"Não limitações de orçamento para futuras aquisições", disse Mia Stark, presidente da Gazit Brasil, à Reuters. O acordo com a JHSF é o maior já feito pela empresa no país. E as duas empresas, conforme esclareceu a JHSF em comunicado na quinta-feira, podem participar "mutuamente em novos projetos".
A presidente da Gazit evitou detalhar negociações em andamento, mas reiterou que empreendimentos comerciais na capital paulista devem continuar sendo o alvo principal. "Nossa estratégia é construir um portfólio de ativos num raio de 7 quilômetros da nossa sede (na zona sul da capital)", disse Mia.
Uma das alternativas mais prováveis, na avaliação do diretor de Novos Negócios da Gazit, Andres Andrade, é a consolidação da participação no Shopping Eldorado. "Mas ainda não há qualquer formalização nesse sentido", disse.
Andrade citou ainda planos de vender nos próximos anos o controle do Shopping San Pelegrino, em Caxias do Sul (RS), e do Prado Boulevard, em Campinas (SP), únicos ativos da Gazit fora da capital paulista, juntos avaliados em 200 milhões de reais.
Desde que chegou ao Brasil, em 2008, a Gazit desembolsou 2 bilhões de reais em oito empreendimentos nas três cidades. Em 2016, investiu 550 milhões de reais, incluindo no Cidade Jardim.
A Gazit também comprou da São Carlos Empreendimentos o edifício Top Center, também na capital paulista, por 153 milhões de reais, principalmente com recursos gerados pela venda de fatia que tinha na BR Malls.
Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch disse que a crise no Brasil pressiona empresas alavancadas a vender ativos e deve abrir espaço para investidores mais capitalizados, como a Gazit. Entre as listadas na bolsa, o banco considera a Multiplan a mais bem posicionada para expansão de portfólio. Por Gabriela Mello (Reuters) - Leia mais em yahoo 11/11/2106
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