Entre janeiro e outubro de 2017, o volume financeiro obtido nas aberturas de capital e ofertas subsequentes de ações cresceu mais de três vezes em relação ao registrado no mesmo período de 2016, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital (Anbima).
O total captado chegou a R$ 31,2 bilhões e já é maior que os volumes fechados de todos os anos desde 2010, quando as emissões no segmento de renda variável se situaram um pouco acima dos R$ 29 bilhões, até então maior nível anual ao longo do período.
Mas, se em 2016 houve apenas um IPO, a sigla em inglês para designar a estreia de uma companhia na bolsa, neste ano até outubro as aberturas de capital já somam oito operações, que movimentaram um volume de R$ 14,2 bilhões. Já com os follow ons foram levantados no período R$ 17 bilhões em 13 operações.
De acordo com Carlos Rocca, do Cemec, "fica evidente que o maior pico de IPOs entre 2006, 2007 e 2008 coincide com o menor custo de capital próprio, que é a taxa de retorno exigida pelo investidor para comprar uma ação". Em 2007, por exemplo, foram realizadas 76 operações de abertura de capital e ofertas subsequentes que geraram um volume de R$ 70 bilhões.
O pesquisador explica que em 2017 esse custo também começa a cair e tem impulsionado o acesso às ofertas primárias de ações. Segundo Rocca, a demanda pela captação por meio de renda variável também se relaciona à queda do custo de oportunidade. "Uma renda fixa com prêmio muito elevado trabalhava contra os investimentos das empresas nos negócios." Para o economista Vitor Velho, da consultoria LCA, com acesso limitado ao crédito subsidiado do BNDES e a necessidade de "funding" para investimentos "até o fim do ano que vem as empresas vão ter de entrar no mercado via debêntures ou ações e vão ter de entrar pesadamente". Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.nwsnet 09/11/2017
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