Na análise, a SG conclui que a JV terá "atuação reduzida no segmento de SCM no Brasil, sendo que a Yahsat é recém-entrante nesse mercado". A avaliação também aponta que, em âmbito local, a maior parte dos municípios onde ambos os grupos estão presentes não gera concentração relevante ou nexo de causalidade entre a operação e um eventual exercício de poder de mercado. Também considera que "em determinados municípios onde a participação de mercado resultante seria considerável, há baixa penetração de SCM, sendo que grande parte da população local não teria acesso a tais serviços (chegando a, no máximo, 6% da população do município), indicando, ao menos, que se trata de um mercado, proporcionalmente, pequeno e com potencial grande de crescimento".
A avaliação da SG também considera que o mercado de banda larga fixa é atendido por outras tecnologias diferentes das utilizadas pela Yahsat e Hughes, e que o satélite teria baixa representatividade no SCM. Por fim, a análise também destaca que "a atuação via satélite abrange uma maior área de cobertura e não haveria grandes barreiras para empresas que atuam com essa tecnologia passar a ofertar serviço de SCM em municípios onde não tinha atuação".
O estudo realizado pelo órgão do Cade ainda levantou questões sobre relação vertical entre serviços de comunicação no atacado e SCM, relação vertical entre capacidade satelital e serviços de comunicação no atacado e possível relação entre capacidade satelital e a banda larga fixa.
Por André Silveira -Leia mais em teletime 03/09/19
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