Para muitas empresas comerciais e industriais instaladas no País, afetadas pela queda do faturamento e pelas dificuldades de obtenção de crédito, a venda de participação acionária ou a fusão com grupos estrangeiros representou uma tábua de salvação, pois assegurou a continuidade de suas operações, frequentemente com aporte de novas tecnologias.
Não foram raros também os casos de empresas que venderam o seu controle para companhias estrangeiras que ainda não estavam no mercado brasileiro ou que planejavam expandir suas operações no País. Nos dois casos, as empresas investidoras foram estimuladas pelo potencial do mercado interno ou pela possibilidade de montarem em solo brasileiro plataformas de exportação para países vizinhos.
O setor de serviços foi o que mais captou capital externo em 2017, tendo absorvido 63% dos ingressos até novembro. Só a área de energia elétrica recebeu investimentos de US$ 12,1 bilhões, com a venda da CPFL para a chinesa State Grid e a privatização de quatro usinas antes controladas pela Cemig. Convém lembrar que os investimentos externos em energia não passaram de US$ 3 bilhões em 2016. Merece destaque também a área de transporte, que recebeu US$ 4 bilhões apenas com a concessão de aeroportos para a iniciativa privada.
Contabilizadas as transações entre matrizes e filiais das múltis, o total de IED alcançou US$ 65 bilhões de janeiro a novembro. O BC estima que no ano passado o total tenha sido de US$ 75 bilhões – os dados serão conhecidos no fim do mês. Para 2018, o BC prevê o ingresso de US$ 80 bilhões, por causa do crescimento da economia e das privatizações. O Estado de S.Paulo - Leia mais em abinee. 10/01/2018
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