07 outubro 2015

YPF não pagará a mais por ativos da Petrobras Argentina

YPF: “nós sabemos qual é o valor real e seremos muito disciplinados em relação ao preço que pagaremos”, disse diretor

A YPF SA, maior empresa da Argentina, conhece o valor justo dos ativos locais da Petrobras e dará sequência ao processo de aquisição apenas se o preço atender seu critério, disse o diretor financeiro da empresa, Daniel González.

O executivo preferiu não confirmar nem negar uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal La Nación que diz que a YPF abandonou a proposta depois que a Petrobras Argentina pediu o aumento de uma oferta reportada de US$ 900 milhões por uma participação de 67 por cento.

“Nós sabemos qual é o valor real e seremos muito disciplinados em relação ao preço que pagaremos”, disse González, em entrevista na conferência Oil Money, em Londres.

A Petrobras Argentina, que tem um valor de mercado de US$ 1,2 bilhão, está focando principalmente em exploração e produção não convencionais e iniciou as perfurações no vasto depósito de petróleo e gás de xisto de Vaca Muerta, na província de Neuquén, onde a YPF escavou 400 poços.

A YPF, que no ano passado adquiriu ativos de gás natural da Apache Corp. por US$ 800 milhões, está se concentrando em projetos para o gás, disse González na conferência.

A Petrobras Argentina bombeou cerca de 6,5 por cento da produção total de gás do país neste ano, segundo a Secretaria de Energia do país.

O departamento de imprensa da Petrobras não respondeu imediatamente um pedido de comentário enviado por e-mail.

A Petrobras vendeu mais de 20 campos de petróleo e gás à produtora de energia argentina Cia. General de Combustibles, em março, por US$ 101 milhões.

Os recibos depositários americanos (ADRs, na sigla em inglês) da YPF subiam 7,2 por cento, para US$ 18,98, às 10h28 em Nova York, aumentando o valor de mercado da empresa para US$ 7,5 bilhões.

Os ADRs da Petrobras Argentina apresentavam alta de 4,2 por cento, para US$ 5,73, ampliando seu ganho no ano a 16 por cento.Rakteem Katakey e Daniel Cancel, da Bloomberg Leia mais em Exame 07/10/2015

07 outubro 2015



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