04 abril 2019

Gestora Franklin Templeton investe US$ 30 milhões em fintech especializada em antecipação de recebíveis Weel

Startup foi fundada em 2014 em Tel Aviv pelos brasileiros radicados em Israel Simcha Neumark e Shmuel Kalmus e pelo norte-americano Russell Weiss

 Simcha Neumark, CEO e fundador da WEEL: conduta comercial de grandes compradores está relacionada ao rígido planejamento financeiro imposto pelas matrizes internacionais e a dificuldades ligadas ao câmbio e ao fluxo de capitais

A gestora de recursos norte-americana Franklin Templeton fez um aporte de 30 milhões de dólares na fintech Weel, no maior investimento já recebido pela startup especializada em antecipação de recebíveis desde o início de suas operações no Brasil em 2016.

O aporte da gestora global é o terceiro obtido pela fintech, depois de um total de 14,5 milhões de dólares em dois investimentos recebidos entre 2017 e o início deste ano.

Fundada em 2014 em Tel Aviv pelos brasileiros radicados em Israel Simcha Neumark e Shmuel Kalmus e pelo norte-americano Russell Weiss, a Weel, com escritório e operação em São Paulo, oferece antecipação de recebíveis a empresas com um faturamento anual de uma faixa média de 500 mil a 3 milhões de reais por ano.

Outros investidores na fintech incluem o Banco Votorantim e os fundos de capital de risco Monashees e Mindset Ventures.

O investimento da Franklin Templeton será usado para expandir a base de clientes e reforçar a plataforma de aquisição de recebíveis da Weel, que usa ferramentas de inteligência artificial e análise maciça de dados para viabilizar transações online a juros menores que cobrados por bancos tradicionais.

O aporte ocorre em um momento em que a gestora norte-americana mantém interesse por expansão de negócios no Brasil e na América Latina e aproveita contexto de juros na mínima histórica e alta demanda por crédito entre empresas no país, de acordo com a Franklin Templeton.

Segundo a Weel, o Brasil é por enquanto a única economia mundial em que a totalidade das notas fiscais é emitida de forma digital e seguindo um único padrão."Esse ecossistema digital nos ofereceu um campo fértil para introduzir a inteligência artificial num nicho em que os processos manuais de análise de risco e de negociação ainda estão fossilizados em várias partes do mundo", disse Neumark, presidente-executivo da Weel, que tem planos para expandir as operações para o Chile e México neste ano.

No ano passado, a fintech antecipou cerca de 150 milhões de reais, usando recursos de investidores. Atualmente, a Weel tem mais de 640 milhões de reais em faturas registradas em sua plataforma e continua a crescer mais de 30 por cento ao mês desde sua criação.

Segundo Rodrigo Borges, vice-presidente de investimento para as áreas de renda fixa e multimercado da Franklin Templeton no Brasil, a parceria com a Weel envolve também o desenvolvimento de produtos de crédito, como FIDCs.

"A indústria de fundos está caminhando para ser uma importante fonte de financiamento ao crédito corporativo, e nossa ideia com esta parceria é desenvolver alternativas de captação mais barata para que a Weel possa expandir seu alcance ao mesmo tempo em que nossos clientes maximizam seus retornos potenciais", afirmou Borges. (Por Alberto Alerigi Jr.).. Leia mais em dci 04/04/2019

04 abril 2019



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