21 fevereiro 2017

Tasnee vende controle da Cristal Pigmentos à Tronox por US$ 1,67 bi

A Cristal Pigmentos do Brasil informou em comunicado que sua controladora indireta, a Saudi Arabia’s National Industrialization (Tasnee), vendeu os negócios de dióxido de titânio da companhia para a Tronox, por US$ 1,67 bilhão, além de 24% de ... Leia mais em valoreconomico 21/02/2017

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FATO RELEVANTE  CRISTAL PIGMENTOS DO BRASIL S.A..

A  CRISTAL PIGMENTOS DO BRASIL S.A vem informar que, nesta data, a National Titanium Dioxide ... Leia mais em cristal-al 21/02/2017

21 fevereiro 2017



Telefônica venderá até 40% da subsidiária Telxius por € 1,3 bi

Venda é vista como um pequeno passo para reduzir a dívida de 50 bilhões de euros da companhia

Telefônica: operação atribui à Telxius um valor, incluindo dívida, de 3,678 bilhões de euros

A espanhola Telefônica informou nesta terça-feira que venderá uma fatia de até 40 por cento na subsidiária Telxius para o grupo de private equity KKR por 1,275 bilhão de euros.

A venda é vista como um pequeno passo para reduzir a dívida de 50 bilhões de euros da Telefônica, mas ajudará a mostrar aos investidores que o corte dos dividendos do ano passado está sendo compensado.

O acordo inclui uma opção de compra para 62 milhões de ações da Telxius –cerca de 24,8 por cento do capital social da subsidiária de telecomunicações– por 790,5 milhões de euros e opção de venda de 38 milhões de ações –12,5 por cento do total– por pelo menos 484,5 milhões de euros.

A operação atribui à Telxius um valor, incluindo dívida, de 3,678 bilhões de euros, informou a Telefônica em comunicado.

A Telxius possui e opera um amplo portfólio de quase 16 mil torres de telecomunicações em cinco países, administrando uma rede internacional de aproximadamente 65 mil quilômetros de cabos de fibra óptica submarina.

A venda ainda está sujeita à aprovação de órgãos reguladores. Reuters Leia mais em exame 21/02/2017



Burger King compra rede de frango frito Popeyes

Depois de retirar oferta de compra pela Unilever, fundos 3G Capital e Berkshire Hathaway buscam nova aquisição

O valor de mercado da rede Popeyes é de US$ 1,37 bilhão, enquanto a companhia de Lemann e Buffeff vale US$ 25 bilhões

A Kraft Heinz, do fundo 3G Capital e da Berkshire Hathaway, retirou sua oferta de US$ 143 bilhões pela Unilever, mas isso não impediu os fundos de buscarem fechar uma nova aquisição este ano.

A Restaurant Brands International, rede de fast food controlada pelo fundos 3G Capital, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann Marcel Telles e Beto Sicupira e pelo fundo Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, acabou de fechar a aquisição da rede Popeyes Louisiana Kitchen, baseada em frango frito.

A RBI é controladora do Burger King e, desde 2014, da canadense Tim Hortons, de doughnuts e cafés. Agora, acabou de abocanhar mais uma concorrente.

O valor da aquisição é de US$ 79 por ação em dinheiro, o que equivale a US$ 1,8 bilhão, um prêmio de 27% em relação ao preço médio das ações nos últimos 30 dias. A transação ainda está sujeita a análises e aprovações dos órgãos competentes.

“A aquisição da Popeyes adiciona uma marca bem-sucedida e altamente conceituada com grande fidelidade dos consumidores à RBI, uma das maiores empresas do mundo em serviços rápidos de restaurantes, que tem duas das redes mais icônicas do setor, Burger King e Tim Hortons”, afirmou a companhia em comunicado.

Fundada em New Orleans em 1972, a rede Popeyes tem mais de 2.600 restaurantes nos Estados Unidos e em outros 25 países. Já a RBI tem mais de 20.000 unidades em 100 países.

Em nota, o CEO da RBI, Daniel Schwartz, afirmou que “Popeye é uma marca poderosa com grande herança na Louisiana que ressoa com consumidores ao redor do mundo”.  “A medida em que Popeyes se torna parte da família RBI, acreditamos que conseguimos entregar crescimento e oportunidades para todos nossos parceiros, incluindo nossos valiosos funcionários e franqueados”, disse.

Para a presidente da companhia de Louisiana, Cheryl Bachelder, “o resultado (dessa parceria) é uma transação que entrega resultados imediatos para os acionistas da Popeye”.

A negociação pela rede Popeyes, de frango frito, começou há alguns meses.

Segundo a Bloomberg, o interesse se renovou na semana passada, quando a empresa fez uma nova oferta pela compra, envolvendo principalmente dinheiro. De acordo com a publicação, o valor de mercado da rede Popeyes é de US$ 1,37 bilhão, enquanto a companhia de Lemann e Buffeff vale US$ 25 bilhões.

Matéria atualizada em 12h15 para incluir o fechamento da operação. Por Karin Salomão Leia mais em exame 21/02/2017



Yahoo é comprado por US$ 4,8 bilhões pela Verizon

A operadora norte-americana Verizon confirmou na manhã desta segunda-feira (25) que fechou acordo para comprar as operações do Yahoo por US$ 4,83 bilhões em dinheiro. Com a aquisição, a Verizon se tornará mais forte como empresa de mídia: o grupo de telecomunicações também comprou a AOL em maio de 2015. Os negócios das duas ex-gigantes de internet serão integrados.

O valor parece troco de pinga quando comparado aos US$ 44,6 bilhões que a Microsoft queria pagar em 2008, mas vale lembrar que o atual acordo não inclui todos os ativos do Yahoo. As participações da empresa no Alibaba e no Yahoo Japan, bem como determinadas patentes, não serão transferidas para a Verizon. Esses ativos continuarão sendo do Yahoo — que vai mudar de nome após a conclusão da transação, segundo o Wall Street Journal.

Yahoo

O Yahoo perdeu bastante força nos últimos anos, tendo até encerrado seu próprio motor de buscas para dar lugar ao Bing, mas ainda é uma empresa de internet com mais de 1 bilhão de usuários e escritórios em diversas partes do mundo, inclusive em São Paulo. O Yahoo Mail, mesmo não sendo tão presente como antigamente, tem 225 milhões de usuários ativos mensais.

Pelo visto, o olho da Verizon está na publicidade: “A compra do Yahoo vai colocar a Verizon numa posição altamente competitiva como uma companhia de mídia mobile global, e ajudará a acelerar nossas receitas com publicidade digital”, diz o presidente-executivo Lowell McAdam.

A CEO do Yahoo, Marissa Mayer, vai pelo mesmo caminho: “Esta transação também se mostra uma grande oportunidade para […] acelerarmos nosso trabalho em mobile, vídeo, publicidade nativa e social”. Ela também diz que tanto o Yahoo quanto a AOL popularizaram a internet, o e-mail, as buscas e a mídia em tempo real, e que é “poético” as duas empresas se juntarem.

A compra ainda passar pela aprovação dos órgãos regulatórios e dos acionistas do Yahoo. A previsão é que a transação seja concluída no início de 2017. Por Paulo Higa Leia mais em tecnoblog 21/02/2017





BM&FBovespa espera 17 ofertas entre IPO e follow-on neste ano

O mercado brasileiro poderá ter 17 ofertas de ações neste ano, entre iniciais (IPO, na sigla em inglês) e subsequentes (follow-on), reiterou nesta segunda-feira (20) o diretor presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto.

Essas ofertas deverão girar cerca de R$ 25 bilhões. Neste ano a bolsa brasileira já foi palco de duas ofertas iniciais de ações - Movida e Hermes Pardini - e uma oferta subsequente, a da CCR.

Um dos pontos-chave, disse, é o andamento de reformas pelo governo - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 21/02/2017



3G Capital prepara próxima aquisição

 A 3G Capital, empresa de private equity que encabeçou a proposta fracassada para a Kraft Heinz comprar a Unilever por US$ 143 bilhões, tem até US$ 15 bilhões para usar em seu próximo meganegócio, segundo várias fontes próximas ao grupo.

A 3G, que tem feito negócios com Warren Buffett (controlador da Berkshire Hathaway), está determinada a identificar e ... Leia mais em valoreconomico 21/02/2017



Airbnb foca no luxo e compra empresa de aluguel de férias

Empresa canadense oferece aluguéis em vilas, casas e castelos

Depois de trazer um novo modelo de acomodação, o Airbnb promete agora investir pesado no luxo. A empresa de hospedagem comprou a Luxury Retreats, uma companhia de Montreal (Canadá) de aluguel de férias de luxo com mais de quatro mil casas em 100 destinos. Os valores da transação não foram divulgados.
Divulgação/FacebookVila em São Bartolomeu, no Caribe, disponível no inventário da Luxury

A Luxury Retreats ainda operará independentemente no curto prazo, mas ao longo do tempo terá seu portfólio adicionado ao portal do Airbnb, informou em nota.

O diretor executivo companhia canadense, Joe Poulin, fará parte da equipe e reportará ao cofundador e diretor executivo do Airbnb, Brian Chesky. Cerca dos 250 funcionários serão integrados à comunidade global da empresa de economia compartilhada.

“A incrível energia e o talento em nossas equipes darão apoio à nossa missão e crescer nossa comunidade. Eu estou confiante que vamos expandir nosso time no Canadá e nos meses e anos seguintes”, disse Chesky.

Para se ter uma ideia de produto de alto nível, a empresa canadense oferece preços e opções variados. Uma vila em Bali (Indonésia) custa US$ 1,8 mil a noite e abriga até 12 pessoas. Os mais dispostos a pagarem um pouco mais em uma hospedagem em Turks e Caicos, no Caribe, podem desenvolver US$ 22 mil por uma noite em uma casa para até 16 pessoas.

O Airbnb garante que a sede da Luxury Retreats permanecerá em Montreal e pretende trazer mais funcionários ao time. Henrique SantiagoHenrique Santiago Leia mais em panrotas 21/02/2017  



BookPartners compra Superpedido

Enquanto o mercado ainda faz conjecturas sobre uma possível fusão entre Cultura e Saraiva, a BookPartners acaba de fechar um acordo para a compra da Superpedido - Tecmedd.

A transação, confirmada pela BookPartners, dá musculatura à distribuidora, que já tem forte entrada no mercado de CTP, em especial com livros de Direito, e passará agora a ter peso também no mercado trade. ... Leia mais em publishers 20/02/2017



Mobius: Brasil volta a grau de investimento em 2 anos

O megainvestidor Mark Mobius, presidente executivo da Templeton Emerging Markets Group, avalia que o Brasil pode recuperar o grau de investimento em dois anos com a evolução das condições da economia. Além disso, acredita na possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) crescer a uma taxa de 5% já no ano que vem.

— São várias reformas, investimentos em infraestrutura, fluxo de recursos para o país, um balanço de pagamentos positivo e uma perspectiva melhor da relação entre dívida e PIB. Além disso, tem a melhora no preço das commodities. Com tudo isso, é provável ter o grau de investimento em dois anos — explicou o investidor, em conversa com jornalistas ontem.

O grau de investimento é um selo de bom pagador que as agências de classificação de risco atribuem a empresas ou países. O Brasil ganhou este selo em 2008, mas, com a piora das contas públicas e o baixo crescimento do PIB, perdeu-o em 2015.

Otimista, a Templeton projeta que a economia brasileira cresça 0,5% em 2017, saltando a 5% no ano que vem. Projeção muito superior à média dos analistas consultados pelo Banco Central no boletim Focus, que apontam para um crescimento de 2,3% em 2018.

— A base está muito baixa, então é razoável pensar em um crescimento maior para o ano que vem, com a retomada da confiança. Um crescimento de 5% é muito possível — explicou ele.

Na sexta-feira, Mobius encontrou-se com a equipe econômica e ouviu os planos do governo para a área de infraestrutura, que prevê concessões e parcerias com a iniciativa privada em rodovias, aeroportos e outras obras.

— Se sair metade do que está previsto, o programa de infraestrutura pode ser um grande impulso para a economia — disse.

A Templeton faz a gestão de US$ 27 bilhões aplicados em mercados emergentes, dos quais 70% estão alocados na Ásia e cerca de US$ 2 bilhões na América Latina, sendo US$ 1,2 bilhão no Brasil. Desde novembro, a gestora está aumentando a exposição ao país. O setor preferido é o bancário, mas ele vê boas chances em ações do setor de consumo.

Em sua visão, os efeitos da Lava-Jato já foram incorporados pelo mercado, e o que importa agora é a capacidade de se fazerem as reformas e seus impactos na economia, e não quem está no governo. Em relação ao câmbio, ele vê o real um pouco acima do adequado — R$ 3,20 seria a cotação ajustada, diz. Ontem, a moeda fechou a R$ 3,09.

Sobre o governo Trump, ele acha que pode ser positivo para a economia global, se o plano do republicano de fato gerar empregos e estimular o PIB americano.  O Globo - Leia mais em bainhe 21/02/2017



Captação da CCR vai para compra de ativos

Após concluir uma captação de R$ 4,07 bilhões com uma oferta restrita de ações, o grupo de concessões CCR começa a desenhar o destino dos recursos.

As prioridades são aquisições no mercado secundário - negócios já existentes - e novos investimentos em ativos do grupo por meio de aditivos contratuais. O mercado primário, via disputa de leilões, tamb.. Leia mais em valoreconomico 21/02/2017




Peso volátil agita mercado de fusões e aquisições no México

A fraqueza do peso está complicando as transações com empresas mexicanas, ao elevar os preços em moeda local das aquisições no exterior ou criar ofertas imprevistas para compradores estrangeiros. Pelo menos uma transação está sendo reavaliada para ser ajustada às mudanças.

Em junho, quando a Coca-Cola Femsa, com sede na Cidade do México, e sua sócia, a Coca-Cola, concordaram em adquirir a AdeS, a divisão de bebidas de soja da Unilever, com sede em Londres, por US$ 575 milhões, a transação foi avaliada em 10,6 bilhões de pesos. Agora, o custo denominado em pesos está cerca de 9 por cento mais alto. Como outras empresas mexicanas de capital aberto, a Coke Femsa conta com algumas coberturas contra o risco cambial, mas tem que registrar seus ativos em pesos para fins contábeis.

Em maio, em um caso similar, o Grupo Lala disse que compraria certos ativos da Laguna Dairy nos EUA por US$ 246 milhões. A fraqueza da moeda elevou em mais de 10 por cento o preço denominado em pesos da empresa de laticínios. O preço em dólares da transação não mudou, disse por e-mail Alberto Arellano, diretor financeiro da Lala.

"Todas essas transações foram feitas em dólares porque a maioria inclui empresas americanas", disse Manuel Jiménez, diretor de análise do Grupo Financiero Banorte. "É provável que qualquer operação pendente tenha que levar em conta os efeitos cambiais."

Depreciação

A Coca-Cola Femsa não respondeu a um pedido de comentários. A empresa tinha coberturas para cerca de 25 por cento de suas necessidades em dólares no México em outubro, disseram executivos em uma teleconferência na época.

A depreciação de 10 por cento do peso frente ao dólar nos últimos 12 meses - a moeda foi afetada pelo discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre impostos às importações - também poderia obrigar os compradores de companhias mexicanas a reavaliarem suas transações. A Delta Air Lines disse nesta segunda-feira que tinha aumentado sua oferta por uma participação no Grupo Aeroméxico de 43,59 pesos por ação para 53 pesos, principalmente devido a movimentos no tipo de câmbio.

Está ficando cada vez mais comum que as transações internacionais levem em conta a volatilidade cambial e muitas delas são cotadas em dólares ou a uma taxa de câmbio fixa, disse Bernardo Reyes Retana, advogado que trabalha em fusões e aquisições no escritório de advocacia González Calvillo, na Cidade do México.

Apesar da volatilidade da moeda, as fusões e aquisições com empresas mexicanas têm se mantido constantes nos últimos anos. Foram realizadas 37 transações com compradores ou vendedores mexicanos no ano passado, na comparação com 41 em 2015 e 39 em 2014, segundo dados compilados pela Bloomberg.

É provável que em 2017 a atividade aumente à medida que as empresas forem se ajustando às mudanças no cenário geopolítico. Nesta semana, a Alfa, um dos maiores conglomerados do México, anunciou planos para vender ativos de energia no Texas, EUA, e no Peru, abandonando um plano para crescer no setor devido à queda dos preços do petróleo nos últimos anos. Bloomberg Andrea Navarro Leia mais em uol 20/02/2017



Estados terão que vender empresas

O governo federal delimitou quais ativos os estados vão ter de privatizar para ter acesso ao novo Regime de Recuperação Fiscal, cujo principal benefício é a suspensão do pagamento das dívidas com a União por até três anos. Os Estados em dificuldades financeiras terão de aprovar nas assembleias legislativas leis autorizando a privatização de empresas dos setores financeiros, de energia e de saneamento. Os recursos obtidos deverão ser destinados para a quitação de dívidas.

O texto do projeto que cria o programa de socorro aos estados foi entregue, no fim da tarde de ontem, ao presidente Michel Temer pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Além de criar o novo regime, o projeto flexibiliza a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o ente federativo que aderir ao programa. A previsão é que a Casa Civil envie o documento ao Congresso Nacional ainda nesta terça-feira. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o projeto deverá ser aprovado “até a primeira quinzena de março”.

A primeira versão do projeto, que acabou sendo vetada por Temer por ter sido desfigurado durante a tramitação no Legislativo, falava apenas da criação de um programa de desestatização pelos estados que aderissem ao plano, sem especificar as áreas pretendidas. A União, porém, quer que os estados em pior situação vendam estatais como a Companhia de Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), do Rio, a companhia de energia mineira Cemig e o banco gaúcho Banrisul, mas muitos resistem. O Rio Grande do Sul, por exemplo, não quer abrir mão do banco estadual e ofereceu outros ativos, como a distribuidora de energia CEEE. No caso de Minas, o governador Fernando Pimentel disse que não vê motivos para privatizar a Cemig.

O novo projeto prevê que os estados deem como garantia para a União a receita de tributos como a do ICMS e a do Fundo de Participação dos Estados. O projeto prevê ainda a suspensão de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) durante a vigência do plano para os estados que aderirem. A intenção é possibilitar que eles obtenham financiamentos em bancos oficiais mesmo tendo ultrapassado limites de gastos e de endividamento previstos na lei.

Foi mantida no texto a previsão de elevação da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores estaduais para, no mínimo, 14%. O prazo de vigência do plano de recuperação será limitado a 36 meses, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

Salários

O texto foi discutido ontem em reuniões da equipe econômica e com Rodrigo Maia, que, em dezembro, liderou um movimento pela retirada das contrapartidas quando a Casa analisou a criação do regime pela primeira vez. Na época, ele disse que os deputados federais não precisavam dizer “amém” ao Ministério da Fazenda. Desta vez, Maia sinalizou que apoiará o projeto e disse que vai se empenhar pela sua aprovação. “Não tenho nenhum problema de ouvir a área técnica do governo e compreender que, do ponto de vista técnico, é bem sustentável”, afirmou ele ontem.

O projeto que será enviado ao Congresso proíbe o estado, durante a vigência do regime, de conceder aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores; de criar cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; de alterar a estrutura de carreira que aumente os custos; e de realizar concursos, exceto para reposições de vagas, entre outros pontos.

Rio aprova leilão da Cedae
Sob protesto nas ruas, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou ontem, por 41 votos contra 28, o texto base do projeto de lei que prevê a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae). A medida é uma das contrapartidas previstas no acordo de socorro firmado com a União em janeiro. A venda da estatal será a garantia para que o estado obtenha empréstimo em bancos públicos com o aval da União, algo que só poderá ocorrer quando o Congresso Nacional alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Correio Braziliense - Leia mais em abinee 21/02/2017