20 fevereiro 2017

Burger King, controlado pela 3G, está perto de comprar a Popeyes

A 3G Capital, empresa de private equity que tem entre seus sócios Jorge Paulo Lemann, desistiu de comprar a Unilever, mas está perto de fechar mais um negócio no setor de fast-food.

A Restaurant Brands International, dona das redes Burger King e Tim Hortons e controlada pela 3G, pode anunciar ainda nesta semana a compra da Popeyes Louisiana Kitchen... Leia mais em valoreconomico 20/02/2017

20 fevereiro 2017



Docway adquire Dr. Vem

A startup Docway, responsável por um aplicativo que permite a contratação de médicos para consultas residenciais, acaba de anunciar a aquisição da plataforma de solicitações de consulta online Dr. Vem.

Com a aquisição, a startup vai englobar toda a plataforma do Dr. Vem, ampliando sua rede de atendimento e oferecendo mais um canal através do site.

“Assim como o Docway, o Dr. Vem surgiu com a missão de desafogar o sistema de saúde no país. Nada mais justo do que agora trabalharmos juntos, com o mesmo objetivo. Tenho certeza que os nossos usuários serão os grandes beneficiados por essa aquisição”, detalha Fábio Tiepolo, CEO do Docway.

A integração das tecnologias será feita de forma gradativa, e, segundo a empresa, não alterará o formato de trabalho atual. As plataformas trabalharão juntas durante a fase de adaptação com os prestadores de serviço e pacientes.

“A utilização de ferramentas como o Docway vem contribuindo para facilitar o acesso da população a um serviço de saúde humanizado e de qualidade. Nos próximos anos esse tipo de tecnologia deve se tornar ainda mais comum, ajudando as próximas gerações a viver melhor”, completa Tiepolo.Júlia Merker Leia mais em baguete 20/02/2017



Após incorporação da Valepar pela Vale, antigos controladores terão 36,7%

Em apresentação a investidores divulgada em seu site, a Vale detalha qual será sua nova estrutura acionária caso aprovada a incorporação da Valepar pela companhia, última etapa de implementação do novo acordo de acionistas divulgado nesta segunda-feira, 20, pela mineradora.

A operação envolveu os acionistas controladores reunidos nesta segunda na Valepar: Litel Participações, Litela, Bradespar, Mitsui & Co e BNDESPar. Entre outras coisas, a Vale passará a ter apenas uma classe de ações (ON).

A fase de transição do acordo passa a vigorar a partir de 10 de maio de 2017, com validade de seis meses. Após a conclusão dos trâmites previstos e com a incorporação da Valepar, os acionistas deverão celebrar um novo acordo com o objetivo de adequar a governança da Vale à sua nova estrutura societária, então sem controle definido e com a companhia já no Novo Mercado. Batizado de Acordo Vale, ele vinculará apenas 20% das ações ordinárias emitidas pela Vale e valerá até 9 de novembro de 2020.

De acordo com a apresentação, a estrutura acionária pós-incorporação da Valepar prevê que a mineradora passe a ter um free float de 58,11% de suas ações ordinárias (ON). Os atuais acionistas da Valepar terão um incremento de 10% em sua posição acionária e ficarão com 36,73% do capital total, sendo 21,33% da Litel - veículo que reúne os fundos de pensão - 6,41% da Bradespar e 5,51% da Mitsui. A BNDESPar terá 5,16% do capital total, além de 3,48% referentes a sua presença na Valepar. Já a Eletron terá 0,01%.

No documento, a Vale destaca que o novo acordo só terá reunião prévia de acionistas controladores em matérias de quórum qualificado e quando a reunião for convocada. Hoje, a reunião prévia de acionistas da Valepar é obrigatória para matérias levadas ao conselho de administração e assembleia-geral de acionistas.

Além disso, a deliberação prévia vincula o voto. Na nova estrutura, as matérias de quórum qualificado terão que ter presentes 75% das ações vinculadas ao acordo de acionistas na reunião prévia.  Na apresentação, a Vale conclui que, dessa forma, a administração da companhia terá mais independência quando não houver mais controle definido.

A Vale também frisa que o acordo promove um alinhamento de interesses entre diferentes grupos de acionistas e os administradores (diretoria e conselho) da mineradora. A companhia também avalia que a criação de uma classe única de ações trará mais liquidez para os acionistas da Vale, que passarão a ter os mesmos direitos e benefícios.Mariana Durão Estadão leia mais em mackenziesolucoes 20/02/2017



Apple teria adquirido a RealFace, empresa israelense especializada em reconhecimento facial

Em meio a rumores sobre futuros iPhones incorporarem uma tecnologia de reconhecimento facial no lugar do Touch ID, o jornal The Times of Israel noticiou hoje que a Apple adquiriu a startup local RealFace.

Como o seu nome já indica, a empresa era focada em desenvolver tecnologias de reconhecimento facial — tal como demonstra o vídeo a seguir.

Tanto o site quanto a página do Facebook da RealFace foram tirados do ar de ontem para hoje, e é possível que o canal do YouTube também suma a qualquer momento. Ainda assim, por ora a aquisição — que deve ter sido na casa de uns US$2 milhões, apenas, segundo informações iniciais — não foi oficialmente confirmada.

A RealFace é a quarta empresa israelense adquirida pela Apple, depois de Anobit (em 2011), PrimeSense (em 2013) e LinX (em 2015).  Rafael Fischmann  Leia mais em macmagazine 19/02/2017



Startup BankFacil muda nome e recebe aporte de R$ 60 mi

A startup brasileira BankFacil, que oferece empréstimos pela internet, levantou um aporte de R$ 60 milhões com a International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos do Banco Mundial, e o fundo Naspers.

Com a nova rodada, a empresa também mudou de nome – agora, vai se chamar Creditas.
Trata-se da segunda rodada de investimentos da startup, que entre 2015 e 2016 recebeu R$ 30 milhões em dos fundos Redpoint eVentures, Kaszek Ventures, Quona Capital e QED Investors.

A Creditas é uma das representantes brasileiras no mundo das “fintechs”, startups financeiras que estão incomodando os bancos em todo o mundo. Essas empresas usam a tecnologia para mudar a forma como as pessoas pagam contas ou contratam empréstimos. O cartão de crédito Nubank e o banco digital Neon estão entre os destaques do segmento no País. A Creditas também tem chamado atenção: ficou em quarto lugar entre as empresas mais inovadoras da América Latina no ranking divulgado pela revista americana Fast Company.

O foco da startup é facilitar o acesso ao crédito para os brasileiros.

Ela pratica o chamado refinanciamento – nessa modalidade de crédito, o interessado usa sua casa ou carro como garantia de que o empréstimo será pago. Com isso, a empresa consegue emprestar dinheiro a juros mais baixos do que os praticados no mercado.

“Mudamos de nome para reafirmar o nosso compromisso com o crédito”, conta o presidente executivo da Creditas, Sergio Furio. “Não queremos ser um banco e queríamos deixar isso claro na nova marca.” Segundo o executivo, o novo aporte – que também teve a participação de investidores antigos – chegou em boa hora. A startup, que acaba de completar cinco anos, começou com apenas cinco pessoas e hoje chegou a cem funcionários. “Vamos triplicar nosso time de tecnologia e produto”, diz Curio.

“Queremos chegar a 200 funcionários até o fim do ano.” - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 18/02/2017



Senior quer comprar mais empresas em 2017

Os números passarão por uma auditoria final e devem ser divulgados nos próximos dias, mas o presidente da Senior, Carlênio Castelo Branco, projeta um crescimento entre 15% e 18% na receita em 2016, mesmo em meio à crise. O último trimestre do ano passado, diz Carlênio, foi o melhor da história da empresa blumenauense, que desenvolve softwares de gestão empresarial.

A Senior fez três aquisições nos últimos 12 meses e prevê outras em 2017. O foco está nos segmentos de logística, varejo e agronegócio, mercados em que a empresa já atua, mas quer fortalecer sua presença. A companhia acaba de lançar uma nova marca (com redefinição de logotipo) e vai intensificar ações de publicidade em mídia especializada para divulgá-la.

Na última terça-feira, a Senior venceu um prêmio internacional da IBM por um projeto implantado na Arroz Urbano que automatiza o controle e o monitoramento do volume de grãos de arroz dentro do silo. Pedro Machado Leia mais em jornaldesantacatarina 17/02/2017



19 fevereiro 2017

BR Pharma está prestes a ser vendida a ex-CEO da W Torre, diz fonte

O banco BTG Pactual, controlador da rede de farmácias BR Pharma, está prestes a vender a varejista a Paulo Remy, ex-CEO da W Torre, confirmou  uma fonte a par do assunto ao Valor.

Remy tem cerca de 10% da W Torre, onde ocupa uma cadeira no conselho de administração. Segundo a fonte, um fato relevante está sendo preparado para comunicar a operação ... Leia mais em valor econômico 19/02/2017
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BTG está perto de vender BR Pharma a ex-CEO da WTorre

O banco BTG Pactual, controlador da rede de farmácias BR Pharma, está prestes a vender a varejista a Paulo Remy, ex-CEO da construtora WTorre, confirmou uma fonte a par do assunto ao Valor.

Remy tem cerca de 10% da WTorre, onde ocupa uma cadeira no conselho de administração. Segundo a fonte, um fato relevante está sendo preparado para comunicar a operação ao mercado e deverá ser divulgado em breve.

O colunista Lauro Jardim, na edição de ontem do jornal "O Globo", informou que a BR Pharma está sendo repassada a Remy por R$ 1. A operação seria semelhante à venda da Leader Magazine, controlada pelo BTG, ao consultor Fábio Carvalho, também por R$ 1.

A BR Pharma vem sendo presidida há cinco meses por Gabriel Monteiro, que foi executivo do Grupo WTorre por oito anos e sócio-diretor na Galeazzi & Associados por mais de 12 anos.

Procurados pelo Valor, BTG Pactual e Remy não se pronunciaram.

A BR Pharma faturou R$ 1,3 bilhão no ano passado, até setembro - a metade do apurado em igual período de 2015. A dívida líquida somava quase R$ 600 milhões em setembro de 2016. Em junho, era de R$ 475 milhões. Fazem parte da rede de farmácias as bandeiras Big Ben (considerada o filet mignon da empresa, responde por cerca de 40% de seu faturamento), Sant'Ana, Farmais e Guararapes.

Integrar sistemas operacionais e culturas diferentes provou ser um desafio, talvez, grande demais para BR Pharma, constituída há sete anos e com metade da diretoria originária do mercado financeiro. Antes mesmo do país entrar em recessão, o BTG já avaliava vender alguns ativos da varejista. Em 2015, a varejista acabou vendendo a rede Mais Econômica para a Verti Capital. E no ano passado, a bandeira Rosário para a Profarma.

A Raia Drogasil, concorrente direta da BR Pharma, surgiu há cinco anos da união de duas redes - a Droga Raia e a Drogasil - e mostra trajetória diferente. A integração dos negócios avançou e o grupo é hoje o maior do setor de farmácias do país. Deve somar cerca de 1,6 mil pontos ao fim de 2017.

A BTG Participations, empresa de investimentos de clientes e sócios do banco, tenta vender a BR Pharma e outros ativos. Entre eles, estão participações na rede de academias Bodytech, na empresa de mídia e tecnologia UOL, e na joint-venture de mineração B&A Mineração. No curto prazo, segundo informou o banco recentemente, a Participations não deve fazer mais investimentos com recursos próprios. (Colaboraram Adriana Mattos e Carol Mandl)- Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 20/02/2017

19 fevereiro 2017



Lemann tenta comprar Galeão, mas Odebrecht rejeita

Mas empresas estrangeiras continuam na briga pelo aeroporto

Jorge Paulo Lemann, presidente da fundação Lemann, integra a 3G Capital, que tem ainda como sócios Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira

A GP investimentos, de Jorge Paulo Lemann tomou um não da Odebrecht para comprar o Galeão. Estão fortes no páreo a chinesa CRCC, a francesa Vinci, a espanhola Aena e a cingapuriana Changi. Leia mais em radaronline.veja 18/02/2017



Empreiteiras traçam futuros distintos

Duas das mais tradicionais empresas de construção do Brasil, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, colocaram à venda quase tudo que podem para se manterem de pé. A lista de empreendimentos vai de hidrelétricas a estaleiros e de estádios a cimenteiras, num movimento que começou depois da Operação Lava Jato, que escancarou esquemas de corrupção envolvendo empreiteiras, estatais e políticos.

Com o faturamento em queda e quase nenhum novo contrato em carteira, o movimento de venda de ativos se intensificou nos últimos meses e virou a principal saída para reforçar o caixa dos grupos. As estratégias, porém, são diferentes. Na Andrade Gutierrez, a ordem é voltar às origens e se focar na construtora. Na Camargo Corrêa, os herdeiros querem se desfazer da empreiteira e se tornar uma holding de investimentos.

Segundo o Estado apurou, a família controladora da Camargo estava em conversas firmes com a chinesa China Communications Construction Company (CCCC) para vender 100% da construtora, mas as negociações foram interrompidas em novembro passado. Havia uma expectativa de que as conversas fossem retomadas a partir deste ano. Mas, por ora, as chances de um acordo diminuíram. Fontes a par do assunto afirmam que o negócio é avaliado em cerca de US$ 1 bilhão.

Nos últimos anos, especialmente por causa das concessões, as empreiteiras viraram grandes investidoras em áreas estratégicas, como o setor de infraestrutura. No caso da Andrade, o objetivo hoje é pegar o caminho inverso. A empresa já se desfez de participações na Oi e na Sanepar (empresa de saneamento do Paraná).

Agora colocou à venda a participação na Cemig, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e no Sistema Produtor São Lourenço - uma parceira público-privada de saneamento em São Paulo. Por ora, o único ativo fora de qualquer negociação é a CCR, empresa que administra concessões na área de transportes e que também tem como sócia a Camargo Corrêa. Procurada, a Andrade não comentou.

Mudança

Na Camargo, com a decisão de sair da construção e virar uma holding de investimentos, ativos importantes já foram vendidos. No fim de 2015, a empresa se desfez da Alpargatas, por R$ 2,7 bilhões. No ano passado, vendeu a participação de 23% na CPFL para a chinesa State Grid, por R$ 5,85 bilhões.

Hoje, segundo fontes, a companhia quer vender sua fatia no Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e busca um comprador para parte da cimenteira Loma Negra, da Argentina. Mas, assim como a Andrade, descarta vender sua participação na CCR.

Procuradas, a construtora e a InterCement, o braço da Camargo no setor de cimento, não comentaram o assunto. A Camargo disse que, com a efetivação da venda da CPFL, encerrou o processo de readequação do seu portfólio e que não venderá mais ativos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Renée Pereira e Mônica Scaramuzzo Leia mais em mackenziesolucoes 19/02/2017
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Efeito Lava Jato emperra venda de ativos de empreiteiras

As incertezas sobre novos desdobramentos da Operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobrás, estão emperrando a venda de ativos de grandes empreiteiras envolvidas nas investigações. Em conversas adiantadas com a chinesa China Communications Construction Company (CCCC), as negociações entre a Camargo Corrêa e a gigante asiática pararam diante de um impasse: a falta de segurança jurídica para blindar a chinesa de heranças decorrentes das investigações da Lava Jato, afirmaram fontes.

Também é o caso da Odebrecht Ambiental, do grupo Odebrecht, que foi negociada com a gestora canadense Brookfield. O fundo se comprometeu a comprar 70% da empresa, mas aguarda os processos de delação premiada e leniência do conglomerado baiano para concluir o negócio. "O risco é que a punição se estenda a todas as empresas do grupo. Se não se sabe o valor da multa, fica difícil fechar o preço do ativo", disse um advogado que acompanha negociações entre construtoras e investidores estrangeiros.

Parte de bancos estrangeiros, sobretudo de origem americana, também está impedida de assessorar transações de empresas envolvidas na Lava Jato, afirmou uma fonte do mercado financeiro. "Há muitos ativos à venda no Brasil e isso tem atraído interessados. Mas os investidores passaram a ter mais cuidado em fechar negócios com empresas envolvidas em corrupção", disse outra fonte.

No caso da Camargo Corrêa, que desembolsou um total de R$ 804 milhões por participação em cartel, fraude e corrupção, a empresa não encontrou dificuldades para vender a Alpargatas, em 2015, e a CPFL, no ano passado, por exemplo. Mas as conversas entre os herdeiros da terceira geração da família, que assumiram o comando dos negócios no ano passado, e a chinesa CCCC, representada no Brasil pelo banco Modal, foram interrompidas no fim do ano.

"Não havia um acordo assinado de exclusividade entre as empresas, mas um interesse mútuo de que o negócio seria levado adiante", disse uma fonte a par do assunto. O Estado apurou que o interesse da CCCC pelo "acervo técnico" da construtora continua, mas a estatal chinesa não tem mais tanta pressa de retomar as conversas.

No fim do ano passado, a CCCC comprou 80% da Concremat Engenharia, por R$ 350 milhões, e está em processo final para assumir o projeto do porto intermodal da WTorre, em São Luís, no Maranhão. Os chineses também têm interesse nas ferrovias Transnordestina - já sinalizou ao governo - e na Norte-Sul. Procurados, representantes da CCCC não comentaram.

Reestruturação
A construtora, fundada em 1939 por Sebastião Camargo, que deu início ao império da família, foi a primeira a admitir participação nos esquemas de cartel e propina na Petrobrás e setor elétrico. O grupo também teve o nome envolvido na Operação Castelo de Areia, deflagrada em 2009 e que investigou crimes financeiros e de lavagem de dinheiro. A terceira geração da família está à frente de um amplo processo de reestruturação e nova governança do conglomerado, que migrou de um modelo de grupo empresarial para se tornar uma holding gestora de portfólio de empresas investidas.

Além de procurar um sócio minoritário para a Loma Negra, da InterCement, braço do grupo no setor de cimento, a Camargo também pode vender a participação de 50% no Estaleiro Atlântico Sul (EAS). O empreendimento, em sociedade com a Queiroz Galvão, tem uma dívida de cerca de R$ 2,5 bilhões e está em reestruturação. "Todos os estaleiros no País estão à venda, mas ninguém vai comprar nada neste momento", disse outra pessoa a par do assunto. O grupo vai passar a investir mais em empreendimentos imobiliários.

Contratos
"Na Andrade, tudo que não faz parte do core business da empresa está à venda", afirmou uma fonte próxima da companhia. É o caso da PPP do Sistema Produtor São Lourenço, que também já despertou interesse da CCCC, e participação em empresas de energia, como a Cemig e Hidrelétrica Santo Antônio.

Com os ativos à venda, a companhia tenta se concentrar na busca de novos serviços. No ano passado, a empresa mineira, criada em 1948, conquistou dois novos contratos: de R$ 2 bilhões, para construir linhas de transmissão, e de R$ 100 milhões, para duplicar uma estrada no interior de São Paulo. Neste ano, conseguiu dois contratos de US$ 300 milhões para construir duas plantas industriais na Argentina.

A empresa, multada em R$ 1 bilhão pelo esquema de corrupção, também disputa alguns contratos importantes, como uma duplicação de rodovia no Paraná, da CCR - empresa da qual é sócia com a Camargo - e de uma barragem de rejeitos. "Ainda é muito pouco para uma construtora do tamanho da Andrade, mas é uma notícia boa no meio de tantas ruins", afirmou uma fonte do setor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Renée Pereira e Mônica Scaramuzzo Leia mais em mackenziesolucoes 19/02/2017 



18 fevereiro 2017

Verizon compra empresa de drone e amplia portfólio IoT

De olho em IoT, Verizon compra empresa de drones

A Verizon Communications, empresa de telefonia com sede em Nova York, comprou a Skyward, sediada em Portland, Oregon, que fornece gerenciamento de operações de drones, informou a empresa. A negociação foi realizada com o braço de investimentos Verizon Ventures, que vislumbrou uma chance de aumentar o portfólio de internet das coisas (IoT) da operadora. Os termos da transação não foram divulgados.

Com a tecnologia Skyward, a Verizon agilizará o gerenciamento de operações de drone através de uma plataforma projetada para lidar com atividades de ponta a ponta, como planejamento de missão, fluxo de trabalho complexo, suporte de conformidade com as regras atuais da FAA (Federal Aviation Administration, órgão controlador de aviação nos Estados Unidos).

Os dados gerados pelos aparelhos, tais como o fornecimento de informações sobre espaço aéreo restrito e credenciamento de pilotos serão gerenciados pela Verizon, assim como planos de taxa de provisionamento dos drones.

Há algum tempo a Verizon está de olho no mercado de drones. A empresa foi o primeiro provedor de serviços sem fio a se tornar um membro da SUAVC (Small UAV Coalition), associação que cuida do crescimento desse mercado.

A Skyward fornece soluções de gerenciamento de operações para negócios somente para drones comerciais. A empresa conecta todas projetos e equipamentos em um programa de fluxo de trabalho eficiente, fazendo uma rede de troca de dados e controle entre profissionais e drones.

Mercado crescente
Os drones têm conseguido grande sucesso em diversos segmentos de mercado. Sua utilização tem ajudado desde segurança patrimonial até agricultura de precisão. Com a possibilidade de trocar informações pelas redes de telefonia, as empresas desse ramo e da tecnologia em geral começaram a olhar para os aparelhos como um potencial alavancador de internet das coisas.

Algumas dezenas de companhias famosas têm de alguma forma entrado no mundo dos drones. A Intel lançou recentemente seu próprio aparelho e tem projeto interessante de drones para exibição aérea. A Microsoft lançou na última semana um simulador para treino, enquanto a BT, de telecomunicações pretende usá-los em áreas distantes e zonas de desastre para suprir o fornecimento de rede. Empresas de logística, como a Amazon e a UPS também divulgaram intenções de usar drones em entregas, algo que também interessa franquias de fast food. Leia mais em noticias.r7 17/02/2017

18 fevereiro 2017



Iberostar prevê crescimento menor no Brasil e mira aquisições

Os três complexos do grupo no país, Bahia, RJ e um navio hotel no Amazonas, em conjunto tiveram um crescimento de 15% das receitas em 2016

A grupo hoteleiro espanhol Iberostar considera aquisições no Brasil, no momento em que prevê desaceleração das receitas no país em 2017, num cenário de valorização do real e crescimento econômico ainda baixo, disse um executivo da empresa.

Os três complexos do grupo no país, Bahia, Rio de Janeiro e um navio hotel no Amazonas, em conjunto tiveram um crescimento de 15 por cento das receitas em 2016. O Brasil representa cerca de 10 por cento do faturamento do grupo nas Américas.

Para este ano, com o real mais valorizado em relação ao dólar, o que tende a aumentar a procura de turistas de dentro e fora do país por outros destinos, a expectativa da empresa é que a receita no país cresça ao redor de 10 por cento.

“Mas os nossos planos são de que a participação do Brasil nos resultados do grupo vão crescer nos próximos anos”, disse o diretor-geral da Iberostar Américas, Enric Noguer.

Atualmente, o grupo desenvolve um quarto complexo no país, em Maceió (AL), de propriedade do grupo Havengrid, e que a Iberostar deve operar após a conclusão das obras, com prazo de 18 a 24 meses para ficar pronto.

Nos demais planos de expansão no país, entretanto, o foco da empresa é o contrário, de ser proprietária, em vez de operadora, disse o executivo.

Geograficamente, o interesse da Iberostar é na região costeira do país, com destaque para a Região Nordeste e o Rio de Janeiro.

Noguer, no entanto, descarta interesse no Complexo Hoteleiro de Sauípe, na Bahia, que tem acumulado sucessivos prejuízos nos últimos anos, que sua controladora Previ, caixa de previdência do Banco do Brasil, sinalizou em novembro que pretende vender.

“Não queremos ter outros hotéis nessa região da Bahia”, disse o executivo.

Simultaneamente, o grupo discute parcerias com gestoras de programas de fidelidade, no momento em que gigantes do setor no país, como Smiles e Multiplus têm feito acordos com empresas de turismo.

A Iberostar fechou 2016 com receita de 2,03 bilhões de euros, alta de 10 por cento sobre o ano anterior.

Neste ano, o grupo prevê abrir seis complexos, sendo um em Miami, outro no México e dois em Cuba, país onde pretende fechar o ano com 17 hotéis. O grupo também vai investir 125 milhões de euros em reformas. Por Aluísio Alves, da Reuters  Leia mais em exame 17/02/2017



PSA pode comprar a Opel da GM

Decisão final deve sair nos próximos dias, segundo as empresas

O grupo francês PSA negocia com a General Motors a compra da Opel, fabricante alemã de veículos que é controlada pela americana desde 1929. Segundo agências internacionais, as duas empresas confirmaram a negociação nesta terça-feira, 14, e o anúncio do negócio deve ser feito nos próximos dias. De acordo com analistas, a compra de mais uma marca traria maior escala, eficiência e rentabilidade ao Grupo PSA, que junto com as marcas que já possui (Peugeot, Citroën e DS) consolidaria sua posição de segunda maior montadora da Europa. Adicionando a Opel e Vauxhall (marca que atua no Reino Unido) ao portfólio, a participação da PSA no mercado europeu subiria para 16,3% – ficando só atrás do Grupo Volkswagen, que domina 24,1%, de acordo com números do fim de 2016.

Pelo lado da GM, a venda pode significar uma saída “limpa” dos seguidos prejuízos de sua operação europeia, de US$ 257 milhões em 2016 e US$ 813 milhões no ano anterior. Segundo relatou a própria GM na divulgação de seus resultados do ano passado, ficou mais difícil conseguir a estabilidade financeira na Europa depois que o Reino Unido votou pela sua saída da União Europeia, o que desvalorizou a libra e comprometeu os lucros na região, levando em conta que a Opel tem boa presença no mercado britânico com a Vauxhall.

Em comunicado oficial, a GM confirma que as duas empresas “estão explorando numerosas possibilidades de iniciativas estratégicas para elevar a rentabilidade e eficiència operacional, incluindo a potencial aquisição da Opel/Vauxhall pela PSA”. Mas a companhia americana ressalta que ainda “não há nenhuma garantia que um acordo será alcançado” nesse sentido. A PSA também distribuiu comunicado similar.

GM e PSA já mantêm um acordo operacional na Europa para dividir a fabricação de alguns modelos de SUVs e minivans, que já gerou “sinergias substanciais para ambas as companhias e dentro desse escopo as duas empresas examinam regularmente as possibilidades de expansão e cooperação”, diz a GM no comunicado.

A cooperação atual das duas fabricantes de veículos é o que restou de uma tentativa mal sucedida de associação acionária, que terminou em 2013 com a venda de participação de 7% que a GM tinha na PSA. O insucesso da transação levou a PSA, na pior crise financeira de sua história, a buscar a ajuda do governo francês, que comprou 14% das ações do grupo, e vender outros 14% à chinesa Dongfeng Motor, que assim passaram a controlar a companhia em conjunto com a família Peugeot.

O CEO Carlos Tavares assumiu o comando da PSA em 2014 e implantou uma agenda de recuperação que fez a companhia voltar aos lucros e lançar um novo plano estratégico de expansão.

Com a Opel, o grupo francês teria acesso à tecnologia de propulsão elétrica já desenvolvida pela engenharia da fabricante alemã, o que poderá acelerar e ampliar o lançamento de carros elétricos. A fusão também traria ganhos de sinergia em compras conjuntas e cortes de custos.

Sem a Opel, a GM praticamente selaria sua saída do mercado europeu, já que no ano passado a companhia decidiu parar de vender carros Chevrolet na Europa.

Para o Brasil o impacto atual seria pequeno, mas a GM brasileira perderia um importante fornecedor de projetos de carros adaptados ao mercado local, vendido aqui como Chevrolet, mas que tiveram origem na engenharia da Opel. O exemplo mais atual dessa troca é o Cruze, mas da GM Europa já vieram para cá modelos como Opala, Kadett e Corsa, só para citar alguns. Leia mais em automotivebusiness 14/02/2017