Em outubro de 2016, a multinacional comprou a fabricante brasileira de biscoitos e massas Parati por R$ 1,38 bilhão - a maior aquisição já realizada pela companhia no mercado latino-americano. Foi para ampliar essa operação que Cahillane veio ao Brasil esta semana. Ontem, ele lançou a pedra fundamental da expansão da fábrica da Parati em São Lourenço do Oeste (SC). Serão investidos cerca de R$ 215 milhões na unidade.
"A compra da Parati nos permitiu alcançar um público maior no Brasil e ampliar a distribuição. Fizemos progressos importantes no mercado desde a aquisição. Vemos oportunidades para obter um crescimento saudável no país nos próximos anos, com a ampliação dessas linhas", afirmou Maria Fernanda Mejía, vice-presidente global e presidente para América Latina da Kellogg. Segundo ela, haverá aumento na produção de biscoitos doces e salgados, barras de cereais, massas e cereais. A fábrica abastece o mercado brasileiro e países da América do Sul.
A executiva também disse que a Kellogg estuda desenvolver novos produtos no país com as marcas Kellogg e Parati. Com a aquisição da fabricante catarinense, a empresa triplicou a sua operação no Brasil. Em 2017, as vendas líquidas da Parati somaram US$ 203 milhões em receita. O lucro operacional alcançou US$ 25 milhões.
O objetivo principal da compra foi avançar no mercado de biscoitos e lanches, reduzindo a dependência no Brasil da venda de cereais matinais e barras de cereais. Além da Parati, o negócio incluiu as marcas Trink, Hot Cracker, Minueto, Zoo Cartoon, Pádua, Bom de Bola e Granofibra.
De acordo com dados da Euromonitor International, em 2017, a Kellogg liderou o mercado brasileiro de cereais matinais, com 23,9% de participação. Na categoria lanches salgados, respondeu por 1,8% do mercado, incluindo os negócios da Parati e da Pringles. A Parati é a décima primeira em vendas no segmento de lanches salgados, com 1,1% de participação. Na categoria de biscoitos doces, é a nona colocada, com 1,2%.
Atualmente, a fábrica da Kellogg-Parati possui 78 mil metros quadrados de área construída. A nova estrutura ocupará mais 22,85 mil metros quadrados e a expectativa é que entre em operação em 2019. Quando estiver funcionamento, a unidade vai empregar mais 200 pessoas. A Kellogg tem 3,5 mil funcionários no Brasil - 3,2 mil da Parati, sendo 1,7 mil pessoas apenas em São Lourenço do Oeste. A empresa é uma das principais empregadoras do município.
São Lourenço do Oeste tem a economia concentrada na produção de biscoitos e na indústria moveleira. Além da Parati, a cidade também é sede da Nutrisul, do grupo Casaredo, que possui em torno de 560 funcionários. Juntas, as empresas empregam em torno de 10% da população, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 23,7 mil pessoas.
Cahillane, que assumiu a presidência da Kellogg em outubro de 2017, disse ver boas perspectivas para o país este ano. "O Brasil passou por um estresse nos últimos anos, mas o país voltou a crescer. Maria Fernanda teve muita coragem em fazer uma grande aquisição em uma fase de economia recessiva. Mas, tenho grande confiança no crescimento da nossa operação agora", afirmou.
O executivo também disse que a companhia trabalha para ampliar as vendas orgânicas, buscando colocar o melhor portfólio possível nos mercados emergentes, incluindo o Brasil. "Hoje, os mercados emergentes respondem por 15% da nossa receita global, mas são países que reúnem 57% da população mundial. Temos sido muito bem sucedidos nesses países nos últimos anos. E a estratégia global tem por meta continuar avançando nesses mercados", afirmou. Leia mais em sm 19/04/2018
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