19 abril 2014

NH Hotel Group compra a participação do Intesa Sanpaolo no NH Itália

O NH Hotel Group anuncia acordo com o Intesa Sanpaolo que firma a compra de 44,5% de participação no NH Italia em troca de ações

 O NH Hotel Group anuncia acordo com o Intesa Sanpaolo que firma a compra de 44,5% de participação no NH Italia em troca de ações. O Intesa Sanpaolo configurou uma joint venture na Itália com o NH Hotel Group, que detinha 55,5% das ações restantes, em 2007. Agora o acordo dará ao NH Hotel Group direito a 100% do NH Italia, que está atualmente ativo nos negócios do hotel na Itália e nos Estados Unidos, bem como estabelecimentos hoteleiros na Alemanha, Holanda e Bélgica.

 A execução da operação reforça significativamente o patrimônio do NH Hotel Group, reduzindo simultaneamente o seu índice de alavancagem medido em termos de dívida bruta em capital. Por fim, a transação também fará as ações do NH Hotel Group mais líquidas no mercado secundário a médio prazo.

 O aumento de capital, que já foi aprovado pelo Conselho de Administração do NH Hotel Group, será submetido à aprovação dos acionistas na próxima Assembléia Geral Ordinária, juntamente com uma resolução de nomear um novo diretor proprietário do Intesa Sanpaolo. O NH Hotel Group conta com 53 hotéis na Itália, sendo o terceiro país com mais hotéis do grupo no mundo. Entre hotéis comuns, de luxo e resort nas cidades mais turísticas do país, destaca-se o nhow Milão, hotel conceito do grupo que consiste em oferecer um design inconvencional e comopolita, com uma personalidade única.

 O conselho de diretores do NH Hotel Group e do Intesa Sanpaolo aprovou os termos da oferta de all-share da seguinte maneira: Emissão de 42.000.000 novas ações ordinárias, representativas de aproximadamente 12% do capital social da NH Hotel Group, pós-oferta, ao preço de emissão de ? 4,70 (valor nominal de ? 2 e um prémio de emissão de ? 2,70) por ação; As novas ações serão subscritas exclusivamente pelo Intesa Sanpaolo, em troca de 445 mil partes representativas do seu interesse 44,5% em NH Italia. Desde a contrapartida das nova emissão de ações é não monetário, os acionistas existentes da NH Hotel Group não terão direito de preferência de subscrição sobre as ações.

 A ampliação do capital, aprovada pelo Conselho de Administração no NH Hotel Group, será submetida à aprovação da Junta Geral de Acionistas, quando acontecerá também a votação para a nomeação de um novo diretor proprietário, sob proposta do Intesa Sanpaolo. Como resultado do aumento de capital pendente de ser formalização, a estrutura de acionistas seria: HNA (21,2%), GIHSA (17,7%), Intesa Sanpaolo (16,0%) e free float (45,1%).A Morgan Stanley atuou como consultora financeira para NH Hotel Group na transação. Leia mais em dci 18/04/2014

19 abril 2014



18 abril 2014

Omnicom Media Group América Latina expande sua presença digital com aquisição da Media Interactive SA

A Omnicom Media Group (OMG) expandiu sua presença na região da América Latina com a aquisição da Media Interactive SA. A Omnicom Media Group é a divisão de serviços de mídia da Omnicom Group (NYSE: OMC) e a empresa controladora das agências de mídia globais OMD e PHD.

 Fundada em 2001 por Alan Gringas, a Media Interactive é uma importante fornecedora de soluções digitais em três dos mercados de maior crescimento na América Latina: Chile, Colômbia e Peru. Em 2009, a Media Interactive foi a primeira agência no Chile a desenvolver gerenciamento de redes sociais. E a suíte completa de serviços sociais que deu suporte a esse esforço é um componente essencial de um portfólio de serviços digitais que hoje inclui planejamento e compra de mídia online, design e desenvolvimento de websites, criação de conteúdo, SEO e SEM, marketing móvel, além de desenvolvimento e design de aplicativos.

 A aquisição é a culminação de um relacionamento de colaboração de longo prazo entre as duas organizações.

 Na condição de segmento de marketing de crescimento mais rápido -- e com uma participação no dispêndio total aumentando rapidamente -- o serviço digital é um componente cada vez mais fundamental de nossa estratégia para operar na região", diz o CEO da Omnicom Media Group América Latina, Julian Porras. "A combinação da capacidade da Omnicom Media Group de planejamento, compra e análise com a expertise comprovada da Media Interactive e sua base estabelecida de clientes possibilita a expansão quântica da presença digital da OMG nesses três mercados essenciais, bem como a intensificação imediata e inestimável de nossa agenda mais ampla de crescimento na América Latina", afirma.

 Com sede em Santiago, Chile, a Media Interactive tem uma equipe de 100 funcionários, trabalhando em tempo integral em três escritórios regionais. De acordo com os termos da aquisição, a agência vai reter a marca Media Interactive. Além disso, Gringas continuará em seu cargo de CEO da Media Interactive, ao mesmo tempo em que se junta à equipe de liderança da Omnicom Media Group na América Latina.

 Ao comentar a decisão de integrar a agência que fundou à Omnicom Media Group, Grigas disse: "Em pouco mais de uma década, a Media Interactive se tornou uma importante agência digital na região, ao produzir um trabalho inovador, que fornece resultados mensuráveis dos negócios. Ao nos alinharmos com a OMG, a missão continua a mesma, mas agora dispomos dos recursos e da rede para realizá-la em uma escala muito maior. Estamos ansiosos para empreender a parceria com a OMG como pioneiros em marketing digital em toda a região da América Latina".

 Sobre a Omnicom Media Group A Omnicom Media Group (OMG) é a divisão de serviços de mídia da Omnicom Group Inc. (NYSE: OMC), uma grande empresa mundial de publicidade, marketing e comunicações corporativas, prestando serviços a mais de 5.000 clientes, em mais de 100 países. A Omnicom Media Group inclui as redes de mídia de serviço completo OMD e PHD, a unidade de tecnologia de marketing Annalect e diversas empresas especializadas em comunicações de mídia. PRNewswire | Leia mais em r7 17/04/2014

18 abril 2014



Será a hora da largada para as redes ferroviárias no Brasil?

Num voo de BrasÍlia a São Paulo, em janeiro, o empresário Rubens Omet­to, controlador da Cosan, um dos maiores grupos produtores de açúcar e etanol do Brasil, perguntou a um interlocutor: “O que o pessoal da soja vai achar se a Cosan comprar a ALL?” Ometto se referia a uma eventual aquisição da América Latina Logística, maior transportadora de cargas ferroviárias do país.

 A resposta que Ometto ouviu: “Se fosse o papa Francisco que estivesse comprando a ALL, eles ficariam preocupados. Como se trata de você, ficarão muito mais preocupados”. Ometto riu. E, no dia 24 de fevereiro, divulgou a proposta de incorporação da ALL pela Rumo, o braço logístico da Cosan. 

A empresa resultante teria um valor de mercado estimado em 10 bilhões de reais. O negócio nem foi fechado (a decisão, que deveria ter sido anunciada pelos acionistas da ALL no dia 4, foi adiada para 15 de abril, após o fechamento desta edição), mas já é alvo de diversos ataques.

 Primeiro, produtores de soja de Mato Grosso recorreram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica contra a fusão. Logo depois se juntaram reclamações de produtores de açúcar, celulose e milho. Todos temem que a nova empresa vá privilegiar o transporte do açúcar e do etanol da Cosan em detrimento de suas cargas.

 “Comprar a ALL para transportar nosso açúcar seria tão sem sentido quanto comprar a Sabesp para beber água”, afirma Marcos Lutz, presidente da Cosan, aludindo à companhia responsável pelo abastecimento de água em São Paulo.

 E com uma coisa os dois lados concordam: o desfecho do negócio Rumo-ALL poderá ter um impacto decisivo no moroso setor de ferrovias. A falta de linhas férreas é um dos maiores gargalos do escoamento de cargas, especialmente as da agricultura. Em pouco mais de 160 anos, a malha ferroviária brasileira já teve fases de ascensão e queda.

 Começou e cresceu privada, no tempo do Império. Ao longo do século 20, entrou em decadência e, no governo militar, foi estatizada. Há 20 anos, voltou às mãos do setor privado, mas nem assim deslanchou. Sua extensão chegou a 40 000 quilômetros no começo dos anos 60. 

Hoje, a rede tem 29 000 quilômetros, mas só um terço é operante. A maior malha do mundo, a dos Estados Unidos, é oito vezes maior. Em 2012, o governo lançou um programa que prevê investimentos em recuperação de linhas e construção de novas ferrovias, num total de 10 000 quilômetros. Nada saiu do papel.

 Ainda está para ser definido um modelo com regras que atraiam investidores. “A falta de boas ferrovias, aliada a rodovias ruins, eleva o custo do frete e tira a competitividade da produção nacional”, diz Paulo Fleury, sócio da consultoria de logística Ilos. Por isso, vêm em boa hora dois movimentos do setor privado que, ao menos em teoria, podem elevar os investimentos.

 Novas rotas

 O primeiro deles, a proposta de fusão Rumo-ALL, prevê o aumento da capacidade de transporte de soja de Mato Grosso para o porto de Santos de 12 milhões para 35 milhões de toneladas nos próximos sete anos, de acordo com Lutz. Outra meta é eliminar por ano 1 milhão de viagens de caminhão. …Por    Humberto Maia Júnior, | Leia mais em exame 18/04/2014



17 abril 2014

BHG conclui terceira aquisição em 2014 ultrapassando 10 mil quartos

A Brazil Hospitality Group (BHG S.A.), dando continuidade ao seu processo de expansão, anunciou sua terceira aquisição em menos de quatro meses. Em janeiro, a companhia concluiu a aquisição do hotel Marina Palace, localizado no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, e no início de abril adquiriu o Pergamon Hotel, localizado no bairro da Consolação, em São Paulo. A companhia veio a mercado anunciar mais uma transação, dessa vez do hotel The Capital, no bairro do Itaim Bibi.

 O hotel está situado em uma das regiões mais estratégicas da capital paulista, entre as avenidas Juscelino Kubitscheck e Faria Lima, na Rua Tenente Negrão, 200. A região é conhecida por possuir o m² comercial mais caro de São Paulo e vem se tornando nos últimos anos o principal eixo corporativo da cidade, abrigando as sedes das principais empresas privadas do país.

 O empreendimento de categoria Upscale possui 308 apartamentos, dos quais 188 pertencem atualmente ao pool hoteleiro. Além disso, conta com cinco salas de eventos com capacidade para aproximadamente 270 pessoas, piscina, restaurante, bar, fitness center, lavanderia, estacionamento e spa.

 A operação envolveu a aquisição de 70 quartos e 100% das cotas da GC Administradora de Bens Ltda., empresa responsável pela operação do pool hoteleiro e do condomínio. O valor total da transação, que contempla as unidades e a administradora, foi de R$39,1 milhões. A companhia espera que o número de quartos aderentes no pool hoteleiro aumente nos próximos anos com a entrada de um gestor com padrões internacionais e com grande capacidade de distribuição.

 A BHG, que já possui forte presença na capital paulista, passa a contar com uma nova opção de hospedagem para seus clientes em uma região complementar ao seu portfolio atual.

 - Seguindo a estratégia da companhia de investir seu capital em mercados com forte barreira de entrada e em localizações premium, como os bairros do Leblon, no Rio de janeiro, e Consolação e Itaim Bibi, em São Paulo, estamos muito contentes de juntar o The Capital ao nosso portfólio. Estar presente nos principais mercados do Brasil e com ativos desse porte sempre foi nosso objetivo - diz Eduardo Bartolomeo, CEO da BHG S.A.

 Com a entrada deste empreendimento no portfólio, a BHG aumenta sua presença na cidade de São Paulo, contando agora com 10 hotéis e 1.769 quartos, atingindo um portfólio total de 53 hotéis e 10.072 quartos no Brasil . Monitor Mercantil |  Leia mais em ecofinancas 17/04/2014

17 abril 2014



3D Systems adquire brasileira Robtec, sua maior distribuidora na América Latina

A 3D Systems, desenvolvedora americana de soluções para impressão 3D, anunciou a compra da Robtec, empresa sediada em Diadema, na Grande São Paulo, e maior distribuidora autorizada dos produtos da empresa na América Latina. Com o negócio, cujo valor não foi revelado, 70% do capital social da Robtec passam a pertencer a 3D Systems, enquanto os outros 30% serão repassados daqui a cinco anos.

 Segundo a 3D Systems, com a aquisição, os clientes da Robtec no Brasil terão mais facilidade no acesso à tecnologia para os mercados de impressão 3D, automobilístico e aeroespacial. A Robtec atua há duas décadas como distribuidora dos produtos da 3D Systems na América Latina.

 "Graças à operação no Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Chile, esse acordo representa um passo importantíssimo no plano de ampliar nossa atuação nesses países", comenta Avi Reichental, presidente e CEO da 3D Systems. Leia mais em tiinside 17/04/2014




Ronaldo Miranda estreia na Officer de olho em cloud e aquisições

Executivo assume operação com o desafio de fortalecer a distribuidora no varejo, telecom e valor, mas sem perder o espírito dos negócios de volume

 Ronaldo Miranda estreou como presidente da Officer no palco do iPlanet na manhã da quarta-feira (16 de abril). “Minha missão aqui é dar continuidade ao excepcional trabalho do Fábio [Gaia] e seus colegas”, antecipou o executivo, que revelou estar ansioso pelo momento por ser um evento que admira há tempo e do qual participou na plateia quando trabalhou em fabricantes como Intel e Samsung.

 Ele ocupa a cadeira de presidente da companhia faz poucas semanas. Contudo, e somando aqui a sua experiência de mercado, conseguiu perceber um ecossistema que gosta de fazer negócios com a distribuidora. “Pelo relacionamento e respeito que temos com o canal”, atribuiu.

 Algumas horas depois da abertura do evento, no auditório já praticamente vazio, Miranda conversou com CRN Brasil. No bate-papo, contou sobre a transformação da companhia em busca do mercado de valor e antecipou o lançamento de uma plataforma que coloca a distribuidora no caminho da computação em nuvem.

 O executivo citou, ainda, anseios da empresa em um processo de fusão e aquisição. “Mercados maduros não tem mais do que cinco distribuidores fortes. Isso vai acontecer também no Brasil. E não tenho dúvida que nós permaneceremos como um desses cinco”, disse. Veja o que mais ele ressaltou na entrevista abaixo... Leia mais em crn.itweb 17/04/2014



Gávea investe mais R$ 100 milhões na camisaria Colombo

Após comprar participação de 30% em 2013, fundo fez novo aporte para sustentar plano de expansão da varejista

 A Gávea Investimentos já detém 30% da camisaria Colombo, varejista especializada em moda masculina, e agora fez novo aporte na companhia.

 Segundo reportagem do Valor Econômico, desta quinta-feira, o fundo teria investido 100 milhões de reais a fim de sustentar o plano de expansão da Colombo.

 Detalhes da fatia adquirida com o investimento não foram divulgados, mas sabe-se, no entanto, que o controle da varejista continua nas mãos da família Maluf.

 "Não abrimos mão disso", afirmou Álvaro Maluf, presidente da Colombo, ao Valor. Segundo ele, a varejista registrou vendas de 635 milhões de reais em 2013 e fechou o ano no azul. Fundada no início da década de 90, a rede conta com 406 lojas em operação atualmente. Daniela Barbosa | Leia mais em Exame 17/04/2014



Telefónica cria empresa de publicidade móvel

A Telefónica anunciou a criação de uma empresa de publicidade móvel, a Axonix, em parceria com a GSO Capital Partners, da investidora norte-americana Blackstone. Esse novo negócio vai operar com tecnologia das duas companhias e que serviu de base para a plataforma de publicidade programática MobClix.

 Simon Birkenhead deixará o cargo de diretor global de vendas de publicidade do grupo espanhol para assumir como presidente da Axonix, que terá sede em Londres e operação global. A empresa será administrada de forma independente, mas poderá se beneficiar da saúde financeira e alcance global das duas companhias por trás. Inicialmente, será lançada uma plataforma de autoatendimento para a negociação de publicidade móvel para anunciantes e veículos globalmente, mas com foco nos Estados Unidos, Europa e América Latina. Segundo a Telefónica, mais de cem parceiros já estão integrados à plataforma. Leia mais em tiinside 16/04/2014



Compra do Fleury emperra em negociação sobre preço

A Gávea Investimentos, gestora de fundos de participações (private equity), concluiu a auditoria no laboratório Fleury e, conforme apurou o Valor, encontrou uma empresa com problemas típicos de outras companhias abertas que fizeram aquisições e tiveram dificuldades de integração. Os resultado da auditoria, que além dos números incluiu uma análise operacional da empresa, devem impactar as negociações sobre o valor da aquisição se ela, de fato, for confirmada.

 No mercado, há dúvidas sobre o fechamento do negócio. Na sexta-feira da semana passada, a ação caiu 8,31% e ontem tiveram uma recuperação, com alta de 2,6%. Ano passado, médicos que reunidos na Core possuem, em participações diretas e indiretas, 41,3% do laboratório, declararam a intenção de venda. Há um mês oficializaram as negociações exclusivas com o Gávea. Desde então não houve novas informações sobre o negócio.

 O comunicado foi divulgado em 12 de março. No dia seguinte, 13, o Fleury divulgou resultados fracos para o quarto trimestre. A empresa saiu de lucro de R$ 16,7 milhões no mesmo intervalo de 2012 para um prejuízo de R$ 788 mil. O lucro acumulado em 2013 caiu 42,6%, para R$ 61 milhões. Os gastos com reestruturação somaram R$ 15,7 milhões, ante R$ 1,3 milhão no mesmo trimestre do ano anterior. 

Os números podem sinalizar problemas para integrar operações, particularmente no que se refere à rede carioca Labs D'or, enxergados pelo Gávea ao examinar a companhia com os olhos de um possível novo controlador. A gestora investe em outro laboratório, o Hermes Pardini, e tem interesse em uni-lo ao Fleury. Mas não a qualquer preço.

 Desde que a intenção de venda foi divulgada, o mercado foi inundado com informações de que o Fleury estava sendo disputado por investidores e que o preço pedido pelos médicos começa com "2", ou seja, avalia a ação na casa dos R$ 20. Meses depois, apenas o Gávea continuou no negócio, e o mercado passou a reprecificar as informações.

 Segundo informações de mercado, o Gávea, como era de se esperar, calcula um preço da aquisição menor e que começa com "1" - possivelmente próximo ao patamar atual das ações, aos R$ 17. Ou seja, sem um gordo prêmio, como desejam os médicos, e como o mercado já chegou a precificar após as informações iniciais. Se cada um mantiver sua posição, não sai negócio.

 Procurado, o Gávea informou que não comenta o assunto. Vivien Rosso, principal executiva do Fleury, falou ao Valor sobre a companhia, ressaltando que não participa da negociação entre a Core e o Gávea. Ela esclarece que a empresa concluiu a parte mais dolorosa do processo de integração do Labs D'or e que esse processo foi fortemente refletido pelos números do quarto trimestre.

 "A partir deste ano, os reflexos dessa integração não vão mais pesar tanto nos números. Isso já aconteceu quando concluímos a integração de outras aquisições, entre 2006 e 2007 ", afirmou Vivien, ressaltando que ainda há ajustes em termos da qualidade do atendimento e do funcionamento dos sistemas, ou seja, da eficiência da operação no Rio.

 Ela também reforça que o Fleury é uma empresa aberta e que todos seus números são públicos e não há nenhuma informação que não seja conhecida e explicada para todos. Segundo Vivien, as cotações do Fleury hoje não refletem os fundamentos da empresa, mas oscilam em função da especulação em relação à venda da fatia dos controladores. Já há um entendimento de que o comprador será obrigado a oferecer aos minoritários da companhia o mesmo valor pago aos controladores.

 O Gávea, fundado pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, lidera um grupo de investidores que negocia com a compra da participação dos médicos. Os recursos para a aquisição já estariam assegurados e devem incluir um financiamento da ordem de R$ 1,6 bilhão de pelo menos três bancos: Itaú BBA, HSBC e Banco Votorantim. Além das ações, fontes de mercado avaliam que o Gávea poderá fazer uma oferta pelas debêntures do Fleury em circulação. Na bolsa hoje o Fleury vale R$ 2,7 bilhões.

 Caso feche a aquisição da participação dos médicos, o Gávea terá de se sentar com a Bradesco Saúde, acionista minoritário relevante da companhia. Fontes próximas à negociação avaliam contudo, contudo, que a instituição não tem interesse em se desfazer da participação. Valor econômico |  Leia mais em luchefarma 17/04/2014



Sócia da CPFL busca compradores

Os fundos de pensão que estão sob guarda-chuva da Bonaire Participações, empresa que detém 15,1% do capital da CPFL Energia, contrataram o banco J.P. Morgan para "sondar" o apetite do mercado. O Valor apurou que a ideia é avaliar o interesse de potenciais compradores, mas os fundos não têm pressa em deixar o capital da companhia paulista, um dos maiores grupos do setor elétrico do país.

 As fundações fazem parte do fundo de investimento Energia São Paulo FIA, que é controlado é pela Bonaire. Participam da empresa os fundos de pensão Petros (ligado à Petrobras), Fundação Cesp (ligada às empresas do setor elétrico), Sabesprev (da Sabesp) e Sistel (ligado à empresas de telecomunicações).

 A Bonaire é a terceira maior acionista da CPFL, atrás da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que detém 30% do capital da elétrica, e da construtora Camargo Corrêa, que possui 24,4%. O restante das ações está em circulação no mercado.

 A participação da Bonaire na CPFL pode render algo próximo a R$ 3 bilhões aos fundos de pensão. A empresa vale atualmente perto de R$ 19 bilhões na BM&FBovespa, e, entre as elétricas negociadas na bolsa, fica atrás apenas da Tractebel, geradora controlada pelo grupo francês GDF Suez, cujo valor de mercado está em R$ 22 bilhões.

 Por não ter concessões de geração prestes a vencer, a CPFL não foi alcançada pelo decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, que renovou ou extinguiu os contratos, em 2012. No setor de distribuição, porém, as subsidiárias da CPFL têm se submetido a ciclos de revisão tarifária, assim como todas companhias, o que tem reduzido suas margens.

 Mas a participação no capital da CPFL ainda é vista pelos de fundos de pensão como um "belíssimo ativo", nas palavras de um executivo consultado pelo Valor, para quem a qualidade da empresa é indiscutível, principalmente quando comparada a outras empresas do setor elétrico. O banco J.P. Morgan foi contratado para "consultar" investidores. Os fundos querem medir a temperatura do mercado, tendo em vista as recentes reviravoltas no setor elétrico.

 Outra fonte afirma que são infundados os rumores de que a Camargo Corrêa teria contratado um assessor financeiro para vender sua participação na companhia. O Valor apurou que o grupo não tem planos, por ora, de sair da empresa.

 A CPFL é a maior empresa de distribuição de energia em volume vendido, com uma participação de mercado no país de 13%. A empresa também é a maior comercializadora de energia no mercado livre, além de atuar no segmento de geração, com participações em hidrelétricas. A empresa detém ainda 58,8% de participação indireta na CPFL Renováveis, maior empresas de geração de energia de fontes alternativas, como eólica, térmicas a biomassa (bagaço de cana) e solar.

 Em 2013, a CPFL pagou R$ 931 milhões em dividendos, o que representou um "dividend yield" (rendimento sobre o preço da ação) de 4,8% em 12 meses.

 O lucro líquido da companhia, contudo, foi 21,4% menor no ano passado se comparado ao obtido em 2012, totalizando R$ 950 milhões. O resultado refletiu a terceira revisão tarifária. (Valor Econômico) TALITA MOREIRA/CLAUDIA FACCHINI | Leia mais em e-usinas 17/04/2014



dunnhumby adquire Sociomantic para expandir atuação no marketing digital

A dunnhumby Ltd, com sede em Berlim, empresa especializada em personalizar experiência de compras para indústrias e varejistas no mundo, e subsidiária integral da Tesco PLC, anunciou nesta segunda-feira, 14, a aquisição da Sociomantic Labs GmbH, empresa de tecnologia global de publicidade digital, ambas com escritórios em São Paulo. Os termos do acordo não foram divulgados. 

A dunnhumby gerencia o conhecimento sobre as preferências de compra de 400 milhões de consumidores com a tecnologia digital de publicidade da Sociomantic e dados em tempo real de mais de 700 milhões de consumidores online para melhorar a forma como a publicidade é planejada, personalizada e avaliada. Segundo o comunicado, conteúdos de marketing podem ser criados de maneira dinâmica e específica para um indivíduo em tempo real com base em seus interesses e preferências de compra, e entregues por meio da mídia online e dispositivos móveis.

 "Nossa prioridade estratégica é engajar os consumidores e ganhar sua lealdade onde quer que ocorram suas compras, sejam em lojas físicas ou online, com comunicação personalizada, significativa e que agregue valor", afirma Simon Hay, CEO da dunnhumby Ltd.

 "Aplicar essa abordagem para tornar a mídia online uma melhor experiência para consumidores e comerciantes é fundamental para nós. A observação das nossas campanhas até o momento tem mostrado que o aumento da relevância leva a um melhor engajamento e a uma significativa taxa de resposta", continua. "Fazer isso em uma escala de mais de um bilhão de pessoas não tem precedentes." 

A Sociomantic Labs GmbH é uma empresa global de soluções de publicidade digital programática. A empresa emprega mais de 200 profissionais em 16 escritórios em todo o mundo, com mais de US$ 100 milhões em receitas em 2013, e atua com marcas de eletrônicos, varejo, moda e serviços de viagens em mais de 60 mercados em seis continentes.

 "A dunnhumby é focada na construção de lealdade do consumidor e tem sido pioneira em novas formas de marketing para interagir com os consumidores. Juntos, podemos ajudar as marcas a melhorarem a relevância das mensagens para criar interações mais pessoais com seus clientes online e por meio de dispositivos móveis", observa Thomas Brandhoff, Diretor Geral e co-fundador da Sociomantic.

 Segundo Dave Balter, chefe global de Investimentos da dunnhumby, "os consumidores querem ver os anúncios de produtos e ofertas que os interessem. Os profissionais de marketing têm a oportunidade de se beneficiar com melhores taxas de resposta e ROI que vêm de anúncios mais relevantes. Esta aquisição significa que varejistas e proprietários de marcas serão capazes de aproveitar uma profunda compreensão dos clientes para direcionar mensagens relevantes, executar campanhas e avaliações, além de melhorar a experiência para os consumidores e os resultados para os comerciantes." Leia mais em tiinside 14/04/2014



MVC avalia joint venture com Inapal Plástico, de Portugal

Acordo deve ser decidido até junho e prevê investimento de US$ 5 milhões

 A MVC assinou um contrato de intenções com a empresa portuguesa Inapal Plástico, fabricante de componentes em materiais compósitos termoplásticos e termofixos para a indústria automotiva, que avaliará a formação de uma joint venture no Brasil. O acordo, que será estudado e avaliado até junho, prevê um investimento de US$ 5 milhões para produzir componentes pelo processo de compressão a quente (SMC – sheet moulding compound).

 De acordo com Gilmar Lima, diretor-geral da MVC, os negócios da joint venture serão focados nos mercados automotivo, transporte, agronegócio e construção civil.

 “Há muitos anos estudávamos o desenvolvimento do processo de compressão a quente (SMC) e a melhor estratégia de implantá-lo. Queríamos entrar nesse segmento com uma tecnologia diferenciada e com a possibilidade de desenvolver o processo mais adequado para o mercado brasileiro. O objetivo dessa nova empresa, que poderá ser criada entre a MVC e Inapal Plásticos é atender a crescente demanda do mercado brasileiro e latino-americano”, disse.

 Lima acrescenta que ainda estre ano a joint venture deve desenvolver no Brasil seu primeiro produto, um capô para máquinas agrícolas da CNH.

 “O fornecimento deverá ter início no segundo semestre, por intermédio de importação da unidade da Inapal, de Portugal. Em um primeiro momento, o foco será o processo de SMC de alta pressão, em seguida estaremos complementando a nossa gama de soluções competitivas com um sistema diferenciado em relação ao que existe no mercado de SMC, com baixa pressão (LP-SMC). O objetivo é termos uma planta em operação no primeiro trimestre de 2015”, completa.

 A aliança terá mão dupla: enquanto a MVC implanta a tecnologia da parceria, a Inapal Plásticos, por sua vez, poderá levar para a Europa processos, tecnologia e produtos da MVC. A projeção da empresa é chegar em 2017 com uma empresa que gere receita de US$ 40 milhões, além de 200 postos de trabalho.

 Criada em 1973 em Portugal, a Inapal Plásticos é uma das principais fornecedoras do setor automobilístico de componentes em materiais compósitos termoplásticos e termofixos com um faturamento anual de cerca de € 30 milhões. Atualmente fornece para parte das principais montadoras no mundo, como Audi, Daimler, Fiat, Jaguar, Land Rover, Nissan, Renault, Seat e Volkswagen. Leia mais em automotivebusiness 16/04/2014