18 julho 2013

Com joint-venture com brasileira, Fujikura quer mercado de FTTH

A fabricante japonesa de cabos para-raios e fibras óticas, Fujikura, anunciou nesta quinta-feira, 18, a formação de uma joint-venture com a brasileira ProCable Energia e Telecomunicações. Nesta primeira etapa, com um investimento de R$ 30 milhões, a ideia é construir uma fábrica de cabos OPGW em Montenegro (RS) já em agosto deste ano, com previsão de início de operações a partir de julho de 2014. A instalação deverá contar com um aporte adicional para possibilitar a capacidade máxima de 5 mil km/ano de cabos em 2015. Mas os planos da companhia asiática não deverão ficar apenas na manufatura desses equipamentos.

 "A prioridade é a joint-venture, mas a empresa é mais para manufatura e nossa ideia não é nos limitar a isso", disse o presidente da Fujikura, Yoichi Nagahama, em visita a São Paulo para o anúncio. A ideia é aproveitar a experiência de instalação da ProCable, que já possui 12 mil km de cabos instalados da fornecedora japonesa. "Estamos vislumbrando uma eventual integração de força entre as duas", disse o executivo, explicando que o acordo poderia ir além de uma joint-venture. Nagahama diz que ainda estabelecerá diálogos com a brasileira, mas que "a relação será de ganha-ganha para maximizar os atributos".

 Para o presidente da companhia brasileira, Fumitaka Nishimura, a parceria com a Fujikura era algo que ele buscava desde os anos 90, quando começou a trabalhar com o fornecedor. "Isso era um sonho. Se é para fazer uma joint-venture, ou se para comprar a ProCable, é irrelevante", disse o executivo. Nishimura é honesto: "A parceria é um marco, e no futuro, queremos ser uma única empresa". Ele diz não ter dúvida que, em cinco anos, a JV das companhias será líder no mercado nacional.

 FTTH

 A ProCable já tem como cliente operadoras como TIM e Telefônica, além das companhias elétricas, que compartilham os cabos OPGW com teles , como a Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). Com a parceria com a Fujikura, mais possibilidades acabam tomando forma, como investir futuramente no mercado de conexões fiber-to-the-home (FTTH). "Há espaço para trabalhar isso no Brasil", declara Yoichi Nagahama. O presidente da fábrica japonesa espera que isso alavanque também o fornecimento de outros equipamentos de telecomunicações, como a própria fibra e uma máquina de emendas para juntar as fibras.

 "Para fazer FTTH nas dimensões brasileiras, só com OPGW", diz Fumitaka Nishimura, lembrando que deverá haver ainda este ano licitações de linhas da Telebras. "Vai ter outro boom de cabos OPGW não só com a demanda do setor elétrico, mas também do de telecom", declara o presidente da ProCable.
Fonte: teletime 18/07/2013 

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