Esse acordo nos EUA vai dar ao grupo japonês os direitos para vender a bebida em milhares de pubs dos Estados Unidos, permitindo que a empresa ganhe fôlego fora do seu país de origem, de acordo com reportagem do Financial Times.
A opção por um negócio de nicho difere da aposta feita no Brasil – a empresa investiu mais de R$ 6 bilhões para ficar com a Schincariol. Desde que assumiu o negócio, no entanto, só viu sua participação cair. Vice-líder do setor em 2010, a empresa viu sua fatia de mercado recuar para cerca de 8% ao ser ultrapassada por Petrópolis (dona da Itaipava) e Heineken.
A aposta do grupo japonês e de outras concorrentes em cervejas artesanais tornou-se uma estratégia para incrementar suas receitas, já que este segmento vai bem no Japão. No Brasil, a Kirin é dona da Baden Baden e da Eisenbahn, mas está tendo de reduzir os preços de suas marcas premium por causa da crise que se abateu sobre a companhia no País.
As conversas para a Heineken adquirir os ativos da companhia japonesa de bebidas se intensificaram, conforme antecipou o Estado no mês passado.
Direção. Nos Estados Unidos, segundo o Financial Times, a compra de 25% da Brooklyn Brewery, a 12.ª marca de cerveja artesanal do país, pode ser crucial para a expansão da empresa japonesa. As duas companhias se comprometeram a desenvolver bebidas específicas para o paladar japonês.
A Kirin foi uma das primeiros das cervejarias japonesas a fazer apostas em cerveja artesanal, com a compra de uma participação de 33% no rótulo artesanato Yo-Ho Brewing em 2014, lembrou o jornal inglês.
Outros rivais da companhia de bebidas em seu país de origem, como Suntory e Asahi, seguiram o mesmo exemplo, para competir em um dos poucos nichos de expansão no mercado de cerveja, que atualmente está em retração no Japão. - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 13/10./2016
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