Lançadas há três anos, as Supertrends do Credit Suisse se concentram em tendências sociais de vários anos que, acredita-se, devem trazer oportunidades de negócio de rápido crescimento. Cada uma das tendências de investimento identifica oportunidades que, espera-se, devem ter desempenho superior em decorrência dessas mudanças. Dito isso, as principais questões sociais, políticas, econômicas e ambientais que elas abrangem estão em contínuo movimento; e o relatório de hoje, que traz as Supertrends atualizadas, contempla também as mudanças ocasionadas pela pandemia de Covid-19.
"O nosso cotidiano foi sendo lentamente paralisado em virtude da pandemia. Essa crise está desafiando os sistemas e as estruturas existentes e plantando as sementes de outras mudanças futuras, conforme desvendamos as limitações na forma como aprendemos, trabalhamos e vivemos. Nossas Supertrends continuam evoluindo junto com o mundo dinâmico que nos rodeia, e nós acreditamos que continuarão sendo temas de investimento interessantes para o momento presente e para o futuro", explica Michael Strobaek, CIO global do Credit Suisse.
Estas são as tendências atualizadas de investimento de longo prazo, apresentadas pela primeira vez em 2017:
•A Supertrend "Mudanças climáticas - descarbonização da economia" se baseia na tese de investimento atinente às empresas que contribuírem mais eficientemente para a transição para uma economia mundial em que haja menor emissão de carbono. O recente fechamento da economia causado pela pandemia de Covid-19 reduziu substancialmente as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo homem em diversas regiões - isso mostra claramente o que pode ser alcançado no futuro com a criação de uma economia global mais sustentável e com emissão zero de carbono. Estes são os principais setores nos quais essa tendência de investimento se concentra: produção de eletricidade com emissão zero de carbono, transporte, pioneiros na transformação do setor de petróleo e gás e agricultura / produção de alimentos.
•A Supertrend "Sociedades ansiosas - capitalismo inclusivo" reflete o fato de que o descontentamento popular está agora se voltando mais claramente para questões locais, principalmente a desigualdade, do que para supostas ameaças externas e um movimento na direção do protecionismo. A raiva agora perdeu espaço para a ansiedade. Com um índice recém-criado, o Credit Suisse monitora se a ansiedade está aumentando ou diminuindo. A pandemia de Covid-19 mostrou que as ameaças emergentes reais são globais e exigem cooperação multilateral, bem como proteção individual.
•"Economia grisalha - investir no envelhecimento da população": O envelhecimento da população provavelmente continuará impulsionando oportunidades de negócio e o desempenho dos investimentos por vários anos ainda. Em particular, o envelhecimento da população em mercados emergentes ocorrerá a uma velocidade ainda não percebida pela maioria.
•"Infraestrutura - fechando a lacuna": Os gastos com infraestrutura continuam prestes a entrar em uma fase de expansão. Existem lacunas em todos os lugares, à medida que as velhas economias lutam para atender às necessidades atuais e novas, avançando na direção de uma maior sustentabilidade. Ao mesmo tempo, as novas economias continuam se urbanizando em ritmo acelerado. A expectativa de manutenção dos juros em um nível mais baixo (e até mesmo negativo em alguns momentos) por um longo período deve oferecer o incentivo certo para os investimentos. Como a preocupação climática tem atraído ampla atenção pública, fortes catalisadores nas esferas regulatória e política devem aumentar o dinamismo desse tema.
•"Tecnologia a serviço das pessoas": As contínuas inovações tecnológicas e os desafios expostos pela crise do coronavírus mantêm a atratividade do setor de tecnologia para investidores. Os fatores determinantes desse tema de investimento - em termos de demanda e de progresso tecnológico - continuam robustos, e as empresas das áreas de foco desse tema devem beneficiar-se nos próximos anos.
•Sustentabilidade continua sendo um tema-chave para os "Valores da geração do milênio", incluindo o consumo responsável; e nós aplicamos as práticas ambientais, sociais e de governança como um critério adicional a toda a seleção de ações. Como a saúde também passou a figurar no topo das prioridades da geração do milênio, existe uma crescente demanda por alimentos saudáveis e sustentáveis: a dieta planetária. Por isso, juntamente com a transição para uma economia circular, incorporamos alimentos sustentáveis neste tópico de investimento... Leia mais em segs 11/05/2020
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