28 fevereiro 2013

Facebook compra suíte de anúncios da Microsoft

O Facebook anunciou a compra do Atlas, suíte de softwares de publicidade online da Microsoft. A ferramenta é utilizada para gestão e mensuração por agências e anunciantes e, segundo a rede social, irá cobrir as necessidades da publicidade dentro da rede social.


 Ainda de acordo com a companhia, muitos anunciantes atuais da rede social já usam o Atlas, aprovado para medir dados do site desde junho do ano passado. “O acordo de compra hoje nos coloca mais próximos de maneira a beneficiar tanto o Facebook quanto agências ou anunciantes da Atlas”, afirmou, em nota. Os clientes atuais não terão nenhuma mudança no serviço e relações com os representantes por enquanto.

 Sem revelar o valor do negócio, a empresa afirma que pretende investir em sistemas de medidas de dados em larga escala e aprimorar as ferramentas atuais do Atlas para computadores de mesa e dispositivos móveis. A interface também será alterada para se tornar mais intuitiva. Com sede em Seattle, a Atlas se une ao escritório de engenharia do Facebook na cidade.
Fonte: tiinside 28/02/2013

Groupon demite CEO um dia após divulgar balanço do ano com prejuízo

O Groupon demitiu Andrew Mason do cargo de presidente-executivo (CEO) nesta quinta-feira, 28, um dos cofundadores do site de compras coletivas. O executivo ganhou notoriedade mais por seu estilo peculiar de administrar a empresa do que propriamente pelos resultados. Embora tenha conseguido reduzir o prejuízo da empresa em 82% no ano passado, de acordo com balanço divulgado na quarta-feira, 27, ele não obteve sucesso na tentativa de estacar a queda contínua das ações da empresda e a gradual erosão do negócio de cupons de desconto.

 Isso ficou patente nesta quinta, quando as ações do Groupon abriram o pregão na bolsa eletrônica Nasdaq com queda de 28% em relação ao dia anterior, negociadas a US$ 4,28 por volta das 10h40 (horário de Brasília). No decorrer do dia os papéis se recuperaram um pouco, pois parte dos investidores já previam a saída de Mason, e encerrarm cotadas a US$ 4,53, recuo de 24,28%. No after-hours trading — negociação após o fechamento da Nasdaq —, as ações fecharam a US$ 4,73, alta de 4,42% em relação ao preço inicial.

 Em comunicado aos funcionários, Mason — conhecido por seu extremo senso de humor — confessou estar atrapalhando a companhia, e que fracassou em seu papel como líder. "Após intensos e maravilhosos quatro anos como CEO do Groupon, eu decidi que gostaria de passar mais tempo com a minha família. Brincadeira, eu fui demitido hoje. Se você está tentando adivinhar o motivo, você não estava prestando atenção", acrescentou.
Fonte: tiinside 28/02/2013

Grendene abre subsidiária de móveis com aportes de Esteves e Guanaes

A fabricante de calçados Grendene se associou ao publicitário Nizan Guanaes, ao banqueiro André Esteves e ao designer francês Philippe Starck para abrir uma empresa de fabricação e comercialização de móveis de plástico.

 O novo negócio terá investimento inicial de R$ 52 milhões - dos quais R$ 22 milhões partirão da Grendene – e previsão de alcançar faturamento de R$ 100 milhões em dois anos.

 A calçadista será controladora da empresa, com 42,5% do capital total e 50,1% do votante. A ABCDEFGHI Participações, de Guanaes, o fundo de investimento em participações Santana, de André Esteves e Philippe Starck serão minoritários.

 A gestão do negócio será compartilhada entre a Grendene e Philippe Starck, que assinará as peças. Francisco Schmitt, diretor financeiro e de relações com investidores da Grendene, disse ao Valor que a fabricação dos produtos será terceirizada, por enquanto.

 Sem detalhar a estratégia comercial da empresa, o executivo afirmou que as peças começarão a ser vendidas ainda este ano a um preço “muito competitivo” para cair no gosto da classe média. Por Marina Falcão
Fonte: Valor Econômico 28/02/2013

Nestlé Waters investe R$ 117 milhões em fonte de água mineral

A nova unidade vai abastecer o Rio de Janeiro, além dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais Vale do Sol está localizada no município de Silva Jardim, no Rio de Janeiro, e deve começar a operar em julho.

 A Nestlé Waters anunciou nesta quinta-feira (28/2) a aquisição da fonte de água mineral Vale do Sol e de seus ativos, localizados no município de Silva Jardim, na Região dos Lagos (RJ).

 Este projeto engloba um investimento total de R$ 117 milhões, que vai garantir a sustentabilidade e o crescimento do negócio de águas da Nestlé no mercado brasileiro, principalmente no estado do Rio de Janeiro, onde a companhia já possui a Água Mineral Petrópolis.

 A nova unidade, que deve começar a operar em julho, vai gerar 100 empregos diretos em uma primeira fase e cerca de 800 indiretos. A água mineral será envasada em embalagens de pequenos formatos, a partir de 300 ml, com e sem gás, além das retornáveis de 10 litros e 20 litros.

 "Esta aquisição vai possibilitar a consolidação da nossa posição de líder no Rio de Janeiro, em grandes redes de supermercado, com participação de 30%, e acelerar o crescimento em um dos principais polos para o mercado de águas no Brasil", afirma Alexandre Carreteiro, diretor geral de Nestlé Waters no Brasil, em nota.

 A nova unidade vai abastecer o Rio de Janeiro, além dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais.
Fonte: Brasil Econômico 28/02/2013

O Twitter vale mesmo US$ 10 bilhões?

Passei uma semana tentando escrever uma coluna que provasse que o Twitter não valia US$ 10 bilhões. Aí os fatos intervieram.

 Teimosamente, eles se alinharam na mais inesperada conclusão, a qual soa até como blasfêmia: o Twitter tem potencial para se igualar a algumas das grandes fontes de receita do maior gerador de receita da internet, o Google Inc.

 A cerimônia do Oscar de domingo deu um exemplo da crua influência do Twitter ao mostrar convidados elegantes, apresentadores e artistas usando a linguagem às vezes obtusa do microblog, pontilhada de "hashtags" e "handles". Foi como se o mundo se curvasse: a toda poderosa televisão reduzida a um mero portal das redes sociais.

 Essa ascendência cultural não passou despercebida para o Twitter e seus investidores, que estariam supostamente planejando uma primeira oferta pública de ações em 2013. Nas últimas semanas, essa empresa de sete anos de idade completou transações privadas que levaram seu valor a US$ 9 bilhões. Outros a avaliaram em mais de US$10 bilhões.

 Isso é notável porque o Twitter entrou para o jogo de ganhar dinheiro há apenas três anos, principalmente com a venda de "tweets patrocinados" para anunciantes cuja publicidade aparece no fluxo de mensagens curtas dos mais de 200 milhões de usuários ativos do serviço.

 A firma de dados de publicidade eMarketer Inc. estima que o Twitter terá uma receita de US$ 808 milhões em 2014, mas investidores de capital de risco já estão especulando que a empresa vai chegar a US$ 1 bilhão até lá. De fato, a eMarketer diz que logo revisará suas projeções para cima, embora não revele em quanto.

 O Twitter não vale US$ 10 bilhões se as referências forem as finanças atuais. Mas isso hoje quase não importa. A principal questão é o quanto o Twitter pode crescer — e lucrar.

 Quando se analisa os números, como eu fiz com a ajuda de uma firma de pesquisa chamada Triton Research, fica difícil não enxergar vestígios do passado do Google.

 Hoje, com um leque relativamente incipiente de produtos, o Twitter está faturando estimados US$ 4 com cada um dos seus mais de 200 milhões de usuários. Orçamentos de publicidade estão cada vez mais migrando para as redes sociais — uma mudança secular que deve facilmente elevar este valor. Para ser conservador, vamos colocá-lo em US$ 7 por usuário até 2016, abaixo da taxa de crescimento que os analistas projetam para a receita do Facebook .

 Dados do centro de pesquisas Pew indicam que será difícil para o Twitter chegar à casa de um bilhão de usuários como o Facebook. Ainda assim, nos últimos nove meses de 2012, o número de usuários do Twitter cresceu em 40%. Basta manter um ritmo anual acima de 33% por três anos para que o número de usuários atinja 500 milhões. Isso vai exigir um grande crescimento fora dos Estados Unidos, onde até 2014 deve estar um em cada cinco usuários do Twitter.

 A matemática no exemplo acima aponta para uma receita anual de US$ 3,5 bilhões, próxima à do Google em 2004. E olha que a mágica do valor da mão de obra gratuita ainda não teve efeito. O Twitter não precisa pagar um centavo pelos 400 milhões de tweets postados todos os dias. Assim como no Facebook, os usuários, voluntária e avidamente, trabalham de graça.

 E, assim como no Facebook e no Google, os anunciantes também estão cada vez mais fazendo seu próprio trabalho, usando ferramentas automáticas para direcionar e comprar anúncios. Recentemente, o Twitter afirmou que iria facilitar o acesso dos anunciantes aos seus sistemas.

 As empresas adoram promover a si mesmas como "plataformas", só que no caso do Twitter isto é de fato verdadeiro. A empresa tem que gastar para manter o fluxo e constantemente melhorar sua interface, mas, uma vez pronto, ela só tem que coletar o dinheiro dos intermediários.

 Isso significa ganhar uma tremenda escala a um custo relativamente pequeno. O Twitter não divulga números, mas gente do setor de capital de risco, incluindo alguns investidores da empresa, dizem que suas margens chegam a 30% ou 40%.

 Para simplificar, vamos abaixar as margens líquidas do Twitter para o nível das do Google, de cerca de 21%, o que daria ao Twitter um lucro anual de US$ 735 milhões. Multipliquemos agora todo esse lucro pelo índice preço/lucro de 17, do Google, e, heureca, o Twitter tem um valor de US$ 12,5 bilhões.

 O que poderia dar errado? A maior preocupação é o crescimento internacional, pois a concorrência estrangeira está fazendo progressos e o Twitter está fora da China. Os anunciantes talvez tenham, também, um limite natural para seus gastos no Twitter. Ao contrário de muitos usuários do Google e outras redes sociais, os do Twitter não navegam no site com a intenção explícita de comprar. E há ainda a fadiga do Twitter, na qual os usuários podem se sentir sufocados com tanta informação. A empresa terá que investir para impedir que isso ocorra.

 O erro de avaliação da abertura de capital do Facebook foi um alerta para as piores tendências do Vale do Silício — sua cultura pode forçar uma crença coletiva e inquestionável sobre o valor das coisas. O Vale do Silício tentará de novo com o Twitter. E, apesar dessas tendências, desta vez, provavelmente acertará. Por DENNIS BERMAN
Fonte: thewallstreetjournal 27/02/2013

Brasil inaugurou 30 franquias por dia em 2012

As franquias são responsáveis por quase um décimo de toda a riqueza gerada no País, representando 8,35% do PIB

 Um balanço realizado pela consultoria Rizzo Franchise revelou que foram inauguradas 30 novas franquias por dia no passado. Por mês, as inaugurações somam 886. No total, forma instaladas 10.631 franquias, um crescimento de 6%, em relação a 2011.

Com a abertura de novas unidades foi necessário a contratação de profissionais. Com isso, foram abertas mais de 102 mil novas vagas de trabalho – um crescimento de 5,3% em relação a 2011 e o equivalente a 281 novas vagas por dia. Atualmente, as franquias são responsáveis por mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos.

Receita
Os dados analisaram as receitas geradas pelas franquias. No ano passado, o total gerado foi de R$ 303 bilhões. Ao comparar com 2011, houve uma expansão de 5,64%, já na época, o valor era de R$ 286 bilhões.

Ao analisar esses dados é possível analisar que as franquias são responsáveis por quase um décimo de toda a riqueza gerada no País, representando 8,35% do PIB (Produto Interno Bruto).

“Para ter uma ideia do tamanho deste mercado, mais de 195 milhões de brasileiros deixaram em 2012 mais de R$ 4 por dia no caixa das franquias, que geraram uma receita diária de mais de R$ 830 milhões por dia”, explica o autor da pesquisa, Marcus Rizzo.Por Karla Santana Mamona
Fonte: Infomoney 28/02/2013

Linx passa por seu 1º grande teste após oferta inicial

Menos de duas semanas depois de fazer sua estreia na BM&FBovespa, a Linx terá hoje seu primeiro grande teste na condição de empresa com ações em bolsa. A companhia de software divulga, após o fechamento do pregão, os resultados do ano de 2012. É, de certa maneira, uma prova para todo o setor de tecnologia da informação. As companhias de TI ensaiam uma reaproximação da bolsa, depois que vários planos de abrir capital foram abandonados nos últimos anos, devido à piora das condições do mercado financeiro.

 A oferta pública inicial da Linx, especializada em programas de gestão para o varejo, foi uma surpresa positiva. Ficou no patamar mais alto da faixa indicativa, de R$ 27 o papel, e captou R$ 528 milhões. Desse montante, 80% será destinado a aquisições, disseram os gestores da companhia no prospecto da oferta.

 Com a divulgação dos resultados, o desafio da Linx é mostrar que pode cumprir as expectativas dos investidores: a de ser uma empresa com fluxo de receita previsível, operação equilibrada em termos de custos e grandes oportunidades de crescimento.

 Entre janeiro e setembro de 2012, a Linx apresentou uma receita de R$ 167,8 milhões, com alta de 31% na comparação com o mesmo período de 2011. O lucro no período caiu 11,5% no mesmo intervalo - passando de R$ 17,4 milhões para R$ 15,4 milhões -, devido ao impacto do pagamento de impostos.

 Criada em 1985, a Linx é bem vista por especialistas do setor. A empresa não participa da guerra de preços que eventualmente corrói as margens de lucro em contratos muito disputados, uma prática adotada por várias empresas de software, diz um revendedor, que prefere não se identificar.

A companhia também ostenta contratos com grandes marcas, que incluem Toyota, Hering e Burger King, o que é visto como uma vantagem. À medida em que essas empresas ampliam o número de lojas, crescem as vendas de novas licenças de software para equipá-las, sem a necessidade de um investimento maciço em marketing.

Segundo um empresário que atua há muito tempo no setor, esse perfil contribui para aumentar a receita recorrente e o lucro antes antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). Esse indicador, afirma o empresário, foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso da abertura de capital da Linx. 

Outro fator teria sido a presença do fundo de participações americano General Atlantic no capital da companhia, que teria ajudado a atrair investidores internacionais à oferta - os estrangeiros ficaram com 62,2% das ações oferecidas.

 No ano fiscal 2011, a Linx teve receita de R$ 197 milhões e lucro líquido de R$ 21 milhões. Do ponto de vista operacional, sem levar em conta despesas financeiras e o pagamento de impostos, a companhia teve 30% de lucro sobre tudo o que vendeu. É um desempenho alto para o setor. Para efeito de comparação, a Totvs, maior empresa brasileira de software, que tem um perfil semelhante de receitas recorrentes e vem reduzindo seus custos operacionais, teve margem Ebitda - como é conhecido esse termômetro - de 24,1% no ano fiscal 2011 e de 26,7% em 2012.

 De acordo com um consultor, que também preferiu não ter seu nome revelado, a Linx tem condições de manter essa margem por algum tempo. Com a anunciada estratégia de aquisições, afirma esse especialista, a empresa pode ganhar escala e reduzir custos, ao ampliar as vendas sem, necessariamente, elevar as despesas relacionadas ao negócio. "Eles têm tudo para crescer", diz o consultor.

 O avanço da Linx ganhou impulso a partir de 2008, quando a companhia iniciou uma intensa estratégia de aquisições. Até o fim de 2012, foram 11 operações com empresas de pequeno e médio portes, que tinham boa participação de mercado nos segmentos em que atuavam. O maior negócio foi a incorporação da Microvix, de sistemas de gestão para o varejo via internet, que custou R$ 42,8 milhões e ocorreu em 2011. As compras mudaram o perfil da Linx. Entre 2008 e 2012, o número de clientes saltou de 2,7 mil para 9,5 mil. Os programas da companhia, que estavam instalados em 22 mil pontos, aumentaram para 65 mil. O número de funcionários também cresceu de 381 para 1,5 mil profissionais. 

Parte das aquisições foi financiada com caixa próprio e parte com recursos do BNDES e do General Atlantic, que assumiram participações na empresa. Foram dois aportes do BNDES, em 2010 e 2011, de R$ 50 milhões e R$ 35 milhões. O General Atlantic entrou com R$ 129 milhões em 2011.

 O rápido crescimento não atrapalhou o relacionamento com os parceiros. Segundo o executivo da revenda que falou ao Valor, a Linx conduziu bem o processo de integração das aquisições ao manter alguns desses negócios separados, caso da Microvix. "Eles estão 'antenados' com as novas tecnologias e costumam cumprir o que prometem, mesmo que não haja um contrato específico", diz o executivo. Por Gustavo Brigatto  - Valor Econômico

Desempenho da Totvs é referência 

A Linx, que surpreendeu com alta de 18,5% em sua estreia na Bovespa, há 12 pregões, ainda precisa provar que pode equiparar sua gestão e estratégia às da Totvs, detentora da abertura de capital mais rentável entre as companhias tecnológicas no país.

 As ações da Linx acumulavam, ontem, alta de 15,56% desde o dia 8. No mesmo período, os papéis da Totvs recuaram 1,12%. Considerando a primeira vez em que foram negociadas, no entanto, as ações da Totvs apresentam uma valorização de mais de 670%. A estreia da Totvs na bolsa foi em março de 2006.

 A comparação entre Linx e Totvs precisa considerar o porte de cada uma e o tempo que estão no mercado. O segmento de softwares para o varejo, a especialidade da Linx, é apenas um dos 12 atendidos pela Totvs (entre os demais estão agroindústria, construção e projetos, distribuição e logística, educacional, serviços financeiros, jurídico, manufatura e saúde).

 Por isso, o tamanho das duas é bastante diferente. A Totvs apurou no acumulado de 2012 um faturamento de R$ 1,41 bilhão e lucro líquido de R$ 207,1 milhões. Nos mais recentes dados anuais divulgados pela Linx, de 2011, a receita foi de R$ 197,4 milhões e o lucro líquido, de R$ 21 milhões. 

O índice que relaciona preço e lucro (P/L) e mede quanto tempo o investimento demora para voltar ao acionista da Totvs é de 33,82, enquanto o da Linx é de 136,78. A diferença de mais de oito vezes pode indicar que a ação da Linx é menos atrativa, mas não deve ser a única forma de análise, porque a empresa ainda está construindo seu histórico depois de uma forte alta de preço na oferta pública inicial, o que distorce os dados.

Para os analistas Victor Martins e Gustavo Serra, da Planner Corretora, o múltiplo P/L da Totvs é alto, mas se justifica pela perspectiva de crescimento nos próximos anos. Apesar disso, ao embutir boa parte desse cenário nas ações, o mercado deixou pouco espaço para uma valorização, por isso a recomendação é de manutenção.

Para Alex Pardellas, analista da Caixa Geral de Depósitos, a Totvs subiu ao pódio de rentabilidade, pois soube mostrar que tem uma boa gestão, capaz de obter sinergias com aquisições certeiras e altos padrões de governança, além de tirar proveito de um mercado em crescimento. "O futuro da Linx está atrelado aos mesmos fatores", disse.

 A captura de sinergias com aquisições é relevante para a Linx porque o setor está em processo de consolidação. Um levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) mostrou 96 operações de fusões e aquisições entre empresas de tecnologia da informação (TI) em 2012, um crescimento de 21,5% sobre as 79 operações de um ano antes.

 O investidor que busca as ações de ambas é, principalmente, estrangeiro - esse perfil de acionista representou 69,4% das compras na oferta inicial da Totvs e 62% no Linx - e está em busca de resultados previsíveis, de acordo com analistas. "Desde a abertura de capital, a Totvs registrou crescimento de dois dígitos da receita líquida em todos os anos, com tendência de elevação para a margem Ebitda [medida de desempenho operacional, sem levar em conta despesas financeiras e pagamento de impostos] e a margem líquida", registra a Planner. Ao fim de 2012, 56,5% do faturamento da Totvs era composto por receitas recorrentes (serviços como manutenção e aluguel de licenças de software). Daqui em diante, o crescimento econômico abaixo do esperado pode ser o principal risco para a companhia, segundo a Planner.
 Por Tatiane Bortolozi  - Valor Econômico

BNDESPar pode ser propulsor de movimento na bolsa 

O setor de tecnologia caminha para ser mais representativo na bolsa brasileira nos próximos anos. Após a Linx quebrar um jejum de quase dez meses sem aberturas de capital na Bovespa com uma demanda muito acima do esperado, a Senior Solution prepara para o dia 8 de março a oferta pública inicial de ações no segmento Bovespa Mais.

 A BNDESPar, empresa de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), atuou nas ofertas iniciais de três das cinco principais empresas de tecnologia da bolsa - Totvs, Bematech e Linx -, e pode ser a principal propulsora desse movimento. Em dois anos, a instituição pretende levar ao mercado cinco empresas de tecnologia nas quais investe, afirmou Luciano Coutinho, presidente do banco, na estreia da Linx na bolsa, em 8 de fevereiro.

 Um levantamento feito pela BNDESPar, a pedido do Valor, mostra que a empresa tem participação em 30 companhias de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Entre elas estão a Linx e a Senior Solution.

 Para Ricardo Correa, diretor da Ativa Corretora, o mercado carece de companhias com um crescimento forte e estável, característica do segmento de TI. "Há espaço para outros nomes além da Totvs", diz o executivo. A Linx compete com a Totvs no segmento de softwares para o varejo, embora seja bem menor que a rival.

 Pela pouca representatividade do setor na bolsa até agora, o cenário mais provável é que não haja uma disputa acirrada pelo dinheiro dos investidores, embora persista uma grande a expectativa pela entrada de novas companhias de TI, diz Alex Pardellas, analista da Caixa Geral de Depósitos. O país ainda não tem um índice para o setor, enquanto, nos Estados Unidos, a bolsa que reúne empresas de tecnologia como Apple e Facebook, a Nasdaq, é referência no comportamento do mercado acionário.

 A Linx acumula alta de 15,56% desde sua estreia na bolsa, com base no preço de fechamento de ontem. Apesar de disputar o segmento com a Totvs e a Bematech, as ações das concorrentes mostram um desempenho descolado. Os papéis da Totvs recuaram 1,12% no período e os da Bematech subiram 7,53% desde o dia 8.

 O volume financeiro, no entanto, caiu com a chegada da Linx. Em 11 pregões, até terça-feira, a média financeira registrada pela Totvs foi de R$ 17,2 milhões, frente aos R$ 21,4 milhões dos 11 pregões anteriores. Na mesma base de comparação, o volume da Bematech caiu de R$ 2,3 milhões para R$ 1,4 milhão. O volume médio da Linx é de R$ 30,3 milhões em 11 pregões, contado o giro atípico de R$ 251,9 milhões no primeiro dia de negociação.

O segmento de softwares para o varejo, no qual a Linx se concentra, representou 28% da receita da Bematech no terceiro trimestre. A divisão de equipamentos é a principal fonte de receita da Bematech e foi responsável por 62% do faturamento no terceiro trimestre de 2012.

As empresas de software traçam um caminho mais bem-sucedido que as fabricantes de equipamentos desde a estreia na bolsa. A ação da Totvs, que estreou em março de 2006, desponta com uma valorização de 676,8% até o fechamento do dia 22, e os papéis da Linx acumulam alta de 14,4% em 11 pregões. Já a Bematech e a Positivo têm baixas de 30,9% e 77,7%, respectivamente.

 A disputa por clientes é menos acirrada entre as fabricantes de softwares, pois o custo para a troca de sistemas é muito alto, diz Correa, da Ativa. Além disso, o setor empresarial do país está em um processo crescente de profissionalização e os contratos geralmente estão atrelados à inflação.

 O Brasil é o segundo maior mercado de tecnologia da informação (TI) entre os países emergentes, por isso há uma grande aposta em inovação e crescimento. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), o mercado interno de softwares e serviços (excluída a exportação) vai superar US$ 60 bilhões até 2020, o que representa uma taxa média de crescimento de 13,3% ao ano no período. 

Entre as fabricantes de equipamentos, a Positivo Informática é dependente do governo e sofre competição intensa dos fabricantes internacionais, segundo analistas. Por sua vez, a Bematech está em meio a um processo de recuperação para reverter prejuízos, diminuir a dependência das impressoras fiscais e capturar as sinergias de uma parceria feita com a Elavon, gigante credenciadora de cartões nos Estados Unidos.

 A Senior Solution arquivou o pedido de oferta em 19 de dezembro. A expectativa é levantar R$ 70 milhões com a operação, na qual o BNDES pretende vender 915,8 mil papéis e captar cerca de R$ 13,3 milhões, com base no preço estimado de R$ 14,50 por ação. A participação do braço de investimentos será reduzida de 21,5% para 7,3%.

 Na abertura de capital da Linx, a BNDESPar reduziu a fatia de 21,7% para 10,8% e captou R$ 67,5 milhões. Há quase sete anos, o banco se desfez de 948 mil ações na Totvs e embolsou R$ 30,3 milhões. Na época, permaneceu com 7,6% de participação, que hoje é de 3,9%.

 No fim de janeiro, a BNDESPar aprovou um aporte de R$ 110 milhões na Padtec, fornecedora de sistemas de comunicações ópticas controlada pela holding Ideiasnet. A Padtec faz parte de um portfólio de investimentos do BNDESPar que inclui nomes como BRQ, CI&T, OpenCommerce, Quality Software e Six Semicondutores.

 Apesar do potencial do país, a falta de mão de obra qualificada é um dos principais desafios. "É um setor que precisa de mão de obra intensiva e especializada, mas, dada a escassez, os custos são pressionados", diz Pardellas. As condições de mercado, acrescenta o especialista, também serão determinantes para a concretização das ofertas programadas para 2013 e 2014. (TB)
Fonte: cvmclippling 28/02/2013

ING vende participação de holding que controla SulAmérica

Grupo holandês vendeu à família Larragoiti seus 45% na Sulasapar

 O grupo holandês ING anunciou, nesta quinta-feira, a venda dos 45% que detinha na Sulasapar - holding que controla a SulAmérica - para a família Larragoiti - que passou a deter 100% da Sulasapar. 

Segundo comunicado, com a operação os Larragoiti aumentam também a participação direta na sguradora de 24,7% para 31,9%. Já ao ING continuará detentor de uma participação de 28,8 % das ações da SulAmérica.

 “Buscamos um entendimento que fosse adequado ao ING e atendesse ao nosso desejo de consolidar o controle da companhia”, afirma o representante da família controladora, Patrick de Larragoiti Lucas. 

Segundo ele, esta operação reafirma a crença da família no sucesso da companhia, no desenvolvimento do mercado segurador nacional e na vontade de ver a SulAmérica crescendo cada vez mais.

 A operação precisa passar pela aprovação de órgãos reguladores brasileiros e holandeses. A aquisição deve ser finalizado ao longo do segundo semestre deste ano. Por Daniela Barbosa
Fonte: exame 28/02/2103

IPO da Senior Solution pode movimentar até R$ 101 milhões

Estimativa de preço por ação está entre R$ 13,50 e R$ 15,50, com precificação prevista para 6 de março

A empresa de software Senior Solution venderá ao menos 4,83 milhões de ações ordinárias em sua oferta pública inicial de ações (IPO), informou a empresa em prospecto enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última quarta-feira (27).

A estimativa de preço por ação para a oferta é de 13,5 a 15,5 reais, com precificação prevista para 6 de março.

Se considerados os lotes suplementar, com 724 mil ações, e adicional, com 965,5 mil papéis, o IPO pode movimentar até 101 milhões de reais, considerado o preço máximo.

O início das negociações está previsto para 8 de março, e a oferta é coordenada pelo Banco Votorantim, com atuação também do BB Banco de Investimento.

Criada por Bernardo Gomes e Luciano Camargo, a Senior Solution é especializada em desenvolvimento de software e serviços para o setor financeiro, e fechou 2011 com faturamento bruto de 42 milhões de reais.

A empresa recebeu aporte da BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e da gestora de fundos de private equity Stratus em 2005, que são os vendedores na oferta secundária.

A companhia é listada no Bovespa Mais, mercado de acesso da BM&FBovespa para empresas de menor porte.Por Reuters
 Fonte: Infomoney 28/02/2012

Espanhola Abengoa venderá filial brasileira

Com a venda da Bargoa, dedicada à fabricação de componentes de telecomunicações, a empresa pretende concentrar seus esforços no núcleo de sua atividade

A empresa espanhola Abengoa, que desenvolve tecnologias para a produção de energias renováveis, tratamento de resíduos e dessalinizadores de água, fechou um acordo para vender sua filial brasileira, a Bargoa, à americana Corning Incorporated.

 Segundo a Abengoa informou nesta quarta-feira em comunicado, com a venda da Bargoa, dedicada à fabricação de componentes de telecomunicações, a empresa pretende concentrar seus esforços no núcleo de sua atividade (engenharia, desenvolvimento e operação de plantas de energia termosolar; dessalinizadores de água; linhas de transmissão de energia; plantas de produção de bioetanol e de reciclagem de resíduos industriais).

 Apesar desta venda, com aprovações regulatórias ainda pendentes, a Abengoa assinalou que o Brasil seguirá sendo um dos "mercados estratégicos" da companhia.

 Segundo a Abengoa, 13% de suas vendas procede do Brasil e espera seguir encontrando no país novas oportunidades de crescimento para seus negócios.

 A empresa espanhola está presente no Brasil há mais de 30 anos e desenvolveu um grande número de projetos para as principais companhias brasileiras.

 Após a venda da Bargoa, a empresa manterá no Brasil uma bolsa de ativos de transmissão de mais de 7 mil quilômetros e três plantas de produção de bioetanol.
Fonte: exame 27/02/2013

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 Aquisição da Bargoa S.A. pela Corning Incorporated 

A aquisição intensificará a forte presença da Bargoa no mercado de telecomunicação do Brasil

CORNING, Nova York , 27 de fevereiro de 2013 /PRNewswire/ -- A Corning Incorporated (NYSE: GLW) anunciou hoje que firmou um contrato com a Abengoa (MCE: ABG.B) para aquisição da subsidiária brasileira, Bargoa S.A., líder no fornecimento de soluções de conectividade no setor de telecomunicações do Brasil. Os termos do contrato não foram divulgados. Com aprovações regulatórias ainda pendentes, a aquisição deve ser concluída até o final do segundo trimestre de 2013.
Fonte: prnewswire 27/02/2013

27 fevereiro 2013

Tentativa de compra da Best Buy por fundador corre risco

O esforço do fundador da Best Buy, Richard Schulze, para tornar a empresa privada corre risco depois de tentativas que assegurar o financiamento vacilaram, ao passo que uma estratégia alternativa para alinhar investidores minoritários não avança, disseram cinco fontes familiarizadas com o assunto.

Schulze já não persegue uma oferta pública de ações (OPA) total para a conturbada varejista de eletrônicos e, nas últimas semanas, o executivo se concentrou em discussões sobre um possível acordo em que empresas de private equity pretendem comprar uma participação não controladora, disseram as fontes, que pediram anonimato porque as discussões são privadas.

Mas os potenciais investidores ainda não se convenceram da ideia de investir em uma empresa que tem se lutado para manter a participação de mercado contra os varejistas online como a Amazon.com, acrescentaram as fontes.

Schulze tem até quinta-feira para apresentar uma proposta para o Conselho da Best Buy, prazo que já foi prorrogado em dezembro, para deixá-lo incluir os resultados anuais da empresa.

Para a gestão da Best Buy, nenhum acordo significa que a empresa deve executar seu plano de recuperação por conta própria. Em setembro, a Best Buy nomeou Hubert Joly como presidente-executivo, em uma tentativa de reinventar o varejista.

Schulze, que fundou a Best Buy, em 1966, foi forçado a sair como presidente do conselho da companhia em junho, após uma investigação interna descobrir que ele não tinha informado o Conselho de alegações de que o ex-presidente-executivo Brian Dunn estava tendo um relacionamento impróprio com uma funcionária.

Schulze originalmente informou o Conselho em agosto passado que ele estava interessado em juntar-se com parceiros de private equity para comprar a empresa.

Ele tem mantido conversações com empresas de private equity Leonard Green Partners, Cerberus Capital Management e TPG Capital sobre um possível acordo desde o verão passado, embora essas discussões não tenham progredido muito, disseram as fontes.Por Reuters
Fonte: info.abril 27/02/2103

Glencore compra fatia da brasileira Ferrous de minério de ferro

A trading de commodities Glencore comprou uma fatia não especificada na Ferrous, exportadora brasileira de minério de ferro --sua primeira participação acionária em uma produtora da matéria-prima para produção de aço--, como parte de um acordo de fornecimento.

 Segundo o acordo, assinado no início desta semana e confirmado pela Ferrous nesta quarta-feira, a Glencore deve comprar 20 milhões de toneladas de minério de ferro da Ferrous pelos próximos quatro anos.

 A Ferrous, que por duas vezes não conseguiu levantar capital com ofertas de ações, tem há tempos buscado um parceiro para financiar seus ambiciosos planos de expansão, e a mineradora afirmou nesta quarta-feira que o acordo com a Glencore fortalecia sua posição financeira.

 "O acordo garante uma parte substancial da produção da companhia até 2016", disse o presidente da companhia, Jayme Nicolato.

 A Ferrous, que produziu 3,2 milhões de toneladas de minério de ferro em 2012, tem meta de produzir este ano 5 milhões de toneladas, aumentando sua produção para 17 milhões de toneladas a partir de 2016.

 A Glencore, assim como sua rival Vitol, tem grandes ambições para o minério de ferro, setor o qual agrupou em um braço de negócios separado no ano passado. Desde então, a empresa fechou acordos de compra com produtoras emergentes como a Bellzone e a African Minerals.

 Ambas Glencore e Vitol competem por espaço no mercado de minério de ferro dominado pela Vale, Rio Tinto e BHP Billiton --que em conjunto dominam cerca de 60 por cento-- o que faz com que mesmo as maiores tradings mundiais de commodities tenham que lutar pelas produções de áreas de ferro emergentes como as do oeste africano. (Reportagem de Clara Ferreira-Marques; reportagem adicional de Jeb Blount no Rio de Janeiro)
Fonte: estadao 2702/2013

Shell compra por US$ 6,6 bilhões divisão de GNL da Repsol

Com o negócio, petroleira espanhola conseguirá reduzir o endividamento

A Repsol fechou o acordo com a Shell para a venda dos ativos de GNL (gás natural liquefeito). A venda custará aos cofres da petroleira britânica US$ 6,653 bilhões, que inclui as participações minoritárias na Atlantic LNG (em Trinidad e Tobago), Perú LNG e Bahía de Bizkaia Electricidad (BBE), além dos contratos de comercialização de GNL e de fretamento dos navios de transporte de gás, com seus créditos e dívidas vinculados.

 Sem contar a dívida vinculada nem os créditos associados, o valor patrimonial dos ativos que fizeram parte da transação estão na casa dos US$ 4,4 bilhões.

 Com o negócio, a Repsol conseguirá melhorar sua posição financeira e reduzir em mais da metade sua dívida (sem contar o passivo da Gas Natural Fenosa), de € 2,2 bilhões.
Fonte:  iG 26/02/2013

Blau compra laboratório no Uruguai e avalia outros ativos

A farmacêutica nacional Blau, com sede em São Paulo, adquiriu um laboratório pequeno no Uruguai. A empresa Ganden será a base de expansão da companhia brasileira no mercado uruguaio. "Vamos transferir os registros de medicamentos da Blau do Brasil para esse laboratório", afirmou Marcelo Hahn, principal executivo do grupo ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. 

Essa é a segunda aquisição da companhia fora do Brasil. A primeira foi no ano passado - o grupo comprou 50,98% de participação da farmacêutica colombiana Sumimed. A Blau deverá fazer quatro aquisições entre este ano e 2014 em ativos na América Latina, com aportes de US$ 100 milhões, afirmou Hahn. "As duas aquisições que serão feitas este ano já estão avançadas", disse.

 A unidade do Uruguai passará a se chamar Blaufarma Uruguay. "O Uruguai é um mercado importante para a nossa empresa. Neste primeiro momento, vamos transferir os registros dos medicamentos da Bioxel [empresa parceira da Blau naquele país], que mantinha licenciamento de diversos produtos da nossa companhias", disse Hahn. No total, serão transferidos nove produtos com a marca Blau.

 A companhia está à procura de uma nova sede e contratará um executivo para o cargo de diretor financeiro para administrar a empresa uruguaia. "A Blaufarma Uruguay S/A receberá investimento direto de cerca de US$ 2 milhões para a sua estruturação e operação neste primeiro momento, e a nossa meta é já no primeiro ano vender entre US$ 10 milhões e US$ 12 milhões."

 A Blau é especializada em biotecnologia e produz, entre outros produtos, proteínas recombinantes e hormônios. "Nos próximos dois anos investiremos cerca de US$ 50 milhões em estudos clínicos no Brasil", disse Hahn. Os produtos da Blau já são exportados, mas a empresa quer intensificar as vendas. A compra de ativos na América Latina reforça a estratégia da companhia de exportação.

 No ano passado, a companhia encerrou com receita bruta de R$ 350 milhões. Para este ano, o faturamento está projetado em R$ 460 milhões, segundo Hahn.

 Os grupos nacionais Eurofarma e Cristália também adotaram a estratégia de comprar ativos no exterior. A Eurofarma já tem laboratórios no Uruguai, Argentina, Colômbia, Chile e está em negociações para comprar um laboratório no Peru. A Cristália tem empresa na Argentina e também está em busca de novos negócios. (MS) Valor Econômico
Fonte: abradilan 27/02/2013

Site ConsultaClick recebe aporte de R$ 2,5 milhões

Pouca gente no Brasil está acostumada a marcar consultas médicas pela internet. Entre investidores, porém, parece não haver dúvidas de que esse é um hábito que vai ganhar força no país. Uma consequência natural dessa expectativa positiva é o número cada vez maior de aportes em sites de agendamento on-line. O ConsultaClick, dos empresários João Paulo Ribeiro e Rubem Ariano, é o exemplo mais recente dessa tendência.

 O site acaba de receber um aporte de R$ 2,5 milhões de um grupo de investidores-anjos, que passa a ser dono de aproximadamente 10% do capital da “startup”. O número exato de pessoas pertencentes a esse grupo de investidores não foi revelado. A participação adquirida por cada um deles não é idêntica.

De acordo com Ribeiro, os recursos financeiros recebidos pelo ConsultaClick serão investidos principalmente em tecnologia. Está nos planos do empresário desenvolver softwares que alertem o usuário sobre a necessidade de se consultar novamente com um determinado especialista ou fazer um exame de rotina, por exemplo. Para fazer esse tipo de alerta, os sistemas vão usar informações fornecidas via web pelos próprios pacientes.

 “O investimento também pode ser usado para a expansão dos negócios para outros países na América”, disse Ribeiro. Além do Brasil, o ConsultaClick está presente na Espanha, na Romênia e em Portugal. O aporte de R$ 2,5 milhões, no entanto, é direcionado apenas à operação brasileira, de acordo com o executivo.

 A estimativa de empresários do segmento é de que existam pelo menos dez sites de agendamento de consultas médicas pela internet no Brasil atualmente. O modelo bem-sucedido do americano ZocDoc tem sido a principal inspiração para o surgimento de negócios semelhantes em diversas regiões.

 A cobrança de uma mensalidade de médicos e outros profissionais de saúde que querem colocar suas agendas na web é o modelo de negócio mais comum entre as companhias. A publicidade, no entanto, é outro importante pilar para a geração de receitas nesse tipo de negócio.

 O número crescente de competidores entrando nesse segmento não chega a ser motivo de preocupação para quem investe em sites como o ConsultaClick. Pelo contrário. “Nesse momento, a concorrência é o que vai ajudar a difundir entre os brasileiros o hábito de marcar consultas pela internet”, disse Bension Revkolevsky, um dos investidores-anjos do ConsultaClick.

 O site Help Saúde é outra empresa do segmento que chamou atenção de investidores. A companhia recebeu um aporte da gestora de fundos Astella Investimentos em 2011. No ano passado, outra gestora, a Kaszek Ventures, anunciou um aporte na empresa. Os valores não são divulgados. Por Bruna Cortez
Fonte: Valor econômico 27/02/2013

Gávea e Goldman Sachs vão investir em torres de celular

A Gávea Investimentos, gestora fundada pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, uniu-se à área de investimentos do banco americano Goldman Sachs para investir no mercado de torres de telefonia móvel para operadoras de celular. Batizada de Cell Site Solutions (CSS), a companhia pode receber investimentos de até US$ 300 milhões, sendo metade de cada sócio, conforme apurou o Valor.

A nova empresa será comandada por Raymond Ward, executivo que foi presidente American Tower, uma das principais companhias do segmento no país. Procurados, Gávea e Goldman Sachs não comentaram o assunto.

 A prestação de serviços para as operadoras de telefonia se tornou um filão para as gestoras de fundos de private equity, que compram participações em empresas. Com os investimentos previstos para atender as metas de cobertura das tecnologias 3G e 4G nos próximos anos, as operadoras têm optado por se desfazer de parte dos ativos e pagar um aluguel pelo uso. Apenas a Telefônica/Vivo obteve R$ 1,9 bilhão nos últimos dois anos com a venda de torres.

 O Brasil conta hoje com aproximadamente 60 mil torres de celular. Estima-se que esse volume poderá triplicar com a chegada da tecnologia 4G. De olho nesse potencial, vários fundos criaram companhias para adquirir essa infraestrutura. Apenas 15% dos sites de telefonia móvel (torres e antenas) no país são de propriedade de terceiros, ante aproximadamente 40% nos Estados Unidos.

 A TorreSur, da americana Providence, foi uma das primeiras a se movimentar na área e já aplicou R$ 1,4 bilhão na compra de 2,6 mil torres. No ano passado, a GP Investimentos, ao lado do Bradesco, investiu R$ 503 milhões na BR Towers, cujo primeiro negócio foi a aquisição de quase 2 mil torres da Telefônica/Vivo. No fim do ano passado, P2 Brasil, fundo de infraestrutura sob gestão do Pátria Investimentos e da Promon, anunciou a criação da Highline, com um aporte de R$ 300 milhões.

 Além da compra de estruturas já existentes, as empresas pretendem investir na instalação de novas torres, cujo custo individual varia entre R$ 150 mil e R$ 250 mil, mais o aluguel da área onde as antenas são instaladas. O desafio para as gestoras será obter um bom nível de rentabilidade para as operações em meio ao aumento da competição, segundo especialistas.

 O investimento na Cell Site Solutions marca a volta do Goldman Sachs ao segmento de private equity no Brasil. As últimas incursões do banco no país foram em 2007, com a compra da usina de açúcar e álcool Santelisa Vale, vendida dois anos depois para a francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), e na BRA Linhas Aéreas, que entrou em recuperação judicial.

 Do lado da Gávea, os recursos para o investimento na CSS devem vir do fundo mais recente captado pela gestora, em 2011, no valor de US$ 1,9 bilhão, o maior da história com foco em aquisições no país. Por Vinícius Pinheiro Valor Econômico
Fonte: cvmclipping 27/03/2013

Eike Batista deve vender o controle da MPX por US$ 2,5 bi, diz jornal

O empresário Eike Batista estaria negociando a venda do controle de sua empresa de energia, MPX, para a gigante alemã E.ON, de acordo com o jornal "Valor Econômico".

 Segundo a reportagem, a MPX estuda aumentar a fatia de participação da alemã (que já detém 11,7% da empresa brasileira) para um percentual que permita a transferência de controle.

 Anteriormente, havia preocupação em não ultrapassar os 35%, patamar que obriga a alemã a consolidar a dívida líquida da MPX (R$ 5,4 bilhões em dezembro) em seu próprio balanço.

 Além da E.ON, outras gestoras deverão entrar na operação, comprando parte das ações do empresário e também participando de um aumento de capital que deverá injetar US$ 1,5 bilhão na empresa.

 Entre esses gestores, Dynamo e Gávea-J.P. Morgan deverão acompanhar a operação, além de Bradesco e BNDESPar. Outros US$ 1 bilhão irão para o bolso de Eike. No total, a operação deve alcançar US$ 2,5 bilhões, segundo o "Valor".
Fonte:  UOL 27/02/2013

GP Investments faz aumento de capital de R$ 100 milhões na Ebam

Como resultado, a participação indireta da GP Investments na empresa brasileira aumentará de 62% para 80%.

 A GP Investments anunciou nesta quarta-feira (27/2) aumento de capital no valor de R$ 100 milhões na Empresa Brasileira de Agregados Mineirais (Ebam), adicional ao investimento inicial de R$ 64 milhões, relacionado à transação que foi iniciada em fevereiro de 2012 e que estava considerada como Temporary Holdings.

 Como resultado, a participação indireta da GP Investments na companhia aumentará de 62% para 80%.

 A Ebam é uma companhia que atua no mercado de produção e comercialização de agregados minerais que conta atualmente com três operações de rocha britada em fase de produção.

 De acordo com a GP, esta aquisição representa uma oportunidade única de entrada do GP em um setor relevante e com rápido crescimento no Brasil, que terá que se desenvolver para suportar as crescentes demandas dos setores de construção, pavimentação e infraestrutura ao longo dos próximos anos. 

"Vemos um rápido crescimento da construção civil no país, além de grandes projetos de infraestrutura em andamento, de estradas até barragens, pontes e plantas energéticas, tudo isso se traduzindo em demanda por concreto e asfalto, o que significa, no final, demanda por cimento, rocha britada e areia", disse Fersen Lambranho, Co-CEO da GP Investments.
Fonte:  Brasil Econômico 27/02/2013

MeA – Tratamento do Ágio na Aquisição

A edição da lei 11.638/07 gerou grande preocupação no mercado com respeito à possibilidade de aproveitamento fiscal do ágio, em relação às operações de aquisição de participações.

 Isso porque, nos termos do padrão contábil vigente na mencionada lei, o ágio pago na aquisição de empresas deixou de ser amortizado para fins contábeis. Todavia, surgiu uma dúvida relacionada à possibilidade de se continuar amortizando este ágio para fins fiscais, quando que para fins comerciais esse ágio não mais seria amortizado.

Resumidamente, pode-se definir o ágio como a diferença entre o preço pago, ou seja, o custo da aquisição, e o patrimônio líquido da empresa adquirida. De acordo com os termos da lei 9.532/97, após a incorporação da sociedade adquirida pela sociedade adquirente, ou vice-versa, o ágio registrado na contabilidade da empresa investidora terá seu tratamento tributário definido de acordo com sua natureza.

O ágio justificado com base no valor de mercado dos ativos da empresa adquirida deverá ser alocado ao custo do bem ou direito que lhe deu causa, para fins de futura depreciação, amortização ou apuração de ganho ou perda de capital. O ágio justificado com base na rentabilidade futura da empresa adquirida deverá ser registrado (para fins fiscais) como ativo diferido, sujeito à amortização de no máximo 20% por ano. O ágio justificado com base em outras razões econômicas e intangíveis não poderá ser amortizado para fins fiscais, permanecendo como custo do ativo adquirido para futura baixa.

Todavia, a análise do processo legislativo que levou à aprovação da lei 11.638/07 permite afirmar que tais mudanças tiveram por objetivo harmonizar a legislação contábil brasileira aos padrões contábeis internacionais.

 Com o propósito de mitigar as dúvidas existentes geradas pela lei 11.638/07, na apuração das bases de cálculos de tributos federais, foi editada a Medida Provisória 449/08, pondo fim à insegurança causada pela referida lei. Em 2009 foi sancionada a lei 11.941/09, resultado da mencionada medida provisória, que dentro de outras medidas, confirmou a criação do Regime Tributário de Transição (RTT), que busca neutralizar os impactos da adoção dos novos critérios contábeis instituídos pela lei 11.638/07. 

Desta forma, para os anos calendário 2008 e 2009, a adoção do RTT era opcional, sendo que esta informação devia ser manifestada para os dois anos em conjunto na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica de 2009 (calendário 2008). A partir de 2010 a adoção do RTT passou a ser obrigatória e valerá até a entrada em vigor de lei que discipline especificamente os efeitos tributários de cada um dos novos métodos e critérios contábeis aplicáveis a partir da edição da legislação em referência.

 Em síntese, para as empresas sujeitas ao RTT, a determinação das bases de cálculo do IRPJ, da CSL, do PIS e da COFINS será efetuada com base nos métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007, ou seja, sem levar em conta os efeitos das alterações contábeis introduzidas pela lei 11.638/07, pelos artigos 37 e 38 da lei 11.941/09, ou ainda pelos normativos da CVM.

Vale notar que o artigo 23 do texto final da MP 449/08 foi vetado pelo presidente da República, que "a fim de preservar a neutralidade tributária prevista no § 1º do art. 15 desta lei, os métodos e critérios contábeis introduzidos pela lei 11.638/07, relativos às contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência de sua avaliação a valor justo ou a valor presente, não produzirão efeitos para fins de imposto de renda, da CSLL, da COFINS e PIS/PASEP".

 Tal veto suscitou vários debates a respeito da eventual possibilidade desses ajustes (elementos do ativo e do passivo a valor justo ou a valor presente, como exigido pelos artigos 183, I, "a" e 184, III da lei das S.A.) terem ficado excluídos da neutralidade do RTT. Não obstante dúvidas existam no sentido do fisco eventualmente adotar essa posição, apresenta-se como a melhor interpretação aquela no sentido de que os artigos 16 e 17 da lei 11.941/07 garantem a neutralidade tributária para toda e qualquer receita, custo ou despesa gerada a partir da adoção dos novos métodos contábeis, isto é, que não ocorreriam se fossem aplicados os métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/07. Desta forma, estariam naturalmente incluídos os efeitos fiscais decorrentes dos ajustes de elementos do ativo e do passivo a valor justo e a valor presente.

 Finalmente, a lei 11.941/09 modificou também o artigo 226, §3º da lei das S.A., ao acrescentar o artigo 185-a, determinando que a CVM estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis à aquisição de controle, participações societárias ou segmentos de negócios, bem como às operações de fusão, incorporação e cisão envolvendo companhias abertas. *José Maria Meirelles é sócio do escritório Angélico Advogados.
Fonte: migalhas 27/02/2013

26 fevereiro 2013

Empresa brasileira de apps une operações com companhia americana

A brasileira I.ndigo, desenvolvedora de aplicativos para dispositivos móveis, uniu as operações com a Taqtile Mobility, empresa com sede em Seattle, nos EUA. Ela é conhecida por ter desenvolvido os softwares para smartphones e tablets para a campanha presidencial de Barack Obama, projeto que teve participação da I.ndigo.

 A fusão foi feita por meio da divisão da participação no capital da nova companhia formada, sem o aporte de recursos financeiros. A I.ndigo ficará com 50% da empresa e a Taqtile com a outra metade. Com isso, a equipe no Brasil que antes atendia cerca de 40% de projetos internacionais provenientes da Taqtile, deve aumentar seus esforços para que esse percentual chegue a 50%.

 A I.ndigo iniciou as atividades em 2008 e, embora já voltada para o segmento de mobilidade, ainda atendia alguns projetos de web. A partir do ano seguinte, ela passou a se concentrar apenas no desenvolvimento de apps para celulares. Conforme explica o sócio da I.ndigo/Taqtile, Danilo Toledo, atualmente a empresa possui aproximadamente 30 clientes no Brasil, entre eles os bancos Santander e Safra, a farmacêutica EMS e a seguradora Allianz. A empresa faturou R$ 10 milhões no ano passado, o que representa um crescimento de 300% em relação a 2011. Agora, com a fusão, a expectativa é dobrar o futramento até 2014.

 “Nosso diferencial é a equipe altamente capacitada e motivada. São cerca de 25 engenheiros de software, a maioria formados pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo [Poli-USP], ou seja, são pessoas disputadas por indústrias e empresas de grande porte”, conta Toledo. Segundo ele, a I.ndigo fornece incentivos como a distribuição de participação na empresa a toda a equipe. “Nosso primeiro contato com a Taqtile foi em 2009, por conta de um projeto para iPhone, o primeiro desenvolvido por nós, o qual conseguimos concluir com eficiência e em um terço do prazo. Essa e outras ações só foram possíveis pela cultura de inovação e motivação do nosso time”, ressalta o executivo.

 Em nota, o co-fundador e líder de produto da Taqtile, John Tomizuka, destacou a longa união com a I.ndigo. "Esta fusão é a formalização de uma parceria sólida que já existe. Temos trabalhado em estreita colaboração com a I.ndigo desde o início da Taqtile nos EUA. Este é simplesmente o próximo passo do nosso esforço em oferecer aos nossos clientes os melhores aplicativos e as melhores experiências digitais disponíveis em qualquer lugar”.
Fonte: tiinside 26/02/2013

Empresas de autopeças iniciam trajetória de retomada

No entanto, resultados do quarto trimestre ainda deverão refletir o mau desempenho da indústria no ano passado. Projeção no médio prazo começa a mostrar recuperação.

 O mau momento vivido pelo setor automotivo em 2012 pode ter ficado para trás. Balanços corporativos de empresas ligadas ao segmento, como Autometal, Iochpe-Maxion, Metal Leve e Randon devem começar a mostrar retomada, com perspectivas positivas para este ano.

 No entanto, os ganhos ainda serão tímidos no quarto trimestre. Abrindo a temporada de balanços do setor, a Marcopolo registrou queda de 12% no lucro líquido de 2012, em relação a 2011, e baixa de 17% no quarto trimestre.

 Mesmo assim, os resultados da empresa e da Metal Leve, que anunciará seu balanço no dia 11 de março, são considerados os melhores do setor.

 Para esta quarta-feira (27/2), os investidores aguardam o balanço da Iochpe-Maxion.

 Os analistas da Votorantim Corretora Ricardo Schewitzer e Juliana Chu apontam, em relatório, que a retomada do setor começou a ser observada nas vendas, e não na produção, refletindo a bem-sucedida tentativa a indústria de reduzir os estoques.

 "Considerando que os incentivos do governo devem continuar a beneficiar esta indústria em 2013, mantemos nossas perspectivas favoráveis para o setor, com vendas de veículos leves e expectativa de crescimento da produção de cerca de 5%, e projeção de vendas de veículos pesados (caminhões) de 14%, com aumento de produção de 25%", destacam os analistas.

 Entre as empresas, a Autometal, que divulgará seu resultado em 28 de fevereiro, pode reportar alguma deterioração resultante do mercado interno, devendo ser parcialmente compensada pela aquisição da Century Plastic e pela joint venture com a Donghua.

 Se mesmo com o setor penalizado em 2012, as ações das empresas como Autometal (AUTM3), Metal Leve (LEVE3) e Marcopolo (POMO4) tiveram valorizações surpreendentes, para este ano a perspectiva é melhor. Até o momento, os papéis já subiram 1,33%, 14,73% e 2,71%.

 Por outro lado, as ações da Iochpe-Maxion (MYPK3) acumulam perdas de 6,84%, assim como os papéis da Randon (RAPT4), com queda de 7,64%.

 Perspectivas 

 A visão dos analistas sobre a Randon no curto prazo é positiva por causa da expectativa favorável de crescimento da infraestrutura do país. O preço-alvo está em R$ 15,20, enquanto a cotação da ação está na faixa dos R$ 11.

 Desde que a corretora recomendou a compra das ações da Metal Leve, a empresa acumulou ganhos significativos. Em meio a isto, Schweitzer e Juliana cortaram a recomendação de "outperform" para "marketperform" por causa de uma breve realização de lucros, mas a visão segue positiva.

 Em relação à Marcopolo, apesar do fraco desempenho no quarto trimestre, a expectativa é de desempenho operacional consistente em 2013. A ação, que hoje está em R$ 13, teve o preço-alvo alavancado para R$ 15,60, com recomendação "marketperform" (na média do mercado).

 Com possíveis aquisições, a Autometal tem projeção positiva para este ano, mas no curto prazo, influenciado pelo mau desempenho do quarto trimestre, os analistas apontam uma visão negativa.

 Por outro lado, a recuperação da Iochpe-Maxion é vista por eles como positiva apenas para médio prazo, uma vez que no curto prazo o desempenho ainda é negativo. Por Niviane Magalhães
Fonte: brasileconomico 26/02/2013

Visa e Samsung assinam acordo sobre pagamentos móveis

Instituições financeiras contarão com um serviço seguro para o download de informações da conta de pagamento em dispositivos móveis da Samsung.

 A Visa e a Samsung anunciaram nesta segunda-feira (25/2) uma aliança global que une o conhecimento em pagamentos da Visa à liderança em tecnologia para dispositivos móveis da Samsung.

 O principal objetivo desta parceria é acelerar substancialmente a disponibilização de pagamentos móveis no mundo. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados.

 Pelo acordo, as instituições financeiras que estiverem planejando lançar programas de pagamento móvel poderão usar o Visa Mobile Provisioning Service para baixar, com segurança, as informações da conta de pagamento em dispositivos Samsung equipados com a tecnologia NFC (Near Field Communication).

 A tecnologia NFC é um padrão de comunicação global que permite que dispositivos móveis interajam, de forma segura, com um terminal de pagamento.

 Além disso, a Samsung se comprometeu a inserir o mini aplicativo Visa payWave em todos os seus dispositivos móveis com tecnologia NFC. O Visa payWave é a ferramenta de pagamento móvel da Visa que permite que os consumidores façam pagamentos apenas aproximando seus dispositivos móveis de um equipamento de leitura.

 "A Samsung tem sido uma pioneira em dispositivos NFC desde 2005, e agora, está liderando a viabilização dos pagamentos móveis. A parceria com a Visa é um passo em direção a uma plataforma de pagamento móvel global", diz Won-Pyo Hong, presidente e diretor da unidade de negócios Media Solution Center da Samsung Electronics.
Fonte:  Brasil Econômico25/02/2013

HP vende sistema operacional webOS para LG Electronics

A coreana LG Electronics adquiriu o sistema operacional webOS da HP com intenção de usá-lo em TVs conectadas, as chamadas smart TVs. O acordo de compra, anunciado nesta segunda-feira, 25, contempla o código fonte e a documentação do software, a absorção das equipes que trabalhavam com o sistema na HP, todos os websites relacionados ao produto e ainda as patentes referentes ao webOS. O valor do negócio não foi revelado.

 O webOS foi adquirido pela HP em 2010, quando a fabricante arrematou a Palm por US$ 1,2 bilhão. Agora, com a venda, a companhia coloca um ponto final nas histórias de fracassos com tablets e smartphones. Naquele ano, ela apostou todas suas fichas no projeto do tablet TouchPad, equipado com o sistema operacional da Palm. Mas a estratégia malogrou. Há cerca de uma década, a empresa foi uma das primeiras a aderir aos tablets com Windows, que tambem não tiveram sucesso significativo na época. Hoje, a HP vem trabalhando com o Android, do Google.

 As informações, divulgadas pelo site de tecnologia CNet, dão conta que, apesar da compra, a LG dará continuidade do uso do Android em smartphones. Segundo uma fonte ligada ao assunto, ouvida pelo site, grande parte dos funcionários da divisão de webOS para dispositivos móveis foi demitida pela HP, em cortes recentes. Com sua estratégia de produtos voltada para televisores com acesso à web, a LG espera construir uma “experiência intuitiva e serviços de internet através de uma vasta gama de aparelhos eletrônicos”, nas palavras do líder de tecnologia da LG, Skott Ahn.
Fonte: tiinside 25/02/2013

Netshoes prepara abertura de capital na Nasdaq

Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch e brasileiros Bradesco BBI e Itaú BBA foram contratados para coordenarem processo de IPO do maior comércio eletrônico de sapatos no Brasil

 A Netshoes, maior comércio eletrônico de sapatos no Brasil, contratou os bancos norte-americanos Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch e os brasileiros Bradesco BBI e Itaú BBA para coordernarem o processo de IPO (Initial Public Offering) na bolsa de tecnologia Nasdaq, segundo informações que circulam na imprensa.

Em vez de iniciarem o seu processo de abertura de capital na Bovespa, a Netshoes preferiu lançar suas ações na bolsa norte-americana, segundo informações da Exame. Esta opção teria sido feita em decorrência de questões culturais.

Isto porque os investidores estrangeiros estão mais habituados em investir em empresas que, apesar da taxa de crescimento elevada, ainda não possuem um fluxo de caixa positivo e constante.

 A administração da Netshoes afirmou que, pelo menos nesta primeira etapa, não irá abrir capital na Bovespa por motivos simplesmente técnicos, devido às características singulares da companhia.

A Netshoes vem obtendo resultados positivos, mas seu caixa é baixo, o que prejudica a sua captação de recursos e evolução patrimonial no Brasil. Fundada em 2000 pelo empresário Márcio Kumruiam, a expectativa é de que o faturamento em 2012 tenha chegado a R$ 1 bilhão. Por Lara Rizério
Fonte: Infomoney 26/02/2013

Heinz vende subsidiária de alimentos congelados na China

Companhia negociou unidade no país asiático para a chinesa Zhengzhou Sanquan Foods

 A famosa marca de catchup Heinz fechou, na última semana, a venda de sua subsidiária na China de alimentos congelados, a Xangai Long Fong Co, para a chinesa Zhengzhou Sanquan Foods. As informações são da agência internacional de notícias Bloomberg.

 Segundo a reportagem, a operação está em linha com a estratégia global da Heinz no segmento de alimentos congelados e não tem nenhuma ligação com a recente venda da companhia para Warren Buffett e o fundo 3G, liderado por Jorge Paulo Lemann.

 Com a compra, a Zhengzhou espera ampliar sua participação no mercado no segmento de refeições congeladas. A aquisição, que não teve valor revelado, será financiada com o caixa da própria companhia e deve ser concluída até o meio do ano.

 Duas semanas atrás, a Heinz concordou em ser comprada pelo valor de 23 bilhões de dólares. Buffett e os brasileiros do fundo 3G Capital, donos da Ambev e do Burger King, se unirem para fechar o negócio, considerado um dos maiores do setor. Daniela Barbosa
Fonte: exame 26/02/2013

Investidores estrangeiros ficam com 62,2% da oferta inicial da Linx

Os investidores estrangeiros ficaram com 62,2% dos ativos na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa de software Linx, cerca de 12,157 milhões de papéis. Do total comprado pelos investidores estrangeiros na oferta, 1,074 milhão de ações foram adquiridas pelo Credit Suisse e 1,267 milhão pelo Morgan Stanley, ambas as compras como forma de proteção (hedge) para operações com derivativos de ações realizadas no exterior.

 Os fundos de investimentos ficaram com a segunda maior fatia de ações da Linx na oferta: 25,1% ou 4,9 milhões de ações ordinárias. Pessoas físicas ficaram com participação de 9,8%, demais instituições financeiras com 1,5%, clubes de investimentos com 1,3% e demais pessoas jurídicas com 0,1%.

 A Linx abriu a temporada de IPOs de 2012 e captou os R$ 527,9 milhões na operação, com a venda da totalidade das ações dos lotes principal e suplementar. As ações são negociadas no Novo Mercado, nível máximo de governança corporativa da BM&FBovespa. Valoronline
Fonte: UOL 26/02/2013

Nova empresa de saúde do Pátria, Alliar planeja dobrar de tamanho

Fundada há apenas dois anos, a nova empresa de medicina diagnóstica Alliar, que tem entre os seus maiores acionistas o fundo Pátria, já tem 40 clínicas de exames de imagem e um faturamento de R$ 200 milhões graças a um agressivo processo de expansão que já envolveu 11 aquisições. "A meta é dobrar esses números e chegar a 80 unidades e faturamento de R$ 400 milhões neste ano, por meio de aquisições e crescimento orgânico", diz Fernando Terni, novo presidente da Alliar.

 Além desse forte processo de expansão, Terni, que já comandou a cervejaria Schincariol e a fabricante de celulares Nokia no Brasil, tem entre os seus projetos a abertura de capital da Alliar em 2014. Até lá, o objetivo é ganhar muscultura com investimentos que somam R$ 200 milhões, a serem aplicados até o fim do ano. Esses recursos são provenientes de caixa próprio, de um financiamento de US$ 25 milhões do banco de fomento alemão KfW para compra de equipamentos médicos da Siemens e de um empréstimo de US$ 50 milhões, em fase final de negociação, do IFC, braço do Banco Mundial para o setor privado. Os recursos do IFC serão destinados a crescimento orgânico e mais aquisições.

 Atualmente, a Alliar está presente em Minas Gerais, Campo Grande (MS), Ponta Grossa (PR) e Belém (PA), mas a meta é chegar a outras regiões do país. "Nosso interesse são clínicas de exames de imagem fora do eixo Rio-São Paulo", diz Terni. Com essa estratégia geográfica, a Alliar não concorre diretamente com os players Dasa e Fleury que têm uma forte presença nessas duas capitais. Hoje, a maior parte da receita vem de Minas Gerais devido a fusões expressivas fechadas nessa região do país, mas o objetivo é diluir essa concentração. Isso porque há também um forte concorrente mineiro, o laboratório Hermes Pardini que recebeu aporte da gestora Gávea e tem planos de crescer no segmento de exames de imagem.

 Ao contrário dos seus principais concorrentes, a nova empresa faz suas aquisições por meio de troca de ações e uma pequena parcela em dinheiro. "Por isso, hoje o capital da Alliar é bem pulverizado. Um terço está nas mãos de investidores e do Pátria e os outros dois terços pertencem a médicos que fundaram ou trabalham nas clínicas que se associaram", explica Fernando Pereira, diretor financeiro da Alliar e ex-sócio do Pátria. No modelo societário desenhado pelo grupo, a Alliar é majoritária nas empresas adquiridas e a gestão das clínicas continua com o fundador.

 Por trás desse agressivo plano de expansão da Alliar está o Pátria. A gestora de private equity tem uma longa experiência na área de laboratórios de medicina diagnóstica. Ela participou ativamente do processo de abertura de capital (IPO) da Dasa, a maior empresa do setor. Alexandre Saigh, um dos fundadores do Pátria, atuou por dez anos na Dasa. Na Alliar, Saigh não ocupa uma cadeira no conselho, mas participa ativamente das reuniões da empresa que também aposta em escala para crescer.

 Mesmo sendo uma novata, a Alliar já se beneficia do seu porte. No ano passado, fechou uma compra de US$ 50 milhões em equipamentos médicos da Siemens, um dos maiores contratos desse segmento fechados na América Latina em 2012, disse Pereira. Metade dessa compra será paga com o financiamento captado junto ao KfW. Por Beth Koike Valor Econômico
Fonte: Tudofarma 26/02/2013

SAP anuncia intenção de comprar a SmartOps

A SAP anunciou nesta segunda-feira, 25, a intenção de comprar a SmartOps, fabricante de software para otimização de níveis de estoque e serviços. Em comunicado, a multinacional alemã diz que a transação abre caminho para que desenvolva, explorando a plataforma SAP HANA, soluções para que as empresas controlem as "cadeias de suprimentos em tempo real", analisando, fazendo previsões, reagindo e se ajustando instantaneamente. O valor do negócio não foi revelado.

 As soluções da SmartOps fornecem parâmetros operacionais e metas para o planejamento da gestão da cadeia de suprimentos (SCM, na sigla em inglês), bem como variáveis envolvendo capacidade, estoque, demanda, lead time e disponibilidade de produto para permitir que os clientes otimizem os níveis de estoque e serviços.

 Fundada no ano 2000, a SmartOps lançou seu primeiro produto em 2001. A empresa tem mantido uma relação comercial formal com a SAP desde 2006 e, nos últimos quatro anos, tem feito parte do programa para extensões de soluções da SAP. Entre os clientes da SmartOps estão grandes marcas dos segmentos de manufatura, distribuição, produtos químicos, ciências biológicas, varejo, alta tecnologia e produtos de consumo.

 Segundo analistas, o mercado de software para cadeia de suprimentos é grande e diversificado em termos de ofertas e está em crescimento. Eles preveem um crescimento anual de 7,7 %, superando US$ 9 bilhões até o fim deste ano.
Fonte: tiinside 25/02/2013

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 SAP anuncia intenção de aquisição da empresa de software SmartOpsPartnerSales

A SAP AG anuncia planos para adquirir a SmartOps, empresa de software para otimização de níveis de estoque e serviços. A aquisição abre caminho para que a empresa desenvolva, explorando a plataforma SAP HANA, soluções para "cadeias de suprimentos em tempo real" que permitam aos clientes conduzir seus negócios em tempo real — analisando, fazendo previsões, reagindo e se ajustando instantaneamente.

 A SmartOps fornece importantes parâmetros operacionais e metas para o planejamento da gestão da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management - SCM). As soluções da companhia coordenam variáveis envolvendo capacidade, estoque, demanda, lead time e disponibilidade de produto para permitir que os clientes otimizem os níveis de estoque e serviços, liberando capital de giro para inovação e crescimento. A SmartOps e a SAP têm uma relação de longa data e oferecem em conjunto as melhores soluções para cadeias de suprimentos para muitos clientes de grande porte.

 Empresas de várias partes do mundo estão enfrentando problemas relacionados com a volatilidade dos mercados e a crescente complexidade logística. Ter sucesso nesse ambiente requer uma excelente compreensão da demanda por produtos e uma rede de abastecimento mais eficiente.

 A SmartOps desenvolveu algoritmos capazes de trabalhar com dados aleatórios em grande escala que eliminam a incerteza e o risco dos processos SCM. Esses algoritmos usam análise preditiva para ajudar a gerenciar as redes globais de distribuição e as vastas cadeias de suprimento com vários estágios. Essas soluções podem ser significativamente aprimoradas pela plataforma SAP HANA, permitindo o processamento de grandes volumes de dados em tempo real.

 A nova solução analítica baseada na nuvem Enterprise Demand Sensing da SmartOps vai aprimorar o SAP Demand Signal Management, permitindo que os clientes gerenciem as cadeias de suprimentos de forma preditiva e precisa, com base nas demandas em tempo real e nas necessidades dos clientes em constante mudança.

 Segundo analistas, o mercado de software para cadeia de suprimentos é grande e diversificado em termos de ofertas e está em crescimento. Eles preveem um crescimento anual de 7,7 %, superando US$ 9 bilhões até o final de 2013. A dinâmica do mercado também está mudando.
Fonte: partnersales 26/02/2013

25 fevereiro 2013

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 18 a 24/fev/13

Ao longo da semana de 18 a 24/fev/13, foram anunciadas com destaque pela imprensa 16 operações de Fusões e Aquisições, envolvendo direta ou indiretamente empresas brasileiras de 8 setores.

ANÁLISE DA SEMANA 

Principais constatações

Oito setores realizaram 16 operações nesta semana. Sendo os setores de TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO(TI), ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO e TELECOMUNICAÇÕES E MÍDIA os que mais se destacaram com 69% do total das transações.
A maior operação desta semana foi a Vigor comprando 50% da Itambé por R$ 410 milhões.
Entre as aquisições de empresas brasileiras por  estrangeiras, uma das mais importantes foi a Thomson Reuters comprando empresa brasileira T.Global, dona das empresas Softway, Trade-Easy e Sofleasing, companhias especializadas em sistemas que auxiliam na importar e exportar mercadorias.


 NEGÓCIOS DA SEMANA 
 "Market Movers" - Brasil. 

UOLDIVEO adquire o controle acionário da Compasso. O objetivo é ampliar o portfólio de produtos e serviços.
Thomson Reuters compra empresa brasileira de T.Global. É a oitava aquisição da Thomson Reuters no Brasil desde 2010.
J&F, dona do JBS, confirma compra do Canal Rural. Atrativos de destaques para aquisição  da TV, foi o público potencial de 110 milhões de telespectadores e de 400 leilões de gado que transmite.
Vigor compra de 50% da Itambé por R$ 410 milhões. A Vigor Alimentos S/A, empresa de lácteos da holding J&F, que também controla a companhia de alimentos JBS, compra a mineira Itambé.
 Estre Ambiental adquire o controle da Geo Vision que presta serviços de limpeza urbana coleta e tratamento de resíduos domésticos, hospitalares, industriais e da construção civil em SP. A Estre já comprou a Resicontrol (que pertencia à Veolia), a Cavo (do grupo Camargo Corrêa), a Soma, a Viva Ambiental e a CGR Itaboraí,.

 "Market Movers” - Exterior 

 Wall Street vê nova onda de grandes fusões e aquisições. Uma série de aquisições anunciadas uma após a outra indica que a era dos grandes negócios está de volta a Wall Street, depois de seis anos de ausência. Fusões e aquisições sofreram um baque depois da crise financeira.
Mas este ano está se mostrando diferente. O valor total das fusões e aquisições anunciadas desde janeiro alcançam quase US$ 160 bilhões, o maior num início de ano desde 2005. Esse surto recente de grandes negócios não é mera coincidência. O argumento é o seguinte: as empresas já colheram em grande parte os benefícios das iniciativas de corte de custos e aumento de produtividade implementadas desde a recessão.
Elas estão agora procurando outras maneiras de crescer a um ritmo que faça os acionistas felizes. Fusões e aquisições, diz a teoria econômica, são uma forma de fazer isso acontecer.
A produtividade das empresas deu um salto na esteira da recessão, já que elas demitiram funcionários e reduziram custos agressivamente. Grupos financeiros estão novamente dispostos a viabilizar negócios desta dimensão porque os banqueiros estão confiantes de que podem rapidamente vender a dívida a investidores em busca de juros mais altos. Investidores em dívida também gostam de negócios grandes porque eles são mais fáceis de comprar e vender no mercado secundário.
Nos próximos meses, há dois caminhos prováveis para as fusões e aquisições.
O primeiro vai usá-las para estabelecer ligações entre mercados nos Estados Unidos e no exterior, com capital fluindo para dentro das empresas americanas ao invés de para fora.O segundo caminho será os típicos negócios de racionalização de um setor, que podem ter sido contemplados por anos, mas careciam da confiança do mercado para se concretizarem.
 E parece ser mera questão de tempo para que uma consolidação maior bata às portas de Wall Street, agora que os bancos, estabilizados por restruturações internas, vêem as fusões como um próximo e talvez inevitável passo, ainda que doloroso. thewallstreetjournal

Amazon compra empresa de tecnologia “texto para voz”

Bancolombia comprará HSBC Panamá por US$2,1 bilhões. 

Norte-americanas OfficeMaX e Office Depot negociam fusão. 

Fusão entre American Airlines e US Airways marca ciclo pós-crise no mercado aéreo. A fusão entre as companhias American Airlines e US Airways, anunciada, é mais uma resposta de grandes competidores do mercado aéreo ao momento pós-crise. O negócio também reforça a forte tendência para novas fusões no setor nos próximos anos. O negócio que cria a maior companhia aérea do mundo, com receita de US$38,7 bilhões.
Fusões de companhias aéreas no Brasil e no mundo:

  •  Azul + Trip - Após anunciar em 2012 um processo de fusão, as companhias aéreas Azul e Trip ficaram com participação de 14,2% no mercado doméstico. 
  •  Gol + Webjet - A Gol adquiriu, em 2011, 100% do capital da Webjet, por R$96 milhões. Em 2012, a Webjet deixou de existir e 850 funcionários foram demitidos. 
  •  Tam + Lan - Anunciada em 2010 e aprovada em 2012, a fusão entre a TAM e a chilena LAN posicionou a nova empresa entre os 10 maiores grupos de aviação do mundo. 
  •  United Airlines + Continental - Em maio de 2010, a United Airlines e a Continental anunciaram acordo de fusão. Avaliado em US$ 3 bilhões, o negócio criou a maior companhia aérea do planeta. 
  •  Ocean Air + Avianca - Desde abril de 2010, a brasileira Ocean Air passou a operar com a marca colombiana Avianca, controlada pelo grupo Synergy Aerospace. 
  •  British Airways + Iberia - A Comissão Europeia (CE) dei sinal verde, em 2010, à fusão entre a Iberia e a British Airways, criando a terceira maior companhia da Europa. 
  •  Gol + Varig - Em maio de 2007, a Gol Linhas Aéreas comprou a Nova Varig (VRG Linhas Aéreas) por cerca de US$ 320 milhões. 
  •  Air France + KLM - A Air France-KLM foi criada em 2003 em uma fusão das empresas Air France e KLM. 

 RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES 

 01 - Visando ampliar seu portfólio de Serviços à aplicações, UOLDIVEO adquire o controle acionário da Compasso. O UOLDIVEO anunciou a aquisição do controle acionário da empresa Compasso Informática S.A., que atua no mercado deIT Professional Services, provendo principalmente soluções Oracle Middleware. Esta aquisição tem como principal objetivo ampliar o portfólio de produtos e serviços para gerar crescimento e atender às demandas de seus clientes de uma maneira mais ampla. 18/02/2013 
02 - Por serviços de TI, Compusoftware vai às compras e adquire a IT Brain. Revendedora de licenças de software - com forte DNA da Microsoft, a Compusoftware, do grupo nacional GlobalWeb Corp., compra da IT Brain, especializada em oferta de serviços e consultoria. Planejamento prevê alcançar um faturamento de R$ 160 milhões ao final do ano, sendo 10% oriundos dessa aquisição. Com a aquisição, a Compusoftware se prepara para ampliar a sua presença nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal. Na prática, com a IT Brain, a companhia passa a oferecer podutos de consultoria no processo de escolha de programas de licenciamento, de produtos e de tecnologias, a Compusoftware também passa a oferecer a seus clientes o serviço de apoio à formação de cultura tecnológica interna. 15/02/2013 
03 - Thomson Reuters compra empresa brasileira de TI. Thomson Reuters anuncia a aquisição da empresa brasileira T.Global. A T.Global é donas das empresas Softway, Trade-Easy e Sofleasing, companhias especializadas em sistemas que auxiliam na importar e exportar mercadorias. A T.Global desenvolve soluções empresariais para gerenciar processos e pagamentos de impostos e tarifas alfandegárias para empresas importadoras e exportadoras. Iniciou seu processo de internacionalização com um escritório em Buenos Aires, na Argentina. É a oitava aquisição da Thomson Reuters no Brasil desde 2010. 19/02/2103 
04 - Pepper e Flap encerram sociedade. Sócios fundadores da Flap recompram 39% das ações adquiridas pelo grupo InvestPromo em 2012. Em julho passado, elas se uniram após o grupo InvestPromo, sócio da Pepper, ter adquirido 39% das ações da Flap, sediada em Brasília. Desde então as empresas vinham operando sob a bandeira FlapPepper. O acordo ruiu por visões divergentes quanto ao rumo do negócio: enquanto a empresa do InvestPromo tinha intenção de se aprofundar em licitações públicas, a Flap mirava anunciantes da iniciativa privada. A meta de faturamento estabelecida à época era de R$ 25 milhões em 2014. 19/02/2013 
05 - RIWeb e FIRB se unem para ganhar mercado. A RIWeb, que fornece serviços de tecnologia para empresas de capital aberto, vai juntar esforços com a consultoria de relações com investidores FIRB. A ideia é oferecer toda a gama de serviços de assessoria a companhias listadas, aos moldes do que já faz a líder de mercado MZ Group.Tem carteira de serviços complementar e já atuam nas duas pontas para uma alguns clientes. Atendência é que, juntas, as empresas consigam crescer mais de 50% neste ano. 19/02/2013  
06 - Conselho da Laep aprova fusão com Prosperity. O conselho de administração da Laep aprovou uma fusão com a Prosperity Overseas, controlada pela Companhia Fabril e Comercial de Angola. Pela fusão, a Laep, controladora da marca Parmalat no Brasil, deixará de existir e a Prosperity, com sede em Bermuda, será sucessora de todas as obrigações conjuntas das empresas. 19/02/2013 
07 - Indusval fecha a compra da butique Voga. O Banco Indusval & Partners assinou compromisso de compra da butique de finanças corporativas Voga. A intenção é criar uma plataforma de banco de investimentos completa para atender os mais de mil clientes do banco, a partir da equipe de 20 profissionais vindos da Voga, especializada em fusões e aquisições e também em colocações privadas de ações.O valor da transação não foi revelado. Parte do pagamento aos sócios da Voga será feita em dinheiro no ato. Mas outra parte está atrelada a desempenho futuro da nova área. 20/02/2013 
08 - J&F, dona do JBS, confirma compra do Canal Rural. A J&F, holding que controla o frigorífico JBS comprou o Canal Rural. A emissora especializada em agronegócios pertencia, há 16 anos, ao Grupo RBS. O valor da aquisição não foi divulgado. Pessoas próximas à transação afirmam que o acordo foi fechado por 40 milhões de reais. No ano passado, o Canal Rural teria faturado cerca de 50 milhões de reais. Entre os atrativos para adquirir a emissora de TV, o J&F destacou o público potencial de 110 milhões de telespectadores no país, além dos mais de 400 leilões de gado que transmite por ano - sim, dá mais de um por dia. 20/02/2103 
09 - Vigor compra de 50% da Itambé por R$ 410 milhões. A Vigor Alimentos S/A, empresa de lácteos da holding J&F, que também controla a companhia de alimentos JBS, confirmou a compra da mineira Itambé. O acordo foi fechado hoje com a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda. (CCPR), dona da Itambé. O valor do negócio foi de R$ 410 milhões, que serão investidos para fortalecer a estrutura de capital e contribuir para o crescimento de uma das mais tradicionais companhias de lácteos do Brasil. A Itambé era a terceira maior empresa em captação de leite, com recepção anual - de produtores diretos e de terceiros - de 1,1 milhão de litros de leite, com 8,55 mil produtores e produção de 272 litros de leite por dia. A empresa possui cinco fábricas, sendo quatro em Minas Gerais e uma em Goiás, dez centros de distribuição e volume de processamento de mais de 3 milhões de toneladas de leite por ano.21/02/2013 
10 - Tarpon eleva participação na Metalúrgica Gerdau. A Metalúrgica Gerdau informou ao mercado nesta sexta-feira que a Tarpon Gestora de Recursos elevou a participação na companhia para 20,38 por cento das ações preferenciais da empresa, equivalente a 56.048.000 papeis. 22/02/2103 
11 - Profarma e Nutrilatina constituem joint venture. A Profarma e a Nutrilatina constituíram joint-venture, a Supernova, que terá capital social inicial de R$ 300 mil. Será uma plataforma de distribuição dos produtos da Nutrilatina, utilizando todo o expertise da Profarma. A distribuidora de medicamentos passa a comercializar com exclusividade os produtos Nutrilatina para o varejo farmacêutico. A joint-venture será composta por 35% de participação da Profarma, 35% da Nutrilatina e mais 30% do Sr. Leonardo Chiacchio, dos quais a Profarma terá opção de compra após quatro anos. 22/02/2013 
12 - Nativ Pescados recebe aporte de fundo de investimento voltado à aquicultura. A Nativ Pescados empresa de pescados de aquicultura, que atua em toda a cadeia, desde a reprodução das espécies, até a industrialização e comercialização dos seus produtos, recebe o aporte de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) voltado ao mercado de aquicultura, administrado pela empresa Global Equity. A NATIV PESCADOS cultiva as espécies amazônicas Tambaqui, Pintado da Amazônia e a Tilápia. Atualmente possui duas linhas de produtos, vendidos resfriados e congelados para o atacado e varejo, além de hotéis, restaurantes e catering no mercado nacional. Exporta também para Suíça, Alemanha, Portugal, Espanha e Estados Unidos. 22/02/2103 
13 - Empresa de publicidade em vídeos recebe investimento de US$ 500 mil. A Samba Ads, empresa de publicidade em vídeos, conseguiu um investimento de US$ 500 mil (R$ 986 mil). A start-up pretende com essa verba aumentar sua penetração no mercado de vídeo ads (promocionais) na América Latina. A empresa lançada ano passado é uma derivada da Sambatech, companhia de vídeos on-line e web TV. Os investidores são os fundos e.bricks Digital (do Grupo RBS), Initial Capital, 500 Startups e Rhodium. A Samba Ads afirma que em 2012 veiculou 100 milhões de anúncios em vídeos na sua rede. Ela gerencia uma rede de publishers e anunciantes de vídeos on-line. O Brasil é o quinto maior mercado de internet do mundo, gasta mais de US$ 12 bilhões por ano na internet. 23/02/2013 
 14 - Sorin Group adquire Alcard Indústria Mecânica. Sorin Group empresa italiana da área de dispositivos médicos e tratamento de doenças cardiovasculares adquiriu Alcard Indústria Mecânica Ltda., fabricante de linha de produtos médicos para uso em cirurgias cardíacas, de São Paulo. Esta aquisição permite Sorin fortalecer sua presença no mercado brasileiro e latino-americano. O valor da aquisição não foi divulgado 19/02/2013 
 15 - Aldeia Brasil chega ao País com estimativa de faturar R$ 48 milhões no primeiro ano. A AldeiaBrasil empresa on-line especializada em oferecer serviços de turísticos e de viagens, chega ao Brasil com oferta de destinos para vários lugares do mundo, a fim de atender a demanda de homens e mulheres com idades entre 20 e 65 anos. A empresa recebeu a ajuda de um investidor anjo no valor inicial de R$ 3 milhões, e, que já inicia as atividades com uma equipe de 25 colaboradores. Iniciará a expansão para a América Latina a partir do ano que vem, e, enfatiza as boas oportunidades de ampliar os negócios no e-commerce. 22/02/2013 
 16 - Estre Ambiental adquire o controle da Geo Vision. A companhia presta serviços de limpeza urbana coleta e tratamento de resíduos domésticos, comerciais, hospitalares, industriais e da construção civil em SP. A principal empresa da Geo Vision é a Leão Ambiental, que atua em Ribeirão Preto e na região. Sem revelar o valor do negócio, a empresa tem um porte semelhante ao da Viva Ambiental - adquirida pela Estre em abril/12, com faturamento em torno de R$ 200 milhões ao ano. A companhia opera quatro aterros sanitários, três plantas de tratamento de resíduos de serviços de saúde e é formada por três divisões.A última aquisição feita pela Estre ocorreu em setembro, quando adquiriu 11% da companhia americana Star Atlantic Waste Holdings - que atua em gestão de resíduos sólidos nos Estados Unidos. Além da Geo Vision, o grupo Estre já comprou as empresas Resicontrol (que pertencia à Veolia), Cavo (do grupo Camargo Corrêa), Soma, Viva Ambiental e CGR Itaboraí, desde o início de suas operações. Em 2011, negociou uma fusão com a Haztec, do Rio, que não foi adiante.25/02/2013 

POSTAGENS MAIS ACESSADAS NESTA SEMANA 


RELATÓRIOS 
DESTAQUES DA:
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SEMANA ANTERIOR >>>11 a 7/fev/13 >>>;

FUSÕES E AQUISIÇÕES: 58 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM JANEIRO/13 

TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em janeiro/2013 

 M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ 

 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da consolidação das informações semanais coletadas pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Os dados estão limitados às informações noticiadas pela imprensa e, sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity - dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é precisa a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para a exatidão e transparências das informações.