou Testa.

Dados do Banco Central mostram que a Agiplan Financeira encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 49,9 milhões.

Após a aprovação da compra pelo BC, o Gerador receberá um aporte de capital de R$ 80 milhões e será transferido para Porto Alegre, acrescentou o empresário. A marca será substituída por banco Agiplan.

O Banco Gerador estava descumprindo as regras de capital impostas pelo BC. No fim de 2015, o índice de Basileia da instituição era negativo em 31%, quando a exigência mínima é de 11%

O Gerador tem 200 mil clientes, carteira de crédito própria de pouco mais de R$ 40
milhões e uma base de 40 mil cartões Visa. Por Sérgio Ruck Bueno  Fonte: Valor Econômico Leia mais em sinicon 05/05/16





Venda de fatia da Vale na MRN para Hydro pode enfrentar dificuldades

As negociações da Vale para venda da fatia de 40% que detém na Mineração Rio do Norte (MRN) podem não acontecer conforme o esperado pela mineradora. A MRN é uma produtora de bauxita minério utilizado na fabricação do metal alumínio , no norte do Pará. O principal interessado na participação acionária da Vale na MRN é a norueguesa Hydro e as duas vêm negociando um acordo há algum tempo. A Vale deu indicações, porém, que as tratativas podem não chegar a bom termo, levando a abertura de negociações com uma terceira parte.

Em teleconferência com analistas sobre os resultados da Vale no primeiro trimestre, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, afirmou: "Sobre a MRN, creio que infelizmente não chegamos a um acordo com uma entidade que é atualmente sócia da MRN. Então decidimos abrir discussão com uma terceira parte e estamos no começo do processo novamente." Ferreira não citou nominalmente a Hydro, mas em outubro do ano passado a companhia norueguesa havia comunicado ao mercado a assinatura de memorando de entendimento com a Vale para uma possível compra da fatia de 40% da mineradora brasileira na MRN.

O memorando tinha uma série de condições precedentes a serem cumpridas, entre as quais auditoria e aprovação por órgãos de defesa da concorrência. Vale e Hydro também iriam buscar apoio dos demais acionistas da MRN para o acordo. De Oslo, o vice-presidente sênior de comunicação da Hydro, Halvor Molland, disse ao Valor, por email, que a companhia está finalizando o processo de auditoria previsto dentro do memorando. E que a Hydro está em "ativo" diálogo com a Vale em torno dos termos de um "potencial" acordo. "

Decidimos abrir discussão com uma terceira parte sobre a MRN", disse Ferreira, presidente da Vale

No mercado, analistas interpretaram a frase de Ferreira como sendo o fim das discussões para que a Hydro compre os 40% da Vale na MRN. A resposta dos noruegueses, porém, parece deixar a "porta" entreaberta para um possível acordo. Não está claro se haveria interesse dos demais acionistas da MRN de exercer o direito de preferência sobre as ações da Vale na companhia. Esse eventual interesse poderia ser um fator de dificuldade para que a Hydro amplie sua fatia na MRN.

Os sócios da MRN, além da Vale (40%), incluem gigantes da mineração mundial: Alcoa (18,2%), Rio Tinto (12%), South 32 (14,8%), Votorantim CBA (10%) e a própria Hydro (5%). Analistas entendem que se o negócio chegar a bom termo a tendência será de uma maior concentração na produção de bauxita no Brasil, uma vez que, dificilmente, empresas que não são produtoras do mineral investiriam na compra de ativos como o da MRN.

A exceção à regra de uma maior concentração na produção de bauxita no Brasil podem ser os chineses, que precisam assegurar acesso à matéria prima. Empresas chinesas podem ter interesse em assegurar volume de produção ou mesmo uma fatia acionária na MRN, avaliam analistas. A China é o segundo maior produtor mundial de bauxita, atrás da Austrália, mas a produção local não é suficiente para atender às necessidades do mercado chinês. O Brasil, por sua vez, é o terceiro produtor mundial da commodity e ocupa idêntica posição no ranking de países com maiores reservas de bauxita, atrás da Guiné e da Austrália.

A MRN tem capacidade para produzir 18 milhões de toneladas de bauxita por ano.
As licenças de mineração da empresa em Oriximiná, no norte do Pará, abrangem área de 143 mil hectares. A companhia também possui infraestrutura logística própria, incluindo um porto no rio Trombetas, um afluente do rio Amazonas. No relatório 20F de 2015, enviado no fim de março à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, a Vale afirmou que em 2014 já havia vendido para a Hydro fatia na Paragominas, outra produtora de bauxita. E acrescentou: "E vamos vender participação indireta de 13,63% [na Paragominas] para a Hydro em 2016.
Estamos também negociando uma potencial venda de nossa participação de 40% na MRN para a Hydro."

Nos últimos anos, a Vale vendeu para a Hydro a quase totalidade de seus ativos de mineração, alumina e alumínio no Brasil. Manteve só a participação na MRN e uma fatia minoritária na Paragominas. A mineradora brasileira decidiu deixar o setor em 2010 com o argumento de que não dispunha de escala global para atuar de forma competitiva no setor de alumínio.

Em 2013, a Vale vendeu a fatia de 22% que detinha na Hydro, negócio que rendeu lucro de US$ 1,8 bilhão. Essa fatia havia sido adquirida, originalmente, em 2011, como contrapartida à transferência de parte substancial do negócio de alumínio da Vale para os noruegueses.

Em 2011, a Hydro adquiriu uma série de ativos de alumínio da Vale, entre os quais 57% na Alunorte (refinaria de alumina, matéria prima para a produção de alumínio), a mina de Paragominas e 51% da Albras (fábrica de alumínio). O entendimento incluiu também acordos comerciais segundo os quais os noruegueses passaram a ter direito à parte da Vale na produção de bauxita da MRN. Por Francisco Góes Fonte: Valor Econômico Leia mais em sinicon 05/05/2016



04 maio 2016

Fusões e aquisições: no 1T16 teve atividades desaceleradas no Brasil e no mundo

Uma das tendências mais significativas do primeiro trimestre foi o crescente interesse de negociadores chineses por empresas internacionais. A Merrill Corporation em parceria com a consultoria Mergermarket, disponibiliza o relatório com o panorama da indústria de M&A no Brasil e no mundo.

O Brasil, normalmente, a economia dominante nas Américas Central e do Sul, vem enfrentando turbulências que abrangem desde corrupção política, alta taxa de desemprego, inflação e recessão até o possível impeachment da Presidente Dilma Rousseff, fatores estes fortemente correlacionados com a atividade de fusões e aquisições na região. Antes, o Brasil concentrava, em média, cerca de mais da metade da atividade trimestral das Américas Central e do Sul em valor e volume de negócios, o que não aconteceu no primeiro trimestre de 2016.

Neste trimestre, o market share total do Brasil foi de 25,9% em valor e 48% em volume, uma queda de 27,9% e 11%, respectivamente, ante o quarto trimestre de 2015. A presença do Brasil, normalmente dominante, foi reduzida a apenas dois negócios dentre os cinco maiores.

Américas Central e do Sul — A atividade canadense de fusões e aquisições nas Américas Central e do Sul chamou atenção no primeiro trimestre de 2016, correspondendo até mesmo à principal transação no período: a compra da colombiana Isagen pela canadense Brookfield Renewable Energy Partner por US$ 4,7 bilhões. Como resultado do acordo, a atividade inbound do Canadá (quatro negócios no valor de US$ 4,7 bilhões) superou valores de negócios comparáveis em qualquer ano inteiro anterior de que a Mergermarket tem conhecimento. O setor de Energia, Mineração e Utilities (EMU), especificamente, tem liderado as transações canadenses e contabiliza mais da metade de toda a atividade inbound do país em volume desde 2014.

Panorama global —No início deste ano, a atividade global de fusões e aquisições desacelerou, após ter batido recorde de 2015, o que poderá traduzir-se em uma espécie de “reequilíbrio” em 2016. Com movimentação de negócios totalizando US$ 605,5 bilhões, esse foi o valor mais baixo registrado em um primeiro trimestre no período de dois anos e, 22,9% inferior ao alcançado no primeiro trimestre de 2015. O recuo frente aos três últimos trimestres, que movimentaram mais de US$ 1 trilhão, foi especialmente marcante.

O setor Químico Industrial foi o que mais se destacou no trimestre e também foi palco da principal transação no período, a oferta de US$ 45,9 bilhões da China National Chemical Corporation pela suíça Syngenta AG, correspondendo a 31,6% do valor total de US$ 145,1 bilhões das 655 transações no setor. Esse setor também respondeu por 24% de participação no mercado global, ultrapassando o segmento Farmacêutico, de Medicina e Biotecnologia por surpreendentes 68,7% em valor.

Uma das tendências mais significativas do primeiro trimestre foi o crescente interesse de negociadores chineses por empresas internacionais. A atividade outbound da China contabilizou 26,3% do total de operações internacionais no primeiro trimestre, um forte aumento considerando-se que nenhum ano inteiro jamais ultrapassou 7,6%. A atividade de fusões e aquisições outbound da China atingiu US$ 82,1 bilhões no primeiro trimestre, já um número recorde. Além disso, em 2016 os Estados Unidos, em geral dominantes na atividade outbound, foram alcançados rapidamente pela China e seu nível crescente de aquisições internacionais apesar do desaquecimento da economia do país. Enquanto os Estados Unidos apresentaram queda de 5,7% do valor outbound total em comparação ao primeiro trimestre de 2015, no mesmo período a China teve o expressivo aumento de 348,8%. Em 2016 até agora, a China está 73,1% à frente dos Estados Unidos em termos de valor outbound com 85 transações no valor de US$ 82,1 bilhões contra 241 transações no valor de US$ 47,5 bilhões dos Estados Unidos.

A Merrill Corporation oferece plataformas de tecnologia para compartilhamento seguro de conteúdo como em processos de fusões e aquisições de empresas ou em processos de auditoria, para comunicações regulamentadas e outros tipos de demanda serviços de conformidade. Os clientes confiam nas soluções inovadoras da Merrill e em seu profundo conhecimento no desenvolvimento de soluções de compartilhamento de informações confidenciais, financeiras e críticas e em sua expertise para criar soluções personalizadas para as partes interessadas. Com mais de 3.800 funcionários em 47 locais espalhados pelo mundo, a Merrill é procurada por clientes que necessitam de gestão de conteúdo complexo, colaboração e de compartilhamento seguro ao redor do mundo. Leia mais em revistafatorbrasil 03/05/2016

04 maio 2016