“É possível ter uma performance melhor no ano que vem”, afirmou há pouco, durante palestra realizada no fórum de fundos de investimentos imobiliários organizado pelo GRI Club. “O crescimento virá. O ambiente de juros mais baixos, combinado ao processo de reformas e de privatização, trará investimentos do setor privado. Sou otimista em relação à capacidade de atração de investimentos”, afirmou.
Guardia apontou que é importante o governo seguir perseguindo o caminho das reformas estruturais, o que já está ocorrendo, embora o “timing” de conclusão ainda não seja preciso, pois depende de uma articulação que envolve o Executivo e o Legislativo. No caso da agenda de privatizações, ele explicou que esse é um passo importante não para ajudar a reduzir o déficit fiscal, mas sim para ampliar a capacidade de investimentos em setores estratégicos, como energia, petroquímica e saneamento. Nessas áreas, a necessidade de investimentos supera a capacidade de aportes das empresas públicas, na sua avaliação. “Reduzir o tamanho do Estado é fundamental para retomar confiança na economia brasileira”, defendeu.
O líder do banco de investimentos observou ainda que a carga tributária no País é alta e geradora de insegurança jurídica. Portanto, a reforma tributária é vista como fundamental para aumentar a produtividade e a competitividade das empresas nacionais, argumentou. Segundo ele, essa reforma não deve ser usada como forma de ajudar a diminuir o rombo das contas públicas, já que não há espaço para aumento de impostos, opinou. “Não vamos resolver a questão fiscal pelo aumento da carga tributária”, disse.
Guardia enfatizou que os principais empecilhos para a retomada do crescimento econômico são a questão fiscal, o ambiente de negócios burocrático e a carga tributária pesada. “O problema fundamental que precisa ser enfrentado é a questão de competitividade e produtividade. Em 1980, o trabalhador brasileiro tinha 45% da produtividade do trabalhador americano. Hoje, isso caiu para menos de 25%. Já na China esse patamar saiu de menos de 10% para mais de 30% no mesmo período”, citou como exemplo.
O ex-ministro da Fazenda também criticou que o Brasil continua sendo uma economia fechada, com, por exemplo, taxas altas, o que dificulta as importações de máquinas e equipamentos. “A abertura da economia brasileira nos permitiria exportar e importar mais”, defendeu... Leia mais em istoedinheiro 21/08/2019
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