29 julho 2016

No Brasil, 31% das empresas de TI realizaram mais demissões do que contratações, aponta pesquisa

Em um setor que valoriza startups, são as empresas maduras que compõem grande parte do mercado de tecnologia da informação: 55% das empresas foram fundadas ainda no século 20, ou seja, possuem mais de 15 anos de atuação na área. No Brasil, este número é um pouco maior: 60% estão nesta categoria. Esta é uma das constatações da pesquisa realizada pela Assespro Nacional, em parceria com a Federação Iberoamericana de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicações (Aleti), para a qual foram consultadas 950 empresas de 23 países, em quatro continentes.

O levantamento aponta também que caiu o número de empresas com crescimento no faturamento. No ano passado, 67% das companhias registraram aumento nas receitas, um índice dez pontos percentuais menor do que o obtido no ano anterior. O Brasil acompanha a tendência ruim do exterior: apenas 59% das empresas registraram crescimento em 2015 — no estudo anterior, este número era de 77%. Além disso, 20% responderam que ficaram estagnadas no ano passado.

Outro dado que chama atenção é que, em 2015, 57% das empresas participantes do levantamento contrataram até oito funcionários, enquanto 12% não aumentaram o quadro de empregados. Se forem consideras apenas as empresas brasileiras, os números são semelhantes: 58% dos entrevistados contrataram até oito pessoas, enquanto que 15% não fizeram uma aquisição sequer no mercado de trabalho.

As contratações foram feitas apenas para repor mão de obra. No geral, 28% das organizações não variaram na força de trabalho e outras 15% tiveram um incremento de até 10% no total de empregados. No Brasil, o índice é alarmante: 31% das empresas registraram mais demissões do que contratações e mais 30% ficaram estáveis nesse quesito.

Exportação ganha espaço

É um movimento tímido, mas as exportações começam a ganhar espaço nas empresas participantes da pesquisa da Assespro Nacional. No total, a grande maioria ainda não vende para o mercado externo (56%), mas o índice é menor do que o obtido em 2014 (64%). O mesmo fenômeno também acontece com as companhias brasileiras: 79% delas não exportaram em 2015, mas é um número quatro pontos percentuais menor do que 2014.

As empresas ainda investem pouco em pesquisa e desenvolvimento (P&D). No levantamento geral, 20% admitiram que não realizam este investimento — em contrapartida, 32% começaram a investir até 2% do faturamento na área. No Brasil, os índices são semelhantes: 24% não fazem aporte em P&D, mas três em cada dez companhias destinam até 2% das receitas para este setor.

Quando o assunto é inovação agressiva (desenvolvimento de soluções que tenham apelo para o consumidor), o Brasil ainda está atrás de outros países analisados. Um quarto das empresas nacionais confirmou que não tem este tipo de estratégia e apenas 17% afirmaram adotar de forma contínua ou frequente. No total, 21% das empresas não adotam inovação agressiva e 21% confirmaram que utilizam constantemente essa tática. Leia mais em tiinside 26/07/2016




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