31 março 2016

ADM anuncia venda operações de etanol no Brasil

A norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) fechou um acordo para vender sua operação de produção de etanol no Brasil, após ter procurado um comprador por quatro anos, informou a gigante do agronegócio nesta quinta-feira.

A ADM venderá áreas de canaviais e uma unidade fabril com capacidade de processar até 1,5 milhão de toneladas de cana e produzir 37.000 galões de etanol por ano, para a JFLim Participações. Os termos de negociação não foram revelados.

Cerca de 650 funcionários trabalham nas lavouras e na destilaria em Limeira do Oeste, no Estado de Minas Gerais.

"Como nossa única operação de etanol de cana no Brasil, esse ativo é muito pequeno para que a ADM possa competir efetivamente em um desafiador ambiente do etanol", disse o presidente da unidade de processamento de milho da ADM, Chris Cuddy, em comunicado.

A ADM, com sede em Chicago, tem tentado vender a destilaria em Limeira do Oeste desde 2012. No mês passado, a empresa disse que não esperava reiniciar a unidade após o fechamento para manutenção na temporada neste ano.

Até uma recente e leve recuperação nos preços, o setor de açúcar e etanol do Brasil estava enfrentando dificuldades em um mercado em condições baixistas há vários anos, com preços abaixo do custo de produção em muitos locais.

A ADM afirmou que o negócio está sujeito a avaliações pelas autoridades, e que o fechamento do acordo é esperado para o segundo trimestre deste ano. Reuters Leia mais em yahoo 31/03/2016

Itaú Unibanco conclui compra de 89,08% da Recovery

O Itaú Unibanco anunciou nesta quinta-feira que concluiu a compra anunciada em dezembro De 89,08 por cento da empresa de recuperação de crédito Recovery do Brasil, sendo 81,94 por cento do BTG Pactual e 7,14 por cento de outros acionistas, além de cerca de 70 por cento de um portfÓlio de 38 bilhões de reais em direitos creditórios, que eram do BTG Pactual. (Por Aluísio Alves) Reuters  Leia mais em yahoo 31/03.2016

Tempo Participacoes - Fato Relevante - Resultado da OPA

Tempo Participacoes S.A. (Bovespa: TEMP3, "Companhia"), companhia aberta, vem pelo presente, nos termos da Instrucao da Comissao de Valores Mobiliarios ("CVM") n. 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, e no paragrafo 4o do artigo 157 da Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada ("Lei das Sociedades por Acoes"), informar aos acionistas da Companhia e ao mercado a realizacao bem-sucedida do leilao de oferta publica de aquisicao de acoes ordinarias para cancelamento de registro da Companhia ("Oferta"), nos termos do edital da Oferta, em 28 de marco de 2016 ("Edital" e "Leilao", respectivamente).

Como resultado do Leilao, a Hill Valley Participacoes S.A. ("Ofertante") adquiriu 75.915.579 acoes ordinarias de emissao da Companhia, equivalentes a aproximadamente 47,16% do capital social total da Companhia.

Assim, apos a liquidacao das aquisicoes realizadas no Leilao, que ocorrera em 31 de marco de 2016 ("Data de Liquidacao"), a Ofertante detera 158.016.110 acoes ordinarias de emissao da Companhia, equivalentes a aproximadamente 98,16% do capital social total da Companhia.

Das 75.915.579 acoes adquiridas no Leilao: (i) 932.666 acoes foram adquiridas pelo Preco a Vista (nos termos da Secao 4.1(a) do Edital), correspondente a R$ 4,15, atualizado ate a Data de Liquidacao; e (ii) 74.982.913 acoes foram adquiridas pelo Preco Parcelado (nos termos da Secao 4.1(b) do Edital), correspondente a R$ 4,09, atualizado ate a Data de Liquidacao, o qual corresponde a Parcela Inicial do Preco Parcelado, sendo que a Parcela Retida do Preco Parcelado sera paga nos termos do Edital.... Leia mais em bmfbovespa 29/03/2016

Bancos estrangeiros aceleram saída da AL e instituições locais ganham força

Grandes bancos internacionais, sobretudo dos Estados Unidos e Europa, estão deixando a América Latina em ritmo acelerado, afirma um estudo de economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta quinta-feira (31). Sem novos entrantes de peso, instituições financeiras de países como Brasil e Colômbia vêm ampliando a presença em outros mercados da região.

Bancos como o espanhol Santander, os franceses Crédit Agricole e BNP Paribas, o alemão Deutsche Bank, o inglês HSBC e o norte-americano Citigroup tomaram iniciativas de reduzir a exposição em países da região ou sair de vez de alguns mercados, destaca o relatório. No Brasil, o Citi colocou suas operações de varejo para pessoa física à venda e o HSBC foi comprado pelo Bradesco.

Esse movimento de saída de bancos internacionais se intensificou nos anos que se seguiram à crise financeira mundial de 2008. Após grandes bancos quebrarem e outros precisarem de socorro financeiro emergencial, os governos da Europa, Estados Unidos e outros países apertaram as exigências de capital e a regulação para os bancos. Para se adequarem, essas instituições, muitas fragilizadas em seus próprios mercados domésticos, começaram a reduzir operações no exterior e a vender negócios não essenciais, ressalta o FMI.

"Nenhum grande banco europeu ou norte-americano entrou no mercado latino-americano para ocupar o lugar dos que saíram, o que resultou na consolidação crescente dos sistemas bancários domésticos em muitos países", afirma os autores do estudo, Charles Enoch, Mohamed Norat e Diva Singh. Por isso, o FMI destaca que bancos de países como Brasil e Colômbia estão ampliando a atuação regional.

No caso brasileiro, o relatório cita o Itaú, que sozinho tem mais ativos que quase "todo o sistema bancário do México", e tem perseguido uma estratégia de regionalização, seja por fusões e aquisições ou outros investimentos em países como Chile, Colômbia e México. O BTG também tem buscado se tornar um banco de investimento regional, ressalta o estudo.

Já na Colômbia, o grupo financeiro Aval comprou as operações do espanhol BBVA no Panamá e o Bancolombia comprou os negócios do HSBC. "Bancos regionais podem ocupar o papel deixado pela saída dos bancos estrangeiros", afirma o estudo. Ao mesmo tempo, o documento ressalta que o mercado brasileiro, com grandes bancos públicos e privados, é de difícil entrada para outra instituição regional.

O movimento recente de saída de bancos estrangeiros da América Latina contrasta com o período que começou nos anos 90, quando os bancos estrangeiros começaram a aumentar a exposição na região, muitas vezes incentivadas pelos governos locais, que viam na chegada de grandes bancos da Europa e dos EUA uma forma de reforçar os mercados financeiros domésticos, abalados por uma sucessão de crises nos anos 80 e 90. Estadao Leia mais em jcrs.uol 31/03/2016

Germinadora compra startup Monster Joy

Aplicativo transforma dever de casa em game

A Germinadora, juntamente com um grupo de investidores, anuncia a compra da startup Monster Joy, aplicativo que oferecer às escolas soluções divertidas para os deveres de casa. Através de um game, os professores propõem aos alunos atividades que valem pontos ou selos, e com o aumento de pontuação conseguem mudar de nível, desbloquear acessórios disponíveis e subir no ranking.

Com a aquisição da startup, a Germinadora espera reestruturar toda a organização e finalizar a evolução do software para atender mais empresas e pessoas que utilizam o Monster Joy. Além disso, a nova direção pretende tornar o app aplicável em todo o território nacional.

“Nossa pretensão com a compra da Monster Joy é aumentar em 50% o número de usuários e colégios parceiros, conseguindo levar inovação e um novo modelo de atividades escolares divertidas para cerca de 60.000 estudantes”, afirma Bárbara Bernabó, nova CEO da Monster Joy.

O aplicativo funciona para escolas, em nível infantil e fundamental I. “O foco central é incentivar a autonomia dos alunos e trabalhar sua motivação para o cumprimento de atividades o que com certeza melhora o seu desempenho escolar”, alega Rafael Ribeiro, criador da ferramenta, que deixa a liderança da Monster Joy para embarcar em outros projetos.

O app é multiplataforma, rodando em smartphones e tablets Android, iOS e em PCs, Macs e qualquer computador ou dispositivo que tenha um browser de internet.  O acesso é seguro, fácil e intuitivo. Nenhum professor, pai ou aluno precisa compartilhar dados pessoais como números de telefone ou perfis do Facebook. Leia mais em propmark 23/03/2016

Aprovada a venda do Memorial São José

Cade analisou que aquisição da RedeD’Or não vai gerar riscos à livre concorrência

Ventilada desde outubro passado, a venda do Hospital Memorial São José vai sair do papel. A operação estava sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que temia prejudicar a livre concorrência do mercado local de saúde suplementar ao transferir mais leitos para a Rede D’Or; mas foi aprovada sem restrições pelo superintendente-geral do Cade, Eduardo Frade Rodrigues.

Em nota técnica, o Cade explicou que, após dois meses de estudos, percebeu que a compra do complexo hospitalar não geraria risco de fechamento de mercados pela Rede D’Or. “A participação da Rede D’Or nos referidos mercados não suscitam preocupações concorrenciais quando analisada a integração vertical entre os mesmos, haja vista que em ambos ainda remanesce um amplo espectro de concorrentes (demandantes e fornecedores de serviços) à disposição dos concorrentes”, diz o documento, que logo depois estima em 20 a 30% a participação da companhia no mercado. O restante das operações estaria distribuído em unidades como o Real Hospital Português, a Unimed Recife e o Hospital Santa Joana.

No Grande Recife, a Rede D’Or já responde pelos hospitais São Marcos, Esperança e Esperança Olinda. Agora, também vai assumir os 155 leitos e o complexo de diagnóstico do Memorial São José. Segundo o Cade, o processo trata da aquisição de “participações societárias nas seguintes empresas do Grupo Fernandes Vieira (“GFV”): Hospital Memorial São José; NEOH - MEMORIAL Núcleo Especializado em Oncologia e Hematologia LTDA. (“Neoh”); Maximagem - Diagnóstico por Imagem LTDA. (“Maximagem”); Memorial Imagem e Diagnóstico LTDA. (“Mediax”); e HEMATO - Serviços de Hemoterapia LTDA. (“Hemato”).

Por nota, a Rede D’Or confirmou a aquisição do complexo hospitalar, fundando em 1989 pelo Grupo Fernandes Vieira. Segundo o comunicado, o negócio faz parte do projeto de expansão da companhia, que pretende atingir a marca de oito mil leitos no Brasil até 2020. Fundada em 1977, a rede também está presente no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal com 4,9 mil leitos em 31 hospitais - 11 dessas unidades foram adquiridas entre 2010 e 2011. A companhia ainda está com mais dois hospitais em construção.

Fernandes Vieira

O Hospital Memorial São José foi fundado em 1989 pelo grupo pernambucano Fernandes Vieira, que há dois meses também vendeu as ações do Hospital Santa Joana. A unidade foi fundida à Empresa de Serviços Hospitalares (Esho), que pertence ao grupo norte-americano UnitedHealth. Por meio da assessoria de comunicação, o Grupo Fernandes Vieira disse que não iria se pronunciar sobre a fusão do Memorial com a Rede D’or. Leia mais em folhape 30/03/2016

8 negócios que pediram recuperação judicial até agora

O número de pedidos de recuperação judicial subiram de 116 para 251 nos dois primeiros meses deste ano comparado ao mesmo período de 2015, revela uma pesquisa recente da Serasa Experian.

O resultado é o maior para o acumulado do primeiro bimestre desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências.

Reunimos, a seguir, nove grandes empresas que estão entre as que pediram recuperação de janeiro até agora.

Grupo Schahin Plataforma de petróleo da Schahin
Interior da loja da Camisaria Colombo que está pedindo reestruturação da dívida
Loja da Luigi Bertolli, do Grupo GEP
Loja da BMart de brinquedos, que pediu recuperação judicial
Loja de roupas da Barred's que pediu recuperação judicial
Movimento de clientes na loja Leader Magazine, na Uruguaiana, no centro do Rio de Janeiro
Eletrodomésticos da Mabe
Torre da Abengoa no sul da Espanha.

Confira. Tatiana Vaz Leia mais em EXAME 31/03/2016

Investidor veterano vê paralelo com Watergate e recomenda comprar ações brasileiras

O escândalo de corrupção que está abalando o Brasil tem levado os observadores a fazer uma série de comparações históricas que, argumentam, dão uma ideia do que vem por aí.

Uma das comparações tem como alvo o esquema de tráfico de influência que forçou a renúncia do presidente Fernando Collor de Mello, duas décadas atrás. Essa é uma das favoritas.

Outra é sobre a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002; não se trata de um escândalo, é verdade, mas mergulhou os mercados brasileiros em uma crise similar.

E há quem se agarre à investigação de corrupção Mãos Limpas (Mani Pulite), que sacudiu a Itália no início dos anos 1990.

Para um investidor veterano, porém, nenhum desses acontecimentos oferece o ponto de referência correto.

Monty Guild Jr. diz que o verdadeiro precedente --do ponto de vista de um consultor do mercado financeiro, pelo menos-- está bem para trás na história: o escândalo Watergate, no início dos anos 1970.

Comprar ações baratas
A firma de investimento estava nascendo na época e a crise, que derrubou o presidente dos EUA, Richard Nixon, foi educativa para ele. O principal aprendizado? Compre ações enquanto elas estão baratas.

Após cair em meio à turbulência política, o S&P 500 subiu nos meses seguintes à renúncia de Nixon, em 1974, ganhando 28% ao longo de dois anos, quando a estabilidade política retornou a Washington.

"Nós tentamos comprar quando o sangue está rolando na rua", disse Guild, que como chefe de investimento administra cerca de US$ 190 milhões em fundos de ações globais. "Isso é muito parecido com o Watergate. E depois do Watergate o que aconteceu? Onde há uma crise de confiança, os custos diminuem e há uma enorme oportunidade".

Apesar dos 40 anos de diferença, parece haver diversas semelhanças entre os episódios. Assim como a investigação sobre a invasão ao hotel Watergate, a investigação brasileira sobre a corrupção na Petrobras aumentou ao longo de dois anos de piora da turbulência econômica, eventualmente implicando a presidente Dilma Rousseff.

E assim como as famosas fitas, que levaram à renúncia de Nixon, a gravação de uma conversa entre Dilma e seu antecessor acaba de deixá-la um passo mais perto do impeachment. Os críticos dizem que a gravação, obtida por meio de um grampo feito pela polícia, sugere que Dilma nomeou Lula ministro para protegê-lo da investigação.

Melhor mercado de ações do mundo
Guild atualmente prevê que o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira, subirá até 20% nos próximos dois anos, enquanto o real pode se valorizar até 50% em relação ao dólar. (Essa projeção para o câmbio, em particular, é uma opinião bastante minoritária; o consenso entre os analistas é que o real se desvalorize 13% até 2018).

Guild começou a montar posições em fevereiro, comprando ações de bancos como BTG Pactual e Bradesco. Seu maior fundo atualmente mantém 12% de seu patrimônio investido no Brasil, empatado com o Canadá entre os países com maiores participações.

Esses investimentos pagaram dividendos rapidamente. A crescente especulação de que Dilma será removida do cargo, abrindo caminho para um governo capaz de restaurar as finanças do Brasil, já provocou uma alta de 29% em dólares neste ano, transformando o Ibovespa no índice acionário de melhor desempenho do mundo.

Durante a recente fase difícil para as ações internacionais, o fundo de referência de Guild se saiu melhor que os demais. No período de 12 meses até janeiro, perdeu 5,2%. O índice acionário global MSCI, referência para fundos como o de Guild, caiu 8,6% no período.

'Certo nível de corrupção'
"Todo mundo tolera um certo nível de corrupção, desde que haja algum benefício para a sociedade em geral", disse Guild. "Mas quando o crescimento nacional para e se transforma em encolhimento do PIB, as pessoas se irritam e ficam mais dispostas a expulsar os políticos".

Walter "Bucky" Hellwig, vice-presidente sênior da BB&T Wealth Management, compreende a tentação de se comparar o caso brasileiro ao Watergate, mas avalia que o paralelo deve ser feito com ressalvas. O futuro dos preços das exportações de commodities brasileiras vai desempenhar um papel fundamental em determinar se o recente rali de ações é sustentável.

"Eu vejo uma tendência de alta intermediária no Brasil", disse Hellwig, que ajuda a administrar US$ 17 bi do seu escritório em Birmingham, Alabama.    Ben Bartenstein (Bloomberg) -- Leia mais em  BOL.UOL 31/03/2016

Concentração bancária e a promessa das 'Fintech'

Ampliar a inclusão financeira permanece um desafio global. Dados do Banco Mundial mostram que, em média, nos países menos desenvolvidos apenas 43% da população utiliza contas correntes. No Brasil, houve avanços e esse número atinge 68%. Entretanto, ainda estamos longe de uma situação de mercado na qual a oferta de serviços financeiros é adequada à realidade daqueles de menor renda. Dentre outras razões, porque a concentração bancária é elevada.

Os quatro maiores bancos do país detêm cerca de 80% das operações de crédito na economia e o incentivo para ampliação de empréstimos não ligados ao consumo é baixo, especialmente em um momento de crise. Além disso, o sistema bancário é tradicionalmente reconhecido como conservador na adoção de novos modelos de negócio, apesar de inovador na incorporação de novas tecnologias.

Diante disso, uma novidade recente está mobilizando o mercado de serviços financeiros: as Fintech. Trata-se abreviação do termo "Financial Technology", usado para identificar empresas recém criadas (start-ups), dirigidas por jovens empreendedores e apoiadas no uso intensivo de plataformas tecnológicas para oferecer serviços financeiros por meio de modelos de negócio inovadores para clientes jovens e aos precariamente atendidos pelo sistema financeiro tradicional. Alguns exemplos: empresas de pagamento, cartões de crédito, empréstimos entre pessoas, sem a presença de bancos (peer to peer) e alocação de investimentos.

É grande a demanda por serviços financeiros mais eficientes e apropriados. Hoje tal demanda não é atendida

Nos Estados Unidos, as Fintech atraíram US$ 12 bilhões de investimentos somente em 2014, contra US$ 4 bilhões em 2013. Por lá, espera-se que a velocidade de crescimento continue alta, tanto pelo gigantesco tamanho do mercado de serviços financeiros como pela capacidade de agregar valor por meio de ganhos de eficiência. De fato, nesses novos modelos, os custos de transação tendem a ser menores do que aqueles incorridos no setor bancário tradicional.

Além disso, novas formas de avaliação de risco podem surgir a partir do uso de informações "alternativas", como as mídias sociais em geral ou empresas de comércio eletrônico, que podem alimentar modelos de risco de crédito inovadores e capazes de incluir os menos favorecidos.

Obviamente, não se trata aqui de decretar o fim dos bancos. As Fintech podem por um lado representar uma ameaça, por outro podem ser um espaço para o desenvolvimento de parcerias e soluções inovadoras. Em alguns casos, a tecnologia pode ser uma alavanca para as próprias operações tradicionais, por exemplo, volumes transacionados com cartões de crédito. Ademais, algumas dessas empresas serão incorporadas pelos próprios bancos.

No Brasil, estima-se haver 400 Fintech, entre aquelas efetivamente em operação e em estágio de desenvolvimento. O Valor (20/03/16) noticiou que, apenas durante um evento voltado para criação de soluções novas em serviços financeiros, 16 projetos foram elaborados, sendo 3 deles escolhidos para premiação. Um dos projetos envolve uma solução de pagamento para população de baixa renda: uso de linha pré-paga de celular para pagamento de água, luz e telefone.

Alguns modelos de negócio já existentes, apesar de não concebidos originalmente para o atendimento da população excluída, podem evoluir de forma a fazê-lo. É o caso do cartão de crédito Nubank, criado há cerca de um ano e meio, cuja fila de espera é de nada menos do que 70 mil pessoas, a maior parte clientes de outros cartões. O grande interesse advém dos custos menores e da possibilidade de resolver qualquer pendência pela internet. Outra vantagem é incluir um aplicativo no celular que oferece informações detalhadas sobre os gastos realizados no plástico. Embora os juros cobrados no cartão ainda sejam elevadas, o acúmulo de informações sobre os usuários pode propiciar reduzir as taxas no médio e longo prazo.

O sucesso desse e outros modelos é emblemático. Há uma grande demanda por serviços financeiros mais eficientes e apropriados. Hoje, tal demanda não é atendida pelo sistema financeiro tradicional brasileiro.

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Trabalhando em parceria com os grandes bancos ou desafiando-os em seu próprio mercado, as Fintech já ocupam um espaço importante no Brasil, em particular naqueles mercados em que o sistema bancário tem tido menor capacidade de atender às demandas dos clientes. Uma parcela significativa dessas iniciativas miram o mercado de pagamentos no varejo, cuja ineficiência tem sido frequentemente destacada em relatórios do Banco Central.

Outras áreas de concentração para as Fintech são os serviços de apoio financeiro e os de crédito para pequenos empreendedores, tradicionalmente pior atendidos pelos bancos. Junto com esses segmentos, investimentos, seguros, e até operações com Bitcoin, estão entre as áreas de atuação das Fintech brasileiras.

Um fator crítico para o sucesso das Fintech é a obtenção de escala. Não basta ter uma boa proposta de valor e um uso inovador da tecnologia. É preciso alcançar uma massa crítica de usuários que permita a sustentabilidade do empreendimento. Como em qualquer outro modelo de negócio, espera-se que muitas Fintechs não prosperem. Entretanto, aquelas que passarem pelo teste de fogo do mercado podem revolucionar os serviços financeiros.

Na década de 70, um conjunto de inovações, tais como uso de agentes de crédito e empréstimos em grupo, impulsionou o crescimento do microcrédito e teve efeitos sobre a vida de milhões de pessoas mundo afora. Quase 50 anos mais tarde, pensar fora da caixa permanece a mola propulsora da inclusão financeira e é possível afirmar que as Fintech já são mais do que uma simples promessa.

Lauro Gonzalez é professor da EAESP-FGV e Coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV.
Eduardo Diniz é professor da EAESP-FGV e pesquisador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV.
Adrian Kemmer Cernev é professor da EAESP-FGV e pesquisador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV.   - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnewt 31/03/2016

Startups ajudam a aumentar receita das operadoras

As startups estão na mira de operadoras como Telefônica Vivo, Oi e TIM.

A intenção é estabelecer parcerias que ajudem a reduzir prazos de lançamento e custos de prospecção de novos produtos e serviços digitais.

As iniciativas no setor incluem a criação de aceleradoras e laboratórios de projetos. Somente neste ano, a Telefônica deve apoiar até dez empreendimentos, com aportes de cerca de R$ 2 milhões.Por Jacilio Saraiva do valor econômico  Leia mais em exponews 31/03/2016

Startup mineira Benvenuto muda a experiência na compra e venda de imóveis

Baixa profissionalização dos corretores, alto custo de comissão e atraso de inovação e tecnologia no setor imobiliário são alguns dos motivos que levaram o CEO da Benvenuto (www.benvenuto.com.br), Rafael Milagre, a perceber a necessidade de criar uma nova plataforma para compra e venda de imóveis.

Foi assim que, em 2014, nasceu a startup, que atua como uma imobiliária online e propõe uma nova experiência de negócios de imóveis. Isso porque, com uma operação quase 100% digital, a empresa consegue dispor mais recursos para os profissionais da área. Na startup, o corretor de imóveis recebe o nome de Agente Benvenuto e trabalha com plano de carreira e uma comissão que chega a ser duas vezes maior que a atualmente praticada pelo mercado. Tanto o comprador quanto o vendedor também podem ser premiados com 10% do valor da comissão em produtos. Com 2 meses de operação, a empresa já conta com oito agentes em Belo Horizonte.

Os novos corretores de imóveis

Dentro do modelo de negócios praticado pela Benvenuto, o Agente deve ser previamente selecionado, possuir registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e veículo próprio. Em contrapartida, a Benvenuto oferece suporte tecnológico para todos os processos de contato com o comprador e venda do imóvel, treinamentos e melhores remunerações. Os clientes, que contam com um atendimento personalizado, também podem avaliar o desempenho do atendimento recebido.

Segundo o fundador da empresa, Rafael Milagre, a Benvenuto mantém um padrão de qualidade que a diferencia no mercado: "Criamos uma plataforma online para transformar e aproximar a relação entre o corretor e o cliente. Essa plataforma nos permite ser uma imobiliária que consegue atuar em todo o território nacional com os mesmos processos padronizados". O know-how sobre os processos de compra e venda de imóveis e a oportunidade de otimizar a transação vem de casa: a família de Rafael atua no mercado imobiliário há pelo menos 20 anos.

Diferente das imobiliárias tradicionais, a Benvenuto utiliza segmentação e ações técnicas para cada imóvel. Isto é, cada imóvel que entra na plataforma recebe avaliação jurídica e uma estratégia de venda com mídias online e offline além de uma definição completa do potencial cliente. "Definimos a persona de cada imóvel e trabalhamos para encontrar o cliente perfeito. A nossa plataforma tecnológica aprende com as estratégias e testes anteriores e permite que a próxima estratégia seja ainda mais direcionada para o potencial cliente", explica Rafael. A Benvenuto conta ainda com uma empresa de fotografia profissional parceira, que garante qualidade a todos os anúncios do site.

Expansão

Em janeiro de 2016 a startup recebeu investimento anjo do co-fundador Renato Jerusalmi, que aposta em outro diferencial competitivo da empresa: a Benvenuto retorna para o comprador e também para o vendedor 10% do valor da comissão líquida da empresa. Esse valor volta para o cliente através de um voucher de produtos da rede de parceiros da empresa.  Leia mais em exame 30/03/2016

Toshiba anuncia venda de 80,1% de sua linha branca para a gigante chinesa Midea

A Toshiba anunciou no final do dia 30 de março, a venda de 80,1% da sua linha branca de eletroeletrônicos domésticos e Toshiba Life Style para a gigante chinesa Midea, pelo valor de 53,7 bilhões de ienes.

A Toshiba vai continuar com a linha de aparelhos de TV e imagens, dentro dos 19,9%, para trabalhar na reconstrução financeira a fim de sair do vermelho. A Midea irá usar a marca global Toshiba por 40 anos.

Em abril de 2015 a Midea lançou sua panela de arroz de última geração para atender os japoneses, considerados consumidores exigentes. E na ocasião, a empresa chinesa declarou “nós queremos produzir produtos que possam ser vendidos no Japão”. E ela passou a focar seus produtos para o mercado japonês.

Do pioneirismo ao crescimento a nível global e escândalo financeiro

Em 1930, a Toshiba foi a primeira indústria japonesa a fabricar máquina de lavar roupa e geladeira. No pós guerra esses aparelhos se tornaram indispensáveis nos lares japoneses, em função do rápido crescimento econômico.

Desde o ano 2.000 a Toshiba tem migrado suas atividades para o exterior e hoje fabrica 90% de sua produção fora do Japão. Essa estratégia vinha funcionando bem até que, com o enfraquecimento do iene, as finanças da empresa igualmente se declinaram. Um escândalo financeiro veio à tona em 2015 colocando-a numa posição vulnerável. A Toshiba uma conversa com uma empresa turca e com a Midea em setembro do ano passado. Houve rumores para que a Toshiba se juntasse com a Sharp, entretanto, essa iniciou negociação com a taiwanesa Foxconn, ao invés de tentarem se reconstruir com a ajuda de um fundo.

Toshiba escolheu Midea sobre outros pretendentes porque “ela está disposta a assumir o negócio como está e ofereceu bons termos”, disse Satoshi Tsunakawa, vic-presidente da Toshiba. Midea espera alavancar a imagem de marca de alta qualidade da Toshiba, uma vez que bate os mercados do Sudeste Asiático, onde a demanda por eletrodomésticos vem crescendo. Apesar de ser apontada como a segunda maior produtora de linha branca do mundo, o grande volume de vendas da Midea está no mercado interno da China.

Haier, outra gigante chinesa adquiriu a Sanyo, em 2012, um braço da Panasonic. por Anna Shudo - Leia mais em IPC Digital 31/03/2016

EFG diz que aquisição do BSI está em andamento, vê sinergias

A EFG International disse que sua planejada aquisição do BSI, unidade de private bank do BTG Pactual, está a caminho de ser fechada no fim do ano e reiterou que vê sinergias de custos de cerca de 185 milhões de francos suíços (191,6 milhões de dólares) até 2019.

A EFG disse no mês passado que acertou o pagamento de 1,33 bilhão de francos suíços pelo BSI em um acordo que pode catapultá-lo para os cinco principais gestores de recursos do país para os mais ricos.

Em uma apresentação, o EFG disse que o banco combinado vai operar a principal plataforma bancária da EFG a partir de 2018.

A companhia registrou o valor contábil do BSI em 1,477 bilhão de francos sob o padrão IFRS. Além disso, afirmou esperar que a transação impulsione o lucro por ação a partir de 2018, excluindo custos de restruturação, com acréscimo de dois dígitos em 2019. (Por Michael Shields) Reuters Leia mais em yahoo 31/03/2016

Donos da JBS compraram Alpargatas com empréstimo da Caixa

Banco financiou 100% da operação

A J&F Investimentos, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, obteve um empréstimo de 2,6 bilhões de reais junto à Caixa para a compra do controle da Alpargatas, há quatro meses.

O empréstimo — que cobriu 100% do valor da compra — tem prazo de sete anos e carência de dois.
A informação deve surpreender muita gente porque, no mercado, acreditava-se que a J&F havia usado recursos do próprio caixa para fazer o investimento.

A J&F, que também controla a empresa de carnes JBS, comprou a Alpargatas — fabricante das sandálias Havaianas — do grupo Camargo Correa.

A holding dos Batista também procurou outros bancos, como Bradesco e Itaú, mas seu grupo econômico, que inclui a JBS, já estava com os limites comerciais tomados nestes bancos.

Participantes do processo de venda da Alpargatas dizem que o empréstimo ajudou a J&F a ganhar a disputa, que, sem a linha da Caixa, teria sido mais acirrada. Estavam interessados na Alpargatas os fundos Advent, Apex, Cambuhy, Carlyle, Gávea, GP Investimentos, KKR, Península, Rhone Capital e Tarpon.

Outro diferencial: a J&F não fez uma due diligence prévia na Alpargatas — o processo, comum em grandes aquisições, pelo qual o comprador tenta descobrir potenciais riscos ocultos na empresa e que, em geral, demora semanas.  Por: Geraldo Samor  Leia mais em veja.abril 31/03/2016  

Déficit dos fundos de pensão cresce 151%

O déficit dos fundos de pensão aumentou 151% em 2015. O sistema todo fechou o ano passado com rombo de R$ 77,8 bilhões, segundo levantamento da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), xerife do setor. Em 2014, o déficit acumulado do sistema foi de R$ 31 bilhões. De acordo com o órgão, 241 planos ficaram no vermelho em 2015.

Dez planos concentram 80% do déficit de todo o sistema, sendo nove patrocinados por empresas estatais, das quais oito são federais. Os três maiores – Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (Petrobrás) e Funcef (Caixa Econômica Federal) respondem por mais de 60% do rombo de todo o sistema. A Previ informou déficit de R$ 16 bilhões no ano passado e a Funcef, de R$ 13,2 bilhões. O rombo da Petros – que ainda não foi divulgado – deve chegar a R$ 20 bilhões.

Um plano de aposentadoria registra déficit quando os ativos não são suficientes para pagar os benefícios previstos até o último participante vivo do plano. A nova regulação não exige o equacionamento de todo o déficit. A norma em vigor permite que planos com população mais jovem tenham mais tempo para administrar os desequilíbrios.

A Previc calcula em R$ 39 bilhões o valor que deve ser equacionado pelos planos a partir de 2017, o que deve exigir contribuições extras de patrocinadores, participantes e assistidos. Em relação ao déficit acumulado de 2014, as novas regras diminuíram de R$ 23 bilhões para R$ 16 bilhões o valor que tem de ser coberto pelos fundos neste ano.

A indústria dos fundos de pensão é composta por mais de 300 entidades, que administram 1.122 planos de benefício. Juntas, elas detêm mais de R$ 700 bilhões em investimentos. Do total dos planos, 393 fecharam 2015 no azul, com saldo positivo de R$ 13,8 bilhões. Outros 488 terminaram o ano em “equilíbrio técnico”.
A Previc esclareceu que os números ainda são preliminares e podem variar em razão da precificação dos títulos públicos federais atrelados a índices de inflação que compõem a carteiras dos planos. O impacto desse ajuste – que só acabará em julho deste ano – deve ser positivo, o que reduzirá o déficit em cerca de R$ 5 bilhões, segundo estimativa do órgão.

Contexto. O resultado de 2015, segundo a Previc, reflete o “contexto econômico adverso”, sobretudo para os investimentos em ações e crédito privado, relacionados ao desempenho da economia e do mercado financeiro.

O principal índice de mercado de ações de São Paulo, o Ibovespa, caiu mais de 10% em 2015. A Previc também destaca outros dois pontos: o impacto negativo da alta inflação (o índice oficial fechou 2015 em 10,67%), que corrige as reservas matemáticas e aumenta as metas nominais de rentabilidade das carteiras, e o aumento da longevidade da população.

“Sob a óptica de supervisão prudencial, a apuração dos resultados exige atenção, mas não indica comprometimento da solvência agregada do sistema, que segue sob rígido acompanhamento da Previc”, diz a superintendência. No entanto, casos de fraude e má gestão motivaram a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados, para apurar irregularidades dos fundos ligados às estatais.

Exemplo de investimento sob suspeita que reúne os maiores fundos de pensão do País é a Sete Brasil, empresa criada para fornecer sondas para Petrobrás. Previ, Petros e Funcef são sócios da companhia, que está à beira de pedir recuperação judicial. O Estado de S.Paulo - Leia mais em abinee 31/03/2016

Lucro das empresas de capital aberto caiu 87,2% em 2015

Vale: o setor minerador no Brasil está representado principalmente pela Vale, que liderou a lista de maiores perdas anuais, com um prejuízo de US$ 44,212 bilhões

O lucro líquido das empresas de capital aberto do Brasil caiu 87,2% em 2015, lastrado principalmente pela mineradora Vale, a Petrobras e a Eletrobras, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira pela consultoria Economática.

O lucro das 297 companhias brasileiras com ações cotadas na bolsa de São Paulo somou R$ 14 bilhões em 2015, frente aos R$ 109,8 bilhões no ano anterior.

Excluindo Petrobras, Vale e Eletrobras, os lucros das companhias ano passado chegou a R$ 107,4 bilhões, o que representa uma queda de 19,5% em relação a 2014, quando o lucro foi de US$ 133,5 bilhões.

Dos 24 setores listados, dez tiveram prejuízo em 2015 e entre eles se destacou o da mineração, que fechou o ano com um resultado negativo de US$ 45,1 bilhões.

O setor minerador no Brasil está representado principalmente pela Vale, a maior exportadora de ferro do mundo, e que liderou a lista de maiores perdas anuais, com um prejuízo de US$ 44,212 bilhões.

Atrás ficou a Petrobras, com prejuízo de R$ 34,836 bilhões, o pior ano de sua história.

Protagonista de um gigantesco escândalo de corrupção, a empresa atravessa uma crise, causada tanto pela queda internacional do preço do petróleo quanto pela forte desvalorização do real em relação ao dólar em 2015, o que piorou sua dívida.

A Eletrobras, por sua vez, teve perdas de US$ 14,441 bilhões.

O prejuízo acumulado de Vale, Petrobras e Eletrobras em 2015 foi de R$ 93,4 bilhões, quase quatro vezes pior que as perdas de 2014, de R$ 23,6 bilhões.

Apesar da crise aguda que o Brasil atravessa o setor bancário, composto por 25 instituições, aumentou seu lucro em 28,3%, dos R$ 54,9 bilhões em 2014 para R$ 70,5 bilhões em 2015. EFE  Leia mais em Exame 31/03/2016

GP reduz valor de empresa investida

Com a piora nos resultados das companhias em meio à retração econômica, a gestora de fundos GP Investimentos registrou uma redução de US$ 21,8 milhões no valor das participações que detém em empresas de capital fechado. Os ajustes e uma despesa financeira relacionada a empréstimos para a San Antonio, problemática empresa do portfólio da gestora que atua na indústria de óleo e gás,
levaram a GP a apresentar prejuízo de US$ 46 milhões no quarto trimestre do ano passado e de US$ 67,3 milhões em 2015.

Os ajustes no valor das participações foram feitos após uma revisão nos modelos de fluxo de caixa descontado usados para avaliar as companhias de capital fechado, segundo a GP.

A maior redução, de US$ 16,5 milhões, ocorreu na rede de varejo de produtos esportivos Centauro. A participação da GP na empresa passou a valer US$ 38,3 milhões, o equivalente a 60% do capital investido pela gestora. No ano passado, as vendas das lojas físicas da rede caíram 6%, enquanto as vendas online cederam 9%.

A Beleza Natural, rede de salões de beleza e cosméticos, apresentou um aumento de 8% na receita em 2015, mas as vendas caíram no conceito mesmas lojas, que não consideram as unidades abertas ao longo do ano passado. A GP atribuiu o resultado à canibalização das novas lojas e à crise econômica. O ajuste reduziu a avaliação da participação de US$ 14,1 milhões para US$ 13,2 milhões.  O novo valor representa 80% do capital investido na companhia.

Outro impacto negativo relevante no balanço da GP veio do resultado financeiro, após a gestora reduzir em US$ 16,7 milhões o valor que espera recuperar em empréstimos à San Antonio, que presta serviços para a indústria de petróleo. A gestora já havia reduzido para zero o valor atribuído à companhia em 2014. A GP encerrou o ano passado com patrimônio líquido de US$ 308,8 milhões, uma queda de 15% em relação ao terceiro trimestre e de 27% na comparação com dezembro de 2014. Por Vinícius Pinheiro Fonte: Valor Econômico Leia mais em sinicon 31/03/16

30 março 2016

Startup de US$ 45 bilhões compra 55 empresas para mudar de estratégia

Nova investida estratégica da marca é a entrada do mercado de aparelhos do dia-a-dia

A startup chinesa Xiaomi, 2ª maior startup do mundo, avaliada em US$ 45 bilhões, está deixando de ser apenas uma empresa de smartphones, tablets e TVs e se movendo cada vez mais no mundo dos gadgets para o cotidiano – onde já tinha presença com purificadores de ar, por exemplo.

De acordo com o site americano TechInsider, a empresa agora está desenvolvendo panelas de arroz, que estão custando algo em torno de US$ 150 – 40% mais baratas que as japonesas top de linha, segundo a companhia. Trata-se do primeiro produto no novo “Mi Ecosystem”, que investiu em mais de 55 companhias para produzir uma nova linha de acessórios para o seu dia-a-dia.

A Xiaomi um dia figurou como a verdadeira concorrência que poderia tirar o posto de liderança da Apple e da Samsung – no desenvolvimento de smartphones – na China. A companhia produzia aparelhos top de linha, mas os vendia pela metade do preço de seus rivais, o que a garantiu o posto de número 1 de vendas de aparelhos celulares em solo chinês.

Mas na realidade, a única que a Xiaomi estava de fato assustando era a Samsung, que ainda assim continua pagando a conta por ter aparelhos Androids, que sofrem com similares mais baratos de se produzir e vender. A Apple tinha uma vantagem intangível: o iOS.

De acordo com o Bloomberg, o cenário agora não é dos melhores para a Xiaomi, uma vez que o número de vendas – bandeira levantada pela empresa – anda cambaleando. Em termos de hardware, os aparelhos da marca são facilmente desenvolvidos; falando de software… Bem, não há nenhum prospecto para que a empresa lance o próximo iOS.

A resposta diante de tudo isso? Bem, uma panela de arroz.POR LUCAS BICUDO Leia mais em starse.infomoney 30/03/2016

Cemig focará negócios principais e avalia desinvestimento

A elétrica Cemig vai passar a focar sua atuação nos negócios que considera prioritários e avaliará desinvestimentos de ativos, principalmente os que não fazem parte do "core business" e aqueles nos quais a empresa não possui capacidade de gestão, afirmaram executivos da companhia em teleconferência com investidores nesta quarta-feira.

Os principais objetivos da nova estratégia, que está em fase de finalização, são a redução do endividamento, neste momento, e a melhoria do retorno dos investimentos no futuro.

Atualmente, a Cemig atua em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além de outros negócios como distribuição de gás natural, por meio da subsidiária Gasmig, telecomunicações (Cemig Telecom) e projetos de eficiência energética, com a controlada Efficientia.

"Isso vai gerar uma eficiência futura de resultados... a nova estratégia busca concentrar nossos esforços nas atividades núcleo... que sempre viabilizaram um grande resultado... realizando desinvestimentos em atividades que não são as principais... é importante para a desalavancagem da companhia", disse o presidente da Cemig, Mauro Borges.

A declaração foi dada após a companhia reportar queda de 73 por cento no lucro líquido do quarto trimestre de 2015, ante o mesmo período do ano anterior, em meio a um cenário de queda na demanda por energia.

Borges não especificou quais ativos poderiam ser vendidos.

O diretor de Finanças da Cemig, Fabiano Maia Pereira, por sua vez, disse que o plano de revisão do portfólio será levado para avaliação do Conselho de Administração da empresa.

"Buscaremos estar em ativos e empresas em que nós tenhamos capacidade de gestão. Essa á a principal diretriz que estamos levando para o Conselho como proposta... e a partir dos ativos que não tenham essas características, vamos trabalhar para fazer o desinvestimento necessário", disse.

A dívida líquida da Cemig fechou 2015 em 11,7 bilhões de reais, dos quais 6,3 bilhões teriam vencimento em 2016.

A alavancagem atingiu uma relação de 2,4 vezes entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).

Dívidas em renegociação

A Cemig tem trabalhado para renegociar prazos e também para reduzir custos de suas dívidas, principalmente aquelas que vencem neste ano.

A maior parte das operações mais próximas do vencimento é relacionada à Cemig-D, braço de distribuição do grupo.

Segundo o diretor financeiro, havia dificuldade em renegociar os empréstimos da distribuidora devido ao final de sua concessão, que foi renovada no final de 2015 por um período de 30 anos.

"Isso está permitindo que a gente faça algum alongamento... no caso da Cemig-D, principalmente... quase que a totalidade já foi rolada. O que não for rolado aí será pago durante o ano", afirmou.

Devido ao elevado patamar dos juros atualmente, a Cemig tem negociado com os credores cláusulas que permitem uma futura recompra da dívida.

"Isso permite que, se o cenário melhorar nos próximos meses, a gente consiga recomprar, substituindo por uma dívida mais barata", disse o diretor financeiro.

Ele também afirmou que a elétrica tem negociado com seus parceiros financeiros o alongamento de um empréstimo de 1,4 bilhão de reais tomado pela empresa em 2015 para pagar o bônus de outorga de 18 hidrelétricas arrematadas em leilão.

Essas usinas, que pertenciam à Cemig, chegaram ao final do período de concessão e foram relicitadas pelo governo federal com um bônus de outorga de 2,2 bilhões de reais.

"Estamos construindo junto com nossos consultores o modelo de alongamento do 1,4 bilhão e de captação dos 800 milhões restantes, mas ainda não tem uma estruturação fechada", disse Pereira. Reuters Leia mais em exame 30/03/2016

Totvs lista oito tecnologias que mudarão o mundo até 2020

AI, blockchain e impressora 3D estão entre as inovações que transformarão o comportamento das pessoas nos próximos anos

Todos os dias surgem novas tecnologias. Algumas são adotadas em grande escala assim que chegam ao mercado, enquanto outras passam por um tempo de maturação. Independentemente do caminho percorrido até à sua ampla adoção, elas com certeza irão transformar o dia a dia das pessoas e das empresas ao simplificar rotinas ou modificá-las completamente.

Diante desse cenário de mudanças, o Totvs Labs, laboratório de pesquisa e inovação que a provedora brasileira de ERP no Vale do Silício, elencou oito tecnologias disruptivas que irão modificar todas ou quase todas as indústrias e, consequentemente, o comportamento dos seres humanos até 2020. Algumas deles foram apontadas também em recente estudo recente da Deloitte.

1. Inteligência Artificial. Essa tecnologia é a primeira grande aposta, tanto que muitos esforços do laboratório em Mountain View foram direcionados para desenvolver soluções relacionadas a ela. Para a Totvs, o futuro será formado pela combinação de software (apps), dados e inteligência artificial, o que modificará todos os segmentos de mercado e simplificará a tomada de decisões. Setores como saúde, serviços financeiros, manufatura, varejo e outros serão profundamente transformados por esta combinação.


2. Bitcoins & Blockchain. Semelhante a um livro de registro virtuais, o Blockchain é uma base de dados de transações distribuída criada para dar segurança ao uso das moedas virtuais, os Bitcoins. A tecnologia por trás do Blockchain impossibilita o uso de uma mesma moeda mais de uma vez, garantindo assim, a transparência e a segurança das transações, independentemente da moeda de valor utilizada. A ferramenta soluciona um problema antigo do mercado financeiro: registrar ativos, mantê-los atualizados e disponibilizá-los aos órgãos reguladores, e deve modificar todo o setor. A Nasdaq, por exemplo, já utiliza Blockchain para armazenar informações sobre os ativos de algumas empresas listadas no seu mercado de ações, como a Amazon e a Apple. No futuro próximo, diversas aplicações utilizarão o blockchain como este livro distribuído para registro de ativos e contratos.

3. Impressora 3D. Criada em 1984, a impressora 3D vem sendo fortemente adotada nos últimos anos. Além de imprimir artigos para uso pessoal, a ferramenta modifica os processos de diferentes setores, como a medicina. Entre os destaques está a bioimpressão de membros do corpo humano para próteses ou transplantes. Outro segmento promissor para a ferramenta é a manufatura. Algumas empresas, lideradas pelas indústrias aeronáuticas e de máquinas, já estão desenvolvendo peças por meio da adição de material, camada por camada. O processo conhecido como manufatura aditiva permite, por exemplo, fabricar peças com geometrias extremamente complexas, sendo uma opção para etapas complicadas da produção. Empresas como Nike e Adidas já anunciaram a produção de tênis utilizando impressoras 3D.


4. Carros autônomos. Além de modificar a experiência de locomoção do consumidor, os carros sem motoristas impactarão a atuação das montadoras e o planejamento do trânsito nas cidades e rodovias. Atualmente, há uma corrida maluca entre as montadoras para ver quem lança o primeiro carro autônomo. O prazo final proposto por elas é 2020, porém, a adoção em massa dos veículos deve acontecer somente a partir de 2025, quando a tecnologia terá a um preço acessível. O futuro é tão promissor, que a IHS Automotive, consultoria do mercado automobilístico, acredita que em 2050 ninguém mais precisará colocar as mãos no volante de um automóvel. Atualmente empresas como Tesla e Google já possuem a tecnologia que permite que o carro dirija automaticamente sem a interação humana.

5. Robótica. Uma das mais conhecidas entre as oito tecnologias elencadas pelo TOTVS Labs, a robótica engloba diferentes formas de automatização, incluindo tarefas físicas, intelectuais e serviços de atendimento ao cliente. Segundo a consultoria Forrester, até 2019, 25% das tarefas em todas as indústrias serão transformadas pelo avanço dos robôs. Por outro lado, eles contribuirão para o surgimento de novas categorias profissionais, cada vez mais estratégicas. Um exemplo bem atual é o atendimento automatizado ao cliente nos Contact Centers.

6. Realidade Virtual e Realidade Aumentada. Essas tecnologias permitem ao usuário interagir, em tempo real, com um ambiente tridimensional gerado por computadores por meio de dispositivos multissensoriais. Atualmente, já estão presentes em simuladores de voo e de direção, nas autoescolas. Em breve, esses simuladores chegarão a diversos outros mercados, conferindo uma melhor experiência ao usuário e simplificando, por exemplo, a manutenção em plantas industriais, a visitação a pontos turísticos e históricos e o aprendizado de determinados procedimentos cirúrgicos. Setores de educação e turismo devem ser fortemente transformados com o uso de Realidade Virtual e Aumentada.

7. Biotecnologia. É uma grande promessa para resolver desafios globais, oferecendo novos potenciais para o atendimento da demanda mundial por alimentos, nutrição animal, combustível, materiais, entre outros, e reduzindo, ao mesmo tempo, o impacto no meio ambiente. A adoção na indústria farmacêutica permitiu o desenvolvimento de medicamentos mais eficientes e adequados a cada paciente e, em breve, possibilitará novas abordagens no tratamento, no diagnóstico e na prevenção de doenças. Já no setor têxtil, possibilita a criação de tecidos inteligentes, como o feltro que não pega fogo e carpetes que eliminam a poeira.

8. Computação, Redes e Internet das Coisas. O número de computadores em redes e a possibilidade de trocar informações entre eles já começou a mudar as rotinas nas organizações. A Internet das Coisas, por exemplo, conecta dispositivos e máquinas aos sistemas de gerenciamento centralizados, permitindo uma troca de dados entre eles e facilitando, por exemplo, o controle de entregas na área logística. Além disso, essa tecnologia irá simplificar o mapeamento das áreas agrícolas das plantações por meio de dispositivos móveis, como drones.

Cada uma dessas tecnologias ou a combinação entre duas ou mais delas impactarão o mundo nos próximos anos. Algumas já serão usadas em grande escala ainda em 2016, mas a maioria delas modificará as rotinas de grande parte das pessoas e empresas nos próximos cinco anos. Além disso, o impacto em determinadas indústrias ocorrerá mais rapidamente, pois uma das características comum destas tecnologias é o seu avanço exponencial.

“A revolução que vamos vivenciar nos próximos anos terá um impacto maior até mesmo do que a revolução industrial. A estimativa é que nos EUA 47% das profissões atuais não existam nos próximos 10 anos. No Brasil, algo muito similar deve acontecer. Por outro lado, novos empregos vão surgir. O mais importante, diante de todas essas mudanças, é estar preparado para as transformações que estão por vir, pois, mais cedo ou mais tarde, uma dessas tecnologias, ou várias delas, impactarão parte da sua empresa ou até mesmo sua rotina pessoal”, afirma Vicente Goetten, diretor do Totvs Labs. Leia mais em computerworld 30/03/2016

Foxconn adquire Sharp por US$ 3,5 bilhões buscando fortalecer parceria com a Apple

No começo do ano vimos a notícia de que Foxconn poderia adquirir a Sharp por US$ 5,1 bilhões. Depois de várias negociações a compra finalmente foi concretizada, mas apenas dois terços da empresa japonesa foi adquirida, o que fez o valor total da compra fica em US$ 3,5 bilhões. Foxconn alegou que “a deterioração do ambiente de negócios de soluções de energia", a "falta de previsão na resposta às mudanças do mercado" e a "inadequação em lidar com quedas de preços" acabou reduzindo o valor investido na Sharp.

O acordo é visto como uma grande vitória para a Foxconn, que quer elevar-se mais acima na cadeia de tecnologia movendo-se de uma "simples" montadora para uma parte vital da cadeia de abastecimento. Sharp é responsável por grande demanda de monitores LCD para smartphones e tablets, o que tornaria a Foxconn mais produtiva e independente no mercado.

Com a aquisição, a Foxconn está bem posicionada para negociar com a Apple para a produção de tela dos futuros iPhones, onde as duas empresas já contam com grande parceria há anos. Fora de seus negócios com a Apple, Foxconn também poderá fornecer componentes para outras empresas locais, que busquem não apenas um menor custo de produção, mas um grande fortalecimento no setor. Além disso, a taiwanesa poderá ampliar sua oferta de produção de componentes num momento-chave, quando a Apple está considerando adotar displays OLED nos iPhones.

Mesmo com todas as vantagens que a Sharp pode trazer para Foxconn, essa compra poderá ser arriscada para a fabricante taiwanesa, já que a empresa japonesa registrou uma perda de US$ 1,5 bilhão em 2015. E os resultados para o começo de 2016 não são animadores, com uma perda operacional de US$ 224 milhões. Será que a Foxconn reverterá esse quadro? Leia mais em tudocelular 30/03/2016

Como o Google ganha dinheiro?

O site de buscas, o email e os mapas são de graça; o lucro vem de anunciantes.

O Google sempre foi usado como site de buscas sem cobrar nada. Então, como conseguiu tanto lucro?

Em fevereiro de 2016, o Google ultrapassou, por um breve período, a Apple e se transformou na companhia mais valiosa do mundo alcançando um valor de mercado de mais de US$ 500 bilhões.

Este número não surpreende já que a gigante do setor de tecnologia registrou lucros de US$ 75 bilhões apenas em 2015. Isto é cerca de US$ 2,4 mil por segundo. No entanto seu serviço principal, o de buscas, é grátis. Com isso surge a pergunta: como a Google ganhou todo este dinheiro?

De acordo com o relatório Anual de 2015 da empresa, dos US$ 75 bilhões em lucros registrados em 2015, US$ 23 bilhões foram de lucros operacionais.

A gigante da tecnologia ganhou US$ 67,4 bilhões em 2015 apenas em lucros com propaganda. Destes US$ 67,4 bilhões, US$ 52,4 bilhões foram com anúncios nos websites do Google e US$ 15 bilhões foram graças a anúncios servidos pelo Google em outros sites.

Outros US$ 7,2 bilhões vieram de outras fontes. A maior parte do dinheiro veio dos Estados Unidos, US$ 34,8 bilhões. Do resto do mundo vieram US$ 33,1 bilhões para os cofres da Google e US$ 7,1 bilhões vieram apenas da Grã-Bretanha.

Busca por lucros

Desde seu lançamento em 1998, a Google cresceu muito em termos de lucros e também no número de produtos que oferece.

Em 2004, a Google lançou o Gmail, seu serviço de email. No ano seguinte, em 2005, a gigante de tecnologia transformou o mapeamento digital em algo próximo de todos com o Google Maps.

Em 2006, o império se expandiu com a compra do YouTube por US$ 1,65 bilhão. Em 2008, a empresa lançou o seu próprio navegador, o Chrome. No mesmo ano, a companhia lançou o Android, sistema operacional para celulares. No ano de 2012, a Google lançou a loja de aplicativos Google Play.

Jeito com as palavras

A Google consegue a maior parte de seus lucros com a venda de oportunidades de propaganda nas páginas de busca que muitos de nós usamos. Os anunciantes fazem propostas para ter seus produtos ou serviços mostrados nas páginas de resultados de consultas para buscas relevantes.

Uma combinação do tamanho da oferta e a qualidade de um potencial anúncio influencia a posição em que o anúncio vai aparecer: quanto mais para cima na página, maiores as chances de um usuário ver.

Para estimular práticas eficientes de licitação, a Google usa o sistema de leilão Vickrey. Os autores das propostas não sabem como são as ofertas dos outros. Quando todas as ofertas chegam, ganha o melhor anunciante, mas na realidade ele paga o preço mandado pela segunda melhor proposta. Mas isto não é tudo.

A Google também leva em consideração a relevância da página de destino do anunciante para a busca, privilegiando a maior especificação do produto oferecido.

Por exemplo: se um anunciante tem uma página que é totalmente sobre seguro de carros, teria que fazer uma oferta menor para aparecer no topo dos resultados de publicidade paga quando o usuário googlar "seguro de carros" do que um anunciante que tem uma página sobre seguros em geral. O Google chama isso de "nível de qualidade".

Cada clique conta

A atração do serviço para os anunciantes é que eles podem dirigir a publicidade aos usuários da Google que já expressaram seu interesse no que o anunciante vende e ignorar os usuários que não têm interesse no produto.

E isto é conhecido como publicidade contextual. Além disso, os anunciantes só tem que pagar a Google depois que alguém realmente clicar em uma das propagandas e podem estabelecer orçamentos para limitar os gastos mensais.

O Adwords, lançado no ano 2000, continua sendo a fonte primária de lucros da Google. Mas a Google também ganha dinheiro com publicidade quando você não está em um de seus sites.
A rede de Adsense da gigante de tecnologia coloca propagandas em sites associados - desde blogs até os principais produtores de conteúdo - e o Google fica com uma parte dos lucros. Leia mais em g1.globo 30/03/2016

Avianca Holdings e Avianca Brasil querem fusão o quanto antes, diz CEO

O principal acionista da companhia aérea Avianca e presidente do Conselho da empresa, Germán Efromovich, disse que buscará concretizar o mais cedo possível a fusão entre a Avianca Holdings e a Avianca Brasil, que opera no mercado doméstico brasileiro.

Efromovich afirmou ainda que a Avianca Holdings definirá em abril um plano para postergar o recebimento de novos aviões com os quais se comprometeu, em meio à debilidade da demanda aérea na América Latina. (Por Felipe Iturrieta e Antonio de la Jara)Reuters Leia mais em R7 em 30/03/2016

Briga na passarela: ex-donos da Restoque decidem se rebelar

Desfile da Rosa Chá: o acordo dentre fundos que eram sócios de Restoque e Dudalina durou pouco mais de um ano

Brigas entre sócios foram o maior entrave ao sucesso dos grandes grupos de moda criados no Brasil na última década. Havia algo em comum em todas as brigas — os incomodados eram sempre os estilistas. Grupos como Inbrands, Restoque e AMC Têxtil foram formados com a fusão de diversas marcas, sob a liderança de um fundo de investimento ou uma grande empresa do ramo.

Meses depois dessas fusões, os fundadores das marcas estrilavam sob o jugo de seus novos “chefes” — e essas desavenças consumiam meses e meses até ser resolvidas, normalmente com a saída do briguento. Aos trancos e barrancos, alguns desses grupos conseguiram se tornar, de fato, gigantes da moda.

O maior deles é a Restoque, que reúne marcas como Dudalina, Le Lis Blanc e Rosa Chá e fatura mais de 1 bilhão de reais por ano — e que, ironicamente, é hoje ameaçada por outro tipo de briga. Mais precisamente, uma discretíssima guerra de fundos de investimento pelo controle da empresa.

A Restoque ganhou a cara que tem hoje por iniciativa de três fundos. Obrasileiro Artesia comprou a Restoque em julho de 2007 e, em abril de 2008, colocou a empresa na bolsa. No fim de 2014, a empresa deu um salto após uma fusão com a rede de vestuário Dudalina, então controlada pelos fundos americanos Advent e Warburg Pincus.

Como a Dudalina era a maior das duas, os fundos americanos tornaram-se os maiores acionistas da empresa resultante da fusão, formando um bloco com 42% do capital que, na prática, passou a dar as cartas. Os dois principais sócios do Artesia, Marcio Camargo e Marcelo Lima, passaram a ter participação direta na empresa. Ficaram, juntos, com 14% das ações.

Apesar da menor participação, ficaram com a presidência do conselho. O arranjo funcionou por pouco mais de um ano. Até que os sócios do Artesia partiram para o que os outros fundos chamam de tentativa “hostil” de tomar o controle da Restoque de volta.

Em janeiro, quando o valor de mercado da Restoque atingiu seu ponto mais baixo, o Artesia começou a comprar ações da empresa. Discrição era fundamental, já que os demais acionistas poderiam decidir comprar também e atrapalhar os planos. O Artesia destacou, então, a gestora paulista Fama para fazer as aquisições em seu nome.

Aos poucos, Camargo e Lima compraram quase todas as ações da Restoque em circulação. Hoje, os dois têm, juntos, 42,6% das ações. Na assembleia de acionistas prevista para abril, pretendem eleger uma nova chapa para o conselho de administração. Na prática, eles querem mandar de novo, e numa empresa muito maior do que aquela que controlavam. Para se defender, Advent e Warburg Pincus compraram mais 1% das ações cada um. Assim, continuam maiores do que os sócios do Artesia.

Nova gestão

A insatisfação de Camargo e Lima com seus sócios americanos começou quase imediatamente após a fusão. Em seguida ao fechamento do negócio, o conselho de administração da Restoque foi ampliado de cinco para nove integrantes e foram criados comitês para fiscalizar a diretoria.

Um baque para quem estava acostumado a mandar. De acordo com executivos que participaram da transição, os fundos americanos tomaram algumas me­didas que pioraram o clima entre os sócios. Um motivo de estresse foi a descoberta de que o avião de Camargo estava registrado em nome da Res­toque, que arcava com as despesas.

O desempenho da empresa depois da fusão não ajudou nada. Enquanto procurava um novo presidente, a Restoque nomeu Claudio Roberto Ely, então conselheiro da Dudalina, como interino. Aos 66 anos, Ely tinha no currículo a extraordinária expansão da rede de farmácias Drogasil, mas não teve tempo de fazer nada na Restoque.

Deixou o cargo em outubro, quando o conselho contratou Paulo José Soares, que vinha da Lojas Renner, para assumir a presidência. Enquanto isso, os resultados só pioraram. As vendas de Dudalina e Le Lis Blanc, principais marcas da empresa, caíram 14,9% e 11,8% no quarto trimestre de 2015, respectivamente.

A Restoque teve prejuízo de quase 22 milhões no ano passado, em comparação com o lucro de 78 milhões em 2014. As ações da companhia, que chegaram a valer quase 10 reais imediatamente após a fusão, caíram para 1,7 real em janeiro. O trabalho para a integração das redes nem sequer começou.

Diante dos maus resultados, Soares e sua nova diretoria pediram ao conselho que aprovasse uma nova capitalização de cerca de 400 milhões de reais. A dívida da companhia, de quase 700 milhões de reais, representa cerca de três vezes sua geração de caixa — patamar que poderia ser considerado saudável não fossem o tamanho da taxa de juro no Brasil de hoje e a perspectiva de vendas cada vez menores no varejo.

A proposta de capitalização rachou os sócios de vez. Advent e Warburg Pincus defenderam a ideia, mas sugeriram um aporte de 200 milhões a 300 milhões de reais. Em vez de aceitar o aumento de capital, os sócios do Artesia decidiram usar o dinheiro para recomprar ações na bolsa. Venderam a participação que detinham num banco na Flórida, o C1 Bank, e foram às compras na bolsa.

Praticamente acabaram com as ações em circulação no mercado — que hoje representam apenas 6% do total, sendo que metade disso pertence à gestora Fama. Depois das compras, as ações da Restoque valorizaram quase 300%. Artesia, Advent, Warburg Pincus e Restoque não quiseram dar entrevista.

Marcio Camargo e Marcelo Lima fizeram carreira em bancos de investimento e ganharam notoriedade ao entrar para o mundo dos fundos de private equity — que compram participações ou o controle de empresas. Ajudaram a levar empresas como a incorporadora Abyara e a fabricante de refrigeradores Metalfrio para a ­bolsa durante a euforia de 2007.

A ­Restoque foi, depois do sucesso inicial, uma fonte inesgotável de dores de cabeça para o Artesia, que não encontrou um modelo de negócios que conciliasse crescimento e rentabilidade. Enquanto isso, a dívida crescia a pata­mares desconfortáveis.

Em 2014, quando chegou a 400 milhões, o Ar­tesia começou a buscar uma saída. Iniciou conversas para uma fusão com a Inbrands, dona das marcas Richards e VR, mas não houve acordo. A fusão com a Dudalina ajudou a resolver — brevemente, hoje se sabe — o pro­blema do endividamento.

O que os sócios do Artesia querem, além de tomar o controle da Restoque de volta? Qual é seu plano? Segundo conselheiros ouvidos por EXAME, ­ainda não ficaram claras as reais di­vergências de visão dos sócios na condução da empresa.

Em 10 de março, na primeira reunião de conselho após a recomposição da base acionária, os sócios do Artesia aprovaram, com o apoio da maioria dos conselheiros, a destituição do vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores, Marcelo Ribeiro. De acordo com executivos que participaram da reunião, Camargo “pediu a cabeça” de Ribeiro.

Após a reunião, Lucas Melo, conselheiro independente da companhia e cujo voto definiu a saída do diretor financeiro, renunciou ao cargo. As baixas não foram comunicadas ao mercado. No dia 17 de março, a Restoque apresentou os resultados do último trimestre de 2015, e a cúpula da empresa não mencionou as tensões entre os sócios. Mas que o clima está tenso, está.Ana Paula Ragazzi, da Revista EXAME Leia mais em exame 28/03/2016

Light tem três interessados na Renova

A Light está negociando com três interessados em assumir a fatia de 15,9% que a companhia possui na Renova Energia, geradora de energia renovável (eólica e solar). Segundo a presidente da elétrica, Ana Marta Veloso, já existem pré-acordos assinados com as três proponentes.

"O que tem na mesa hoje é a nossa venda da Renova. A operação com a SunEdison não foi bem sucedida e a gente está com o ativo à venda", disse ontem a executiva, em sua primeira teleconferência de resultados com analistas e investidores, após assumir o cargo em dezembro. Ela, no entanto, não descartou a possibilidade de vir a negociar os demais ativos de geração da empresa, como a participação na hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Segundo Ana Marta, a empresa também está em negociações preliminares com bancos para estruturar nova operação financeira, ainda sem prazo definido.

Com relação à distribuição de energia, principal negócio da Light, a empresa está reestruturando o seu programa de combate a perdas de energia. O objetivo, segundo Ana Marta, é readequá-lo ao novo cenário do setor, caracterizado pelo aumento da inadimplência e queda da renda das famílias, à reboque da crise econômica.

Na nova versão do programa, a empresa vai ampliar ações de investigação e fiscalização de furto e fraude de energia, em detrimento à adoção de novas tecnologias. A expectativa é instalar apenas 70 mil medidores eletrônicos em 2016. A ideia também é estender as ações, antes concentradas em áreas de baixa renda, para a região central e a Zona Sul da capital fluminense. Apesar de terem índice de perdas mais baixo, essas áreas têm maior potencial de recuperação de receitas e incorporação de receitas futuras.

Com relação ao pedido de revisão tarifária extraordinária feito à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a executiva disse que a empresa possui fortes argumentos para obter o aval da autarquia. Caso a agência aprove a medida, porém, Ana Marta explicou que não será um processo rápido, pois terá que ser revisitada a base de ativos da empresa.

Questionada por analistas sobre a projeção do mercado da Light para este ano, a executiva afirmou que a companhia prevê uma queda da ordem de 3% da demanda no primeiro trimestre de 2016, ante igual período de 2015. Para todo o ano de 2016, a empresa estima um mercado um pouco abaixo que o observado no ano passado.   - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 30/03/2016 

Abilio Diniz eleva participação no Carrefour para 8,05%

Carrefour: participação de Abilio Diniz no grupo subiu de 5,1% para 8,05%, refletindo, segundo o empresário, sua "confiança na empresa".

O empresário Abilio Diniz elevou sua participação no conglomerado varejista francês Carrefour, de 5,1% para 8,05%, por meio de sua firma de investimentos Península Participações.

"Esse investimento está em linha com a estratégia de longo prazo da Península e reflete sua confiança na empresa e no potencial de crescimento do grupo Carrefour", afirmou a holding company em comunicado divulgado nesta quarta-feira.

A Península já havia anunciado a intenção de elevar sua fatia no Carrefour, que é a segunda maior varejista mundial em vendas após o Walmart, com uma capitalização de mercado de cerca de 17,62 bilhões de euros (US$ 20 bilhões).

Por volta das 4h50 (de Brasília), as ações do Carrefour subiam quase 2,5% na Bolsa de Paris.

A firma de investimentos de Diniz tem cerca de US$ 3,4 bilhões em ativos sob sua administração, incluindo a participação no Carrefour, a BRF e imóveis.

Diniz, que também é presidente do conselho de administração da BRF, comandou no passado o Grupo Pão de Açúcar (GPA), maior varejista do Brasil, hoje controlada pelo Casino Guichard-Perrachon, um dos principais concorrentes do Carrefour na França.

Diniz renunciou à presidência do GPA em 2013, após entrar em conflito com o Casino por tentar rever um acordo, de 2005, que previa a transferência do controle do grupo.

O Casino assumiu o comando do GPA, como previa o acordo, depois de uma tentativa fracassada de Diniz de unir as operações do grupo às da subsidiária brasileira do Carrefour. Fonte: Dow Jones Newswires. Estadao Leia mais em exame 30/03/2016


Ofertas para compra do Yahoo se encerram em duas semanas

O prazo para que os interessados em fazer uma oferta pelo Yahoo se encerra no dia 11 de abril, dando aos potencias compradores apenas duas semanas para apresentar suas propostas para a empresa.

O Yahoo enviou cartas aos potenciais compradores pedindo-lhes para listar quais partes da empresa que estão interessados e quanto eles estão dispostos a pagar. Além disso, a companhia também quer saber detalhes como a forma de financiamento do negócio e processos de aprovação interna para fechar a aquisição.

Há cerca de 40 empresas que assinaram acordos de confidencialidade com o Yahoo, sendo que os principais compradores frequentemente mencionados são grandes empresas de comunicação como a Verizon e a AT&T, além de firmas de private equity como TPG e KKR.

A Microsoft também está interessada na venda do Yahoo e irá apoiar financeiramente as empresas de private equity que possam estar interessados em um acordo para o principal negócio da companhia de internet. O Yahoo está pedindo US$ 10 bilhões para o seu core business. Leia mais em olhar.digital 29/03/2016

Intralinks adquire companhia de infraestrutura em nuvem Verilume

A Intralinks Holdings, fornecedora de soluções de colaboração corporativa, anunciou a aquisição da Verilume, empresa de infraestrutura em nuvem sediada em Boston (EUA). A transação, cujo valor não foi revelado, é parte da estratégia da Intralinks para fornecer aos clientes soluções de colaboração de conteúdo, atendendo aos rigorosos requisitos de governança de dados e de segurança globais.

Em comunicado, a empresa diz que a Verilume reduz a complexidade de implementar e gerenciar ambientes de nuvem distribuídos para entregar processamento e localização de dados no país ou região. "Há três anos, a Intralinks observou a mudança na regulação da privacidade de dados e percebeu que as multinacionais enfrentariam grandes desafios na soberania de seus conteúdos mais sensíveis. A aquisição da Verilume amplia a visão estratégica em acelerar a entrega de novos recursos ao mercado, focados em resolver preocupações de conformidade e governança", analisa Ron Hovsepian, presidente e CEO da Intralinks.

A Verilume é uma startup focada na redução da complexidade e tempo entre implantar e gerenciar a distribuição de data centers e infraestrutura em nuvem. Fornece expertise para gerenciar as operações de forma mais flexível e dinâmica entre sistemas distribuídos em nuvem privada, híbrida ou pública.

A empresa foi fundada por Dan Petrozzo e Mike Feinberg, ex-executivos de tecnologia da EMC e da Goldman Sachs. Após a fusão, Petrozzo assumirá como vice-presidente sênior de operações externas e suporte global, e Feinberg como vice-presidente sênior de desenvolvimento, sendo responsável por todo o processo de desenvolvimento de produtos do portfólio. Os funcionários da Verilume foram realocados nas duas equipes assumidas pelos executivos na Intralinks. Leia mais em tiinside 28/03/2016

IBM investe para criar modelos de negócios voltados à Internet das Coisas

Buscar soluções para monetizar a tecnologia da Internet das Coisas (IoT) é um dos principais objetivos pelo qual a IBM realizou em outubro de 2015, um fórum virtual de 52 horas com 1,9 mil participantes, dois quais 183 executivos C-level de diferentes indústrias de 70 países.

Apesar de 65% dos participantes se declararem inseguros em relação ao retorno do investimento e sobre o quanto IoT pode gerar novos negócios, isso não demoveu a decisão da empresa de criar, em dezembro, uma série de novo centros de desenvolvimento, inclusive no Brasil.

A informação é de Carlos Tunes, executivo que lidera a área de negócios de analytics da IBM Brasil, acrescentando que na análise da Big Blue "investimentos em IoT representam, em grande parte, menos de 1% da receita atual das organizações. Entretanto, esse número deve crescer rapidamente, pois 55% das empresas esperam aumentar tais investimentos para mais de 5% da receita nos próximos cinco anos".

Apesar da disseminação da tecnologia de Internet das Coisas estar numa etapa inicial, as expectativas de geração de negócios são relevantes: 69% dos participantes disseram que IoT pode ajudar a aprimorar seu ramo negócio por meio de novos modelos e fluxo de receita.

A conclusão do trabalho ressalta que IoT significa uma nova ordem de negócios à medida que o ecossistema continue a se expandir, trazendo a necessidade das empresas criarem uma nova identidade, mudando a forma como elas conduzem, aprendem e preparem sua força de trabalho.

Centro Global de Experiências

A sede dos centros de desenvolvimento da IBM é na Alemanha, sendo que a unidade Watson IoT é na cidade de Munique, onde mantém cerca de mil cientistas, pesquisadores e programadores para criarem novas soluções e apoiar os negócios de clientes em parceiros.

Além do centro de desenvolvimento na sede da IBM em São Paulo, as cidades de Pequim, Seul, Tokyo e Boeblingen (Alemanha), bem como os estados de Massachusetts e Texas, também terão centros semelhantes. A IBM também firmou um acordo com a faculdade de tecnologia FIAP para desenvolvimento de profissionais especializados em IoT. Leia mais em tiinside 28/03/2016

A Internet das Coisas nasce e cresce no datacenter e na nuvem

Até 2020, segundo o Gartner, o mundo deverá contar com 26 bilhões de dispositivos IoT (Internet of Things, Internet das Coisas) em ação. Não há, portanto, como ignorar esta onda. De Wearables (computadores vestíveis) a SmartTVs, SmartPens, carros e brinquedos, o IoT é uma inovação real que estará cada vez mais presente no nosso dia a dia.

Há aspectos da "onda" IoT, no entanto, que não são visíveis a olho nu.

Por exemplo: o fato de que, por trás de cada dispositivo IoT há um datacenter rodando na nuvem aplicações corporativas responsáveis por dar vida a este equipamento.

Uma SmarTV, por exemplo, só dará tudo de si se estiver conectada remotamente a pesadas e complexas aplicações de licenciamento de software, ativação de recursos, controle remoto, cobrança de royalts, tarifação de serviços de Telecom (billing), gerenciamento de dados, etc. Fica claro, portanto, que o mundo IoT depende dos datacenters e das grandes operadoras de Telecom para acontecer. A explosão do IoT provocará o crescimento exponencial dos datacenters e das operadoras de Telecom. Brinquedos, TVs, aquecedores, portões, janelas – cada "coisa" transformada em IoT irá significar um novo ponto de acesso a aplicações corporativas rodando em datacenters.

Hoje se fala muito das falhas de segurança dos dispositivos IoT. Testes mostraram que ameaças como o Heartbleed, vulnerabilidade a ataques DDoS (Denial of Service) e grandes falhas nos processos de autorização de acesso, encriptação e construção de interfaces são facilmente encontradas em dispositivos IoT. Quem vê essas questões pode esquecer que o mundo IoT vai muito além de dispositivos isolados. É fundamental levar em conta que o dispositivo IoT é apenas a ponta de um iceberg e que, em águas profundas, repousam datacenters rodando aplicações missão crítica que não podem parar, não podem falhar.

Segurança de dispositivos IoT, portanto, é um conceito que vai muito além do próprio dispositivo.

Mais do que contemplar maneiras de aumentar a segurança do dispositivo IoT, é importante trabalhar para proteger a integridade das grandes aplicações que estão por trás do funcionamento deste dispositivo IoT. IoT não é uma brincadeira; IoT é um dispositivo digital totalmente conectado ao mundo dos negócios, dos grandes datacenters, das grandes operadoras de Telecom.

Tudo o que um gestor de TI faria para proteger, por exemplo, o ERP SAP ou a plataforma Salesforce, terá de fazer para proteger a aplicação que está por trás do funcionamento do dispositivo IoT. Isso significa levar criptografia, visibilidade, controle para o universo que começa no dispositivo IoT e termina (ou começa?) no lugar de sempre: os datacenters e a nuvem.

Como vencer este desafio? Não adianta reinventar a roda. As tecnologias que o gestor já usa, hoje, para proteger suas aplicações corporativas, serão as mesmas que, em breve, estarão garantindo que este estranho mundo híbrido IoT/datacenter/nuvem também seja visível, controlado e seguro.

Rafael Venâncio,  diretor de canais e parcerias da F5 Networks Brasil e Cone Sul.  Postado por Rafael Venâncio Leia mais em tiinside 21/03/2016

29 março 2016

Facebook anunciou a aquisição do app Masquerade

Aplicativo de edição de imagens provavelmente será integrado à rede social permitindo que os usuários, após tirarem fotos, possam fazer diversas montagens simples, mas divertidas.

O Facebook vem trabalhando fortemente para continuar expandindo sua marca e renovar não apenas a rede social, como também seus aplicativos, como o Messenger, que vem recebendo diversas novidades. Agora, para aumentar ainda mais o repertório de opções e novidades para os usuários da rede social, o Facebook anunciou a aquisição do aplicativo MSQRD, também conhecido como Masquerade.

O objetivo, possivelmente, é fazer com que o aplicativo seja integrado com a rede social, sendo que ele permite que os usuários, após tirarem fotos, possam trocar seu rosto e fazer diversas montagens simples, mas divertidas, fazendo um enorme sucesso entre os usuários.

Embora hoje o aplicativo esteja disponível no Android, inicialmente ele era exclusivo do iOS e possui diversas opções de montagem, desde a cara de animais, até atores de Hollywood. Até mesmo vídeos podem ser editados pelo aplicativo, que depois permite que você guarde e também compartilhe o resultado com seus amigos nas principais redes sociais.

A empresa disse no comunicado sobre a venda, que está empolgada, bem como o Facebook, em trabalhar na área de vídeo, visto que esse é o principal foco da empresa para os planos futuros, criar novos filtros e personalização para os usuários que gostam de fazer edições em vídeo, algo ainda um pouco limitado hoje.

As informações do site Tech Insider, dão conta de que, possivelmente, a ideia do Facebook é integrar o aplicativo com a rede social para expandir as possibilidades de edições diretas antes da postagem de fotos na rede social e também pretende manter o app de forma gratuita e autônoma.

O preço da aquisição do aplicativo, não foi anunciado, porém, a empresa já deixou bem claro que os fundadores do app não irão ter participação ativa no Facebook. A compra, se a empresa cumprir com a promessa de manter o aplicativo de forma gratuita e integrá-lo de fato com o Facebook, é extremamente positiva, visto que irá trazer novas funcionalidades a uma rede social que há tempos já não recebe uma grande atualização, embora, nos últimos tempos isso esteja mudando, vide as novas reações, mudanças visuais no Messenger e possíveis novas funções no app. Por Paulo Henrique Leia mais em celularonline 29/03/2016

Grupo dono da Friboi lança banco 100% digital

Atendimento digital: banco que pertence ao mesmo grupo dono da Friboi foi idealizado pelo ex-presidente do BC, Henrique Meirelles.

O multicampeão olímpico Usain Bolt apareceu no domingo, 27, durante o intervalo do Fantástico, na Rede Globo, dizendo que, enquanto todos diziam que aerodinamicamente era impossível ele ser o corredor mais rápido do mundo, ele pegou o que lhe ensinaram e reinventou a forma de correr.

Fez do seu jeito, como diz o slogan que agora acompanha o Banco Original que pertence ao grupo J&F, mesmo dono da Friboi.

E o jeito encontrado pelo banco foi investir R$ 600 milhões ao longo dos últimos três anos em uma plataforma totalmente digital para chegar ao varejo.

Abrir conta, tomar crédito, fazer transferências, todos os tipos de serviços financeiros serão oferecidos digitalmente para os clientes do banco. Tudo, menos os saques, claro, mas que poderão ser feitos em qualquer caixa eletrônico da rede 24 horas.

Com isso, o banco digital, idealizado pelo ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se lança no concorrido mercado bancário de varejo. A meta é alcançar 100 mil clientes de alta renda no primeiro ano e dois milhões em uma década.

Plataforma

Foram três anos de desenvolvimento até o banco finalmente ser lançado. Meirelles, que é presidente do conselho consultivo da J&F, diz que era possível ter lançado a plataforma antes, mas ela não abrigaria a possibilidade de o cliente fazer tudo pelo celular, até mesmo a abertura de conta, sem necessitar que um gerente tivesse de colher a assinatura do cliente, por exemplo.

"Procuramos em todo o mundo modelos que pudessem servir como base, mas, para atender à legislação brasileira, tivemos de desenvolver a nossa própria plataforma."

Por questões de segurança, para evitar crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, o Banco Central faz uma série de exigências aos bancos quando cadastram seus clientes.

Para tornar o processo digital condizente com essas normas, o Original exige que, ao fazer o cadastro, o cliente envie diversas fotos para reconhecimento, além da documentação e de uma assinatura que pode ser feita digitalmente. "Vamos usar até as mídias sociais para fazer o reconhecimento", diz Meirelles.

O executivo foi o responsável por montar toda a equipe do banco e já tinha no banco digital um projeto pessoal.

Para o especialista, Antonio Bernardo, presidente da consultoria Roland Berger no Brasil, esse prazo de três anos entre o anúncio do banco e o seu lançamento, no entanto, pode ser um desafio a mais.

"Hoje, não é mais uma grande vantagem competitiva ser o primeiro (banco digital), porque existem 400 empresas tecnológicas desenvolvendo produtos financeiros", diz Bernardo.

"Qualquer dessas empresas pode ser absorvida por um grande banco, que terá a seu favor a grande base de clientes que já possui, enquanto o Original começa do zero."

Demora

O banco do grupo J&F surgiu primeiro como banco JBS, em 2008. Três anos depois, o grupo adquiriu o banco Matone, que estava em dificuldades, e, para isso, tomou emprestado mais de R$ 1 bilhão do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Mas até hoje, segundo fontes próximas ao fundo, o banco não conseguiu ter o tamanho que planejava quando fez a aquisição do Matone e se tornou o Banco Original.

Uma das ideias originalmente pensadas era comprar ou promover fusão com bancos de médio porte, mas nenhum negócio foi efetivamente fechado. Segundo Meirelles, esta não é ainda uma possibilidade descartada. "Mas não temos grande interesse em aquisições", diz.

De acordo com fontes do mercado ouvidas pela reportagem, o próprio Meirelles estaria interessado, na verdade, em ter o controle do banco.

Questionado, ele disse que "no momento não (há negociações nesse sentido). O que não significa que não posso tomar qualquer decisão (de aquisição) no futuro".

Depois de patinar por alguns anos, em 2015 o banco deu um salto de 68% no tamanho de sua carteira de crédito, saindo de R$ 2,7 bilhões e chegando a R$ 4,56 bilhões.

Cerca de R$ 1 bilhão, entretanto, foi resultado de compra de recebíveis que eram detidos por empresas do grupo J&F. O lucro da instituição foi de R$ 110 milhões no ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Josette Goulart -   Leia mais em exame 29/03/2016

Aplicativo facilita agendamentos em salões de beleza

Beauty Date recebeu aporte de R$ 28 milhões do Valor Capital Group
São 1200 estabelecimentos de beleza cadastrados no Beauty Date

O Brasil é o terceiro maior consumidor do mercado de beleza e representa 9,4% do consumo mundial nesse setor, de acordo com o anuário de 2015 da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Foi nesse segmento que os amigos Alexandre Kleis, 29 anos, Giovanni Bonetti, 29, e Fabrizzio Zampieri, 34, decidiram empreender.

Em 2012, os três criaram o Agenda Fácil, site que facilitava qualquer tipo de agendamento para os usuários. Pouco depois, a empresa foi vendida e o mesmo aconteceu com sua segunda criação: a Agenda Saúde, focada na área médica. Os compradores não foram divulgados pelos fundadores.

“Em 2013, criamos o Agenda Estética – que depois ganhou o nome de Agenda Beleza – e percebemos a força do mercado de beleza, principalmente no Brasil”, conta Kleis. Nesse mesmo ano, os empreendedores receberam um investimento de R$ 250 mil do International Beauty Group, além de US$ 1 milhão do Valor Capital Group em 2014. Esse dinheiro foi utilizado para aprimorar a marca e criar um aplicativo. Foi aí que nasceu o Beauty Date, que foi ao ar oficialmente em novembro de 2015.

O Beauty Date é, então, uma versão aprimorada da Agenda Beleza adaptada para o mobile. Isso, inclusive, foi um dos grandes desafios para os empreendedores. “O mobile é muito diferente do formato web, com o qual estávamos acostumados. Tivemos que chamar pessoas que nos ajudassem no desenvolvimento do aplicativo”, explica Kleis.

Com um público majoritariamente feminino, Kleis e seus sócios precisavam entender com quem estavam lidando. Para isso, passaram um ano visitando salões de beleza para conhecer as necessidades tanto dos clientes quanto dos estabelecimentos. “Percebemos que um dos maiores problemas era a confusão na hora de agendar um horário para os atendimentos. O salão marcava um horário, a cliente entendia outro e isso causava muitos problemas”, diz Kleis.

Sem nenhum intermediário, o usuário pode se conectar diretamente com os estabelecimentos que oferecem o serviço necessário no momento. É possível agendar atendimentos nesses lugares e até mesmo pagar o serviço via online. Além disso, o Beauty Date oferece descontos para os clientes e um sistema completo de gestão para os salões cadastrados.

Atualmente, o aplicativo já tem 1.200 estabelecimentos de estéticas de todo Brasil cadastrados e 110 mil usuários. Parte do faturamento da empresa vem da mensalidade para esses estabelecimentos, que custa R$ 69,90. No início desse ano, o Beauty Date recebeu mais um aporte do Valor Capital Group; dessa vez, o investimento foi de R$ 28 milhões.

Com esse dinheiro, os sócios aproveitaram para comprar a AZ Soluções, empresa que se define como uma fábrica de softwares voltados ao setor da beleza, e criar a B2Beauty, grupo de marketing que ajuda no desenvolvimento de estabelecimentos de beleza. “Nós não somos só uma ferramenta de agendamento, somos também uma plataforma de marketing. A gente aconselha os nossos clientes para que eles consigam fidelizar o público de seus salões”, explica Kleis. A aquisição da AZ Soluções permitiu que o sistema de gestão fosse integrado ao Beauty Date.

Com o aplicativo e esse novo serviço, Kleis afirma que o faturamento esperado para esse ano é de R$ 8 milhões. Além disso, até o fim do ano o empreendedor espera que o Beauty Date tenha 10 mil estabelecimentos cadastrados e cerca de 1,2 milhões de usuários. Além dos três fundadores, a startup tem mais 10 sócios e 73 funcionários.Por Talita Mônaco - Leia mais em revitarpegn 29/03/2016