27 junho 2016

Odebrecht vende concessões de rodovias no Peru.

 Estimativa é que grupo receba até R$ 1,5 bilhão com a venda de 57% de participação na Rutas de Lima ... Leia mais em Valor econômico em 27/06/2016
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Odebrecht vende concessões de rodovias no Peru

A Odebrecht fechou a primeira venda do programa de reestruturação financeira e estratégica que se tornou necessário com a restrição de liquidez desencadeada pela Operação Lava-Jato. O grupo canadense de investimentos em infraestrutura Brookfield comprou 57% da companhia de concessões
rodoviárias do conglomerado brasileiro no Peru, chamada Rutas de Lima. O negócio é estimado entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

A Odebrecht confirma ter recebido o pagamento, mas não informa o valor. A estimativa de mercado era que a empresa peruana valia de US$ 650 milhões a US$ 750 milhões, em sua totalidade. "Os recursos da venda de Rutas de Lima serão recebidos pela Odebrecht Latinvest e enviados à holding para que sejam aportados nos negócios", disse Marcela Drehmer, vice-presidente financeira da holding controladora do grupo Odebrecht S.A. (ODB).

A Odebrecht Latinvest manteve 25% do negócio e o contrato para a realização das obras pela Odebrecht Engenharia e Construção.

Ebitda consolidado foi de R$ 20,7 bilhões em 2015, como deve mostrar o
balanço a ser publicado em breve

O conglomerado é acompanhado de perto pelos grandes bancos do país, públicos e privados BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco e Santander. A companhia enfrenta um grave cenário de liquidez, em função do envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, que afetou todo o setor de construção.

Por conta disso, em abril, o grupo anunciou ter posto à venda diversos ativos que podem trazer até R$ 12 bilhões em dinheiro, quando concluído em 2017.

Tais vendas também vão reduzir em R$ 17,5 bilhões o endividamento consolidado e aliviar os compromissos da Odebrecht com suporte a projetos pré-operacionais.

Também estão próximos de serem concluídas as vendas do Gasoduto do Peru e da Odebrecht Ambiental a maior das transações em dinheiro novo. Nos próximos dias, deve ser publicado o balanço da holding. O grupo tinha dívida bruta consolidada de R$ 110 bilhões no fim de 2015 a maior dívida corporativa privada do Brasil e R$ 26 bilhões em caixa.

O lucro antes do pagamento de juros e impostos e do desconto com depreciações e amortizações (Ebitda) somou R$ 20,7 bilhões um aumento de quase 50% ante os R$ 14,7 bilhões obtidos em 2014. Com isso, a relação entre a dívida líquida teve até um leve recuo, de 4,4 vezes para 4,05 vezes.
"Resolvemos a questão do balanço da construtora e, nos próximos dias, deve ser publicado o da holding. Agora, fechamos o negócio com Rutas de Lima, o primeiro da lista que colocamos à venda. Estamos avançando na reestruturação conforme falamos", explicou Marcela.

A preocupação dos bancos é pelo fato de o grupo ter diversos projetos em fase de maturação, muitos deles com contrato de suporte de capital concedido pela holding. Do caixa de dezembro, R$ 17,5 bilhões (67%) estavam concentrados em duas empresas: Odebrecht Engenharia e Construção e Braskem. Assim sendo, não estão efetivamente disponíveis para o conglomerado. Boa parte do dinheiro, inclusive, estava já comprometida com projetos em andamento.

A corrida agora é a assinatura da reestruturação da dívida da Odebrecht Agroindustrial, do setor sucroalcooleiro. Os compromissos totalizam R$ 13 bilhões. Tecnicamente, a dívida está vencida, mas os bancos concordaram em não executar enquanto negociam uma nova estrutura. A holding ODB é garantidora de parcela relevante da dívida. Daí a atenção ao caso.

A holding, oficialmente, não possui dívida. Mas, além do suporte a diversas captações e financiamentos, o BNDES, como praxe, tem a chamada cláusula  de "calote cruzado" (livre tradução para o jargão "cross default"). Quando um de seus débitos não é honrado, a instituição pode declarar vencidos todos os créditos dados ao grupo.

Os bancos vêem o conglomerado Odebrecht como um castelo de cartas. Ao mesmo tempo que buscam condições melhores (como garantias) para seus créditos, tentam evitar o agravamento da crise e uma recuperação judicial.
Nenhum deles quer enfrentar o provisionamento potencial do grupo.

O Valor apurou que a demora na assinatura da reestruturação da Agroindustrial deve-se à complexidade dos contratos em fase de confecção e à tentativa de resolver questões ligadas à holding. Da dívida original, R$ 4 bilhões serão assumidos pela ODB, que dará ações preferenciais da Braskem em garantia.

Além disso, aportará ativos de energia avaliados em R$ 2 bilhões. A dívida será alongada por cerca de dez anos. "Dentro da reestruturação do grupo, depois de assinarmos a renegociação da Agroindustrial, vamos focar em acelerar a solução para a Odebrecht Óleo e Gás (OOG)", contou a executiva. A OOG é a empresa detentora e operadora de sondas e plataformas de exploração. A dívida dessa unidade é da ordem de R$ 18 bilhões, ao câmbio atual garantidas com as próprias embarcações. De sete sondas detidas, seis foram financiadas com a emissão de títulos no mercado internacional de capitais. Os detentores dos papéis aguardam a renegociação dos contratos com a Petrobras.

Os bancos pressionam por um acordo de leniência do grupo, alvo de ação de R$ 7,3 bilhões do Ministério Público Federal (MPF) Por Graziella Valenti Fonte: Valor Econômico Leia mais em sinicon 27/06/16

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Odebrecht Latinvest Announces Sale of Controlling Stake of Peruvian Road Concession to Brookfield 

Odebrecht Latinvest has reached an agreement to sell 57% of Rutas de Lima, a road concession, to Brookfield, a global asset manager. Upon completion of the sale, Rutas de Lima will be owned by Brookfield and its institutional partners (57%), Odebrecht Latinvest (25%) and Sigma (18%).

All owners are committed to ensuring on-going development projects remain on track to be completed as previously planned.  They will focus on both improving operating services and identifying additional infrastructure investment opportunities.

The transaction has been formally reported to the Lima Prefecture.

ABOUT RUTAS DE LIMA
It is a self-sustaining concession in Lima, Peru’s capital, which includes the granting of the three major road access and exits of the capital: Panamericana Norte, Panamericana Sur and Ramiro Prialé, integrating 23 districts and benefiting all types of transport.

The main objectives of the Concessionaire are make the roads safer, work for the ordering of vehicular traffic and be recognized for providing high quality services.

ABOUT ODEBRECHT LATINVEST
A company member of Odebrecht Organization, Odebrecht Latinvest was created in 2012 to consolidate the road concessions already awarded in Peru and Colombia, as well as identifying new opportunities to invest in and operate transportation and logistics systems in Latin America (except brazil).

ADITIONAL INFORMATION
- Execution of the Concession Agreement: Jan 13, 2013
- Granting authority: Metropolitan Municipality of Lima
- 115-km stretch including the three main routes to and from Lima: Panamericana Norte, Panamericana Sur and Ramiro Prialé
- The concession registers average daily traffic of 250,000 vehicles in the stretches closer to the capital, and serves on average 3,000 road emergencies monthly<0 p="">- At the end of 2014, it registered the largest placement of bonds in Peruvian soles in the history of Peru's capital markets, obtaining 5 international recognitions for its financial structure
- World Finance - Project Finance Deal of the Year (2014) Award
- Latin Finance - Best Infrastructure Financing: Andes (2015) Award
- Latin Finance - Best Local Currency Infrastructure Financing (2015) Award
- Latin Finance - Best Road Financing (2015) Award
- IFM - Best Public Private Partnership Project (2015) Award
- In less than a year of concession, Rutas de Lima obtained the Tri-Certification Accreditation (ISO 9001 / ISO 18001 / OHSAS 14001)
- In less than two years, the concessionaire paved more than 2 million sq. meters of roads and used – for the first time in Peru – a warm mix asphalt (WMA), which significantly reduces environmental impact. Leia mais em odebrecht 27/06/2016

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