18 outubro 2018

Chinesas Spic e Zhejiang avaliam aquisição de Tijoá, da Triunfo

O grupo Triunfo abriu negociações com ao menos duas empresas para a venda de sua fatia de 50,1% na Tijoá, concessionária responsável pela usina Três Irmãos, maior hidrelétrica do rio Tietê... Leia mais em valoreconomico 18/10/2018

18 outubro 2018



Mutant recebe aporte de US$ 85 milhões

A Mutant, focada em soluções de atendimento ao cliente, recebeu um aporte financeiro de US$ 85 milhões. O investimento foi feito pelo fundo de pensão Canada Pension Plan Investiment Board (CPPIB) e pelo Adams Street Partners.

Com essa captação, a expectativa da Mutant é fechar o ano com faturamento de R$ 400 milhões, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior.

A empresa está em seu segundo ano de operação e tem quatro aquisições concluídas neste período.
O CPPIB fornece soluções de financiamento por meio de crédito para ativos de diversos setores na Europa, na Ásia e nas Américas, com cerca de US$ 366 bilhões investidos.

Já o Adams Street Partners administra mais de US$ 34 bilhões de ativos e possui uma equipe de crédito privado especializada em fornecer soluções personalizadas de financiamento.

Ambos atuaram como bookrunners no financiamento, que teve o banco francês Société Générale como principal coordenador e agente administrativo.

Após adquirir Unear, CCM7 e TSA em 2016, com investimento concedido pela gestora europeia Permira, a Mutante voltou a ampliar seu portfólio ao incorporar a Dextra com capital próprio em agosto deste ano.

O valor do novo aporte em caixa possibilita fortalecer os planos de expansão da companhia.
"Esta transação é uma clara validação do sucesso da Mutant como empresa líder no segmento de Customer Experience no Brasil. Nossa estratégia de crescimento sempre foi equilibrada e, com esse apoio financeiro adicional, estamos bem posicionados para continuar investindo em iniciativas estratégicas de P&D e fortalecer nosso histórico de crescimento, tanto orgânico quanto através de F&A", afirma Alexandre Bichir, CEO da Mutant.

Entre os clientes da Mutant estão nomes como Net, Banco Itaú, Claro, Sky, Smiles, Experian, Magazine Luiza e Banco Bradesco. Júlia Merker Leia mais em baguete 18/10/2018



Cade e ANS aprovam aquisição do Grupo Samed por NotreDame Intermédica

A NotreDame Intermédica informou nesta quinta-feira que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovaram, sem restrições, a aquisição das sociedades controladoras do  Grupo Samed, operadora de planos de saúde dental com rede verticalizada na região do Alto do Tietê, em São Paulo, ocorrida em junho.

O valor da aquisição foi equivalente a cerca de oito vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do Grupo Samed.

Em 2017, o Grupo Samed registrou receita líquida de R$ 214 milhões e uma.. Leia mais em valoreconomico 18/10/2018



Ranking de insurtechs tem duas brasileiras

O Thinkseg Group e a Minuto Seguros são as empresas brasileiras inseridas na lista InsurTech 100, produzida pela FinTech Global, especialista em pesquisas e levantamento de dados. O ranking aponta as 100 insurtechs mais inovadoras do mundo.

Um dos principais critérios de avaliação da pesquisa são as soluções tecnológicas oferecidas pelas empresas selecionadas ao mercado de seguros e resseguros.
A FinTech Global iniciou um processo de seleção das companhias por meio de entrevistas para levantamento de informações e análises de cases.

As empresas de destaque foram escolhidas por um painel de especialistas da indústria de seguros, que revisaram as análises de 637 insurtechs identificadas pela FinTech Global.
Fundado em 2016, o Thinkseg Group busca oferecer uma experiência totalmente digital ao consumidor.

Em parceria com seguradoras, a Thinkseg utiliza telemetria e inteligência artificial para oferecer produtos customizados para os clientes.

Na primeira operação de aquisição entre insurtechs no Brasil, em junho deste ano, o Thinkseg Group multiplicou sua carteira de clientes ao adquirir a Bidu Corretora, uma das primeiras corretoras de seguro online do país.

"O nosso principal objetivo é inovar o mercado, utilizando a tecnologia para oferecer produtos personalizados, além de desburocratizar o acesso aos seguros no Brasil. Por isso, fazer parte desta lista é um reflexo de que estamos realmente atendendo aos anseios do consumidor moderno, que está cada vez mais digitalizado e procurando por novas formas de adquirir os seus produtos", afirma Andre Gregori, CEO e fundador do grupo.

Já a Minuto é uma segura online fundada em 2011. Pelo site, o usuário escolhe qual tipo de seguro deseja cotar, preenche com os dados necessários e recebe propostas com preços e planos de acordo com perfil.

A empresa conta com cerca de 500 funcionários.
No Brasil, o mercado de insurtechs conta atualmente com 78 empresas, conforme o último levantamento do Comitê de Insurtechs da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net).
A lista InsurTech 100 conta ainda mais duas empresas que possuem operações no Brasil: Compara Online (fundada no Chilena), e The Floow (Inglaterra). Júlia Merker Leia mais em baguete 18/10/2018\



Cade deve aprovar aquisição da Arlanxeo

A aquisição do controle da Arlanxeo pela Aramco Overseas Holdings Cooperatief (AOHC) nos mercados de borrachas sintéticas obteve parecer favorável da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)... Leia mais em valoreconomico 18/10/2018



Moody's adquire a Reis, líder em dados de imóveis comerciais

Amplia a função da Moody's Analytics como fornecedora líder de informações e análises para o mercado de CRE nos EUA

A Moody's Corporation (NYSE: MCO) e a Reis, Inc. (NASDAQ: REIS) anunciaram hoje que firmaram um contrato de fusão definitivo para a Moody's adquirir todas as ações da Reis em uma transação em dinheiro avaliada em aproximadamente US$ 278 milhões. A transação foi aprovada pelos Conselhos de Administração de ambas as empresas.

A Reis é uma fornecedora líder de dados de imóveis comerciais ("CRE") nos EUA. Ao longo de quase 40 anos, a Reis compilou um rico arquivo de informações detalhadas sobre cerca de 18 milhões propriedades em todo o país. Fornecendo análises e prognósticos que cobrem 275 mercados metropolitanos e 7,7 mil submercados, a Reis se tornou o conjunto de dados escolhido pelos profissionais de imóveis comerciais, incluindo promotores imobiliários, gerentes, investidores, financiadores e corretores.

Esta transação ressalta a missão da Moody's Analytics de ajudar os clientes a tomarem decisões financeiras melhores e mais rápidas. A combinação dos dados abrangentes da Reis e das capacidades especializadas da Moody's Analytics visa melhorar as práticas analíticas no mercado de CRE e contribuir para a eficiência e liquidez dos fluxos de capital. A aquisição expande ainda mais a rede de provedores de dados e análises da Moody's Analytics no espaço dos imóveis comerciais, incluindo investimentos recentes em start-ups que aplicam abordagens inovadoras e novas tecnologias para fornecer dados e entregar ferramentas ao mercado.

"O setor imobiliário comercial é analiticamente muito complexo e a Reis dedicou décadas de esforço e especialização na construção de um ativo de dados único, com informações críticas e difíceis de replicar sobre essa grande e importante classe de ativos. Seus dados sobre o fornecimento de CRE e os conhecimentos da Moody's Analytics sobre a demanda por propriedades comerciais vão proporcionar aos participantes do mercado uma visão de 360 graus da economia dos empréstimos e investimentos de CRE", disse Mark Almeida, presidente da Moody's Analytics. "Ao trabalharmos juntos, tanto a Reis quanto a Moody's Analytics se tornarão ainda mais relevantes e valiosas para os profissionais de finanças de CRE."

Lloyd Lynford, CEO da Reis, disse: "A união com a Moody's irá acelerar nossa visão fundadora de fornecer transparência para a classe de ativos imobiliários comerciais e suporte de decisão superior para todos os profissionais do setor imobiliário comercial. Nosso Conselho de Administração considerou minuciosa e cuidadosamente nossas alternativas e avaliou a proposta da Moody's, e acredita que ela oferece aos nossos acionistas um valor atraente e uma excelente plataforma estratégica para crescimento contínuo, ao mesmo tempo em que beneficia nossos clientes e funcionários".

Sob os termos do acordo de fusão, a Moody's vai iniciar uma oferta pública para adquirir todas as ações emitidas e em circulação das ações ordinárias da Reis por US$ 23 por ação em dinheiro. A transação está sujeita às condições habituais de desfecho e aprovações regulatórias, incluindo a oferta de uma maioria das ações emitidas e em circulação das ações ordinárias e de liquidação da Reis ao abrigo da Hart-Scott-Rodino Antitrust Improvements Act de 1976. A Moody's também celebrou acordos de oferta e suporte com certos acionistas da administração da Reis sob os quais se comprometeram a aceitar a oferta e a oferecer todas suas ações da Reis, que representam aproximadamente 18% das ações emitidas e em circulação da Reis.

Após a conclusão da oferta pública, a Moody's irá adquirir todas as ações remanescentes da Reis ao mesmo preço de US$ 23 por ação, por meio de uma fusão de segunda etapa, e a Reis se tornará uma subsidiária integral da Moody's. O desfecho da transação deverá ocorrer no quarto trimestre de 2018.

A transação será financiada através de uma combinação de dinheiro em caixa e papel comercial. A Moody's espera que a aquisição da Reis aumente os lucros por ação de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos (PCGA) em 2020. Sobre uma base ajustada de lucro por ação, que exclui a amortização do preço de compra, a transação será acretiva em 2019. A Moody's continua esperando que as recompras de ações para 2018 sejam de aproximadamente US$ 200 milhões, sujeitas ao caixa disponível, condições de mercado e outras decisões de alocação de capital.

A Skadden, Arps, Slate, Meagher e Flom LLP são os consultores jurídicos da Moody's. A Fried Frank Harris Shriver & Jacobson LLP são os consultores jurídicos da Reis e a Canaccord Genuity é a consultora financeira da Reis.

Mais informações sobre as soluções de imóveis comerciais da Moody's Analytics podem ser encontradas em: https://www.moodysanalytics.com/product-list/cmm-commercial-mortgage-metrics.

SOBRE A MOODY'S CORPORATION

A Moody's é um componente essencial dos mercados mundiais de capital, fornecendo qualificações de crédito, pesquisa, ferramentas e análise que contribuem para mercados financeiros mais integrados e transparentes. A Moody's Corporation (NYSE: MCO) é a empresa matriz da Moody's Investors Service, que fornece qualificações de crédito e pesquisa cobrindo instrumentos de dívida e títulos, sendo que a Moody's Analytics oferece software de vanguarda, serviços de consultoria, pesquisa de crédito, análise econômica e gestão de risco financeiro. A corporação, que registrou uma receita de US$ 4,2 bilhões em 2017, emprega cerca de 12.300 pessoas ao redor do mundo e mantém uma presença em 42 países. Mais informações em www.moodys.com.

SOBRE A REIS

A Reis fornece informações e ferramentas analíticas de mercado de imóveis comerciais ("CRE") para profissionais do setor imobiliário. A Reis mantém um banco de dados próprio de informações sobre todas as propriedades comerciais em mercados metropolitanos e bairros nos Estados Unidos. Essas informações são usadas pelos investidores, credores e outros profissionais de CRE para tomar decisões informadas de compra, venda e financiamento. Além disso, os dados da Reis são usados por investidores de dívida e de capital para avaliar, quantificar e gerenciar os riscos de inadimplência e perda associados a hipotecas individuais, propriedades, carteiras e títulos lastreados em imóveis. Atualmente, a Reis fornece seus serviços de informação para muitas das principais instituições de crédito, investidores em ações, corretores e avaliadores dos EUA.
Para mais informações sobre os produtos e serviços de Reis, acesse www.reis.com e www.reisreports.com. Leia mais em terra 16/10/2018




Desvalorização da Qualicorp mostra que mercado não tolera esse tipo de conduta

Para especialista em direito econômico, CVM deve agir sobre o caso para proteger a credibilidade do mercado de capitais

Entrevista comLeandro Schuch, sócio do escritório N. Tomaz Braga & Schuch

Após anunciar um acordo de não competição com seu presidente, José Seripieri Filho, a administradora de planos de saúde Qualicorp perdeu R$ 1,4 bilhão em valor de mercado em um único dia. O contrato, que fez as ações da empresa despencarem quase 30% em 1.º de outubro, garantiu R$ 150 milhões ao executivo.

Pelo acordo, o executivo, que detém de forma indireta cerca de 15% do capital da companhia, não poderá realizar a venda de sua participação por um prazo de seis anos nem competir com empresa.

Um contrato desse tipo com um funcionário (além de maior acionista, Seripieri Filho é diretor presidente da empresa) que ainda está na empresa é algo inédito, afirma o advogado Leandro Schuch. “Como ele está prestando um serviço à companhia, tem dever de obediência a normas internas. Não haveria necessidade de se criar um contrato à parte”, avalia.

Para remediar a repercussão negativa, Seripieri se comprometeu a recomprar os mesmos R$ 150 milhões em ações da companhia. A medida não devolveu os papéis da empresa ao patamar em que estavam antes da divulgação do contrato. Para Schuch, embora a recompra indique que a Qualicorp reconheceu o equívoco, um caminho mais usual para reparar os danos seria cancelar o contrato. Confira a entrevista completa:

Como funcionam os contratos de não competição?

São mais comuns entre empregados da alta gestão das companhias e acionistas retirantes de sociedades. A ideia é evitar que um ex-diretor, por exemplo, passe as informações e os conhecimentos que ele adquiriu durante a relação que manteve com a empresa para a qual trabalhava. É uma prática comum aqui e no exterior. A ideia é proteger a companhia da utilização indevida de informações. É preciso que esse contrato tenha um prazo razoável e preveja uma limitação geográfica.

No caso da Qualicorp, como avalia o acordo?

O caso da Qualicorp trouxe ao mesmo tempo uma novidade e uma mensagem muito ruim para o mercado. O Seripieri Filho não saiu da empresa. Se ele está trabalhando lá, já há um dever de lealdade. Ao assinar um contrato de não competição mesmo sem sair da empresa em que ele trabalha e é acionista, passa uma mensagem muito ruim para o mercado. Isso é muito emblemático, nunca tinha visto um contrato de não competição com alguém que ainda está dentro da empresa. Como ele está prestando um serviço à companhia, na condição de diretor presidente, ele tem esse dever de obediência a normas internas. Não haveria necessidade de se criar um contrato à parte de não competição. Os termos desse contrato ainda não foram divulgados ao mercado, mas, com base apenas no que já foi divulgado, é uma coisa estranha, soa mal.

Não seria mais indicado convocar uma assembleia com os acionistas?

Sim. Isso se agrava principalmente pela relevância do valor pago – quase 5% do valor de mercado da companhia. Realmente, isso deveria ter passado pela assembleia.

A Qualicorp faz parte do segmento de maior exigência de práticas de governança corporativa da Bolsa. Como avalia a repercussão para o mercado de capitais no País?

O mercado deu uma mensagem sobre a importância da divulgação correta das decisões tomadas, do seguimento fiel às regras de governança corporativa pactuadas entre a companhia e seus acionistas. A desvalorização da empresa foi uma resposta imediata a esse contrato. E a própria empresa reconheceu isso, ainda que indiretamente, voltando atrás da decisão (com a compra de ações). No fim das contas, a desvalorização da Qualicorp mostrou que o mercado não tolera esse tipo de conduta.

As medidas para tentar controlar a situação foram acertadas?

A recompra de ações desfez o equívoco da decisão tomada pelo conselho. Mas de uma forma não usual. É relevante que ela tenha passado a mensagem que estava tentando sanar o equívoco.

Qual seria o caminho mais ortodoxo?

Seria desfazer o contrato de não competição.

Alguma sanção deve ser aplicada?

A CVM vai de alguma forma se posicionar sobre isso. Esperamos que ela examine esse caso. Não se teve acesso ao contrato, logo é importante que o nosso “xerife” analise essa situação para não abalar a credibilidade do mercado de capitais brasileiro. Pela novidade do tema é difícil saber qual medida deve ser tomada, mas será interessante ver qual a resposta. De todo modo, a penalização pelo próprio mercado já veio. Autor: Pedro Ladislau Leite, O Estado de S.Paulo Leia mais em capitólio 18/10/2018



Novartis adquire biofarmacêutica americana por US$ 2,1 bilhões

A farmacêutica Novartis anunciou nesta quinta-feira a compra da Endocyte, uma companhia biofarmacêutica americana especializada em tratamentos para câncer de próstata, por US$ 2,1 bilhões.

A companhia concordou em pagar US$ 24 por ação da empresa... leia mais em valoreconomico 18/10/2018



Concentração segura

As aquisições e fusões vão se intensificar no setor de seguros, segundo a consultoria KPMG, que fez um estudo global sobre o tema.

A maioria (80%) dos executivos de grandes empresas afirmou que há planos dessa natureza para os próximos três anos.

A principal razão para o movimento é a intenção de mudar a maneira como as operadoras obtêm suas receitas, o que a consultoria chama de modelo de negócios.

As maiores empresas do setor querem comprar outras que deem a elas novas capacidades, afirma Fernando Mattar, sócio da KPMG.

Adquirir concorrentes para ficar com a base de clientes também é um motivo, mas o menos comum na lista dos apresentados.

A concentração deverá levar mais tempo para acontecer no Brasil, diz Mattar, pois há incertezas econômicas. Autor: Maria Cristina Frias Referência: Folha de São Paulo Leia mais em capitólio 28/10/2018



17 outubro 2018

Shell vende ativos na Dinamarca por US$ 1,9 bilhão

A petrolífera anglo-holandesa Shell firmou um acordo para a venda de ativos de exploração e produção na Dinamarca para a Norwegian Energy, por US$ 1,9 bilhão.

A transação foi anunciada nesta quarta-feira e faz parte da estratégia de simplificação do portfólio da Shell. .. leia mais em valoreconomico 17/10/2018

17 outubro 2018



Novo fundo visa investimento em startup mais madura

Na "escada" de investimento em startups no Brasil, os degraus iniciais de capitalização das companhias ficou bem coberto nos últimos anos.

Investidores-anjo, fundos de capital semente, fundos de capital semente, aceleradoras e fundos de investimento têm oferecido os recursos para quem precisa de valores até uma faixa de R$ 15 milhões... Leia mais em valoreconomico 17/10/2018



Nordeste se destaca em transações de fusão e aquisição em setembro

Relatório da PwC Brasil mostra que 14% das 59 fusões e aquisições ocorreram no Nordeste

O Nordeste tem atraído a atenção de investidores. Na região, foram fechadas 14% das 59 fusões e aquisição realizadas em setembro deste ano, o equivalente a oito. Os dados são de relatório da PwC Brasil. O Nordeste fica atrás apenas do Sudeste, com 63% das negociações, cerca de 37. No acumulado do ano até setembro, houve 470 fusões e aquisições, 1% a mais em relação ao mesmo período de 2017. O Nordeste foi responsável por 8% das transações (37), o que garantiu o terceiro lugar no ranking, depois do Sul com 12% (58 negócios) e o Sudeste, com 67% (233).

“O Nordeste é sede de algumas empresas que fizeram abertura de capital ou captação de recursos recentemente e que, por esta razão, possuem dinheiro em caixa para realização de aquisições com a finalidade de crescimento inorgânico, principalmente com foco em expansão na região Sudeste, Sul e Centro-oeste. Por outro lado, há um movimento importante acontecendo no setor de energia que poderá impactar empresas da região, tanto em movimentos de consolidação do setor eólico e de energia solar, como em eventuais processos de privatização de distribuidoras regionais”, comenta o sócio PwC Brasil no escritório do Recife, Vinicius Rego.

Os negócios no Nordeste estão sendo realizados em várias áreas. Um exemplo é a aquisição feita pela Echoenergia de portfólio de projetos eólicos no Rio Grande do Norte da Voltalia. O grupo Hapvida comprou carteira com 25 mil usuários do plano de saúde Uniplam, sediados em Teresina, no Piauí, por R$ 30 milhões. Já no País, o setor de TI é o que atrai mais investidores, com 21% do total transacionado no acumulado do ano.

CRISE
Para a PwC, há indícios de recuperação da economia em 2018, mas a insegurança acerca da política econômica que será adotada em 2019 pelo novo presidente do País está travando investimentos no País. Segundo levantamento da consultoria, no mês de setembro de 2014 houve 87 transações de fusão e aquisição. No ano seguinte, o número caiu para 52. Em 2017, foram registradas 58 no mesmo mês. Este ano, foram 59.

"A crise econômica afetou de forma profunda diversos segmentos da economia que eram objeto de investimento e interesse prioritário de investidores estrangeiros, principalmente setores relacionados a infra-estrutura e do segmento imobiliário, dentre diversos outros. Há uma conjuntura macroeconômica global, com a subida dos juros norte-americanos, aliada à reforma tributária conduzida recentemente, que também influenciam na redução do apetite por investimento por parte de investidores estrangeiros", explica Rego. Leia mais em jconline 16/10/2018