27 agosto 2014

Finch Soluções adquire SBS e-BPO

A Finch Soluções, empresa de soluções de TI para a automação de processos empresariais e jurídicos, anuncia a aquisição da SBS e-BPO, companhia especializada na gestão de documentos e informações digitais com valor jurídico. Os valores da transação não foram divulgados.

Com mais de 25 anos no mercado, a SBS e-BPO possui pilares baseados no conhecimento jurídico dos processos de negócios com aplicação de plataforma tecnológica integrada a Serviços Eletrônicos compartilhados, integrando, processando e controlando processos documentais.

“A partir de agora, iniciamos um processo de expansão de nossos negócios e estratégia, já que passamos a contar com um portfólio de produtos (software) e serviços (BPO) ampliado, que permite a atuação em diversos setores da economia em clientes de diferentes portes”, afirma Armando Buchina, diretor executivo da Finch Soluções.

Com a aquisição, a nova estrutura da empresa oferecerá aos clientes soluções de gestão eletrônica de documentos com valor probante, por meio da oferta de serviços no formato de terceirização.

“Anteriormente à SBS, realizamos duas outras aquisições. Primeiramente, foi a Efficeon e, em seguida, a Triata, empresas desenvolvedoras de soluções de software ECM e workflow”, complementa Buchina.
Lançada em novembro de 2013, a Finch Soluções espera faturar R$ 56 milhões em 2014. A empresa possui 27 filiais e mais de 550 colaboradores.

Outra empresa especializada em TI para departamentos jurídicos e escritórios de advocacia, a gaúcha Tedesco foi comprada pela consultoria financeira e grupo de mídia multinacional Thomson Reuters no final de 2011. Júlia Merker | Leia mais em Baguete 26/08/2014

27 agosto 2014



Google compra empresa de processamento de vídeos Zync Render

O Google GOOGL.O anunciou ter comprado a empresa de tecnologia de efeitos visuais Zync Render, que esteve envolvida na geração de imagens virtuais do filme "Além da Escuridão - Star Trek".

A empresa adquirida pelo Google oferece ferramentas para a geração de imagens a partir de modelos 2D ou 3D usando programas de computador.

O software oferecido pela Zync vêm sendo usado para processar milhares de comerciais e mais de uma dúzia de filmes, como "O voo", "Looper" e "Trapaça".

Os termos do acordo não foram revelados e o Google não esteve imediatamente disponível para comentar o assunto. Leia mais em Uol 26/08/2014



Logovia recebe aporte liderado pela Initial Capital

A Logovia anunciou hoje que recebeu aporte liderado pela Initial Capital junto com Rising Ventures, Beberibe Ventures e a entrada de um novo investidor-anjo no negócio: Helmut Harz, CEO do ClickON na Argentina. A empresa dá acesso democratiza o design para pequenas e médias empresas.

Segundo Carmelo Queiroz, CEO, o investimento foi fechado em abril deste ano, mas eles decidiram anunciar agora. O valor do investimento é mantido em sigilo por cláusula contratual, mas Carmelo afirma que quer usar o dinheiro para focar principalmente em desenvolvimento de produto e tecnologia.

“O aporte nos possibilitou estruturar melhor a Logovia e passar para uma nova etapa da empresa, que está mais madura e pronta para o ganho de escala que planejamos desde a fundação. Apesar de um ano atípico, cheio de paradas e com economia desacelerando, conseguimos registrar um bom primeiro semestre, o que desenha um cenário ainda melhor no fechamento de 2014”, analisa Carmelo Queiroz, CEO e fundador da Logovia.

A Logovia foi fundada em 2011 em Fortaleza e é um marketplace para designers. A empresa hoje tem 15 mil projetos e 22 mil designers cadastrados. A empresa saiu de Fortaleza, mas hoje tem sede em São Paulo. Segundo Carmelo, a ideia é expandir a Logovia para outros países da América Latina até o fim de 2015.

Carmelo aponta a importância de ser referência para as PMEs. “A principal meta é desenvolver produto e tecnologia. Estamos focados em entender as necessidades que nossos clientes têm e fazer o negócio do Logovia crescer. O que a gente mais tá fazendo hoje é criando escala para ser referência no mercado para o pequeno empreendedor: o dono de restaurante, o advogado, o médico”, resume.

A empresa também anunciou a contratação de dois novos executivos: Pierre Veyrat, CMO, que chega para comandar a área marketing e consolidar a Logovia como líder de mercado e referência em soluções de design e comunicação para PMEs. E, Ênio Lopes, novo CTO que liderava a área de desenvolvimento na startup Palpiteiros, com passagem pela CodeMIner e será responsável por aprimorar o produto, evoluir a base tecnológica da solução da Logovia. ” temos um time muito complementar de fundadores e somos muito a favor de uma gestão aberta, complementar. Resolvemos trazer os meninos [Veyrat e Lopes] para que cada área tivesse alguém muito forte”, afirma Carmelo sobre as contratações.

Os investidores também se mostram animadas com a parceria. “Este é um dos melhores times [na foto, o time da Logovia] que já encontramos, que já enfrentou grandes desafios com poucos recursos até o momento, demonstrando sólida tração e bom entendimento da dinâmica de produto”, avalia Daniel Cunha, sócio da Initial Capital.

Carmelo ainda afirma que os investidores não pegaram uma grande fatia da empresa e que o aporte foi conversado por mais de seis meses até encontrarem a melhor maneira de fazê-lo. Olivia Florência |  Leia mais em startupi 25/08/2014



Juiz dos EUA rejeita acordo de acionistas com HP sobre Autonomy

O juiz do Tribunal Distrital de San Francisco, na Califórnia, Charles R. Breyer, lançou dúvidas sobre a proposta de acordo firmado entre a HP e acionistas para resolver a ação judicial sobre a fracassada aquisição da empresa de software britânica Autonomy pela fabricante.

Em audiência nesta segunda-feira, 25, o juiz disse que a HP e os advogados que representam os acionistas no processo devem apresentar um acordo revisto, o qual deve excluir pagamentos aos advogados. Segundo Breyer, eles devem se concentrar em como a empresa de tecnologia pode melhorar o seu comportamento.

A HP havia concordado em pagar até US $ 48 milhões em taxas e ganhos financeiros, sendo US$ 18 milhões em taxas para os dois escritórios de advocacia que trabalharam no caso e até US$ 30 milhões caso vença ações judiciais futuras contra ex-executivos da Autonomy. Na verdade, o juiz adiou por um mês a decisão sobre a proposta de acordo.

Conforme os termos do acordo, firmado em junho, os advogados dos acionistas concordaram em retirar todas as queixas contra atuais e antigos executivos da HP, incluindo a atual presidente-executiva (CEO) Meg Whitman, membros do Conselho de Administração e consultores para a empresa.

A HP, por seu lado, concordou em se juntar aos advogados dos acionistas em processos contra ex-executivos da Autonomy, incluindo o presidente-executivo Michael Lynch. Os advogados dos acionistas teriam recuperado pelo menos US$ 18 milhões.

Para aprovar o pacto, Breyer disse que teria que fazer novas investigações para decidir se rejeita as acusações contra funcionários da HP, incluindo Meg Whitman, e se isso seria bom para os acionistas.

No tribunal, o advogado da HP, Marc Wolinsky, revelou que a empresa também pretende processar a unidade britânica da Deloitte sobre o seu papel na área de auditoria da Autonomy. Em comunicado, a Deloitte disse que qualquer reivindicação da HP "seria totalmente sem fundamento e vamos nos defender vigorosamente contra ela".

A HP adquiriu a Autonomy em 2011 por cerca de US$ 12 bilhões, mas depois descobriu que a empresa teria um valor bem menor. A compra foi feita sob o comando do então CEO Leo Apotheker, deposto depois de uma curta e tumultuada gestão da empresa.

A irregularidade contábil fez com que, pouco mais de um ano após a compra, a empresa registrasse uma perda de US$ 8,8 bilhões em novembro de 2012, em decorrência de "sérias manipulações contábeis, distorções e falhas de divulgação", e atribuiu mais de US$ 5 bilhões a fraudes contábeis e financeiras de executivos da Autonomy. Com informações de agências internacionais. por Erivelto Tadeu | Leia mais em Tiinside 26/08/2014



Startups desenvolvem soluções para alavancar setor de logística no País

Brasil ocupa 65ª posição no ranking mundial de eficiência de transportes, segundo o Bird

Atualmente, um dos principais gargalos do País está no setor de transporte e logística. Segundo o ranking mundial de logística, elaborado pelo Banco Mundial (Bird), o Brasil ocupa a 65ª posição sobre eficiência de transportes entre 160 países. O estudo foca, principalmente, na visão dos empresários do segmento em relação à eficiência da infraestrutura de transportes. Porém, a inovação para esse problema pode vir das startups, empresas do setor de tecnologia com modelo de negócio escalável, que buscam soluções inovadoras para velhas questões da sociedade.

Para quem utiliza transportes públicos, duas preocupações rondam a cabeça: a manutenção da frota e como os motoristas estão dirigindo. Percebendo isso, a startup uruguaia Softruck, sediada em Belo Horizonte, Minas Gerais, desenvolveu softwares e hardwares que permitem a empresas de veículos de grande e pequeno portes a redução de custos e a otimização de frotas, por meio da detecção de comportamento de riscos (como excesso de velocidade, rápida aceleração/desaceleração, troca brusca de pista etc), monitoramento do estado de pneus e de motores, manutenções preventivas e controle de despesas. Tudo mediante um sistema que informa, em tempo real, sobre o transporte.

“Agregamos uma conexão ao computador do veículo para transmitir, em tempo real, toda telemetria e acompanhar o modo como o motorista está conduzindo o automóvel. Desenvolvemos um algoritmo que detecta, imediatamente, quando um motorista adormece, disparando um alarme dentro do veículo e também na empresa”, explica Marcelo Lapi, CEO da startup.

Veículos de menor porte, como carros de passeio e táxis, não estão fora do radar da tecnologia. Por meio de um dispositivo de comunicação sem fio, a startup NetBee, sediada também em Belo Horizonte, permite ao usuário receber informações sobre o carro no celular e até controlá-lo remotamente, podendo acompanhar a trajetória, limitar a velocidade máxima e até desligá-lo. A tecnologia, segundo o engenheiro eletricista e CEO da startup, Gibram Raul, baseia-se no conceito internacionalmente conhecido como Sistema Inteligente de Transporte, que visa otimizar o tráfego nas cidades, e deve estar no mercado ainda este ano.

“Limitar a velocidade do veículo, por exemplo, é mais uma ferramenta a favor da segurança de condutores e passageiros, podendo ser utilizada, inclusive, em vans escolares. Para veículos comuns e táxis, conseguiremos, também, reduzir o índice de acidentes e atropelamentos pela análise inteligente dos dados coletados dos veículos”, aponta o engenheiro.

Anualmente, milhares de contêineres são transportados com espaços vazios. Nem sempre é possível esperar o agrupamento de pequenos lotes de carga para preencher um contêiner e isso pode ser prejudicial, principalmente, para pequenas empresas. A proposta da Lotebox é auxiliar empresas a encontrarem contêineres com espaços disponíveis, agilizando o transporte de cargas.

“Hoje, a margem de erro no empacotamento de cargas em contêineres chega a 30%, o que aumenta o tempo de espera para o compartilhamento dos espaços, que chega a três meses. Nosso objetivo é melhorar o processo de buscas por empresas com necessidades semelhante para o transporte de forma simples, reduzindo o tempo de espera para poucas semanas, atuando com as possibilidades econômicas mais viáveis”, explica Eduardo Carvalho, CEO da startup. Leia mais em mundologistica 26/08/2014



Ourofino dá primeiro passo concreto para abrir o capital na BM&FBovespa

A Ourofino, maior empresa brasileira do segmento de saúde animal, pretende romper o marasmo nas emissões de ações deste ano. A companhia protocolou ontem na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro de companhia aberta, acompanhado de uma distribuição inicial de papéis.

A oferta, que não tem data marcada, será mista, com uma parte primária, em que os recursos vão para o caixa da empresa, e outra secundária, com venda de participação dos atuais sócios. O banco coordenador é o J.P. Morgan. Segundo informações da CVM, a empresa pretende emitir apenas ações ordinárias, com direito a voto - o que sinaliza uma possível listagem no Novo Mercado, segmento com padrões diferenciados de governança corporativa.

Fundada em 1987 pelos sócios Norival Bonamichi e Jardel Massari, a Ourofino é a maior fabricante de produtos veterinários do país. Além de remédios e vacinas, que contemplam desde animais domésticos até cavalos e gados, a empresa também tem uma linha reprodutiva, com hormônios para inseminação artificial. O grupo atua também no segmento de defensivos para a agricultura. Esse segmento, no entanto, foi separado em uma nova divisão, a Ourofino Agrociência, em junho de 2014.

Em entrevista ao Valor em março, o presidente da divisão de saúde animal da Ourofino, Dolivar Coraucci, informou que números preliminares da empresa indicavam receita líquida de R$ 694 milhões em 2013, 33% mais que em 2012. A divisão de saúde animal representou R$ 384 milhões.

Se confirmada, a Ourofino poderá fazer a primeira oferta de ações deste ano, que ainda não marcou nenhuma nova entrada na bolsa. Na fila, há apenas uma operação, de desmembramento da JBS Foods - divisão que reúne os negócios de aves, suínos e alimentos processados da JBS no Brasil.
(Valor Econômico ) (Natália Viri) Leia mais em avisite 26/08/2014



Cade aprova operação entre Quantum e Atlantica Hotels

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o ato de concentração entre Quantum Strategic Partners Ltd. e Atlantica Hotels International, Ltd., sem restrições. Despacho com a aprovação foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 26.

A operação envolve a aquisição, pela Quantum e Tao Capital Partners, de 74,5% e 20%,
respectivamente, do capital social da Atlantica. A Quantum é um fundo de investimento privado que atua em investimentos de private equity de longa duração. O fundo é detido pelo Grupo Soros. A Tao Capital é um "family office" que não detém sociedades, investimentos ou receitas no Brasil, cita documentação do Cade. A Atlantica é a matriz do Grupo Atlantica, um grupo brasileiro que atua no setor hoteleiro.

A Superintendência Geral do Cade avaliou que a operação não apresenta efeitos concorrenciais negativos, uma vez que não gera sobreposição horizontal e nem integração vertical. Diante disso, o ato de concentração foi aprovado sem restrições. Por Ayr Aliski | Estadão | Leia mais em Yahoo 26/08/2014



26 agosto 2014

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 18 a 24/ago/14

No decorrer da semana de 18 a 24/ago/14, foram anunciadas com destaque pela imprensa 22 operações de Fusões e Aquisições.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 8 setores.

ANÁLISE DA SEMANA

Principais transações.

Destaque para a transação em que o BTG comprou o Pan Seguros e Pan Corretora por R$ 580 milhões.
 TOPs - MAIORES TRANSAÇÕES EM VALOR
A MAIOR

  • BTG anuncia compra do Pan Seguros e Pan Corretora por R$ 580 milhões. O conselho de administração do Banco Pan (BPAN4) aprovou a venda da totalidade de suas participações no Pan Seguros e na Pan Corretora, em uma transação que valerá R$ 580 milhões à instituição financeira. A Pan Seguros será vendida à BTG Seguradora, do  BTG Pactual ( BBTG11 ). Já a Pan Corretora será alienada ao BTG Pactual e à Caixa Participações (Caixapar). 

 NEGÓCIOS DA SEMANA 
"Market Movers" - Brasil

  • BTG anuncia compra do Pan Seguros e Pan Corretora por R$ 580 milhões. 
  • Andrade Gutierrez e Alstom criam joint venture. A Andrade Gutierrez e a francesa Alstom anunciaram  a criação de uma joint venture para atuar no mercado de produção de torres de aço para aerogeradores, equipamento utilizado em parques eólicos. A joint venture receberá o nome de Torres Eólicas do Nordeste (TEN). 

"Market Movers” - Exterior

  • NII vende Nextel Chile para consórcio internacional. O problemático fornecedor de serviços de comunicação sem fio NII Holdings concordou em vender sua unidade Nextel no Chile a um consórcio internacional, informou a empresa nesta segunda-feira, dias após ter anunciado que não honraria com o pagamento de juros sobre sua dívida. No ano passado, a NII acertou a venda da Nextel no Peru para a chilena Entel por cerca de 400 milhões de dólares.18/08/2014
  • Apostando em casas inteligentes, Samsung compra fabricante de ar condicionado. Aquisição é segunda nos últimos dias; na sexta-feira passada a empresa coreana comprou a SmartThings, desenvolvedora de aplicativos de automação residencial. 19/08/2014
  • AppNexus recebe aporte de mais US$ 60 milhões de gestora de ativos. A fornecedora de tecnologia para publicidade online AppNexus obteve aporte de US$ 60 milhões de uma empresa gestora de ativos e participações, cujo nome não foi revelado. Com esse novo recurso, ela contabiliza US$ 200 milhões levantados até o momento em rodadas de investimentos e aumenta seu valor de mercado para US$ 1,2 bilhão. A AppNexus também está em negociações para obter US$ 40 milhões adicionais com investidores. 18/08/2014
  • Google e outras gigantes compraram mais de 60 empresas só em 2014; veja quais. Até essa altura do ano não se passaram quatro dias completos sem que alguma das gigantes da tecnologia fizesse a aquisição de uma empresa. Até parece que os termos da negociação são discutidos por WhatsApp – o aplicativo de mensagem, aliás, foi uma das compras mais faladas do ano, quando o Facebook tirou a aranha do bolso e ofereceu US$ 16 bilhões, em um negócio que pode chegar a US$ 19 bilhões. A rede social com oito aquisições, porém, fica bem atrás em termos de apetite quando comparada ao Google, que levou, pelo menos, 21 para casa – 22 se a incorporação do Twitch for confirmada. A estratégia da presidente-executiva do Yahoo, Marissa Mayer, de renovar a companhia indo às compras faz a empresa ser a segunda que mais fez aquisições. Foram, ao menos, 12. Ao todo, ela, Google, Twitter, Facebook, Apple e Microsoft compraram pelo menos 63 empresas. Nem todas são startups, como o Songza. Algumas, como a Beats, já eram bem grandinhas.18/08/2014
  • Google usa teste da escova de dentes para compra de empresas. "Isso é algo que eu vou usar uma ou duas vezes por dia e que vai fazer minha vida melhor?” Larry Page, CEO do Google, só permite a compra de alguma outra empresa depois de aplicar o "teste da escova de dentes". A avaliação consiste em responder uma pergunta bem simples: "isso é algo que eu vou usar uma ou duas vezes ao dia e que vai fazer a minha vida melhor?". 19/08/2014
  • Infineon adquire fabricante de semicondutores de potência por US$ 3 bilhões. A fabricante alemã de chips Infineon Technologies anunciou nesta quarta-feira, 20, a aquisição da International Rectifier, fabricante de semicondutores de potência, por US$ 3 bilhões, a serem pagos em dinheiro, segundo informa o jornal britânico Financial Times. A transação deve ser concluída entre o fim deste ano e o início de 2015.20/08/2014
  • SNC-Lavalin conclui aquisição histórica da Kentz A SNC-Lavalin Group Inc.  anuncia que concluiu a aquisição da Kentz Corporation Limited, uma empresa global com 15.500 empregados, que opera em 36 países. A Kentz presta serviços de engenharia, gerenciamento de construção e suporte técnico a clientes no setor de petróleo e gás. A aquisição da Kentz dá suporte à transformação em curso da SNC-Lavalin em uma empresa de engenharia e construção (E&C) global de primeiro nível. A transação cria um grupo de aproximadamente 45.000 empregados, receitas anuais de cerca de C$ 10 bilhões e uma demanda reprimida em torno de C$ 13 bilhões, conforme cálculos de 2013. 22/08/2014
  • Roche compra americana InterMune por US$ 8,3 bilhões.A farmacêutica suíça Roche informou neste domingo que chegou a um acordo para adquirir a norte-americana InterMune por US$ 8,3 bilhões.A operação visa fortalecer a área de remédios para doenças respiratórias da Roche, com o medicamente pirfenidona, que atua no combate à fibrose pulmonar idiopática. 24/08/2014

 HUMORES & RUMORES 
 M & A - COMPRA

  • Vivendi pode ter até 20% também da TIM Brasil. A proposta que a Telecom Italia prepara pela GVT pode levar a francesa Vivendi a ficar com até 20% também da TIM no Brasil, além de fatia equivalente na matriz italiana. No negócio, a GVT, controlada pela Vivendi desde 2009, foi avaliada em € 7 bilhões. Conforme o Valor antecipou trata-se de R$ 20 bilhões mais a dívida. Entra na conta apenas R$ 1,5 bilhão em débitos com o BNDES, já que os demais compromissos são com a própria Vivendi.19/08/2014
  • Neoenergia, CPFL e Cemig interessadas em ativos Energisa. Segundo fontes, ativos estão avaliados em R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão. Neoenergia e CPFL Energias Renováveis estão avaliando a compra de unidade de geração de energia da Energisa no Brasil, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.19/08/2014
  • Maersk Oil reduz exploração e avalia novas aquisições. Segundo presidente, petroleira reduzirá suas atividades de exploração globalmente e praticamente vai encerrá-las no Brasil. Depois de recentes perfurações de poços secos e uma baixa contábil de 1,7 bilhão de dólares, a petroleira Maersk Oil reduzirá suas atividades de exploração globalmente e praticamente vai encerrá-las no Brasil e na costa norte-americana do Golfo do México, até que resolva os problemas, disse o presidente da empresa Jakob Thomasen nesta quinta-feira. Com a redução dos gastos com exploração, a Maersk Oil poderá ter que acrescentar reservas para uso futuro com a aquisição de campos de petróleo ou outras companhias. 22/08/2014

M & A - VENDA

  • Pátria põe NovaAgri à venda e pretende receber US$ 1 bilhão. Prestes a começar a operar, o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no porto de Itaqui, passará em breve pela primeira dança de cadeiras. O fundo de private equity Pátria colocou à venda a NovaAgri, empresa de logística adquirida em 2010 que, junto a três consorciadas - Glencore, CGG e Consórcio Crescimento (joint venture de Amaggi e Louis Dreyfus) - fará o escoamento de grãos pelo novo terminal no Norte do país. O negócio está sendo estruturado pelo banco de investimento americano Morgan Stanley e, segundo fontes do setor, foi à mercado a US$ 1 bilhão. Entre os ativos da NovaAgri estão o terminal portuário, oito armazéns - distribuídos por Bahia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão - e duas unidades de transbordo de grãos ao longo do ferrovia Norte-Sul, que dará acesso direto ao Tegram.  19/08/2014
  • Petrobrás inicia processos para venda de ativos na Argentina. Dando sequência a sua estratégia de se desfazer de operações que não sejam tão rentáveis, a Petrobrás está retomando o plano de vender ativos na Argentina. Segundo reportagem do Valor Econômico, a estatal iniciará, em setembro, a entrega de proposta de possíveis interessados em suas operações no país vizinho. A Petrobrás tem a meta de, até 2017, se desfazer de ativos avaliados em cerca de US$ 10 bilhões. A companhia começou a diminuir sua presença na Argentina em 2010, quando vendeu uma refinaria e estações de serviço por US$ 110 milhões a Cristóbal López, empresário local.21/08/2014
  • Ativos da Minerva serão vendidos para finalizar fusão. BRF irá vender ativos para concluir a entrada no capital da Minerva. A BRF, empresa criada a partir da fusão entre Sadia e Perdigão, afirmou em comunicado ao mercado enviado à CVM que, para concluir a entrada no capital da Minerva, esta deverá vender ativos na área de alimentos processados.
  • Synergy deve colocar estaleiros Eisa e Mauá à venda. O Synergy Group Corp está planejando vender sua unidade de estaleiros brasileiros por US$ 1 bilhão. O conglomerado, que é de propriedade do empresário Germán Efromovich, paralisou a produção no início de junho por falta de dinheiro, de acordo com Omar Peres, assessor de Efromovich.22/08/2014

PRIVATE EQUITY & VENTURE CAPITAL

  • Fundos de private equity podem ser a solução, diz advogado. A solução para resgatar usinas em recuperação judicial passa não somente por mudanças estruturais no mercado, como o fim do controle dos preços dos combustíveis, mas também pela atração de novos investimentos estrangeiros. A opinião é do advogado Joel Thomaz Bastos, do escritório Dias Carneiro Advogados, que atualmente cuida de dezenas de processos do gênero. A tendência, de acordo com ele, é que operações de fusões e aquisições envolvendo essas companhias sejam capitaneadas por fundos de private equity nacionais ou estrangeiros assim que forem esclarecidas as questões regulatórias do mercado de combustíveis no Brasil - controle dos preços da gasolina e um marco regulatório para a participação do etanol na matriz energética do país. 19/08/2014

IPO

  • Autometal lança edital para OPA de fechamento de capital. A OPA permanecerá válida pelo período de 31 dias a partir desta segunda-feira, até 18 de setembro. A Autometal, fabricante de componentes para a indústria automobilística, lançou edital para a oferta pública de aquisição de ações (OPA) que visa fechar o capital da companhia, ao preço de 19,11 reais por papel. A controladora indireta da Autometal, a espanhola CIE Autometal, pretende comprar até 31.775.132 ações da Autometal, equivalentes a 25,24 por cento do capital social da companhia, numa operação que poderia chegar a 607,2 milhões de reais. A espanhola desistirá da OPA se não houver adesão de no mínimo dois terços das ações em circulação da Autometal.18/08/2014
  • T4U fará oferta primária e secundária de ações. Empresa aluga antenas de telefonia móvel para as principais operadoras de telecomunicações do país. A T4U Holding Brasil, empresa que aluga antenas de telefonia móvel para as principais operadoras de telecomunicações do país, pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registro para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A T4U, sigla para Tower For You, se apresenta como a quinta maior proprietária, operadora e desenvolvedora de 'sites' de telecomunicação móvel no Brasil. No fim de junho, a empresa tinha 458 antenas em operação. Sua receita líquida no primeiro semestre foi de 36,15 milhões de reais, alta de 10 por cento ante igual etapa de 2013. Há cerca de 68 mil desses equipamentos instalados no país, segundo dados da Telebrasil, associação das operadoras de telecomunicações. E esse número tende a crescer à medida que se expande a cobertura do serviço de 4G. Só em 2013 foram instaladas 8,5 mil antenas de 4G, segundo a entidade. 18/08/2014

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

01 - Britânica Vesuvius comprará negócio da Ecil no Brasil. A Vesuvius disse que concordou em comprar empresas no Brasil e nos Estados Unidos por um total de cerca de 30 milhões de libras (50 milhões de dólares) para reforçar a sua posição como um provedor de serviços técnicos para as indústrias de aço e de fundição. A Ecil Met Tec, parte do Grupo Ecil do Brasil, faz termopares usados para medir a temperatura do metal fundido no processo de produção de aço. A empresa tem operações no Brasil e nos Estados Unidos. 18/08/2014
02 - Eletrobras participará de aumento de capital da Cteep.  O conselho de administração da Eletrobras aprovou a participação no aumento de capital da Cteep, empresa de transmissão de energia do grupo colombiano ISA na qual a estatal tem participação de 35,23%. A Eletrobras irá adquirir 3.258.400 ações preferenciais da Cteep, ao preço unitário de 25,04 reais, totalizando o montante de 81,6 milhões de reais. 19/08/2014
03 - Fundo Incube compra por R$ 3 mi app para encontrar motoboy.  A incube, que investe e desenvolve em tecnologia mobile, anunciou a aquisição da 99motos, app de serviço de chamada de motoboys. Com a compra, foi criada uma nova empresa, a MovMov.it, que deve unificar serviços de chamada e pagamento de táxis e motoboys. A 99motos tem mais de mil motoboys cadastrados e permite que o cliente acione um deles através de desktop ou celular. O sistema já calcula o valor do frete e o cliente paga direto ao motoboy contratado. 19/08/2014
04 - Arrow Electronics adquire CNT Brasil.  Em 1o de agosto de 2014, a norte-americana Arrow Electronics adquiriu a distribuidora brasileira CNT Brasil. Os valores da transação ainda não foram revelados. A Arrow é uma provedora global de produtos, serviços e soluções de componentes eletrônicos e soluções de computação para indústrias e empresas. A empresa está ligada a mais de 100 mil fabricantes OEM e clientes em geral, com atuação em mais de 460 localidades, em 58 países. Dentre as mudanças na estrutura da CNT, o comunicado explica que o time da empresa brasileira passa a responder para o segmento de soluções de computação empresarial da Arrow nas Américas.  18/08/2014
05 - Network1 passa às mãos da multinacional ScanSource em toda a AL.  A ScanSource, Inc., distribuidora global de produtos de valor agregado especializada em produtos de tecnologia, anunciou  a expansão de seus negócios de comunicações na América Latina por meio da aquisição da Network1, Intersmart Comércio Importação Exportação de Equipamentos Eletrônicos, S.A. (“Network1”), distribuidora de valor agregado de produtos e serviços de comunicações. O acordo prevê a incorporação das operações da Network1 em toda América Latina, o que inclui o Brasil, México, Colômbia, Chile e Peru. A estimativa de vendas líquidas da Network1 para o calendário de 2014 é de aproximadamente R$ 850 milhões (US$374 milhões). A Network1 registra um crescimento de vendas de dois dígitos, que deverá continuar durante o período de quatro anos do acordo de earnout.  Fundada em 2004 e sediada em São Paulo, a Network1 conta com cerca de 400 funcionários em toda a América Latina e oferece um portfólio de soluções de comunicações, que inclui comunicações unificadas e colaboração, networking e performance, data center e virtualização, cloud computing, segurança lógica, infraestrutura e segurança física. 18/08/2014
06 - Samba Tech compra parte da Edools. A Samba Tech anunciou nesta semana a aquisição de parte da Edools, uma plataforma para cursos online. A compra estava sendo negociada desde o começo do ano e faz parte da estratégia da empresa de distribuição de vídeos para se consolidar no mercado de ensino à distância. A Edools faz parte agora do Samba Group, que engloba ainda a própria Samba Tech, a Samba Ads e a Adstream Samba.  20/08/2014
07 - Cade aprova compra pela Bunge de fatia da japonesa Itochu. O Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição pela Bunge Açúcar & Bioenergia, da multinacional Bunge, das cotas que ainda não possuía em duas usinas de cana-de-açúcar da JB BioEnergy. A operação consiste na aquisição pela Bunge de cotas da JB BioEnergy, da holding japonesa Itochu Corporation, equivalentes a 20 por cento do capital social das usinas Agroindustrial Santa Juliana e Pedro Afonso Açúcar e Bioenergia. A Bunge passa a deter controle exclusivo dos ativos. A usina Santa Juliana fica no Triângulo Mineiro e a Pedro Afonso, no Tocantins. Ambas têm a produção de açúcar e etanol como foco.20/08/2014
08 - Startup de gestão Nibo recebe aporte de dois fundos. O Nibo, software de gestão financeira online para pequenas e médias empresas, anunciou hoje um novo aporte dos fundos Redpoint e.ventures e Valor Capital Group. Além disso, a startup lançou uma nova ferramenta para facilitar a comunicação entre empresários e contadores. Sobre a nova ferramenta voltada para facilitar a relação entre contadores e pequenos empresários, Gabriel Gaspar, CEO e cofundador do Nibo, conta que o objetivo é facilitar o trabalho dos dois lados. Fundada em 2012, no Rio de Janeiro, a empresa atende 50 mil empresas e 100 escritórios de contabilidade. 21/08/2014
09 - ClickBus recebe nova rodada de investimentos de US$ 10 milhões. O ClickBus, site de vendas de passagens de ônibus, recebeu uma nova rodada de investimentos  de US$ 10 milhões das empresas de capital de risco Latin America Internet Group, Tengelmann Ventures, Holtzbrinck Ventures e Rocket Internet. O aporte coincide com o aniversário de um ano de atividades da empresa e a expansão para Turquia e Paquistão — o site já opera no Brasil, México, Alemanha, Polônia e Tailândia. Atualmente, o ClickBus possui parceria com mais de 180 empresas de ônibus, oferecendo viagens para mais de 8 mil destinos em sete países. Segundo a empresa, em um ano, o site ajudou mais de 400 mil pessoas a realizar viagens globalmente.
 21/08/2014 
10 e 11 - BTG anuncia compra do Pan Seguros e Pan Corretora por R$ 580 milhões. O conselho de administração do Banco Pan (BPAN4) aprovou nesta quinta-feira (21) a venda da totalidade de suas participações no Pan Seguros e na Pan Corretora, em uma transação que valerá R$ 580 milhões à instituição financeira. A Pan Seguros será vendida à BTG Seguradora, do  BTG Pactual ( BBTG11 ). Já a Pan Corretora será alienada ao BTG Pactual e à Caixa Participações (Caixapar). A venda permitirá que o Banco Pan mantenha o foco na originação de crédito, permanecendo com uma receita adicional decorrente do crescente negócio de seguros, diz a instituição em comunicado. 22/08/2014
12 - Compusoftware anuncia compra da Infoshot. A Compusoftware, especializada em licenciamento de software corporativo e serviços de infraestrutura, anunciou a compra da Infoshot, empresa mineira que oferece soluções da Microsoft ao mercado. O valor da transação não foi revelado. Segundo Adriano Vieira, COO da Compusoftware, esta é a segunda aquisição em dois anos. A aquisição faz parte da estratégia da empresa para focar em serviços na nuvem. Criada em 2004, a Infoshot tem sede em Belo Horizonte e possui 40 consultores especializados em cloud.  A Compusoftware deve faturar 250 milhões de reais neste ano. A aquisição deve responder por 15% deste valor. 21/08/2014
13 - Andrade Gutierrez e Alstom criam joint venture. A Andrade Gutierrez e a francesa Alstom anunciaram  a criação de uma joint venture para atuar no mercado de produção de torres de aço para aerogeradores, equipamento utilizado em parques eólicos. As duas companhias investirão aproximadamente 30 milhões de euros na construção de uma fábrica no município de Jacobina, na Bahia, que terá 51% de participação da Andrade Gutierrez e 49% da Alstom. A joint venture receberá o nome de Torres Eólicas do Nordeste (TEN). 22/08/2014
14 a 19 - Venda de ativos da LBR rende R$ 531 milhões. Depois de seis assembleias de credores, iniciadas nesse mês de agosto, chegou ao fim a alienação de vários empreendimentos do grupo LBR. A concorrência por 14 unidades produtivas isoladas (UPIs) da companhia, prevista dentro do plano de recuperação judicial da empresa, encerrou-se na quinta-feira, com a arrecadação de um total de R$ 531,477 milhões. A combinação, considerada mais favorável pela LBR por permitir a entrada do maior montante de dinheiro à vista no caixa da empresa, envolve as propostas, por diferentes unidades, da francesa [14] Lactalis (R$ 250 milhões), [15] da ARC Medical Logística (R$ 203,3 milhões), [16] da Colorado (R$ 40,177 milhões), [17]  da Laticínios Bela Vista (R$ 25 milhões), [18] da Cooperativa do Vale do Rio Doce (R$ 7 milhões) e [19] da Agricoop (R$ 6 milhões). Agora, a decisão tem de ser homologada pelo juiz da recuperação judicial. A expectativa de uma fonte que acompanha a transação é de que, em menos de um mês, saia uma definição. 25/08/2014
20 - Cade adia decisão sobre operação Continental-Veyance. A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considerou complexo o ato de concentração entre Continental AG e Veyance Technologies Inc.  A Continental, por meio de sua subsidiária integral South Acquisition Corp. Inc. pretende adquirir a EPD Holdings Inc., detentora do controle da Veyance. A Continental é uma empresa alemã que atua na fabricação de peças para automóveis, caminhões e peças industriais, com atuação em 46 países. Produz, entre outros itens, sistemas de freios, correias transportadoras e pneus. A Veyance é uma empresa que fabrica produtos de borracha em 11 países, envolvendo itens como mangueiras, faixas de borracha para equipamentos agrícolas e de construção e produtos antivibração, como molas pneumáticas.  25/08/2014
21 - Cade aprova operação entre ADM, Wild Flavors e WDI. A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, o ato de concentração entre Archer Daniels Midland Europe B.V., Archer Daniels Midland Europoort B.V. e outros.  A operação consiste na aquisição de controle, pela ADM, da Wild Flavors e da WDI, pertencentes aos grupos KKR e HPW. O ato de concentração foi levado ao Cade pois os faturamentos do grupo adquirente e do grupo da empresa adquirida, no Brasil, atingem valor que exige notificação obrigatória ao sistema antitruste.O Cade avaliou que não há, no Brasil, sobreposição horizontal, mas possibilidade de integração vertical na área de vitamina E, proteínas de soja, isoflavonas de soja e sistemas de aromas, mas também considerou que a participação de mercado é reduzida. 25/08/2014
22 - Aprovada operação de Paraná Equipamentos e Caterpillar. O ato de concentração entre Paraná Equipamentos S.A. (PESA) e Caterpillar Global Mining LLC. foi aprovado pela Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).  A operação consiste na aquisição, pela PESA, de ativos intangíveis relacionados à divisão de vendas e suporte técnico de equipamentos de mineração da Caterpillar Global Mining nos Estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A PESA atua na venda e no aluguel de máquinas e equipamentos pesados, motores marítimos, equipamentos para o setor florestal, peças, entre outros.25/08/2014

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.    

26 agosto 2014



Tim Hortons e Burger King anunciam fusão

A companhia canadense Tim Hortons e o Burger King confirmaram um acordo para criar uma nova empresa no setor de restaurantes de serviço rápido, que deverá ter vendas anuais estimadas de aproximadamente US$ 23 bilhões e 18 mil restaurantes em 100 países.

Controlador do Burger King, o fundo de private equity 3G Capital - comandado pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira - terá uma participação de cerca de 51% na nova empresa.

A companhia terá sede no Canadá, segundo comunicado divulgado pela Tim Hortons. Após a conclusão da transação, cada marca será gerenciada de maneira independente. A diretoria da nova instituição contará com oito executivos atuais do Burger King e outros três que serão nomeados pela Tim Hortons.

Sob termos padrões do acordo, que foram aprovados unanimemente pelas diretorias de ambas as companhias, os acionistas da Tim Hortons receberão 65,50 dólares canadenses em dinheiro e 0,8025 ação ordinária da nova empresa por papel da Tim Hortons. As ações do Burger King serão convertidas em 0,99 ação da nova empresa e 0,01 de uma unidade de uma nova parceria limitada de Ontário controlada pela instituição recém criada. Por Lucas Hirata | Estadão | Leia mais em Yahoo 26/08/2014

COMENTÁRIOS
A Tim Hortons publica em seu site apresentação referente ao acordo realizado com a Burger King - Tim Hortons-Burger King Creating a Global QSR Leader - August 26th, 2014. Abaixo alguns slides extraídos do referido documento.
















EMS cria grupo para concentrar novos negócios

O empresário Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração da farmacêutica EMS, anunciou, na segunda-feira, 25, a criação do Grupo NC, que abarcará todos os negócios da companhia. O anúncio foi feito durante a inauguração de laboratório Novamed, na Zona Franca de Manaus.

Essa nova unidade, que foi inaugurada oficialmente ontem, recebeu investimentos de R$ 385 milhões. A fábrica terá capacidade de produção para 1,5 bilhão de comprimidos por mês. "Essa unidade vai produzir medicamentos para os outros laboratórios do grupo", disse Sanchez. A Novamed está preparada para uma futura expansão, na qual dobrará a atual capacidade.

Durante o evento de inauguração, Sanchez oficializou a criação de seu novo grupo, que terá quatro frentes de negócios. Os ativos farmacêuticos, composto pelas empresas EMS, Germed, Legrand e Novamed, além de CPM e Natures, está agora sob o guarda-chuva do NC Farma. A EMS, que era a holding para as empresas do grupo, tem sob seu controle ainda a Brace Pharma, sediada Maryland, nos EUA. A Brace é o braço internacional da farmacêutica, que recentemente anunciou duas parcerias - uma com o laboratório francês BioAlliance e o outro com a Iroko Pharmaceutical, dos EUA, para licenciamento de medicamentos inovadores para serem comercializados no Brasil.

Além da NC Farma, foram criadas a NC Invest, que buscará novos investimentos, e a NC Par, que terá agregará empresas na qual o grupo já tem participação acionária, caso da Bionovis, joint venture entre EMS, Aché, Hypermarcas e União Química para produzir biossimilares. Os negócios de incorporação imobiliária ficam a cargo abaixo da ACS.

O empresário afirmou que quer reduzir o peso dos negócios farmacêuticos no faturamento do grupo nos próximos anos. A companhia faz parte de um dos consórcios que foram formados para participar da licitação da Nova Tamoios, que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte paulista. Quem ganhar a licitação vai ser responsável pelo gerenciamento de toda a rodovia durante 30 anos e responsável por sua duplicação no trecho de serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.  Mônica Scaramuzzo - AE - Fonte: Estadao Conteudo Leia mais em diarioweb 26/08/2014



Ex-chefes da Porsche serão julgados por saga de tentativa de aquisição da VW

Dois ex-executivos de alto escalão da Porsche SE serão forçados a se submeter a um julgamento na Alemanha sobre suas administrações durante a tentativa fracassada da companhia de adquirir a Volkswagen em 2008.

O ex-presidente-executivo da companhia de investimentos, Wendelin Wiedeking, e o ex-vice-presidente de finanças, Holger Haerter, são suspeitos de terem mascarado um plano para adquirir a VW e terem acumulado secretamente uma participação na maior montadora da Europa seis anos atrás.

A decisão desta terça-feira por um tribunal de recursos em Stuttgart reverteu uma decisão de 24 de abril por um tribunal de instância inferior, que determinava que as provas eram insuficientes para dar continuidade ao caso.

O tribunal de recursos disse que "listou diversos sinais que podem sugerir que houve uma chamada decisão oculta para aumentar a participação (na VW) o quanto podiam, sugerindo uma avaliação oposta à do tribunal de instância inferior".

A Porsche SE, holding que detém uma participação majoritária na VW, disse que ainda vê as alegações como infundadas.

Investidores processaram a Porsche SE por mais de 5 bilhões de euros (6,6 bilhões de dólares), argumentando que a holding camuflou suas intenções de aquisição e enganou o público. A companhia ainda enfrenta ações jurídicas pendentes em outros tribunais da Alemanha.

Em março de 2008, a Porsche descartou especulações de que tinha intenção de adquirir a VW. No entanto, sete meses depois, revelou que controlava 74,1 por cento das ações ordinárias da VW, pouco abaixo do limiar de aquisição de 75 por cento. (Por Andreas Cremer) Reuters | Leia mais em Uol 26/08/2014



25 agosto 2014

Distribuição: momento de aperto?

O setor de distribuição de TI brasileiro viveu dias intensos nas últimas semanas. Entre os ocorridos destacam-se a compra de duas distribuidoras nacionais (Network1 e CNT) por players estrangeiros (ScanSource e Arrow, respectivamente) e boatos sobre demissões em massa em alguns grandes do segmento.

Quando se olha um pouco mais adiante, mas não muito, pelo retrovisor vê-se um passado não mais animador. O segmento cresceu apenas 2% em 2013 de acordo com a 4ª Pesquisa Setorial de Distribuidores de TI da Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti).

Quando se olha para frente, se observa um cenário incerto.

Em conversas de corredores, para tentar compreender o que se passa com as empresas desse elo da cadeia de tecnologia da informação, um executivo que por muitos anos envolvido na gestão de uma distribuidora comparou a situação com um lago: quando a água está alta, é uma maravilha; na seca é possível ver a camada de sujeira no leito.

A metáfora traz a clara analogia do mercado que viveu os últimos anos um período de abundância. O aquecimento econômico puxou o consumo e incentivou projetos.

O desaquecimento da economia nos últimos dois anos expôs deficiências até certo ponto graves na gestão de empresas que demandam alto nível de capital (para a oferta de crédito à base de revendas) e inteligência logística (para importar e entregar produtos em um país continental), tudo isso em um segmento de margens baixas em sua essência.

Outra coisa para temperar reside na chegada de tendências tecnológicas que mudam modelos comerciais e, dependendo da vertente, colocam em xeque a figura dos intermediários.

A expectativa é o momento vivido atualmente pode desencadear um rearranjo profundo no segmento de distribuição de tecnologias da informação no Brasil. Fala-se em chegada de novos players estrangeiros, em possível movimento de consolidação e eventual desaparecimento dos que não conseguirem adaptar seus negócios nesse contexto de mudança.

O que pensa disso tudo Mariano Gordinho, diretor executivo da Abradisti e um dos fundadores da Officer, um dos maiores players do segmento de distribuição do Brasil é o que o Baguete apresenta agora: o que esperar para o futuro próximo.

O setor de distribuição de TI passa por um momento difícil. Quais fatores são importantes de serem observados e compreendidos nesse cenário e o que esperar desse segmento nos próximos meses?
O mercado passa por um momento difícil. Os prognósticos de desempenho da economia são bem conservadores (às vezes até pessimistas). Vivemos um ano de inúmeros eventos que já impactaram ou vão impactar diretamente o comportamento dos negócios e dos próprios consumidores. A distribuição repete e reflete o mercado. Definitivamente o momento requer atenção redobrada dos gestores. A melhor perspectiva é a de um ano sem crescimento. Uma avaliação mais realista talvez até revele um ano de desaceleração e crescimento negativo.

Essas expectativas indicam o que esperamos como comportamento mediano do setor. Seguramente, distribuidores que atuam com games e produtos de telecom, por exemplo, eventualmente apresentem crescimento positivo, de até dois dígitos, sobre os números do ano passado. Importante lembrar que, quando o mercado se torna mais difícil, consequentemente mais competitivo, e normal que aja uma migração de receitas entre os distribuidores, dos mais conservadores para aqueles mais dispostos e/ou prparados para gerenciar o aumento de risco.

Nessa fase, é muito importante a capacidade que cada distribuidor dispõe para gerenciar os potenciais aumentos de risco: de crédito, de redução de receitas, da adequação dos custos diretos do negócio aos novos patamares de rentabilidade (infraestrutura, pessoal, custo de capital, entre outros), da intensificação da concorrência, das pressões por resultados, que invariavelmente criam um ambiente de negócios mais hostil.

As expectativas do setor para os próximos 15 meses são realistas/conservadoras, levando-se em conta as possíveis mudanças de paradigma e o crescimento de novas tendências que deverão alterar a maneira como a distribuição faz negócios, como por exemplo o crescimento das ofertas de soluções de software na nuvem e a popularização da infraestrutura usada como serviço (Amazon Web Services, Microsoft Azure, entre outras).

Fala-se que muita coisa vai mudar no cenário de distribuição de TI no Brasil ao longo dos próximos meses. Qual é a sua visão sobre o que é possível ocorrer, de fato?
Acredito que o que estimula muito as apostas acerca das prováveis mudanças do setor no curto prazo tem a ver com as próprias mudanças que vem acontecendo no mundo da tecnologia da informação e comunicação como um todo. O crescimento explosivo que temos assistido em relação às vendas de smartphones e tablets, provocaram uma alteração estrutural na forma como as empresas consomem e vão consumir TIC daqui para a frente. Novas tendências como BYOD (traga seu próprio dispositivo), IoT (internet das coisas), big data e analytics, e o aumento qualitativo nas ofertas de cloud e infraestrutura como serviço, vão impactar o posicionamento da distribuição.

Cada vez mais a distribuição deverá ajustar sua forma de agregar valor para o seu ecossistema, oferecendo serviços que vão além do crédito e da logística (tradicionais na distribuição), abrangendo áreas como capacitação, integração e ativação de canais, apoio consultivo, desenho de projeto, opções de crédito estruturado, execução de programas de go-to-market, para citar alguns.

Pensando exclusivamente no papel da distribuição nas áreas de cloud e infraestrutura como serviços, acreditamos que a adaptação dos distribuidores a esses novos modelos de negócio, será imprescindível para preservar e ampliar a sua relevância nesse novo cenário.

Há especulações quanto a consolidação do mercado. Algumas pessoas apontam que restarão menos de uma dezena de players. Esse cenário é viável?
A consolidação é uma tendência natural à medida que os mercados amadurecem e as demandas por maiores investimentos se tornam mais frequentes e essenciais a sobrevivência dos players que atuam nesse mercado. É normal imaginar e até apostar em consolidações no mercado de distribuição de TIC. Hoje sabemos que os requisitos e demandas tanto dos fornecedores quanto dos canais sobre a distribuição ampliaram de maneira intensa as necessidades logísticas, estruturais e de capital dos distribuidores. Num ambiente como esse a consolidação se apresenta como uma séria alternativa a ser considerada.

Num pais como o Brasil, aonde as questões tributárias, o custo do capital, as diversidades regionais e as ineficiências logísticas contribuem para intensificar a complexidade gerencial dos negócios, se bem organizada e estruturada, a consolidação pode proporcionar um significativo aumento de eficiência e competitividade para as empresas consolidadas. Sob essa ótica é razoável acreditar na tendência de consolidação do mercado.

Na Abradisti hoje somos 28 associados que representam cerca de 75% do negócio de TIC no Brasil e nas pesquisas setoriais e avaliações internas, trabalhamos com um número estimado de cerca de 70 empresas de distribuição no mercado nacional. Talvez a visão de menos de uma dezena de players no geral seja muito drástica. Porém a probabilidade de cerca de uma dezena de players, que responderão por 80% do negócio de distribuição de TI faz bastante sentido.

Recentemente vimos um grande player externo (ScanSource) ampliar presença no mercado local com a compra da Network1. Esses movimentos de compra dos players nacionais por estrangeiros tende a se intensificar a partir de agora?
A entrada de novos players no mercado, via aquisição de empresas locais sempre foi uma alternativa. A própria Scansource entrou no mercado através da aquisição da CDC a alguns anos atrás. A Ingram foi o resultado de aquisições (Lasoft + Result), e a Avnet entrou no mercado via aquisições (Bell Micro + Tallard) também a alguns anos atrás. Hoje a quantidade de grandes players externos reduziu em função das fusões e aquisições que ocorreram no mercado internacional (Also Actebis na Europa, Synnex, Avnet e Arrows com agressivas políticas de aquisição no mercado norte-americano), porém é difícil prever o estágio atual do apetite das multinacionais de distribuição para novas compras. O mercado brasileiro é estratégico e sedutor para a distribuição de TIC. O mercado brasileiro como um todo supera os US$ 60 Bilhões, o que por si só já é um enorme atrativo.

A Arrow também encontra-se em “vias de fato” de chegar ao mercado brasileiro por meio da aquisição da CNT. De que forma esses grandes representantes americanos conferem novas dinâmicas ao mercado nacional de distribuição de TI?
A entrada dos grandes players norte-americanos no mercado ajudam os esforços no sentido da maior profissionalização do setor e no avanço rumo a melhor governança dos negócios como um todo.

Na outra ponta vemos alguns representantes brasileiros de grande porte perderem um pouco e verem seus faturamentos serem reduzidos. Quais as expectativas de longo prazo para esses distribuidores? Eles podem virar consolidadores ou tendem a ser incorporados?
Como comentado na primeira pergunta a migração de receita é um fenômeno natural em momentos mais competitivos do mercado. Acredito que as duas opções são válidas. Os maiores representantes brasileiros do setor podem tanto vir a se tornar consolidadores quanto ser incorporados. Vai depender de inúmeras variáveis, que vão da liderança, apetite do mercado de capital para apoiar fusões e aquisições (vislumbrando futuras ofertas públicas), situação de liquidez e valuation desses players, até o momento do próprio mercado de distribuição de TIC.

E na camada dos distribuidores mais no centro dessa pirâmide o que a Abradisti enxerga como possibilidade para companhias como Apli, Agis, All Nations, Pauta, Aldo, Mazer, CLM…?
Acredito que as probabilidades de consolidação dependem da predisposição das lideranças dessas companhias no sentido de construir uma via alternativa aos grandes players do mercado. Por se tratarem de empresas familiares ou de donos, o primeiro passo começa pela identificação das lideranças interessadas nesse movimento. A construção de consenso e o maior desafio a ser enfrentado. Aparentemente existem inúmeras sinergias e oportunidades que poderiam ser alavancadas num movimento de consolidação. Tanto quanto inúmeros desafios teriam que ser avaliados (Capital de giro, níveis de endividamento, índices de liquidez, geração de caixa, entre outros) para assegurar um consolidação bem sucedida. Definitivamente essa questão tem efeito direto na pergunta/afirmação quanto a redução do número de players no mercado.

Pensando nos efeitos sistêmicos, como o contexto visto no setor de distribuição atualmente deve impactar no modelo de vendas indiretas no futuro?
Na Abradisti temos certeza da longevidade das vendas indiretas. Mesmo diante das várias mudanças que já enxergamos no horizonte de curto/médio prazo, a distribuição sempre será uma via muito eficiente de chegada ao mercado. O que deverá mudar no modelo de vendas indiretas no futuro, serão os meios através dos quais essas vendas poderão ocorrer (Internet e mídias sociais, por exemplo)e a necessidade de uma infraestrutura adequada para suportar esses novos modelos.

A Nuvem é um dos exemplos mais simbólicos dessas mudanças. A migração dos canais, de um modelo de negócios baseado em compra e venda de pedidos individuais, com margens e rentabilidade estruturadas dentro dessa lógica, para receitas recorrentes, com margens e rentabilidade compatíveis com essa nova modalidade de consumo e utilização de produtos e serviços de TIC. Os impactos nas operações de distribuição e venda por canais serão inúmeros, exigindo uma revisão/reorganização operacional, financeira e comercial de todos os envolvidos.

Há possibilidade de que revendas fechem ou sejam “obrigadas” a realizar fusões para se manterem competitivas no médio e longo prazo?
Certamente. Da mesma forma que se considera a hipótese de consolidação no setor de distribuição e, muito coerente supor a hipótese de consolidações no mercado de revendas. Importante lembrar porém, que fusões e aquisições no mercado das revendas é ainda mais complexo que no mercado de distribuição, pelas características do próprio negócio: maior quantidade de players, maior descentralização, empresas de tamanhos e focos muito diferenciados, estruturadas não tão amadurecidas quanto as da distribuição, dentre muitos outros fatores. Felipe Dreher Leia mais em Baguete 25/08/2014

25 agosto 2014