01 agosto 2017

Fundação Eugénio de Almeida compra empresa dos vinhos Tapada do Chaves

A Fundação Eugénio de Almeida (FEA), detentora da Adega Cartuxa, em Évora, anunciou hoje a aquisição da empresa dos vinhos Tapada do Chaves, produzidos em Portalegre, numa herdade com duas das mais antigas parcelas de vinha do Alentejo.

Sem divulgar o valor da aquisição, a FEA explicou à agência Lusa que a empresa Tapada do Chaves -- Sociedade Agrícola e Comercial, S.A. foi comprada à Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa, que possui as Caves da Murganheira.

"A Tapada do Chaves, uma propriedade e marca de vinhos de qualidade da região de Portalegre, acaba de mudar de mãos", revelou a FEA, acrescentando que o negócio foi concretizado "depois de algum tempo de negociações".

A empresa vai manter a mesma designação e administração vai ser conduzida por José Mateus Ginó, Pedro Baptista e Rita Rosado, que integram o conselho executivo da Fundação Eugénio de Almeida ... leia mais em dn.pt 01/08/2017

01 agosto 2017



Fnac pagou R$ 130 milhões para vender filial

A Fnac Darty colocou pouco mais de R$ 130 milhões (€ 36 milhões) na subsidiária brasileira na transação para a venda da rede para a Livraria Cultura, mostram os  números do primeiro semestre publicados pelo grupo francês na semana passada.

Ou seja, os franceses injetaram recursos do próprio bolso para conseguir se desfazer do negócio, que acumulava perdas consecutivas há anos... Leia mais em valoreconomico 01/08/2017



Investidor recebe com cautela retorno das empresas à Bolsa

O investidor encara com cautela e pouco apetite a risco a volta das empresas à Bolsa de Valores de São Paulo, após três anos de paralisia.

Neste ano, sete companhias lançaram ações na B3 (antiga BM&FBovespa), um salto em relação a um único IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) realizado em 2016. Os anos de 2015 e 2014 também tiveram só uma oferta inicial cada um.

Dessas, cinco saíram perto do piso da faixa de referência de preço ou abaixo dele, ou seja, o intervalo de valores calculado pelos ofertantes foi considerado superestimado pelos investidores.

O momento é de um "otimismo cauteloso, diferente de euforia", segundo Edmar Lopes, presidente do conselho de administração do Ibri (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores). Para ele, a precificação no piso mostra que "o mercado é do comprador, e não do vendedor".

"A confiança está retomando, mas o preço é evidência de que ainda há cautela do investidor. Se ele estivesse eufórico e disposto a pagar qualquer preço, os IPOs sairiam no topo da faixa."

Nesta segunda-feira (31), a resseguradora IRB estreou na B3 com o preço da ação no piso da faixa indicativa e a empresa de energia Omega ficou abaixo do piso.

No mês passado, o varejista Carrefour também concluiu seus IPO no piso da faixa de preço determinada.

Assim como a Omega, a locadora de carros Movida, no início do ano, teve de reduzir o preço dos papéis às vésperas da fixação de preços porque sua estimativa inicial não gerou interesse.

Já a Unidas, também locadora de veículos, e a empresa de tecnologia Tivit preferiram não seguir adiante devido à baixa demanda.

A companhia aérea Azul e a distribuidora de medicamentos Biotoscana estrearam na Bolsa no centro da faixa de preço. A empresa de diagnósticos Hermes Pardini ficou um pouco acima do piso.

O professor de finanças Edgar Abreu, da PUC-RS, diz que, com exceção da Biotoscana, todos os IPOs realizados após a revelação da delação do empresário Joesley Batista —que tornou incerto o futuro do presidente Michel Temer— foram precificados no piso.

"Mais de 50% dos investidores na Bolsa são estrangeiros. A informação de uma delação envolvendo o presidente pesa muito para ele. E há outras empresas na fila para fazer IPO que estão com medo, esperando resolver a incerteza política", diz Abreu.

CUSTO

Outro aspecto dos IPOs recentes é o custo em relação ao valor captado na transação. Estudo da Deloitte aponta que o preço para realizar as três primeiras ofertas públicas de ações do ano até abril (4,9% do valor captado) se equipara ao dos anos de patamares mais altos. O custo da única abertura de capital de 2016 ficou em 3,7%.

Para abrir capital na Bolsa, uma empresa tem de pagar comissões e honorários de advogados, consultores e auditoria externa. O processo é coordenado por instituições financeiras, que geralmente representam os custos individuais mais altos.

Carlos Zanotta, sócio da Deloitte, afirma que o custo sobe quando a empresa entra em compasso de espera para avaliar cenários indefinidos como o que o Brasil enfrenta.

Também reflexo do cenário econômico, alguns dos IPOs atuais se diferenciam da onda de 2007 por buscar melhorar a estrutura de capital das empresas reduzindo o endividamento. Há dez anos, na euforia das aberturas de capital, as estreantes na Bolsa queriam recursos para sustentar seus planos de expansão.

"Hoje, com menos crescimento, o investidor quer mais retorno. A empresa que tem menos divida consegue produzir mais lucro", diz Lopes.  Folha de S.Paulo - Leia mais em abinee.01/08/2017




Cade aprova sem restrições compra da Vale Fertilizantes pela Mosaic

Negócio anunciado em dezembro com a empresa norte-americana vai render US$ 2,5 bilhões à Vale

A aquisição da Vale Fertilizantes pela norte-americana Mosaic foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de acordo com publicação do órgão no Diário Oficial da União desta terça-feira, 1º.


A unidade da mineradora Vale adquirida pela Mosaic tem capacidade de produção de 4,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados e 500 mil toneladas de potássio, incluindo cinco minas brasileiras de fosfato, quatro fábricas de produção de químicos e fertilizantes e uma unidade de potássio no Brasil.

"Esta aquisição dá à Mosaic a oportunidade de se beneficiar do crescente mercado agrícola brasileiro... Para a Vale, a operação garantirá uma importante entrada de capital e uma posição minoritária relevante no negócio mundial de fertilizantes", resume o parecer do Cade sobre o negócio.

Por meio da transação, a Mosaic também adquire a participação de 40 por cento da Vale Fertilizantes na mina de fosfato Miski Mayo, no Peru, bem como o projeto de potássio em Kronau, em Saskatchewan, no Canadá.

A Mosaic poderia também adquirir o projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, como parte da negociação, mas a empresa não exerceu a opção. Também ficou de fora da transação a unidade de nitrogênio e não-fosfatados de Cubatão, segundo o Cade.

Por outro lado, a Vale ficará com 11 por cento das ações da Mosaic após a conclusão do negócio, podendo indicar até duas pessoas para o Conselho de Administração da Mosaic, sendo que uma delas deverá ser um membro independente. Leia mais em estadão 01/08/2017



Blackstone negocia compra de carteira de imóveis do Banco Popular

O Blackstone está em conversações exclusivas a fim de adquirir uma participação majoritária na carteira imobiliária do Banco Popular. Trata-se de uma coleção de ativos que contribuiu para instaurar o quase colapso do banco espanhol no início deste terceiro trimestre.

O banco informou ontem que tinha recebido várias ofertas pela carteira nos últimos dias, mas que decidira entrar em negociações com a gestora de ativos dos Estados Unidos.

A venda dos ativos está sendo acompanhada de perto devido às suas implicações sobre a fixação de preços de empréstimos de difícil quitação e de ativos imobiliários em toda a Espanha.

O Banco Popular, que teve de amargar € 37 bilhões em ativos considerados tóxicos, enfrentou uma corrida bancária em junho que obrigou as autoridades europeias a declarar que a instituição estaria "falindo ou tendente a falir" e colocá-la em regime de resolução - mecanismo de Comissão Europeia para reestruturar, recapitalizar ou liquidar instituições deficitárias.

O Banco Santander, a maior instituição financeira da zona do euro por valor de mercado, comprou o Popular pela soma simbólica de € 1 e prometeu sanear a instituição e se desvencilhar de seus ativos imobiliários.

Ana Botín, a presidente do conselho de administração do Santander, disse em junho que seu plano para recuperar o Popular inclui vender pelo menos metade de seus ativos imobiliários nos próximos 18 meses. O Popular tem cerca de € 30 bilhões em ativos imobiliários e em empréstimos imobiliários.

O mercado europeu para empréstimos não quitados tem se mostrado pujante nos últimos meses. Bancos americanos, por exemplo, competem entre si para conceder crédito a potenciais compradores de carteiras, e a Espanha está sendo vista como um mercado especialmente atraente, em vista da recuperação econômica em curso no país.

Houve uma onda de negócios relevantes recentes. No início de julho, o UniCredit concluiu a venda de empréstimos à Pimco e à Fortress, enquanto o Bain Capital Credit gastou € 1 bilhão com empréstimos em Portugal e na Espanha.

De acordo com a Deloitte, os fundos captaram US$ 300 bilhões para adquirir as dívidas de difícil recebimento do setor bancário do continente.

O Blackstone já investiu em contratos espanhóis não saldados de crédito imobiliário residencial. Em 2014, adquiriu da CatalunyaCaixa € 6,4 bilhões em dívidas dessa categoria, pelos quais pagou € 3,6 bilhões. Desde então, securitizou uma parcela dos empréstimos que tinham se tornado "rerecebíveis".

José Antonio Álvarez, executivo-chefe do Santander, disse na sexta-feira que o banco estava avaliando ofertas, mas que não poderia tomar uma decisão sobre a venda dos ativos antes da aprovação definitiva de sua tomada de controle pelas autoridades antitruste europeias.

Ele acrescentou que, desde que comprou sua concorrente de menor porte, o Santander levantou cerca de € 7 bilhões em capital para sanear o balanço do Popular e que recuperou € 6,5 bilhões dos € 20 bilhões em depósitos no Popular sacados durante o primeiro semestre do ano.

Ao divulgar os resultados do segundo trimestre, na semana passada, os efeitos das carteiras de empréstimos e imobiliária do Popular fizeram-se sentir visivelmente sobre o Santander. O Santander disse que sua relação de empréstimos não quitados subiu de 3,74% para 5,37% no período de três meses.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/08/2017




Fibria ainda está na briga pela Eldorado

A companhia brasileira Fibria, maior companhia de celulose do mundo, tem uma proposta na manga para comprar a concorrente Eldorado, que pertence à família Batista, caso as negociações em curso com o grupo chileno Arauco não avancem, apurou a reportagem.

Fontes a par do assunto afirmaram que o grupo brasileiro aguarda o fim do acordo de exclusividade entre Eldorado e Arauco, valido até a meia-noite de quinta-feira (3), para formalizar sua oferta.

A Eldorado fechou, no fim de junho, um acordo de exclusividade com a Arauco por 45 dias. Nesse acordo, segundo fontes de mercado, o grupo chileno teria se comprometido a pagar US$ 4 bilhões pelo negócio. A companhia chilena, então, começou a fazer o processo de due dilligence (auditoria) na empresa.

Nos últimos dias, contudo, a família Batista teria sinalizado à Fibria, que tem o grupo Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como acionistas, que poderia analisar uma proposta do concorrente brasileiro, afirmaram duas fontes à reportagem.

A companhia chilena Arauco é assessorada pelo banco Santander. A aquisição da Eldorado pela Arauco é considerada estratégica para o grupo chileno ganhar mais relevância no mercado internacional. Procurada, a Arauco não retornou os pedidos de entrevista.

Para a Fibria, a compra do rival traz sinergia ao grupo, uma vez que a fábrica da Eldorado está localizada em Três Lagoas (MS), mesma cidade onde a Fibria está instalada.

Procurada, a assessoria da Fibria informou, por meio de nota, que "a companhia já manifestou que tem interesse nos ativos da Eldorado Celulose, mas não fez, até o momento, nenhuma proposta vinculante pela empresa. Da parte da Fibria, aguardamos o fim do período de exclusividade da negociação anunciado pela Eldorado Celulose com outra companhia para nos manifestarmos."

Já a holding J&F afirmou que "não comenta a venda de ativos além das informações públicas e respeita os contratos de exclusividade em andamento".

Com dívida líquida de cerca de R$ 8 bilhões, a Eldorado também tem os fundos de pensão Funcef (Caixa) e Petros (da Petrobrás) como acionistas. Funcef e Petros fazem parte do fundo de investimento (FIP) Florestal, que também tem a J&F, holding dos irmãos Batista, como sócio.

De acordo com uma fonte do mercado financeiro, que preferiu não identificar, se a Eldorado for vendida a uma companhia de capital fechado - caso da Arauco -, a chance de saída dos fundos de pensão do negócio é menor. Se a compra for feita por um grupo com ações em Bolsa, caso da Fibria, a saída do negócio deve ocorrer mais rapidamente. Com a queda recente do dólar, a companhia está avaliada entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões, disseram fontes. Estadão - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 01/08/2017



IFC, braço do Banco Mundial, aposta em fintech brasileira de cartões

A International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, planeja ficar sócia de uma fintech (startup do setor financeiro) brasileira de meios de pagamento, a Koin.

A empresa busca captar US$ 4,25 milhões com uma venda privada de ações para financiar seus planos de expansão.

Sem cartão. A IFC deve aportar até US$ 2,25 milhões. A Koin oferece um serviço para quem quer fazer compras pela internet, mas não tem cartão de crédito. O criador é Ricardo Laureano Siqueira, que também criou a Maxipago, vendida à Rede, do Itaú. (Altamiro Silva Junior) Leia mais  em colunadobroad.estadao 01/08/2018



Cofco e CMAA querem participar de leilão da usina Revati, da Renuka do Brasil

A Cofco Brasil e a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) manifestaram interesse em participar do leilão da Usina Revati, da Renuka do Brasil, em recuperação judicial, de acordo com petições dessas empresas vistas pela Reuters.

O leilão da unidade, com capacidade instalada para moer 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, faz parte do processo de recuperação judicial aprovado pelos credores em maio.

O leilão está previsto para o dia 4 de setembro. A Reuters não conseguiu um posicionamento imediato da Cofco Brasil, subsidiária da chinesa Cofco. A CMAA também não comentou o assunto imediatamente. (Por José Roberto Gomes) Reuters Leia mais em dci 01/08/2107



TPG oferece R$ 1,8 bi por ativos da Abengoa

A espanhola Abengoa, que está em recuperação judicial no Brasil desde janeiro do ano passado, conseguiu assegurar uma oferta firme do fundo americano TPG (Texas Pacific Group) pelas sua sete linhas de transmissão em operação, que avalia os ativos em quase R$ 1,8 bilhão, incluindo dívidas.

Além de fortalecer a empresa para o leilão judicial, a oferta tem o potencial de reduzir o problema da transmissora de forma significativa.

Pelas linhas de transmissão, que somam 3.500 quilômetros, o TPG aceitou pagar R$ 465 milhões, sendo R$ 400 milhões na partida e outros R$ 65 milhões posteriormente, além de assumir R$ 1,3 bilhão em dívida. Com isso, restarão na recuperação judicial R$ 1,8 bilhão em dívidas - sendo uma parcela grande de contratos referentes às linhas ainda em construção com fornecedores.

O Valor apurou com fontes próximas da situação que a ideia é utilizar a oferta do TPG para balizar outras que sejam apresentadas no leilão judicial da companhia. A proposta do fundo vai funcionar como um "stalking horse", expressão usada para descrever o investidor que faz a primeira oferta e tem o direito de cobrir eventuais novas propostas no leilão, se assim o desejar.

Com a proposta firme em mãos, os advogados da Abengoa devem ajuizar ainda nesta semana uma versão atualizada do plano de recuperação judicial da companhia. A assembleia de credores foi suspensa em 13 de junho e será retomada em agosto. Isso foi feito justamente para que a companhia tivesse tempo de avançar nas negociações dos ativos operacionais e pudesse apresentar um plano com uma oferta.

As sete linhas de transmissão em operação somam receita anual permitida (RAP) de R$ 476 milhões. Como a Abengoa não tem 100% de todas elas, a receita proporcional dos ativos é de cerca de R$ 267 milhões. Foram investidos R$ 4,9 bilhões na construção dos ativos.

Além do TPG, a Abengoa chegou a negociar os ativos operacionais com outros investidores, como a chinesa State Grid, a Equatorial em uma parceria com o BTG Pactual, e a Taesa. A expectativa dos envolvidos é de que o leilão judicial das linhas de transmissão terá outros interessados.

O TPG tem, atualmente, mais de US$ 73 bilhões sob gestão. No Brasil, a gestora chegou a ter uma fatia significativa da Rumo, mas vem reduzindo a presença no país.

Enquanto o recebimento de uma oferta firme pelos operacionais é um marco importante no processo de recuperação judicial da Abengoa, a companhia tem também outras nove linhas de transmissão em construção, que são alvo de uma disputa com o governo e com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a concessão do Hospital da Zona Norte de Manaus, uma parceria público-privada (PPP) feita pelo Estado do Amazonas.

O governo vem tentando declarar a caducidade das nove linhas em construção, cujas obras estão paralisadas desde novembro de 2015 e envolvem linhas de transmissão importantes para o país, com o escoamento da energia da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA) para o Nordeste.
Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) proferiu uma decisão que permitiu que a Aneel retomasse o processo de caducidade desses ativos. A 5ª Vara Empresarial do Rio, onde corre a recuperação judicial da empresa, tinha concedido uma decisão em dezembro do ano passado obrigando a Aneel a suspender os processos de caducidade das linhas de transmissão, e também a informar novas receitas e prazos para as obras.

A Abengoa ajuizou no domingo um recurso questionando a decisão do TJRJ, alegando que este tribunal foi "induzido a erro" pelo regulador, pois as decisões anteriores haviam sido embasadas ainda por pareceres contundentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério Público Federal, além de estarem em "sintonia" com um parecer proferido pela Advocacia-Geral da União (AGU).

A ideia da Abengoa é relicitar os ativos dentro da recuperação judicial, em um leilão seguindo os moldes dos leilões organizados pela própria Aneel.

Assim, seriam mantidos contratos com fornecedores e credores atuais dos ativos. Além disso, os investimentos já feitos nos linhões, de cerca de R$ 1,5 bilhão, serão aproveitados.

Na quinta-feira da semana passada, a diretoria colegiada da Aneel recomendou, em reunião extraordinária, que governo retome o processo de cassação das linhas da Abengoa não operacionais. A agência reguladora ratificou essa decisão ontem. "A Aneel fez todo o esforço para que houvesse uma solução de mercado, com a transferência de controle e a continuidade dos contratos de concessão", disse Romeu Rufino, diretor-geral da Aneel.

Segundo ele, a recomendação de caducidade da concessão é o caminho natural para os casos de "claro e persistente" descumprimento dos contratos.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/08/2017



Empresas levantam dinheiro novo na bolsa para reforçar caixa

As empresas brasileiras captaram cerca de R$ 16 bilhões na bolsa de valores neste ano para reforçar o caixa. Isso equivale a cerca de 66% do volume total movimentado pelas companhias com ofertas de ações, que foi de R$ 24,1 bilhões.

Das 13 operações concluídas até agora, apenas duas delas não tiveram como objetivo captar recursos novos. No lançamento inicial de ações do IRB Brasil, os acionistas vendedores - o governo, três bancos e alguns fundos de pensão conseguiram levantar R$ 2 bilhões em uma operação que avaliou a maior resseguradora do país em R$ 8,5 bilhões. Já na oferta subsequente do Santander Brasil, o fundo soberano do Catar - o Qatar Holdings - reduziu sua bilionária fatia na instituição financeira, embolsando R$ 2,3 bilhões.

Afora essas duas transações, as demais 11 ofertas de ações tiveram como objetivo, pelo menos parcialmente, angariar recursos novos para as companhias.

Em muitas situações, o dinheiro serviu para o pagamento de dívidas de companhias com nível de alavancagem elevado, mas não são poucos os exemplos de transações que também engordaram o bolso das empresas que queriam investir. Essas histórias chamam a atenção, já que o Brasil passou por dois anos de contração da economia.

Para Alessandro Zema, corresponsável pelo banco de investimento do Morgan Stanley no Brasil, as empresas estão se antecipando a um eventual reaquecimento da atividade, porque estão encontrando interesse dos investidores tanto por companhias que vão estrear na bolsa de valores quanto por aquelas que já estão listadas. A eleição no próximo ano também faz com que as empresas acelerem as captações.

"Quando se fala de emissão de ações, nem sempre o emissor pode escolher quando fazer. Ele aproveita a oportunidade que se abre", afirma Zema.

Segundo ele, a conclusão dos IPOs de Carrefour, Biotoscana, Omega Geração e IRB Brasil nas últimas duas semanas mostraram que a temporada permanece aberta para novas transações.
As companhias Alupar e Omega foram à bolsa porque pretendem adquirir ativos de energia. A CCR também colocou mais ações à venda e levantou R$ 4 bilhões numa oferta subsequente com vistas a aumentar seu portfólio de investimentos em infraestrutura.

Fora do setor de infraestrutura, a empresa de diagnósticos médicos Hermes Pardini, a varejista Lojas Americanas, as companhias de shopping centers BR Malls e de desenvolvimento imobiliário BR Properties também receberam recursos para tocar seus projetos de investimento.

Do lado de quem recorreu aos investidores da bolsa mais para pagar dívidas estão, por exemplo, a varejista Carrefour e a fabricante e distribuidora de medicamentos Biotoscana, controlada pela gestora de fundos de private Por Carolina Mandl | De São Paulo Finanças

Além de dar saída parcial ao grupo francês de supermercados, que vendeu uma fatia de suas ações, o IPO do Carrefour serviu para a subsidiária brasileira quitar dívidas com a matriz de R$ 2,8 bilhões em mútuos que venciam no ano que vem. A operação diluiu o grupo Carrefour, mas deixou a empresa brasileira menos alavancada, o que também abre espaço para a companhia fazer mais investimentos no futuro.

Apesar do momento favorável às emissões, nem todas as companhias estão conseguindo concretizar suas ofertas de ações. Magazine Luiza, Tivit e Ser Educacional acabaram desistindo dos planos. - Valor Econômico Online Leia mais em portal.newsnet 01/08/2017



Estrangeiros voltam com ofertas de ações

As ofertas de ações em julho, que movimentaram um total de R$ 8,5 bilhões, deram novo fôlego para os investimentos externos no mercado acionário brasileiro. Depois de tirarem R$ 767 milhões em junho, no mês passado, até o dia 27 os estrangeiros já haviam aplicado R$ 3,09 bilhões na bolsa, caminhando para o segundo maior volume de 2017 - o recorde do ano é de janeiro, que registrou ingresso líquido de R$ 6,2 bilhões. No acumulado do ano, o saldo de estrangeiro na bolsa está positivo em R$ 7,9 bilhões.

Em julho, quatro empresas fizeram a estreia na bolsa: a varejista Carrefour, o grupo farmacêutico Biotoscana, a companhia de resseguros IRB e a empresa de geração de energia eólica Ômega. Desse grupo, as ofertas de Carrefour e IRB foram as que mais atraíram estrangeiros, segundo profissionais que acompanharam as operações, por conta do volume relevante. Carrefour, sozinho, movimentou R$ 4,46 bilhões, e o IRB, R$ 2 bilhões.

Os dados oficiais sobre a participação dos investidores nas ofertas ainda não foram divulgados, mas as estimativas do mercado apontam para uma fatia do estrangeiro de 55% na oferta do Carrefour e de 66% na operação do IRB retomando a média histórica de 60% de participação desse tipo de investidor.

"É um sinal de que os investidores estão mais otimistas com a recuperação da economia no longo prazo e que as questões políticas não têm influenciado de maneira negativa as decisões de investimento", afirma o executivo de um banco de investimentos que coordenou alguns lançamentos de ações.

As estimativas representam ainda um aumento em relação às ofertas iniciais de ações realizadas no começo do ano. Em fevereiro, por exemplo, dos R$ 600 milhões levantados pela locadora de carros Movida em bolsa, os estrangeiros compraram apenas 35% do volume de ações colocado à venda.
No mesmo mês, a Hermes Pardini fez uma oferta de R$ 877 milhões, dos quais os estrangeiros ficaram com 41%.

Desde o começo do ano, 13 empresas já fizeram ofertas de ações entre lançamentos iniciais e operações subsequentes, superando os R$ 24 bilhões.

De acordo com estimativas de profissionais do setor, até o fim do ano pelo menos mais dez companhias devem acessar o mercado de capitais. Pelos cálculos de Leandro Miranda, diretor-gerente do Bradesco BBI, a participação dos estrangeiros, considerando todas as ofertas de ações que devem ocorrer neste ano, pode chegar a R$ 20 bilhões.

Na visão do executivo, o aumento da participação dos estrangeiros nas ofertas de ações ocorre pela recomposição das carteiras dos fundos que investem em países emergentes e na América Latina. "Estamos vendo o ingresso de investidores mais qualificados e seletivos, mas não são novos, são investidores que estão voltando ao país", diz ele.

Em 2010, os fundos dedicados a investimentos em ações da América Latina destinavam 65,7% dos recursos para papéis brasileiros. O montante caiu para 46,5% em 2015 - o pior momento para o país - e agora voltou para 57%, segundo dados de 30 de junho.  No caso dos fundos que investem em ações de mercados emergentes, em 2010 eles destinavam 15,8% para o Brasil, Por Chrystiane Silva | De São Paulo  - Valor Econômico Online Leia mais em portal.newsnet 01/08/2017



Lala acerta compra da Vigor por R$ 5,7 bi

A fabricante de lácteos mexicana Lala acertou ontem a compra da Vigor Alimentos, controlada pela J&F Investimentos, por R$ 5,7 bilhões, valor que inclui dívidas, segundo uma pessoa a par da negociação. Até o fechamento desta edição, ambas as partes reviam o contrato, mas a assinatura ainda não havia ocorrido.

A Lala atribuiu o valor de R$ 5,7 bilhões por 100% da Vigor e também da Itambé, na qual a controlada da J&F tem participação de 50%. A outra metade da Itambé pertence à Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR).

O valor inclui dívidas da empresa brasileira de lácteos, segundo afirmou ao Valor a mesma fonte. A Vigor tem cerca de R$ 900 milhões em dívidas.

Portanto, os R$ 5,7 bilhões não representam o montante total que a família Batista, controladora da J&F Investimentos, receberá pela transação.

Levando-se em consideração o valor atribuído à companhia menos a dívida e a participação da CCPR na Itambé, os Batista - controladores da J&F - devem receber pela venda da Vigor um valor abaixo de R$ 4 bilhões. Em uma oferta de compra feita no fim do ano passado - antes da divulgação da delação premiada de Joesley e Wesley Batista - a Lala havia avaliado a Vigor em R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão pela Itambé, mas a proposta foi recusada.

A formalização do negócio deve ocorrer apenas na quinta-feira, porque a transação ainda vai passar pelos conselhos de administração.

A Lala conta com a assessoria financeira do BTG Pactual, enquanto a J&F Investimentos contratou o Bradesco BBI e o Santander.

O acordo de acionistas entre CCPR e a Vigor na Itambé prevê que a cooperativa central, em caso de venda da Vigor, teria a opção de recomprar suas ações, de vender sua participação ou fatia dela ou de permanecer como sócia.

Procurada ontem, a J&F disse que "não comenta a venda de ativos além das informações públicas". A Lala não respondeu até o fechamento desta edição.

Diante do histórico da Lala, que fez outras tentativas frustradas de entrar no país, havia algum ceticismo entre players do setor de lácteos sobre a concretização do negócio com a Vigor até o último momento. O próprio CEO da empresa, Scot Rank, reconheceu, há alguns dias, em teleconferência com analistas, que a Lala é "muito cuidadosa" em relação aos riscos de uma aquisição.

Uma história, em especial, revela quão conservadora a mexicana pode ser na hora de negociar. Em 2012, a empresa de lácteos esteve muito perto de comprar a Itambé, na época controlada pela CCPR.

No entanto, após 11 meses entre negociação, due diligence e a assinatura do memorando de entendimentos entre as duas partes, a transação não vingou pois a Lala quis reduzir o preço, de acordo com uma fonte que acompanhou toda a negociação naquela ocasião. Então, 50% do capital da Itambé acabou sendo vendido para a Vigor, por R$ 410 milhões, no ano seguinte.

A expectativa é que a venda da Vigor para a Lala tenha uma aprovação rápida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), já que mexicana não tem operações no Brasil.

Uma eventual venda para a francesa Lactalis, que também fez oferta pela Vigor, teria significado um tempo maior para fechar a transação, já que a aprovação pelo Cade seria mais demorada. Isso porque a Lactalis já tem ativos no Brasil. A francesa está no país desde 2013, quando adquiriu ativos da Balkis. No ano seguinte, avançou com a compra de unidades da LBR e dos ativos de lácteos da BRF.

Com a aquisição da Vigor, a Lala cumpre a meta de crescer fora do México, promessa feita em sua abertura de capital em 2013. Chega num momento em que o mercado de lácteos enfrenta queda no consumo em categorias como iogurte, por causa da crise econômica no Brasil.

Mas, segundo analistas, a aposta dos mexicanos é de prazo mais longo e mira o potencial de crescimento no consumo de lácteos no Brasil, que ainda é baixo em comparação a outros países. Além disso, está de olho no tamanho do mercado brasileiro, onde o consumo per capita de lácteos está na casa dos 172 litros por ano, segundo estimativa da consultoria MilkPoint. Na Argentina, esse consumo é de 215 litros e na Europa, de 250 litros.

A Lala tem 22 fábricas, sendo 14 no México, cinco na América Central e três nos EUA. Produz itens como leite, manteiga, iogurtes, queijos, creme de leite, entre outros. Com a aquisição, a empresa terá 15 fábricas no Brasil, onde são produzidos praticamente os mesmos itens. E deve ser terceira no ranking de captação de leite do Brasil, considerando que a Itambé já ocupava a posição com 1,104 bilhão de litros, e a Vigor captou 311 milhões de litros em 2016.

A história da Lala começou em 1949, com a fundação por um grupo de pequenos produtores da União de Produtores de Leite de Torréon, na Comarca Lagunera, região centro-norte do México. No ano seguinte, criaram a La Pasteurizadora Laguna. Em 1956, outro grupo de produtores fundou a Pasteurizadora Nazas, em Gómez Palacio, no Estado de Durango, no noroeste do país. Em 1977, os dois laticínios se uniram dando origem à Lala atual.

Depois disso, o grupo fez aquisições no México e na América Central. E, após várias tentativas, finalmente consegue chegar ao mercado brasileiro. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/08/2017
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 J&F, dos irmãos Batista, acerta venda da Vigor à mexicana Lala por R$ 5,7 bilhões 

O grupo J&F fechou ontem a venda da Vigor para o grupo Lala, do México, por R$ 5,7 bilhões. Segundo fontes a par do assunto, o contrato ainda não foi assinado, mas o negócio é dado como certo. Faltaria apenas a aprovação dos conselhos das companhias envolvidas para que o contrato seja assinado. A expectativa é que isso ocorra dentro dos próximos dias.

A Vigor faturou R$ 5,2 bilhões em 2015, último ano com dados disponíveis, e também é dona das marcas Leco, Faixa Azul, Danúbio e Serrabella, entre outras. Também tem participação de 50% na Itambé, em parceria com a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR). Os assessores do negócio foram o BTG (pelo lado do grupo Lala) e Bradesco BBI e Santander (J&F).

Embora as projeções iniciais dessem conta de um valor de R$ 6 bilhões para a Vigor, fontes de mercado disseram ontem que, em virtude da pressa que os irmãos Batista têm em fechar negócios no momento, o valor de R$ 5,7 bilhões, caso a venda seja mesmo concretizada, deve ser considerado um bom negócio.

A venda é a terceira a ser fechada pelo J&F em pouco mais de dois meses. O grupo tem buscado fazer caixa desde que seus controladores fizeram uma delação premiada, no âmbito da operação Lava Jato, e se comprometeram a pagar uma multa de R$ 10,3 bilhões, em 25 anos.

O grupo já vendeu operações de carne na América do Sul por US$ 300 milhões para o frigorífico rival Minerva. A Alpargatas - dona da Havaianas e da Osklen - também foi negociada por R$ 3,5 bilhões para a Cambuhy Investimentos, a Itaúsa e o fundo Brasil Warrant. Há outros ativos sendo negociados, como a fabricante de produtos de higiene e limpeza Flora e a empresa de celulose Eldorado (leia quadro acima).

Os irmãos Batista estão negociando pessoalmente a venda de seus ativos. No caso da Alpargatas, por exemplo, o empresário Wesley Batista assumiu diretamente as conversas com os interessados. Fontes afirmam que tanto Wesley quando seu irmão, Joesley, continuam a conversar diretamente com os potenciais compradores dos ativos ainda na mesa.

As vendas também devem ocorrer fora do País. Nos próximos dias, investidores farão oferta não vinculante para o frigorífico Moy Park, com sede na Irlanda. As negociações deverão ser concluídas até outubro, conforme anteciparam fontes ao Estado. Grupos europeus e chineses estão interessados no negócio.

Procurado, o Lala não respondeu ao pedido de entrevista. O J&F informou, em nota, que “não comenta a venda de ativos além das informações públicas”.

No ano passado, o Lala já havia avaliado a Vigor em R$ 5,4 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão seriam a participação na Itambé. A companhia bateu rivais de peso, como a francesa Lactalis e a americana Pepsico, na disputa pelo ativo.

Única empresa do setor lácteo com presença em todo o México, o Lala faturou 53,5 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 3 bilhões), em 2016. Com 22 fábricas e mais de 34 mil empregados, tem operações no México, Estados Unidos e América Central.

No ano passado, as vendas líquidas do grupo cresceram 11%, depois de aquisições na Nicarágua, na Costa Rica e nos EUA. Neste ano, a expansão foi de 18% no primeiro trimestre e de 16% entre abril e junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o relatório para investidores da companhia, a expansão deveu-se à integração das operações internacionais. Estadão - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol. 01/08/2017